Começaria minha história com 'era uma vez', mas toda história de 'era uma vez' termina em final feliz. Meu final feliz não estava tão próximo quanto eu imaginava, na verdade, finais felizes deveriam estar próximo quando a gente conta uma história. Mas o meu não estava.
Meu nome é tenho 17 anos, fui criada pela minha mãe, Katie. Tenho um irmão, o John, ele tem 18 anos e estuda comigo, e tem uma namorada chamada , uma de minhas melhores amigas,
tirando o , claro. Meu pai, fugiu com outra mulher quando eu tinha 11 anos, ele se drogava, e trazia outras mulheres para cá quando minha mãe estava no trabalho. Ele pensava que eu ainda não entendia nada naquela idade, e que eu dormia a noite, mais eu sabia de tudo, calada. Quando ele descobriu que eu sabia, me bateu muito, meu irmão, que estava na rua naquele dia, chegou minutos depois, tentou fazer meu pai, que estava drogado, parar de me bater, mas só piorou a situação, ele também foi espancado. Minha mãe, soube de tudo por nós, mas meu pai a ameaçou, então ela não deu parte na polícia, a nosso pedido. Dias depois, ele fugiu de casa, e minha mãe fora na polícia. Minha mãe começou a trabalhar como empregada, um ano depois, na casa dos , sim, os pais do vocalista do All Time Low.
Foi ai que minha vida mudou.
Todo mundo sabia que eu tinha uma quedinha pelo , na verdade um tombo feio por ele, isso era fato. Eu havia dormido na casa deles, havia estudado a noite toda para a prova de química e acabei dormindo no divã da biblioteca. Fui acordada por cutucões do , que já estava arrumado.
- Se quiser carona, corre. - disse ele pegando a mochila que estava no chão.
- Cacete, . Por que não me acordou antes? - falei alto me levantando.
- Ow... - disse dando um passo pra trás. - Você dormiu na minha casa e ainda briga comigo? - sim, ele é estressante.
- Esquece, não quero carona. - Disse indo pro banheiro, bom, não preciso contar o que fiz lá, porque é óbvio. Tomei banho, vesti minha roupa, escovei os dentes.
Voltei para a biblioteca e dei de cara com Sr .
- Desculpe, Sr . - disse ao vê-lo. - eu estudei aqui ontem a noite, e acabei adormecendo, acordei atrasada. - fiquei um pouco corada.
- Percebi. - disse pegando um sutiã meu que eu deixei em cima do divã, e me dando. - sem problema, pode dormir aqui quando quiser.
- Obrigada.
Peguei a minha mochila, e sai da mansão. Caminhei até o colégio, eu não tinha um carro. Esqueci de mencionar que eu tinha um namorado, ele se chamava Dean, não o Winchester, quem dera, mas o namoro durou pouco. Na verdade não passou daquele dia. Cheguei na escola, passei correndo pelos corredores vazios e parcialmente sujos, entrei na sala 12, primeira aula, teste básico de química.
- Srta. , atrasada como sempre. - disse o professor.
- E você, arrogante como sempre. - falei. O professor tinha problema no ouvido, e estava sem aparelho. Eu poderia dizer o quebem entendesse. A turma riu da minha resposta.
- Como disse? - perguntou.
- Desculpe, professor. Vim andando e me atrasei pra acordar. - mandei um olhar significante para o .
- Eu oferece carona, professor. Mas ela não quis. - disse sarcasticamente. Não aguentei essa.
- Sabe-se lá quantas vadias você carrega dentro desse carro, imagina se eu pego alguma doença. - falei em alto e bom som.
- Mas isso é jeito de falar dentro da sala, srta. ? - disse o professor com seu aparelho. - Sente-se.
Fiz o que ele mandou, ele era pequeno mais metia muito medo. Ele entregou testezinho, e fiz normalmente, passei cola pro , , e pro meu próprio irmão. A turma fora liberada, fui para o meu armário e a galera para os seus também. Fui procurar o Dean, após pegar minhas coisas no armário, e encontrei, beijando outra garota, num beco do colégio.
Fui para o refeitório, sem falar com ele, ou ao menos terminar. Sentei numa mesa vazia e chorei. Eu não era apaixonada pelo Dean, mais eu gostava dele, muito.
- . - John me chamou. - tá chorando? - perguntou chegando perto com , , , e Jenna atrás.
Quem é Jenna? Bom uns dizem que é amiga dos garotos, outros dizem que é a namorada do . Ninguém sabe o certo. Eu só sei que odeio ela. Namorada eu já não sei, mas ela é a peguete dele, sim.
- Não. - disse limpando as lágrimas em quanto o pessoal se sentava. - Só estou passando mal.
- Eu tenho um remédio aqui na minha bolsa. - disse a abrindo. - Você quer?
- Não, obrigada. - disse. - Já estou melhor.
- Seu namoradinho tá vindo ai. - disse .
Me levantei, fui na direção oposta dele, andando em passos rápidos, bati com o meu ombro no dele propositalmente.
- O que deu nela? - ele perguntou.
Fui na direção da máquina de refrigerante e peguei uma coca. Voltei para a mesa, e sentei no lado oposto do Dean, ele veio me dá um beijo e eu virei o rosto.
- O que houve, amor? - perguntou. Que nojo eu sentia dele. O ignorei. - , eu to falando contigo. - Me levantei e virei para ele.
- O que houve? - perguntei sarcasticamente, e derramei a coca na sua cabeça que escorreu para a blusa dele, que escorreu para a calça. - Vamos ver se isso refresca a sua memória. Uma coca-cola bem gelada. - pausei. - Se lembrou?
- Você ficou maluca? - perguntou gritando. - Minha blusa novinha da Glamour Kills. Será que mancha?
- Não. - disse voltando para a mesa. E pegando o ketchup do . - Mas isso mancha. - espremi a bisnaga toda em cima da blusa dele, teria que pagar o ketchup para a cantina mais sem problema. - falta uma coisa. - passei a mão sobre a blusa pra espalhar. - agora sim, tá manchada mesma, querido. - disse batendo com a mão suja no seu rosto. - aprende a virar gente e eu te compro uma blusa da GK novinha, quando isso acontecer eu já vou ser uma bilionária.
- Se quisesse terminar. - disse tirando a blusa. - era só falar, não precisava me fazer comprar outra blusa.
- Ah não, querido. Assim é mais divertido. - falei. - Mais eu posso fazer que nem você, e me pegar com algum garoto, você quer ver isso, ou esta de bom tamanho? - falei um pouco mais alto. E o colégio todo assistindo a cena.
- Você não teria coragem. - falou.
- Não tenha tanta certeza. - disse. estava em pé, havia se levantado poucos segundos pra jogar o papel no lixo. Limpei minha mão suja de ketchup, puxei o pela gola da camisa e o beijei. Ouvi um 'ohhh' da galera que assistia a cena. O beijo foi por impulso, mais a língua do na minha boca, eu tinha certeza que não foi.
- O garoto, por que colocou a língua na boca da minha namorada? - disse Dean bem alto.
- Primeiro, ex namorada. Segundo não era a língua dele, se você quer saber. - tive que dizer isso. - agora vá embora antes que eu tenha que falar pra galera sobre o pequeno Dean. - frisei o pequeno e olhei pra baixo, apontando pra suas calças. Ele se virou e foi embora, eu me virei e sentei na mesa novamente.
- O que foi isso? - disse praticamente gritando.
- Desculpe pelo beijo, . - disse pra ele e o mesmo afirmou. - isso foi o melhor fim de relacionamento do ano, meu querido. - disse pegando a sua coca-cola.
- Ow, só porque deu um show ótimo e usou sua coca não quer dizer que possa pegar a minha. - disse e eu ri.
- Tá, eu compro outra pra você depois. - entreguei minha carteira xadrez pra ele. - uma coca cola apenas.
Ele se levantou e foi até a máquina.
- Me diz uma coisa, ser chifrada dói? Porque você já deve ser experiente nisso. - disse a namorada patricinha e ridícula do .
Ri falsamente.
- Ah, meu bem. Você deveria saber bem disso, porque se você não percebeu, eu beijei o seu namorado, e ele nem ligou. - me levantei e fui na direção do , pegando a minha carteira e saindo.
Segundos depois o sinal tocou, e a galera levantou, fomos para a porta da nossa sala, número 4, agora.
Havia um bilhete na porta.
"Devido a morte do pai do professor de Matemática todos os alunos serão liberados mais cedo.
P.S : Amanhã, sexta-feira, não haverá aula após o tempo vago".
- Uhuuuuuuu. - gritou . - não temos aula. - me puxou e eu esbarrei no Dean.
- Desculpe. - gritei já distante dele.
Encontrei John na saída e fui falar com ele.
- Hey, maninho, hey . - disse agarrando no pescoço do John, quando vem alguém por trás de mim, e me empurra, me fazendo quase cair em cima da .
- Não olha pra onde anda, não? - perguntei, era o . Ele me ignorou.
- Ai gente, vou dá uma festa lá em casa amanhã, estão todos convidados. - disse me olhando em seguida. - e você pode ir também.
O que esse imbecil queria dizer com aquilo? Que ele não iria me convidar e se convidou porque é educado? Sim, eu o odiava e amava ao mesmo tempo, ele sempre fora um idiota comigo. Mandei um sorriso bem falso pra ele, e fui embora.
- Podia ser mais educada? - disse o John chegando mais perto, junto com .
- Ah, John. Não enche. - disse caminhando. - Eu odeio aquele garoto.
- Sei, o quanto você o odeia. - disse a .
- Joooooooooooooooooooooooohn... - gritou dentro do carro que parou do nosso lado. - Quer carona?
Adivinha quem estava lá dentro? e de brinde a sua namoradinha irritante.
- Três pessoas. - disse apontando pra e pra mim. balançou a cabeça e nós entramos.
- E ai , vai na festa? - perguntou .
- Não.
- Ela vai sim. - disse o John.
- Claro que não. - disse.
- Qual é, . Vamos sim. - disse .
- É . Dizem que você fica tão hot nesses tipos de festa. - disse .
- Essa ai, hot? É o que ela nunca será. - disse Jenna.
- Eu vou. - avisei a ignorando. Essa garota sem sal quer falar de mim, agora só por causa disso eu vou.
- Bora . - gritava John na porta do banheiro.
- Ah... calma, seu idiota. To terminando de escova os dentes, posso? - abri a porta só de toalha e dei de cara com o e o ali. - Porraaa! - gritei.
- , olha a boca. - dizia minha mãe passando por ali. Minha mãe pensava que se não xingássemos iríamos virar santos.
- Nossa , se você for assim... - dizia .
- Não vou assim, agora ralem daqui que eu preciso me vestir.
Fui tentar fechar a porta mais o John a segurou:
- Não, não não... Vai pro teu quarto, que eu vou tomar banho.
Peguei meu vestido e sai do banheiro, avistando todo mundo no andar de baixo, inclusive a Jenna.
- Joooohn. - gritei e ele saiu do banheiro.
- Quié, chata.
- O que aquela vadia tá fazendo aqui em casa? - perguntei.
- Não fala assim da minha namorada. - disse .
- Ela tá na minha casa e eu falo do jeito que eu quiser. - respondi.
- É, mas você vai pra minha casa e...
- Se quiser eu não vou, foi o que me chamou pra ir, ou você acha que eu vou pra te ver?
- Ououou... Casal, parem de discutir. - disse John. - , ela veio com o , não ia deixar ela lá fora.
- Ah, claro. Burrice a minha, ninguém deixaria seu cachorrinho fora da coleira, não é. - disse me virando.
- Garota. - disse , ele puxou minha toalha e ela soltou do meu corpo.
- Seu idiota. - peguei ela e coloquei no corpo de volta. Minha sorte é que eu estava de calcinha, mas ele conseguiu ver meus seios, ele e todo mundo, né.
Fui para o meu quarto e em seguida ouço batidas na porta.
- O quê?
- Sou eu, . - dizia a . - Posso entrar?
- Claro.
Ela abriu a porta em quanto eu vestia meu vestidinho lindo, tomara que caia, preto, com saia rodada curta, mas não chega a ser de piriguete.
- Amiga, o desceu e disse pro , que estava do meu lado, que os seus seios são perfeitos. - ela disse e eu fiquei muito vermelha, mais gostei de ouvir aquilo, afinal, eu gostava do . - se continuar assim, nem vai precisar de blush. - disse e eu ri. - Vem cá, que eu te ajudo.
Fui e sentei ao seu lado na minha cama, ela pegou a bolsa de maquiagem e começou a passar em mim.
- O que achou? - perguntou no final, enquanto eu me levantava e olhava no espelho.
- Perfeito. Muito obrigada. - Descemos as escadas e encontramos a galera toda me olhando, e a Jenna de cara feia. - Como estou?
- Hot. - disse olhando pra Jenna. - Que cara é essa Jenna?
- A única que eu tenho. - respondeu se levantando.
- Então você já foi mais bonita. - ri dele, e fui em sua direção.
- Deixa ela.
- ... Ai eu coloquei a língua, ai ela foi e disse com aquela voz irritante dela, 'aí, que nojo, você colocou a lingua'. - disse imitando a garota que ele pegou. Rimos. Estávamos lá, John, , , , e eu. - eu tenho outra história dessa, mas só conto se o vier pra cá, porque ele também queria saber e eu disse que contava hoje a noite, e se ele não estiver aqui eu não vou contar pra ele.
- Ok. - disse . - Vamos procurar o . - revirou os olhos o mesmo.
Saímos a procura do , eu e dentro de casa, John , e , no quintal que estava mais cheio. Depois de procurar tanto na cozinha, resolvi ir pra sala onde dei de cara com olhando pras escadas, olhei também e o achei. estava subindo as escadas aos beijos com a Jenna, e entrando no quarto dele em seguida. Uma lágrima escorreu pelo meu olho, e depois outra e outra, sai correndo de lá, passei por John, , e que diziam algo inaudível.
- O que houve? - perguntou John para o .
- Ela viu o ir ter intimidade com a Jenna. Vou falar com ela. - e em seguida correu atrás de mim.
É claro que ele corria mais rápido do que eu, e me alcanço antes mesmo que eu pudesse passar pela fachada da casa do .
- . - ele segurou no meu braço, eu me virei e o abracei, imediatamente. - Não fica assim não, . Ele não merece.
- Eu sou uma idiota mesmo, .
- Não não, é. Você quer que eu te leve pra casa? - perguntou.
- Não. Eu vou ficar. - disse limpando o meu rosto.
Ele olhou pra mim, limpou a ultima lágrima que caia do meu olho, e me deu um beijo na testa. Voltamos para o grupinho, encostei na parede.
- Você tá bem, ? - perguntou . Afirmei com a cabeça.
- Vou pra casa mais tarde.
Assim que eu terminei de responder, chegou o , correndo.
- Ai, gente. Alguém tem camisinha? - perguntou apressado.
- Arght... Desisto! - gritei. - Vou pra casa. - virei. - Seu zíper está aberto. - disse para o .
- . - segurou no meu braço. Será que ele vai pedir pra que eu fique? - Você tem camisinha? - perguntou.
A partir daí todo o meu amor por ele foi embora, eu só sentia nojo e raiva. Dei um tapa na cara dele bem forte e fui andando em passos rápidos, para ir para casa.
- Ficou maluca? - gritou.
- Ela está de TPM, cara. Ela ficou sentimental. - disse o . - vou levar ela pra casa, John. - gritou.
Sai correndo assim que eu consegui sair de lá e fui para o primeiro ponto de ônibus que tinha lá, apenas pra chorar, por que ônibus só daqui a 1 hora. Tinha alguns casais ali, e pessoas estranhas que chegaram cedo demais ali, provavelmente pegaria ônibus para trabalhar. Elas me olharam quando eu cheguei ali e sentei no banco e chorei, umas até perguntaram se eu estava me sentindo bem. Segundos depois o chegou e veio falar comigo.
- , eu...
- Ele é um cretino, . - falei alto, ao ponto das pessoas ouvirem tudo. Levantei - Ele é um idiota, imbecil, nojento, e eu não sei porque eu ainda consigo gostar dele, se ele é tudo isso e .... argh... - chutei o banco que estava sentada.
- se acalma.
- Não quero ficar calma. - gritei.
- , senta aqui. - me guiou até um banco e se agachou do meu lado.
- O não gosta da Jenna. - disse do meu lado.
- Se ele não gostasse ele não estaria todo histérico, pra arranjar uma camisinha. - gritei. - me leva pra casa, .
- Tá vamos. - Encostei-me no seu ombro.
me levou um barzinho antes, pra que eu bebesse e esquecesse de tudo, acabei exagerando na dose.
Fevereiro 9
Acordei, estava tudo tão calmo e o sol cada vez mais gelado, levantei de minha cama sonolenta, viro meu corpo para o lado direito, e ponho meus pés no chão, antes tocando em algo parcialmente macio, e ouvindo alguém murmurar um 'Ai'. Retiro meus pés rapidamente de onde eles estavam tocando, esfreguei meus dedos em meus olhos e olhei para baixo.
- O que você tá fazendo aqui? - perguntei ao ver deitado no chão.
- Te trouxe pra casa ontem e você pediu pra que eu dormisse aqui.
Depois que ele disse aquilo a realidade veio toda a minha cabeça, e eu lembrei dos acontecimentos da noite passada, senti uma dor forte no peito. Fui interrompida pelo celular do tocando, ele retirou o aparelho da minha escrivaninha e leu a mensagem de texto.
- A galera toda vai almoçar no shopping, tá afim de ir? Mas tem que ser rápido porque daqui a 1 hora e 30 teremos que estar lá.
- Tá, eu vou.
Avisamos para o John, que por acaso já estava acordado no sofá, então eu e tomamos banho e nós três fomos. No caminho, pegamos , e .
- O não vai ir? - perguntei.
- Ele vai com a Jenna. - disse em seguida colocando a mão na boca. - iih... falei merda.
- , só pra você saber, eu prefiro mais você do que ela. - disse .
- Fofo. - disse.
- Eu sou fofo. - disse virando pra frente feito uma criança.
Chegamos ao shopping, e vimos e Jenna, como sempre, se pegando na porta.
- Bela forma de nos receber. - disse para eles.
- Tô com vontade de vomitar. - disse.
- Eu também. - disse .
- Não, é sério, eu vou vomitar. - disse andando rápido em direção a uma árvore que tinha perto do shopping, e vomitei toda a bebida de ontem a noite. Voltei para o grupinho depois de vomitar tudo o que tinha dentro de mim.
- Você tá bem, ? - perguntou o .
- Como se você se preocupasse. - respondi entrando no shopping na frente de todo mundo.
- Por que você é tão idiota, garota? - disse entrando junto com o resto do pessoal. - Eu fui educado contigo, dá pra você ser educada também?
- Não, , eu não tô bem. - respondi estressada. - Já não estava antes, agora eu chego aqui e tenho que ficar aguentando você e a Jenna se engolindo. Como você acha que eu vou estar bem? Não tenho mais nada pra vomitar, e ainda quero vomitar. Agora, se você quer me ajudar, faça o favor de ficar a 7 metros de distância de mim, ai eu vou ficar bem melhor.
- Ok, ok. A TPM não acabou, eu vou embora. - disse indo pro lado da Jenna.
Fiquei olhando as vitrines da loja, que tinham roupas bastante interessantes.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahh... - gritei no meio do shopping, todos me olharam. - Vem cá, e . - disse num tom mais baixo, os puxando. Entramos na loja e eu peguei dois livros. - Saiu Maldosas e Impecavéis da coleção Pretty Little Liars. [gritinho feminino] Eu necessito desses livros. (n/a me too)
- Ai eu vou comprar. - , tentou tira-los da minha mão.
- Não, são meus. - disse.
- Meninas, se acalmem. - disse . - tem mais dois aqui. - entregando mais dois para a .
Fui na direção do caixa e entreguei os livros para a moça, peguei minha carteira.
- Droga. - murmurrei.
- O que foi? - perguntou .
- Tenho apenas 35 doláres, os livros juntos são 40. E se eu conseguir 5 dólares, não vai fazer diferença, porque eu não vou poder pagar meu lanche.
- Tá. - disse tirando 5 dólares e me dando. - Eu pago o teu lanche.
- Sério? - perguntei com os olhos brilhando em quanto a moça pagava minhas coisas e da .
- Aham.
- Ahhh, eu te amo, . - o agarrei e dei um beijo em seu rosto.
Pegamos nossas coisas e saímos de lá dando de cara com a galera com uma interrogação enorme no rosto.
- Compramos Maldosas e Impecáveis do Pretty Little Liars.
- Ai, eu amo esse seriado. - disse e eu me surpreendi. - Depois me empresta o livro?
- Não sabia, que você sabia ler. - respondi. - Tá, eu empresto.
- Nossa, esse sanduíche da dá nojo, só de pensar em comer isso, engordo 2 quilos.
- Então você pensa em comer uns 30 desse aqui né, porque ele tem menos de 500 calorias.
- Hmmm, me dá um pedaço. - disse , e eu o entreguei o sanduíche. - é bom, muito bom.
- Vou no banheiro, alguém quer ir? - perguntou pra distrair a galera. Todos disseram que sim, menos John.
- Ah... também vou. - disse John.
Os meninos seguiram para o sanitário enquanto a fora comprar um milkshake.
- Tá precisando comprar roupas novas, filha de empregada. - disse Jenna.
- Olha quem fala, você nem usa roupas. - respondi bebendo a coca-cola.
- Daqui a pouco você não vai ter roupas para usar, se ficar comendo desse jeito.
- Ao menos eu tenho saúde, sua anoréxica. - levantei-me.
- Ao menos eu tenho o , sua vadia. - levantou também e veio na minha direção. Não pensei duas vezes e dei um tapa na cara dela.
Ela vez o mesmo e bateu em mim, começamos a brigar e ela me jogou no chão, bati forte com a cabeça, mas fiquei bem, ela subiu em cima de mim, e começou a me bater, joguei ela pro lado e fiz o mesmo, só que 3 vezes pior.
Minutos depois chegou a com o MilkShake, o colocou na mesa e tentou separar a briga. As pessoas que estavam lá não se atreviam a ajudá-la. Depois chegou os meninos, que correu mais rápido, me segurou, e segurou a Jenna.
- Que porra é essa? - perguntou .
- Essa idiota veio pra cima de mim, . - disse Jenna se fazendo de santa.
- Para de mentir garota, você me provocou, tu não é nenhuma santa.
- , vai acreditar nela ou em mim?
- Garota, você ficou louca, ela é só uma menina indefesa. - disse me olhando.
- E você acha que eu não sou uma menina, não? Ou indefesa?
- Você é uma garota, isso é óbvio. Mas você não é indefesa, você sabe sobre brigas e essas coisas, ela não.
Comequié? Ele tava falando o quê? Que eu sou experiente nesse lance de briga? Que vinha da favela? Essa eu não aguentei, e descobri que o meu ódio pelo era bem maior do que o meu amor.
- Me solta. - gritei pro e assim ele fez. Fui até a mesa, e peguei o MilkShake da , tirei a tampa e o canudo, fui na direção do , e joguei o conteúdo em cima dele. - Você é um idiota mesmo.
Fui embora, sendo seguida de John, e .
Dias depois, a noite.... 11 de fevereiro
A noite passada foi legal, dormiu aqui e essa noite o resto da galera também vai dormir aqui, ou seja, , e . pegou um resfriado, brincando na chuva, mas está melhor. E eu, estou na mesma fossa.
- Achei... - gritou o , e eu levei um susto, quase jogo o café no chão.
- Porra... - disse. - Quase derramo café em mim.
- Desculpe. - disse . - Achei o canal que procurava.
A mulher da TV dizia assim:
" E o All Time Low apronta mais uma, na manhã retrasada eles foram visto lanchando no shopping com alguns amigos, parece que os meninos foram a algum lugar, e dois dos 4 amigos também, fincando só a namorada de , Jenna, e uma menina não identificada. Parece que as duas brigaram lá, rolou tudo, tapas, arranhões e até socos. O motivo da briga? Bom, uns dizem que foram por causa do , e outros porque elas não estavam se aturando. Ninguém sabe o real motivo. É claro, que ficamos do lado vencedor. Depois, foram visto o casalzinho, e Jenna, namorando num parque florido. Fofo os dois. Fiquem com as imagens da briga e do namoro, e em seguida com Kate Perry - Firework."
Olhei as fotos no e da Jenna, e o mudou de canal rapidamente. Levantei-me.
- Vou pro meu quarto.
- ... - disse John se levantando e puxando meu braço, me virei e o abracei forte. - Calma ...
- Como eu faço pra esquecer o , hem? - a porta se abriu. - Qual quer coisa. - disse chorosa.
- Sua mãe pediu pra deixar isso aqui. - disse diminuindo o tom de voz - O que houve? - eu ouvia tudo no ombro dele, ainda chorando.
- Ela não tá se sentindo bem.
- Oh... Melhoras ... - fechou a porta e seguiu para seu carro.
Não pensei duas vezes, peguei o vaso de flores da mamãe e arremessei contra a parede.
- Cretino. - gritei e subi as escadas correndo. veio atrás de mim.
- Amiga, fica calma.
- Eu quero morrer, .
- Não diz isso, . Faz um esforcinho, e ignora o .
- Não adianta. O quanto mais eu expulso ele da minha vida, mais ele se aproximada.
13 de Março...
All Time Low fora para o Brasil, a quase um mês atrás, estou aqui, eu, John e , no aeroporto, esperando o avião deles chegar. John e estão cada vez mais decididos nesse namoro, e eu ainda, como sempre solteira. Fato que a Jenna foi junto com eles, ela não confia no , e sabe muito bem que ela seria chifrada se não fosse junto. Os guys vão dar uma festa hoje à noite, por causa da turnê no Brasil, que, como o disse, foi fodástica.
Eu e fomos para o shopping noite passada, compramos tudo que tínhamos direito, foi bastante legal. Avistei correndo na minha direção, deixou malas e tudo com o , tadinho, e cada vez que ele chegava mais perto, eu me assustava. "Pronto, vou morrer esmagada", pensei.
Ele pulou no meu colo e eu cai no chão, segundos depois por causa do peso dele, e o tamanho ajudou um pouco também.
