We All Roll Along

Escrito por Mandy, Giu Alves e ViihJones - Siga a autora no Twitter Twitter² Twitter³
Beta-Reader: Andressa
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Capítulo 1

O calor já era conhecido em Tempe, no Arizona. Os estudantes mais afortunados já pegavam seus grandes carros de luxos com suas malas já carregadas com cervejas para o fim da tarde.
John era um desses, com o seu Honda que ganhara no seu aniversário de 17 anos. Ele era o típico clichê daquele local, menino bonito, rico, sempre arrumado, capitão do time de beisebol e continha uma namorada diferente a cada semana. Seus companheiros eram Kennedy Brock, o filho do prefeito, Pat Kirch, seu primo e Jared Monaco, um jovem simples que não continha a mesma fortuna que as dos outros, mas era muito bem vindo.
John buzinou duas vezes na porta da casa de Jared enquanto escolhia um CD distraidamente.
- BORA GAROTO DA LIMONADA. – John gritou buzinando novamente e viu o ruivo sair com a sua típica blusa branca e calças surradas. O outro que estava dentro do carro abriu a porta cumprimentando Jared.
- Que milagre foi esse que eu fui o primeiro hoje? – o ruivo perguntou estranhando o carro vazio
- Kennedy ganhou um carro, o resto da manada vai com ele. – John disse já entrando em outra rua avistando duas garotas.
- Ei aquela ali não é a tua irmã? – o outro disse apontando para a garota que vestia os shorts curtos com uma meia calça e uma blusa qualquer de uma modelo. John buzinou e parou em frente às garotas. – E ai meninas? Carona? – John disse do seu típico jeito com o ray ban no rosto. A outra mais alta sorriu ironicamente mandando um dedo do meio. – Wow que humor é esse, Herrera? Tirou um 7 em uma das provas? – ele sorriu ironicamente e virou bufando
- John... Saia daqui. – se pronunciou. – Se quiséssemos carona eu teria saído na mesma hora que você, se não percebeu. – elas apertaram o passo e o Honda se movimentou.
- Ah, que isso. Entrem, não vou estuprar nenhuma das duas, incesto não é comigo. Se bem que, ... Você até que não tá tão mal hoje. – ele disse reparando na saia com o tênis da garota. – Belas pernas, devia colocá-las para passear mais vezes. – sorriu irônica pegando discretamente sua chave e se abaixando até a parte da janela de John sorrindo sedutoramente.
- John... – ela disse olhando profundamente nos olhos do garoto que sorria vitorioso. – vai tomar no cu. – ela se afastou arranhando intensamente a porta do carro puxando para ir embora.

Kennedy andava tranquilamente na sua nova Hilux com Pat, Alex e Zack. Cantarolava alguma música enquanto eles comentavam quem seria a mais gostosa da sala desse ano. Avistou a rua do colégio e logo chegou à porta já desligando o carro e pondo algum óculos no rosto. Seguiu em frente tendo quase certeza de que estava sendo acompanhado. Avistou Anabelle sorrindo maliciosamente, não tinha certeza para qual dos quatro era o sorriso, mas acenou mesmo assim.
John chegou ainda xingando enquanto Jared ria e pegava a sua mochila.
- Aquela filha da mãe vai pagar por isso.
- Cara... Ela paga até um carro novo, você sabe que ela tem dinheiro. – o ruivo dizia enquanto fechava o carro.
- Não digo pela pintura, mas por vingança... Eu vou pensar em algo.
- Wow progresso, John O’Callaghan pensando às... – Jared checa o relógio. – sete e quarenta da manhã? É 2012, amigos, um novo ano. – eles riem e vão ao encontro de Kennedy.

- Você não devia ter arranhado o carro do meu irmão.
- Af, , você já disse isso umas trinta vezes desde que saímos de lá. É só uma pintura e pronto.
- Argh, mas você sabe que ele não vai deixar barato.
- Oh, como se eu tivesse medo do O’Callaghan. – disse ironicamente. – Eu sei lutar artes marciais e não tenho medo nenhum daquela girafa. – sorriu e esbarrou em uma garota. – Vish... – revirou os olhos e puxou a amiga estabanada.
- Sabe , eu devia pedir desculpas... – desdenhou.
- Depois que você pedir desculpa pro John. – Disse ainda a arrastando.
- O que? Ficou louca? Parece que não me conhece. Não vou pedir desculpas pra ele.
- Você sabe como ele é.
- Dane-se. Vemo-nos depois. Bye. – Deu um tchau e fez seu caminho, bufou. Ela sabia que John não deixaria a amiga em paz.

- Tá tudo bem aí, ? – Garrett perguntou enquanto ria e ajudava a prima catar todo o material do chão, após ser derrubada por .
- Tá sim, Garrett. Pare de rir, nem foi tão engraçado assim. – Disse, por fim, se levantando.
- Quem te derrubou no primeiro dia de aula?
- Não sei ao certo. Só vi duas garotas passando por mim e puft. Cai no chão.
- Boa sorte. Sabe, se eu fosse você, se enturmava. Porque se ficar comigo, vai se ferrar. Ninguém gosta de mim por aqui. – Avisou a prima.
- Você sabe que eu não ligo pra isso, Garrett. – Ela o empurrou com um dos ombros e os dois continuaram a andar pelo pátio.
- Olha lá, o loser desencalhou. – John gritou ao ver Garrett passando junto a . Os companheiros apenas riram, a não ser Pat. Garrett bufou.
- Vamos pro outro lado, . – Pediu baixo e arqueou uma das sobrancelhas.
- Não! – Garrett a olhou surpreso. – Que é? O colégio não é deles. Eu passo por onde quiser. – E puxou Garrett pela mão.
- Acho que ela é o homem da relação. – Kennedy soltou, parou no meio do caminho e foi até a mesa dos garotos.
- Algum problema? – John perguntou ao vê-la se aproximar. - Eu quem te pergunto. – Cruzou os braços irritada.
- Belo decote. – Kennedy comentou.- Volta pras suas revistas de mulher pelada. – Ela disse séria, John gargalhou do amigo.
- Mas então, qual o problema?
- Você. – Ela sorriu cínica.
- Muitas garotas já me disseram isso.
- Não perguntei nada. Mas então, você pode ser normal e tratar os outros como gente?
- Você acha que é quem pra falar comigo garota?
- Chame de garota a sua irmã, sua mãe, sua tia, porque eu tenho nome, e isso não vem ao caso agora, mas sou uma pessoa melhor que você. E se você puder tratar as pessoas direito, eu agradeço, idiota. – saiu arrancando Garrett pelo braço.
- Ficou maluca? – Garrett tinha a aparência preocupada.
- Não, por quê?
- , você não devia ter feito isso. Eles são os caras mais populares desse colégio, isso só vai gerar uma surra pra mim e alguma cosia ruim pra você.
- Garrett, não vai acontecer nada. Fique calmo. Sei o que faço, pare de ser medroso. – Ela riu. – Tem aula de que agora?
- Física.
- Droga. Tenho de Biologia agora. A gente se vê depois. – Beijou-lhe a bochecha e saiu a procura da sala em que teria sua primeira aula. Viu uma cadeira vaga no meio da sala e se sentou lá. Abriu o caderno e começou a rabiscar algo aleatório. Sentiu um movimento ao seu lado, mas nem ligou, estava entretida demais pra isso.
- Oi? – Ouviu uma voz feminina e virou o rosto.
- Ér... Oi. Desculpa, estava distraída.
- Não tem problema... É a garota nova, né?
- Acho que sim.
- Então. , prazer. – Disse estendendo-lhe a mão.
- . – Sorriu e correspondeu.
Por um momento, pensou que tudo aquilo fosse fingimento. Parecia típico das garotas daquela escola tão fresca fingir ser simpática só pra se aproximar e BAM! Apunhalar-te pelas costas. Ela sabia que isso iria acontecer assim que teve aquela “pequena discussão” com o babaca popular no pátio. Ela não sabia se devia sentir raiva ou só bastante repulsa pelos idiotas que implicavam tanto com seu primo. A forma que todos eram submissos a eles naquele lugar a fazia pensar que a tal era só mais uma do bando. Talvez uma líder de torcida pra ser namoradinha do capitão do time de algum esporte idiota tipo futebol americano, ou beisebol. Só pra completar a sessão clichê comédia romântica adolescente.
Mas quando ela olhou de novo, só percebeu uma com um sorriso debochado enquanto olhava na direção da porta. O mesmo idiota com quem ela discutiu estava parado, encostado no batente, enquanto conversava com uma menina com o cabelo tão loiro que chegava a arder os olhos se você encarasse por mais de cinco segundos. Claro que era falso. A raiz do cabelo da tal loira estava tão escura que parecia que ela tinha pintado aquela parte de preto azulada propositalmente.
voltou a encarar e viu que ela continuava da mesma forma: sorrindo debochadamente e revirando os olhos às vezes. chegou a jurar que parecia que ela iria vomitar a qualquer momento.
— Perdeu alguma coisa aqui, Herrera? — o babaca mor perguntou ironicamente e a loira falsa deu uma risadinha irritante.
— Eu não perdi nada, só acho que sua amiguinha perdeu a tinta de cabelo. E você perdeu o bom senso, Brock.
se limitou a rir e desejou abraçar aquela garota e falar “Bem vinda ao time de haters do tal Brock que eu acabei de montar”. Mas só ficou quieta sorrindo pra si mesma e pensando no quanto já fora com a cara daquela garota.

