"Que frio!"
amaldiçoou internamente o aquecimento global - que fazia daquele verão o mais quente da Inglaterra por décadas - e sua burrice de esquecer que, apesar disso, dentro do aeroporto o ar-condicionado faria parecer que estavam em novembro... Estava de saia jeans e blusa de alcinha e sentia frio nas pernas.
Andou mais um passo na fila do McDonald's e se sentiu culpada pelo frio na barriga que sentia, principalmente porque ele não tinha nada a ver com a temperatura.
Não era pra estar assim, "É só o Tom!" - Ela pensou irritada. Era seu melhor amigo de anos, a pessoa que ria com ela, chorava com ela... O garoto mais perfeito que conhecia.
Ah sim, talvez isso fosse um motivo para as borboletas em seu estômago. Tom conseguia ser o cara ideal! Bonito, atencioso, talentoso, fofo, sempre ali sorrindo pra ela, segurando sua mão... Tinha que confessar também que ultimamente os dois não estavam respeitando muito o limite amigo-peguete que fica subentendido numa amizade homem-mulher. Os dois já tinham ficado umas três ou quatro vezes, sempre quando estavam se sentindo carentes ou rejeitados e, normalmente, após uma boa dose de álcool.
A última vez que ficaram tinha sido um dia antes de Tom ir para a Flórida.
era a última, mas não menos importante, parte do trio... Era amiga de há tempo suficiente para lerem o pensamento uma da outra. Conheceram-se na escola, na sexta série, quando se mudou para a cidade. Se sentou ao lado de na primeira aula e perguntou qual era a matéria, pois estava totalmente perdida... Desde então nunca mais se largaram.
Os três estavam sempre juntos. Tom era do mesmo ano e, apesar de conhecer há mais tempo, também tinha um carinho mais que especial por . Era como sua irmãzinha e ele sabia que aquelas duas garotas valiam mais que ouro; gostava de pensar que as protegia.
"Dois McShakes de chocolate."
saiu com os milk shakes na mão em direção à e a família de Tom.
"Não quer mesmo, Carrie?" - ela perguntou à irmã de Tom. Ela era mais nova que os três, mas era uma pessoa muito doce e fácil de lidar, assim como o irmão.
"Não, valeu ! Ele ta demorando, não tá?"
olhou no relógio. "Nah, está dentro do horário que a gente imaginou mesmo." - Ela disse. - "? Vem aqui rapidinho? Vamos lá no Mc comigo de novo, acho que quero uma batata também".
Sabia exatamente o que viria a seguir só de olhar pra amiga.
"Pára de se martirizar! Se você achar que é isso mesmo que quer, vai e fala com ele! Vocês ficam juntos e vivem felizes para sempre. Não se preocupa por antecedência não!"
sorriu. Mais uma vez, tinha lido seus pensamentos.
"Acho que não ia dar certo, . Eu não estou disposta a colocar nossa amizade em risco e acho que ele também não. O que acontece é que eu estava, e estou ainda, me sentindo extremamente sem sorte no amor. Me sentindo péssima por não encontrar a pessoa certa. E o Tom não ajuda!" - Ela riu. - "Com ele sendo meu parâmetro de homem perfeito, fica difícil! Aí juntou a bebida, a carência, a saudade que eu sabia que ia sentir dele..."
"Eu entendo. O Tom é o cara, né? Ele é o culpado por a gente nunca querer ficar com ninguém mais de uma vez!"
E as duas riram.
Voltaram para o lado dos Fletchers. Realmente, agora parecia que ele estava atrasado. Porém, ficar ali era muito agradável. e adoravam aquela família.
"Não conheço ninguém que, com a idade do Tom, goste tanto da Disney!" - Disse Mrs. Fletcher. Todos riram.
De repente viram um garoto loiro vindo sorridente na direção deles. Algumas garotas que estavam ali perto olhavam pra ele com interesse. se lembrou de quando ele era um garoto gordinho, muito tímido, que mal falava com outras garotas, além dela... Mas Tom tinha emagrecido bastante desde então e se tornado um garoto lindo e mais sociável. Tinha olhos castanhos detentores de um brilho invejável e hipnotizador; uma covinha maior que a outra, que fazia do seu sorriso algo inexplicavelmente bonito; as mãos grandes e finas, mãos de pianista...
"Ei, vai ficar paradona aí ou vai me dar um abraço?" - Tom estava com os braços estendidos na frente de . Ela tinha ficado tanto tempo pensando nele que nem viu o garoto abraçando os pais e se dirigindo a ela.
"Claro que vou! Que saudade de você, Toooom!" - pulou, então, nos braços do garoto. Tom era muito abraçável, se é que essa palavra existe. A segurou forte e deu um beijo em sua bochecha.
E foi estranho porque, a partir do momento que o viu, o frio no estômago passou! Ele não era UM cara perfeito, com quem ela casaria fácil; era SEU MELHOR AMIGO perfeito, com quem ela casaria fácil. E isso fazia toda a diferença! Não se lembrava mais dele como o cara que ela ficou e que tinha ido viajar... era o Tom... o Tom!
Tom estava se encaminhando para abraçar , quando ouviram um barulho estranho atrás. Todos se viraram para a porta de onde ele tinha saído e viram um garoto caído por cima das malas do amigo.
O garoto se sentou no chão e riu alto - "Porra, Tom!". Inconscientemente, fechou os olhos ao ouvir aquela risada. Era muito boa de se ouvir. Abriu de novo e viu o menino levantando as malas.
Tom? Quem era Tom mesmo? De repente ele tinha sido varrido de seus pensamentos pela risada que ouvira há pouco.
Ah sim! Tom era aquele seu amigo que estava levando o dono da risada em direção a ela.
", deixa eu te apresentar. Esse é Daniel Jones. Nos conhecemos na viagem. Ele estuda na Memory Lane High."
"Daniel? Naaah, pode me chamar de Danny!" - Ele disse estendendo a mão e sorrindo. - "E você é a famosa !"
Hein? Se ele não parasse de sorrir, ela não conseguiria manter uma conversa decente com ele!
"Famosa? Acho que não, hahaha... (não sabia se ria de nervoso, se saia correndo...). Prazer Danny!" - ela devia estar com uma cara de idiota bem hilária.
"E essa é a também famosa ." - Tom disse.
"Você diz que a gente é famosa só pra se achar O cara dos contatos, né Tom?! Prazer Danny!" - E também apertou a mão do garoto.
"Dude, onde estão aqueles dois?" - Tom falou e olhou para a porta.
Meu Deus, tinham mais dois como aquele?
Tom se virou para as garotas.
"Vocês não vão acreditar! Encontrei Dougie Poynter na viagem! Foi ele quem me apresentou o Danny aqui e o Harry, o outro garoto. Ele foi estudar em Memory Lane High também."
"Dougie Poynter? Aquele baixinho estranho que gostava de lagartos?" - Disse .
"O que tem eu?"
se segurou pra não rir da cara de . O olhar dela no garoto que chegou na roda foi indescritível. O "baixinho estranho que gostava de lagartos" agora tinha crescido (mas não muito) e usava os cabelos loiros bagunçados, o que dava a ele uma pinta de surfista, exatamente como gostava. Estava de regata, de forma que era possível ver uma tatuagem em seu braço direito que ia do ombro até o meio da parte de cima do braço.
e Tom trocaram olhares divertidos. tinha o dom de pagar os melhores micos!
"Dougie? Dougie Poynter?" - Ela ainda não acreditava.
" ? Ei, a gente fez um trabalho de ciências juntos na sétima série! Um pouco antes de eu mudar de escola. Você só me xingava!".
É, ela se lembrava disso. Realmente achava ele estranho naquela época e estava brava, porque queria ter feito o trabalho com o Charlie. Coisa de gente da sétima série... Também se lembrava desse jeito dele de falar as coisas, sem pensar se ia soar mal ou não.
"Parabéns Dougie, agora ela vai querer se enterrar!" - Tom disse rindo com a cara de terror de .
"Me... me desculpa! Não era nada pessoal..." - Ela estava bem embaraçada.
"Nem encana! É um prazer revê-la! E você também !" - Dougie se aproximou para cumprimentar . Eles até tinham sido amigos, uma vez que andava com Tom desde sempre e Tom era amigo de Dougie desde que este tinha entrado na escola.
"Mas e o Harry?" - Disse Danny e se virou para ele, quase havia se esquecido que havia alguém incrivelmente babável há poucos metros dela.
Ele tinha os olhos mais azuis que uma pessoa podia ter. Seu rosto era bonito e ficava ainda melhor quando ele sorria. A boca, aliás, era algo a parte: tinha os lábios vermelhos e carnudos e os dentes, apesar de grandes, faziam seu sorriso ainda mais radiante, ele também tinha covinhas e todo esse conjunto era emoldurado por um cabelo preto e uma franja de lado na testa. gostou de tudo naquele garoto.
"Se ele não chegar em cinco minutos, eu não vou dar carona pra ele" - Disse Dougie e saiu do transe.
"Foi aquela loira que sentou do lado dele. Me dá raiva às vezes como o Harry tem sorte com as mulheres." - Danny reclamou. - "Ele deve ter parado pra pedir o telefone, email, myspace, endereço, nome do cachorro... ah não, ele vem vindo aí."
Tá! Era oficial. Tom tinha encontrado os outros três garotos mais bonitos da Inglaterra nessa viagem. Harry tinha os cabelos escuros também, penteados como um moicano, era magro, mas tinha os braços fortes e um rosto muito bonito.
olhou pra e percebeu que estavam pensando o mesmo: "Loucura!"
"Harry, essas são as minhas garotas: e . Garotas, esse é o Harry."
"Oi Harry!" - Elas disseram juntas, fazendo-as parecer aquelas gêmeas siamesas.
O garoto as cumprimentou e se virou pra Dougie:
"Vou de carona com você, dude? Meu pai disse que não dá mesmo pra vir me buscar."
"Pode ser. Mas acho que minha mãe não chegou ainda. Danny e você? Vai embora como?"
Danny estava desligando o celular.
"Minha mãe vem me buscar. Tá tranquilo, galera. Vou comer algo e vou lá pra fora esperar por ela."
"A gente espera com você, tô morrendo de fome também." - Dougie ofereceu.
"Vocês duas vem com a gente? Minha mãe provavelmente providenciou O almoço!" - Tom disse, se dirigindo às garotas.
"A gente bem que queria Tomzinho, mas temos cursos de verão daqui a pouco. está fazendo um curso de Jornalismo Esportivo e eu de Fotografia." - respondeu.
Ao ouvir isso, Danny levantou a cabeça.
"Fotografia? Você gosta?"
gelou. Era a primeira vez que iria falar com Danny mais do que o "Muito prazer, Danny".
"Eu gosto sim." - Ela falou, sorrindo para ele. - "Por quê? Você também gosta?"
Ele concordou com a cabeça e sorriu. Reparou mais atentamente na garota, então. Ela não tinha uma beleza dessas de parar o trânsito, mas não era feia. Tinha um sorriso engraçadinho e Danny gostou dos olhos dela também.
ficou sem graça, pois o garoto ainda estava olhando pra ela. Desviou o olhar e ia se virar para se despedir de Tom, mas desencostou de , tropeçou na mesma mala que Danny já tinha caído e foi parar no chão.
O garoto foi o primeiro que riu, mas também correu para ajudar a garota a se levantar.
"Essa mala é assassina, mate! Joga ela fora! Sabe quantas vezes eu tropecei nela na Flórida? Sete!"
nem tinha forças pra se levantar de tanto que ria. Segurou na mão que Danny mantinha estendida e conseguiu subir.
"Obrigada!"
"Seu sapatinho de cristal, Cinderela."
Ela nem tinha reparado que, no tombo, tinha rasgado uma tira de sua sandália.
"Aaaah, poxa vida! Vou bonita pro curso agora. Obrigada de novo, Danny! Meu herói."
O garoto corou e soltou a mão dela.
"Hora de ir, estamos atrasadas! Tchau pessoal. Prazer conhecê-los." - Disse . Ela e se despediram dos garotos.
O "tchau" de Tom e demorou mais, eles ficaram um bom tempo abraçados. Ela não queria abraçá-lo por muito tempo; não perto de alguém com quem ela, com certeza, perderia várias horas da sua vida. Ao mesmo tempo, como já tinha dito, seu amigo era o cara mais abraçável do mundo (quer dizer, ainda não tinha abraçado Danny pra saber... AINDA!). E quando ele disse "Passa lá em casa a noite?", ela sorriu, concordou e deu um beijo em sua bochecha.
"Tchau meninos, prazer conhecê-los!" - Virou-se e saiu com , deixando os quatro garotos para trás.
Quando já estavam inaudíveis, começaram a falar como duas matracas sobre aqueles três amigos novos do Tom.
"Nem tão novos assim! A gente conhecia o Dougie!" - disse.
"Aaaaaaai, nem me lembre! Desde quando ele é bonito daquele jeito? Desde quando ele é o meu número daquele jeito?" - ainda estava inconformada.
"Calma , os tempos são outros! Ele mudou, você mudou..."
Elas continuaram falando dos garotos até chegarem ao local dos cursos, enquanto tentava arrumar a sandália, para não parecer desleixada.
Enquanto isso, os três rapazes se despediam de Tom e da família Fletcher, que já se encaminhavam para a saída.
"A gente se fala, cara. Temos que marcar aquele ensaio, pra ver se dá certo!" - Danny gritou.
"Amanhã à tarde, pode ser? Lá em casa tem um quartinho pra ensaio..."
"O Dougie sabe onde é, né? Tá fechado!"
"Sei, sei sim, você ainda mora no mesmo lugar?"
"Moro!"
"Tá certo então!"
"Aweeeeesome!"
Estavam chamando atenção demais com seus gritos, mas fingiram que não era com eles quando Tom finalmente saiu e se dirigiram discretamente à praça de alimentação.
"Tom é um cara legal. Acho que seremos uma boa banda!" - Harry começou a dizer.
"Acho que sim, pelo menos talentosos nós somos." - Dougie falou, mais para ele do que para os outros.
"E modestos!" - Danny completou, rindo.
"Mudando de assunto, muito bonitas as amigas do Tom. Eu estava curioso para conhecê-las! Ele só falava delas. Qual das duas era a mesmo?" - Harry perguntou.
"A mais alta." - respondeu Danny.
"A versão feminina do Mr. Jones aqui!" - Dougie zombou.
"Eles namoram, né? Pelo menos me pareceu..." - Harry coçou a cabeça, pensativo. - "Eles tinham um climinha diferente, por exemplo, do Tom com a ."
"Você acha? Ele não a apresentou como namorada, apresentou? Ou eu ouvi errado?" - Danny parecia preocupado. Não gostava nada da idéia de ter se interessado pela namorada do mais novo amigo, aquilo era péssimo!
"Aaaah não, isso é porque eles são melhores amigos desde sempre. Talvez eles até se peguem de vez em quando, mas namorados não." - Dougie respondeu meio sem pensar, como sempre.
Isso não diminuiu a culpa de Danny.
"Que jeito bonito de se falar, hein?" - Harry riu. - "Mas e a ? Quer dizer que ela te esnobava, Dougster?"
"Quem disse que eu gostava dela?" - Dougie se defendeu, mas depois baixou a guarda. - "Não é que ela me esnobava... a gente até conversava, porque tínhamos o Tom como amigo em comum, mas na sétima série, vocês sabem, né? A maior meta de um menino é ser o Power Ranger vermelho!"
Os três gargalharam.
Já eram 19h quando bateu na casa dos Fletchers. Tinha dito a Tom que iria lá pra eles colocarem o papo em dia.
"Oi linda! Entra!" - Tom abriu a porta, deu um beijo na testa da garota e a deixou entrar. - "E o que nós vamos assistir hoje?"
"Toy Stoooooory!" - disse animada tirando um DVD da bolsa.
Os dois riram, aquele era o desenho favorito deles. Foram até a sala de TV, que tinha o sofá mais confortável que conhecia, e se acomodaram.
"Não é um laser de verdade, é só uma luzinha que pisca!"
Estavam dublando o filme como sempre faziam. era o Wood e Tom, o Buzz.
"Mas me conta, moleque, como foi lá? Como você reencontrou Dougie e conheceu os outros garotos?"
"Eles estavam indo pra Flórida também, pura coincidência! Ficamos no mesmo hotel... que, aliás, era péssimo!"
"Falei com James outro dia, ele e os garotos estão abrindo o show de uma banda conhecida, não me lembro o nome agora..." - disse sondando.
Tom tinha pertencido a uma banda, o Busted, por um tempo. Mas parecia que não havia espaço para quatro membros nela e ele saiu. Dois dias depois, James, Matt e Charlie foram vistos por um empresário e agora viajavam o país abrindo shows. Aquilo tinha deixado Tom extremamente chateado. A primeira vez que ele e ficaram, aliás, tinha sido na noite em que o trio deu uma festa pra comemorar o contrato. Tom queria parecer contente pelos amigos e bebeu muito, mais do que bebera em toda a vida. cuidou dele a noite toda e quando ele já estava melhor, houve um daqueles papos de bêbados que amam e eles acabaram se beijando.
"Que bom pra ele..." - Pelo jeito, Tom continuava mordido com sua falta de sorte. Tinha nascido para a música, não se via fazendo nada além daquilo.
"Vem aqui!" - estendeu os braços e o garoto a abraçou, deitando-se no colo da amiga depois. - "O que é seu tá guardado... E com certeza é algo fantástico!"
"Eu e os garotos escrevemos uma música juntos na Flórida. É sobre o quarto de hotel em que estávamos. Ele era muito ruim... tinha uma cama quebrada, o ar condicionado zuado, o quarto estava sempre muito quente... São caras muito legais, Dougie, Danny e Harry. , nós tocamos juntos um dia lá! Quase me esqueci de te contar" - Tom se levantou animado. - "Você precisa ouvir a voz do Danny! Nós fomos a um barzinho..."
Mas abstraiu o resto da história, tinha parado no nome do garoto que conhecera mais cedo. Ele era encantador, e se ainda por cima cantava... aquele boca era realmente um caso a parte!
"? Hey, tá me ouvindo?"
"Tô sim Tomzinho... fico feliz por você!" - Ela disse sorrindo.
"Vem ao nosso ensaio amanhã? Traz a ! To com saudade dela também..."
"Será um prazer ouvir o... qual o nome da banda?"
"Ainda não tem nome, ainda nem sabemos se somos mesmo uma banda!"
"Vou pensar em algo criativo pra vocês até amanhã. Tom?"
"Hum?"
"Perdi a cena que mais gosto, posso voltar?"
"Você sempre faz isso! Vai adiantar eu dizer não?"
"Não!"
"Então volta!"
No outro dia, e foram para o curso de verão, depois passaram na sorveteria e só então rumaram para a casa do Tom ver o ensaio.
Estava um dia insuportavelmente quente e elas já estavam pensando duas vezes se entrariam no quartinho de música abafado do amigo com mais quatro marmanjos. Mas como se tratava de quatro marmanjos muuuuito bonitos, elas acharam que talvez valesse a pena o esforço.
"Boa tarde! Querem?" – entrou, oferecendo sorvete aos garotos que já estavam ali.
"Oi linda! Do que é? Nozes? Eu quero!" – Tom beijou a bochecha da garota e tomou um pouco de seu sorvete.
"Eeeeeei , quase não nos falamos ontem! Sabe o que eu trouxe pra você?"
"Minha pantufa de Pluto? Você achou? Aaaaah, você é o cara, Tom!"
Ela pulou no pescoço do amigo.
"Vamos parar com a putaria aííí..." – Dougie disse, fazendo sinal pros dois se separarem.
As meninas riram e se sentaram no sofá perto da porta, enquanto eles decidiam a música.
"Pode ser a música que cantamos juntos na Flórida..." – Danny sugeriu. Todos concordaram e Harry fez a contagem.
Era Stay With Me, do Rod Stewart.
"In the morning
[De manhã]
Don’t say you love me,
[não diga que me ama]
cause I'll only kick you out of the door..."
[porque eu só vou te chutar pra fora da porta]
E o mundo parou de rodar por quatro minutos e um pouquinho. Era a voz mais bonita que já tinha ouvido na vida! Era grossa, meio rouca e extremamente afinada. E Danny cantando também era algo a se apreciar. Ele cantava com os olhos fechados, batendo umas das pernas no chão ao ritmo da música, balançava a cabeça e quando abriu os olhos, sorriu olhando para ela.
A voz dele e a de Tom se encaixavam perfeitamente e os meninos pareciam velhos companheiros de banda, tamanha era a sintonia.
Cantaram mais uns dois covers e apresentaram às garotas a música que tinham feito: Room on the third floor. Era realmente muito bonita e bem feita.
e aplaudiram quando Tom terminou o último "...that I gotta keep my feet on the grooooound...". Estavam impressionadas com aquilo!
"Tá, agora vocês podem confessar que já estavam tocando juntos desde que tinham nove anos de idade!" – disse.
"É, a gente não cai nesse de ‘É nosso primeiro ensaio, pra ver se dá certo...’, nos poupe!" – completou.
Os meninos se olharam e riram. Realmente tinha sido muito bom tocarem juntos.
"Vocês só precisam de um nome!" – lembrou.
Tom parecia estar se coçando para dar sua sugestão. sabia que ele provavelmente tinha passado a noite pensando em algo extremamente criativo.
"Eu pensei em... McFLY. Sabem? De Marty McFLY. O carinha de Back to the Future?"
Houve um momento de silêncio.
"Ah cara, eu gostei!" – Dougie disse primeiro.
"Eu gostei, dude... soa bem..." – Danny falou rindo.
, que tinha saído pela tangente sem ser vista, voltou com latas de cerveja sabe-se lá Deus de onde.
Jogou uma para cada um e brindou:
"À banda mais famosa do ano que vem, McFLY!"
"McFLY!" – Todos gritaram e riram.
Os seis estavam no quintal da casa de Tom, ainda tomando cerveja.
, Dougie e Harry jogavam baralho, Danny estava sentado numa espreguiçadeira com o violão no colo e olhava para a cadeira onde Tom e estavam. Ela, deitada no ombro dele que mostrava as fotos da viagem na câmera.
"Você tem que ir da próxima vez, foi tão legal!"
"Eu vou! Hey, que foto linda! Quem tirou?"
"O Danny!" – Tom apontou. Ele pareceu acordar de um transe e tirou os olhos da garota. Porém, por efeito do álcool, não foi rápido suficiente e ela percebeu que estava sendo observada. Ambos sorriram sem graça.
"Que foto?" – Danny disse, tentando se recompor.
"Essa." – Tom mostrou a câmera para ele. Era a foto de uma menininha de uns dois anos com orelhas de Minnie e a boca toda lambuzada de chocolate, mas ela sorria como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo, com o doce na mão.
"Eu adorei!" – disse, com os olhos em Danny. O garoto retribuiu o olhar, sorrindo. Tom olhou de um para o outro e se sentiu estranho. Só não sabia se aquilo era ciúmes ou só aquele sentimento ruim de estar sobrando.
"Truuuuuuuuuco, ladrão!" – gritou. Harry soprava informações no ouvido de Dougie, mas eles estavam perdendo de lavada!
"Meeeeeeeio pau!" – Como achava que ela estava blefando, resolveu chutar o balde.
"Então toma o zap!" – disse animadamente, colando a carta na testa do garoto. Este ficou emburrado e jogou a carta que tinha no monte, olhando irritado para Harry. – "Próximooo!"
"Se você não tivesse me ajudado, eu tinha ganho!" – Dougie ainda estava revoltado com Harry.
"Fui eu quem mandou você fazer essa burrada no final? Então cala a boca que é minha vez."
"Eu vou torcer pra !" – Dougie pegou sua cerveja e foi se arrastando até ficar atrás de , que olhou de canto de olho e sorriu. O garoto estava mais perto do que era necessário.
"Seu bosta!" – Harry xingou, embaralhando as cartas.
O celular de tocou. – "Ih, ferrou... é minha mãe!" – Ela se levantou pra atender e o mundo girou, tinha bebido mais do que imaginava. Correu para dentro da casa de Tom, quase caiu no tapete entre a copa e a sala e se sentou nas escadas que davam para o 2º andar.
"Oi mãe! Não, tô na casa do Tom, eu avisei que vinha pra cá... Bebendo? Claro que não, mãe! Hoje é quarta! Eu compro sim. Levo, levo... tá, mas eu vou mais tarde. Tô vendo as fotos da Flórida. Eu mando um beijo pra ela sim... Fica com Deus. Também te amo. Beijos."
O que mesmo que era pra comprar? riu de não se lembrar o que sua mãe tinha acabado de pedir. Ela tinha problemas sérios de memória, frequentemente se esquecia até mesmo o assunto que estava conversando com alguém no msn. Ah é, era guardanapo! Ou papel toalha, dava no mesmo...
De repente ouviu uns passos vindo da copa e Danny abriu a porta com sua garrafinha de Heineken na mão, mas ele não a viu e se dirigiu para a porta do armário, ao lado da entrada da casa. Hein?
"Danny? Vai fazer o que aí?" – Ela se levantou (e o mundo rodou de novo).
"Opa! Você tava aí? Preciso usar o banheiro." – Ele também estava visivelmente alcoolizado. E se virou para olhá-la, apontando para a porta do armário.
riu alto, foi até o garoto e pegou na mão dele, o levando em direção ao banheiro certo. Danny virou sua mão na dela, de forma que seus dedos se entrelaçassem.
"Pronto senhor, é aí o banheiro de verdade..." – Não queria largar a mão dele e, pelo jeito, ele também não.
"Perdi a vontade. Vamos sentar lá na escada e tomar mais uma cerveja... por minha conta!"
riu. Eles foram até a cozinha pegar duas garrafinhas e seguiram de mãos dadas até a escada.
"Me fala de você..." – Danny disse. Estava tão perto que podia ver cada sardinha em seu rosto, podia até se ver refletida nos olhos extremamente azuis do garoto.
"Hummm, o que você quer saber? Eu sou a , para os mais íntimos e os menos íntimos também..." - ele riu - "Estou no último ano do colégio, faço parte da equipe de teatro, amo fotografar, por isso quero fazer faculdade disso. Tenho dois melhores amigos fantásticos e... não sei..."
"Você fala com tanta felicidade das coisas que faz! Tanto entusiasmo... é contagioso até!"
"E você? Me conta alguma coisa também!"
"Eu? Eu estou afim da garota do meu novo amigo." – Ele pensou, mas não achou que era algo interessante pra se dizer sobre ele mesmo. – "Eu sou o Danny, sou tão apaixonado pela música quanto você é pelo teatro e pela fotografia. Gosto de futebol também e..."
"Tom, busca minha pantufa? Eu acho que já vou indo..."
"Claro!" – Tom estava dedilhando o violão pensativo quando o chamou. e Danny estavam lá dentro há muito tempo...
Abriu com cuidado a porta e os viu sentados na escada, conversavam e riam como velhos amigos.
"Eu sou meio tonto mesmo, mas eu nem ligo. Estou sempre esbarrando nas coisas, derrubando vasos ou prendendo meu moletom no trinco da porta..."
riu:
"Eu sou muito assim também! Derrubar suco, refrigerante na mesa em dias festivos então... minha especialidade!"
"Podemos abrir um D.A.: Desastrados Anônimos então. Um brinde!’
E eles bateram as garrafinhas já vazias.
Tom deu uma tossida forçada e se juntou a eles.
"Qual foi a piada?"
"Descobrimos que podemos fundar o ‘Desastrados Anônimos’. Oi, meu nome é e só por hoje eu não derrubei nada... de valor!"
Danny gargalhou e começou a rir também, porque ficava com o riso frouxo quando estava bêbada e porque a risada de Danny era contagiante.
"Vou lá no quarto buscar o presente da , você quer o seu?" – Tom disse olhando para .
"Siiim! Eu quero! Eu amo abrir presente! Vou lá com você! Vamos, Danny?"
"Não, acho que vou aproveitar e ir ao banheiro. No banheiro de verdade, quero dizer."
quase morreu de rir de novo. Ela não conseguia se segurar, parecia uma hiena quando bebia demais.
Se levantou para subir as escadas e quando Tom fez menção de ajudá-la, ela se livrou das mãos dele:
"Tô bem Tomzinho... olha só. Escada, escada, escada, escada..." – Ela dizia a cada degrau que subia e comemorou no final – "Viu? Subi tudo!"
"Você é demais mesmo!"
Eles entraram no quarto dele e ela se jogou na cama. Era macia, quentinha e confortável.
"Espero que goste." – Tom lhe entregou um presente grande demais para ser a orelha de Minnie que ela tinha pedido. Rasgou o papel mais rápido que pode e deu um grito. Era um Wood enorme, era lindo!
"Aaaaaaaaaah, Tom! O que eu faço com você? Isso deve ter ficado caro."
"Você merece!" – Ele olhava fixamente para ela.
"Você não vai abusar de uma pobre moça indefesa e bêbada, né?"
Ele sacudiu a cabeça negativamente, mas tinha um olhar malicioso 'não-Tom' no rosto que fez ficar envergonhada, ela deu um tapa no ombro dele.
"Você tá bêbado também!" – Ela zombou. – "Não vai nem lembrar que me olhou assim amanhã!
"Se você ficar comigo, eu vou lembrar. Tava com saudades..."
Tinham chegado ao momento crítico daquele papo furado, normalmente era depois de um xavequinho desses que eles ficavam. Mas agora tinha um alvo e, não que Tom fosse seu "step boy", porque esse termo reduziria a zero a amizade verdadeira que os dois tinham, mas os dois só ficavam quando ambos estavam livres e desimpedidos. Ainda que Tom não soubesse que o cara que ele havia apresentado há 24 horas estava mexendo com ela.
"Você não é assim, Mr. Fletcher! Vamos levar o presente da , vem!"
Segurou nas mãos dele e desceu a escada. Pela voz que ouvia no fundo, Danny tinha voltado pra lá.
Ao abrirem a porta da cozinha se depararam com e Dougie fazendo castelinhos de cartas (logicamente, não passando do primeiro andar, afinal qual bêbado consegue ficar concentrado e com a mão firme?), Harry roncando na cadeira e Danny jogando bola no gramado.
"Cara, eu tô começando a me arrepender de não ter deixado vocês zuarem o Harry. Como ele ronca alto!"
"Eu te disse... Ainda mais bêbado!"
"Tem chantilly aí, Tom?"
Tom fez um sorriso maldoso, acenou com a mão para todos esperarem e voltou à cozinha. sentou-se na espreguiçadeira.
Danny parou de jogar bola e se juntou aos quatro.
Tom veio chacoalhando o vidrinho e virou na direção de Harry.
"Boom diaaaaaaaaaa, Bela Adormecida!"
Harry, que parecia um bolo de noiva agora, se levantou assustado e começou a xingá-los com todos os nomes mais feios que veio em sua cabeça recém funcionante.
"Vão pra puta que pariu, viu!"
Eles riram de se acabar. Tom não resistiu e espirrou também em . Cinco minutos depois estavam todos melados e brancos.
"E eu nem vi meu presente! Droga! Como vou abrir com a mão desse jeito?!"
"Vou te apresentar uma coisa fantástica , vem aqui"
Dougie a levou até a cerca no quintal e apontou teatralmente para a torneira.
"Chama-se torneira!"
"Há há há, chama a graça agora."
Ela se abaixou para lavar as mãos e Dougie não resistiu, a empurrou embaixo d’água!
"Eu-não-acredito-que-você-fez-isso" – Ela disse entredentes. Estava toda molhada. Se virou e viu o garoto sentado na grama, chorando de rir. Começou a jogar água nele também.
"Toma, espertão!" – Ela continuou sentada embaixo da torneira e ria com a cara que ele fazia.
"Pronto Dougie, você nem precisa mais tomar banho essa semana" – Danny zombou.
Os seis já estavam dentro da casa de Tom: Harry tinha subido para tomar banho, afinal era o mais melado. e Tom estavam sentados ao piano e Danny no sofá com os outros dois. e Dougie dividiam uma toalha que parecia um lençol e continuavam se estranhando.
"Você tá com um pedaço maior da toalha!" – reclamava.
"Eu sou maior que você!"
"Nossa, muito maior! Quase um Ashton Kutcher de tão grande! Eu estou mais molhada!"
"Caramba, vocês dois!" – Harry vinha descendo as escadas.
"Isso aí, Tio Harry! Põe ordem nesse barraco!" – Danny disse rindo.
Todos riram também, era difícil ficar sério ali. se sentiu feliz que dessa vez não seriam só os três. Não que fossem anti-sociais, mas as pessoas no colegial podem ser bem ruins e cruéis quando querem. Eles se protegiam mantendo só amigos de colégio... colegas... nada além disso. Mas o espírito ali era ótimo, como se já fossem amigos há milhares de anos.
"Acho que até já estou sóbrio, que droga!" – Disse Dougie. Os outros concordaram.
"Ainda tem cerveja aí..." – Disse Tom.
"Ah não, desencana, deixa pra amanhã!" – Ele respondeu. – "Toca alguma coisa aí, Tom."
O garoto colocou as mãos nas teclas. Pensou um pouco no que ia tocar e começou. Era "You’ve got a friend in me", a música do Toy Story.
bateu palmas e acomodou a cabeça no ombro do amigo. Danny se mexeu desconfortável no sofá, tinha que admitir que eles formavam um casal muito bonito. Tinha quase certeza que eles tinham ficado quando subiram e aquilo o deixava estranhamente chateado. Pô, tinha conhecido a garota há um dia e já estava assim? Aquilo não se parecia nada com o bom e velho Danny Jones, O pegador.
"And as the years go by,
[E enquanto o tempo passar]
our friendship will never die.
[nossa amizade nunca vai acabar]
We'll both see it's our destiny.
[Nós dois sabemos que é nosso destino]
You've got a friend in me.
[Você tem um amigo em mim]
You got a friend in me.
[Você tem um amigo em mim]
You got a friend in me."
[Você tem um amigo em mim]
"É gente... é triste a dor do parto, mas é hora de partir!" – Disse olhando o relógio e se levantando, com seu Wood na mão. – "Ainda tenho que passar num supermercado 24h e comprar... o que mesmo? Ah é! Guardanapo!"
Os outros começaram a se levantar também.
", você vai embora de pantufa?" – Dougie apontava para o pé dela, que riu e se sentou para colocar a sandália.
As duas saíram para um lado, enquanto os meninos foram para o outro, em direção ao carro de Harry.
"Querem carona?" – Ele gritou.
"Não! Já cansamos de vocês por hoje. Brincadeira! Valeu mesmo, mas é perto!" – gritou de volta.
Ele riu e acenou para elas, entrou no carro e eles foram embora.
e andaram um pouco e pararam em frente à casa vizinha de Tom.
"Pode me contar tudo, mocinha. Ou você acha que eu não percebi que você entrou na casa, depois foi o Danny, aí o Tom... aí o Danny saiu e você e o Tom vieram um milênio depois?! Eu estava meio altinha, mas eu lembro de tudo!"
riu.
"Então, eu entrei para falar com a minha mãe e o Danny apareceu lá achando que a porta do armário era o banheiro, quando eu ia mostrar pra ele onde era de verdade, ele segurou minha mão que nem namorado, sabe? Foi fofo! Aí a gente se sentou na escada e conversamos um monte, rimos um monte... nisso o Tom entrou para buscar o seu presente. Eu fui com ele pra cima pegar o meu também e o Danny finalmente foi ao banheiro. Lá no quarto, o Tom meio que me xavecou, mas eu dei uma de João sem braço e desci, foi isso!"
"Putz , você vai causar na banda e ela não tem nem um dia inteiro de vida" – zombou.
olhou para os pés.
"Eu tô meio confusa mesmo. O Tom é o Tom, né? Mas o Danny também é muito interessante. Me encantei por ele assim que o vi caído nas malas. E conversando hoje, descobri que a gente é muito parecido. As qualidades, os defeitos... não sei , não sei... Sua vez! O que aconteceu enquanto eu estava lá dentro?"
sorriu.
"Ah, eu joguei baralho com Dougie e Harry e ganhei dos dois" – riu. – "Depois o Harry dormiu e nós fizemos castelinho de cartas. Tom ficou um tempão olhando pro nada com o violão na mão. Eu pedi pra ele buscar minha pantufa, porque a idéia era eu ter ido embora aquela hora, e ele foi buscar. Nada tão emocionante quanto sua tarde."
"E o Dougie?" – perguntou.
"Huuuuum, não sei..." – respondeu pensativa. – "Ele é uma graça e me diverte, mas você sabe como eu sou, né? Por enquanto, eu estou curtindo uma amizade, mas só Deus sabe o futuro..." – E piscou.
"Essa é a ! Acho que vou indo. Já tá tarde."
"? O guardanapo!"
"Ah é..."
queria muito ir ao ensaio do McFLY no dia seguinte, mas depois do curso sua mãe ligou pedindo que ela ficasse na loja.
A fotografia era uma tradição em sua família e eles tinham uma loja que vendia câmeras, molduras, cartões de memória, essas coisas. Sua mãe fotografava casamentos, formaturas, festas de aniversário... Mas queria ir mais longe, queria tirar fotos de lugares diferentes, pessoas diferentes... queria conquistar o mundo. Enfim, mandou uma mensagem para que ficaria ocupada e recebeu uma resposta de alguém tão desanimada quanto ela, já que a amiga precisaria ir à casa da afilhada de sua mãe.
Avisou Tom que elas não iriam e perguntou o que eles iriam fazer a noite, mas não recebeu resposta.
"Oi! Eu queria contratar a melhor fotógrafa do mundo, é aqui?" levantou a cabeça.
"Tooom!" – Ela saiu de trás do balcão e o abraçou. – "O que você tá fazendo aqui? E o ensaio?"
"Não durou muito. Os meninos tiveram que ir a Little Joanna High hoje, para se matricularem."
"Eles vão estudar com a gente?"
Tom sorriu enquanto davam a volta e se sentou na mesa do computador.
"Vão, vão sim. Disseram que seria legal ter mais três pessoas que gostem deles no último ano, só pra variar um pouco..."
"Só posso concordar!" – disse rindo. – "Vai ser tão legal."
"Aí eu pensei que você talvez estivesse morrendo de tédio. E você sabe, né? Não seria legal se você morresse..."
"Como você é bonzinho! Obrigada!"
"Egoísta, na verdade, só sobraria uma fã para o McFLY." riu e deu um tapa nele.
Por que, Tom? Por que você é fofo assim?
"Você tá curtindo ter uma banda de novo, né?"
Ele nem precisava responder. Apenas sorriu para ela e pronto. Seus olhos se iluminaram como não via há muito tempo. Ela desconfiava que um vagalume habitava a retina do amigo. Aquilo era bonito e verdadeiro. Tom demonstrava tudo o que queria com os olhos.
"É demais! Eu me divirto com os meninos e, modéstia a parte, nós somos bons!"
"Eu vi! Aquele ensaio foi tão fantástico!"
Ele sorriu de novo e disse:
"Como está a sua mãe?"
"Tá ótima! Disse que você precisa aparecer lá em casa pra jantar e contar da viagem." Além de namorado que toda garota sonhava em ter, Tom era também o cara ideal para se apresentar aos pais. Era aquele tipo perfeito que se leva na ceia de Natal da família. A mãe de era apaixonada por ele, mas não se metia na vida afetiva da filha. Apenas deixava claro (bem claro) sua torcida.
Tom dificultava tudo daquele jeito. Não era páreo para nenhum outro garoto.
Por outro lado, quando pensava em Danny sentia um friozinho engraçado na barriga, uma curiosidade em descobrir tudo sobre ele, uma vontade de vê-lo, de tocar nele... Fazia tempo que não se sentia assim.
"?"
Ela despertou de seus pensamentos e olhou para Tom, que apontou para a porta.
"Boa tarde! Em que posso atendê-los?"
Ah, a sexta-feira! Finalmente ela tinha chegado! e saíram do curso e se depararam com o carro de Harry na porta.
"Viemos sequestrar as princesas para embelezarem nosso ensaio."
Elas riram e entraram no carro. Danny, do banco do passageiro, sorriu e acenou para elas. Dougie, que estava atrás, fez cócegas nas duas e deu um beijo na bochecha de cada uma. "O que gostariam de ouvir, gatinhas?"
"Quais as opções, Danny?"
"Huuuuum... rádio, um CD da mãe do Harry..." – Ele revirava o porta-luvas.
– "...Beatles..."
"Tá cara, até você achar e colocar, nós já chegamos." – Dougie disse do banco de trás. Danny mostrou a língua para o amigo.
"Beeeatles!" – sugeriu animada. Danny se virou de novo para olhá-la e sorriu: tinham mais uma coisa em comum.
Mas como Dougie previu, eles chegaram à casa de Tom assim que a primeira música (Come Together - era o CD de Abbey Road) começou.
"Eu falei!"
"Ah, cala a boca!" – Danny desceu do carro e deu um soco no ombro de Dougie, que revidou e eles ficaram nisso até Carrie surgir na porta.
"Oi! Entrem! Tom já está lá no fundo."
Todos cumprimentaram a irmã de Tom e entraram.
"Quer assistir nosso ensaio?" – Danny convidou.
"Ah, obrigada! Mas tenho aula de piano agora, já estava saindo..."
Ele sorriu e se dirigiu para o quartinho de música com os outros.
O ensaio foi novamente algo muito prazeroso. Estavam agora em um cover do The Who (Pinball Wizard), e pareciam animados com eles próprios. Quando terminaram, fizeram pequenas correções e tocaram de novo a música que haviam feito: Room on the third floor. e pegaram a letra que estava nos pés de Danny e cantaram também. Depois do último acorde, Dougie se abaixou na frente delas.
"Não preciso dizer como nós ficamos felizes com a presença de vocês aqui, né?" sorriu pra ele, mas conseguiu abrir um sorriso ainda maior para o garoto.
"Só queria pedir pra vocês não cantarem. Isso estraga um pouco toda a excitação de se ter garotas bonitas com a gente. Trocando em miúdos..." – Ele estava meio sem graça – "Vocês duas cantando é brochante!"
"Dougie!" – e deram tapas no garoto e os outros três se viraram para assistir o amigo apanhando.
"Tá, tá bom... Podem cantar então! Mas se os vidros da janela quebrarem, não digam que eu não avisei!"
Tom, Danny e Harry gargalhavam enquanto Dougie recebia mais uma rodada de tapas.
"A mãe dele vai perguntar se ele brigou na rua e ele vai dizer: ‘Não mãe, foram garotas!’" – Danny disse sentado no chão, com a mão na barriga de tanto rir. Todos riram ainda mais alto, menos Dougie.
"Eu fui o único que falou o que nós quatro pensamos. Isso é muito injusto!" – ele massageava o braço. – "E eu não toco mais, fiquei todo dolorido!"
Quando todos se acalmaram (e demorou um pouco), Tom disse:
"Tenho uma boa e uma má notícia, pessoal. Vou começar pela ruim: não rola beber em casa hoje, meus pais estão aqui."
Como um coral bem ensaiado, todos disseram juntos:
"Aaaaaah!"
"Mas..." – Ele continuou. – "Amanhã eles vão viajar com a Carrie, para a casa da vovó. Ou seja, uma semana de casa vazia."
Todos comemoraram.
"Mas e hoje? É sexta, pessoal!" – Harry disse.
"Hum... eu acho que eu vou dormir!" – falou. – "Tô cansada!"
"Como você é zero!" – Harry reclamou.
"E você é à toa! Esqueceu que e eu fizemos curso a tarde inteira?! Anyway... se vocês quiserem, podem sair. Nós brochamos vocês mesmo..." – Ela olhou para Dougie, que fez cara de bravo, mas não olhou de volta.
"Não teria graça! Seríamos só quatro idiotas bêbados falando de mulher. Pensando bem, não é tão ruim assim..." – Danny falou pensativo.
"Poupe-nos dos detalhes!" – disse rindo.
"Na verdade, Tom..." – ele se virou para o amigo. – "...queria que você desse uma olhada numa música que eu fiz há algum tempo, pode ser?"
"Pronto! Faremos uma noite sóbria criativa então! Enquanto nossas musas descansam!" – Tom bateu palmas.
"Gay." – Dougie disse baixinho.
Harry fez uma cara de "as-sextas-não-foram-feitas-para-se-passar-sóbrio", mas se deu por vencido.
O sábado amanheceu quente e sem uma nuvem no céu.
"Bom dia." – disse tirando os óculos de Sol. Porém, se assustou, já que foi Danny que atendeu a porta, só de boxers xadrez. – "Opa! Casa errada!"
Ele estava uma graça com o cabelo bagunçado e a carinha de sono. Ela tentou não ficar olhando muito para ele, mas não pode deixar de reparar em como ele era "definido", sem ser "bombado". Ele riu e deu espaço para entrar e falou:
"Eu dormi aqui de ontem pra hoje. Eu e Tom terminamos a música que eu tinha comentado ontem."
"E como ficou?"
"Ah, ficou muito boa. Tocaremos pra vocês mais tarde. Se chama That Girl."
"That girl"? Então havia uma "that girl"? se sentiu extremamente idiota por não ter imaginado até aquele momento se Danny tinha ou não namorada. Pra ela, se Tom era solteiro, todos os outros garotos tinham que ser. Eles estavam parados na sala. olhou pra ele e sorriu, fazendo-o sorrir também. Ela gostava do sorriso dele, e da cara de bobo. Ia perguntar por Tom mas, naquele momento, não se importava muito com a resposta. Ele provavelmente estava dormindo feliz em seu quarto e, desde que estivesse respirando, não havia motivos para se preocupar.
"Você não tomou café ainda, né? Vem, vamos comer algo." – Ela o puxou até a cozinha e ele, como na quarta-feira, entrelaçou os dedos nos dela. A "that girl" não ia gostar nada daquilo. E se fosse forte? E se fosse feia? Pior, e se fosse bonita? E se fosse uma dessas cheerleaders peitudas? Não, Danny não tinha cara de quem gostava de loiras patricinhas... – "O que você quer comer?"
Ele deu de ombros e se sentou.
"Não vou cozinhar pra você, isso seria pior do que me ver cantando." O garoto levantou a cabeça para olhá-la enquanto ela abria e fechava portas e gavetas. Ele tinha entendido bem? Ela queria impressioná-lo? Mas e Tom? Será que eles tinham terminado? Ou realmente não tinham nada além de amizade? não parecia ser do tipo que daria em cima do "amigo do namorado", mas ela poderia estar só sendo legal. Com as garotas sempre havia essa possibilidade de estar entendendo tudo errado. Piorava um pouco a situação ela ficar falando mil coisas engraçadas enquanto andava pela cozinha com xícaras, pires, leite e bolachas e usar um shorts jeans curto e uma regata verde que deixava seu biquíni aparecendo. o deixava meio zonzo sem fazer esforço nenhum.
"Te ligaram no 220V hoje, hein?"
Ela o olhou e riu. "Eu tô feliz porque hoje é sábado. Suco de laranja, café ou leite?"
"Suco de laranja, mas só vou comer se você se sentar quietinha aqui do meu lado. Você acha que consegue?"
"Eu posso tentar!"
Ele puxou a cadeira ao seu lado e a olhou. Ela sorriu e se sentou, sentindo um arrepio de leve quando seus ombros se tocaram.
Ficaram algum tempo comendo em silêncio, ambos pensando mil coisas legais para dizer um ao outro e não parecerem babacas. Mas apenas se olhavam e sorriam, pela milésima vez na manhã... milésima primeira, milésima segunda...
"Oooopa! Bom dia!" – Era Tom. Também estava de boxer, deixando a mostra sua tatuagem no peito.
se levantou para abraçá-lo, murchando o balãozinho de felicidade de Danny, que fixou o olhar em seu pão de forma.
"Bom dia, Tom! Liga para os meninos. Festa na Pool House da hoje!" – Ela disse animada.
"Pool House?" – Perguntou Danny, confuso.
"Na verdade é na piscina mesmo. Chamamos de Pool House só por causa do The O.C., sabe? A casa do Ryan?"
"Ah tá! Mas já? São 10h da madrugada, . Dougie jamais estaria acordado!"
"Aaaah, que coisa! Vamos jogar videogame então? Você já arrumou seu quarto? Eu subo e arrumo enquanto você toma café."
Tom olhou para Danny.
"O que ela bebeu?"
Danny sorriu e deu de ombros.
"Ok! Eu sou a única animada com o fim de semana, já entendi..." – e subiu as escadas reclamando.
Os dois riram e continuaram tomando o café.
apareceu uma hora depois também de biquíni. Os três estavam no quarto de Tom. Danny tentava ensinar alguma coisa no violão, mas ela era péssima; o outro via seus emails no computador e ria de umas piadas que alguém havia mandado. "Bom dia desocupados de plantão. Nossa, quanto homem semi-nu!" Todos riram.
"Oi ! Festa na Pool House hoje então? Adorei a idéia!" – Tom se levantou para cumprimentá-la.
"Acho que São Pedro também, né? Hoje está digno de piscina. Mas cadê aqueles outros dois?"
"Dormindo, provavelmente..."
"Eles moram longe? Vamos lá acordá-los?"
"Harry fica extremamente mal-humorado quando acordam ele. Eu não faria isso." – Danny disse coçando a cabeça.
"Tá, a gente espera então..." – Ela se jogou na cama e ficou zuando , que continuava tentando fazer o Dó.
Como não sabiam quanto tempo ia demorar, resolveram almoçar. Fizeram salada, mas Danny disse que aquilo era comida de coelho e fritou um hambúrguer pra ele.
Colocaram a mesa no quintal e, quando já estavam acabando, Dougie e Harry chegaram.
"Antes tarde do que nunca, pelo amor de Deus! Se eu perdesse esse Sol maravilhoso por causa de vocês, ia ter..." – disse olhando brava para os garotos.
retirou os pratos e levou-os para a cozinha. Voltou pulando e dizendo mil vezes por minuto:
"Vamos, vamos, vamos..."
"Não sei pra que tudo isso..." – Disse Harry. – "Quando chegarmos lá vocês duas vão ficar de gracinha na borda da piscina dizendo que a água tá fria..."
"Vocês parecem que gostam de apanhar delas, dudes..." – Danny falou em tom de reprovação, assistindo Harry levar dois tapas, um de cada uma nos braços.
"Eu me sinto amado!" – Dougie respondeu.
"Só tava falando a verdade..." – Harry se defendeu erguendo os braços.
"Vou colocar uma bermuda e a gente vai." – Tom se levantou e correu para cima. Danny foi atrás porque tinha vindo de calça no dia anterior.
Quando voltaram, e passavam protetor solar nos meninos.
"Eu vou te dar uma boneca inflável, Dougie! Sossega!" – estava ficando impaciente. Era só colocar as mãos nas costas do garoto e ele começava a se mexer na cadeira.
"Eu desisto! Senta aqui, Tom!" – Dougie se levantou irritado e saiu falando algo ininteligível.
olhou para Danny e os dois riram. Ela tirou as mãos das costas de Harry, que abriu os olhos com uma cara de "Acabou?" e saiu para o garoto sentar.
"Eu posso assistir vocês duas passando protetor uma na outra?" lançou o tubinho do produto em Dougie.
"Como você é nojento, moleque! Que horror!"
"Vocês sabem cortar meu barato!"
5 minutos depois, o isopor estava abastecido e Danny se encaminhou para a porta da cozinha. , e Tom riram.
"Tá indo aonde, Danny?" – Tom perguntou.
"Não vamos à casa de ?" – Ele perguntou confuso, apontando na direção da rua.
"Vamos. Estamos indo..." – ria da cara dele.
"Então..." – Ele estava com uma cara ainda mais intrigada.
" ainda mora no mesmo lugar?" – Disse Dougie que se lembrou e entendeu.
Danny olhou para Harry, que retribui o olhar de perdido.
" é minha vizinha, Danny." – Tom foi caminhando em direção a cerca e a pulou. – "Alguém me passa o isopor?"
Dougie, ainda rindo da cara dos dois, levantou a caixa e a passou para o outro lado. Todos pularam a cerca e ficaram um tempo admirando a piscina e o movimento da água com o pouco vento que fazia. Puxaram as espreguiçadeiras e se deitaram.
Dougie preferiu nem olhar para as garotas enquanto elas ficavam só de biquíni. Na verdade, os outros meninos também não.
Elas correram e se jogaram na piscina, espirrando água neles. Estava muito boa! Não demorou muito e os quatro também entraram.
Estavam jogando vôlei e zuando e Dougie que tinham que ficar no mesmo time, do lado mais raso. , Danny e Tom formavam o outro time. As garotas estavam na rede agora e ria de desespero. cochichou um "Abraço da Solidariedade", mas elas não conseguiram mais conversar porque Harry estava no saque.
Era engraçado porque nenhum dos dois estava tentando chamar a atenção dela; estavam só sendo legais e fofos como seriam com ou qualquer outra menina. Mas cada vez que Tom comemorava um ponto dela "Sensacional, ! Muito bom!" ou Danny espirrava água nela só para irritá-la, ela se sentia mais confusa. Se o que sentia pelos dois fosse igual pelo menos, ela teria condições de avaliar, mas não! Lógico que as coisas não eram fáceis!
Tom era seu melhor amigo pegável, namorável, casável... E Danny era exatamente o que ela vinha pedindo há tanto tempo: alguém diferente, que lhe trouxesse sensações diferentes, uma história diferente, e além de tudo era bonito e fofo.
Não podia desperdiçar a chance agora que suas preces tinham sido atendidas. Estava cansada de não querer mais as coisas quando elas possivelmente dariam certo.
Tom estava em um pedestal e Danny, ao alcance de seus braços.
"Olha a bolaaaaaaa!" – Ouviu a voz de Dougie ao longe, sentiu uma dor forte na cabeça e não viu mais nada.
Abriu os olhos, percebeu que estava deitada e que alguém estava sentado em frente a ela e sorria. Conhecia aqueles olhos azuis, que estavam ainda mais claros por causa do sol. Ela sorriu de volta e tentou se levantar, mas ele não deixou.
"Que susto você deu na gente, ..." – Ele realmente parecia nervoso e preocupado. Estava segurando uma bolsa de gelo na cabeça da garota com uma das mãos e com a outra fazia carinho no rosto dela. Ela fechou os olhos novamente. Ok! Tinha morrido, e a morte nem era tão ruim assim.
"Não, não dorme de novo não. Você tem que ficar acordada!" – Ele a colocou sentada delicadamente e levantou a espreguiçadeira. Todos os outros olhavam para ela, mas seus olhos ainda estavam um pouco desfocados para dizer quem era quem.
"E eu nem vou poder beber mais hoje!" – resmungou. Danny riu e voltou a fazer carinho em seu rosto.
"Não, não vai. Eu bebo por você, pode ser?"
"Só porque você tá sendo legal comigo..."
Logo atrás de Danny, Tom a observava com um olhar nervoso. Aquele olhar de pai que ele usava às vezes.
"Eu tô bem!"
"Tem... tem certeza? Você está precisando de alguma coisa? Onde tá doendo?" Ela sorriu.
"Sempre super protetor! Obrigada, Tomzinho... mesmo."
Aos poucos foi voltando ao normal. Danny não saiu de seu lado até ter certeza que ela estava se sentindo bem. Quase a desmaiou de novo quando foi arrumar o gelo e bateu as pedrinhas com força na cabeça dela. Era o desastrado mais lindo do mundo.
Um pouco depois, Dougie veio substituí-lo. "? Você tá bem? Eu... eu... me desculpa?"
"Seu idiota. Você podia ter me matado!"
Ele se encolheu e abriu a boca para se desculpar mais, mas ela riu.
"Claro que eu desculpo, Poynter. Eu que tava viajando aquela hora..." – Ela disse bagunçando o cabelo dele. – "A culpa foi minha."
Dougie se virou e olhou para Danny que estava sentado na borda da piscina. Voltou a olhar para e o apontou com a cabeça.
"O cidadão ali quase enfartou. Você foi caindo para trás, mas tava muito perto da borda, podia ter batido a cabeça! Não sei como conseguiu ser tão rápido, sabe? Estamos falando do Danny! Mas ele te segurou e pediu que Tom saísse da piscina e te pegasse. Harry foi buscar o gelo e te colocaram na espreguiçadeira. Você demorou para acordar, eu também quase tive um treco, mas fingi que estava calmo, porque até chorou... Fiquei um tempão tranquilizando ela." abriu um sorriso enorme, estava se sentindo muito grata por toda aquela demonstração de carinho.
"Muito obrigada, Dougie! Principalmente por ter cuidado da ."
"Ah, não foi sacrifício nenhum." – Ele deu um sorriso tímido.
Ela se aproximou. Ainda estava com os olhos um pouco vermelhos.
estendeu os braços e as duas se abraçaram. "Não faz mais isso!" – Ela esperou Dougie se distanciar e falou baixinho. – "E todo o tempo eu só pensava que você ia morrer porque ficou dois minutos pensando se queria o Tom ou o Danny..."
riu alto. Como sempre, tinha acertado o que ela estivera pensado. "E eu nem ia poder aproveitar a minha escolha!"
"Então você decidiu?"
"Acho que sim. Dougie me contou o que aconteceu enquanto eu estava apagada... ele foi o máximo, não foi?"
", eu confesso que nunca tinha visto nada parecido. Enquanto você estava deitada na espreguiçadeira, ele ficou com o gelo na sua cabeça, passando a mão no seu rosto, super cena de filme."
Ela olhou para o garoto e sorriu.
"Ele nem tá bebendo. Acho que quer ter certeza de que se acontecer alguma coisa, tem alguém sóbrio para te levar ao hospital..."
Ficaram em silêncio por um tempo. ficou admirando as costas de Danny, ele ria de Dougie e Harry tentando jogar uma bexiga cheia de água em Tom, aquela risada que a deixou transtornada no aeroporto.
"Vai lá!" – murmurou.
se levantou com cuidado e sentou ao lado do garoto, assistindo a cena dos três guerreando (agora Harry era a vítima: Dougie e Tom estavam fazendo montinho nele. correu para pular por cima).
"Tá melhor?" – Ele se virou para ela.
"Uhum! Obrigada Danny, você salvou minha vida..."
"Não foi nada, sério."
Ficaram algum tempo ali conversando enquanto os outros quatro se matavam na grama do outro lado da borda.
O assunto nunca acabava, era incrível. Enquanto a garota falava, Danny ficou encarando-a. não aguentaria muito tempo mais sem agarrá-lo. Desviou o olhar então e reparou, pela primeira vez, na tatuagem que ele tinha na perna direita.
"E essa tatuagem aí, o que é?" Ele sorriu e levantou a perna para que ela visse. Era um desenho confuso, mas ela viu uma estrela na canela, uma jukebox e as notas musicais de uma música.
"É If I should fall behind, do Bruce Springsteen... eu adoro ele!"
"É uma tatuagem muito legal! Eu também tenho uma, olha só!" – disse e levantou o cabelo, mostrando uma estrela vazada do lado direito de suas costas.
Danny olhou fixamente para a garota e levantou a mão, não acreditou que teria coragem de tocá-la. Os dedos gelados do garoto causaram um arrepio nela, que se encolheu e fechou os olhos. Ele continuou acariciando a tatuagem e ela abriu os olhos. Danny abaixou as mãos de novo e mordeu os lábios, como se estivesse pedindo permissão para beijá-la. Ela inclinou a cabeça, autorizando-o.
"!" – Tom gritou lá do outro lado. – "Vem ver isso!"
Pensa em um banho de água fria.
Os dois voltaram a se sentar um ao lado do outro e olhou para Tom, que percebeu o que tinha feito e ficou extremamente sem graça. Tentando consertar gritou um:
"Não, não foi nada!"
Danny abaixou a cabeça. Aquilo só o fez achar que tinha sido de propósito. O que estava fazendo? Era a garota de seu amigo. Depois de pensar muito (e, vindo do Danny, isso era bem significante) enquanto estava desmaiada, ele formulou a tese de que eles não eram namorados, mas com certeza tiveram alguma coisa num passado não muito distante e ainda gostavam um do outro mais do que o normal. E ex é ex. Porém, tinha se esquecido de tudo que pensara quando ela acordou e sorriu para ele. Tinha quase beijado a menina!
Ficaram uns cinco minutos sentados mudos um ao lado do outro, constrangidos. e Dougie estavam novamente brigando.
"Eu já disse que não é assim, seu anão!"
"Pára de me chamar de anão, porra!"
"Por quê? Você não tem fita métrica em casa?"
Dougie não pensou duas vezes: Pegou , que se contorcia e gritava, no colo e a jogou dentro da piscina.
"Pronto esquentadinha, esfria as ideias aí."
"Sempre me jogando na água! Como você é previsível... Duvido uma briga de galo aqui e agora, Dougie Poynter!"
Eles já estavam vestidos e quentinhos dentro da casa de . Assistiam um canal qualquer.
"Não acredito que as férias já estão no fim..." – Disse Dougie, deitado no chão ao lado de Harry.
"Ninguém mandou vocês se mudarem para a Flórida as férias inteira." – retrucou. Ela lançava olhares para Danny de vez em quando. O garoto estava sentado na porta e tinha o olhar perdido.
"E a gente nem bebeu. Pô , que festa na Pool House porcaria... nem causamos!" – disse Harry.
"Eu causei!" – falou rindo. Todos concordaram. – "Como você é pinguço, Judd!"
"Nem sou não! Mas eu tive uma ideia pro nosso domingo. E envolve todas as cervejas que sobraram do nosso sábado miado e um lugar diferente pra gente ir."
"Se esse lugar diferente não for a delegacia..." – zombou. – "Eu tô dentro!"
"Pode vir a ser, mas é só uma possibilidade." – Todos riram.
"Cara, tá quente! Vamos tomar sorvete?" – Tom sugeriu, se abanando com a mão.
"Você é muito idoso, Tom!" – Dougie disse. – "Mas se a opção é só essa..."
Eles estavam saindo da casa de , em direção ao carro de Harry. Danny se lembrou que sua calça estava na casa ao lado:
"Tom, posso pegar minha calça?"
O garoto jogou a chave para .
"Abre lá pra ele. A calça tá em cima da minha cama."
Danny olhou pra ela e abaixou a cabeça. Aquilo era cruel.
Ela subiu as escadas e ele parou na sala reparando pela primeira vez nas fotografias da mesinha ao lado da escada. Seu estômago gelou ao ver a que estava no cantinho, mais perto dele. Ela se destacava por ser maior e estar numa moldura mais chamativa. Eram duas pessoas abraçadas; a garota de costas para a câmera segurando o rosto do garoto e este a segurando pela cintura. Era possível, dessa forma, ver a tatuagem que havia no peito dele. Era uma estrela vazada preta e havia uma exatamente igual nas costas dela, porém menor. Aquilo era extremamente romântico e Danny se sentiu deprimido. Aquela pessoa no andar de cima estava numa das fotos de casal mais bonitas que ele já tinha visto. E o cara da foto estava lá fora. O que ele estava fazendo ali? A foto não era recente, Tom ainda usava cabelo arrepiado, mas isso não mudava nada. Estava certo, os dois tinham sido namorados no passado. Milhões de coisas surgiram na cabeça dele: versos de uma nova música, a cena de se inclinando para ele beijá-la e Tom a chamando. Talvez fosse isso... Ela queria esquecer Tom com alguém. É, isso fazia sentido.
Saiu da casa assim que ouviu passos se aproximando.
"O que foi,cara? Viu um fantasma?" – Tom perguntou. – "Cadê a ?"
Mas ela apareceu antes que Danny pudesse responder.
"Sua calça!" – Ela sorriu pra ele.
Todos foram para o carro de Harry. Tom por ser o maior, ia na frente e Danny, , e Dougie se apertavam atrás, nessa ordem.
Na falta de espaço, Danny estava quase com o queixo encostado no pescoço da garota. E se manteve olhando para fora da janela. E ainda por cima tinha que sentir aquele perfume, sentir a pele dela na dele... que merda!
Quando chegaram à sorveteria, Danny saiu do carro e se despediu de todos.
"Tenho que ir gente, minha mãe me ligou quando eu tava na casa de Tom. Tenho que ir rápido pra casa..."
"Tchau e obrigada por hoje" – disse, segurando a mão dele e lhe dando um beijo na bochecha antes que ele fosse.
Aquilo realmente era jogo sujo!
"Ok Harry, estamos ansiosos... o que você aprontou pra gente hoje?" – Tom estava afinando a guitarra.
Os quatro estavam no quarto de música ensaiando a nova música, That Girl, e eles pareciam bem empolgados.
"Surpresa, dude. Mas eu tenho certeza que as garotas vão adorar!"
"Eu não quero ir ao cabeleireiro!" – Dougie reclamou. Os meninos riram.
"E olha que você ta precisando, hein?" – Tom bagunçou o cabelo do baixista.
"Eu comprei vodka... dei uma contada nas cervejas e vi que não ia dar nem pro cheiro!" – Harry disse animado. – "Vou ensinar um jogo novo pra vocês... se chama sueca."
"Já vi que nossa segunda-feira vai ser estragada" – Danny riu. – "Vamos de novo, no três..."
As meninas entraram no quartinho e se depararam com os quatro já tomando cerveja. Tinham ensaiado a tarde inteira e estavam exaustos.
"Aaaaah, mas eu quero ouvir That Girl!" – pediu depois de cumprimentar todos eles. Tinha se esquecido completamente da música no dia anterior. Precisava saber mais sobre that girl.
"A gente toca pra vocês, mas só porque vocês são nossas fãs mais antigas." – Danny falou voltando a colocar a alça da guitarra no ombro. – "Boa tarde a todos, nós somos o McFLY e vamos tocar nosso mais novo sucesso: That Girl (Tradução)
"Went out with the guys
And before my eyes
There was this girl she looked so fine
And she blew my mind
And I wish that she was mine
And I said 'hey wait up cos I'm off to speak to her'
And my friends said
(you'll never get her)
But I didn't care
(you'll never get her)
Cos I loved her long brown hair
(you'll never get her)
And love was in the air
(you'll never get her)
And she looked at me
(you'll never get her)
And the rest was history
(you'll never get her)
Dude you're being silly cos you're never gonna get that girl
And you're never gonna get the girl
We spoke for hours
(she) took off my trousers
(they)Spent the day laughing in the sun
We had fun
And my friends they all looked stunned yeah yeah
Dude she's amazing and I can't believe you've got that girl
My friends said
(she's amazin')
She gave me more street cred
(she's amazin')
I dug the books she read
(she's amazin')
And how could I forget
She rocks my world
(she's amazin')
More than any other girl
(she's amazin')
(yeah yeah)
Dude she's amazing and I can't believe you've got that girl
And I can't believe you got that girl
She looked incredible just turned 17
I guess my friends were right
She's out of my league
So what am I to do?
She's too good to be true
sorriu quando ela e Danny cruzaram os olhares. Ele fechou os olhos e se inclinou para trás enquanto solava, mordendo o lábio. A garota achava a voz dele linda e ele tocava extremamente bem também, parecia ter nascido pra fazer aquilo. Estava hipnotizada, não conseguia tirar os olhos dele.
But 3 days later
Went round to see her
But she was with another guy
And I said 'fine'
But I never asked her why
But since then loneliness has been a friend of mine
My friend's said
(such a pity)
I let her slip away
(such a pity)
They tell me everyday
(such a pity)
That it will be ok (yeah)
(such a pity)
She rocks my world
(such a pity)
More than any other girl
(such a pity)
Dude its such a pity
And I'm sorry that you lost that girl...
And I'm sorry that you lost that girl"
As garotas bateram palmas. Afinal não era uma música apaixonada sobre uma garota, era sobre um pé na bunda!
"Adorei! Essa vai ser sucesso também, coloca ela depois de Room on the Third Floor no CD, tá?" – batia palmas freneticamente. – "E quem levou um fora de quem? Eu só quero parabenizar a menina, porque a música ficou muito boa!"
Danny deu sua risada característica. estava com os olhos fixos nele desde que eles começaram a tocar.
"Fui eu, mas faz tempo..."
"Nem tanto tempo assim, dude!" – Dougie corrigiu.
"O pior é que eu me lembro do dia que os dois ficaram. Danny estava apaixonado, eles duraram o que? Duas semanas... e uns dias depois ela tava desfilando com um fortão do time de futebol." – Harry contou.
"Eu já superei, caras... e aquela vadia ainda vai me render um dinheirão quando That Girl for um single number one!"
"Ô loco Danny!" – se assustou com o comentário. "Acho que pensei alto..." – Ele falou, tampando a mão com a boca.
Todos riram. Eles desmontaram os instrumentos, colocaram as cervejas e a vodka no isopor e se apertaram no carro de Harry, que não disse para ninguém onde estavam indo.
Pararam em frente a uma casa muito grande e bonita. Ela tinha um gramado na frente e dois andares. Estava toda escura.
"Achei que nós precisávamos de algo meio hollywoodiano para nosso penúltimo domingo de férias, o último em que podemos beber..."
Tirou uma chave de dentro do bolso e destrancou a porta dupla de madeira. Abriu-a de forma extravagante e teatral:
"Welcome to the O.C., bitch!" [n/a: É a frase que Luke diz quando bate no Ryan e no Seth na praia, no primeiro episódio de The O.C.]
Era uma casa enorme e não estava habitada.
deu um grito e entrou na casa pulando.
"Não entendi." – Danny coçou a cabeça.
"A Casa Modelo. Temporada um, episódio dois." – sussurrou em seu ouvido. Passou por ele e se virou sorrindo, entrando na casa. Ela estava linda naquele vestido frente-única florido – Ele pensou. Havia se arrepiado quando sentiu o sopro de sua voz.
Todos entraram e Harry trancou a porta.
"Não sou Seth Cohen, mas minha mãe é corretora também." – Ele se virou para todos que estavam no futuro saguão de entrada da casa. – "Sério agora. Regra número um: não incendiaremos a casa. Regra número dois: Não estamos aqui escondidos, mas minha mãe não sabe que tem bebida na jogada, então... cuidado! E ah, os banheiros dessa casa ainda não estão instalados, por isso trouxe saquinhos." – E retirou vários saquinhos de viagem da mochila. – "Usem-nos bem! Regra número três: Divirtam-se!" Todos deram um viva. e subiram as escadas correndo e pararam no patamar de cima. Elas tinham amado aquilo.
"Tô me sentindo em um seriado mesmo!"
"We've been on the run
[Nós estivemos fugindo]
Driving in the sun
[dirigindo no sol]
Looking out for number 1
[procurando o número 1]
California here we come
[Califórnia, aqui vamos nós]
Right back where we started from
de volta para onde começamos]"
Tom começou a cantar no térreo, enquanto levava com Dougie o isopor para o quintal.
"Californiaaaaaaaaaaaaaaaa!
Here we come!"
As meninas gritaram lá do segundo andar, com os braços abertos.
"Não adiantou mesmo Dougie dizer que vocês cantam mal, né?" – Danny provocou rindo. desceu correndo para bater nele e veio atrás.
"Bem vindo ao clube!" – disse Dougie rindo.
O quintal era (ou iria ser um dia) muito bonito. Tinha churrasqueira e piscina, que no momento estava vazia.
Eles entraram nela e ficaram deitados olhando pro céu, tomando cerveja.
"Eu queria estar na Califórnia..." – Danny disse com a voz sonhadora.
"Quando eu for uma atriz de cinema famosa, eu deixo você passar uns dias em casa." – , que estava ao lado dele, virou-se para olhá-lo.
"Muito gentil de sua parte, mas eu vou ser um rockstar antes. Te conto como é lá quando te ligar."
"Me manda um postal também! Ah, me leva junto e não se fala mais nisso..."
"Aaaah, isso tá muito chato, Harry!" – se levantou. – "Cerveja, céu estrelado... Vou ficar com sono!"
"Você é sem noção mesmo, né?" – Dougie se levantou também.
"E você, hiperativo do jeito que é, tá gostando disso?" – Ela perguntou.
"Não, não tô, mas eu me segurei para não quebrar o clima dos dois."
"Que clima, Dougie? A gente tava só conversando, nada a ver!" – Danny disse rápido. Não queria que Tom achasse que ele estava dando em cima de . Não até descobrir o que acontecia entre os dois. "Sei, sei... e eu sou o baixista mais novo a ter o primeiro CD mais vendido da Inglaterra!"
Todos riram.
"Vamos partir pra vodka então... simples!" – Tom sugeriu, já indo buscá-la e trazendo também um refrigerante para misturarem.
Harry estava explicando o jogo, com um baralho na mão.
"Cada carta significa uma coisa. Às, você bebe uma sozinho; dois, você bebe e manda alguém beber com você, três..."
"Adoreeeeei!" – disse. – "Vamos jogar!"
Metade da garrafa já tinha ido. estava rindo a toa, como acontecia sempre que bebia. Ela não conseguia parar pra completar a frase: "Fui para a Califórnia e levei... (ela não conseguia passar disso) um chapéu (apontou para Dougie), uma camisinha (apontou para Danny), um óculos de sol (virou-se para )... o que o Tom levou mesmo?"
"Bebe , você perdeu já!" – Dougie deu o copo para ela. – "Minha vez!"
Ele tirou um 5 de espadas.
"Adoro essa brincadeira! Vai! Um, dois, três... uiaaaaaaaaaaa!"
Cada um fez um animal diferente.
"O que é isso, ?" Ela estava com as duas mãos na testa (imitando o coelho), mas elas estavam em forma de garra (o tigre).
"É um alce!" – Danny disse gargalhando e fazendo todos deitarem para rir.
"Bebe , bebe! Você mereceu!"
"Sua vez, doida!"
"Ai, loucura!" – Disse voltando o copo no centro da roda.
"Seeeeeeeeeeeis! Eu invento uma regra, né? E a regra é: não botar fogo na casa!" – Ela falou, imitando Harry. começou a rir antes de todo mundo, escandalosamente. As risadas que se sucederam foram ainda maiores. – "To brincando, gatão! A regra é não falar palavrão!"
"Essa vai ser foda!" – Dougie disse e tampou as mãos com a boca.
"Hááááááa, beeebe!" – Eles disseram juntos.
Estavam brincando há tanto tempo agora que eles já não lembravam bem qual carta era o que, quais eram as regras...
"Nove de paus! Truco!" – disse Tom, lançando a carta na mesa.
"Nove é uma regra. A regra agora é não dormir, !" – disse jogando a carta em , que estava aninhada na perna de Dougie, com os olhos fechados.
"A regra agora é você pegar o Danny e deixar a quietinha aqui!" – Dougie falou, acariciando o cabelo da menina.
"A regra agora é o Dougie pegar a e parar de encher o saco!" – Danny entrou na conversa.
"Vamos brincar de esconde-esconde? Olha o tamanho dessa casa!" – Harry, pelo jeito, não estava acompanhando a conversa.
"Aweeeeeesome!" – Disse Tom que também não tinha ouvido metade da discussão.
"Eu também quero!" – se levantou e cambaleou para o lado. – "Ooooopa, não empurra não!" – E começou a rir. "Vão se esconder então e eu e vamos contar e procurar vocês depois, né ?" – Dougie se ofereceu. achou bonitinho ele não querer sair dali e cuidar da amiga. Quase disse isso pra ele, mas Harry a puxou para fora da piscina.
"Uuuuum, dois..." – Dougie começou bem alto.
Os outros correram, um para cada lado.
Dougie olhou para baixo e sorriu. era muito bonita e ficava ainda melhor dormindo e com o moletom dele. Ele acariciou a cabeça dela que resmungou alguma coisa. Ah, se ele pudesse ser mais que o baixinho estranho que gosta de lagartos...
Danny estava no segundo andar procurando um bom lugar para se esconder. Viu uma portinha no fim do corredor e correu para ela. Parou um pouco longe, pois seus reflexos estavam lentos e ele podia frear perto demais, ou não frear antes de chegar.
Quando abriu a porta, viu que era um cubículo escuro, mas já havia alguém ali. estava encostada na parede com as mãos juntas na frente do corpo. Ele novamente parou para admirar como ela estava linda naquele vestido. "Cabe mais um aqui." – Ela falou mansamente.
Ele estava hipnotizado e balançou a cabeça para acordar. Se esqueceu que estava bêbado e que aquilo ia deixá-lo mais tonto ainda.
"Eu posso ir chamar o Tom, se você quiser..."
"Do que você tá falando? Entra aqui!" – Ela puxou o garoto pela gola da camisa pólo que ele usava.
Como não era um lugar grande, eles tiveram que ficar muito perto um do outro. Danny estava de frente para a menina, olhando-a de cima já que era mais alto. Ele colocou as duas mãos na parede e ficou no meio, também olhando pra ele.
"Beije-a, beije-a" – sua mente bêbada estava perdendo a noção do perigo, o diabinho em sua consciência estava fazendo a festa. – "Dane-se se ela te quer (sim, cara, ela te quer!) só pra esquecer o Tom... vai que ela esquece... O Tom vai superar também."
"Por que você e Tom terminaram?" – Quando ele percebeu, já tinha perguntado. "Estragou o clima, seu imbecil!"
"Hein? Eu e Tom o quê?"
Ele olhou para o lado e viu que o lugar que estavam não era uma área inútil com uma porta. Tinha uma escada de cimento indo para cima. Danny imaginou onde ela terminaria e puxou para subirem.
"Não faz isso Danny, a gente deixou uma garrafa de Smirnoff vazia lá embaixo!"
Ele riu e continuou correndo para cima. Quando chegaram ao topo, o lance de escada acabava numa porta, como a de um alçapão.
Danny a abriu e pode ver o céu. Era a saída para o telhado da casa.
"Vai! Sobe!" – O garoto estava muito empolgado.
"Você primeiro. Eu tô de vestido..."
"Aaaah, agora que eu faço mais questão ainda!"
"Pervertido!" – deu um tapa no ombro do garoto e ele subiu rindo, ajudando-a a subir também.
Os dois foram andando, a garota abriu os braços e cantou bem alto:
"If we’re gonna die tomorrow, at least we can say: Life is been aaaaaaaalright! Yeah, it’s been alriiiiiiight" – Mas quando quase se desequilibrou e caiu, eles resolveram sentar.
"Música legal, de quem é?"
"Acabei de inventar! Dou de presente pra minha banda favorita depois..."
Ficaram observando o céu um tempo, até que Danny resolveu quebrar o silêncio.
"? Tava pensando agora... a gente passou muito tempo juntos, mas só conversamos mesmo aquele dia da porta do banheiro. Eu não sei quase nada sobre você."
"É só perguntar..."
"Qual seu filme favorito?"
Ela riu com a pergunta.
"O casamento do meu melhor amigo."
"Ironia do destino!" – pensou Danny. – "E o livro?"
"O apanhador no campo de centeio."
"O que fez o carinha lá matar o John Lennon?"
"Esse mesmo. Você já leu?"
"Naaah, eu não. É bom?"
"Ah, eu gostei muito! Sua vez, Danny." – Ela se virou para ele. Aquele vento, o medo de cair do telhado, estar ali com o garoto... Tudo estava fazendo-a ficar sóbria de novo – "Filme favorito."
"Você vai rir?"
"Só se você falar Uma Nova Cinderela..."
"Então eu não falo." – e deu aquela risada linda, sempre alta e contagiante. – Tô brincando... é E.T."
"Ah, Danny... é um filme tão bonitinho! Huuum, comida favorita?"
Um assunto puxava o outro e eles podiam ficar conversando por horas a fio.
"E então eu quero viajar o mundo fotografando tudo. As pessoas, os lugares..."
"Você pode fotografar nossos shows..."
"...os shows do McFLY..."
Os dois riram.
"Tá amanhecendo, Danny. Acho que ganhamos o jogo. Ninguém nunca vai nos achar aqui."
"Duvido que o Dougie tenha saído para procurar, na verdade."
Ela não queria sair dali e, pelo jeito, ele também não. Estava deitada nas pernas do garoto.
"Danny?"
"Hum..."
"Você realmente caiu sete vezes na mala do Tom?"
"Cara, você lembra disso? Caí, pior que caí. Ela insistia em surgir na minha frente!" Ela riu.
"?" – Ele não queria, mas eles tinham que descer dali.
"Hum..."
"O pessoal deve estar preocupado com a gente. Vem, eu te levo de cavalinho." – Ela se levantou e ficou esperando para montar nas costas dele.
"Aqui não, louca! A gente tem que descer primeiro."
Depois de saírem da "passagem secreta", Danny pegou e eles desceram a escada principal da casa. Ela estava realmente com sono e encostou o rosto nas costas dele.
"Danny?"
"Oi" – ele riu.
"Vou perder o curso de Fotografia hoje e a culpa é toda sua, então eu espero realmente ser contratada pelo McFLY para fotografar os shows."
"Tá contratada."
Quando eles surgiram no quintal, encontraram todos dormindo na piscina. Como era dia de semana, a casa provavelmente se encheria de pedreiros em dez minutos. Os dois acordaram os outros e insistiram para que fossem todos para casa. Danny foi dirigindo, com ao seu lado e os quatro apertados atrás.
"Continuação da festa na minha casa! Liguem pra todo mundo, avisem seus vizinhos. Oi, bom dia!" – Tom estava gritando na janela.
"Dorme, Tomzinho. Dorme. Danny, melhor deixar todo mundo em casa, não?"
