We'll Be a Dream

Escrito por Marcela Amaro - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia
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Capítulo 1

- AMIGAAAA! É SÉRIO? - diz , minha melhor amiga.
- Sério, estou tão feliz! É algo que busco pra mim há dois anos! - respondi com um sorriso de A a Z. - Só tem um lado ruim.
- Qual? Conte-me que até agora eu não sei. - diz me olhando com um olhar de curiosa, ela sempre me fazia esse olhar, era uma das coisas que eu amava nela.
- Minha mãe, meu irmão e M-E-U namorado. - enfatizei quando disse “meu namorado”.
- Você é maluca, vai deixar de ir para os E-S-T-A-D-O-S U-N-I-D-O-S pra ficar com o merda do Renan?
- Claro que não, nunca! Só tenho que contar pra ele, só vou passar um ano fora. – disse, sentando e pegando minha mala no meu armário.
- , você como sempre bobinha mesmo, né? Um ano, com certeza ABSOLUTA você vai encontrar um norte americano. - diz me ajudando a pegar algumas roupas.
- Não, eu estou com o Renan desde meus 12 anos e agora que estou com 16 vou me separar dele? Claro que não, eu amo ele, foi ele que quando meu pai morreu me acolheu, lembra?
- Lembro, , claro que lembro.
- Então, trate de me ajudar arrumar com as malas.
- Afinal, que dia você viaja? - disse me perguntando.
- Sábado. - eu ri.
- , JÁ É QUINTA FEIRA E VOCÊ NÃO AVISOU NINGUÉM? - gritou no meu ouvido.
- Claro, avisei minha mãe e meu irmão, menos o Renan, será que você é surda?
- Não. - ela riu.

- Então , o que você quer falar comigo? – disse Renan pra mim, ele era tão lindo, seus olhos eram azuis, seu cabelo pretos, porém, lisos. Era alto e era jogador de futsal. Eu era completamente apaixonada por ele.
- Eu te amo. - disse beijando suas bochechas fofas e caindo uma lágrima nos meus olhos.
- , eu também te amo muito, vida. Você é a pessoa mais importante pra mim. - ele disse me abraçando, fui esmagada.
- Lembra-se do intercâmbio cultural, aquele que me inscrevi há dois anos? E que se eu fosse escolhida, iria pra uma família e eu iria passar por uma experiência lá?
- Lembro. - Renan ouvia atenciosamente.
- Então, me chamaram há um mês. - disse completando e caindo mais uma lágrima em meu olho.
- E é claro que você não vai, certo?
- Não, eu não posso perder essa oportunidade. - disse séria.
- Quanto tempo dura? - disse ele me olhando com frieza.
- Só um ano, depois desse tempo, eu volto. - disse com um sorriso falso.
- E você acha que eu vou te esperar por um ano?
- Renan, não fala assim comigo.
- , você vai viajar para o ESTADOS UNIDOS e você quer que eu fique feliz e solte fogos? - Era primeira vez que ele me chamou de “”.
- Eu amo você e vou te esperar, será que você não entende? - respirei fundo. - Se quiser, eu grito aqui mesmo dizendo que eu amo você, você quer isso, Renan?
- , eu não consigo ficar bravo com você. - diz ele me abraçando.
- Eu te amo tanto. - disse e logo depois nos beijamos.

"Chegou o dia!" pensei mentalmente. Eram 07h40min da manhã meu voo estava marcado para as 10h00min. Levantei, fiz minha higiene e desci para tomar o íltimo café da manhã em família.
- ! - disse meu irmão, ele tinha sete anos. Quando nosso pai morreu ele era bem pequeno e não se lembrava de papai direito.
- Lucas, meu amor. - disse abraçando e beijando sua bochecha.
- Filha, feliz? - disse minha mãe, Dona Sarah anda muito preocupada comigo depois que soube da viagem.
- Muito, mãe! - disse sorrindo.
- E o Renan? - continuou ela.
- Nós estamos juntos, me despedi dele ontem de noite. - completei.
- Está levando seu ursinho? - disse minha mãe falando NADA baixo.
- Mãe, claro né. - falei baixinho. Não quero que saibam que só durmo com meu ursinho chamado Zayn. Sim, é em homenagem a 1D, além do mais, sou directioner.
“Atenção. Voo 415 para rumo a Flórida, se apresentar no chek-in.”
- Sou eu mãe, pode me largar. - eu ri.
- Minha filha, mantenha contato comigo, amo você!
- Também te amo, mãe. - respondi.
- . – disse Lucas chorando.
- Não chora Lucas, eu vou voltar daqui a pouco! Eu te amo muito e não se esqueça de mim tá?
- Nunca , eu amo você, você é a melhor irmã do mundo. - disse ele me abraçando.

- A senhora vai querer alguma bebida? – disse a aeromoça, enquanto me ajeitava na poltrona
- Não obrigada. - respondi, e foi a última coisa que vi e peguei no sono.

- Senhorita? Senhorita? - disse uma mulher me cutucando.
- Sim? – disse, meio sonolenta.
- Chegamos. - disse ela abrindo a janela do avião.
- Já? Nossa, onze horas se passaram tão rápidos!
Peguei minha bolsa e pela primeira vez na vida pisei em solo americano. Parecia estranho, era uma boa energia vindo em mim, não sei porque, sentia que ia encontrar alguém que eu ia gostar muito.
- Será que ninguém veio me buscar? – disse falando comigo mesmo.
Antes de eu começar reclamar, vejo uma placa com meu nome e um senhor velhinho segurando:
- Oi, meu nome é . - sorri alargamente.
- Olá senhorita , vim te buscar. - ele disse, ele é muito fofo.
- Sim, mas me chame de .
- Sim senhor... Quer dizer . - nós rimos.
- Então, Walther. - sim nome dele é Walther.
- Fale... - disse ele atenciosamente.
- Aonde eu vou estudar? – disse olhando um parque, lindo por sinal.
- No colégio de seu “irmão”.
- Ah. Quantos anos ele tem?
- 17. - respondeu ele e foi a última palavra durante a viagem para minha nova casa.