- Ahhh... Vou cair! - gritei. Ele desceu do meu colo e eu cai pra trás. - Muito engraçado você. - dei a mão pra ele me levantar. Abracei ele forte, e ele me pegou no colo.
- Nossa, isso tudo é amor? - disse .
- É, tudo o que você não tem. - disse. Ele ignorou-me.
Fomos todos pra nossa respectiva casa, ou quase todos. Eu, John e fomos para a casa do . Ficamos lá até a noite, que seria a festa.
Não vou dar detalhes do meu vestido lindo, ou o da , só digo que eram lindos. Maquiamos uma a outra e fomos para a sala do , que estava com seu cabelo arrumado.
- Não vai ter nenhum homem que não olhe pra mim. - disse. - E se não olhar é gay.
- Realmente, , você está linda. - disse .
- E se ninguém olhar, é porque eu sou muito feia.
- Para com isso, . Você tá linda. - disse John. - Vam'bora.
Seguimos andando pra casa do , que era ali perto, e já que todos nós iríamos beber, não custava andar um pouco. Chegamos lá, e o namorado de uma garota tinha olhado pra mim, na frente dela, ela bateu dele, e ele a olhou de volta. ADOREI.... Estava realmente linda.
Entramos na casa, e já foi me puxando pra frente de um palco, onde já estava , e .
- Cheguei. - disse subindo no palco montado. - Vamos começar?
fez um sinal pro DJ e ele parou a música, todos olharam para o palco.
- Bom, eu vou começar com uma música que a Jenna pediu, Therapy. Pode ser? - ninguém disse nada, e John me abraçou.
- Posso dedicar uma música? - perguntou . Ninguém ouso a dizer nada. Ele me olhou. - Vou homenagear essa música, a uma pessoa que está sofrendo muito com assuntos pessoais. Essa se chama Walls.
Eles tocaram o música perfeitamente e o ficou me olhando na maior parte, depois ele desceu do palco e veio na minha direção.
- Não importa o que ele pensei de você, ou o que ele diga. Ele vai perceber a burrice que está te fazendo, e vai se consertar. Se ele não cair na real, eu empurro ele pra você. Mas não espera demais, e viva a tua vida, tem muitos garotos por ai que daria a vida por você, e disso eu sei muito bem, não só os que te querem como namorada, mas eu, que te quero apenas como amiga. Não esquece que eu nunca vou deixar de te apoiar, . Em todas as suas decisões. - me olhou. - Conta comigo. - o abracei de novo e todos, fizeram um 'Awww'.
- Te Amo, . - disse.
- Eu também te amo, .
Logo em seguida, vi e Jenna se pegando, fui para o barzinho, sentei do lado de .
- Uma cerveja, por favor. - o garçom se virou. - Ah... A garrafa.
- Nossa, . Vai com calma. - disse .
- Não tenho a mínima intenção de ir com calma. - o garçom me deu a cerveja e eu bebi um pouco.
- Hmm... Divide ai, . - disse , olhei para a cara dele e entreguei a cerveja.
- Preciso de algo mais forte. Me vê uma vodka.
- , essas coisas são muito pesadas para você, vamos embora. - disse se levantando e me segurando.
- Me deixe beber. - gritei e ele me soltou.
É tudo o que lembro.
Acordei, abri os olhos. Estava num quarto, mas não era o meu. Tirei a coberta de mim e estava pelada, minhas roupas estavam emboladas com as roupas de outra pessoa no chão. Vesti-me e olhei para o lado devagar, com medo de que pessoa poderia estar ali.
Era .
Descobri-o devagar para não o acordar e procurei alguma camisinha na cama, ou até nele, e nada. Procurei no quarto, e só achei as que ainda não foram usadas, fui no banheiro dele, olhei na lixeira, e não tinha nada. Peguei minhas botas, coloquei-as na mão, e abri a porta devagar, dei de cara com minha mãe.
- Filha, o que faz aqui? - perguntou.
- É que... Bom... Ontem tava muito barulho, e eu vim pro quarto do , acabei dormindo no banheiro dele, que estava mais calmo.
- E porque esta sem botas?
- Pra não acordar ele, né. - disse assustada. - Vou pra casa.
- Tá todo mundo na casa do . - disse.
- Tá, eu vou pra lá.
Sai de lá, caminhei até a casa do , que como eu disse, não era tão longe. Peguei a chave debaixo do tapete e abri.
- Onde você tava sua louca? - gritou John. - Ficamos te procurando a noite toda.
- Dormi no . - todos me olharam. - No banheiro dele. - completei.
2 meses depois.... 1 Maio
- Que cheiro é esse? - perguntei ao professor que entrava na sala.
- Isso, minha querida, é um pastel chinês com bastante catupiry e frango.
Levantei-me correndo, pus a mão na boca, e fui direto pra lixeira que havia ali, vomitando todo o meu café da manhã.
- Você está bem, senhorita. ?
- Acho que... Sim. - ele me entregou um lenço de papel e eu limpei a boca.
- Acho melhor a senhorita ir a enfermaria. - disse o professor de português.
10 minutos depois eu volto com um teste de gravidez na mão esquerda, chorando.
- Tô grávida. - disse e todos levaram a mão na boca, levantou e me abraçou. - Tô muito ferrada .
- Posso saber quem é o pai? - perguntou o professor e eu fiquei quieta.
- Ela é tão vádia que nem sabe quem é o pai do filho dela. - disse Jenna e todos riram. Explodi.
- E você é tão corna, que o pai do meu filho é o seu namorado. - chutei uma mesa vazia. - Merda! - sai correndo da sala e fui pro refeitório. Ficando lá, chorando.
O sinal tocou e eu via John correndo pro refeitório e e com eles, me viam ainda chorando sentaram do meu lado.
- Mana, não fique assim.
- Tá tudo estragado, eu realmente estou muito ferrada!
- Eu preciso falar contigo, . - disse chegando perto da mesa. Levantei-me. - 100 doláres dá? - me entregou o dinheiro.
- Dá pra quê? - olhei para a face dele, não era uma de suas melhores expressões.
- Abortar.
- Você ficou maluco? - gritei. - não vou abortar!
- Dá pra falar baixo? - disse no tom de que ele desejava.
- Por quê? Tá com vergonha porque transou com a filha da tua empregada? - Continuei no tom de voz que estava antes. Todos do colégio que estavam lá o olharam e começaram a falar entre si.
- Não é pra você falar pra ninguém sobre isso, escutou?
- Eu não to te dando golpe da barriga, . Porque primeiro, eu preferia estar grávida de qual quer um desse local, menos de você e segundo que esse filho não vai nem saber da sua existência, quanto mais que você ajudou a faze-lo. - caminhei distanciando dele. - Quanto aos 100 doláres... - taquei em sua blusa. - eu não quero, e muito menos vou abortar. Se meu filho um dia tiver um pai, tenha certeza que não vai ser você.
Caminhei pra fora do local e fui para o meu armário, pegar as minhas coisas para ir pra casa, fechei-o e dei de cara com quem? .
- O que você quer? Não sabe que não se deve irritar uma mulher grávida? Eu... - senti uma tontura.
- O que foi?
- Nada. Diz logo o que você quer.
- Só pra falar que o que rolou sobre eu e você fica só entre nós, ok?
- Você acha que eu vou contar pra alguém que transei com o maior idiota do mundo? Achou errado, então. Eu... - segurei em seu braço e depois só lembro de acordar na enfermaria.
- Filha, você tá bem? - minha mãe perguntava, e depois eu via todos me olhando, inclusive .
- Tô, mãe, foi só uma tontura e...
- Filha como é que você pode engravidar...
- Eu estava bêbada mãe, não rolou nada.
- Foi do , por que você dormiu no quarto dele e...
- Não, mãe o filho não é do .
- É de quem então? - me calei e não disse nada. - . - continuei quieta.
- O filho é meu, Sra. . - disse dando um passo a frente, me surpreendi.
- Não é não mãe.
- , para de mentir pra sua mãe, o filho é meu sim. - disse me mandando um olhar significante. Olhei pro que desviou o olhar.
- É sim, mãe. É dele. - deixei uma lágrima cair, não por estar triste de estar grávida, mais pelo não ter feito droga nenhuma. - mãe, posso falar com o ? - olhei pra todos. - a sós. - todos se retirara e ficaram olhando pela janela porém não escutaram nada.
- Obrigada, . Mas você não precisa fazer isso, ela vai fazer você assumir o filho e...
- Eu assumo, . Sem problemas. - disse e me abraçou, eu o abracei mais forte.
- Às vezes eu acho que era por você com quem eu deveria me apaixonar. Agora eu tenho total certeza disso, . Eu te amo, viu. Como eu queria que você fosse o pai biológico do meu filho. Como eu queria ser apaixonada por você.
- , não precisa disso tudo. Eu também te amo, e por mais que seu amor por mim não seja igual do , eu continuarei sendo seu amigo, e agora pai do seu filho. - sorri, e ele me soltou.
- Não.
- O quê?
- Me abraça? Por favor, acho que eu to precisando disso agora.
E ficamos ali, abraçados, até a enfermeira chegar lá, e me liberar.
- Escuta, garoto. Você vai assumir o filho que você fez, não vai? - disse minha mãe para o na frente de todos inclusive .
- Sim, vou sim. Ele é meu filho, né. Tenho que assumir. - Ele olhou pro que mais uma vez desviou o olhar.
2 de Maio.
Eu pedi pro dormir lá em casa, na verdade, eu implorei e ele não resistiu. Ele ficou lá, e depois ficamos conversando de como seria o meu bebê, se seria menino ou menina, e falamos dos nomes que eu não deveria colocar nem podendo nele, nomes de favelados. Fui para escola, tive os 2 primeiros tempos de aula, e todos foram liberados, o professor ainda não havia se recuperado da morte do pai, na verdade entrou em depressão. Saímos, John ficou lá dentro com e , e . Sai e dei de cara com meu pai, aquele velho idiota. Na verdade ele estava longe e do outro lado da rua, mais eu o reconheci vi Jenna entrando no carro do e em seguida ele.
- . - murmurei quase chorando. - me da uma carona até em casa. - disse baixo. olhando pro velho que caminhava em minha direção.
- Tá passando mal? - neguei com a cabeça. - vai ter o filho? - neguei de novo. - então não.
- O que custa , é rápido.
- Depois do mico que você me fez passar ontem? Claro que não. Todo mundo sabe que eu transei com a filha da minha empregada.
E como fica minha popularidade? E...
- Esquece . Não precisa mais, eu vou andando. Não é nada não, é que eu só vi o velho que tentou me matar vindo na minha direção, só queria ir embora, mais esquece, o fato dele estar a menos de 15 metros de mim não é importante.
- Tá, então eu vou embora. - saiu com o carro e eu corri para dentro do colégio.
- O velho voltou John. - disse pra ele. - ele tava vindo na minha direção e o panaca do me negou carona. - disse chorando. - ele me deixaria morrer, John. Eu contei pra ele e ele não fez nada apenas saiu com o carro. Me leva pra casa. - veio na minha direção e eu o abracei. - ele me deixaria morrer em quanto eu daria a minha vida por ele, . Ele preferia que eu morresse se isso salvasse a sua popularidade.
- Vamos sair daqui agora. - disse.
- Não dá mais tempo. - John disse. - ele tá entrando.
- Vamos pelos fundos. - disse.
- Ele sabe onde a gente mora, não dá mais tempo. - John continuou e eu continuei abraçando . - ele tá a poucos metros de distância da gente, e tá vindo pra cá.
- Como vai a minha filha e o meu filho? - Ele chegou, e o cheiro de maconha era forte. Me soltei de e coloquei a mão na boca. - o que houve filha, tá se sentindo mal? - disse colocando a mão em mim.
- Não encosta nela. - John gritou e o empurrou pra longe.
- Olha como você fala comigo, moleque. Eu sou seu pai.
- Você não é meu pai.
- Olha galera, o cara aqui é macho. - disse alto para que todos o ouvissem. - você vem comigo. - me puxou pelo braço.
- Me solta! - gritei.
- Solta ela! - John o empurrou e me puxou pra trás dele.
- Esse é o seu namorado filha? Deixe eu o conhecer. - ele chegou mais perto de mim.
- Vai embora, seu velho nojento. - Ele tinha uma cara de assassino, e eu já não aguentava ficar perto dele. Ele bateu na minha cara ao ouvir minhas palavras.
virou e deu um soco na cara dele.
- Ok, eu vou embora, mas eu volto. - ele se ajeitou e saiu.
- Você tá bem, ?
- Tô. Quero ir pra casa. - respondi.
3 de maio...
Eu e John chegamos ao colégio, atrasados, e por sorte conseguimos entrar na sala de aula. Aula de História. Entramos na sala e nos sentamos, logo em seguida vem o professor.
- Bom dia meus queridos alunos. - disse colocando sua pasta na mesa. - Adivinhem o que eu tenho em minhas mãos? - mostrando um livro marrom.
- Hã... Deixe eu pensar... Um livro? - disse.
- Exato. E que livro é esse?
- Romeu e Julieta. - uma das nerds da primeira fila murmurou.
- Exatamente , o que acontecera hoje é o seguinte. Vocês tem 2 tempos de aula de história agora, e um de matemática depois, o professor que da aula pra vocês cedeu seu tempo, e vai dar aula pra vocês no meu dia, e os outros últimos tempos após o tempo vago de vocês, ocorreram o mesmo. Hoje, vai ser apenas história pra vocês. - ouviu um 'ahh' e 'que triste' de uns. - eu sei, eu sei, mas escutem, hoje nós vamos estudar isso. - apontou pro livro. - Romeu e Julieta. A escola vai produzir uma peça, cujo o título eu acabei de dizer, que todos deveram participar, sem exceção. Vou logo dizendo que vale ponto, sim. Nos três primeiros tempos de agora, faremos os testes pra ver quem fará Romeu e quem fará Julieta, lembrando que todos os meninos deveram fazer teste pro Romeu e as meninas pra Julieta, e depois eu direi quem vai ser quem, e nos 3 últimos tempos vocês vão ensaiar. Os ensaios ocorreram após as aulas, ou nas minhas aulas de histórias. Então eu vou passar os roteiros aqui, vocês terão 10 minutos pra gravarem a cena 3 para os meninos e a cena 6 pra as meninas e que é pequena. Vamos pro auditório agora, e lá vocês ensaiem em 10 minutos contados no meu relógio, e depois chamarei um por um, pra dizer seu texto. Perguntas? - ninguém falou nada. - ótimo. - se levantou e todos nós fizemos o mesmo, seguimos pro auditório.
Depois daquele tempo todo, mais o nosso recreio voltamos para as salas e esperamos o professor chegar, eu estava quase dormindo até que ele chegou.
- Bom, meus lindos, tenho aqui nas minhas mãos o resultado. Eu colarei os nomes dos personagens secundários, aqui na parede, depois de dizer quem é Romeu e quem é Julieta. Bom, primeiro as damas, então vamos ver aqui.
- Claro que sou eu. - Jenna disse.
- Ela se chama. - o professor fez um suspense básico. - .
- Ahh... Não... - abaixei a cabeça.
- E o menino, é o... . - levantei a cabeça rápida. - então, deixa eu continuar. Já que vocês são adultos o bastante pra fabricarem bebês. - todos mandaram um olhar pra mim. - vocês, eu digo a turma inteira.- pausou.- Eu pensei, em colocar uma cena de beijo entre Romeu e Julieta.
- O quê? - gritei me levantando, junto com . - eu não vou beijar esse... Esse ogro.
- E eu não vou beijar essa garota idiota.
- Vocês falam isso mais se amam, né. - pausou ao não ver nenhum sorriso em nossos rostos. - o lance é o seguinte, é um beijo técnico, não precisa ter língua. E eu garanto que vocês fizeram pior do que pede aqui quando fabricaram essa criança. - eu o encarei. - o assunto já tá no colégio todo.
- Acontece, que essa criança cresce. - disse. - Você não quer ver uma Julieta grávida, sem nem ao menos ter pego o Romeu.
- Mais uma coisa, essa peça é pra daqui a dois meses. E você já pegou o Romeu sim, a dois meses atrás. - disse rindo e a turma to-da riu, menos eu e . - Me desculpem.
- Daqui a dois meses eu estarei com 4 meses a criança já deve tar um boi.
- Ninguém vai perceber, é só colocar roupas largas. - me respondeu.
- Mas eu não vou beija-la.
- Nem eu. - fiquei em pé de braços cruzados e apenas ficou de pé.
- Acontece que, vocês ganharam 0,5 por ter ganhado o papel principal e ganhariam mais 0,5 se interpretassem, se vocês não quiserem vocês ficaram com apenas 0,5 se forem perfeitos no palco, e a nota vai pra todas as matéria, e pelo o que eu vejo aqui, vocês precisam muito desses pontos. Vocês quem sabem.
- Tá, eu faço. - se rendeu e sentou da sua cadeira. Eu fiquei ali em pé de braços cruzados.
- Todas as matérias, . E você tá ruim em Matemática, Física, Química...
- Tá bom. - o cortei. - eu faço essa peça idiota.
- Ótimo, vamos todos pro auditório.
Seguimos pra lá, todos com suas mochilas, e cada um jogou em uma poltrona.
- Vou pedir uma coisa. - o professor disse. - vamos começar com a cena 10. Do Romeu e Julieta. A cena do beijo.
Subimos no palco, pegamos os textos que o professor nos deu e eu comecei falando.
- Ótimo. - o professor disse. - Agora o beijo.
- Professor eu tenho mesmo que fazer isso? - perguntei.
- É isso ou a nota. Os pontos são contados a partir de hoje. - virei-me pra ele.
- Não encosta em mim.
- O professor. - o chamou. - como eu vou beija-la sem a tocar.
- Você deve a tocar. - ele chegou mais perto de mim, e me beijou, logo em seguida eu o empurrei.
- Professor, ele tá me apertando.
- Vai com calma, . - nos beijamos de novo e eu o empurrei.
- Professor, ele tá colocando a língua.
- Eu não sei beijar sem por a língua.
- Argh... Não dá pra pra ensaiar vocês dois não, que dificuldade, é só um beijo. - disse estressado. - mais uma vez, e fazem isso direito. - ele me pegou pela cintura e me beijou. O empurrei.
- Não dá. Não vou fazer a Julieta. - Pulei o palco, sem ao menos usar as escadas, e sai correndo dali. Fui pro refeitório.
Logo vejo um me olhando ao lado da parede, ele chegou mais perto de onde eu estava, na mesa que sempre sentavamos, e sentou ao meu lado.
- , você precisa fazer aquilo, é seu passaporte pra passar de ano.
- Não consigo beijar alguém que estou apaixonada sabendo que aquilo é apenas um beijo técnico e que ele não sente nada por mim. Embaralha meus sentimentos.
- ...
- Tá. - o cortei. - eu volto, mais vou logo dizendo que não vou fazer a cena do beijo.
Seguimos pro auditório, e vejo o professor olhar pra mim.
- Ah.. Quem bom que não desistiu.
- Não, mais por favor vamos fazer outra cena, só de olhar pra cara do me dá ânsia de vomito.
- Ok, ok. Como quiser. - disse ele. - Vamos pular a cena do beijo.
E foi assim que eu passei o meu dia, tentando ficar o mais longe possível do , sabendo que ele sempre estava o mais perto possível de mim. Não por me amar, mais por ele ser um dos melhores amigos do meu amigo e do meu irmão. Eu sai do colégio, e esperei o na porta, em quanto ele passava uma cantada pra umas meninas lá. Bom, ele prometeu me levar pra sair depois do colégio, e eu fui esperar ele. Ele saiu do colégio e me abraçou por trás, eu levei um susto mais logo percebi que era ele.
- Vamos, gata?
- Quando você quiser. - fomos pro carro dele, avistamos uns fotógrafos super indiscretos na rua, e partimos com o carro.
Chegamos lá na rua do Subway, ele foi entrando pra comprar o lanche, em geral ele sabia tudo de mim, e sabia até o que eu como ou não. Fui na banca que tinha do outro lado da rua, quase em frente ao Subway, e fui ver as revistas, umas revistas do All Time Low, outras do The Maine, e várias bandas. Mais eu fui lá apenas pra comprar Tic Tac.
- Um Tic Tac de laranja, por favor. - pedi ao moço, e paguei-o depois que ele me deu a caixinha.
- Ei. - ele disse. - Você não é a menina do ?
- Como? - perguntei.
- Olha só. - ele pegou uma revista em que estava na prateleira. - Minha filha é super fã deles, e não gostou nada de saber que você está grávida dele.
- Grávida? - perguntei. - não estou grávida do .
- Minha filha, vai adorar saber disso. Posso tirar uma foto sua, pra ela saber que você veio aqui? - antes de eu responder ele já tinha batido a foto com o celular barato dele.
- Me dá essa revista. - pedi e dei o dinheiro pra ele.
Voltei pro Subway com uma cara nem tão boa, e vi que não estava mais na fila, fui pro segundo andar, e o achei, fui na sua direção.
- Que cara é essa, amor?
- Olha isso. - taquei agressivamente na mesa. - eles disseram que eu estou grávida de você. O pior, o mundo inteiro já sabe que eu tô grávida, e acham que é você.
- Ei... Estar grávida de mim, não é algo ruim.
- Estar grávida é algo ruim, .
- Calma, . Vamos ler a matéria primeiro. - disse abrindo a revista. - " atacou novamente. Um dos integrantes do All Time Low, foi visto com uma menina abraçadinhos, e essa não foi a primeira vez que nossos fotógrafos a vê junto com ele. Eles andam abraçados, de mãos dadas na rua, e diz que ela é só amiga dele. Agora surgiu a polêmica de que ela está esperando
um filho dele. Será que o vai ser papai? O que temos que fazer é esperar mais alguns meses, e ficar na curiosidade. Veja as fotos dos supostos bombinhos." Blá blá blá. E mais fotos nossas. - ele disse. - E agora cara? Os fotógrafos vão te perseguir pra saber se você está grávida ou não. - disse com a boca cheia.
- O que eu quero saber é. - disse abaixando o tom de voz. - como eles descobriram que eu to grávida?
- Disso eu não sei, talvez alguém do colégio contou depois do escândalo que você e o fizeram. Em falar nisso, e você e o ?
- Eu não quero mais ouvir esse nome, . Eu vou fazer com que o morra dentro de mim, e só vai sobrar ódio que eu vou sentir dele.
2 meses depois...
E a peça correu super bem, ganhei 0,90 pelo fato de eu ter roubado, sem querer, uma fala do e de quando ele foi me beijar eu virei o rosto de leve, mas depois tive que o beijar. Sentir o gosto da boca dele, foi uma mistura de várias coisas juntas, amor, ódio, ansiedade... Mas foi um beijo técnico, e nada além disso aconteceu. A não ser uma mão boba na minha bunda, que não estava no roteiro, e que, infelizmente, todos notaram, por isso a risada do público nessa hora. Bom, com relação à minha barriga, ela estava meio grandinha, dava pra perceber, mesmo com algumas roupas parcialmente largas dava pra se ver a barriga. Não estava aquela coisa anormal para apenas 4 meses, mas estava grandinha. Os pais de fizeram questão de ajudar nas compras do bebê, e o então, ele me deu praticamente a mesada inteira dele só de roupinhas de bebê. Ele mandou até estampar uma escrita All Time Low.
- Nossa , a cada dia que te vejo, sua barriga está maior. - brincou, se sentando ao meu lado no refeitório. - Já sabe se é fêmea ou macho?
- Ahh... Não fala assim não. Parece até que vai nascer cachorros de mim.
- Pode até nascer, você é uma. - Jenna disse.
- pode até nascer, com o pai que tem. - disse olhando pro meu prato vazio.
- Eu já disse que não sou o pai dessa criança. - disse.
- Quem disse que eu estava falando de você. - O olhei com raiva. - O pai dele ou dela é o , você só ajudou a criar essa criança.
- Ei , você está me chamando de cachorro?
- Claro que não, , você acha que eu teria coragem de te chamar de cachorro? - perguntei e ele se calou. - ainda estou com fome.
- Pode comer . Eu tô sem fome. - Erika me deu o prato dela.
- Obrigada, amor. - comecei a comer a comida dela, até o sinal bater. - acho que eu vou embora, gente. Não tô me sentindo bem.
- Não era pra menos, comeu como um boi. - John disse e eu dei um tapa forte em seu braço. - Ai, agressiva. - fingiu um voz afeminada.
Estava sentada, em frente a porta de casa, após a aula, quando um carro preto parou, me assustei. E de dentro saiu o . Como? ? O que ele estava fazendo aqui? E logo ele veio andando na minha direção.
- John tá lá dentro.
- Não. - ele disse se sentando ao meu lado. - Vim falar com você.
- Comigo? - apontei pra mim mesma. Qual seria a piadinha de hoje, heim?
- É, com você.
- , eu já entendi que você não vai assumir o bebê, ta tudo bem, não precisa...
- Eu vim te pedir desculpas, ok? - parei ao ouví-lo.
- Desculpas?
- É. Eu sei que agi errado com você, eu sinto muito. Mas me entende, cara, eu só tenho 17 anos, eu quero curtir a vida, e não cuidar de bebê. Se você quiser eu posso...
- Eu não quero nada de você.
- Tudo bem, a gente vê isso conforme sua barriga cresce. - então ele se calou. E o silêncio começou a me perturbar.
- Por que veio pedir desculpas?
- Eu percebi que estava agindo mal com você. Com você nesse estado, agir assim não será uma das melhores coisas.
- Desde quando se preocupa comigo?
- Desde que me disseram que você gosta de mim.
- Não gosto de você. - respondi rapidamente.
- Escuta , por mais que você negue, eu sei que gosta. Não precisa ter vergonha.
- Como você é convencido!
- Como você é irritante! - me calei novamente, talvez por 2 minutos.
- Há quanto tempo sabe disso?
- Há 3 horas.
- Quem contou?
- Não posso dizer. Me mataria se eu contasse. - me calei, pensando quem poderia ter sido. - Escuta, eu só quero dizer, que você tem que tentar me esquecer. Eu não sou o tipo de cara que você merece. E eu... Bem... Eu to apaixonado pela Jenna, eu sempre fui apaixonado por ela e...