Foram fazendo via sacra e colocando cada um em sua devida cama, Dougie resmungou algo como: "Mas se o lagarto das Ilhas Japonesas fosse mais barato...".
"Vou deixar você antes do Harry porque o carro é dele, né?"
"E vai a pé depois?"
"Não se preocupe, é perto."
Parou na frente da casa dela.
"Obrigada pela noite no telhado. Eu adorei."
"Gostei muito também. Se cuida, linda."
Ela sorriu e beijou a bochecha dele demoradamente.
"Tchau Harry, seu bêbado. Obrigada por fazer eu me sentir a Marissa Cooper por 5 minutos."
"Tchau! Liga pra Lindsay e diz pra ela ir pra minha casa agora!"
"Lindsay é a peguete dele. Se chama Julia, na verdade... mas se parece com a Lindsay Lohan, por isso o apelido" – Danny sussurrou.
riu e saiu do carro. Olhou para o relógio: 8h da manhã. Não, não iria ao curso. Entrou em casa devagar cantando "Your song".
"I sat on the roof and kicked off the moss. Well a few of the verses, well they've got me quite cross..." [Me sentei no telhado e retirei o musgo. Bem... alguns dos versos me colocaram em uma encruzilhada]
Já passava das 13:30h quando se levantou e foi tomar água.
"Aaaai, minha cabeça!"
Encontrou um bilhete na porta da geladeira.
Bonito, hein mocinha? Chegou que horas em casa ontem, ops, hoje? Como eu sei que você não vai pro curso, quero que fique na loja. Vai para lá assim que acordar, por favor?
Amo você,
Mamãe
Comeu um pouco só pra não ficar de barriga vazia (já que não estava com um pingo de fome), se arrumou e foi para a loja.
"Tá de ressaca, né?" – sua mãe disse em tom de gozação quando ela chegou de óculos escuros.
O que mais gostava em Mrs. era isso, sabia exatamente o que era ter 17 anos. Não tinha se esquecido de quando era adolescente e, em vez de brigar, preferia conversar com a filha. As duas eram muito amigas, se sentia a vontade para falar de tudo com a mãe. Elas moravam sozinhas desde que tinha oito anos. Mas as duas sempre se viraram bem.
Ela tirou os óculos, beijou o rosto da mãe e foi para trás do balcão.
"Mãe?"
"Oi..."
"Acho que estou apaixonada. E não! Não é o Tom!"
"Poxa, que pena! Quem é então?"
"O nome dele é Daniel, Danny, ele é guitarrista da banda nova do Tom, na verdade... só conheço ele há uma semana, mas não sei! Eu sei que é pouco tempo, mas ele me tira o chão!"
Mrs. sorriu. Existia mesmo um brilho diferente nos olhos da filha.
"Não existe tempo certo para se apaixonar, ..."
sorriu e abaixou a cabeça. Achava que já estava afim de Danny na primeira risada que ouviu.
"Bom, meu amor, tenho que ir ao banco. Volto depois para conversarmos." – Beijou a cabeça da filha e saiu.
Seria mais uma tarde entediante...
estava terminando de atender uma moça que tinha vindo imprimir umas fotos quando viu alguém passando pelas portas, levava um case de guitarra nas costas e se parecia muito com...
"Danny?" – Ela chamou. O garoto se virou procurando a voz que tinha chamado seu nome e sorriu ao ver quem era.
"Muito obrigada, volte sempre." – Ela entregou a sacolinha à mulher e abraçou Danny. Ele estava com um perfume muito bom. – "Achei que vocês iam passar a tarde ensaiando hoje."
"E nós íamos. Se o Harry tivesse ido! Ele está estragadão, passando mal e tudo!"
"Coitado!"
Danny olhou ao seu redor.
"Então é aqui que você trabalha? É uma loja muito legal." – Ele foi olhar as fotos expostas da mãe da garota. Eram fotos de casamentos, aniversários, criancinhas... Mas ali estava a foto que tinha visto na casa de Tom. Porém, dessa vez, não era apenas a foto, ela estava em um jornal e embaixo lia-se a frase: "Alma gêmeas existem. No dia dos namorados, apaixone-se..."
Não era uma foto de casal (apesar da frase), era uma propaganda! Não tinha reparado, na outra ocasião, que ambos usavam relógios idênticos e bonitos, como as tatuagens.
parou ao lado dele:
"Pronto! Agora você pode zuar o Tom. Ele odeia quando eu falo que ele já saiu num jornal e nem precisou de uma banda. Nós odiamos essa foto, mas foi o primeiro trabalho desse tipo da minha mãe, tínhamos que dar uma força."
"Como odeiam? É uma foto maravilhosa! Eu a vi na casa de Tom e achei... achei... linda!" – Ele ia dizer que achava que os dois tinham namorado, mas preferiu apenas elogiar a foto.
"A única coisa que nós gostamos nela são as tatuagens. O relógio era horrível, ficar meia hora nessa posição era horrível... mas valeu porque Tom pode comprar a guitarra e eu comprei minha câmera."
Danny sorriu para ela. Sentiu-se tão... aliviado! Não queria dizer que eles nunca tiveram nada, mas era uma prova a menos.
"Então eu tenho amigos modelos?! E ninguém nem tinha me falado? Odeio gente famosa humilde! Não dá nem pra aproveitar."
Ela riu.
"Besta. Mas então não teve ensaio? Poxa vida! E o que faremos hoje?"
"Acho que nada... O nosso PartyMan tá curtindo a festa do Ed."
"É verdade... Mas tudo bem. Acho que nós conseguimos passar uma noite separados. A gente conseguiu por 17 anos, né?"
"Mas foi uma semana tão divertida... É bom sermos mais do que eu, Dougie e Harry falando bobeira em frente a TV."
Ela sorriu e eles ficaram um tempo em silêncio se olhando.
"Bom, tenho que ir . Mas adorei conhecer aqui. Vamos combinar um dia para sairmos para fotografar, algo assim..." – Meu deus! Estava chamando a garota para sair... Ela tinha o poder de arrastá-lo para longe dos pensamentos racionais!
"Vai ser ótimo!"
"See ya."
À noite, estava deitada na sala quando a campainha tocou. Ela se levantou e encontrou um Tom sorridente na porta.
"E ai, linda? Como você passou de ontem?"
"Eu tô bem e você? Entra, entra..."
"Oi Tia! Tudo bom?" – Tom gritou em direção à cozinha. A mãe de veio correndo dar um abraço no garoto.
"Como você está, filhinho? Como foi na Flórida?"
"Tudo bem, tudo bem. Esqueci o presente da senhora lá em casa. Peço pra trazer."
"Não precisava, querido. Que belezinha!" – beijou a cabeça dele e voltou para a cozinha, falando algo como: "Um menino de ouro! De ouro!"
balançou a cabeça e foi com Tom até a sala. Mandou uma mensagem pra , fazia tempo que não ficavam só os três. Estavam assistindo Smallville e a garota se deitou no colo do amigo.
Achou que precisava falar para Tom o que estava acontecendo... ele era seu melhor amigo... TINHA que contar pra ele!
"Tom?"
"Fala..."
"Acho que... acho que tô afim de alguém..."
"Sei... de um guitarrista fantástico que toca numa banda sensacional, né? E que não sou eu!"
"Eu vou me casar com você, Tom. Você é o cara mais casável desse planeta! E eu prometi isso pra minha mãe..."
Eles riram.
"Mas falando sério agora..." – Ela se virou para olhá-lo. Os dois eram amigos suficientes para conversarem francamente. – "...eu não quero que fique nada estranho na nossa amizade. A gente tava diferente quando você foi e eu... sei lá... até achei que tava meio afim de você. Mas aí eu vi o Danny..."
Ela sorriu envergonhada, não sabia o que dizer, como descrever o que aconteceu depois.
"Eu sei o que veio depois. Eu sabia o que viria no primeiro dia que conheci o Danny. Fazia meia hora que nós tínhamos sido apresentados e ele me vem com essa piada. Quando eu ouvi, pensei em você na hora... só você iria rir tanto quanto ele."
"Qual era a piada?"
"What’s called a Mexican who can’t find his car?"
ficou olhando para ele e balançou a cabeça negativamente.
"Carlos" – Ele respondeu. [n/a: Pra quem não entendeu: Carlos = "car loss"]
A garota começou a rir interminavelmente.
"Muito boooa, muito boooa!"
"Eu estava certo! Não tem o que falar, ... ele é o cara para você."
Mesmo naquela situação, ela não podia deixar de pensar que estava diante do garoto mais fofo e atencioso que ela tinha conhecido.
"Mas me espera, hein Tom? Que a gente vai casar..."
"Ah, sim... disso eu não abro mão!" – Eles se abraçaram forte. – "Me desculpa por ter atrapalhado vocês na piscina?"
"Não foi nada Tom. E não se preocupe, o Danny quebra o clima por ele próprio também."
"Por que está dizendo isso?"
"Porque nós podíamos ter ficado ontem, mas ele resolveu me perguntar... hum... não lembro o que era exatamente... mas era algo sobre nós dois termos terminado..."
"Nós dois, eu e você?"
"Uhum"
Tom ficou calado. Talvez tivesse que ir conversar com Danny.
A campainha tocou.
"Deve ser a ...
"Tooooooom!"
pulou no sofá, onde o garoto estava.
"Como nos velhos tempos então? Só os três mosqueteiros?"
"Como uma semana muda nossa vida, né? Já tô com saudade daqueles três idiotas!" – disse pensativa.
concordou.
"Um idiota em especial, né ?" – Tom zuou.
"Oooow, pior vocês não sabem! Eu nem lembrava que tinha dormido na perna dele ontem!"
Os outros dois riram.
"E o Tom chamando todo mundo pra ir na casa dele às 7h da madrugada?!"
"Eu? Eu não! Nossa, deve ser por isso que a Mrs. Ray me olhou feio hoje à tarde."
e gargalharam.
"Era ela mesmo!"
"Tá ferrado Tom, logo pra sua vizinha mais fofoqueira?!"
"? What’s called a Mexican who can’t find his car?"
As duas garotas tomavam café da manhã na casa de . Tinham ficado até tarde assistindo filme e conversando.
E o assunto nunca acabava! Estavam há uma hora na cozinha, mais falando do que comendo:
"E a gente nem fez nossa noite feliz vendo fotos do Zac Efron, hein?" – disse.
"Nossa, é mesmo! A gente faz hoje, o que você acha?"
"Por mim, ótimo... se o Harry não nos sequestrar para pular de bungee jump, como seria bem a cara dele..."
Elas riram.
"Falei com o Tom sobre o Danny ontem." – começou a contar, enquanto se servia de mais suco de laranja.
"Sério, ? E aí?"
"E aí que o Tom é o Tom, né? Foi muito legal e ele disse que já sabia que eu ficaria a fim do Jones assim que o conheceu, porque a gente combina e se parece."
"Vocês combinam mesmo. Só vocês dois se divertiriam tanto com a piada do mexicano!"
"É, acho que sim..."
O telefone tocou, foi até a sala buscá-lo:
"Casa da salada, qual é o pepino?"
Silêncio do outro lado. Putz, talvez fosse um dos clientes de sua mãe!
"?"
"Porra, Tom. Não faz mais isso. Achei que fosse um cliente da minha mãe!"
"Então não atende assim, sem noção!"
Até riu.
"Fala Fletcher boy..."
"Então, nós teremos a presença ilustre do nosso fã clube no ensaio de hoje?"
"Só se for bem mais tarde, Tomzinho. Eu e vamos repor a aula que matamos ontem. Culpa do Harry e suas idéias fantásticas."
"Ah, eu gostei do nosso The O.C. day! The O.C. night, melhor dizendo..."
"Eu tô brincando, eu amei também!"
"Então, o ensaio hoje vai ser na casa do Danny. Nós vamos inaugurar a filial do nosso ‘McFLY Studio’!"
"Ele também tem um quartinho de ensaio?"
"Eu aqui chamando de ‘McFLY Studio’ e você reduz a isso?"
Ela riu.
"Não sei chegar lá, Tom. Me ensina?"
Ele explicou a ela, não era longe do curso. Iriam pra lá assim que estivessem livres.
"A gente se vê lá então."
"Se cuida, linda. E pára de atender o telefone desse jeito!"
Danny e Dougie estavam no quarto do primeiro e ele mostrava a música que tinha feito pensando em . (Tradução)
"Recently I've been
Hopelessly reaching
Out for this girl
Who's out of this world
Believe me
She's got a boyfriend
He drives her round the bend
Cos he's 23
He's in the marines
He'd kill me
For so many nights now
I find myself thinking about her now
Cos obviously she's out of my league
But how can I win
She keeps dragging me in
And I know
I never will be good enough for her
No no
I never will be good enough for her
Gotta escape now
Get on a plane now
Yeah
Off to L.A
And that's where I'll stay
For two years
Put her behind me
And go to a place where she can't find me
Cos obviously she's out of my league
I'm wasting my time
Cos she'll never be mine
And I know
I never will be good enough for her
No no
I never will be good enough for her
She's out of my hands
And I never know where I stand
Cos I'm not good enough for her
Good enough for her
Cos obviously she's out of my league
I'm wasting my time
Cos she'll never be mine
And I know
I never will be good enough for her"
Dougie coçou a cabeça.
"É uma música muito legal, cara. Gostei mesmo! Mas... não é pra e pro Tom?"
"É, ela e ele... e eu não ser bom o suficiente para ela."
"Tom está na Marinha? E ele não tem a nossa idade?"
Danny girou os olhos.
"Caramba! Tá parecendo eu, cara! Não, Tom não está na Marinha e não tem 23 anos. Mas eu achei que ‘Cause he’s 17, he’s in McFLY and he’d kill me’ não ficaria bom."
"Eu concordo com o Danny."
Tom estava parado na porta.
"Fudeu! Eu... eu vou fazer um misto quente!" – Dougie falou e saiu do quarto meio correndo.
"Ah, e aí Tom?" – Danny estava extremamente sem graça.
"Tudo bom... Hey, você não tá mesmo pensado em ir para L.A., tá?"
"Não, não tô. Tom, eu... me desculpa... eu não queria ficar a fim da sua namorada ou ex-namorada. Já considero nossa amizade pra caramba! Eu vou me distanciar dela. Eu juro! Não aconteceu nada no telhado e não vai acontecer. Eu só queria saber... se você quiser responder, é claro, por que vocês terminaram? Quer dizer, me parece claro que vocês namoraram e tudo e ainda se gostam... Então o que houve?"
Tom ficou até confuso com o tanto que Danny tinha falado.
"Calma, dude... Respira! e eu nunca namoramos. Nós somos e sempre fomos amigos!" – Tom não sabia se falava ou não que eles já tinham ficado, mas achou que aquela não era a hora de guardar segredos. – "A gente ficou sim umas três vezes, mas nunca passou disso. Normalmente acontecia quando estávamos bêbados e deprimidos com alguma coisa ou por causa de alguém. Nossa amizade sempre foi a coisa que mais preservamos."
Danny continuava olhando para ele.
"Eu não devia te dizer isso e talvez eu seja assassinado quando descobrirem, mas ela também está a fim de você... e eu acho que vocês dois combinam. Sério mesmo!"
Ele não estava acreditando naquilo. Então ele estava errado sobre os dois terem namorado, mas estava certo sobre o querer? Aquilo era loucura!
"Eu não sei o que dizer, Tom."
O garoto riu.
"Você não tem que me dizer nada. Eu só peço que você a trate bem... ela merece um cara legal. E eu não estaria te dando ela de bandeja se não achasse que você é bom o suficiente. Nós nunca tivemos nada, mas a é sim, Danny, a minha garota. Ela e ."
Era como estar conversando com o pai da futura namorada. As mãos dele até suavam!
"Eu sei, Tom."
O amigo sorriu.
"Eu tô tão aliviado, cara! Ela, ela é muito especial... eu vou fazê-la feliz. Eu quero fazê-la feliz."
"Por isso eu acredito em vocês dois. Mas toca aí de novo, qual é o nome dessa música?"
"Obviously."
"É uma puta música!"
Dougie colocou a cara dentro do quarto, meio receoso de entrar.
"Todos vivos?"
"Ah sim! Eu ia matar Danny, mas nós perderíamos um vocal muito bom. Decidimos deixar de lado em nome do McFLY..."
"É... é uma decisão muito corajosa! Vem cá Tom, você não tem nada com a , né? Tudo bem se eu..."
Danny e Tom trocaram um olhar divertido.
"Dougie, baixou o Jones em você hoje!" – Danny zombou.
"Eu não tenho nada com ela, Dougie. Nem com a , Danny vai poder ficar com ela!" – Tom esclareceu.
Ouviram a campainha.
"Deve ser o Harry!"
"Ou as garotas!" – Dougie falou animado.
"Comporte-se ou Tom vai passar o sermão de pai que ele me passou hoje!" – Danny disse, se levantando.
"Vamos descer, seus maricas!" – Tom já estava perto da porta.
Foram meio brigando, meio se estapeando até lá em baixo. Atenderam a porta e viram que todos estavam certos. Havia três pessoas paradas na porta.
"Oi! Arranjamos um sequestrador-motorista particular agora! Harry estava nos esperando do lado de fora do curso." – explicou, vendo a cara dos garotos ao abrirem a porta.
"Um perfeito cavalheiro!" – completou.
"Eu sou o máximo, diz aí!" – Harry estava se gabando dos comentários das garotas.
Eles entraram e cumprimentaram Tom, Dougie e Danny. Este, álias, estava com sorriso ainda maior no rosto, se é que aquilo era possível, reparou. O que será que tinha acontecido? Quando foram se cumprimentar, o garoto deu um beijo em sua bochecha bem perto da boca, deixando-a com as pernas meio bambas e o coração acelerado.
Os dois se olharam e sorriram.
"O dia não poderia estar mais completo." – Pensou Danny. Ela estava muito bonita de calça jeans e uma bata roxa, que combinava com seu all star.
"Entrem! É lá em cima." – Ele disse, saindo do transe.
A casa era bonita e grande, com uma decoração de muito bom gosto. Ao lado do quarto de Danny, havia um segundo quarto que era como se fosse um estúdio, com caixas de som e paredes com isolamento acústico e mais um monte de coisas da qual nem e nem entendiam.
O ensaio transcorreu bem e sem maiores acontecimentos. Era sempre cheio de piadinhas, xingamentos e coisas voando. Tornava-se impossível ficar sério.
Eles ensaiavam a música nova, que se chamava Obviously e tinha um ritmo viciante e um refrão fácil. e se balançavam com a melodia, mas com as interrupções constantes, era difícil continuar dançando.
Aquilo iria demorar séculos! Uma olhou para a outra e se levantaram.
"Garotos... eu sei que o ensaio não vai ser o mesmo sem a gente, mas nós vamos embora!" – disse, pegando sua mochila.
"Já?" – Reclamou Danny, fazendo-a sorrir. Ela balançou a cabeça afirmativamente. Todos se despediram (Danny ainda fez uma cara de gato-de-botas-do-Shrek para tentar convencê-la a ficar) e as garotas foram embora.
"Sis? [n/a: sis = sister]" – chamou quando já estavam na rua. A amiga olhou para ela. – "Impressão minha ou Danny estava mais... hum... explícito hoje?"
"Como?"
"Normalmente ele tenta esconder que está a fim de você."
não respondeu, mas achou cada poste da rua mais bonito, cada jardim mal cuidado mais colorido e cada pessoa mal-humorada que passava por elas mais simpática.
[n/a: Coloquem para carregar: I saw her standing there e The way you look tonight]
"Cansei, dude... esse calor tá me matando! Acho que hoje é o dia mais quente do ano!" – Dougie estava suando muito mesmo.
Também pudera! Eles estavam ensaiando desde antes do almoço e o dia realmente estava cruel.
"Vamos nadar?" – Tom perguntou desligando os fios da guitarra.
"Nadar onde, dude? O clube é tão longe daqui... e deve estar lotado!" – Danny fazia o mesmo, mas já estava sem camiseta.
"Na casa da , oras!" – Tom disse, como se fosse óbvio.
"Elas só vão chegar mais tarde do curso..." – Harry lembrou. Os meninos já estavam com medo dele ter derretido atrás da bateria com tanto silêncio.
"Vocês não sabem de nada. Quase dez anos de amizade nos dão... créditos. Vamos lá!"
Os quatro saíram e Danny ia pular a cerca, mas Tom o puxou:
"Hoje não!"
Bateram na casa de e a mãe dela atendeu.
"Oi Mrs. ! Como a senhora está?"
"Toooom! Tudo bom, filho? Eu estou ótima. E a sua mãe? Como vai? Faz tempo que não a vejo!"
"Ela está bem, meus pais e Carrie estão viajando. Foram visitar minha vó."
"Entendi. não chegou do curso ainda, querido!"
Tom fez uma cara de envergonhado.
"Sabe o que é Mrs. ... Estou até meio sem graça... Será que nós poderíamos usar a piscina? Está tão quente! Aliás, esses são Danny, Dougie e Harry. São nossos colegas de colégio."
Todos acenaram e ela abriu um sorriso. Tom tinha muita moral com os pais das meninas, por ser sempre tão atencioso, prestativo e educado. E o pior! Não fazia nada para impressionar: aquele era simplesmente o jeito dele. Era, então, sempre mimado e elogiado. Nunca diziam "não" a ele.
"Claro, meu anjo! Entrem! A provavelmente vai dar um mergulho quando chegar também! Fiquem a vontade."
Esse era o tipo de coisa que não se dizia a quatro garotos morrendo de calor.
Eles agradeceram e entraram. Tentavam não fazer muito barulho, mas não conseguiam. Como iriam brincar de Marco Pólo sem fazer baderna?
chegou em casa e ouviu um barulho vindo do quintal. Será que seus pais tinham trazido amigos? Mas, a essa hora, seu pai com certeza deveria estar no escritório.
Abriu a porta da sala e se deparou com quatro sujeitos correndo em sua piscina. Um deles estava com uma bermuda tapando o rosto. Era Dougie.
"O que é isso na minha casa?" – Ela gritou.
Eles saíram correndo da piscina e a abraçaram para que ela ficasse molhada.
"Dougie! Ou volta pra água ou coloca essa bermuda porque você tá só de cueca, cidadão!" – disse tampando os olhos com a mão.
Ele soltou um palavrão e vestiu a bermuda que estava em sua cabeça.
"Cadê a ?" – Danny parou de rir e perguntou.
olhou para ele e quase soltou um: "Nhééééé, marditão!", mas se conteve.
"A ! Vou ligar pra ela vir pra cá."
Ela correu para dentro pegar o telefone.
", minha casa foi invadida por aliens! Vem pra cá agora!"
"Hein?"
Danny tomou o aparelho.
"São os aliens mais hilários que você já viu!"
"E os mais lindos!" – Harry gritou.
"E os mais brilhantemente, fodasticamente, intergalacticamente sexys!" – Dougie também quis brincar.
"Acho que eu preciso salvar a , né? To indo praí!" – Ela riu.
Foi 5 minutos até ela chegar. Quando apontou na porta, recebeu a mesma recepção calorosa, ou melhor, refrescante que . Na verdade, os meninos se empolgaram e disseram que iriam jogá-la na piscina. Danny foi a levando no colo (e ela desejou que a piscina ficasse na França, enquanto se segurava no pescoço dele). Ele já estava com os braços estendidos e ela a poucos centímetros da água.
"Meu celular! Tá no meu bolso!"
Ele a voltou para a borda. apontou e riu da cara dele enquanto corria pelo gramado.
"Não mesmo!" – Ele disse.
Os quatro foram atrás. Danny a abraçou por trás e os dois caíram. A garota não viu muito depois disso: houve um montinho homérico em cima dela. Os meninos se levantavam e pulavam de novo a cada 10 segundos.
"Heeeeey, tem uma menininha aqui, alguém se lembra disso?" – Ela estava sem ar de estar embaixo de quatro moleques bem mais pesados que ela e de rir.
"O Danny é forte!" – Disse Harry em seu terceiro pulo.
"Me espeeeeeeeeerem!" – apareceu de biquíni e se jogou em cima dos cinco.
"Valeu sis!"
"Tá bom já... tá bom... por hoje chega galera!" – Disse Danny. sabia que ele devia estar muito dolorido. Estava se apoiando no chão de forma que não chegasse todo o peso dos outros nela.
Ele estendeu a mão e ela a segurou sorrindo.
"Agora você pode ir para a água!" – O garoto disse rindo.
"Posso tirar o all star?"
"Tira!" – Ele continuava segurando a mão dela.
"Eu não vou fugir de novo não, Dan. Já aprendi a lição!"
"Dan?" – Ele perguntou sorrindo. "Não me chama assim de novo!"
"Ai, desculpa! Você não gosta?"
"Eu não respondo por mim se você me chamar assim mais uma vez!"
Ela quase repetiu só pra saber o que aconteceria, viu que ele não tinha ficado bravo. Estava com cara de muitas coisas, menos bravo.
"Aaaaah, Danny! Você é um lerdo!" – Harry interrompeu e jogou na piscina.
e fuçavam a carteira dos meninos na beira da piscina.
"Nossa Dougie, que topete ridículo! Depois você não sabe por que eu preferia o Charlie na sétima série..." – zuou.
O garoto estava sentado perto dela, com Danny em seu colo.
"Estão fofos assim, aliás!" – Ela completou, lançando um olhar breve para a cena.
"Nós temos um caso. Sorry girls, mas nós já somos um casal há muito tempo!" – Danny falou abraçando e beijando a bochecha de Dougie.
"Quebrou nossos corações!"
"É bom abraçar o Dougie." – Harry ponderou. – "Eu gosto!"
"Meeeeeeu deus!" – riu deles.
"Tô fazendo propaganda pra ver se a adere!"
Ela balançou a cabeça rindo e apontou para a foto que viu naquele instante:
"Nossa Danny, você melhorou bem também, hein? Deus do céu!"
"Ele é cabeçudo e orelhudo, é que o cabelo agora esconde." – Dougie falou, levando um tapa ardido.
Todos caíram na gargalhada.
"Cadê o Tom? Ah, tá ali falando com a Carrie." – Disse .
"Geeeeeente! Me lembrei de algo muito importante! Peguei esse flyer lá no curso! Beatles Cover no Wonderland sexta! Vamos, vamos, vamos?" – tirou um papel da bolsa e mostrou aos amigos. Eles se animaram.
"Finalmente uma festa! Finalmente gente diferente!" – Harry comemorou.
"Opa! Valeu aí Harry! Quanta consideração!" – jogou a carteira de Danny nele. Pegou bem na testa. – "Aaaaai desculpa. Tá doendo? Me perdoa!"
"Alguém anotou a placa?"
"Então nós vamos?" – estava animada. As duas amavam os Beatles!
"Vamos aonde?" – Tom reapareceu.
"Saltar de Bungee Jump bêbados e fazer uma tatuagem: "Life is a bitch and so are you!", o Harry vai levar a gente. Vamos aí?" – perguntou.
"É sério?" – Ele olhava desconfiado.
"Não! É algo ainda mais selvagem! Beatles Cover sexta no Wonderland! Você acha que aguenta?" – Harry tinha a cara de sério mais convincente do mundo. Podia convencer qualquer um que era o gerente de banco mais jovem da Inglaterra, se quisesse.
O amigo ainda não sabia se acreditava. entregou o flyer para ele.
"Beatles? Não acredito! Tô dentro, lógico!"
"Pular de Bungee Jump você não quer, né? Você parece meu vô, Tom!" – Danny falou.
A quinta-feira foi exatamente como se espera que um dia da semana seja: normal. Normal até demais para aquelas seis pessoas que tinham uma banda e subiam no telhado de casas modelos.
Já era noite quando saíram do ensaio na casa de Tom. Danny era quem estava de carro e se prontificou a levar , Harry e Dougie. Deixou o baixista em frente à casa verde e bonita em que ele morava e seguiu para a casa da garota.
Ela não estava acreditando! Quando Danny ofereceu carona tinha certeza que seria a última a ser entregue e os dois ficariam conversando no carro e aí tocaria uma música fofa no rádio e ele a beijaria...
"Tá! Pára de ler fics, !" – pensou com raiva.
"Você é um idiota!" – Harry deu um pedala em Danny, enquanto ela acenava para os dois de fora.
"Que foi, dude?
"Que foi? Ah não, Danny! Tudo bem que você é meio lerdinho, a gente até é solidário com a sua falta de neurônio, o importante é ter saúde! Mas pelo menos jeito com as mulheres você tinha!"
Ele não falou nada.
"Ela te curte, manézão. E ficou decepcionada!"
"Eu tô gostando dela, dude. De verdade!"
Harry fingia que dava cabeçadas no vidro, fazendo Danny rir.
"Qual é, cara? Nós já vimos o dia nascer sentados em um telhado. Merecemos mais que nosso primeiro beijo no carro da minha mãe!"
Não havia mais argumentos.
A entrada do Wonderland estava bem cheia no outro dia. E ainda nem era meia-noite.
"Mad Dog. Que porra é essa?" – Harry estava lendo o flyer enquanto esperavam a casa noturna abrir.
"É um energético. Estão promovendo porque é novo, vai ser open disso hoje."
"Isso não vai prestar... Aí, eu me recuso a ficar sóbrio e voltar dirigindo. Vamos tirar no pedra, papel, tesoura!" – Harry exigiu já com a mão direita fechada no alto.
Eles ficaram um tempo disputando, praticamente uma copa: semifinal, final...
"Desgraça de sorte!" – Tom tinha perdido. – "Ah, nem vem! Nós somos seis! Alguém tem que passar em seco junto comigo!"
Danny, Harry, , Dougie e comemoraram.
"Sorry, dude!"- Danny dava tapinhas nas costas do garoto. – "Ah! Finalmente."
Eles entraram no lugar.
e foram ao banheiro, só para conferir o look e os meninos correram para o bar.
"Ei, que cara é essa, ?" – perguntou vendo a amiga olhando a própria imagem no espelho com uma carinha desanimada.
"Aaaah ! Eu não sei... eu não consigo entender o Danny!"
A amiga se virou para ela.
"É como você disse, sabe? Ele parece estar afim de mim, me olha diferente, sorri diferente, me trata diferente... mas ontem, a gente podia ter ficado e ele me levou primeiro. Foi embora com o Harry! Não dá pra entender!"
"O Danny é lerdo!"
"Acho que não quando se trata disso, pelo jeito, ele e Harry são OS pegadores. Eu tô cansada de ouvir que eu sou uma garota super legal, gente boa mesmo, pra namorar, pra casar e ser só a amigona de todo mundo!"
"Eu sei como é isso, sis. Quer saber? Vamos beber um monte hoje e esquecer que Danny Jones existe!"
"Tô contigo e não abro, !"
Erm... pelo menos estava até Danny vir na direção das duas todo sorridente, com três copos na mão. Ele estava tão bonito de camiseta branca e calça jeans preta, com um tênis da Addidas.
"Bebe, , bebe!" – disse baixinho.
O tal Mad Dog era mais doce que os energéticos normais e escondia o gosto da vodka. Harry insistia que se parecia com um refrigerante típico do Brasil, o guaraná, só que sem gás. Eles já estavam no terceiro copo quando a banda entrou no palco.
"Olá pessoal! Nós somos a banda Ticket to ride, espero que todo mundo aqui ame os Beatles como a gente."
E começaram a tocar I wanna hold your hand.
As garotas gritaram e levantaram os copos. Começaram a dançar e a cantar como se não vissem mais ninguém.
"Olha a baba caindo no sapato aí, Danny..." – Harry zuou. – "Mas com todo respeito, a tá muito gata hoje! Na verdade, a também. Elas capricharam!"
As duas tinham mesmo. estava de vestido verde tomara que caia (sua tatuagem a mostra), com bolinhas brancas delicadas e uma fita branca no cabelo; estava com um vestido também, frente única azul escuro com uma faixa vermelha na cintura, que se amarrava em um laço nas costas. Tinham se empenhado em ficar meio "anos 60", sem parecer que era Festa a Fantasia.
Danny deu um soco no ombro do amigo.
"Vaaai Harry, vai procurar umas meninas que caiam nas suas cantadas!"
"Boa idéia! Dougie! DOUGIE! Vem, cara!"
Dougie era a pessoa mais autista que se tem notícia. Estava com o copo na mão, olhando para o palco, mas sem realmente ver. Acordou com o grito de Harry e saiu com ele.
", minha boca já ficando adormecida!" – ria, cutucando a bochecha com os dedos.
"Mais um Mad Dog então! Sis, putz! Gosto de você pra caramba!" – As duas se abraçaram.
"Eu também! Você é da hora! Mas eu gosto dessa música, se a gente sair agora não vamos dançar... esqueci o nome da música!" – E riu mais um pouco, com as mãos no joelho. – "É I feel fine!" – E voltaram a dançar freneticamente.
Danny e Tom discutiam sobre a banda e as guitarras que eles usavam quando as garotas pararam ao lado deles, rindo de se matar.
"A acabou de gritar com um cara ali atrás!"
"Ele queria me beijar, mas eu não queria. Eu disse que eu não queria três vezes e ele não me ouviu... aí eu gritei! Ah! Olha ele aí de novo! Eu não vou passar meu telefone pra você, porque eu to bêbada!"
Danny abraçou a garota pela cintura.
"Ela tá acompanhada, amigo."
O garoto saiu e olhou para Danny.
"Por que você fez isso se você não está me acompanhando de verdade?" – disse sem pensar.
Ele riu, tirou o copo da mão dela e entregou para .
"Pára de beber um pouquinho e vamos dançar..." – Pegou nas mãos dela e eles começaram a dançar I saw her standing there. (Tradução)
"Well, she was just 17,
You know what I mean,
And the way she looked was way beyond compare.
So how could I dance with another (whooh)
And I saw her standin' there.
Well she looked at me, and I, I could see
That before too long I'd fall in love with her.
She wouldn't dance with another (whooh)
And I saw her standin' there.
"Danny, não me gira muito não!" – pediu e ele acenou com a cabeça, rindo.
Well, my heart went "boom,"
When I crossed that room,
And I held her hand in mine...
Ele começou a rir e ela fez cara de curiosa, deu mais um rodopio e a segurou bem perto dele, cantando em seu ouvido:
Whoah, we danced through the night,
And we held each other tight,
And before too long I fell in love with her.
Now I'll never dance with another
Since I saw her standing there"
Se Danny não estivesse com as mãos em sua cintura, provavelmente teria caído. Suas pernas ficaram bambas e ela fechou os olhos, mas precisou abrir porque o mundo girou.
"Até bêbada você dança bem, sensacional!" – Danny beijou a bochecha dela e eles voltaram para perto de Tom.
"Aeeee! Ganhei mais um Mad Dog!" – comemorava. – "Tom apostou que você caía, !"
Ela começou a bater nele.
"Pára , tá doendo de verdade!"
e Danny riram.
"Hey, meu Mad Dog!"
Os dois foram ao bar.
"Valeu gente, nós somos a banda Ticket to ride!"
"Mais um, mais um!" – gritava sozinha, olhou para os lados e riu de novo.
O D.J. começou a tocar uma música animada e veio correndo com dois copos pra elas dançarem, mas escorregou e caiu de bunda.
"Perdiiiiii! Perdi o Mad Dog!" – Tom a levantou rindo.
"Você tá de vestido, linda, comporte-se!"
"Não apareceu nada!"
Os quatro se juntaram de novo.
"Cadê o Harry e o Dougie?" – Danny quis saber.
"O Harry tá ali." – apontou. Estava numa roda com muitas meninas e ele dançava de uma jeito diferente. Eles ficaram assistindo.
"Brazilian funk!" – Ouviram ele dizer. – "Aprendi no Brasil, onde minha tia mora!"
Ele colocava a mão no joelho e mexia os quadris e as meninas tentavam imitá-lo.
"E o Dougie?" – procurou ele por perto, mas não viu ninguém. – "Pegando alguém, de certo..." – Ela disse isso rápido e virou o meio copo que ainda tinha na mão com tudo.
"Naah, ele provavelmente tá bebendo em algum canto e jogando no celular. Ele é um bêbado bem mais divertido quando estamos só entre amigos..." – Danny contou e abriu um sorrisão.
"Poxa Danny, você é legal pra caramba. A gente se conhece há pouco tempo, mas eu acho você super gente boa. Só é um tonto e não fica com a , mas tirando isso eu te adoro!" – Ela ia falando tentando passar o braço pelo pescoço dele, mas ele era muito alto.
Tom estava conversando com o pessoal da banda que estava enrolando fios e guardando os instrumentos do palco. Eles deviam ter, no máximo, uns 23 anos e estavam contando para ele como conseguir os primeiros shows e tal. Danny foi se juntar a eles, enquanto e dançavam uma música eletrônica.
cutucou ao ver o baterista sentado no palco conversando com os dois. Ele era moreno e tinha cachinhos, os olhos eram muito claros e ele usava uma camisa de gola pólo listrada.
Elas foram até lá e ficaram ouvindo a conversa, sem entender nada.
"Você não parece o Ringo, ele era narigudo e feio!" – interrompeu.
O garoto riu.
"Vou tomar isso como um elogio."
"Aaaah, pode tomar!"
"Prazer, eu sou o Dylan!"
falou baixinho no ouvido de Danny:
"Vai pegar!"
Os dois riram.
"Vou procurar o Dougie!"
"E eu vou dançar!" – gritou, levantando os braços. – "Aaaah, eu não vou sozinha e a vai ficar aí. Vem comigo, Tom!"
Ele fez uma cara de sofrido. Tom era muito tímido para essas coisas.
"Tá bom, tá boooooom! O Mad Dog vai comigo, então! Haaaaarry! O Harry é da hora!"
E saiu falando sozinha, parou ao lado do garoto e começou a tentar o funk também.
Eles já estavam dançando há 10 minutos, quando passou indo para o banheiro e foi atrás dela. Harry não estava sendo uma boa companhia, porque estava xavecando uma menina.
"Nhééééé, marditona!" – berrou no ouvido dela.
"Nem peguei sis, o cara era um chato!" – contou. – "Ai sis, terrível! Mas tudo bem, eu amo você, eu amo o Mad Dog!"
colocou a mão no espelho e se virou para as outras garotas ali.
"Eu amo todo mundo nesse banheiro!"
se segurou no espelho também, para rir.
"A gente ta bêbada, !"
As duas caíram na gargalhada.
"Vamos procurar os meninos? Acho que já quero ir embora..." – pediu.
Elas saíram do banheiro e encontraram Dougie sentado num puf, viajando.
"Hey, seu baixista autista!" – riu da própria piada sem graça.
"Oi garotas! Nossa, vi umas cenas bizarras aqui!" – Elas se sentaram com ele. – "Tinha uma gordona se esfregando em um magrelo, que por uns 15 segundos eu achei que era o Harry! Aí depois dois bêbados brigaram por uma garrafa de Absolut..."
"Até eu brigaria!" – falou.
"A garrafa tava vazia!"
Os três riram.
"Nós queremos ir embora..." – Ela disse a Dougie, um segundo depois.
"Já deu pra mim também. Cadê todo mundo?"
"Vou procurar" – disse. Saiu de lá e caiu na risada. Tinha deixado e Dougie sozinhos e nem tinha sido de propósito.
Encontrou Tom e Danny perto do bar.
"Vamos embora?" – Ela pediu, encostando a cabeça no ombro de Tom. – "Estávamos só procurando vocês e Harry."
"Vão saindo então e eu procuro o Harry." – Danny se ofereceu.
Eles já estavam do lado de fora do Wonderland, abraçada em Tom, que era o único de moletom e atrás de Dougie, com o queixo apoiado no ombro dele.
"Eu tenho cabelo enrolado." – disse, do nada. – "Meu pai tem cabelo liso..."
Os outros ficaram em silêncio, olhando para ela.
"Eu sou pai do meu pai!" – Ela começou a rir antes de terminar a frase. Dougie se sentou na calçada para rir e e Tom quase tiveram um ataque.
Danny vinha vindo com as mãos no bolso.
"O Danny tem o cabelo enrolado, ..." – Dougie tentava parar de rir e não conseguia.
"Eu acho que eu sou filha do Danny!"
Todos riram tão alto que as pessoas que estavam na barraquinha de lanche ao lado olharam com cara feia.
"Aaaaai, eu sou da hora!" – disse, causando uma nova onde de risadas.
"Qual foi a piada?" – Danny tinha alcançado eles. – "Não achei o Harry. Vou ligar pra ele, tá?"
"Ok!" – Tom era o único em condição de responder.
Ele saiu e parou encostado no carro de Harry, falando no celular. se virou para olhá-lo enquanto Dougie estava contando algo que tinha visto na festa a e Tom.
Ele desligou e olhou para o lado, viu que o olhava e a chamou com o dedo.
Ela foi andando até ele, sorrindo. Até bêbada ficava bonita.
"Oi!" – disse.
"Oi! Como foi sua noite?" – Ele perguntou.
"Foi legal, mas agora eu estou com sono..."
Danny abriu os braços e ela o abraçou forte, encostando a cabeça em seu peito. Podia ouvir o coração dele e batia rápido.
"Danny?"
"Hum."
"Posso te fazer uma pergunta constrangedora para nós dois? Eu só vou perguntar porque estou bêbada!"
"Que medo! Mas vai lá..."
"Por que você não quer mais ficar comigo?"
Ele a olhou. Estava abraçada a ele, com a cabeça virada de lado, mas a ergueu enquanto ele não respondia.
"Quem disse que eu não quero? Mas vai ter que ser melhor do que eu e você no carro da minha mãe ou nós dois bêbados numa festa... Eu não acredito que por um minuto você achou que eu não queria ficar com você! Olha pra você: é linda, inteligente... merece que seja tudo perfeito!"
Ela sorriu ao ver os olhos azuis dele brilhando para ela. Se encostou de novo no peito dele.
"Ouvi uma música hoje e lembrei de você, ."
"Ah é? Qual?"
Esperava só o título da música, mas ele começou a cantá-la.(Tradução)
"Some day, when I'm awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight
Era a música do "O Casamento do Meu Melhor Amigo". Mas ela nunca tinha reparado em como a letra era fofa. Fechou os olhos e deixou tudo girando mesmo... como ouviria aquilo de olhos abertos?
You're lovely, with your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
With each word your tenderness grows
Tearing my fears apart
And that laugh that wrinkles your nose
Touches my foolish heart
Yes you're lovely, never ever change
Keep that breathless charm
Won't you please arrange it?
'Cause I love you
Just the way you look tonight
Just the way you look tonight
Darling
Just the way you look tonight"
"Danny?"
"Hum..."
"Você jura que eu não posso te beijar agora? Eu prometo que lembro amanhã!"
Ele riu.
"O pessoal está vindo. Parece que Harry ressuscitou das cinzas..."
"Vocês não são mais da hora! Eu odeio vocês!" – Ela gritou para os quatro que vinham andando de encontro a eles.
"Eu quero te ver amanhã." – disse baixinho olhando-o nos olhos.
"Tem o casamento de um primo meu amanhã. Mas domingo eu juro que te ligo de manhãzinha, às 8 da manhã, quando eu acordar e não conseguir mais dormir, pensando em você."
"Odeio seu primo também!"
Ela se virou para Dougie.
"Dãããgie! What’s the name of a Mexican who had his car stolen?"
"Ei, essa piada é minha! E não é assim!"
"Foi a quem roubou o carro do mexicano e a piada do Danny... cleptomaníaca!" – Harry disse.
olhou para que tiveram aquela transmissão de pensamento:
"Nhéééééé, marditão!"
[n/a: Coloquem pra Carregar: Brighter than Sunshine
acordou com o pior humor possível. De ressaca, sabendo que não veria Danny e, quando olhou no relógio, ainda eram 8h da manhã. Tinha dormido duas horas e não conseguia dormir de novo porque seu estômago embrulhava.
Seu celular tocou, o que era no mínimo estranho. Ela sorriu ao ler a mensagem.
Porque eu acordei às 8h da manhã, pensando em você...
se sentou na cama pra responder:
Eu também acordei às 8h da manhã... pensando no Mad Dog! Hahahahaha... Ressaca dos infernos!
E lógico que não ia cortar o climinha, mas tinha que dar uma zuada básica. Digitou outra mensagem, após essa.
Não paro de lembrar de você cantando pra mim ontem... Foge! Vem pra minha casa!
Ela se deitou na cama e sorriu, adorava começo de relacionamentos. Essa coisa de esperar respostas, trocar olhares, o frio na barriga, a vontade incontrolável de tocar na pessoa, sonhar acordada... Era tão bom se sentir assim de novo. Se sentia viva! O celular tocou na mesinha de cabeceira.
A ressaca tá foda mesmo. Vou ficar bonito nas fotos do álbum de casamento! Hey, é muito cedo ainda! Vou contar até três e a gente dorme de novo, tá? Um... Dois...
Ela puxou o edredom e dormiu. O mau humor tinha milagrosamente passado.
Acordou às 14h de novo e viu que tinha uma nova mensagem do Danny, ficou triste ao perceber que ela fora mandada 5 minutos depois que dormiu de manhã:
Já dormiu? Eu ia contar até três!
"Wishing I could be with you..."
Ela riu e saiu do quarto. Sua mãe estava na sala lendo uma revista. Tirou-a da frente do rosto e olhou por cima dos óculos, balançando a cabeça.
"Muito bonito, hein mocinha? Eu ouvi a hora que você chegou em casa."
beijou o rosto dela e se aninhou no sofá.
"Te acordei? Desculpa! Mas eu não tava chegando da festa aquela hora não, tinha ido fazer cooper..."
Mrs. balançou a cabeça de novo, mas dessa vez rindo.
"Mãe?"
"Hum."
"Lembra que eu te contei do Danny? O guitarrista da banda do Tom..."
"O que você estava apaixonada?"
A garota assentiu com a cabeça.
"O que tem ele? Vocês ‘ficaram’?" – Ela disse, fazendo rir. Sabia o que a mãe pensava sobre "ficar". O que toda mãe no mundo pensa: que elas não entendem o que é isso e que "no tempo delas, para namorar o menino tinha que ir conversar com os pais primeiro"!
"Ainda não, mas vamos ficar. Ele disse que quer que seja especial e..." – Ia completar com '...e não bêbados em uma festa!', mas parou antes.
"...Ele é tão demais, mãe! Sabe quando tudo parece roteiro de filme? A frase certa, na hora certa."
"Aproveita... O primeiro amor é sempre o melhor, o mais emocionante, o mais avassalador, o mais inesquecível e o que deixa mais saudades depois." – Sorriu para e depois de um tempo de silêncio, se levantou. – "Vai almoçar meu amor, tem lasanha! Eu vou fazer as unhas daqui a pouco. Se comporta, hein?" – Antes de sair, beijou o rosto da filha.
continuou ali quase dormindo, quando o telefone tocou. Fez um esforço enorme e o atendeu:
"Mansão da Família , quem incomoda?"
"Você ainda vai se ferrar de atender assim, sis!"
"! Tá viva, mulher?"
A amiga riu.
"Sis, você não tem noção! Dormi na casa do Tom! Coloquei na cabeça que tinha pego a chave errada de casa e ia pular a cerca da casa dele pra minha. Ainda bem que ele tava são e não deixou! Imagina eu pulando aquilo no meu estado?"
"Cooooomo assim? E tá onde agora?"
"No meu quarto, com a janela fechada, tudo escuro..."
riu.
"Eu não tô tão zuada assim..."
"Sorte sua, sis! Mas me conta! Você ficou com o Danny ontem?"
contou à sobre a música e as mensagens e só ouvia "Ohhhhn..." do outro lado do telefone.
"Pena que vocês não vão se ver hoje..."
"É, é uma pena!" – se virou no sofá e ficou brincando com a costura embaixo dele. Queria tanto poder ver o garoto. Ela teve um sobressalto se lembrando de outra coisa. – "Siiiis, não compramos nosso material escolar!"
"Não grita , please! Mas você tem razão. Cara, hoje eu não saio de casa nem que me paguem."
"A gente vai amanhã, ainda que seja domingo um monte de lojas do shopping ficam abertas. Se eu tivesse uma papelaria não fecharia um dia antes da volta às aulas."
"Você é uma empreendedora, ." – disse entre bocejos. – "Bom, se não for amanhã, segunda a gente se vira! Acho que vai rolar Sessão Pipoca no Tom mais tarde..."
"Ah, me liga e eu vou praí."
"Certo. Boa noite, sis!"
riu de novo.
"Se cuida... e melhoras!"
Desligou o telefone e cochilou mais um pouco ali, até seu estômago lembrá-la de comer alguma coisa.
Já era quase 16h quando ela subiu para tomar banho. Ficou um bom tempo sentindo a água cair nela e finalmente sentiu que os efeitos do álcool estavam indo ralo a baixo.
Sentou-se na varanda com um livro que estava lendo nas mãos, uma brisa leve já diminuindo a temperatura do dia.
Sua concentração, porém estava em outro lugar. E ela nem sabia onde era exatamente. Não sabia se Danny estava na cidade, se estava se acabando de dançar com uma prima bonita que ele acabara de conhecer, se estava correndo em direção a ela...
piscou e olhou de novo para o caminhozinho que levava à porta de sua casa, onde estava. O garoto parou de correr nos degraus e se apoiou nos joelhos. Estava lindo, de calça social preta, uma camisa branca e gravata.
"Cara, tenho que voltar a jogar futebol! Estou fora de forma!"
Ela estava sem reação. Ele sorriu e a encarou, aqueles olhos azuis diziam que ele não estava ali à toa, que não tinha vindo simplesmente bater um papo.
"Danny! O que você ta fazendo aqui? E o casamento?"
"Eu estava lá, entediado, morrendo, lendo as mensagens que trocamos hoje de manhã... Aquele ‘Foge! Vem pra minha casa!’ me pareceu tão convidativo. A melhor coisa a se fazer! Era onde eu queria estar, na verdade. Contei qualquer história pra minha mãe e estou aqui." – Ele abriu um sorriso e os braços. – "Quero te levar em um lugar..."
se levantou e segurou na mão estendida do garoto.
"Você só não pode me pegar desprevenida assim, olha como eu estou vestida!" – Ela apontou para a roupa: usava um short xadrez claro, uma blusinha verde com a alça cruzada nas costas e uma sandália branca.
"Nunca te vi tão bonita!"
Saíram de mãos dadas. Se fosse muito longe, pensou, o coração dela não aguentaria!
O garoto tirou as chaves do bolso e destravou o carro. Ela o olhou.
"Achei que ia ficar mais bonito se parecesse que eu corri até aqui."
riu e bateu no ombro dele.
"Exijo um cavalo branco então, na próxima vez!"
Foram conversando e rindo até lá, lembrando das pérolas da noite anterior. Danny estacionou no que parecia um parque, desceu e a esperou para entrarem de mãos dadas de novo. Aquilo tudo era muito fofo!
O lugar era enorme e lindo. Cheio de árvores floridas, banquinhos pintados de verde, onde pessoas liam, alguns namorados conversavam abraçados e ao longe se via um campo onde meninos novinhos jogavam futebol.
"Não acredito que não conheço esse parque!" – estava maravilhada.
"Eu venho aqui desde que tinha aquela idade." – Danny apontou para os moleques no campinho e sorriu, como se tivesse doces lembranças da infância ali.
A garota olhou pra ele e sorriu. Sentiu sua mão sendo segurada mais forte, o coração resolveu intensificar os batimentos também.
"Preciso te mostrar o lugar que mais gosto. É onde eu componho, as vezes."
Chegaram num gramado bem grande e verde de onde se via o pôr do Sol. Havia uma pedra que o garoto apontou, dizendo que podia ficar sentado ali por horas com o violão, um papel e uma caneta.
"Tira a sandália!" – Ele disse, olhando pra ela, também estava tirando o sapato social que usava e as meias. – "É bom, sentir a grama nos pés... é relaxante!"
Ela tirou e andou um pouco com os pés descalços.
"Aqui é tão lindo!" – suspirou. – "Quase de mentira..."
Danny riu e falou:
"Adoro esse lugar, sempre adorei!"
[n/a: Tradução]
"I never understood before
I never knew what love was for
My heart was broke, my head was sore
What a feeling
"E o Sol se pondo... é tudo tão perfeito!" – ela estava com as sandálias na mão e ficou rodando um tempo com os braços abertos, respirando aquela brisa do fim do dia. – "Você pode me trazer um dia aqui para eu tirar umas fotos, Dan?"
Lembrou-se do dia que ele tinha dito pra ela não o chamar assim e tampou a boca com as mãos rindo.
Ele estava em transe com toda a graça daquela garota.
"Eu disse pra você não me chamar assim... Vou ter que te castigar!"
Tied up in ancient history
I didn't believe in destiny
I look up you're standing next to me
What a feeling
Ela parou, olhando pra ele.
"Você não vai me desculpar?"
"Não sei, eu não costumo ser bonzinho com que faz isso..." – estava se aproximando dela com as mãos nos bolsos.
deixou cair o calçado de sua mão quando percebeu o que viria a seguir.
Danny segurou em sua cintura com a mão direita, enquanto colocava a esquerda em sua nuca.
Encostou o corpo no dela enquanto a beijava devagar. Moviam os lábios calmante como se o tempo tivesse parado ali e eles pudessem continuar daquele jeito para sempre.
Era um beijo gostoso, como nenhum dos dois havia provado ainda. Parecia que tinham esperado tanto tempo por aquilo.
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
Brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
And it's brighter than sunshine
Quando finalmente pararam de beijar, se olharam e sorriram.
"Acho que só vou te chamar de Dan agora." – Ela disse e os dois riram. – "Ainda bem que eu estou sóbria!"
"Ainda bem que eu fugi do casamento!"
Sentaram-se na pedra e ficaram assistindo enquanto o Sol ia embora. estava se perguntando se alguma vez tivera um momento tão perfeito em sua vida. Danny beijava sua bochecha de vez em quando e ela se virava pra olhá-lo. Não, não se lembrava nada parecido com aquilo.
I never saw it happening
I'd given up and given in
I just couldn't take the hurt again
What a feeling
I didn't have the strength to fight
Suddenly you seemed so right
Me and you
What a feeling
Depois de mais um beijo, ela percebeu que o céu estava se enchendo de nuvens.
"Vai chover..."
"São Pedro! Nem pra colaborar, hein?" – Danny gritou olhando pro céu.
"Ah Danny! Eu não quero ir embora! Não quero que o dia acabe!"
"Nem eu!"
"Você se incomoda com a chuva?"
"Não, está calor..."
"Então não temos que ir embora!"
"Dan?"
"Hum?"
"Obrigada!"
"Pelo quê, linda?"
"Por um dos dias mais maravilhosos da minha vida!"
"Então acho que tenho que te agradecer também!"
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
It's brighter than the sun
It's brighter than the sun
It's brighter than the sun, sun, shine
Estavam abraçados em cima da pedra e continuava descalça. Era um daqueles dilúvios de verão e eles logo ficaram encharcados.
"Vamos lá em casa! É aqui perto e aí você se seca..."
"Preciso ir pra casa, Danny! Minha mãe não vai gostar nada, nada disso."
"Liga pra ela quando chegarmos lá. Foge! Vem pra minha casa!"
Estava usando as palavras da mensagem dela, que riu e o seguiu.
"Vou deixar o carro aqui. Depois venho pegar. Não tem perigo!" – Ele completou com a cara de preocupada da garota.
Chegaram a casa dele e Danny subiu para pegar cobertores, toalhas e roupas secas. Voltou só de boxers.
"Oloko Danny!" – ela disse rindo. – "Tenho que te dizer que você tava muito gato de camisa e gravata! Mas acho que prefiro assim."
Ele a beijou.
"Trouxe uma camiseta e uma boxer pra você. Serve?"
Ela assentiu com a cabeça e foi ao banheiro se trocar. Quando voltou, ligou para a mãe e disse que ficaria na casa de Danny até a chuva passar. Ele comemorou porque, pelo jeito, ela só passaria de madrugada.
"Juízo mocinha, pelo amor de Deus!" – Mrs. não tinha gostado nada da ideia.
"Calma, mãe! Não se preocupa à toa não! Também te amo! Fica com Deus!"
Ele abriu os braços no sofá e ela se sentou, encostando a cabeça em seu peito. Fechou os olhos para sentir o perfume dele, que nem a chuva tinha sido capaz de tirar...
Love will remain a mystery
But give me your hand and you will see
Your heart is keeping time with me
Tá frio aqui! Vamos lá no meu quarto..."
Ela o olhou desconfiada.
"Calma, calma... Sem segundas intenções! Só para dormir mesmo, eu juro" – ele falou, levantando os braços.
Ela riu e ficou de pé, ajudando o garoto a fazer o mesmo.
Subiram para o quarto e se acomodaram na cama de Danny, que era ainda mais quentinha e aconchegante que a de Tom.
"Canta pra mim?"
"Que música?"
"Acho que até se você cantasse uma bula de remédio, eu acharia demais!"
Ele riu e começou:
"What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
I got a feeling in my soul ..."
E ela adormeceu se sentindo apaixonada e segura.
se remexeu na cama e lembrou onde estava. Danny estava deitado ao seu lado, mas já estava acordado, olhando pra ela com uma carinha de sono fofa.
"Bom dia, princesa!"
"Ai, dormi aqui! Era pra eu ter ido embora!"
Ele passava a mão pelos cabelos dela, meio hipnotizado. Nem tinha ouvido o que ela falou.
"Hey, lindo!" – Ela chamou. – "Tá me ouvindo?"
"Uhum... mas eu não quero que você vá embora, eu nem quero levantar daqui, na verdade!"
"Eu tenho que ir. Mas vamos combinar algo na casa do Tom hoje?
"Sabe que eu também... mas aqui tá tão melhor..."
se levantou e foi ao banheiro se trocar, estava com as roupas do rapaz.
Danny continuava deitado e ela pulou em cima dele, que riu daquela maneira exageramente alta e própria.
"Sua risada é demais, sabia? Me dá vontade de rir também! Não tem como ficar triste do seu lado!"
"Obrigado!" – Ele falou, ainda rindo. Fez cara de pidão – "Fica mais! Por favor, por favor, por favor!"
"Tenho que ir!" – Ela também queria ficar.
Enrolaram mais uma meia hora, entre beijinhos e pedidos de que ela ficasse.
Danny a acompanhou até a porta, onde eles ficaram mais 15 minutos.
"Vou ligar pro Tom e te ligo."
"Tá bom, linda! Até mais tarde!"
chegou em casa tomando o cuidado de fazer menos barulho possível. Mas é lógico que não daria certo, sendo a pessoa mais desastrada do universo (ou disputando o título com o Danny), derrubou o quadro ao lado da escada porque pensou ter sentido um bicho em seu braço.
Estava entrando em seu quarto quando ouviu o arrastar das pantufas da mãe, que deu uma tossida forçada.
"Bom dia, mãe! Olha, esse negócio de caminhar de manhã tá me fazendo um bem! Você devia tentar!"
Mrs. olhava aborrecida para ela, percebeu que a piadinha não tinha agradado.
"Desculpa?"
"Poxa, ... Você sabe que eu odeio dar sermão e tudo, mas filha! Você conheceu esse menino semana passada!"
"Nós fomos a um parque, mãe! Ele me levou lá e a gente ficou. Foi perfeito, ele me tratou como nenhum outro garoto sequer pensou em tratar! Aí começou a chover e a casa dele era mais perto e nós fomos pra lá. A chuva não ia passar e nós dormimos. SÓ dormimos!
"A gente já teve esse tipo de conversa, eu espero que você tenha se lembrado..." – Mrs. estava com os braços cruzados e olhava pra filha, não brava, pior, decepcionada. Mas a interrompeu antes do fim da frase.
"Mãe! Não-aconteceu-nada! Se não confia em mim, confia no que a senhora me ensinou então. Eu me sinto a vontade para te contar quando acontecer. A senhora sabe disso!"
Ela baixou a guarda, realmente não tinha porque duvidar da filha.
"Só não acho legal você dormir lá, vocês mal se conhecem... Mas eu confio em você sim, meu amor. Sempre confiei! Outra coisa, sem voltar tarde em dia de semana, quando as aulas começarem!"
"Tá bom, mãe!" – Ela beijou a bochecha da mãe e entrou no quarto. Olhou o relógio, mas ainda era cedo demais para ligar pra .
Deitou-se na cama, mas logo descobriu que estava errada. A amiga ligou para ela cinco minutos depois.
"! Onde você foi ontem, sis? Sua mãe tava quase tendo um treco quando eu liguei!" – perguntou rindo.
" do céu! Você não sabe..." – E desembestou a contar tudo sobre o dia anterior: como Danny tinha surgido na casa dela e a levado ao parque, como eles tinham andado de mãos dadas até o lugar preferido dele lá, o primeiro beijo, o segundo, o terceiro, a chuva, a casa do Danny...
"Ooooooohn, sis! To tão feliz por você!"
"Mas e você? Fez o que ontem?"
"Dormi muito! Fui na casa do Tom, ficamos vendo filme e só. Acho que os meninos vão lá hoje."
"Eu quero ir também! Tô com saudade deles. Mas antes temos que ir comprar nossas coisas pra escola, ."
"Putz, é verdade!" – Ela disse em tom de lamentação. – "As férias foram tão legais!"
"Pois é, mas os meninos vão estudar no Little Joanna esse ano, pelo menos a diversão está garantida!"
"Só o McFLY pra nos salvar mesmo, sis... Mas então? Daqui meia hora no Houston Shopping?"
"Combinado! Até logo, sis!"
desligou o telefone e ficou olhando para o teto. Estava tão feliz! Mal podia acreditar que talvez agora as coisas começassem a dar certo pra ela. Não tinha se desapegado como era de costume, ao contrário, queria vê-lo hoje, amanhã, depois...
Trocou de roupa, gritou para a mãe que ia ao shopping de carro e saiu.
já esperava na praça de alimentação. Elas estavam enrolando para ir comprar o material, afinal isso seria a confirmação do fim das férias. Por isso, elas foram tomar sorvete, olhar as vitrines, ainda parou em um das lojas e comprou um vestido novo.
Depois de rodarem o shopping três vezes, decidiram entrar finalmente na Piece of Paper. adorava a loja, possivelmente por causa do funcionário sorridente que trabalhava lá.
"Oi Mark! Tudo bom?" – ela se dirigiu a ele, enquanto examinava os fichários.
"! Quanto tempo não a vejo! Não está mais jogando tênis?"
"Parei agora nas férias, mas quero voltar. E você?"
"Estou treinando sempre... Hey, estou tentando conseguir ingressos para uns jogos em Winbledon. Se você quiser ir..."
Ela abriu um sorriso de orelha a orelha.
"Ah, seria ótimo!"
"Me passa seu celular? Assim, a gente pode combinar mais pra frente."
abaixou a cabeça e riu. As duas ficaram mais uma hora na loja escolhendo canetas, lapiseiras, folhas, mochila... Saíram de lá carregadas de coisas e com a promessa de uma bronca e uma ameaça de cancelamento do cartão de crédito.
"Winbledon então, ?"
A amiga sorriu envergonhada.
"Quero ser que nem você quando crescer!"
"Ele é uma graça!"
Elas riram. O celular de tocou e fez uma cara engraçada.
"Nhééé, marditona!"
A garota olhou o aparelho.
"É o Tom!" – e atendeu. – "Oi gato!"
"Iiiiih, assim você deixa o Danny com ciúmes!"
"Nossa, mas como você já sabe?"
"Sabe o que? Nããããão?! Vocês ficaram?"
"Ficamos ontem..."
"E você nem me contou? Obrigado pela consideração!"
"Desculpa, Tomzinho!" – e começou a contar sobre ela e o Danny...
"Que romântico, hein?"
"Tom, vamos fazer algo hoje? Eu e a estamos com saudade de vocês!"
"Vêm pra cá! Faz assim: Eu ligo pro Harry e deixo os outros dois para vocês ligarem, por motivos óbvios!"
Os dois riram.
"Tá certo! Até mais!" – Ela desligou e se virou para . – "Liga pro Dougie e eu vou ligar pro Danny. Vamos pra casa do Tom!"
"Pro Dougie? É de propósito, né?" – perguntou.
"Claro que não! Você quer trocar, a gente troca!" – disse, levantando as sobrancelhas.
"Tá bom, vai..."
Elas pegaram o celular e discaram como se tivessem ensaiado.
"Alô! Danny?"
"Ooooi linda! Tudo bom?"
"Que voz de sono, te acordei?"
Ele riu.
"Aaaaaah, Danny! Perdãão!"
"Não, tá tranqüilo! Se fosse qualquer outra pessoa..."
"Vamos na casa do Tom hoje? Último dia de férias..."
"Claro! Nem falei com os meninos ontem."
"A gente se vê lá então, eu a vamos umas 18h! Até lá!"
"Tchau, linda!"
Os dois continuaram na linha.
"Danny? Desliga aí!"
"Eu não! Desliga você!"
"Mas fui eu que liguei."
"Então, você tem que desligar. Já sei! No três..."
Eles contaram juntos:
"Um, dois... três!"
...
"Desliga, moleque!"
"Eu queria ver se você ia desligar na minha cara ou não!"
"Agora eu vou!"
"Duvido!"
apertou o botão vermelho com uma dor no coração. Olhou para que ainda falava com Dougie, andando de um lado para o outro.
"Não foi isso que eu disse, mania de achar que eu sempre estou te xingando! Mas se a carapuça serviu... Não... Não... Você não quer ir, não vai! Eu não vou dizer isso, Dougie... Não vou, não tô nem aí se você não for... Caramba! Tá, tá...(ela fez uma voz fingida) Por favor, Dougie, eu quero que você vá na casa do Tom! (voltou ao tom normal) Tá feliz? Então tchau!" – E bateu o telefone na cara dele.
"O Dougie me estressa às vezes." – Ela disse indo se juntar a .
"Sei... eu faço idéia."
As duas riram.
Tom e zuavam , que não parava de olhar o relógio. Quando a campainha tocou, ela se levantou de uma vez e foi atender!
"Haaaaarry! Dougie! Estava com saudade de vocês já, cabeções!"
"Nossa, estou vendo!" – Ouviram Harry dizer.
Eles voltaram à sala e cumprimentaram os outros. Dougie quase não olhou para , estava bravo porque ela tinha desligado na cara dele.
"E seus pais, Tom?" – se lembrou.
"Chegam hoje de madrugada, acho..."
"Poxa, que pena!" – Disse Harry, indo à cozinha e buscando uma cerveja.
"A gente tem aula amanhã, Harry!" – parecia inconformada.
"E?"
A campainha tocou de novo e Dougie foi atender.
"Faaala, seu viado! Como foi o casamento ontem?"
"Ah, foi ótimo! Melhor casamento que eu já fui!" – Ouviram a risada e a voz inconfundível de Danny.
olhou para o chão, rindo.
Os dois apareceram na sala.
Danny cumprimentou Harry, Tom e que estavam sentados em pufs e foi até o sofá onde estava. Deu um selinho nela e sentou, passando o braço pelo seu ombro.
Dougie e Harry trocaram olhares e gritaram juntos:
"Pegooooooooou!"
"Ah não, ! Não tinha ninguém melhor?" – Dougie perguntou.
"Não fala assim, cara! Vai que ela dá um pé nele. É a primeira menina decente que o Danny fica há anos!" – Harry disse, olhando bravo para o garoto.
"Laura era bonita!"
"Só isso também!"
"É, a é mais legal!"
Os dois começaram, então, uma volta olímpica pela sala.
"Daaaanny Jones, senhoras e senhores!" – Dougie gritava, levantando o braço de amigo.
deu um beijo na bochecha dele, que sorriu.
Tom abaixou a cabeça e foi até a cozinha. Ninguém aparentou notar e foi atrás dele.
"Hey, tudo bem?"
Ele estava na geladeira, pegando uma garrafinha.
"Oi ! Tudo sim. Temos que tirar essas cervejas daqui antes dos meus pais chegarem."
Ela ficou olhando para ele.
"Thomas Michael Fletcher!" – Estava com os braços cruzados e olhava brava para o amigo. Ele riu e se sentou na mesinha, abrindo a cerveja. – "É por causa da com o Danny? Mas você não disse pra ela que tudo bem?"
"Isso que dá ter amigo há muito tempo..." – Tom disse rindo, mas continuava impassível. – "Eu conversei com o Danny também. Disse a ele que eles tinham que ficar juntos. Os dois combinam!"
"Não ouvi você falar de você ainda..."
"Caramba, mãe?! Eu tô feliz por eles. Mas é estranho. Eu tenho medo de não poder mais abraçá-la ou da nossa amizade mudar muito agora que ela tem um namorado..."
"Aaaah Tom! Ela não tá namorando ainda. Como você pode ter tanta certeza que vai dar certo? E o Danny é ciumento assim? Não parece!"
"Deve ser coisa da minha cabeça, né? Só preciso me acostumar."
"E se você precisar alguém pra abraçar, estou a disposição!" – falou abrindo os braços.
Ele se levantou e a abraçou.
"Você tem o melhor abraço do mundo, Tom! Ninguém que já experimentou vai querer ficar sem!"
O garoto riu.
"Obrigado, ."
Vamos lá pra sala, aloprar aqueles dementes!
Chegando na sala, Tom e encontraram Harry descendo as escadas com auto-falantes para iPod.
"Isso é meu?" – Ele perguntou para o amigo.
" disse que eu podia pegar..." – Harry disse, meio sem graça.
"Não, era só pra saber mesmo... O que iremos ouvir?"
Os dois entraram na sala e se acomodaram no sofá.
"O Harry vai mostrar o tal Brazilian funk pra gente!" – Dougie esfregava as mãos, fazia isso sempre que estava empolgado.
se levantou animada. Ela e pararam uma de cada lado de Harry para aprenderem. Adoravam dançar.
A música começou com um rugido de tigre e todos riram. Era uma batida dançante, mas eles não faziam idéia do que dizia a letra.
"Coloca a mão no joelho, assim, de lado, aí levanta e abaixa, assim..." – Estava dançando como no dia do Beatles cover. – "Agora a mão no outro joelho."
As garotas o seguiam, mas duvidavam que o professor estivesse sendo bem sucedido.
Danny, Tom e Dougie estavam caídos um em cima do outro, rindo no sofá.
"Isso é ridículo, dude!"
"Não é não. É que você não viu as brasileiras dançando, é uma piração!"
Ele desistiu de ensinar e puxou o puf para perto de onde os outros estavam. e agora inventavam os próprios passos; depois perceberam que os meninos as admiravam e pararam de dançar.
"Aaaaaah não, tava tão legal!" – Dougie soltou.
Como sempre, apanhou das meninas. Elas se sentaram no tapete, fechando um círculo.
"Como é o Brasil, Harry?" – perguntou.
"É um país exótico. Completamente diferente da Inglaterra."
"E o... como é mesmo o nome... Carnaval? – Dougie estava quase fazendo as malas e indo para o país.
"Ah, eu não fui na época! Fui um mês antes. Era verão lá, quase morri de calor!"
"Eu nem imagino de que tamanho o Brasil é..." – Danny disse pensativo.
"Maior que a Inglaterra." – Tom sugeriu.
"Beeem maior, é gigantesco!" – Harry fazia gestos com a mão.
"E você esteve onde? Rio de Janeiro?" – quis saber. Todos pareciam muito interessados.
"Minha tia mora em Minas Gerais. Mas eu fui com a minha prima, , para o Rio por uma semana. Ela também não conhecia."
"E como sua tia foi parar lá, dude?" – Tom estava curioso.
"Ela conheceu esse cara, um brasileiro, e foi pra lá com ele. Ela ama o Brasil. Minha prima nasceu aqui e foi pra lá ainda bebezinha, mas aprendeu as duas línguas e tal. Ela vem pra cá no fim do ano, aliás, para fazer um curso de inglês, conhecer o resto da família."
"E ela é bonita?" – Dougie foi logo perguntando e recebeu um olhar de reprovação de .
"Ela é bonita sim! Tá no sangue, né?" – Ele respondeu, mas levou uma almofadada de Dougie. Tirou o celular do bolso e começou a mostrar as fotos que tinha tirado no Brasil. Aparecia ao lado da prima em lugares exuberantes e ensolarados. Praias, no Corcovado, dentro do Bondinho do Pão de Açúcar... – "Acho que tenho um vídeo aqui das amigas dela dançando funk."
Os quatro garotos ficaram mais perto da tela do celular enquanto as garotas se distanciavam, balançando a cabeça.
Estavam discutindo qual dançava melhor, qual era mais bonita e Danny deixou escapar:
"As brasileiras são as mais gostosas do mundo, eu acho!" – Tampou a boca e olhou pra , que cruzou os braços ao ouvir o comentário. – "Ooops!"
"Daniel Jones não dura neeeeeem 48h com uma garota legal e já leva o cartão vermelho. É um recorde!" – Disse Harry como se narrasse um jogo de futebol.
"Vamos fazer um bolão? Quanto tempo você acha que a Girl aqui dura com o Mr. Freckles?" – Dougie perguntou para Harry.
"Veja bem, Scary Spice, ele já dá uma dessa e eles ainda nem tem nada... hum, deixa eu ver... 3 dias. E você?"
"Sou otimista, Posh Spice! Quatro dias, duas horas e vinte e cinco minutos!"
"Ah, calem a boca!" – Danny, que era o único ainda sentado no sofá, desceu para bater nos dois.
Os três jogavam almofadas um no outro, quando o celular de Tom tocou. Ele viu o número de Carrie e saiu para atender. Voltou dois minutos depois, com uma expressão preocupada.
"Meus pais acabaram de chegar à cidade. Vão parar pra comer algo e vêm pra cá."
"Ih, sujou! Hora de puxar o carro!" – A voz de Harry estava abafada, já que o rosto dele estava embaixo de Dougie, que sentava no amigo. – "Tira essa bunda de mim!"
Ele se levantou com esforço e pegou a chave do carro.
"Vocês vão comigo, seus viados?"
"Não, vou levar a pra casa." – Danny tirava a franja do olho.
Todos na sala fizeram um audível "Aaaaaaaahn" e não perdoou com o famoso:
"Nhééééé, marditões!"
"Vai levar uma brasileira embora, Dan!" – disse olhando de canto de olho.
Dougie e Harry quase tiveram um treco, gritando:
"Toooooooooooooma essa!"
Ele foi até ela e a abraçou.
"Não me olha assim!"
Ela se virou para que o garoto a beijasse.
"Bom, eu e Dougie estamos indo então."
"Não senhores! Eu não vou me livrar daquelas garrafas na geladeira sozinho!" - Tom apontou para a cozinha e eles o seguiram.
Os seis se divertiram pensando no que fariam com as garrafinhas de cerveja que estavam ali. A de vodka foi rapidamente sequestrada por Harry ("Minha mãe nem vai reparar que ela tá na geladeira. Mas essas aí são verdes, chamam a atenção!"), Danny colocou duas no lustre ("Todo filme de bebum tem bebida escondida no lustre!"), Dougie abriu uma e colocou uma flor dentro, como se fosse um vaso ("Imperceptível!"). Tom estava ficando estressado. e trocaram olhares e decidiram ajudar o amigo. Sabia que ele ficaria encrencado se todas aquelas bebibas alcoólicas fossem descobertas.
subiu na mesa para pegar as cervejas do lustre, enquanto tirava as outras da geladeira e colocava na pia até terem uma idéia de onde guardar.
"Aeeeeeew ! Show bar! Show bar!" – Dougie gritou, do chão.
Ela começou a andar pela mesa e dançar. Os meninos e assoviavam, ela se empolgou e, ao girar, bateu a testa no lustre.
"Ai caralho, tá sangrando!" – Ela sentia o machucado com os dedos.
", Dougie e Harry, me ajudem a levar as coisas pro quarto de ensaio. Danny, cuida dela?" – Tom falou, já pegando as garrafinhas de cima da mesa.
Não era nem preciso pedir. Danny já estava ajudando a se sentar na mesa.
"A gente tem muito em comum! Os mesmo problemas..."
"A mesma falta de senso de onde estão as coisas..."
Ele riu e molhou um pedaço de guardanapo para limpar o corte.
"Tá doendo?"
Ela balançou a cabeça afirmativamente. Ele deu um beijo delicado no local que estava dolorido.
"Agora vai passar..."
olhou para o garoto e sorriu. Era a primeira vez que estavam sozinhos desde o dia anterior.
"Você é meu anjo da guarda, Dan!"
Ele fechou os olhos ao ser chamado daquele jeito.
"Te deram um anjo mas desastrado que você! Exija um melhor!"
fez que não e colocou a mão em sua nuca, puxando-o para perto, pulou da mesa e sentiu as mãos de Danny em sua cintura. O beijo dele era irresistível. Mais um atributo àquela boca.
"Tiiiiiiiirem as crianças da cozinha!" – Dougie gritou.
"Como você é delicado, sensível, hein Dougie? Puta merda!" – xingou.
"Que ow? Pára de brigar comigo a toa!"
Ouviram um barulho de carro se aproximando. Todos combinaram a hora para se encontrar na frente da escola no outro dia, se despediram, deram "Oi" para os Fletchers e Carrie e foram embora.
e Danny seguiram para a casa dela, de mãos dadas. Era a noite de sorte daqueles dois azarados.
Não. Aquilo não era o despertador dizendo que o ano letivo ia começar em 1 hora! Não podia ser. tinha acabado de se deitar!
Foi se arrastando até o banheiro, trocou de roupa e desceu para tomar café, tudo na velocidade "tartaruga com dor na pata".
"Bom dia, mãezinha linda!" – Ela disse dando um beijo na mãe e sentando na frente dela.
"Bom dia meu amor! Pronta pro primeiro dia do seu último ano no colégio?"
"Nossa, nem me lembrava disso, que coisa triste!"
"Como você vai?"
"A mãe da vai passar aqui. Amanhã a senhora pode levar a gente?"
"Claro!"
5 minutos depois, ouviram uma buzina e saiu com sua mochila nova.
Dougie e Harry já estavam na porta quando as garotas chegaram e atraiam os olhares nada bobos das alunas mais novas. Harry, aliás, parecia um pavão se exibindo; usava um óculos de sol estiloso e uma camiseta preta da Hurley. Dougie também estava muito bonito com a franja caindo no olho e a parte de trás do cabelo toda arrepiada.
"Vocês nem chegaram direito e já estão quebrando o pescoço das meninas!" – disse, dando um beijo no rosto de cada um. – "Cadê o Danny e o Tom?"
"O Tom é um sem-noção! Mora do lado de casa e quis vir de carro..." – comentou. – "Falando no diabo..."
"Bom dia McFLY e fãs!" – Ele cumprimentou todo animado. – "Não me olha assim, ! Eu vim de carro porque vou precisar dele depois da aula."
Ela sorriu para ele e o abraçou.
"Mas e então? Se vocês me disserem que são os nerds anti-sociais daqui, eu finjo que não conheço e tento novas amizades!" – Harry falou olhando para , e Tom.
"Bom... eu e Tom somos da equipe de teatro e a é do jornal. Temos cérebro demais para sermos cheerleaders! Mas somos nerds com vida social!"
"Elas até eram popzinhas no primeiro ano, aí entraram nessas atividades extracurriculares de nerd e perderam o reinado." – Tom contou rindo, enquanto as meninas balançavam a cabeça.
"A gente não é diva por opção... quem mais vocês conhecem que pode dizer isso? Nós somos únicas!" – disse, fazendo pose. – "Mas o Tom teve seus quinze minutos de fama também, quando estava no Busted!"
"Bons tempos!" – O garoto tinha um tom irônico.
"Então tá bom, Tom. Quando o McFLY estourar você vai voltar ao mundo glamouroso da fama e sucesso!" – Dougie comemorou.
"E nós, como groupies oficiais, teremos que rejeitar o tapete vermelho, a luz e a atenção mais uma vez... que chato!" – riu.
", você sabe que para ser groupie você tem que fazer... coisas... né?" – Dougie perguntou interessado.
Ela nem respondeu, só o olhou de canto de olho. Ele levantou os braços, como se dissesse "Ok! Parei!".
olhou para o relógio.
"E o prêmio atrasado dia vai para... Danny Jones!"
"Ele vem vindo lá, olha." – Harry apontou.
Ele estava lindo de camiseta pólo azul, a mesma do dia da casa modelo. se lembrou deles sentados no telhado e abriu um sorriso.
"Desculpa gente, tive que vir a pé!" – Ele estava ofegante. – "Vamos entrar?"
Os seis se dirigiram para a porta. Era o último ano sem responsabilidades, sem grandes problemas. Mas com certeza um ano de boas histórias!
A aula de inglês já estava no fim quando percebeu seu celular vibrando. Colocou-o embaixo da carteira e leu a mensagem de Danny.
"Odeio física, você não? Hey, não marque nada para depois das 17h. Vou fazer o que você me pediu sábado."
Ela sorriu para a tela do aparelho, mas não conseguiu se lembrar do que tinha pedido para Danny. A aula pareceu muito mais legal a partir daí.
Era 16:30h quando recebeu outra mensagem dele. Estava trabalhando, mas já tinha avisado a mãe que iria sair com o garoto.
