Eu podia ser qualquer coisa, menos feliz. Eu tenho absolutamente tudo, tudo o que eu quiser, afinal, eu sou uma famosa de sucesso desde que nasci. Filha do Johnny Deep sempre tem tudo o que quer. Mesmo assim, minha vida continuava a mesma coisa inútil de sempre, mesmo agora eu sendo famosa pelo meu talento, cantora famosa há muito tempo. Minha vida se baseava em palco, estúdios, ensaios e mais um pequeno hobby. Namorado? Ok, eu tinha um sim, só não estava feliz com ele. Minha relação com Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha) era boa, mas eu não o amava. O meu hobby era meio que relacionado a isso, eu o praticava por causa de um amor não correspondido. Meu hobby? Ah sim, meu hobby era um pouco assustador, mas era realmente minha única diversão.
Olha que indelicadeza a minha, não me apresentei, meu nome é , Deep, mais conhecida como , mas no meu pequeno hobby sem volta me chamam de . Eu sei nada a ver com meu nome, mas é que nesse caso eu preciso ter um nome diferente do meu “original”, assim despista pessoas que me seguem. Minha vida corre risco o tempo todo, minha profissão é apenas para disfarçar minha verdadeira identidade.
’s POV On
Eu amava minha vida, correção, eu amo minha vida. Por quê? Porque simplesmente eu sou um agente secreto do FBI, minha profissão é um máximo. Eu só tinha raiva de quando me davam uma missão impossível como essa. Me colocaram para capturar a maior assassina da cidade sozinho e apenas com o nome de , que eu mal sabia se era verdade. Eu tinha uma foto dela, mas ela estava de capuz e uma maquiagem pesada; não tinha como reconhecer quem era. Outros como eu já desistiram dessa missão, afinal, ela não deixava um rastro sequer. A não ser seu nome marcado na vítima, como uma tatuagem feita com Gillette.
Não sei como, mas eu não ia desistir dessa missão até conclui-la, adoro adrenalina; essa missão tinha tudo pra ser divertida, para fazer a adrenalina ferver em meu sangue. Ela era realmente fria e inteligente, só que ninguém nunca entendeu o porquê dela sair matando todo mundo. Quer dizer, todos os namorados do mundo ela já chegou a matar; fora do continente; nos Estados Unidos, China, França... E a lista prossegue por mais um monte de lugares.
Assim como eu, essa garota disfarçava - e muito bem - sua verdadeira identidade, devia ter família, irmão e até filhos, sua identidade se privava de tal forma que era quase impossível saber se ela era uma mulher ou não. Nós só sabíamos porque tínhamos uma foto dela, caso contrário, nem saberíamos com quem estamos lidando. Bem, eu não tenho filhos, nem irmãos, nem namorada (Obs.: eu não posso ter família, por ser um agente), minha família se restringia apenas a meu pai e minha mãe. Eu só poderia ter uma namorada, filhos e tudo mais depois que eu passasse de agente codificado, para agente superior; como eu ainda não era tudo isso, minha vida era fechada e secreta para quem quer que fosse.
’s POV off
Nossa, que dia de cão! Fui para o estúdio, ensaiei para a turnê nova, presenciei a reunião da produção. Eu estava em um mal humor, tanto que ninguém me aguentava por perto. Finalmente, hora da diversão! Eu estava indo em direção ao meu apartamento, tomei um banho e busquei meus instrumentos na sala secreta do meu apartamento, peguei-as e quando eu estava saindo de casa para concluir minha missão da noite, meu celular tocou. Era Andrew. Droga! Ia acabar com a minha diversão, mas ok, atendi com um falso:
- Oi amor!
- Oi baby! - confesso, eu não amava ele, mas aquela voz sexy me arrepiava por inteira. - O que vai fazer hoje à noite?
- Nada, ficar de bobeira em casa. - óbvio que eu estava mentindo né! Andrew nem desconfiava do que eu fazia, pra ele eu era uma garota pura e inocente (n/a: eu sei, soa estranho, mas apesar de ser uma assassina profissional eu ainda sou virgem.) e tinha que continuar assim por um bom tempo.
- Ótimo, chego aí em 20 minutos.
- Ok, vou ficar à sua espera mor. - ele encerrou a ligação.
Voltei para a sala secreta e guardei meus instrumentos, fui ao meu quarto, coloquei uma roupa bem desajeitada, prendi meu cabelo em um coque alto e desajeitado e tirei aquela maquiagem pesada que eu sempre fazia para que ninguém me reconhecesse. Desci as escadas correndo, deitei no sofá, liguei a TV e comecei assistir um filme de comédia qualquer que passava na TV paga. Após uns 10 minutos, Andrew chegou e eu fui abrir a porta pra ele. Andrew apenas se sentou no sofá e começou a comentar:
- Nossa amor, você viu o tanto de gente que está morrendo esses dias? E são todos namorados, é um casal por noite.
- Eu vi sim. – me fiz de desentendida, afinal, quem matava era eu. - Tomara que não aconteça nada com nós dois!
- Duvido, tem muito segurança para ficar em volta da gente. - ele parecia mesmo não se importar.
- Nunca se sabe, podemos estar desprotegidos, como agora. - isso ! Vamos continuar com um teatrinho básico.
- Vamos mudar de assunto pequena? Não quero morrer e muito menos que você morra. - Ok, eu não amo ele, mas falou pequena eu gamo, e ele me chama assim o tempo inteiro.
- Ok my dear, como foi seu dia? - já que ele pediu, eu mudei de assunto né!
- O mesmo de sempre, gravações, ensaios de cenas, etc. – ele deu de ombros. - E você?
- O mesmo de sempre. - repeti seus atos.
Continuamos assistindo o filme juntos, até Andrew dormir em meu colo, estava muito tarde eu não tinha como sair então adormeci no sofá. Acordei por volta das nove da manhã, Andrew já havia saído e deixado um bilhete:
“Fiquei com pena de te acordar pequena, então apenas fiz seu café que está em cima da mesa, do jeito de que você gosta: Torradas, suco de laranja e cream cheese. Ah! E antes que eu me esqueça, seu pai ligou e pediu para que você jantasse na casa dele hoje e pediu para eu ir junto. Então lá pelas 21:30 eu passo aí. Beijos, seu namorado. Te amo xx”
Droga! Mais uma noite sem poder cumprir minha missão. Que saco! Eu estava começando a sentir falta daquelas meninas gritando e implorando para que eu não as matasse, duas noites sem isso estava me matando.
Enfim, levantei, tomei café, troquei de roupa, fiz minha higiene matinal. Eu tinha sérios problemas para achar chaves, tanto as do apartamento, quanto as do Santa Fé (sim, eu tinha um carro, afinal, eu tenho 20 anos né, mereço um), mas em missões eu sempre vou ou com a Porsche com a placa falsa, lógico, ou andando mesmo dependendo da distância.
- Achei! – Gritei suficientemente para que até o vizinho de cima escutasse.
Desci pelas escadas até o estacionamento, cheguei quase morrendo, afinal, descer 76 andares na escada não é pra qualquer um. Me sentei no banco do carro, tomei fôlego e sai. Como tinham fãs na frente do condomínio, meu Deus! Apesar que eu já estava acostumada com toda aquela multidão de gente.