- Espero que você saiba que a gravidez também me deixou sentimental. - disse com os olhos já molhados.
- Me desculpe mais uma vez, mas você precisa saber, . Eu nunca fui, e talvez nunca serei apaixonado por você, porque eu estou literalmente apaixonado pela Jenna. É com ela que eu pretendo, no futuro, ter uma família, não era com você. Eu só espero que você saiba que não vai ser como um filme de amor. Não seremos um casalzinho feliz cuidando do nosso 'lindo bebê', não é como se você fosse anormal, você é como todas as garotas, mas é que você não tem o que eu preciso, por mas que me ame, eu não te amo, eu...
- por favor, para. - disse com as lágrimas descendo pelo meu rosto.
- Me desculpe, não era minha intenção te fazer chorar, eu só não quero te iludir. - ele ficou de pé na minha frente e passou a mão em meu rosto, para secar as lágrimas, tirei sua mão dali.
- Vai embora.
- Eu fazia tudo pela popularidade, te tratava mal também por você ser a filha da minha empregada, mas eu estou tentando melhorar, eu...
- Vai!! - gritei. Então ele seguiu para seu carro e deu partida, me levantei e entrei em casa, vendo John passando com a toalha enrolada no quadril.
- , o que foi? - ele chegou mais perto.
- Nada. - me virei e subi as escadas trancando a porta.
- . - ele bateu na porta. - Você tá bem?
- É apenas efeito da gravidez. Minha barriga dói, mais vai passar. - menti. Me levantei e abri a porta. - Apenas me abraça, tá? - ele não disse mais nada, apenas chegou mais perto e me abraçou.
- Ele/ela já chuta?
- Sim. Um pouco. - ele/ela não chutara, não ainda, isso era bom, eu acho.
- Vou dar um pulo no shopping? Quer ir? - neguei com a cabeça. - Não quero te deixar aqui sozinha, você pode precisar de algo.
- Eu vou ligar pro vir ficar aqui comigo. - Fechei os olhos e a imagem do dizendo que não me ama voltou a minha cabeça, voltei a chorar.
- Dói muito? - ele me soltou para que pudesse ver meu rosto.
- Dói, John. Dói muito, muito mesmo. Eu não aguento mais. - voltei a abraça-lo, eu queria, que nesse momento, minha barriga estivesse doendo, e não o coração.
- Cheguei, . - disse, alguns minutos após John sair. E bom, era meu melhor amigo, era óbvio que ele tinha a chave de minha casa, assim como eu tinha a da dele. - Qual é a urgência? - ele me fez lembrar de tudo, de novo. Voltei a chorar, só que agoraem silêncio. Mas isso já tinha um pouco de efeito da gravidez, eu estava sentimental demais. - O que foi, amor? Por que está chorando? - ele se juntou a mim no sofá, e me deu aquele abraço que eu adoro.
- veio aqui.
- ?
- Sim, . Veio falar comigo. Me pediu desculpas por tudo que ele fez de mal para mim, e descobriu que eu gosto dele, alguém contou. Então ele disse tudo que eu não queria ouvir. - e lá vinha os soluços de novo. - disse que, que não me ama, e que ele, ele éapaixonado pela Jenna. É com ela, que ele q-quer ter uma família e não comigo. Disse que nun-nunca ia se apaixonar por mim, poreu n-não ter o que ele pro-cura. Ele ficou repetindo toda hora, que não me ama.
- Aquele viado, eu mato ele.
- Não. Não faz nada, .
- Como não, ? Ele te fez chorar, e não é a primeira vez!
- Não faz nada, por favor.
- Tá bom, meu amor. Agora para de chorar, ok. Ele não merece.
- Eu é que não mereço amar tanto uma pessoa que me odeia tanto.
Seria difícil, muito difícil, mas eu tinha que ir pra escola.
Eu estava parada em frente a porta da escola, ninguém no pátio, apenas eu, e a porta. Cada vez que tentava me mexer, medava um calafrio.
- , entra. - o olhei com cara de 'não dá'. - , qual é, temos uma aula importante, vem. - ele entrou e estendeu a mão paraque eu entrasse, então eu entrei. - Vamos. - ele me guiou até a sala, e entramos juntos.
ficava me encarando a aula inteira, parecia que a qualquer momento eu ia desabar, e era verdade, eu fiz um grande esforço para não chorar, assim que eu vi seus belos olhos encarando os meus.
Todos nos reunimos no final dos 6 tempos, para almoçar, e arrumar o colégio para o baile. Ah, esqueci de contar pra vocês, o colégio vai dar um baile, baile de comemoração a algo que eu não lembro, talvez comemoração da peça, que rendeu mó grana para o colégio, e com essa grana a gente iria para um sitio ai, acho que, um sitio em um estado vizinho de Maryland.
Estávamos todos na mesa, todos. E , como sempre, não parava de me olhar, ele sabia que eu estava prestes a chorar, e também sabia.
- , vai lavar o rosto, agora. - ordenou, mais sussurrando, para que apenas eu e ele ouvisse.Me levantei, e segui para o banheiro, andando normalmente, joguei um pouco de água no rosto, e voltei.
- , você ainda tá sentindo dor? - John perguntou, e o levantou o rosto e olhou pra mim.
- Não. Parece?
- Você sempre está falando, e hoje você está quietinha. Aconteceu algo, o bebê ainda está chutando forte?
- Bebês não chutam com quatro meses. - Obrigado Jenna, agora meu irmão idiota sabe que eu não estava sentindo dor.
- Não? - e ela negou com a cabeça. - , por que você mentiu pra mim?
- Eu não estava com dor na barriga, estava com dor na perna.
- Você estava andando muito bem, quando você veio chorando da rua, o que houve ?
- Caralho, John. Só porque eu estou grávida, não quer dizer que você tem que cuidar da minha vida. - me levantei.
- , posso falar contigo? - perguntou.
- Não. - Fui andando pra quadra esportiva, e me sentei no chão. Não tinha ninguém lá, apenas eu e os enfeites do baile.O baile seria domingo, eu não iria porque ninguém me convidara. Mas era o de se esperar, quem iria para o baile com um meninagrávida? Só um panaca mesmo.Então o pessoal na minha turma começou a entrar.
- Você tá bem, ? - o nosso professor mais novo, e também o mais gato, me perguntou me tirando do transe. Ele iria nos ajudarna ornamentação da festa.
- Aham. - Balancei a cabeça em afirmação, e logo em seguida estendendo a mão para que ele me ajudasse a levantar. - Obrigada. -disse já em pé. Fui caminhando até , , Rian, John e . - Hey. - abracei a cintura do o fazendo dar um pulo de susto.
- Hey. - todos disseram meios desanimados.
- O que foi? Atrapalho?
- Na verdade, sim. - disse. - Planejamento sobre o pós baile.
- Ah ta. Tchau, então. - me virei, e dei de cara com Jenna. Dei um passo pra trás.
- , Você pode me ajudar a levar aquela caixa ali, para a sala do Tim? - ela apontou para a caixa que estava a alguns metros denós. Tim era o professor gato que eu falei.
- Não posso carregar peso. - Apontei para a barriga.
- Só tem pano. É que eu vou levar essa aqui, que está mais pesada.
- Ok. - fui e peguei a caixa, e segui com ela pelo corredor. Algo ela estava aprontando. Entramos na sala.
- . - ela me chamou, me fazendo levar um susto. - Eu já sabia que você era afim do , e era por isso que eu te tratava mal,sabe, eu gosto dele, não queria o perder.
- Você não vai. - disse desinteressada. - Ao menos para mim você não vai. - talvez assim ela não me perturbaria mais.
- Como sabe?
- Porque ele te ama também. - disse voltando pra quadra.
- Como sabe? - ela jogou a caixa em qualquer lugar, e voltou correndo comigo, tava pra ver que ela estava animada.
- Porque ele me disse. Então não vai brigar com ele por qualquer coisinha. Ele te ama, tanto quanto eu amo ele. - assim que entramos, na quadra vimos saindo, então ela correu até ele e o abraçou.
- Eu te amo, te amo, te amo. - ela repetia, revirei os olhos.
- Er... Eu também? - Ele disse sem entender o motivo de tanto amor. Continuei andando.
- O que foi isso? Ela quer te provocar de novo? - perguntou.
- Não, eu disse pra ela que o a ama, e ela ficou toda felizinha.
- Ahn... - e então ele começou a me encarar, olhava nos meus olhos.
- Para de me olhar assim, parece que eu vou chorar a qualquer momento. - disse o tirando do transe.
- Não é isso, é que seus olhos são muito bonitos. - ele ficou com vergonha, e agora suas bochechas estavam levemente coradas.
- Obrigada. - então comecei a encarar meus pés. Então meu estomago começou a se revirar dentro de mim, começou lento mais a velocidade só aumentava. - Acho que estou passando mal.
- Eu falei para você não comer daquele jeito. Eu avisei. - então ele virou nossos corpos, me colocando sentada em uma cadeiraque eles colocaram ali no canto. - Vou comprar uma água. - então ele saiu, e o líquido áspero e nojento começou a subir pela minhagarganta, pus a mão na boca e corri pra fora da quadra, olhei pro lado e avistei uma planta, teria que ser ali, parei em frente a planta, e comecei a vomitar meu almoço ali.Logo senti uma mão segurando meu cabelo, e uma mão segurando um lenço apareceu do meu lado esquerdo, mas aquela mão não era do .
Peguei o papel de sua mão, e limpei a boca, assim que senti que não tinha mais nada para por pra fora. Me virei:
- A gente vai ter que limpar isso ai.
- Por que você tá sendo bonzinho comigo, / Até alguns dias atrás você me xingava e gritava comigo. Qual é a sua, heim?
- Está aqui a água. - apareceu, mais foi diminuindo o tom assim que percebeu ali. - Vou ali chamar alguém para limpar isso. - e saiu correndo.
- , eu... Eu só queria ser legal com você, mal agradecida. Só porque eu não te amo, não quer dizer que eu não vá fazer umaboa ação. - ele gritou, as pessoas que estavam ali vendo se eu estava bem, já estavam rindo da minha cara.
- Boa ação? Desde quando você faz uma boa ação, ?
- Você nunca vai entender, não é, sua mal amada. - então ele foi se distanciando. Mal amada, eu odiava quando se referiam a mimdesse jeito.
- Escuta aqui... - cheguei mais perto.
- Escuta aqui você. - ele se virou me encarando.- Eu já cansei dos seus chiliques. Eu tentei ser bom com você, mas já vi que vocênão se conforma. - seus olhos já estava fervendo. - Será que eu vou ter que repetir que não te amo? Ok, eu não te amo, sua vadia. -Quando eu fui ver eu já estava com a minha mão na cara dele, a marca dos meus cinco dedos ficariam ali pra sempre. E fora bemfeito pra ele.
- Lave muito bem essa sua boca antes de vir falar de mim. - passei por ele, batendo, propositalmente, o meu ombro no braço dele.Sai dali, indo pro lado oposto da quadra, indo pra fora do colégio, abri a garrafa e bebi um grande gole de água.
- Hey . - olhei pra trás e lá estava e John. correu e me abraçou. - Ele pode não te amar, mas pode ter certeza de uma coisa, eu te amo.
- E eu também. - John disse do nosso lado.
- Eu só quero ir pra casa.
- Eu tenho que terminar de arrumar aqui, você pode...
- Eu quero ir sozinha. - o interrompi.
- Ok, eu vou entrar então. - John me deu um beijo na bochecha.
- Tem certeza, ? - segurou com as duas mãos o meu rosto.
- Aham. Eu vou. - dei um beijo na bochecha dele.
- Qualquer coisa, call me. - sorri e me virei, indo embora.
As pessoas me olhavam na rua com um olhar estranho, só por causa da pequena curva que se formava um pouco abaixo de meus seios. Minha mãe sempre diz que eu tenho cara de 14 e não 17, talvez seja por isso que eu sempre preciso de identidade quandovou pra algum lugar, tipo o baile do colégio.
Cheguei em casa, corri pro quarto do John, remexi em todas as gavetas, armários, e nada.
Corri pra o banheiro, abrindo as portas e achei o que queria. O canivete. (ele corta o cabelo com isso).
Me despi, entrando no box, e me sentando ao chão e, com o canivete, fazendo um corte na vertical do pulso direito. Eu não queriaa morte, não, só queria saber se aquilo doía mais do que meu coração doía.Passei pro pulso esquerdo, fazendo outro corte. Tudo já estava começando a escurecer, sentia dor, mas não emitia qualquer tipode som que possa alertar os vizinhos. E tudo se apagou.
- ELA É LOUCA? COMO ELA PODE FAZER ISSO? - Alguém gritava, mais nem tão alto. Eu só pude definir ser um homem.
- VOCÊ NÃO SABE POR QUE ELA FEZ ISSO? FOI POR CAUSA DA PORRA DO !. - era audível dois homens discutindo.
- ? - repeti o nome do assunto da discussão. Não conseguia abrir os olhos, e muito menos falar.
- ? - alguém se aproximou e passou a mão pelos meus cabelos.
- ? - Repeti.
- Não, . Não é o , é o . - disse um pouco irritado.
- . - repeti.
- Isso, .
- Vou chamar um médico. - abri os olhos, piscando umas três vezes.
- John? - perguntei, mais ele foi embora.
- Sim, era o John. O que houve ?
- O quê? - olhei para os cabos presos em mim. - Eu é que te pergunto, . O que ouvi, e por que eu estou aqui?
- Não se lembra? - neguei com a cabeça.
- Você tentou se matar. - e então o flashback veio a minha cabeça, passando tudo em segundos, onde o começo era o e o fim também.
- Não tentei.
- Tentou sim.
- Eu só queria saber se doía mais do que a ferida que o deixou em mim.
- Esquece o , . - então o John adentrou ao quarto com uma enfermeira que me olhou de longe.
- Mamãe já está vindo e o médico disse que vai pegar algo para você comer. Hey , por que tentou se matar? A culpa era do , não é?
- Parcialmente. Como me achou?
- Eu entrei no banheiro pra tomar banho e vi uma perna, quando cheguei mais perto você estava desmaiada, segurando meu canivete, com os pulsos cortados, e uma poça de sangue se formando. Então chamei uma ambulância e...
- VOCÊ ME VIU PELADA, SEU PANACA? - gritei.
- Não era como se eu quisesse, . Só que você poderia estar morta, sua idiota. VOCÊ PODERIA TER MATADO O BEBÊ. - gritoutambém. É, e eu não tinha pensado nisso.
- MAS NÃO MATEI!
- MAS PODERIA!
- Shhhhh... Dá pra vocês pararem de gritar, estamos num hospital. - interrompeu.
- Filha. - minha mãe adentrou ao quarto desesperada. Notei os s ali, menos o mais importante, .
- Mãe, eu tô bem tá?
- Onde é que você estava com a cabeça, garota? - Era só eu dizer que estava bem e a preocupação some.
- Mãe, calma, eu só...
- Por que tentou se matar?
- Eu não tentei, eu só...
- Vai dizer que era só por diversão?
- Eu só queria sentir dor.
- , você está bem minha querida? Preciso marcar um psicólogo pra você.
- Eu tô bem, mãe. Eu quero ir embora.
- Mas não pode, não em quanto não tiver alta.
- Vai pra casa, . Por que ainda tá aqui?
- Não vou te deixar sozinha.
- ...
- Você quer ir no baile comigo? - me cortou.
- Ahn?
- É, tipo, se você puder.
- O médico disse que só devo sair daqui na terça. Chame outra menina.
- Não, vou ficar com você.
- ...
- Eu quero ficar com você. - me cortou novamente. - Agora dorme.
- Só se você for embora, está tarde, seus pais devem estar preocupados. Volte amanhã com o John e minha mãe.
- Já falei com meus pais, eu não vou te deixar aqui sozinha. Agora dorme.
- Estou com medo.
- Eu estou com você. - ele pôs sua mão sobre a minha. - agora dorme.
- Eu te amo. - murmurei.
- Também te amo.
Era noite do baile, eu fiz John e irem para lá, prometi ficar bem. Estava vendo filme de terror, que coincidentemente se passava num hospital / hospício. Eu havia pedido para a enfermeira deixar as luzes ligadas por causa do meu medinho. Como era a única coisa que parecia ser boa na TV, eu tive que assistir.
- Oi. - uma voz meio macabra disse no meio do quarto. Gritei. - Calma garota, sou eu. - disse chegando mais perto. - Isso que dá ficar vendo filme de terror. - Logo, uma enfermeira que parecia ter corrido a meia maratona apareceu na porta do quarto:
- Tudo bem? - disse ofegante.
- Aham. - murmurei e ela saiu. -O que você tá fazendo aqui? Eu não mandei você ir pro baile?
- Eu fui. Mas não é a mesma coisa sem você. - Levantei um pouco a cabeça e notei que ele estava com um terno preto e uma gravata verde fluorescente. Ri. - Gostou dela? - balancei a cabeça em afirmação, então ele tirou a gravata do pescoço e pos em mim. - Tá linda, amor. - ficamos quietos, quando ele começou a assistir o filme comigo. - Qual é o nome? - colocou sua mão sobre a cama e eu a segurei.
- Não sei. Peguei ele quando já tinha começado.
Acabamos dormindo de mãos dadas, e quando eu acordei, ele ainda estava adormecido com a cabeça na cama, segurando na minha mão. Tudo o que pensei foi que ele teria uma bela dor nas costas quando acordasse.
- . - chamei por ele, balançando seu braço. - .
- Huh? - ele levantou a cabeça e me olhou.
- Vai pra casa dormir direito ou você vai ficar com as costas toda ruim e eu não vou poder te fazer massagem.
- Não eu to... Ai. - Murmurou em quanto esticava as costas. - Vai ficar bem?
- , eu estou num hospital! O que mais tem aqui é médico pra cuidar de mim. Vai lá!
- Ok. - ele se levantou e deu um beijo na minha testa. - Tchau.
- Ei, sua gravata tá comigo.
- Fica com ela. Presentinho. - ri, e ele saiu. Olhei no relógio, uma hora da tarde. Até estranhei pelos médicos não terem vindo me acordar. Minha barriga fez barulho. Fome. Apertei o botãozinho ao lado da minha cama, pra chamar a enfermeira.
Estava quase dormindo quando bateram na porta. Estranhei, afinal, ninguém bate na porta, simplesmente já saem entrando.
- Entra. - murmurei e abriram a porta. Arregalei os olhos ao ver quem era. . Meu coração acelerou e a máquina me denunciou, ele arregalou os olhos ao ver o barulho rápido que a máquina fazia.
- Maldita máquina. - sussurrei, mas não baixo o suficiente pra ele não ouvir.
- Então é assim que você se sente quando me vê? - disse num tom irônico. Revirei os olhos notavelmente. Respirando devagar para que me coração voltasse ao normal, não funcionou.
- Você veio aqui pra desligar as máquinas pra que eu morra, tipo nos filmes de terror? Já vou logo avisando, não vai funcionar. Ou você trouxe uma faca ai escondida? Porque talvez isso sirva e...
- Cala a boca. - ele disse rindo. - Cara, como você fala! Eu não vim desligar suas máquinas ou te matar. É que a Jenna disse que seria bom se eu aparecesse por aqui e...
- Então você veio por causa dela. - e meu coração diminuiu o ritmo, ele olhou pra máquina e depois voltou a me olhar.
- Bom, eu tinha pensado em vir aqui, mas desconsiderei a ideia. Ai ela disse que eu poderia vir, seria uma boa coisa, então aqui estou. - ele ficou quieto. - John disse que você tentou se matar por minha causa. - novamente a máquina acelerou, digo, o coração.
- Aquele idiota, eu...
- Na verdade, eu ouvi ele dizendo pro , não era pra que eu ficasse sabendo. Foi por isso?
- Não.
- Foi por que então?
- Por que você tá me perguntando isso? Até há um tempo atrás você nem falava comigo! Eu não preciso da caridade de ninguém, ok? Eu estou bem, se era isso que te 'preocupava'. - fiz aspas com os dedos.
- Eu não vim por caridade. A minha namorada pediu pra que eu viesse te visitar, mas se você não quer minha companhia, eu vou embora.
- Então vai. - ele ficou parado me olhando ficar vermelha de raiva. - Sai! - Gritei, ele se virou e saiu batendo a porta, com um pouco de força.
- Argh... - taquei o travesseiro contra a porta e me sentei, arrancando os fios que estavam presos em mim, fazendo meu braço sangrar, porque eu estava recebendo soro - acho. Me levantei e taquei o abajur na porta, o quebrando em mil pedaços. Uns três médicos entraram correndo no quarto e me guiaram até a cama. Um pegou algo na mesinha ao lado da porta do banheiro e me forçou a beber.
Logos meus olhos começaram a pesar, e eu não enxerguei mais nada.
Abri os olhos devagar, eles estavam pesados e a claridade não ajudou muito. Pisquei quatro vezes até estar acostumada com a luz. Olhei para o lado e vi John com em seu colo, e minha mãe sentados, e uma enfermeira conversando com a última.
- Filha. - ela se levantou, e veio até a cama. - O que houve, filha?
- Não foi nada mãe, eu me estressei com uma vadia da televisão. - olhei pro e ele desviou o olhar.
- Filha, não mente pra mim. já me contou que vocês brigaram por telefone. - o olhei e ele estava olhando para e John. - vou deixar vocês conversarem... Vamos. - ela se virou e chamou John e pra saírem. Todos e a enfermeira foram lá pra fora, e se levantou saindo.
- Hey, obri...
- Escuta, . - ele se virou vindo até mim. - Eu sei que esse seu 'ataque' foi por causa do , porque ele me ligou pra avisar que viria te ver. Essa vai ser a última vez que eu vou livrar a cara dele. Eu já cansei de toda vez que ele fala algo errado você ficar toda putinha e dar um escândalo ou vir correr pra chorar no meu ombro. Da próxima vez você vai se virar sozinha, eu não vou consertar a sua besteira. E se vocês brigarem de novo, vai desabafar com a , porque eu não vou ficar te consolando e dizendo que vai ficar tudo bem. Se quiser chorar no ombro de alguém por ele, eu não estou disponível. - ele se virou e caminhou até a porta.
- , volta aqui... - ele saiu batendo a porta, olhei pro vidro e o vi indo embora sem falar com ninguém. Meus olhos arderam e logo as lágrimas começaram a descer. John e entraram no quarto, impedindo minha mãe de passar.
- ... - disse.
- Me deixa sozinha, por favor. - eu disse e eles murmuraram um 'tudo bem', voltando a sair do quarto.
Chorei mais um pouco e pedi pra médico soltar o soro de meu braço, pra ir tomar banho.
Depois do banho, não me aguentava em pé, deitei e dormi.
Abri os olhos devagar, percebendo a diferença do local. Tudo muito branco, limpo e organizado, com apenas uma mesa e uma jarra de água velha. Me levantei da cama, olhando pra baixo a procura dos meus chinelos e notei que minha barriga estava maior do que estava a algumas horas atrás. Calcei minhas pantufas de sapo, presente de John do natal passado, caminhei até a porta e girei a maçaneta saindo dele onde tudo estava muito escuro e... Velho. Não via ninguém.
Caminhei, agora em passos rápidos, na direção do elevador, estava assustada, extremamente assustada, parei em frente ao mesmo.
- Não. - disse a mim mesma. - Coisas estranhas sempre acontecem no elevador. - virei a minha direita, para ir em direção as escadas e vejo a sombra perfeita de uma mulher, era tudo que eu conseguia ver, a silhueta dela, mais nada. Ela começa a caminhar até mim e um rastro de sangue se forma no chão. Corro em direção contrária, passando pelo meu quarto, e quando eu escorrego e caiu de barriga ao chão. De repente me vejo em uma sala de cirurgia, acho. Dando a luz. Os médicos gritavam pra fazer força e empurrar, mas aquilo estava difícil, muito difícil.
Sinto um alívio dentro de mim, ele havia nascido.
- Ele morreu. - a médica dizia. - Toma seu filho. - e entrega um bebê enrolado num pano branco, ele estava todo sujo, ensanguentado e... Morto.
Acordei num impulso, ficando sentada, estava ofegante, suava muito, na verdade, eu minava água, parecia um chuveiro.
- Só um sonho. - disse. Tinha a mania de falar sozinha. Num flashback rápido lembrei do acontecido. Briga com . Sempre que nós brigávamos, eu tinha pesadelos. Por isso que eu sempre me desculpava. Apalpei a cama a procura de meu celular, nada. Olhei pro lado e o vi em cima da mesinha. Me levantei com cuidado, para o meu sangue não subir pro saco de soro, o que não adiantou muito, ele subiu um pouquinho pelo tubinho, me deitei logo, esperando o sangue descer. Liguei pro . Nada. Tocou 1, 2, 10 vezes, e nada. Enviei então uma mensagem.
", me desculpa. Preciso de você aqui, estou assustada.
"
Eu realmente estava assustada, geralmente os meus pesadelos não envolviam fatos que aconteceu/aconteceriam, tipo eu estar grávida. E também de dez sonhos que eu tenho, sete acontecem de verdade. Claro que são coisas possíveis e que eu não quero que aconteça, já que meus desejos nunca são possíveis.
Se passou uns 15 minutos e um ofegante apareceu na porta do meu quarto. Sempre funciona, mas eu não estava mentindo, eu estava mesmo assustada.
- O que houve? - Perguntou respirando devagar.
- Tive um sonho estranho. - então um bolo se formou em minha garganta, e eu comecei a chorar loucamente. - Tô com medo de perder o bebê.
- Own, amor, é só um sonho, esqueceu? - ele chegou mais perto da cama, passando a mão no meu braço. Me sentei, sem dobrar o braço por onde recebia o soro, e o olhei. - Me conta, como era?
- Eu não lembro muito bem, eu estava aqui no quarto, só que parecia muito velho, então eu levantei e fui para fora, não tinha ninguém e tava tudo escuro, então eu corri e uma mulher apareceu, não dava pra ver quem era, ela veio andando até mim, e tinha sangue, muito sangue, e daí eu corri e caí no chão de barriga. E depois eu tava numa sala, com luzes acessas todas direcionadas a mim, uns médicos diziam pra eu empurrar e fazer força, então o bebê nasceu, e ele tava morto. E a mulher me deu ele morto, ele tava horrível , todo... Todo sujo e tava... Eu to com medo. - eu dizia sem parar, gesticulando com as mãos, e chorando, chorando feito um bebê.