"Onde você está? Na loja? Passo aí te pegar."
Ela respondeu rápido.
"Estou aqui sim. Já estou com saudades de você. Nem nos vimos no intervalo!"
Era verdade. Little Joanna High era enorme; Harry e Danny teriam aula de química depois do intervalo e, por isso, ficaram no pátio mais perto do laboratório enquanto os outros estavam no central.
Alguns segundos depois, o garoto parou o carro na porta, mas não saiu. Estava com medo de ter que ser apresentado para Mrs. .
"Tô saindo, mãe!" – gritou e entrou no carro.
Ela sorriu para Danny e o beijou. Era tão bom estar com ele de novo.
"Oi linda! Teremos que passar na sua casa antes."
"Em casa? Pra que?" – Ela estava ficando curiosa. Ele riu, mas não respondeu.
Entraram na rua dela e Danny parou o carro.
"Pega sua câmera..." – Ele disse. Ela deu um grito.
"Nós vamos ao parque de novo?"
O garoto fez que sim com a cabeça. Ela saiu correndo e voltou saltitante com sua amada câmera nas mãos.
"Não, Danny! Não é assim que se ajeita o foco!" – o ensinava como mexer. Os dois estavam sentados na pedra favorita dele. O garoto disparou o flash contra ela.
"Aaaai, meu olho!" – A menina colocou a mão no rosto, rindo.
"Ficou bonita! Desculpa, ." – Ele parou de olhar a foto e a abraçou. – "Sua vez. Vamos ver se você é boa mesmo." – Danny disse, entregando-lhe a câmera.
O lugar era lindo demais, dava pra ficar em dúvida por onde começar, mas ela sabia qual seria sua primeira foto.
"Ai meu olho!" – Ouviu o garoto dizer.
"Ficou bonita..."
Teve que correr dele depois.
"Tô aqui no escritório, mãe!" – gritou em resposta ao chamado de Mrs. .
Estava olhando os fotos que havia tirado há pouco.
"Onde você foi?" – A mãe perguntou, ao apontar na porta.
"Fui ao parque com o Danny, tirar fotos. Vem ver!"
Ela sorriu, era bastante talentosa. As fotos eram muito delicadas, um trabalho quase profissional de alguém com o olhar muito detalhista.
"Estão lindas, filha! Tenho tanto orgulho de você!"
a abraçou.
"Talento é hereditário, mãe..."
Chegaram a uma fotografia de Danny de costas, sentado na pedra. A garota parou para admirá-la: havia um brilho em seus olhos que Mrs. nunca tinha visto.
"Olha como ele é lindo!" – falou, apertando a seta para o lado no teclado. O garoto aparecia com o queixo no ombro dela e ambos sorriam.
"Ele é mesmo... Que olho mais azul!"
"Lindo!" – repetiu. As duas ficaram em silêncio contemplando a foto.
"Bom, vou preparar o jantar! Sobe pra tomar banho, enquanto isso. Já fez sua lição de casa? Você sabe que se começar a ir mal no colégio..."
desligava o computador.
"Eu sei, mãe! Olha o coração! Foi o primeiro dia de aula, ninguém nem deu matéria!"
"Ah, é verdade! Você gosta de brócolis, né?"
"Adoro!"
Já era a quinta-feira da outra semana. Os garotos, e estavam tendo pouco tempo para ficarem juntos. O último ano trazia uma quantidade enorme de lição de casa e as atividades extracurriculares ocupavam toda a tarde.
O McFLY, porém, os unia a noite, durante os ensaios.
"Cara! A professora de História Geral é gata!" – Dougie comentou no intervalo entre duas músicas.
"A Mrs. Mackenzie? Tenho uma paixão platônica por ela desde o primeiro colegial." – Tom confessou.
"Acho a de Biologia mais gostosa!" – Danny falou. Lógico que entrou no quartinho bem nessa hora.
"Waaaaaaaaay!" – Harry, Dougie e Tom gritaram, erguendo os braços.
"O que eu faço com você, hein?" – Ela disse, rindo. Foi se sentar no sofá ao lado da porta. Ele correu dar um selinho nela.
"E a ?"- Dougie mantinha o tom descontraído da conversa, tentando não transparecer o interesse.
lançou-lhe um olhar divertido.
"Precisou ir com a mãe na casa da afilhada dela." – Ela informou. – "Mas te mandou um beijo."
"Sério?" – O garoto abriu um sorriso.
"Não." – desviou da palheta que voou em sua direção. – "O baixista do McFLY jogou pra mim! AAAAAAAAH!" – Ela gritou, fingindo ser uma fã.
Ensaiaram por duas horas. Estavam ficando cada vez melhores e o número de composições da banda só aumentava.
"Adorei essa! Qual é o nome?" – A garota estava deitada no sofá, ouvindo a música nova.
"We’re the young!" – Tom respondeu.
"Sensacional!"
"Ah, cansei!" – Ouviram alguém falar de trás da bateria. Harry saiu e foi se sentar com , que se levantou, dando espaço para ele.
"Tenho um programa para um dos últimos fins de semana do verão! Avisem seus pais que sairemos sexta e voltaremos domingo." – Ele anunciou.
"Mais um dos ‘Programas Fabulosos do Harry’ então?" – Tom disse e foi se acomodar no braço do sofá, ao lado deles.
"Eu chamaria de Programas do Harry Fabuloso! Ah, vai dizer que não curtiram o The O.C. Day?" – Ele quis saber.
"Não tenho do que reclamar!" – Danny falou, piscando para .
"E a gente pode saber pra onde o senhor vai nos levar?" – Ela perguntou, já sabendo o que ouviria.
"Huuuum... não! Façam as malas com roupas de frio, roupas de calor, roupas de banho, roupas de baixo, roupas de cama... eu levo o resto. Avisem a , sairemos amanhã as 16h."
"O Harry sabe como fazer as garotas ficarem pensando nele..." – disse.
"O que?" – Danny olhou para ela, espantado.
"O que o que Daniel Jones? To falando que vou ficar curiosa até amanhã! Quem tava chamando a professora de gostosa mesmo?"
"Mas a professora não é uma de suas melhores amigas!"
"Aaaah, isso muda tudo!"
"Um dia eu vou morar na Austrália!" – Dougie soltou.
e Danny olharam para ele, esqueceram até que estavam brigando. Tom gargalhou e quase caiu.
"O Dougie consegue ser a pessoa mais aleatória que eu conheço!" – Harry disse, também morrendo de rir.
Como a quantidade de malas e pessoas era grande, Danny teve que pegar o carro também ("Não tem problema, meus pais só pra variar nem estão aqui mesmo..."). , e Tom esperavam ansiosos pelos outros três, na frente da casa dos Fletcher.
"Se eu não gostasse tanto de surpresas, mataria Harry por fazer isso com a gente!" – falou ao ver os dois carros estacionarem.
"Hi campers!" – Harry cumprimentou.
"Campers? Nós vamos acampar?" – perguntou empolgada, mas não obteve resposta. Ele começou a dar ordens, como se a garota não tivesse dito nada.
"Malas no carro do Danny, meu porta-malas tá cheio! e Dougie no carro com ele e e Tom comigo. Não me olha assim, Scary Spice! Alguém tem que ir segurando vela!"
"E por que eu?"
"Porque sempre tem um mais zuado!" – Tom falou, colocando suas coisas no carro. Houve uma troca rápida de tapas e todos entraram nos automóveis.
O carro de Harry ia à frente. Eles saíram da cidade, em direção ao litoral.
"Praia? E eu nem trouxe minha prancha!" – reclamou.
"Você surfa, ?" – Harry perguntou.
"Surfa naaaada!" – Tom provocou e recebeu um soco no braço. – "Ai , doeu!"
"Desculpa Tomzinho." – Ela massageava o lugar que tinha batido. – "Mais ou menos Harry, mais ou menos..."
"Pede pro Dougie te ensinar."
"Ele surfa?"
"Ele tenta."
No outro carro, rolava uma conversa parecida:
"Ah, eu nem trouxe minha prancha..." – Dougie olhava a paisagem pelo vidro.
"Você surfa, Dougie?" – se virou para olhá-lo.
"Surfa sim!" – Danny deu uma de suas risadas e recebeu um tapa na cabeça. – "Eu tô dirigindo, sem noção!"
"Ensina a ..." – sugeriu.
"Ela surfa?"
"Ela tenta."
A garota chata e o baixinho estranho tinham mais em comum do que pensavam.
Já passava das 18h quando Harry parou em frente a um sobrado azul, que ficava quase na areia de uma praia muito bonita. Danny parou atrás.
"Não, essa não é mais uma casa modelo!" – Harry disse ao ver os amigos olharem para a casa. – "Essa é da minha família. É mobiliada e tudo. Levem as malas e voltem aqui pra gente carregar o que eu trouxe.
O primeiro andar da casa era normal: a cozinha se fundia com uma grande sala, que também era copa. Era como se houvesse um cômodo só.
No andar de cima, porém, não havia quartos. Era apenas um galpão desocupado com piso de madeira, duas sacadas e uma pilha de colchões.
"É assim que minha mãe imagina que deva ser um camping luxuoso. Todas as modernidades embaixo e um lugar para jogar colchões, barracas e sacos de dormir em cima. Tem até um banheiro separado para homem e mulher ali." – Harry, que veio correndo atrás deles, apontou para duas portas no fundo.
"Sua mãe é um gênio!" – estava boquiaberta.
Eles demoraram um pouco até descarregarem o carro. Quando entraram de vez, Harry ligou a geladeira e fuçou no isopor.
"Olha quem eu trouxe..." – Ele levantou uma garrafa pet.
"Maaaaaaad Dog!" – e gritaram juntas.
"Aaaaah, meu Deus!" – Tom não parecia tão contente assim.
"Pára cara! Dessa vez não precisa ter um sóbrio para dirigir." – Dougie lembrou.
"É verdade. Quero me acabar!" – Danny apareceu na sala-copa-cozinha também.
"Vocês nunca viram o Danny bem bêbado... é hilário!" – Harry olhou para o amigo e deu uma risada alta.
"Acho que teremos essa oportunidade em breve!" – falou.
"Muuuuito em breve!" – Danny corrigiu.
Passaram o resto da noite jogando videogame (sim! Havia um videogame e um aparelho de DVD e um videokê e um...), reclamando das bebidas que ainda não tinham gelado e zuando e xingando uns aos outros.
"Eu não vou dormir do lado do Dougie não!" – protestou. Eles estavam pegando os colchões para irem dormir.
"Eu não te fiz nada, garota! Se enxerga. Quem disse que eu quero dormir perto de você?"
"Levantem as mãos os que acham que a e o Dougie devem dormir um do lado do outro!" – Harry falou, já com a mão direita no alto. Mais três mãos se ergueram no ar. – "Desculpem-nos, mas é assim que funciona."
e Dougie bufaram. Tom deitou-se ao lado de e Harry ao seu lado. Danny e iam arrastar seus colchões quando ouviram:
"Levantem as mãos os que acham que o casal preexistente deve se deitar longe, porque nós somos menores de idade e ver pornografia é proibido!" – Harry tornou a gritar e a cena se repetiu.
Danny e foram rindo para o outro lado do galpão.
"Me protege, Tom?" – pediu. Se deitando mais perto do amigo. Dougie, só para aborrecer, pulou em cima dela.
"Saaaaaaai!" – Até os dois que estavam mais afastados riam.
"Relaxa , a primeira vez dói, mas depois é sussa!" – Tom disse, ainda rindo.
"Como se você soubesse!" – Harry zombou.
"Olhem pra cá!" – Ouviram chamando, com a câmera na mão. Ela depois virou a lente para os dois e deitou no braço estendido de Danny.
"Ficou linda!"
"Também, com um modelo desses..."
"Ow, faz silêncio aí, porra! Quero dormir!" – Dougie gritou, levando uma travesseirada de Danny.
"Sem guerra de travesseiro!" – alertou. Foi a pior coisa que podia ter dito. Os outros cinco se levantaram para bater nela. Mas a batalha logo deixou de ter um alvo único e se generalizou.
Perto das 4h da manhã, todos foram dormir.
ouviu o Hino Nacional Inglês muito, muito alto e não era em seu sonho. Abriu os olhos. Danny dormia a seu lado, ela não pode deixar de reparar como ele ficava fofo com as mãos embaixo do travesseiro, mas também parecia incomodado com o barulho.
A garota se levantou e viu Harry e Tom de pé, com a mão sobre o peito cantando o hino que tocava no último volume.
Do outro lado, e Dougie estavam com a mesma cara de interrogação. Depois do último verso, Harry desligou o aparelho de som e abriu os braços:
"Acoooorda cambada! O Sol está no céu e será um dia glorioso! Tomem café, coloquem suas roupas..."
"Vocês beberam o Mad Dog sem a gente, né?" – Dougie interrompeu, esfregando os olhos.
"Achei que ia precisar acordar vocês no tranco, senão ninguém ia levantar." – Tom se justificou.
"Que horas são?" – perguntou, bocejando.
Harry checou o relógio e informou:
"11 horas já!"
"Já? Ainda, você quis dizer, né?" – Danny falou e se deitou de novo.
"Olha o montinho!" – Tom ameaçou pular em cima dele.
"Tô levantando, tô levantando!"
Entre bocejos eles arrumaram o galpão, se trocaram e desceram para tomar café.
"Harry?" – chamou.
"Hum..."
"Nós nunca conseguiremos beber nem metade de tudo o que você trouxe!" – Havia quatro garrafas de vodka, inúmeras garrafinhas de cerveja, um whisky, sem falar no mad dog e nas caixas de suco, também em grande quantidade.
"Estava pensando em fazer uma festinha aqui, chamar o pessoal na praia..." – Ele respondeu distraído, colocando leite no copo.
"Meu Deus!" – exclamou.
"Poxa gente! É um dos nossos últimos fins de semana de verão! Tem que ser memorável!"
"As partes que a gente lembrar, né?" – Danny disse. Todos riram e concordaram.
Como a praia era logo em frente, eles só levaram cadeiras e um isopor. Acharam um lugar na sombra e se acomodaram.
"Praia no Brasil é muito mais legal! O Sol é mais quente, a água é mais quente, as pessoas brincam no mar, não ficam com esse monte de roupa..." – Harry apontava para os amigos que, apesar das bermudas e biquínis, usavam também camisetas, tênis, meias e, no caso das meninas, shorts.
"Isso! Deixa a gente com vontade, Harry!" – Dougie falou bravo.
"Quando nós formos mundialmente conhecidos, iremos conhecer as praias brasileiras!" – Tom afirmou, com uma convicção invejável.
"Um brinde ao Brasil!" – ergueu sua Heineken e todos fizeram o mesmo.
"Vamos jogar futebol?" – perguntou, olhando um grupinho de meninos mais à esquerda.
"Nossa! Quanto tempo eu não jogo!" – Danny disse, tirando a camiseta, o tênis e se levantando. Harry seguiu os dois.
"Isso! Vai arranjar convidados para a nossa festa!" – deu um tapinha nas costas do amigo e gritou. – "Faz um gol pra mim, Dan!"
Ele se virou e lhe mando um beijo.
"Odeio futebol!" – Dougie murmurou. – "Se eu tivesse trazido minha prancha..."
"...você a usaria como cama!" – Tom completou. – "Tá vendo alguma onda?"
"Odeio a Inglaterra!"
"Credo, Dougie! Que mau-humor!" – olhou pra ele, mas o garoto colocou os óculos de sol e virou o rosto para o lado. Ela começou a fazer cócegas em seu pé e conseguiu fazê-lo dar risada.
"Desculpa! É que eu odeio ser acordado!"
Harry e Danny voltavam de vez em quando buscar cerveja. Depois de uma partida longa (longa mesmo!), Harry resolveu sair convidando metade da praia para a festa.
"Isso! Naquela casa ali. Umas 23h. Quero ver vocês lá, hein? Prometam que vão!" – Harry conversava com uma ruiva e uma garota muito bonita de cabelos pretos cacheados.
"Vai bombar!" – Estava empolgadíssimo.
"A ruiva é gata!" – Disse Tom, ainda olhando-as indo embora.
"Vai pegar, Tomzinho!" – zuou.
Danny se sentou ao lado dela, ofegante.
"Nossa, cansei! Tô fora de forma!"
"Fez um gol pra mim?" – perguntou, dando-lhe um beijo.
"Se ele tivesse feito um gol..." – disse, tirando Dougie da cadeira para sentar.
"Fez um gol pra mim, amor?" – Ele disse, imitando a voz de .
"Fiz três, chuchu!" – Ela respondeu na mesma voz. Os dois fingiram um selinho e Dougie se sentou em seu colo. Era muito engraçado o jeito como os dois se amavam e se odiavam em um período mínimo de tempo.
"Vamos andar até o fim da praia?" – sugeriu. Todos se levantaram e Harry e Tom foram guardar as coisas.
A praia até que era grande e eles foram caminhando devagar até o outro lado. ia de cavalinho nas costas de Tom apostando corrida com Dougie, que estava em cima de Harry. ria atrás, tirando fotos dos quatro e dela com Danny, o qual segurava sua mão livre.
"Eu adoro o por do Sol!" – Tom falou. Os seis estavam agora do outro lado da praia, sentados na areia.
se levantou e arrumou a câmera, posiciando-a e ligando o timer. Todos se sentaram de costas para o aparelho e virados para o mar.
"Uma recordação do nosso fim de semana..."
"Ficou demais, sis!" – falou, checando o visor. Depois, se sentou de novo e colocou uma música em seu celular.
respirou fundo e sentiu o cheiro que a faria recordar aquele verão. Tinha sido tão perfeito! Estava sentada entre as pernas de Danny e se virou para olhá-lo. Ele sorriu de volta e acariciou seu rosto. Ela era o tipo de garota que esperava que as coisas acontecessem em sua vida como nos filmes ou contos de fadas. Aquele momento se parecia mais ou menos com isso. Quem nunca sonhou estar numa praia linda, no pôr-do-sol, com o cara perfeito?
Ela sussurrou no ouvido de Danny:
"Estou feliz de dividir isso com você!"
Danny a abraçou forte e eles se beijaram. Não havia ninguém que beijasse como ele. ficava entorpecida toda vez que os lábios dos dois se encontravam.
"Isso aí! Rasguem nota de 100 na frente de pobre!" – Harry disse bravo, cortando o clima.
"Você vai pegar várias hoje, Juddão!" – falou, ainda abraçando Danny.
"Eu também!" – Dougie entrou feliz na conversa.
"Não, não... você não!" – Tom, Danny, Harry e disseram ao mesmo tempo.
"Palhaçada!" – O garoto exclamou e fingiu que não era com ela, aumentando o volume e mudou de assunto.
"Adoro essa!"
Era All you need is love, dos Beatles.
"Vai tocar no meu casamento e vai ser igual em Love Actually! Com trombetas e trompetes e..." – contou animada.
"Ah não! Não quero essas breguices, não!" – Danny a interrompeu.
"Quem disse que eu vou casar com você? Eu vou casar com o Tom!"
"Ah é! Então, beleza! Eu vou ser só o padrinho com quem a noiva dormiu uma noite antes. Todo mundo vai comentar como a pele dela estava bonita..."
deu um tapa nele.
"Oloko! Já vou casar corno?" – Tom disse, fingindo estar ofendido.
"Ah, dude... desculpa! Mas você acha que eu vou devolver a assim, pra sempre? Até que a morte os separem? E se ela morrer primeiro?"
"Me devolver?" – olhava de um para o outro.
"É, oras. Você era do Tom, agora é minha!"
Ela gravou bem o "agora é minha" e evitando sorrir, gritou:
"Virei mercadoria agora?!"
"E tá valendo..." – Tom tirou dinheiro do bolso e contou, entregando para Danny depois. – "...£15!"
"Nossa, ! Tá desvalorizada!" – zuou.
"Tô valendo menos que uma garrafa de whisky!"
"Danny, devolve aí meu dinheiro." – Tom pediu, depois que a piada já tinha passado.
"Que dinheiro? Você não comprou a ?"
"Comprei. Mas então tira a mão dela, que a peça já está vendida!"
"Não, pega aí." – Ele deu os £15 de volta para o amigo.
Estava ficando frio e eles resolveram ir embora, terminar de arrumar a casa para a festa. Danny abraçava junto a seu corpo, mas mesmo assim, ela tremia.
"Poxa, vou passar frio hoje. A roupa que eu separei é curta!"
"Curta quanto?" – Ele quis saber.
"Parou, hein? Vocês já me zuaram muito agora!"
Ele deu um beijo no rosto dela e continuaram andando.
e Harry olhavam para o galpão já fazia uns dois minutos. Tentavam decidir se fariam a pista de dança ali ou não.
"Ficaria muito maneiro..." – Harry começou.
"Ficaria. Mas nós teríamos que limpar tudo antes de dormir." – Era um argumento muito forte. - "Acho que cabe todo mundo lá embaixo. Ou não? Harry Judd, quantas pessoas você chamou?"
"Algumas... mas acho que cabemos todos no primeiro andar e no quintal."
"Resolvido então! Aew, a saiu do banho. Minha vez! - foi até a mala, tirou a toalha e a roupa que iria usar e sumiu pela porta do banheiro. Só faltava ela e Harry para tomarem banho. Os meninos estavam lá embaixo assistindo Back to the future.
"Desliguem isso e coloquem uma música mais animada!" - pediu. Ela e desciam as escadas, já arrumadas.
"Caracas! Vocês estão lindas!" - Tom exclamou e os outros dois apenas balançaram a cabeça afirmativamente. usava uma blusinha com as costas abertas e uma saia jeans. usava um shorts social e uma frente única preta.
"Vai ter trabalho hoje, Danny boy!" - Dougie dava tapinhas nas costas dele. O garoto abriu um sorriso enorme. estava deslumbrante aquela noite.
"Vocês começaram a beber sem a gente?" - perguntou, pegando o copo de Dougie. "Ai! É whisky! Odeio whisky!"
"Pega outra coisa na geladeira então, fresca! Mandei beber o meu sem perguntar o que era?" - Todo o encanto que tinha hipnotizado o garoto quando ela apareceu tinha acabado no exato momento que eles começaram a implicar um com o outro. Aquilo era ridículo! Eles se curtiam ou se odiavam?
As pessoas começaram a chegar e a encher a casa. A música estava alta no quintal, mas na copa-sala-cozinha um concurso de videokê divertia os "convidados".
e já estavam ficando bêbadas e se acabavam de dançar do lado de fora.
"Sis!" - gritou, como se estivesse do outro lado da praia. - "Tô bem louca já!"
Elas caíram na risada.
"Olha o Tom! Olha o Tom!" - apontou. O amigo levava a ruiva da praia no papo. Ela ria e empurrava o ombro do amigo, fazendo um doce básico.
As duas berraram na direção dele.
"Nhéééééé, marditããããããão!"
"Aproveita, minha filha, que o Tomzinho tem pegada!"
"!" - começou a rir quando estava com o copo na boca e quase se afogou. - "Deixa o Danny ouvir isso! Falando nele, cadê?"
Ela deu de ombros.
"Não sei." - Ela se virou para olhar ao redor, mas não viu nem sinal de uma camisa xadrez.
"Que beleza, hein?" - As duas riram de novo. - "Lady Gaga! Adooooooro!"
Depois da música, elas foram para dentro pegar mais bebida.
Harry e uma loira estavam quase virando uma pessoa só no cantinho da sala. deu um tapa na cabeça dele e seguiram para a cozinha.
Dougie estava sentado na pia, com seu copo de whisky.
"E aí? Curtindo a festa?" - se sentou ao lado dele.
"To morrendo de rir com o povo no videokê aqui! A propósito, é aniversário do Bill! Desejem Feliz Aniversário pra ele!"
"Quem?" - Elas perguntaram juntas.
"O Bill, poxa!" - Dougie apontou para um gordinho loiro dormindo atrás do sofá.
"D., você viu o Danny?" - tinha acabado de encher um copo e se virou para o amigo.
"Não!" - Ele respondeu sem encará-la e rápido demais.
"Dougie Poynter! Cadê o Danny?" - Ela começou a ficar com a voz falha.
"Não vi, é sério!"
saiu como um foguete da cozinha.
"Ele tá pegando alguém, Dougie?" - também estava preocupada
"Não vi pegando, mas o Danny é foda! Ele estava conversando com duas meninas de sotaque estranho ali na sala agora pouco. Mas não sei onde ele está agora."
"Vou trás da !"
Mas quando chegou na porta viu a amiga se matando de rir com Tom.
"Vem ouvir essa, !"
Tom começava a falar e ria, abriu a boca mais umas cinco vezes antes de contar o que tinha visto.
"Tinha um Darth Vader aqui!"
ficou parada olhando para ele. Tom tinha bebido demais!
"Corta o álcool do Tom!"
"É sério! Ele até tinha um saibro de luz!" - completou.
quase caiu pra frente, se inclinando para dar uma boa gargalhada.
"Um o que, sis?"
"Um saibro, um saibre... enfim..."
"Um sabre, !" - Tom corrigiu e apontou para o portão. - "Olha ele lá!"
Sim! Um cidadão tinha se fantasiado de Darth Vader com máscara, capa e o sabre de luz! Uma garota tirava foto com ele.
correu na cozinha e puxou Dougie para ver a cena. Ele demorou para entender, mas quando viu, sentou no chão para rir.
"Vai pedir um autógrafo, Tom! Eu perdi as contas de quantas camisetas dele você tem!" - zombou.
"Engraçadona!" - Ele deu um sorriso amarelo.
Dougie voltou para dentro e as duas ficaram dançando no quintal. até se esqueceu o que tinha ido fazer lá fora.
"Ih, acabou de novo essa merda!" – virou o copo com a boca para baixo. – "Mais Mad Dog!"
Quando elas entraram na sala, se depararam com Danny em cima da mesinha do centro cantando Twist and Shout no melhor estilo "Curtindo a vida adoidado". Ele estava alterado!
Nas partes instrumentais, ele levantava os braços e mexia os quadris. A calça estava erguida até perto do peito.
ficou rindo da cena, tentando chamar a atenção dele, mas era impossível. Havia muita gente na sala e Danny estava empolgado demais para ver qualquer coisa.
foi pegar bebidas e encontrou Dougie colocando um restinho de vodka da garrafa em seu copo. Ela abriu a geladeira e viu que as outras eram de qualidade inferior.
"Divide essa vodka aí, Dougie!"
"Tem mais na geladeira, não tá vendo?"
"Como você tá grosso hoje!"
"Tem mil garrafas e você quer o meu copo. Eu sou grosso porque te mandei pegar o seu?"
"É o último gole da vodka boa!"
"Você já tá pra lá de Bagdá. Nem vai perceber se é vagabunda ou não!"
"Idiota!" – pegou o copo dele e saiu para o quintal pisando duro.
"Devolve isso aqui!" – Dougie gritou.
Ela viu que ele estava vindo atrás e saiu correndo em direção à praia.
Enquanto isso, na sala, Danny terminava de cantar Twist and Shout. empurrou quem estava ali para chegar até ele, mas congelou ao vê-lo pegando um dos dois copos da mão de uma loira de olhos verdes. Estavam conversando e ela pode ver a sirigaita erguendo o copo e dizendo "Salve Ferris!", os dois riram e Danny também levantou o copo.
Os olhos de , se encheram de lágrimas e ela saiu quase derrubando uns três, inclusive Harry.
De volta à praia, desviava de Dougie e zombava dele:
"Vem buscar, Dougie! Ah é... você tem medo de escuro!"
"Isso é golpe baixo, !"
"Hey, Scary Spice, agora descobri de onde vem esse seu apelido!"
Ele deu três passos largos e ficou cara a cara com a garota, que foi pega de surpresa e ficou parada, olhando de volta.
"O problema é essa porcaria? Pronto!" – Dougie pegou o copo e o arremessou longe, sem desviar o olhar.
"Não! Você não fez isso, Poynter! Seu babaca, imbecil, retardado..."
"Só tem um jeito de você ficar quieta, né?"
ainda estava com o dedo na cara dele quando sentiu duas mãos no passador de cinto da sua saia. Ela não teve tempo para reagir, sentiu os lábios de Dougie nos seus e passou os braços em seu pescoço. Era um beijo apressado, como se eles precisassem fazer aquilo antes que voltassem ao juízo perfeito, tinha até uma certa ferocidade. Uma cena fofinha e apaixonada não era a cara deles. Porém, não havia dúvidas que ambos estavam gostando.
"Nunca mais faz isso!" – voltou a apontar o dedo para ele e saiu antes que ele pudesse puxá-la de volta (apesar de não ter certeza se seria de todo mal!).
Vinha xingando o garoto de todos os nomes que se lembrava até reparar em um vulto sentado mais a frente. Quando chegou perto, viu que era e ela chorava.
"Eu odeio ele, ! Eu odeio ele!" – Repetiu aquilo mais umas três vezes. – "Onde você tava?"
"Te procurando!" – Mentiu a amiga. – "O que houve, sis?"
Entre soluços, contou sobre Danny, a loira e o videokê.
Dentro da casa, Harry procurava Danny. Encontrou-o na cozinha fazendo uma dança estranha com o rodo, a camiseta amarrada na cabeça.
"Você é um bosta!" – Ele estava furioso.
"Mr. Judd! Que foi, dude? Rimou!" – Danny estava muito bêbado.
"Você viu a desde que a festa começou?"
"Sabe que não! Vou procurar minha garota!" – Ele passou o braço pelo pescoço de Harry. – "Tô apaixonado, cara!"
"Faço idéia! Ela saiu correndo daqui porque te viu quase ficando com outra na sala, Zé Mané!"
"Quando isso? Agora?"
Harry tirou a mão de Danny do seu ombro e foi para o quintal. Ele foi atrás.
"Espera aí! Cadê ela?"
"Tava indo na direção da praia quando esbarrou em mim."
Danny saiu correndo, mas tropeçou no próprio pé e ralou o queixo. Se levantou e foi andando. Era mais seguro.
"!" – Ele gritou quando a viu. Ela estava sozinha porque tinha ido procurá-lo: queria xingá-lo para descontar a raiva que sentia de Dougie.
"Sai de perto de mim!" – falou sem olhar pra ele.
"." – Ele chamou mais baixo, dessa vez.
Sentou-se ao seu lado e começou a beijar o ombro da garota, subindo pelo pescoço. Ela se arrepiou e fechou os olhos. Contou até dez para resistir.
"Pára já com isso! Seu... ridículo..."
"Eu não fiz nada, ! Eu juro!"
"Eu vi você super entrosado com aquela loira! Salve Ferris!" – Ela disse irônica.
"Eu não fiquei com ela!"
"Ela não quis?"
"EU não quis! Ela segurou meu copo pra eu cantar e jogou um xaveco em mim depois, mas eu não fiquei, linda."
Ela ficou quieta. Virou o rosto para olhá-lo e viu seu queixo.
"Ai! Seu queixo! O que aconteceu?"
"Não foi nada. Eu caí, mas está tudo bem! Olha pra mim!" – Ele levantou o rosto dela, segurando seu queixo. – "Ah, não fica assim... é horrível te ver chorando. Não aconteceu nada, de verdade! Eu... eu estou com você! Eu tô feliz assim."
Ela fungou alto. Se não estivesse querendo matá-lo, teria se derretido com o jeito que era olhada pelo garoto.
"Vou entrar, Danny!" – Ela se levantou e correu para casa.
"! Tá melhor?" – veio na direção dela.
"Tô, tô sim!"
"Eu não achei ele, sis! Eu procurei na casa inteira!" – disse desesperada. Não estava acreditando que Danny estava causando daquele jeito.
"Eu já falei com ele, a gente estava conversando na praia. Disse que não ficou com aquelazinha." – contou. - "Eu até acho que acredito, mas tenho medo de ser feita de idiota, sabe?"
"Ai sis... nem sei o que dizer!"
Harry as encontrou.
"Tá bem, linda?" – Ele perguntou para a , que acenou com a cabeça. – "Eu não devia defende-lo, porque eu vi a cena e foi totalmente desnecessária! Mas ele tá bêbado... e ele me disse que tá apaixonado. Se ele disse, é porque ele tá. Sério."
"Valeu, Harry!" – se sentiu grata pela consideração do garoto. – "Mas conta aí, marditão! Pegou quantas?"
O assunto descontraiu e os três ficaram bebendo e jogando conversa fora.
"Que estranho!" – começou a rir. – "Eu tava bêbada, fiquei sã e agora tô ruim de novo!"
riu.
"Eu também, sis! Eu também!"
Tom apareceu com a tal ruiva e a apresentou aos amigos. Ela se chamava Lisa e era muito simpática.
"Danny está lá na sala, !" – Ele falou. Não sabia que eles tinham brigado.
"O cantor ou o alemãozinho?" – Lisa perguntou.
"O cantor." – Tom respondeu e se virou para os outros três para explicar. – "Eu apresentei Danny e Dougie pra ela e Danny estava se acabando no videokê. Bom... e o porquê do Dougie ser o alemãozinho é óbvio, né?"
"Seu namorado tem uma voz muito bonita!" – A garota ruiva falou, virando-se para .
Ela sorriu, sem graça.
"Vou entrar pra falar com ele..."
Deu uma tropeçada, de lei, e rumou para a sala.
No videokê, "o cantor e o alemãozinho" cantavam uma música de natal que não conhecia. A primeira coisa que ela ouviu foi Danny rindo.
"Não, Dougie! Você é o vermelho, o azul sou eu!"
Eles faziam voz de criança e Dougie dançava pra lá e pra cá, agitando os braços. Caíram na risada mais uma vez.
Danny a viu na porta, colocou o microfone na mesinha de centro e foi até ela. A camisa que estava na cabeça já tinha sumido.
"Você ainda tá brava comigo? Eu tava com vergonha de ir falar com você."
Ela respirou fundo, deu uma pisadinha no orgulho que gritava "Não seja feita de idiota! Não seja feita de idiota!" e respondeu:
"Não, já passou. Tá tranquilo."
O sorriso e o beijo que se seguiram as suas palavras valeram totalmente a pena.
Harry e estavam atrás de querendo entrar.
"Olha o engarrafamento, vocês dois!"
Eles riram e saíram da porta.
Umas 06:30h, Harry cantava Hero no videokê:
"I can be your hero, baby.
[eu posso ser seu herói, baby]
I can kiss away the pain.
[posso dar um beijo pra passar a dor]
I will stand by you forever.
[estarei ao seu lado pra sempre]
You can take my breath away.
[você tira meu fôlego]"
"Lindo! Gostoso!" – gritava. – "Faz um strip aí, Mr. Fit!"
Ele começou a tirar a camiseta e Danny tampou os olhos de que descansava a cabeça em seu ombro.
"Ah, Danny! Agora que ia ficar interessante!" – Ela disse desapontada.
"Pô , não é a primeira vez que você xaveca o Harry!"
"Não é dele que você tem que ter ciúme, Danny. É do Tom."
"Cooooorta o álcool da !" – falou, tentando amenizar a situação.
"Sorte sua que eu tô sem moral hoje!" – Danny olhava bravo para a garota que ria, batendo a mão no joelho.
"Pronto! O último par de bêbado foi embora!" – Tom parecia muito cansado. Se sentou no sofá ao lado de e bocejou. – "Cadê o Dougie, aquele autista?"
"Aposto que já foi dormir." – Harry falou, desligando o videokê.
"Aposto que se afogou!" – disse, sem pensar.
"Credo, sis!"
Tom foi até a porta da frente e olhou para a praia.
"Olha ele na areia! Vamos lá!"
Os quatro se levantaram e o acompanharam.
"Go surfing the sun as it starts to rise..." – Danny cantou.
"Que música é essa?" – perguntou.
"Uma que eu ainda vou escrever!" – Ele respondeu, digitando no celular para não esquecer.
"Tem uma coisa aqui que eu não tô gostando e não é o dedo do Tom saindo do chinelo!" – falou de repente quando todos se sentaram.
Eles olharam para o pé do garoto e caíram na risada.
Ele corou e deu um empurrão no braço dela, que estava bêbada e quase caiu, rindo ainda mais.
"Oloko Tom, não empurra não! Enfim, posso falar do que não tô gostando?" – estava muito engraçada. – "Como vocês esperam ver o Sol nascer se ele se põe desse lado?"
Houve uma explosão de gargalhadas. Ela estava certa. O sol nascia do outro lado.
"Vamos ficar olhando até ele chegar aqui então!" – Sugeriu Dougie.
E eles ficaram sentados ali até que seus olhos não ficassem mais abertos por cinco segundos.
"De novo nããão!" – gritou antes mesmo de abrir os olhos. Era o maldito hino novamente.
Havia um peso em cima de , que ela descobriu ser o braço de Danny. A garota ficou brincando com os dedos dele. Ele tinha sardas até perto da unha. Era tão bonitinho! Virou-se para olhá-lo e recebeu um sorriso de volta.
"De novo isso?" – Disse sonolento.
"Eu só vou desligar quando responderem quem compôs o Hino Nacional Inglês!" – Tom falou.
"Shakespeare!" – Tentou Dougie.
"Churchill!" – estava com o edredom na cabeça e era difícil entendê-la.
"Ninguém sabe?" – Harry perguntou.
"Não, seu mala, ninguém sabe!" – respondeu.
"Ceeeeerta a resposta!" – Ele comemorou, diminuindo o volume. – "Ninguém sabe quem escreveu o hino."
"Que merda!" – Danny disse. – "Mas abaixa o som mesmo, porque minha cabeça tá doendo!"
"Beeebe, filho da mãe!" – Tom zombou.
"Aliás, posso fazer um comentário?" – pediu, já sentada no colchão. – "Tomzinho pegadoooor! Conta tudo, ô da estrela!"
Ele sorriu sem graça.
"Ah, ela era legal, pena que mora longe."
"De onde ela é?" – Harry quis saber. – "Não acredito que não lembro nem da cara dela!"
"Mas você a viu na praia!" – lembrou.
Ele balançou a cabeça.
"Que horas são?" – Dougie indagou.
"3 horas." – Tom olhou no relógio.
"Da tarde?"
"Não, manézão! Da manhã! A gente colocou você dentro do carro do Dr. Brown e viajamos no tempo!"
Todos riram e Tom recebeu uma travesseirada, que ele revidou pulando em cima de Dougie.
"Vamos levantando, seus preguiçosos! Temos que limpar o térreo, arrumar as malas e voltar para a vida real. A gente come na estrada." – Harry falou com energia. Estava dando ordens, como sempre, e puxava todos os edredons.
se levantou e ofereceu as mãos para puxar Danny, que dormia só de boxers. Ele ficou de pé e deu um abraço apertado nela.
"Bom dia, linda! Sonhei com você!"
"Ai, to bêbado ainda."
"Então eu volto dirigindo!" – se ofereceu alegre.
"A vai dirigir? Me recuuuuso a voltar no carro dos dois!" – Dougie falou alto, fazendo a garota ir até lá bater nele.
O andar de baixo só não estava mais sujo por falta de espaço, mas como eles estavam em seis, o trabalho não ficou tão pesado.
Foram atrasados só pela patinação na água com sabão. Os meninos ficaram 20 minutos escorregando e tentando puxar e para a cozinha molhada.
"Harry!" – sussurrou, quando o garoto passou por ela no quintal. Ele chegou mais perto. – "Você não está achando o Dougie e a estranhos?"
", o Dougie É estranho!"
Ela riu.
"Eu sei, mas tô falando dos dois, assim... um com o outro. Eles não trocaram uma palavra hoje, nem pra se xingarem. Não estão nem se olhando!"
"Você tem razão. Quando estávamos na cozinha, ele me deixou puxando a sozinho..."
"Será que eles brigaram feio ontem? Ela nem me contou nada!"
"E eu que achei que dessa vez ia, hein?"
"Pois é, não entendo esses dois!"
Terminaram de limpar a casa às 17:30h e as 18h finalmente estavam com as malas no porta-malas. A discussão era quem ia com quem. DE NOVO!
"Dougie não quer ir comigo. Então vai ele, Tom e . É Harry, isso mesmo! O Tom tá melhor que você pra dirigir!" – dizia já com as chaves de Danny nas mãos.
analisou a situação. Não queria ir com Dougie.
"Eu vou com vocês, sis!" – Se ofereceu.
"Poxa, vamos os três cuecas juntos?! Ah não, Rafinha!" – Disse Harry.
"O Harry e a tem um caso. Vem você, Dougie!" – Danny soltou.
"O que?" – perguntou indignada. – "Que parte eu perdi?" – Porém, ela entrou na pilha. – "Ah Danny! Metade do McFLY eu já peguei, tô investindo nos outros 50%..."
Deu uma piscadinha pra Harry, que riu.
Dougie, como sempre, tinha abstraído o fim da conversa. Percebeu que não queria mesmo ir no mesmo carro que ele.
"Eu vou com o Danny e a vai... É melhor que ir com... com o Tom! Ele dirige igual a minha vó!"
"Pelo menos eu dirijo, seu bosta!"
Houve aquela costumeira troque de elogios e carinhos entre eles, que entraram finalmente no carro.
"Baby you can drive my car,
[baby pode dirigir meu carro]
Yes, I’m gonna be a star.
[nós, nós seremos estrelas]
Baby you can drive my car,
[baby você pode dirigir meu carro]
And maybe I love you
[e talvez eu te ame]"
Danny cantou para , enquanto ela ajeitava o retrovisor.
"Maybe?" – A garota perguntou.
"É, maybe, você disse muitas vezes que me odiava ontem. Magoou!"
"Oooooo tadinho! Pobre Daniel Jones, tão santo! Ficando com uma menina tão malvada!"
Dougie tossiu.
"Eu sei que não tenho nem tamanho pra reclamar, mas será que vocês podiam ter uma D.R. quando estiverem sozinhos? É muito constrangedor ver casais discutindo."
riu e Danny retrucou:
"Você e a discutem o tempo todo!"
"Nós não somos um casal. Vocês dois são, então se puderem ficar duas horas sem papinhos melosos ou briguinhas ridículas..."
"Dougie! Você é impossível!" – disse, ainda rindo.
Já estava escuro quando chegaram. Deixaram Dougie na casa dele e foram para a casa da garota. Ela parou o carro e olhou para Danny.
"Te vejo amanhã?"
Ele fez que sim com a cabeça.
", me perdoa?
A garota respirou fundo e o olhou nos olhos.
"Eu não quero perder você por bobeira..." – Era importante dizer isso.
"Eu também não..." – Danny passou a mão pelo ombro dela e foi descendo pelo braço.
"Eu te perdoo agora, mas não vai ser sempre fácil assim, viu? É bom que você saiba."
"Prometo que não vou pisar mais na bola."
"É bom mesmo, porque eu estou gostando de ter alguém do meu lado. Eu estou gostando de pertencer a alguém... a você. Não quero precisar me acostumar a ser desapegada de novo."
Danny chegou mais perto, abraçando-a e passando o nariz de leve em sua bochecha, fazendo-a sorrir.
"Eu me sinto assim também... Acho que estamos os dois fora de combate!"
Ela se virou unindo seus lábios.
pertencia a alguém agora. Danny pertencia a alguém agora. Eles não sabiam ainda, mas aquilo era só o começo de algo terrivelmente irreversível. Deliciosamente irreversível.
ia andando para a casa de . Elas tinham ligado uma para a outra na noite anterior e decidiram que iriam a pé para a escola, assim poderiam fofocar sobre o fim de semana. Ela ainda não tinha decidido se contaria ou não para a amiga sobre o beijo na praia. O problema nem era contar, apenas não sabia se estava pronta para responder se ela tinha gostado, se ficariam de novo ou o que sentia pelo baixista. Não tinha essas respostas nem pra ela mesma.
"Sis! E aí? Chegou bem ontem?" – perguntou quando as duas se encontraram. Elas se cumprimentaram e foram andando em direção à Little Joanna High.
"Cheguei sim. Pregada, mas bem."
"Nossa! Cansei também..."
"Esses programas do Harry um dia matam a gente. Mas me conta: E você e o Danny?"
disparou a contar tudo, até o que ela já tinha contado sábado, afinal nenhuma das duas estavam 100%.
"...e foi isso! Eu deixei bem claro que não vou ser boazinha e compreensiva sempre."
"Ai sis! O cantor e o alemãozinho causam na nossa vida, hein?" – disse sem pensar.
"O alemãozinho causa na sua? , põe na roda: o que houve na praia? Vocês brigaram? Por que não estão se falando?" – olhou para ela, tinha se esquecido até aquele momento da conversa que tivera com Harry.
"Brigamos!" – Ela pemaneceu olhando para baixo ao responder. Não era fácil mentir pra alguém capaz de ler seus pensamentos. – "O de sempre..."
"Mas se tivesse sido o de sempre..." – começou.
"Não, eu quis dizer que começou por bobeira... mas dessa vez foi pior porque estávamos bêbados e eu acabei xingando ele um monte..." – se sentiu extremamente culpada, quando se lembrou como tinha gritado com o garoto. – "E tudo por um copo de vodka..." – Disse mais para si mesma do que para a amiga.
"Ai, vocês dois! Acho que desisti de vê-los juntos."
não disse nada e se perdeu em pensamentos. Não sabia se estava brava com Dougie ainda, se deveria falar com ele ou não, o que diria se ele viesse conversar com ela.
"Sis? Tá me ouvindo?"
"Oi?" – Ela saiu do transe.
"Eu perguntei: E o Mark?"
"Ah..." – disse sem ânimo. Era o que chamavam de Síndrome do "Ih, acho que não quero mais" atacando novamente. Era difícil explicá-la, mas o que acontecia era que depois de passar algum tempo afim de um garoto e até ter alguma coisa com ele, as duas simplesmente criavam uma certa "aversão" e começavam a fugir, como um sabonete: se é apertado contra a mão, escorrega, o famoso "desapego"! Normalmente o problema era Tom, perfeito demais perto de qualquer outro. Porém, agora era preocupante... e se fosse por causa do Dougie?
"Ih...." – Fez . – "Mas já?"
"Ele nem deu notícias mais..." – O cerébro de fervilhava.
Quando elas chegaram, o estômago da garota gelou. A primeira pessoa que viram foi Dougie, conversando com uma menina do 1° ano. A dúvida se estava ou não com raiva dele foi respondida.
"E aí, baixinho estranho? Como passou de ontem?" – perguntou abraçando-o e cumprimentou a tal que estava com ele. parou do lado e não disse uma palavra.
Os outros três chegaram logo depois. Danny sorriu para que retribuiu e o chamou com o dedo.
"Oi, lindo! Bom dia!"
"Bom dia. Como passou a noite... sem mim?"
"Muito bem, obrigada!" – Ela respondeu, só pra irritá-lo. E mostrou a língua.
"É assim então..."
"Vocês dois são um porre!" – Dougie balançava a cabeça, olhando o casal.
"E você tá chato assim porque foi o único que não pegou ninguém sábado!" – Harry retrucou.
Cri... cri... cri...
Silêncio total!
Ele abriu a boca para se defender, mas mudou de idéia ao ver a cara de . olhou de um para o outro e fez-se a luz. Olhou em volta, pelo jeito ninguém tinha reparado nisso. Então eles tinham ficado! Bom, isso fazia menos sentido ainda e ela nem podia perguntar agora.
"A também não..." – Tom lembrou.
Como era de praxe, ela mudou de assunto:
"Harry! Você não contou pra todo mundo quem te deu mole no supermercado domingo!"
"Quem? Quem?"
O sinal tocou e eles entraram ouvindo o garoto contar sobre a modelo de uma marca de roupa famosa que o xavecou na seção de enlatados.
, Tom, Harry e Danny tinham aula no primeiro andar, o que era uma pena, pois esta só teria a hora do intervalo pra conversar com a amiga. e Dougie subiram para a sala de Inglês.
"Hey!" – Ele chamou, tentando alcançá-la. Ela disparou na frente tentando evitar exatamente aquilo: ter que conversar. – "!" – Ele falou mais alto. – "!"
Algumas pessoas que passavam pelo corredor olharam para o casal. parou, mas não se virou.
"O que foi, Poynter?"
"Temos que conversar!" – Disse baixo, encarando o tênis.
"Eu tô atrasada e não tenho nada pra conversar com você!" – A garota tinha a voz ríspida e os braços cruzados, causando certo medo nele.
"Como não? E sábado?"
"O quê que tem sábado? Você quer que eu pule no seu pescoço como a fulaninha com quem você tava conversando agora pouco? Quer que eu rasteje por outro beijo seu? Vai se danar, Poynter! Você roubou um beijo meu, quer mais alguma coisa ainda?"
"Pedir desculpas... mas já não sei se vale a pena. Vai pra aula, . Ou vai se atrasar!"
Ele entrou na sala deixando completamente desconsertada.
"Sis? Você está bem?"
Era a hora do intervalo e as duas estavam sentadas nos bancos do pátio. estava muito calada.
"Hein? Desculpa ... tô péssima hoje!"
"Abre o coração. É o Dougie? Vocês ficaram sábado, né?"
Esse negócio de ler pensamentos era realmente poderoso.
"Ele... nós nos beijamos. Ele me beijou, quer dizer. Aquela hora que eu te encontrei na praia, eu não tava te procurando, na verdade..." – contou sobre a vodka, o beijo e a briga no início da manhã. – "...e eu fiquei lá, sem saber o que fazer, com cara de idiota..."
"Como vocês são complicados! Ai sis... não sei... acho que, dessa vez, você deve desculpas a ele, né?"
"É, acho que sim..."
Foi só falar dele e Tom e o próprio apareceram.
"Hey mulheres da minha vida! Tem ensaio hoje, vocês vão?"
olhou para Dougie, que desviou o olhar.
"Não sei, Tomzinho. Minha... minha mãe me pediu ajuda no escritório hoje." – Ela disse, por fim.
"Poxa , você tá faltando há muitos ensaios! A presença mínima permitida é 75%, viu? – Tom disse bagunçando o cabelo dela, que sorriu sem entusiasmo. – "Tá tudo bem?"
O sinal tocou e a garota se levantou.
"Tá, tá sim! Não se preocupe. Dougie?" – Ele estava mais a frente, indo em direção às salas. – "Me espera?"
Ela trocou um olhar significativo com e foi atrás dele.
"Eu perdi alguma coisa?" – Tom perguntou.
"Não, acho que não... é o de sempre... eles brigaram..."
"Ah, como não..."
"Vamos entrar? Uma aula de História agora, hein? Podia ser melhor?"
"Nem vou responder..."
"O que você quer, ? Me esculhambar mais? Acho que minha cota de hoje está completa!" – Dougie e caminhavam lado a lado no corredor e apesar de conversarem, não se olhavam.
"Acho que nós dois temos problemas em receber pedidos de desculpas, né?" – Ela disse, fazendo-o abrir um pequeno sorriso. – "Desculpa... eu fui idiota hoje de manhã. Mais um vez. Te xinguei a toa."
Ele acenou com a cabeça, não era uma pessoa de muitas palavras.
"Será que a gente pode esquecer sábado e continuar como se nada tivesse acontecido? Nós somos amigos, aquilo foi um erro!" – A garota sugeriu oferecendo a mão, que ele apertou.
"Amigos!" – Dougie falou.
Não era exatamente o que queria, mas não tinha outra opção. Já dizia o velho ditado (se não é um velho ditado, um dia será): Se fosse fácil, não teria graça.
"Ótimas notícias, pessoal!" – Quarta-feira, Harry chegou ao quartinho na casa de Tom radiante. Todos olharam para ele. – "Temos um show marcado. O primeiro show do McFLY!"
"O quê?" – Tom perguntou abismado.
"Eu estava falando com Julia, a Lindsay, sabem? E parece que vai ter uma festa de início de ano letivo na casa da Laura e querem que a gente toque!"
O sorriso de se fechou instantaneamente e ela e trocaram um olhar preocupado. Tinham ouvido falar da tal Laura umas duas vezes e, pelo jeito, era uma ex de Danny.
"Festa na casa da amiga do Danny então?" – Dougie zuou. E percebeu que tinha dito besteira só pelo olhar aborrecido do amigo. – "Putz! Falei bosta, né?"
"Ela nunca foi minha amiga!"
Dougie abriu a boca para dizer que amigos realmente era uma coisa que os dois não tinham sido, mas teve medo de morrer. Danny o olhava com um olhar assassino e isso era raro.
"Precisamos ensaiar! Quantas músicas vamos tocar? Temos repertório suficiente?" – Tom tentou mudar de assunto, o clima estava MUITO pesado.
Passaram o resto da semana e a tarde de sábado ensaiando obsessivamente. Cantariam alguns covers, Room On The Third Floor, That Girl, Obviously e We’re The Young.
"É isso aí, pessoal! Primeiro show, aí vamos nós!" – Harry comemorou ao fim do último ensaio, já estava escuro quando eles pararam.
"Tô ficando nervoso!" – Disse Tom, que realmente suava.
"Calma, dude! Se você tá assim agora, imagine às 23h!" – Dougie zombou.
"Calmante pro Star Boy!" – falou rindo. – "McFLYs! Pro chuveiro já! Vocês precisam estar lindos e cheirosos pro show!"
"Vou tomar banho com o Tom!" – Dougie se levantou.
"Vamos lá então, gostosão!"
Todos se despediram e combinaram de se encontrar na frente da casa da Laura às 22h.
"Larga a mão de ser bobo, Danny!" – discutia com o garoto há uns 5 minutos na porta de sua casa.
"Não, tá bom aqui. Essa rádio é super legal!" – Danny disse sorrindo.
"Mas eu tenho que terminar de me arrumar!"
"Você já tá linda! Corre lá dentro, pega suas coisas e vamos!"
"Linda? Metade do meu cabelo tá liso e a outra metade não, criatura!" – Ela riu, sabia exatamente porque tanta enrolação. – "Minha mãe não tá em casa, se é esse o problema..."
"Lógico que o problema não é esse. Mas tá, vai. Se você insiste tanto e vai demorar, eu entro." – Fez uma cara marota e saiu do carro, indo abraçar . Esta o olhou de canto de olho e balançou a cabeça.
Assim que entrou, Danny parou para olhar todos os milhões de quadros e fotografias que forravam as paredes da sala. Viu a famosa foto da propaganda de relógio entre várias outras de lugares, objetos e pessoas. A mais bonita na opinião dele era a de uma menininha em um jardim muito florido. Ele teve certeza que era , reconheceu os olhos.
Subiu as escadas e seguiu a música para chegar ao quarto dela.
"Sua casa é linda!" – Parou na porta, observando-a terminar de fazer chapinha, na frente da penteadeira.
"Obrigada. Entra aí, vou demorar um pouco."
Danny se jogou na cama.
"Hum, comfortável!"
riu. O garoto fez sinal pra ela ir se deitar ao seu lado.
"Estamos atrasados, lindo!"
"Então pára de fazer esse treco e vem aqui!"
"Nem vou responder..."
"Uuuuh, eu gosto dessa música!" – Começava a tocar Hot, da Avril Lavigne. – "Promete que um dia você canta ela pra mim, vestida igual à Avril no clipe?"
"Achei que só o Tom gostasse dela..."
"Ela é demais! Eu casava com ela fácil... Ah, ! Não me olha assim. Você vai se casar com o Tom mesmo. Mas, pensando melhor, só dubla vai... você cantando..."
Ela riu e lançou o lápis de olho nele.
"Ouvir isso do Dougie tudo bem, mas do meu próprio..." - Ela parou. Ia dizer namorado, mas, bem... eles não namoravam. Tecnicamente. – "...ouvir isso de você! Aí dói!"
Danny olhou para o relógio, mais para fugir do assunto do que qualquer coisa.
"Tá terminando aí? Vamos nos atrasar!"
"Tô, só falta colocar o vestido e pronto." – A garota ficou olhando para ele, esperando-o sair do quarto, mas este não se mexeu. – "Dan? Eu vou colocar o vestido..."
"Ah, por mim, tudo bem! Gosto de vestido. Você usava um bonito no dia que ficamos conversando no telhado."
Os dois se encararam por um tempo.
"Você tá de palhaçada, né?"
"Hein?"
"Eu vou trocar de roupa, Danny! Me espera lá fora!"
"Ah, era isso? Devia ter dito!" – Ele se levantou e saiu gargalhando.
Quando abriu a porta, ele analisava outro retrato, virou-se para olhá-la.
"Não disse que você fica bonita de vestido?! Vamos?"
A garota acenou com a cabeça. Correu no guarda-roupa e pegou sua câmera.
"Que honra! Teremos uma fotógrafa então?" – Os dois desciam as escadas.
"Vocês merecem, afinal é a primeira apresentação do McFLY! Tá nervoso?"
Ouviram a porta se fechar.
"Filha! Cheguei! Ainda bem que o supermercado ainda estava aberto!"
Se Danny não estava nervoso, ficou naquele exato instante. Mrs. apareceu na sala, com algumas sacolas.
"Ah, oi mãe! Ééé..." – corou e percebeu que Danny estava ficando azul de vergonha também. – "Esse é o Daniel. O Danny."
"Prazer, Danny! Ouço falar muito de você. Meu nome é Rose." – Ela estendeu a mão e o garoto a apertou, sorrindo.
"O prazer é todo meu! Precisa de ajuda com as compras?"
"Não, mas obrigada, querido!"
"Hum, mãe? Estamos indo a uma festa. O McFLY vai tocar em público pela primeira vez!"
"Ah, que legal! Onde vai ser?"
"Ééé..." – ‘Na casa de uma ex do Danny não era a melhor resposta! – "Na casa de uma menina que estudava na escola antiga dos meninos, Memory Lane High."
"OK! Bom, divirtam-se, não chegue muito tarde e qualquer coisa, me ligue! Tem bateria no seu celular?"
"Carreguei hoje de tarde."
"Vão com Deus então. Mais uma vez, prazer conhecê-lo Danny."
"Prazer, Mrs. !"
"Tchau filha!"
"Tchau mãe, amo você!"
"Também te amo!"
deu um beijo na mãe e os dois saíram. Danny só se pronunciou quando entraram no carro.
"Traiçããããão! Como você faz um negócio desses comigo? Olha minha mão! Nem sei se consigo dirigir!"
A garota gargalhou.
"Não fiz nada, lindo! Não sabia que horas ela voltaria, de verdade!" – Deu um beijinho no rosto dele. – "Mas você se saiu bem..."
"Cara, eu tô tremendo!"
"Quer que eu dirija?"
"Naaaah, chega de emoções fortes por hoje!"
Levou um tapa ardido no braço.
Quando chegaram, os outros quatro já estavam encostados na Pick-Up do pai de Harry. Via-se um grande volume no local da carga.
"Que demora, meu!" – Dougie reclamou.
"É que houve uma série de imprevistos, tipo: Conhecer minha sogra, ficar tremendo e ter que dirigir mais devagar..."
Harry quase teve um colapso:
"Quem? A sogra? Danny conhecendo a mãe de alguém? Chamem os jornais!" – Ele perguntou, fazendo sinal para todos ajudarem a pegar as coisas na caçamba.
"Pois é... mas foi tudo coincidência! Né, ?"
Aquele era um tom irônico que nunca tinha ouvido o garoto usar e que a irritou profundamente.
"Já te falei que eu não planejei nada! Qual é o seu problema?"
Ele parou o que estava fazendo e a olhou, mas não disse nada. passou por trás da amiga e sussurrou:
"Você está em território inimigo! Não é hora de você ficar com cara de choro e muito menos brigar com o Danny, sis... respira!"
E falando em inimigo... Nesse momento, saia da casa uma garota loira, de olhos claros e um sorriso enorme e falso.
"Aaaah!" – Ela gritou. – "Springsteen, Narizinho e Party Man! Que ótimo vocês terem vindo!"
Ela já estava com uma cerveja na mão e parecia meio alterada.
"Oi, La!" – Harry cumprimentou-a. não gostou do ‘La’. Sabia que era uma implicância idiota, mas a verdade é que nunca tinha imaginado a vida de Danny, dos três na verdade, antes do aeroporto. – "Deixa eu te apresentar: Tom, o quarto integrante, nosso cérebro! E a e a , as empresárias!"
Ela sorriu e acenou para os três.
"Oi Tom! Oi meninas! Gostei do seu vestido, . Depois você me conta onde comprou, por favor! Entrem, entrem! Resolvi fazer tudo no quintal, mais fácil de limpar, né? O camarim de vocês será o vestiário da sauna, tudo bem?"
"Teremos camarim?" – Dougie perguntou abismado.
"Claro que sim!" – Deram a volta na casa e chegaram ao quintal, que era imeeeenso. Já havia um palquinho improvisado ao lado da porta da sauna. – "É ali, pessoal! Fiquem a vontade. Eu levo bebidas pra vocês em um minuto!"
Ela estava saindo, quando se virou e sorriu.
"Você está mais bonito do que nunca, Springsteen!"
lançou um olhar desesperado para . Seu conto de fadas estava por um fio e a bruxa má era bonita, tinha uma casa incrível e iria promover o primeiro show do McFLY. Não havia o que discutir, tinha perdido feio. E ela nem tinha sido apresentada como a "alguma coisa" do Danny, tinha que vê-lo ser xavecado calada!
Danny, por sua vez, estava quase pulando de uma ponte! Em menos de uma hora tinha conhecido a sogra, brigado com a garota de que gostava e estava na casa de uma ex, sendo cantado por ela. Na frente da sua atual! Se conseguisse tocar algo decentemente hoje, seria um milagre.
"Hey, ô da guitarra! Você precisa de um beijo da sorte?" – chegou perto do garoto e perguntou em voz baixa. Não podia continuar sem falar com ele, era como tinha dito: estava em território inimigo.
Danny se virou e a abraçou pela cintura.
"Talvez um só não faça efeito. Posso ganhar um pra cada música que vamos tocar?" – Ele pediu, fazendo bico. – "Hey, me desculpa por falar daquele jeito lá fora, sei que não foi de propósito."
Os dois sorriram e começaram a se beijar. Laura entrou trazendo as bebidas.
"Pronto! Trouxe cerveja. Se quiserem, tem vodka na cozinha. Mas não bebam muito antes do show, hein?" – Ela viu o casal e fechou a cara. Saiu sem dizer nada.
Dougie cochichou para Harry:
"Ferrou!"
Tom se juntou a eles.
"Ela é a Laura do Danny?"
"A própria, dude. Vamos rezar para não sair barraco hoje. Acho que nunca fui numa festa com uma probabilidade tão alta de dar merda logo no início!" – Harry constatou.
"Nem eu!" – Os outros dois disseram juntos.
"Hey garotas! Vamos comigo buscar os microfones no carro?" – Tom pediu.
"Claro Tomzinho!"
"Sim!" – disse, se soltando de Danny.
Quando os três saíram, ele se sentou e olhou para os amigos.
"Mais alguém acha que isso não vai dar certo?" – Falou, depois de alguns minutos de silêncio, abrindo uma cerveja. Dougie deu uns tapinhas solidários no ombro do amigo.
"!" – chamou, mas se certificou que Tom estava na frente e não poderia ouvir. – "Você e o Dougie não fizeram as pazes segunda?"
"Fizemos sim. Por quê?"
"É que eu nem tenho visto vocês brigando mais..." – se deu conta de quão estranha era a frase e riu. também.
"Nós temos mantido uma formalidade meio anormal esse dias, né? Talvez seja melhor assim, pelo menos evitamos as brigas feias e sérias."
"Evitam que se apaixonem também!"
"Eu e o Dougie nunca daríamos certo..."
"Nunca se sabe, sis. Nunca se sabe."
"! Ou ! Volta no vestiário e chama o Harry! Não consigo abrir o carro." – Tom gritou. se virou e voltou correndo. Não queria mesmo deixar Danny muito tempo sozinho. Quando estava na porta, parou para ajeitar a sandália. Ouviu Harry falando:
"Não tô entendendo, dude. Você não quer que a gente toque That Girl? Mas a gente vai abrir o show com ela!"
"É!" – Era Danny e tinha urgência na voz. – "Laura vai saber que é pra ela! Ela vai sacar e vai ficar se achando, como se eu tivesse escrito isso ontem. Vocês conhecem a peça."
"E você pretende convencer o Tom a não tocar That Girl como?"
Houve um momento de silêncio.
"É... acho que não vai ter jeito, né? Me ferrei!"
ficou ali parada digerindo a informação. Laura era That Girl? Se lembrou de quando imaginou como esta seria e de que tinha certeza, na época, que loiras cheer leaders não faziam o tipo de Danny. Hoje, porém, sabia que qualquer mulher era o tipo do garoto.
Ela abriu a porta e fingiu não ter escutado nada, ainda que a cara apavorada de Danny entregasse que o assunto tinha acabado com a sua chegada.
"Harry! O Tom não consegue abrir seu carro!"
"É... é um carro um tanto temperamental. Vou lá ajudá-lo!"
O garoto saiu deixando o "camarim", que estava com um clima semelhante a um enterro.
As pessoas começaram a chegar meia hora depois e os seis subiram no palco para arrumar as coisas e passar o som.
Laura não parava de aparecer lá e fazer brincadeirinhas, lembrar piadas internas com os meninos (especialmente Danny) e rir de se acabar. já tinha contado até mil e iniciava a contagem pela décima vez.
"Poynter! Poynter!" – Uma garota de cabelo castanho liso e os olhos muito grandes se aproximou do palco.
"Louise! Quanto tempo!" – Ele andou em direção a ela e sentou na beirada do palco para conversarem.
olhou para os dois com interesse e se virou, mas Harry respondeu antes que ela perguntasse qualquer coisa:
"É a Louise. Uma ex-peguete do Dougie. Quer dizer, eles eram super amigos, quando estudávamos aqui e tudo, mas ela era afim dele."
fez cara de poucos amigos.
"Aqui está tudo pronto." Tom se levantou com a guitarra já em punho. – "Harry, tudo certo aí?"
"Positivo e operante, sir!"
"Danny?"
Ele estava meio pálido como se fosse passar mal, mas balançou a cabeça. desceu da caixa de som em que estava sentada e foi até ele. Laura se achava espertona porque fazia gracinhas e piadinhas que ela não entendia? Ia receber na mesma moeda!
"Dan? Me empresta a chave do carro? Tenho que ir pegar minha câmera, afinal, me disseram em cima do telhado uma vez que eu ia ser a fotógrafa oficial do McFLY."
Ele riu e jogou as chaves. lançou um sorriso cínico pra Laura e saiu. Quando voltou, os quatro já estavam prontos no palco, só deu tempo de correr e dar um beijo rápido em Danny antes que a anfitriã os apresentasse.
"Boa sorte, lindo!" – Ela disse baixinho. E tirou uma foto da cara sorridente de bobo dele.
"Oi galera!" – Laura gritou no microfone do meio. – "Com vocês... McFLY!" – Ela, Louise e Lindsay pararam do lado de e de propósito.
Danny se posicionou no seu lugar e ajeitou o microfone enquanto Tom falava:
"Boa noite! Espero que gostem do nosso som... Essa se chama That Girl!"
Momentos de tensão! olhou para Laura, mas ela estava conversando com as outras duas e mais um garoto. Resolveu desencanar e tirar as fotos dos seus amigos. Estavam tão lindos, tão felizes!
"…So what am I to do?
She's too good to be true."
Danny começou o solo e Laura se virou para o palco. Louise cochichou algo com ela e as duas riram. Se viraram para olhar e e riram mais.
já estava quase indo brigar com as meninas.
"Me solta, . Eu vou lá partir a cara delas! Melhor, vou lá deixar aquela loira aguada careca!"
"Fica aí, sis. Essa é só a primeira música!"
Mas o fato era que elas estavam incomodando mais do que sendo incomodadas. Os garotos alternavam músicas covers com as próprias e estas só as duas sabiam cantar, além deles... lógico. Quando chegavam em algum verso em que tinha havido alguma zuação nos ensaios ou algo do tipo, Danny apontava pra elas e piscava. Mas o melhor mesmo foi em I wanna hold your hand.
"Essa música..." – Tom começou. – "...é de uma das minhas bandas favoritas. Hein, Danny?"
"Eu vou oferecê-la para a nossa fotógrafa ali do lado. Se bem que eu ouvi dizer que o namorado dela é super forte e tudo..." – E finalizou com aquela risada, A risada.
estava filmando essa hora e riu. Os dois se olharam demoradamente, até que Harry começou a contagem.
"Olha a cara da sujeitinha!" – exclamou rindo de Laura e fez o mesmo. Mas, na verdade, nem queria saber dela. Estava namorando!
"Nossa última música, é uma música muito profunda!" – Dougie disse, ao final do show. – "Ela foi escrita por Tom e Danny em homenagem ao nosso ninho de amor na Flórida. Se chama Room on the third floor!"
Quando acabou, Danny se despediu:
"Nós somos o McFLY! Obrigado pelo apoio, galera! Se cuidem!"
olhou para o pessoal. Tinha um grupo que não estava nem prestando atenção, mas quem estava parecia ter gostado muito deles. Estava tão orgulhosa!
Quando o show acabou, e subiram para cumprimentá-los e ajudar a desmontar tudo. Eles estavam animadíssimos.
"O solo de That Girl ficou legal?" – Danny perguntava pra todos.
"Awesoome! Destruiu, dude! Ah, sabe o que eu pensei? E se nós mudássemos aquele verso de We’re the young..." – Tom estava com os olhos brilhando daquele jeito que adorava.
Quando finalmente estava tudo guardadinho nos carros, eles resolveram ir aproveitar a festa.
"Ameeei a banda de vocês! Perfeita, meninos!" – Laura veio dar os parabéns, com Louise nos calcanhares. – "Springsteen? Se eu acertar quem escreveu e pra quem That Girl foi escrita eu ganho um prêmio?"
"A maioria das músicas são minhas e do Tom, Laura. Não seria difícil acertar..."
"Toma essa, vacona!" – pensou.
"Ah, tá... é que eu achei ela... hum... familiar!"
"Eu vou dar na cara dela!" – falou baixinho e Harry a segurou disfarçadamente.
"Só se eu não chegar primeiro!"- disse, entre os dentes.
"Sosseguem vocês duas!" – Tom percebeu a movimentação e foi ajudar Harry. – ", vem pra cá. Não fica perto dela..."
"Mas ela tá perto do Danny!"
"Danny!" – Harry chamou. – "Vamos até a cozinha, dude!"
Ele agradeceu mentalmente o amigo e os cinco saíram. Só Dougie continuou, conversando com Louise.
Antes de mudar de colégio, os dois conversavam muito e já tinham ficado algumas vezes. Ela era apaixonada por ele. Mas o Dougie... era o Dougie.
"Então seu amigo tá namorando?" – Laura perguntou a ele.
"Parece que sim... mas vem cá, La. Qual é a sua? Foi você que deu um pé no Danny..." – Dougie nunca pensava muito antes de falar.
Ela nem respondeu.
Na cozinha, Harry xavecava uma menina do 2º ano.
"Era eu mesmo! Eu era o baterista, você gostou da banda?"
A menina ria e não tirava os olhos dele.
"Vai pegou!" – Danny concluiu. Ele, Tom e as meninas estavam analisando a cena para ver se Harry iria se dar bem ou não. estava a seu lado. Ela ainda queria saber tudo sobre o garoto e Laura, mas não ali, não naquele momento.
"Hey, gatinha! Posso te pagar uma bebida?" – Danny disse para ela.
"Ih, moço... melhor não! Meu namorado é super forte e ainda tem o guitarrista de uma banda atrás de mim, ele me ofereceu uma música e tudo..."
"Nossa, aí não dá pra competir!" – Ele riu e ela se virou de frente para ele.
"Então eu tenho um namorado?"
"E um namorado bonitão!"
"Bonitão, né? Forte e bonitão... e modesto!"
"Modéstia é meu nome do meio!"
Danny colocou as mãos em sua cintura e a puxou para mais perto.
"Meu namorado..." – falou, passando os dedos na bochecha do garoto.
Ele encostou a boca bem perto de seu ouvido e disse:
"Minha... namorada." – Dando uma paradinha entre as palavras e fazendo perder o chão.
Ela não conseguia suportar a distância entre os lábios de Danny e os seus nem mais um minuto e por isso os uniu. Beijá-lo era ter certeza que o chão em seus pés não existia.
Continuaram ali juntos e, quando repararam, Tom e não estavam mais lá e Harry estava pegando a menina do 2º ano.
"Vamos lá fora?" – perguntou e os dois saíram.
O quintal estava animado. Tom e estavam conversando com Dougie e Louise (era nítido que não queria estar ali) e Danny puxou para se juntar a eles.
"Aí o Dougie começou a gritar com o cara do zoológico porque ele não estava segurando o lagarto direito..." – Louise contava uma história e Dougie e Tom riam muito. percebeu que precisava salvar .
"Sis? Vamos ao banheiro comigo?"
Nem precisava pedir duas vezes, as duas foram andando em direção à sauna.
"Nossa ! Hoje tá cruel, viu? Quando não é a Laura causando, é essa tal de Louise. Ela só fala dela e do Dougie e de como os dois se divertiam juntos e do quanto ela aprendeu sobre os répteis com ele..."
"Sabe como é o nome disso, ?"
"Ser exibida!"
"Não... é ciúmes!"
"Pára ! Fala sério..." – Ela se virou para olhar Dougie e Louise e deu um encontrão em alguém. Quase caiu, mas a pessoa a segurou.
"?! O que faz aqui?"
"Mark?" – O garoto da papelaria estava ali, olhando para ela feliz da vida.
"Eu sou vizinho e primo da Laura! Mas e você? Achei que estudasse no Little Joanna..."
"E estudo! Mas meus amigos vieram aqui e eu vim com eles, são os da banda, sabe? Que tocou agora pouco?"
"Sei, sei sim! Eles são bons!"
sorriu e deu um apertão nos dedos de do tipo "me puxa daqui!".
"Sis, vamos? Tô apertada..." – Ela pediu.
"Vamos! Hum... Mark... a gente se vê e se fala por aí! Beijos!"
Os dois se despediram e as meninas continuaram indo pro banheiro.
", , só você! Você não tava afim dele?"
"Ah! Ele é fofo, mas ah..." – Ela riu sem graça.
Quando voltaram não o viram mais. Se encaminharam para onde tinham deixado os meninos, mas não tinha ninguém lá também.
Ficaram dançando um pouco. Não tinham nem bebido, nem dançado até aquele momento. foi à cozinha buscar alguma coisa. Nesse meio tempo, viu Tom sentado em um banco perto do jardim e foi lá.
"E aí, Buzz Lightyear? Nem parece que fez seu primeiro show hoje!"
"Oi linda! Impressão sua, eu tô super feliz! Estava aqui lembrando... foi um bom show, não foi?"
"Foi épico! Vocês são demais!"
Ele sorriu e seus olhos brilharam. também sorriu apenas por ver aquela demostração de felicidade tão sincera.
"Mas você não está a alegria em pessoa hoje também, apesar do motivo ser óbvio..."
se sentou.
"É Tom... hoje tá complexo! Essa Laura tá conseguindo me tirar do sério! Você sabia que That Girl tinha sido escrita pra ela?"
Ele coçou a cabeça e demorou pra responder.
"Eu fazia idéia. Mas, pelo jeito, Danny não quer vê-la nem pintada de ouro..."
"Eu sei, mas mesmo assim, essa sensação de que do nada ela pode pular no pescoço dele não me agrada..."
Na cozinha, escolhia o que misturar na vodka, quando ouviu Laura entrando e puxando alguém.
"Vem! Juro que não vou fazer nada."
"Laura, pára! Já falei pra você que não vou subir!"
Era Danny.
"Eu vou pegar vinho lá dentro então. Vem comigo!"
Ela foi arrastando-o além da porta da cozinha, para dentro da casa.
desesperou. Como assim Danny tinha ido? Ela largou o que estava fazendo e foi atrás dos dois.
"Sai Laura!"
Ela estava com os braços em volta do pescoço do garoto que virava a cabeça e a empurrava para trás.
"Eu não quero te machucar. Pega sua bebida e vamos sair daqui!"
"Springsteen! Não faz isso comigo! Pelos velhos tempos!"
"Nós não temos velhos tempos, Laura! E eu estou com a , eu gosto dela!"
"Ela não tá vendo!"
resolveu interferir.
"Danny! Até que enfim te achei! A tá te procurando!"
Ele se desvencilhou da garota sem dizer uma palavra. Quando já estavam de volta à cozinha, tentou se justificar.
", eu..."
"Eu vi que você não fez nada, apesar de que podia ter evitado todo o transtorno, né? Faz dois sábados que você arranja motivo pra acabar chorando... cuidado! Eu posso não estar lá pra te salvar na próxima!"
"Tem razão... obrigado !"
Voltaram ao quintal. levantou do banquinho que estava com Tom e abraçou Danny.
"Oi! Onde você estava?"
"Encontrei ele perdido na cozinha." – Disse .
Tom se juntou aos três.
"Cadê o Dougie e o Harry?" – Danny perguntou.
"Pegando..." – Tom respondeu, sacudindo os ombros.
o encarou.
"Dougie também? Aquela Louise do olho do tamanho de uma rodela de pizza?"
Ele confirmou, balançando a cabeça.
"E o Harry tá lá, olha!" – Apontou para a parede perto da porta da cozinha.
Mas ficou bem óbvio onde Harry estava, pois logo começou uma gritaria ali. Era Lindsay.
"Seu ridículo! Eu te convido pra tocar aqui e você beija outra?"
Ela batia nele, que escondia o rosto com as mãos. A menininha com quem ele estava ficando olhava assustada, encolhida atrás do baterista.
"Por favor, por favor, Lindsay. Por favor!"
"Não-abre-a-boca!" – Cada palavra era um tapa. – "Eu odeio você, Harry Judd! Odeio você!"
"Lindsay, vamos conversar..." – Ela saiu e ele foi atrás.
"Esse Harry... terrível!" – falou rindo.
"Ei, ! Busca mais vodka pra mim?" – Danny fez cara de pidão e ela foi pegar o copo da mão dele. – "Eu vou ficar aqui quietinho com a e o Tom."
Ela saiu e entrou na cozinha. Laura estava sentada na pia, descalça e com copo de vinho intocado na mão.
"Olha aí a namoradinha do Danny! Coitada..."
fingiu que não era com ela.
"Conselho de amiga? Dá um pé nele antes de tomar um..."
"Cala a boca, Laura!" – ia explodir. Tinha aturado as provocações dela a noite toda.
"Uuuuh! Que medo! Você sabe que That Girl foi escrita pra mim, né? Eu sou a garota que ele sempre sonhou em ter!"
"Não, minha filha! Você é a vaca que ele teve um dia e que jogou fora o cara mais foda do mundo e agora tá se roendo de inveja!"
só sentiu seu vestido molhar. Laura jogou o copo inteiro de vinho nela.
"Ops! Desculpa! Seu vestido ERA tão bonito..."
"Sua..." – avançou em Laura e a derrubou dentro da cuba da pia. As duas ficaram se batendo e se xingando até que Dougie entrou com Louise e ambos correram para separá-los.
"Sua biscate! Vai procurar outra pessoa pra dar em cima!" – Dougie estava tendo um trabalhão para afastar de Laura. – "Eu vou arrancar cada um dos seus fios de cabelo tingidos!"
"Vem então! Quero ver mesmo!" – Laura ainda estava dentro da pia.
conseguiu se soltar e voou para cima da garota. Louise tentava separar, mas apanhava de ambas.
Dougie saiu correndo e chamou Danny, Tom e . Os três entraram na cozinha na hora que Laura acertava um tapa na cara de .
Depois de cinco minutos de confusão, gritos, xingamentos e tapas para todos os lados, tiraram da cozinha.
"Sua vaca!" – Ela ainda gritava.
Dougie e Louise foram colocar Laura para dormir e os outros quatro resolveram ir embora, Tom e em um carro e e Danny no outro.
"Poxa! Pena que a não me chamou, batia fácil naquela piranha!" – ainda estava meio brava. Ela queria fingir que separava a briga e dar uns tabefes em Louise, mas não deu certo.
"Nunca vi a brigando!" – Tom falou.
"Ela se saiu bem para a primeira vez!" – riu.
"Quero ver ela explicar os roxos e arranhões pra mãe dela!"
No outro carro, um silêncio ensurdecedor. Danny parou na porta da casa da garota e ela murmurou um tchau e desceu. Não sabia se estava brava com Danny, se só estava com vergonha...
Entrou e sentou na escada que ia para o segundo andar e começou a chorar. Não podia deixar Laura ganhar! Não agora que eles estavam namorando. Pegou o telefone e discou o número do garoto. Ouviu o toque do celular dele bem próximo. Será que tinha trazido o aparelho na sua bolsa por engano? Não, o som vinha de fora da casa. Ela se levantou e abriu a porta. Danny estava sentado nos degraus. Ouviu a porta se fechando e se virou, desligando o celular.
"Desligou na minha cara!" – Ela brincou, a voz ainda meio chorosa. Ele limpou as lágrimas que caiam no rosto dela.
"Me desculpa!" – Os dois falaram juntos e sorriram, mas Danny impediu que ela continuasse. – "Não, deixa eu falar! Me desculpa por não ter te contado que That Girl foi escrita pra Laura, me desculpa por tudo que você teve que passar hoje e por eu ter sido tão banana e não te defender nenhuma vez... essa idéia de show foi a pior..."