— LOSER! — Garrett ouviu essa palavra no fim do corredor e só parou na metade do caminho, sem coragem de olhar pra trás. Já era comum O’Callaghan o chamar por aquele “apelidinho carinhoso” só pra poder soltar alguma gracinha e depois rir da cara dele. Como se Garrett fosse ligar muito...
Ok, ele ligava. Na verdade era bem cansativo ter que aguentar tudo aquilo durante todas as horas que ele ficava na escola. Sim, todas. Ele só tinha descanso quando tinha sorte e John e a sua turminha tinham algo mais importante pra fazer.
No dicionário deles, algo mais importante pra fazer incluía três coisas: treinar pra ganhar os jogos e conseguir mais garotas; Pegar as garotas que eles conseguiram e depois largá-las; e ter outro loser pra irritar.
Às vezes dava vontade de mandar todos eles irem tomar no cu e voltar a ser o garoto tímido e nerd de sempre. Mas ele sabia que se fizesse isso, quem iria tomar no cu era ele.
Ele só se lembrava de duas surras em todos os anos que ele estudava naquela escola. As duas foram quando ele foi transferido e realmente achou que responder as provocações faria os garotos pararem, mas só piorou as coisas. Depois de dois socos (dois de cada idiota da turminha do O’Callaghan), ele aprendeu que se calar era o jeito certo de sobreviver ali.
Mas mesmo calado, ele sentia que uma surra estava se aproximando. Assim como ele sabia que o mundo iria acabar depois de uma revolta do exército zumbi.
—Ei, otário, pare de tremer. — John disse, dando um soquinho no seu ombro. — Mesmo querendo muito, eu não vou te bater, loser.
Pela primeira vez em anos, ele pareceu confiar em algo que John disse.
— Eu só fiquei meio... Interessado demais naquela sua amiguinha. — as palavras de John fizeram Garrett ter vontade de quebrar cada osso daquele corpo magrelo dele. Tudo bem, aquele esqueleto podia xingá-lo durante as vinte e quatro horas do dia, mas NUNCA, NUNCA mesmo, ele iria permitir que ele chegasse perto da sombra de .
— Olha aqui, O’Callaghan. Se você chegar a cem metros da minha prima eu juro mesmo que vou quebrar seu fêmur e fazer você engolir.
Dito isso, a única coisa que Nickelsen pensou em fazer foi virar as costas e sair do corredor vazio, deixando totalmente paralisado um John O’Callaghan, que não sabia se enforcava Garrett, ou entrava no Google pra descobrir o que significa fêmur.

- Então... Você é nova, né? – ouviu a voz baixa de .
- Erm... Sou.
- Hm... – a outra concordou enquanto encarava a loira com o uniforme de líder de torcida. – Observe só como irritar uma galinha em seu habitat natural. – ela disse com um sorriso perverso e se limitou a rir e observar. pegou o chiclete em sua boca e um pacote de ketchup em sua bolsa. Fingiu deixar a caneta cair e se abaixou estourando o ketchup no lugar da cadeira onde a loira não ocupava o espaço e pegou o chiclete colando em seu cabelo longo. Tratou de se levantar logo e pegou um canudo com um papel jogando em Jack, seu melhor amigo. Ele acordou e olhou para a menina que apontava para Nina, a garota loira. Jack riu e se ajeitou pronto para gritar
- IH PESSOAL, a Nina tá sofrendo aborto ou tá naqueles dias. – ele disse e a garota rapidamente olhou para baixo desesperada. Kennedy olhou assustado para a garota. e explodiram de risadas assim como o resto da sala. Por conta dos cabelos longos, Nina logo tentou prende-los com a mão só que seu anel ficou preso no chiclete o que a fez ficar numa posição um tanto constrangedora. não tinha mais ar e a outra logo saiu do local pronta pra chorar. Todos se recomporão e pegou um outro chiclete se virando para frente recebendo um olhar fulminante de Kennedy.
- Sua mão tá suja de ketchup. – ele disse tentando demonstrar raiva e a garota pegou o que tinha na mão e lambeu. – Essa brincadeira é tão criança, sabia disso?
- ? – ela disse e a garota levantou o rosto. – Liste o nome das pessoas que pediram a opinião do Brock. – ela sorriu cinicamente e voltou a prestar atenção na aula.

tentava fixar o olhar entre o desenho em seu caderno e entre a lousa na frente. Piscou lentamente alegando sono e logo tratou de terminar o desenho. Estava fazendo o último braço na boca do zumbi quando sentiu um cheiro de detergente que tinha o seu professor de física. Olhou lentamente para cima e percebeu o olhar fulminante do mais velho
- último ano, primeiro dia de aula e o que temos aqui...? – ele disse pegando o caderno e mostrando para turma. – Pelo o que vejo, seria um monstro não?
- Zumbi. – Ela disse com um tom mais alto
- Como?
- Isso – ela disse pegando o caderno. – seria um zumbi.
- É uma caricatura dela – ouviu a voz de Alex no fundo e revirou os olhos.
- Calado, Gaskarth! – o professor repreendeu. – Quer levar uma suspensão no primeiro dia de aula? – ele desafiou.
- O senhor não pode me dar uma suspensão se o seu tempo de aula acabou. – a frase fora completada com o sinal indicando o término da aula. Todos saíram correndo e o professor soltava chamas. riu e recolheu suas coisas escutando um barulho. Olhou para frente e o menino de óculos estava no chão enquanto Alex saia rindo. A garota saiu correndo para ajudar
- Oh meu Deus, você está bem? – Ela disse pegando os óculos do menino que fazia uma careta por não enxergar muito bem
- Eu estou acostumado, não se preocupe. – ele disse tentando fazer tudo sozinho, porém ela insistiu. – Desenho legal aquele. – ele disse e ela riu tímida
- Hm, o que o tédio não faz né? Gosta de zumbis também?
- Zumbis só não mais importantes porque não existem ainda em Tempe. – ambos riram. – Sou Garrett Nickelsen. – ele disse estendendo a mão.
- O’Callaghan. – ela disse e logo Garrett arregalou os olhos. – Oh meu deus você é o Nickelsen né? Eu não sou como o meu irmão, relaxa. – ela disse sem graça. – Então erm... Prazer em conhecê-lo. – ela sorriu Garrett se deu conta que aquele fora o sorriso mais lindo que ele já vira
- Então, eu tenho que ir agora. A gente se fala depois. – Levantou-se rapidamente com um sorriso tímido no rosto.
- Hm... Tudo bem. Tchau Garrett. – sorriu e saiu da sala, avistando perto da sala de Química, as duas teriam aula juntas. Mas ela não estava sozinha.
- E ai Vituxa, beleza na represa? – chegou fazendo graça.
- Sempre, Manda oca! – Fez um joinha com o polegar. – Enfim, essa é a . , essa é a . – sorriu.
- Oi. – a cumprimentou simpática. – É a garota nova, né?
- Sou. – Riu. Todo mundo falava aquilo.
- Então, tem aula com a gente agora? – perguntou.
- É. Onde vocês sentam? – sempre gostara de Física, o que a tornava uma pessoa anormal.
- Nas últimas carteiras. – respondeu.
- Hm... Sabe, eu gosto de Química, tudo bem se eu sentar na frente?
- Não. A gente vai para o intervalo juntas, daí mostramos a escola pra vocês, tudo bem?
- Sabe, eu até queria. Mas vou passar o intervalo com meu primo, quem sabe amanhã?
- Combinado então. – sorriu e acenou, as duas seguiram até seus devidos lugares. optou por um lugar na frente, ao lado de um garoto de cabelos longos e castanhos. Ele era... Fofo demais.
- Pat. – Ele lhe disse ao perceber que o encarava.
- Ah, oi... Quer dizer... Hm... Sou . – Droga.
- Então, você é a prima do Garrett, né? – Pat puxou assunto.
- É... Como você... – Pat a interrompeu.
- Ele é meu amigo. – Sorriu torto.
- Sério? Porque você estava com aqueles idiotas hoje e...
- Eles também são meus amigos.
- Como consegue estar dos dois lados ao mesmo tempo? É impossível.
- Improvável. Impossível não. Mas mudando de assunto... É de onde?
- Eu sou de Baltimore.
- Hm... Gosta de cupcakes? – A pergunta sem sentido a fez rir.
- Um pouco. Não como um inteiro, deixa-me enjoada.
- Eu sou viciado neles. Mesmo. – Riram juntos e viram o professor entrar na sala. Pat começou a prestar atenção na aula, mas para , que realmente amava Química, mas o moreno ao seu lado parecia mais interessante naquela hora.

- , nós podíamos passar o intervalo com a e o primo dela. O que acha?
- É. Pode ser legal. – Disse olhando as unhas com o esmalte levemente descascado.
- Então ok. – Deu de ombros e voltou a pensar no garoto que fora derrubado por Alex na aula anterior, lê-se, Garrett.

- ! – chamou antes de a garota sair da sala.
- Então, que tal passarmos o recreio conosco e com seu primo? – perguntou.
- Ah, claro. Ótima ideia. Mas... Vocês gostam dele?
- Quem é seu primo?
- O Garrett. – arregalou os olhos com a resposta de .
- Sério? – Ela perguntou.
- Sim. – sorriu.
- Quem é Garrett? – coçou a nuca tentando lembrar.
- O garoto que meu irmão perturba. – respondeu.
- Qual deles?
- O que usa óculos fundo de garrafa. – deu um peteleco nele.
- AH SIM! – estalou os dedos. – Lembrei... Sério que ele é seu primo, ?
- Sim, é. – Sorriu.
- Ah, ele é legal. Vamos. – disse as puxando. olhou pra confusa.

- Garry! – gritou para o primo que mexia em alguma coisa de costas.
- Oi . Sabe, o Pat, meu amigo, me contou que vai ter um concurso de bandas aqui na escola e... ?
- Oi Garrett. – Silêncio.
- Vocês se conhecem? – Garrett perguntou olhando de para .
- É. Acabamos de nos conhecer na verdade. – A prima explicou. – Elas se ofereceram pra passar o recreio com a gente e eu aceitei.
- Ah, tudo bem.
- Sou . – A última deu um passo a frente.
- Eu sei quem você é. – Disse divertido. – Prazer, Garrett.
- Sabe, eu estou morta de fome. – disse.
- Somos dois. – Garrett concordou.
- Então vamos comer. – começou a caminhar até a cantina, saltitante.