- Ei, calma. - ele me abraçou. - Foi um sonho, não vai acontecer de verdade, ok?
- E se acontecer, ? Eu não quero...
- Não vai. - ele me olhou nos olhos, sentado na ponta da cama, me olhando nos olhos. - Não vai acontecer. - ele disse mais devagar, limpando as lágrimas insistentes que caíam dos meus olhos.
- Dorme aqui comigo? - perguntei.
- Tudo bem. - eu cheguei um pouco pra trás e ele se deitou na cama, e eu passei minha mão por sua cintura.
O médico havia me liberado bem cedinho, já não estava mais lá, pois fora a escola. Eu pedi pra minha mãe me deixar no colégio, já que estava bem. Pegaria o intervalo deles, bom pra mim, as primeiras aulas eram chatas mesmo. Minha mãe pegou meu material em casa, levou pro hospital e depois me deixou na porta do colégio com a caminhonete laranja avermelhado, vinho, sei lá o que, que ela conseguiu comprar.
Entrei no colégio, quase ninguém no corredor, todos deveriam estar no refeitório, caminhei até lá, quando eu bati com os olhos em , na verdade, ele quem me viu primeiro.
- ! - gritou da mesa onde estava com todo mundo, deu um pulo e correu até mim me pegando no colo e girando. Só consegui rir dele. Ele me carregou no colo, até a mesa, e me pôs no chão para que eu me sentasse ao seu lado.
- Oi gen... Hm eu gosto disso. - disse pegando um copo de sorvete de creme com pedaços de chocolate com cobertura de morango do . - Posso comer, né?
- Pode. - ele disse rindo, então enfiei uma colher enorme na boca.
- Tava com fome.
- Percebi. - John disse em minha frente, limpando o sorvete no canto da minha boca com o indicador.
- Ow, eu to grávida, ok?
- Agora que tá grávida, vai roubar toda nossa comida, e vai dizer "estou grávida, eu posso". - disse tentando imitar minha voz.
- Vantagens. - disse e ele concordou com a cabeça.
- Pelo menos não são vocês que vão ficar com a barriga enorme, prestes a explodir, e depois ter que revirar o dia na academia tentando voltar ao corpo anterior, depois fazer várias cirurgias para...
- Respira . - disse. - eles só estão brincando.
- Que bipolar. - disse baixo, e concordou de novo.
- Ah, vai se foder. - disse pondo o copo na mesa. - Vou comer isso também. - e peguei um bolinho de chocolate, da bandeja de Jenna. - Posso?
- Pode. - ela disse triste.
- Pode comer o meu, amor. - disse pondo o dele, na bandeja dela e ela sorriu. - Estou sem fome. - disse voltando a prestar atenção no iPhone de . Revirei os olhos.
- Mas eu estou, e muita. Então se você não se importar... - disse apontando pro bolinho. Ela bufou e me entregou, todos riram dela. Toda mulher, por mais vadia que seja, sabe que não pode negar comida a grávidas.
O intervalo estava acabando, eu me levantei e fui caminhando até meu armário, guardei meus pertences, e me virei, indo em direção à sala de aula. Quando percebi que meu ex encarava minha barriga com um olhar que, hm, dava medo. Ele começou a andar em minha direção, e a cada passo parecia que ele tava esmagando alguém, ele estava com raiva, e eu com medo. Não tinha ninguém no corredor, todos só iam pro armário quando o intervalo acabava mesmo, ou talvez até depois. Eu só evitava a muvuca. Ele ficou em minha frente, eu já respirava rápido, então ele pos as duas mãos no armário, me impedindo de fugir, soltei um gritinho entre os dentes.
- O que você quer?
- Então você está mesmo grávida, não é? - a cada palavra que ele dizia, eu conseguia sentir o cheiro que saia de sua boca. E não era de hortelã, como antes.
- Você tá drogado, Dean?
- Me responde. - disse um pouco mais alta, batendo com a mão no armário. Olhei pra baixo e percebi que estava com a blusa mais apertada que eu tinha, mas eu a amava. - Responde. - ele disse entre dentes.
- Estou. - disse rápido. - Eu estou grávida.
- De quem?
- Você não é mais meu namorado. - E o sinal bateu.
- De quem?
- Não sei. - disse chorando. - Eu não sei! - como diria quem era? Ele poderia machucar tanto o quanto o . Se mentisse ou se contasse a verdade, respectivamente.
- Você é uma vadia. - ele bateu no meu rosto com as costas da mão. E o resto foi rápido, alguém empurrou ele, que caiu no chão. . cismava em me confundir, um dia me ajuda, outro nem ligava pra mim. Dean se levantou e tentou dar um soco no , mas ele o impediu e deu uma rasteira, antes de Dean se levantar, começou a chutá-lo. Dean se levantou, ou tentou, e saiu correndo pra fora do colégio. Dean era uma marica, tinha medo de todos os meninos que andavam comigo, tinha medo do John, que é um tampinha, porém forte. Abracei automaticamente o , chorando e molhando sua blusa toda, acho que ele demorou pra raciocinar, porque ficou uns 13 segundos sem devolver o abraço. Eu não queria o abraçar, mas estava frágil e com medo de perder o bebê com toda essa história de sonho. Ele ficou passando a mão no meu cabelo, e eu ouvi o barulho do povo saindo do refeitório.
- O que houve? - perguntou chegando perto.
- Dean. - disse entre os dentes.
- O que esse idiota fez com minha irmã?
- Ele bateu nela.
- Filho da puta. Onde ele está? - ouvi perguntar. Por mais que eu quisesse responder eu não conseguia, apenas chorar.
- Foi embora.
- Acho que ela está em estado de choque. - uma voz doce dizia, acho que Jenna. - Hey. - ela pos a mão em mim, mas tudo o que eu conseguia era apertar mais meus braços em volta da cintura do . Parecia seguro, parecia que eu estava a salvo.
- Ah... O sonho. - murmurou mais pra si, do que para os outros.
- Hã? - perguntaram em uníssonos.
- Ela sonhou que perderia o bebê, deve estar com medo. - sempre sabia tudo sobre mim.
- Coitada. - murmurou.
- Por que a gente não mata a aula, vamos pro shopping comer algo? - disse.
- Shopping não está aberto a essa hora, cabeção. - disse sem me soltar.
- A gente pode ir no Starbucks que tem aqui perto. - Jenna sugeriu. - Mas a gente tem que ir agora, porque o professor já deve estar chegando. - então eu fui afrouxando meus braços em volta do até estarmos totalmente separados. Fiquei olhando pro chão envergonhada. Soluçando, e fungando.
- Hey. - passou a mão na minha cintura. - Eu vou pegar suas coisas e a gente vai, ok? - balancei a cabeça, ainda olhando o chão. Ele abriu meu armário, pegou meu celular e o livro de matemática pra estudar pra prova de amanhã, e embaralhou os números do cadeado. Passou o braço pela minha cintura e fomos pelo outro lado do colégio, indo pro estacionamento. Fomos eu e na frente, e o restante atrás.
- Sai dai. - puxei pela camisa, em quanto o professor passava pela curva que iríamos fazer. Jenna, , e entraram no banheiro masculino. Sim masculino, John e foram pro outro lado, e bateu o desespero. O povo no 2º e do 1º ainda estavam nos corredores, mas não estava tão cheio a ponto do professor não nos ver. Puxei pela gola - já comentei que adoro puxá-lo? -, o fazendo abaixar, e o beijei. Foi a única maneira do professor não nos ver, já que todos se pegavam frequentemente pelo colégio, ele nem ligaria. Foi gozado, porque primeiro, é meu melhor amigo, beijar ele é... Estranho, não que ele seja estranho, ele é gostoso pra caralho, mas, sei lá, é meu amigo. E segundo, porque ele teve que se curvar todo, porque eu sou uma anã. Deu muita vontade de rir.
Depois os meninos que estavam no banheiro de frente pra gente, saíram sem nem ver o beijo, e John e estavam gargalhando do esconderijo deles.
- Não foi nada engraçado. - falei.
- tá vermelho. - John disse entre as suas gargalhadas de hiena.
- O que houve, o que houve? - perguntou com aqueles sorrisinhos que eu amo.
- Nada. - eu e falamos juntos.
- e se beijaram. - John respondeu. Voltamos a andar pro estacionamento. - teve que se curvar todo. - mais risos. Fomos eu , John e num carro e o resto noutro.
dissera que pagaria tudo que eu comesse, coitado. Comprei uns sete cupcakes e um café normal, só de início, claro.
- Já me arrependi de ter prometido pagar tudo o que você comesse. - disse pra mim, um pouco baixo. - Quem deveria estar pagando sua comida era o seu irmão, né? - disse um pouco mais alto, pra que John ouvisse.
- Foi você que se ofereceu, criatura.
- Hm. - disse em quanto comia um pedaço do cupcake. - Isso tá muito bom, alguém quer? - falei de boca cheia. Nem ligo pra isso mesmo.
- Eu quero. - , e disseram quase juntos. pegou um dos que tava na mesa.
- Não. - tirei da mão dela. - Eu do dinheiro e vocês racham um, nesses ninguém toca.
- Credo. - murmurou. - É só um pedaço.
- Eu não quero mais. - disse, concordou.
- Tá. - estiquei a mão até ele. - Um pedaço. - disse então ele mordeu, quando eu fui olhar, não tinha nem 2/3 do treco. - Ai, por isso que eu não gosto de dividir. Você comeu o cupcake todo. - cruzei os braços e fechei a cara pra ele.
- Own. Não quer mais? - ele pos a mão num cupcake que estava sobre a mesa. Bati nela.
- Se você encostar um dedo nele eu te mato. - voltei a comer, todos riram. - E você vai ter que comprar outro pra mim.
E ficou um silêncio na nossa mesa, a gente só comia, ou bebia um pouco do café. O único barulho veio da mesa ao lado, que tinha um bando de adolescente, de 14, 15 anos - não que eu fosse muito mais velha que eles -, que riam alto.
- Vocês querem ver filme hoje à noite, lá em casa? - John perguntou.
- Eu adoraria, John. - disse fofamente e ele sorriu falso, e voltou a olhar pros outros.
- Pode ser. - disse. - Desde que tenha comida.
- Tá. - foi dito por . iria obviamente, ela é namorado do meu irmão, como não iria? , também ia, porque a gente irá estudar juntos, e...
- , Jenna? - John perguntou.
- Não sei. - disse olhando pra Jenna. - O que acha?
- Eles tem coisa melhor pra fazer, John. - disse. "Pelo menos ele não usou a palavra 'amor'", pensei.
- Não vamos fazer nada hoje, . - disse.
- Se não houver problema... - Jenna olhou pra mim, com uma cara de "posso ir?"
- Vai, ué, quem tá convidando é o John, não sou eu. - Ok, agora fui uma vadia.
- Então tá. - John disse. - Às nove e meia na minha casa. - 'Vai da merda', pensei.
Estava deitada no sofá enquanto estava deitado no chão com a cabeça encostada no puff amarelo do quarto do John que eu trouxe pra sala. Estávamos muito cansados de nossos estudos, os números, as contas e problemas ainda giravam na minha cabeça, parecia que eu desmaiaria/vomitaria a qualquer momento. Olhei pra baixo e estava quase dormindo, os livros estavam espalhados pelo chão e na mesinha de centro, enquanto na televisão passava maratona de shows e agora tocava I'm Not Okay do My Chemical Romance. espirrou e eu voltei a olhá-lo; ele estava procurando uma melhor posição para se deitar. Virei-me de barriga pra cima e olhei a mesma pra analisá-la. Esse negócio de 'a barriga cresce rápido' parece mentira pra mim, tudo bem que ela já está crescendo. Voltei a prestar atenção no show e quando deu comercial eu me levantei, indo até a cozinha, busquei um copo d'água e voltei pra sala, onde estava sentado no meu lugar. Voltei a sentar e a campainha tocou, se levantou e foi até a porta andando devagar.
- Nossa dude, você ta péssimo. - ouvi a voz de .
- Matemática. - ele disse como se tivesse acabado de acordar. entrou e sentou ao meu lado.
- E ai? - ele estendeu a mão para que eu tocasse. - Nossa, vocês dois tão péssimos. Cadê o povo?
- John ta com a e foram buscar porque ele ta sem carro.
- Hm...
Ficamos assim até os outros chegarem. O que não demorou muito. Havíamos pedido pizza, e comprado bebidas.
- Qual filme veremos? -Jenna perguntou quase saltitando.
- Comprei de terror e ação. - disse.
- Quais? - perguntou meio que com a voz abafada, por estar com a cara da minha perna. (estava deitado, ok?)
- O Grito 2 e 3, e de ação, Quebrando Regras 1 e 2. - pulei no sofá quase deixando o cair.
- Aquele com o Evan Peters? - gritei. (n/a: aaaaawn *-*. Eu ainda vou encher muita gente com ele kkk.)
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiim. - disse ela.
- Sossega, garota. - John a puxou pra sentar ao lado dele.
- Oh meu Deus. Veremos esse! - Jenna falou e eu e a olhamos. - O quê? - balançamos os ombros, mostrando não ser nada de importante, e voltamos a olhar o povo.
- Pode ser esse? - perguntou .
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim. - eu e Kaah falamos juntas.
Eles botaram o filme e nós começamos a assistir numa boa, a cada parte que o Evan aparecia eu dava um suspiro alto ou falava algo. E isso também com o Sean Faris, porque nossa Senhora... Que homem é aquele? Mas tirando o fato que eu estava babando nos dois primeiros filmes, nossa seleção de filmes foi ótima. e Jenna e e John não ficavam se pegando, o que foi bom pra todos nós. Não que e John se peguem muito, porque eles são um pouco discretos, mas, eu só digo porque são casais, né? As pizzas acabaram antes do filme de terror começar, e as bebidas, bom, eles não me deixaram beber álcool e eu tive que ficar do suco mesmo.
- E agora, o que faremos? - finalmente falou algo. Ele ficara quieto desde sua chegada, praticamente.
- Podemos jogar verdade ou consequencia. - disse.
- , você não pode beber. - e John falaram juntos.
- Mas que droga. - bufei.
- Por que não vamos andar um pouco? Minha bunda ta doendo de tanto ficar sentada. - sugeriu Jenna.
Todos nós aceitamos, por mais que passasse das 3 da manhã, ninguém dormiria, mesmo porque acordaríamos piores.
Andamos até a pracinha e cada um se sentou em um banco, e ficamos olhando um pra cara do outro. Eu já sentia um frio vindo nas minhas costas, e deitei no ombro da primeira pessoa ao meu lado, provavelmente .
- Nós éramos mais unidos. - comentou.
- Aham.
- Sempre tínhamos assunto, uma piadinha, ou sei lá. Agora estamos tão distantes
um do outro. Quer dizer, nos separamos em grupos distintos. vive com , e quando não ta com ele, ta comigo. e parece que nasceram grudados. não larga a Jenna, e eu quando não to com John, to atrás da . Nós vamos nos separar mais ainda no final desse ano, iremos nos formar, cada um vai pro seu canto. Nós deveríamos estar juntos enquanto podemos. Mas parece que vocês tem medo de se juntar. - disse e começou a chorar. - E se a gente nunca mais se ver de novo? - John a abraçou e que estava ao seu lado, fez o mesmo.
Me deu uma pontada no peito depois daquilo o que ela disse, tudo aquilo era verdade, e provavelmente ninguém iria junto para uma mesma faculdade.
- Qual é gente, ainda temos tempo! - falou.
- E se tirássemos uma foto? Pra marcar hoje? - Jenna falou. - Porque hoje foi legal e... O que acham? - ninguém disse nada, apenas balançaram os ombros como se dissessem 'pode ser'.
Ela se levantou e tirou o iPhone do bolso de sua calça jeans. Todos nós nos levantamos, ela pôs o iPhone sobre o banco, ajeitando o foco.
- Qual é gente, se animem. - disse e eu pulei nas suas costas. - Nem tanto, por favor. - disse.
Os meninos se ajeitaram ao nosso lado e fizeram umas poses e caras engraçadas.
- Gente, eu vou sumir aqui. - disse, John a pegou no colo, e ajudou-o a segurá-la.
- Vai bater. - Jenna disse e correu pro meio do e .
Assim, tiramos a foto e ela ficou bem bonitinha, um pouco estranho porque estava caindo e eu estava me matando de rir, mas ficou bem original.
- Adorei, essa vai pro meu face. - falou um pouco afeminado. - Sério, mano. - engrossou a voz.
Terminei de me arrumar, arrumei meus olhos que estavam horríveis, peguei minha mochila. Na sala já estavam todos arrumados, menos , que babava no ombro de Jenna.
- Vamos? - perguntei.
Eles se levantaram e Jenna tentou acordar o , fui a cozinha e peguei um biscoito de manteiga, abri o pacote e comecei a comer enquanto ia pra fora de casa, entrei no carro do e esperei o povo vir. Seguimos pra escola, e ela foi a mesma chatice de sempre. Eu, e John fizemos a prova de matemática, ela foi bem fácil, por mais que eu estivesse cansada demais. Seguimos pro refeitório. Recebemos a noticia da nossa formatura, das fotos, do preço e tudo mais. É... Realmente iríamos nos separar em breve.
A luz do sol bateu em meus olhos e eu os tapei com a mão. Havia esquecido, de novo, de fechar as cortinas antes de dormir. Levantei da minha cama, calcei minhas pantufas de sapo, e fui até a janela.
Parecia mais uma cena de filme clichê; as crianças corriam e andavam de bicicleta, os casais andavam abraçados e o céu estava limpo e claro. Fechei as cortinas e observei o relógio: 14:36. Liguei meu computador, e fui até o banheiro escovar meus dentes e pentear o cabelo, desci pra cozinha, onde encontrei minha mãe e meu irmão, ela cozinhando e ele comendo.
- Bom dia.
- Boa tarde, né. - minha mãe disse.
- Bom dia. - John disse com cara de quem acabou de acordar, e vestimentas também, pois ele estava apenas de samba-canção.
- Tem comida aqui, querida.
Fui até o fogão e abri as panelas; Almondegas, batata frita e arroz. Peguei um prato e arrumei a comida com batata fritas e almondegas, não que eu pudesse comer aquilo, mas...
Subi pro meu quarto e pus meu prato ao lado do computador, abri meu armário e peguei um vestidinho branco e pus em cima da cama, uma calcinha e um sutiã na gaveta de baixo, e pus junto ao vestido. Me sentei na cadeira giratória rosa e abri o Google Chrome abrindo o meu Facebook. Entrei na página do meu grupo fechado de amigos (, , , John, Jenna, , e eu), chamado TSFF - The Super Fucking Friends (n/a: tava sem ideias D= ).
(n/a: repare no horário).
Heeey povo, vamos sair? - 14:45:02
: Vamos, pra onde? - 14:48:00
: Comer =) - 14:48:32
: Jaé. - 14:49:43
: Comer onde? - 14:53:16
: Subway. - 14:55:56
: McDonalds. - 14:55:56
Jenna: HUAHSUHA' Voto no Subway. - 14:57:47
: Vocês mulheres adoram comer mato ¬¬. - 14:59:06
: é, , você não emagrece mais não. - 15:01:03
: Babaca, é só que eu não posso comer essas coisas do mcdonalds. - 15:03:56
Jenna: aqui: Vamos pedir pizza. 15:06:43
: Tapado, ela diz que não pode comer coisas gordurosas e tal e você sugeri pizza. - 15:09:15
Jennna: aqui: Ela assiste. =) - 15:15:04
: Sonha... Podemos ir pro shopping. Cade o e a ? - 15:17:24
: To aqui e não vou sair de casa. - 15:20:03
: Acordou mau-humorado. ¬¬ - 15:23:17
: Não é mal humor, to mal mesmo. - 15:26:05
: Own, meu amor, o que houve? - 15:28:34
Jenna: aqui: Own, meu amor, o que houve: - 15:28:34
: HUSAHSUAHSUASHAU' - 15:29:02.
: KK', coisas... - 15:34:23
: Então nós iremos praai. - 15:36:23
John: Isso ai, vou avisar a . - 15:38:54
: Cada um compra sua comida, eu comprarei a do . To saindo. - 15:40:13
Guardei o vestido branco no armário, ja que era de ficar em casa, e retirei de lá meu short jeans desfiado, e uma regata branca, peguei uma sandália que estava a minha vista, bege e com pedrinhas e joguei perto da cama, corri pro banheiro e tomei um banho rápido, escovei meus dentes e penteei meus cabelos (n/a:quase que escrevo escovei meus cabelos e penteei meus dentes kk).
nunca agira assim, e se ele estava assim é porque algo sério aconteceu. Corri pro Subway e comprei dos sanduíches pra viagem e fui a caminho da casa do . Na esquina da casa dele, havia uma sorveteria, passei lá e comprei seu sorvete favorito, de Kinder Ovo. Voltei a ir até a casa dele e percebi que todo mundo ja tinha chegado, menos John e , porque ela ainda estava no fimdo mundo que era a casa dela, e John fora buscá-la.
Entrei na casa dele, e como ele não estava na sala, fui deixar os alimentos na cozinha. Sanduíches no microondas e sorvetena geladeira.
Corri pro quarto dele, onde estava os meninos e Jenna.
- Heey. - dei um beijo na testa de , que estava sentado em sua cama, em quanto todos estavam no chão e mexendono computador, sentado na cadeira giratória.
- O que aconteceu? - perguntei.
- Não sei se 'to pronto pra contar.
- Oh meu Deus, você tá grávido. - pos a mão na boca e todos riram, até .
- Não gente, é que... Sei lá. É estranho dizer isso.
- Chegamos. - John e entraram no quarto saltitando.
Detalhe, a porta da casa do ta sempre aberta, por isso ninguém toca a campainha.
- O que houve? - perguntou.
- É o que queremos saber, desde que chegamos. - Jenna falou.
- Pronto, todos estão aqui, pode ir contando. - disse, girando a cadeira e ficando de frente pra todos nós.
- É que eu...
- Vocêee? - e falaram juntos.
- Deixem ele falar. - disse, se sentando ao meu lado, na cama. - Diga. - disse assim que todos se calaram.
- É que... Meu, não da pra contar, é muito difícil.
- Cara, você só vai falar. Nos não vamos te zoar, ou te ignorar se você tiver feito alguma merda. - falou.
- Ok. - disse e respirou fundo. - Eu sei que o All Time Low tá de férias por causa do colégio, e também sei que vocês vãovoltar com a banda assim que nos formarmos.
- Como assim 'vocês'? Você também tá na banda. - disse indignado e todos o mandaram calar a boca.
- Então. Vocês vão ter que arranjar um substituto pra mim.
- O quê? - todos nós falamos juntos. - Você quer sair da banda, é isso? - perguntou, ajeitando se no chão para ficar mais confortável.
- Não é isso, gente. Eu não quero.
- Então por que, cara? - levantou da cadeira e se sentou no chão, ao lado de Jenna.
- Eu vou me mudar pro Brasil.
- Como? - disse.
- Meus pais me obrigaram, eu não tive opção... Tenho 17 anos, ainda sou de menor.
- Mas... Mas... - Jenna disse. - Você não pode ficar com ninguém. - me levantei da cama e fui até a janela olhando pra fora. Eu sabia que ia chorar, mas estava prendendo tudo. era meu amigo desde de que eu tinha 5 anos, como ele podia ir embora agora? Senti uma grossa lágrima cair, e percebi o silêncio atrás de mim, provavelmente todos estavam pensando no que dizer. Olhei pra baixo, no quintal de , lembrando de quando nós brincavamos ali. Era tão triste pensar que depois desses anos todos juntos, não só de mim, mas dos meninos, ele vai ter que ir embora, abandonar a banda que está fazendo tanto sucesso, mesmo não estando fazendo nada no momento...
Ele vai embora. Isso é tão triste de pensar, sabe. Isso é apenas mais uma prova de nosso grupo está se separando. Abaixei a cabeça e deixei mais lágrimas caírem. Senti uma mão tocar meu braço mais continuei ali, estática, apenas olhando pros meus pés.
- Eu não quero ir. - falou baixo. - Me desculpe. - me virei rapidamente e o abracei, chorando desesperadamente. Ele passou uma das mão no meu cabelo, e deixou a outra em minha cintura. Eu o apertei, como se não quisesse o largar (e eu não queria). Respirei fundo, tentando me controlar, e finalmente o soltei, mas olhando pra qual quer lugar que não fosse seus olhos:
- Desculpe. - não respondi a ele.
- Você pode morar lá em casa. - disse. - É cara, você pode ficar lá, minha mãe não liga.
- É sério, gente. Eu adoraria. - ele disse voltando a se sentar na cama e pôs um travesseiro sob suas pernas. - Mas meus pais não deixariam. Eles querem que eu vá junto.
- A gente vai arranjar um jeito, man. Você não vai embora. - John disse.
Naquela noite, eu dormi na casa do , com o próprio. Quem visse a cena, pensava que éramos um casal. Dormimos juntos, como quase sempre fazíamos, realmente parecíamos um casal.
Eu me senti tão fraca depois do que ele disse. Ele sempre me protegeu, me ajudou e agora ele vai embora. Meu melhor amigo vai embora. Acho que todos que já perderam um(a) melhor amigo(a) sabe como é isso. É horrível.
Acordei, levantei da cama devagar e fui pro banheiro, tomei um banho quente rápido e sai, fui pro quarto onde ainda dormia, peguei a roupa que eu havia levado pra lá e fui pro banheiro em seguida vestindo-a. Fiz minha higiene e acordei que resmungou algo porém levantou em seguida indo pro banheiro desorientado. Fui pra cozinha procurando pelos pais do meu amigo, eles ainda dormiam. Peguei o cereal no armário e leite e suco de uva de caixinha na geladeira e me servi. Deixei os alimentos sobre a mesa caso quisesse e comecei a comer o meu normalmente.
- Bom dia. - entrou.
- Bom dia. Vai comer algo?
- Não, tamo' atrasado. - disse com a voz arrastada.