- Chegamos. - disse Walther tirando minhas malas do carro. A casa era simplesmente L-I-N-D-A! Dava para ver que minha nova “família” tinha dinheiro. Era branca e com um jardim lindo!
- Uau! - disse com a boca aberta, dava até para entrar um pássaro nela.
- Sim, Sr. Paul é bem conservado com sua casa. - disse Walther.
- Ah, sim. - respondi limpando minha baba.
Subi alguns degraus e entrei na casa, era simplesmente a casa dos sonhos, aquelas casas ricas igual de novela da Globo? Imagina uma casa 2x melhor que aquela.
- Olá! - disse um menino alto, loiro, diria que ele é até bonitinho.
- Oi, prazer. - respondi com um sorriso de A Z.
- Você deve ser , né?
- Sim, e você é o...?
- Troy - lembrei na hora de HSM, sim, eu também sou fã.
- Cadê sua Gabriela? - disse e caímos na risada.
- Minha mãe e meu pai estão em Londres. Eles só voltam na segunda, já é tarde, penso que você queira descansar, acertei?
- Sim, na mosca. - respondi pegando minhas malas.

- Esse é seu quarto, . - o disse abrindo a porta.
- Obrigado, me chame de . - disse com meus olhos brilhando.
- Sim, , vai querer jantar?
- Não, to sem fome. - respondi com um sorriso falso.
- Boa noite, irmãzinha. - Troy disse fechando a porta.
- UAAAAAAAAAAAAAU, QUE QUARTO LINDO! - disse me jogando na enorme cama e adormeci ali mesmo.

- Bom dia, irmãzinha. - acordou com Troy me acordando.
- Que horas são? - disse dormindo ainda.
- Oração só na igreja, brincadeira , são 14h30min. - disse ele rindo.
- MENTIRA? - disse levantando da cama em um pulo.
- Sim, não quis te acordar, sei como viagem é muito cansativo. - disse ele abrindo as cortinas da minha janela.
- É, posso me arrumar? - disse tomando um ar.
- Ah, desculpe , desça para o café, tem uma visita pra você lá em baixo. - disse ele fechando a porta.
- Surpresa pra mim?- disse comigo mesmo.
Tomei banho de quase uma hora. Minha “surpresa” já devia estar esperando e sem paciência. Peguei minha roupa. Botei essa porque iria pra dar uma volta pela cidade.
- , esse é minha mãe e meu pai. - disse Troy pra mim me apresentando seus pais, eles eram muito simpáticos.
- Oi, . - disse Cate.
- Oi Sra. Cate. - respondi.
- Não me chama de senhora, meu amor, apenas de Cate ou de mãe. - respondeu com enorme abraço.
- Sim. - dei um leve sorriso.
- Esse é meu marido, Robert Hudson, somos a família Hudson. - disse apresentando, já sabia onde Troy tinha puxado os olhos azuis dele.
- Vamos almoçar? - falou Cate
- Sim! Estou morrendo de fome! - dissemos eu e Troy ao mesmo tempo, causando risada de todos. Almoçamos e eu falei o tempo todo como era minha vida no Brasil.
- E você tem namorado? - perguntou Cate.
- Sim, namoro há quatro anos, - respondeu olhando para Troy.
- Hum, amanhã na escola apresento minha namorada. - disse ele com um olhar de vingança, não sei por que algo me disse que vou ter problemas com esse Troy. Quando terminamos o almoço, falei que iria sair, mas só que Cate falou que tinha que ficar em casa, pois era meu primeiro dia e etc. Despedi-me de todos e subi para arrumar a mala, realmente não tinha levado nada, teria que comprar bastantes roupas, afinal, colégio americano não há uniformes. Era já quase meia noite quando acabei de arrumar todo no meu quarto, quando Cate me chamou:
- , pizza chegou. - disse abrindo a porta do meu quarto.
- Hum, adoro pizza! - nós rimos.
Comi pizza, estava uma delicia por sinal. Cate me dissera que amanhã mesmo começariam minhas aulas, e disse para Troy cuidar de mim, coisa ridícula. Subi, deitei na cama e adormeci.

Acordei no dia seguinte com o celular me despertando, tinha que estar na escola ás 08h00min. Tomei banho, fiz minha higiene matinal e desci, não sabia o que vestir num primeiro dia de aula em colégio americano, então botei qualquer roupa e soltei meu cabelo. Iupi, ele estava com bom humor hoje! Desci, tomei café e Cate resolveu levar eu e Troy para a escola, sai do carro e dali pra frente era eu e eu.
A escola era realmente linda, era tipo a escola do “high school musical”, só que o nome da escola era School Teaching Styles. Pelo que o Troy me disse, o nome do dono da escola é Styles, mas isso não interessa. Era meu primeiro dia e não queria ficar sozinha. Na entrada da escola tinha uma caixa para novatos, onde ficava o mapa da escola, peguei e fui seguindo aquele mapa, até que avisei meu armário.
- Olá, você é a aluna brasileira, ? - disse uma menina baixa, morena, com os óculos fundos de garrafas. Não era feia, mas também não era bonita.
- Sim, por quê? - respondi tentando ser educada.
- Sou sua guia durante seu primeiro dia, vou te ajudar a viver nessa escola. - respondeu a menina.
- Ah sim, qual seu nome? - perguntei
- Isadora, vamos. Sua primeira aula, quer dizer, nossa, é de geografia. - disse ela puxando meu braço.