"Não fala isso!" – interrompeu. – "O McFLY é mais importante que qualquer coisa! Se você tiver que ir tocar de novo na casa dela pra promover a banda, você vai e pronto! That Girl será number 1, lembra? E quem vai ganhar um vestido novo elegantérrimo com o dinheiro das vendas sou eu!"
Ele riu e a abraçou:
"Eu nunca vou ser bom o suficiente pra você, sabia? Você é incrível!"
"Pára com isso, Danny! Não existe ninguém melhor que você pra mim!"
Ele soltou a garota e a olhou.
"Você existe mesmo?"
"Uhum... e provavelmente fui feita numa forma que completava a sua..."
"Com certeza!" – Danny sorriu, chegando mais perto.
E tudo foi esquecido naqueles minutos e segundos em que se beijaram. O pior tinha passado!
[n/a: coloquem pra carregar: Dancing in the moonlight]
No outro dia, combinaram de se encontrar na casa de Tom para fazer nada juntos. chegou antes. Ela e o garoto se cumprimentaram e ele a olhou preocupado.
"Calma, Tomzinho! Tá tudo certo comigo! Nenhum hematoma, nem arranhão... visível!"
"Nunca vi você tão brava. Nem parecia você... Sério, eu fiquei assustado!"
Ela riu e se jogou no sofá, deitando no colo do amigo.
"E você e o Danny?"
"Estamos ótimos e namorando! Você acredita nisso? Eu e o Danny?! Namorando!"
Ele sorriu e passou as mãos pelo cabelo dela.
"É bom ver você assim, feliz com alguém. Sem os ‘Não, Tom. Eu não quero mais ele!’ – Ele imitava a voz desesperada de – "...ou ‘Eu não sei o que acontece... eu fico com os meninos uma vez e não quero nem vê-los de novo mais...’ Até que enfim você está com alguém legal!"
Ouviram batidas na porta. Era Danny, Dougie e Harry. vinha chegando também, cumprimentou Danny e Harry e fingiu que não viu Dougie. Os quatro entraram.
"Mas se não é Mohamed Ali em pessoa!" – Dougie zuou e a cumprimentou. – "Caracas, ! Você me deu um empurrão fenomenal ontem, me jogou do outro lado da cozinha!"
Todos riram.
"Não acredito que perdi esse barraco!" – Harry se lamentou.
"E falando em barraco, hein Mr.Judd?!" – não perdeu a oportunidade de alfinetá-lo.
"Nossa Harry! Mancada, hein? Você vai na festa da melhor amiga da Lindsay e pega a baixinha lá..." – Tom ria muito.
"Acho que eu só apanhei menos que a Laura! Cara, a Julia é forte!"
"Mas e aí? O que aconteceu no final?" – Danny perguntou animado.
"Fizemos as pazes. Eu disse a ela que achei que nós dois não íamos mais ficar, porque ela nem tava me dando atenção e tal... Demorou, mas eu consegui amansar a fera!"
"Que cachorro!" – olhava indignada para Harry e os outros meninos rindo ainda mais. – "E ainda saiu de vítima! Como nós mulheres somos burras, meu Deus!"
"E você, Snoop Dougie? Louise de novo?" – Harry resolveu mudar o foco da conversa. Dougie, porém, não estava afim de discutir o assunto.
"Uhum... acontece..."
"Ela quase teve um treco quando te viu no palco, antes de começar o show. Ela te curte um monte!"
"Eu sei, por isso mesmo não devia ter ficado com ela. Porque ela gosta muuuuito de mim e eu nem gosto dela, quer dizer gosto, mas não desse jeito..."
Todos riram menos , que trocou olhares com . Esta tinha até esquecido que Dougie tinha entrado na cozinha com Louise no dia anterior.
"Aliás, ... ela e Laura estão querendo te matar!" – Dougie acrescentou.
"Manda vir!" – Ela respondeu, fazendo cara de superior.
"Essa é a minha garota!" – Danny a abraçou.
"Você tem que me apoiar mesmo, Dan! Eu nunca tinha brigado por causa de ninguém!"
"Nem por causa de mim!" – Tom enfatizou.
"Mas eu brigaria! É que você não causa que nem o Danny, Tom. Você é nosso menino bonzinho que vai à missa!" – falou séria.
"Opa! Vocês estão me vendo aqui ainda? Parou o papinho de namorado, os dois aí!" – Danny agitava os braços.
riu e deu um beijo no namorado.
"Vamos assistir Back to the future?" – Tom sugeriu.
"Porra! De novo?" – Harry disse.
"Tem alguma sugestão melhor?"
...
"Vamos assistir Back to the future..." – O baterista disse desanimado.
"Pipoca por minha conta!" – foi correndo para a cozinha.
olhou para Dougie, que estava sentado de perna de índio, mexendo no cadarço. Ele olhou para a porta da cozinha por onde desapereceu e abaixou a cabeça. cutucou-o e mexeu os lábios, dizendo:
"Vai lá!"
Ele se levantou e foi para a cozinha. Os outros nem o viram saindo. Tom e Danny estavam zuando Harry e não prestavam atenção nem no filme e muito menos no que acontecia na sala.
"Hey!" – Dougie ergueu o braço, cumprimentando , que se virou para ver quem era e logo ficou de frente para o fogão de novo, batendo a panela com força.
O garoto atravessou a cozinha e se sentou na bancada, do lado da garota.
"Eu acho que você tá brava comigo!" – Ele tentou, mas ganhou apenas um olhar de desprezo. – "Se não te conhecesse diria que é porque eu fiquei com Louise ontem, mas fica tranquila, você ainda é minha preferida!"
Silêncio.
"Qual é, ? A gente se beijou semana passada, mas foi você quem disse que era pra esquecer, que somos amigos..." – Ela continuou muda. Dougie começou a ficar nervoso. – "Agora é sério! Você gosta de falar mais que o Tom, se não abrir a boca nem pra me xingar, vou ficar preocupado!"
Ele se aproximou e fingiu que ia sentir a temperatura na testa dela. deu um tapa na mão dele e sorriu.
"Idiota!"
"Agora sim!" – Dougie disse satisfeito e saltou da bancada, dando um chute na bunda da garota. se virou para revidar, mas as pipocas começaram a estourar e ela precisou voltar para o fogão.
"Só uma pergunta. Você sabe da existência do microondas e da pipoca de microondas, né? Ninguém mais faz pipoca assim!"
"Tudo que é retrô, é chique!"
"Ah ok! Hey, estamos bem agora, né?"
Ela fez que sim com a cabeça. Primeiro, já estava com saudade de brigar com Dougie e bater nele. Segundo, o garoto estava certo: ela mesma tinha dito que os dois eram amigos.
"Acho que já foi tudo..." – disse, para quebrar o silêncio. Mas quando levantou a tampa, várias pipocas voaram da panela. Os dois riram.
"Vem, a gente finge que não viu as pipocas no chão!" – Dougie a apressou. Ela desligou o fogo, jogou as pipocas da panela em um pote e os dois correram pra sala.
Quando chegaram lá, ninguém assistia ao filme realmente, mas riam muito. Pelo jeito, a piada ainda era Harry. Tom e Danny estavam compondo pra ele, este com o violão e aquele escrevendo em um caderninho. [n/a: Não traduzi a letra aqui, porque a tradução da música toda está lá embaixo!]
"Please Please, Lindsay, Please!
Set the scene I think I'm in love now.
Your eyes are green,
you come from above now.
Easy girl, I think we're alone now.
Let’s get the motion in the ocean
So turn off your phone now."
Dougie sentou para rir.
"Até o Harry está ajudando!" – falou, também rindo. – "Nossa, olha!" – Ela apontava para a TV. – "O caminhão de esterco tem uma plaquinha escrito D. Jones!"
"Ô loko , você viu esse vídeo mil vezes já! Não tinha reparado antes?" – Danny perguntou.
"Antes eu não conhecia nenhum D. Jones, amor!"
"É... faz sentido!" – Ele disse pensativo e levou um pedala da garota.
Ficaram assistindo Back to the Future e fazendo a música do Harry até tarde, quando Tom se lembrou que tinham aula no outro dia e os expulsou.
Setembro acabou e com ele se foi o verão. Outubro chegou trazendo temperaturas amenas e uma notoriedade inesperada para o McFLY. No fim, o show na casa de Laura foi um sucesso!
As pessoas que viram, comentaram com os amigos e a notícia de que uma banda nova muito boa tinha sido formada se espalhou. Os meninos estavam fazendo shows frequentemente em festas na casa de pessoas tanto de Little Joanna High quanto do Memory Lane.
Era sábado e eles terminavam de passar o som na casa de uma menina de L.J. chamada Nicole. Era aniversário dela.
"Acho que agora tá tudo certo, né? Seu microfone tá ligado, Dougie?" – Tom perguntou.
"Testando... testando... hum, não." – Ele respondeu.
e estavam sentadas em frente ao palco conversando em uma das mesinhas espalhadas pelo quintal.
"Eles estão indo bem, né?" – falou, olhando o amigo sair correndo buscar algo no carro.
"Estão. Todo mundo gosta deles. É tão bom vê-los felizes, ver o Tom feliz."
"O Tom merece ter uma banda de novo, fazer sucesso, ser um super star! Olha como ele tá feliz! Os olhinhos brilhando!"
Elas olhavam para o palco e riu, acenando para Danny, que pulava pelo palco gargalhando.
"Sabe o que é mais legal? Sua porrada na Laura serviu para ela não te provocar mais..."
"É, mais ou menos, ela não fala merda pra mim, mas sempre que pode se pendura no Danny!" – Ela imitou a voz da rival. – "Spriiiingsteen! Mas uma vez vocês arrasaram! Todo mundo aaama That Girl!" – fechou a cara. – "Me seguro pra não pular no pescoço dela."
"É sis... namorar o Danny Jones do McFLY não é fácil!"
"Tem suas gratificações!" – piscou. – "A gente briga, mas se resolve rápido. E você e o Dougie?"
"O quê que tem?" – deu de ombros, tentando parecer desinteressada.
"É o que eu quero saber: o quê que tem?"
"Nada, somos amigos. Tô brava com ele hoje. Ele disse que me levaria pra conhecer o Zukie [n/a: RIP Zukie.] e não me levou..."
"Você vai conhecer o lagarto dele?" – se espantou. – "E desde quando você se interessa por essas coisas?"
"Ele ficou horas falando deles pra mim ontem, eu fiquei curiosa pra ver um de perto."
"Ah, tá bom então..." – se segurou para não rir. estava mais afim de Dougie do que imaginava. Ou admitia.
"Hey, as duas moças bonitas da segunda mesa! Será que vocês poderiam nos ajudar?" – Harry chamou.
Elas foram pra lá e 15 minutos depois o show começou. Algumas pessoas até já sabiam as letras das músicas mais antigas como Obviously e Room on the Third Floor.
Já no final do show, Tom disse:
"Temos o prazer de estrear aqui uma música que terminamos ontem. Algum comentário, Harry?"
"Aaaah, acho que não!" – O baterista corou.
"Essa se chama Please, Please!"
[Tradução]
"Please Please, Lindsay, Please!
Set the scene I think I'm in love now.
Your eyes are green,
you come from above now.
Easy girl, I think we're alone now.
Let’s get the motion in the ocean
So turn off your phone now."
I want to put my hands on your skin,
Underneath the clothes that you're in.
So kick off your shoes
Let the fun begin
yeah yeah yeah
(Please please please)
C-Come home with me now
(Please please please)
M-Must be a dreamer
(Please please please)
I wanna get with you
Please please Lindsay please
colocou a câmera na beirinha do palco e ela e ficaram cantando e dançando a música nova.
Sun sets the colour of fire
You’re red head you’re taking me higher
I'm not sure whats happening to me
If you were God then I would believe
You love yourself more than you love me
Oh!
(Please please please)
C-Come home with me now
(Please please please)
M-Must be a dreamer
(Please please please)
I wanna get with you
(Please please please)
C-Come home with me now
(Please please please)
Oh, you got me thinking of England
(Please please please)
I wanna get with you
Yeah you know I do
Please please Lindsay please
Please please Lindsay please
Oh, bop bop bop bop
Oh, oooh.
Girl, I'm talking to you now, yeah
Girl, I thought that you knew now (bop bopadop)
Want to run my hands through your hair (hands through your hair)
Your the girl with your underwear (your underwear)
Want to make it out like we dont care, oh yeah"
Umas três músicas depois, eles finalizaram o show.
"Obrigado a todos! Obrigado Nicole por nos chamar, feliz aniversário! Take care, guys! Até a próxima!" – Danny se despediu e eles começaram That Girl.
Depois de desmontarem tudo, ficaram os seis sentados no palco olhando as fotos que tinha tirado. As duas garotas tinham montado um mural no quartinho de ensaio com as fotos dos shows anteriores. Eles já escolhiam as próximas a serem fixadas.
"Eu tô com cara de bobo nessa." – Danny falou.
"Você TEM cara de bobo, dude." – Tom retrucou.
"Cara, você era mais legal quando não tinha senso de humor." – Danny disse, fingindo estar bravo.
"Harry, você ta bonitão nessa." – apontou.
"Valeu, Rafinha!"
"Me passa seu mel, cara!" – Dougie pediu.
"Falando em mel..."
Um grupo de meninas passou por eles e cumprimentaram os quatro, animadas.
"Oi, ele tem namorada e eu tô aqui!" – acenou pra elas, que já estavam de costas e não viram. – "E você, mocinho, deixa eu me apresentar: Prazer, sua namorada! Tudo bom? Pára de olhar pra bunda delas!" – Ela virou o rosto de Danny.
"Han? O que é isso, ? Só tenho olhos pra você!" – Ele deu um sorriso maroto e um beijo na garota, que balançou a cabeça no melhor estilo "já entreguei pra Deus".
"Acho que estamos pops! Mas isso é bom, cansei de ser o nerd! Tava com saudade do sucesso da época do Busted..."
"Não crie expectativas, Tom... você vai ser um nerd pra sempre!" – Dougie brincou e levou um soco no ombro.
"Cara! Essa festa tá miada! A Lindsay chamou a gente pra ir em uma na casa dela, vamos aí?" – Harry olhava em volta. Só desconhecidos.
"Eu vou." – Dougie falou sem muita empolgação.
"Bom, eu gosto muito do meu lindo rostinho e tenho amor à vida. Vou pra casa!" – pulou do palquinho.
"Eu vou também!" – desceu também.
"Eu levo vocês, jovens donzelas!" – Tom colocou o casaco. – "Pego o carro e encontro os dois lá depois, certo?"
"Por mim... e você Danny?" – Dougie quis saber.
"Vou com os três. Minha namorada é meio brava, ciumenta, louca, psicopata... melhor não dar mole!"
olhou dos lados.
"Você trocou de namorada, Dan? Porque a que eu conheço não é nada disso não!"
Ele riu daquele jeito típico e a abraçou, falando baixinho:
"Dorme lá em casa? Meus pais estão viajando..."
"Danny, Danny..." – Ela o olhou pelo canto do olho e cantarolou. – "Você só pensa nisso? Se eu for dormir lá não vai rolar nada! E você sabe disso!"
"Tá, tá... já sei!" – Ele parecia contrariado. – "Mesmo assim, meu travesseiro já tá sem o seu perfume, nem consigo dormir direito mais! Dorme lá?"
"Que coisa gay, Danny! Nem parece você!"
"Você não ia gostar se eu falasse do jeito que mais se parece comigo..."
Ela riu e o beijou.
"Vamos então! Tom, te esperamos lá. Você sabe chegar?" – Harry perguntou tirando a chave do bolso.
"Sei sim..."
Eles se despediram e se separaram. Tom, Danny, e iam a pé, conversando.
"A Lua hoje está sensacional!" – Tom olhava para cima, os outros fizeram o mesmo.
"É verdade!" – concordou.
Ouviram um barulho e uma risada. Como não estava vendo onde pisava, Danny caiu em um buraco na rua. Os outros três se dobravam pra rir e voltou para ajudá-lo a se levantar.
"Cuidado, lindo!"
"Nossa, essa doeu!"
Continuaram andando.
"Se nossa vida fosse um filme que música tocaria agora?" – perguntou.
"Um dos Brazilian Funks do Harry!" – Danny falou animado, fazendo uma coreografia desajeitada.
"Fala sério, Danny!" riu e o puxou.
"Uma música do McFLY!"- Danny tentou de novo.
"Tem que ser de uma banda boa, conhecida! Não essas merdinhas aí!" – provocou e Danny deu um empurrão nela, mas sem medir muito a força e a garota foi arremessada longe.
Ele riu de novo e foi ver se ela estava bem.
"Desculpa, eu esqueci que você não é um menino."
"Opa, valeu!"
"Já sei de uma música pro nosso filme!" – Tom falou e começou a cantar:
[Tradução]
"We get it on most every night
When that moon is big and bright
It’s a supernatural delight
Everybody’s dancing in the moonlight
Everybody here is out of sight
They don’t bark and they don’t bite
They keep things loose they keep it tight
Everybody’s dancing in the moonlight
Todos acompanharam. e Danny saíram correndo e ficaram pulando e girando enquanto cantavam.
Dancing in the moonlight
Everybodys feeling warm and bright
Its such a fine and natural sight
Everybodys dancing in the moonlight
We like our fun and we never fight
You can’t dance and stay uptight
Its a supernatural delight
Everybody was dancing in the moonlight
"É um filme, gente! Se nós só andarmos o público dorme!" – Danny gritou para e Tom.
"É um musical!" – disse enquanto Danny a girava no ar.
Os outros dois entraram na brincadeira e começaram a cantar alto e inventar coreografias.
Dancing in the moonlight
Everybodys feeling warm and bright
Its such a fine and natural sight
Everybodys dancing in the moonlight
We get in on most every night
And when that moon is big and bright
Its a supernatural delight
Everybodys dancing in the moonlight
"Quem acha que vão jogar um sapato na gente, levanta a mão!" – disse rindo.
"Só se for em você e na !" – Tom respondeu, mas com a mão erguida.
"Até tu, Brutus?" – As garotas pararam com as mãos na cintura e Tom precisou fugir delas.
Dancing in the moonlight
Everybodys feeling warm and bright
It’s such a fine and natural sight
Everybodys dancing in the moonlight."
Foram fazendo bagunça até chegarem à frente da casa dos Fletcher e dos . Tom e se despediram do casal, ele entrou na garagem e um pouco depois seguiu para a casa de Lindsay.
"Enfim sós!" – Danny falou, puxando para um beijo.
"Estamos no meio da rua, Danny!"
"É um filme de ação!"
No domingo, estava dormindo quando seu celular tocou.
"Alô?" – Ela atendeu com a voz sonolenta.
"Putz, você tava dormindo?" – Ao contrário dela, a outra pessoa parecia bem acordada...
"Dougie?"
"Oi! Tudo bem?"
Ela olhou para o relógio em cima do criado mudo.
"Dougie! São 7:15h da manhã! O que aconteceu? Onde vocês está?"
"Tô na casa da Lindsay, mas o Harry sumiu com ela e eu estou de carona..."
se virou na cama, apoiando o celular no travesseiro e riu. Quase podia imaginar Dougie sentado de indinho na sala, mexendo no tênis e com o celular na mão.
"Que fim de noite, hein?"
"Horrível!"
"Mas onde está o Tom?"
"Já foi embora. Eu ia junto, mas a Louise apareceu pra encher meu saco..." – Ele tinha uma voz descontente e se sentiu feliz em ouví-la, depois balançou a cabeça pra espantar esse pensamento.
"Puxa!"
"Desculpa te ligar. É que não tem ninguém pra eu conversar aqui, e como o Danny está com a ..."
"Tá me chamando de segunda opção, Poynter? Eu desligo na sua cara e volto a dormir!"
Ele riu.
"Como foi a festa?"
"Ah, o de sempre... Harry bêbado dançando funk, xavecando outra na frente da Lindsay, os dois brigando, o Harry dando uma volta nela e os dois fazendo as pazes só Deus sabe como e onde..."
gargalhou.
"Éééé Harry Judd, senhoras e senhores! E o Tom?"
"Caaaaara, o Tom passou a noite trocando idéia com uma gordinha!"
"Gordinha?"
"É, não sei se você conhece a Kirsten Mason?
"Não sei quem é... do Memory Lane?"
"É..."
"Mas é bom que o Tom conheça alguém, ele também merece uma namorada já que..."
"...já que a e o Danny estão juntos?"
Era o sono! percebeu que tinha dito besteira e resolveu mudar de assunto, mas nem foi necessário. Ouviu umas vozes do outro lado e Dougie disse:
"? O Harry chegou, vou deixar você dormir."
"Se eu conseguir agora, né?" – Ela disse com um fingido mau-humor.
"Eu posso ir até aí dormir com você e..."
"Larga a mão de ser tarado, Dougie!"
"Ah, mas você vai em casa ver o Zukie amanhã?"
"Daqui a pouco, você quer dizer? Vou sim, a gente combina."
"Boa noite, ."
"Boa noite, Poynter."
"?"
"Hum..."
"É... valeu mesmo! Eu teria morrido de tédio!"
"Seria uma grande perda pra humanidade!"
Ele desligou na cara dela.
"Imbecil!" – Os dois disseram juntos de onde estavam.
À tarde (lógico que a manhã foi perdida), acordou se sentindo estranhamente animada. Levantou, tomou banho, demorou bem mais que o normal escolhendo que roupa usaria e saiu do quarto para almoçar.
"Bom dia, mãezinha!" – Ela entrou animada na cozinha e beijou o rosto da mãe.
"Bom dia?" – Mrs. riu.
tambéu riu. Almoçou rápido e correu para a sala, ia ligar para . Foi então que se lembrou que a amiga tinha ido dormir na casa de Danny. Com certeza, ainda estava lá e não era muito inspiradora a idéia de contar que Dougie tinha ligado e que ela ia à casa dos Poynter com Danny podendo ouvir tudo.
Mandou uma mensagem.
"Oi, sis! Como está? Hey, vou à casa do Dougie agora a tarde. Que tal uma Girl’s Night hoje? E amanhã vamos juntas pro colégio. Beijos, !"
Deixou o celular na mesinha de telefone e se deitou no sofá. Ok! Estava sentindo ALGO pelo baixinho esquisito. Iria até conhecer o lagarto dele! As últimas semanas tinham sido bem engraçadas. Eles continuavam brigando como cão e gato, mas no fim sempre trocavam um olhar diferente ou ficavam arrepiados quando se tocavam.
O celular tocou e ela atendeu sem olhar o visor.
"Oi sis!"
"Sis? Que sis? Sou eu!"
"Ah! Oi Dougie!" – Involuntariamente ela sorriu.
"Você vem?"
"Vou, tava esperando um pouco pra não te acordar..."
"Quer que eu vá te buscar?"
"Como? De skate?"
Silêncio.
"Dougie?"
"Tô pensando se desligo na sua cara ou te mando à merda..."
Ela riu.
"Não precisa se incomodar, tô indo já."
"À merda?"
"Quem vai desligar na sua cara sou eu!"
Foi a vez dele rir.
"Até mais então?"
"Até!"
Desligou o telefone, recolocou o all star e gritou para a mãe que estava saindo. A casa de Dougie não era perto, mas dava para ir a pé e ela foi.
Bateu na porta sentindo um frio na barriga, seu celular tocou quase no mesmo momento e ela riu da mensagem.
"Duas palavras pra você: NHÉ MARDITONA! Girl’s Night rola com certeza! Boa sorte aí, rs. Beijos "
Ela ainda estava rindo quando Dougie abriu a porta.
"Qual é a graça?" – Ele estava só de boxers. jurou para si mesma que jamais o chamaria de esquisito. – "Tudo isso é felicidade em me ver?"
"A me mandou uma mensagem. E eu não vim te ver, Poynter. Vim ver o Zukie!"
Ele fez sinal pra a garota entrar. A casa de Dougie era muito bonita e organizada.
"VOCÊ mora aqui?" – estava espantada.
"O que que tem?"
"Essa casa é linda!"
Ele parou e ficou olhando pra ela.
"Caramba, ! Resolveu pegar no meu pé mesmo, hein?"
"Desculpa! Mas é que você não é lá muito organizado!"
"Você vai perceber que eu realmente moro aqui quando entrarmos no meu quarto."
Dito e feito. O cômodo era inteiro forrado de pôsters do Blink e fotos de lagarto. Na escrivaninha se via miniaturas de dinossauros, havia roupas jogadas por todos os lados e o computador exibia o papel de parede de uma mulher pelada, que ele correu para mudar.
"E esse aqui... é o Zukie!"
Perto da janela havia um grande tanque onde um lagartão verde descançava.
"Hey Zukie!" – foi até lá e deu uma batidinha no vidro. – "Ele é tão... exótico! Sabe? Tão diferente de um cachorro, por exemplo, que chega a ser bonito!"
Dougie riu.
"Você está comparando um cachorro e um lagarto?!"
Ela riu também. O garoto abriu uma portinhola lateral no tanque e pegou Zukie.
"Eu comparei os dois porque o cachorro é o animal de estimação das pessoas normais e..." – Mas ela se calou quando viu a cara de Dougie. – "Vou reformular! Cachorro é o animal de estimação mais comum..."
"Também vou ter um cachorro um dia, mas por enquanto fico com meus lagartos... é tão mais fácil! Passa a mão nele, !"
"Hum... acho que não!"
"Assim você o ofende! Ele tava tão ansioso pela sua visita!"
Ela riu e, com um pouco de medo, passou os dedos nas costas do lagarto que repousava no ombro de Dougie. O garoto sorriu.
"Tá melhor que eu, amigão! Ela nunca fez carinho em mim!" – Ele disse para Zukie.
"Idiota!" – deu um tapa no outro braço de Dougie e riu.
"Não disse? Eu só apanho!"
"Você faz por merecer Poynter, mas você é legal, Zukie!"
"Quer segurá-lo?" – Ele perguntou animado tirando o bichinho do ombro.
"Aaaah não! Melhor não! Fica pra próxima!"
"Vai ter próxima? Promete?"
A troca de olhares dos dois foi tão intensa que por um momento tudo foi esquecido: o beijo desastroso, as brigas, Louise... Dougie deu um passo na direção de .
Eles nem perceberam que um celular tocava. então acordou do transe. Olhou em volta e viu que era o seu que fazia barulho. Ainda atordoada atendeu, sem nem olhar no visor quem era.
"A-Alô?"
", lindona! Tá em casa?"
"Hum... não... quem é?" – Ela ainda tinha a vista meio turva e tudo. Percebeu que Dougie também tinha voltado ao normal, chacoalhou a cabeça e voltou Zukie no tanque.
"Como quem é? Seu Judd favorito!"
"Ah! Oi Harry! Fala gatão!"
"Cadê o Tom?"
"Como assim, cadê o Tom? Não tá na casa dele?"
"Tô ligando lá e ninguém atende, aí como você é vizinha, né?"
"Mas eu não sei dele não, não vi ele hoje!"
"Ah, então tá bom! Nos vemos no colégio amanhã?"
"Com certeza, Mr. Judd! E você vai me contar de ontem!"
"Só o que não for proibido para menores!"
"Meeeu Deus!" – riu. Olhou em volta e viu que Dougie ainda olhava Zukie através do vidro, ou melhor, mirava o vidro, mas pelo jeito não o via. – "Só você, Harry!"
"Beijos, linda!"
"Beijos!"
Ela desligou e o silêncio pairou pesado no ar.
"Hum... Dougie? Acho que vou indo..."
"Não! Fica mais! A gente pode jogar video-game, se você quiser..."
Ela até queria, mas não tinha certeza se aguentaria outra interrupção...
"Ta ficando tarde, eu já vou. Tchau, Zukie, prazer!"
Os dois desceram lado a lado as escadas e na despedida, deu um beijo demorado na bochecha do garoto.
"Agora eu sei porque o baixinho estranho gosta tanto de lagartos! De alguma forma, eles são fascinantes!"
"Welcome to my world!"
Os dois acenaram e ela foi para casa.
tinha razão quando disse, no dia que conheceram os garotos: "...os tempos são outros! Ele mudou, você mudou..."
E nem sempre mudanças são ruins!
[n/a: Coloquem para carregar: You Give Something
Já era terça-feira e Biologia era a única aula que reunia os seis na mesma sala. Já havia se passado dois dias desde o domingo que conhecera Zukie, e tirando a zuação sobre agora ela também ser uma baixinha estranha que gostava de lagartos, parecia que nada tinha acontecido. Dougie e a garota continuavam com as heróicas e mesopotâmicas discussões pelas coisas mais ridículas que conseguiam arranjar para brigar.
e Danny eram um casal muito inconstante também. Estavam bem, se amavam, passavam horas ao telefone rindo, Danny lançava sorrisos para todas as meninas do colégio no intervalo, se aborrecia, gritava, Danny gritava, os dois se xingavam, iam cada um para um canto, não conseguiam dormir, se ligavam, faziam as pazes, estavam bem, se amavam.... era meio cíclico!
No momento eles estavam na fase boa.
"Então, pessoal! Os grupos das bancadas serão os grupos para o relatório e eu quero tudo em cima da minha mesa na próxima aula!"
e olharam para a própria mesa de estudos. Dividiam-na com Danny e Dougie que abriram sorrisos enormes. Fato que elas fariam tudo sozinhas. Tom e Harry estavam com mais uma menina e um menino. A garota, aliás, mal podia acreditar que Judd estava falando com ela. Coitada!
"Hoje à tarde lá em casa, umas 14:30h?" – perguntou, arrumando seu material.
Todos concordaram.
"Ah, Dougie! Se você quiser ser massacrado, vai lá mais cedo e a gente joga ‘Intense Surfing For Pros’"
"Isso é um desafio, ?"
Ela ergueu a sobrancelha.
"Estarei lá às 13h!"
"Vou esperar ansiosamente!"
Os seis se reuniram e foram embora.
olhou para e sorriu. Sabia exatamente qual era sua missão hoje à tarde.
Dougie chegou pontualmente à casa dos , com o skate debaixo do braço e sorriu desafiador para quando esta abriu a porta...
"Vamos ver então do que a chatinha é capaz!"
"Nem vou responder, Poynter. Pra não te humilhar. Vou deixar pra fazer isso depois da primeira rodada!"
tinha descido o video-game do seu quarto para a sala e já o tinha instalado. Uma música praiana saia do jogo. Era um campeonato de surf. Os dois pegaram os controles.
"Não era esse que eu jogava na casa do Harry!"
"Aaaaaah, Dougie! Não vem com esse papinho..."
"Caracas, é sério! Me ensina os comandos desse!"
Eles passaram um tempo treinando antes de começarem definitivamente, Dougie estava mesmo querendo vencer nesse jogo.
O carro de Danny estava parado na frente da casa dos . Ele tinha ido almoçar lá com e agora estavam deitados no sofá, procurando algo interessante na TV.
"Sua mãe gosta de mim, né?" – O garoto perguntou, ainda apertando o botão dos canais no controle remoto.
ergueu a cabeça para olhá-lo e sorriu.
"Claro que gosta! Ela disse até que quer te ouvir cantando, porque eu contei que sua voz é perfeita!"
Ele beijou a testa da namorada.
"Mas ela gosta mais do Tom..."
"Ela conhece o Tom há dez anos e você há um mês, Dan..."
"Então ela gosta mais! Ela prefere ele!"
apoiou de novo a cabeça no peito do garoto, não queria ter que discutir esse assunto, não seria a primeira vez. Ficaram uns minutos em silêncio, ainda mudando de canal.
"Você sabe que a opinião que manda é a minha, não sabe? E que eu não tô deitada no colo do Tom agora, nem pensando nele, meu coração não dispara quando o Tom tá perto, eu não tenho vontade de passar o resto da minha vida com o Tom..."
Não conseguiu terminar. Danny se virou e a beijou. Um dos melhores beijos que ele já tinha dado nela.
"Ainda temos tempo para dormir um pouquinho antes de irmos para a , quer subir?" – se levantou e puxou Danny pela mão.
"Só dormir?" – Ele lhe lançou um olhar maroto.
Ela riu.
"Você não vale uma pipoca, Daniel Jones!"
A simples ideia de ficar deitada, abraçada com Danny por si só já era boa, mas na verdade, era parte de um plano. Se demorassem o máximo para irem fazer o trabalho, deixariam e Dougie sozinhos por um bom tempo. Era disso que aqueles dois precisavam para se resolver.
"Quem é o melhor?" – Dougie estava de pé no sofá com os braços levantados e bufava sentada ao lado dele. – "Fala, ! Quem é o melhor?"
"Não vou falar nada, meu controle que tava uma merda!"
"Não começa não! Nós dois sabemos que eu ganhei porque sou melhor que você!"
A garota jogou uma almofada que acertou com força o rosto dele.
"Chorou, parou ! Sem chorar!"
Começaram uma guerra de almofadas que não durou muito porque a mãe de veio ver o motivo de tanta algazarra. A primeira impressão dela sobre Dougie não poderia ter sido pior. Ele estava em cima do sofá batendo duas almofadas em sua filha. Mrs. saiu resmungando:
"Maloqueiro!"
Ele se sentou e veio rindo se sentar ao lado dele.
"Minha mãe já gostou de você!"
"Percebi mesmo, eu sempre me dou bem com as mães!"
Os dois riram.
"Onde você aprendeu a surfar?" – Ele perguntou apoiando a cabeça no encosto do sofá. Os dois estavam muito próximos.
"Como onde? Aqui em casa! O Tom não gosta desse jogo, nem a ."
"Não, tonta! (levou outra almofadada) Tô perguntando surfar de verdade! A disse que você sabia..."
"Ah, aprendi um pouco quando eu e ela fomos a California, há uns dois anos. O pai dela mora lá e..."
"O pai da ?"
"É... ele é empresário e mora lá, aí a gente foi. Melhores férias da minha vida! Mas e você?"
"California também... aquele lugar é o paraíso! Mas eu ainda vou surfar na Austrália e no Havaí!"
"Que demais! Eu também queria muito. A Austrália é o primeiro lugar fora da Inglaterra que eu queria morar, com certeza!"
Ele sorriu.
"E nós poderemos pegar ondas juntos! Não, esquece, você é muito ruim!"
deu uma nova almofadada nele e os dois iam iniciar uma segunda guerrinha quando a campainha tocou. Correu para abrir a porta.
"Já não era sem tempo! 15:20h já!"
"Desculpa! A gente acabou dormindo e perdendo a hora..." – disse, mas a cara de sono de Danny fazia a justificativa óbvia.
"Entrem, entrem!" – deu espaço para eles passarem e Dougie surgiu no sofá.
"Oi gente!"
"Você já tá aí, dude? Beleza?" – Dougie e Danny se cumprimentaram.
"Vou lá em cima buscar as minhas coisas, uns livros, o laptop, aguenta aí!" – correu escada acima e voltou um pouco depois carregada de papéis, enciclopédias, etc...
"Bom, vamos lá! Cara, odeio Biologia!"
"Eu gosto..." – disse, abrindo seu fichário.
"Eu também!" – Disse Dougie. Como era de se esperar ele e Danny estavam apenas fazendo figuração.
Uma hora depois, Danny estava deitado no colo de , assistindo MTV; Dougie brincava no quintal com uma lagartixa e as meninas ainda liam algo sobre o relatório.
"Adoro esse clipe!" – Danny se sentou animado e aumentou o som. Era Hot, da Avril Lavigne.
"Você já me disse uma vez, lindo. Mas abaixa esse volume que eu e a estamos concentradas..."
"Essa roupa é sensacional!"
Dougie voltou correndo para a sala.
"Uuuuuh! A Avril tá gostosa!"
"Ah, Dougie! Me poupe desses seus comentários..." – resmungou, impaciente.
"Posso ser homem? Obrigado!" – Ele jogou uma bolinha de papel nela.
"Pode! Mas não precisa ser tarado!" – Ela revidou.
"Qual vai ser a graça de ser homem então?"
"Danny, vem! Vamos fazer pipoca!" – se levantou e segurou a mão de Danny. Ou esses dois ficavam hoje ou ela não se chamava !
"Ah, vai lá... é meu clipe!"
fez cara de pidona.
"Daaaaan..."
Ele se levantou do sofá e a abraçou por trás.
"Apelou, hein? Chamar de Dan e fazer essa carinha..."
viu os dois saindo e se virou para pedir a ajuda de Dougie, que ligava o videogame.
[Tradução]
"You want to stay with me in the morning
You only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten in too deep,
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.
"Relatório que é bom nada, né?"
"Odeio gente nerd! Não, do Tom eu gosto. Não gosto de nerd chato! Você tá, tipo, Hermione..."
"Ok, Dougie, ok! Quando você for olhar sua nota e ela for muito alta, lembra da nerd chata que fez um dos seus trabalhos..."
"Minha nota em Biologia já é alta! Acredite ou não..."
"Então você vai ficar sem o relatório! Não vai interferir na sua master nota mesmo..." – começou a apagar o nome de Dougie do cabeçalho.
"Ah, ! Não faz isso! Que criancice, essa coisa nem é pra amanhã!"
Ela não respondeu e continuou apagando.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
"Toma aqui, joga comigo. Uma só! E depois eu prometo que te ajudo!" – Dougie falou com uma vozinha tão bonitinha que não soube dizer não. Se sentou no sofá e pegou o controle da mão dele.
"Você conheceu Los Angeles?" – perguntou, enquanto jogavam de novo o jogo de surf.
"Com certeza! Quase me amarrei num coqueiro pra não ir embora de lá!"
A garota riu e ele prosseguiu.
"O clima lá é maravilhoso, as ondas são incríveis, as garotas são as mais lindas e..."
"Que falta de tato dizer isso pra mim, hein?"
You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what they mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might be a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.
Ele a olhou e ela sustentou o olhar. Pediu encarecidamente que Harry, dessa vez, não ligasse perguntando do Tom ou que Danny não entrasse na sala jogando pipoca nos dois.
"Não existe nenhuma garota em L.A. mais bonita que você, !" – Dougie falou, olhando-a meio hipnotizado. Chegou mais perto e encostou a cabeça no sofá. – "Você não vai me xingar e me bater dessa vez, vai?"
Ela abriu um sorriso maroto.
"É um risco que você tem que correr, Poynter!"
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart
Ele também sorriu e colocou as mãos em seu rosto, aproximando os lábios dos dois. colocou seus braços em volta do pescoço do garoto e ele a puxou mais para perto pela cintura. Ela pensou que, se da outra vez não estivesse bêbada e puta com Dougie, teria aproveitado bem mais. Cada um sentia que os dois tinham esperado muito tempo por aquele momento.
tinha parado de ouvir as vozes dos amigos e isso era um bom sinal. O problema é que ela já tinha feito todas as pipocas que tinha encontrado e Danny-desligado-Jones ia feliz para a sala com o balde nas mãos.
"Ei, ei, ei!" – Ela o chamou baixinho. "Volta aqui!"
"Por que você está sussurrando?" – Os dois estavam no corredor. Ele não deu bola e continuou indo pra sala. Quando viu e Dougie parou e fez menção de dizer alguma coisa, mas tampou sua boca com a mão.
"Shiiiiii! Não atrapalha, não atrapalha! Vamos voltar para a cozinha!"
Eles foram sem fazer barulho e, quando chegaram lá, Danny colocou o pote de pipoca em cima da mesa.
"Dougie marditão! Finalmente conseguiu!"
"Ele queria ficar com ela há muito tempo?"
"Desde a sétima série é muito tempo?"
"Nããão?!" – disse incrédula. – "Que belezinha!"
"Uhum..." – Danny foi se aproximando dela. – "Sabe que aqueles dois me deram uma ideia?"
olhou para ele, sorrindo.
"Ah, sério?"
Ele balançou a cabeça. Chegou bem perto da garota e a prendeu entre seus braços, colocando as duas mãos na mesa. fechou os olhos e sentiu o perfume de Danny. Gostava tanto do cheiro dele!
"Olha a pipocaaaaa!" – ouviu Danny gritando e sentiu uma chuva de pipoca caindo sobre ela. Abriu os olhos furiosa e também encheu a mão para jogar no namorado.
"Vou te matar, Jones!" – Disse, atirando as pipocas com força.
Ele gargalhou e uma pipoca entrou na boca dele, que engasgou e riu ainda mais.
"Você tava com uma cara tão linda! Quase não tive coragem!" – falou, abraçando-o.
e Dougie ouviram uma gritaria na cozinha e foram ver o que tava acontecendo. Quando entraram, Danny estava em cima de e esta, por sua vez, ria deitada no chão da cozinha.
"Que putaria é essa aqui?" – Dougie disse, rindo.
"Não é putaria, é guerra de pipoca! Só o mais forte sobrevive! E a , coitada..." – Danny saiu de cima dela e a ajudou a se levantar. Quando os dois já estavam de pé, ele atirou as pipocas que ainda tinha na mão na namorada.
"Parou Danny! Bandeirinha branca, você venceu!"
se virou risonha para e Dougie. A amiga retribuiu o sorriso. Era evidente que os dois estavam muuuito felizes. Danny deu voz a seus pensamentos:
"E vocês dois não precisam fingir que se odeiam! A gente sabe o que aconteceu lá na sala... marditão!" – Ele deu um tapinha no braço de Dougie, que riu tímido e abraçou por trás.
"Ela não resistiu ao meu estilo ‘garoto-surfista-desencanado-de-tudo’..."
se virou para olhá-lo, por mais incrível que parecesse, era verdade! Mas é lógico que ela não admitiria assim fácil...
"É Dougie! Isso aí mesmo..." – Ela disse irônica, rolando os olhos.
"Precisamos arranjar alguém pro Tom agora, ele é o único encalhado..." – Danny falou e fez sinal para os quatro voltarem para a sala.
"Não fala assim dele! E o que o Harry tem com a Lindsay não pode ser chamado de... nada! No máximo de ‘enrolação’, ‘passatempo’..." – falou, olhando feio para o namorado.
"Peraí, quem disse que eu e a temos alguma coisa?"
"É, não casa a gente antes do tempo não..."
Danny olhou para os dois, ainda negando o que tinham.
"Cansei de vocês dois, vocês se merecem!" – Falou, jogando pipoca no casal. Uma nova guerrinha se iniciou na cozinha.
Por volta das 21h, graças à paciência de e , terminaram o relatório.
No outro dia, ainda era estranho para pensar que “estava” com Dougie. Estava indo para a escola com a mãe, mas não ouvia direito o que ela falava sobre o noticiário da manhã.
Saiu apressada do carro e correu para o colégio. Queria vê-lo.
Dougie estava de costas conversando com duas garotas. Elas não davam mais paz para os quatro.
“Suas groupies!” – resmungou baixinho.
Dougie se virou e a viu. Se despediu das duas e andou em sua direção.
“Bom dia!”
Ela também sorriu. Teve uma vontade descontrolada de abraçá-lo, mas apenas segurou as alças da mochila e deu um beijo em seu rosto.
“Bom dia!”
“Acho que a gente não tem muitas aulas juntos hoje, né? É uma pena...” – Ele parecia ainda mais tímido que o normal.
“É...mas, mas...se você quiser a gente pode se ver a tarde...”
“Seria ótimo! Quer ir lá em casa ver o Zukie de novo? Leva o Intense Surfing também...”
“Pode ser...e dessa vez eu vou ganhar de você!”
“Bom, vai ter que se esforçar pra isso! Não é porque a gente está...está...é...eu não vou te dar mole não, hein?”
Ela riu e ouviu o sinal tocando.
“Você viu a , os meninos?”
“A não chegou ainda, o Danny e o Tom estão ali e o Harry não vem hoje, foi viajar...”
“Viajar? Em plena quarta?”
“Esse é o Harry...”
À tarde, foi para a casa dos Poynter.
Passou antes na casa do Tom para contar para ele. O amigo riu e disse a célebre frase: “Vocês dois? Tava demorando até...”
Ela se sentia tão feliz, como não se sentia em muito tempo!
“Oi! É aqui que mora um lagarto super sexy chamado Zukie?”
“É, mas ouvi dizer que o dono dele é mais sexy ainda!”
riu e olhou para o garoto parado na porta que sorria de volta. Estava lindo!
“E aí? Você vai trazer ele aqui, vai me deixar entrar ou o quê?”
Ele balançou a cabeça.
“Não, entra! Desculpa...”
Eles subiram para o quarto do garoto e já foi ligando o videogame. Sentou na cama e viu uma folha de papel escrita na mesa de cabeceira, seu nome no alto da página.
“Dougie, o que é...”
Mas ele correu e pegou a folha.
“Não é nada!”
“Dougie, tinha meu nome!”
“É minha lista de peguetes, dá licença!”
Ela o olhou furiosa.
“É uma música pra você, tá satisfeita? Mas você não pode ler antes de ficar pronta!”
“Uma música? Pra mim?” – andou na direção de Dougie, aquilo era tão... inesperado!
“É... comecei ontem... só tem o refrão. Mas sai, você não vai ver!” – Ele rasgou o papel e jogou no cesto de lixo.
“Dougie!”
“Você é curiosa demais! Ia acabar roubando de mim... eu tenho ela aqui, oh!” – Ele apontou para a cabeça.
não resistiu, aquilo era fofo demais. Ainda mais vindo de quem vinha. Puxou as mãos do garoto e colocou-as em sua cintura, abraçando-o depois.
“Eu ainda não escutei a música, mas com certeza vai ser a minha favorita do McFLY!”
“Não é nada meloso, nem nada...”
“Eu ficaria desapontada se fosse...”
Os dois riram e se beijaram.
“Não Dougie, eu ganhei cinco! Não vem que não tem!”
“Foram quatro, aquela última eu ganhei bem no finalzinho...”
“Mas eu não tô contando essa...”
e Dougie estavam deitados na cama do garoto discutindo (pra variar) e ouvindo música. Dougie olhou o relógio e se levantou.
“Que foi? Que horas são?” – se levantou também e perguntou.
“Quinze pras quatro, vou comprar pizza. Você fica aí?”
“Pizza? Que pizza?”
“Tô com fome...”
“Você é magro de ruim, Dougie!”
“Naaah, eu gasto muita energia...”
“Prefiro que você não compartilhe comigo como você gasta energia, se não é com nenhum esporte...”
Ele riu e beijou a testa da garota.
“Fica aí, já volto. O Zukie cuida de você!”
“Melhor que você, aposto!”
“Palhaça!”
se virou e sorriu para Dougie que colocava a carteira no bolso e saia. Aquilo tudo era muito irreal!
Ainda na quarta, estava na casa de Tom conversando com Carrie quando seu celular tocou.
“Rapidinho!” – ela disse e saiu para atender. Era Danny. – “Oi, lindo!”
“Oi! Tudo bom?”
“Tudo sim e você?”
“Ótimo! Hey, tô na porta da sua casa, cadê você?”
Ela riu.
“Na casa do Tom...vem pra cá!”
“Putz! Tô meio atrasado agora, posso te ver hoje a noite? Tenho que te pedir uma coisa...”
“Ixi! Pede agora!”
“Não, tem que ser pessoalmente... Enfim, fala pro Tom que eu passo aí hoje pra gente finalizar a música?”
“Eu falo... Tá atarefado hoje, hein?”
Ele deu aquela risada alta e característica.
“Até a noite, linda!”
“Até!”
já estava quase dormindo quando a campainha tocou, ela levantou da cama e olhou as horas: 0h45h.
Saiu do quarto e encontrou sua mãe no corredor.
“Pode deixar, mãe. Deve ser o Danny...”
“Isso é hora?” – Mrs. voltou para o quarto resmungando.
“Dan? O que foi?” – estava preocupada. – “Te esperei até agora pouco, mas tava com muito sono!”
“Desculpa linda! Não vi a hora passar na casa do Tom. Posso entrar?”
“Claro, claro! Vem, vamos subir... tá frio aqui na sala!”
Eles subiram e deitaram na cama de .
“Difícil vai ser eu sair daqui depois...” – Danny a abraçou e deu um beijo na bochecha dela.
“Você não precisa ir!”
“O convite é tentador demais pra ser recusado!”
Ele tirou o tênis e puxou o edredom sobre os dois.
“E aí? Agora eu vou descobrir o que de tão importante você tinha pra me dizer?” – acariciou o rosto do garoto.
“Você já se deu conta que não conhece minha família?”
Ela riu.
“Eu almoço com a sua mãe, a gente fica junto na loja quando ela está lá e você nem conhece a minha!”
“É verdade...”
“Então...seus problemas acabaram! Amanhã é aniversário da Mamãe Jones e você vai jantar conosco!”
arregalou os olhos.
“Quê?”
“Meu pai e minha irmã não estão aí, pra variar. Eu não queria que fossemos só nós dois. Além do mais, vocês vão se dar bem! Ela já te adora!”
“Me adora?”
“Ah, eu mostrei pra ela aquela foto que tiramos no parque. Ela disse que você é linda! E achou demais você querer ser fotógrafa...” – Ele a beijou delicadamente. – “Você vai, né?”
“Claro lindo! Quero muito conhecer sua mãe!”
“Que bom, que bom! Te pego aqui às 20h, pode ser?”
“Pode, pode sim...” – bocejou. – “Tá me dando sono...”
Ele encostou a cabeça no pescoço dela e a abraçou forte. Danny tinha um cheiro muito bom. Um cheiro que continuava no travesseiro mesmo quando ele já tinha ido embora.
“Dan?”
“Hum...”
“Nunca mais fomos ao parque, nunca mais subimos em um telhado, você nunca mais cantou músicas bonitinhas pra mim... até Laura tem uma música e eu não... você me diria se não gostasse mais de mim, não é?”
Ele levantou a cabeça sério.
“Eu não te disse?”
Ela o olhou em dúvida.
“Disse o quê?”
Pronto, já era!
“Escrevi Obviously pra você, no começo, quando achei que você estava com o Tom.”
“Tá brincando?!”
“Não, não tô... e não me pergunte a mesma coisa que o Dougie! Eu simplesmente achei que ‘Cause he’s 17, he’s in McFLY and he’d kill me’ não ficaria muito bom...”
riu e deu um beijo nele.
“Se você soubesse que eu já era sua quando caiu em cima das malas do Tom no aeroporto...”
Danny abriu o sorriso mais bonito que ela já tinha visto.
“E você vem me perguntar se eu gosto menos de você! Que absurdo, ! Eu sei lá porque a gente não faz mais coisas assim... Se você quiser a gente sobe no seu telhado... agora!”
“Não, não precisa Danny!” – Ela estava rindo do desespero dele.
“Acho que eu não sou muito romântico... quer dizer, eu posso ser quando eu quero, mas é mais um esforço do que algo espontâneo...”
“Eu entendo... E você não precisa forçar nada, tá? Gosto do seu jeito largado, mas às vezes fico com saudades do Danny bonitinho!”
“Vou trazer ele pra te visitar mais vezes, pode ser?”
Ela fez que sim e o garoto voltou a colocar a cabeça no pescoço dela.
“Dan?”
“Oi.”
“Obviously é mais fofa que That Girl!”
Ele riu e a beijou no pescoço.
“Foi feito para uma musa inspiradora melhor...”
“Lindo!”
Ele o abraçou forte e os dois finalmente caíram no sono.
[n/a: Coloquem para carregar: The pieces don’t fit anymore]
e estavam sentadas no sofá do quarto dos fundos na casa dos Fletcher. Provavelmente seria um dos últimos ensaios que elas conseguiriam assistir. No fim de outubro, começo de novembro, se iniciariam os Jogos de Inverno e estaria ocupada no jornal e com a famosa peça de encerramento dos jogos, que também abria o período de feriado de fim de ano.
Tom, apesar de fazer parte da equipe de teatro, não precisaria de muita dedicação dentro da escola, pois era responsável pela composição das músicas. Algo que podia fazer em casa, entre um ensaio e outro.
As duas discutiam que roupa deveria usar no jantar de hoje.
“Mas aquela saia é linda, ! E não é curta...”
“Eu sei, só que a blusa que combina com ela tá lavando. E tá frio...”
“Coloca meia calça por baixo!”
“Ah, me empresta seu suéter preto? Acho que aí ficaria legal...”
Os meninos não estavam prestando muita atenção nelas e, pelo jeito, Dougie tinha contado uma piada engraçada porque os quatro riam como hienas.
Harry recuperou o fôlego e falou:
“Hey, não temos shows sábado, temos? O que vocês acham de irmos ao Wonderland? A última vez que fomos lá foi no Beatles Cover... mil anos atrás!”
“É uma ótima ideia!” – se animou.
“Tô com saudade do Mad Dog já...” – soltou, fazendo os outros rirem.
“Combinado então!” – Tom recolocou a alça da guitarra no ombro. – “Please, please agora?”
E voltaram a ensaiar.
estava ficando um pouco nervosa já. Faltavam 15 minutos para Danny passar em sua casa e ela terminava de se arrumar. Tinha comprado um presente para a mãe dele também, um colar bem bonito e esperava muito que ela gostasse.
Saiu do quarto e foi esperar na sala. Mrs. assistia TV ali e riu do nervoso da filha.
“Calma, meu amor! Vai dar tudo certo!”
Ouviram uma buzina e saiu apressada.
Danny a esperava encostado na porta do carro e sorriu ao vê-la.
“Como você está linda!”
Ele também estava. Usava uma jaqueta preta de couro e calça jeans. Mas faltava alguém ali. Como se tivesse lido seus pensamentos, Danny disse rindo:
“Minha mãe já foi. Está nos esperando lá.”
Entraram no carro e partiram.
Ao entrarem no restaurante, Danny a direcionou para a mesa reservada. Uma mulher loira estava sentada ali, era um pouco mais baixa que e, na verdade, não se parecia muito com Danny.
“Mãe, essa é a . , minha mãe. Pode chamá-la de Kathy.”
“Prazer, Mrs. Jones!” – As duas se cumprimentaram com um beijinho no rosto.
“Prazer, meu anjo! Danny fala muito de você. Mal podia esperar para conhecê-la!”
“Ah!” – sorriu tímida. – “É... Feliz Aniversário! Eu... eu trouxe algo para a senhora!” – E lhe entregou a caixinha de presente.
“Ah, não precisava! Muito obrigada!”
Kathy deu um sorriso de aprovação para Danny que sorriu de volta com uma cara de “eu disse que ela era tudo isso!”.
Os dois se sentaram e eles começaram a olhar o cardápio.
Mrs. Jones era muito agradável, descobriu rápido de onde o namorado herdara o bom humor e a risada escandalosa. Ela agora contava para a nora as peripécias de Danny quando ele era pequeno.
“Tá bom, mãe... chega!” – Ele disse tomando um gole de suco. – “Antes que a saia daqui correndo...”
“Ah, eu jamais faria isso! Gosto muito mais de você agora que sei do seu sonho de ser motorista de carro da polícia!” – Ela disse rindo, beijando o rosto dele.
Mas como tudo o que é bom dura pouco, avistou a última pessoa que queria ver na sua noite. Na sua vida, pra falar a verdade. Laura também tinha visto os três e se encaminhava sorrindo para a mesa.
“Danny!” – Ela gritou quando ainda estava longe.
fechou os olhos. Só podia ser um pesadelo.
Ela veio com os braços abertos e deu um abraço apertado nele.
“Quanto tempo, lindo!” – Ela se virou para Mrs. Jones. – “Sua mãe, Dan? ( quis esganá-la quando chamou Danny assim.) Prazer, eu sou Laura!”
“Oi, prazer querida! Sente-se conosco! Está esperando alguém?”
“Na verdade, estou. Mas, se não se incomodam, eu posso me sentar aqui enquanto minhas amigas não chegam?”
Ela olhou diretamente para , sorrindo do jeito mais cínico possível.
“Claro que não! Estamos comemorando meu aniversário!”
“Ah, meus parabéns Mrs. Jones! Muitas felicidades. Que bom que posso comemorar com vocês. Gosto tanto do Danny aqui!”
Ela abraçou Danny, que olhou para baixo.
“Ah, meu filho é um encanto mesmo.” – Kathy disse, rindo. – “Vocês se conhecem da escola?”
“Na verdade, da escola antiga de Danny. Eu estudo em Memory Lane High. Ele faz uma falta lá...”
queria muito fugir dali, pensou em dizer que iria ao banheiro e só voltar quando Laura se fosse, mas se com ela ali, a garota já estava quase sentada no colo de seu namorado, imagine se ela saísse! Resolveu que ficaria defendendo “seu território”. Colocou as mãos na perna de Danny e se inclinou deitando em seu ombro.
Mrs. Jones se virou para olhá-los.
“Vocês formam um casal lindo! Não é, Laura?”
“Uhum...” – A garota loira respondeu a contragosto.
Foi a vez de se virar para encará-la com um sorriso vitorioso no rosto.
“Laurinha sempre apoiou nosso namoro, Mrs.Jones! É uma amiga e tanto!”
As duas se fuzilavam com os olhos. Danny coçou a cabeça, a situação estava ficando preocupante.
Laura se virou e viu as amigas entrando no restaurante.
“Bom, pessoal! O papo foi ótimo. Foi um prazer conhecê-la, Mrs. Jones! Mas eu já vou, minhas amigas chegaram.”
“Ah, que pena! Apareça, querida. Adorei conhecê-la também!” – Kathy se levantou e a abraçou.
“Feliz Aniversário...”
“Muito obrigada!”
Laura deu um beijo demorado no rosto de Danny e saiu sem nem olhar para .
“Que garota doce! Ah, Danny, vai lá! Convida ela e as amigas para se sentarem conosco!
Ah não! Só o que faltava era Laura, Louise, Julia e o resto das cheers leaders de Memory Lane High sentadas ali.
“Hum, tá!”
O QUÊ? Danny ia lá? Por quê? Por que não dizia a sua mãe a verdade agora que a garota tinha ido embora? se enfureceu. Precisaria conversar sério com Danny quando estivessem sozinhos. Às vezes achava que ele gostava desse assédio, de ver as duas brigando por ele.
“Ela, ela disse que não quer incomodar. E as amigas estão meio tímidas também.”
“Poxa, que pena!”
Nessa hora, o garçom finalmente chegou trazendo os pratos e eles ficaram um tempo calados, enquanto comiam.
“Danny me mostrou alguma das suas fotografias, . É um trabalho muito bom!”
“Ah, obrigada Mrs. Jones! Eu faço isso desde pequenininha, minha mãe é fotógrafa também. Eu cresci indo a estúdios com ela, ouvindo os termos técnicos... Acho que nem que eu quisesse conseguiria fazer outra coisa...”
Danny tentava passar os braços pelas costas de e ela se desvencilhava. Estava muito brava. Quando a mesma cena se repetiu pela terceira vez, ele desistiu.
Comeram a sobremesa, pediram a conta e se despediu da sogra.
“Foi uma noite maravilhosa! Obrigada pela presença e pelo presente, filha!”
“Imagina, Mrs. Jones! O prazer foi todo meu!”
“Vou levar a e vou pra casa, mãe!”
“Tudo bem, meu amor. Até mais.”
Assim que ele e entraram no carro, a garota fechou a cara. Danny também não disse nada até chegarem à porta da casa dos .
[Tradução]
“I've been twisting and turning,
In a space that's too small.
I've been drawing the line and watching it fall,
You've been closing me in, closing the space in my heart.
Watching us fading and watching it all fall apart.
saiu e bateu a porta sem falar com ele, que saiu do carro e correu para alcançá-la.
“Hey, a gente pode conversar? O que você tem?”
“O que eu tenho? O que eu tenho?” – A voz da garota estava histérica.
“A culpa é minha se a Laura apareceu por lá? Você acha que eu que chamei ela pro aniversário da minha mãe?”
Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.
“Você não disse nada, você nunca diz! Sempre deixa ela me humilhar! Deve ser divertido de assistir, né? Duas garotas te disputando, mas sou sempre eu que engulo o sapo.” – estava gritando, ainda que Danny estivesse há poucos centímetros dela. – “Você devia ter contado pra sua mãe que Laura é uma fingida!”
“Quem foi que disse que ela era nossa amiga, que apoiava nosso namoro?”
“Eu precisava me defender, quebrar as pernas dela de algum jeito, já que você não fez nada! E ainda foi chamar ela de volta, ela e todas as cheer leaders do Memory Lane! Tom jamais deixaria uma coisa assim acontecer. Ele me defenderia, diria a verdade pra mãe dele!”
Well you pulled me under,
I had to give in.
Such a beautiful myth,
Thats breaking my skin.
Well I'll hide all the bruises,
I'll hide all the damage thats done.
But I show how Im feeling until all the feeling has gone.
Mas quando disse a última palavra, se arrependeu até a alma de ter dito. Tocara na ferida de Danny. Ele balançou a cabeça e foi se distanciando da garota.
“Ah, então é isso! Todo esse papo é sobre eu não ser o Tom? Por que não disse antes? Teríamos economizado bastante saliva... e tempo! Desculpa se eu não sou o Tom-perfeito, o Tom-que-faria-qualquer-coisa-por-você. Aliás, por que você está comigo, ? Você acha que eu gosto de ouvir que você vai se casar com um dos meus melhores amigos? Que eu gosto de viver me perguntando se estou te agradando ou se você ainda pensa nele como uma possibilidade? Quer saber? Eu desisto! Vou te deixar livre pra ficar com quem te merece... Faça o que você quiser daqui pra frente!”
Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.
Ele se virou e foi indo em direção ao carro.
“Danny...”
“Não, , sério... cansei!”
Estava abrindo a porta do carro quando se virou para encará-la. Estava com lágrimas nos olhos, assim como .
“Só pra sua informação, eu fui dizer pra Laura me deixar em paz e te deixar em paz aquela hora que eu saí. Jamais chamaria aquelas ridículas para se sentarem com a gente. Mas acho que agora não faz mais diferença...”
Ooh don't missunderstand,
How I feel.
Cause I've tried, yes I've tried.
But still I don't know why, no I don't know why.
I don't know why
Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.
Ele bateu a porta e foi embora rápido, deixando chorando na porta de casa. Ao contrário do que ele tinha dito, aquilo fazia toda a diferença...
não tinha dormido aquela noite, tentou ligar para Danny centenas de vezes, deixou mensagem na secretária, mandou mensagem, mas nada adiantou. Tinha ligado para também, que se ofereceu para ir até lá, mas era muito tarde. Combinaram de se falar na escola no outro dia.
O problema é que não tinha tanta certeza se queria ir à escola na manhã seguinte.
Estava sentada na mesa da cozinha com sua mãe, que já sabia do ocorrido.
"Por favor, mãe! Deixa eu ficar..."
"Não, não, não. Vai te fazer bem ocupar a cabeça, filha!"
"Ele vai estar lá! Eu tô com tanta vergonha de tudo que eu disse..."
"Fugir não vai resolver... Ah, o Tom te ligou ontem a noite."
"Tá, eu falo com ele na escola..."
"Então você vai?"
"Eu tenho alternativa?"
"Na verdade, não..."
se levantou da mesa e foi escovar os dentes e pegar seu material. Pegou também um óculos de sol, seus olhos estavam horríveis!
Na escola, Danny também estava de óculos escuros e se sentava ao lado de Dougie no pátio.
"Pô, cara! Calma... vocês voltam! Quer dizer, se até eu e a nos acertamos..."
"Valeu, dude!"
Tom chegou, todo animado.
"E ae? Bom dia! Tenho boas notícias e... tá tudo bem, Danny boy? "
"Uhum..." – Danny não queria entrar em detalhes sobre seu fim de noite.
"Ele e terminaram." – Dougie soltou, sempre falando antes de pensar.
"O que? Vocês terminaram? Por quê?" – Tom se sentou ao lado deles.
Danny deu de ombros. Não diria o motivo para Tom nem sob tortura!
"Mas qual é a boa notícia?" – Ele perguntou, enfim, para mudar de assunto.
"Aaah, então!" – Mas Tom já não parecia tão animado com a notícia. – "James me mandou um email ontem, ele e o Busted vão tocar aqui no Wonderland semana que vem. Parece que vão entrar em estúdio para gravar o primeiro CD e por isso, têm o fim de semana de "férias". Eles chegam sexta que vem!"
"Achei que você não gostasse deles..." – Dougie disse, pensativo.
"Claro que gosto, são meus amigos! Mas fiquei mal por ter saído da banda. O que já foi superado agora que estou numa banda melhor..."
"E isso aí, cara!" – Dougie disse estendendo a mão para um high five com Tom.
Nessa hora, entrou cabisbaixa pelo portão da escola e subiu rapidamente para a sala. Danny a acompanhou com o olhar e depois encostou a cabeça nos braços.
Tom olhou de um para o outro e depois para Dougie, que deu de ombros.
e Harry chegaram juntos e foram até eles.
"Oi pessoal! E aí, Tom? O que você tinha pra contar?" – Harry percebeu as expressões nada animadas dos amigos. – "Porra gente, que cara de enterro!"
Até , que estava normal até aquela hora, parecia meio desconfortável com alguma coisa.
"Eu e terminamos..." – Danny disse, antes que Dougie se adiantasse.
Harry ficou sem graça.
"Ah, poxa irmão, que pena! Mas vocês se gostam, vocês voltam..."
"Não sei, cara, não sei..." – Ele olhou para . – "Vai ver como ela tá, por favor?"
Ela fez que sim com a cabeça e saiu. Quando chegou à sala de aula viu sentada no fundo, a cabeça abaixada e apoiada nos braços.
"Sis?" – Ela perguntou baixinho, colocando a mão no ombro da amiga, que levantou a cabeça e a abraçou.
"Ai ! O que eu fiz? O que eu fiz? Eu disse coisas horríveis pro Danny! Não podia ter falado aquilo!"
"Calma, sis, calma! Me conta o que aconteceu! Não tava entendendo nada quando nos falamos por telefone..."
Mas nesse momento a professora entrou na sala. olhou para a amiga que soluçava com a cabeça nas mãos e continuava a se lamentar...
"Mrs. Smith, a não está se sentindo muito bem. Tudo bem se eu levá-la para a enfermaria?"
Mrs. Smith, graças a Deus, era uma senhora muito bondosa. Uma das melhores professoras que eles tinham naquela escola. Ela se encaminhou para , que continuava chorando muito.
"O que você tem, ?"
Mas ela não conseguia inventar dor em lugar nenhum... ninguém chorava daquele jeito de dor... física. A professora a olhou demoradamente.
"Não acho que ela precise de enfermaria... vá com ela lá para fora, . Tomar um ar vai te fazer bem, querida." – E completou baixinho. – "Não há tristeza que dure pra sempre, viu?"
sorriu para ela brevemente e saiu com , que a abraçava.
Sentaram nas escadas que davam para o pátio e começou a respirar fundo para tentar parar de chorar. Quando conseguiu se acalmar contou o desastre que a noite anterior tinha sido e como ela acabara comparando Danny e Tom.
"Eu sempre soube que ele achava que eu gostava mais do Tom, fui lá e falei essa merda pra ele! Que imbecil!"
"Ah, ... conversa com ele! Você precisa ver como ele está! Acabado também... é lógico que ele não queria terminar com você!"
"Ele tá mal? Muito mal? Ai meu Deus, eu sou uma idiota!" – E voltou a chorar.
"Calma, ... fica calma por favor!"
Na aula de Matemática as coisas não estavam melhores para Danny. Ele não estava chorando, mas também não conseguia prestar atenção em nada do que a professora falava.
"Hey!" – Era Harry, ele estava sentado atrás do amigo e cochichava. – "Me conta, cara. Por que vocês terminaram?"
"Nós brigamos, Harry!"
"Vocês brigam sempre, vivem discutindo... Ah não, esses são o Dougie e a . Mas o que houve?"
"Laura estava no restaurante ontem, onde jantamos com a minha mãe... foi uma confusão!"
"Culpa da Laura então?"
"Mais ou menos..."
"Pode se abrir comigo, Danny!"
"Valeu, mas eu não quero falar sobre isso agora, cara..."
"Bom, você sabe que quando precisar..."
"Obrigado, obrigado mesmo!"
O sinal tocou.
E aquilo tinha sido só a primeira aula...
estava deitada em seu quarto, com a janela fechada e o som alto. Nem ouviu quando bateram na porta.
"?"
Era Tom. Aquilo era algo que ela sabia que ia acontecer, mas que queria ter evitado ao máximo: Teria que mentir para seu melhor amigo.
Fingiu que estava dormindo, mas o garoto se sentou na beira da cama e acariciou seu braço.
"Hey linda!"
É... não daria pra fugir daquilo. Abriu os olhos como se estivesse acordando.
"Oi Tom!"
"Como você está? Fiquei tão preocupado!"
"Morrendo..." – Ela disse dando um sorriso de leve.
"Mas que drama, hein? Sabe que eu achei que nunca mais te veria mal assim por um garoto?"
"Seria perfeito não me sentir assim nunca mais..."
"Não seria não, você sabe disso..."
"É, acho que eu sei..."
"Mas, me diz...O que houve?"
Ai caramba!
Ela balançou a cabeça.
"Brigamos... feio!"
"Por que nenhum de vocês diz o motivo? Ele tentou algo, ? Te forçou a fazer alguma coisa que você não quis?"
"Pára Tom! Claro que não! Danny jamais faria isso! A culpa foi minha, toda minha... Disse coisas horríveis pra ele, coisas que magoaram de verdade! E não, eu não quero repetir o que eu disse..."
Tom a abraçou e deitou na cama ao seu lado.
"Vocês se gostam, vai dar tudo certo. Lembra do que eu te disse? Sempre soube que vocês tinham sido feitos um para o outro..."
"Obrigada Tomzinho. Obrigada de coração!"
Ficaram um tempo abraçados e calados.
"Tom, você tá de tênis em cima da minha cama..."
"Eu venho até aqui ficar com você e você me xinga porque eu tô de tênis?" – Ele disse, fazendo rir. Mas tirou o all star e colocou do lado da cama.
"Minha mãe disse que você me ligou ontem..."
"Ah é, ia te contar! James e os meninos vêm pra cá semana que vem. Vão fazer show no Wonderland e tudo. Parece que mês que vem começam a gravar o primeiro CD..."
"Sério? Saudade do James... Ia ser legal se vocês tocassem com eles, né?"
"Eu cheguei a pensar nisso, se pudessemos abrir o show deles..."
"Seria fantástico!"
"É, seria..."
"Pede pro James, Tom!"
"Não sei se é ele quem decide..."
"Mas pede..."
Ele riu.
"Você sempre se anima mais que a gente com essas coisas..."
"Sou uma fã modelo..."
"É mesmo... Ei, você não quer mesmo me contar?"
"Hum, não, não quero. Desculpa Tom!"
"Tudo bem... Hey! Quer sair, dar uma volta?"
"A disse que vinha aqui assim que saísse do jornal, vou ficar esperando por ela."
"Você se importa se eu for pra casa então? Temos que ensaiar..."
"Claro que não... Cuida do Danny pra mim?"
"Cuido sim... Se cuida também, viu?"
"Pode deixar!"
Tom deu um beijo na testa de e recolocou o tênis.
Era estranho estar ali com a pessoa que causou o fim do seu namoro e mesmo assim se sentir tão bem com sua presença.
Tudo que ela tinha dito sobre o amigo na discussão de ontem era verdade: Tom a defenderia e não deixaria nada de mal acontecer nunca, mas não era ele que queria! Aquele momento só provava isso. Tom estava mais para seu irmão...
A tarde e a noite de sexta passaram devagar para e Danny. Ela tentou falar com ele mais algumas vezes e só ouviu a secretária de novo. Doía demais fazer aquilo e Danny até achava que poderia perdoá-la, mas não agora.
Como ele tinha dito, era difícil conviver com essa sombra de alguém muito melhor que ele em tudo. As palavras da garota do dia anterior e até mesmo ela pedindo que ele fosse mais romântico na quarta o deixavam com o sentimento de que nunca seriam felizes, não por completo. Ao mesmo tempo, não queria simplesmente desistir de . Era louco por ela!
A secretária eletrônica continuava repetindo as mensagens que a garota tinha deixado, tantas vezes que Danny já sabia o que diziam de cor... Dormiu ouvindo-a pedir que ele atendesse o telefone.
Mrs. precisou ser dura e exigir que tomasse pelo menos um copo de suco. Passara o dia inteiro sem comer, trancada no quarto.
"Só o suco, . E eu não tô pedindo!"
"Mãããããe..."
"Eu já tive sua idade, sei o que você tá sentindo. Mas você ainda não é mãe e não sabe como dói na gente ver os filhos assim. Faz isso por mim, vai?"
Como recusar um pedido desses?
Sábado à tarde, e estavam no quarto da primeira, que tinha decidido doar algumas de suas roupas e elas escolhiam quais iriam embora. Na verdade, era a idéia perfeita para manter a cabeça ocupada.
"E você e o Dougie, sis?" – perguntou, jogando uma blusinha num cesto.
Os olhos de responderam antes de suas palavras.
"Aaaaah sis!" – Ela se jogou na cama, por cima das roupas. – "Pensa no último cara que eu pensei que poderia ser, assim, perfeito pra ficar junto? Pensa agora em um cidadão engraçado, fofo e lindo... Tudo isso é o Dougie!"
"Quem te viu, quem te vê, hein ?"
As duas riram.
"E vocês estão..."
"...ficando, nos curtindo, nos pegando... como achar melhor, mas nada de caráter oficial! O que é até estranho, nunca sei como cumprimentar o Dougie na escola. Ainda que a vontade seja abraçar e beijar ele muito!"
riu ainda mais.
"O que vocês fizeram ontem?"
"Assistimos Avatar. Foi tão bonitinho! Ele fez pipoca, trouxe edredom... a gente ficou abraçadinho... Sabe o tipo de cena de casal que eu nunca quis e nunca imaginei o Dougie fazendo? Por incrível que pareça, ontem foi o que aconteceu e eu amei!"
"Que belezinha vocês dois! E hoje?"
coçou a cabeça.
"Então sis, lembra que a gente tinha falado de ir no Wonderland? Você até se animou..."
"Ai ... Não tô no clima, mas vai com o Dougie! Curte com ele!"
"Só vou se você for..." – levantou da cama e cruzou os braços. – "Vai ficar aqui se lamentando? Você vai, distrai a cabeça, a gente dança..."
fez cara de sofrida. Mas queria que a garota fosse, que se divertisse com Dougie. Os dois tinham que ficar juntos!
‘Tá, mas eu fico no bar com meu amigo Mad Dog e você fica com seu amigo Dougie!"
riu.
"Credo, sis. O que é isso?"
Era um corpete verde com miçangas e canutilhos que o deixavam meio brilhante.
"Um pedaço da minha fantasia de Sininho, lembra? Do teatro de primavera do ano passado!"
"Leeeembro! E você vai dar isso ou vai guardar?"
"Vou com ele pra festa hoje!" – As duas gargalharam. – "Não, deixa aí em cima da cama e eu decido depois..."
"A idéia de ir com ele hoje não é de todo má, você sabia, né?"
"Só você pra me fazer rir, !"
"Vamos Danny! Vamos encher a cara!"
"A idéia não é ruim, mas acho que eu tô de boa..."
Harry também tentava convencer o amigo a ir para o Wonderland.
"Daniel Jones vai recusar uma balada? Cara, o que você fez com o meu amigo? Seu clone!"
Danny riu.
"Vou estragar sua noite, não sou uma boa companhia hoje..."
"Vai ser uma companhia melhor que o Dougie. Quer dizer, depende do ponto de vista... pra não!"
"Você tem o Tom!"
"Tom não bebe... tanto quanto nós dois!"
"Saquei! Você quer alguém pra rachar a conta do bar!"
"Bingo! E aí? Posso contar com a sua contribuição?"
Ele riu mais.
"Pode, cara, pode..." – Harry deu um soquinho no braço do amigo. – "Hey, você acha que ela vai estar lá?"
Harry olhou pra ele sem saber qual resposta seria melhor.
"Hum... provavelmente... vai querer tirar de casa também. Com certeza teve tanto trabalho quanto eu!"
"Tô com saudades dela..."
"Você é um cabeção! Conversa com ela! O que foi que houve afinal? Quem traiu quem?"
"Ninguém traiu ninguém, Harry!"
"Cansei de te perguntar, vou te embebedar hoje e você me conta!"
Danny sacudiu a cabeça, mas estava rindo.
"Mereço!"
[n/a: Coloquem para tocar: Hot – Avril Lavigne. Aconselho vocês a assistirem o clipe! ;)]
O clima de velório estava tomando conta dos seis, que esperavam na fila. Era a primeira vez que e Danny estavam tão perto desde o término e nenhum dos dois parecia querer falar algo.
Um colega deles de escola passou de sombrero olhando o estacionamento e Dougie riu alto.
"What’s called a Mexican who can’t find his car? Mike!" – E riu ainda mais da própria piada.
e Danny trocaram um olhar breve e viraram rápido para lados opostos.
deu um tapa na cabeça de Dougie.
"Imbecil!"
"Aaaaai, que foi?" – Viu, então, a cara de todo mundo, principalmente dos dois. – "Ah! Puta merda, esqueci!"
"? Faz ele ficar quietinho, vai..." – Harry disse meio impaciente.
"É uma boa idéia!" – Disse Dougie maroto, puxando para perto de si.
Quando eles entraram, ouve uma dispersão instantânea. Harry e Danny foram para o bar, Tom, , e Dougie desceram para a área da pista de dança (Dougie foi à força, odiava dançar).
"Hey, Tom! Aquela ali não é a Kirsten?"
Tom olhou para onde Dougie apontava e viu uma garota de cabelos castanhos enrolados que olhava para ele. Acenou para ela, que sorriu e deu um tchazinho também. Estava vidrada em Tom, nem piscava.
"Kirsten? Quem é?" – perguntou curiosa. – "Você não me conta nada, Fletcher!" – E deu um tapa no braço dele.
"Eu conheci semana passada, na festa da Julia."
"Lembra, ? Eu te falei que o Tom tinha passado a noite conversando com uma gordinha..."
"Ela não é gorda, Dougie!" – corrigiu.
"Ah, mas não é magra!" – Ele deu de ombros fazendo os outros rirem.
"Vai lá!" – encorajou.
"Não... eu... eu vou ficar cuidando de você!"
"Ah vai sim! Eu tô bem, sério! Vai conversar com a Kirsten, tô mandando!"
Ele sorriu e saiu. Dava pra ver que ele estava interessado, mas algo do garoto gordinho e tímido ainda permanecia na personalidade de Tom. Ele não parecia confortável chegando nas meninas.
"Danny vai ter que dar um curso pra ele de ‘approaching’..."
encostou a cabeça no peito de Dougie.
"Cala a boca, lindo! Só pra gente gostar de você um pouquinho!"
"Você me chamou de quê?"
"Lindo. Por quê? Muito gay?"
"Ah, mais ou menos..."
saiu de perto dos dois.
"Vou ali no bar..." – Disse, fazendo gestos, quando fez menção de falar alguma coisa.
"Volta aqui depois!" – A amiga gritou.
Danny e Harry estavam no andar de cima, bebendo no bar. Harry sorria e piscava para as garotas que passavam.
"Veja pelo lado bom, dude... você tá solteiro de novo! A gente pode voltar a ser a Dupla Dinâmica!"
"É... quem sabe..." – Danny, a animação em pessoa.
"Nunca achei que te veria assim por causa de uma garota... não você! O Dougie tudo bem, ele só faz o tipo desencanadão... mas você..."
"É uma surpresa até pra mim, amigão! Pode ter certeza! Não achei que gostasse tanto assim dela..."
"Bebe, cara, bebe..."
"E eu não tinha nada que ter falado do Tom!"
chorava suas mágoas para o bartender, que estava prestando mais atenção nela do pescoço para baixo do que qualquer coisa.
"Mais um whisky com mad dog, moço!"
olhou para a pista e não viu mais e Dougie, sorriu para o copo. Estava tão feliz que estava tudo dando certo pros dois! Quase se levantou dali e, num impulso "bêbado que ama", foi dizer aos dois não brigarem mais por besteira, para ficarem juntos...
"A e o Dougie são legais pra caramba!"
"O que você disse, linda?" – O bartender veio de novo para perto dela. não estava tão ruim assim, sabia que o cara estava cheio de segundas intenções.
"Ah, não era com você não... era com o Mad Dog!"
"Dooooougie, eu quero dançar!"
e Dougie estavam no cantinho da pista de dança, ao lado das caixas de som. Uma banda de pop rock estava se apresentando.
"Fica aqui comigo!"
"Tenho medo de ficar no escuro com você!"
Ele riu e a abraçou.
"E eu tenho medo da imagem que você faz de mim!"
"Uma idéia que eu, de certo, tirei do nada e não do tempo que a gente convive, né?"
Ele riu de novo. E a beijou no pescoço.
"Fica aqui..."
"Tá vai... só mais um pouquinho... quero ver como a está..."
"Ela tá bem! Fica aqui..."
"Olha lá o Tom!" – já estava enxergado bem mais ou menos. E continava no bar com o mad dog, o whisky e o bartender metido a garanhão. – "Marditãããããão!"
Tom e Kirsten estavam se beijando numa mesinha no lado esquerdo do bar.
Do nada, a garota começou a chorar.
"Eu quero meu namoraaaaado!"