- Então vam'bora. - disse pondo o cereal todo na boca e engolindo e bebendo meu suco.
Corremos pro carro de e ele partiu pro colégio. Tivemos nossas primeiras aulas, e eu posso dizer o que achei? Um saco.
Eu ainda não acredito como tem gente do colégio que ainda não se acostumou com minha barriga, cara, ela vai crescer muito mais, por que isso? O povo olhava pra ela meio que com medo. Outras pessoas não conseguiam parar de olhar pra ela. Sai da escola andando tranquilamente, comprei um milkshake de ovomaltine gigante e mais uma vez a mocinha ficou me encarando. Fiz o meu trajeto até minha casa escutando My Chemical Romance (eu não me canso). Resolvi fazer um trajeto diferente, talvez cortando caminho. Entrei na primeira rua e fui caminhando pela praça, entrei na 'floresta' pelo caminho de pedras, que dava até a terceira
rua da minha casa, em quanto eu olhava a paisagem. Eu só havia passado por ali uma vez, quando eu tinha 13 anos e tentei fugir de casa, não sobrevive nem 10 minutos fora. Passei pelo pequeno lago dali, era lindo, a água era extremamente limpa e clara.
Eu, John e costumávamos vir tomar banho aqui quando éramos pequenos, nós víamos nossos pés de tão cristalina a água. Hoje não é diferente, tão lindo aquele lugar. Sentei-me no chão e tirei meu tênis e meias pondo meus pés na água. Aquela água gelada me relaxou. Aquela paisagem, tão linda. Tirei minha mochila das costas e pus ao meu lado. Talvez eu pulasse ali, ou não, como voltaria pra casa? Tirei essa possibilidade da cabeça e resolvi focar na paisagem. Não, eu não conseguiria, teria que pular. Tirei a minha blusa regata e pus na minha mochila, tirei minhas calças e entrei. Ninguém vinha aqui, tudo bem que a noite isso aqui enchia de drogados, mas de dia, não. Nadei até o outro lado do lago e fui indo, levantei a cabeça pra respirar e ouvi um barulho. Merda, pensei. Nadei de volta até onde estava minhas coisas e emergi, dei um grito e o menino que tentava pegar minhas coisas também.
- Merda. ?
- Evan?
- Merda , eu pensei que você fosse a Tracy. - disse soltando minhas coisas.
Evan: Jogador de Futebol, popular e nojento do colégio. Ele ficava sempre com o bandinho dele do outro lado do refeitório. Não que ele seja um idiota, ele é muito legal até, só que aqueles amigos dele são insuportáveis. Ele é o único que não encara minha barriga sempre, além dos meus amigos.
- O que faz aqui? - perguntei.
- Cortando caminho pra sua casa. John vai jogar videogame comigo. E você?
- Nada.
- Gostei do sutiã, bem sedutivo, mas acho que estraga com a água.
- Desde quando sabe sobre sutiãns? - arqueei a sobrancelha divertida e ele sorriu de leve.
- Desde... Esqueci. Como vai meu bebê?
- Seu bebê?
- É, é. - ele apontou pra minha barriga. Gargalhei.
- Tá bom. Você pode se virar para eu vestir minhas roupas?
- Não, to bem assim. Obrigado. - ele se sentou.
- EU TO MANDANDO. - ele levantou as mãos pedindo desculpas e se virou ainda sentado. Me vesti rapidamente e seguimos pra minha casa.
Sai de casa pensando em caminhar um pouco. Evan e John ficaram jogando o dia inteiro e eu queria tanto, tanto ver meus seriados.
Vesti uma calça de ginástica e uma regata branca, calcei meus tênis de caminhada e sai de casa sem avisar ninguém, mas levando meu celular por segurança. Comecei a ir andando até a pracinha, onde tinha um lugar apropriado pra se andar e também uma ótima vista, os casais namorando, alguns se pegam a essa hora mas isso é apenas um detalhe, os velhinhos caminhando ou se preparando pra isso, alguns adolescentes e crianças andando de bicicleta ou skate, era tão lindo, ainda mais quando se podia enxergar a lua e as estrelas nesse céu tão nublado. Comecei a comer a barrinha de cereal que eu havia deixado na bolsinha de lado que carregava. Eu não havia comido nada em casa, e já estava ficando com fome, talvez eu passasse no McDonalds depois. Não que eu caminhasse pra emagrecer, porque se fosse assim, não adiantaria. Eu apenas caminho por puro prazer, sentir o cheiro das árvores, ar puro, me acalma, de certa forma. Entrei na pracinha e comecei a acompanhar o casal de idosos que também caminhavam só que mas devagar do que eu. Sorri simpática assim que eles olharam pra minha barriga e pro meu rosto, eles sorriram também. Continuei caminhando e olhando todos lados, vi os micos nas árvores, as crianças correndo, Jenna chorando e... Como assim? Por que a Jenna tá chorando? Caminhei até ela quase correndo e me abaixei em sua frente. Jenna nunca chorou, ao menos não na minha frente, sempre foi tão vulgar e ridícula, mas naquela hora meu instinto de mãe atacou e eu fui até lá.
- Jenna? Aconteceu algo? Cadê o ? Ele te fez algo? - a bombardeei com perguntas porém ela só chorava, só chorava.
- ... Me desculpa, me desculpe, eu sinto muito. - ela pôs as mãos no rosto e continuou a chorar desesperadamente.
- O quê? Por quê? Olha pra mim. - tirei as mãos de seu rosto e vi o quão vermelho estava. Com a marca de uma mão.
- Jenna? O te bateu?
[POV OFF]
John e Evan jogavam desesperadamente nesse momento. Os joystick quase se quebrava com tamanha força que eles apertavam os botões. John sempre olhava o relógio, por isso quase sempre era 'comido' por um zumbi, ou atacado.
- Véi, para com isso. Ganhar de você ta ficando chato. - Evan jogou o controle no chão e se levantou caminhando até a cozinha e voltando com uma garrafa de cerveja. - Toma, se diverte.
- Ta tarde.
- Nunca é tarde pra se divertir.
- To falando da minha irmã. Ta tarde e ela ainda não voltou.
- Se você visse o que eu vi ela fazendo hoje de tarde...
- O que viu?
- Não conto. - se levantou e se jogando no sofá ligando a TV e pondo em algum canal de música qualquer.
- Se não contar taco essa garrafa na sua cabeça. - ameaçou.
- Vi ela semi-nua. - disse e completando desesperando ao ver a reação no amigo. - Nadando no lago lá perto da praça.
- O que você fez com ela?
- Ih cara, relaxa. Não é como se eu fosse estuprar uma mulher grávida. Mas ela tava gostosa.
- Retira o que disse.
- Não retiro.
- Retira. - ele se levantou rápido e parou na frente no amigo, que fez não com o dedo. John pulou em cima do amigo numa briga engraçada.
- Meninooos. - Katie, mãe de John e , entrou na casa.
- Mãe, ta atrasada.
- Liga pro celular dela.
- AHHHHHHHHHH. - John correu a procura do celular, ligou diversas vezes pra irmã, mas dando que número não podia receber ligações no momento.
- Shit. - gritou correndo pra sala, e puxando o amigo. - Levanta.
- Pra quê?
- Procurar minha irmã.
- Ah, não.
- Agora. - ordenou assustadoramente e o amigo logo levantou saindo de casa junto com John.
John saiu praticamente correndo pela vizinhança procurando a irmã em todos os lugares possíveis, foi aonde a menina costumava ir, no lago, nos restaurantes de fast food, no parque, na praça, em lugar nenhum ela estava.
Evan começou a se preocupar vendo tamanha preocupação do amigo com a irmã.
[]
- Jenna, me diz... Foi o ?
- Não, o não tem nada a ver com isso. - disse fungando e secando as lágrimas. - Eu preciso me explicar pra você?
- Pra mim?
- Isso. Escute. - me sentei ao seu lado para poder prestar atenção. Ela se virou pra mim e segurou na minha mão. - Primeiro eu tenho que pedir desculpas por como eu fui, como eu agi com você, e por tudo.
- Tudo bem, mas...
- Não interrompe. É sério. Eu tenho que me explicar direito. - balancei a cabeça afirmando. - Então, eu só fiz aquilo tudo por causa dos meus pais. Eles me odeiam, desde sempre. Meu pai vive na rua com outras mulheres, e minha mãe com outros homens, eles se odeiam também, vivem bebendo. Emfim, no final de tudo eles me batem e por isso que tô toda vermelha. É por isso que eu era daquele jeito com você, eu só procurava alguém pra descontar toda dor e raiva que eu sentia, e eu só encontrei você, por você gostar do meu namorado e tal, só que depois que minha mãe tentou me matar me afogando na piscina, eu decidi que não era pra eu ser assim, você não merecia, assim como eu não mereço. Me desculpe. Então, hoje eu fui dar um basta nisso tudo, só que foi pior, minha mãe foi pior comigo porque tava bêbada e tinha outro homem em casa, enquanto meu pai trabalhava, ela odeia quando é pertubada quando tá com homem em casa, então ela bateu em mim e me expulsou de casa. - Ela parou pra secar mais algumas lágrimas que caíam silenciosamente e continuou - Preciso de um lugar pra ficar, talvez eu vá pro , mas a mãe dele me odeia, e... Me desculpe, okay? Diz que aceita e isso vai me fazer sentir melhor.
- Eu te perdoo, Jenna. - disse quase que sem palavras. - Eu não acredito nisso tudo. Como seus pais podem ser tão...
- Eu sei... É impossível de acreditar.
- Vem, Jenna. Eu vou te levar pra minha casa. Se quiser pode ficar por lá. - disse me levantando e pegando na mão dela e a ajudando. Ela se ajeitou e começou a caminhar com um pouco de dificuldade, eu a ajudei e fomos caminhando.
Minha casa não ficava tão longe mas era uma boa caminhada. Peguei o meu celular, que estava no modo vibracall, e vi dezenas de ligações de John.
Retornei.
- Alô? Meu Deus , onde você tá?
- Calma, tô indo pra casa. - respondi ao que estava desesperado. - A Jenna tá comigo.
- Jenna?
- É uma longa história. Avisa pra minha mãe que ela ficará por ai. E liga pro , diz que ele precisa ir pra aí urgentemente.
- Ok, tchau. - desliguei o telefone, e voltei a ajudar Jenna que quase caia sem estar apoiada em mim.
Ao chegarmos na rua de casa, o carro de estava estacionado na porta e não tinha ninguém dentro. Atravessamos a rua para minha casa e eu ajudei-a a subir os degraus, abri a porta e todos os presentes no sofá se levantaram.
- Oh meu Deus, Jenna, você tá bem? - veio até ela e a mesma o abraçou, fui ao sofá e sentei-me entre Evan e John.
- Ah, Ah... Tá doendo, ai. - Jenna gemeu quando apertou suas costas.
- O que houve? - Evan perguntou, se ajeitando e olhando pra mim.
- Longa história. - Jenna caminhou com a ajuda de e se sentou no outro sofá.
- Temos tempo. - John disse.
- Bom, eu não tenho. - Evan disse. - Minha mãe me mata se eu chegar além de meia noite. Tenho que ir. - Ele me deu um beijo no rosto e um em Jenna. - Melhoras aí. - disse a ela. E bateu na mão de e John.
Caminhou até a porta, deu mais um tchau e saiu.
- Conte Jenna. - John incentivou depois que ouvi um pequeno momento de silêncio.
- Fui expulsa de casa. Minha mãe me bateu. Preciso de um lugar pra ficar provisoriamente.
- Nossa. Você tem que denunciar ela. - disse John.
- Eu ainda não sei. Mesmo depois disso tudo... Ela ainda é minha mãe, sabe...
- Sei. - disse. - Você fica na minha casa. Por quanto tempo quiser. - disse passando a mão no cabelo dela.
- Eu prefiro ficar aqui com a . Quer dizer, se não for problema pra vocês. - Apontou pra John e pra mim, que logo negamos com a cabeça. - É que sua mãe me odeia, eu era uma vadiazinha sabe...
- Tudo bem. - disse. - Você conversa ai com os meninos. Eu vou lá em cima arrumar uma cama pra você e ver se tem algo que caiba em ti. Já volto.
Subi as escadas e entrei no meu quarto, fui até a cama e puxei a cama que fica embaixo da minha, fui até o armário e peguei um lençol e travesseiros e cobri a cama e pus os travesseiros em cima dela, peguei dois cobertores e pus em cima da cama.
Depois fui procurar roupas. No armário, eu achei um pijama de quando eu tinha 14 anos que provavelmente caiberia nela, já que Jenna é bem magra.
Pus o pijama sobre a cadeira do computador e procurei por roupas do dia-a-dia, tirei uma calça skinny que nunca mais usei mas que eu não consigo me separar dela, e alguns shorts, uns que esticam e outros que são pequenos mesmo. Blusa é fácil, acho que qualquer uma caiberia nela.
Pus tudo sobre a namoradeira e pronto.
Peguei o pijama e voltei pra sala, saltitante.
- Prontinho. Peguei um pijama pra você. - disse entregando a ela, ela sorriu agradecida.
- 'Cês tão com fome? - John perguntou.
- Não. - Jenna respondeu e disse que sim.
- Ah, tu vai comer sim, senão nada meu vai caber em você. - disse e ela riu. Fui pra cozinha preparar algo pra eles.
De algum modo eu via que Jenna estava sendo sincera, no olhar dela, talvez.
E depois que meu ódio por ela passou, eu percebi que ela não tem cara de vadia mesmo, só as roupas.
Mas sabe... As coisas ficam bem piores quando você percebe que a namorada do cara que você gosta não é uma vadia.
Estava deitada na cama assistindo o filme que tinha acabado de baixar no meu computador, se chama <em>Um Amor pra Recordar</em>, é um filme tão velho, mas que eu nunca assisti. O filme já estava na metade.
Estava escuro dentro do quarto, apenas a tela do computador ligada. As cortinas fechadas, as luzes apagadas e o abajur desligado também.
Jenna ainda estava com , eu acho, ou conversando com minha mãe, mas ela disse que logo viria dormir por estar morrendo de sono.
Rolei até o outro lado da cama e liguei o abajur, estava realmente escuro ali dentro e eu tenho medo disso.
Parece que a qualquer momento alguém aparecerá e puxará seu pé.
Ouvi a porta se abrindo e senti medo disso, esses pensamentos são péssimos pra mim.
- Posso entrar? - Jenna perguntou.
- Não. Vai dormir na sala.
- Okay. - disse meio desapontada.
- Eu tô brincando garota, entra ai. - ela riu e entrou. Eu não sei de onde tirei toda essa intimidade com ela. Acho que eu tinha um pouco de pena dela, eu não sei explicar bem isso.
- Um Amor Pra Recordar? - perguntou e eu fiz um 'uhum uhum' com a boca. - Cara, esse filme é velho.
- Eu nunca assisti, okay.
- Okay, desculpa. - ela sentou-se na cama dela e puxou a coberta pra se cobrir. - Obrigada por me deixar ficar aqui.
- Que isso... Eu que tenho que agradecer. Eu terei alguém pra pertubar agora. - ela riu. - Eu tô baixando um filme de terror.
- Qual?
- Não lembro. - disse me virando pra ela e apoiando a cabeça na mão. - A gente assiste amanhã, pode ser?
- Claro. - levantei-me e pausei o filme que assistia agora e fechei, voltando pra cama. Desliguei o abajur.
- Boa noite.
- Boa noite. - se virou pra um lado. Fiz o mesmo e fechei os olhos esperando o sono chegar.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. - acordei com um grito e um risinho maléfico que logo acabou e ficou tudo quieto.
Olhei pro lado e Jenna estava como eu, sentada, assustada, me olhando.
- Foi você? - perguntei.
- Não foi você?
- Não. Ah meu deus. - Jenna levantou-se e acendeu a luz e voltou a se sentar, agora na minha cama.
- Tá ouvindo isso? - perguntou me olhando e puxando minha coberta pra cima dela.
- Isso o quê?
- Escuta. - fez sinal pra que eu ficasse quieta. Logo eu escutei um barulho de respiração calma e logo ficando mais forte, depois ouvimos passos e a porta se abriu. Gritamos.
- Ah meu deus, o que foi? - John perguntou.
- Foi você que gritou?
- Gritei? Não. Pensei que fosse aqui.
- Ahhhh. Tem um espírito aqui. - disse quase chorando. Percebi ser 3:00 da manhã no relógio digital ao meu lado, abaixo do abajur.
Logo os passos voltaram, John olhou pra fora e fechou a porta e sentou com a gente na cama.
- Não tem ninguém la fora.
- Não faz isso, por favor. - ouvi a voz de uma mulher e mais passos. - Não, por favor. - E gritos.
John olhou pra minha cara como se dissesse 'te odeio', eu não entendi nada. Ele levantou e mexeu no mouse do computador, o filme de terror tava rolando e o som estava no máximo.
- Filha da mãe. - John disse. - Como você consegue ser tão burra, ?
- Err... Eu... - Jenna começou a gargalhar alto e se jogou da minha cama para a dela.
- Você deve ter posto pro filme abrir assim que terminasse de baixar. - John disse. - Burra. Me acordou a essa hora, achei que fosse uma barata, um monstro, e é um filme. UM FILME.
- Desculpe. - disse, voltando a me cobrir. Jenna ainda ria litros, eu sentia vontade de rir, mas com John ali dentro, ele poderia me matar, se eu risse.
Assim que John saiu foi que eu ri de verdade, Jenna estava chorando já.
Depois do nosso ataque resolvemos voltar a dormir.
Acordei com o meu celular tocando Ready to go. Levantei, 2:00 da tarde, Jenna não estava mais no quarto. Fui até a mesinha do computador e peguei o celular, número desconhecido. Atendi.
- Alô?
- 7 days.
- Fala, Kaah. - disse, ela riu. Ela sempre fazia isso, era custume já.
- Como sabe que sou eu? - disse fingindo desânimo. Fui até o guarda roupa pegando uma roupa que uso em casa. Shortinho azul, blusa preta larga, calcinha e sutiã.
- Porque você é a única que tem essa voz chatinha. - disse e ela riu falsamente.
- Vamos sair, eu e você?
- Não posso.
- Mamãe não deixa, é?
- Não, é que tô com visita. Mas você pode vir pra cá se quiser.
- Visita? Quem. - fui pro banheiro e ajeitei minhas roupas em cima da pia e peguei a escova de dente e pasta, e comecei a escovar meus dentes.
- Jenna. - disse.
- Jenna? O QUÊ?
- Éé... Longa história. Vem pra cá?
- John tá ai?
- Não sei. Vou tomar banho, vem pra cá, okay. Beijos.
- Okay, daqui a pouco tô aí.
Fiz minha higiene, fui pra sala e lá estava Jenna, minha mãe e John assistindo tv e almoçando.
Dei bom dia, arrumei meu almoço e me juntei a eles, passava uma novela mexicana na televisão, eu nem me importei.
Só queria saber o que se passava na cabeça de Jenna nesse momento, quer dizer, ela não tem nada, tudo dela está na casa dos pais dela, e se eles doarem?
Eu sentia pena disso, por mais que ela tenha me feito mal, foi por um motivo, e eu acredito nela.
O telefone de casa começou a tocar e John correu pra atender, quase derrubando o prato de comida. Ele passou o telefone pra Jenna, provavelmente era . Ela deixou o prato sobre a mesa e se levantou indo até a janela.
Deixei um pouco de comida cair sobre meu colo e limpei.
Olhei minha barriga, ela estava linda. Daqui a 2 dias eu vou estar com 5 meses. Isso é tão maravilhoso. Saber que logo, logo meu filho vai nascer, mesmo eu estando com medo disso.
- , é o . Quer falar contigo.
- Comigo? - Perguntei a Jenna que assentiu e me passou o telefone. - Oi.
- Oi, tudo bem?
- Tudo sim, e você? - perguntei achando estranho ele vir falar comigo.
- Bem... Err... Eu posso falar com você?
- Você já tá falando. - ri.
- Pessoalmente.
- Okay. É algo sério?
- Não, não. - disse ele. - Estou ai daqui a 15 minutos, pode ser?
- Claro.
- Me espere fora de casa, é um assunto sério. Tchau. - e desligou. Que estranho.
Pus o telefone no gancho e levei o meu prato pra cozinha.
Subi a escada de dois em dois degraus e fui escovar os dentes. Assim feito eu fui ao quarto, e chequei meu celular pra ver se tinha alguma mensagem, ligação perdida ou algo assim.
Percebi que a cortina não se movia e vi que a janela estava fechada, a abri e olhei lá fora.
Estava nublado hoje. Bem escuro o céu, mas nada que se possa dizer que iria chover.
Voltei, fechei a cama de Jenna e pus os travesseiros e cobertores em cima da minha cama, e desci.
Avisei que ia estar ali fora e sai de casa.
Sentei-me nos degraus esperando chegar. Ele não demorou muito. Parou o humilde carrinho dele, abaixou a janela e me chamou com a mão, corri e entrei no carro.
Ele me cumprimentou com dois beijinhos no rosto e começou a andar.
- Onde tá indo?
- Eu não sei. - riu. - Só quero conversar contigo num lugar mais calmo. - ele foi andando com o carro e parou na praça.
Nós saimos e sentamos num banco qualquer.
Ele ficou quieto e eu não o imterrompi.
- Então... - ele disse. - Vou começar. Sabe, eu tava pensando nesse lance do ir embora e tal... - lembrar daquilo me deu uma pontada no peito, parece que eu esqueci dele. Estava feliz ontem sem ele, e isso é péssimo. Parece que é um desrespeito a ele por você estar feliz. - E como ele vai ta' longe, não vai ter como cuidar do bebê. - continuou. Meu deus, eu não havia pensado nisso. - Então, eu contei pros meus pais a verdade e decidi assumir a paternidade.
- Sério, . Você não precisa fazer isso. Se alguém te obrigou ou...
- Ninguém me obrigou. É sério, eu quero cuidar dessa criança. - ele se virou pra mim e eu fiz o mesmo olhando nos seus olhos.
- Mas você não...
- E de qualquer forma eu já contei pro meus pais a verdade. Eu sei que eu não queria mas... - ele desviou o olhar e depois olhou pra mim. - Eu não quero ficar com a consciência pesada. Eu vou assumir. Eu quero.
- Er... Tudo bem então. - disse.
- Mas isso não quer dizer nada, ok? - abaixei o olhar e depois o olhei.
- É claro que não, . Você tá com a Jenna, eu sei disso.
- Eu sei. - ele ficou olhando nos meus olhos com um olhar de pena.
- Não precisa me tratar como se eu fosse uma criança tola, eu entendo. É sério. - continuamos em silêncio, apenas observando um ao outro, ou a paisagem.
- Então, já marcou a ultrassom? - perguntou sorrindo lindamente.
- Minha mãe marcou pra daqui a 4 dias.
- Eu não sei se vou poder ir. Mas vou tentar. Quatro meses, né?
- Cinco daqui a dois dias. - disse sorrindo igualmente. - Depois da ultrassom eu e Kaah iremos comprar roupinhas pro bebê. Merda. Ela já deve ter chegado lá em casa. Eu tenho que ir. - disse me levantando, ele fez o mesmo.
- Eu te levo.
Na viagem da praça até a minha casa, não que fosse muito longe, fomos falando sobre o bebê. Realmente, desde o início, havia mudado muito, e pra melhor. Tinha chego em casa, me despedi de com dois beijos, ele pediu que eu mandasse um beijo a Jenna pois ele precisava correr pra casa e saiu.
Mandei o beijo pra Jenna que ele pediu e fui pro quarto encontrando a louca da fuçando meu computador.
- Hey. O que ta fazendo?
- Nada demais. Onde tava? - ela saiu do computador veio até mim e me deu dois beijos, e se jogou na cama.
- Com o resolvendo uns negócios. - me joguei ao lado dela, ela se virou e apoiou a cabeça na mão me olhando. - Nada, menina. Ele só disse que iria assumir a paternidade do bebê, já que o vai embora.
- O QUÊ?
- É isso, mas cala a boca. Depois eu conto pro povo.
- Aposto que você ficou toda felizinha. - disse começando a fazer cosquinha em mim.
- Não, cara. Ele tá com a Jenna, e se você não percebeu ela, tá la em baixo.
- É, John me contou o que houve. Cara...
- É... Eu sei. Sinto muito por ela.
- Também. - voltou a deitar de barriga porém olhando pra janela aberta. Olhou pra mim. - Vamos sair.
- Pra onde?
- Comprar roupas pro meu afilhado. Ai você chama a madrasta dele.
- Madrasta? Aaaahh...
- Vamos. - ela puxou minha mãe com força me levantando, e correndo escada abaixo. - Jenna. Jenna. JEEEEEEENNA.
- Ai meu Deus. O que que foi? - disse vindo correndo da cozinha com um pano de prato em mãos.
- Vamos sair. - disse.
- Sair pra onde?
- Comprar roupas pro filhinho da .
- Vam'bora. - ela tacou o pano de prato na cara de John que estava sentado e correu escada a cima conosco.
- OW, SÓ PORQUE ESTÁ HOSPEDADA AQUI EM CASA, NÃO QUER DIZER QUE VOCÊ TEM O DIREITO DE ME TACAR AS COISAS. - John gritou lá em baixo. Rimos.
Eu e Jenna fomos tomar banho e nos arrumamos. Eu peguei algum dinheiro e o cartão da minha mãe, enquanto Jenna ia retirar o dinheiro dela no banco.
Jenna quando veio pra cá, por sorte trouxe sua carteira, foi a única coisa, de acordo com ela, que ela conseguirá trazer antes de ser expulsa, lá tinha pouco de seu dinheiro, e dois cartões de créditos.
Ela disse que procuraria um emprego em breve pra ajudar a se manter e ajudar nas despesas da casa, não que quisessemos mas ela implorou pra ajudar.
A Jenna pegou uma roupa e uma sandalinha básica.
- Como tô? - perguntei depois de vestir a blusa xadrez do meu irmão, já que as minhas não cabem mais.
(n/a: Ela não vestia o casaco, apenas a blusa xadrez e a calça)
- Ótima, agora vamos. - disse me puxando pela escada. Ela deu um beijo no meu irmão e saímos.