Hoje tinha reunião para decidir como seria o novo clipe, que deveria estar pronto em duas semanas, então seria decidido agora, e de tarde eu já estaria gravando as primeiras cenas.
Chegando ao estúdio, já estavam todos lá a minha espera, sentei-me em meu lugar da mesa e com um leve sorriso, tentado ser o menos falso possível eu me manifestei com um:
- Bom dia a todos!
- Bom dia ! - Todos responderam em coro.
- , alguns de nossos produtores trouxeram ideias para o novo clipe, eu queria que você desse uma olhada. - minha empresária me entregou vários papéis com vários roteiros diferentes comecei a ler o primeiro e logo uma lembrança me veio à mente.
Flashback on
“– , você gosta de alguém aqui da roda? - Tiffany, que era minha melhor amiga, me perguntou em meio a uma brincadeira de verdade ou desafio.
- Gosto. - Abaixei minha cabeça, pois sentia minhas bochechas queimarem.
- De quem? - Ela continuou curiosa.
- Do . - Dessa vez meu rosto inteiro ardia em chamas.
- Quer que eu fale com ele?
- Não sei se… - ela não deixou eu terminar de falar e foi correndo falar com ele. Droga! Não era pra isso acontecer. Demorou um pouco e ela voltou a sentar do meu lado.
- Pronto. Agora é só você esperar. - Quê? Como assim? O que ela tinha falado pra ele? Enfim, apenas esperei.
Era a vez de jogar e pra minha sorte, caiu em mim e adivinha! Ele pediu desafio. Tiffany, eu te mato! Me levantei e beijei ele, como um beijo de cinema e voltei a me sentar. Após aquele beijo eu me senti estranha, como se tudo girasse em volta de agora, como se eu estivesse eternamente presa nele. Assim que o jogo acabou, segurei o braço de , eu precisava conversar com ele.
- Diga ! - ele disse seco, olhando para minha mão em seu braço.
- , eu só queria dizer que aquele beijo significou muito pra mim. Eu queria saber de você agora. - Eu estava torcendo pra resposta dele ser “Para mim também”.
- , entenda, foi só um jogo e eu só fiz aquilo porque sua amiga pediu. - No mesmo momento meu mundo desabou. - Eu não quero nada com você. O dia que você perder essa carinha de boneca e ficar gostosa que nem a sua outra amiga, a Kelly, daí eu até posso pensar.
- Morre ! - gritei para que todos ali perto escutassem.
Desde então eu passei a ignorá-lo, mas mesmo assim eu ainda amo ele.”
Flashback off
- ? ? - minha produtora estava os dedos em meu rosto tentando me tirar daquele transe.
- Me desculpa, me distrai com um de meus devaneios.
- Percebi, nem parecia que você estava aqui! - pra minha sorte a amiga Kelly, que o achava “gostosa”, era a minha produtora musical e minha fiel escudeira e lógico, ela nunca ficou com ele, pois sabia que eu sempre amei ele.
? Bem, ninguém mais sabia onde aquele traste - que meu coração insiste em dizer que ama -, andava. Alguns diziam que tinha se mudado, outros que morreu e assim continua uma infinita lista de possibilidades. Triste mesmo era saber que eu podia morrer sem ver ele nunca mais.
- Gostei da primeira proposta do clipe, vamos fazer esta. - Estiquei o roteiro para minha empresária que concordou de imediato.
- , esteja aqui às quatro então. - Meu diretor do clipe ordenou.
’s POV on
Primeiro dia da missão é sempre complicado. Na verdade, eu nem sei como começar. Então a única coisa que eu tinha a fazer era ir para o local onde todos os corpos eram encontrados. Eu iria ficar lá até essa menina aparecer, depois eu seguiria ela para descobrir sua verdadeira identidade. O problema que as horas se passavam e nada da tal garota aparecer.
Eu esperei até as 23:30 depois disso eu já não aguentava mais ficar em cima de uma árvore esperando ela aparecer. Já que ela não chegou, resolvi deixar pra amanhã. Já que eu não descobriria tão fácil. Voltei então para a agência ver se eu encontrava alguma pista. Qualquer coisa, um fio de cabelo, uma digital, um pedaço de pele, um pedaço de unha, qualquer coisa. Assim que entrei na agencia, Jonas, meu parceiro na maioria das missões menos nessa, me recebeu com um:
- Oi ! Por que ficou até tarde na rua?
- Ah cara, me deram uma missão impossível. Tenho que dar um jeito de descobrir quem é essa garota.
- Que garota? A tal de ? - ele perguntou curioso.
- Essa mesma.
- Que dó de você. Realmente lhe deram uma missão impossível.
Entrei no laboratório onde se encontrava a última vítima de . Ela havia matado com apenas um corte no pescoço. A arma? Nenhuma das armas utilizada por ela fora encontrada, mas cada uma era encontrada de uma maneira diferente e o casal era sempre morto do mesmo jeito. Estranho não? Só que é por esse motivo que nunca ninguém entendeu o porquê dela sair matando todos esses casais.
’s POV off
Eu estava indo embora para meu apartamento junto com Andrew, que iria dormir de novo na casa. Hoje eu não estava com ânimo pra nada, apenas chegaria em casa e me jogaria na cama.
- Nossa, to acabada! - comentei na tentativa de quebrar o silêncio que estava no carro.
- Somos dois. - ele disse ainda concentrado no trânsito.
- Você está estranho, te fiz algo? - perguntei começando novamente com meus teatrinhos básicos. Ele encostou o carro.
- Meu amor, claro que não! - ele passou o polegar em minha bochecha. Confesso eu já não estava mais fazendo teatro, era de verdade, até mesmo a pequena lágrima que escorreu do meu rosto, nem sempre eu era aquela garota agressiva, eu tinha meus momentos frágeis também.
Acordei como sempre as nove, hoje era o ultimo dia de gravação do novo clipe, seria divertido, pois afinal hoje era a cena onde eu me “matava”, eu estava loca pra começar, saí correndo para o banheiro me arrumei, vesti um vestido rosa e preto e um sapato de salto, peguei meu Ray-ban, busquei as chaves do santa fé em minha bolsa e me encaminhei em direção ao estúdio. E pelo visto eu estava tão empolgada que fui a primeira a chegar, só estava minha produtora e o diretor, o ator e o resto da produção não tinha chegado ainda.
Bem, ontem a noite tinha sido maravilhosa (calma! Ainda sou uma garota digamos “pura”) Andrew foi muito fofo, explicou cada detalhe por ele estar estranho comigo e com todos. Eu estava começando a gostar dele de verdade, mas só gostar, amor de verdade eu só tinha um, que ainda tinha me jogado fora, mas que se soubesse hoje da minha existência se jogaria aos meus pés e como eu sei que eu sou trouxa não negaria nada.