Um homem de uns 50 anos parou ao seu lado no balcão.
"Steve, vê pra mim no estoque quantas caixas de cerveja ainda tem?"
Steve era o bartender e saiu por uma portinha.
O homem olhou para que chorava no balcão, mas não deu bola. Pegou a carteira no bolso, tirou uma chave e guardou a carteira de novo.
O rapaz voltou pouco tempo depois:
"Umas quatro só. O senhor acha que dá até o fim da noite?"
"Acho que sim. Olha, essa chave foi achada no banheiro. Guarda ela aí e depois nós vemos o que fazer."
O senhor saiu apressado e percebeu que a carteira dele estava no chão, perto do seu pé.
Ela se abaixou meio cambaleando e foi atrás do homem.
"Senhor! Senhor! Sua carteira!"
O cara se virou olhando para ela e arregalou os olhos.
"Nossa! Muito obrigada, meu Deus! Minha vida tá aqui dentro!"
"Então você não deveria andar com ela na balada, né? É perigoso!" – falava meio mole e chacoalhando o dedo indicador, fazendo o homem rir.
"Você não está bem... Vamos lá sentar no bar de novo, antes que você caia!"
Ele ficou de pé ao lado da garota que pediu outra bebida. O homem fez sinal para o bartender não serví-la mais.
"Acho que você não tem idade pra beber, querida!"
"Se eu tenho idade pra tomar um pé do meu namorado, então eu tenho idade pra encher a cara sim!"
"Huuum, então foi isso!"
"Foi... eu fiz cagada!" – olhou de novo para o homem. Por que estava contando sua vida para um desconhecido? Resposta: Porque estava beeeeem pra lá de Bagdá! – "Eu só queria que ele me perdoasse!"
"Então a culpa foi sua?"
"Foi... toda minha... comparei ele com meu melhor amigo. E ele já tinha ciúmes!"
"Que macada!"
"Eu sei, eu sei!" – Ela voltou a chorar.
"Calma, calma! Porque você não... sei lá... vai falar com ele, pede desculpas? Ou faz algo que ele nunca imaginou que você poderia fazer? Compra algo que ele queira muito, vai à casa dele de madrugada ou escreve aquelas cartas de mil metros que as garotas escrevem..."
É lógico que as idéias dele eram ridículas, mas fez surgir uma insanidade na cabeça de . Sabia o que fazer pra pedir desculpas para Danny. Ela abriu um sorrisão.
"Eu já sei! Mas eu precisaria... sair e voltar aqui depois. O senhor vem sempre aqui? Sabe se os seguranças deixariam?"
"Acho que posso dar um jeito nisso..."
olhou para ele sem entender.
"Acho que não me apresentei. Johnny Wonder, sou dono do Wonderland!"
O queixo dela caiu.
"Do-dono?"
"Isso! Vamos lá, vou com você até a portaria!"
não estava acreditando em sua sorte! E teve outra idéia, ainda melhor que a primeira.
"Mr. Wonder... meu namorado, ele... ele é musico..."
Os dois passaram por Harry saindo do banheiro e se lembrou que precisaria de um carro.
"Rapidinho, Mr.Wonder!"
"Harry, me empresta seu carro?"
O garoto olhou da amiga para o homem e não entendeu nada. Um pouco receoso, ele entregou a chave.
"Valeu mesmo, Judd!"
Ela se virou e continuou andando com Johnny Wonder.
"...como eu ia dizendo... ele é músico e tem uma banda..."
Harry não sabia se contava aquele episódio bizarro para Danny ou não. Ele já não parecia muito bem.
"Acho que quero ir embora, Harry... deu pra mim aqui já!"
Putz!
"Espera mais um pouco... Hey, quer ir lá embaixo ver o movimento?"
"A está lá..."
"Meu! A gente não tem que parar do lado dela... Vamos, tá rolando uma banda de pop rock... Vamos lá falar mal do guitarrista!"
Danny se levantou a contragosto e os dois desceram.
"Cara! Cadê a ?" – estava desesperada. Segurava a mão de Dougie e o puxava para todos os lugares possíveis. – "Não acredito que ela foi embora sozinha!"
"Acho que o Tom não sabe dela, né?" – Dougie olhou para o amigo. Ele estava meio...ocupado.
"Não, acho que não."
chegou e entrou sem problema algum.
"Adoooro contatos!" – Ela disse para si mesma. Ainda estava meio alta.
As pessoas passavam por ela e olhavam seu figurino. Não era à toa...
Ela vasculhou o andar de cima inteiro procurando Danny. Quando estava indo para a pista, encontrou e Dougie.
"Sis! Onde você... que roupa é essa?"
"Eu já sei como fazer o Danny me perdoar!"
"Você tá parecendo a..." – Dougie começou e fez que sim com a cabeça, feliz.
"Cadê ele?"
"Lá na pista... mas o que exatamente você tem em mente?"
Ela riu e saiu correndo para o andar de baixo.
O plano não era nada fácil. Quando a música parou, seduziu o DJ e os caras da banda, bateu um papo rápido com eles e subiu no palco.
O microfone do meio ainda estava no lugar. Ela o ligou, estava bem na frente de um holofote. As pessoas olharam para ela com cara de interrogação.
"Oi pessoal! Tudo bom?" – O nervosismo era nítido em sua voz. Aquilo era mais difícil que qualquer peça que ela já tinha feito, porque normalmente passava dias ensaiando.
Danny olhou em direção ao palco quando ouviu aquela voz. O que estava fazendo lá? Ela estava com um corpete verde, um shorts preto bem curto, meia arrastão e luvas até o cotovelo, também pretas. Estava linda! Mas ainda não fazia sentido nenhum... na verdade, essa roupa o lembrava algo...
"Desculpa tomar o tempo de vocês..." – Ela vasculhava a pista procurando Danny. Seus olhos caíram no garoto de camisa xadrez e olhos incrivelmente azuis perto do bar. Ele também parecia intrigado. – "...mas eu prometo que vou ser rápida! Fiz uma coisa estúpida com o meu namorado quinta-feira. Disse umas coisas muito idiotas pra ele. Só queria que ele e todo mundo aqui soubesse que eu não pagaria esse mico por mais ninguém! E que não existe outra pessoa que eu queira chamar de ‘meu namorado’ nesse mundo. Eu só quero que ele me perdoe... "
parou e tomou fôlego. Ela e Danny se olhavam como se estivessem sozinhos naquele lugar imenso.
"Dan... você me pediu isso uma vez... eu sei que você tá puto comigo, mas espero que ainda valha alguma coisa... e, calma, eu não vou cantar..." – Ela olhou para o DJ e balançou a cabeça. – "É só pra você!"
Ela fechou os olhos (o mundo deu aquela rodada básica) e respirou fundo. O pior estava por vir!
A música começou e ela abriu os olhos, ainda olhando só para Danny que deixou seu queixo cair. [Tradução]
"You're so good to me baby baby
Era Hot, da Avril Lavigne. já tinha visto o clipe vezes suficiente para imitá-lo em cima do palco agora.
I want to lock you up in my closet, where no one's around
I want to put your hand in my pocket, because you're allowed
I want to drive you into the corner, and kiss you without a sound
I want to stay this way forever, I'll say it loud
Now you're in and you can't get out
Dougie e correram para onde Harry e Danny estavam.
"Cara! A tá lá em cima... por sua causa!" – Dougie gritava.
Danny estava sem palavras, simplesmente não conseguia cortar o contato visual que ele e estavam mantendo.
Olhar apenas para Danny enquanto dançava no palco e todo mundo pirava era bem mais fácil.
You make me so hot
Make me wanna drop
You're so ridiculous
I can barely stop
I can hardly breathe
You make me wanna scream
You're so fabulous
You're so good to me Baby Baby
You're so good to me Baby Baby
I can make you feel all better, just take it in
And I can show you all the places, you've never been
And I can make you say everything, that you never said
Mas nessa hora um segurança apareceu ao lado de e a cara dele não era nada amigável!
A música continuava tocando e saltou do palco, fugindo.
You make me so hot
Make me wanna drop
You're so ridiculous
I can barely stop
I can hardly breathe
You make me wanna scream
You're so fabulous
You're so good to me Baby Baby
You're so good to me Baby Baby
Ela passou por Danny e os outros e sorriu. Porém, seu desvio de atenção serviu para que o cara a alcançasse. Ele segurou o braço da garota com força.
"Acabou seus quinze minutos de fama, mocinha! Fora! Já!"
"Ela tá com a gente. Solta ela!" – Danny encarou o segurança que parecia um armário.
"Grande bosta! Vem!" – Ele saiu puxando pelo braço.
Os garotos e foram correndo atrás.
Kiss me gently
Always I know
Hold me love me
Don't ever go
(...)"
"Olha aqui! Eu conheço o Mr. Wonder e eu vou falar pra ele te demitir!" – tentava acompanhar os passos do brutamontes, que deu uma risada debochada.
Quando estavam quase saindo, avistou Johnny Wonder.
"Mr. Wonder!" – Ela gritou enquanto ainda era levada para fora pelo segurança. – "Mr. Wonder! Acho que deu certo!"
O homem parecia meio confuso com aquela cena e com as roupas que ela usava agora.
"O quê?"
se virou e apontou para Danny, Harry e Dougie.
"São eles! São eles! Meu namorado e os meus amigos que eu falei!"
"Ah, claro!"
Ela já estava quase na batente da porta quando ouviu Danny gritar:
", já estamos indo! Vamos achar o Tom e te encontramos aí!"
A última coisa que a garota viu foi ele e os colegas sendo abordados pelo dono do Wonderland.
10 minutos depois, estava do lado de fora conversando com umas garotas que estavam frenéticas com a performance dela.
Estava frio e ela apertava os braços contra o corpo.
Danny foi o primeiro que saiu e foi correndo para onde ela estava.
"Boa sorte!" – As meninas desejaram e saíram.
Ele colocou a jaqueta nos ombros dela e fez fricção em seu braço, para diminuir o frio.
"Você é doida, sabia?"
não disse nada. Colocou as mãos no rosto do garoto e acariciou levemente, seguindo com os olhos onde seus dedos passavam.
Danny fechou os olhos ao sentir o carinho. Parou de mover os braços e apenas segurou os de .
"Você disse ao dono do Wonderland que nós deveríamos abrir o show do Busted." – Não era uma pergunta.
"Disse a ele que não havia banda melhor..."
"Eu nem sei o que te dizer, ! Você foi... perfeita, linda, sensacional hoje a noite!"
"Diz que me perdoa, diz que nós estamos bem, que ainda gosta de mim..."
"Now you’re in, you can’t get out..." – Danny cantou baixinho. A segurou pela cintura e puxou para perto dele. Colocou uma das mãos no rosto frio da garota. Não precisou dizer mais nada depois disso.
, Dougie, Harry, Tom vinham na direção do casal que se beijava apaixonadamente.
"Cara, Grammy pra hoje! Foi demais!" – Tom disse.
"Caracas, que coragem! Não vai esperando isso de mim, ..."
"Ah, mas se você não falasse!" – Ela respondeu, irônica.
Eles riram.
"E ela ainda armou pra gente tocar aqui semana que vem, antes do Busted!" – Harry ainda parecia incrédulo.
"Antes de quem?" – parou de andar.
"Do Busted..." – Disse Dougie. – "Que foi?"
"Nada, nada..." – Ela voltou a andar. Tom a olhou de esguelha preocupado e retribuiu o olhar. – "Show no Wonderland? Tão podendo, hein?"
"Nós ou eles?" – Dougie perguntou ainda parecendo curioso.
"Vocês, claro! Busted já está na estrada há bem mais tempo..."
"Casal! Tá frio! Vocês podem continuar isso em casa?" – Dougie, como sempre, cortava o clima no meio.
e Danny pararam de se beijar e olharam para os amigos que sorriam.
", você salvou o dia hoje! O mês, o ano!" – Harry gritou animado.
"Tchu tchu na !" – gritou e eles a cercaram pulando e cantando.
Eles se soltaram rindo e Danny voltou a abraçar a namorada. Um grupo de garotos saiu da casa noturna e começaram a comentar:
"Não é a garota que subiu no palco?"
"É cara... aquilo foi foda!"
"Pelo jeito ela conseguiu voltar com o cara lá...!"
"É uma pena..."
e Danny riram.
"É capaz do Mr. Wonder colocar você e não a gente pra abrir o show do Busted!" – Danny disse, fazendo a garota dar um tapa no braço dele. – "To brincando! Aquilo foi demais, você estava perfeita! Foi a coisa mais linda que alguém já fez por mim!"
"Eu não quero nunca mais que você duvide do quanto é importante pra mim... e do quanto eu adoro você!"
Eles voltaram a se beijar.
"Casaaaaal, porra! Vamos! Estou congelando!" – Dougie gritou para os dois que foram andando para os carros.
"Abraça a aí então e fica quieto!" – Danny brigou.
Dias assim não se esquecem facilmente...
Na segunda a tardezinha, e estavam no quarto de ensaio enquanto os meninos tinham ido ao Wonderland acertar detalhes de sábado com Johnny Wonder. As duas arrumavam a bagunça que os meninos fizeram ao longo de três meses de McFLY.
"Meu, como o Harry é porco! Aqui perto da bateria é o lugar mais sujo do quarto inteiro!" – fazia cara de nojo para os restos de comida e os objetos não identificados e parecidos com meias perto do instrumento.
"Vamos obrigá-los a limpar isso aqui uma vez por semana!" – tirava pó dos amplificadores.
Cinco minutos depois os garotos entraram pulando no cômodo.
"Primeiro show, show mesmoooo! Aeeeew!" – Harry entrou gritando e se jogou no sofá. Os outros pularam em cima dele, inclusive as meninas.
Depois que todos se levantaram, os garotos explicaram a elas que cantariam só quatro músicas. Afinal, o Busted ainda não era assim tão famoso para ter "banda de abertura".
"E vão cantar o quê?" – estava sentada entre as pernas de Danny, no chão.
"Tem que ser todas de vocês?" – perguntou indo pegar a pá com coisas sujas atrás da bateria para jogar fora.
"Na verdade não, mas, como são quatro músicas só, ficaria ruim tocar um cover, né?" – Tom estava pensativo. – "O que vocês acham de That Girl, Room on the Third Floor, Please Please e We’re the Young?"
"Aaaah, mas e a minha Obviously?" – reclamou.
"Obviously é bem legal, mas não queria tirar Room on the Third Floor! É a nossa primeira!" – Harry falou. Ele estava certo.
"Cara, vamos chorar para cantar cinco! Uma a mais, uma a menos..." – Dougie sugeriu, puxando para se sentar ao seu lado no sofá.
"Nossa, Dougie! Quanta delicadeza... ‘Senta aqui’ funciona também!"
"Achei que vocês dois fossem melhorar quando finalmente ficassem juntos..." – Tom olhou-os de canto de olho.
"É o que faz de nós um casal peculiar... e somos muito mais legal por causa disso!" – disse. Dougie coçou a cabeça à menção da palavra "casal".
"E os meninos vem quando?" – quis saber.
"Sexta à tarde. James quer festa na casa dele assim que chegarem!" – Tom contou.
se mexeu desconfortável no sofá ao lado de Dougie. Tom e olharam para ela. Talvez os três tivessem que conversar depois.
O problema todo era Charlie. O ex-quase namorado da garota que tocava com Matt e James no Busted. Ele tinha sido o primeiro amor dela, mas os dois se separaram quando Charlie saiu da cidade com os outros dois por causa da banda.
nem pensava mais nele, até aqueles dias. Mas saber que Charlie estava voltando, não estava lhe fazendo bem. Ela tinha medo do que aconteceria quando o visse.
"E o Charlie e o Matt vão ficar lá também? Os Simpsons e os Willis se mudaram, não?" – perguntou, se virando para Tom.
"Ah sim, acho que nem os pais de James estão aí mais. Mas eles ainda não conseguiram vender a casa... é A casa!"
"Charlie é o Charlie da escola? Aquele loiro metido?" – Dougie perguntou e ficou dura ao seu lado.
"É, é sim..." – Tom respondeu, meio sem graça.
"Aquele que roubou a de você?" – Danny debochou e riu daquele jeito dele. deu um tapa em seu braço:
"Cala a boca, Dan!"
"Ele não roubou, não... a que queria fazer o trabalho de ciências com ele, mas caiu no grupo comigo... Fala aí se não foi uma troca muito melhor?!" – Ele passou o braço pelo ombro dela e a puxou mais para perto. estava branca.
Tom viu que precisava mudar de assunto.
"Ensaio então?"
Em meia hora eles desarrumaram e sujaram tudo o que as meninas levaram a tarde limpando.
Era quarta-feira e ficava cada dia mais nervosa com a chegada de Charlie à cidade. Dougie já tinha percebido, mas não tinha ligado os fatos.
Os dois estavam no quintal da casa dele e o garoto a ensinava a andar de skate.
"Posso te soltar?" – Ele segurava as mãos dela, que se equilibrava meio desajeitada no pedacinho de madeira.
"Nãããão! Não faz isso!"
"Você tem que se equilibrar e dar impulso com o outro pé..."
Ele continuou segurando-a, fazendo o skate andar em círculos.
"Nossos filhos vão ter que andar de skate, . Você vai ter que deixar!"
Ela foi pega de surpresa pela menção do futuro dos dois e riu.
"Mesmo se forem meninas?"
"Não, se forem garotas você vai ter que cuidar delas, pra elas serem que nem você!"
Aquilo parecia um elogio e tanto. beijou a parte de cima da cabeça dele, estava mais alta porque estava em cima do skate.
"Nossos filhos terão 1,20m!" – Ele continuou, fazendo-a rir ainda e mais quase desequilibrando. – "Cuidado, cuidado!"
"Nós não sabemos nem como estaremos daqui a um mês, Dougie..."
"Nós estaremos juntos. Não é isso que importa?"
"É... é isso sim. Hey, me segura direito! Se eu cair daqui, Poynter..."
E apesar de ter sido engraçado o comentário do garoto, se sentiu ainda mais confusa. Como ele podia imaginar um futuro tão longe se nenhum dos dois tinha nem intenção de namorar?!
Ficaram mais um tempo brincando no quintal, mas estava se sentindo muito estranha.
"Hey! Me dá um beijo!" – Dougie a chamou do portão, quando ela estava indo embora.
Ela voltou, o abraçou e o beijou, como se fosse o último beijo que daria nele. Gostava tanto daquele ser baixinho e lindo, estranho e fofo, mas talvez não era para ficarem juntos mesmo, como ela sempre suspeitou.
"Eu adoro você!" – Ela disse, tentando não chorar.
Ele abriu um sorriso.
"Também te adoro! A gente se vê amanhã?"
Ela concordou com a cabeça e saiu.
À noite, e Tom estavam sentados ao piano na casa dos Fletcher (não que a garota manjasse alguma coisa, mas amava ver o amigo tocando. As mãos dele eram lindas! No momento, ele compunha para a peça.) e estava deitada no sofá, de frente para eles.
"Charlie perguntou de você..." – Tom começou, coçando a cabeça. sabia que era com ela, mas não respondeu de imediato.
"O que ele perguntou?" – Sentiu uma ansiedade culpada e quis se enterrar no jardim.
"Como você está, se continua achando que surfa e se ainda trabalha no jornal. Eu disse que você estava bem, que agora você acredita piamente que surfa e que sim, você continua no jornal. Nada demais."
Ela ficou um momento em silêncio de novo. Charlie sempre a zuava quando via a prancha em seu quarto, sempre ia ao jornal encher o saco quando ela ficava até tarde. Teve vontade de chorar.
"Ai caramba!"
se levantou e foi até o sofá abraçá-la.
"Calma, sis! O que tá acontecendo?"
"É o Charlie... e o Dougie! Não sei o que fazer!"
Tom também foi até lá.
"Mas você tá pensando em quê?"
"Pedir um tempo pro Dougie e..."
"Não faz isso, ! Charlie vai ficar aqui dois dias e vai embora. Você vai ficar aqui... e sem o Dougie ainda por cima!" – Tom passava a mão em seu cabelo e mantinha o rosto sério.
"O problema não é só o Charlie, Tom! Eu e Dougie não vamos abrir mão da nossa liberdade... se nós não vamos passar da fase em que a gente está, pra que continuar?"
"O problema é que vocês dois são iguais demais e não complemene diferente como você achava..." – ponderou. Ela estava correta.
"Acho que é bem por aí..."
"E você está pensando em falar com ele quando? Antes do Charlie chegar?" – Tom quis saber.
"Amanhã, talvez... vou ligar pra ele!"
"Espera o Charlie chegar... se você ficar de boa, você não fala nada." – sugeriu.
"Não, melhor não... Eu já não estou de boa! Ah, droga! Eu gosto tanto do Dougie... mas..."
Os três ficaram ali, e Tom tentando fazer se acalmar e pensar melhor. Mas sua decisão já estava tomada.
Dougie colocou a cabeça para dentro do quarto de . Ela estava no computador, falando com .
"Posso entrar? Alguém sem roupa? Não me decepcione!" – Ele disse, fazendo-a rir.
desligou o monitor e se levantou para abraçá-lo.
"Como você está? E que roupa é essa?
Ele usava uma roupa... normal!
"Não queria que sua mãe me achasse maloqueiro de novo!"
Aquilo cortou o coração dela. puxou-o mais para perto e o beijou.
"Cara, vou usar roupa de mauricinho todo dia!"
"Não! Não faz isso! Você só é o Dougie se estiver com uma camiseta da Hurley, bermuda larga e um tênis de skatista três vezes maior que seu pé! Falando coisas sem sentido, de preferência..."
"Ou besteiras..."
Ela riu de novo.
"É, ou besteiras."
Não ia conseguir. Como ia dizer "Então Dougie, tchau..." agora?! Sem querer, começou a chorar. Desesperadamente. Dougie a olhava com os olhos arregalados. Não estava entendendo nada. O que ele tinha dito de errado?
"! O que foi, o que você tem?" – Ele a abraçou e foi conduzindo-a até a cama onde os dois se sentaram.
"Ah Dougie! Ah Dougie!" – Ela não conseguia continuar. O garoto não sabia o que fazer. – "Acho que, acho que a gente precisa dar um tempo..."
Dougie a soltou e ficou encarando-a totalmente sem reação. respirou fundo e voltou a falar. Mas não mencionou Charlie, não poderia.
"Eu, eu gosto muito de você! Muito mesmo! Mas acho que não existe futuro pra nós dois. Nem você, nem eu queremos namorar e, ao mesmo tempo, eu não sei por quanto tempo vou aguentar do jeito que está..."
Ele não tinha argumentos, ela estava correta em tudo.
"Diz alguma coisa!" – secou os olhos para conseguir enxergá-lo.
Ele deu de ombros.
"Não tem o que falar, você está certa! Mas, mas... eu nunca quis que as coisas acabassem desse jeito!"
"Nem eu!" – Ela abraçou o garoto, não se segurou. – "E não quero perder você! A gente vai continuar sendo amigo, não vai? Vamos continuar brigando, né?"
Ele riu.
"Vamos... vamos..."
Eles se olharam e não pode evitar que se beijassem. Não queria evitar, na verdade.
Depois Dougie se levantou, beijou a testa dela e saiu.
foi até o computador e ligou o monitor.
.(*). .(*). McFLY + Busted sábado no Wonderland. Sensacionaaal! diz:
Sis?
.(*). .(*). McFLY + Busted sábado no Wonderland. Sensacionaaal! diz:
Ele ta aí, né?
.(F). : Times like these remind me… diz:
Acabou, sis!
Na sexta, infelizmente (ou não) ficou presa no jornal da escola. até foi para lá ajudá-la, mas mesmo assim elas só sairiam umas 18h.
"Dan? Que gritaria é essa? Onde você está?" – tentava conversar com o namorado depois do almoço para avisar que se atrasariam, mas ele parecia estar no meio de uma algazarra.
"Na casa do James... vem pra cá! Onde você tá?" – Ele berrava.
"Eu-tô-com-a--na-escola!" – Ela repetia devagar pra ele entender, mas duvidava que tivesse adiantado.
"Hum... vem pra cá!" – Não, Danny não tinha escutado nada.
"Tá bom. Beijos, tchau!" – Não ia adiantar conversar por celular.
"Era a ?" – Tom perguntou. James e ele colocavam cervejas na geladeira. Matt, Charlie e Harry jogavam pebolim na sala. Dougie ainda não tinha chegado, tinha pego uma detenção por responder ao professor.
"Era, ela tá vindo!" – Entendeu tudo, o Danny!
"? Sua ?" – James perguntou para Tom.
"Não, a do Danny." – Ele corrigiu, rindo.
"Vocês estão namorando?" – James se virou para Danny, que foi ajudar com as cervejas.
"Estamos!" – Ele abriu um sorriso enorme.
A campainha tocou.
"Deve ser o Dougie!"
"Pois não, jovem mancebo..." – Harry tinha atendido.
"E ae? Qual é a boa?" – Ouviram a voz de Dougie vindo do lado de fora.
"Entra aí, estamos ganhando do Charlie no pebolim!"
O garoto entrou e acompanhou Harry até a sala de estar, que agora só tinha uma mesa de ping pong e um pebolim.
"Poynter?! E aí, cara? Nunca mais vi você!" – Matt chegou para cumprimentá-lo. Ele era mais velho e já tinha terminado o colegial. Tinha conhecido os meninos porque era vizinho de James.
"É, eu nunca mais fui na casa do James depois que mudei de escola... uma pena!"
Dougie se virou para também cumprimentar Charlie, mas não fez questão nenhuma de ser simpático.
"E aí, tudo bom?"
"Fala Poynter, beleza? Cara, você não mudou nada! Continua com a mesma altura que tinha na sétima série..." – Ele sempre zombara Dougie por causa de sua estatura anã. Mas a verdade era que qualquer um era baixinho perto dos 1,93m de Charlie...
"Você mudou um pouco, Charlie... o vão entre seus dentes da frente estão maiores..." – Ele retrucou.
"Busted x McFLY no pebolim então?" – Harry quis cortar o clima. E talvez não fosse boa ideia Dougie e Charlie no mesmo time.
Os outros três que estavam na cozinha chegaram com cervejas e eles ficaram ali conversando, bebendo e jogando.
e andavam apressadas em direção a ex-casa dos Bourne. Elas estavam com menos roupas de frio do que o necessário e o vento era cortante.
Bateram na porta, mas o som estava alto demais. Sorte deles que o único vizinho que deveriam ter era a família de Matt, que não morava mais lá.
tentou abrir a porta e, sem surpresa, conseguiu. Assim que entrou recebeu um abraço de urso de James que vinha correndo de boxer da cozinha.
"! Que saudadeeeee! Como você está, linda?" – Ele perguntou animado. E bêbado.
"Eu estou bem seu metido que vira famoso e some!" – conhecia James há tanto tempo quanto Tom. Tinha um carinho enorme por ele também.
Ele riu e foi abraçar .
Charlie apareceu na sala também e congelou. ainda não o tinha visto. Ele cumprimentou e parou ao lado de James.
soltou o garoto e se virou para a pessoa ao lado dele.
Putz!
Ele continuava loiro, alto, com o cabelo arrepiado como era quando foi embora. Ainda tinha um sorriso lindo e ainda sorria pra ela do mesmo jeito.
"Chaaaaarlie!" – Ela disse, meio sem folêgo.
Ele a puxou para um abraço. O cheiro dele também era o mesmo que se lembrava. Suas roupas e suas coisas continuaram tendo aquele perfume mesmo depois que Charlie tinha ido.
Dougie ia passando da cozinha para a sala de estar e viu o movimento ali: conversando com James (e lançando olhares nervosos para o abraço demorado de Charlie e ) e Charlie curvado como se abraçasse alguém bem menor que ele. O cérebro de Dougie não demorou para somar 2+2. Não sabia se interrompia, se ficava ali vendo... ou não vendo, né? Porque ele já estava meio alto.
"Morri de saudades de você, baixinha! Tudo bem?" – Charlie falava no ouvido da garota e a beijava em todos os lugares do rosto, menos na boca porque discretamente se virava.
"Eu também! Eu tô bem e você?"
"Melhor agora!"
Ela se soltou dele e olhou para os lados, viu que Dougie assistia a cena e foi falar com ele. Estava tremendo e não era mais de frio.
"Oi!" – Ela disse. Não sabia o que dizer, como agir.
"Vocês demoraram..." – Ele disse olhando o braço sem relógio.
"Ficamos presas no jornal... Como você está?"
"Bêbado!"
Ela riu e fez carinho no rosto dele. Ele tirou a mão dela do rosto e deu um beijo na palma. entendeu que precisava ser menos... carinhosa... por enquanto.
Nessa hora, Charlie passou para entrar na sala e colocou a mão em sua cintura trazendo-a mais para o lado pra conseguir entrar.
"Nunca gostei desse cara!" – Dougie falou.
"Pára Dougie!" – Mas ela mesmo estava meio sem saber o que fazer.
Os dois entraram na sala e foi atrás com James.
"Meu amoooooooor!" – Danny já estava no colo do palhaço.
Ele abraçou e a levantou do chão, dando-lhe um beijo demorado.
"James! Você não sabe como conseguimos o show!" – Danny soltou a namorada e passou o braço pelo ombro dela, mas se escorando do que qualquer outra coisa. Disparou a contar sobre o sábado anterior para o novo amigo.
Nem Tom estava normal mais. Pulava pra lá e pra cá com o violão na mão, cantando coisas desconexas.
Harry e Matt riam e jogavam ping pong. Pobre Matt! Harry era bom demais, competitivo demais e gostava de zuar o perdedor demais!
"A gente tem que ensaiar! Pessoal, ensaioooooo!" – Tom gritou, quando só e continuavam sóbrias. – "Vamos aí! Vamos, eu dirijo!"
As duas riram do amigo bêbado, ele sempre ficava ridículo.
"Que ensaio Tom?!" – Danny estava jogando ping pong com Harry, mas nenhum dos dois ainda via a bolinha.
segurou o braço de Tom quando ele colocou o moletom e pegou a chave do carro.
"Vocês ensaiaram a semana inteira e vão ensaiar amanhã a tarde inteira! Comemorem hoje!"
Matt já roncava deitado num colchão inflável. Ouviram um barulho ensurdecedor vindo do hall de entrada. Dougie e James escorregavam com papelão na escada que levava ao segundo andar. Quando Danny viu, teve um surto. Logo depois, aos barulhos da descida se juntaram ao som alto de sua risada.
"Eles vão estar na maior ressaca amanhã." – olhou para os garotos, meio preocupada. Ele precisavam estar inteiros no outro dia!
"Vão..." – estava perdida em pensamentos.
"E você? Como está? Como foi ver o Charlie de novo?"
"Transtornante! Putz, sis... ele consegue me tirar do estado normal..."
"E o Dougie?"
"Tô com vontade de colocar ele numa caixinha e deixar ele lá até eu largar a mão de ser besta!"
riu e abraçou a amiga.
"Montinhoooooooooo!" – James surgiu do nada, ainda só de boxers, e se jogou em cima das duas.
Já passava da uma da manhã. tinha levado Tom e Harry embora e agora estava tentando convencer Danny a ir também.
James estava cuidando de Dougie no banheiro. até chegou a ir ajudar, mas ele disse que não queria que ela o visse daquele jeito.
"Por favor, ... eu tô bem... até amanhã!"
Ela voltou para a sala. estava sentada de perna de índio com Danny deitado em seu colo, no colchão.
"Vai, lindo! Vamos embora..."
"Joga uma partida de ping pong comigo?"
"Eu não sei jogar..."
"Eu tô bêbado, ... você ganha fácil!"
Ela respirou fundo e se levantou, ajudando-o a fazer o mesmo. Antes que eles chegassem à mesa, Danny a abraçou e a beijou. Sempre ficava mais... empolgado... quando bebia.
"Quem perder passa por baixo da mesa!" – Ele disse, mordendo o ombro da namorada.
olhou a cena e riu. Era nessas horas de e Danny que ela percebia que namorar podia não ser tão ruim assim.
Olhou o resto do cômodo. Charlie a olhava do fundo da sala, sentado no chão, embaixo da janela. Apontou para seu lado, pedindo para que ela se sentasse lá. Ela foi, um pouco apreensiva.
"Dougie Poynter então?" – Ele disse, sem rodeios.
Ela não respondeu.
"Vocês namoram?"
"Não, nós estávamos juntos, mas somos só amigos agora!" – Ela desejou não ter dito isso. Pareceu, pelo modo que ela falou, que tinha sido há vinte anos.
"Entendi!" – Ele segurou a mão dela. – "Senti falta de você, dos seus papos nerds na hora do almoço, de me estressar quando você ia assistir os jogos daqueles gays do colégio..."
Aquilo não ia acabar bem! Fato!
"Também senti sua falta!" – Ela disse brincando com os dedos dele. Estava estuporada. Sabia que não devia estar ali, sabia que não podia falar aquilo pra ele, nem ficar com ele, mas não conseguia sair. Não queria sair.
"Um dia você vai me perdoar por ter ido embora?"
"Eu já perdoei. Não podia ter feito nada, era seu sonho. E olha onde vocês estão hoje! Vão gravar um CD!"
Ele sorriu e chegou mais perto. E mais perto e mais perto...
parou de gritar para Danny descer da mesa, quando viu de relance o casal embaixo da janela.
Aquilo não era nada bom...
[n/a: Coloquem para carregar: Forever – Chris Brown, Year 3000 – Busted e Just like a star – Corine Balley Rae]
acordou meio sem saber onde estava. Ouviu uma risada e se deu conta de que era de Danny. Demorou um pouco para lembrar que tinha ido dormir na casa de porque não queria enfrentar seus pensamentos. E sua culpa. Danny também dormiu lá porque estava muito bêbado, ficou preocupada e não quis deixá-lo sozinho em casa. Foi uma boa distração, na verdade. O garoto rendeu risadas até às 4h, quando finalmente capotou na cama de baixo da bicama de , exausta.
"Jura que eu disse isso?" – Ele e estavam deitados na cama de cima.
"Shhhhhh, você vai acordar a !" – sussurrou, mas ria do namorado. – "Ai, como você é besta!"
"Mas eu acho mesmo a Kirsten meio baranguinha... pô, o Tom já pegou você!"
"Obrigada pelo elogio, lindo!" – Ela o beijou. – "Mas eu achei ela fofa! Nós ainda não conversamos, mas eu fui com a cara dela!"
"Ela é legal mesmo... costumava sentar do lado dela na aula de História Geral em Memory Lane..."
"Antes perto dela do que daquela ridícula..."
"Adoro você com ciúmes!" – Ele riu alto de novo e levou um tapa de .
"Danny! Você vai acordar ela!"
"Ai, , doeu!"
"Aaaah, desculpa! Foi forte demais!"
Eles se beijaram de novo.
"Ressaca tá foda!"
"Faço idéia! Vocês tinham que beber tanto um dia antes DO show?"
"Não, não tínhamos... foi burrice mesmo..."
Nessa hora o celular de anunciou uma nova mensagem e Danny colocou a cabeça para fora da cama.
"Bom dia, Bela Adormecida!"
"Bom dia, Drunk Jones!"
Ele riu mais alto.
apareceu apoiada nas costas de Danny.
"Oi sis! Tudo bom?"
"Uhum..." – respondeu, lançando um olhar para a amiga que dizia com todas as letras: "Nãããããão!"
"Dan, vai tomar banho, vocês tem ensaio e passagem de som no Wonderland daqui a pouco."
"E coloco que roupa? Vou assim pra lá?" – Ele apontou para a boxer que usava e o moletom velho.
"Tem roupa sua aqui, sem noção..." – se levantou e ajudou o namorado, puxando-o para fora da cama. Parou no guarda-roupa e pegou as coisas dele que estavam lá.
Teve que empurrá-lo até a porta do banheiro. Danny começou a puxar a garota para entrar com ele.
"Seu bêbado! Toma banho aí e não enche!" – Ela disse, fechando a porta. Se virou para a bicama. – "Nossa vez de conversar, mocinha!"
cobriu a cabeça com o edredom.
"Siiiiiis, não me xinga!"
"Não vou brigar com você, fala sério! Mas me conta!"
Ela voltou a aparecer, mas estava vermelha.
"Eu não queria! Um minuto antes eu tava tentando ajudar o Dougie no banheiro. Mas ele me chamou... ficou falando de quando a gente tava junto, do que ele sentia falta... quando eu vi, já tinha ido! Foi uma conversa rápida, mas intensa."
"Faz parte, mas você não me parece muito feliz de ter ficado com ele de novo..."
"Eu não estou. Foi sacanagem com o Dougie e..."
não sabia como continuar.
"E o quê, sis?"
"...e eu acho que agora eu gosto do Dougie, não do Charlie." – Ela disse aquilo e cobriu a cabeça de novo. Sua voz saiu abafada quando ela continuou. – "Acho que a época do Charlie já foi. Ele nunca vai ser uma pessoa normal pra mim, como o Harry ou o James... Vai ser sempre o Charlie. O Charlie. Só isso. Uma lembrança forte..."
descobriu o rosto e olhou para .
"Ah sis, então serviu pra você descobrir que ele não é mais o cara! Tirou suas dúvidas. Você pode ficar com o Dougie tranquila, sem fantasmas!"
"Duvido que o Dougie ainda queira alguma coisa comigo. Você acha que não vai chegar aos ouvidos dele que eu fiquei com o Charlie?!"
"Putz, é verdade..."
pegou de novo o celular e leu a mensagem que havia chegado aquela hora.
"Oi linda! Será que vou ter o prazer da sua companhia no ensaio de hoje, como nos velhos tempos?"
Ela desejou tanto que fosse de outra pessoa... Mesmo assim respondeu:
"Oi Charz! Desculpa, minha lealdade agora é à outra banda! Hahaha... =P
Mas a gente se vê a noite! Beijos"
"É do Charlie?"
"É... ele quer que eu vá no ensaio do Busted, ‘como nos velhos tempos’. Eu respondi que minha lealdade agora é à outra banda." – disse, colocando a língua de lado, como se tivesse dado A melhor resposta do mundo.
"É, sis... seria uma boa maneira de escapar dele se..."
Mas o celular dela tocou de novo, interrompendo a amiga.
"Hahaha, então isso é um sim! O ensaio é junto, baixinha! No Wonderland... te vejo lá! ;) Beijos..."
"É sis... sofreu!" – Era visível na expressão de que Charlie tinha contado pra ela o "porém".
"Sofri grandão!"
Mas o assunto foi cortado por um Danny lindo e cheiroso saindo do banheiro mais esfumaçado de que se tem notícia.
"Abriram a porta do céu!" – Disse para zuá-lo.
Ele pulou na cama e se deitou em cima dela.
cobriu o rosto pela terceira vez.
"Se vocês quiserem privacidade, eu saio!"
"E apaga a luz quando passar pela porta?" – Pediu Danny, levando outro tapa da namorada.
"Babaca!"
Quando chegou ao Wonderland com Danny, - que tinha ido para casa e viria com Tom - ainda não tinha chego.
Ela entrou no lugar vazio e riu. Como a boate era estranha à luz do dia!
"Mr. Wonder!" – Ela soltou a mão do namorado e foi cumprimentar seu novo amigo.
"Oi, minha querida! Como está? Então deu certo, você voltou com o guitarrista!" – Ele disse sorrindo e lançando um olhar a Danny que cumprimentava os garotos que já estavam lá.
"Sim! Mas eu arranjei uma confusão imensa!"
Ele riu.
"Foi engraçado. Johnson ficou realmente bravo com a sua... audácia."
"Prometo nunca mais dar trabalho! Bom, vou ver o que os rapazes estão aprontando. Muito obrigada de novo, Mr. Wonder."
Ela foi andando até o palco, onde todos os garotos menos Tom estavam.
"Boa tarde, bandas!"
"Boa tarde, empresária!" – Disse Harry abraçando-a.
Ficaram conversando quando Tom e finalmente apareceram.
"Desculpa o atraso! E aí pessoal?" – Tom estava animadíssimo, com os olhos naquele brilho intenso.
entrou meio desconsertada e não olhou nem pra Charlie e nem pra Dougie.
Logo os meninos do McFLY estavam passando suas músicas no palco enquanto Matt e James andavam de bicicleta pela pista de dança. estava de pé no suporte das rodas de trás da bicicleta de James.
"Cara, essa música é muito boa!" – Disse ele, passando perto do palco.
Os garotos tinham acabado de tocar Please Please.
"É... pergunta pro Harry por que ela foi escrita!" – Disse Tom, mexendo em sua guitarra.
"Tem uma história por trás então? Conta aí, dude!" – Matt pediu.
Harry riu e coçou a cabeça:
"É uma garota com quem eu fico de vez em quando... o nome dela é Julia, mas a chamamos de Lindsay, porque ela parece a Lindsay Lohan..."
"De vez em quando!" – Zombou Danny. Recebeu uma baquetada nas costas. Foi até lá revidar, mas Tom o pegou pelas costas da camiseta.
"Vamos ensaiar, cara!"
"Você acaba com a graça das coisas, Fletcher!" – Disse Danny fingindo estar bravo, mas voltaram a ensaiar.
estava sentada num banquinho na frente do palco e olhava para Dougie. Ele parecia concentrado em não olhar para ela, sempre desviava.
"Oi linda!" – se assustou com a mão de alguém em suas costas.
"Oi Charz! Como vai?"
"Bem! Como passou de ontem?"
"Bem também..." – Ela sorriu e virou o rosto para os garotos que ainda tocavam. Charlie se sentou ao seu lado.
"Eles são bons!"
sorriu. Tinha tanto orgulho dos meninos!
"Eles são ótimos!"
"São, são sim... hey! Você vai na After na casa do James, né? Teremos que comemorar!"
"Claro!"
Charlie colocou as mãos sobre as mãos dela que descansavam nas pernas e sorriu.
Ela podia até ter descoberto que gostava mais do Dougie, mas Charlie com certeza fazia as coisas não serem assim tão simples.
"Como foi ficar fora tanto tempo, viajar tocando com a sua banda?"
"Foi tão legal. A gente aprendeu tanto. E as pessoas, elas gostam da gente! Depois dos shows algumas vinham falar com a gente... com a gente mesmo, sabe? E não com a banda principal..."
"Tenho certeza que sei por que as menininhas vinham falar com você!" – Ela não se segurou, fazendo o rir.
"Ciúme?"
"Não, é só uma constatação..."
"Também tenho ciúmes deles!" – Ele apontou os meninos em cima do palco com a cabeça. Foi a vez de rir. – "É sério! E a culpa é da sua mensagem de hoje de manhã. Percebi que perdemos duas fãs. Claro que uma delas tem um significado diferente pra mim, né?" – Ele apertou as mãos dela delicadamente.
"Vocês não perderam, mas estão dividindo agora..."
"Desigualmente."
"Hey, quem foi que saiu da cidade?!" – perguntou fingindo estar ofendida.
Charlie riu.
"É verdade! Queria poder ficar mais tempo aqui..."
queria concordar, mas não pode. Só sorriu.
James continuava andando de bicicleta pela pista com , que ria descontroladamente.
Ela nem tinha percebido também que os garotos do McFLY agora colocavam seus instrumentos de lado para a segunda passagem de som.
"Acho que tenho que ir pra lá... Promete que vai ficar aqui vendo?" – Disse Charlie.
bateu continência.
veio se sentar, ainda rindo, ao lado da amiga.
"Sis? Tudo bem? Tá com uma carinha..."
"Mais ou menos... tem After na casa do James hoje..."
"Ele me contou! Mas o que te aflige?"
riu.
"Charlie..."
"Ué, mas você disse..."
"Tudo fica menos certo quando ele tá perto..."
concordou com a cabeça e seguiu o olhar da garota, que não estava no alvo da conversa. Dougie e Harry se estapeavam por algum motivo do outro lado da pista.
"Mas ao mesmo tempo..." – começou.
"...ao mesmo tempo, queria voltar a falar com o Dougie... Ele nem me olhou hoje, sis! Ele já sabe de ontem, certeza!"
"Não duvido, quando eu cheguei estavam todos aqui... menos o Tom e o Danny. O James sabia, né?"
"Ele viu..."
"Então..."
"Merda!"
estava se olhando no espelho pela milésima vez. Estava com uma saia xadrez, meia calça escura e uma blusinha preta de manga cumprida e lisa.
"Está linda!" – Danny estava parado na porta. Também estava lindo, com uma de suas camisas xadrez, usava uma gravata preta com ela e uma calça um pouco mais apertada do que as que ele usava normalmente.
"Se você já não fosse meu, eu teria que te conquistar hoje de qualquer jeito!" – A garota disse se aproximando do namorado.
"De qualquer jeito?" – Ele perguntou malicioso. – "Porque, sei lá.... de repente eu me sinto meio desinteressado... você sabe como eu gosto da vida de solteiro e tudo..."
Danny abriu os braços para abraçá-la.
"Você não presta Danny Jones! Não vale nada!"
"Você já me disse isso uma vez, mas continua aqui." – Ele deu um beijo no pescoço dela.
"Quero ver quanto tempo você aguenta namorando, fiz uma aposta com a ..."
Ele riu e continuou beijando-a.
"Apostou alto?"
"Confio no meu taco!"
"Eu também confio..."
Ela riu e desejou que tivessem algum tempo ainda até irem pro Wonderland.
"Estamos atrasados, lindo!"
"Uhum..." – Ele parecia resistente em sair dali, também estava.
O clima, porém, foi totalmente interrompido pela tosse forçada de Mrs. , que subia as escadas fazendo mais barulho que o necessário.
"Vamos indo, então?" – Danny disse com a voz mais recomposta que conseguiu.
"Vamos, vamos! Ainda temos que passar e pegar a e o Tom." – Encontraram a mãe dela na metade do caminho. – "Tchau mãe!"
"Tchau, Mrs. !"
"Tchau crianças!" – E foi pro quarto balançando a cabeça.
Danny buzinou entre a casa dos Fletcher e a dos . Tom saiu quase pulando de casa, o rosto demonstrando todo seu nervosismo. E felicidade. Ele usava uma camisa branca que ficava perfeita nele. demorou um pouco mais. Ela também estava linda, com uma saia preta e um casaco caramelo. Tom assobiou da janela, fazendo-a rir.
"Vocês querem aparecer mais que a gente!" – Danny disse, assim que a garota entrou no carro.
"A gente tem que estar bonita e bem vestida, pra ninguém falar: ‘Eles namoram aquelas ali? Muito feia pra eles!’ É o tipo de coisa que deixa a autoestima lá embaixo!" – Explicou .
"E você hoje está de namorada do Dougie ou do Charlie, ?" – Danny perguntou, levando um senhor tapa da namorada.
"Fica quietinho pra gente gostar de você, Dan!"
olhou pelo vidro em silêncio e se lembrou que já tinha dito isso pra Dougie uma vez. De repente queria fugir para casa. Tom pegou sua mão e deu um beijinho nela, olhou e sorriu para ele.
"Calma!" – Ele disse baixinho.
Ela beijou a mão dele também.
"Amo você, sabia?"
"Chegamooooooos!" – Danny gritou, estava muito empolgado.
"E o melhor! Somos VIP hoje, sem filas." – Tom contou animado também.
Eles desceram no carro e encontraram Harry e Dougie parados na traseira do carro do primeiro.
"É pessoal... chegou a hora!" – Disse Harry, parecendo o menos nervoso de todos.
"Onde estão James, Matt e Charlie?" – Perguntou Tom, olhando em volta.
"Já entraram, a gente ficou esperando vocês." – Contou Dougie, que parecia mais hiperativo do que o normal. É lógico que estava meio mal por causa de , mas aquele era O show! Agradeceu mentalmente ter mais em que pensar, ela estava muito linda!
"Então vamos!" – Danny sorriu e passou o braço pelas costas de , conduzindo-a.
Eles entraram por uma porta lateral, onde havia uma lista V.I.P. Estavam se sentindo a última bolacha do pacote.
Wonderland estava bem cheia. Eles logo desceram e encontraram os meninos do Busted num camarote. Cheio de pessoas que eles desconheciam, a maioria garotas.
"Meu, olha quanta gente aqui!" – Matt tentava passar por todo mundo para falar com os seis.
"Tô vendo... Hey Danny, vamos até o bar pegar umas cervejas!" – Tom obviamente não conseguia ficar parado.
Os dois saíram e Matt abriu a correntinha, permitindo que os outros entrassem.
e logo se esqueceram de tudo e começaram a dançar, fazia tempo que elas não se concentravam só em escutar a música e se mexer...
Começou então a tocar "Forever", do Chris Brown.
Danny entrou no camarote nessa hora, parou para olhar sua garota e sorriu. , ao virar a cabeça, percebeu e parou também. Danny estava a alguns metros, segurando uma garrafinha verde e mostrando todos os dentes. Tão lindo! Ela andou até ele cantando a música. [Tradução]
It's you and me
Moving at the speed of light into eternity, yeah
Tonight is the night
To join me of the middle of ecstasy
Feel the melody and the rhythm of the music go 'round you
Go 'round you
I'ma take you there... I'ma take you there
So don't be scared when I'm right here, baby
We can go anywhere.. go anywhere
But first it's your chance to take my hand come with me
começou a dançar mais perto de Danny, olhando diretamente para ele e cantando. A letra fazia muito sentido...
It's like I waited my whole life for this one night
It's gonna be me, you, and the dance floor
'Cause we only got one night
Double your pleasure, double your fun
And dance forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
(Forever)
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever on the dance floor
Feels like we're on another level, girl
Feels like our love's intertwined
We can be two rebels
Breakin' the rules me and you, you and I
All you gotta do is watch me
Look what I can do with my feet
Baby, feel the beat inside
I'm drivin' you can take the front seat
Just need you to trust me
Girl... girl... girl
It's like I...
Danny continuava segurando a garrafinha sem se mexer, tinha perdido o fio do raciocínio.
It's like I waited my whole life for this one night
It's gon be me, you, and the dance floor
'Cause we only got one night
Double your pleasure double your fun
And dance forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
(Forever)
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever on the dance floor
It's a long way down it's so high off the ground
Sending for an angel to bring me your heart
Girl where did you come from?
Got me so undone
Gazing your eyes got me saying
What a beautiful lady no ifs ands or maybes
I'm realeasing my heart and spirit amazing
There's no one else that matters you love me
And I won't let you fall girl, let you fall girl ohhh
Ohh...ohh... ooh yeah
I won't let you fall let you fall let you fall
Ohh ohh yeah yeah
Yeah yeah
It's like..
It's like I waited my whole life for this one night
[one night]
It's gon be me, you, and the dance floor
'Cause we only got one night
Double your pleasure double your fun
And dance forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
(Forever)
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever ever-ever
Forever on the dance floor
Ohh... oh... oohhohohohh
Ohhh... yeah
Forever ever ever ever
Forever ever ohhh"
chegou mais perto e deu um beijinho em Danny, que estava mumificado no lugar. Ele chacoalhou um pouco a cabeça e passou os braços por trás da namorada.
"Caracas, acabei de descobrir como é estar hipnotizado!"
riu e abraçou-o.
"Sabe o que é mais engraçado?" – Ele continuou. – "Essa é realmente a noite que eu esperei, sei lá, toda minha vida. É só um show idiota, mas eu... é tudo perfeito!"
"Não é um show idiota, é o começo de tudo!"
"É... é o começo de tudo..."
Um sorriu para o outro, transmitindo uma alegria palpável, e se beijaram.
"Ah não! Se larguem um pouco vocês dois! Olha que eu jogo água fria!" – James chegou separando o casal, como se fosse uma briga.
gargalhou, apertou o queixo de Danny e voltou para dançar com .
Dougie estava sentado, autista como sempre, olhando-a. Queria tanto ainda estar com ela, poder abraçá-la. O clima entre os dois estava ainda mais estranho agora que Charlie estava por perto... suspeito.
"Hey dude... se anima!" – Harry deu um tapa na cabeça do amigo. Viu pra onde ele olhava. – "E sai dessa, vai... Nunca vi você encanado em uma garota desse jeito."
"Ela e a mudaram muita coisa por aqui, né?" – Dougie disse, pensativo.
"Se mudaram! Se alguém me dissesse em junho que, dali a quatro meses, Danny estaria namorando eu ia rir na cara da pessoa... Logo quem?!"
Dougie riu também.
"Bandaaaaaaas!" – Matt gritou. – "E imprensa!" – Ele completou olhando pra e . – "Camarim nooow!"
Todos se olharam excitados e saíram juntos em direção à pequena porta ao lado do palco.
"Cara, tenho que ir ao banheiro." – Tom saiu correndo, pela terceira vez.
"Meu, dá um barbante pro Tom." – Dougie zombou, estava sentado em cima da "penteadeira".
andava entre eles com a câmera na mão. segurava uma escova de cabelo, fingindo ser a repórter.
" ao vivo do camarim do Wonderland, com imagens exclusivas do encontro histórico entre McFLY e Busted."
Ela foi andando até Harry.
"Estamos aqui com o sex simbol Harry Judd, o baterista do McFLY. Descreva com uma palavra a noite de hoje, Harry."
"Épica! Não existe uma palavra melhor!"
riu.
"Que foi? É uma noite épica mesmo!"
"Desculpa, eu só achei a palavra... exótica!"
", você é a câmera girl, você não fala!" – Dougie gritou, de onde estava.
e foram até ele.
"Voltamos ao vivo ao backstage do show do ano com o baixista Dougie Poynter. Dougie, qual sua música favorita do McFLY?"
"Surfer babe."
o olhou com cara de interrogação, baixou a escova.
"Que música é essa, anormal? Essa música não existe!"
"Existe sim, fará parte do nosso próximo álbum."
Ela se recuperou, achando que era uma brincadeira do garoto.
"Novidades sobre o próximo CD da nossa banda preferida, você só confere aqui!"
E piscou para a câmera.
"Me entrevista! Me entrevista!" – Danny acenava, com um sorriso enorme.
"Vem aqui então!" – chamou.
O garoto se prostrou em frente à e ao lado de .
"Daniel Jones, senhoras e senhores! Danny, qual é o seu conselho aos jovens aspirantes a músicos?"
"Meu conselho para os jovens inspirantes... ih, não!"
"Aspirante! Não inspirante, besta!" – Tom tinha saído do banheiro.
"Meu conselho aos jovens aspirantes a museu... não! Não!" - E soltou sua risada alta.
"Caralho, Danny! Como você é anta!" – James, que assistia a tudo, riu.
Ele respirou e tentou de novo.
"Meu conselho para os jovens inspi... oh!" – Ele fechou os olhos e se concentrou. O camarim inteiro prestava atenção.
"Meu-conselho-para-os-jovens-aspirantes-a-músicos..." – Ele comemorou, mas parou depois disso e ficou pensativo. – "Acho que não tenho um conselho."
Todos vieram a baixo. Choveram tapas na cabeça de Danny.
"Pára, pára! Assim eu fico mais burro!"
Mas nesse momento, Johnny Wonder apareceu na porta:
"Hora do show pessoal, McFLY..."
Uma corrente elétrica percorreu os presentes ali. desligou a câmera e olhou para Danny. Estendeu a mão para segurar a dele. Estava fria como uma pedra de gelo.
"Vai dar tudo certo." – Ela murmurou.
"Vou cantar e tocar pra você essa noite." – Ele disse, apertando um pouco a mão dela.
"E eu vou estar lá na frente, quase explodindo de orgulho!"
Harry veio empurrar os dois.
"Fora cambada!"
Os dois se separaram. Danny subiu no palco e o contornou, para se posicionar bem na frente do microfone central. Ela olhou para o lado esquerdo e viu seu melhor amigo.
Nervoso, suando e, ainda assim, mais bonito do que nunca. Ele viu que era observado e sorriu.
"Boa sorte. Eu amo você." – Ela falou, sem emitir som, mas bem claro para que o garoto lesse seus lábios.
"Eu também." – Tom respondeu, os olhos faiscando.
Todos se olharam, fazendo um sinal de aprovação com a cabeça, Danny ajeitou o microfone, respirou fundo e sorriu para a platéia.
"E ae, pessoal? Nós somos o McFLY! Espero que gostem da nossa banda! Essa se chama "Please, Please".
olhou em volta e viu que várias pessoas já cantavam a música. Aquilo era tão sensacional!
Tom não conseguia parar de sorrir. Entre Please, Please e Room on the Third Floor ele olhou para Danny incrédulo e os dois riram, enquanto Dougie contava a história romântica de como a música foi feita, como sempre.
We’re the Young começou logo depois e aproveitou a música mais animada para gravar a apresentação deles. Os meninos estavam elétricos! Dougie, que normalmente já era hiperativo, agora não mantinha os dois pés no chão por mais de 5 segundos!
"A próxima música... eu fiz pra uma garota incrível..." – Danny começou.
Nessa hora, sentiu uma cotovelada e teve vontade de vomitar ao ver quem era. Laura parou ao lado dela achando, obviamente, que ele estava falando de That Girl.
"...mas eu descobri que ela gosta de mim, então eu não vou mais pra L.A.!" – Ele disse piscando para a namorada embaixo.
Laura cruzou os braços confusa, tentando lembrar em que parte de That Girl Danny falava de Los Angeles. a empurrou para ficar bem de frente para o microfone do meio e receber todos os sorrisos e piscadinhas que Danny lhe lançava. A garota não se contentou: bateu no ombro da loira e comentou:
"Obviously é linda, fala aí! E se, além de tudo você tem o Danny cantando só pra você, a hora que quiser..."
ia dizer algo à , mas ao olhar para o lado viu que ela provocava a rival. Ainda que achasse que Laura merecesse coisa bem pior, ficou com medo das duas estragarem o show.
"Hoje não, sis... hoje não." – Ela disse, puxando .
"É, tem razão." – A amiga saiu de perto de Laura e voltou sua atenção pro palco.
"Foi um prazer tocar pra vocês hoje! Obrigado Mr. Wonder, valeu , valeu ..." – Tom disse, apontando as meninas.
"Liiindo!" – As duas gritaram juntas.
"Valeu Busted!" – Lembrou Danny!
"Valeu Zukie! Valeu Tom Delongue!" – Dougie disse e outros olharam pra ele. Tom riu e continuou.
"Obrigado galera! Até a próxima! Nós somos o McFLY!"
E começaram That Girl. O pior é que gostava pra caramba da música, apesar de ter sido escrita pra talzinha... Ela nem sofreu e se acabou com e os meninos. Tirou milhões de fotos de Danny enquanto ele solava e dos outros garotos também. Eles nunca estiveram tão animados.
Assim que eles puseram os instrumentos de lado, o DJ começou a tocar algo enquanto o Busted não entrava. e foram correndo ao encontro dos garotos.
e Dougie nem lembraram que estavam "estranhos" um com o outro. Ela se atirou em seus braços e ele a segurou como se ainda estivessem juntos. ficou em dúvida se abraçava Danny ou Tom primeiro. Foi a visão desagradável de uma certa garota de Memory Lane que a fez decidir. Com dois passos largos e uma bundada, pulou no pescoço de Danny antes.
"Foi sensacional, lindo! Vocês arrasaram!"
"A gente conseguiu, ! A gente conseguiu!"
Os dois se beijaram e, quando finalmente se soltaram, Laura não estava mais por ali.
também não queria ter soltado Dougie, mas não demorou muito para eles perceberam que estavam a uma distância perigosa demais e se desvencilharem, tímidos. Ela agora abraçava Harry.
se virou e viu Tom de costas recebendo os cumprimentos de duas garotas que ela não conhecia. Esperou que elas saíssem e o abraçou por trás.
"Meu melhor amigo é um rockstar!"
"E está na mesma banda do seu namorado!"
"Eu posso querer mais alguma coisa?"
Ele se virou e riu. Seus olhos brilhavam ainda mais do que o normal, mais do que o humanamente possível. Eles se abraçaram e quando se soltaram, teve a impressão de que Tom estava chorando.
"Você merece!" – falou ao amigo.
Ele sorriu e deu um beijo no rosto da garota. Ela retribuiu o sorriso e foi abraçar Dougie e Harry enquanto quase jogava Tom no chão ao pular em cima dele.
Quando já haviam se cumprimentado, lembrou que tinha prometido a James que os fotografaria também e os seis voltaram para a frente do palco. Pelo caminho, os meninos iam sendo parados por várias garotas. Harry ficou para trás. Danny só não ficou também porque segurava sua mão. "Namorar gente famosa é tenso!", pensou ela.
Busted começou o show com uma música divertida chamada Air Hostess. Apesar do estilo parecido com o do McFLY, as músicas deles eram mais debochadas e também levantaram as pessoas.
Eles estavam empolgadíssimos também e, entre uma música e outra, contaram que gravariam um CD e que voltariam assim que isso acontecesse.
Antes da última música, agradeceram todo mundo, o Mr. Wonder, as garotas e o McFLY.
"Espero que tenham se divertido! Essa se chama Year 3000. Brigadão gente!" – James falou ao microfone. [Tradução]
"One day when I came home at lunchtime,
I heard a funny noise
Went out to the back yard to find out if it was,
one of those rowdy boys.
Stood there with my neighbour called Peter,
and a Flux Capacitor.
riu da letra da música e percebeu que Tom a cantava também. Provavelmente foi escrita quando ele e James ainda sonhavam com uma banda juntos.
He told me he built a time machine
like the one in a film I've seen,
yeah yeah... He said...
A garota olhou de novo para o amigo. Ele tinha essa obsessão por Back To The Future desde sempre. Talvez ele já quisesse chamar sua banda de McFLY há mais tempo do que aqueles três meses.
I've been to the year three thousand
not much has changed but they lived under water,
and your great great great grand daughter,
she is pretty fine (she is pretty fine)
He took me to the future in the flux thing and I saw everything,
boybands and another one and another one ... And another one!
Triple breasted women swim around town... Totally naked!
We drove round in a time machine,
like the one in the fim I've seen..
Yeah yeah... He said...
I've been to the year three thousand
not much has changed but they lived under water,
and your great great great grand daughter,
she is pretty fine (she is pretty fine)
I took a trip to the year 3 thousand
this song had gone multi platinum,
everybody bought our 7th album.
It had outsold Michael Jackson,
I took a trip to the yeah 3 thousand
this song had gone multi platinum
everybody brought our 7th album, 7th album.
He told me he built a time machine
like the one in a film i've seen,
yeah yeah... He said..."
Os seis gritavam mais alto do que todo mundo quando o Busted acabou.
"James gatinhooooo, me dá seu telefone!" – e gritavam, zuando o amigo que atirava beijos.
tentou não olhar para o rosto ansioso de Charlie, que talvez esperasse o mesmo abraço caloroso que ela havia dado em Dougie.
Danny, Dougie e Tom subiram no palco para os seis desmontarem as coisas.
"E é lógico que o Harry deu perdido!" – Tom reclamou.
"Daqui de cima dá pra procurar ele." – Matt disse se levantando, seu olhar parou em algo bem no fundo da pista e ele completou envergonhado. – "Achei... mas ele tá meio... hum... ocupado."
"Novidade." – Riu Danny, com seu humor inabalável.
Como estavam em muitos, nem demoraram muito. e foram ao camarim pegar suas coisas.
Laura aproveitou a brecha:
"Springsteen! Vocês foram ótimos! Você sabe que eu passo mal com você cantando, né?"
Danny deu um passo para trás quando ela fez menção de abraçá-lo.
"É, tem várias coisas que me faz passar mal também, Laura. Enfim... obrigado mesmo!"
Ele se virou e James segurou a risada.
"Coitada, cara! Não se trata fãs assim!"
"Fã? Essa aí é a encrenca da minha vida. Você não viu ela e a brigando numa festa!"
"Você também não, Jones. Mas eu tive esse prazer. Briga de mulher rocks!" – Dougie pulou do palco e se juntou a eles.
"Eu peguei o final..." – Danny lembrou.
"Eu não conseguia fazer a parar de bater nela." – Dougie ria muito.
James gargalhava com a história.
"A bateu em alguém? Ela realmente gosta de você, dude..."
"Eu sei... eu também gosto dela."
"Nunca achei que veria o dia que Danny Jones namoraria..." – Dougie colocou o braço no ombro do amigo.
"Eu já sabia que isso aconteceria no dia que voltamos da Flórida..."
Ouve uma chuva de tapas na cabeça do garoto. Pelo jeito não era só James e Dougie que ouviam a conversa.
"Seu bicha!" – Falou Charlie.
As meninas voltaram e James pareceu se animar ainda mais.
"Festa! Comemoração! Bourne’s House!"
"Quem mais a gente vai chamar?" – Charlie disse olhando em volta.
"Todo mundo!" – James estava fora de si. – "Hey, festa na minha casa agora, aparece lá!" – Ele falou se virando para uma roda de garotas que concordaram e sorriram maliciosamente para ele.
Eles foram se encaminhando para a saída e duvidou que chegassem ainda de madrugada à porta com James parando para anunciar a festa para todo mundo.
"O Harry!" - Lembrou Tom.
"O Harry!" - Os outros gritaram juntos.
Mas com a divulgação geral de James, Harry vinha atrás de todos segurando a mão de uma moça. Não, não era uma das retardadas do colégio. A menina devia estar na faculdade já. E era linda!
Houve um olhar de aprovação dos outros quatro garotos simultâneos.
"Não tem como não invejar o Harry!" – Danny soltou.
"Opa, obrigadão aí!" – disse soltando a mão dele. – "Vai lá perguntar se ela não tem uma amiga..."
"Posso?" – Ele disse, só para provocá-la. Mas ficou com medo da expressão da namorada. – "To brincando, meu amor..."
A abraçou por trás e logo já tinha desmanchado a cara de brava.
"Hey você... O que achou?" – Charlie deu uma passada larga e alcançou .
"Bem legal, as letras de vocês são hilárias!"
"Que bom que você gostou."
"Quando vocês vão embora?"
"Amanhã à tardinha." – Charlie parecia não gostar muito da ideia. – "Vou sentir saudade!"
"Eu também..." – agradeceu mentalmente eles terem chegado aos carros.
Tinha medo de onde aquela conversa podia chegar.
Houve uma muvuca básica pra decidir quem ia com quem, mas logo estavam todos dentro dos carros. Como Harry estava acompanhado, Dougie foi no carro de Matt, com Charlie e James. Ele ia na frente e James e Charlie gritavam dos vidros traseiros convidando as pessoas para a festa.
"E aí, vai pegar a de novo hoje?" – James perguntou ao amigo a seu lado, não se preocupando em manter a voz baixa.
Charlie olhou o perfil do rosto de Dougie, que tinha ficado paralisado.
"Hum... não sei..."
"Acho que ela ainda curte você, cara! Quer dizer, ela era louca por você quando a gente foi embora e..."
Palmas para James Bourne! Dougie virou o rosto para a janela e permaneceu calado, mesmo quando o assunto mudou para o show que tinham acabado de fazer.
Ele não conseguia acreditar naquilo. Como assim "ela AINDA curte você" e "ela era louca por você quando a gente foi embora"? E por que ninguém tinha contado a ele que os dois tinham ficado no dia anterior? Se ele não tivesse bebido tanto e passado mal... bom, isso não mudaria nada. Ele só teria visto e não descoberto desse jeito.
Quando chegaram à casa dos Bourne, Dougie pensou rapidamente se não deveria ir embora... não teve essa opção, porém. Danny o puxou para dentro assim que ele abriu a boca para o soltar o "...porque eu não estou me sentindo muito bem."
"Que ir embora o quê? Nós somos os reis dessa festa, pequeno lagarto!"
Ele desistiu da ideia e entrou na casa.
Não demorou muito e o primeiro andar se encheu de gente e com o som da música. Charlie surgiu com uma tequila que foi discretamente bebida apenas pela "diretoria", como ele disse.
bebeu uma e seu estômago já a avisou que se houvesse outra daquela, ele entraria em greve permanente. Ela resolveu tentar algo menos alcoólico e partiu para uma cerveja. Só não queria ficar sóbria. De repente ela tinha reparado que Dougie tinha voltado àquela estranheza da tarde e, pior, parecia puto com alguma coisa.
"Hey, não conhecia aquele baixo rosa... é novo?" – Ela tentou puxar assunto com ele. Porém Dougie fingiu que não ouviu e saiu andando em direção à sala.
e Danny pareciam estar competindo quem bebia mais tequila. Mas estavam perdendo facilmente para James, que já andava - de novo - só de boxers pela casa.
"Que é? Tô na minha casa!" – Ele gritou para Tom, que ria da cozinha.
Harry tinha sumido com a moça e Matt, Tom e Charlie jogavam conversa fora.
voltou rindo da sala com Danny.
"Onde vocês roubaram aqueles móveis? Ontem não tinha sofás e mesinha de centro..." – Ela disse alto, segurando a mão do namorado que dançava ao ritmo da música.
"James achou no quartinho lá de fora. Foi o que a mãe dele não conseguiu vender... Precisávamos de um ambiente legal para a festa, né?" – Matt explicou.
não tinha ouvido uma palavra. Mantinha uma mão na orelha esquerda e se agachou para olhar o chão.
"O que foi?" – Danny se curvando um pouco também perto dela.
"Perdi meu brinco..." – Ela disse baixo.
"Perdeu o quê?"
"Puuuuuta que pariu, perdi meu brinco!"
"Calma , a gente acha, vamos ver se não tá lá na sala..." – Danny disse. A garota se levantou com tudo e bateu a cabeça no queixo do namorado.
"Puuuuuuuta que pariu, machuquei o Danny!" – Ela disse colocando a mão onde havia batido.
"Não, não, tá tudo bem!" – Ele não estava mais muito sensível. – "Vem procurar seu brinco!"
"Tom, cadê a ?" – se virou na porta da cozinha.
"Puuuuuta que pariu, perdi a !" – Matt a imitou, fazendo a garota rir.
"Não, é sério! Cadê ela?"
"Deixa que eu procuro!" – Charlie saltou da bancada da cozinha e saiu atrás de e Danny.
tinha sumido de verdade. Charlie a procurou nos quartos, na sala, na cozinha... Quando já estava desistindo viu uma sombra na porta de vidro que dava para a varanda.
"Achei você!" – Ele disse para a garota, que estava sentada no chão olhando para o céu.
"Oi Charz." – Ela tentou disfarçar a cara triste. Sabia o provável motivo pelo qual Dougie a estava destratando, mas não entendia por que ele tinha piorado se já sabia desde a tarde.
Chalie se sentou ao lado da garota. Tirou o iPod do bolso e procurou uma música.
"Queria que você ouvisse essa música. Eu lembrei de você... da gente... a primeira vez que ouvi..."
pegou os fones meio em dúvida. Charlie se levantou e disse que buscaria bebidas para os dois. Ela chegou a pensar na possibilidade de fugir, mas não queria se levantar e tinha certeza que não ficaria com ele hoje. Não havia motivos, então.
Olhou o display do objeto antes de dar play. Ele dizia "Like a star – Corinne Bailey Rae". [Tradução]
"Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands,
Honor to love you,
Still I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
We do it all the time,
blowing out my mind,
riu com a letra. Era muito fofa, mas não a fazia lembrar-se de Charlie, mas sim de Dougie.
You've got this look I can't describe, (ela riu de novo)
you make me feel like I'm alive,
when everything else is a fade,
without a doubt you're on my side,
heaven has been away too long,
can't find the words to write this song
Of your love,
Still I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
Yeah...
I have come to understand,
the way it is,
It's not a secret anymore,
'cause we've been through that before,
from tonight I know that you're the only one,
I've been confused and in the dark,
now I understand,
Yeah-yeah
Charlie não sabia o que tinha feito ao pedir que ela ouvisse a música. Ela realmente tinha acabado de entender a burrada que tinha feito. Era Dougie! Dougie o tempo todo! Era dele que ela sentia falta, das idiotices dele!
Oooh... Ooohhhh...
I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
I wonder why it is,
I won't let my guard down,
for anyone but you
we do it all the time,
blowing out my mind,
Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands."
Ela retirou os fones e se levantou, iria falar com Dougie. Pedir desculpas, fazer o que fosse preciso.
Como se estivesse adivinhando, o garoto abriu a porta. Estava com uma cara péssima também.
"Dougie! Era você mesmo que eu ia procurar! Eu acabei de ouvir uma música e..." – estava mais animada do que estivera a noite toda.
Ele apenas balançou a cabeça e a interrompeu.
"Você ficou com ele! Ficou com ele um dia depois de conversar comigo! Muito de caso pensado! Nunca pensei que você faria uma coisa dessas!"
fez cara de horror.
"Não, Dougie, não! Eu terminei com você pelo motivos que eu te disse! E... e... eu tava confusa porque o Charlie tava chegando, mas..."
"Viu?! Eu sabia, não podia ser só por causa daquilo!"
"Não podia? Se eu me lembro, você concordou com tudo que eu disse aquele dia!"
"Eu queria o melhor pra você, por mim a gente continuaria ficando numa boa."
"Porque pra você as coisas sempre são muito fáceis! Namorar, não namorar... dane-se!"
"A culpa é minha se a gente não namorava então? Porque era, com certeza, algo que você sempre quis!"
"Não tô falando isso! Nunca disse... Eu te falei que não dava certo porque NÓS DOIS não queríamos namorar..."
"Mas tá jogando a culpa em mim agora..."
"Não tô jogando nada em você! Eu ia pedir desculpa, seu imbecil!"
"Sabe de uma coisa? Se você tivesse ficado com ele sem terminar comigo, eu teria perdoado! Teria sido um deslize, algo sem importância. Mas você fez de caso pensado! Queria estar livre quando ele chegasse!"
"Eu queria colocar meus pensamentos em ordem!"
"Espero que tenha conseguido e espero que tenha escolhido o Charlie porque eu sou carta fora do seu baralho já!"
Dougie saiu como um furacão, deixando sem palavras.
O silêncio repentino foi quebrado pelo som que vinha dos fones de ouvido seguros na mão de , a música, que estava no Repeat, agora cantava:
"I don't argue like this, with anyone but you…"
A garota teve vontade de jogar o iPod na parede, mas teve uma idéia melhor. Tinha que sair dali antes que Charlie voltasse. Dougie ia achar que eles ainda estavam juntos.
Colocou o aparelho no bolso e foi para sala. Se deparou com a única cena e as únicas pessoas que a fariam rir nesse momento:
dançava (lê-se pulava) em cima do sofá, já descalça. Danny ao seu lado, fazia os passinhos de sempre, com a calça levantada até perto do peito. O mais animado, porém, era Harry dançando na mesinha de centro ao som do seu Brazilian Funk.
"É o bonde do tigrão!" – Ele cantava. tinha absoluta certeza que ele não fazia ideia do que as palavras significavam, apenas as tinha decorado.
"Siiiiiiiiis!" – gritou do alto do sofá, pulou de lá e veio correndo ao encontro dela. Quase escorregou, porque estava de meia calça, mas foi amparada por um garoto que estava perto.
"Hey você! Tira a mão da minha namorada!" – Danny gritou do sofá, mas era impossível ter medo dele!
O garoto colocou de pé e se afastou.
"Siiis, onde você tava? Perdeu o Harry se acabando e o Danny dançando funk!"
"Eu... eu tô meio mal do estômago, sis. Acho que vou embora..."
"Aaaah..." – então percebeu a cara desanimada da amiga. – "Hey, o que foi? Você não tá só com dor de estômago..."
"E você tá menos bêbada do que eu achei... Senão eu ia conseguir te enganar!"
riu e abraçou a amiga.
"Amanhã eu te conto... curte por mim..."
"Não vou deixar você ir embora sozinha! De jeito nenhum."
"Não sis, fica aí..."
"Já sei! Você fica mais um pouquinho e a gente vai embora junto..."
ia responder, mas voou içada para cima da mesa por Harry.
"Vai gata... vamos até o chão que nem eu te ensinei!"
Ela não conseguiu não rir e subiu pra dançar com ele.
"E pra ficar aqui tem que tomar tequila!"
só tinha reparado na garrafa na mão dele naquele momento.
"Não, Harry... meu estômago!"
"Larga a mão de ser mulherzinha!" – Ele foi entortando a garrafa e sentiu a garganta e o estômago pedindo arrego.
Meia hora depois, Harry tinha achado a tal garota do Wonderland e tinha sumido. Danny e se pegavam no sofá e continuava em cima da mesinha. Ela e o José. Cuervo.
"Vamos beber que amar tá difícil, colega!" – Ela dizia puxando sua nova amiga para dançar com ela. – ", porra! Você pediu pra eu ficar aqui pra ficar aí com o Danny?!"
cortou o beijo e se levantou voltando a pular no sofá. Danny fez o mesmo, mas abraçou a namorada e os dois voltaram a se beijar, agora de pé.
"Puuuuuuuta que pariu, sis! Ah não, viu?" – E virou mais tequila direto da garrafa. – "Cadê o Tom?"
A nova amiga se virou e apontou para a cozinha.
"O guitarrista loirinho? Tá ali com a Kirsten..."
"Marditããããão!" – gritou na direção do amigo que riu, mas não a olhou.
Ouviram então um barulho tremendo e elas se viraram para o sofá. Pelo jeito, e Danny tinham se empolgado no beijo e caído no chão. Os dois estavam estirados, rindo feito duas hienas.
"Seus bêbados!" – Matt surgiu gritando e deu um montinho no casal. se jogou por cima.
"Ai Jesus, eu tô de saia!" – gritou, saindo do montinho. – "Cadê o Dougie, Matt?"
"Foi embora faz tempo já! O Charlie que tava te procurando... Não sei como ele não te achou aqui, em cima da mesa..."
"Eu não quero ver o Charlie! Eu quero o Dougie!" – Ela falou, mas tapou a boca assim que concluiu a frase. Matt riu.
"Vou levar vocês embora..."
"Mas já?" – perguntou, ainda no chão. Danny estava sentado com as pernas em cima das pernas dela e já demonstrava sinais de cansaço e piscava duro.
"Seu namorado tá dormindo em pé!" – O amigo retrucou.
"Ele é um bosta!" – Ela falou chacoalhando o dedo indicador, como era bem típico.
"Acorda Danieeeeel!"
Danny a abraçou e encostou a cabeça no ombro dela.
"Tô com sono, linda!"
Matt fez cara de vitorioso.
"Eu levo vocês, vem!"
se despediu da nova amiga - que ela não sabia o nome e amanhã nem se lembraria da cara da cidadã - e saiu resmungando alguma coisa sobre Dougie. e Danny iam abraçados discutindo se ele dormiria ou não na casa dela.
"Sua vez de dormir lá em casa, !"
"Eu não avisei minha mãe..."
"Mas eu já dormi lá hoje... Sua mãe não gosta quando eu durmo lá..."
"Não mesmo, mas quem liga?"
riu da sinceridade da amiga.
"Que beleza, hein, sis?"
"Tá bom então, Jones. Dorme sozinho na sua casa e a dorme na minha!"
"Não sis, minha mãe já andou perguntando se eu ainda moro em casa..."
"Cada um dorme num lugar e pronto!" – Decidiu Matt, impaciente.
"Sem graça..."
se mexeu na cama e percebeu que o mundo ainda rodava rápido demais pro seu gosto. Agradeceu ter tomado tequila de qualidade ou estaria com uma dor de cabeça de matar qualquer cidadão.
Ainda assim, o friozinho e seus 3 cobertores - que ela desconfiava terem sido colocados em cima dela por Matt e . Tinha apenas uma vaga lembrança da sua saída da casa de James e de como chegou ali na cama - estavam confortáveis demais. Ela olhou o relógio, 14h... é... tinha que levantar, pelo menos pra sua mãe ver que ela estava viva.
Checou seu celular. 2 novas mensagens. A primeira já fez seu estômago revirar:
"Hey, fujona! Não consegui falar de novo com você ontem... Você tava tão empolgada em cima da mesa, hahaha... Estou indo embora hoje e quero te ver antes. Pra pegar meu iPod...
;) Beijos, Charlie"
"Sai do meu pééééé!" – A menina gritou pra tela do celular. Era exatamente isso que ela odiava em relacionamentos: Pessoas grudentas, essa vontade de ficar 25h por dia juntos... ainda que Charlie até podia ser considerado normal, ao contrário eles nunca teriam tido nada.
Mas agora ele estava chato! Não, não. Ela é que estava afim de outro mesmo. Tentou não pensar na briga com Dougie na noite anterior e passou para a segunda mensagem. Beeem melhor:
"Bebaaaaaassa! Tá tenso aí, sis? Aqui tá mais ou menos, hahaha... Almoço em casa com o James e o Tom, como nos velhos tempos. Liga pro Tom e vem com ele! Ele tá te esperando!"
Era exatamente o que precisava! Uma tarde com os velhos amigos, rindo, falando besteira e longe de Charlie e Dougie.
Ligou pro Tom e foi zuada totalmente. Provavelmente só uma amostra grátis do que aconteceria na casa de .
"E por que ninguém zoa a ? Se bem me lembro ela estava tão louca quanto eu e caiu do sofá com o Danny!"
"Ela já foi devidamente zuada por isso!" – Tom ria descontroladamente. – "Mas então, linda... Tá pronta? Vamos?"
"Me dá 15 minutos?"
"Claro. Te espero no carro."