Capítulo 2

Bom, a aula foi hiper legal, tirando a parte que riram de mim.
- Gostou da aula, ? - disse Isadora para mim na fila do almoço. Durante as aulas que teve, peguei um pouco de intimidade, ela parecia muito .
- Sim, Isa. - já dei até um apelido para ela, eu ri.
Pegamos nosso almoço e fomos sentar lá fora no jardim, quando nós caminhávamos até nosso banco, percebi que a escola tinha bastantes meninas bonitas e garotos marrentos, odeio isso.
- Então, já analisando em que grupo você vai entrar? - disse Isadora para mim, me tirando de meus devaneios.
- Ahn? - respondi confusa. Ela me respondeu com um sorriso.
- Sim, como sempre. Todos da aí já foram meus amigos no primeiro dia de aula, no segundo nem lembram mais de mim, já me acostumei. - disse Isa para mim.
- Pode ter certeza eu não sou assim, aliás, não gostei das pessoas daqui, só de você. - ri para ela e ela riu pra mim.
- Me apresente mais quem é quem aqui na escola. - pedi.
- Claro! Ali é o grupo das líderes de torcidas, e todas são comidas pelos atletas, se é que você me entende. ­­Ali ficam os nerds, ali ficam as patricinhas do colégio, Stefany e Nicolle. Resumindo, são os mais populares da escola... acho que só.
- É quem é aquele? - apontei para um garoto que tinha acabado de chegar.
- Aquele é , o menino mais popular da escola. - disse ela.
Pelo que Isa me disse, não prestava, mas não podia negar, ele era lindo. Moreno, cabelos escuros e olhos castanhos claros. De longe dava para ver seus olhos brilhando à luz do sol, parecia que quando você olhasse, se hipnotizada
- , ficou apaixonada por , é?
- Não, garoto metido. Aliás, tenho um namorado. - disse.
- Posso conhecer?
- Ele não mora aqui, está no Brasil. – respondi ainda olhando para .
- Ah sim, vamos voltar para aula?
- Claro. - disse, me levantando.
E se foram mais quatro tempos de matemática. Eu ODEIO matemática. Para quê vou querer saber contas na minha vida? O tal do ficou na mesmo aula que eu no tempo de matemática. Nem na aula esse garoto para de paquerar, acho que ele gosta dessa tal de Stefany.
- Senhorita ? - disse o professor tirando de meus devaneios. SERÁ QUE ESSE POVO AMERICANO ADORA ME TIRAR DOS MEUS DESVANEIOS?
- Sim, Professor John. – falei com um sorriso extremamente forçado.
- A senhora veio de que lugar do Brasil?
- Rio de Janeiro. - respondi seca.
- Uau! A cidade maravilhosa! - disse um garoto, que não reconheci a voz. Virei para trás, era . O ignorei, garoto intrometido.
Aula foi chata e como sempre não entendi nada.
- Gostou do seu primeiro dia? – perguntou Isa para mim.
- Sim. – respondi, realmente tinha gostado do colégio.
- Bom, vou lá na secretária. Me espera na porta da escola?
- Claro. – respondi.

Eu estava procurando meu livro de geografia, quando fechei a porta, dei de cara com :
- Procurando algo? – perguntou ele. Seus olhos de perto pareciam verdes, e de longes castanhos claros, seu perfume era sem dúvida o melhor que já senti, seu hálito tinha cheiro de menta, e ele era fofo com meu livro de geografia... PERA! MEU LIVRO?
- Posso saber onde você pegou isso? – perguntei séria.
- Isso não é da sua conta. – respondeu com aquele risinho.
- Claro que é da minha conta garoto, trate-me de me dar meu livro!
- Só se você me der um beijo.
Quem esse garoto pensa que é? O bonitão que come todas as garotas e depois bota no caderninho dele “ = Já comi”, garoto ridículo.
- Ah claro, é meu sonho beijar você. - falei numa voz irônica.
- Garota nova, e se achando a gostosona.
- Garoto, se oriente. – disse, pegando meu livro com toda brutalidade do mundo. Logo no meu primeiro dia de aula já arrumo confusão, que ódio!
- Demorou.
- O idiota daquele menino que veio me perturbar e me atrasou. - respondi.
- Que idiota?
- O . – respondi séria, mas no fundo ainda sentia o cheiro dele, parece que está empregnado em mim, que nojo!
- Hum, foi simpático com você?
- Quem me dera, ele foi um tremendo grosso! - respond.
- Ué. Normalmente ele é simpático e depois come. - disse ela, causando minha risada.

Cheguei em casa por volta das 16 horas, não sabia que ficar no colégio quase o dia inteiro cansasse assim. Deitei na minha cama, e meu celular apita:
“Saudades do meu mô”
Respondi:
"Também, os meninos daqui são uns grossos, amo você”
Esperei, esperei e Renan não me respondeu. Fui pro banheiro, tomei meu banho e fui descansar um pouco.
Fui acordada por Cate para o jantar, jantei e entrei no facebook, estava on.

diz: Amigaaaaaaaaa
diz: Saudades da minha bebezinha =(
diz: Também =(
diz: Amiga tem uma coisa para te contar.
diz : O quê?
diz: Too namorando
diz: Até que em fim, quem é o sortudo?
diz: Tchau

- continua a mesma mal educada. - disse para mim mesma. Fiquei na janela por um bom tempo pensando na vida, no Renan, na , no meu irmão, deitei na cama e apaguei.