Assim que todos chegaram eu fui para o camarim onde minha maquiadora me deixou pronta para a gravação, geralmente eu dispensava dublês por estar acostumada com o perigo, afinal eu era uma assassina desde os 17 anos, apesar de só fazer dois anos, eu já tinha feito parte de uma gangue só pra aprender como fazia assim que eu me tornei a melhor eu comecei a matar por conta própria, mas além disso eu já havia tentado me matar, pelo mesmo motivo de que eu matava os outros, foi semanas depois do acontecimento.
A gravação demorou cerca de 3 horas até sair perfeita, agora e a parte gráfica que eu não relava a mão deixava pra produção.
Finalmente! Hora da diversão e hoje não ia ter ninguém para me atrapalhar, pois Andrew tinha ido para a casa da mãe dele e meu pai só me chamava uma vez por mês em sua casa. Cheguei em casa tomei um banho demorado, afinal eu não tinha pressa pra diversão que podia demorar a noite inteira. Coloquei a minha roupa preta como sempre, e fiz minha maquiagem mais pesada do que de costume sem qualquer motivo diferente, simplesmente por vontade própria.
Desci até o estacionamento e peguei meu Porsche, pois eu ainda não tinha uma vitima marcada, então eu tinha que procurar ainda. Comecei pela praça, até achei, mas tinha muita gente em volta, não tinha como eu conseguir qualquer coisa ali. Fazia um tempinho que eu não matava ninguém no subúrbio, então fui em direção pra lá. Em um beco escuro, acabei encontrado um casal que não parecia em seu estado normal, mas estavam com um fogo que só. Finalmente achei as vitimas perfeitas para essa noite. Peguei a faca que estava no banco do carona e desci. E realmente eles não estavam em seu estado normal, estavam drogados, ótimo! Vitimas fáceis, eu seria rápida, mas lógico eu não mataria ali eu tinha meu lugar especial.
- Hey! Vocês dois - gritei e os dois olharam assustados para mim. - Isso não é hora de ficar se pegando na rua. Pro carro, agora! - nenhum deles se moveu. Continuei andando em direção à eles - Não ouviram o que eu falei? Pro carro, não estou de brincadeira!
O homem veio para tentar me agredir apenas mostrei a faca que escondia atrás das costas e continuei gritando:
- Nem tente fazer isso mocinho. Pro carro! E você também bith! - apontei a faca pra ela e em seguida o carro.
Os dois foram pra dentro do carro nos bancos de trás, entrei junto com eles para dirigir e seguir até o local onde eu sempre executava as minhas vitimas.
’s POV on
Novamente eu estava na mata onde encontravam os corpos, mas dessa vez eu não estava em cima de árvores, eu estava sentado atrás de um arbusto. Eu estava comendo qualquer coisa que tinha na mochila, afinal ficar uma noite inteira acordado e ainda o dia inteiro de plantão esperando por qualquer sinal da tal garota estava acabando comigo, mas era necessário, até eu escutar barulhos de passos que não eram meus. Comecei a prestar atenção no que estava acontecendo por algumas frestas que haviam no arbusto.
- Você acha mesmo que eu trouxe vocês dois até aqui eu vou os deixar vivos? Se liga né! - uma garota inteiramente de preto gritava.
- É o que eu te peço, por favor! - a outra menina de vestido florido lhe implorava enquanto o homem não dizia uma palavra.
- Claro que não! Toma, mate-o – A garota de capuz ordenou. Só então fui entender, era . Continuei prestando atenção sem mover um músculo. – Ande! O que está esperando. - lhe entregou a faca que carregava em mãos.
- Me desculpe amor. – garota pegou a faca das mão de e cortou parte do pescoço do rapaz.
- Muito bem! Agora, você tem duas opções, rápido e sem dor demorado e com dor. - a garota de vestido poise a correr. não pensou duas vezes e a puxou pelo braço. - Você que pediu! - Pegou a faca que estava nas mãos da menina e começou a cortar seus braços, em seguida as pernas, depois seus lábios e por fim seu pescoço devagar.
Assim que começou a fazer as tatuagens de Gillette nos corpos eu comecei a me levantar devagar para não emitir nenhum som, e fui me aproximando cada vez mais até chegar perto dela.
- Porque fazer isso?- perguntei e já me preparei para sair correndo, caso ela fugisse, ao contrario ela continuou imóvel no mesmo lugar.
- Você não intenderia. - Levantou-se para ficar no mesmo tamanho que eu. E foi chegando cada vez mais perto de mim ainda com a faca em mãos. Senti seu perfume exalar minhas narinas, senti que já havia sentido aquele perfume em apenas uma pessoa na vida e essa pessoa era:
- ? - não consegui dizer mais nada, eu estava perplexo pelo o que tinha acabado de descobrir.
- Que? Claro que não! Meu nome é . Gibbson. - senti sua voz tremer eu tinha certeza que era ela, só ela tinha aquele perfume e mais ninguém.
- Fica quieta ! Eu sei que é você! Aquela garota doce, que eu idiota joguei fora.
’s POV off
- Cara, tu é maluco? Meu nome é e pronto. - não aguentei tanta pressão e saí correndo pelo meio das mata e senti que ele me seguia.
Entrei no carro saí correndo. Merda! Era , eu morri de vontade de pular em seus braços, mas eu vi a marca do FBI em seu colete, ele é um agente! Droga eu amo um agente que esta atrás de mim. Tá confesso, ele está muito mais lindo do que antes, só que eu fiz muita coisa errada, já matei gente demais. Ele já mais me perdoaria. Todos esses pensamentos rodeavam minha mente, até eu sentir uma pequena lágrima escorrer de meus olhos. Droga! Eu o amava mais do que imaginava, meu coração implorava para que eu voltasse e pedisse perdão voltasse com ele, mas minha mente com culpa prosseguia com meus pensamentos em direção a minha casa.
Eu precisava contar aquilo pra alguém, mas quem? Minha melhor amiga não sabia que eu era uma assassina e não acreditaria em mim, mas não custaria nada. Melhor! Vou procurar a Tiffany, ela acreditaria em mim e não contaria pra ninguém, afinal, ela era do mesmo ramo que eu, só uma diferença todo mundo tinha medo dela pensando que ela fosse um homem. Todos os serviçais dela era assassinos e foi com ela que eu aprendi matar para descontar minha raiva.
~Ligação on~
- Yasmin? Como vai friend? - chamávamos assim, pois éramos conhecidas assim quando matávamos alguém.
- ? Vou bem. Diga querida, o que pedes?
- Tá ocupada hoje? Preciso falar contigo. - respondi.
- Nunca estou ocupada para amigo, venha aqui e a gente se fala.
- Ok, amanhã eu apareço aí.
- Traga um biquíni, quero aproveitar o sol. - ordenou.
- Pode deixar.
~Ligação off ~
Nunca entendi como Tiffany sempre sabia quando faria sol, mas enfim. Adormeci no sofá mesmo. Acordei por volta das onze da manhã, sim eu estava cansada da noite passada. Sem contar que eu chorei a noite inteira, por conta do Louis. Como eu queria aqueles lábios de novo nos meus, mas eu não podia ele sabia do meu segredo, ele me capturaria, eu não podia ceder aos meus instintos e por minha vida em risco.