- Olha lá quem tá com as três gostosas. – Alex apontou de uma forma nada discreta pra onde Garrett, , e conversavam.
- OH CARA, MINHA IRMÃ TÁ ALI! – John reclamou dando um soco no amigo.
- Você tá muito bruto viu, dude. Controle-se. – Debochou. – Não estou interessado na tua irmã, longe disso. Gostei da garota nova.
- Essa eu vi primeiro. – John falou.
- Ah é, até porque o primo dela vai deixar você sair com ela. Se toca John, ele te odeia. – Jack chegou atrás dos dois.
- E quem disse que eu tenho medo dele?
- É melhor passar a ter. Na verdade, é melhor os dois começarem a ter. Porque se vocês estão interessados nela, é melhor pararem de atacar o Garrett toda vez que o verem. É isso ou sem garota nova pra vocês. – Jack constatou, com o olhar vidrado em .
- Tá olhando pra minha irmã por que, idiota?
- Tenho olho, é pra olhar. – Rolou os olhos, saindo dali.
- Cara ou coroa? – John perguntou, ficando de frente pra Alex, que ainda olhava descaradamente pra .
- O que? – Perguntou confuso.
- É. Cara ou coroa. Pra saber quem vai ficar com a garota nova. Cara ou coroa?
- Ela não é um objeto John.
- Qual é cara? Vai dar uma de cavalheiro agora?
- Eu gostei dela.
- Eu também.
- Não parece.
- Por quê?
- Você está falando sobre ela como se a garota fosse uma... Coisa.
- Ah, Alex. Enquanto você fica dando uma de santo, eu vou agir. – Aviso e correu até o canteiro da escola, arrancando uma flor de lá e indo até a direção onde estava com os outros. – Uma flor para outra flor. – John tentou ser romântico o máximo possível. Todos se assustaram com aquilo, principalmente Pat, que agora tinha se juntado a eles e conversava com todos espontaneamente.
- Valeu. – sorriu docemente e pegou a flor da mão de John.
- De nada. – John sorriu de volta. Garrett olhou a cena incrédulo e tomou a flor da mão de a amassando.
- Garrett, o que houve? – perguntou.
- O que houve que eu já disse pra esse idiota ficar longe de você. – Ele aumentou o tom.
- Fica na, sua fedelho. Ninguém te chamou na conversa, loser. – John se defendeu.
- Não fala com ele assim! – disse brava.
- John, vai embora. Tá todo mundo olhando. – pediu.
- E dai? , tá andando com ele por quê?
- Não te interessa. Vai embora.
- É, O’Callaghan. Tchau, vaza. – o empurrou.
- Você vai ser arrepender por estar me tratando desse jeito, viu, .
- Isso é o que vamos ver.
- Vamos, Pat! – John chamou o garoto que o olhou com a sobrancelha arqueada.
- Não. Não sou seu cachorrinho.
- Pat! – John fez manha.
- Tchau John. – Continuou e deu as costas. John saiu de lá bufando.
Eles tinham perdido a noção do perigo? Ele era John O’Callaghan.

Capítulo 2

estava a um passo de xingar John, mas seria uma grande ofensa a própria mãe. “Como ela conseguiu parir esse idiota?” ela pensou enquanto encarava Garrett, que ainda pisava incontroladamente na flor no chão. Os óculos que às vezes escorregavam pelo nariz, e ele logo colocavam pra cima com o indicador de um jeito desengonçado, mas tão fofo. O jeito que ele riu quando disse que ele parecia um psicopata pisando naquela pobre florzinha. “Tudo pra você se manter segura e com o coração bem inteiro” ele disse antes de voltar a pisar na flor, que não tinha nada a ver com a situação.
Ela sentiu um pouquinho de inveja. Inveja do jeito que Garrett tratava a prima, e mesmo que parecesse idiota, ela queria que alguém tão repulsivo quanto seu irmão chegasse com uma rosa recém arrancada e dissesse uma cantada barata, só pra ver a reação de Garrett.
Óbvio que ele não sentiria nada, ela pensou, ele nem me conhece, provavelmente nunca reparou em mim, e nem vai reparar.
Mas como num passe de mágica, seu pedido foi atendido.
— Argh! —Garrett disse fazendo uma careta e olhando pro lado.
— Que foi, Nickelsen? — perguntou tentando olhar na mesma direção que ele. O que ela viu foi meio constrangedor.
Exatamente uma mesa de distancia estava Jack Barakat, encarando com a maior cara de pau do mundo, e a cada dez segundos, secando suas pernas.
— Eu não sei o que é pior, apanhar desses caras ou ser obrigado a assisti-los cantando as minhas...
— MINHAS O QUE? — perguntou fazendo uma cara incrédula. Ele só foi ficando cada vez mais rosa, até ficar totalmente vermelho.
Naquele segundo, Garrett e desejaram ser totalmente invisíveis.
— Ok, nós já estamos saindo. — disse puxando , que acabou puxando Pat.
— Amigos da onça. — os dois falaram juntos enquanto observavam os três sentandos na mesa ao lado, arrastando as cadeiras pra um lugar perto o suficiente para ouvir a conversa.
Os próximos três minutos foram totalmente silenciosos na mesa dos dois. Quando Garrett encarava o tênis sujo por debaixo da mesa, olhava pra ele e soltava sorrisinhos, vendo o quanto o cabelo dele ficava lindo daquele jeito bagunçado, como o piercing que ele tinha no nariz o deixava ainda mais fofo e como os óculos faziam Gary parecer o nerd mais fofo do universo.
Quando desviava os olhos pra bandeja com batatas fritas em cima da mesa, Garrett reparava como ela ficava fofa quando escrevia seu nome com batatas na bandeja. E a vontade de abraçá-la crescia cada vez mais quando ela levantava a cabeça pra encarar alguém na mesa da frente e tirava o cabelo do rosto. Como os olhos dela brilhavam mais ainda quando o sol vindo da janela batia no seu rosto.
A pior parte disso é que os dois ainda achavam que um não gostava do outro, e provavelmente essa palhaçada continuaria até Garrett deixar de ser bicha e tomar uma iniciativa.
Quando os dois finalmente se encararam, Garrett sentiu pedrinhas batendo nas suas costas e se virou. De longe, John O’Callaghan dizia algo que ele entendeu muito bem por ser ótimo com leitura labial: Fique. Longe. Dela.
— Não ligue pra ele. — ela disse sorrindo e pegando sua bolsa, que estava na cadeira ao lado. — Às vezes eu acho que ele é o irmão mais novo.
— Eu já não ligo pra ele faz tempo. — ele disse puxando a bandeja com batatas dela e começando a formar uma frase. passou a procurar algo na bolsa, soltando resmungos de frustração por não achar. Nickelsen terminou de escrever o que queria e empurrou a bandeja na direção dela, que não se moveu e continuou procurando o que quer que fosse.
Quando ele se levantou pra sair, ela pareceu finalmente encontrar o que queria, então, só puxou o garoto pelo braço e entregou uma folha de papel antes de dizer:
— Pelo menos uma O’Callaghan gosta bastante de você.
Ele só apontou pra bandeja, sorriu e continuou a andar.
E leu aquela frase feita com batatas fritas. Umas partidas no meio, outras partidas em três e outras inteiras. As letras de forma se juntavam a formavam a frase: “Eu ligo pra outra O’Callaghan”
Ela não sabia, mas na saída do refeitório, um Garrett Nickelsen sorria ao ver só aquele zumbi desenhado na folha de papel amassada.

Se alguma das garotas estivesse vendo o que John e Zack faziam naquela hora, com certeza elas já teriam deixado os garotos presos numa cadeira e colocado fogo.
Não chegava a ser idiotice, era repulsivo o que eles faziam. Sim, meus caros, John e Zack estavam fazendo uma aposta.
— Te dou aquele baixo cara... Aquele baixo, só pra você ficar com a Herrera. Você tem duas semanas.

- Gente, vou ao banheiro. Cinco minutos. – disse a Pat e que conversavam sobre algo aleatório. Andou de vagar e no meio do caminho foi interrompida por Zack, que segurara seu braço. – Que foi? – Ela perguntou.
- Queria te perguntar uma coisa.
- Ah, pergunta.
- Então, me disseram que você é boa em Física, e eu estou meio ruim nessa matéria... Será que você podia me ajudar? – Perguntou fingindo inocência.
- Pode ser. Quando?
- Que tal nas sextas, depois da escola, na biblioteca?
- Hm... Ok. – Sorriu. – Até mais. – Acenou e continuou a fazer seu caminho.
- Ponto pro Zack. – Disse pra si mesmo quando a menina já estava longe. Sorriu vitorioso.

- , você não vem? – Garrett perguntou, já que a garota estava há algum tempo com os olhos vidrados em Pat, que se encontrava do outro lado do pátio.
- Pra onde? – Desviou o olhar para o primo.
- Ir embora . Tá tão desligada assim é?
- Não. O diretor disse que queria falar comigo.
- Por quê?
- E agora eu leio mentes, Garrett? – Ironizou.
- Não sei. Vai que você é uma mãe Dinah da vida? – Fez palhaçada.
- Vai pra casa vai, Garrett. – Disse rindo.
- Ok. Tome cuidado. – A abraçou e foi fazer o que sempre fazia depois da escola: Ir pra casa.
- Srta. Nickelsen? – Ouviu alguém chamar depois de alguns minutos de tédio. Era Peter. O diretor da escola.
- Sim. Eu mesma. – Sorriu.
- Então, você sabe que terá um baile aqui no colégio daqui a um mês não sabe?
- Ér... Sei.
- Preciso de alguém pra ajudar nos últimos preparativos. Queria saber se você podia... Pode? – Ele perguntou e abriu um sorriso largo na mesma hora. Ela amava preparar festas. Sempre fizera isso quando morava em Baltimore.
- Claro. Será um prazer. – Respondeu animada.
- Obrigada... Amanhã volte aqui que te darei as informações direito, estou com pressa. – Disse por fim e saiu como um borrão da sala. riu e achou melhor ir para a casa, odiava ter que dar explicações pros tios. Andou tranquilamente, até que viu John encostado no portão. – Ai Deus, agora ferrou tudo mesmo. – Bufou após murmurar aquilo pra si. Andou rápido, tentando passar despercebida, mesmo assim, John a viu.
- Estava te esperando. – Ele falou um pouco mais alto. respirou fundo e apertou o passo. – Eu não mordo... Quer dizer, só se você pedir. – Ele soltou uma risadinha aproximando-se.
- Além de idiota, é clichê. Você dá dinheiro pras garotas ficarem contigo? Porque olha, suas cantadas são horríveis. – Parou em frente a ele.
- Você consegue ser linda mesmo sendo arrogante.
- Você consegue dar em cima de mim mesmo sabendo que não tem chance. Estamos quites. Tchau. – Saiu batendo pé, John apenas riu e a observou ir embora. Talvez cara ou coroa não fosse uma boa ideia.

chegou em casa obviamente já discutindo com John:
- John, você sabe o significado de amigos?
- Não interessa, não quero você com aquele nerd – ele disse com nojo.
- E desde quando você manda na minha vida? Vê se me esquece!
- Desde que mamãe e papai resolveram ter outro filho, ou capeta como preferir. – ela rapidamente levantou a mão e começou a estapear John.
- EI – escutaram a voz de Meredith, a governanta. – EI, VOCÊS DOIS – ela gritou já puxando .
- VOCÊ NÃO VAI DECIDIR QUEM DEVE OU NÃO FICAR COMIGO. – dizia vermelha em raiva.
- VAMOS VER ENTÃO. – John disse sendo afastado da garota por Meredith.
bufou alto e saiu batendo os pés até o quarto. Entrou rapidamente no recinto jogando sua mochila em qualquer canto já preparando seu iPod para por qualquer música do Arctic Monkeys tocar o mais alto possível. Tratou de tirar logo aquela roupa e se deitar na cama cantarolando a música que tocava.

voltava pra casa tranquilamente enquanto ouvia alguma música do Foo Fighters, quando sentiu que estava sendo seguida. Automaticamente diminuiu o volume do iPod e apertou o passo, não tinha coragem de olhar para trás.
- Ninguém aqui quer te assaltar, relaxa. – ouviu a voz de Zachary no seu ouvido sem o fone. Assustou-se e virou-se.
- O que diabos tá fazendo aqui? Deu pra me seguir agora? – ela disse irritada olhando para o garoto.
- Eu moro na próxima esquina ali. – ele apontou para a rua seguinte – E como todo mundo já tinha ido embora, resolvi vir sozinho mesmo. – ele sorriu e concordou voltando a andar. – Então... Você mora por aqui também?
- Mais ou menos daqui umas duas quadras, não muito longe. – ela disse. – Zack...? – ele a olhou rapidamente. – Porque quer as aulas? Você teve três anos para isso.
- Hm... É o ultimo ano e eu sei que não aparenta, mas... Eu quero realmente me formar, e como você é a – não pode completar a frase por causa do olhar fulminante de – pessoa mais inteligente que eu conheço, eu pensei, por que não? – ele sorriu olhando pra ela, que riu, e a acompanhou.
- Hm... Então tá. Até sexta ou amanhã. – ela parou na esquina indicada por Zack.
- É... Até. – Zack se aproximou para beijar o seu rosto, mas rapidamente a garota se afastou esticando a sua mão. Ele timidamente a apertou se despedindo e observou a garota ir embora até virar a outra esquina. Sorriu com o avanço quase mínimo.