- Bom dia, flor do dia. - disse Cate abrindo as cortinas do meu quarto.
- Bom dia, Cate. - disse meio sonolenta.
- Vamos, vou te levar para a escola hoje. - disse ela.
Levantei, tomei banho rápido, me maquiei e botei minha roupa. Desci, tomei café, dei risadas com Troy e Martha, a empregada da casa, conheci hoje, era um doce de pessoa. Cate nos deixou na escola, estranhei que não tinha ninguém. Cheguei atrasada. No Brasil, eu odiava chegar atrasada, imagine aqui nos Estados Unidos?
- Desculpa o atraso. - disse entrando na sala.
- Olá, aluna nova? - Era aula de história com a professora Cristina, ainda não tinha feito aula com ela.
- Sim, prazer, . - disse ainda em pé.
- Prazer é toda minha , agora se sente. - Primeiro, procurei Isadora. Nada de achar, “será que ela não veio ?”, ou “será que ela não vai ser da minha turma de história?”, os lugares estavam lotados, só havia um lugar, ao lado de .

Capítulo 3

- Senhorita, pode ser sentar ou está difícil? - disse a professora.
- Ah, desculpe. - Andei calmamente e sentei. Senti aquele odor... eu ficava doida com aquele cheiro.
- Hum, já veio puxar papo comigo, até sentou do meu lado. - disse com a voz baixa.
- Porque era a única opção. - disse tentando prestar atenção na aula.
- fica se fazendo de bobinha, a pobre coitada que acredita no amor para sempre. - disse ele rindo.
- Olha só, , só porque você come todas as garotas da escola, não significa que você vai fazer o mesmo comigo. Eu sim acredito no amor para sempre, o amor é a melhor coisa do mundo, você quando tem o amor, não fica sozinho, tem alguém para abraçar... mas é, esqueci que você não sabe como é isso. - disse, nesse momento esqueci que estava sala de aula e que todos estavam ouvindo. A única coisa que a professora disse:
- e ! Diretoria, agora! - e foi o que eu fiz.
- , logo no segundo dia arrumando confusão, e você , nem me surpreende. - disse a diretora, uma velha chata.
- Desculpe diretora, não irá mais acontecer. - disse olhando para mim, por que aqueles olhos tem que ser tão lindos?
- Sim, não irá mesmo. - disse saindo da sala e indo pro corredor. Vi então que me seguia.
- ! - gritou .
- Me esquece! - gritei de volta.
- Desculpa! - disse ele chegando mais perto de mim.
- Desculpo só se você parar de me irritar e me deixar em paz, eu não aguento mais você! - falei séria.
- Isso eu não posso prometer, mas o importante é que você me desculpou. - disse saindo.
Depois de terça-feira, finalmente me deixava em paz. Ficava se agarrando com as garotas de lá. As coisas não poderiam estar mais perfeitas, o resto da semana foi comum.

- Finalmente, sexta-feira! - disse Dora.
- Uhum... - disse não prestando atenção.
- E ai? Preparada para viagem na semana que vem?
- Que viagem? - perguntei surpresa.
- Ué! Uma vez por ano a escola promove um passeio de três dias num sítio. Ele é mega confortável, com quartos e piscinas; um sítio moderno! Vai ser segunda, terça e quarta já que é feriado, lembra?
- Ah, Troy tinha me falado disso. - sorri.
- Vamos?
- Não to afim de olhar para a cara do no feriado. - falei. Era sério, eu odiava aquele garoto.
- Então, ele nunca vai para o acampamento. Vamos, ! - disse Isadora.
- Pensando assim, posso pensar. - disse me despedindo de Isadora, em apenas uma semana nós já éramos bem íntimas.
Sério. Muita história de mocinhas, em que a mocinha briga com um garoto, ai diz “ah isso vai dar amor.” Ai, isso é tão clichê! Pessoas não mudam. Coloque na sua cabeça: um pegador, galinha, safado e idiota será sempre pegador, galinha, safado e idiota.
Cheguei em casa, fui direto lanchar. Martha tinha feito bolinho de chuva e com uma longa conversa descobri que ela era brasileira, e veio para os EUA pequenininha.
- Irmãzinha...
- Ah, a sua “irmãzinha” que na escola finge que não me conhece. - disse séria.
- Tenho vida social, né gata. - disse Troy. Ai, como eu odeio que me chamem de gata.
- Idiota. - ri forçadamente.
“DIN-DON”
- Quem será? – perguntou Martha lavando as louças.
- Não to esperado ninguém. - disse Troy pegando uma maçã na geladeira.
- O seu “ninguém” significa uma garota? - respondi rindo.
- Ei, esqueceu que tenho namorada? - disse ele sorrindo de lado.
- Aham, uma para cada dia. - disse caindo na gargalhada e indo atender a porta.
- Oi.
- Você é o...? – perguntei.
- Prazer, . - disse ele. Ele era bonito, alto, parecia ser mais velho que o meu irmão. Cheiroso, mas nada se comparava a .
- Ah claro, quer falar com Troy?
- Sim, ele está? - perguntou.
- TROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOY O MENINO DA ESCOLA TA AQUIIIIIIIII! - gritei, causando a gargalhada de .
- Tem alguma palhaça aqui? – perguntei séria. Eu odeio quando os outros riem de mim, sem eu ter feito nada.
- Não, desculpe. – disse ele todo envergonhado.
- Sem problemas. - disse me despedindo e subi pro meu quarto. Já eram por volta de 18h, e essa hora no Brasil estava me preparando para festas. Agora, estou em casa no maior tédio. Tomei um banho e entrei no facebook.