Me arrumei, peguei meu biquíni preto e fui para a casa de Tiffany que não ficava muito longe dali. Ao contrario de mim ela não morava em um apartamento, ela morava em uma mansão enorme, tão grande que era possível se perder lá dentro. Chegando lá Tiffany veio me receber.
- Olá amiga, quanto tempo. - Disse com um grande sorrido no rosto.
- Verdade. Como está a vida? - perguntei em meio o abraço.
- Está ótima, os negócios vão de vento em polpa, mas e você? O que á traz aqui? - perguntou quando me soltou.
- Amiga, eu preciso de sua ajuda. Lembra do ? - ela assentiu com a cabeça, então continuei. - Então, ontem eu fui me divertir e descobri que ele está atrás de mim.
- Como assim ? Você deu bandeira? Estão atrás de você, o que eu te disse sobre isso?
- Calma, ele não sabe que sou eu. – Menti, pois ele tinha reconhecido meu cheiro. – Assim que ele se revelou, eu saí correndo pela mata até ele desistir de me seguir.
- Ainda bem que eu te ensinei tudo o que podia, se não você estaria presa já. - Disse como se tirasse um peso das costas.
- Tive uma boa professora. - rimos em seguida.
Passamos a tarde inteira na piscina, ela me mandou que não fizesse em nada e esquecesse o meu amor pelo Louis, apesar de eu nunca conseguir fazer o que ela ordenou eu iria tentar. Minha paixão tinha voltado, mas eu ia encarar isso como uma missão, que eu sempre cumpro, mata-la dentro de mim.
Chegando seis da tarde entramos para comer alguma coisa, mas antes de tudo tomar banho. Tiffany havia me cedido o banheiro do quarto de hóspedes, então tomei banho e desci para a cozinha e ela já estava lá me esperando com nossos sucos de laranja como sempre.
- Sente-se aqui amiga.- ela puxou a cadeira e eu sentei onde ela havia pedido.
Eu estava tomando meu suco e beliscando algumas torradas que havia em cima da mesa, quando ouvi um “Isso é pelo Andrew”, era a voz de Tiffany quando ia me virar senti uma facada em minhas costas. Eu não consegui fazer mais nada além de gritar alto de mais. Vieram vários serviçais de Tiffany me socorrer por conta do meu grito.
- Burn, por que fazer isso amiga? - Aquela cínica da Tiffany ficava falando que eu tinha me cortado. Não respondi, afinal, a dor era tanta que eu permaneci com um olhar com: “Tiffany você me paga”.
Ela estancou o sangue. No caminho par o hospital ela começou a falar:
- Você devia ter morrido desgraçada.
- É mais fácil você morrer primeiro. - disse como um sussurro, pois não consegui falar por conta da dor.
- Minha querida, como você é iludida. - Olhei melhor e vi que não estávamos indo para o hospital, ela estava me levando para onde eu sempre matava minhas vitimas.
Ela me puxou do carro buscou a faca que estava no banco de trás.
’s POV
Eu estava de novo no mesmo lugar onde matava suas vitimas e acho que ontem eu havia me enganado na questão de ser . Fiquei lá esperando por qualquer sinal da , hoje eu prenderia aquela garota. Quando escutei um barulho de passos, era uma mulher muito parecida com , acho que era ela tirei varias fotos para ter provas e quando ela ia fugir, segurei seu braço.
- Hoje de novo? Não hoje, você vai comigo. - algemei seu braço e liguei para a ambulância vir socorrer a moça que tinha sido a vitima de . Quando eu olhei melhor.- -? ? Corri para socorre-la estanquei seu sangue com um pano que tinha no meu colete.
’s POV off
Acordei um pouco tonta, apenas olhei para o lado e vi que Andrew estava dormindo feito um anjo na poltrona do quarto do hospital. Filha de uma mãe! Aquela Tiffany ia me pagar, e feio, por ter tentado me matar, ela pode ter me treinado, mas eu era melhor que ela, sem duvidas.
- Você está bem? - Andrew perguntou preocupado.
- Um pouco. - respondi tirando o máximo de forças para conseguir falar.
- Você quase morreu, está em coma faz duas semanas.
- Duas semanas? Droga! Perdi o lançamento do meu clipe novo. - disse me lamentando.
- Não. Seus produtores acharam melhor esperar você acordar. - Andrew disse me tranquilizando.
- Ufa! Cade meu pai? - Perguntei.
- Foi comer alguma coisa, daqui a pouco ele está aí de novo.
- Que bom. Ai! Minha barriga doí.
- Se não fosse o tal agente que estava atrás de , você teria morrido.
’s POV on
Sim, eu havia salvado a vida da pessoa que mais amo na vida, mas não podia ter contato com ela, era mais um regulamento - nunca ter contato com nenhuma vitima salva por um agente - do FBI. Eu não podia se quer saber o estado dela. Eu estava indo em direção a central, afinal, eu iria ser nomeado a agente superior e, finalmente, eu poderia ter uma namorada (que infelizmente não seria a pessoa que amo) sair com amigos, enfim, fazer uma série de coisas, minha vida não seria mais privada.
Eu já estava quase chorando, por conta de estar sabendo que não seria mais minha. Ah! Como eu fui idiota a ponto de joga-la fora? Que droga! Eu queria pedir desculpas e pra ajudar no rádio tocava uma música que descrevia exatamente minha situação.
Lonely - Mcflay
It’s only been a day
(Só se passou um dia)
But it’s can’t go on
(Mas parece que eu não consigo seguir em frente)
I just wanna say
( Eu só quero dizer)
I never meant to do you wrong
( Que eu nunca quis te fazer mal)
And I remember you told me baby
( E eu melembro que você me disse baby)
Something’s gotta give
( Alguém tem que seder)
If I can’t be the one to hold you baby
( Se eu não posso ser aquele que te abraça baby)
I don’t think I could live
( Eu acho que não poderia viver)
Eu não queria chorar, mas diante dos fatos. Era praticamente impossível, eu sabia que eu tinha perdido a garota dos meus sonhos por causa dos meus sonhos idiotas com a Kelly, que eu sabia que já mais daria certo, afinal, ela sabia que Burn era apaixonada por mim. E a música prosseguia com uma memoria distante.
Flashback on
- Oi Jhony! Como vai? – cheguei na casa de iriamos passear na praia, mas nada além de uma passeio, ela era apenas minha amiga.
- Oi ! Entre desce daqui alguns minutos. - Jhony, pai de , apontou o sofá e eu me sentei. Alguns minutos depois…
- Oi ! - desceu as escadas e me deu um beijo na minha bochecha (confesso eu sentia nojo dos beijos de , afinal, eu sonhava com os de Kelly.)