Meia hora depois - demorou um pouco mais do que previra -, eles chegaram à casa de . A garota abriu a porta toda risonha. James veio atrás dela pra cumprimentar os dois.
"Ebaaaa... como nos velhos tempos! Acho até que a gente devia jogar Banco Imobiliário!"
Os dois entraram e foram todos para a cozinha.
"A tá fazendo macarrão... como não?!" – Contou James, em tom de gozação.
"E ela sabe fazer outra coisa?" – Tom perguntou.
"Nossa gente..." – Ela disse em um tom magoado, voltando a olhar a panela.
"Cade sua mãe, Jones girl?" – Tom se sentou a mesa, folheando o livro de receitas.
"Na casa da minha vó, por isso chamei vocês, ia almoçar sozinha..."
"E o Danny?" – James quis saber.
"Morreu..."
"Credo !" – Disse rindo. Ela estava na bancada ao lado do fogão comendo pedaços de tomate que a amiga havia picado.
"Acho que está em casa, o pai e a irmã pelo jeito estão aí..."
"Pára de andar com o Tom, ... Você tá sozinha em casa e chama a gente? Pelo amor de Deus!" – James zombou, fazendo as garotas rirem.
Tom ficou procurando algo para jogar nele, mas não encontrou nada a não ser um pano de prato - muito leve - e uma fruteira - muito pesado -.
10 minutos depois, anunciou que o almoço estava pronto. James ameaçou sair e comer no McDonald’s e Tom disse que não estava com fome - sua barriga havia roncado alto uns dois minutos antes, alto o suficiente para ouvir -.
"Vocês não querem comer? Por mim, tá tranquilo... sobra mais!"
"Quaaaanta hostilidade! Vou comer só pra não perder a amizade!" – James falou a caminho do fogão. Parou para fazer cócegas em .
"Palhaço!"
Por incrível que pareça, o macarrão estava realmente bom e eles passaram um tempo sem falar muito.
colocou os meninos para lavar louça enquanto, com a desculpa de achar o Banco Imobiliário, subia pra conversar com .
"Alguém aqui passou o almoço todo quieta demais... e não fui eu!" – tentou.
colocou as mãos nos bolsos do casaco e encolheu os ombros.
"Ah, sis!" – Ela disse numa voz fraquinha. – "Eu fiz tudo errado ontem!"
a abraçou e caiu no choro.
"Nós brigamos ontem... ele sabe que eu fiquei com o Charlie sexta! Eu não posso falar nada, fazer nada! Como eu vou convencer ele que não foi de caso pensado, se de certa forma foi?"
"Claro que não ! Você não terminou com o Dougie só pra ficar o Charlie! Você nem achava que ia ficar com ele!"
"Mas foi por causa do Charlie... e eu não contei pra ele! Como você disse, sis, nós somos muito iguais. Eu estaria puta no lugar do Dougie também, então eu sei como ele se sente: como se tivesse sido feito de idiota!"
"Mas, e agora?"
"Agora nada! Eu vou pedir desculpas e desencanar... e esperar tudo voltar a ser como era."
abraçou a amiga mais forte, tentando acalmá-la. secou os olhos e tentou parar de chorar.
"Temos que achar o Banco Imobiliário... você não tem medo do Tom e do James colocarem fogo na sua casa?" – Ela disse, já mais calma.
"Se eles ainda não colocaram, acho que não colocam mais... mas, eles estão muito quietos mesmo... ISSO é novidade!"
As duas desceram e o motivo pro silêncio foi explicado. James e Tom encontraram um canal em que estava passando Stars Wars.
"Acho que isso significa ‘Sem Banco Imobiliário’, né?" – disse desanimada. Os meninos nem respiravam.
"Eles só saem daí quando o filme acabar... vou ligar pro Danny... ah não, ele tá com a família!"
"Harry?" – sugeriu.
"Harry! Nosso garanhão favorito!" – pegou o celular para discar e na sala o celular de James tocou.
"Fala viado! E fala rápido que eu tô vendo Star Wars!"
Silêncio.
"Na casa da , por quê?"
Tom aumentou o volume da TV, James tomou o controle dele e abaixou de novo.
"Porra cara, vai conversar pra lá!"
"Rapidinho, Charlie!" – James tirou o celular da orelha e olhou feio para o amigo ao seu lado. estava congelada. – "Tom, caralho! Deixa o volume do jeito que tá!" – Voltou ao aparelho. – "Mas por que tão cedo? Em três horinhas a gente tá lá! Vamos ficar mais... tá, tá... tô indo!"
James desligou, de mau humor. Viu que e estavam na soleira da porta.
"Matt quer ir embora. Vamos lá em casa comigo, pra gente se despedir direito..."
Na mesma hora recebeu uma mensagem. Já tinha idéia de quem era, se lembrou que tinha ignorado totalmente a outra mensagem de Charlie.
"? Tá tudo bem, pequena? Queria me despedir de você..."
Bom, a burrada era dela, não de Charlie. A única culpada era ela. Não adiantava tratar o garoto mal.
"Oi Charz! Estou indo praí com o James. Você totalmente estragou o momento Jedi dele e do Tom! Haha... beijos"
É... estava bom... entraram todos no carro de Tom, a bicicleta de James no porta-malas.
"Ainda não acredito que você o Matt trouxeram as bicicletas!" – Tom ainda não se conformava que tinham cortado seu filme.
"Era só eu atrás mesmo..."
Passaram na casa de pra ela pegar o iPod de Charlie, o que gerou uma zuação de James. Mas como ele não foi seguido nem por , nem por Tom, ele logo parou...
Chegaram à casa dos Bourne e Matt já colocava as malas no carro. Harry também estava lá... com a mesma roupa do dia anterior e uma cara de acabado.
Tom, James, e saíram do carro e cumprimentaram os garotos.
"Tá aqui já, dude?" – Tom perguntou à Harry.
"Tô aqui AINDA!" – Ele disse, passando a mão nos cabelos desarrumados. – "Minha mãe vai me matar!"
teve que admitir que mesmo meio bêbado, com o cabelo daquele jeito e tudo, Harry Judd era um dos caras mais sexys que ela já tinha visto.
"Por que tanta pressa, Willis? Vai tirar o pai da forca?" – James perguntou aborrecido.
"Quem vai dirigir à noite e com neblina mesmo, Bourne? Vai pegar suas coisas!"
O garoto rolou os olhos e entrou em casa. tirou a bicicleta dele do carro de Tom e ajudou Harry a colocá-la no outro automóvel.
Charlie apareceu na porta com a mochila em um ombro e uma barrinha de cereal nas mãos. olhou para ele e gelou.
"E aí, gente? Tudo bom?" – Ele perguntou cumprimentando todos. – "Huuum, ? Vem cá um pouquinho?"
Ela abaixou a cabeça e o seguiu. e Tom trocaram olhares nervosos.
Charlie se virou e ficou de frente para a garota, um pouco mais a frente do carro de Matt. Ele a olhou demoradamente.
"Seria egoísmo dizer que eu queria que toda essa tristeza fosse porque eu estou indo embora?"
sorriu sem graça... previa o tipo de conversa que odiava ter.
"Eu vou sentir saudade de você! E do James... e do Matt..."
Charlie alisou a bochecha dela com as costas da mão e sorriu.
"Dougie estava muito bravo ontem. James soltou no carro à caminho daqui, depois do show, que a gente tinha ficado. Mas foi sem querer, você sabe como ele é."
"Não foi culpa dele. A culpa é minha mesmo."
"Você gosta mesmo dele, né?"
ergueu o rosto para olhá-lo - ele precisava ser tão alto? -. Preferiu não responder a pergunta... a resposta não mudava nada. Charlie continuou:
"Me desculpa, mas eu não vou me arrepender de ter ficado com você! Eu passei a noite toda aquele dia pensando em como seria se eu não tivesse que ir embora mais..."
Complicado! Seria complicado! Pensou , mas apenas disse:
"Mas você tem que ir, eu tenho que ficar, e a gente tem que seguir em frente, Charz. Eu, você, o Dougie... hora de ir pro próximo capítulo."
Isso era algo que estava tentando fazer a si mesma acreditar. Não precisava ter dito ao garoto.
Charlie segurou sua mão apertado e a puxou para um abraço. E ela se sentiu estranhamente segura encostada no peito daquele garoto gigante que um dia a fez chorar tanto quando foi embora. Agora ele estava indo outra vez, provavelmente mais machucado que ela.
"Boa sorte!" – disse, beijando o rosto dele. – "Quero te ver na MTV!"
Ele sorriu e a puxou de volta para onde todos estavam, sem dizer mais nada.
vinha de dentro da casa altamente estressada.
"Essa casa tá uma zona! Vocês vão deixar assim e vão embora?"
"Calma, minha filha! Uma mulher vem limpar aqui amanhã. Você sabe quem é... é a nossa empregada antiga! Ela já tem a chave mesmo..." – James disse, encostado no carro.
"Hora de ir, gente!" – Matt chamou.
Todos se despediram e os três entraram no carro.
"Vocês ouvirão falar da gente em breve! Nos aguardem!" - Charlie falou.
"Não sendo na coluna policial, dude..." – Harry zombou e os três mostraram o dedo do meio ao mesmo tempo, como se fosse coreografado.
Minutos depois só restavam Harry, Tom, e na calçada.
"E McFLY volta a ser a única banda na cidade..." – Disse Harry em tom de final de filme.
"Tem muito mais bandas na cidade..." – corrigiu.
"Nenhuma como Busted e McFLY!" – Tom interveio.
"Nenhuma como Busted e McFLY..." - disse vagamente.
Entraram no carro de Tom e foram embora. Lembrando, pelo percurso, que o garoto ainda não os tinha apresentado a tal Kirsten.
E finalmente ela estava aí! A temporada de Jogos de Inverno! Little Joana era apenas um dos dez colégios da região que disputavam a taça de melhor time de hockey masculino no Campeonato Intercolegial.
, a editora chefe da seção de esportes, não teria mais sossego. As disputas ocorriam em mil cidades e ela só podia ir em algumas. Lembrava com saudade no seu primeiro ano de colegial, quando foi à todos os jogos. É lógico que todos eram dispensados nos jogos da própria escola, mas receber as resenhas malfeitas de suas “repórteres” (que prestaram toda atenção nos jogadores e nenhuma no jogo) e passar horas deixando a matéria decente, faziam ter certeza que gastaria menos tempo se fosse ela mesma cobrir o campeonato.
Era o sábado do primeiro jogo que ocorreria em Little Joana. O Sol estava ali fazendo figuração, já que não esquentava nada. gritava com Barry, seu ajudante do primeiro ano, que havia perdido seu gravador.
“Porra Humpfrey! Eu dei na sua mão e você perdeu?”
e Tom vinham trazendo vários copos de chocolate quente. Os garotos tocariam no final do jogo. McFLY agora era celebridade. Wonderland só enchia se eles tocassem. O intervalo só tinha graça se eles aparecessem juntos. E os jogos... Bom, os jogos ficavam ainda MELHORES se eles finalizassem cantando e tocando.
Danny, Harry e Dougie estavam sentados na arquibancada e um grupo de meninas os rodeavam. Todos conversavam animadamente.
“Daí-me forças, senhor!” – disse alto, fazendo Tom rir. Ela entregou o copo que trazia pra Danny e continuou, estressada: - “Ah, não vou lá não! Entrega pro Danny e eu vou ficar ali com a .”
Passou na frente da arquibancada e ouviu a risada alta do namorado. Ele nem reparou nela. Chegou à beirada da quadra, onde gritava com Barry Humpfrey:
“Mas quem era? Como alguém te liga e você não pergunta quem é?!”
“Olha o coração, sis!” – A garota disse, entregando um chocolate quente pra ela. Barry estava quase chorando. – “Pega leve com o menino!”
“Tá tenso aqui!” – Falou , meio vagamente, procurando algo na bolsa. Virou-se para o menino. – “Tá vai... Desculpa Humpfrey. Mas agora volta lá na redação e descobre quem ligou pra mim, por favor! Obrigada!”
O menino saiu de cabeça baixa e riu:
“Só você, sis! Todo campeonato é a mesma coisa!”
“E eu sinto falta da minha fotógrafa favorita!” – falou, lançando um olhar “Tenha pena de mim” para a amiga. – “Ah sis, volta? A Richards é legalzinha e talz, mas as fotos dela...”
“Aaaai sis... Eu até volto na próxima temporada, se der... Mas agora estou empenhada no teatro...”
E estava mesmo. Esse ano, tinha conseguido um papel de destaque. Normalmente, ajudava no roteiro e direção e ficava com um papel de figurante. Esse ano queria atuar mais do que escrever. Queria experiência em todas as áreas. Contaria para a faculdade.
Estavam falando sobre o teatro e o ensaios quando ouviram uma risada alta. rolou os olhos.
“Iiiiih, brigaram?” – olhava de Danny, na arquibancada, para .
“AINDA não... Mas eu não ia me sentar lá com eles! Das duas uma: Ou essas coisinhas iam ficar me olhando com cara de bosta ou elas iam sair de lá.... Me olhando com cara de bosta.”
As duas riram e encararam os quatro amigos. Viram quando Kirsten apareceu tímida no portão da quadra, procurando Tom os olhos. Ele sorriu para as garotas com eles e saiu para encontrá-la. Por quê? Porque não se apaixonaram por Tom?
Danny continuava lá... Super entretido no papo. teve vontade de voar na menina com a mão no joelho dele.
Outra figura feminina fez a garota olhar para rapidamente. Ela também já tinha visto e parecia MUITO, MUUUITO brava. Louise estava ao lado de Dougie e ria de algo que Harry tinha falado.
virou o rosto para a quadra, com os olhos cheios de lágrimas.
“Calma, sis! Tem 500 piriguetes em cima do Danny também...” – sabia que aquilo não ajudava em nada. Tudo era diferente quando a piriguete em questão era uma ex. Lançou seu olhar pela multidão tentando encontrar alguém que faria seu dia ser totalmente perdido, mas Laura não parecia estar lá.
“É que o Harry soltou sem querer que eles tinham ficado de novo...” – passou os dedos nos olhos com raiva, evitando que as lágrimas caíssem.
“Aaah, sis...” – passou o braço pelo ombro da amiga. – “Nem sei o que te dizer!”
limpou os olhos e as duas voltaram a encarar os meninos. Tom estava um pouco afastado do grupo conversando com Kirsten. Uma garota os olhava com inveja. “Tom não é desse tipo, sua infeliz... Se deu mal!” pensou com um sorrisinho irônico, mas outra vozinha sem graça em sua cabeça riu mais ainda: “Mas seu namorado é, trouxa!”
Ao parar de brigar com o diabinho de sua cabeça, ela percebeu que conversava com a nova fotógrafa do jornal, Eleanor Richards.
“Isso, isso! Tira uma foto de cada equipe e depois fica em volta da quadra, principalmente perto dos gols... E cuidado com o Puck!”
A garota saiu acenando para , que viu os jogadores entrando. Como o jogo ia começar, ela se virou pela milésima vez para a arquibancada. Viu as meninas do grupo de teatro sentadas mais para cima de onde Danny estava e se dirigiu para lá, depois de se despedir de .
“Hey!” – A garota ouviu quando começou a subir. Danny acenava todo contente e apontava para o lugar vago ao seu lado (que antes pertencia a Tom, não que ele tivesse guardado pra ela). A garota que estava com a mão no joelho dele olhava para com cara feia. “Desculpa por existir, mocréia!” – disse baixo. Ficou parada na arquibancada pensando. Duas idéias contrárias em sua mente: Uma, era sua vontade. Queria dar um gelo em Danny. A outra era o ciúme. Ela DEVERIA sentar-se ao lado dele e mostrar pra magrela dando em cima dele quem mandava. Venceu sua vontade. Ela não conseguiria passar a imagem de casal feliz, de qualquer forma...
“Já vou!” – Ela disse pra Danny, sem sorrir, e se sentou ao lado de Elisa Simmons.
Durante os jogos observava Dougie e Louise com um aperto no peito. Viu o amigo segurando a mão dela e os dois conversando isolados dos outros. No intervalo, os garotos se levantaram e foram descendo em direção à quadra. Os instrumentos já estavam montados num palanquinho do outro do ginásio. Danny então se virou, como se procurasse algo, viu a namorada sentada com o pessoal do teatro e foi até lá.
“Oi linda! Ficou por aqui mesmo?” – Ele se sentou ao lado dela e lhe deu um selinho.
“Uhum...” – Ela respondeu de má vontade.
“Ei, que foi?” – Danny tentava olhar nos olhos, mas ela desviava. Como era difícil evitar aqueles olhos azuis implorando uma explicação!
“Ah, Danny... Fala sério! Não foi nada... Não foi nada... Desce lá... Suas fanzinhas vão morrer se você ficar aqui mais cinco segundos!”
Ele olhou para baixo e as meninas que estavam com eles olhavam aborrecidas para .
“....” – Ele começou impaciente, mas ela olhou para o outro lado. Tentou outra abordagem. – “Desce com a gente? Hey, eu não consigo cantar se você não estiver embaixo rindo de mim!”
Ela voltou a encará-lo e ele sorria. Um sorriso pidão...o sorriso que ele sabia que amolecia a namorada. É lógico que ela iria...de qualquer forma. Era o McFLY.
“Eu prometi que ia tirar foto, não prometi? Quando acabar o jogo, eu desço.”
“E vai ficar assim comigo?”
“Quando eu não estiver estressada a gente conversa... Melhor...”
Danny se levantou e saiu com a cara emburrada.
“Que foi, dude?” – Harry perguntou quando os três se juntavam a Tom e Kirsten.
“A ... Deu piti!”
“Mas também, você nem foi falar com ela quando ela e o Tom voltaram da lanchonete!”
“Eu nem vi a , dude!”
“Bingo!”
Danny abaixou a cabeça e continuou andando atrás dos meninos.
estava conversando com Barry perto de onde eles iam tocar e sorriu ao vê-los.
“Aeeew... Se não é a banda revelação do ano! Oi Kirsten!” – Fez questão de não cumprimentar Louise, que se encontrava entre os amigos.
Kirsten passara a ser presença constante entre eles. Era uma garota tímida, mas extremamente inteligente e gentil. Parecia não acreditar na própria sorte de estar com Tom. O garoto sorria. Com certeza estava feliz...
O jogo recomeçou e foi onde todos seus amigos estavam. Chegou e parou ao lado de Harry que a abraçou.
“Vão cantar a música nova hoje?” – Ela perguntou. Eles tinham escrito uma música nova. Não era sobre ninguém em especial, mas gostava da letra.
“Nããão! Queremos estreá-la no Wonderland!”
“E quando vocês tocam lá de novo?”
“Semana que vem!”
Dougie entrou na conversa, Louise tinha ido à lanchonete.
“Festa do pijama na casa do Jones hoje?”
Harry riu.
“Quê?”
“Ele que tava mandando essa agora... Festa do pijama, só pra diretoria!”
Danny conversava animado com Tom. Ele e trocaram olhares e ele sorriu, como se pedisse desculpas. Ela balançou a cabeça e sorriu, abrindo a guarda. Foi recompensada logo em seguida. Danny veio até onde a garota estava e a abraçou forte, beijando-a no pescoço.
“Você usa armas desleais, Daniel Jones!”
“No amor e na guerra, vale tudo!” - Eles se separam e Danny sorriu. – “Estamos bem?”
O problema era ele sempre achar que aquelas armas resolviam tudo.
e passeavam pelo shopping no sábado à tarde. Segunda elas, jogos eram estressantes e precisavam do cheiro do lugar pra se sentirem melhor.
Comeram algo e circulavam quando viu um rosto conhecido. Um rosto bonito e sorridente conhecido.
“Oi Mark!” – Ela disse, sorrindo de volta.
“Oi Mark!” – disse também.
“Oi sumidas! Senti falta de vocês! Como estão?”
Como alguém tão simpático e fofo podia ser parente da Laura?
“Bem” – As duas disseram juntas e riram.
pensava pra onde iria pra deixar os dois sozinhos. Apelou para o velho truque do celular.
“Mãe? Peraí, não to te ouvindo aqui... To... To no shopping sim!” – Saiu, fazendo gestos de que precisava de um lugar silencioso pra falar. Era uma ótima atriz, nem a amiga desconfiou.
“E você, tenista? Continua treinando?” – Mark se virou para com as mãos nos bolsos.
“Hum... Não. Escola, jornal, McFLY... Não dá tempo!” – Se arrependeu de listar a banda. Ele podia interpretar mal. Por um milagre, a síndrome tinha ido dar uma volta e ela realmente queria de novo ficar com Mark. – “E você?”
“Duas vezes por semana. E nas férias? Você devia voltar...”
“É uma possibilidade. Uma possibilidade bem boa!”
Ambos se olharam demoradamente.
“Hey, ... Eu... Eu estive pensando nisso há um tempo e eu não te disse antes porque a gente não se via mais... É...” – Ele passou a mão pelos cabelos. – “Você acha que nós poderíamos sair hoje? Sei lá, ir ao Wonderland ou onde você quisesse. Se você quiser sair pra jantar ou...”
“Eu adoraria! Seria... Seria ótimo!” – Ela disse, meio tímida.
“Que horas eu posso te pegar? O que você quer fazer?” – Mark parecia eufórico e ansioso.
Então se lembrou.
“Ai... Tem festa na casa do Danny hoje! Danny Jones, sabe? Se você... Quiser ir... Comigo...”
Ele abriu um sorriso enorme com a última frase.
“Pode ser! Que horas eu te pego?”
“Umas 22h, pode ser?”
“Claro!”
Ambos sorriam quando voltou com um pacote.
“Minha mãe!” – Ela disse apontando o celular. – “Queria algo pra comer...”
Era palpável o humor dos dois. sorriu.
“Podemos ir, sis?” – Ela perguntou.
“Acho que sim... Até a noite, Mark!”
“Mal posso esperar!”
Eles se despediram e as garotas foram andando em direção ao estacionamento.
“Duas palavras agora ou você quer chegar ao carro?” – perguntou, fazendo rir. – “Nhééééé marditona!”
[Coloquem para carregar: Mr. Jones – Counting Crows]
dirigia para a casa de Danny já rindo do que prometia ser uma noite cheia de pérolas e que só terminaria quando o domingo de manhã (ou os vizinhos) os mandasse dormir.
Quando chegou à rua levou um choque, havia carros por todos os lugares. Ou ela tinha perdido uma parte da conversa ou a noção de quem era a “diretoria”.
Parou o carro e apoiou os braços e a cabeça no volante, pensando no que iria fazer. Não queria festa cheia de gente (lê-se cheia de motivos para brigar com Danny) e além do mais...
“Aaaaaaaaaaaaaaaaah não!” – Tom gargalhava, apontando pra do outro lado da rua. Correu pra lá. – “Que roupa é essa?”
usava seu pijama de flanela com joaninhas. Po, não era festa do pijama?
“Vou pra casa me trocar!” – Ela disse desanimada. Provavelmente aproveitaria sua roupa e dormiria, mas Tom não precisava saber.
“Ah tá! Acha que eu sei que você não vai voltar?” – Ele abriu a porta e a puxou para fora. oficialmente odiava Tom. - “Você é a garota mais bem vestida da festa!”
Mas bem vestida era zoeira do Tom, mas a mais vestida ela tinha certeza...
“E a Kirsten?”
Os olhos de Tom brilharam e ele sorriu.
“Está vindo. Ah, ... To curtindo ficar com ela. A Kirsten não é como essas garotas fúteis que ficam atrás da gente. Ela é como você...” – Ele percebeu que tinha falado algo que podia ser mal interpretado e completou. – “... E a !”
“Você merece alguém especial... Você merece tudo especial!”
Do nada, teve vontade de chorar... Estava tão puta com Danny!
“Hey!” – Tom a abraçou. – “O que houve? Que carinha é essa?”
“Eu e Danny... Sei lá... Na verdade, o problema sou eu. Não tô conseguindo superar essa tietagem em cima dele...”
“Fala com o Danny, !”
“Vou falar, vou falar... Mas agora...” – Ela se desvencilhou do amigo, meio sem vontade (como era bom ser abraçada por Tom!) e o olhou sorrindo. – “... Você fica aqui, esperando a Kirsten e eu vou ver se acho meu namorado!”
deu um beijo no rosto do garoto e saiu.
O som estava alto e todos a olhavam de alto a baixo, como era de se esperar. Ela odiava aquilo, mas não tinha o que fazer. Além de tudo estava de pantufa! Que ódio de Dougie!
tinha pena da empregada de Danny que limparia tudo na segunda e imaginou pra onde ele iria no dia seguinte pra não ficar na casa medonha do jeito que estava.
Dougie estava de pé perto dos sofás conversando com uma menina que não era Louise, um bom sinal... Talvez...
Ela o cutucou e ele se virou, já rindo da roupa dela.
“Já chegou bêbada, ?”
começou a bater nele e ficou até com um certo dó do garoto, estava descontando também sua raiva de Danny.
Ele continuava rindo enquanto tentava se esquivar.
“Para, sua retardada! O que é isso?”
“Quem me disse que era festa do pijama, Poynter? Quem foi?”
Ele ria mais ainda. Dougie tentou não reparar no seu estômago despencando ao pensar que aquele era uma típica cena dele com a , e não com .
“E você acreditou? E já veio de pijama? Que coisa mais Jones de se fazer! Ai! Para , é sério! Ta doendo!”
“Falando naquele cidadão...” – A garota parou de bater no amigo. – “Viu o dono da casa por aí?”
“Na cozinha, eu acho!”
“Ah, valeu! E vai ter volta, Poynter... Me aguarde!”
Na cozinha o caos estava armado. ficou na porta, pois o chão parecia molhado e ela estava de pantufa. Em cima da mesa, cinco meninas dançavam a música que tocava alta e só então reconheceu. Era Mr.Jones. Não por acaso, havia um garoto em cima da mesa também. Um garoto e sua garrafinha de Heineken.
[Tradução: Link]
“(...)
So come dance this silence down through the mornin'
Sha la la la la la la la yeah.. uh huh, yeah...
Cut up, Maria! Show me some of that Spanish dancin'
yeah, but, Pass me a bottle, Mr. Jones
As meninas gritaram apontando para Danny, que riu alto.
Believe in me
Help me believe in anything
'Cause I wanna be someone who believes
Yeah...
Mr. Jones and me
Tell each other fairy tales
Todos cantaram e ele começou sua dancinha típica.
And we stare at the beautiful women
‘She's looking at you. Ah, no, no, she's looking at me.’
Smiling in the bright lights
Coming through in stereo
When everybody loves you, you can never be lonely
estava ficando brava já com a falta de semancol das meninas que dançavam mais próximas de Danny do que era aceitável. Ele nem ligava, o que a deixava mais aborrecida ainda.
Well, I'm gonna paint my picture
Paint myself in blue and red and black and gray
All of the beautiful colors are very very meaningful
Yeah, well, you know gray is my favorite color
I felt so symbolic yesterday
If I knew Picasso
I would buy myself a gray guitar and play
Harry apareceu por lá e subiu na mesa também. Era uma mesa tão bonita de madeira... Nunca mais seria igual!
Mr. Jones and me look into the future
Yeah, we stare at the beautiful women
‘She's looking at you. I don't think so. She's looking at me.’
Harry e Danny cantavam abraçados um ao outro.
Standing in the spotlight
I bought myself a gray guitar
When everybody loves me, I'll never be lonely
I'll never be lonely
Son, I'm never gonna be lonely
I wanna be a lion
Everybody wants to pass as cats
We all wanna be big big stars, yeah, but we've got different reasons for that
Believe in me 'cause I don't believe in anything
and I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe, yeah
Mr. Jones and me stumbling through the barrio
Yeah we stare at the beautiful women
‘She's perfect for you, Man, there's got to be somebody for me.’
Danny viu que estava ali e piscou, apontando pra ela. Mas não desceu da mesa.
I wanna be Bob Dylan
Mr. Jones wishes he was someone just a little more funky
When everybody loves you, oh, son, that's just' bout as funky as you can be
Mr. Jones and me staring at the video
When I look at the television, I wanna see me staring right back at me
Danny e Harry continuavam cantando como se fosse uma conversa.
We all wanna be big stars, but we don't know why and we don't know how
But when everybody loves me, I'll be just' bout as happy as I could be
Mr. Jones and me, we're gonna be big stars.”
O último verso foi berrado por todos. Ele pulou da mesa e, dois anos depois, se deu conta da roupa que usava. Deu uma gargalhada.
“O que é isso, ? Pára com as drogas!”
“Mas você também vai me falar isso?” – Como aquilo a irritou! – “Dougie tinha falado que era uma festa do pijama, só pra diretoria... Imaginei que seríamos só nós seis. Sete... A Kirsten provavelmente viria...”
“Ia ser... Mas festas grandes são mais legais!”
“Dá pra dançar na mesa com um monte de garotas, né? Parece mais divertido mesmo...” – Ela disse irônica.
Danny olhou pra ela sem entender. Cérebro do Danny + bebida = 1 km/h. Ele sorriu pra ela e mudou de assunto.
“Vem beber comigo, linda?”
“Não vou entrar nessa cozinha imunda! To de pantufa!”
“Eu carrego você então!” – Danny a pegou no colo ( se odiou por gostar tanto do garoto, por ficar zonza só por estar encostada nele, sentindo seu perfume) e a colocou sentada no balcão da pia.
“Pronto princesa... Você sabia que fica muito sexy nesse pijama?”
Ela não queria sorrir, não podia sorrir! Mas que droga, nem ficar brava com o namorado ela conseguia?!
“Só não fui pra casa porque o Tom não deixou...”
e Mark conversavam na sala com um das meninas que trabalhavam no jornal. O garoto estava realmente bonito e quase não conseguia tirar os olhos dele. Eu disse quase...
Do outro lado da sala Dougie e Louise estavam de mãos dadas conversando com Kirsten e Tom. Tom traidor!
“Vamos ver o que tá pegando na cozinha?” – perguntou. Mark fez que sim com a cabeça e eles saíram lado a lado.
“Quem é aquele, dude?” – Dougie deu uma cotovelada em Tom e perguntou baixo, quando Louise não estava prestando atenção.
“Aquele quem?”
“O figura com a ...” – Tom lançou um olhar perplexo para o amigo. – “Que foi? É só uma pergunta!”
“Ah! Sei...” – Ele falou segurando o riso. – “É o Mark... Trabalha na Piece of Paper.”
Não era bem essa a informação que Dougie queria.
encontrou e Danny sentados na pia e riu do pijama da amiga.
“Como assim, sis?”
“Tô pronta pra dormir já!” – A versão real da história era longa.
“Ah, Danny esse é o Mark! Mark, Danny!” – os apresentou, ainda rindo.
Os dois de cumprimentaram e ficou pensando se eles já se conheciam antes, por causa de Laura.
Ficaram os quatro conversando até que chamaram Danny porque alguma coisa tinha sido quebrada na sala.
“Já volto!” – Pulou do balcão e escorregou no chão nojento da cozinha. Mas era o Danny, ele só fez gargalhar enquanto o ajudava a levantar. Saiu falando sozinho: – “Aaaai, to muito bêbado!”
“E lá fora, sis? Tem alguma coisa?”
“Não fui lá, mas acho que sim...”
“Vamos lá?” – convidou. a olhou com uma cara de “vão só vocês dois,
porra!”
“To de pantufa!” - Ela disse levantando o pé.
A amiga captou a mensagem e saiu com Mark.
Lá fora, o som era um pouco mais baixo. nunca tinha ido ao quintal da casa de Danny, era lindo!
Mark, delicadamente, juntou seus dedos aos de . Os dois se olharam e sorriram.
“Tô feliz de você ter aceitado sair comigo!” – Ele disse, tímido.
“Eu também!”
“!” – Harry gritou, do outro lado do quintal. Maldito Judd e sua mania de interromper os momentos ternurinha da garota!
Ele foi andando até ela e cumprimentou o garoto ao seu lado.
“Encontrei um amigo seu no supermercado e trouxe pra cá!”
o olhou curiosa.
“Que amigo?”
Harry levantou as mãos e pode ver uma garrafa de José Cuervo.
“Só você!” – Ela ria.
“Vem, vamos beber!”
“Aaaahn, Harry? Fica pra outro dia!”
“Ah não! Vem! Você também, primo da Laura!”
Ele precisava lembrar o maior defeito de Mark justo agora?
Os três foram até onde estava os limões e o sal.
Já estavam colocando o sal na mão quando uma garota loira surgiu na porta da cozinha. Ela acenou para Harry, que saiu sem dizer nada. Bem a cara dele!
“Olha esse Harry! Abandonou a gente... Com o José Cuervo!” – disse, balançando a cabeça.
“... você conhece o jeito tenista de tomar tequila?”
Ela o olhou com interesse.
“É uma ordem diferente... Quer que eu te ensine?”
Ela concordou e Mark deu um sorriso maroto.
“Então... É bem fácil! A ordem é sal, tequila, limão e... Um beijo...”
A garota riu, tímida.
“O que você acha?” – Ele perguntou, inseguro.
“Acho bem interessante...” – mordeu o lábio, olhando o garoto ficar de frente pra ela.
Melhor tequila que já tinha tomado!
“Tom, me tira daqui?” – falou quando viu o amigo surgindo na cozinha. – “O Danny sumiu, a sumiu... Só tem bêbado nesse lugar e eu to mais sã que a rainha!”
“Mas também, ... Só você... Foi o momento mais Jones da sua vida.”
“Prefiro não tocar no assunto ‘Jones’, se você não se importa, Tomzinho...”
“Você conversou com ele?”
“Pau d’água do jeito que o Danny tá? Não tem como, né?”
Chegaram à sala e foi colocada no chão.
“E a Kirsten?”
“Foi atender o celular... , acho que vou pedir ela em namoro quando for levá-la pra casa...”
A garota deu um sorriso enorme. Era tão bom ver Tom feliz!
Kirsten entrou e parou ao lado de Tom.
“Podemos ir? Minha mãe pediu pra eu não chegar tarde...”
“Claro!” – Ele disse, segurando as mãos dela.
acenou para os dois. E se virou para olhar a sala...mais um monte de desconhecidos. Queria tanto ir embora! Iria procurar Danny para dar tchau.
Mark e riam na cozinha, já visivelmente alterados. Foi quando Louise e Dougie entraram no cômodo.
“Maaaark!” – A acompanhante de Dougie foi até lá e fez cara de poucos amigos ao ver com quem ele estava (era visível que os dois estavam juntos, já que Mark abraçava por trás e mantinha a cabeça encostada no ombro dela).
“E aí, Louise?” – Ele respondeu, cumprimentando também Dougie que olhava irado para .
“Quanto tempo! Cadê a Laurinha?”
se segurava pra não voar nela. Mas que raiva! Estava tudo tão perfeito! Mark era fofo, ela curtiu ficar com ele... E aí surge o Esquisito e sua Pussycat Doll...
“Hum... Ela está de castigo... Minha tia quer que ela estude pra não ficar de recuperação...” – Mark contou, fazendo a garota segurar o riso e memorizar cada palavra pra contar para mais tarde. Senão, José Cuervo levaria toda a informação com ele quando fosse embora. – “Hum, Louise... Você já conhece a ?”
Pergunta infeliz! As duas trocaram um olhar de dar medo (afinal, Dougie ficava com a Louise de vez em quando, antes de ficar um tempo com . Eles podiam estar namorando já se ela não tivesse atrapalhado! Bom... Era o que a coitada da Louise pensava!).
“Uhum!” – Responderam juntas e de mau humor.
“Vamos pra lá, Dougie?” – Louise disse, fazendo carinho no rosto do garoto. olhou para o outro lado.
estava sentada no sofá quase dormindo quando alguém se sentou ao seu lado.
“... Me ajuda!” – Era Harry, extremamente bêbado.
“Que foi, Harry?”
“Tem um cara querendo me bater... E ele é grande!”
“Um cara querendo te bater? Que história é essa?”
“Eu tô pegando a irmã dele e...”
riu antes dele terminar... Aquilo era algo que realmente ela não sabia como ainda não tinha acontecido. Na verdade, esperava que o cara fosse o namorado de alguma das garotas do Harry...
“... Me ajuda, por favor!”
“O que você quer que eu faça?”
“Finge que é minha namorada!”
“Ah, Judd... Faça-me o favor! E depois eu apanho da menina que você tava pegando?”
Harry olhou para a porta e saiu se esquivando... Não adiantou. O cara, que era duas vezes maior que ele, gritou:
“Oooo palhaço! Volta aqui!”
Harry fingiu que não era com ele, mas não adiantou. O cara colocou a mão no ombro dele.
A garota loira parecia aflita ao lado do irmão.
“George... Larga a mão de ser ignorante! Vamos embora!”
“O que você quer com a minha irmã, seu panaca?”
subiu no sofá, não conseguia ver nada com a multidão que se aglomerou. Talvez ela devesse mesmo ir lá dizer que era a namorada do Harry e depois contar à menina que era mentira. Viu que a garota olhou para seu lado com os olhos cheios d’água e tentou dizer a ela que o que iria dizer a seguir era mentira.
“Eu-vou ali!” – Ela falava sem emitir som e fazia a gesto. – “Vou-falar-que-sou-namorada-dele. Mas-é-mentira!”
Ela fez que entendeu e foi pulando pelo sofá até chegar ao meio da muvuca.
“Ow, ow, ow... O que ta acontecendo aqui? Harry!” – Como ela amava ser atriz!
“?”
“E você é quem?” – O cara olhou pra ela e sua vestimenta ridícula.
“Meu nome é , sou namorada do Judd. Algum problema?”
Harry olhou maravilhado pra ela.
“Então você tem namorada, sem vergonha?”
Ploft. Harry cambaleou pra trás com a pancada no olho.
pulou do sofá para acudi-lo.
“Por que você fez isso? Ele não tá com a sua irmã! Ele tá comigo!”
“Eu vi os dois ficando! Isso foi pela Jess e por você ter traído sua namorada, babaca!”
O infeliz saiu e Jess foi atrás dizendo “Me desculpa, me desculpa!” enquanto saia.
“Ai Harry, desculpa!” – quase chorava quando levou o amigo para a cozinha. Nem pensou em sua pantufa na hora, só queria arranjar gelo pro olho dele.
“Que nada! Você foi demais, ! Eu é que viajei! E eu ia apanhar de qualquer jeito... Então...”
ouviu uma risada alta e se virou pra procurar de onde vinha.
“Vuzê é bunita!” – Danny falava com umas garotas, com pinta de estrangeiras, em um sotaque que ela não entendia.
“É português!” – Disse Harry, olhando para onde olhava.
“Hum?” – Ela o olhou confusa.
“Danny está falando português. Aquela garota é brasileira. E eu entendo um pouco, né? Já fui pra lá...”
“E significa...” – A raiva da garota voltava a crescer. Harry não queria dizer, o que aumentou sua indignação. – “Fala, porra!”
“Você é bonita!”
Tá... Poderia ser pior, ponderou. Ainda assim, Danny estava extremamente entretido no papo com as garotas. Ela ainda se lembrou do domingo depois deles terem ficado, do namorado dizendo que achava as brasileiras as mais gostosas.
“?” – Harry chamou, receoso.
“Que foi?”
“Você ta apertando o gelo no meu rosto!”
Mark tinha ido embora, iria jogar no outro dia de manhã. , num momento síndrome, não quis que ele a levasse em casa e disse que ia ficar.
Estava indo ao banheiro meio cambaleando e colocou a mão na fechadura, mas a porta se abriu antes e ela quase caiu.
“Caralho! Ah... É você?” – Ela disse de mau humor.
Dougie a olhou e saiu do banheiro.
“Algum problema?”
“Nenhum, to ótima!”
“É... Eu vi mesmo... O Mark parece ser bem bacana... Ele se parece com você.”
Ela levantou a cabeça para encará-lo.
“Igual à mim?”
“É... Fisicamente lembra um pouco... E ele é todo esportista, comunicativo, bonitão...”
“Discordo. Mark tem só as minhas qualidades que eu mais gosto!”
Ela olhava pra única pessoa que compilava seus maiores defeitos. E mesmo assim, nesse momento, trocaria a perfeição pela imperfeição sem pestanejar!
“Bom pra você!”
“A Louise deve estar dando pulos de felicidade também...”
“É...eEla tá feliz...”
se coçou pra perguntar “E você?”, mas engoliu a pergunta.
“Que bom que nós dois superamos!”
Dougie olhou nos olhos da garota, ela parecia falar sério. Seu estômago despencou.
“Só posso concordar... E isso é raro, né?”
olhou nos olhos do garoto, ele parecia falar sério. Seu estômago despencou.
“Preciso usar o banheiro, Poynter!”
“Ah, claro...”
Os dois trocaram de lugar e entrou no banheiro.
“...”
Ela voltou pra ver o que ele queria.
“É bom nós termos superado, não é? Quer dizer, as coisas voltam ao normal...”
“Acho que sim...”
Ela entrou no banheiro e ele saiu. Não, as coisas nunca voltam ao normal.
Harry dormia no quarto de Danny e fechou a porta.
“Liiiiiiinda!” – Danny vinha cambaleando pelas escadas. – “Dorme aqui hoje?”
“Não Danny...vou dormir em casa!” – Ela disse se esquivando do abraço dele.
“Que foi, linda?” – Danny ficava sempre assim quando bebia. Hoje, aquilo irritava profundamente.
“A gente conversa amanhã!”
Pra ela era o fim da festa. Saiu pisando duro e encontrou na sala.
“Sis, to indo embora. Quer carona?”
“Queeeero! Vamos!”
Saldo da noite: Um início de namoro, um namoro por um fio, dois corações partidos e um olho roxo. Everybody loves to party on a Saturday Night!
[Coloquem para carregar: The way the world works]
acordou num humor entre o “dormir mais duas horas pra ver se melhora” e o péssimo. Até estava pensando na primeira opção, mas seu celular estava apitando o maldito aviso de mensagens. Eram 5! Leu a primeira, era de Harry.
“Emergência! Danny perdeu as chaves do carro dentro dessa casa medonha. Não dá pra esperar até amanhã. Todo mundo aqui pra ajudar na limpeza! Passe a mensagem pra frente!”
As outras quatro mensagens (Danny, Tom, Dougie e ) eram iguais. riu daquilo e levantou da cama.
Sabia que não seria um dia fácil.
“?” – Sua mãe a chamou. – “Olha sua pantufa!”
A pobre coitada estava imunda... Talvez fosse o fim dela.
“Eu sei... Longa história... Tenta lavar, por favor?” – Ela apelou pra cara de “nunca mais vou ser feliz sem minha pantufa”.
“Eu tento, mas...” – Mrs. segurava o objeto pela ponta. Além de tudo, ele fedia chão de festa... O que não era nada legal.
“Tô indo na casa do Danny...”
“Você voltou de lá agora pouco!” – Agora pouco = De madrugada.
“Temos que limpar a casa!”
Ela fez uma cara de poucos amigos e saiu com a pantufa nas mãos, em direção a
lavanderia. pegou as chaves do carro e saiu.
Abriu a porta da casa de Danny e se deparou com a sala toda molhada.
“!” – Danny correu e foi deslizando no chão molhado até onde ela estava. Por milagre, ele não se espatifou no chão. – “Você veio!”
Ela não estava entendendo a surpresa do garoto. É lógico que viria, recebeu 5 mensagens para estar lá!
“Por quê? Não era pra eu vir?”
Ele a abraçou forte, o remorso era perceptível ali. Um dos garotos, talvez Harry, que dormira lá, com certeza tinha xingado ele por ontem.
“Quão brava você tá comigo?” – Ele perguntou no ouvido dela.
“O suficiente pra você estar encrencado!” – Isso era verdade! tinha passado horas sem dormir aquela noite pensando no que deveria fazer. Não era nada simples.
Ele a soltou com cara de vítima.
“A gente conversa depois, Dan... E sua chave?”
“A chave era um golpe!” – disse enraivecida, vindo da cozinha com um pano de prato nas mãos. – “Esses dois farsantes mentiram pra gente vir ajudar na limpeza.”
“Mas a gente vai pagar uma rodada de tequila no Wonderland sábado!” – Harry tentou se defender.
“Vocês GANHAM a tequila, manézão!” – jogou seu casaco no sofá (já limpo) e deu um tapa na cabeça de Harry. – “Como tá seu olho?”
“Roxo e dolorido!”
Dougie entrou rindo.
“Não acredito que perdi essa cena!”
“Não fala assim! Foi horrível, o Harry voou pra trás!”
“, menos vai... Você acaba com a minha reputação!” – Harry disse passando a mão no olho inchado e fazendo uma careta. Duas horas depois, todos estavam sentados na espaçosa sala de Danny descansando.
“Então, nós temos um novo comprometido no grupo?!” – falou, olhando para Tom.
“QUÊ?!” – Harry cuspiu a coca que bebia.
“Pô, dude... Limpei esse chão agora pouco!” – Danny reclamou.
“Desculpa, desculpa!” – Ele limpou a boca e encarou Tom, que estava vermelho. – “Com a Kirsten? Ah não, Tom! Ele nem é gata! Ela é meio gordinha...”
“A garota não tem que ser magra pra eu ficar com ela, Judd!”
“É Haz... O superficial aqui é você!” – falou, fazendo todos rirem.
“E quando é o casamento, cara?” – Dougie se virou para Tom, que já estava cansando de ser o assunto principal.
“O casamento do meu melhor amigo!” – se lembrou do seu filme favorito.
“Perai, perai, perai! Se Tom é o melhor amigo, Kirsten é a Cameron Diaz e a Julia Roberts... Quem eu sou?” – Danny perguntou, coçando a cabeça.
“Você é o gay!” – Harry sugeriu.
“Ai, Judd... Sem querer te zoar, mas você ia ficar tão bem de amigo gay!” – o analisou com uma cara de dó por estar dizendo aquilo. Harry gay seria um desperdício!
Dougie quase caiu do sofá de rir.
“Dougie pode ser o tiozinho que canta no final!” – Tom falou, rindo. – “Muito Poynter! Canta, aparece 5 segundos e sai!”
“Provavelmente cortariam minha única fala!” – O amigo ponderou.
“Eu ainda não sou ninguém!” – Danny lembrou aborrecido.
Esses papos sem fundamento, que não levam a lugar nenhum, eram a cara deles!
ensaiava o que iria dizer a Danny. Tinham passado uma tarde tão em paz! Já
se arrependia de ter falado que precisavam conversar. Esse era o problema dela: pagava pra não entrar numa briga, discutir a relação ou coisas desse gênero. Como hoje estavam bem, até aquele momento, talvez fosse melhor esquecer... Ele só estava bêbado... Ela balançou a cabeça.
“Foco, ! Foco!”
Seu celular tocou. Era Danny. Talvez ele cancelasse...
“Oi?” – Ela se sentou na cama.
“Oi!” – Era a voz de sapeca do Danny. Aí tinha coisa. – “Huuum, você acha que poderia me esperar na varanda?”
“Tá frio, Danny!”
“Mas é importante... Depois a gente entra!”
“Você já está aqui?”
“Hum... To quase. Vai descendo.”
“Ok!”
pegou mais um casaco, desceu e se sentou na varanda. Começou a rir quando viu o namorado.
Danny vinha montado num desses cavalinhos de pau, feitos de cabo de vassoura. Ele estava impossível e demorou o dobro de tempo do portão até a varanda.
“Fica aí, Pé de pano!” – Disse, apoiando o brinquedo na parede. Olhou para com um brilho nos olhos semelhante ao de Tom.
“O que é isso, Danny? Pirou de vez?”
“Eu prometi um cavalo branco pra você! Você exigiu, lembra?”
Ela riu ao se lembrar. Era verdade, tinha falado do cavalo branco no dia em que ficaram pela primeira vez. Lembranças tão doces...
O clima ficou um pouco tenso e deu um sorriso nervoso.
“Vamos entrar?”
[Tradução: Link]
Os dois se sentaram no sofá e virou de frente para Danny, encarando aqueles olhos azuis. Eles não brilhavam mais.
“Danny...” – Foi só falar o nome dele e sua garganta apertou. Não podia chorar agora. – “Sabe o que é? Eu...eu pensei muito e acho que você não precisa de uma namorada agora...”
“Give me just a little break
Ain't no more that I can take
I am asking for the planets to align.
Calling on the universe
Maybe once just put me first
Give me what I need
Or give a little sign
“Ah não, !” – Ele sentiu o que vinha em seguida e se desesperou.
“Não... Escuta! É sério... O McFLY está super fazendo sucesso, as garotas te adoram... Você está naquela fase de curtir com os amigos...”
Nothing plays out like it should
Nothing does me any good
Cause I'm missing you
And it's making me cry
Oh I know it's turning
Inside I'm burning and…
“, do que você tá falando? Como eu não preciso de uma namorada? Eu preciso! De você!”
“Eu vou estar aqui, Danny! Mas não como sua namorada!”
“É isso que você quer?”
não segurou as lágrimas que vieram depois disso.
I'm so tired of the way the world works
I'm so tired of the way the world works
They conspire, trying to keep us apart
Nothing ventured, nothing gained
I don't mind a little pain
But enough's enough
“É o que eu acho melhor, Danny! Pra mim e pra você!”
“Não vai ser melhor pra mim!” – Ele queria poder fazê-la parar de chorar. E aquele não podia ser o rumo da conversa. – “Me diz o que foi! E eu mudo... A gente não pode terminar!”
Does the heart grow fonder (yes)
Will I wait here on ya (yes)
Baby how much longer?
Oh I know It's turning
All I am learning is
“Você não tem noção do que tem sido ver você cercado de meninas! Meninas mais bonitas que eu, meninas que podem e querem te oferecer algo que eu tenho negado desde que a gente começou a namorar... Você é homem, Danny! E você sabe do que eu to falando e sabe que é verdade!”
“Eu disse que ia te esperar! , pela primeira vez na vida eu estou realmente gostando de uma garota!”
“Você nem me viu na quadra ontem! Mal falou comigo na festa! Ficou se esfregando em quinhentas garotas diferentes!”
Ele engoliu em seco.
“Viu?” – disse, vitoriosa. – “Você também quer ficar solteiro! Mas não se deu conta ainda.”
I'm so tired of the way the world works
I'm so tired of the way the world works
They conspire, trying to keep us apart
“Linda, eu sei que eu não tenho te tratado bem nesses dias, mas eu posso mudar! Eu posso me esforçar pra melhorar!”
“Eu não vou agüentar se você não conseguir!”
“Mas eu consigo! Por favor, !”
Ele segurou o rosto dela com as mãos. A garota continuava chorando.
“Por favor?” – Ele pediu de novo, também estava chorando.
Ela fechou os olhos e balançou a cabeça negativamente.
“Não dá!”
“...”
“É sério... Quando passar essa fase conturbada, a gente conversa. Eu vou estar bem aqui. Indo nos ensaios do McFLY, no mesmo grupo de amigos que você... Mas pelo menos meu coração não vai apertar quando eu vir suas fanzinhas se esfregando em você, te ensinando português...”
There's so much in life that's undecided
There's so much trouble that's uninvited
And only so much you can’t control
What are the forces that try and tease us
I wish the forces would just release us
I haven't seen you in forever ever baby
“Não vai? Seu coração não vai apertar?”
Ela chorou mais ainda.
“Vai, mas só porque eu sou estupidamente apaixonada por você! A culpa vai ser toda minha!”
“E eu sou louco por você... Você sabe disso!”
“Você vai superar minha ausência. Como fez ontem...”
“Me perdoa, por favor!”
“Perdôo, mas não muda minha decisão...”
“...”
“Vai embora agora, Danny... Por favor!”
Ele deu um selinho demorado nela. O coração da garota ficou menor que uma ervilha, apertado até que ela perdesse a consciência das coisas em volta. Só sentia os lábios de Danny, talvez pela última vez, nos seus.
I'm so tired of the way the world works
I'm so tired of the way the world works
They conspire, trying to keep us apart…”
viu o dia amanhecer sentada no sofá. Não conseguia se mexer, nem falar e já não chorava mais. Apenas estava ali, sentada.
O pânico tomou conta dela. Era ridículo, mas agora ela tinha medo do que viria. E se ela estivesse certa? E se Danny gostasse de ficar solteiro? Pegou o telefone duas vezes para ligar pra ele e pedir que voltassem. Desistiu no meio do caminho; enquanto não pudesse aceitar que Danny era daquele jeito, nada havia mudado. E apesar da conversa toda ter girado em torno dele aquela noite, ela era a peça principal que decidiria o que aconteceria. Apesar de ser a segunda vez que terminavam, tudo era diferente agora. Na outra ocasião houve gritos, erros de comunicação e palavras ditas do modo errado, era possível consertar. Dessa vez era só a vida seguindo seu curso natural. Não haveria Hot no Wonderland para salvá-los.
subiu para se trocar quando o celular despertou. Fez uma nota mental de que ela e Danny deveriam parar de terminar em dias de semana. Riu melancólica ao pensar que talvez não houvesse uma próxima.
Na escola, Harry não era o único que escondia o olho inchado. Tom logo sacou o que tinha acontecido ao ver de óculos escuros entrando no pátio e Danny com a cabeça apoiada nos braços.
viu a amiga de costas e foi pulando até ela.
“Sis, sis... Nem te contei de sábado e... Siiis! O que foi?” – Ela parou ao ver o rosto da amiga. – “Iiih, Você e Danny...”
“Eu terminei com ele, sis!”
“O QUÊ?”
“Shhhh...”
“Desculpa... Como assim, ?”
“Me estressei demais com ele sábado. Não dá pra aguentar!” – olhou pra onde ele estava. Danny tinha levantado a cabeça e conversava com Dougie e mais duas meninas. Hoje ele não sorria tanto pra elas, nem conversava tanto. Parecia bem abatido, na verdade. – “Mas me conta de sábado! Ficou com o Mark?”
abriu um sorriso e fez que sim com a cabeça. Começou a contar da tequila e fechou a cara ao lembrar que conversaram com Louise.
“Ai, sis... Antes da gente ir embora eu meio que conversei com o Dougie... Foi tenso!”
“Sério? O que houve?”
“Basicamente, nós jogamos um na cara do outro que já superamos. O que no meu caso, é mentira... Mas parecia verdade quando ele falou.”
“É o cantor e o alemãozinho causando na nossa vida!”
“Toooooda hora! Por incrível que pareça, dessa vez não precisou sair no meio da aula. Não prestou atenção também, mas pelo menos conseguiu segurar o choro todas as vinte vezes que sentiu um nó na garganta.
No intervalo, estava sentada na escada esperando voltar da cantina.
“Ei, !” – Dougie a chamou baixo. A garota se virou pra ele já se preparando para mais um dos diálogos que acabavam com o seu dia. – “Como a está?”
Ela sorriu para ele, definitivamente não era o que esperava.
“Hum... Triste! E o Danny?”
“Bem mal também... Mas nada preocupante como da outra vez...”
“Isso é o que me deixa preocupada, na verdade.”
“Queria poder ajudar... Danny já está falando em dançar YMCA no palco sábado... Porque ela dançou pra ele e tudo...”
riu e Dougie riu também. A garota tentava se lembrar quando tinha sido a última vez que teve uma conversa de amigo com o garoto; o tipo de conversa que teria com Tom, por exemplo. Talvez nunca.
“Eu... Eu voltar lá com ela...”
“Vou com você...” – Ele a olhou como se pedisse permissão. Como ela sorriu, ele foi também, com as mãos nos bolsos.
estava encostada no ombro de Tom, com os olhos fechados. Tudo seria tão mais fácil se Danny não tivesse tropeçado naquela mala no dia do aeroporto! Ela não teria ficado apaixonada por aquela risada logo de início, talvez tivesse ficado com Tom a noite e então pronto: estariam juntos agora e Danny seria só o amigo lindo, mas retardado, do namorado dela.
Não... Se ela namorasse Tom, iria querer se jogar da ponte quando percebesse que estava totalmente caída pelo parceiro de banda dele!
“? Trouxe chocolate pra você!”
Ela abriu os olhos ao ouvir a voz de e ficou surpresa por Dougie estar ali também. Há sempre algo de bom nas coisas ruins... Se terminar com Danny tinha servido pra acabar com a briga dos dois, então ela ficava feliz!
“Valeu, sis!” tocou a campainha na casa dos Fletcher e Tom atendeu sorrindo.
“Que bom que você veio!”
“Foi como você disse... Ia pirar se ficasse sozinha em casa!”
Ele tinha ligado falando pra ficar por lá, pra não ficar sozinha.
“E a ?” – O garoto perguntou.
“Foi no shopping, encontrar o Mark!” – Ela contou abrindo um sorriso.
“Ta assim já?”
“Deixa ela, Tomzinho... precisava de uma distração!”
se jogou no sofá da sala. O piano estava aberto, Tom provavelmente estivera tocando.
“Compondo pra peça?”
“Não, as músicas da peça estão prontas... Essa é pro McFLY!”
Tom começou a tocar uma música linda. mal podia esperar para ouvir com a letra. Começou a se sentir sonolenta com a melodia... Não tinha dormido a noite anterior... O sofá era tão confortável... deveria estar sonhando, mas era a voz dele que ela ouvia.
“E aí, cara? Meu violão ficou aqui, né? Vou levar pra casa... To compondo uma música...”
“Shhhhh... A ta dormindo no sofá!”
“Ela tá aqui?” – Era a voz dele sussurrada. Ela não abriu os olhos com medo de que a voz sumisse.
“Uhum...” – Tom concordou, num tom de quem pede desculpas.
Ficaram em silêncio por um tempo.
“Ah, por aqui, Danny... Ta lá no quartinho!”
ouviu os passos e abriu os olhos para, pelo menos, ver as costas dele. Não foi uma boa idéia. Danny estava parado no batente da porta que dava para o quintal, olhando-a.
“Eu sabia que você não tava dormindo! Você respira mais fundo...” – Ele disse, sorrindo pra ela.
Ela riu sem graça e ele se aproximou, sentando-se na beira do sofá.
“Como você ta?”
se sentou e abraçou as pernas.
“Querendo morrer... E você?”
“Por aí também... Posso te perguntar uma coisa? Você jura que responde?”
Meeedo!
“Claro...”
“Ainda tem volta, não tem? Quer dizer... Não acabou pra sempre, né?
“Eu preciso aprender a lidar com isso, Dan... Com esse monte de fanzinha correndo atrás de você... E você tem aprender que eu preciso de atenção do meu namorado de vez em quando! Eu preciso crer que sou mais especial que essas menininhas no seu pé.”
“E você duvida disso?”
“Às vezes sim... Me diz quando foi que você me deu prioridade sábado!”
Ele abaixou a cabeça, ela deu de ombros e apoiou a cabeça na perna.
“Se eu fosse realmente famoso ia ser assim também? Você implicando com as fãs? Sabe... Elas são o suporte de uma banda...”
Ela franziu a testa.
“Se você fosse ‘simpático’ com elas como é com as meninas do colégio... Eu ia ficar bem brava!”
“Eu TENHO que ser simpático... Elas gostam da gente!”
“Não precisa ser tão simpático assim! Elas só querem conseguir ficar com um de vocês pra se exibir depois!”
“Ah é? Por que você acha isso? Porque nós somos ruins demais pra gostarem da nossa música? Só você e a tem bom gosto?!”
“Não foi isso que eu disse, Danny! Não viaja! Parou vai... Eu não quero brigar com você!”
Danny respirou fundo e voltou ao tom que usava no início da conversa.
“Desculpa... Eu... Eu entendi... Nós dois precisamos pensar!”
“Acho que sim...”
“Cadê o Tom com o meu violão?”
“Ele ta esperando a gente terminar de conversar provavelmente... Andando de um lado pro outro no quintal.”
Ouviram alguém entrando na sala.
“Ok, eu confesso...”
Quinta-feira, última aula, biologia. Todo mundo na mesma sala e , , Dougie e Danny na mesma bancada.
“Você devia trazer o Zukie pra aula de repteis, Dougie.” – sugeriu, puxando assunto. O que já era um pouco embaraçoso por conta dos dois, hoje estava mil vezes pior.
“É... É uma boa ideia. Vou conversar com a Mrs. Brown...” – Ele disse, lançando um breve sorriso para a garota.
“E como ele está?”
“Quem?”
“Como quem? O Zukie!”
“Ah... Ta bem...”
Os dois trocaram olhares e pensaram a mesma coisa: “O que não tem remédio, remediado está.”
desenhava no canto da folha, não prestando o mínimo de atenção e Danny mirava a professora sem realmente vê-la.
“Professora, posso ir ao banheiro?” – Ela não agüentava mais ficar ali. Tudo tinha piorado depois de segunda! Eles mal se falavam apesar de estarem sempre juntos, andando em bando como sempre era o McFLY, e .
“Claro!”
A garota saiu disposta a voltar o mais tarde possível...ficou vagando pelo colégio quando encontrou Harry sentado num degrau no segundo andar.
“Pra que aula?” – Ela riu, sentando-se ao lado dele. – “Nem vi você saindo...”
“Eu nem entrei, pra ser sincero! Mas e você?”
“Aula de biologia... Dividir a bancada com Danny... Tava tenso!”
“Ele me contou sobre a conversa de vocês no começo da semana...” – Harry falou, analisando a reação da amiga.
“Eu sou uma idiota... Fala aí!”
“Eu entendi seu lado, ... Entendi o dos dois na verdade... Mas posso te falar?”
Ela levantou o rosto pra olhá-lo.
“Danny seria mesmo o Danny se fosse antipático e estrelinha? Se ficasse grudado em você o tempo todo?”
“Não é isso que eu quero, Harry, eu só..”
“Eu sei, eu sei... Só quero que você entenda que o que você quer não é o fim do mundo, entende? Não faz tempestade em copo d’água, !”
Aquilo tudo era verdade. O Danny que ela conhecia e amava era carismático demais, extrovertido demais, feliz demais... Ele só tinha que ter limite. não precisava estar longe dele pra isso.
Harry a abraçou.
“Tá vendo? Eu não sou assim tão sem coração!”
“Nunca te achei sem coração! Aliás, você tem um dos maiores que eu conheço. Todas essas garotas pra amar...”
Ele riu.
“E o olho?”
“To pronto pra outra... Mas prefiro que não tenha uma próxima... I’m a lover, not a fighter!”
Os dois ficaram um tempo em silêncio... ainda encostada no peito do amigo e ele com o queixo em sua cabeça. Gostava tanto de poder contar com eles!
Ouviram a sirene do sinal e riram.
“A deve ter pego meu material... Vamos?”
Quando chegavam ao portão de saída a coordenadora vinha na direção deles e não tinha uma cara simpática.
“?”
“Ai, fudeu!” – Ela disse baixinho para Harry que também parecia tenso.
“Oi, Mrs. O’Donnel! Al-algum problema?”
“Você pode me acompanhar?”
“Mrs. O’Donnel, se a senhora vai punir a ... Eu deveria ir também!”
A coordenadora olhou pra ele, a garota também. Sentiu uma gratidão imensa pelo amigo.
“Do que você está falando Judd? Eu preciso dar um recado para a !”
“Ah!”
se despediu de Harry e acompanhou Mrs. O’Donnel até a sala dela.
“Sente-se querida...” - Ih, pediu pra sentar e chamou de querida, é merda! – “Sua mãe me ligou há alguns minutos e... Pediu pra eu te avisar...”
“O que aconteceu com a minha mãe?” – pulou da cadeira. Era só o que faltava!
“Com a sua mãe, nada... Foi o seu tio Paul... Ele sofreu um acidente e...”
“O Tio Paul? Nãão!” – escondeu o rosto nas mãos. Era seu tio favorito. Tinha morado com elas por três anos. Ela o adorava.
“Calma, não foi nada grave. Ele está acordado e consciente, vai fazer uns exames no hospital, mas amanhã já estará em casa... Sua mãe só pediu pra avisá-la que foi pra lá e que volta amanhã, é para você ficar calma aqui, que sábado vocês duas podem ir para lá vê-lo.”
concordou com a cabeça meio paralisada.
“O-obrigada Mrs.O’Donnel!”
Ela saiu meio zonza e não encontrou ninguém até chegar ao portão. Do lado de fora, e os quatro a esperavam.
“Siis, o que houve?” – disse preocupada, assim que a viu.
“É... Meu tio... Sofreu um acidente...”
“O Paul?” – Tom perguntou. Ele também o conhecia, os dois costumavam tocar juntos às vezes. Paul tocava baixo. O garoto a abraçou quando ela fez que sim com a cabeça.
“Tom, nós temos ensaio da peça depois do almoço. Acho que vou ficar por aqui...”
“, você não precisa ir!” – disse, solidária. sorriu pra ela.
“Eu prefiro ir, pra me distrair. Vai ficar no jornal?”
“Vou. Passo na sua casa depois, tá? Melhor, vou pedir pra Kimmy me substituir e vou pra lá depois do ensaio...”
“Sis, não precisa! Vai pro jornal sim...”
Danny, Dougie e Harry não sabiam o que fazer. Para Danny era ainda mais difícil, era a sua garota chorando e ele não tinha como ajudar.
“Eu passo na sua casa a noite então, tá?” – afagava o cabelo da amiga, que se desencostou de Tom e limpou os olhos.
“Vamos?” – Tom perguntou pra ela.
“Uhum...”
, Dougie e Harry se despediram dela com um beijo no rosto.
“Se precisar de alguma coisa você sabe, né? Liga!” – Harry disse, segurando o rosto de , que sorriu.
“Valeu Harryzinho... Por tudo!”
Danny esperava o amigo terminar com as mãos no bolso. Olhou-a meio indeciso sobre como se despedir. Decidiu por abraçá-la, a melhor opção na opinião de .
“Vai ficar tudo bem... Vai ficar tudo bem!”
Tantas coisas que ambos queriam que ficassem bem...
[n/a: Coloquem para carregar: Tonight – Alex Band]
estava na cozinha lavando louça. Sua cabeça, porém, estava longe. Há pouco, sua mãe tinha ligado para contar que Paul estava bem e que o resultado dos exames sairia no outro dia. O problema era a avó dela, tinha ficado nervosa por causa do filho, a pressão subiu demais e agora ela também se encontrava hospitalizada. Desgraça pouca é bobagem!
Ouviu a campainha e foi atender:
“Oi!” – Danny sorria tímido para ela. – “Eu... Trouxe isso pra você... Talvez você precise rir um pouco!”
Eram dois DVDs: Toy Story e O casamento do meu melhor amigo.
sorriu para ele.
“Obrigada, Danny!” – Ficaram se encarando por um tempo. – “Ah, entra! Eu... To terminando de lavar a louça... Você... Quer assistir os filmes comigo?”
Os dois foram andando até a cozinha.
“Claro... Hum... Chama a também, se você quiser...”
“Pode ser...”
se virou para a pia. Ainda estava um pouco transtornada com as notícias de sua avó, sua mão tremia um pouco e ela derrubou um copo ensaboado dentro da pia.
“Aaaaai!” – O copo havia quebrado, cortando-a.
“O que foi, ? Aaah...” – Danny olhou para o dedo da garota, que sangrava.
“Que merda, que merda! Não aguento mais isso! Que inferno!” – não aguentou e começou a chorar.
“Linda! Se acalma! O que houve? É seu tio?”
Ele a conduziu, sentando-a na cadeira ao lado da geladeira.
“Tio Paul tá bem... É a minha avó... Ela ficou nervosa... Ta mal também!”
“Calma, calma... Você sempre diz que ela é tão forte! Ela vai sair dessa! Os dois vão! Você vai ver...”
Danny limpou as lágrimas dela, que aos poucos foi se acalmando.
“Obrigada!” – disse. Ali estava ele, a única pessoa capaz de acalmá-la naquele momento.
“Pelo quê?”
“Por estar aqui, por se preocupar...”
“Eu sempre vou me preocupar! Hey, você precisa de uma distração! Algo que você goste muito de fazer!” – Danny a encarou com aquelas duas pedras preciosas azuis que ele trazia no lugar dos olhos e um sorriso aberto e lindo. – “Já sei, já sei... Você gosta de dançar!”
Danny se levantou, aquela cara de criança feliz sorrindo de uma ponta da bochecha a outra. Tirou o celular do bolso, colocando-o em cima da mesa. Uma música começou a tocar.
“Quer dançar comigo?”
sorriu, levantando-se.
[Tradução: http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/alex-band/tonight/34083]
“Well the sky broke in two,
Found you dancing alone.
Then the room filled up with you,
and that song we both know.
Ela sentiu um arrepio com o toque das mãos de Danny em sua cintura. Passou os braços pelo pescoço dele, mas manteve-se olhando para seu rosto.
Tinha sentido tanta falta de tudo aquilo!
About a girl who lived in a shell,
and a boy washed up somewhere else.
With the ocean in between,
Whatever I'm through.
You know I'm talking about you.
Os dois não se moviam realmente. Estavam apenas juntos absorvendo a música. Danny não sorria mais. O contato visual era tão intenso que as palavras tinham se tornado desnecessárias. Eles liam os pensamentos um do outro.
Tonight,
I got you where I want you.
Closer I can tell you anything,
You're the song that I sing.
Tonight,
Let the music take us over.
we'll fall into forever, all is right,
Cause I got you where I want you.
Se um meteoro caísse no quintal da casa de , eles provavelmente não se dariam conta. E o engraçado era que, sem nenhum dos dois dizer nada, ambos sabiam o que tudo aquilo significava: estavam juntos de novo. Sem pedidos de desculpas, sem cobranças e nem nada que um dia pudesse ser usado em outra briga. Nenhum “Você prometeu!”, “Mas eu te disse que...”
Tonight
Tonight
Through all of science and history,
I can't explain your effect on me.
well I've been walking around with my head in the clouds,
and seashells in my jeans,
yeah well nothings is as it seems.
Eles riram ao mesmo tempo da letra da música, de como ela era perfeita para os dois. Era impossível explicar o que Danny causava em e vice-versa. Ela passou as mãos pelo rosto do garoto que fechou os olhos, apertando mais sua cintura.
Tonight,
I got you where I want you.
Closer I can tell you anything,
You're the song that I sing.
Tonight,
Let the music take us over.
We'll fall into forever, all is right,
Cause I got you where I want you.
Danny segurou as mãos de sua garota, rodando-a. riu ao voltar para os braços do namorado. Se lembrou de quando dançaram I saw her standing there juntos no Wonderland.
Tonight,
Tonight,
the whole world could fall away,
but You and I, no, we won't be afraid.
Danny a puxou mais para perto e segurou o rosto de .
“Eu te amo!” – Era a primeira vez que ele dizia aquilo com todas as letras.
“Eu também te amo! Muito, mais do que eu imaginei que fosse possível!” – não sabia como expressar o quanto ela o amava. Chegava a ser angustiante não poder medir aquilo.
Ele chegou mais perto, encostando os lábios nos dela, que sorriu ao perceber qual era a coisa que mais sentira falta em Danny.
Tonight,
I got you where I want you,
Closer I can tell you anything.
Tonight,
Let the music take us over,
We'll fall into forever, all is right
Cause I got you where I want you,
Tonight.
“Você faz minha vida valer a pena… Cada minuto… Cada segundo...” – Ela disse encostando a cabeça no ombro do garoto. Eles continuavam “dançando” mesmo que não houvesse mais música.
“E você, a minha...”
Naquela noite, Danny insistiu em ficar e cantar para até que ela dormisse. Ela não recusou, mas demorou para dormir porque havia alguém deitado ao lado dela. E essa pessoa, além de cantar, podia acalmá-la de muitas outras maneiras...
e Danny tomavam café na cozinha ,quando ouviram barulho na porta:
“Minha mãe!” – Disse , correndo até lá. – “Mãããããe!”
“Oi, meu amor!” – Mrs. parecia extremamente cansada. – “Como passou?”
“Bem... como eles estão? E a vovó, melhorou?”
As duas foram indo para a cozinha. Mrs. levou um susto ao ver Danny tomando café.
“Ah, bom dia, Danny! Bem vindo de volta!” – Ela disse, lançando um olhar para a filha, que retribuiu com um sorriso enorme.
“Bom dia, Mrs. ! Como estão as coisas com o Paul e sua mãe?”
“Ah, então! Vovó já está melhor... está em casa, de repouso, e o Tio Paul vai ficar mais uns dois dias no hospital e...”
“Mas a Mrs. O’Donnel disse que ele sairia hoje...”
“Os médicos acharam melhor que ele ficasse mais dois dias... você conhece seu tio! Não ia parar quieto em casa. No fim, ele teve duas costelas quebradas e só. Quer dizer... é ruim, mas poderia ter sido bem pior!”
“Que alívio!” – falou, abraçando a mãe. – “Nós vamos visitá-los amanhã?”
“Claro! Claro que sim!”
Mrs. tomou um pouco de café e se levantou.
“, você fica na loja hoje à tarde? Já ficou fechada ontem e eu preciso descansar!”
“Quer que eu vá pra lá agora?”
“Não, querida, não! Você tem que ir pra escola!”
Eles terminaram de comer e Mrs. sorriu ao ver Danny e saindo de mãos dadas. A adolescência é realmente a melhor fase da vida!
riu ao ver e Danny chegando. Os dois andavam de mãos dadas e riam, como devia ser mesmo! O mundo tinha voltado ao normal.
“Ô ! Você veio com o Tom?” – Dougie vinha andando na direção dela, comendo um sanduíche.
“Mastiga primeiro, Poynter. Depois a gente conversa!”
Ele abriu a boca e mostrou a comida mastigada pra ela.
“Fresca! Você veio ou não com ele?”
“Nojento! Não, não vim... mas ele já tá aí!”
“Ok!” – E saiu andando sem dizer mais nada. sorriu. É... o mundo tinha voltado ao normal.
Sábado à noite. Os meninos, e (que quase dormia no colo de Danny, já que tinha acordado cedo para ir visitar sua avó e seu tio) conversavam no camarim do Wonderland.
“Uuuuh! Tem alguém lá fora querendo conversar com um dos presentes!” – Harry disse, entrando no camarim com algumas cervejas.
“É a Kirsten? Fala pra ela entrar!” – Tom falou, tirando os olhos do celular.
“Não!” – Ele lançou um olhar divertido pra . – “Você tá pegando o primo da Laura?”
Dougie virou o rosto com raiva, mas não percebeu. Estava rindo de Harry.
“Você chamou nós dois pra tomar tequila com você semana passada, Judd, na festa do Danny!”
“Chamei vocês? Jura?” – Todos na sala gargalharam. – “Enfim, ele ta aí fora... ”
corou e saiu da sala.
“Vai deixar levarem sua garota, Dougie?” – Danny perguntou. deu um tapa nele.
“Danny, cala a boca!”
“Ela não é minha garota... ” – Ele falou, visivelmente mordido.
“Porque você é burro!” – Harry entrou na conversa.
“A culpa não foi minha!” – Ele retrucou, ficando vermelho.
“Parou, vai gente!” – tentava acabar com o assunto.
ainda não tinha voltado quando os meninos saíram. Ela estava encostada na parede com Mark no corredor que dava para o palco. Harry parou para falar (e zuar) com eles e Dougie passou rápido e reto, bufando.
“Você namorava o Dougie?” – Mark perguntou, quando os dois voltaram para a pista para ver o McFLY.
“Hum... não, por quê?” – evitou olhar para o garoto enquanto respondia.
“Sei lá... senti um clima estranho no dia da festa do Danny e hoje quando ele passou por nós.”
coçou a cabeça.
“A gente meio que ficava um tempo atrás... mas ele tá com a Louise agora.”
“É... eu vi... você também não gosta dela.” – Mark disse em tom de constatação, deixando bem claro que devia ser pelo mesmo motivo de Dougie não gostar dele.
“Nem dela, nem da... ” – parou no meio da frase. Ia falar mal de Laura! Foi salva por Tom começando o show. Se virou fingindo que não tinha dito nada.
“Boa noite, pessoal! Nós somos o McFLY, espero que gostem!”
E começaram a tocar Please, Please. dançava mais a frente, bem perto do palco, Kirsten estava com ela. Esse era um dos momentos que lembravam a porque ela não queria um namorado. Principalmente um que não fosse da sua banda preferida.
Já no fim do show, Danny foi até o microfone:
“Vocês sabem como a gente gosta daqui, né? Então, espero que gostem da nossa próxima música inspirada no Wonder. Se chama Ultraviolet!”
[Tradução: Link]
“Nothing goes to plan
It's all a game of chance they say in Wonderland
There's magic in the air
A tragic love affair that I don't understand
também conhecia um tragic love affair que ela não entendia!
These summer girls are really
Something else
Our lifes are short
But the nights are long
riu da música. Perto da mesa de som Johnny Wonder olhava maravilhado para os meninos, sua mina de ouro.
Mrs Halloween
Is drinking at the bar again in New Orleans
She throws another dart
It narrowly avoids my lonely broken heart
Torn apart
These summer girls are really
Something else (It won't be long)
Our lifes are short
But the nights are long
The nights go on and on
The nights go on and on
The nights go on and on
So pinch me I must be dreaming
My life has lost all its meaning
But i like the way I'm feeling now
Kissing her lips at midnight
Under the stars and moonlight
But I never thought we'd be this wrong
Danny apontou para e piscou. Ela lançou um beijo para ele, sorrindo. Mark passou o braço pela cintura de , que parou de dançar de má vontade. É... ela daria um perdido em 10... 9...
The nights go on and on
The nights go on and on
The nights go on and on
She's looking good tonight
I love the way she glows in ultraviolet light
Intoxicate my mind
I know that love is blind and I'm not seeing right
I'm not alright
Dougie tentava não olhar para o lado onde sabia que encontraria e Mark. Quando olhava, porém, ela parecia incomodada com alguma coisa, mas sorriu quando seus olhares se cruzaram. Por que Louise nunca a substituiria? Por que ela não entendia quão importante o McFLY era pra ele? entendia. E dava a mesma importância...
These summer girls are really
Something else(It won't be long)
Our lifes are short
But the nights are long
These summer girls are really
Something else
Our lifes are short (It won't be long)
But the nights are long
The nights go on and on
The nights go on and on
The nights go on and on”
“Valeu Wonderland!” – Tom gritou no microfone.
subiu correndo as escadas do mezanino. Pulou para abraçar Harry quando o viu.
“Já disse que te amo hoje?” – Ela disse, quando se desvencilhou dele.
“Já disse que você tá bêbada hoje?” – Harry respondeu rindo e colocando a amiga no chão.
“Bebi... ” – Ela parou pra contar. – “Três tequilas! O Mark pagou todas!”
Ela se dobrou e riu, batendo a mão no joelho.
“E cadê ele?”
“Hum... não sei! Dei perdido! Queria vir pra cá com vocês! Vocês são mais legais, vocês são mais legais!” – Ela começou a cantar e pular. – “Cadê a ?”
“Ta ali com a Kirsten.” – Harry apontou para a grade do mezanino onde as duas olhavam alguma coisa lá embaixo.
“Siiiiiiis!”
“! Onde você tava?”
“Bebendo com o Mark, mas agora eu quero ficar aqui com vocês! Kiiiiiiiiirsten! Gosto de você pra caramba!”
A garota riu.
“Olha quem ta lá embaixo, sis!” – disse, apontando para três garotas no bar.
“As panteras!” – Ela gritou, fazendo as duas rirem. – “Ué, por que a Louise não ta aqui?”
“Sei lá... acho que o Dougie nem viu ela... ”
“E cadê ele?”
e Kirsten deram de ombros.
“Traidooooooor!” – apontou para o bar de novo, berrando. O bartender servia José Cuervo para Louise, Laura e Julia. – “Não sis, ela já levou meu Dougie! O José, não!”
“Menos , menos!” – disse rindo.
“Vocês também não gostam dela?” – Kirsten perguntou.
“Kirsten é das nooooossas!” – As três deram um high five, comemorando.
“Vamos causar?” – dava pulinhos no mesmo lugar. – “Não, se a for, ela apanha, vem você Kirsten!”
puxou a menina escada abaixo. Nem deu tempo de tentar impedir.
também apanharia se fosse lá. Ela se virou pra ver o que iria acontecer.
As duas desceram e pararam um pouco, conversando algo e mirando os copos de tequila no balcão. Louise e Laura estavam uma de cada lado do copo, esperando Julia que falava com... Harry!
e Kirsten agiram rápido, Kirsten foi na frente e entrou entre as duas, derrubando “sem querer” as tequilas. Laura e Louise gritavam com elas.
“Sua imbecil, olha o que você fez!” – Laura estava enfurecida.
“Caaalma, gente!” – entrou no meio, antes que algo acontecesse com Kirsten. Coitada dela! Onde foi se meter? – “Aqui, Laurinha, dá pra recuperar!”
começou a puxar a tequila derramada no balcão pra dentro do copo de novo. Louise fazia cara de nojo.
“Me dá outra tequila agora, menina!” – Laura apontava o dedo na cara de .
“Mas eu não fiz nada!” – Ela levantava os braços com cara de inocente. – “Hum, já sei!” – era muito boa atriz. – “Louise! Sobe lá no mezanino, tem tequila lá com a gente e traz uma pra cada uma. Os seguranças nem percebem, o copo é pequeno... o Dougie te deu uma pulseirinha, não deu?”
Óbvio que ele não tinha dado.