Isadora diz: Amigaaaa
diz: Oi bb
Isadora diz: Vamos sair hoje?
diz: Clarooooooooo!
Isadora diz: Ok! Arruma-se, passo ai ás 21h00min.
diz: Tá, mas para onde nós vamos?
Isadora diz: Surpresa; D
diz: Que roupa vista?
Isadora diz : Um salto, vestido por aí, tchau, beijos
diz: Tchau, Beijos

Fiquei mais alguns minutos para ver se ou Renan entravam, mas nada. Resolvi ver o que ia vestir, afinal, era minha primeira saída. Meu guarda roupa estava vazio, não tinha o que vestir, só havia um vestido e resolvi usar esse mesmo. Arrumei-me, e botei o vestido que tinha no guarda roupa. Fui esperar Isa na sala, mas não sabia que a “turminha do Troy” estava na sala.
- UAAAU, para onde minha irmãzinha vai tão bonita?
- Isso não é da sua conta. - respondi seca.
- A gatinha adora dar foras. - disse piscando para mim.
- Vê se me erra. - disse.
- Ô , a Isadora ligou dizendo que você vai ter que ir para o lugar sozinha. Aqui, anotei o endereço. - disse Troy me entregando o bilhete.
- Piranha. - falei comigo mesma.
Estava muito frio e eu apenas com um vestidinho super curto por sinal, mas não queria voltar e ver os “amiguinhos” do meu “irmão”.
Eu estava andando, resumindo, eu não sabia para onde estava indo. Eu andava a mais de uma hora e nada, já estava ficando preocupad, aflita; meu coração já estava ficando acelerado. Decidi ligar para alguém, mas tinha deixado o celular em casa. Eu estava em uma rua estreita, sem saída. Eu não sei direito, estava escuro, comecei a pensar no meu irmão, em minha mãe, em , e meu coração chamava por Renan, quando der repente vejo uma luz no fim do túnel. - O que você esta fazendo aqui? – escutei uma voz grossa, senti seu cheiro atrás de mim. Sim, era .

Capítulo 4

- Não sei. - falei tremendo de frio, medo, eu só queria sair dali.
- Vem, vou tirar você daqui. - disse botando seus braços em meus ombros.
- Está melhor? - disse para mim, ele tinha me levado até um parque, eu estava eternamente grata.
- Sim. - disse tremendo, mas agora é de frio, eu me sentia segura ao lado dele.
- , você não deve andar por essas ruas, a Flórida é perigosa.- disse ele levando meu rosto, eu juro, quando ele disse “” meu coração parou, minha respiração foi aumentando, eu senti uma coisa inexplicável dentro de mim.
- Obrigada , tenho que ir, está muito frio. - disse, me levantando do banco. Apenas senti sua mão puxando meu braço, e senti-o delicadamente botando seu casaco soube meus ombros, senti aquele aroma doce vindo em mim, fechei meus olhos e imaginei nós, IMAGINOU NADA MARCELA, VOCÊ NAMORA O MENINO MAIS LINDO DO MUNDO, O RENAN.
- , não precisa. - disse tentando tirar, mas ele insistiu.
- Sabe voltar para casa? - perguntou ele.
- Sim, sei voltar. - disse, mas na verdade não sabia nem onde estava.
- Te conheço, vem, levo você para casa. - ele puxou meus braços delicadamente e me guiou até seu carro.

- Não precisava fazer isso tudo por mim. - disse, enquanto ele estacionava seu carro em frente minha casa.
- Eu posso ser tudo , mas covarde eu não sou, que homem seria se deixasse você sozinha no meio de nada? - ele disse com os olhos mais fofos do mundo.
- Ah, sim. - disse abrindo a porta do carro.
- Espere. - disse ele segurando minhas mãos.
- Sério , tenho que ir. - disse, sério, realmente tinha que ir.
- Me dá um beijo. - ele disse, meu coração disparou.
- Tenho namorado. - disse seca.
- Na bochecha, por favor. - disse ele com uma cara de cachorro que caiu da mudança.
Eu não podia recusar, ele me ajudou, graças a ele agora eu estou bem, beijo na bochecha é de amigos, o que custa? Fui me aproximando do rosto dele, eu simplesmente me hipnotizava com o olhar, ele tinha um olhar misterioso, parece que no olhar dele você descobre a verdade, sabe? Meus lábios se se encostaram nas bochechas deles e dei um beijo, ele me devolveu com um beijo no pescoço, admito me arrepiei toda.
- Tenho que ir, obrigada por tudo. - disse fechando a porta do carro. Cheguei em casa, estava tudo escuro, Cate e Robert não estavam, e Troy devia estar na rua. Cheguei ao meu quarto, tirei o salto e mandei uma mensagem para Isa inventando alguma desculpa, não queria preocupar ela. Decidi ligar para , afinal, estou com saudades dela.
- Droga! Agora que esta merda de bateria acaba! - disse. - É, hoje é meu dia de sorte mesmo. - ri ironicamente. Cate disse que podia usar o telefone do meu quarto, porém, sempre ficava com medo, mas eu era o meu medo ou falar com , e meu coração chamou mais alto por :
- Alô? – disse uma voz masculin.
- Poderia falar com ? – disse confusa.
- ? - disse do outro lado da linha.
- Renan? - meu coração acelerou.
- Quem é amor, desliga logo. - escutei a voz da vindo ao fundo.
- ? Renan? - disse.
- , posso te explicar. - disse ele, desliguei o telefone, fiquei paralisada, ainda não acreditava no que ouvi. - O homem da minha vida me traindo com minha melhor amiga. - finalizei, caindo uma lágrima em meu olho, vejo meu celular tocar um número desconhecido.
(Por favor, bote essa musica para tocar: Take A Bow)
- Alô? - disse.
- , deixa me explicar. - disse, conhecia aquela voz, era Renan.
- Não liga para mim, me esqueça. - disse segurando meu choro.
- Eu te amo, me deixa explicar. - disse ele, que estava chorando, mas tinha que ser forte.
- Não, você comendo minha melhor amiga não é explicação. - disse desabafando meu choro.
- CELLA! Não foi isso, me deixa explicar, por favor, minha princesinha. - o disse, eu adorava quando ele me chamava de princesinha.
- Foi isso sim Renan! Acabou! Me esquece, assim como te esqueci! - disse soluçando.
- ... - disse ele, e logo em seguida desliguei. Meu coração só chamava por ele, mas eu sabia que eu não podia ficar com ele. Voltar para o Brasil agora é como voltar para trás, o destino me deu uma chance de aqui nos Estados Unidos seguir em frente, ele foi meu primeiro amor, mas eu não acredito em nada, o amor é uma droga. Meu travesseiro estava encharcado.
- !! Renan. - disse, eles eram as duas coisas importantes na minha vida, como eles podiam ter feito isso comigo? Eu ficava com aquilo na minha cabeça e vinham frases em minha cabeça:

And the award for the best liar goes to you
E o prêmio para melhor mentiroso vai para você
For making me believe that you could be
Por me fazer acreditar que você poderia
Faithful to me
Ser fiel a mim
Let's hear your speech out
E aqui você faz um discurso
How about a round of applause
Que tal uma salva de palmas?
A standing ovation
Uma ovação não é

Capítulo 5

Já eram quase quarto da manhã quando peguei no sono. Acordei com uma olheira do tamanho de não sei o que, ainda havia lágrimas nos meus olhos e agradeci por ser sábado. Posso ter o dia todo para chorar. Levantei, não estava com vontade de fazer nada, mas tive que tomar um banho, fiz minha higiene e voltei a deitar, eu pensava “Já torceu pra que uma verdade fosse mentira?” sim, eu queria que fosse mentira queria me jogar nos braços do Renan, mas era meu orgulho, meu sentimento e estava disposta que iria superar isso, não tinha mais para me dar conselho, agora era eu sozinha na parada.
- ? – me virei, era Cate.
- Oi Cate - disse forçando uma risada.
- Vamos almoçar?
- Não - disse séria.
- O que aconteceu? - disse ela preocupada comigo.
- Nada - disse caindo uma lágrima em meus olhos, mas logo enxugando.
- Se você quer assim, eu e Troy vamos sair para arrumar a festa de amanhã - disse ela.
- Festa? - disse.
- Sim, quase todo domingo os amigos de Troy vem para cá e nossa família, é melhor escolha para você esquecer-se do Renan. - disse ela me dando um beijo em minha cabeça e saindo.
- Como ela sabe? - disse quieta.
Logo deitei e consegui peguei no sono, acordei por volta das nove da noite, as luzes da casa estavam todas acesas, desci as escadas e encontrei Cate.
- Cate, me desculpa - disse arrependida.
- O meu amor, eu sei como é isso, você não tem nada o que pedir desculpas. - disse ela me abraçando, seu abraço me conforta.
- Eu sei - disse desabafando.
- Meu amor, ele não merece você, amanhã é um novo dia. - disse ela erguendo meu rosto.
- Obrigada, te adoro. - disse agradecida.
- Também. - disse ela secando minhas lágrimas.
- Já é tarde, você deve estar sem sono, quer ver um filme comigo? - disse ela, não podia negar, vimos o filme “Titanic” e chorei igual um bebê, misturei minhas lágrimas com as cenas do filme e lembrando-se de Renan, já eram por volta das quatro da manhã, subi e peguei no sono. Acordei com barulhos de caixas vindos de lá de baixo, eram dez da manhã, levantei, tomei banho e botei a primeira roupa que vi e desci. A sala estava cheia, tinha gente de todas as idades, decidi ir para cozinha para tomar café. A cozinha estava vazia, estranhei. Abri a geladeira peguei meu suco, virei e dei de cara com ele:
- Bom dia - disse , irmão de .
- Será um bom dia se você sair da minha frente. - disse.
- Continua grossa e mal humorada.
- E o problema é de quem? Ah, é meu. - disse irônica.
- ? ? - disse Troy, ele deve ter estranhado, pois estamos muito próximos.
- Oi Troy, graças a Deus você chegou, cadê Cate? - disse saindo daquele lugar não muito adequado.
- Esta na piscina - o respondeu.
- Tem piscina aqui em casa? - perguntei e sai.
A piscina ficava nos fundos da casa, estava cheio, e estava tocando “Last Friday Night”. Vi Cate e fui falar com ela.
- Oi - disse toda simpática. - Oi meu amor, essa aqui é minha irmã - disse apresentando uma moça, parecia irmã mais nova, deveria ter uns trinta anos, hum Harry Styles iria amar.
- Oi - sorri para a moça. Fiquei conversando por um tempo, quando senti algo molhado me abraçando e me pegando no colo.
- ME LARGA AGORAA - disse gritando, senti o cheiro, era .
- Não princesinha, vamos dar um mergulho - ele riu, mas que piada sem graça, quando ele me chamou de “princesinha” lembrei-me de Renan na hora, quando lembrei fiquei paralisada foi quando me jogou na piscina.
- , pode sair agora. - disse Renan. - ? - gritou.
Eu escutava as pessoas me chamando, não conseguia sair de lá de baixo, parecia que estavam me puxando profundo, as imagens vieram em minha cabeça, até que vi alguém me puxando e foi a última coisa que vi. Acordei no meu quarto, com Cate sentada ao meu lado.
- Você está bem amor?
- Sim, o que aconteceu?
- te empurrou na piscina, se você não saia, ai tiveram que te socorrer, você não sabe nadar não? - perguntou ela, senti que ela queria rir.
- Sim, mas não conseguia, parecia que alguém me puxava para baixo. - eu disse.
- Ok! Vou lá falar que você está bem e depois volto. - disse se despedindo de mim.
“TOC”
- Pode entrar - gritei.
- . - escutei aquela voz doce atrás de mim.