Fomos andando até a praia, apesar de ter uma piscina em casa, nosso lugar preferido sempre foi a praia. Chegando lá, sentamos na areia e escrevemos em um coração “ e Friends Forever”, era quase sempre que escrevíamos isso. Mais tarde saímos correndo, brincamos no mar, etc. Pena que tudo isso eu fiz o favor de jugar fora com palavras inuteis na minha vida
Flashback off
Now I’m so sick of being lonely
(Agora estou muito cansado de ficar sozinho)
This is killing me so slowly
( Isto esta me matando tão lentamente)
Don’t pretend that you don’t know me
( Não finja que você não me conhece)
That’s the worst thing you could do
( Isso é a pior coisa que você pode fazer)
Chegando na central, meu rosto estava inteiro molhado por conta das lágrimas. Eu ia fazer de tudo para conquista-la de novo. O problema era que ela estava namorando e sério com o tal do Andrew. Confesso que eu sempre morri de inveja dele, mas eu não podia ter família, então não me importava muito, mas agora a situação era outra: eu podia namorar, ter uma família, sair, enfim, ter uma vida social. Só que, quem eu queria estava feliz e com uma barreira imensa contra o meu ser.
’s POV off
- , onde vai? - Andrew perguntou quando eu saia para procurar .
- Procurar o agente que me salvou. - respondi assim que sai do apartamento.
- Deixa eu ir junto com você querida - meu pai segurou meu braço.
- Tudo bem, mas Andrew fica. - concordei.
- Tudo bem, ele fica. - Meu pai disse se rendendo.
No caminho para a central do FBI, formou-se um silêncio sem fim dentro do carro. Já na entrada foi diferente.
- Filha, por que Andrew não podia vir?
- Pai, por mais que eu quisesse, Andrew não é quem eu amo de verdade, e sim o agente que me salvou. - expliquei.
- Como assim?
- Eu sei quem é esse agente, antes de eu apagar, eu vi quem era, é um amor antigo.
- Não faz sentido, mas enfim, pra você faz.
- Pai, a partir daqui apenas eu posso entrar ali, me espere no carro, não vou demorar mais que uma hora e meia. - dei um beijo em sua bochecha e entrei.
Assim que entrei, vi que aquele lugar estava movimentado de mais, pelas minhas lembranças de criança (n/a: minha mãe era uma agente do FBI, então quando eu tinha três anos eu sempre vinha aqui quando ela ia fazer seus relatórios diários). Olhei melhor entre a multidão e vi em um palanque, dando uma espécie de discurso. Continuei parada esperando que o tal evento que estava acontecendo terminasse, muitos olhavam para mim como se eu não pertencesse aquele lugar. E eles estavam certos, eu não era dali, eu pertencia aos estúdios não a uma agencia de espiões profissionais. Mesmo assim, continuei sentada em um sofá ali perto eu não sairia até conseguir falar com .
Quanto mais o tempo passava, meu coração disparava mais e mais. Hoje eu decidia tudo, essa história ia acabar por aqui. Finalmente aquela cerimónia.
- Hey. – gritei para quando ele ia entrar em uma sala. Ele me olhou assustado. - Preciso falar com você!
- Quem é você? - perguntou ainda assustado.
- Não ta reconhecendo? Vim te agradecer. - Me levantei do sofá.
- Agradeça então, já que é só isso. - Deu de ombros, minha vontade era de não fazer mais nada, mas eu já tinha ido até aqui né.
- Sério mesmo que você não se lembra de mim? - disse como se fosse óbvio.
- Sei, Deep. Uma cantora muito famosa, que eu nunca vi na vida, além da vez que a salvei. - disse como se eu não mudasse em nada ali.
- ? Tem certeza? - continuei insistindo.
- Absoluta! - continuou firme. Não suportei, segurei seu braço e o beijei com vontade.
- Lembra agora? - insisti.
- Não! - continuou seco, saiu e bateu a porta do escritório em meu rosto.
’s POV
Merda! Não podia ter dispensado daquele jeito, mas eu não poderia tomá-la do Andrew, não desse jeito. Aquele beijo foi o melhor de toda a minha vida! Por que ela tinha que ter namorado? E pior, amar ele tanto? Bom, não sei. Naquele momento meu rosto já se encontrava marejado em lágrimas.
Algumas horas depois chorando non escritório, fui para a sala central, onde eu havia sido promovido publicamente. Assim que saí, na beira da porta, me deparei com o lenço vermelho, de imediato me lembrei de . Senti o cheiro que ali se encontrava, mas dessa vez que me veio a memória não foi , foi . Cheirei mais algumas vezes para ter certeza, mas mesmo assim o cheiro ainda lembrava . Novamente a questão que me volta a cabeça: é ?
’s POV off
Filho da mãe! Ele fez dessa de me jogar, de novo! Ele vai me pagar caro, mas eu não vou mata-lo, ele não vai ser feliz com mais ninguém a não ser comigo e pra isso eu já tinha o inferninho montado em minha mente, mas eu ia esperar ele arranjar uma namorada primeiro daí sim sua vida ia virar uma verdadeira porcaria.
Bem, hoje tinha show do Mcfly que eu iria fazer questão de comparecer, minha banda favorita não tem como dispensar e pra melhorar eu ia sozinha, pois Andrew estava viajando por conta do novo filme. Amém!
Subi as escadas do meu apartamento sem a mínima pressa, meu pai estava na minha casa na sala, mesmo assim não dei muita atenção. Abri a torneira da banheira e deixei que enchesse. Alguns minutos depois entrei na banheira que já estava cheia, fiquei lá por um enorme tempo, não tinha mais nada para fazer, além de ir no show que seria daqui três horas.
Após aquele banho demorado, abri meu closet cheio de roupas, busquei a roupa mais noturna que encontrei: um vestido cheio de paetes, um snker preto e pulseiras num tom prata enferrujado. Minha maquiagem não tinha ficado diferente: bem escura.
Desci já que eu estava pronta mais ainda faltava uma hora para o show, sentei-me no sofá ao lado de meu pai que ficaria ali naquela noite.
- E aí? O Que deu lá com o agente? - perguntou quebrando o silencio que estava na sala.
- Ah pai, tempo perdido. Ele não me ama e nunca vai me amar, Agora eu parei de ser trouxa, não quero mais ninguém a não ser Andrew. - disse convicta, mesmo sabendo que estava mentido, meu plano acabara de começar.
- Filha, não desista de seus sonhos, mais cedo, ou mais tarde, eles se tornaram realidade. - Meu pai como sempre me dando conselho. Até que as vezes dão certo, mas…
- Brigado pai, mas não vale apena insistir em algo que eu sei que não vai dar certo.
- Bem, você que sabe, mas eu não desistiria tão fácil assim. - Terminei de escuta-lo e me levantei.
- Ok. Pai vou indo, o show é daqui meia hora, beijos, fui! - peguei a chave do santa-fé e saí.
- Tchau querida! Não chegue tarde, por favor!
- Pode deixar pai!
Bem, até ai beleza. Minha noite tinha tudo para ser perfeita. Meu problema começou quando eu encontrei Louis na fila para o show e, pior, na fila para o VIP, justo onde eu iria ficar. Pensando bem… Seria a deixa para o inicio do meu planinho. Entreguei meu ingresso ao segurança, que inclusive me pediu um autógrafo para a filha de 15 anos. Torci mentalmente para não me ver, o que seria provável que não aconteceria, afinal, ele estava acompanhado de uma loira - provavelmente era Charlotte a irmã dele -, bastante empolgado na conversa com ele, assim que o segurança abriu passagem, corri para um dos acentos livres - que nesse caso não era tão difícil achar um, afinal, a área VIP não e lotada como na arena - sentei-me na fileira da frente com minha camêra em mãos.