Kaah estava linda como sempre. Ela usava as melhores roupas, tenho que admitir. Fomos com o carro da até o shopping e entramos na primeira loja de bebê que vimos na frente. Cada uma se separou e foi pra um canto, eu fiquei perto da parte onde tinha brinquedos. Minha filha, ou filho ia ter vários brinquedos no quarto, em todo lugar.
'Merda', pensei. Eu ainda tinha que decorar o quarto dele. Minha mãe arranjou um quartinho, que não era quarto era uma sala onde eu e John jogavamos as coisas que não usavamos mais. O quarto é ao lado do quarto de John, o que é um problema, então a gente decidiu mudar de quarto, ele vai pro meu e eu para o dele.
O nosso quarto tem quase o mesmo tamanho então isso não é problema, o problema é ele dormindo num quarto com o papel de parede rosa choque.
- OWN OWN OWN. - Jenna veio gritando e me mostrou um gorrinho.
- Jenna a criança nem nasceu, como você acha que ele vai usar isso.
- Oooooooooolha que lindiiiiiiinho. - Kaah veio saltitando pro meu lado me mostrando um casaco.
- Gente, a criança ainda não nasceu. Isso não vai caber nela.
- Eu vou comprar. - Jenna disse.
- Eu também. - Kaah falou e eu bati na minha própria testa por aceitar vir aqui com essas lesadas.
No final de tudo compramos coisas necessárias pra um bebê. Provavelmente eu tinha estourado a cartão da minha mãe de tanto que eu comprei.
Compramos fraudas de todos os tamanhos, roupinhas de recém-nascidos e também e pra bebês já mais velho, só que roupas que ambos os sexos podem usar, compramos muitos brinquedinhos, ursinhos, chocalhos e etc. Compramos uma chupeta com dente e mamadeira que é dobrada no bico.
Enfim, saimos quase caindo de tantas compras. As compras maiores eu ia fazer com minha mãe depois da ultrassom.
Tinhamos levado as compras pro carro, e voltado pra lanchar. Jenna e também haviam gastado o dinheiro delas já que elas são madrasta e 'tia' respectivamente. Nós iamos voltar no shopping também pra comprar a tinta pro quarto do bebê, o berço e mais algumas coisas, como carrinho, decorações. Elas fizeram questão de ir também comigo e minha mãe. Eu estava tão ansiosa pra decorar o quarto do bebê, e as duas também queriam ajudar. Voltamos pra casa depois de um lanche no SubWay.
Estavam lá o John, , , e jogando video-game e comendo pizza.
- AJUDAAAA. - disse quase deixando as compras cairem. e que não estavam jogando vieram me ajudar a por as compras em algum lugar.
- Oh meu Deus, você é louca? - perguntou.
- Tem mais no carro, vai ajudar as meninas. - os garotos pausaram o jogo e sairam e logo voltaram com o resto das compras.
- Pra que isso tudo? - perguntou.
- Pro meu sobrinho ou sobrinha. - respondeu abraçando John pelo pescoço.
- Iremos comprar as tintas terça-feira depois da ultrasonografia. E se der, o berço e o resto do quarto.
- Er... . - disse, vindo sentar do meu lado. - Eu falei com minha mãe, ela disse que a gente vai bancar as coisas do bebê, mas já que você comprou
tudo já, ou quase tudo. A gente vai bancar o quarto pode ser?
- Claro. Eu devo ter estourado o cartão da minha mãe mesmo.
- Então... Tem mais outra coisa. - disse ele olhando pro lado e percebendo que todos estavam olhando.
- O quê?
- Vem cá. - ele levantou e eu fiz o mesmo e fomos pro lado de fora da casa.
- Então... - incentivei ele a começar.
- É que... - ele começou a ficar vermelho. - É que... Minha mãe... Ela acha melhor você ir morar lá depois que o bebê nascer. - disse rápido. - Já que aqui é pequeno, e lá tem espaço o suficiente pra você e o bebê. Ela já separou dois quartos, um do lado do outro, pra você e o bebê.
- Er... Tudo bem. Eu não sei se vou conseguir sair daqui e ir pra lá, mas, se sua mãe prefere assim, eu não ligo.
- Ok. Obrigado. - disse ele, voltamos pra dentro de casa e eu dei um pulo no e o abracei pelo pescoço.
Terça-feira.
Era basicamente umas quatro horas da tarde, eu estava deitada naquela cama com minha mãe, e Jenna ao meu lado.
Senti algo gelado e gosmento sobre minha barriga e a médica começou a espalhar o gel por ela.
- Aqui está seu bebê. - ela disse, pude ouvir um 'own' da parte de Jenna e . Ela começou a medir a cabeça dele. - Aqui é o pé. - disse apontando na tela. - e a mãozinha. - minha mãe já estava quase chorando ali de felicidade. Eu me mantinha quieta. - Quer saber o sexo?
- Sim. - Ela mexeu mais um pouco.
- Tá vendo? - neguei com a cabeça. - É um menino.
Estava a caminho do shopping com minha mãe, e Jenna, pra encontrar com e todos nós escolher a decoração e os objetos para o quarto do bebê. Tinhamos acabado de entrar no shopping, fomos indo até a loja de tinta, onde marcamos com ele. Eu já tinha planejado tudo em minha mente, desde a cor das paredes, até o berço do bebê. havia me mostrado na segunda-feira, qual seria o meu e o quarto do bebê. Pelo quarto dele, já deu pra imaginar mais ou menos como e onde ficariam as coisas, e ia ter espaço o suficiente.
Seria difícil eu me mudar, tudo bem que minha mãe passa a maior parte do tempo dela lá, mas o meu irmão chato, a minha casa, meu quarto, tudo que eu tinha vai ser, meio que, deixado pra trás.
Adentramos a loja e lá estava , com aquela calça skinny, aquele cabelo bagunçado e o all star inseparável. Ele cumprimentou todas nós:
- Qual é o sexo? - perguntou meio que ansioso.
- Menino. - disse e ele ficou sem reação, apenas sorriu.
- Já tem alguma em mente, ? - perguntou depois de não ter dito nada e foi mostrar o catálogo de tintas.
- Branco, né? - minha mãe falou. - Ou azul.
- Nãããão. Eu prefiro creme. - apontei pra cor no catálogo. - Não quero branco.
- Não acha que o quarto todo creme vai ficar... Sei lá, estranho? - perguntou. Neguei com a cabeça. - Eu não sei, acho que vai ficar estranho.
- Vamos ver o berço e o resto do quarto, depois a gente decide sobre a tinta. - minha mãe falou, concordamos e fomos até a outra loja, a mesma que havíamos ido há dois dias atrás.
Fomos pra parte superior da loja, onde tinha uns berços, cadeiras de bebês, carrinhos pra crianças maiores, e poucos armários.
Meu celular começou a vibrar no bolso da calça e eu atendi, era :
- Oi amooor.
- Oi.
- O que houve? Por que tá com a voz assim?
- conversou comigo sobre assumir o bebê. - disse. - Tive que contar pros meus pais e eles disseram que não vão mais bancar nada, só se for com meu dinheiro e...
- Eiii. tá bancando tudo, não se preocupe.
- Eu queria ajudar, mas eu não sei se o dinheiro que eu tenho vai ajudar muito.
- Que é isso! Se você comprar uma roupinha pra ele já tá de bom tamanho.
- Ele? É menino?
- É.
- Ah, merda. - disse, fui caminhando atrás da minha mãe que conversava com o povo. - Eu queria estar taaanto aqui pra vê-lo.
- Calma... Você vai vê-lo um dia.
- Um dia... - ele repetiu. - Parece tão longe...
- Fica assim não... Olha. - disse ao ver que minha mãe me chamava. - Preciso desligar, mas mais tarde você pode passar na casa do , a gente vai começar a pintar, e eu quero sua ajuda.
- Ok. Beijo.
- Beijo. - desliguei e fui até minha mãe.
E no final, havíamos decidido tudo e comprado tudo, ou quase. Os móveis chegariam daqui a quatro dias ou uma semana no máximo. E eu estava tão ansiosa!
Estava eu, , , Jenna e John forrando o chão com jornal pra começarmos a pintar, era quase onze horas da noite, mas nem ligamos. Decidimos a cor, todos concordaram e pronto, seria essa.
Haviamos feito uma nova planta do quarto, agora num papel, John desenhou, e eu e escolhemos onde cada coisa ia ficar.
Eu me sentia brincando de casinha, como quando eu era pequena, a única diferença é que o papai não é da mamãe. Depois de ter forrado tudo, e ter tirado os objetos que ainda tinha naquele quarto e passado pra um quarto de hospedes começamos a pintar as paredes. Eu e John com a parede maior, e Jenna na outra maior, e nas duas que sobraram.
O pai de chegou depois com alguns materiais que não havíamos pensado, mas logo já arrumamos um lugar pra ele. Talvez não terminaríamos a pintura hoje, dependendo da disposição de cada um, eu por exemplo, pintaria o quarto todo e ainda arrumava os móveis sem me cansar. Parece que essa brincadeira de papai e mamãe ta ficando divertida.
Cinco dias depois, num domingo, os móveis chegaram a tarde. havia me ligado pra avisar e lá fomos nós de novo pra casa dele.
Havíamos terminado de pintar as paredes em três dias, porque os meninos não me deixaram agilizar o negócio, porque senão já estaria pronta no primeiro.
Chegamos lá com mais uma integrante pra ajudar, . Foi uma gritaria sobre onde cada móvel deveria ficar que até incomodou o pai de , que decidiu nos ajudar a ajeitar o quarto depois que havíamos o acordado.
O quarto ficou perfeito, só faltou por as roupas que já tínhamos do bebê no armário, as fraldas, e alguns brinquedos que ainda estavam na minha casa. Depois do quarto pronto o bebê havia ganhado muito mais presentes, entre roupas, fraldas e brinquedos. Parentes que eu não via a séculos surgiram pra me parabenizar, ou dizer que eu era muito nova pra estar grávida, mas foi algo bem interessante, sabe, aprender a lidar com a raiva com seus parentes, e assim você supera qual quer um. Ou não.
E outra coisa, Jenna arranjou um emprego. Numa cafeteria na esquina do colégio, agora é pra lá que nós iremos após as aulas. O dinheiro que ela consegue vai pra ela comprar as suas próprias roupas, porque ela usa as minhas, eu não me importo, mas ela disse que ela sim, e comprar o que ela precisa pra sobreviver. Ela diz que recebe muita cantada lá dentro, também, aquela menina é perfeita. O sonho de toda menina é ser a Jenna, sem brincadeira, e também porque lá só tem mulheres feias.
está a procura de emprego também, junto com e John.
porque quer me ajudar com o bebê, eu já disse que não precisa mas ele insiste. porque, bom, ele é o pai, né? John porque ele vive sem dinheiro pra sair com a , porque ele quer ajudar nas despesas com minha mãe, já que depois que o bebê nascer só será eles dois, e porque ele vai ajudar com o sobrinho dele.
1 mês depois...
Pus um vestido listrado largo preto e branco, e uma botinha preta e desci as escadas, encontrando com John, e Jenna. Peguei meu celular sob a mesinha de centro, e os chamei pra sairmos de casa. Estávamos indo pra casa de , pra sua festinha de despedida, ele iria pro Rio Grande do Sul dois dias depois, eu estava mal, assim como os outros meninos, mas o que eu poderia fazer? Pegamos o carro da minha mãe, John foi dirigindo e ao seu lado.
A festa não ia ser aquela festa de antes, ia ser uma reuniãozinha pra os amigos mas com tudo que uma festa tem o direito. Chegando lá, vimos , , , , Evan, Tracy, Sean, Caleb, e mas outros dos amigos de que eu não conheço. Cumprimentamos todos, e fomos pra varanda dos fundos, onde tinha umas pessoas na piscina, outros sentados nas espreguiçadeira conversando e bebendo.
Uma música meio agitadinha rolava, e algumas pessoas até dançavam, mas parecia já estarem bêbados. Caminhei até onde estava, conversando com Tracy e Caleb, e tapei seus olhos com as mãos.
- . - disse e eu sai de trás dele e o abracei.
- Tava com saudade de você. - disse. havia ido até a casa da avó dele, no interior, e passou quatro dias lá, quando voltou, tinha anunciado a festa no Facebook e nem deu tempo de visitá-lo antes.
- Também. - me soltei dele e cumprimentei Tracy e Caleb, que começaram um assunto muuuito interessante sobre ovelhas.- Vai me levar no aeroporto domingo? - perguntou indo a caminho de onde ele havia posto as bebidas.
- Não vamos falar disso, ok? Eu não quero me separar de você. - sorri e peguei um copo de refrigerante pra mim.
- Eu também não. Bom, minha mãe falou que eu vou poder visitar você quando o bebê nascer. - sorriu e eu fiz o mesmo. - Até lá eu já tenho 18 anos e eu vou poder vir de qualquer forma. - sorriu. Fomos até o nosso grupinho que estava sentado no chão conversando, sentei ao lado de Jenna e , que sentou ao lado do .
- O que vamos fazer amanhã? - perguntou virando sua bebida.
- Eu quero jogar hockey de mesa. - disse sorrindo, todos me olharam. - Qual é, é tããão divertido.
- Nós podemos ir no shopping. - falou. - E levarmos a pra jogar hockey de mesa.
- Eeee. - disse.
- Não queria ir no shopping. Queria fazer algo diferente com vocês. - falou. Ficamos todos quietos.
- Gente. Que deprê tá isso. A gente tem que curtir. - falou. - Não quero ficar na fossa.
- tem razão, isso tá muito péssimo. - disse. - O que vamos fazer amanhã?
- Hockey de mesa?
- Não, , não vamos jogar hockey de mesa com você. - John disse quase gritando.
- Poxa. - abaixei a cabeça fingindo chorar. Jenna me abraçou de lado. - Então a gente pode ir assistir o jogo de hockey do time do colégio. - levantei a cabeça com um sorriso enorme no rosto.
- A gente pode levar a no shopping, ela joga o hockey de mesa dela com alguém e depois, a gente ficar por lá no shopping, e de noite a gente invade a festa de alguém lá do colégio, porque obviamente alguém estará dando uma festa. - opinou.
- É, pode ser. - concordou.
- Quem vai jogar hockey comigo? - perguntei e todos ficaram quietos.
- Eu jogo, . - disse depois do silêncio. Sorri.
havia se levantado e ido conversar com mais algumas pessoas que chegavam, enquanto nós conversávamos e bebíamos. Eu resolvi ir comer alguma coisa na rua, avisei aos meninos e me levantei saindo da casa de . Fui para a lanchonete mais perto da casa de , a que fica na outra quadra da casa dele, comprei um sanduíche natural e comecei a comer ali mesmo. Assim que terminei de come-lo eu me levantei, paguei e comprei uma garrafinha d'água. Fui voltando pra casa de . Apesar de estar bem tarde, ainda havia pessoas circulando na rua, o que a torna bem menos perigosa.
- Oi. - dei um pulo quase me molhando. - Calma menina, sou eu. - Evan disse.
- Oi. - disse me acalmando e voltando a beber minha água.
- Não acha meio tarde pra uma bela dama estar na rua? Você pode ser assaltada. - ri.
- Olha quanta gente na rua.
- Não deixa de ser perigoso. - disse, viramos pra entrar na casa de .
- Pensei que estivesse na casa do , bebendo com a Tracy. - Afinei a voz ao falar o nome dela.
- Vai me dizer que está com ciúmes da Tracy? - ele riu. Eles foram namorados por longo tempo, mas os dois são uns canalhas, então não deu muito certo.
- Só não gosto dela. Quer dizer, ela é legal, mas não gosto de como ela age.
- Sei. - disse meio duvidoso. - Bom, eu vim aqui te procurar.
- Me procurar?
- É. - ele segurou na minha mão e me puxou pra cozinha. - Queria dizer que... Na verdade, eu não queria dizer, queria fazer isso. - ele tocou os lábios dele nos meus de leve.
Eu quebrei o beijo e dei um passo pra trás me encostando na bancada, olhei pro Evan, que olhava pros pés, fiz o mesmo, sentindo minhas bochechas queimarem.
- Err... - Evan começou. - Eu não vou me desculpar porque...
- Por que você fez isso? - perguntei o cortando e olhei pro mesmo. Ele adorava fazer isso com as meninas, e depois as jogavam fora, canalha.
- Porque... eu acho que te amo. - disse baixo ainda olhando pros pés.
- Ahh, para Evan, quando é que você vai aprender a não fazer isso com as garotas?
- É sério.
- Ta bom, Evan. Eu to grávida.
- Eu não me importo. É sério, , eu acho que estou afim de você mesmo. Se eu não tivesse eu já teria pego a Tracy de novo, hoje. Por favor, acredita. - disse olhando nos meus olhos. Eu pude ver um brilho em seus olhos e percebi que ele dizia a verdade mesmo. Sorri e ele fez o mesmo.
- Olha, eu preciso pensar um pouco, é muita coisa pra minha cabeça. - ele sorriu e murmurou um 'ok', me deu um beijo na bochecha e saiu.
Respirei fundo me virando e indo pra área da piscina, encontrei Jenna e
conversando com os pés dentro d'água e fui até lá, fiz o mesmo que elas.
- Foi fabricar o sanduíche? - perguntou já um pouco alterada pela bebida.
- Evan me beijou.
- O QUÊ? - as duas gritaram.
- Calem a boca.
- Como foi?
- Foooooi... Um selinho só. Ele tem a boca macia. - sorri e elas fizeram som meio que malicioso.
- O que ele disse? - Jenna perguntou empurrando pra ficar mais perto.
- Que acha que me ama. - elas fizeram 'own'. - Eu não entendo. Ele não é assim.
- Todo mundo pode mudar, . - disse Jenna com um olhar meio significativo, sorri e olhei pra baixo mexendo meus pés na água.
Comecei a reparar o quão quente estava a água e comecei a passar a mão por ela. Quem visse me acharia uma retardada, olhando o nada e passando a mão na água. Retirei a mão de lá, limpando-a no vestido. Retirei meus pés também, e fiquei de lado pra piscina, com os joelhos dobrados, e com as mãos envolta das pernas.
- Why so serious? - tocou meu ombro e se sentou ao meu lado, pondo a mesma sobre suas pernas que estavam como as minhas. - Ta triste?
- Não, só pensando.
- Em o quê? Posso saber?
- Não. - disse rápido, mas logo levantei a cabeça pra me consertar. - Quer dizer... É coisa minha, sabe...
- Sei. E o como vai ser com o Evan?
- Como assim? - olhei pra ele e o mesmo riu.
- Eu vi o beijo. - disse, me senti corar e olhei pro lado. - Sabe, acho que você devia investir nisso. Eu não falo muito com ele, mas... Ele parece gostar mesmo de ti.
- Como sabe? - perguntei procurando Evan com os olhos, ele estava sentado numa espreguiçadeira conversando com Jenna e , alguma merda elas estavam fazendo.
- Porque, ele meio que perguntou pra mim se eu também sou afim de você. - o olhei e fiz sinal pra que ele prosseguisse. - Eu... Eu disse que tava com a Jenna e nós somos apenas amigos, e perguntei por quê.
- E o que ele disse?
- Disse que não era nada, mas eu vi nos olhos dele que ele tava mentindo. Isso pode até soar um pouco gay, mas é verdade, tem gente que não sabe mentir, ele definitivamente não sabe. Acho que ele gosta de você mesmo.
- É... Talvez.
- Vai conversar com ele. - disse me empurrando de leve com o ombro. Olhei pro lado e vi que as duas já tinham saído de perto dele. Me levantei e ele fez o mesmo.
- Obrigada. - sorri e ele me deu um abraço rápido, tive que segurar o ar por 10 segundos. Fui pro outro lado da piscina e me sentei na mesma espreguiçadeira que Evan estava sentado. - Oi de novo. - disse e ele sorriu fraco.- Aconteceu algo?
- Você e o ...
- Não, que isso. - o cortei antes de que ele terminasse a frase. - Nada acontecendo. Não se esqueça que ele tem namorada, e a namorada dele é minha amiga e parceira de quarto, agora. - sorri e ele fez o mesmo.
- Então, o que você acha sobre sair comigo?
- Sair com você? - perguntei e ele fez sim com a cabeça. - Ah, pode ser.
- Pode ser amanhã?
- Não, nem amanhã, nem domingo, porque é quando vai embora. Segunda depois do colégio a gente pode almoçar, o que acha?
- Almoçar. Claro. Eu escolho o lugar, pode ser? - balancei a cabeça e sorri. Ele havia ficado tão animado com isso que deu até vontade de apertar as bochechas rosadinhas dele e bagunçar aquele cabelo loiro.
Continuamos conversando até umas três da manhã, eu já não me aguentava em pé, e ele percebeu isso então disse que me levaria em casa, avisei ao John, falei com , e fui com Evan pra fora do local. Entramos no carro dele, e ele dirigiu até a minha casa, que não era tão longe, mas as ruas podem estar perigosas a essa hora, ou não, porque a maioria dorme com a porta aberta. Ele parou o carro na entrada, me levou até a porta, me deu um beijo na bochecha depois de se despedir. Assim que eu entrei em casa o carro dele foi embora, subi pro meu quarto, tomei um banho rápido e cai na cama com a primeira roupa que eu vi, um pijaminha.
Minha mãe estava em casa, mas ela só não nos esperou acordada por saber que estávamos com John e os meninos. Adormeci minutos depois, pensando no quanto Evan mudou.
Abri os olhos assim que percebi ter alguém dentro do quarto, ouvi mais passos e algo pesado e molhado cair nos meus pés. Peguei meu travesseiro e taquei em John assim que eu o vi de toalha, ele gritou e a toalha caiu e eu gritei junto com ele tapando os olhos.
- Mas que merda. - disse enrolando a toalha no seu quadril.
- Que merda digo eu, o que você faz aqui?
- dormiu aqui e eu deixei ele e Jenna dormirem no meu quarto, então vim pra cá. - me calei, saindo da cama, percebi ser uma hora já.
- Que horas chegaram?
- Não muito depois de vocês. Já íamos vir, só demos tempo de você e Evan se pegarem. - ele riu.
- A gente não se pegou. Ele só veio me trazer aqui. - sorri como uma boba. Ele me olhou como se eu fosse uma idiota e eu fiquei sério, ele se virou pra sair do quarto. - Hey. - o chamei e ele se virou. - Você tem uma bela bunda. - ele veio rápido até a cama e me tacou o travesseiro da cama de baixo. Ri alto, e ele saiu do quarto.
Peguei uma roupa qualquer de ficar em casa, tomei um banho, escovei os dentes e penteei os cabelos que estavam um ninho, por sinal, e desci pra cozinha. Abri o armário e procurei algo de bom, peguei um cereal de chocolate, pus sobre a pia, peguei leite na geladeira, e uma vasilha onde preparei meu café da manhã. Guardei tudo e fui pra sala, sentei no sofá e liguei na TV, passava jornal e falava mais uma vez sobre a chacina que ocorreu na Argentina.
Não que eu não ache 'bom' divulgarem, mais isso aconteceu a uma semana atrás, já ta na hora de mudar de assunto.
- , shopping agora. Vai se arrumar. - John gritou. Terminei o meu cereal subi as escadas correndo e peguei a primeira roupa que vi na frente (Short rasgado, uma blusa larga preta). Vesti, calcei uma sandalinha branca, escovei novamente meus dentes.
Peguei meu celular e minha carteira, pus no bolso do short, ajeitei meu cabelo num coque alto e fui pro quarto do John.
- To pronto. - sorri, e Jenna estavam sentados na cama conversando animadamente.
- Nossa, calma, a gente nem tomou banho. - disse.
- Então usem meu banheiro, rápido. To na sala esperando. - sai correndo e ouvi Jenna gritar 'isso tudo pra jogar hockey de mesa?'. Ri e sentei-me no sofá esperando todos se arrumarem.
Eles demoraram horas, fato, e me deixaram mais entediada do que nunca assistindo a novela estranha que minha mãe assiste. Depois, fui esperá-los no carro de , liguei o som e pus o primeiro CD que vi, By the way começou a tocar.
- 'Dani the girl is singing songs to me Beneath the marquee... of her soul By the way I tried to say I'd be there... waiting for'... - John cantou.
- Nossa, que velho. - Jenna comentou. Entrando no banco de trás junto com John. Eu estava no do motorista. abriu a porta e fico me olhando.
- O que faz ai?
- Vou dirigir.
- Meu carro? - balancei a cabeça - Não vai mesmo.
- Por favor, é só até o shopping, não é longe.
- Você nem sabe dirigir.
- Eu apreeeeeendo.
- No meu carro? - ele me olhou sério e fiz 'sim' com a cabeça sorrindo. - Não. Sai dai.
- Mais por que você tem que ser tão chato?
- Porque eu não to afim de que quebrem meu carro. - passei pro outro lado e fiquei quieta. - Eu deixo você estacionar SE tiver um bom espaço. - ele disse dando uma ênfase exagerada no se. Sorri pra ele.
Como previsto, o estacionamento estava lotado e não me deixo estacionar alegando que eu bateria em algum carro. Jogamos o hockey de mesa assim que chegamos, John até entrou e jogou comigo, mas é claro, ele perdeu, assim como . Demos algumas fotos no shopping, olhando as vitrines e as lojas, e logo fomos almoçar no primeiro restaurante que vimos pela frente.
Na metade do dia eu recebi uma mensagem do Evan falando que ia rolar uma festinha na casa de um dos amigos dele, e me chamou pra ir. Eu perguntei se a galera podia ir e ele aceitou de boa. Digamos que hoje prometia. Ou não.
Terminei de enrolar o meu cabelo com a prancha, passei uma maquiagem básica, depois de escovar dentes e fui pro quarto, vestindo o meu vestido novo, sentei-me na cama e calcei minhas sandálias preta de salto baixo, peguei minha bolsinha, que estava em cima do travesseiro com meu celular e dinheiro dentro.