Capítulo 6

- Sai daqui! - gritei de novo.
- Vim saber se você está bem. - disse ele, que ódio.
- Se você sair daqui vai estar melhor - ri ironicamente.
- É assim que você fala do homem que salvou sua vida - disse ele chegando mais perto.
- É assim que digo com alguém que quase me matou - respirei fundo e levantei até ele.
- Olha dona , você fala assim como se fosse a dona da verdade, acho melhor você tratar os outros bem, só porque eu pego todas da escola você me trata assim? Se liga, eu nunca fiz nada para você, e aquele negócio da piscina foi uma brincadeira, você está se fazendo de difícil? Se quisesse te pegar eu já teria pegado, eu só pensava que você era diferente, mas to vendo que você é como toda - ele disse isso para mim, não esperava eu ouvir disso dele, tudo que ele disse tinha sentindo.
- Você tem razão, desculpa o problema do meu mau humor, não é você - disse olhando nos fundos dos olhos dele.
- É o Renan?
- Ahn? Como você sabe que tenho namorado? Você está querendo saber demais da minha vida – disse.
- Se você continua assim, tentei ser legal com você - disse ele saindo do meu quarto. Fiquei pensando no que ele disse, precisava esfriar minha cabeça, me arrumei e fui passear, precisava ficar sozinha. Dessa vez tomei todos os cuidados do mundo, andei algumas lojas ainda estavam abertas, adorava ficar vendo vitrines de lojas, comprei uma pipoca e sentei num parque e comecei a imaginar.
- Você aqui?
- Ah, oi - respondi.
- , posso me apresentar?
- Claro - ri.
- Prazer, Thiago, mais conhecido como o gostosão - ele disse, causando minha gargalhada.
- Prazer, - disse.
- E ai? Vai amanhã para a viagem? - disse ele pegando minha pipoca.
- Tenho que ir né.
- Hum! Vou te encontrar lá.
- Droga - disse baixinho.
- Droga? Nossa, se você não quer minha presença, eu vou embora.
- Não! A Isadora disse que você e seu irmão nunca vão, ai... - eu disse.
- Ah! Eu sempre vou, só meu irmão que nunca vai, ele tira esse feriadão para curtir a noite. - ele disse.
- Ah! Graças - respondi.
- Tenho que ir - disse ele, se despedindo, era domingo, então sabia que não podia ficar na rua por muito tempo. Cheguei em casa, comi algo e fui para cama. Amanhã teria que acordar cedo para viagem, arrumei uma pequena mala e fui dormir, como sempre eu pensava em Renan e Bella, mas não chorava mais. Fiquei ouvindo algumas músicas e adormeci. Acordei 7:00, era para estar no colégio às 8:00, tomei banho, fiz minha higiene e desci para tomar café da manhã, que por sinal estava muito bom.
- Troy vai para o passeio? - perguntei a Cate.
- Não, ele não pode - respondeu ela.
- Por quê?- ri.
- Todo ano Paul, Troy e eu viajamos para uma competição de “Pais&Filhos”, ele nunca gosta, mas agente obriga, só não te chamei, porque só pode filho homem - respondeu.
- Que estranho, mas interessante. - disse.
Acabei de conversar com Cate, e fui para o colégio a pé, cheguei lá e logo avistei .
- Oi amiga - disse simpática.
- Oi - respondeu me dando um abraço.
Ficamos conversando com mais algumas meninas, e entramos no ônibus, graças a Deus não tinha visto Hugo, só Thiago que veio falar comigo, ele era bem diferente de Hugo. O ônibus estava mais morto que nunca, todo mundo com sono, afinal, quem nunca está com sono numa segunda feira? Chegamos lá, o lugar era lindo, chegamos logo para almoçar, depois teve uma pequena palestra, logo em seguida teve piscina, mas não entrei preferi ficar lendo meu livro, mas todos estavam esperando a noite, afinal teria festa, festa a fantasia.
- Vamos nos arrumar? - veio falar comigo.
- Não, ninguém me avisou que seria a fantasia. - respondi.
- Eu sei! Por isso mesmo trouxe duas fantasias. - disse ela pegando meu braço e levando para o quarto. A fantasia era muito linda, só que curto, tinha vergonha de usar roupas curtas.
- Curta demais - disse.
- Ah! Para com isso - disse .
- Hum, vou tentar - Sério era muito curto. A festa estava para começar, disse para ir na frente, pois poderia demorar um pouco. Só havia eu no quarto, não estava afim de ir para a festa, não estava afim de vim nessa viagem, eu vim porque me pediu, e eu tinha que parar de fazer as coisas para os outros e esquecer de mim.
- Droga! Droga! Droga! - repetia. Vi meu celular apitar, era uma mensagem:
“Sinto sua falta, te amo” – Era de Renan, eu queria também dizer que sentia sua falta, mas não podia, era meu orgulho que estava em risco, era tudo que estava em jogo.
- Ai que ódio! - disse. Levantei e fui lá para a fora, sentei na grama longe de todos, e comecei a pensar em tudo, dava até para escutar músicas da festa, a música que estava tocando era I Can Have This Dance, eu adorava a música, me lembrava do Brasil, me lembrava do Renan, quando estreou o filme nós fomos assistir, e nessa música agente deu nosso primeiro beijo. Há quatro anos atrás, em 2008. Era nossa música, parecia musica de criança, mas a tradução era tão linda.
- Quer dançar? - Vi um vulto preto em cima da árvore.
- Hum, se soubesse quem era. - respondi olhando para o local.
- Hum, é o garoto que te derrubou da piscina. - disse rindo.
- Por que você esta aí em cima? - disse.
- Porque aqui eu vejo melhor, acabei de chegar e vi você aqui. - disse ele saindo da árvore e ficando em pé na minha frente.
- Me desculpa por ontem.
- Você só pede desculpa; - ele diz, causando minha risada. - Quer dançar? - Hugo estendeu sua mão.
- Acabou a música e eu não sei dançar.
- Não tem problema, eu te ensino, enquanto a musica não tem problema. - ele disse delicadamente pegando minha mão, botou um fone no meu ouvido e outro no dele, a música era linda, nome da musica era Love Story (Bote para tocar essa música) era linda, era minha música com o Renan, mas naquela hora não pensava em Renan, só em Hugo olhando em meus olhos. Começamos a dançar, ele me puxou mais perto para mim, era tão estranho, mas eu estava gostando.
- Que parar? - sussurrou Hugo em meus ouvidos, balancei a cabeça dizendo que não. A música era linda, não dançamos como na musica, mas dançamos do nosso jeito, eu apoiei minha cabeça nele, e ele me acompanhou.