Durante o show todos na sala se levantaram, pularam comemoraram o show, enfim, uma série de coisas. Então, as cadeiras fora retiradas dali, eu não prestava mais atenção no show, mas sim em que beijava uma garota constantemente, senti meu sangue ferver de raiva, ciúmes. Alguns minutos depois, o vi indo falar alguma coisa com e saindo da sala. Em minha mente havia uma voz que me atormentava me mandando o seguir e foi o que eu fiz. Assim que ele saiu, fui atrás.
’ s POV on
Eu havia ido no show do Mcfly. Bem, eu amo , mas, nesse caso, eu não vou conseguir conquista-la tão cedo, então, resolvi aproveitar um pouco, conhecendo Maryna. Ela era bem simpática, bonita, mas toda vez que eu a beijava era como se estivesse ali. Aquele beijo, mais cedo, tinha mexido comigo de tal forma que chega a ser difícil explicar.
Como qualquer cara que quer aproveitar a vida, eu a beijei varia vezes trocamos caricias, mas, como já mencionei, era como se ela fosse . Aquela sala estava pequena de mais para nós dois, perguntei se ela aceitaria ir para minha casa e Maryna aceitou na hora. Me despedi da minha irmã e fomos. A cada segundo, naquele carro, o calor subia e, assim que chegamos na minha casa, fomos direto para o quarto.
’s POV off
Assim que e a biscatinha que ele tinha achado entraram, não havia outro lugar que eles fossem ir a não ser o quarto, então subi em uma árvore que não era tão alta - ficava certamente na frente do quarto da mãe dele -, a janela estava aberta pulei enquanto eles não subiam, entrei no banheiro do quarto dele deixei a porta entre aberta para que eu pudesse ver o que iria acontecer ali. Do nada, lembrei da música do Mcfly (Mrs. Brightside), comecei a lembrar verso por verso. Os quais descreviam tudo o que eu via naquele quarto, tudo o que se passava dentro de mim.
Now they’re going to bed
(Agora eles vão para a cama)
And my stomach is sick
( E meu estômago está doendo)
And it’s all in my head
( e está tudo em minha cabeça)
But she’s touching his chest
( mas ela esta tocando o peito dele)
Now, takes off her dress
(Agora, ele tira o seu vestido)
Now, let me go
(Agora, me deixe ir)
A cada movimento e som emitido por aquela garota, meu coração disparava e eu tentava não chorar, mas nessa situação era quase impossível não chorar. Sabe? É torturante ver a pessoa que você mais ama durante toda a sua vida com outra na cama e com todo aquele fervor todo aquele fogo proporcionado por uma paixão. Aquilo me doía, e me machucava de forma inexplicável.
And I just can’t look
( Eu não posso olhar)
It’s killing me
( isto está me matando)
And taking control
( E tomando o controle)
Jealousy
(Ciúmes)
Turning saints into the sea
(transformando santos em oceanos)
Swimming through sick lullabies
(nadando por doentes canções de ninar)
Choking on your alibis
(Sufocando em seus alibis)
But it’s just the price I pay
( Mas é apenas o preço que eu pago)
Destiny is calling me
(Destino está me chamando)
Open up my eager eyes
( Abra meus olhos anciosos)
Cause I’m Mr. Brightside
( Por que eu sou o Sr. Otimista)
Sim, eu acreditava que, um dia, aquela seria eu e a primeira providencia que eu tomaria seria terminar com Andrew assim que ele voltasse. Mas, enquanto isso, aquela cena podia ser pouco mas me matava por dentro e como diz a música “transformando santos em oceanos”, oceanos de lágrimas.
I’m coming out my cage
(eu estou saindo da minha gaiola)
And I’ve been doin’ just fine
(e estou indo muito bem)
Gotta gotta be down
(Devo ficar triste)
Because I want it all
( Porque eu quero tudo isso)
It started out with a kiss
( isso começou com um beijo)
How did it end up like this?
(Como isto foi terminar assim)
It was only a kiss
(Era só um beijo)
It was only a kiss
( era só um beijo)
Meu coração já estava dilacerado, quando os dois terminaram. Abri, então, a porta que ia para o closet - onde tinha uma escada direto para o quintal - desci todas as escadas e saí, mas continuei ali na frente da casa de . Chegou a hora de começar com o meu plano. Eu ia deixar sabendo disso e não ia demorar muito.
Fiquei no carro esperando a tal biscatinha sair. Enquanto isso fiquei refletindo sobre o que tinha visto minutos atrás. Achei estranho, o fato de estar gritando “! !” ao invés do nome da tal garota, mas acho que ela mal prestou atenção nesse detalhe, pois estava entretida com…
Continuei ali imóvel esperando a garota sair, e quando isso aconteceu, meus olhos brilharam de felicidade: hora de me vingar dessa biscate.
- Hey você. - Gritei assim que sai do carro. ainda estava na porta esperando ela ir embora segura.
- Que foi, garota idiota? - A menina disse seca.
- Idiota é sua cara. - Respondi no mesmo tom. - Você acha que tem uma noite com o homem da minha vida e sai sem nenhum arranhão? Desculpa, se enganou. - Me aproximei e dei lhe um tapa no rosto.
- ! Você tem namorada? Seu canalha! Nunca mais me procura, ok! - a garota disse nervosa.
- Ei mocinha! Não acabamos ainda, entra no carro agora! - Ordenei.
- ! O que pensa que está fazendo? Eu não tenho nada com você! Nunca tive. Eu nunca te amei! - disse seco vindo em minha direção.
- Cala boca você! A conversa ainda não chegou aí. - Mesmo sentindo um buraco imenso de baixo dos meus pés, criei coragem o suficiente pra responder no mesmo nível. – Nunca amou, mas vai aprender, só depende de você. - Ele riu irônico, mas eu senti insegurança ali, era a minha deixa.
- O que quer falar comigo? - A garota disse preocupada.
- Você já matará sua curiosidade. - Disse grosseira, cheguei mais perto de e beijei o canto de sua boca, como uma provocação. Puxei a garota pelo braço e a coloquei no carro.
Levei a tal garota até um lugar bem distante, que eu conhecia bem.
- Você está me assustando! - disse nervosa.
- Não se preocupe, querida, só quero ter uma conversinha com você, depois você vai embora numa boa, ok? - Falei tentando ser simpática.
- Assim espero. - Disse aliviada. Coitada, mal sabia o que lhe aguardava.
- Chegamos! Agora, vem! - Falei sorridente.
Entramos no tal lugar, na verdade era um pub qualquer de Londres. Com a diferença que ali era do lado da casa de um “amigo” meu.
- Já volto aqui. Só um minuto, meu telefone está tocando. - Inventei qualquer desculpa.
- Ok. - A garota disse ingênua.
Fui até a casa do tal amigo que não era longe, do lado, na verdade.
- William! - Gritei do lado de fora da casa, ele não demorou a aparecer.
- Burn! Quanto tempo! Ou devo dizer ? - Ele brincou.