NO DIA SEGUINTE...
Todos chegaram ao refeitório rapidamente por conta do “aviso importante” que o diretor iria fazer. Todos sabiam obviamente o que era, mas tudo era uma desculpa para faltar à aula de inglês.
- Então alunos, é o seguinte: – após várias piadinhas de “dezenove não é vinte”, ele prosseguiu – o baile de boas vindas desse ano terá um tema diferente... Máscaras! – ele simplesmente disse e o murmurinho do refeitório aumentou e e começaram a se interessar – Ele será no próximo fim de semana aqui na quadra da escola. Nossos organizadores farão de tudo para que ocorra tudo na perfeita ordem e mágico. Lembrem-se, só é permitido vestidos abaixo de três palmos da coxa. Como é algo medieval, pensamos em vestidos longos seriam os melhores. – o velho sorriu e algumas meninas suspiraram sonhadoras – É isso, tratem de comprar logo seus ingressos que estão sendo vendidos na secretária. Obrigado pela atenção. – e o diretor velho e baixinho se retirou do local que só podia se ouvir vozes de garotas.
- Então... Você vai? – perguntou para , que voltava a desenhar qualquer roupa no seu caderno. – Ah , vamos. O nosso último ano tem que ser especial.
- . – ela disse pausadamente. – Teremos três torturantes bailes esse ano, você quer que eu vá a todos eles? Desculpe mas vou estar muito ocupada provavelmente babando em algum show. – ela sorriu e voltou ao desenho.
bufou e voltou a roer as unhas observando uma garota já ser pedida.

- Qual é Anne, todos os anos vamos juntos. Por que não? – Kennedy disse já com a voz arrastada para o charme.
- Exatamente por isso Ken. Esse ano quero ir com alguém diferente então... Desculpa. – ela sorriu falsa e Kennedy bufou. Ótimo, agora teria que se rebaixar para ir com alguém que se disponibilizasse para o baile e garantir o seu sexo.

John sorriu intencionalmente já se levantando da sua cadeira indo até , não se importando por Garrett estar ao seu lado. Ao notar sua presença, tentou disfarçar comentando algo com Garrett, que estava distraído demais encarando algo ou alguém.
– Senhorita? – ele chegou com a voz rouca.
Os dois olharam com desdém ao mais alto que pegou um guardanapo transformando em uma rosa.
– Gostaria de me acompanhar ao baile? – ele sorriu e revirou os olhos.
John mal viu quando a flor foi pega de sua mão e logo estava em chamas, literalmente, por conta do isqueiro que tinha. A flor foi se acabando rapidamente e a outra sorriu.
- Desculpa por ter acabado com a última coisa que você sabe fazer, agora cai fora. – ela disse autoritária e John sentiu uma imensa vontade de pular em cima da garota não ligando pelo fato de ser do sexo oposto. Respirou fundo e lembrou-se da aposta o que o fez automaticamente criar um sorriso perverso no rosto e sair do local em passos largos.
bufou e Garrett, logo após disso, se levantou sem pensar muito e, quando percebeu, já estava na frente de , que encarava o nada meio chateada. Pensou em dar meia volta, mas por conta de sua respiração ela rapidamente percebeu sua presença.
- Garry? O que faz aqui? – ela disse assustada sem nem notar ter dito o apelido do garoto. Garrett começou a mexer nervosamente no cabelo e se sentou
- Erm... Er, hm você – ele parou no meio da frase encarando a garota que o olhava com atenção reparando em cada detalhe de nervosismo do seu rosto. Respirou fundo e continuou: – Você queria ir nesse baile comigo? Claro que não né? Ok, obrigado. Pelo menos eu disse. – ele se levantou rapidamente e em passos largos ouviu o “Sim” da garota. – Oi?
- Sim, eu vou ao baile com você, não é sacrifício. – ela disse rindo e Garrett sorriu o máximo que pode concordando.
– Obrigada por me chamar Gary... – ela disse dando o sorriso que Garrett apelidou de o sorriso do Garrett e saiu do local. O garoto respirou fundo e começou a rir de alívio.
Nem John O’Callaghan destruiria sua felicidade daquele dia.

Capítulo 3

John estava deitado no telhado da escola, só pensando num jeito de fazer tudo mais fácil. Aquela garota nova realmente tinha algo que o atraia. Ele não sabia se o que estava acontecendo com ele; era só aquela vontadezinha estranha de ficar com ela antes de Alex, ou se todo aquele jeito durão dela o deixou interessado. Digamos que John realmente gostava de desafios.
Lá de cima, ele sentia algum tipo de poder esquisito que ele não conseguia sentir quando estava lá fora, com todo mundo o encarando e bajulando. Era ótimo, é claro. Ele tinha tudo que poderia querer. Garotas, amigos e mais uns capachos que era sempre bom ter por perto pro caso de alguma emergência. Era como se toda a escola estivesse aos seus pés. Menos ela.
Mas de lá de cima ela estava sim. Literalmente.
Cada palavra rude que ela dizia o fazia querer se aproximar cada vez mais. Dessa vez o capacho era ele. Nada demais pra O’Callaghan, ele gostava de ser dominado às vezes.
Mesmo que o chamasse de orgulhoso, ele tinha certeza: ia ser como todas as outras e iria ceder.

Duas batidas na porta e nada dela aparecer. Zack já estava apertando os nós dos dedos de tanto nervoso e parecia ter entrado num buraco negro enquanto ia atender a porta. Mas quando ela apareceu, Merrick achou que na verdade ela tinha ido dar um passeio por Marrocos.
estava totalmente vestida com um roupão de manga que ia até o pé, e escondia o rosto com as mãos.
— Entra logo, idiota — ela disse tirando a mão dos olhos e esticando o pescoço pra fora da porta. — É vergonhoso ficar assim, tá todo mundo me encarando.
Zack quis perguntar por que ela estava usando aquilo então, mas antes que ele falasse algo, ela o empurrou pra dentro de casa e bateu a porta atrás dele.
— Eu sei, to horrível, mas é melhor prevenir do que nada, né. Eu sei que você veio estudar física, mas vocês da turminha do O’Callaghan adoram uma biologia.
Zack não podia fazer nada a não ser concordar. Sei lá, talvez ela estivesse com uma bomba embaixo de toda aquela roupa, esperando pra ser detonada, caso ele falasse alguma gracinha.
E a aula de física se passou mais chata do que nunca. Zack nunca achou mesmo que eles realmente iriam estudar sobre Movimento Circular Uniforme, e não tentar mudar a teoria de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. E cada conta nova sobre a trajetória de algum móvel o fazia querer tirar o caderno da mesa e começar a bater incansavelmente na própria cabeça. E quando ela realmente achou que ele tinha entendido algo — o que não aconteceu na verdade, já que Zack só conseguia pensar na quão estranha era aquela situação — ela parou e fechou os cadernos, sumindo no corredor. E ele ficou lá, sentado na mesa da sala de jantar, olhando pra algum quatro estranho na parede e pensando: “Se os amassos estivessem acontecido, eles estariam parando agora porque ela diria ser ‘difícil’ ou estariam subindo pro quarto.”
Mas Merrick não pode chegar a uma conclusão lógica, porque voltava do seu passeio misterioso, dessa vez normal.
Normal pra mim, mas não pra ele.
Ela só estava de bermuda e camiseta, e vinha andando tranquilamente enquanto tentava fazer um coque no cabelo.
— Você ainda tá aqui, idiota? — ela disse ignorando qualquer resposta que ele desse pra começar a se abanar. — Ai, aquela roupa dá muito calor.
, voc... — ele começou, mas parou na metade quando lembrou que não poderia prever a reação dela. Então só deu meia volta, e saiu correndo pela rua.
Mas quando ele virou a esquina, lembrou que se não tentasse, muita coisa estaria em jogo. Ele não poderia saber se ela realmente ficaria com ele. Ele não saberia se iria ganhar aquele baixo. Ou se ia ter que dançar Beyonce na frente de todo mundo no baile.
E então, Zack voltou correndo e deu de novo duas batidas na porta. Até pensou em pegar algumas flores no jardim, mas isso ficaria muito O’Callaghan e ela ainda poderia estar esperando pra ativar a bomba. Então preferiu esperar a morte vir. Sem nada de bombas ou coisas que o desfigurariam. Ia ser menos uma fofoca pras garotinhas do colégio, que iria se perguntar por que seu caixão não foi aberto.
E quando finalmente abriu a porta, ele não disse nada, porque sabia que ela retrucaria com alguma resposta espertinha. Então ele só a puxou pelo braço, e a beijou.