Romeo take me somewhere we can be alone.
Romeu me leve à algum lugar onde possamos ficar sozinhos.
'll be waiting all there's left to do is run.
Eu estarei esperando, tudo que faremos é correr.
You'll be the prince and I'll be the princess.
Você será o príncipe e eu serei a princesa.
It's a love story baby, just say yes.
Esta é uma história de amor, querido, apenas diga sim.

Capítulo 7

(Continue escutando essa música - Love Story)
- Você um dia será minha princesa - ele disse em meus ouvidos.
- Para - Eu estava indo, quando ele me puxou pelo braço, fiquei olhando nos olhos deles e ele no meu.
- Não tenha medo - disse ele erguendo meu rosto.
- Eu não quero - menti.
- Você quer, só está com medo - disse ele, ele tinha razão. Ele foi se aproximando cada vez mais, já podia sentir a respiração dele, quando caiu uma gosta do céu, eu olhei para cima e vejo gotas caindo do céu, comecei lembrar-se de tudo e se misturou em lágrimas, ele pegou meu rosto e foi chegando mais perto, fechei meus olhos, pela primeira vez senti borboletas no estômago, e ele me beijou, nossos línguas se tocaram levemente, ele me abraçou forte, e às vezes brincava com minha língua, suas mãos estavam na minha cintura acariciando, seu cheiro era tão bom, simplesmente me arrependeria depois, mas como poderia me arrepender do melhor beijo da minha vida?
- Para - disse empurrando levemente ele, quando terminou o beijo, não percebi, mas estava chovendo muito.
- Eu te empresto meu casaco - ele disse.
- Não, lembra to com seu lá em casa - disse e ele riu.
- Não tem problema.
- Não. Agora pode ir lá falar pra todos que me pegou, eu não vou ligar, já me acostumei - disse, saindo do lugar, eu comecei a chorar, eu realmente não poderia ter feito isso. Estava chovendo muito, era de noite, não dava para ver nada, quando escorreguei numa possa de lama.
- CELLA - gritou ele, vindo direto a mim, estava chovendo, ele pegou seu casaco e me cobriu.
- Consegue levantar?
- Não - respondi chorando estava doendo muito minha perna, ele botou meus braços sobre os ombros deles, e me levantou no colo, tipo quando o marido pega a mulher na lua de mel? E me levou para uma sala vazia, onde me sentia segura ali.
- Está doendo muito? - disse ele me botando no chão delicadamente.
- Não, obrigada. - disse, estava doendo muito, mas não queria assustar e nem dar trabalho.
- Esta doendo sim. - ele disse, tirando sua blusa e limpando meu machucado, tinha um físico bonito de se ver.
- Não precisa esse trabalho todo - respondi.
- Eu só quero ajudar, , está chovendo muito, estamos longe do alojamento, vamos ter que esperar a chuva abaixar - ele disse.
- Não sei se vou aguentar, estou cansada demais - disse, realmente estava morrendo de sono.
- Dorme, eu fico aqui de guardião - ele respondeu, ri muito.
- Jura que você não vai sair daqui ?
- Juro - ele respondeu, não demorou muito para eu pegar no sono, eu podia escutar o som da chuva, e senti o cheiro dele quando ele deitou ao meu lado, me senti confiante, senti o braço dele cobrir minha cintura e adormeci de novo. Acordei eram por volta das 07h00min, tinha perdido toda festa, ) deveria estar preocupada comigo, estava dormindo tão fofo, eu tinha certeza que por trás dessa pedra, existia uma pessoa doce.
- - disse acordando ele.
- Quero dormir - disse ele virando para o outro lado.
- Acorda! - disse sacodindo ele.
- Oi? Estamos aonde? - disse ele levantando.
- Numa sala que você me levou ontem lembra? - disse.
- Ah, sim - ele respondeu.
Estava frio ainda, ainda dava para escutar o barulho da chuva, abrimos a porta, meu coração acelerou, estavam completamente todos da viagem lá fora, com certeza os meus procuram, todos olharam estranho, afinal o que eles iriam pensar de dos adolescentes saindo todos amarrotados de uma sala? Pensaria besteira, mas não, só queria explicar que não era nada aquilo que eles estavam pensando.
- HUGO? Você disse que não viria para a viagem, e o que você está fazendo com essa daí? - disse Stefany chegando mais perto de nós.
- acaba de passar a noite com mais uma da escola, a brasileirinha Amaro, e ai , ela é boa de cama? - disse um amigo dele. Nessa hora, meu coração disparou, eu olhei para ele, com uma olhar de “Fala , que foi tudo um mal entendido”.
- Fala que foi um mal entendido - disse gritando.
- Na verdade eu... Eu.. - olhou nos meus olhos e fez uma cara de negação.

Continua...

 

Comentários da autora

E ai gostando? Espero que sim, então eu queria que vocês comentasse por favor hahaha. Então, o que vocês acham que ele vai contar a verdade ou vai mentir falando que passou a noite com você? Hum.... comentem POR FAVOR ta? Então qualquer pergunta vai no meu ask: http://ask.fm/marcelaamaro. Quero mandar um grande beijo para todos. Adoro vocês, beijos.




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