- Shut up! - Disse brava. – morreu, falou?
- Falou! O que lhe trás aqui?
- Lembra uma vez que você me vendeu um veneno que provoca ataque cardíaco algumas horas depois de ingerido? - ele balançou a cabeça positivamente. - Então, preciso de um desse.
- É pra já! - Ele procurou um pouquinho e logo me entregou um pequeno frasquinho.
- Quanto lhe devo William?
- O de sempre, madame. - Eu sabia o que era o de sempre, um beijo, muito bem dado, mas fazer o quê? Era necessário!
O beijei, sem a mínima vontade, mas mesmo assim quente. Ele me apertava como se me desejasse a vida toda, mas eu sempre acabava com suas intenções quando ele começava a me conduzir para outro lugar, como ele estava fazendo agora, e, definitivamente, o quarto dele era o lugar que eu menos desejava na vida.
Voltei correndo para o pub.
- Desculpa, negócios são negócios. – sorri.
- Claro, nem demorou tanto. - sorriu de volta.
- Que bom. Já pediu?
- Não estava te esperando. Pede uma bebida pra mim? Vou ao banheiro. - saiu.
- Claro! Por favor moça dois sucos de laranja. - Pedi a garçonete.
Não demorou muito e a tal garota logo trouxe. Ali era minha deixa, coloquei todo o pó do pequeno frasco, mesmo sabendo que a metade já era o suficiente pra matá-la dolorosamente, mas o frasco inteiro a faria sofrer mais e demoraria para o efeito surgir.
- Suco de laranja? - voltou e me perguntou assim que sentiu o gosto da tal bebida.
- Não gosto de bebidas alcoólicas e não gosto que os outros bebam perto de mim, desculpa. - Continuei simpática.
- Compreendo. Afinal, por que me tratou tão mal na frente de e aqui não? - perguntou curiosa.
- Na frente do , digamos que eu tento ser firme. Longe dele, eu sou outra pessoa. - Respondi mantendo a pose de mocinha. - Eu o amo de mais e ele sempre soube disso, mas pelo visto acho que ele gosta mais de você.
- Olha, isso foi só uma noite, não é pro resto da vida. Eu não o quero, ele tem mistérios que só um amor de verdade desvenda e eu nunca vou conseguir desvendar.
- Eu só não quero que ele sofra, só. Nossa, como sou indelicada, qual o seu nome?
- Maryna! - Disse sorrindo. - Bem, o seu eu não preciso perguntar né. - Sorriu irônica.
- Bonito nome. - Eu tentava ao máximo ser simpática depois de tudo aquilo que eu tinha visto. – Maryna, seguinte, me passa seu celular assim nós conversamos mais, porque meu pai está na minha casa e já vai me encher por ter ficado até tarde na rua. - sorri. A garota passou seu celular e eu anotei. – Foi um prazer em conhecê-la e desculpa se te assustei. - sorri e sai. - Quer uma carona?
- Aceito, moro meio longe daqui. - ela se levantou e fomos com ela me ensinando o caminho da sua casa, que não era muito longe da minha.
Quando cheguei em casa meu pai estava no sofá acordado assistindo um filme qualquer.
- Pai, já falei pra não me esperar acordado! - falei o olhando séria.
- Filha, você não entende minha preocupação com você? Quero garantir que você chegue viva em casa.
- E eu quero garantir seu sono. Agora, sobe e vai dormir, vamos sair amanhã.
- Ok filha, durma com Deus!
- Você também. - o fitei até o fim da escada e depois me joguei no sofá. Pronto primeira parte da missão iniciada.
’s POV on
Achei muito estranho o jeito que havia me tratado noite passada, como se quisesse me matar, mas ao mesmo tempo com ciúmes, paixão nos olhos. Poxa, como eu ia adivinhar que ela sabia que eu havia trazido a tal garota aqui ontem a noite, era praticamente impossível descobrir.
Mais do que nunca, eu queria desvendar cada lado obscuro daquela garota. Eu não iria me importar com mais nada, pra falar a verdade, ela estando do meu lado era o que importava.
’s POV off
Jhosh’s POV On
- Maryna! Onde você passou a noite? Você voltou eram quatro horas da manhã! - falei nervoso.
- Jhosh, fui no show e depois eu fui pra casa de uma amiga. - Maryna disse já irritada.
Essa história estava muito mal contada, ninguém volta da casa de uma amiga às quatro horas da manhã. E, além do mais, ela era minha namorada, ela me devia satisfação.
- Fale a verdade! Estou cansado de suas mentiras! - continuei no mesmo tom.
- Quer saber Jhosh! Eu estava com um cara muito melhor que você, mas não se preocupe, não vou te trocar.
- Como se você decidisse alguma coisa! - continuei gritando. - Você vai me levar até a casa desse cara, quero ter uma conversinha com ele.
- Você não vai fazer nenhuma besteira, vai?
- Não, palavra. Só quero ver quem é esse, depois o assunto é com você.
Fomos até lá, a casa era meio longe, mas chegamos sem tanta demora, já que a raiva me fazia acelerar o máximo possível. Coitado desse cara, ele já podia se considerar um homem morto. Assim que chegamos o tal homem que havia dormido com a minha garota, ele ia pagar caro por isso, na verdade, com a própria vida.
- Oi, posso aju… - Ele parou quando viu Maryna atrás de mim. - Maryna? O que faz aqui?
- Não me ignore traste! - joguei o copo de coca que ele segurava. - Ela está comigo, o namorado dela.
- , desculpa não ter te falado. - Ela lamentou.
- Cara desculpa, foi só uma noite. - ele me informou.
- Uma noite que vai lhe custar caro. - Dei-lhe um soco certeiro em seu olho direito.
entrou e eu entrei junto, quando eu ia lhe bater mais uma vez, ele revidou. Distraído com a dor a única coisa que eu vi foi Maryna se jogando no sofá com uma expressão de dor.
- Maryna? Meu amor, tudo bem com você? - falei desesperado me sentando ao seu lado e colocando a mão em seu rosto.
- Maryna! - gritou, tão chocado quanto eu.
- Se livrou, dessa vez, não pense que acabou. - Peguei Maryna no colo e coloquei dentro do carro para levar para o hospital.
Jhosh’s POV off
- Amor! Seu clipe novo! - Andrew gritou na sala.
- Ah! - gritei histérica. - Deixe me ver! Deixe me ver! - vim correndo da cozinha, batendo palmas feito uma criança de seis anos louca pra ver o brinquedo novo.
- Ficou muito bonito. - meu pai veio do andar de cima parando no ultimo degrau da escada.
- Obrigada pai! - pulei no pescoço dele, assim como eu fazia quando pequena.
- Ainda prefiro você ao vivo. – Andrew me abraçou assim que eu saí dos braços de
meu pai.
- Bobo. - lhe dei um selinho e depois me perdi profundamente em seus olhos.
- Juro que se não fosse seu namorado, eu beijaria milhões de posters seus todos os dias. - brincou.