- SoHo hoje à noite? – disse no telefone com – Sempre vamos lá por volta de umas 20h.
- Hm, talvez. Quem vai?
- A escola toda vai – ela solta uma risada nasal – Você conseguiu falar com a hoje? Ninguém atende na casa dela.
- Ela não comentou que o Zachary iria na casa dela para aprender física?
- Sei bem a física que ele quer. Vou dar uma passada lá tá afim? Ela tem umas roupas in-cri-veis. – riu do comentário da amiga.
- Pode ser, só me passa o endereço. – ela se levantou pegando um papel com uma caneta qualquer – Ok, até as quatro – se despediu rapidamente desligando o telefone. Saiu do quarto e foi até a porta de Garrett onde o mesmo estava xingando o seu baixo. – O que o coitado fez?
- Ele não gosta dos meus dedos então resolve estragá-los – ele disse encarando as mãos. Respirou fundo e voltou a olhar a prima – O que quer?
- Você poderia me levar nesse endereço? – ela estica um papel com o endereço de .
- Casa dos Herrera? Olha só quem se deu bem na primeira semana – ele disse rindo e se levantou. riu e seguiu o primo até o carro que quase não era usado.
- Não entendo porque você não vai com ele até a escola. Ele é tão bonito – ela disse olhando em volta do Ford do garoto.
- Não gosto de gastar gasolina e nem que fiquem todos olhando para mim quando eu desço do carro. – Garrett disse já colocando o cinto e dirigindo – Além do mais, é muito legal ver a cara das pessoas quando veem o Pluto.
- Pluto?
- É... O nome do carro – ele disse como se fosse obvio e a prima se controlou para não rir.
- Hm... E já está pensando em como vai ao baile? – ela soltou ainda prendendo o riso quando ele ficou parecendo um tomate.
- É só daqui a duas semanas, temos bastante tempo. E não ouse em contar para a mamãe – Garrett disse repreendendo com o olhar e ela o olhou indignada.
- Estou chocada com você, Garry. Como pode pensar algo assim de mim? – ela disse cínica. – agora não conto mais nada também. – disse emburrada e o primo riu.
Alguns minutos de silêncio e eles chegaram a uma enorme casa. Ele logo reconheceu e parou o carro. agradeceu já encontrando chegando, sem que percebesse, Garrett sorriu. Balançou a cabeça se livrando dos pensamentos e saiu da rua o mais rápido possível.

Não fora muito difícil entrar na casa já que estava aberta. estranhou e olhou os cadernos jogados na mesa da sala, seguiram cautelosamente até o andar de cima e abriram a porta do quarto da garota com medo do que podiam ver. Ao contrário do que esperavam, apenas encontraram o local totalmente fechado e escuro com uma escondida debaixo da cama.
- ? Erm, o que houve? – perguntou cautelosa. olhou preguiçosa e saiu de onde estava.
- O ogro me beijou. – as outras duas rapidamente soltaram um grito assustadas com a resposta e levaram suas mãos até a boca abafando outro grito.
- C-como assim? E o que você fez? – disse já se recuperando
- Bem...

FLASHBACK
Ele não disse nada, porque sabia que ela retrucaria com alguma resposta espertinha. Então ele só a puxou pelo braço, e a beijou.
sentiu o choque de primeira, Zack obviamente não estava confortável nem a garota. Ela se afastou rapidamente:
- Zack? Eu disse que só te ensinaria física e não que queria algo com você.
- Ahn... É – ele disse sem graça e coçando o cabelo em nervosismo – Me desculpa, é que eu erm...
- Sem problemas. – ela sorriu cortando aquele momento embaraçoso. – Hm... Que tal esquecermos isso e continuar normalmente? – sorriu de um jeito mais calmo fazendo o outro sorrir automaticamente.
- É... É melhor. – Zack disse não tendo certeza do que dizia. – Hm... Então até logo – ele se afastou acenando assim como .
FLASHBACK

- Pelo menos ninguém saiu ferido com alguma explosão ou algo – disse aliviada fazendo as duas rirem.
- Mas, me digam! O que fazem aqui? – disse já se acalmando. As duas logo dirigiram seu olhar para o armário da menina que saiu correndo para proteger enquanto e pulavam para poder pegar algo.
- Vai , só umas pecinhas. A gente não vai roubar! – pediu enquanto tentava tirar a amiga da frente do armário.
- Nada disso! Minhas roupas não.
- O que seria da sua reputação se todos ficassem sabendo que você ficou com o Zack? – perguntou recebendo um olhar cumplice de .
- Vocês não fariam isso. – tinha um tom medroso.
- Duvida? – a olhou séria.
- Ok. Tá bom... Mas tomem cuidado. – virou para o guarda-roupa e beijou, fazendo drama. rolou os olhos.
- Sai logo dai. – a puxou e as duas começaram a olhar tudo. também teria de catar algo pra vestir, mas ela alegava “não ter nada para vestir”, só que no final achou alguma coisa. ligou para Garrett e depois de muito tempo das três o bajulando e pedindo pra que fosse junto, ele resolveu sair da “batcaverna” .

- ... – Garrett a chamou.
- Diz! – Disse se virando rapidamente e borrando o gloss que estava passando.
- Sua saia... Não tá curta demais não? – Suspirou.
- Garrett, não sou freira, e você não é meu pai! Agora dirige. – Estalou os dedos e ele voltou a atenção pra estrada.

- Ok, eu nunca vim nesse lugar. – Garrett arregalou os olhos quando entrou ali. A música eletrônica e alta o fazia querer sair dali correndo e se jogar de uma ponte.
- Vamos dançar! – o puxou sem dó nenhuma, estava tão perdida quanto formiga no galinheiro e olhava o lugar com tédio. olhou pra um lado, olhou pro outro, e de repente, tinha sumido. Ótimo.
- Legal , tá perdida em um lugar que nem conhece. Lindo. – Foi até o bar e se sentou em uma cadeira qualquer. Pediu um refrigerante, não era de beber muito.
- Você tá em uma balada, e bebe refrigerante? Que tipo de pessoa faz isso? – John perguntou se sentando ao seu lado.
- Você me persegue? – Rolou os olhos e cruzou os braços nervosa. – Que coisa chata. - John suspirou.
- Por que você não gosta de mim? Todo mundo gosta.
- Sempre tem uma exceção querido. E bom, eu não gosto de como você tratou meu primo, e trata as pessoas, as garotas. Você não é melhor que ninguém, você é pior que todos eles, porque só se sente bem quando os outros estão mal. Você me dá nojo. – Disse se afastando dali. As palavras cuspidas de foram reciprocas, John, bem lá no fundo, sabia que aquilo era verdade, mas, ele não mudaria... Quer dizer, não mudaria até ter um motivo pra isso.

Imaginem calor. Muito calor. Imagine um calor que Tempe nunca sentiu antes. Agora, imaginem e Garrett dançando bem perto, fazendo a temperatura ficar mais alta do que já estava.
Ok, eles não tinham bebido nada. E ok, àquela hora da madrugada os dois já estavam se fazendo de bêbados pra se agarrarem e falar tudo que quisessem um pro outro.
— Eu quero sair daqui — ela disse perto até demais. Ele se mexeu desconfortavelmente e a puxou pelo braço.
— Amém! — ela falou sentando na calçada e observando os carros passarem. — Tava cansada de lá e toda aquela gente roçando em mim.
Os dois fizeram silêncio por cinco minutos até se tocarem que a última frase era um tanto... Estranha. Então começaram a rir sozinhos. Nenhum dos dois estava bêbado, era só a idiotice normal deles.
— Mas sério, Garrett. Você é péssimo dançando. Um zumbi Jedi sem pernas dança melhor que você — ela falou fingindo estar bêbada o suficiente pra fingir uma tontura e deixar sua cabeça descansar no ombro dele.
— Nossa, muito obrigado, . Vou considerar isso como um elogio — então Garrett passou a mão sobre a cabeça dela, e, sem coragem de olhá-la, encarou a rua vazia. — Sabe o que é pior? — ele perguntou pra si mesmo. — Nenhum de nós vai lembrar disso amanhã — ele mentiu. Mas é claro que ele lembraria. Ele não tinha colocado uma gota de álcool na boca, e mesmo que tivesse bebido toda a fábrica de Heineken, ele se lembraria.
— Eu não vou deixar de ser sua amiga por isso, Garry — disse rindo escandalosamente. Ela era boa mesmo em se fingir de bêbada. Na verdade, ela era boa em se fingir de tudo, no bom sentido da frase. Os poucos anos de teatro serviram pra algo afinal. —Você é bom demais... Talvez por isso não mereça ficar comigo.
Ele não disse nada, só a olhou. Ela não parecia cansada nem nada, só olhava pro céu de Tempe sem dizer nada. Ele só não sabia se ela estava calada porque não tinha o que dizer ou porque naquele momento nada era necessário. Então Garrett se tocou de uma coisa: ele lembraria de tudo que faria naquela noite, mas ela não. Então se a reação dela fosse algo muito perturbador, no dia seguinte ele só agiria como se nada tivesse acontecido.
E quando levantou a cabeça e o encarou, ele só foi se aproximando cada vez mais do rosto dela, tanto que a única opção que ela teve foi prender a respiração e fechar os olhos.
Que porra Garrett Nickelsen estava fazendo?
— Garry, eu... Ahn... Eu acho que... — ela começou, mas foi interrompida.
— Tudo bem, entendi.
O silêncio voltou, dessa vez era um silêncio ruim. Nenhum dos dois tinha coragem de falar algo. Garrett estava envergonhado demais pela “rejeição” e tentava encontrar um jeito de explicar os motivos que a impediam de beijá-lo.
— Garry, olha... Eu acho que a gente não devia fazer isso agora, ok? Eu to com coisas demais na cabeça e seria injusto com você! Eu posso até partir meu coração, mas, só promete pra mim que você nunca vai deixar que alguém parta o seu. Você é incrível demais pra isso.
Ela não sabia o porque estava fazendo aquilo. Não podia nem dizer que era efeito da bebida, porque bem... Vocês já sabem. Mas antes que Nickelsen pudesse dizer qualquer coisa, já havia sumido pela rua escura.
— Ai eu disse: Cala a boca! Jesus me ama, mas aquele babaca da escola não! — disse rindo escandalosamente conversando com um bêbado qualquer. Estava tão escuro onde eles estavam, que se um meteorito caísse na frente deles, nenhum dos dois enxergaria. Ela estava bêbada também, é claro. Tempe inteira e toda a torcida dos Yankees sabiam que era de Kennedy que ela estava falando. Fala sério, né. Era óbvio que todo aquele ódio era amor reprimido. — E ela disse: Querida, nenhum amor é maior que o de Deus. Vou orar um salmo pra você! E eu só fiquei tipo: Reze quantos salmos quiser! Aquele lá não me ama nem que eu faça uma simpatia de amarração.