Desci as escadas, mandando beijo pra minha mãe e avisando que voltaria com os meninos, como sempre fazia, e sai, John havia ido até a casa de a buscar e eu fiquei em casa pra terminar de me arrumar. Comecei a caminhar até o ponto de ônibus pra ir até a casa do amigo de Evan, que morava bem longe por sinal. Cheguei no ponto provisório, pois estava tendo uma reforma na rua em que tinha o ponto e sentei num banquinho ao lado de uma mulher baixinha com uma criança no colo. Senti meu celular vibrar e abri minha bolsinha, que estava em cima das minhas pernas.
"Quer que eu vá te buscar?
- Evan"
"Já to no ponto.
- "
"Posso te buscar aí, não é seguro você ficar andando sozinha a essa hora.
- Seu futuro namorado."
"KKKKK'. São 9 horas ainda. Ok, futuro namorado, se insiste, pode vir me buscar, to no ponto provisório.
- ."
"Ok. Não saia daí.
- Evan."
Ri com os comentários dele sobre ser meu futuro namorado, e confesso que até fiquei um pouco feliz, sabe. Eu preciso disso, preciso que alguém me ame.
Talvez eu devesse investir nessa namoro.
Evan estacionou seu carro um pouco mais pra direita, e saiu me chamando com a mão, levantei, esbarrando na mulher ao meu lado, pedi desculpas e fui até ele, entramos no carro novamente.
Ele me deu um beijo no rosto e eu sorri.
- Vamos? - perguntei e ele assentiu. Conversamos assuntos variado e sem muito sentido até chegar na festa. Ouvimos umas 15 músicas pelo caminho todo, mais ou menos.
- Olha, tem uma lanchonetizinha ali, se quiser beber ou comer algo é só me falar que eu te levo lá. - disse apontando. - Acho que você só deve encontrar água e cachaça aqui. Quer dizer, eu acho que tem água, né.
Entramos na festa, a música era tão alta que parecia que eu ficaria surda, fomos pra área dos fundos, e ficamos perto da piscina.
- Quer algo? - perguntou.
- Qualquer coisa.
- Ok, vou buscar. Não saia daqui. - disse voltando pra casa. Me encostei na parede e fiquei esperando-o. Não era nem 11 horas e as pessoas já pareciam ter passado do limite ali, umas se pegavam na piscina, outras no cantinho, outras pareciam loucas demais pra pensar em algo, e tinham alguns que pareciam que logo logo entrariam em coma alcólico.
- Oi, . - Tracy chegou perto sorrindo. Fiz o mesmo com um pouco de medo. Sabe, né, ela é ex do Evan, é melhor manter um pé atrás. - Tudo bom?
- Tu-tudo e você? - perguntei estranhando, ela quase nunca vinha falar comigo.
- Bem. Tá com medo de mim?
- Er... Não. Nãããão, que isso. - disse meio que desesperada e ela riu.
- Olha, não precisa ter, eu não gosto do Evan, você pode namorar ele, sério.
- Não estamos namorando só saindo.
- Mas vocês vão, eu aposto. Ele é um cara legal, e parece gostar de você, mesmo. Ao menos eu não vi ele com ninguém nesse mês, e isso é... estranho, porque você sabe como ele é, né. Ele pode estar gamado, ou doente.
- Trouxe... Tracy?
- Não isso é coca-cola. - disse tirando da sua mão e bebendo. - Pepsi na verdade. - sorri.
- Oi Evan. - Tracy falou sorrindo pra ele.
- Oi. Aconteceu alguma coisa?
- Não, só vim falar com ela. Estava sozinha, eu pensei que você não tinha chegado.
- Ahhh tá. - disse bebendo um pouco do líquido verde de seu copo.
- Vou falar com o Caleb, tchau gente. - demos tchau quase em silêncio enquanto ela ia embora.
- Espero que ela não tenha dito nenhuma merda a ti. - disse me olhando nos olhos.
- Não... Ela só disse que acha que você tá apaixonado.
- Por ela? - perguntou assustado.
- Não... - ri mas logo fiquei envergonhada. - Por mim.
- Hm...
- E você está?
- Quê?
- Apaixonado por mim.
- Depende de como você ver isso. - disse sorrindo de um jeito que deixaria qualquer menina apaixonada.
- Acho que é bom.
- Então... Eu estou sim. E você, o que acha disso?
- Acho que você teria que me fazer apaixonar por você também. - disse e ele sorriu, sorri junto.
- Não seria um problema. - disse chegando perto e pegando na minha cintura, e aproximando seus lábios dos meus, não resisti, e colei os meus no dele começando um beijo lento. Sua boca era tão macia que parecia que eu estava beijando algodão-doce, e sua boca tinha um gosto de morango tão bom. Eu não sei como consegui interromper aquilo.
- Você é gostoso. - disse perdida nos seus olhos pretos. - Digo, não, seu gosto é... - corei violentamente e ele sorriu, e beijou minha bochecha sem me largar.
- Você é tão fofa. Linda. - sorriu. - Namora comigo? - me espantei com o pedido. Ele ficou um pouco nervoso com minha reação.
- Se prometer não me magoar. - disse depois de minutos de espanto.
- Prometo, prometo ficar ao seu lado sempre, e ver todos esses filmes de mulherzinha com você e deixo você falar a fala de todos os personagens por ter visto um milhão de vezes. - ri. - E não vou amar só a você a cada dia, eu vou amar o seu filho também. - paralisei, quase chorando de emoção.
- Então pede de novo.
- Casa comigo? Digo. Namora comigo? - rimos. Mais de nosso nervosismo do que do erro em si.
- Caso sim. - sorri e ele me beijou novamente.
Acordei sentindo dois pesos pulando na minha cama, me virei, ficando de barriga pra cima e, ao perceber ser e Jenna, me virei de barriga pra baixo novamente e taquei meu travesseiro nelas.
- Nada disso garota, queremos saber de tudo. DETALHADAMENTE. - Jenna disse puxando minha coberta.
- Anda, levanta. - Kaah tacou o travesseiro nas minhas costas.
- Okaaaay. Me deixe apenas escovar meus dentes. - disse me levantando e indo até o banheiro. Depois de fazê-lo lentamente só pra irritá-las voltei pra cama, e me sentei de frente pras duas. - O que querem saber? - sorri.
- Não seja cínica, você sabe. - Jenna disse.
- Sei não. - disse falsamente. Kaah ficou de costas, se abraçou e começou a imitar um beijo selvagem, rimos.
- Conta tudo. A gente viu vocês lá no maior clima e depois se pegando e saindo juntos de mãos dadas. - Jenna gritou com os olhos brilhantes.
- Ele me pediu em casamento. - ri alto ao lembrar da cena, do nosso nervosismo de cada mínino detalhe. - A gente tá namorando. - disse depois de perceber que elas não entediam. Elas gritaram.
- Que mais que mais?
- Ele disse que ta apaixonado por mim, e que não vai me fazer sofrer, e que vai assistir filmes de menininhas comigo e que vai me deixar falar as falas dos personagens e tal. - Elas fizeram 'own' e me abraçaram.
- Tô tão feliz por você amigaaaaa. - Kaah disse.
- Eu também. - Jenna disse e eu sorri.
- O que eu achei mais lindo. - disse me separando delas. Meus olhos enxeram de água. Grávida são choronas, eu já era antes, agora grávida, ferrou. - Ele disse que não vai amar só a mim, vai amar o meu filho também. - a primeira lágrima escorreu de felicidade. Elas gritaram e me esmagaram mais ainda.
- OW OW OW. QUE GRITARIA É ESSA? EU TO TENTANDO DORMIR. - John apareceu na porta só de cueca. Jenna gritou tampando os olhos. Taquei meu travesseiro nele e o mesmo se tampou. - O que houve? Sabia que aquele babaca...
- NÃO, JOHN. - Kaah disse se levantando e saindo com ele do quarto. Ouvi um 'OWNNNNNN' alto e exagerado e em menos de 10 segundos John pulou na minha cama feito uma menina e me abraçou. Ri.
- Não deixe ele ser mais um babaca, M.
Deitei-me novamente no sofá assim que terminei de beber meu suco de uva, aquela roupa estava extremamente desconfortável, a blusa apertada e o short apertado. Eu nem havia comido demais.
Tirei a blusa ficando apenas de sutiã e abri o zíper do short.
havia ido pra casa com John e Jenna foi encontrar com , estava sozinha, já que mamãe trabalhava.
Na verdade, sozinha por pouco tempo já que o John havia acabado de mandar uma mensagem avisando que estava chegando e pra eu abrir a porta pra ele pois não levou a chave.
Levantei-me e retirei o copo de cima da mesinha de centro e levei pra cozinha, o lavei rapidamente e enquanto eu o botava dentro do armário ouvi o barulho da campainha.
Sai da cozinha e abri a porta.
- Nooooooooooooooooooooossa. - Evan falou e eu corei violentamente. - Ótima recepção.
- Ah Deus... Espere um minuto. - fechei a porta antes dele responder, fechei meu short e vesti a blusa apertada que estava sobre o braço do sofá.
Abri a porta e ele meio que me olhou chateado.
- Preferia antes, essa blusa parece que está te sufocando. - me deu um beijo.
- E está. - disse e ouvi a risada fofa e engraçada, dele.
O mesmo se jogou no sofá, sentei ao seu lado, encostando a minha cabeça no seu peito, e ele passou o braço pelo meu ombro.
- O que veio fazer aqui?
- Te ver, te chamar pra ir no shopping.
- Hmmmm. - sorri. - Vamos jogar hockey de mesa?
- Se você quiser...
- Okay. Eu vou me arrumar. - subi as escadas correndo pra tomar um banho rápido. Já viram o quanto eu sou viciada em hockey de mesa. Eu tenho até uma mesinha de hockey de quando eu tinha 13 anos.
Eu só comecei a jogar mesmo com 14, e aos 15 eu já tinha viciado. Minha mesinha tinha menos de 100 cm mais eu jogava de boa com o ou com o John.
Terminei meu banho, escovei meus dentes e corri pro quarto. Vesti minhas roupas íntimas, peguei um shortinho defiado jeans claro, e vesti uma bata cinza.
Peguei meu celular e a carteira e pus dentro do bolso do short. Penteei meu cabelo no banheiro e voltei pro quarto, pegando meu Post-it rosa. Escrevi:
Colei na porta do quarto de John e desci as escadas correndo encontrando Evan assistindo tv.
Ele desligou a tv e se levantou.
- Foi rápida. - sorri e saimos. Entramos no carro dele e ele deu partida.
Fomos calados, ele dando toda sua atenção na estrada e eu na paisagem ao meu lado. Ele havia passado direto pelo shopping.
- Evan... O estacionamento é pra lá. - apontei. - Aonde tá indo? - ele riu.
- Calma menina, não tô te sequestrando. Decidi te levar pra um lugar melhor que o shopping. - sorriu.
- Ta me levando pro Motel?
- Se você quiser ir pra lá... - eu o olhei assustado e o mesmo riu. - Você mesma disse que era um lugar melhor que o shopping.
- Foi esse seu sorrisinho. - corei.
- Não foi não. - disse ligando o rádio. Tocava Taylor Swift - You Belong With Me. - If you could see That I'm the one Who understands you Been here all along So why can't you see me You belong with me You belong with me. - cantou olhando na minha direção de vez em quando.
A música acabou e em menos de um minuto ele estacionou o carro em frente a um terreno que agora é um parque.
Esse parque foi inaugurado ontem até onde eu sei.
Tinha muita gente lá, casais, crianças, mães, tudo.
Evan me abraçou pela cintura e foi me guiando em quanto eu observava tudo.
- PARA. - gritei e ele parou me soltando. Caminhei até uma barraquinha e comprei um algodão doce de rosa. Voltei e pus o algodão doce em frente a boca dele.
- Não, obrigado.
- Tô mandando não tô oferecendo. - ele me olhou assustado e comeu um pedaço. Puxei ele pelo pescoço e o beijei. Ele se separou de mim e me olhou.
- Não entendi. - sorri maliciosamente.
- Isso é muito gostoso. - tirei um pedaço do algodão doce com a mão e pus na sua boca, ele comeu e eu voltei a beija-lo.
Além do gosto do algodão doce ter ficado na boca dele, ela era tão macia e quente que não dava vontade de separar a sua da dele.
Ele sorriu e eu fiz o mesmo. Mas de algum modo, naquele sorriso dele, eu pudi ver o que ele sentia. Era amor.
Continuamos nosso passeio pelo parque, fomos na montanha-russa, na roda gigante, nos carrinhos bate-bate, nos joguinhos das barracas, fomos em todos os brinquedos praticamente.
Comemos um cachorro quente na entrada antes de irmos embora e voltamos pra minha casa.
O dia, digamos, foi perfeito, o Evan foi perfeito, tudo foi.
Chegamos na minha casa por volta das 10 horas, John estava com minha mãe assistindo filme.
Digamos que foi um susto pra ela, porque ela não sabia sobre o Evan.
Eu apresentei ele, como meu namorado, só faltou ela pular no pescoço dele de tão feliz que ficou.
Nunca vi uma mãe ficar feliz daquele jeito pela filha estar namorando. Eles conversaram a noite inteira, ela até fez ele jantar lá, mesmo a gente tendo 'jantado' na rua.
A única sorte de tudo foi que ela não o fez ver minhas fotos quando era bebê. Não que ela faria, mas isso sempre acontece nos filmes.
Deitei na minha cama após ter me arrumado e acabei adormecendo por estar tão cansada.
1 semana depois.
A despedida de foi péssima, acho que nós nunca choramos tanto na nossa vida.
Ele disse que voltaria quando eu estivesse com 9 meses, e que nos amava. Ele também chorou litros.
Foi triste vê-lo assim, e foi triste ficarmos sem ele.
Sem aquele sorriso, aquelas palhaçadas sem tudo.
Depois da despedida dele, ficamos uns 3 dias sem nos falar normalmente, depois resolvemos que deveríamos seguir nossa vida, não deveríamos ficar assim, porque em breve, nós estaríamos nos separando também.
Aula na segunda feira significa pra mim: corte os pulsos.
Nossa senhora, por mais que tenha sua matéria favorita, assistir aula na segunda feira de manhã é um saco, ainda mais quando os três primeiros tempos são matemática.
O sinal, graças a Deus, bateu. Eu levantei quase que em um pulo, peguei a minha mochila e sai da sala rapidamente.
Fui até meu armário, deixei minha pequena mochila lá dentro tirando apenas minha carteira e celular e fui pro refeitório.
Peguei meu lanche diário: Cereal, caixinha de leite, suco de uva, chocolates e tic-tac de laranja.
Fui pra mesa e sentei ao lado de John e .
Despejei meu cereal na tigelinha e o leite por cima e comecei a comer.
O pessoal chegava aos poucos com suas comidas.
Vi Evan entrando no refeitório, ele olhou na direção da mesa que sempre sentávamos e mandou um beijo no ar, fiz o mesmo. Ele sorriu e foi sentar com os amigos dele.
Sabe, não é porque estamos juntos que ele vai deixar de sentar com os amigos idiotas dele, né.
Okay, nem todos são, apenas o Christian era. Eu não ia com a cara dele mesmo. Ele é um manipulador, idiota, que não tem nada na cabeça.
Curiosamente ele é o melhor amigo de Evan.
- Hey meninos e . - Jenna sentou com que apenas sorriu pra nós. Acenei com a mão e voltei a prestar atenção no que comia.
- Genteee. - chegou praticamente jogando seu prato na mesa. - Sabem que mês estamos?
- Não, , não sabemos. - disse.
- Estamos em outubro, véy, outubro. Daqui a alguns dias vai ser novembro.
- Juuuuuuuuuuuuuuura? - , , Jenna e John falaram juntos.
- O que eu to querendo dizer é que depois de novembro...
- Vem dezembro. - disse e riu.
- Vem a formatura. A FORMATURA, GEEEEENTE.
- E o que tem?
- A gente vai sair dessa merda, a gente vai entrar na faculdade. FACULDADE, CARA.
- Eu não vou pra faculdade. - disse.
- John, Jenna e vão então pronto. Galera, a gente vai se separar, não entendem. Nunca mais nos veremos.
- Claro que nos veremos, . - John a abraçou pelo ombro.
- Ah claro, vai fazer medicina, eu moda, Jenna arquitetura, e você produção musical. Claro que nos veremos.
- Na verdade, eu não sei se vou entrar na faculdade tão cedo. Tenho um bebê pra cuidar, lembra?
- Vocês nem estão ligando. A gente nunca mais vai se ver, e vocês não estão nem ai. - ela se levantou e saiu andando.
- Calma ai, Kaah. - John levantou e foi atrás dela.
Ela sempre foi sentimental assim, não que eu fosse sem coração, eu também sou bastante sentimental, eu também andei pensando nisso, sobre sentir falta da galera, mas eu prefiro esconder.
Ela é quase que um livro aberto, todo mundo sabe da vida dela, todo mundo do grupo, claro.
Tudo que ela sente ela conta pra todos, e por mais 'mau' que seja, às vezes a gente nem liga.
- Ela tá certa. - disse.
- É... - Jenna falou. - Será que a gente deve ir lá falar com ela?
- Não, espera o John falar com ela. - disse enquanto subia a blusa da Jenna que estava caindo, aparecendo o sutiã vermelho. Se fosse algum tempo atrás eu a chamaria de vadia por usar aquilo.
Mas aquele sutiã era meu. Ri do que pensava e me olhou perguntando com os olhos o porquê de estar rindo naquele momento.
Fiz que nada, apenas balançando a mão.
Levantei-me, pus o tic-tac e o chocolate no bolso da calça jeans e fui caminhando até a lixeira.
Joguei o resto fora, e pus a bandeja sobre a mesa.
- Como é que é? Você tá namorando a gorda? - ouvi a voz de Christian. Ele é Evan estavam do outro lado, atrás da máquina de bebidas, onde ficava a mesa deles, conversando.
Eles não conseguiam me ver, nem eu eles, apenas se desse um passo pra frente.
- Ela está grávida.
- De outro cara. - respondeu ao Evan.
- Foi um acidente. Eles estavam bebados.
- Aham... Ninguém faz sexo por acidente, cara.
- Ela estava bebada, e o também.
- Mas o filho continua sendo dele. - me encostei mais na parede e cheguei mais perto pra escutar melhor.
- E daí? Ela tá comigo não com ele.
- Isso vai pegar mal pra ti, cara.
- Eu amo ela. Eu não ligo pra minha reputação.
Tinha acabado de falar com Evan, haviamos marcado de depois da aula, todos nós irmos almoçar juntos no restaurante da família do .
Sairiamos mas cedo hoje, por haver reunião entre os professores.
Em quando eu não saia do último tempo de aula, e em quanto eu estava entediada com a aula de matemática, resolvi desenhar. Não que eu fizesse isso frequentemente, mas era algo que eu fazia quando estava mal ou entediada. Não que eu fosse muito boa nisso também.
Terminei de desenhar os pássaros ao céu e parti pras montanhas abaixo disso.
O sinal tocou e eu rapidamente me ageitei na cadeira, joguei os meus materias que estavam sob a mesa dentro da mochila, e sai de sala passando entre a multidão até a saida.
Fui pra saída checando o relógio pela segunda vez, 13:34, ninguém teve aula comigo nesse último tempo, e pelo o que me disseram, Evan, Jenna e John teriam aulas juntos, e sozinho e e juntos.
Sentei-me a sombra de uma das poucas árvores daquele estacionamento e abri a mochila procurando o desenho que havia feito.
Comecei a traçar e a finalizar o desenho que fazia.
- Lindo desenho. - ouvi atrás de mim e tapei o papel com as mãos. Evan sentou ao meu lado e encostou seus lábios no meu.
- Não era pra você ter visto. - peguei o papel e guardei na mochila, junto com meu estojo.
- Não, é sério, ficou bonito. - disse. Apenas levantei os ombros como se dissese 'tanto faz'.
- Heey genteeeem, vam'bora. - disse, arrastando John pelo braço. e Jenna vinham logo atrás.
- Mas cadê...
- Vão no carro do . - cortou o Evan que me olhou como se perguntasse 'que droga ela fumou'.
Entramos eu e Evan no carro da com o John e fomos dirigindo, seguindo o carro de , que fazia o caminho pro restaurante.
Assim que chegamos lá nós fomos direto nos sentar na mesa mais distante. Os pais de Zack vieram nos cumprimentar e nos fizemos o mesmo e agradecemos por eles estarem bancando.
Esperamos os meninos chegarem, que não demorou muito e logo pedimos.
Eu pedi massa, fato. Massa é o que eu sempre como quando vou ao restaurante, dessa vez não seria diferente.
Na verdade eu comi por dois, literalmente falando.
Comi por mim e pelo Evan que, tadinho, saiu morrendo de fome.
Combinamos com a galera, na verdade combinou, de darmos uma festa, apenas pra nós de despedida, daqui a alguns meses.
Em falar nisso a alguns dias atrás eu havia falado com o via Skype, foi lindo. Choramos, cantamos,rimos, fizemos tudo que tinhamos direito. E pelo o que ele havia me contado, ele já havia feito vários amigos lá, e já tinha várias pretendentes.
Não nos falavamos há umas 2 semanas, creio eu.
É, pelo jeito as coisas estão mudando mesmo.
Evan e eu fomos pra minha casa, em quanto Jenna foi pro , e John pra casa da .
Quando chegamos lá eu fiz um miojo pro Evan comer por ele estar morrendo de fome, e dessa vez eu não roubei a comida dele.
A gente assistiu um filme de terror que passava num canal de filmes, e depois ficamos conversando, esperando o tempo passar.
- Posso te dizer que a cada dia que eu te vejo sua barriga ta maior? - perguntou Evan. Sorri.
- E vai ficar pior.
- Posso te dizer também que cada vez que ela aumenta você fica mais linda?
- Posso dizer que cada vez que você faz isso eu gosto mais de você? - ele sorriu e segurou no meu rosto com uma mão e pois a outra na minha cintura. Me ageitei no sofá, melhorando minha posição, e o beijei também.
Sabe, as vezes é bom se sentir assim, amada desse jeito. Não importa que você não ame tanto a pessoa como deveria. Evan é sim um bom namorado, e eu nem pensava que ele fosse um amor de pessoa assim, como ele estava sendo comigo.
Se ele continuar assim eu juro que logo estarei apaixonada literalmente.
- Cheg... Ihh... - ouvi a voz de John e nos separamos olhando pra porta. e Jenna estavam lá também.
fez uma cara estranha. Não consigui decifrar direito, John começou a rir e Jenna ficou... normal.
- Que constrangedor. - disse.
- Vou beber água. Posso? - perguntou, e John fez sinal com as duas mãos pra que ele fosse.
Jenna o seguiu.
John se jogou no sofá, pegou o controle sob a mesa do centro e mudou de canal.
Olhei pra Evan e ele estava sério. Quase pálido.
- O que foi?
- Err... Nada. Acho que vou pra casa.
- Hm... Tá bom então. - me levantei do sofá, abaixando o meu short jeans cinza claro que subia, e fui até a porta com ele. - Me liga quando chegar. - disse. Evan não morava longe, mas ele sempre cortava caminho pra ir pra casa, e mesmo estando de carro, é perigoso.
- Okay. Te vejo amanhã.
- Ok. Beijo. - fiz biquinho e ele tocou de leve seus lábios nos meus e saiu.
Voltei pra casa e e Jenna ja estavam no sofá, vendo tv junto com John.
- Acho que tem alguém aqui apaixonada. - John disse e ele e Jenna riram. parecia aéreo, e super concetrado na televisão onde passava Backyardigans.
- Ain, Backyardigans. - me sentei no sofá e comecei a assistir.
- Não acredito que você assiste isso. - falou.
- Você também assiste, estava ai super concentrado. - rimos, menos ele. Ele olhou no relógio e nos olhou.
- Gente preciso ir.
- Ihh, desde quando tem horário pra chegar em casa? - John perguntou.
- Desde hoje. - ele disse dando um beijão, daqueles, na Jenna, deixando eu e John constrangidos. - Tchau. - e saiu.
Sentei na minha cama, passando a toalha verde musgo em meus cabelos molhados na intenção de seca-los. Peguei o pente que eu já havia separado pra pentear os cabelos, e comecei a deixa-los de um forma mais agradável de se ver.
Assim feito eu levei tudo pro banheiro, e voltei pro quarto, ligando meu notbook.
Abri o MediaPlayer e pus Fix You pra tocar. [aperte o play e adiantem uns segundos até ele começar a cantar].
A música começou a tocar baixinho.
- ... Posso entrar? - Jenna chamou da porta.
- Claro, menina. Entra. - ela abriu a porta e a trancou sentando na cama. - Aconteceu alguma coisa?
- Eu quero conversar contigo. - disse de cabeça baixa.
- Claro. - me levantei da cadeira giratória e me sentei ao seu lado. - Brigou com ?
- Na verdade, não. - me olhou, parecia que tinha medo em seu olhar. Eu não entendia isso.
- De que se trata?
- É sobre você. - me surpriendi. Me calei um pouco com medo do que seria.
- Pode falar. - segurei sua mão e disse depois de algum tempo.
- Você não deve ter percebido. Evan com certeza percebeu.
- O que ele percebeu? - perguntei um pouco devagar.
- O . - disse quase desesperadamente. - Quando a gente chegou e viu você e Evan se se beijando, o ficou com ciúmes. Eu vi que ele ficou e o Evan também viu, por isso ele foi embora. Por isso me deu aquele beijo, porque ele queria te fazer ciúmes também.
- Calma, Jenna. Respira. - disse calma por fora, mas por dentro eu apenas tentava absorver aquela informação. - Olha, isso é coisa da sua imaginação. nunca sentiria ciúmes de mim, lembra. Ele não gosta de mim. - disse essa última parte quase que em um tom de voz triste.
- Mas dessa vez ele sentiu. Eu sei o que eu vi. só foi embora por causa do beijo, .
- Cara, é normal você sentir isso. Mas acredita em mim, ele não sentiu isso, é bobagem. - disse, mas logo fiquei um pouco mais calma. Aquela situação estava tensa. - Acredita em mim, poxa. Ele te ama, ele sabe da garota linda e maravilhosa que ele tem. Ele não trocaria você por nada desse mundo, eu sei disso. Eu lembro do que ele me disse. Ele te quer, cara, só você. - vi uma lágrima escorrer dos olhos dela, e confeso que do meu também escorreu.