’s POV on
Confesso que tais palavras me assustavam profundamente. Ele ia me perseguir agora? E isso? Não, ou, não comigo, um agente treinado do FBI. Eu sou altamente letal (quando eu quero), na verdade fui treinado pra matar todos os piores criminosos que pudesse. E não mediria esforços para matar mais esse.
Eu apenas esperaria que ele continuasse em minha busca. Assim eu acabaria com a raça do imprestável. Eu não seria incriminado por nada, pois é em legitima defesa, certo? Talvez sim, mas e se não fosse? Eu seria no mínimo demitido e apagado dias depois.
Sim, é uma fria maneira de ver como será meu futuro caso ele queira realmente cumprir com a palavra, mas eu já sabia disso é a lei: Todo agente uma vez fora será condenado a morte, pelo possível decline da empresa. Todos os agentes eram muito bem informados sobre isso, mas… E daí? Morrer? Morrer todos vamos mesmo. Tanto faz…
Enquanto eu esperava que o tal estúpido cumprisse com a palavra. Eu ainda tinha uns dias de vida livre pra curtir e bem… Sendo vulgar, dar uns pegas por aí. E nada melhor do que começar pela veterinária (loira, linda, perfeita e, melhor de tudo, fácil…) da esquina. Só que lógico, o consultório dela era mais distante dali. Jess era o tipo de garota que todo homem quer: bonita, inteligente, formada em medicina animal, loira, com o corpo todo em dia e bem… tudo isso meche com a imaginação de qualquer homem, só que digamos que ela é só pra “catar”. Nenhum cara com o cérebro em plenas condições namoraria sério com ela, porque só serviria pra carregar fama de “corno”, pois a cada semana ela aparece com um cara diferente. E quem sabe eu não sou o cara dessa semana? Qual é? Eu tenho chances ela sempre jogou um verde pra cima de mim, vez de ceder certo?
Ok, ok, posso parecer um idiota pensando em pegar outra garota, a não ser o amor da vida, que no meu caso é . Mas eu estou na “seca” desde que entrei pro FBI. Eu precisava praticar antes de sair correndo pra ela de novo. E, além do mais, eu duvido que ela vai me aceitar tão fácil assim, por dois motivos:
1= Eu brinquei com ela seriamente, fiz tudo o que não podia pra que eu ficasse com ela.
2= Ela tem namorado, não me conhece, se quer sabe que estou vivo.
É impossível eu parar assim, preciso praticar com outras assim não vou ter tanta dificuldade em falar com ela, por enquanto é meio difícil se quer falar com outras… imagine com ela. Se coloquem em meu lugar…
’s POV
Andrew ultimamente estava sendo muito… Carinhoso, fofo, gentil. Eu estava começando a me derreter profundamente por ele. Já prometi a mim mesma que, a partir de agora, só vou matar aquelas que o ousar por a mão.
Por mais que ele ainda não saiba, nunca deixei de gostar dele, mas eu tenho que dar valor aquelas pessoas que realmente se importam comigo. Não à aquelas que só me desprezam.
Eu continuava por varias semanas perseguindo , nada de anormal, a não ser a visita diária ao consultório veterinário da quadra de cima. Ok, ele nunca gostou de bicho, mas pegar a mulher que cuida deles é de mais não acha? Putz! Eu to mesmo com ciúmes idiota do ? Ah eu nunca fui assim, nem mesmo por ele! Caramba, tenho que para de achar que ele é realmente meu, e vou acabar com a farra dele rapidinho.
Fiquei o observando de dentro do carro, já pronta para o crime, observei sair de dentro do estabelecimento com a tal veterinária, loira, cheia das curvas e, acima de tudo, fácil só de olhar. Não que eu não seja cheia das curvas e tal, sou uma das mulheres mais desejadas do mundo, mas, quanto a fácil, não tenho essa parte.
Bom, agora seria questão de horas pra que ela estivesse com uma bala em seu peito. Assim que ele a liberasse. E eu faria questão de assinar “” como eu sempre fazia. Ia ser divertido fazer aquilo de novo.
’s POV
Bom, parte um: concluída, a doutora está em minhas mãos. Parte dois: em andamento, dentro da minha casa o comando é meu, então não é difícil de deduzir qual é o próximo passo.
Nos últimos dias, eu tinha a leve sensação de estar sendo perseguido por alguém, alguém que eu queria que me seguisse, mas é claro que sendo uma cantora famosa, bem remunerada, já mais daria atenção a minha pessoa, se quer perderia seu precioso tempo atrás de mim.
- Olha, eu-eu-eu…- Jess tentava falar entre suspiros.- Eu não tenho muito tempo, marquei com minhas amigas de encontrar com elas mais tarde.- Claro eu sabia que ela não encontrava com amigos há séculos, mas concordei.
- Prometo que não vou demorar, a menos que você queira, claro. - pisquei safado. E ela me sorriu da mesma forma.
Fomos subindo aos poucos as escadas, e quando chegamos ao quarto, foi questão de segundos para deita-la na cama e tudo começar a acontecer.
’s POV
Como, isso estava demorando, meu deus. Mais um pouco eu subiria e mataria ali mesmo, mas não. Se eu fizer tal ato, é capaz de distinguir o meu cheiro, saberia isso fácil.
Quando finalmente o vi entrando no carro, peguei o atalho mais próximo até a casa da tal medica, como esperado, cheguei antes dela, claro. Entrei por uma janela dos fundos, que havia observado que sempre se mantinha aberta pra o caso do esquecimento de chave ou algo do tipo. Mal sabia ela, que era por ali que entraria sua morte.
Entrei em seu quarto e me deitei na cama esperando que a garota entrasse para trocar de roupa. Claro que isso aconteceu, e ali estava eu.
- Então quer dizer que transa com qualquer um e depois vem tomar um banho pra lembrar? - me levantei da cama, observando seu rosto claro ficar com um tom esbranquiçado.
- O quê? Quem é você? - A garota quase ficou transparente, o medo, o pavor, ficava mais claro em sua expressão há cada segundo.
- Digamos… Sua morte flor! - dei um sorriso psicótico ao fim da frase, a deixando de pernas bambas só no olhar.
- Por favor! - Ao terminar da frase o único som audível no cómodo foi o disparo da arma, certeiro em seu peito esquerdo, sem dar a mínima de chance para tal vida.
Terminei meu serviço assinando um em sua perna, pronto a farra do acabou, e bem, sem mais mortes por minha parte.
POV narrador
Em poucos dias o corpo da veterinária fora encontrado estendido em sua cama com um tiro no peito, como se já houvesse um velório da moça ali mesmo.
Os agentes e investigadores tentavam identificar o que todos aqueles crimes tinham em comum, não chegaram em nenhuma conclusão. Porque realmente nenhum dos crimes cometidos por não haviam nada em comum.
O que era escondido em todos aqueles homicídios?
Eu sei, eu sei, eu demorei seculos pra postar d novo, mas é que eu mal liguei o computador nessas ferias, estava empolgada lendo a serie de percy jackson e jogos vorazes. Espero que vocês gostem, pretendo não demorar em terminar essa fic, só tenho até abril, então... Espero que tenham gostado do capitulo, juro que a proxima atualizaçao não vai demorar! até a proxima!
Fui!