O “bêbado amigo” só ria descontroladamente mesmo sem saber do quê.
— Ainda bem que eu não tenho problemas com essas coisas de amor — Quando ele falou, ela simplesmente congelou na cadeira. Tudo bem, estava bêbada, não surda.
Ela quase havia contado pra Kennedy que ela amava Kennedy. Qual a probabilidade disso acontecer com uma pessoa normal? Então só soltou um “preciso ir” e saiu correndo pela rua tão atordoada que quase não percebeu que tropeçou em Garrett, que continuava lá, sentado como um mendigo deprimido.
— Parece que a noite não deu certo pra todo mundo né? — perguntou, se sentando do lado dele.
— Acho que eu fiz uma besteira muito grande — ele falou ainda olhando pro chão. Ela estava bêbada, muito bêbada. E falava algumas coisas desconexas. Provavelmente ela não estava prestando atenção em nada do que ele dizia, mas continuou. — Eu não faço a mínima ideia de como eu vou encará-la na segunda feira. Tudo bem que ela não vai lembrar de nada, mas parecia tão certo sabe? Parecia que a queria. E eu queria também. Ela podia ser um pouco menos complicada.
— Garrett, só faz um favor? — disse entre risos. — Para de ficar parecendo um virgem.
Então ela saiu aos tropeços, decidida a fazer uma coisa: criar coragem e enfrentar aquele imbecil do Kennedy.
— Vai ficar me perseguindo mesmo? — perguntou pela vigésima vez na noite, encarando John, que continuava imóvel a encarando enquanto bebia seu milésimo copo de refrigerante.
— Eu to bebendo Coca-Cola numa balada por sua causa. Você devia me agradecer, viu — ele disse sorrindo debochadamente pra ela. — Cadê seus amigos, hein? E seu priminho querido.
— Meu priminho querido deve estar se agarrando com a sua irmã agora — ela falou e ele apertou o copo com tanta força que quase quebrou. Ela achou que ele fosse começar a destruir tudo naquele momento. Mas então ele se acalmou e voltou a sorrir debochadamente. Argh.
— A gente podia começar a se agarrar também, o que você acha?
bufou. Não era possível que ele tivesse uma resposta pra tudo, então só virou as costas querendo sair dali, mas insistentemente ele a seguiu.
— Sério, não é possível que você seja tão difícil assim — ele disse correndo atrás dela, desviando das pessoas. — Aposto que quando eu desistir de ficar com você, você quem vai correr atrás de mim.
— O’Callaghan, no dia que eu correr atrás de você, vai ser com uma metralhadora na mão, pronta pra te matar. Agora para de ficar andando atrás de mim, isso irrita.
Ele ignorou, ainda seguindo-a. Ela não podia ser tão difícil assim, devia ter algum ponto fraco, e ele iria descobrir.
Antes que ela pensar em atravessar a porta em sua frente, O’Callaghan a segurou pela cintura e sem pensar, virou-a na sua direção e a beijou. não conseguiu pensar em nada nos primeiros três segundo, e quando estava pronta pra transformar aquele selinho em um “beijo de verdade” ela se tocou que aquele era John O’Callaghan, totalmente idiota e desprezível.

Capítulo 4

— Me deixa em paz — ela falou antes de sumir porta a fora.
Ele a seguiu, óbvio. E a encontrou, parada na calçada, em frente ao Nickelsen, implorando pra ir pra casa.
- ... To pensando... Deixa eu pensar... Espera... – Disse, fazendo-a se sentar ao lado dele.
- Pelo amor de Deus, pensa em casa Garrett. Vamos. – O puxou de uma forma desengonçada.
- Que bicho te mordeu? – Olhou estranho pra ela.
- Uma girafa. – Falou sem pensar.
- Girafa? – Garrett parecia confuso. Altura, magreza, pescoço grande, girafa... JOHN! – O que o O’Callaghan fez dessa vez?
- O’Callaghan? Hm... Ele... Nada... Ér... – Começou a gaguejar e o puxou para o perto carro. Se fosse em outro momento, Garrett arrancaria aquilo dela fácil, mas algumas outra coisa passava por sua cabeça naquela hora, e o nome dela começava com “a” e terminava com “manda”.

tentava ligar desesperadamente para Victoria com o pouco sinal que tinha porém a ligação não era completada. Respirou fundo e continuou a caminhar o mais rápido que podia com o salto pela rua deserta. Respirou fundo controlando o medo quando um carro desconhecido parou ao seu lado. A janela fora aberta revelando Jack com um sorriso perverso.
- Some daqui Barakat – ela disse com nojo tentando se afastar do carro.
- , ... – ele disse com desdém – Não seja precipitada. Vamos... Apenas uma carona – Jack insistiu com o tom de voz mole. sorriu falsa negando – Porque não esquecemos o passado?
- O passado que você apenas quase transou comigo a força no aniversário do meu irmão. Não obrigada – continuou andando com o passo firme.
- Qual é... Já faz um ano. E ninguém mandou você ficar com aquele biquíni que eu lembro todas as noites – disse malicioso e a garota bufou.
- Jack. Me deixa em paz! – ela repetiu entrando em outra rua e ele continuou a seguindo ameaçando a atropela-la.
- Entre ou será pior... Vamos. – simplesmente disse e abriu a porta do carro e continuou ao não ver a garota apresentar nenhuma reação – Tá vendo aquele grupo ali? – Jack apontou para um grupo de mais ou menos 6 adolescentes com várias bebidas e fumaça saindo de perto deles. – Se você não entrar em menos de 1 minuto eles vão perceber a sua presença e querer levar um papo contigo ou suas roupas intimas. – ele mal terminara a frase e um dos garotos começara a correr em direção a que foi o mais rápido que pode para a porta de passageiro da Mercedes do garoto.

Enquanto isso, seguia o seu caminho em silêncio com Garrett. Silêncio no carro e gritos na cabeça dos dois por causa dos acontecimentos, Garry pensando em como iria encarar na segunda e em pensamentos bagunçados sobre John. Garrett parou de repente e a prima o olhou assustada só se acalmando depois que percebeu a placa da Pizza Hut. Ele saiu do carro sem dizer nada e a menina apenas ficou lá aguardando. Soltou um grito quando viu uma sombra desconhecida na janela do carro, era Alex.
- Prima do Nickelsen certo? – ele disse meio que afobado. – Esqueceu isso aqui lá no SoHo – disse entregando um pingente de cadeado da sua pulseira. Tinha arrebentado quando John a puxou – Meio impossível de achar mas achei que fosse importante – Alex sorriu carinhosamente a entregando que ainda o olhava assustado.
- C-como achou?
- É uma coisa bem brilhante num lugar escuro, não é tão difícil quando a luz bate bem na hora... Erm, do momento – ele disse tentando disfarçar.
- Hm... Obrigada – ela disse tímida devolvendo o sorriso. Alex sorriu junto abobalhado logo se recompondo.
- Hm erm... É isso, nos vemos na escola. Tchau – ambos acenaram tímidos sorrindo. sentiu algo engraçado na barriga e o mesmo acontecera com Alex assim que a viu sorrir pela primeira vez.

andava da balada, pra rua, da rua, pra balada, parte do efeito do álcool passara, só que ainda estava tonta demais pra pensar em fazer alguma coisa, até que escutou alguém tossindo, lê-se quase colocando os pulmões pra fora. Andou um pouco mais a frente e viu Kennedy cuspindo sangue.
- Meu Deus, Kennedy! Você tá bem? – Ela correu até ele.
- Eu... Não estou não, ... – Terminaria de falar se não tivesse virado para o lado pra poder vomitar, graças aos socos que lhe deram na barriga.
- Tudo bem. Vou te tirar daqui. – O ajudou a se levantar. – Me da a chave do seu carro.
- Meu carro? Não, você...
- Não vou quebrar seu carro, mesmo estando um pouco tonta. – Kennedy suspirou catando as chaves, a pegou e entregou a , que logo achou o carro e deu partida. Kennedy tossiu mais algumas vezes e levantou a blusa, seu abdome estava roxo.
- Porra, isso tá doendo. – Reclamou.
- Quem te bateu Kennedy?
- Acho que dei encima da namorada do cara... – Ele deu de ombros. – Ah... – Gemeu de dor.
- Agora aguenta um pouco. – Ela rolou os olhos e voltou os olhos pra pista.

- Toma cuidado, Herrera... AI! – Gritou quando colocou um pouco de água em um de seus cotovelos ralados.
- Desculpa, mas se você não desse encima de todo mundo, eu não estaria aqui fazendo papel de babá e você não estaria sentindo dor.
- Não briga comigo... – Ele pediu e fez bico. sentiu um arrepio e podia agarra-lo ali mesmo.
- Hm... Pronto. – Disse se levantando de uma das poltronas da casa de Kennedy. – Onde seus pais estão?
- Pra variar... Viajando... – Levantou-se e foi cambaleando até as escadas. – Passa a noite aqui.
- Eu to bêbada, não louca. – Ela riu debochada.
- Não vou fazer nada com você! Só quero... Companhia. – Ela bufou, derrotada.
- Tudo bem. – Disse o empurrando pela escada.
- Sabe... Eu gosto de você. – Ele disse batendo na porta do próprio quarto, a abrindo em seguida, correndo até a cama e se jogando lá.
- Não é o que parece. – Viu o sofá preto no quarto grande e decorado com pôsteres e rabiscos e se sentou ali.
- Desculpa se sou idiota as vezes... É o meu jeito. – Agarrou-se no travesseiro e fechou os olhos.
- Boa noite, Brock. – Ela riu.
- Boa noite, Herrera.
Apesar de não querer admitir, cuidar de Kennedy e vê-lo sendo legal com ela, era o que mais desejava, mas digamos que aquilo não ocorria diariamente. Mas, talvez, quem sabe, isso mudasse de uma hora para a outra.
Quando acordou, ela se sentiu exatamente como o coiote quando as armadilhas pro papa-léguas dão errado. Parecia que uma bigorna tinha caído sobre a sua cabeça. E ela ouvia os tic-tac do relógio como o barulho de uma bomba que estava prestes a explodir. E explodiu.
Antes que ela pudesse pensar em levantar, sentiu uma mão apalpar sua barriga e então ouviu um bocejo.
– Bom dia! — ouviu aquela voz estranhamente familiar e reprimiu um grito. Que merda ela tinha feito?
– KENNEDY! — ela ouviu sua própria voz dizer num tom irritado. — Você não me estuprou nem nada, né?
— Ah, você — ele disse tranquilo, levantando da cama e procurando uma camiseta do chão. — Olha, eu provavelmente não te peguei ontem por que isso eu com certeza iria lembrar. Mas se você tá aqui, é por um bom motivo então para de reclamar e vem.
— NÃO! — ela falou sentando na cama e jogando um travesseiro nele. — Você vai me explicar o que aconteceu ontem, porque eu to aqui e porque eu dormi na mesma cama que você e porque...
parou subitamente ao sentir seu celular vibrar no bolso da calça. Quando abriu a nova mensagem pode ler um ‘Onde você tá, bitch?’ de e deu uma risada de leve, mas foi cortada pelo celular que vibrou de novo. Mais uma mensagem de . “Reunião das garotas na minha casa. Você tem cinco minutos”. Ela riu de novo e nem se importou em dar tchau pra Kennedy. Ela se lembrava o mesmo tanto que ele se lembrava: nada. Então ela só calçou os saltos que estavam jogados pelo chão e quase tropeçou na garrafa de vodca deixada no meio do caminho, mas não se importou. Só saiu correndo ate as amigas.
Tudo bem, pensem em correr dez quarteirões de salto alto e ressaca. Não é muito agradável. Mas foda-se. Ela só estava a uma esquina da casa de quando sentiu um esbarrão.
— Quem foi o idiota que... Ah, ia falar desculpa, mas só sai logo daqui, por favor — disse antes que Zack pudesse dizer qualquer coisa.
Depois ela só correu tão rápido, que antes que pudesse contar até dez, já estava em frente a casa de .