Louise ficou vermelha, puxou a mão de Laura e saiu fuzilando . Julia nem viu nada, ela e Harry já tinham sumido.
“Por que o Harry fica com ela, hein?” – Kirsten perguntou quando as duas voltavam pro mezanino. segurava na grade pra não cair de tanto rir.
“Porque ela dá pra ele!”
Kirsten arregalou o olho.
“Aaai, to bêbada.” – disse, colocando a mão na boca. – “Desculpa Kiki, vou me controlar!”
“Sis, sou sua fã!” – disse, quando as duas voltaram. – “Bate aí Kirsten, benvinda ao grupo!”
Danny e Tom observavam a cena do bar.
“Nossas garotas gostam da sua garota!” – Danny comentou ao ver as três rindo.
“Ainda bem... tenho dó da Julia se um dia Harry oficializar o que tem com ela.”
“Isso nunca vai acontecer, Tom!”
“É... acho que não... ”
Eles riram.
Do outro lado do mezanino, Dougie se divertia vendo Mark procurar enquanto também se escondia de Louise. But it was all a game of chance they say in Wonderland.
[n/a: Coloquem para carregar: Man! I feel like a woman – Shania Twain]
O time de Little Joana continuava jogando bem e passava pelas quartas de final. As provas finais é que começavam a acenar, num futuro muuuito próximo. Tom, e , que além de tudo tinham atividades extra-curriculares e o McFLY, estavam a ponto de surtar!
“Valeu a ajuda, !” – e estavam em cima do palco no anfiteatro da escola, fazendo medições para o cenário. Tom polia o piano como se fosse a coisa mais valiosa desse mundo. Era um piano de calda branco, antigo e lindo. Tom já tinha prometido que voltaria à escola quando fosse famoso e o compraria.
“Imagina, sis! Você me ajudou a semana inteira no jornal e copiando as aulas enquanto eu escrevia as matérias... ”
“É a primeira vez que eu entro aqui!” – Ouviram uma voz conhecida.
“Dougie, seu sem cultura!” – Harry falou numa voz de indignação.
“E você já tinha vindo aqui, Mr. Sou-Culto?” – O garoto perguntou bravo.
“Hum... não.”
Danny deu sua gargalhada alta, enquanto os outros dois se estapeavam.
“Que baderna é essa aqui?” – gritou para os amigos, com as mãos na cintura.
“Oi linda! A gente veio ajudar vocês!” – Danny deu um abraço apertado na namorada.
“A falta do que fazer chegou e parou!” – Tom disse, subindo no palco também.
“Desculpa se a gente não tem o seu talento pra tocar, cantar, compor, atuar, ser nerd, assoviar e chupar cana, maestro! A gente só sabe ser o McFLY!” – Dougie se defendeu.
achou aquela frase tão belezinha, mas se conteve!
Os garotos, com exceção de Tom, já estavam fuçando nas dezenas de coisas guardadas no backstage. Perucas, máscaras, roupas de época, fantasias...
“Olha que maneiro!”
“Não é assim que coloca, Harry, seu burro!”
“Desculpa Danny, eu nunca usei isso!”
“Esse aqui é igual ao meu, Dougie!”
e trocaram um olhar divertido. Os três aparecem logo depois: Danny e Dougie saltando e rodopiando, usando tchutchus de bailarina e Harry com um vestido rosa por cima da roupa e uma peruca loira.
Ele parou e sacou um chocalho para usar como microfone.
[Tradução: Link]
“Let's Go Girls!
C'mon
Danny e Dougie foram um pra cada lado, dançando como se fossem “Harryzetes”, totalmente descoordenados.
I'm going out tonight
I'm feelin' alright
gonna let it all hang out
Wanna make some noise
really raise my voice
Yeah, I wanna scream and shooout
As meninas se levantaram para dançar também. Tom se sentou na beirada do palco, tentando tirar fotos dos amigos pelo celular. Mas ficava difícil com todos se mexendo e ele rindo.
No inhibitions, make no conditions
get a little outta line
Ain't gonna act politically correct
I only wanna have a good tiiiiiime
Danny e dançavam bem juntos.
“Se larguem vocês dois, pelo amor de Deus! Ou arrumem um quarto!” – Dougie falou, enquanto Harry e dividiam o microfone.
“Invejoso!” – Danny respondeu, se soltou e foi cantar no “microfone” também.
The best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
and...
Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Harry soltou a franga nessa parte.
Men's shirts, short skirts
e se mexiam fazendo os garotos babarem um pouco
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Os três estavam hilários! Homem imitando mulher é algo a se apreciar, eles sempre são mais afeminados que o necessário.
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! To feel the way I feel
As meninas pararam de cantar e só Danny, Dougie e Harry gritaram, empolgadíssimos:
Man! I feel like a woman!”
Tom rolou de dar risada e os garotos ficaram sem graça. Foram todos se sentar onde o garoto estava.
“Você leva jeito, Harry!” – Ele falou.
Harry mostrou o dedo do meio.
“Eu pego mais mulher que vocês três juntos!”
Danny abriu a boca para retrucar, mas colocou a mão em sua perna.
“Não fala nada, lindo! Melhor não!”
Todos riram. Danny fez uma cara de culpado e ganhou um selinho da namorada. Era verdade que ele estava se comportando bem desde que tinham voltado. Chegava a ser engraçado. Se ele estava conversando com alguma menina e ria muito alto, logo procurava com os olhos e fazia uma cara de “Desculpas”. Era de dar dó às vezes.
“Hey! É aniversário do Pequeno Lagarto no fim do mês!” – Tom se lembrou. – “Daqui quantos dias, Dougie?”
Ele parou para pensar.
“Quinze.” – Disse , percebendo que tinha respondido muito rápido e corando. Dougie olhou para ela demoradamente.
“E o que a gente vai fazer?” – Danny se animou, ele nunca sentia quando o clima estava estranho... incrível!
“Festa! É o que? Um sábado?” – Harry também estava animado.
“É... tem jogo de Little Joana contra os Jeffersons. Vou ter que ir pra lá... ” – contou, com medo de ouvir um “e eu com isso?” de Dougie.
“Ah não, ah não!” – Tom disse. – “Vamos todo mundo aloprar lá então! Um lugar diferente, pra variar!”
“Tom cansou das luzes da fama. Quer ir pra onde é desconhecido!” – Harry zuou.
“Sabe como é, né? Esses paparazzis enchem o saco!”
Todos riram.
“Dude, tira essa peruca. Tá ridículo!” – Tom falou para Harry.
“Dougie e Danny ainda estão vestindo esse negócio!”
“Eles estão sentados, não tem como tirar! A peruca tem!”
“Aaaai, pára vocês!” – estava encostada em Danny, que deu uma risada alta.
“É meu, parecem a e o Dougie!”
Todos ficaram quietos, olhando para lados diferentes. Mais uma bola fora de Danny Jones!
30 de novembro, dois carros, três casais, e Harry. Esse era o resumo do que estava para acontecer no Jefferson’s High. No carro de Danny, ele, ,
Kirsten e Tom cantavam Back for good a plenos pulmões. , de braços cruzados, olhava uma chuva fria e gelada cair do lado de fora. Um carro os ultrapassou. Harry dirigindo e Dougie gritando no banco do carona. O motivo do descontentamento de ria dele no banco de trás. Louise tinha vindo também.
As meninas tinham comprado chapeuzinhos pra eles e uma tiara de “Happy B-day” para Dougie, mas foi o garoto chegar com Louise pro clima esfriar. murchou como se fosse um daqueles balões.
“Você é meu casal hoje, ! Vem comigo no carro!” – Harry, num momento Jones da sua vida, tinha chamado a amiga pra ir no mesmo espaço físico que os dois.
“, eu e Tom somos inseparáveis, sorry!” – disse, empurrando-a para dentro do carro de Danny.
“Quanta hostilidade e... ah! Disfarça!” – Harry falou, coçando a cabeça envergonhado. – “Ok... mas hoje você não me escapa, gatinha!” – Ele emendou, apontando e piscando pra ela.
“Grrrrr... ” – imitou um tigre, fazendo todos (menos Dougie e Louise) rirem.
“Vai , ajuda aí!” – Ouviu a voz de Tom chamando-a e voltou à Terra.
“Oi?” – Ela disse, tirando os olhos da janela.
“A música!” – Mas Tom já não tinha a voz animada de antes, acabara de perceber como a amiga estava triste. – “Gotta keep on running, stay on the attack... ”
“Acho que não tô inspirada hoje, Tomzinho... ” – Ela respondeu, tentando sorrir.
Kirsten, ao seu lado, deu um sorriso solidário e olhou para trás, morrendo de vontade de poder ajudar.
“Vou dar na cara dos dois, sis!”
riu.
“Valeu, !”
“Cause the day you quit, the day you wish you had it back!” – Danny recitou, empolgado.
“Booooa Jones!” – Disse Tom, digitando o verso no celular.
No outro carro, Harry decididamente não sabia o que fazer. Queria xingar Dougie, mas não podia e nem sabia se deveria. Afinal era o aniversário dele e aquela era a garota com quem ele estava ficando, mas ver triste partia o seu coração.
“Você deveria ter trazido a Julia, Judd! Aí eu teria com quem conversar... ” – Ele ouviu Louise reclamar. E ainda tinha que ouvir essas abobrinhas!
“Mas você tem! A , a e a Kirsten.” – Harry respondeu de má vontade.
Louise riu, debochado.
“Tá me zuando, né? E a gente vai falar sobre o que? McFLY?” – Falou, com toda a ironia que conseguiu reunir.
Pééééééim. Resposta errada! Dougie e Harry viraram-se para encará-la, incrédulos.
“Olha pra frente, Judd! Tá louco?”
Dougie se virou sentou direito e deu uma olhada rápida para o amigo. Harry apertava as mãos no volante e mantinha a expressão séria. Nota mental: Dormir no dia 29, ano que vem, e só acordar dia 01.
Os dois pararam no estacionamento na quadra da Jefferson’s. Danny e Tom usavam um chapeuzinho de festa das meninas super poderosas. , e Kirsten colocavam os delas com cara de velório. Danny era o mais feliz, quem via achava que ele era o próprio aniversariante.
“Coloca aí Judd e Poynter. Quer um também, Louise?” – Perguntou sorridente.
“Lógico que não. Que coisa ridícula!” – A garota respondeu, deixando Danny totalmente sem graça.
As meninas se entreolharam, aborrecidas.
“Ótimo! A gente não tinha contado você mesmo! Só tem dois aí, Danny... do Harry e o ‘Happy B-Day’ do Dougie.” – falou, entrando na quadra.
Todos entraram atrás e se encaminharam para a arquibancada. Louise tentava se esconder para evitar a vergonha, mas estava de mãos dadas com Dougie.
“A gente tem que assistir o jogo daqui, sis?” – perguntou, tirando a câmera da bolsa. Seria a fotógrafa de hoje.
“Huuum, não! Vamos tirar umas fotos, conversar com o pessoal e depois a gente volta.”
Elas se viraram para os outros.
“Guardem lugar pra nós duas!”
“Juízo!” – Danny falou, dando um selinho em .
“Tá de brincadeira, né?” – Ela falou rindo dele. – “Essa fala é sempre minha!”
Ele soltou sua risada característica e deu mais um selinho na namorada.
Quando já estavam a uma distância segura, soltou toda sua raiva.
“Puta merda, sis! O que essa tosca ta fazendo aqui? Ela conseguiu brochar todo mundo!”
“Ridícula! Não consigo nem olhar pra cara dela! Mais mala que a Laura!”
“Vou matar o Dougie! De verdade! Eu nem chamei o Mark, pra não causar!”
“Achei que você e o Mark já eram!”
“Não, estamos ficando ainda. Mas de vez em quando ele começa com uns papinhos e uns programas de casal... aí bate a síndrome!”
“Se você pudesse voltar no tempo, você teria terminado com o Dougie, sis?” – perguntou, olhando a amiga de canto de olho.
ficou pensando na pergunta. Era engraçado ficar evitando tudo o que desse idéia de namoro agora, quando terminou com o garoto exatamente porque eles nunca namorariam. Dougie mudava todos seus conceitos e tudo o que ela pensava e planejava para si.
“Chegou pra causar esse alemãozinho!” – pensou alto, fazendo rir e abraçá-la.
“Se fosse fácil, não teria graça!”
“Espero achar graça disso um dia!” – soltou. – “Enfim, to tããão feliz de te ter você como fotógrafa, sis!”
“Estamos aí pra isso!”
Assim que o jogo começou, as meninas voltaram para a arquibancada. Louise se encostava em Dougie, que a abraçava. Tom e Kirsten conversavam e riam, jogando pipoca um no outro e Harry e Danny conversavam com umas meninas de L.J. que tinham ido torcer (lê-se umas biscates de L.J. que tinham ido pagar pau para os jogadores). já nem esquentava mais, se sentou entre Danny e uma delas, sorrindo no melhor estilo “Lindo, né? É meu!”.
se sentou entre Danny e Harry e encarou a quadra, sem realmente vê-la. Quando as piriguetes finalmente saíram, trocou de lugar com o namorado e se sentou ao lado da amiga, que tremia de raiva.
“Conta até dez, sis!” – Ela aconselhou.
“Tô contando até mil! Mas eu já disse pra mim mesma que não vou ficar mal. É isso que ela quer!”
“Isso aí!”
“Ow Dougie! A gente tem uma surpresa pra você no intervalo!” – Ela gritou com uma voz animada que quase enganou .
“Vocês têm uma surpresa? Tô ferrado!” – Dougie respondeu sorridente, recebendo um olhar de reprovação de Louise.
No intervalo, entre uma música e outra, um dos jogadores de Little Joana pegou o microfone e anunciou:
“Aew! Aniversário do Poynter hoje! A festa é onde? Vai ter que convidar todo mundo!”
“Na minha calça!” – Ele falou baixo, se virando para xingar as meninas, mas Danny e Harry assopraram uma corneta na orelha dele. Louise deu um pulo.
, , Kirsten e Tom rolavam de rir.
“A pergunta é:” – Danny começou, quando conseguiu parar de rir. Sua risada chamava mais atenção que a corneta. – “Como vocês duas fizeram o Adams anunciar o aniversário do Dougie? Ele nem conhece a gente!”
e fizeram uma cara engraçada.
“Eu seduzi ele, lindo.” – respondeu calmamente e riu da expressão de Danny.
“Ah é? Po... então foi fácil!” – Ele disse, no seu habitual tom tranqüilo.
“Não sei se esse comentário é bom ou ruim!” – riu, abraçando o namorado.
Todos gargalhavam.
“A gente prometeu um destaque pro Adams na matéria sobre o jogo.” – explicou.
“Vocês são espertas!” – Danny se admirou, aumentando o volume das risadas.
“Gostou Dougie?” – perguntou.
“Valeu pela vergonha, gente! Eu adoro aparecer!” – Ele respondeu. Realmente, sendo o mais tímido dos garotos, Dougie ainda não sabia onde enfiar a cara.
“De nada! De nada!” – Todos responderam.
Quando o jogo acabou, e desceram de novo para conversar com os jogadores.
“Não gosto nada disso!” – Danny reclamou, de braços cruzados, ao ver Adams conversando animado com sua namorada.
“Daniel Alan David Jones com ciúmes! Precisei de 10 anos de amizade pra presenciar essa cena!” – Harry debochou, colocando a mão no ombro do amigo.
“Ainda tô esperando a sua, mate!” – Ele respondeu.
“Espera sentado então... ciúme? De namorada? Nem pensar!” – Harry respondeu, rindo.
“Ok! Qual vai ser a boa?” – Tom perguntou quando estavam de volta. Os dois carros pararam na porta da casa de Dougie, Louise tinha ido embora recebendo uma dança de comemoração de e e, estas, um olhar zangado de Dougie.
“Festa pro pequeno lagarto! Vamos no Wonder!” – Danny disse, levantando os braços.
“Éééé... eu... eu já tenho compromisso hoje a noite... vou... vou jantar com a Louise.” – Ele disse, coçando a cabeça e corando.
“Seu marditão! Quebrou a corrente!” – Harry zombou. queria se jogar da ponte. Estava sério assim? – “Eu faço o que com a vodka no meu carro, então?”
Todos riram.
“Sueca, sueca!” – deu a idéia.
“Eu nunca!” – Danny sugeriu animado.
“Eu nunca é tenso!” – Harry falou.
“Ta com medo, Judd?” – desafiou o amigo.
“Eu? Nuuunca!” – As garotas riram da piada sem graça. – “Vou lá buscar a vodka!”
“Eu não vou beber... não posso chegar bêbado e... ” – Dougie anunciou quando já estavam todos sentados em volta da mesinha da sala, cada um com um copo.
“Uhum!” – Todos responderam irônicos ao mesmo tempo.
“As visitas primeiro: Vai Kirsten!” – apontou para a garota.
“Aai, eu?” – Ela disse. Pensou um pouco e soltou: - “Eu nunca tomei um porre!”
Todos riram e beberam, menos Danny. olhou pra ele.
“Sem mentir, Danny! Não em uma que todo mundo sabe que é mentira!” – Ela falou rindo.
“Mas... eu não bebo só quando eu nunca tiver feito o que ela falou?” – Danny perguntou confuso. Tomou um pedala de Dougie.
“Você sugere a brincadeira sem saber brincar, anormal?” – Ele perguntou. – “Tem que beber quando você já tiver feito o que falaram!”
“Aaaah!” – Danny riu alto. – “Então eu bebo, né?”
“Ô se bebe!” – Harry zombou. – “Minha vez! Minha vez! Eu nunca... ”
“Duro vai ser o Harry pensar o que ele nunca fez!” – tirou sarro.
“Eu nunca peguei menos de duas numa festa!” – imitou a voz e o jeito de falar do amigo.
“Eu nunca saí são de uma balada!” – Danny entrou na brincadeira.
“Seus babacas!” – Harry era bem o tipo que adorava zoar, mas odiava ser zoado. – “Eu nunca fiquei com ninguém da roda!”
Todos os outros participantes beberam. e Dougie trocaram um olhar breve.
“A bebe duas!” – Harry riu, apontando pra ela.
“Sem causar, Judd!” – falou baixo. – “Sem bancar o Jones!”
Kirsten olhava para a roda, curiosa... somando 1 + 1.
“Mas faz tempo!” – Tom se explicou, envergonhado.
“Os dois vão se casar!” – Danny contou. quis matar o namorado, abaixou a cabeça, fingindo que a batia na mesa. – “Mas pode deixar, Kiki! Eu vou roubar a noiva!”
O clima tenso se dissolveu. A lerdeza de Danny superava qualquer coisa e ele com certeza não tinha falado aquilo de sacanagem.
Mais algumas rodadas, o grau alcoólico foi subindo e as perguntas foram ficando menos inocentes.
“Eu nunca fui num motel!” – falou.
“Oloooooooooooooooooco! Que chamada, Jones!” – Harry quase caiu de costas, era o mais alterado pois tinha bebido em quase todas. Dessa vez não era diferente.
“Se ela quisesse, a gente ia!” – Danny respondeu, também levando o copo à boca. Todos da mesa olharam pra ele.
“Danny!” – o olhou surpresa e deu um tapa no namorado.
“Aaaai! Eu tô apanhando porque eu já fui num motel ou porque eu quero levar você em um?”
Todos choraram de rir quando começou a bater mais nele.
“Esse jogo tá muito perigoso!” – Danny se protegendo dos tapas de .
“Foi você que sugeriu, Daniel Jones! E a gente ainda vai conversar sobre essa história de motel depois!”
“Eu fui com o Harry, linda!”
Ela nem respondeu, só o olhou pelo canto do olho, desviando do abraço dele. Mais uma rodada e era a vez de de novo.
“Eu nunca assisti filme pornô!”
Os quatro garotos beberam. Harry ficou revoltado.
“Ah, não! Não vem com essa não! Pode falar, gente. Estamos só nós aqui!” – Ele falava, de pé, revoltadíssimo! – “Ah !”
Ela arregalou os olhos.
“Cooomo assim? Eu nunca vi mesmo, Harry!” – riu. – “Só porque vocês são pervertidos, a gente tem que ser também?”
“Pornogarafia é uma coisa natural!” – Danny defendeu.
“Me poupe!” – disse. – “Vai Dougie!”
Mais rodadas depois, era a vez de Harry.
“Eu nunca me arrependi de ficar com alguém!”
“Ah, duvido!” – rebateu. Ela não estava visível, estava deitada na perna de Danny. – “Nenhuma das 462 meninas com quem você já ficou?”
“É que ele não lembra de todas!” – Danny riu. Dougie bebeu sem olhar pra mesa e não passou despercebido por ele. – “Você deve beijar mal pacas, !”
“Cala a boca, Danny!” – Ouviram a voz de embaixo da mesa e um grito de dor do garoto, provavelmente tinha apanhado. – “Sua vez, sis!”
“Eu nunca tive medo de escuro.” – Ela falou olhando diretamente para Dougie. O garoto bebeu sem tirar os olhos dela.
“Eu nunca fiquei com dois caras que se conhecem dois dias seguidos.” – Ele rebateu. se levantou, prevendo o barraco.
“Ainda bem que você não ficou com DOIS CARAS, dude!” – Harry tentou descontrair.
“Era o Danny agora, não era?” – Tom tentou também, mas os dois não ouviam ninguém.
“Eu nunca tive uma namoradinha mala que todos meus amigos achassem desagradável!” – disse apertando o copo violentamente.
“Ih, essa eu vou ter que beber... A Laura, né?” – Até Danny, que normalmente não pegava a tensão no ar nem quando era com ele, tentava mudar o foco. lançou um sorriso de aprovação ao namorado.
Mas não adiantou. e Dougie pareciam dois leões.
“Eu nunca fui insincero com ninguém e menti sobre o motivo de estar terminando só pra pegar meu ex. Eu nunca fiz ninguém de bobo. Eu nunca joguei a culpa... ”
Mas não ouviu o final. Ela se levantou da mesa e saiu da casa como um furacão. correu atrás dela.
Harry bateu palmas olhando aborrecido para o amigo.
“Parabéns Dougie! Você é um imbecil!”
“Foi ela quem começou!” – Ele tentou se defender.
“Foi você quem disse que se arrependia de ter ficado com ela!” – Danny lembrou.
“Eu não tava falando dela! Quem deduziu isso foi você, manézão!” – Ele respondeu.
“Não precisava ter falado do Charlie!” – Tom disse, também bravo.
“Eu sou o culpado? Ela é a vítima agora?”
“Concordo que não foi certo, mate! Mas vocês nem conversaram direito!”
Ficaram uns instantes em silêncio, os três ainda olhando para Dougie.
“O que é?” – Ele perguntou, estressado.
“Vai lá!” – Responderam os garotos.
Ele se levantou e saiu pela porta aberta. , ao perceber que Dougie estava vindo, se levantou (as duas estavam sentadas na calçada) e entrou.
Lá dentro, Harry e Danny tinham levado os copos para a cozinha e Tom estava de pé com a bolsa de Kirsten nas mãos.
“Cadê a Kiki?” – perguntou ao entrar.
“Banheiro... ”
“Nós assustamos ela, né?”
Tom sorriu.
“Até eu me assustei... e a ?”
“Lá fora com o Dougie. Você acha que um dia eles se acertam?”
Tom não sabia o que responder e deu de ombros. Automaticamente, os dois olharam para a porta.
se levantou ao perceber quem se aproximava. Dougie vinha com as mãos no bolso e olhava para o chão, só levantou a cabeça quando estava na frente da garota.
“... ”
“Não. Quem vai ouvir é você!” – Ela disse, limpando as lágrimas. – “Não tem lugar aqui para mais arrependimento.” – Ela apontava para o coração. – “Só eu sei o quanto eu tenho tentado consertar tudo, porque voltar no tempo não tem como. Mas não adianta, Dougie. Eu percebi hoje que você não quer me perdoar, nem esquecer. Então guarda essa cena junto com o seu rancor, porque vai ser a última vez que eu choro por sua causa! Fica com tudo pra você, porque eu vou apagar cada conversa, cada briga e cada momento bom. A partir de amanhã, vai ser como se eu tivesse te visto no aeroporto pela primeira vez.”
Ela tentou controlar sua voz, mas não conseguiu. Saiu andando em direção à própria casa.
Parou um pouco mais a frente, pegou algo na bolsa e voltou, jogando o objeto em Dougie.
“Feliz aniversário, a propósito!” – E saiu de novo.
Dougie segurou o que o tinha atingido. Era um livro sobre répteis. Ele leu a dedicatória na primeira página.
“Acho que o Zukie vai gostar de algo que você possa ler pra ele antes de dormir. Quer dizer, você sabe ler, né? Ah é... quem não sabe é o Danny! Haha... Tô brincando! Feliz Aniversário, Dougie! Felicidade, saúde, paz e muuuito sucesso! Pra você e pro McFLY! Te adoro, !”
O garoto se sentou na calçada vendo a garota de quem ele realmente gostava se distanciando. E não era só fisicamente... O despertador de seu celular tocou, anunciando que em meia hora ele teria que jantar com Louise. Aquela em quem ele pensou ao responder o “Eu nunca me arrependi de ficar com alguém”.
Sabe quando você escala uma montanha e, ao finalmente chegar ao topo, pode sentar e relaxar, só admirando a vista?
Esse era o sentimento dos alunos de Little Joana nas primeiras semanas de Dezembro. Assim que passassem as provas e a final dos Jogos de Inverno, eles poderiam aproveitar as festas de fim de ano e a primeira semana de Janeiro. Férias!
Harry estava estudando mais do que nunca para recuperar as notas que não andavam nada boas. Andava anunciando a chegada da sua prima também. Ela passaria seis meses na Inglaterra morando com os Judd.
se dividia entre o jornal e as provas, sendo impecável em ambos. Como havia prometido, passara a tratar Dougie como se eles nunca tivessem tido nada. E só para evitar futuros aborrecimentos, mantinha uma barreira sólida entre os dois. Ela também continuava com Mark e fazia de tudo para o relacionamento dar certo... era a única coisa em que falhava miseravelmente.
Dougie, por sua vez, depois de um sermão em Louise no dia do seu aniversário, tinha conseguido que ela se tornasse menos antipática com o McFLY e as meninas, o que conseguia aborrecer mais ainda.
Tom e Kirsten continuavam namorando. O garoto achava que a namorada merecia créditos por ter sobrevivido ao “Eu Nunca” mais desastroso de todos, mas às vezes se pegava desejando estar completamente apaixonado, irremediavelmente apaixonado, ridiculamente apaixonado como seus amigos.
E falando em ridículos, se havia uma palavra para descrever e Danny, era essa. Eram o casal mais desastrado, mais engraçado e mais retardado de que se tem notícia. O importante é ter saúde!
Faltando uma semana para o final do semestre, Danny ajudava (e/ou atrapalhava) com suas falas (a peça encerraria o Campeonato).
“Não gosto desse tal de Arthur!” – Ele dizia, com o script na mão.
se deu por vencida. Há duas horas tentava ensaiar e não tinham chegado nem no meio. Ela se sentou no colo do namorado.
“Você não gosta porque ele pega a Sarah, Dan... e a Sarah sou eu!” – A garota disse rindo e deu um beijo nele.
“Ta aí um bom motivo pra eu não ir com a cara do sujeito!” – Danny respondeu, puxando-a mais para perto. – “Vou dar na cara dele!” – Ele falou, imitando e e fazendo a garota rir.
“Só você!”
“Hey, tenho uma notícia boa e uma ruim. Qual você quer primeiro?” – Danny disse.
“A boa!”
“Adivinha que banda vai tocar no Wonderland na festa dos Jogos de Inverno?”
“Huuum, dá uma dica!” – fingiu estar pensando.
“É sua banda favorita!”
“Buuuuuuuuuuuuuuuusted!” – Ela comemorou, só para encher o saco de Danny.
“Hein?” – Ele gritou, quase derrubando-a.
“Tô brincando, tô brincando! Peraí, sem me matar!” – ria. – “Bom, a notícia ruim então é que você não vai me ver atuando!”
“Claro que vou, por quê?”
“A festa de encerramento no Wonder e a peça são no mesmo dia, lindo! Acaba um e começa o outro.”
“Putz, e o Tom já não vai estar com a gente antes... Ele toca lá, né?”
Ela fez que sim, triste. Ele coçou a cabeça.
“Bom, eu tenho mais uma notícia ruim então, porque não era isso que eu ia falar.” - olhou para o namorado, deveria ser ruim mesmo. – “Eu não sei se já te contei, mas eu não passo as festas de fim de ano aqui. Minha família viaja para o sul da França, onde minha avó mora.”
O mundo da garota caiu. Nunca tinha passado tanto tempo sem ele.
“Aaaah Danny!” – Ela o abraçou forte.
“Você pode ir comigo!” – Ele sugeriu.
“Não posso. Também tenho que ir para a casa da minha avó! Quando você vai?”
“Em 10 dias. Não fica assim, senão eu vou ter que fugir de lá, igual no casamento do meu primo!” – Danny disse sorrindo.
sorriu também. O celular do garoto tocou. se sentou no sofá, para ele atender.
“Fala, viado!” – Era um dos meninos. Essa delicadeza era sempre pra um deles. – “Tô na casa da , por quê?... Não, não esqueci não! Já, já to aí!... Beleza, eu levo! Abraaaaço!”
“Quem era?” – perguntou.
“Harry. Tá rolando uma Men’s Night na casa dele.”
ergueu a sobrancelha.
“A prima dele não chegava hoje?”
“Amanhã a tarde segundo o Judd... hey! To sentindo um ciúme aí ou é impressão?”
“Ciúme? Por quê? Só porque você disse que acha as brasileiras mais bonitas e ela é brasileira?”
Danny riu dela e segurou seu rosto nas mãos.
“Eu sei que é difícil acreditar, porque sou eu falando e tudo... mas eu não quero outra garota! Eu não preciso de outra garota! Você entendeu?”
confirmou com a cabeça.
“Você já vai?” – Ela perguntou, fazendo manha.
“Já... antes que o Harry beba toda vodka...”
A garota riu e puxou o namorado para beijá-lo.
“Boa noite então... e juízo!”
“Eu vou estar com o McFLY!” – Ele se defendeu.
“Esse é meu medo!”
No outro dia de manhã, Tom descia as escadas da casa dos Judd para buscar um copo d’água, ressaca foda!
Havia alguém sentado no sofá da sala assistindo TV. Uma garota.
olhou para a escada. Calma, era só um inglês gato (amigo do Harry, provavelmente) seminu. Como se fala inglês mesmo?
“Oi!” – Ela disse tímida.
“Ah, oi!” – Tom respondeu, então percebeu que estava só de boxers. – “Hum... já volto!”
Desceu de novo de moletom.
“Agora sim!” – Ele disse sorrindo e se sentou no sofá. – “Eu sou o Tom!”
“Oi Tom... meu nome é .” – A garota sorriu de volta.
“Desculpa a pergunta, mas você não chegava hoje de tarde? Como você chegou aqui?”
Ela riu.
“Harry seeempre se perde nessas coisas de fuso horário. Ele achou que eu chegava às 18h, mas eu cheguei às 6h da manhã.”
“Caralho! Às 6h? E não foi dormir?”
“Jet lag....” – Ela explicou.
“Hum... tá com fome?”
Ouviram alguém descendo as escadas. Danny vinha, ainda meio dormindo, com o cabelo despenteado e também só de boxers.
“Bom dia!” – Ele disse indo pra cozinha, sem nem reparar em quem estava na sala.
“Esse é o Danny! Não liga não... ainda é um mistério para a ciência como ele vive e respira sem 80% do cérebro!”
A garota riu de novo. Ok, qual era a chance dela ter encontrado o garoto mais fofo da Inglaterra três depois de ter pousado no país?
“Você vai acordar ela, Danny!” – falou sussurrado pro namorado parar de rir alto.
desceu as escadas e encontrou a sala de TV cheia de gente. Pela escuridão na janela, ela deduzia que já estava anoitecendo. Harry olhou para trás e viu sua prima. Levantou-se sorrindo.
“! Dormiu bem? Descansou?” – Ele a abraçou e foi a levando para os sofás. – “Deixa eu te apresentar o pessoal!”
“Harry! Calma, deixa ela respirar!” – disse rindo. – “Prazer , eu sou a !”
“Oi!” – A garota respondeu sorrindo.
“Aqueles dois lá do lado da são o Danny e a , aquele é o Dougie, Tom e Kirsten.” – Harry apresentou o resto, que acenou para a garota. Ela sentiu uma pontadinha ao ver que Tom tinha namorada. Aliás, onde foi que Harry encontrou os caras mais lindos da Inglaterra?
“Senta aí! A gente tá assistindo Simplesmente Amor.” – convidou.
“Puta filme estranho! Da próxima vez nem a , nem a vão à locadora!” – Dougie comentou, levando uma almofadada das duas.
“Você vai no Wonder com a gente hoje, ?” – Tom perguntou sorrindo.
“Onde?” – Ela sorriu de volta.
“Wonderland... eu contei pra você que a gente toca lá e tal...” – Harry explicou.
“Ah, claro! Quero ir sim! Vocês tocam hoje?”
“Só semana que vem!” – Danny estava meio acordado, meio dormindo. Sempre capotava assistindo filmes e, ainda por cima, fazia carinho em seu cabelo. Sem chance!
“Tem pipoca aí, Judd?” – Tom perguntou, pouco tempo depois, com a mão na barriga.
“Não sei como você emagreceu, cara! Você só come!” – Dougie olhava o amigo espantado.
Tom mostrou o dedo do meio pra ele.
“Só tem pipoca tradicional, dude... vai lá fazer!” – Harry estava deitado no colo da prima.
“Ah, eu? Faz pra mim, ?” – Tom pediu, fazendo bico.
“Que mané faz pra mim?! Vai lá, Kiki... você que é a namorada!” – respondeu.
“Eu?”
“Tá vai, eu vou fazer! Vem Danny!” – se levantou e puxou o garoto ainda acordando pra cozinha.
“ e Danny cozinhando... quem acha que isso vai dar merda?” – Harry olhou para os amigos. riu quando todos levantaram a mão.
Não demorou muito para ouvirem a risada escandalosa de Danny. Pausaram o filme e foram pra cozinha. Aquilo, com certeza, era bem mais legal!
estava sentada no chão, encostada no armário embaixo da pia rindo sem parar e Danny estava de pé, com uma panela na mão, rindo também.
“O que foi dessa vez?” – Tom quis saber.
“Danny... mostra pra eles!” – falou, tentando parar de rir.
Havia um tapete de pipocas queimadas no fundo. E, dentro do pote, mais um monte meio torradas também.
“Essa panela não era de estimação, não né?” – Danny ainda ria.
“Nãããão, dá isso aqui. Dá pra limpar e lavar!” – Harry pegou a panela e começou a tirar as pipocas queimadas.
“Acho que se a gente colocar um salzinho...” – começou a falar. Pegou o pote e o saleiro, mas a tampa não estava bem presa e o sal caiu todo.
Todos começaram a rir quando viram a cagada.
“A culpa não é minha. DANNY! Você deixou a tampa do saleiro assim!”
“Deixei nada!”
“Eu faço isso!” – esperou Harry terminar e colocou a panela novamente no fogão. – “Não sei como a gente deixou vocês dois virem sozinhos pra cá!”
Eles riram.
“Sim, ... é sempre assim!” – Dougie falou, vendo a expressão da garota.
“Às vezes é pior!” – Tom completou.
“Espera ver todo mundo bêbado hoje à noite! Mas calma...você se acostuma!” – Kirsten piscou para ela, fazendo os outros rirem.
[N/A: Coloquem para carregar: Thinking of you – Katy Perry]
Wonderland estava bem vazia naquela noite.
“Porque tá todo mundo estudando, menos a gente!” – Tom explicou, desesperado e já se sentindo culpado por estar lá e não em casa. – “Até a Kirsten ficou em casa!”
“Larga a mão de ser nerd, Fletcher! Aproveita que segunda a prova é de geografia!” – Danny respondeu voltando com cerveja pros dois.
, e dançavam um pouco mais a frente. Harry já tinha sumido e Dougie estava com Louise. Ele já era autista normalmente, quando estava com ela então...os dois estavam sentados no fundo da pista, conversando.
“Primaaaa!” – Harry apareceu com copos de bebidas pras meninas. – “Experimenta aí! É Mad Dog!”
“É o quê?” – riu e pegou o copo.
“Vodka com energético!” – explicou, bebendo o dela.
Danny logo chegou pra dançar (ou tentar) com os quatro. Tom ficou andando. Ele odiava a pista de dança.
No meio da noite, Danny, e já riam à toa. e Tom estavam parados no bar, conversando.
“Vai se acostumando, o Harry sempre some!” – Tom falou.
“E eu não sei? Me deu um trabalhão esse inglês no Brasil!”
“Nossa! Harry no Brasil! Coitada de você!”
riu e olhou em volta.
“Quem é aquele com as meninas?”
“Sabe que eu não sei!” – Tom respondeu, se esforçando pra reconhecer o sujeito com quem e conversavam do outro lado do bar.
“Mas você é de onde, amigo?” – perguntava pro garoto que elas haviam conhecido cinco minutos atrás. Como bêbado faz amigo fácil!
“De Penny Lane Town. E vocês?”
“Daqui mesmo. Desculpa a ter te puxado, você tava xavecando a menina?”
“Ih, minha filha... eu jogo no outro time!”
e o garoto riram e segurou o braço da amiga.
“Que foi, sis?”
“Me ferrei! Olha quem tá aqui e eu esqueci de ligar pra ele hoje!”
olhou pra onde ela olhava e viu Mark chegando com Laura. O garoto também a viu e acenou. Laura viu quem era e se separou do primo.
“Heeey! Você nem me avisou que vinha aqui hoje!” – Ele disse, abraçando . Pelo menos não estava bravo!
“Fui arrastada!” – Mentiu a garota.
“É... teeeenso!” – falou para o novo conhecido e ele riu. – “Vem, amigo, vou te apresentar meu namorado. Mas sem dar em cima dele, viu?”
A festa já estava acabando, quando Harry veio apresentar Lindsay e Laura para . e Danny se envergonhavam na pista de dança e nem viram, mas riu da situação.
“Olha o Judd sem-noção apresentando os maus elementos da cidade pra . Sacanagem! Ela é legal!”
Mark, que a abraçava, fez uma cara brava e soltou a garota.
“Pô, !”
“Hein?” – Mas percebeu a burrada que tinha feito. – “Ai, desculpa! Sempre esqueço que a Laura é sua parente, mas é difícil, né?”
Ele nem respondeu, mas ficou extremamente irritado.
“Vou buscar uma água, quer?” – Ela falou, pra escapar do climão. Ele balançou a cabeça negativamente.
Ao chegar ao balcão, encontrou Dougie rindo dela.
“Que foi?” – Perguntou de má vontade.
“Você e o tenista... alguma coisa errada?” – Ele quis saber.
“Como se fosse da sua conta!”
O garoto levantou os braços.
“Não tá mais aqui quem perguntou!”
“E sua namorada, cadê?”
Dougie sorriu de lado.
“Como se fosse da sua conta!”
virou os olhos e pediu a água para o bartender.
“Mas, se você quer mesmo saber... Louise não é minha namorada!”
Ela voltou a olhá-lo.
“Esqueci que você não namora!” – disse.
“Você também não! Ou você e o tenista estão...”
“Não, não... eu e Mark não namoramos.”
Por que era tão importante para os dois deixar aquilo claro? Houve um silêncio constrangedor.
“Eu... vou voltar lá. Tchau, Dougie!”
O garoto apenas acenou para ela.
“Vamos embora, ?” – Mark perguntou quando esta voltou. Ele ainda parecia meio bravo.
“Hum... vamos... vou me despedir da .”
Os dois estavam calados dentro do carro. olhava para a janela, nem estava bêbada mais. Mark ligou o rádio, começava uma música da Katy Perry.
[Tradução: Link]
"Comparisons are easily done
Once you've had a taste of perfection
Like an apple hanging from a tree
I picked the ripest one
I still got the seed
You said move on
Where do I go
I guess second best
Is all I will know
se mexeu desconfortável no banco do passageiro. Odiava quando a música se encaixava perfeitamente em sua vida.
Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes..”
Mark desligou o rádio com uma certa ferocidade o que deixou ainda pior. Devia ser difícil mesmo saber que a garota que está com você ouve uma música e pensa em outro...
Quando os dois pararam em frente a casa dela, o garoto continuou com as mãos no volante, olhando pra baixo.
“Mark...” – queria mesmo dizer algo pra ele. Sabia o que estava acontecendo ali e se sentia culpada.
Ele a olhou e deu um sorriso triste.
“Eu já entendi... é o Dougie, né? É dele que você gosta...”
Aquilo só podia ser um flashback de sua conversa com Charlie. Será que era sempre tão óbvio assim?
“Isso é tão complicado...” – disse, sinceramente. Nem ela conseguia entender as coisas entre os dois, que dirá explicar pra alguém! – “Eu adoro você, mas acho que não posso te manter no meio de tudo isso, sabe? Talvez eu simplesmente tenha que ficar sozinha e colocar os pensamentos no lugar.”
Ele balançou a cabeça.
“Desculpa por falar mal da sua prima hoje. Não quis te magoar...” – se lembrou da mancada da noite.
“Tá desculpada...”
Terceiro silêncio constrangedor da noite.
“Se cuida, Mark!” – falou, abrindo a porta do carro e dando um beijo no rosto do garoto.
“Você também! E...quando precisar de um adversário pro tênis...”
Ela sorriu e saiu do carro.
viu o carro ir embora e, de algum jeito, se sentiu aliviada...não queria magoar mais ninguém. Ela gostava de Dougie, mas tinha aprendido que só gostar não garantia um “happy ending”, como nos contos de fada. Era hora de ser a princesa que fica sozinha no final.
Coloquem para carregar: I must be dreaming – The Maine
Como toda semana de prova, aquela havia passado voando. Tom e sempre saiam da sala satisfeitos, insistia em dizer que tinha ido mal...sua nota nunca era abaixo de 8,0. Harry era o tipo “aluno-na-média” e Danny e Dougie agradeciam de joelhos terem talento na música, porque até passar do colegial seria sacrificado! Mas enfim o sábado havia chegado, para felicidade geral da nação.
se aprontava no camarim do grande anfiteatro do colégio.
“Queria que o Danny pudesse ter vindo...”
“Isso que dá namorar rockstars...” – riu, maquiando a amiga.
“Pelo menos você e o Tom estão aqui!”
“Tom está ON FIRE lá fora! Um dia ele casa com aquele piano, pelo amor de Deus!”
As duas riram.
“5 minutos” – Mr. Johnston, coordenadora do teatro, gritou.
Na mesma hora, recebeu uma mensagem de Danny:
“Surpresas pra você hoje.”
Ela sorriu para o visor e pensou em como um beijo de Boa Sorte se encaixaria bem naquele momento.
A peça começou um pouco atrasada e assim que subiu no palco a garota visualizou a primeira das surpresas mencionadas na mensagem: Seu namorado estava sentado na primeira fila com sua câmera nas mãos. Exibia um sorriso orgulhoso e olhava para a tela do aparelho como se estivesse vendo a coisa mais sensacional do mundo ali. Voltou o olhar para cima e piscou para ela. quase esqueceu que precisava atuar e pulou nos braços de Danny. estava ao seu lado e ria. Então ela sabia! Marditona! estava ali também. Era tão legal!
Quando a peça acabou, se encontraram nos bastidores:
“! Você merece um Oscar! Foi sensacional!” – Danny disse e a abraçou. – “Mas agora precisamos correr, minha apresentação começa em meia hora!”
“Calma, calma...preciso trocar de roupa! Cadê a , a e o Tom?”
“Já estão no carro. Caralho, Tom tocou muito hoje!”
“Ele é demais! Hey, não era pra você estar no Wonderland com Dougie e Harry?”
“Passei a tarde lá adiantando o que dava! Eu tinha que te ver!”
Ela sorriu e deu um selinho nele.
“Seu lindo! Agora vai indo pro carro que eu chego lá em 5 minutos!”
Chegaram ao Wonder, que estava lotado, já meio atrasados. Danny e Tom correram para o camarim e as meninas nem foram junto. Encontraram Kirsten e (infelizmente) Louise na frente do palco. Kiki cochichou um “Graças a Deus vocês chegaram!” ao abraçá-las.
Os garotos entraram vestindo gorros de Papai Noel. Tão típico deles essas palhaçadinhas...
“Ho ho ho...” – Fez Danny que também usava uma barba branca. Mas logo que se arrumou no palco, tirou.
As garotas dançavam embaixo e logo Laura e Julia apareceram. Era tão engraçado estar na mesma roda que elas! E o mais diferente: O clima natalino “e-paz-na-Terra-aos-homens-de-boa-vontade” era tanto que ninguém nem se estranhou! Apesar dos olhares tortos de vez em quando.
No meio do show, Danny ajeitou o microfone e olhou para com cara de quem ia aprontar.
“Estão se divertindo?” – Ele perguntou. Adorova interagir com a platéia! – “A próxima música é nova! Foi feita pra uma garota especial...pra minha garota! É sobre como é maravilhoso estar ao lado dela. Se chama No Worries. Espero que gostem!”
O queixo de caiu. Segunda surpresa da noite. tomou a câmera das mãos da amiga ao percebeu que ela estava em choque. A música começou. se apaixonou pela melodia antes mesmo de ouvir a letra.
“We ran past strawberry fields
and smelt the summer time.
When it gets dark
I'll hold your body close to mine.
Then we'll find some wood
and hell we'll build a fire,
And then we'll find some rope and make a string guitar.
Captivated by the way you look tonight, the light is
dancing in your eyes
Your sweet eyes.
Times like these we'll never forget,
Staying out to watch the sunset,
I'm glad I shared this with you.
Cause you set me free, showed me how good my
life could be,
How did this happen to me? Yeahhh aww
A música estava no meio e já estava chorando. Os dois se olhavam tão apaixonadamente que metade da festa estava fazendo “ooohn” a cada verso (Laura tinha saído batendo o pé no meio da primeira estrofe, seguida por Louise e Julia).
And then I'll swing you girl until you fall asleep,
And when you wake up you'll be lying next to me.
We'll go to Hollywood make you a movie star,
I want the world to know how beautiful you are.
Danny piscou e apontou pra , que sorriu. Ela se lembrou da conversa de bêbado dos dois na piscina no The O.C. day. Cada pedaço da música a recordava de algo da história deles. A garota nunca tinha reparado quanta coisa já tinha acontecido.
Captivated by the way you look tonight, the light is
dancing in your eyes
Your sweet eyes.
Times like these we'll never forget,
Staying out to watch the sunset,
I'm glad I shared this with you.
Cause you set me free, showed me how good my
life could be,
How did this happen to me? Yeahhh aww
There are no secrets to be told,
Nothing we don't already know.
We've got no fears of growing old,
We've got no worries in the world.”
Foi nesse momento que soube que a hora tinha chegado. Não podia esperar outro namorado melhor que Danny, não haveria nenhum igual a ele. Sentia-se segura porque confiava no garoto a sua frente e porque o amava com todas as forças que tinha. Não tinha medo de crescer.
Pra fechar o show cantaram Santa Claus is coming to town.
“Valeu pessoal. Feliz Natal, Feliz Ano Novo e a gente se vê ano que vem!” – Tom disse antes de sair do palco.
No backstage, nem olhou para os lados. Pulou em Danny assim que o viu, esqueceram-se que havia pessoas ali além dos dois e beijaram-se por muito tempo. A garota ficaria ali para sempre.
O DJ começou a tocar e todos foram para o famoso camarote em que ficavam sempre.
“Então você gostou da música?” – Danny perguntou para . Estava abraçando-a por trás, encostado na parede.
“É a coisa mais linda que eu já ouvi na minha vida.” – Ela respondeu e se virou. Respirou fundo. – “Você...você quer sair daqui? Ir pra sua casa?”
Danny encarou a namorada. nunca pedia pra ir embora antes. Aquilo só podia significar que...
“Talvez as surpresas da noite não tenham terminado...” – disse, mordendo o lábio inferior.
Ele sorriu e a olhou intensamente.
“Certeza?”
concordou com a cabeça e segurou sua mão, puxando-o. No Worries seria pra sempre a música favorita de Danny!
“Danny, essa música é brega!” – falava e ria, enquanto brigava com o namorado para mudar de rádio! Eu nem sei que língua é isso!”
“Chama La Barca, ...é espanhol, da América Central!”
“Olha só! Daniel Jones também é cultura!” – A garota disse.
Ele a olhou e sorriu.
“She thinks I'm crazy
Judging by the faces that she's making
And I think she's pretty
Pretty's just part of the things she does that amaze me
She calls me sweetheart
I love it when she wakes me
When it’s still dark
And she watches the sun
She's the only one I have my eyes on
estava um pouco nervosa e tentava não pensar no que estava prestes a acontecer. Suas mãos estavam geladas. Como se Danny tivesse lido seus pensamentos, ele segurou-as imediatamente com a mão esquerda livre. E sorriu para ela de novo, como se a encorajasse.
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Eles chegaram à casa do garoto. Como na primeira vez que ficaram, Danny esperou a namorada ao lado do carro para dar a mão para ela. Entraram e o garoto fechou a porta atrás dela, que parecia petrificada. Os dois nem conversavam...Danny a abraçou por trás.
“Você tá bem? Tem certeza que é isso que você quer?”
se virou e respirou fundo. Era isso o que ela queria, tinha certeza!
“Eu te disse que sim!” - Disse em seu ouvido.
Os dois se beijaram e Danny foi conduzindo-os para a escada e, daí, para seu quarto sem cortar o beijo.
She moves in closer
Whispering to me about "I told ya"
Oh, she's playing games now
And I figured it out
Now that we're,
Now that we're closer
Assim que pararam de se beijar, se sentou na cama e olhou para o namorado, mordendo os lábios. Tinha chegado a hora. Ele se abaixou e ficou na altura dos olhos da namorada.
“Relaxa, pelo amor de Deus!” – Danny falou, tentando fazê-la rir, e se levantou. – “Tá bom então, momento ioga com o professor Daniel Jones! Fecha os olhos...”
Ela riu e fechou.
“Imagina que você está andando na rua...e se livrando de todos seus problemas...no final da rua tem uma luz! A luz te leva para um graaaande campo...” – Ele ia dizendo, com uma voz baixa e calma.
“Que porra é essa, Danny?” – perguntou, ainda de olhos fechados.
“Tô te deixando relaxada!”
Ela riu.
“Só você!”
“Ok! Não funcionou, plano B!” – Ele pulou em cima da namorada, derrubando-a deitada na cama e a atacou fazendo cócegas.
estava quase sem ar de tanto rir.
“Pára Danny, pára! Eu vou morrer!”
Two kids, one love
Who cares if we make it up
Her voice's sweet sound
Our clothes lay on the ground
She moves in closer (She moves in closer)
Whispers, "I thought I told ya"
Ele parou e se apoiou nos dois braços, mantendo-a deitada entre eles. se virou de barriga para cima. Os dois se olharam demoradamente em silêncio.
“Eu amo você!” – O garoto falou baixinho.
Essa era uma das coisas que mais adorava nele: Danny não usava eu te amo como se fosse bom dia. Toda vez que dizia, ela sentia quão verdadeiras eram aquelas palavras.
“Eu também te amo. Muito!”
Tell me that you love me
And it'll be alright
Are you thinking of me
Just come to me tonight
acariciou o rosto do namorado sorrindo. Era o tipo de garota que parecia desencanada, mas não era. Tinha sonhado com aquele momento e, olhando para Danny, sabia que nada do que tivesse imaginado se comparava ao que estava sentindo.
Danny não era mais virgem, mas estava nervoso como se fosse sua primeira vez também, porque de certa forma era. A primeira vez que amava alguém daquela forma. Tudo tinha que ser perfeito para sua garota.
Ele se abaixou e a beijou. puxou Danny para mais perto, passando os dedos por seus cabelos e intensificando o beijo.
Sentiu a mão dele em sua cintura, puxando sua blusa para cima e se arrepiou, mas já não tinha mais medo.
You know I need you
Just like you need me
Can't stop, won't stop
I must be dreaming
Can't stop, won't stop
I must be dreaming.”
No outro dia, se mexeu na cama e abriu os olhos. Sorriu ao ver Danny dormindo: o cabelo todo bagunçado...uma mão embaixo do travesseiro e a outra em cima. Puxou o edredon mais para perto, estava frio! O movimento o acordou.
“Bom dia!” – Ele disse com a voz rouca e a carinha amassada, sorrindo.
“Bom dia, lindo!” – não resistiu, acariciou o rosto do namorado devagar. – “Dormiu bem?”
Danny fez que sim com a cabeça e também começou a fazer carinho na bochecha dela. Ficaram se estudando por longos minutos.
“Sabe...” – começou, ainda olhando-o. – “Se eu já não fosse desesperadamente apaixonada por você, me apaixonaria agora.”
Ele riu.
“Se eu não fosse perdidamente apaixonado por você, me apaixonaria todo dia!”
Ela o abraçou, deitando em seu peito. Não demorou muito para ser avisada por seu estômago que precisava de algo para comer. O garoto desceu e trouxe café para os dois, mas estava tão frio que a preguiça os venceu e eles se deitaram de novo.
Danny, alguns minutos depois, começou a beijar o ombro da namorada, que riu.
“Estou perdida com você agora, né?” – disse, enquanto ele deitava-se sobre ela e beijava seu pescoço. Ele riu.
“Linda, você sabe quanto tempo a gente tá junto?”
“Uns três/quatro meses, mas porque...” – Então ela entendeu que aquele também era o tempo que ele estava “na seca” e corou. – “Aah! Bobo!” – Disse, dando um tapa no ombro do namorado.
“Eu estou indo embora depois de amanhã...” – Danny lembrou, com a voz abafada.
“Não precisava apelar também, né?” – A garota respondeu, abraçando-o.
“A gente podia ficar aqui...e só levantar 5 minutos antes de eu ter que pegar o avião!”
“Não é uma ideia ruim...”
“Falando sério agora...” – Danny levantou a cabeça para olhá-la. – “Vamos ficar o máximo de tempo juntos até eu ir embora!”
“Ok, quem é você e o que você fez com o meu namorado?” – zombou, rindo. Era realmente diferente vê-lo todo meloso. Não era ruim, com certeza não, mas era engraçado. Danny riu também.
“Fui contratado por ele pra te levar pra cama!”
“Isso explica bastante coisa! Mas o que ele ganha com isso se foi você que foi pra cama comigo?”
“Ele ganha todas as próximas vezes!”
riu.
“Poxa, como você é bonzinho! Até merece um bônus antes de ir embora!”
Danny sorriu maliosamente.
“Ah é?” – Agora sim era seu Danny!
Ela balançou a cabeça afirmativamente e mordeu os lábios. O garoto voltou a beijá-la.
Chocolate não era melhor que aquilo!
Um dia antes de Danny ir, os dois tinham combinado de trocar os presentes de Natal. subiu as escadas e parou na porta aberta do quarto do namorado. E então ficou pregada no chão, era a cena mais fofa ever: Danny estava sentado na cama, todo concentrado, tocando algo no violão e escrevendo em um bloco de papel. Como podia ser tão perfeito mesmo despenteado, de calça de pijama e moletom?
“Se eu soubesse que o traje era de gala, vinha de longo!” – Ela falou, só para provocá-lo.
“! Oi!” – Mas então reparou nela. – “Caramba, como você tá linda!” – A garota usava um vestido preto e uma meia calça escura. Danny olhou para si próprio de pijama. – “Posso me trocar? É rápido.”
“Mas só se eu fosse retardada! Você não tem noção de como está sexy assim!”
Ele riu.
“Tô falando sério, você ta sensacional!” – Ela entrou e se sentou na cama. Os dois sorriram um para o outro. – “Pronto pro seu presente?”
Danny colocou o violão e o bloco no chão e fez aquela expressão de criança-feliz-que-quer-ganhar-presente.
“Ok! Vou buscar... ficou lá embaixo com a sua mãe...”
“O quê? Você deixou meu presente com a minha mãe?”
“É, ela quis ficar um pouco com ele...”
Danny fez cara de quem não entendeu nada e saiu. Voltou pouco depois com uma caixa média já aberta.
“MINHA MÃE ABRIU MEU PRESENTE?” – Danny perguntou indignado.
“Já veio aberto!” – riu dele e colocou a caixa na cama. Dentro havia um filhotinho de beagle, que logo colocou as patinhas na frente na caixa e olhou para o garoto, abanando o rabo.
Danny olhou para maravilhado e tirou o cachorro da caixa. Colocou-o no colo e ficou afagando atrás das orelhas dele.
“Achei tão a sua cara! E você tá sempre sozinho aqui...”
“Mas... e a França? Acho que não posso levar ele pra lá!” – Ele disse, preocupado.
“Eu vou cuidar dele até lá... pelo menos é alguma coisa pra me lembrar você...”
O filhotinho pulou do colo de Danny para o chão e começou a morder seu chinelo.
“Mas falta alguma coisa, não?” – disse rindo.
Danny pensou um pouco e sorriu.
“Ah, desculpa! Obrigado, linda! Eu amei!” – E curvou-se para frente para beijá-la.
“Isso foi ótimo, mas eu não tava falando disso... ele precisa de um nome! Ou você vai ficar chamando ele de cachorro?”
Os dois riram.
“Huuum... deixa eu ver... Tom ia ficar bravo se ele chamasse Tom?”
“Ah, Danny, você consegue ser melhor que isso, né?”
“Já sei! Bruce! Igual ao Springsteen!” – Danny falou, todo empolgado.
“Ooohn, que fofo!”
Eles ficaram um tempo feito dois bobos “assistindo” Bruce correr atrás do rabo.
“Ele é tão você!” – soltou, com uma voz maternal.
“Tão eu?”
“É... bobo...”
Danny riu e deu um empurrãozinho em .
“Sua vez, bobona!” – se sentou direito, era sua vez de fazer cara de animada. Ele se levantou e pegou algo atrás do guarda-roupa. – “Era o único lugar que você não acharia”.
ficou paralisada ao ver um daqueles quadros de foto grande de madeira com divisões. Havia umas quinze fotos ali. Eram principalmente dos dois, mas tinha algumas dos garotos e . Nas bordas brancas havia frases de todas as músicas que, de algum modo, tinham entrado na vida dos dois: “You’re the song that I sing”, “Times like these we’ll never forget”, “Cause I love you just the way you look tonight”, entre outras. Ficou uma eternidade perdida naquelas fotos e frases. E lembranças. Ela levantou os olhos e encontrou o rosto ansioso de Danny encarando-a. Aqueles olhos incrivelmente azuis.
“Gostou? Eu pedi pra roubar as fotos...”
Ela riu. Quase podia ver a amiga entrando no escritório e copiando as fotos,
podia até se lembrar de uma ou duas oportunidades pra isso ter acontecido.
“É lindo, Dan... é a coisa mais linda que alguém fez pra mim! Obrigada!”
chegou mais perto e abraçou o garoto e os dois se beijaram. Poderiam ficar ali pra sempre e não se cansariam. Bruce latiu e eles se separaram para olhá-lo e rirem.
Danny pegou o filhotinho e colocou em cima da cama, enquanto deitava entre suas pernas.
“Minha mãe gostou dele?” – Ele perguntou, olhando o pequeno beagle.
“Adorou! Quase não consegui trazer ele pra cá!”
Danny soltou uma de suas risadas.
“Bem típico! É capaz dela querer enfiar ele em uma mala e embarcar o coitado pra França!”
“Não fala assim da sua mãe!” – disse brava, dando um tapa na perna dele. Os dois ficaram em silêncio olhando Bruce morder o travesseiro.
“É... time like these we’ll never forget!” – O garoto falou depois de um tempo e abraçou a namorada por trás.
Ela respirou fundo sentindo o cheiro de Danny, do quarto...
“Posso morrer de saudade de você?”
“Ainda não!”
odiava como o tempo passava rápido quando não podia. Uma hora ela estava deitada com Danny na casa dele e um segundo depois estava no aeroporto tentando não chorar...muito.
“Não faz isso, ! Eu não vou ficar um ano fora!” – Ele tentava tranqüilizá-la, mas estava morrendo por ter que ir pra França bem agora que os dois estavam no maior climinha “lua de mel”.
“Você só volta ano que vem!” – A garota reclamou, fazendo o namorado rir e abraçá-la forte.
“Daqui dez dias já é ano que vem!” – Ele respondeu.
Ouviram aquela voz feminina de aeroporto dizendo que era a última chamada para o voo de Paris (eles iriam de avião até Paris e de carro até a casa da vovó Jones, que ficava no sul da França. O pai e a irmã de Danny já estavam lá). abraçou Kathy e deu outro abraço nele.
“Vou sentir saudade!”
“Eu também, linda! Os meninos e a vão cuidar de você! E você cuida do Bruce!”
Eles deram um beijo e Danny acenou, distanciando-se.
, que estava um pouco para trás esperando que eles se despedissem, abraçou-a de lado.
“Quinze dias passam voando, sis!” – Ela consolou.
“É eu sei...” – respondeu desanimada. Levantou a cabeça e sorriu para a amiga. – “Mas vamos que a gente tem o aniversário do Harry pra preparar!”
“Vamos!” – respondeu abrindo um sorrisão.
Seriam loooongos quinzes dias e ela só sobreviveria porque tinha os amigos ao seu lado.
e Dougie acabaram com a graça de e ao contarem que Harry odiava festa de aniversário...e o garoto mau-humorado não era algo bonito e agradável de se ver! Para piorar, o dia 23 de dezembro caia numa quinta e o Wonderland não estava aberto. Por fim, Tom descobriu um pub do outro lado da cidade chamado Skywalker. Ele adorou o nome e praticamente obrigou os outros a irem.
Harry, e Dougie foram num carro e Tom, e no outro. Kirsten, assim como Danny, tinha ido viajar nas festas de fim de ano e Louise...não havia sido convidada.
O lugar era demais! Tom estava quase tendo um infarto com a decoração.
“Nem precisa me dizer quem escolheu o lugar!” – Disse Harry rindo.
A recepcionista indicou a mesa deles e todos se encaminharam para lá.
“Chique, né?” – Dougie falou e eles se sentaram.
Pediram as bebidas e uma porção de batatas.
“Mas antes!” – falou e chamou a garçonete – “Uma rodada de José pra todo mundo, em homenagem ao Judd!”
Todos bateram palmas.
Quando a tequila chegou, eles dividiram os copinhos, o sal e o limão e viraram.
“Hora dos presenteeeees!” – comemorou, batendo o copo na mesa.
“Sem quebrar!” – Dougie zombou dela. Mas também se ajeitou na cadeira para os presentes.
Eles haviam comprado um de verdade e vários de zueira. Cada um colocou um pacote na mesa e olharam para Harry diabolicamente.
“Iiiih, que medo de vocês!” – O garoto disse, olhando de um para o outro.
“Eu começo!” – Disse Tom.
Harry pegou o presente dele com medo e abriu. Eram baquetas rosas, com glitter.
“A sua cara!” – Zombou Dougie. – “O meu agora!”
“Ainda bem que o Danny não está aqui! Ele é tão sem noção que ia me dar, sei lá, uma boneca inflável!”
“Esse é o meu presente, na verdade!” – falou, fazendo todos da mesa rirem. – “Mas foi ele que escolheu o...o modelo! Fica tranquilo!” – E ao olhar chocado de Harry, ela desmentiu. – “Tô brincando, Judd, calma!”
“Abre o meu! Abre o meu!” – Repetiu Dougie dando pulinhos na cadeira.
O embrulho era pequenininho e dentro havia uns vinte pacotes de camisinha. Tom e Dougie levantaram os braços, exclamando:
“Yaaaaaaaaaay!”
“ESSE é um presente útil!” – Harry disse.
“Que horror! Sem detalhes sórdidos, vai...” – riu. – “Minha vez? O meu é útil também!”
Harry precisou de um tempo lendo o que a garota tinha lhe dado antes de soltar um “Aaah...” e corar.
“O que é?” – perguntou.
“Creme depilatório!” – Ele respondeu sem graça.
“Oloko , apelou!” – Dougie soltou e todos riram. – “Vai ficar tirando o Hairy? A gente sai no braço aqui mesmo!”
Até Harry riu. , num momento Jones, se empolgou e deu uma mãozada no copo de tequila, que se espatifou no chão.
“Paaaaaalmas pra ela, senhoras e senhores! A alma gêmea do Sr. Daniel Jones!” – Tom falou, por cima das risadas e das palmas. fazia tchauzinho de miss para eles.
“Depois dessa, meu presente, né?” – Ela falou, entregando um envelope para Harry. Era um pôster da Lindsay Lohan. – “Mas sem nos aprofundarmos em como e onde você vai usar isso, por favor!”
“E por último, mas não menos importante...” – entregou uma caixinha ao primo. Um CD do Bonde do Tigrão. – “Você gostou tanto de funk quando foi ao Brasil...”
As gargalhadas foram quase tão altas quanto antes.
“Ele ensinou a gente a dançar, ! Quer dizer, ele tentou...e a gente também!” – contou, limpando as lágrimas.
“Poxa gente, obrigada pelos...presentes. Todos muito finos, elegantes, de bom gosto...” – Harry agradeceu com aquela cara de “estou-tentando-ser-sério” dele.
Os outros trocaram olhares e Tom fez sinal para um garçom que passava ali. Dois segundos depois, saíram de trás do balcão uns 6 garçons e garçonetes com cornetas, aquelas coisinhas de bolo de aniversário que soltam faíscas, fazendo uma algazarra monstruosa e colocaram na frente de Harry um drink todo incrementado. O pub todo olhava para eles.
E quando tudo se acalmou os cinco entregaram o presente de verdade.
“O quê? Tem mais?” – O garoto perguntou, abrindo o novo embrulho. – “Ah! Vocês são fodas!”
Era um moletom azul, com gorro e bolso canguru na frente, da Hurley.
“A disse que você queria um!” – explicou.
Harry olhou para a prima.
“Você passou mesmo para o lado negro da força, hein?”
Ela riu, deu de ombros e depois o abraçou. Só então começaram a comer...e beber! Tom se controlou já que estava dirigindo. Harry obviamente se esqueceu desse pequeno detalhe. Quando a banda começou, as garotas e ele já estavam (alterados) na pista de dança.
Tom e Dougie continuavam na mesa. Dougie não ficava muito diferente quando estava bêbado. Continuava quietão, na dele, autista...
“Já faz cinco minutos que você tá encarando a ...foco, dude! Você tá com a Louise!” – Tom disse, tirando-o do transe com um soquinho no braço.
“Quero ela de volta...” – A bebida entra, a verdade sai.
Tom coçou a cabeça.
“Vocês dois são tão complicados! Acho que agooora, agoooora não dá...vocês precisam de tempo e...”
“E eu tô com a Louise...”
“Exatamente! Mas tenta voltar a ser como era antes...antes de vocês ficarem. Sejam amigos, amigos mesmo de novo!”
“Acho que eu preciso fazer algo...”
“Tipo pedir desculpas?”
“É...tipo isso...” – Dougie deixou o assunto no ar e voltou a encarar . Talvez tivesse idéia do que poderia fazer, mas precisava de uma ajudinha de Tom.
“Vai, ! Escolhe um!” – e estavam convencendo a garota de que ela precisava ficar com um dos caras da banda que tocava no Skywalker aquela noite.
“Vocês estão corrompendo a minha prima!” – Harry reclamou, apontando para as duas.
“Que corrompendo o quêêê? Ela tem que saber que caras de bandas são os melhores!” – disse, mas depois tampou a boca como se tivesse falado demais.
“É...você é expert nisso mesmo...” – O garoto ponderou, fazendo e , rirem e distribuir tapas no braço dele.
“Ai gente, cansei...posso ir sentar? Eu escolho lá da mesa e venho falar com vocês!” – não queria um dos garotos daquela banda. O músico que ela queria encontrava-se comprometido, sentado na mesa pra onde ela se encaminhava.
“Uma companhia! Que bom, porque o Dougie já era!” – Tom falou, abrindo um sorriso enorme. Dougie conversava com o copo, quase dormindo.
A banda começou a tocar Ghostbuster.
“Ghostbuster!” – Os dois comemoraram ao mesmo tempo, se olharam e riram. Tom sentiu um frio no estômago totalmente inesperado e ficou sem graça. – “Você gosta também?”
“Adoro!” – A garota respondeu sorrindo e eles entraram num papo sobre o assunto. A conversa fluía tão fácil!
“Siiis, eu to com saudade do Danny!” – Era a décima vez que ela repetia aquilo. – “Que óóóódio dele!” – Quando começava assim era hora de cortar o álcool. – “Essa banda é horrível, sis!”
“É mesmo...e aquele cara tá de Hurley! Ele não é digno de usar Hurley!” – Ele dizia, apontando para o baixista.
“Vamos dançar, meninas!” – Harry voltou trazendo mais bebidas a elas e já começando um passo desajeitado de funk.
começou a rir na mesa e Tom olhou para a pista de dança. Os três dançavam funk ao som da música que começava a tocar e era Green Day. O garoto apoiou a cabeça na mesa.
“Que heresia!”
“Adoro essa música! Vamos, vamos lá com eles?”
Tom olhou para Dougie, que dormia na mesa.
“Acho que ele sobrevive uma música sem a nossa companhia, né?”
“Ele me parece bastante entretido! Se a gente for rapidinho...”
Os dois riram e se levantaram, juntando-se a Harry, e .
“Parem de dançar funk, pelo amor de Deus! É Holiday!” – Tom fingiu estar bravo com os três, que gargalharam.
“Vamos dar o CD que o Judd ganhou pro DJ!” – disse, como se fosse a melhor idéia que ela tinha tido em anos.
“Nossa, vamos!” – concordou e as duas saíram em direção a mesa onde estavam as coisas deles.
riu.
“Você não bebe, ?” – Tom perguntou, chegando perto dela por causa do som alto. Ela se arrepiou e ficou sem graça, mas o garoto não percebeu.
“Não, não muito.” – Ela respondeu, olhando para baixo.
“Bom, pelo menos eu tenho companhia agora...eu bebo de vez em quando só...”
Os dois trocaram um sorriso, mas logo olharam para o outro lado e continuaram cantando a música.
“Não , sem essa... sem causar, vai!” – Harry tentava tirar o CD da mão dela, que ria descontroladamente. ria dos dois.
“Acho que é hora de ir embora!” – Tom disse, olhando a cena.
“Nããão, tá legal aqui!” – disse. – “Já seeeei! Vou ligar pro Danny!”
Só idéias geniais!
“Ele deve estar dormindo, criatura!” – Harry falou tirando o celular da mão dela.
Com muito esforço Tom acordou Dougie e eles foram pagar a conta. pagou sua parte e foi em direção à sacada do pub.
“Onde você vai?” – perguntou.
“A ...” – A garota começou, mas Tom riu e a puxou em direção à porta.
“A tá ali! Vamos que você tá bem louca já!”
Ela gargalhou e eles finalmente saíram do bar.
“Hey, você tá bem?” – perguntou para Dougie, que parecia um zumbi.
“Han? To! Hey... você... passa o Natal na sua casa mesmo?”
olhou para o garoto perplexa.
“Passo sim, por quê?”
“Por nada... é só uma pergunta...”
“Dougie!”
“Não é nada!” – Ele até parecia mais acordado. – “Larga a mão de ser curiosa!”
“Então tem alguma coisa! Conta! Contaaaa...” - Ele riu e a garota começou a bater nele. Fazia tanto tempo que eles não era naturais um com o outro que Dougie nem ligou se fosse ficar roxo no outro dia.
“Não adianta me bater, qualquer coisa que eu disser vai te deixar mais curiosa e eu não vou contar tudo!”
cruzou os braços emburrada.
“Odeio você!” – Ela disse e foi andando mais rápido até ficar ao lado dos outros, deixando-o para trás.
“Eu também te odeio...” – Dougie respondeu para si mesmo.
Lies, lies, lies...
Natal! É incrível como essa data mexe com o humor de todo mundo. Mas ninguém jamais vai ganhar da alegria em que Tom ficava. Ele parecia o próprio Papai Noel. Tinha passado a tarde indo na casa dos amigos levando presentes para todos.
“Você é um anjo, Tomzinho!” – agradeceu-o, segurando um vestido lindo. Bruce pulou no sofá.
“Hey... então essa é a sua cria com o Danny!”
A garota riu.
“Não sei se me agrada a idéia de ser uma cadela e o Danny um cachorro, mas é...Bruce é nosso filhote!”
“Ah, não disse com essa intenção!”
“Eu sei!” – Ela disse, bagunçando o cabelo do amigo. – “Que ano, hein?”
“Que ano...” – Tom repetiu, afagando atrás das orelhas de Bruce e se perdendo em pensamentos.
“Ei, que foi?” – perguntou, tentando olhá-lo nos olhos.
“Tá acabando...”
“O quê? O que tá acabando?”
“O colegial... todo mundo junto...”
o abraçou forte, porque também tinha medo do que estava por vir.
“Não pensa nisso! Vocês quatro vão ficar juntos no McFLY e eu, a , a Kirsten e a iremos ver o show de vocês sempre que a gente puder e a gente vai se visitar na faculdade...e hey! Eu vou ser a fotógrafa de vocês!” – falando, fazendo-o sorrir. – “Tom, Natal é o seu feriado favorito. Não fica triste, por favor!”
Ele concordou com a cabeça e levantou o rosto.
“Valeu, !”
Ela retribuiu o sorriso e decidiu mudar o rumo da conversa. Mas não conseguiu parar de imaginar como estaria sua vida no próximo Natal.
Tom estava sentado na casa de Harry, enquanto o amigo atendia o telefone. descia as escadas.
“Tom!”
Ele sorriu ao vê-la.
“Oi ! Ah eu tenho um presente pra você! – Ele disse, tirando uma caixinha da mochila. A garota se sentou ao seu lado.
“Oh, que lindo!” – Ela abriu. Era um pingente em forma de estrela. – “Uma estrela!”
“Eu...eu gosto de estrelas...”
Ela riu.
“Eu reparei...” – Ela olhou para o garoto e mordeu o lábio inferior. – “Eu... também tenho um presente pra você. Quer dizer, você provavelmente vai rir... não é nada lindo como essa estrela, mas eu vi e achei sua cara e...”
Os olhos de Tom brilharam enquanto se levantava e corria buscar o presente, ainda falando. Mas o que é que estava acontecendo ali? Duas coisas para se lembrar: Ele tinha namorada. era prima do Harry. Se fosse do Danny ou do Dougie, tudo bem...mas do Harry? Problemas, com certeza!
A garota vinha com um embrulho e o entregou. Ele riu ao ver o conteúdo.
“Uma pantufa em forma de all star?!”
Ele parecia sem graça.
“Você tem cara de quem usa pantufa e...está sempre de all star...” – Ela falou, como se pedisse desculpas.
“Eu adorei!” – Tom parecia mesmo feliz. Tirou do papel de presente e colocou no pé.
Os dois riam quando Harry voltou.
“O que é isso, dude?” – Ele perguntou, olhando para baixo.
“Presente da !”
Harry olhou de um para o outro. Iiiih...
A campainha tocou e se levantou da mesa onde ceava com a família e foi atender. Tom tinha acabado de ligar dizendo que iria passar lá pegar um abridor de latas emprestado.
“Tom! Você não precisava ter...” – Ela disse rindo, abrindo a porta. Não era Tom parado ali.
Dougie usava uma camisa branca com listras fininhas azuis e uma calça um pouco mais justa do que as que usava normalmente. O cabelo estava impecável, curto e arrepiado como gostava, ele carregava vários cartazes embaixo do braço. Antes que a garota pudesse perguntar, ele fez sinal para que ela não falasse nada e levantou o primeiro cartaz:
“Eu confesso, peguei a ideia de Simplesmente Amor!”
Ela riu sem fazer barulho e olhou-o, Dougie sorriu.
“Você sabe como eu sou ruim para falar as coisas...”
Ela concordou com a cabeça.
“... mas escrever não foi tão ruim!”
“Eu pensei muito esses dias e...”
“(só porque no Natal a gente deve dizer a verdade!)”
“... percebi que você me faz uma falta imensa!”
engoliu em seco... também sentia falta dele!
“E não só do tempo que estávamos juntos... de tudo!”
Ela fez que sim com a cabeça de novo.
“Como você disse no meu aniversário...”
“... talvez a gente devesse mesmo começar do zero!”
A garota estava quase chorando. Tinha esperado tanto pelo momento em que eles se acertariam...
“Eu também vou esquecer tudo!”
“Todas as brigas, todas as discussões. Sem mais nada pra...remoer!”
Dougie levantou a cabeça e deu um sorriso largo para , que retribuiu. O próximo cartaz não tinha nada escrito. Era o desenho de um avião escrito “EUA - Inglaterra”. Ele passou esse e ela riu do próximo.
diz: “Dougie Poynter? Aquele baixinho estranho que gostava de lagartos?”
Dougie diz: “O que tem eu?”
“E então? O que você acha?”
Apesar de estar gostando daquele jogo de não falar e do nó em sua garganta, respondeu:
“É o que eu quero, Dougie. De verdade. Que a gente possa esquecer o que deu errado e tentar de novo...”
Ele sorriu e acenou, virando-se para ir embora.
“Dougie!” – o chamou, quando ele já estava perto da casa de Tom e foi correndo atrás dele. – “Você esqueceu de como a cena acaba no filme!”
Ele franziu a testa. A garota se aproximou e colocou os braços em volta de seu pescoço. Os cartazes caíram quando Dougie a abraçou pela cintura, puxando-a para perto. sorriu ao sentir os lábios de Dougie nos seus. As borboletas em seu estômago, velhas conhecidas, pareciam ter ressuscitado. Mark jamais fora capaz de despertá-las, só Dougie tinha esse poder.
“Feliz Natal!” – Ela disse, quando eles se separaram. Ambos pareciam zonzos.
“Feliz Natal!” – O garoto respondeu, estava pregado no chão e ficou algum tempo observando voltar para casa.
Tem como não amar o Natal?
No dia 25, depois do almoço, passou na casa de e Tom para eles irem ao parquinho que sempre era montado nessa época na cidade vizinha e que, apesar do frio, estava sempre lotado. Bruce foi junto para seu primeiro passeio fora de casa.
Os três foram ouvindo contar sobre os acontecimentos do dia anterior.
“E você sabia de tudo!” – Ela disse, batendo no garoto, que estava no banco do carona.
“Han?” – Tom se fez de desentendido.
“Você sabia! Você me ligou, pra ser eu a atender a porta!”
“Tá, eu confesso! Ele me pediu pra fazer você atender a porta, mas foi só isso. Ele não me contou o que ia fazer! Juro!”
“Olha o Dougie, cara! Surpreendeu!” – disse, rindo.
“É...foi fofo!” – suspirou. Os dois amigos da frente se viraram pra olhá-la. Era realmente raro vê-la aspirando corações!
“Sis, sua louca! Olha pra frente!” – Ela gritou e Bruce se mexeu em seu colo. – “Ele é tão calminho...nem parece um beagle!”
“Ele ESTÁ calminho...isso aí tem uma energia! Deve ser a alimentação balanceada dele: parede, sofá, jornal, pijama, chinelo, uma bolinha de brinquedo...” – contou, rindo e olhando o cãozinho pelo retrovisor.
“Ele me lembra o Danny!” – Tom disse, fazendo as duas gargalharem.
O parque ficava em um gramado em frente à catedral da cidade. Estava cheio de gente que, como os três, não tinham muito o que fazer na tarde do dia 25. Do carrossel vinha uma música antiga que Tom cantarolava baixinho. Eles estavam decidindo entre o Kamikaze e o carrinho bate-bate quando congelou.
Dougie vinha andando lado a lado com...não era possível. O que ele estava fazendo com a Louise? Ela ria de algo que ele tinha falado e comia um algodão doce.
“Que foi, ? Ah...” – disse entendendo tudo. – “Mas ué!”
A amiga abaixou a cabeça. Dougie os viu e foi andando em direção a eles. Estava muito sem graça.
“E aí, gente? Feliz natal!” – Ele desejou sem olhar para . Se agachou para passar a mão em Bruce.
“Desde quando você tem cachorro, ?”
“É do Danny, chama Bruce...” – Ela contou.
“Aaaah vá!”
Todos riram.
“Erm, Feliz natal Louise!” – Tom também estava meio sem saber o que falar (e ISSO era algo preocupante!).
“Pra vocês também.” – Ela respondeu sorrindo. Todo mundo é legal no natal! – “Bonito cachorro!”
“Ah, obrigada! Ééé...a gente tava indo no Kamikaze...tão afim?” – perguntou.
“Pode ser!” – Louise falou, enganchando o braço em Dougie. O garoto sorriu amarelo.
“Ta com medo, né Poynter?” – provocou.
“Ah, se não for um cagão não é o Dougie!” – Tom entrou na brincadeira. Dougie estava ficando vermelho.
“Não é medo, mas alguém tem que cuidar do Bruce!”
“A gente deixa com o tiozinho que liga a máquina!” – Tom sugeriu.