- Obrigada, . - ela me deu um abraço forte e beijou minha bochecha. - Você e o Evan são lindos juntos. Achei ótimo por você esta conseguindo mudar ele. - sorri. - acho que irei dormir agora. Tomarei um banho e irei me deitar. - sorriu se levantando da cama. - Ela pegou uma roupa minha no armário e foi pro banheiro.
Sentei na mesa do computador e vi que tinha uma nova mensagem no meu celular do Evan. Abri a mensagem:
'Sabe... Eu acho que não consigo mais controlar isso, tá indo muito além do que eu imaginava.
Já chegou naquele ponto ridículo de eu estar me imaginando casado e com filhos com você. Acredite.
Não suportaria te ver triste. Não suportaria te magoar.
Essa é a coisa mais brega que eu possa estar fazendo mais é verdade.
Eu te amo tanto que eu nem consigo mais controlar meus pensamentos e minhas ações. Tudo que eu penso é você, tudo que eu faço ou deixo de fazer é só por você e sabe, eu não suportária te perder.
Eu te amo, .
- Evan.'
1 mês depois...
O que eu posso dizer? Minha vida está perfeita. Eu estou com o cara que me ama fez um mês, semana passada. Estou com sete meses de gestação, e me sinto a rainha do mundo. Eu sou o centro de todas as atenções. Okay, isso às vezes é um pouco cansativo, mas se você parar pra pensar, pessoas te bajulando e te dando presentes nunca é demais.
Evan ainda é o mesmo cara de 1 mês atrás, ele não mudou nada, sempre tão cavaleiro, sempre tão romantico. Lindo.
Jenna e fizeram 8 meses de namoro ontem, o Alex levou uma floricultura inteira lá pra minha casa, praticamente. Tinha flores até no banheiro do quarto de John.
A única parte ruim é que John e terminaram definitivamente, de acordo com ele.
me disse que John teve uma crise de ciúmes quando a viu com o primo. Eles eram muito apegados e não se viam há anos, então ele terminou porque achou que um estava dando mole pro outro.
Quase não vejo na escola, ela amava ele mesmo, vive na cama, chorando ou dormindo. A mãe dela disse que quase a pegou se cortando, eu tentei conversar com ela, mas a mesma me expulsou de lá, dizendo que estava tudo bem.
John, como sempre ficava em seu mundinho, quieto, mas eu pretendia dar um basta nisso.
Levantei da cama, decidida, assustando Jenna que mechia no meu notbook, sai do quarto e dei duas batidas na porta de John.
- Seja quem for, não vai entrar. - disse, abri a porta de qualquer jeito. - Você é surda? - ele me olhou sentado na cama com o violão na sua frente.
Fui até lá, tirei o violão e pus no chão perto do criado-mudo, e me sentei de frente pra ele, olhando em seus olhos.
Peguei na sua mão, e ele já sabia o que estava por vir, então abaixou a cabeça.
- John, por favor...
- Eu sinto falta dela. - disse com os olhos transbordando em lágrimas.
Cheguei mais perto dele e o abracei com toda minha força e o deixei chorar no meu ombro. Eu nunca o vi chorar desdoe os nossos 10 anos, quando me batiam na escola.
- Eu não sei se posso te ajudar com isso, John, mas ela também sente sua falta. Porque não tenta concertar isso?
- Eu não sei. - fungou e me olhou. - Eu sou um imbecil, por ter feito aquilo. A mãe dela me contou que ela tentou se matar, mas eu não acho coragem de ir lá pedir desculpas, eu sinto muito.
- Você não tem que me pedir desculpas, John. - segurei no seu rosto. - Ela te ama. Ela vai aceitar suas desculpas, eu te garanto.
- Eu tô confuso. - disse fazendo uma carinha fofa, que se não fosse pelo momento, eu teria apertado.
- Olha, eu vou te deixar sozinho e você pensa me...
- Não, fica comigo, . Não me importo de estar parecendo um gay, mas, fica comigo.
- Ta bom. - ele se deitou e me fez deitar também.
Ele acabou adormecendo alguns minutos depois, eu fiquei ali o olhando. Eu não gosto de sentir pena dos outros, mas eu senti isso com o John. Coitado dele. Ele errou, isso todo mundo sabe, mas mesmo assim, ele se arrependeu e isso vale muito.
Ele ainda tinha o rosto molhado, mas logo eu o sequei com o dedo, e ele respirava um pouco rápido, talvez seja por causa do choro.
Acabei adormecendo depois disso.
- Véi, como ela pode dormir com o irmão? - ouvi uma voz de longe.
- Eles são irmãos, ué.
- Mas olha só como eles estão. O Evan precisa ver isso.
- , larga de ser chato. - me virei, notando que e Jenna estavam no quarto e o último guardava algo no bolso da calça.
- O que fazem aqui?
- Nada. veio ver como o John estava, ai a gente veio aqui.
- Ta dormindo.
- Juuuuuuuuuuuuuuura? - revirei os olhos visivelmente.
- Bom, se quiser ficar e esperar ele acordar... - disse me levantando e me retirando do quarto.
Fui pro meu quarto e tomei um bom banho quente e relaxante, voltei pro quarto e passei creme com cheiro de baunilha, nas minhas pernas e outro creme apropriado na barriga, vesti meu pijama: short branco com bolinhas cinzas e a barra rosa e blusa com as mangas rosa, e com um cupcake colorido na frente.
Liguei meu notbook, e o trouxe comigo para a cama, me deitei o deitando junto.
Abri o meu facebook, e pus algumas músicas pra tocar. (n/a: viram que eu amo facebook, néah).
Vi algumas marcações e posts da e do , até que apareceu lá " marcou você em uma foto".
Eu quase dei um pulo de susto, fui calmamente e abri.
Sempre tive medo dessas fotos que o povo me marca, eu sempre saio péssima, e eles me marcam de propósito.
A foto abriu, era eu e John dormindo
Ri comigo mesma.
Na descrição estava assim:
"Ihh, Evan, perdeu. - com John e Millena."
E tinha uns comentários ali:
Evan: HAHAHA' pooooxa... Perdi minha garota pra esse ai.
: HUSAHUAHSUSH' isso que dá. O John, cara, ele é bom, e você, mano... Não satisfaz, sabe.
: HUSHAUSSHUSAHU' Ai meu deus, vocês são péssimos. E é mentira, Evan, você é bom sim. ;)
Comentei lá, e olhei no relógio 23:45. Achei melhor ir dormir, já que no dia seguinte tem aula.
O que eu não entendo é o que planeja fazer aqui a essa hora.
Levantei-me, pus meu notbook de volta a mesa, e deitei-me de novo na minha cama, fechando os olhos, e esperando o sono chegar.
Quarto tempo de aula: Inglês.
Eu não era tão mal assim em inglês, na verdade eu até gosto. Ainda mais quando a professora passa redações, eu simplismente amo fazer redações. E a professora até que é legal. Ela não é velha, na verdade esta na faixa dos 50, e a maior parte dos alunos odeiam ela, mas eu não. Ela é divertida, ela tem uns
assuntos legais. Às vezes eu até fico no final da aula, e a gente conversa um pouco.
Ela não é um demônio como todos pensam, ela é apenas rígida com alguns.
Ela entrou na sala, dando bom dia a todos, e arrumando seus materias sob a mesa.
Por incrível que pareça eu não estava me sentindo muito bem, não sei se foi algo que eu comi hoje de manhã, ou se foi porque eu não jantei ontem à noite, apenas comi um pão com queijo.
Eu não sei, só sei que eu estava passando muito mal, praticamente não prestei atenção na aula.
Levantei da minha carteira assim que as aulas acabaram, eu não gosto muito de perder aula.
Andei rapidamente pelos corredores, mas fui parada por uma mão.
- Onde a senhorita vai com tanta pressa? - Evan perguntou me dando um selinho.
- Não tô me sentindo bem, Evan
.
- Ahh... Me desculpe. Quer que eu te deixe em casa? Eu posso dizer ao que você não tava bem e que não pode fazer o trabalho.
- Não precisa se desculpar e não, vamos fazer o trabalho.
O trabalho que iremos fazer, foi passado pela velha de Artes, que queria um grande trabalho em dupla sobre A História da Arte.
As duplas são eu e . Jenna e Tracy (a ex do Evan) e Evan e Ian, um nerd lá do colégio, loiro dos olhos pretos.
Nós iriamos fazer o trabalho na casa do , já que lá tinha um biblioteca (que era dos avós dele, que tinham uma grande paixão pela literatura).
O outro pessoal (le-se John, , e ) vão fazer o trabalho aqui também com suas respectivas duplas, porém num outro dia, porque o trabalho deles está marcado pra mais tarde.
Sendo assim fomos, eu e Evan pra casa do .
Fomos atendidas por minha mãe, e fomos direto pra biblioteca, lá estavam Jenna, e Ian.
- Oi. - Jenna disse assim que levantou a cabeça. Ela segurava um livro de aparecencia muito velha.
- Ótimo, minha dupla chegou, vamos fazer o trabalho. - se levantou e foi andando até a segunda prateleira de livros o segui. - Eu achei esses livros aqui. - disse tirando uns livros de capa marrom, e outras meio avermelhadas. Tinham aparecencia de velho, e tinha uma leve camada de poeira em cima.
Imagino a quanto tempo isso estava ali guardado, voltamos e Tracy já estava lá com Jenna.
- Olá, gente. - disse a mesma, apenas sorri.
Sentei com numa pequena mesa mais ao fundo, e começamos a procurar algo importante em cada livro.
Ficamos procurando coisas nos livros por umas 2 horas, mais ou menos. Minha barriga ainda doia, mas eu ignorei ao máximo.
Até que chegou ao ponto de eu não aguentar mais de tenta dor.
- .
- Huh?
- Posso ficar lá no seu quarto? Eu não tô me sentindo bem.
- Claro, vai lá. Eu já to terminando de ler isso aqui. Depois eu vou lá. Se quiser alguma coisa é só falar lá na cozinha.
- Okay. - me levantei e segui pro quarto de .
Abri a porta, e a fechei.
Estava tão diferente do lado de fora. Estava gelado, como na rua, e o resto da casa estava toda aquecida.
Alex ama o frio, eu também amo, mas eu não posso ter o luxo de deixar meu ar condicionado 24 horas por dia ligado.
Arrastei-me até a cama, me deitei e me cobri com a coberta azul clara.
Pus uma mão sob a barriga, e comecei a chorar tamanha a dor que era.
- . - abriu a porta. - Evan foi comprar remédio. Vim ver se você tá bem. - e se sentou do meu lado na cama.
- Não. Ta doendo muito.
- Será que é por causa do bebê?
- Não sei.
- Fica calma. - ele passou a mão no meu cabelo, e beijou meu rosto.- Tenta dormir.
Fechei meus olhos em quanto ele fazia carinho em meus cabelos.
Senti uma mão gelada escostar no meu rosto e depois no meu braço, o balançando levemente. Depois começou a chamar pelo meu nome. Me virei, e abri os olhos lentamente. Era .
- Bom dia. Ta na hora de ir pra aula, querida. - disse como se fosse minha mãe e depois riu. Me virei, e me estiquei, sentindo todos as partes do meu corpo estalar. - Melhorou a dor?
- Sim. - disse me levantando da cama.
- Não acha melhor ir no médico?
- Não, não precisa não.
- John trouxe umas roupas pra você. - apontou. - Você dormiu o dia inteiro, então fiquei com medo de te acordar e ele deixou você aqui.
Balancei a cabeça em afirmação, e fui pegar minha roupa que estava sob a poutrona. Me sentia bem, hoje. Talvez seja pelo fato de eu ter dormindo mais de 10 horas. Não sei como isso foi possível, mas eu estava tão cansada, que talvez foi até possível. E bom também. Eu retomei minhas energias. Me sinto mais viva agora.
Sai do banho, escovei meus dentes com a primeira escova que eu vi ali no banheiro. Tinha duas, eu peguei a rosa, deveria ser da Jenna ou de ninguém, eu não sei.
Arrumei meu cabelo num coque depois de já vestida e sai do banheiro.
Sinceramente, Jenna escolheu essa roupa. Meu irmão tem sim bom gosto, mas essa roupa é mais o que a Jenna escolheria.
Sai do banheiro, e peguei meu material que já estava sob a cama de . Eu queria saber mesmo onde ele dormiu.
Desci e fui até a cozinha onde minha mãe preparava panquecas. Dei um beijo na mesma e me sentei na mesa.
Ela me serviu e logo se juntou a mim, e foi servido também. Comemos normalmente as panquecas e fomos direto pra escola, no carro de .
O caminho foi calmo, a gente nem se falou, mas eu sentia que já rolava uma certa intimidade entre nós. Talvez fosse por causa do nosso bebê. Porque o filho também é meu, então ele talvez esteja querendo se aproximar da mãe.
Descemos do carro e fomos até o colégio. Tinha aula de Inglês nesse primeiro tempo. Haviamos nos atrasado um pouco por causa da panqueca da minha mãe ( resolveu comer duas, eu quis acompanha-lo, né).
Entramos direto e encontrei mechendo no seu armário. Ela tinha olheiras enormes, e não usava maquiagem, nem um lápis, ou brilho labial. O cabelo dela estava preso em um coque mal feito, e ela vestia uma calça jeans, um tênis e um casaco cor creme simples. Ela me olhou rapidamente e voltou a procurar algo em seu armário. Eu achava que John ja havaia falado com ela, mas pelo o que eu vejo agora, não tenho mais tanta certeza disso.
- Oi.
- Oi. - ela respondeu quase que sem voz.
- Tudo bem? - claro que não, idiota. Eu me respondi. Sempre temos que fazer perguntas idiotas não é mesmo.
- Levando. - ela fechou o armário e me olhou. - E você?
- Tudo ok. - ficamos em silêncio. Eu não sabia o que dizer, e ela provavelmente não queria dizer nada. - Olha. Só quero dizer que... Pra tudo que você precisar, você pode falar comigo. Sei que a gente não esta muito... unidades, últimamente, mas eu ainda te considero minha melhor amiga. Eu estou aqui, pra o que você precisar. - Ela balançou a cabeça me olhando. - Então... - disse tentando manter o silêncio o mais longe possível. - Quer comer M&M's comigo? - sorri amarelo. Ela riu e aceitou balançando a cabeça.
Fomos andando até o refeitório, e comprei vários saquinhos de M&M. São minha droga. São como tic tac's de laranja (n/a: vício).
Sentamos numa mesa vazia, e começamos a comer. Realmente aquilo me fazia me sentir melhor. Talvez com fosse a mesma coisa, porque até falando ela estava. Falamos de todos os assuntos possíveis que não envolvessem John, e depois disso fomos pra sala.
Havia descoberto que tinha prova de Inglês. A sorte era que Inglês é fácil, eu consigo passar fácil dessa.
Tinha 1:30 pra fazer a prova, eu a fiz em 45 minutos. Sai da sala, e logo depois saiu. Eu e ela tinhamos aula juntas, junto com o .
Fomos até o refeitório na parte aberta do colégio, nos fundos, e nos sentamos no muro.
- Então, já escolheu seu vestido de formatura?
- Ainda não. Eu nem sei se vou na minha formatura. - respondi.
- Como assim, não vai? Tá maluca.
- Eu vou estar com quase 8 meses quando nos formarmos, . Não existe nenhum vestido que vá ficar legal em mim, e eu nem vou poder usar salto alto.
- Ah, claro que existe. E salto alto não é problema.
- Eu não sei, eu não me imaginava grávida na minha formatura. - Uma folha caiu sob meu colo. Ventava um pouco ali, e o céu estava fechando. - Eu queria um vestido apertado, e não largo.
- A gente pode falar com o diretor e mudar a data.
- HAHAHA'. - ri ironicamente. - Você acha que ele mudaria a data? Por favor, né, . Não sonha não.
- é.. Você tem razão, mas não deixa de ir não, não quero ficar sozinha lá.
- Como sozinha? Você tem a Jenna. Tem os meninos.
- Eu sei, mas eu quero minha melhor amiga lá. - sorriu e eu fiz o mesmo, a abraçando.
Ficamos conversando assuntos aleatórios até o sinal tocar. Descemos do muro e fomos andando pelos corredores de volta pra sala, até que John parou na nossa frente.
- Eu posso...
- Claro. - interrompi. - Vejo vocês depois. - Sai andando com pressa. Eles iam se acertar. Eu queria ficar e assistir tudo, mas era melhor não. Andei tão rápido que acabei esbarrando no Evan.
- Oi amor. Por que está com tanta pressa? - me deu um beijo rápido e me olhou.
Ele estava lindo e ainda usava aquele tênis que eu amava.
- John tava conversando com . Acho que vão se resolver. Eu vim pra cá, porque... Bom, eu não ia ficar lá de vela, né.
- Aposto que você adoraria ficar...
- Siiim. - sorri, e ele me abraçou pela cintura e riu. - O que foi?
- Sabe. - ele ficou sério. - tem algo entre nós que, sei lá, está nos afastando. - franzi a testa.
- Como assim, Evan. Aconteceu alguma coisa? - então ele começou a rir loucamente. Parecia uma hiena, dava até vontade de rir da risada dele. - Não entendi. - Ele não parava de rir, quase não respirava. Então ele começou a ficar vermelho de tanto que ria. - Evan.
- Tem algo entre nós. - ele me abraçou de novo e apontou pra minha barriga.
- Aaaaaaah... Idiota. - bati com a minha mão na testa dele, e ri.
- E você? Tá bem? Melhorou de ontem?
- Sim. To bem melhor.
- Aquele filho da... mãe do , não me deixou te ver, disse que você estava ''dormindo''. - fez aspas na parte de dormindo. - Queria socar a cara dele.
- Own... Ele tá com ciúmes, que lindo.
- Só não gosto dele mechendo com a minha gatinha. - comecei a rir alto.
- Acho melhor irmos pra sala. E acho que você precisa dormir, tá afetando seu cérebro. - sorri, dei um beijo rápido dele, e fui na direção da minha sala.
- Hey. - me gritou e veio até mim. - Tá afim de assistir um filme lá em casa? Meus pais sairam.
- Ta. - disse desconfiada.
- Passo na sua casa às 7. - me deu um beijo e voltou pra ir na direção de sua sala.
Eu entrei na minha pra assistir a aula de Filosofia.
Terminei de calçar meu salto alto, se minha mãe me visse usando-o teria um infarte.
Ela diz "menina, você tá grávida, não pode usar isso".
Eu mudei bastante. Nunca usava salto, mas eu passei a usar, meu emprego, talvez, me faça usar, então eu tenho que aprender a me equilibrar pelo menos. Não que eu não goste, é bonito, é legal, e ainda me deixa quase do tamanho de Evan, então isso é bom.
Peguei meu celular, e desci as escadas, o Evan, sempre pontual, já estava na porta me esperando. Lhe dei um beijo carinhoso e saimos de casa, indo até seu carro. Fomos pra sua casa, assistimos ao filme, jantamos, assistimos o filme seguinte, e depois nos amassamos no sofá.
Levantei de uma cama macia. Com certeza aquela não era minha cama. Me sentia tendo um deja-vú, como alguns meses atrás.
Abri os olhos mas logo os fechei ao sentir uma mão me puxar devolta pra deitar na cama. Pelo o que eu vi, estava no quarto de Evan, suspirei internamente por
isso. Ele começou a espalhar beijos molhados no meu pescoço, puxei sua mão pra minha cintura e sorri.
- Bom dia. - disse perto do meu pescoço. Estremeci com seu halíto quente.
- Dia... Dia? Evan, temos que ir pra escola. - levantei.
- Aaah não. - se virou de barriga pra baixo, e pôs o travesseiro sob sua cabeça. - Só hoje.
- Nãao, levanta daí. - joguei a blusa que ele usava ontem a noite, nas costas dele.
- Aaaah, por quê? - ele levantou e veio até mim, me abraçando por trás. - A gente pode ficar assim, o dia inteiro, na cama, sem nada pra fazer.
- Tentador. - me virei. - Mas a gente tem aula, e é melhor você correr se não quer se atrasar pra aula de educação física. - ele olhou no relógio e correu pro
banheiro.
Educação Fisíca era definitivamente a aula favorita de Evan, eu não sei por quê.
Eu não acho perda de tempo correr atrás da bola, muito pelo contrário, eu adoro ver os homens correndo atrás dela, e o jogo também é muito interessante, mas
eu não gosto disso. Não gosto de ficar suada.
Um dos pontos positivos da gravidez é essa, eu não faço educação física na escola.
Fui pro banheiro do quarto da irmã do Evan, Alicia, e tomei um banho rápido. Depois voltei pro quarto enrolada numa toalha que Evan havia deixado sob a
poltrona, e eu não sabia pra
que.
Vesti meu sutiã e comecei a procurar roupas no armário do Evan.
- Evan. - gritei. - Que roupa eu vou usar?
- Eu não... Merda.
- O que? - fui até a porta do banheiro e a abri. - Caiu?
- Não, esqueci minha toalha ai fora. Pega pra mim, uma branca. - olhei pro meu corpo e vi que a usava, e como eu estava apenas com a cabeça dentro do
banheiro, ele não viu.
- Não dá. Eu tô com ela.
- Eu preciso me secar. Me dai ai, rapidinho. - tirei do meu corpo e taquei pra ele. Depois de seco ele me entregou. - Por que você pode me ver pelado, e eu não
posso te ver pelada? - ri.
- Porque não. Anda, pegue uma roupa pra mim.
- Ah... Pega da Alicia.
- Evan, ela tem 10 anos.
- Idai? Você é quase do tamanho dela, deve caber. - fiquei séria pra ele e apontei pra minha barriga.
- Okaay. - ele riu e abriu armário, e me tacou uma camiseta preta do Guns N' Roses, que ficou até bonita em mim, e não muito apertado. Jogou uma cueca
supostamente limpa e me tacou uma calça larga.
Ele fez que sim quando eu perguntei mentalmente sobre a cueca estar limpa, e a vesti com a toalha ainda enrolada na cintura, depois a tirei, e vesti a calça omprida.
Ficou decente, pelo menos.
Escovamos os dentes juntos, dividimos o espelho pra arrumarmos nossos cabelos.
Desci as escadas pegando um biscoito no armário, e um suco de garrafa e fui pro carro. Então Evan entrou... como fui arranjar um namorado tão sexy assim?
Chegamos no colégio uns 15 minutos depois e corremos pras nossas respectivas aulas. Eu de química, e Evan de Ed. Física.
O professor não me deixou entrar pra assistir a aula, por estar super atrasada, então me restou assistir a aula de Evan.
Sentei-me na arquibancada, em quanto o Evan corria pra quadra e calçava sua chuteira ao mesmo tempo, ele já usava o uniforme de educação física, e ficava muito sexy naquele short azul que quanto mais ele corria mais... deixa pra lá.
Abri a mochila retirando o livro sobre a História da Arte, que era pro trabalho que eu não fiz com o . Fiquei lendo até o final do jogo ou ao menos até todos estarem limpinhos e cheirosinhos.
Evan chegou e eu nem precisei tirar o rosto do livro pra ver que era ele, aquele cheiro de desodorante masculino denunciava.
- Vamos? - levantei, guardei o livro na mochila, e saimos da quadra. Iriamos direto pro refeitório, por termos pegado os últimos tempos antes da pausa. - Peraí, amor, deixa eu pegar um negócio aqui no armário. - ele disse parando. Parei atrás do mesmo, olhando pro que corria desesperadamente na minha direção.
Só fui percebe que ele não iria conseguir frear quando eu fui impulsionada pra atrás, mas não cai, porque ele me abraçava.
- Ai meu Deus, você tá viva. - suspirou. - Como você tá? O bebê tá bem? Aconteceu algo hoje. Por que não me ligou? - ele alternava em passar a mão na minha barriga e no meu rosto.
- Calma, menino, eu tô bem. - Evan tirou o livro do armário e o trancou e olhou pra com um enorme ponto de interrogação no meio da testa. - O que houve?
- Minha mãe. Minha mãe teve um sonho horrível com você, e você sabe que quando minha mãe sonha, realmente acontece.
- Ihh, para com isso. O que ela sonhou? - senti um arrepio dos pés à cabeça quando ele disse aquilo.
Ele me soltou e parou na minha frente.
- Não quero te assustar. Deixa pra lá, não é nada importante. O que importa é que você tá bem. - então ele me abraçou novamente. - Eu fiquei muito preocupado. - me arrepiei da cabeças aos pés, e foi ai que percebi que nem com o Evan me namorando eu tinha esquecido o .
Estava sentada no banco ao lado do banco do motorista, onde Evan estava sentado, indo pra minha casa. Tinhamos acabo de assistir a última aula juntos, e como eu estava morrendo de cansaço, por ter ido dormir lá pras 4 horas da manhã, então eu pedi pra ele me levar pra casa, pra eu poder descançar. Ele parou em frente a minha casa e saimos juntos do carro.
Perguntei se ele queria entrar e ele aceitou. Ele se acomodou no sofá em quanto eu fui na cozinha buscar um copo de água para ele.
- . - me sentei ao seu lado, ele pôs o copo sob a mesa de centro. - você acha que a gente... - ele pôs a mão sob a minha camiseta e levantou até o ombro. - ... vai dar certo?
Paralisei. Por que ele queria saber disse justo agora?
- Acho, Evan. Por quê?
- . - ele pegou na minha mão e olhou nos meus olhos. - Eu vi como você tava quando o te abraçou, eu não sou burro. E parece que o sentimento foi recíproco.
- Evan, o gosta da Jenna e eu...
- Gosta do .
- Não. Eu gosto de você. - pus a mão no seu rosto.
- Para de me fazer da babaca, . - ele gritou. - Eu te amo, e desse jeito você só me magoa mais ainda. - se levantou. - Eu vou pra casa, e a gente acabou. Não dá mais pra mim, sinto muito. - ele se virou e saiu batendo a porta.
No início eu fiquei sem reação, parada. Então depois eu caí aos prantos no sofá.
Não, eu não amava Evan, mas eu gostava muito dele. E gostava de como ele me amava e me fazia me sentir bem.
Continua...
Uoooou. Essa foi grande, né? Digna de comentários de vocês. Então por favor. Comentem.
Beeeijos.