Se fosse John, provavelmente agora ela estaria sentada na varanda de casa, fumando um cigarro e pensando: Porra, Nickelsen, não tem como você me atrair menos?
Mas não era John, na verdade, ela não estava nem perto de ser, até porque pra isso, ela precisaria de no mínimo um pênis e um coração de pedra.
Durante toda a noite tudo que ela fez foi pensar em como as coisas tinham chegado àquele ponto. Tudo bem que ela sabia que uma hora ou outra, o idiota do Nickelsen ia tentar beijá-la. Ele não podia ser tão bunda mole assim. Mas depois de tanto imaginar o momento, ela deduziu que fosse agir de qualquer forma, menos daquela.
E então bateu na sua porta, o ultimo lugar que imaginou que a amiga apareceria depois do jeito que John chegou em casa na noite passada.
— Minha noite foi um desastre — as duas disseram juntas e a primeira coisa em que ambas conseguiram pensar foi: Onde estaria a vadia.
Alguns minutos depois de ter enviado o sms, apareceu na porta, por pouco não viu os pulmões da garota jogados no carpete, e ali mesmo, no sofá, as três se jogaram e começaram a fofocar.
— Tudo bem, quem começa? — perguntou e logo as duas olharam pra ela. — Argh, insensíveis, isso é injusto. Pedra, papel e tesoura ou eu nunca mais abrigo vocês.
No final de tudo, tinha perdido. Ela contou tudo que aconteceu. A forma com que John a perseguiu durante todos os momentos em que eles estiveram dentro daquela balada e como a cada segundo ela tinha mais vontade de esfregar a cara dele no chão sem se importar com que os protetores dos animais diriam sobre ela machucar uma girafa.
Ela ainda contou sobre o “beijo” e depois sobre o encontro estranho com Alex. Quando terminou, ela se sentia estranhamente bem por colocar tudo pra fora.
Depois, de acordo com a regra, papel enrola pedra, então, seria a próxima.
... Ahn... — ela gaguejou um pouco, mas respirou fundo e continuou. — Seu primo quase me beijou ontem.
— O QUE? — as três se viraram e encararam a porta aberta e O’Callaghan parado em frente ao sofá. Alerta vermelho: A girafa está de volta à toca. — Anda, . Explica isso.
— Eu não tenho nada pra explicar pra você, John. Só sai daqui e para de se meter na minha vida! — disse se levantando. — Eu não te peço pra explicar o que você faz ou deixa de fazer com as minhas amigas, ok?
Enquanto os dois brigando, Giulia se escondia atrás do sofá, tentando de alguma forma, entrar nele e parar num universo paralelo. só ria descontroladamente, até receber um sms:
“Vai continuar fugindo de mim? – Zack”
“Só vou me manter numa distancia considerável pros seus lábios de ogro não chegarem perto de mim de novo. –
Ela então fechou a pasta de mensagem e esperou ver o wallpaper de sempre, mas o que ela encontrou não foi nada parecido com o comum. Ela estava sorrindo enquanto Kennedy beijava sua bochecha. Pelo cabelo desgrenhado e a camiseta, dava pra perceber que aquela foto era da noite passada, então só foi até a galeria e viu o resto das fotos. Tinha até um vídeo ali, que ela não teve coragem de apertar play.
— Meninas — ela disse com a voz arrastada. — Acho que fiz uma merda enorme noite passada.

Capítulo 5

Kennedy se espreguiçou novamente na cama. Após a saída de ele voltou a dormir e teve um sonho estranho no qual envolvia uma garota cujo o rosto estava desfocado e os dois estavam na cama. Não faziam nada, apenas na cama encarando um ao outro. Kennedy podia sentir que ela sorria e com isso ele também fazia o mesmo, naquele minúsculo espaço de tempo ele nunca se sentira tão completo. Foi só o tempo de fechar os olhos que acordou para a realidade e tinha certeza que era a sua irmã de 6 anos apertando-o nas bochechas.
- O que quer pirralha? – ele disse abrindo os olhos com a cara ainda amassada.
- Quero ir ao parque – Jenna disse com aquele típico tom petulante. Ken rolou os olhos continuando.
- Então porque não chama a mamãe ou a Cherie?
- Porque mamãe está no cabelereiro – disse se embolando - e Cherie tentando arrumar a bagunça que supostamente – deu um soquinho no irmão – você fez ontem a noite. Então o mínimo que você podia fazer era me levar ao parque com as minhas amigas! – Jen disse emburrada batendo o pé no chão. Kennedy bufou alto afundando a cara no travesseiro e só queria voltar a aquele maldito sonho para ver como ele acabava. – Estou aguardando Brock... – Sua voz infantil soou após alguns segundos. Respirou fundo derrotado e se levantou sem dizer nada até o banheiro – Saímos em 20 minutos – ele simplesmente falou e bateu a porta.

encarava atentamente o pingente perdido da pulseira que Alex dera na outra noite. Respirou fundo enquanto tentava insistente ligar para alguém e discutia com seu irmão no outro canto. Às vezes brincava na barra da sua blusa ou cantarolava alguma musica do McFLY. após alguns minutos bufou alto puxando para fora da casa – Eu juro que se eu passar mais um minuto dentro daquela casa com as duas matracas brigando – Ela dizia estressada indo em direção ao portão da casa.
- E para onde vamos? – disse perdida.
- Parque! Um ótimo lugar para se pensar e fumar. – ela disse estressada.
- Perai, você fuma? – a outra disse espantada e Victoria virou os olhos apressada.
- Não é algo continuo. É só um passatempo nada de grande coisa. – respirou fundo e voltaram a andar.

O parque estava bastante cheio. Prendeu o riso ao notar a cara de desespero de e voltava a andar perdidamente. percebeu o quão grande e pequena aquela cidade era já que onde estava poderia ter uma visão bastante ampla.
Se sentou num banco perdido e cruzou as pernas respirando o ar da cidade.
- Poderia acompanhar a senhorita? – escutou a voz de Pat e automaticamente ela sentiu como se seu coração parasse por dois segundos antes de abrir os olhos e ver a imagem do garoto com; os seus cabelos voando.
- Claro. – sorriu envergonhada se ajeitando e dando espaço para o garoto sentar. O banco era pequeno então fazia a menina sentir o aroma doce dele. – Hm... Não vi você ontem no SoHo – disse após os momentos de silencio.
- Hm... Eu não vou muito a esses lugares sabe? – Pat disse descontraído – Eu geralmente estou perdido em casa lendo algo ou cozinhando ou talvez mesmo tocando bateria.
- VOCÊ TOCA? – ela se alterou com a habilidade do garoto e logo ficou vermelha ao ver os olhos arregalados dele – Desculpa – os dois riram.
- Eu não sou profissional mas um dia pretendo ser. Às vezes, eu e os garotos tocamos algo juntos.
- Então vocês são tipo uma banda?
- Não oficialmente uma banda mas algo parecido como... – ele demorou alguns segundos para poder encontrar a palavra - ...um bando de garotos vagabundos que não tem o que fazer então fazem isso. – os dois riram mas foi a primeira a parar só para perceber de como a risada do garoto era contagiante e gostosa de se ouvir. Ele olhava para um ponto fixo e ela percebeu o movimento da saliva sendo engolida garganta abaixo fazendo tremer levemente.
- Aqueles são e Kennedy? Oh Deus... – ele resmungou se ajeitando para ver se prestava alguma atenção. fingia que prestava enquanto encarava o garoto.
- O que tem demais? Eles se odeiam. – ela disse e Pat soltou outra gargalhada.
- Kennedy tem algo que eu chamo de... Paixão acidental. – disse fazendo aspas – Ele curte eu acho que desde o segundo ano no aniversário do Evan no clube. Ela apareceu com um biquíni comum e automaticamente ele caiu na piscina – os dois gargalharam novamente – E então, na festa do John, quando transou com o Alex, os dois caíram brigando na piscina brigando por causa dela obviamente. A sorte foi que Alex tava muito chapado pra lembrar de qualquer coisa.
- Então... Kennedy gosta da ? – ela chegou a conclusão ainda rindo e o outro assentiu – Hm... Então ele não é um total filho da puta? – ela riu.
- Eu creio que não. – e ficaram em silêncio observando o casal discutir. Mas tinha algo em sua mente que a perturbava: Então transara mesmo com Alex?
E dai? Ela nem o conhecia direito, não tinha nada haver com isso. Talvez ela fosse a única adolescente virgem daquela cidade.

- Que merda de vídeo é aquele Kennedy? E aquelas fotos? O que você fez comigo seu nojento? – gritava e Kennedy quase saia correndo dali pra dar um tiro em sua própria cabeça.
- Não sei de que diabo de fotos e vídeo você está falando! Eu não sei, caramba. Eu estava bêbado, e você também, e se a gente fez alguma coisa, foi porque você também quis.
- Eu não quis nada! EU NUNCA IA QUERER NADA COM VOCÊ!
- As coisas provam ao contrário. – Kennedy soltou um riso debochado.
- Argh. Para de mudar de assunto, Brock. É obvio que você eu nunca vou querer nada com você! Você me dá nojo.
- Não parece. É só uma garota chegar perto de mim que você fica toda bravinha e começa a olhar como se tivesse querendo pular no pescoço da menina.
- O que? Dá onde você tirou isso? Para de ser mentiroso e...
- Aquele dia com a Nina, foi o que? Surto de adrenalina? Olha, se você tem uma paixão oculta, quer dizer, não tão oculta, por mim, o problema não é meu.
- Ah, olha quem fala. Você brigou com o Alex porque eu transei com ele, quase socou aquele cara que me agarrou outro dia no SoHo, e ainda quer vir falar que eu sou apaixonada por você? Se toca.
- Se toca você garota, fez sabe-se lá o que comigo enquanto estava bêbada, e ainda quer colocar a culpa em mim! Vê se não me enche mais com isso. Tchau! – Kennedy saiu como um borrão, deixando lá uma com cara de pastel. Ela bufou depois de alguns segundos e foi em direção ao banco onde Pat e observavam-na.
- Oi, Pat. Tchau, Pat. – Puxou facilmente, deixando Pat sem entender nada.
- , que mancada! – Reclamou .
- Shhh. Preciso me distrair.

FLASHBACK ON
andava com aquele micro biquíni pra lá e pra cá, como se fosse algo normal. Foi até a dispensa catar algo comestível, porque tudo o que tinha pela festa de John, era quase intragável.
- Porra. – Resmungou ao deixar algumas coisas caírem no chão. De repente, sentiu duas mãos grandes agarrando sua cintura, um cheiro horrível de bebida misturado a perfume barato.
- Bu! – Jack sussurrou em seu ouvido, levando um empurrão logo em seguida.
- Me deixa Barakat. – Rolou os olhos, tentando sai dali, mas Jack a imprensou em uma das prateleiras, passando a mão pela barra da parte de cima do biquíni dela. – Me solta! – Disse o empurrando mais uma vez. Sem muito sucesso.
- Você já deu pra metade da escola, que tal dar pra o que sobrou também e começar comigo? – Era nítido que Jack estava bêbado, tinha muitos defeitos, mas um deles, não era ser vadia.
- Já disse pra me soltar Jack! – Ela disse um pouco mais alto enquanto Jack beijava seu pescoço. - Me solta!
- Fica calminha, não vou te machucar. – Ele disse sorrindo, como um bêbado. Segurou os pulsos de e a beijou. Ela estava tão desesperada que não sabia o que fazer, mordeu o lábio do garoto que se afastou rapidamente. - Eu não teria feito isso. – Ele disse com raiva, partindo pra cima dela de novo, até que um John O’Callaghan furioso abriu a porta.
- EU DISSE PRA VOCÊ NÃO MEXER COM ELA SEU OTÁRIO! – John o puxou pela camisa dando-lhe um soco bem no nariz de Jack. – NUNCA MAIS CHEGA PERTO DELA! ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM SEU IDIOTA, NÃO VAI! – Empurrou Jack, que cambaleou e caiu no chão, sendo chutado por John em seguida. Todos olhavam a cena confusos, e tremia, e tinha ficado mais pálida que defunto. John abraçou pela cintura e levou-a pro andar de cima.
Apesar de tudo, John se importava com ela, de verdade. E ele não deixaria que a machucassem de forma alguma.
FLASHBACK OFF

acordou rapidamente dos pensamentos daquela noite. Havia discutido feio com o seu irmão que sempre a protegia. Respirou fundo e deu duas leves batidas no quarto encontrando seu irmão dedilhando algumas notas no violão. Olhou rapidamente e bufou ao ver quem era.
- Eu só quero falar com você – ela disse entrando no quarto.
- Já está falando – disse John ríspido.
- Me desculpa ok? É só que eu fico com raiva de você controlando quem eu devo beijar ou não.
- Eu não me importo... Se ele não for um idiota de óculos.
- Ele não é idiota! – rebateu – Idiota são os seus amigos como Jack que tentaram me forçar mesmo que eu tenha dito que não. Garrett parou no mesmo instante.
- Não interessa – John falou já guardando o violão – Não quero você com ele.
- Ou o que Cornelius? O que você vai fazer?
- Você sabe o que eu sou capaz de fazer. Não me teste.
- Eu te amo John... – ela disse se aproximando - ...mas não vou mudar de opinião por sua causa. – ela sorriu meio que sem saída e se retirou do quarto e logo da casa para se encontrar com e .
- Eu não entendo para que tantos vestidos se nem convidadas vocês foram ainda. – disse enquanto olhava entediada e vestindo vários vestidos para o baile.
- Pois logo eles vão acabar, então aproveite agora. Vista alguma coisa.
- Eu já disse, não vou. – todas bufaram – eu provavelmente estarei em Phoenix assistindo algum show por lá. Soube que o Foo Fighters vai dar uma passada então... – sorriu e voltou a encarar as unhas.
- Argh, se levanta. Bora – puxou a amiga que quase caiu em cima do vestido longo da garota. Ela fez um sinal para uma vendedora que veio sorrindo simpaticamente.
- Posso ajudá-la?
- Hm... Eu queria um vestido para essa senhorita. – apontou para que rolou os olhos – Tamanho 42 por favor.
- Sangue latino – ela sussurrou para a vendedora. Após um tempo ela voltara com 5 vestidos que um ajudante trouxera. Dois rosas, outro amarelo e dois brancos. fez uma careta ao ver as cores, todas que ela odiava.
- Oh Deus, esse é lindo. – disse apontando para o branco enquanto as três fofocavam. Após uns minutos ela perceberam a presença da mais alta e a vendedora tratou de perguntar qual ela escolhera.
- Hm... – fez-se pensativa enquanto rondava as três. Pegou o vestido amarelo e fez uma careta, pegou o rosa como se fosse algo tóxico e o branco como se fosse um saco de lixo. – Sabe o que é dona? Eu não curto muito essas coisas, tem um parecido não sei... Algum preto?
- Bom... Para bailes deve ser um pouco mais caro – ela disse com cautela. sentiu o sangue ferver e arregalou os olhos puxando pra trás tão rapidamente que a garota quase tropeçara no vestido. – Como? – repetiu num tom mais grave arqueando a sobrancelha. A mulher a mediu de cima a baixo a roupa da garota. Shorts desfiados de cintura alta com a blusa branca por dentro e seus cabelos um pouco bagunçados com o vans nos pés. Não vestia nenhuma calça jeans com uma blusa da H&M e grandes saltos, mas era o que ela se sentia confortável.
- Digo – a vendedora começou a se atrapalhar e gaguejar – A-adolescentes não andam com tanto dinheiro. Creio que se trouxer a sua mãe eu...
- Minha mãe não vai poder vir sabe porque? – disse com um tom de raiva mas ainda mantendo a classe. A vendedora negou rapidamente – Pois ela está numa conferência de moda em Paris com a minha avó, enquanto você está aqui com a sua vida medíocre e provavelmente ficara até uma grande fase da sua vida e só conseguirá um emprego que pagar apenas 200 reais a mais do que essa droga – deu a primeira pausa para respirar enquanto as outras duas amigas observavam boquiabertas – Então me de a droga de um vestido. Aquele vermelho – apontou para o segundo andar da loja. Pegou a carteira com raiva – Quanto é essa bosta mais aqueles dois vestidos do outro lado – apontou para mais dois, um roxo e outro azul.
- 600 800 e 1200 o vermelho – a vendedora baixinha disse gaguejando e com medo por causa das palavras anteriores.
- Quero eles todos. Tamanho 42 pra mim e os outros 40.
- C-ca-cartão?. – sorriu vitoriosa mais uma vez.
- Não sweetie. Dinheiro – tirou um bolo de notas ali que até Giulia se assustou.
- No que diabos você tá pensando? – disse prendendo o riso quando a vendedora foi embora – É por causa disso que as taxas de suicídio estão maiores.
- Ah ela sabe que não foi de propósito. – disse com desdém. – São lindos vestidos. – ela disse reparando e as duas viraram também.
- Como sabia que queríamos aquele? – disse já abaixando o zíper do outro vestido.
- Eu reparei que vocês ficaram babando nele. – ela simplesmente disse – Tédio me faz observar os detalhes.
- , você sabe que o meu pai tá controlando o meu dinheiro e ainda tem os sapatos eu...
- ... tenho que calar a minha boca pois é o presente de natal da ? Obrigada pelas lindas palavras . Agora vocês duas vão se trocar suas vadias porque eu não tenho o tempo todo. – riu não controlando o riso. Ouviu a voz da vendedora desconhecida e logo virou séria.
- Me desculpe, qual é o seu nome? Eu preciso colocar na etiqueta de reserva – ela disse com um tom de desafio.
- Herrera... Herrera. – ela pode sentir a mulher parar de respirar por alguns milésimos de segundos.
- Ahn... E da sua mãe, completo por favor?
- Carolina Villaquiran Herrera. – disse num tom de desdém controlando a risada ao olhar para a mulher. É claro que a mãe dela era famosa, mas não podia perder a oportunidade de ver a reação as pessoas. – Apenas isso? – disse colocando os óculos. A outra assentiu rapidamente – Então ok. – se dirigiu ao balcão onde as duas amigas já estavam com os vestidos e com o de . Se despediram do pessoal e saíram da loja. – Meninas? Tenho que comprar um café, isso tudo me deu estresse. Me esperem! – ela disse e logo foi em direção a pequena cafeteria. Muitas garotas também estavam com seus vestidos no ombro ou nos braços escondidos pelas capas. Caminhou até a cafeteria encontrando as duas pessoas que menos queria encontrar. Kennedy e Zack. Tentou entrar sem ser percebida mas era muito difícil quando está com um vestido maior que você numa capa.
- Vai ao baile então Herrera? – Kennedy disse com o tom debochado. – Espero que quem vá com você realmente aguente tudo isso.
- Claro, já que você é gay demais para aguentar não? – ela sorri e Zack prende o riso. Fez o seu pedido e aguardou impacientemente no caixa. Zack parecia nervoso e queria conversar com a garota mas não podia fazer nada se Kennedy não saia de perto.
- Sabe Herrera? Você podia me acompanhar para o baile este ano. Seria legal ter uma celebridade com o filho do prefeito.
- E seria legal o primeiro filho de alguém famoso a fazer um transplante de cérebro Brock. – ela sorriu e Zack não se controlou rindo.
- Qual é Herrera... Admita, nem você consegue resistir. – Ele ignorou e disse. soltou uma risada nasal.
- Nem você Brock – sorriu de um jeito meigo totalmente falso. Deu um passo a frente olhando firmemente nos olhos e deixando sua boca muito próxima dele já que ela é alta. Kennedy se controlou ao ver os olhos castanhos profundamente escuros da garota pelo qual sempre... gostara. se controlou ao ver tão perto a barba rala do garoto qual sempre fora apaixonada. Respirou fundo encarando, umedeceu os lábios com a língua tentando ver alguma reação. – Então você é o fodão? – disse com a voz rouca e Kennedy tirou o sorriso e desequilibrou fazendo-a sorrir – Foi o que eu pensei. – pegou o café e ajeitou a capa do vestido em seus braços e saiu da cafeteria deixando um Kennedy xingando.

Continua...

 

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N/B: Qualquer erro na fiction me envie um e-mail (andressam26@gmail.com) ou tweet (@DressaaMendes).




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