“Melhor não! Pode deixar que eu fico com ele.” -O garoto insistiu, como se fosse um sacrifício não ir no brinquedo e cuidar do filhote.
“Hum, sis...acho que quero um algodão doce também, vamos lá comigo antes?” – deu um cutucão na amiga e as duas saíram para a barraquinha enquanto os outros três iam comprar os bilhetes.
“Me desenha a situação que eu ainda não entendi!”
“Eu também não tava entendendo, sis, mas caiu minha ficha...ele não falou nada de nós dois...juntos...ele falou da gente voltar a ser amigo. Quem atacou fui eu!”
“Ele não disse que não!” – tentou.
“Ai sis, cansei de brigar! Deixa desse jeito. Eu bati um papo comigo mesma e decidi que quero ficar sozinha agora. E ele está com a Louise e a gente vai ser amigo!”
A amiga deu de ombros.
“Talvez seja o melhor...”
Elas pagaram e voltaram pra junto dos garotos e de Louise. Foram no Kamikaze, no carrinho bate-bate ( ficou de fora, porque eles estavam em número impar e alguém precisava cuidar de Bruce) e no tiro ao alvo ( foi a única que acertou e ganhou um ursinho feio e torto). Estavam agora indo em direção ao estacionamento.
“Vai chamar Danny!” – Dougie falou encarando o bichinho.
deu um tapa nele.
“Não fala assim dele! Vocês estão em uma de comparar o coitado com tudo hoje!”
O garoto franziu a testa.
“Eu já falei que o Bruce é a cara dele hoje também!” – Tom explicou. Dougie parou e se dobrou para rir.
“Parece mesmo! Uma carinha de bobo...de sossegado...” – Ele levou outro tapa. – “Tá, tá...parei! Ah, , dá o ursinho pro Bruce!”
“Não, não...não vai dar essa porcaria pra ele não! O Bruce só come bicho de pelúcia de qualidade!”
“Po, sis...acabou com o meu super prêmio!” – fingiu que estava magoada e a abraçou, rindo. Pararam ao lado do carro dela.
“Como vocês vieram?” – Tom perguntou.
“Com uma amiga da Louise...” – Dougie respondeu como se a ideia não o agradasse muito.
“Querem ir embora com a gente?” – sugeriu, e Tom arregalaram os olhos pra ela. – “Quer dizer, o carro é da , mas tudo bem, né sis?”
A garota só balançou a cabeça ainda em choque. sendo legal com a Louise? O mundo estava ao contrário, não era possível!
“Claro, gente!”
A volta foi inesperadamente agradável...não que Louise fosse uma grande companhia, mas pelo menos ninguém ofendia ninguém. Os xingamentos entre os meninos não entram nessa conta, lógico.
Ao chegar à casa de Dougie, ele e a garota desceram.
“A não é mais a fim de você?” – Ela perguntou antes de se despedir.
“Hum?” – Dougie preferiu se fazer de desentendido. Que pergunta era aquela?
“A ... Não é mais a fim de você? Quer dizer, um dia ela tem um ataquezinho e derruba minha tequila só pra me lembrar que você não tinha me dado uma pulseira para o VIP...” – Louise fez uma pausa dramática para deixar claro que aquilo realmente tinha deixado-a chateada. – “E no outro ela está sendo simpática comigo e me convidando pra voltar pra casa com vocês...no mínimo estranho!”
“Mas ela não é mais afim...” – Ele parou e corrigiu. – “...nós não somos mais um afim do outro, há algum tempo...ela estava com o prima da Laura e tudo.”
A garota o olhou ainda desconfiada, mas não retrucou. Se despediu e foi embora.
Apesar do vento cortante, Dougie continuou na porta de casa pensando: O que acabara de ouvir fazia sentido, parecia mesmo outra pessoa hoje. Mas eles tinham se beijado ontem e ele estava pronto pra deixar Louise e voltar pra ela. Talvez o beijo fosse só um “presente de natal” ou então um adeus ao passado dos dois, já que eles iriam esquecer tudo e começar do zero...e agora? Terminar com Louise ou não? Trocar o certo pelo duvidoso ou não?
Alguém parecia estar com uma pulga atrás da orelha...e não era Bruce!
Os dias que se seguiram foram extremamente frios e preguiçosos. Os garotos se revezavam passando todas as tardes nas casas uns dos outros jogando baralho, videogame e conversa fora.
No dia 30 estavam na casa de Harry jogando “Master”, um jogo que ele havia desenterrado e que tinha, no mínimo, uns 18 anos.
“O que a gente vai fazer amanhã?” – perguntou.
“Festa aqui em casa! Eu não falei pra vocês?” – Harry ergueu a cabeça da ficha com a pergunta que deveria ler para Dougie. Todos fizeram que não com a cabeça. – “Meus pais foram para o Brasil. A casa é nossa!”
“Já vi tudo!” – Tom disse rindo. – “Mas quem vem? Quer dizer, vai ser uma festa festa ou uma festa só nossa?”
“Já convidei todo mundo de Memory Lane High e Little Joana High!”
“É...já vi tudo!” – confirmou, olhando para Tom. Estava deitada na perna dele.
“Vai! Minha pergunta!” – Dougie lembrou.
Harry riu ao perceber que Dougie estava em “Esportes”.
“Se ferrou, mate!”
riu e Dougie olhou para ela bravo.
“Ok então: Qual o nome do responsável pela retomada dos Jogos Olímpicos na Era Moderna?”
“Há! Eu sei!” – exclamou.
“É lógico que você sabe! Quero ver responder uma de Artes!” – O garoto disse.
“E você por acaso acertou alguma de Artes?” – Ela retrucou. e Tom giraram os olhos. Ter os dois “de volta” significava esse tipo de discussão toooodo o tempo.
“Eu nem cheguei lá ainda!”
“Pois é...então fica quietinho aí e responde sua pergunta!”
“Eu não faço a mínima idéia...foi o Shakespeare!”
Todos riram.
“Boa, dude! Tudo a ver uma coisa com a outra!” – Tom falou, ainda rindo. – “Responde aí, ?”
“Barão de Coubertin” – Ela respondeu, orgulhosa.
“Ceeeeeerta a resposta!” – Harry comemorou, conferindo a ficha e dando um high five com ela. – “Sua vez, !”
“Porra, ela tá na última pergunta já?” – Dougie perguntou. – “A não sabe brincar!”
“Vai ser uma pergunta impossível e ela não vai saber. Quem vai ganhar sou eu!” – Tom brincou e levou um tapa na perna.
“Ah não...tá me zuando!” – Harry parecia descrente ao ler a pergunta. – “Vai : Quantos instrumentos têm um quarteto de cordas?”
Todos soltaram uma exclamação de raiva juntos.
“Até o Dougie sabe essa!” – Tom parecia inconformado.
“Até o Danny sabe essa!” – Harry odiava perder e estava muito puto.
riu.
“Eu tenho mesmo que responder?” - Os outros nem responderam e moveu seu peão para o centro do tabuleiro. – “Esse jogo é hilário! Ou a pergunta é impossível ou é ridícula!”
“Exatamente!” – falou. – “A tá demorando!”
tinha perdido no Pedra-Papel-Tesoura e, por isso, tinha ido ao supermercado comprar pipoca e refrigerante e aproveitou para levar Bruce para passear.
“Deve estar chegando...” – Tom olhou para a porta, ansioso.
O celular de tocou e o coração dela disparou, sabia quem era sem nem olhar o número, que não era o habitual, mas que a garota já havia decorado.
“Oi lindo!” – Ela atendeu. Os meninos fizeram um “uuuuuh” juntos e bateu na perna de Tom que estava embaixo de sua cabeça.
“Sempre eu que tomo!”
Harry se aproximou do aparelho.
“Amor, volta pra cama, amor!”
se levantou e tentou alcançá-lo, mas o garoto já tinha corrido.
“É o Harry idiota! Perai, vou pra cozinha...”
“Aaah, chata!” – Dougie resmungou.
se sentou na cadeira e apoiou os cotovelos na mesa. Falar com Danny a deixava feliz e angustiada...eles nunca tinham passado tanto tempo separados.
“Agora sim!” – Falou rindo. – “Tô com tanta saudade!”
“Eu também, linda! To escrevendo uma música pra você...mas, sei lá, tá a cara do Tom isso!”
“E isso é ruim?”
Danny riu. Aaaah, aquela risada!
“Não, ele vai adorar!”
“Eu vou adorar também!” – disse.
Houve um silêncio e a garota desejou poder estar do outro lado da linha, acordando Danny por dormir durante o filme, abraçada com ele, ouvindo aquela risada bem perto de sua orelha...
“E o Bruce?” – O garoto perguntou. Pelo jeito ele também tinha passado uns segundos desejando estar com ela.
riu.
“Uma peste...comeu meu chinelo!”
“Aquele rosa?”
“O próprio...”
“Ah, desculpa, fui eu que falei pra ele que odiava aquele chinelo!
Os dois gargalharam.
“Bocó...”
“...tô quase pegando um avião e voltando!”
“Não me fala isso, Dan! Eu não sou boa pra te aconselhar...” – ouviu o namorado fazer um barulho engraçado com a boca. – “Daqui 5 dias você volta!”
Ficaram mais um pouco em silêncio.
“Hey, minha mãe ta me chamando...a gente se fala amanhã. Aliás, o que vai rolar aí?”
“Festa aqui no Harry. Ainda não acredito que você não vai estar aqui pra me dar um beijo no primeiro segundo do ano!”
“Vê se não arranja um substituto!”
“Digo o mesmo...nada de francesas pra você!”
“Ih, vou ter que mandar a Michelle embora então!”
“Quem?”
“Uma amiga francesa que eu fiz aqui!”
“Aproveita, Daniel Jones, que eu não posso te dar um tapão!”
Ele riu de novo. conseguia imaginá-lo rindo e se curvando para frente, como sempre fazia.
“Linda...é sério, tenho que ir...eu...tô morrendo de saudade!”
“Eu também to! Amo você!”
“Também te amo...muito!”
Os dois desligaram e voltou para a sala. O caos estava armado! A primeira coisa que ela viu foi Bruce vindo pulando (não é bonitinho como os filhotes não correm, mas pulam quando estão andando?) e jogando as patas em suas pernas. Ela o pegou e deu uma geral na situação.
estava em cima do sofá, com a pipoca de microondas nas mãos tentando jogar para , embaixo, e Harry, Tom e Dougie pulavam no meio.
“O que ta acontecendo aqui?” – Ela perguntou.
“Competição da pipoca! A equipe que estiver com o saco de pipoca no final de 10 minutos se safa de limpar a casa dia 01!” – Dougie explicou.
“Opa, tô dentro...quanto tempo falta?”
se descuidou 5 segundos para checar o relógio e Tom pulou e arrancou o saquinho de sua mão.
“Éééé...campeão!” – Dougie comemorou.
“O seu nariz! A gente tem 2 minutos pra recuperar ainda! Cócegas no Tom!”
As três meninas correram e jogaram Tom no sofá.
“To até com dó de livrar ele daí...quer dizer, é o Tom...ele nunca teve tanta mulher em cima dele!” – Harry falou para Dougie. Os dois estavam parados observando as garotas matarem o amigo de rir.
“Vão tomar no cu vocês! Vem me ajudar!”
Dougie riu e não pensou duas vezes: foi fazer cócegas em . Ela se assustou ao sentir as mãos do menino em sua cintura, se virou para tentar fazer nele também.
Harry ficou em dúvida sobre quem atacar, mas achou que representasse um perigo maior e a pegou no colo levando-a pra longe do sofá, mas como ela tentava puxar a pipoca da mão de Tom, acabou levando a melhor com o puxão de Harry.
“Aeeeew! Pega aí !” – A garota arremessou para a amiga.
“Vai dar o tempo, vai dar o tempo!” – Mas Tom a abraçou por trás caindo com ela no sofá, meio de lado. Os dois riram e levantou o saquinho quando seu relógio apitou. – “Ganhamoooooos!” – Levou algum tempo para perceber quão perto do garoto ela estava. Evitou olhar seu rosto, mas sentiu que ele também estava sem graça.
e Dougie gargalhavam, ainda brigando no chão.
Harry colocou no chão e foi assistir.
“Que da hora! Briga de anão!”
“Seu bosta!” – Dougie se levantou e deu uma almofadada nele.
Levou algum tempo para eles pararem de ofegar, Harry era o mais em forma e se recuperou mais rápido. ouviu um barulho de pacote abrindo. Nem olhou para trás. Bruce vinha com o saco de pipoca, todo orgulhoso, na boca.
“Pedra, papel, tesoura de novo pra ver quem vai comprar mais?”
Pedir conselhos é o tipo de coisa que pode resolver todos seus problemas. Ou não. As vezes é uma questão de pedir conselho pra pessoa certa. Ou não. O Dougie, por exemplo, se tivesse ido falar com o Tom teria ouvido que ele é um idiota por não ter terminado com a Louise antes de ir bater na casa da , mas que ainda dava tempo de consertar.
O Harry, porém, não sabia de nada...
“Acho que eu estou com a Louise, dude. A nunca foi com a cara dela e nunca fez questão de ser legal porque ela também queria te pegar...se ela ficou de boa...então só pode ser porque ela não te quer mais...”
“Mas ela me beijou!”
“Até eu te beijaria, Dougie garanhão!” – Harry fez menção de abraçá-lo e Dougie se afastou rindo. – “As mulheres piram nesse negócio de cena de filme! Mandou bem...posso tentar também? Um dia?”
“Pra que? Pra pegar a Lindsay? Como se você precisasse...” – Eles se olharam e gargalharam. – “Ela vem hoje?”
“Provavelmente. Com a sua namoradinha...”
“Ela não é minha namorada!”
“Deveria ser...vai ficar enrolando a coitada até quando?”
“Mas olha quem fala!” – Dougie disse revoltado e Harry fingiu que não era com ele.
Os dois se distanciaram da parede onde colavam alguns enfeites, na copa. Ficaram um tempo encarando a “obra prima”.
“Tá uma merda, né?” – Harry foi o primeiro a se manifestar.
“Tá...” – Dougie concordou, colocando as mãos no bolso.
“Ah, vamos beber uma cerveja e deixar isso pras meninas. A gente já vai ter que limpar isso aqui amanhã de qualquer jeito...”
Os garotos foram para a cozinha, deixando a copa um lixo.
“Ninguém vai nem reparar mesmo!” – Dougie ponderou, abrindo a geladeira.
[n/a: Coloquem para carregar: Shout – The Temptations | My life would suck without you – Kelly Clarkson]
e estavam na porta da casa de Tom esperando que ele a abrisse. Usavam sobretudo e cachecol, mas estavam de vestido por baixo e por isso se encolhiam de frio.
Ouviram um barulho de pés se aproximando e logo em seguida o amigo apareceu rindo na soleira. Usava uma camisa branca, meio transparente e sua tatuagem ficava visível. Hipnotizante!
“Hey, como vocês estão lindas!” – Ele disse abrindo espaço para as duas entrarem. – “Antes de irmos, tenho uma surpresa pra vocês!”
As duas entraram e Tom foi até o piano, fazendo sinal pra ser seguido. Levantou a tampa e sorriu.
“Queria que vocês ouvissem uma música antes. Vou mostrar pros meninos também, lógico, mas não tem como! Vocês têm que ser as primeiras!”
Tom começou a tocar e o olhou. Conhecia aquela canção! Era a que Tom estava tocando no dia que ela terminou com o Danny!
[Tradução]
“Some people laugh
Some people cry
Some people live
Some people die
Some people run
Right into the fire
Some people hide
Their every desire
But we are the lovers
If you don't believe me
Then just look into my eyes
'cause the heart never lies
, sem querer, já sentiu um nó na garganta. Era uma música tão linda! também segurava o choro.
Some people fight
Some people fall
Others pretend
They don't care at all
If you want to fight
I'll stand right beside you
The day that you fall
I'll be right behind you
Tom olhava de uma para a outra enquanto cantava. Seus olhos também estavam cheios de lágrimas. Era incrível o dom que ele tinha de surpreendê-las. Quando as duas não achavam que ele podia ser mais fofo, o garoto aprontava uma dessas.
To pick up the pieces
If you don't believe me
Just look into my eyes
'cause the heart never lies
Another year over
And we're still together
It's not always easy
But I'm here forever
Foi impossível segurar as lágrimas.
Yeah we are the lovers
I know you believe me
When you look into my eyes
Because the heart never lies
'cause the heart never lies
Because the heart never lies”
Quando Tom acabou, colocou as mãos na perna e olhou para as garotas. Riu ao ver que as duas choravam, mas ele também tinha os olhos cheios de lágrima. deu um tapa nele.
“Como você faz isso com a gente?”
riu e limpou os olhos.
“Vou ter que refazer a maquiagem toda!” – Ela encarou o amigo depois. – “É...é linda, Tom! Umas das mais lindas que você já compôs!”
“Eu precisava colocar em palavras isso. Sabe, não importa onde estaremos no próximo ano novo...nós estaremos sempre juntos!”
Os três se abraçaram e ficaram um tempo em silêncio.
“Eu amo vocês!” - Tom disse, beijando a cabeça das duas amigas que o apertaram mais.
“A gente também te ama! Do tamanho do universo!” – disse e concordou.
“Mas agora a gente precisa ir, a deve estar ficando doida com o Harry e o Dougie aloprando lá!” – O garoto falou rindo.
As duas enxugaram o rosto e eles saíram.
Na casa dos Judd, todas as luzes do andar de baixo estavam acesas. Ainda que os três tivessem certeza que só Dougie, Harry e estivessem lá ainda.
“Noiteeeee!” – gritou, entrando.
Harry foi o primeiro a aparecer. Estava lindo com uma blusa de manga longa preta e um cachecol.
“Sejam bem vindos!” – Berrou, já estava visivelmente bêbado. – “Guardem os casacos no meu quarto, alias. Ele está trancado, não quero pouca vergonha lá!”
“A não ser que seja a sua, né?” – zombou e ele deu a língua.
“Não, sério. Em cima do quadro do lado da porta tem uma chave reserva caso vocês queiram entrar lá, dormir lá, enfim...abram o quarto, guardem a chave e tranquem de novo com a chave de dentro!”
“Nossa...que engenhoso!” – Tom riu.
Eles subiram e guardaram as roupas de frio. Foi o tempo para os primeiros convidados aparecerem.
“Que bom ver vocês!” – disse, ao vê-los na escada.
Tom se sentiu estranho quando seus olhos se encontraram. Ela usava um vestido branco tomara que caia até a altura dos joelhos e o cabelo em um coque, com três fitinhas como tiara. Ele parou de andar e ficou encarando a garota. não percebeu, pois estava num estado parecido com o de Tom, mas no seu caso, olhava para Dougie. Ele usava uma camisa xadrez de manga longa e o cabelo bagunçado e ria de alguma coisa que um garoto falava, foi quando virou-se para a escada e viu a garota. Acenou para ela, tímido. Teve que se segurar para não ir até lá e beijá-la. Adorava vê-la de vestido! O de hoje era rosa, com alças fininhas e o cabelo da garota estava diferente também. Enrolado nas pontas
riu de e Dougie, mas ficou preocupada com a expressão de Tom: assim que se recuperou do transe, pareceu extremamente atordoado e confuso. Não era uma combinação boa para o amigo! Era provável que a festa durasse bem pouco para ele. Ou para a memória dele.
E tudo isso aconteceu num curtíssimo espaço de tempo.
“Oi !” – a cumprimentou. – “Você tá linda!”
“Ah, obrigada...você também!” – Ela sorriu.
usava um vestido azul balonê, com um lacinho delicado abaixo do busto.
“Cadê o Harry? Não tem música essa festa não?”
“Tá atendendo a porta. Vamos lá, a gente coloca alguma coisa!”
Tom estava conversando na mesma rodinha que Dougie e passou a mãos nos cabelos quando as meninas passaram. Estava se sentindo agoniado, com uma sensação de que era um idiota por estar sentindo o que parecia estar sentindo. Quer dizer, ele nem tinha certeza se estava afim de ou não. E, mesmo que estivesse, Kirsten era uma garota incrível! Jamais faria algo errado contra ela.
Elas colocaram uma música animada e foram para a cozinha, rindo.
A casa não demorou nada pra ficar cheia. Gente na cozinha, gente na sala...estava realmente frio e todos se concentravam nos cômodos ao invés de ir para o quintal.
Tom e Harry entraram na cozinha.
“Hey, o que vocês estão fazendo aí?” – Tom perguntou, indo até a pia onde as garotas estavam.
“ está ensinando a gente a fazer caipirinha!” – respondeu, com um copo cheio.
“Caipirinha!” – Harry roubou o copo dela e deu um gole.
“O Danny ia gostar tanto disso!” – disse, tomando um pouco também.
“Pega mais limão pra mim, Tom?” – pediu, virando-se para ele. O garoto sorriu ao perceber que ela usava o colar e o pingente de estrela que havia dado no Natal.
Cada um com seu copo de caipirinha, todos resolveram ir para a sala.
“Cadê o Dougie?” – se deu conta de que faltava alguém ali.
“Tá com a Louise...” – Harry respondeu, lançando um olhar rápido pra .
“Já perceberam que ele nunca fica com a gente quando tá com aquela menina?” – Ela falou, numa voz meio brava.
“E isso tudo é ciúme?” – Tom riu.
“Ah, não começa! Vai dizer que vocês também não sentem falta dele quando essa Louise rouba o Dougie da gente!” – A garota retrucou, indignada.
“Vai lá pedir ele de volta então!” – Harry provocou.
“Duvida?” – O álcool, às vezes, fala pelas pessoas.
Harry deu uma risadinha de deboche. olhou em volta até encontrá-lo com Louise. Mirou e foi.
“Oi Louise, tudo bem?” – Ela disse sem nem olhar para Dougie, que tomou um susto.
“Aah...oi, tudo bem! E você?”
nem esperou que ela terminasse.
“Seguinte: tô roubando o Poynter. Hoje ele pertence ao McFLY e agregadas, desculpa. Amanhã ele te liga, ok?”
A garota ficou sem fala e viu o garoto sendo levado para junto dos amigos.
“Missão cumprida!” – comemorou, soltando a mão de Dougie assim que os dois se juntaram a roda. Pegou seu copo de caipirinha com e ofereceu para ele, como se nada tivesse acontecido. – “Experimenta isso aqui, é sensacional!”
Todos gargalhavam da cara do baixista.
“Ih, meu copo tá vazio já! Vou na cozinha buscar mais!” – Tom saiu, tropeçando no tapete. Era muito fraco para bebida, uma vez que nunca bebia muito.
e trocaram um olhar nervoso e a primeira foi atrás dele.
“Hey!” – gritou, alcançando-o. – “Vai com calma aí, tá?”
“Fica sussa!” – Ele disse, abraçando-a. – “Vamos tomar uma tequila comigo...”
Faltando cinco minutos para a contagem regressiva, procurava Harry pela casa. Ele estava com o champanhe.
“Nada ainda?” – Dougie perguntou ao vê-la rumar para a cozinha. De novo. só balançou a cabeça. O garoto olhou para Tom, visivelmente bêbado tentando visualizar a tela do celular. – “Quer ajuda aí, dude?”
“To mandando uma mensagem pra Kirsten...”
“Dá aí, eu digito!”
e voltavam rindo do banheiro. Como aquelas duas riam quando estavam nesse estado!
“Iiih, que foi?” – Tom perguntou quando as duas pararam ao lado deles.
“A perdeu o brinco, de novo! Revolucionou a fila inteira do banheiro pra procurar...”
“Bem típico!” – Dougie disse terminando a mensagem e devolvendo o celular pro Tom. – “Meu, cadê o Judd com aquela porra daquele champanhe?”
“Nossa, são quase meia noite já!” – disse, mirando o relógio.
Harry finalmente apareceu. Vinha com a garrafa embaixo do braço e mãos dadas com uma garota que eles nunca tinham visto.
“Mas é um biscate!” – comentou, rindo.
“Ele pega a mulher que quiser...que inveja!” – Dougie soltou e os quatro gargalharam.
Harry subiu na mesa e assobiou, chamando a atenção de todos. A garota dele estava parada embaixo o olhando como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Ele checou o relógio mais um vez.
“Contagem regressivaaaaa...10, 9, 8, 7...” – Todos contavam juntos. – “...6, 5, 4, 3, 2, 1! FELIZ ANO NOVO MARDITAIAAAADA!
Todos se abraçaram enquanto Harry fazia chuva de champanhe.
Tom estava rodando no ar e quase derrubou e que estavam do lado.
“Seeeem morrer!” – disse ao ser colocada no chão de novo.
Dougie e ficaram meio sem graça ao se abraçarem. Era bom, mas eles não podiam demonstrar o quanto aquele contato era desejado pelos dois.
“Eu...eu vou lá falar com a Louise!” – O garoto disse, se distanciando. – “Mas eu volto!”
sorriu sozinha. Ouviu um barulho que vinha de trás. Era Tom subindo na mesa.
Ele e Harry se abraçaram.
“Dude, você mora aqui!” – Tom apontava para o peito. – “Você, o Danny e o Dougie são meus irmãos! Amo vocês, dude!”
“Iiiih, começou a falar que ama, corta o álcool do Tom!” – gritou, fazendo as meninas rirem.
“Sobe , Sobe !” – Ele estendeu a mão e as meninas riram e subiram. – “Vem !”
“Nã-não...” – corou e preferiu ficar embaixo. – “Não tô nesse grau alcoólico ainda!”
Harry pulou e foi até o som. Lá de cima, viu Louise saindo com uma cara nada agradável.
“Eu disse que essa noite ele era nosso!” – Ela disse, dando um sorrisinho malvado.
“Todo mundo já sabe o que fazer...na parte do “Shout”, vocês...gritam!” - Harry disse e colocou Shout para tocar. As meninas gritaram.
[Tradução]
“Well
You know you make me want to (SHOUT)
As pessoas gritavam e levantavam os braços. As meninas piravam em cima da mesa.
“Eu amo essa músicaaaaaa!” – gritou.
Kick my heels up and (SHOUT)
Throw my hands back and (SHOUT)
Throw my head back and (SHOUT)
Come on now (SHOUT)
Don't forget to say you will
Don't forget to say-ay-ay-ay-ay-yeah
(Say you will) say it right now baby
(Say you will) come on now baby
(SAY) Say that you love me
(SAY)Come on now
(SAY) Say that you want me (SAY)
Dougie parou em frente a mesa, bem onde estava e começou a rir, observando-a. Ela estava com a mão fechada imitando um microfone e, ao vê-lo, começou a cantar para ele.
I still remember...
when you used to be 9 years old
yeah, yeah
I was a fool for you
from the bottom...of my soul...yeah
Dougie apontou para si e disse, sem emitir som, mas de modo que conseguisse ler seus lábios.
“Não, esse era eu!”
I want you to know...I said,
I want you to now right now
You've been good to me, baby...
Better than I've been to myself...hey
And if you ever leave me
I don't want...nobody else...hey
You know you make me want to (SHOUT)
Yeah, yeah (SHOUT)...Yeah, yeah, yeah (SHOUT)
All-All right (SHOUT)...All-All right (SHOUT)
Come on now (SHOUT)...Come on now (SHOUT)
Yeah, Yeah (SHOUT)
e Tom também estavam na mesa, cada um virado para um lado, gritando Shout e pulando. Harry já tinha sumido com a sua companhia. Lindsay who?
Wait a minute.
I feel alright.
You got me woman, I feel aaahhh everytime I think about ya
You know you make me want to (SHOUT)
Zip my pants up and (SHOUT)
Throw my hands back and (SHOUT)
Kick my heels up and (SHOUT)
Come on now (SHOUT)
Take it easy (SHOUT)...Take it easy (SHOUT)...
Take it eaaasssy (SHOUT) oooohhhh
Come on now
A little bit softer now (SHOUT)
As pessoas começavam a se abaixar a medida que o volume da música ia diminuindo.
A little bit softer now (SHOUT)
A little bit softer now (SHOUT)
A little bit softer now (SHOUT)
A little bit softer now (SHOUT)
A little bit softer now (SHOUT)
A little bit softer now (SHOUT)
E então eles começaram a se levantar e cantar mais alto.
A little bit louder now (SHOUT)
A little bit louder now (SHOUT)
A little bit louder now (SHOUT)
A little bit louder now (SHOUT)
A little bit louder now (SHOUT)[
A little bit louder now (SHOUT)
Hey...(Hey)
Shout shout”
Quando a música acabou, todos aplaudiram e pulou da mesa, quase caindo em cima de Dougie.
“Opa! Sem dar mosh, !”
“Agora eu sei como vocês sentem em cima do palco!” - A garota ria e se arrepiou ao sentir as mãos frias dele em seu braço. Estavam muito próximos.
Ela não disse nada, apenas segurou sua mão e o puxou em direção a cozinha. “Ano novo, vida nova” é relativo!
“, ! Olha aquilo!” – disse, cutucando a amiga, que deixou seu queixo cair.
“Como assiiiiiiiiiim?”
“E a Louise?”
deu de ombros e disse:
“Ela que se lasque! Maaaaaais caipirinha!”
As duas saíram também em direção à cozinha, mas não viram o casal. Não esperavam vê-los, na verdade...
Já era quase 3h da manhã quando percebeu que além de Dougie, e Harry havia mais um membro sumido nessa festa.
“, cadê o Tom?”
A garota deu de ombro, olhando em volta.
“Ai, caramba!”
As duas foram para a cozinha e acharam Tom cantando New York, New York. E fazendo coreografia com um cabo de vassoura.
Talvez tivesse se desesperado com o estado do amigo se não estivesse meio alterada também. Por isso se juntou a ele.
[n/a: Não coloquei o vídeo para a música aqui, porque é um pedaço curtinho. Tradução]
“Start spreading the news
I'm leaving today
I want to be a part of it, New York, New York
Ele usava o cabo da vassoura como se fosse uma bengala. E dançava uma espécie de “Singing in the rain”
These vagabond shoes
Are longing to stray
And make a brand new start of it
New York, New York
e estavam abraçadas, levantando um pé de cada vez. Algumas outras garotas se juntaram a elas também. E todas formavam uma fila atrás de Tom. As “Tomzetes”.
I want to wake up in the city that never sleeps
To find I'm king of the hill, top of the heap
These little town blues
Are melting away
I'll make a brand new start of it
In old New York
Tom saiu dançando e cantando para a sala. Estava se espalhando! Não pensou duas vezes e subiu na mesa.
If I can make it there
I'll make it anywhere
It's up to you, New York, New York.”
Fez a melodia que seguia esse verso com a boca. Todos bateram palmas e ele fez uma reverência exagerada.
“Desce daí, Frank Sinatra!” – pediu, rindo.
Tom pulou e a abraçou.
“! Nossa, eu já disse que eu amo você? Que você é super importante pra mim? Você e a são as irmãs que eu não tive!”
Ela riu.
“Você tem a Carrie, seu pau d’água!”
“Ah é! Não, mas vocês são as irmãs da minha idade que eu não tive! Eu quero que tudo dê certo com você e com o Danny! Porque eu amo o Danny também...”
“Tá, Tomzinho, tá...mas sem mais bebida pra você hoje, tá?”
“Porque? Eu tô bem, eu tô bem!”
riu e ele olhou para ela.
“Você tá usando meu pingente!” – O garoto já tinha visto, mas ainda não tinha comentado.
Ela colocou a mão na estrelinha e sorriu.
“Ela é tão linda!”
O garoto não respondeu, estava com o olhar desfocado e com a testa franzida. Chacoalhou a cabeça e se virou para com o olhar meio desesperado.
“Primaaaaaaaa! Vem aqui!” – Harry conversava numa roda de garotas e chamava . – “Deixa eu te apresentar a...como é seu nome mesmo?”
Ela foi andando em direção a roda de má vontade. Sorriu amarelo para as “amigas” de Harry.
aproveitou que estava só ela e Tom.
“Hey, o que você tem?”
“Eu tô bem!” – Ele respondeu com uma voz triste.
“Uhum!” – A garota disse com ironia.
“Não é justo, ! Não é justo com a Kirsten. Eu...eu gosto dela! Pra caramba!”
Estava explicado! Não que não fosse fácil descobrir, mas então Tom soltou e foi correndo para o banheiro. É o que dizem: nunca misture mais de dois tipos de bebida na mesma noite!
“Tá frio aqui, Dougie!” – falou, chegando mais perto dele. Os dois estavam encostados na parede da varanda, no quintal da casa dos Judd.
“Foi você que me puxou pra cá, ô louca!”
[Tradução]
“Guess this means you're sorry
You're standing at my door
Guess this means you take back
All you said before
Like how much you wanted
Anyone but me
Said you'd never come back
But here you are again
Ela riu e o olhou mais uma vez.
“Que foi?” – Dougie perguntou.
“Nada! Mas é…tão perfeito estar aqui, agora, com você!” – Ela franziu a testa quando percebeu o que tinha dito. – “Nossa, que coisa mais...não-eu!”
Foi a vez do garoto rir.
“Você é incrível!”
'Cuz we belong together now, yeah
Forever united here somehow, yeah
You got a piece of me
And honestly
My life would suck without you
Ficaram se encarando por um tempo, como se esperassem que fossem acordar de um sonho. não queria tocar no assunto que martelava em sua cabeça, tinha medo das respostas. Fechou os olhos e o abraçou. Teria colocado a cabeça no peito de Dougie se ele fosse mais alto, em vez disso, apoiou o queixo em seu ombro e deu-lhe um beijo no pescoço.
Em resposta, Dougie a abraçou mais forte, fazendo o mesmo.
Maybe I was stupid for telling you goodbye
Maybe I was wrong for tryin' to pick a fight
I know that I've got issues
But you're pretty messed up too
Either way I found out I'm nothing without you
se endireitou e mordeu o lábio.
“E a Louise?”
Ele coçou a cabeça, meio nervoso, e não respondeu. A garota o soltou, balançando a cabeça.
“Dougie, desculpa, mas eu não tenho vocação pra ser a outra!”
“Eu sei…eu sei!”
“Que bom que você sabe, mas não muda sua situação. Você tem namorada e eu não vou levar isso do jeito que está!”
“Louise não é minha namorada!”
“Me poupe, Dougie!” – se arrependia do fundo da alma de ter tocado no assunto. – “Se você tem que terminar, é porque tinha alguma coisa. Independente do nome que você dá ou não dá ao relacionamento!”
'Cuz we belong together now, yeah
Forever united here somehow, yeah
You got a piece of me
And honestly
My life would suck without you
desviou os olhos do rosto do garoto e ficou olhando fixamente para o quintal, de braços cruzados. “Sem chorar! Sem chorar!”
“Hey!” – Dougie a puxou para perto de novo, tentando fazer com que ela o olhasse. – “Eu vou terminar com ela, ok?”
“Quando?” – A garota continuou na mesma posição e ele fez um barulho de impaciência com a boca.
“Amanhã.” – Dougie procurou os olhos dela. – “Pode ser? Amanhã?”
finalmente o olhou e balançou a cabeça afirmativamente. Ele sorriu.
“Isso, sem ficar brava! Você é idiota? Acha que eu vou deixar você escapar de novo?”
“Hum...obrigada pelo idiota!” – A garota respondeu, mas descruzou os braços e sentiu suas mãos serem seguradas pelas de Dougie, que fazia cara de cachorrinho sem dono.
“Você sabe o que dizem, né? Que a gente passa o ano todo fazendo o que fez no primeiro dia do ano...”
riu.
“Tô fudida!”
Ele riu também.
Being with you is so dysfunctional
I really shouldn't miss you, but I can't let you go
Oh yeah
Cuz we belong together now, yeah
Forever united here somehow, yeah
You got a piece of me
And honestly
My life would suck without you
Dougie chegou mais perto, beijando-a delicadamente. passou seus braços em volta do pescoço do garoto, acariciando-lhe a nuca. Ela já não sabia se os arrepios eram de frio. Dougie a trouxe mais para perto de si. Era tão difícil se lembrar de promessas de permanecerem como amigos, de Louise e de todo o resto quando estavam assim!
Cuz we belong together now, yeah
Forever united here somehow, yeah
You got a piece of me
And honestly
My life would suck without you”
procurava Tom desesperadamente. O encontrou no andar de cima, sentado no chão, ao lado do quarto de Harry.
“Tooom!” – Ela correu até ele, se lembrando de arrancar o salto pelo corredor.
“Esqueci onde está a chave.” – Sua voz era meio além-tumulo, apesar de não parecer mais tão bêbado.
A garota pegou a chave e abriu o quarto.
“Vem, eu te ajudo a levantar!” – Disse, estendendo a mão. Ele se levantou e cambaleou antes de entrar no quarto. – “Você quer passar mal? Quer que eu traga água ou alguma coisa?”
“Não...não...só fica aqui comigo!”
Tom foi indo em direção à cama e se sentou, para que ele deitasse em sua perna. Ficaram um tempo em silêncio.
“?”
“Oi.”
“Quando você percebeu que estava apaixonada pelo Danny? Que queria ficar com ele?”
Ela sorriu.
“De verdade? No dia que eu levei uma bolada na piscina da casa da ! Eu estava em dúvida entre ele e você até aquele dia.”
Se fosse qualquer outra pessoa, ela nunca teria dito isso. Mas aquele era seu melhor amigo, era o Tom, era uma das pessoas pra quem ele contaria até se matasse alguém.
“Mas como? Como você percebeu que estava afim de uma pessoa diferente?”
De repente sabia qual era a finalidade de toda aquela conversa.
“Ai Tom...é tão complicado explicar como, porque, o momento certo que a gente se apaixona por alguém! O que eu sei é que eu percebi que eu queria viver o sentimento que eu começava a sentir pelo Danny. Eu queria que essa história entrasse na minha história. Eu...estava encantada por ele! Gostava da sensação de tê-lo por perto, fui me apaixonando pelo jeito dele de falar, de sorrir, pelas idiotices, pelo jeito que ele toca guitarra e pelo jeito que canta...Tom? Tomzinho?”
O garoto não disse nada. Tinha caído no sono, fazendo rir. Falar do namorado deixou seu coração apertado de saudade, pegou o celular e lançou um olhar para o notebook de Harry.
“Feliz Ano Novo, lindo! Tá acordado? Muito tarde pra falar com uma fã por msn? Te amo muito!”
entrou no quarto.
“Estava procurando vocês!” – Lançou um olhar para Tom, adormecido. – “Como ele está?”
“Um pouco melhor...pelo menos agora ele dormiu!”
A garota chegou mais perto da cama. Queria não desejar tanto Tom para si, era tão errado!
Ouviram o celular de emitir um barulhinho.
“Só porque é a minha fã preferida! Já tô on, cadê você?”
Ela sorriu.
“? Você troca de lugar comigo? Vou falar com o Danny!”
A amiga tirou os sapatos e, cuidadosamente, trocaram de lugar. Automaticamente começou a passar a mão pelo cabelo milagrosamente loiro e liso de Tom.
ligou o computador e entrou no msn, seus olhos brilharam ao ver o nome de Danny.
(*) (*) - Só pro Danny diz:
Oi liiiiiindo! Feliz Ano novo!
Mr. Jones diz:
! Que saudade! Que saudade!
(*) (*) - Só pro Danny diz:
To morrendo aqui também. Como foi sua virada de ano?
Mr. Jones diz:
Ah, normal. Tomei um vinho sensacional.
(*) (*) - Só pro Danny diz:
Aaaah, a fez caipirinha pra gente hoje. Você tem que experimentar!
Mr. Jones diz:
Porra, eu quero! O Harry falou bem disso! Mas e aí? Como foi a festa?
(*) (*) - Só pro Danny diz:
Veja você mesmo!
A garota ligou a webcam e a apontou para Tom no colo de . Danny também havia ligado sua webcam e ria. Ele usava uma camiseta branca e uma jaqueta de couro.
(*) (*) - Só pro Danny diz:
Como você tá lindo, Dan! Queria tanto estar aí com você.
Mr. Jones diz:
Coloca a webcam em você pra eu te ver.
Ela sorriu ao mesmo tempo que ele, ao vê-la.
Mr. Jones diz:
Você não ia gostar de saber o que eu estou pensando agora!
Mas antes que pudesse xingá-lo, ouviram risadas e Dougie e entraram no quarto de mãos dadas.
“Nhéééé marditões!” – Ela soltou, fazendo os dois corarem.
Mr. Jones diz:
Que foi?
“O que você ta fazendo, sis?” – foi (ainda segurando a mão de Dougie) até o notebook. – “Ah, oi Danny!” – Ela acenou.
Mr. Jones diz:
Oi ! O que você aprontou pra rir desse jeito?”
(*) (*) - Só pro Danny diz:
Pergunta pro Dougie.
Danny riu.
Mr. Jones diz:
Marditões!
(*) (*) - Só pro Danny diz:
Foi o que eu disse! Hahahaha...
e Dougie foram se sentar no puf ao lado da cama e ficaram ali, abraçadinhos, conversando e se beijando ocasionalmente. e Danny continuavam colocando o papo em dia e estava perdida em pensamentos, ainda olhando para Tom.
“Toniiiiiiight I’m gonna have myseeeeeeeeeeeeelf…” – Harry entrou cantando (lê-se berrando) no quarto. Houve um “Shiiiiiiiiiiiii” coletivo. – “Opa, desculpa! Mas que porra é essa?”
Ele olhou para a cena: e Dougie, e Tom, no computador…Todos riram.
“É uma conferência com o Jones, Haz! Senta aqui pra gente falar com ele!”
Pronto! Estavam completos. sorriu ao olhar um por um, em especial a pessoa que ela amava como jamais havia amado antes e que ria de algo que Harry tinha escrito. Agradeceu a tecnologia por poder lhe proporcionar aquilo. Talvez fosse o que lhe restaria quando fossem um para cada lado. Tentou não pensar na separação e se concentrou no verso da música que ouvira antes de vir para a festa.
“It’s not always easy,
But I’m here forever!”
Fazia três dias que estava daquele jeito. Não saia de casa, não tirava o pijama... Parecia ser só um resfriado leve, mas mesmo assim ela se mantinha na cama quase o dia inteiro.
“Tá mãe, eu entendi que o jantar tá pronto! Tô descendo!” – Ela disse impaciente quando ouviu a porta de seu quarto abrir, mas nem se mexeu. Continuou enfiada embaixo dos 430 cobertores e edredons.
Ouviu passos e se encolheu, sua mãe ia arrancá-la dali a força. Mas que saco! Não podia nem ter uns dias de “hoje não estou pra ninguém”?
Como ela previra, a pessoa puxou seus cobertores. Mas estranhamente, não para tirá-la dali e sim para entrar embaixo também. A garota abriu os olhos.
“Dan?” – não podia acreditar que via aquele par de olhos azuis e aquele sorriso. – “O que você tá fazendo aqui? Você não ia voltar só quarta?”
“Nossa, quanta hospitalidade!” – Danny falou, dando uma risadinha baixa. – “Voltei antes. Ameacei atravessar o Canal da Mancha a nado!”
também riu e passou os dedos por seu rosto.
“É o seguinte:” – Ele continuou, passando o braço ao redor da cintura de e puxando-a para perto. – “Esse negócio de ficar separado não dá certo pra gente! A gente terminou duas vezes, passamos uns dias sem nos ver e não funcionou! Vamos ter que nos conformar e ficar juntos!”
A garota fingiu uma cara de “fazer o que, né?”
“Concordo com você. Não me parece muito bom, mas nem tudo na vida são flores, né?” – Disse, dando de ombros. – “E já que não tem outro jeito...” – foi chegando mais perto, roçando o nariz na bochecha de Danny, que fechou os olhos e apertou a cintura dela com mais força. – “...vou ter que me aproveitar de você!”
“É... Alguns sacrifícios são necessários...” – O garoto deu um sorriso malicioso, mordendo a orelha da namorada.
Ouviram uma batida na porta.
“? Danny? Venham jantar!” – Mrs. gritou.
A garota apoiou a testa no ombro de Danny.
“Sua mãe quer me matar!” – Ele falou de olhos fechados.
“A gente continua nossa conversa depois!” – disse rindo e se levantando. Estendeu a mão pra ajudá-lo.
“Isso é uma promessa?” – Ele colocou os pés pra fora da cama e calçou o tênis.
“É um castigo... Por você ter passado tanto tempo fora!”
“Jura? Vou fazer isso mais vezes então!”
A garota riu e deu um tapa no braço dele. Os dois desceram as escadas abraçados e só se separaram diante do olhar amedrontador de Mrs. . Mas ela tinha que admitir: Se estava mesmo doente, tinha acabado de tomar uma dose de seu remédio.
“Mas olha quem ainda tá vivo!” – Tom comemorou, ao ver e Danny entrando na sala de TV da casa de . – “Como foi na França, dude?”
“Bem legal, mas senti saudade daqui!” – Ele cumprimentou todos e voltou a abraçar a namorada de lado.
“Essa aí é outra que sumiu!” – falou, sorrindo para ela. – “Tá melhor?”
balançou a cabeça afirmativamente.
“Claro que melhorou! O Jones voltou!” – provocou e ela deu a língua.
“Dude, você não sabe o que eu tô com vontade de fazer!” – Danny falou, olhando para Harry.
“Ah, resolve com a ! Depois que você virou hétero, eu não tenho mais nada a ver com isso!”
Os outros gargalharam.
“Não, mané! O outro problema eu resolvo com ela mais tarde...” – A garota o olhou sem graça e deu um tapa de leve em seu braço. – “Tô com vontade de jogar futebol!”
“Senta aí, relaxa, que já a vontade passa!” – Tom falou. Odiava futebol.
“Tô falando sério! Vamos?”
“Tá frio!” – Falou Dougie, encostando a cabeça no ombro de , que sorriu.
“Eu topo! Chama os caras do Memory Lane que jogavam com a gente! O Ant, o Jason...” – Harry sugeriu.
“Boa cara!” – Danny tirou o celular do bolso e saiu.
“Vocês miaram nossa sessão cinema!” – Dougie falou bravo, procurando o apoio de . Infelizmente, ela era maníaca por esportes e estava com os olhos brilhando.
“Posso jogar também?”
“Você é menininha, você não joga!” – Harry brincou, deixando-a emburrada.
“Deixa? Eu jogo no lugar do Dougie!”
“Se fosse só a gente, beleza ... Mas o Ant é meio cavalo...”
“Nossa, faz séculos que eu não encontro aquele retardado!” – Dougie falou, tentando lembrar a última vez que tinha o visto.
“Quem é esse?” – quis saber.
“Um amigo nosso de Memory Lane. Não tem nada no lugar do cérebro.”
“Pior que o Danny?” – Tom parecia incrédulo.
“É... De alguma forma, sim...” – Harry respondeu pensativo.
Danny voltou desligando o celular.
“Tá fechado! Vamos naquele campinho society perto de casa. Mas um de vocês vai ter que jogar!” – Ele disse, olhando de Tom para Dougie.
“Tá, eu jogo!” – Tom cedeu. Sabia que Dougie não iria nem amarrado.
“Que tarde divertida!” – tentou não transparecer a ironia.
“Vocês vão gostar! E qualquer coisa tem um café lá. Vocês entram e ficam tomando alguma coisa.” – Harry contou. – “Precisamos ir nos trocar! Que horas você marcou?”
“Daqui meia hora... Só pra ele chamar o resto dos caras...” – Danny viu a expressão entediada das garotas. – “Aaah, gente, vai... A noite a gente faz o programa de mulherzinha que vocês quiserem!”
Elas riram e foram todos saindo.
“Eu passo aqui pra te pegar, !” – Tom gritou da varanda.
Não ouviu resposta. Ela estava muito brava que não iria jogar.
“Programa de mulherzinha...” – Repetiu baixinho as palavras de Danny e entrou.
“Duuuude!” – Danny gritou, ao encontrar Ant. Todos os outros já corriam em volta do campo. – “Quanto tempo, meu!”
“Danny! Fala, cara! Depois que você casou eu não te vi mais e...” – Ant parou de falar ao ver as garotas chegando. – “Oloko! Quem são aquelas ali? Me apresenta a do meio!”
“A do meio é minha esposa, Ant!” – O garoto respondeu, mas ele ria.
“Pô, foi mal! Mas as outras são bem gatas também...”
“Uma é do Dougie e a outra é prima do Harry... Vai encarar?”
“Prima do Judd? Nem a pau...”
Tom já estava se aquecendo e entrou na conversa.
“O Harry é tão ciumento assim?”
A resposta foi em uníssono:
“É!”
“Nossa! Coi… Coitada da !”
“Coitado de quem quiser ficar com ela!” – Danny enfatizou. E então se virou para Ant. – “Que história é essa de casado?”
“A Laura... Ela odeia sua namorada, dude. Fica falando que ela deve ter feito macumba pra você ficar desse jeito!”
Tom e Danny riram.
“Juro que não entendo essa doida! Quando eu estudava lá, ela nem me dava moral...”
“Se fosse fácil entender, ela não seria uma garota!” – Tom filosofou.
“Você tá namorando e famosinho, cara! São as duas características que mais atraem mulher!” – Ponderou Ant.
“Interessante saber disso!” – Harry passou correndo por eles. – “Agora parem de conversar, seus bichas. Vamos começar logo!”
As meninas se sentaram na arquibancada gelada um pouco mais para cima de onde Dougie estava.
O jogo começou e, cinco minutos depois, elas já estavam entediadas. Começaram a cornetar, para se divertirem.
“Tira o Toooom!” – gritou.
“...coloca um cone no lugar!” – completou, fazendo-o rir e perder a bola. De novo!
“Coloca a !” – Dougie ajudou.
“Lindo!” – Ela desceu e deu um beijo no rosto do garoto e ficou sentada lá.
“Aquele amigo dos meninos é gato, né?” – comentou com e Dougie virou-se.
“Deixa o Mr. Jones ouvir isso!”
“Ô, um metro e meio! Fica na sua! Tô aqui tentando armar a ...”
gargalhou com o “um metro e meio”.
“Ah! É pra !” – Ele disse, parecendo mais aliviado.
“Claro que é!”
“Hum... Ele é bonito mesmo...” – falou sem muita animação. Ele simplesmente não fazia seu tipo.
“Vai Daaanny!” – gritou quando o namorado se aproximou do gol. Mas Danny tropeçou no nada e foi caindo de cara no chão. Não sobrou ninguém sério no lugar. Os meninos se sentaram no chão pra rir. Ela escondeu o rosto. – “Me mata de vergonha!”
Tom ajudou o amigo a se levantar, ainda tentando parar de rir.
O jogo recomeçou, se levantou agitando os braços.
“Vai , fazendo a Laura!” – Ela disse, imitando cheerleader. – “Com garra, com força, com deter... GOOOOOOOOOOOOOL do Danny!”
O garoto foi correndo em direção a ela quando fez o gol. pulou da arquibancada nos braços dele.
“Ow dois!” – Harry gritou. – “Depois vocês se pegam, vai!”
Eles riram e se separaram.
Mais dez minutos de jogo e as garotas já estavam entediadas de novo.
“Vamos ao café? Tá frio aqui!” – pediu, esfregando as mãos.
“Ótima ideia! Vamos, sis?” – perguntou.
A garota, que estava sentada embaixo com Dougie fez que sim com a cabeça e se levantou. Quando estava no topo, tirou um bloquinho da bolsa e escreveu nele.
“Hey, Dougie!” – Ela chamou, mostrando a primeira folha. Estava escrito “We Love the Coach!”
O garoto riu, enquanto corria para alcançar as duas.
Sentiu o coração leve. Era verdade que “terminar” com Louise tinha sido, no mínimo, tenso. Por mais que Dougie tivesse tentado fugir do assunto, ela sabia que o motivo era . E, lógico, ficou muito brava... Muuuuuuuito brava!
Mas agora que as coisas estavam dando certo com a pessoa de quem ele realmente gostava, isso parecia insignificante. O garoto sorriu sozinho e voltou a olhar o jogo. Parecia a mesma coisa pra ele... Futebol é tão sem sentido!
“Fala !” – pressionava.
tinha uma idéia de qual era a resposta e tentava tirar a amiga da saia justa.
“Como você é curiosa, sis!” – Disse, rindo.
“Mas deve ser alguém que a gente conhece, senão ela não ia ficar rosa desse jeito!”
mexeu o chocolate quente, ainda corada.
“Faaaaala ... Você já encontrou um alvo aqui? É o Ant?”
“Podem me chamar de Fletcher 5 gols!” – Tom entrou falando no café.
Salva pelo gongo. E pelo motivo de toda aquela vergonha!
“Nãããão que você fez 5 gols! Vocês colocaram o Dougie como goleiro do outro lado?” – perguntou boquiaberta. Os outros garotos entraram também. – “Ele fez mesmo? Cinco gols?” – Ela perguntou para Harry, que riu da incredulidade da amiga.
“O pior é que fez!”
“Adoro a fé de vocês em mim!” – Tom reclamou.
Ele puxou uma cadeira e se sentou ao lado de .
“Isso tá bom?” – Ele perguntou. Nem esperou ela responder e tomou um gole. – “Hum, tá sim! Nossa! Não acredito que tem tabuleiro de xadrez aqui! Alguém quer jogar comigo?”
“Como o Tom é tiozão, Deus do céu!” – Danny falou, sentando no colo da namorada.
“Você tá fedido, Dan... Levanta aí!”
“Quanta consideração!”
“Ninguém vai jogar comigo mesmo?” – Tom voltou a perguntar, triste.
“Tá, eu jogo!” – se voluntariou.
“Até que enfim alguém legal nessa turma!”
olhou de um para o outro indo até a outra mesa, e deles para que ergueu a sobrancelha querendo dizer “Pois é!”
“Bom gente, já vou indo... Foi ótimo rever vocês!” – Ant se despedia dos meninos. e trocaram outro olhar, ele tinha covinhas que deixariam até o Tom com inveja.
“Próximo show que a gente for fazer, a gente te avisa!” – Harry disse.
“Isso...”
Todos deram tchau e os meninos se sentaram de novo.
“E qual é a boa de hoje?” – Harry quis saber animado. – “Ta, o Danny e a não precisam responder!”
“Babaca!” – disse, dando um tapa nele.
“Pô, só tem casal aqui!” – O garoto disse, olhando para Dougie com o braço encostado na cadeira de . – “Ah, não! Tem o Tom e a também! Quando a Kirsten volta?”
Elas deram de ombros e mudaram de assunto. Algumas coisas mudariam quando a garota voltasse... E as mudanças não iam favorecê-la. Fato!
Era o último fim de semana do recesso e o McFLY tocaria no Wonderland para o começo do semestre. Os garotas e as meninas preferiam não lembrar desse “detalhe”.
Já tinha passado da hora do almoço quando Harry finalmente acordou e se deparou com Tom e sentados no tapete da sala, jogando Monopólio.
“Hey, dude! O que você tá fazendo aqui tão cedo?” – Ele perguntou bocejando.
“Cedo? São duas horas da tarde, Harry!” – disse rindo. – “Tom veio me mostrar o jogo, porque eu falei que tinha um parecido no Brasil!”
“Hum...” – O primo fez com a boca, indo até a cozinha.
“Acho que ele não gostou de me ver aqui!” – Tom falou meio sem graça.
“Não liga! Ele sempre tá de mau-humor quando acorda!”
“E eu não sei?!” – Os dois riram, enquanto Harry voltava com um sanduíche e um copo de leite e sentava no sofá.
“Tom, nós vamos tocar a música nova hoje?”
“Qual delas?”
“A do Dougie...”
“Vamos, por quê?”
“Só pra saber!” – O garoto deu uma olhada no tabuleiro. – “Quem tá ganhando?”
“Eu!” – comemorou.
“Mas só porque eu sou azarado e fico indo pra prisão toda hora!” – Tom completou, lançando um olhar engraçado para ela.
“É o que dizem!” – Harry tentava falar, com um pedaço de pão na boca. – “Azar no jogo, sorte no amor!”
“É... É o que dizem...” – Ele respondeu distante. Seu celular tocou. – “Falando nisso, é a Kirsten...” – E foi atender. abaixou a cabeça, quase tinha esquecido qual era a “imperfeição” do garoto.
Tom voltou pouco tempo depois.
“Tenho que ir... Kiki voltou!”
“Beleza, cara. A gente se vê no Wonder!” – Os dois trocaram um aperto de mão.
“A gente continua o jogo depois...” – disse dando um meio sorriso.
“Tá!” – Ele deu um beijo em sua bochecha e saiu.
Para a garota o ditado era exatamente o contrário: “Sorte no jogo, azar no amor!”
“Wonder lotaaaaaaado hoje!” – Disse Dougie animado, esfregando as mãos.
Do outro lado Harry batia as baquetas na própria perna ao ritmo da música que escutava no iPod e Tom e Danny aqueciam a voz. As meninas entraram para desejar Boa Sorte.
“Umas menininhas me olharam de cima a baixo quando eu entrei... Acho que elas pensaram que eu sou sua nova peguete, Harry!” – disse, rindo.
“Bem vinda ao submundo!” – Ele respondeu.
Dougie parecia que tinha sido ligado no 220V. tomou o Red Bull da mão dele.
“Você vai enfartar de tanto beber esse treco!”
“Nãããão, dá aí! Tô falando sério!” – Ele xingava, enquanto tentava pegar a latinha de volta. – “Você toma mad dog e eu não falo nada!”
“Argumento válido!” – Tom disse, olhando os dois brigarem.
“Válido nada... Eu não bebo um quarto do que ele bebe!”
“Quarto? Que quarto?” – Perguntou Danny se intrometendo na conversa. Todos abaixaram a cabeça.
“O da , bocó!” – Harry falou ríspido, fazendo os demais gargalharem. – “A tava falando que tinha um cara bonitão lá ontem!”
Ele fez cara de desentendido.
“Era eu! Não... Ontem eu não fui lá...”
Ninguém respondeu. Às vezes o Danny não entender as brincadeiras dava raiva.
“Meninos, no palco!” – Johnny os chamou aparecendo na porta.
Todos se levantaram e se ajeitaram. , e Kirsten deram um beijinho em seus respectivos e saíram.
Há muito tempo o Wonderland não parecia tão lotado. As meninas foram pra frente do palco. viu de relance Mark passando por ela. Se sentiu mal por não ter cumprido o que prometera para si mesma: ficar sozinha por um tempo. Mas não podia se culpar e sorriu ao pensar em como estava sendo bom ela e Dougie.
“Saudades da gente?” – Danny perguntou sorrindo. olhava pra ele, em transe. – “A gente também estava!” – Ele piscou pra ela e se virou para os garotos.
Parecia que fazia um século que elas não ouviam seus garotos tocando. ainda não sabia bem as letras, mas pulava junto com as meninas. E evitava babar toda vez que olhava pra Tom.
“Temos o prazer de apresentar uma nova música pra vocês!” – Tom falou se virando para Dougie e rindo.
“E essa não foi escrita pelo Danny! Nem pelo Tom!” – Harry alertou.
“E nem pelo Harry!” – Danny completou.
“Essa se chama Surfer babe...” – Dougie falou todo vermelho. Mal conseguia levantar a cabeça.
olhou para , que parecia em choque. Se lembrava de ouvir Dougie falando dela no backstage, há séculos atrás...
Harry fez a contagem. [Tradução]
“Well it's quarter to four
We're hanging out at the pizza place
And we've all got our boards
Later on we're gonna catch the waves
Well that's what I said when I left her in bed
With the radio on and the book she read
Let the truth be known
I just wanna date a surfer babe
I hope I'm not a little too late
I never know what you're gonna say
You don't think that you're my type
But you are, but you are, but you are, but you are
riu da letra e se lembrou ainda de outro dia, quando ela viu um papel no quarto de Dougie. Era uma música para ela. “Não é nada meloso, nem nada...”, o garoto tinha dito na época.
You know I just
Don't know how I'm gonna get through
This thing that I've been feeling for
You don't think I know your name
But I do, but I do, but I do
You're a surfer babe
É… Ela era a “surfer babe” dele. E ele era o baixinho esquisito dela. Danny fazia uma cara divertida enquanto cantava, olhando de Dougie para .
, e Kirsten pareciam mais empolgadas que ela.
“Que letra fofa, siiiiiis!” – gritou, apertando o braço da amiga.
You know it's hard when things
Don't ever wanna go your way
But I got this feeling that it's
Not gonna happen today
Não… As coisas já tinham dado errado demais. Dessa vez tudo parecia certo!
You know I've look all around for a girl in L.A.
And you're the prettiest face that has walked my way
Dougie tinha dito algo parecido com aquilo quando eles se beijaram pela primeira vez. Quer dizer, pela segunda vez. Os dois se olharam e sorriram.
Since I met you girl
I just wanna date a surfer babe
I hope I'm not a little too late
I never know what you're gonna say
You don't think that you're my type
But you are, but you are, but you are, but you are
You know I just
Don't know how I'm gonna get through
This thing that I've been feeling for
You don't think I know your name
But I do, but I do, but I do
You're a surfer babe
Não que fosse inveja, mas sempre achava fofo quando Danny cantava pra . Sempre fora avessa a coisas melosas sim, mas isso era diferente. A música era pra ela, sobre ela! Era o seu garoto falando em forma de música sobre os dois.
And I've been waiting for a girl like you
Anticipating how to make my move
Coz there is nothing, I would rather do than
Catch the waves with you
Dougie sorriu para ela nessa parte e sorriu de volta. Quase conseguia imaginar os dois num lugar tipo a Austrália com a prancha fincada na areia, olhando o sol se por...
I wanna a surfer babe
I hope I'm not a little too late
I never know what you're gonna say
You don't think that you're my type
But you are, but you are, but you are, but you are
But you are, but you are, but you are,
“Obrigada!” – Ela disse, mexendo os lábios de modo que ele entendesse o que ela estava falando.
Ele balançou a cabeça e se virou indo pular um pouco como era bem dele.
But you are a babe
I hope I'm not a little too late
I never know what you're gonna say
You don't think that you're my type
But you are, but you are, but you are, but you are
You know I just
Don't know how i'm gonna get through
This thing that I've been feeling for
You don't think I know your name
But I do, but I do, but I do
You're a surfer babe”
Os meninos ainda tocaram mais um cover e terminaram com Please Please. Assim que desceram do palco, o DJ começou sua seleção de músicas que nunca mudava muito.
saiu correndo antes mesmo de Danny se despedir de todos. Ficou esperando no corredor do backstage. Os outros passaram rápido por ali, indo ao camarim. Dougie foi o último a sair do palco, caminhando com as mãos no bolso.
“E aí? Achou uma droga?” – Ele perguntou apreensivo.
“Achei!” – respondeu se aproximando. Dougie se assustou com a resposta.
“Sério?”
“Não!” – A garota disse, passando os braços pelo seu pescoço. – “É lógico que eu gostei! Você escreveu pra mim! E me chamou de Surfer babe...”
Ele riu acariciando o rosto de e observado o caminho que seus dedos traçavam.
“Já faz um tempo que ela ficou pronta, mas não fazia sentido tocar se a gente não estava junto... Além do mais, a Louise podia achar que era pra ela.”
“E ela surfa?”
“Vamos colocar assim: Se eu dissesse que acho legal pular da ponte com uma pedra amarrada no pescoço, ela com certeza tentaria.”
“Que horror, Dougie! Mas até que não é uma má ideia, hein?”
Ele riu e falou, passando as mãos pelos cabelos de :
“Mas por que a gente tá falando da Louise?”
Os dois foram chegando mais perto um do outro e se beijaram. A garota sorriu ao sentir o já conhecido frio na espinha e puxou Dougie mais para perto. Cada centímetro de seu corpo em contato com o dele parecia entrar em curto circuito, assim como seu cérebro.
Ouviram uma tosse forçada ao longe e perceberam que os meninos esperavam para sair do camarim. Os dois estavam no meio do corredor.
“Finjam que não viram a gente!” – Harry falou passando rápido. Danny deu um tapinha nas costas de Dougie e passou, atrás de Tom.
“Vamos pra lá? Pro camarote?” – Ele perguntou dando um beijo na bochecha da garota. Ela concordou com a cabeça e os dois voltaram à pista de dança.
Não demorou muito para Dougie ser seqüestrado por uma rodinha de meninas. não se importaria de esperar, mas odiava como elas sempre a mediam dos pés a cabeça e sempre chegavam à conclusão de que ela não era boa o bastante. Como se aquelas garotas um dia fossem dar o braço a torcer de que alguém, além delas, seria boa o bastante!
“Vou subir!” – Ela o avisou e saiu andando.
Ao chegar perto da escada, ela viu um tornado vindo em sua direção. Sabia o que aconteceria. Na verdade, esperava por isso desde o réveillon. Louise passou por ela, esbarrando com força em seu ombro. Ela fechou os olhos se perguntando se devia revidar ou deixar passar.
“Odeio gente que não sabe perder...” – falou, se virando. – “Que que é, menina?”
Louise fechou as mãos em punhos do lado do corpo. Laura ficou olhando feio também, parada atrás da amiga.
“Você é uma vadia! Terminou com o Dougie pra ficar com o Charlie e agora quer de volta?! Você não merece ele!”
cruzou os braços que já coçavam para voar no pescoço da rival. estava na beira do camarote dançando com Danny e não demorou pra notar a movimentação suspeita perto da escada.
“Dan... Já volto!”
Louise continuava descarregando todos os insultos que vinham em sua cabeça e ouvia com cara de indiferente e os braços cruzados.
“Terminou já?” – Ela perguntou quando a outra tomou fôlego. – “Que bom, não agüentava mais! Eu disse pra você que estava pegando o Dougie de volta, no reveillon. Fica a dica!”
se virou para subir as escadas, já orgulhosa por não ter feito barraco... Cedo demais! Louise bufou e foi para cima dela. chegou a tempo de ver quatro mãos de batendo e se empurrando. Nem sabia como separar. As duas se unhavam e se batiam. Danny, os meninos, e Kirsten desceram também.
“O que tá acontecendo aqui?” – perguntou.
“Aew Marditão, é por sua causa!” – Danny riu, divertindo-se e cumprimentando Dougie.
“Ajuda aqui, porra!” – gritou segurando pela cintura.
“Me solta! Preciso bater nela, é necessidade biológica!”
“Deixa elas brigarem! Essa folgada tá precisando apanhar mesmo!” – Laura falou. Ela não fazia muito esforço pra conter Louise.
“E você fica na sua, lindinha! Conheço outra pessoa aqui que tá precisando apanhar também!”
As duas se encararam. Foi o suficiente pra afrouxar as mãos e conseguir se soltar. Louise arregalou os olhos ao ver a mão dela voando em seu rosto.
Os meninos que estavam meio paralisados até àquela hora, assistindo tudo como se fosse um ping pong, se mexeram ao ver os seguranças. Puxaram e subiram rápido, escondendo-a.
“Entra no banheiro e fica lá um tempo.” – Tom falou preocupado. , e Kirsten foram junto.
As quatro obedeceram. Ficaram um tempo sem se falar, até que caiu na risada.
“E eu nem to bêbada!”
As outras gargalharam junto. ainda parecia meio em choque.
“Cara, vocês são loucas demais!”
“Você nunca mais saem com a gente, né?” – comentou.
Elas recuperaram o fôlego, passaram mais uns 5 minutos na frente do espelho “se refazendo” e saíram.
“Até que enfim!” – Danny disse. – “Achei que vocês tinham fugido pela janelinha do banheiro.”
Mas havia alguém ali que não tinha achado aquilo nada engraçado.
“A próxima vez, eu deixo vocês serem expulsas! Que coisa mais ridícula! Vocês são idiotas? Ficar brigando, de tapa... Quantos anos vocês tem? De que filme de quinta categoria vocês vieram?” – Tom estava furioso. Só restou às meninas abaixarem a cabeça e ouvirem o sermão digno de pai.
“...vocês são inteligentes, são bonitas...”
Ninguém agüentava mais. Harry se virou para as meninas com a mesma cara de bravo e interrompeu o amigo.
“E por causa do Dougie? Faça-me o favor, ! Arranja um BOM motivo, pelo menos!”
Nem Tom segurou a risada. Dougie deu um sorriso amarelo e cruzou os braços.
“E ele nem pra me defender!” – falou, dando um tapa no braço do garoto. – “Você é um homem ou um saco de pipoca?”
“Posso ser um meio termo?” – Ele perguntou.
“Mais pra saco de pipoca...” – Danny refletiu, medindo-o. – “...vazio!”
“Ha-ha-ha!” – Dougie forçou a risada.
“Bom, agora que vocês já estragaram meu sermão...” – Tom disse ainda olhando bravo para as garotas.
“A gente sabe que foi ridículo, Tom! Mas ela me provocou! E foi ela que começou!” – se defendeu, abraçando o amigo de lado.
O clima logo se harmonizou e elas foram dançar. O McFLY se sentou para discutir o show, como sempre faziam. Pelo menos até Danny se levantar e ir dançar (lê-se avacalhar) com as meninas.
Logo Harry também sumiu (novidade!) e só sobraram Dougie e Tom na mesa.
“A Kirsten chegou hoje?” – Dougie perguntou.
“Uhum...” – Tom respondeu, sem muita animação.
“Nossa, dude! Que empolgação, hein?”
“Eu... Eu tô cansado. Já vou lá ficar com ela...”
Dougie olhou de lado para o amigo.
“Hey, Kiki, algum problema?” – perguntou ao perceber que a amiga tinha uma expressão meio triste e olhava para Tom.
“O Tom... Ele tá... Não sei... Distante!”
engoliu em seco.
“Aaaah, deve ser impressão sua, Kirsten... Você chegou hoje, ele tinha que tocar... Vocês nem se falaram direito...”
“A gente passou a tarde junto... E foi estranho. Como se ele estivesse incomodado com alguma coisa...”
Talvez fosse melhor não se aprofundar no assunto...
5h da manhã Dougie cochilava em cima da mesa, alertando que já era tarde. , Danny, e conversavam na pista de dança já vazia e até Harry tinha aparecido, o que era sinal de que realmente era hora de ir embora.
Tom estava com o braço passado pelo ombro de Kirsten, mas estavam calados. Era difícil explicar o que estava acontecendo...ele gostava dela, muito. Mas não como e Dougie ou e Danny se gostavam. Sabia que isso era infantil, mas queria borboletas no estômago, arrepios...ainda que fosse fogo de palha, como todas as paixões avassaladoras.
Bem a sua frente estava alguém que parecia despertar algo parecido com aquilo. E bem ao seu lado alguém que ele não queria magoar de jeito nenhum.
“Vamos embora?” – Dougie resmungou.
Tom olhou para o pessoal na pista e fez sinal para irem embora. Todos voltaram para perto da mesa.
“Nem acredito que acabou! Passou muito rápido esse recesso!” – falou, abraçando Danny por trás.
“Nem me fale!” – concordou indo sentar ao lado de Dougie. – “Ô, Belo Adormecido, acorda aí então...você vai dormir em casa hoje?”
Houve um tumulto entre os presentes.
“Ooooooooooopa! Aí Dougie cachorrão!” – Harry comemorou dando tapas nas costas dele, que ainda estava meio sonolento.
“Pela cara do Poynter, eles vão só dormir mesmo...” – Tom zombou.
Todos se levantaram e foram se encaminhando para a saída. Passaram por Louise, Laura e Julia. Antes que pudesse desviar, sentiu que alguém pegava em seu braço.
“Só uma coisinha: depois da calma, sempre vem a tempestade!” – Laura disse, entredentes.
“Profundo...” – disse, fingindo refletir. – “Mas eu não tenho medo de chuva!”
Os outros olhavam a cena, tensos. Ela soltou o braço e saiu em direção a eles, sorrindo.
“Ela tava só me dando um conselho...” – explicou, abraçando Danny pela cintura. – “Mas sabe o que dizem, né? Se conselho fosse bom, a gente vendia!”
As meninas riram e o assunto mudou rapidamente.
tentou não pensar nas palavras de Laura e sorriu para o namorado. Era realmente um período de calma... Ela deveria se preparar para a tempestade?
“Não, Harry! Passa lá no Wonder e pega minha pedaleira... Você tá de carro!” – Tom e Harry discutiam na porta da escola, na segunda-feira.
“Eu tenho que ir buscar a , porra!”
“Eu passo lá, pego ela, levo na sua casa e pego a pedaleira!” – , que observava os dois sentada no colo de Danny num banco ali perto, olhou para Tom. Então esse era o motivo dele querer tirar Harry do caminho?
“Tá bom então... Mas você não tem que passar no Memory Lane pegar a Kirsten, como sempre?”
“Ela... Hum, hoje não!”
“Ok então...”
“Valeu Judd!” – Tom saiu apressado e quase saltitando em direção à escola de inglês para estrangeiros da cidade.
“Preciso fazer alguma coisa...” – pensou alto.
“Que foi, linda?” – Danny a abraçava forte, porque estava realmente frio. Ela sorriu para ele.
“Nada, tava pensando alto. Filme e chocolate quente em casa?”
“Filme?” – Danny odiava assistir filmes. Ele sempre dormia. SEMPRE. – “Na verdade eu combinei futebol com o Ant... Até o Tom vai!”
“Mas que atletas vocês, hein?”
“É pra manter o físico!” – O garoto passou a mão pela barriga, fazendo se sentir extremamente orgulhosa de si mesma por ser “proprietária” de tudo aquilo. – “Que sorriso é esse?”
Ela se envergonhou pela possível cara que estava fazendo.
“Nada, tava só lembrando porque eu gosto que você se exercite...”
Danny deu um sorriso safado, fazendo-a rir.
“Olha, exercício por exercício... Conheço um outro melhor que futebol!”
“Caralho, mas vocês não conseguem ter uma conversa decente?” – Dougie se sentou ao lado dos dois. – “Não é nem meio dia ainda!”
“Mas se não é o Senhor Pornografia falando!” – retrucou. – “Cadê sua namorada?”
“No jornal...” – Ele respondeu, triste. – “E você ? Não tem que trabalhar, não?”
“Uuh, é mesmo!” – se levantou colocando a mochila nos ombros apressada. – “Ai, o Tom esqueceu que a gente precisava dele hoje!”
“O Tom esqueceu alguma coisa? Ele anda com a cabeça onde?” – Dougie parecia incrédulo.
A garota deu de ombros, beijou o namorado e saiu em direção à escola.
“É, dude... Enfim sós...” – Danny falou, colocando a mão na perna de Dougie.
“Uuuuui! Na minha casa ou na sua?” – Dougie disse numa voz sedutora e os dois riram. – “Quem vê isso acha que a gente não tem namorada, né?”
“Gostei de ver! Assumindo a e tudo, hein Poynter?”
Ele sorriu tímido.
“Fazer o que? E já que nossas mulheres trabalham, vamos vagabundear! Quer uma carona no skate?”
“Só se a gente for abraçadinho!”
Umas meninas mais novas que passavam por ali arregalaram os olhos para o diálogo, mas eles acenaram e sorriram, para surto geral. Como era bom ser famoso!
“Tom?” – se assustou ao ver quem a esperava em frente à escola.
“Oi ! O Harry precisou passar no Wonder e pediu pra eu vir no lugar dele... Algum problema?”
“Não!” – Ela abriu um sorriso maior do que era necessário e os dois foram caminhando em direção a casa dos Judd. – “O que você vai fazer depois da escola, Tom?”
O garoto levantou a cabeça, pensativo.
“Hum... Queria poder responder... Mas não sei. O que eu queria mesmo é fazer o McFLY dar certo, sabe? Assinar com uma gravadora grande... Fazer shows em todos os lugares...”
“Mas?”
Tom deu de ombros.
“Não tem um “mas”... Eu espero conseguir! Eu e os meninos conversamos sobre ir pra Londres quando as aulas acabarem... Passar um tempo com o James e os meninos...”
“James?”
“Hum... Esqueci que você não conheceu eles. Bom, eu fiz parte de outra banda antes do McFLY, o Busted. Éramos quatro também. Eu, James, Charlie e Matt, mas não tava dando certo e eu saí. Logo depois eles foram convidados pra abrir shows de bandas grandes...”
“Jura?” – percebeu que aquilo aborrecia o garoto.
“Eu fiquei mal na época, mas agora eu superei.”
“Que bom... E, ah! O McFLY vai ser famosão também!”
Tom abriu um sorrisão para ela.
Não demoraram muito a chegar. Harry estava sentado no capô do carro.
“Que demora, meu! O Wonder tava fechado. Quem te disse que ia estar lá?”
olhou confusa para os dois. Tom coçou a cabeça.
“Hum... Que dia é hoje?”
Harry bufou e saiu em direção a porta.
“Ih... Estressei ele...”
“Tranqüilo! Esse é o Harry Judd, certo?”
O garoto riu.
“Acho que sim. Bom, falo com ele a noite. Vai nos ver no ensaio?”
Um pedido acompanhado daquela carinha era impossível dizer não. Ela corou.
“Vou sim... A gente se vê lá?”
Ele concordou com a cabeça e deu um beijo em seu rosto. Precisaram disfarçar que ambos se arrepiaram.
“Tchau Tom...”
“Tchau !”
O ensaio estava uma zona. estava na bateria e no baixo, com Dougie.
“Não , essa baqueta na caixa e essa no prato!”
estava sentada no sofá desenhando.
“Cadê o Danny e o Tom?” – perguntou.
“Terminando uma música lá dentro... Não, , NÃO!” – Harry não tinha muita paciência para professor e ela nenhum talento para ser aluna. Dougie caiu na risada.
Ouviram um barulho na porta e os dois voltaram com os violões.
“Noite!” – Cumprimentou Danny no seu usual tom imperturbável. Ele demorou para decodificar atrás da bateria. – “Como assim? O que você perdeu aí?”
“O simancol!” – Harry respondeu, levando um tapa.
“Seu grosso!” – Ela se levantou e foi sentar com , que falava com Tom.
“Não Tom, quando estiver pronto, eu te mostro!”
“Você desenha, ?” – se sentou ao lado dela.
“Uhum... Mas esse aqui não tá pronto ainda!”
“O Tom desenha também!” – se sentou ao lado delas.
Os dois trocaram um olhar satisfeito. A cada dia descobriam mais alguma coisa em que se pareciam.
“Tom, vamos comigo na cozinha?” – pediu.
“Vai lá linda, você é mais de casa que eu!” – Só então ele percebeu a expressão “AGORA-Thomas-Fletcher!”. – “Tá, vamos lá!”
“Devo me preparar pra um sermão?” – O garoto perguntou, tentando descontrair, quando os dois se sentaram na varanda.
“Do jeito que você fala parece que não tem motivo...”
Ele suspirou entregando os pontos.
“Não adianta fingir que nada tá acontecendo! Você tá a fim da , ela tá a fim de você e você namora!”
“Você acha que a está afim de mim?” – O garoto perguntou empolgado. fez cara de impaciente.
“Pelo amor de Deus, Tom!” – Ela respondeu, fazendo-o abrir um sorrisão. – “Mas você tem uma namorada. E a Kirsten é muito legal e não merece isso que tá acontecendo!”
“Eu não queria magoar ela!”
“Você já está magoando. Aquele dia no Wonder, a Kiki tava preocupada...querendo saber o que tava acontecendo...ela já percebeu que tem algo errado!”
Tom abaixou a cabeça pensativo. Seu celular tocou.
“Acho que ela adivinhou...” – O garoto falou triste e atendeu. – “Oi Kirsten! Tudo bom?... Uhum... Não, to em casa... Eu posso passar aí mais tarde?... Tá ok, eu te dou um toque. Beijos.”
olhou para ele meio sem saber o que falar e apenas enganchou-se em seu braço e apoiou a cabeça em seu ombro. Ele a olhou e sorriu.
“Sabe que eu já pensei que se nós namorássemos tudo seria mais fácil...”
“Já te disse que o Danny foi feito pra você... Você ficaria numa situação como a minha agora!”
Ela suspirou e não respondeu, pois sabia que era verdade.
“Ow, vocês dois!” – Danny colocou a cara para fora e gritou. – “Dá pra parar de me trair e virem pra cá?”
“Você que chegou causando e pegando minha futura esposa, Jones!”
“Ah é...” – Ele concordou e gargalhou, fazendo rir também. – “Eu te empresto ela depois então... A gente pode ensaiar agora?”
Os dois se levantaram e voltaram para o quartinho.
“Vai dar tudo certo!” – cochichou antes deles entrarem e apertou a mão do amigo.
Dez dias se passaram e Tom era novamente um homem livre e ninguém além de e sabiam o porquê dele e Kirsten terem terminado.
tinha encontrado Kirsten alguns dias depois, enquanto ia pra loja e se sentiu mal por ela parecer tão abatida.
“Hey, mas vamos continuar saindo junto e tudo!” – Ela disse quando se despediam.
Kiki sorriu, meio sem graça.
“Acho meio difícil, né? Pelo menos agora...” – A garota respondeu fazendo se sentir idiota. Tinha esquecido que Tom contara a ela o verdadeiro motivo de querer terminar. – “Eles... Eles... Já estão juntos?”
“Não... Não estão!”
Não oficialmente, porque Tom e pareciam não se desgrudar mais! Ele a buscava na aula de inglês, ela ia antes do horário de ensaio para aprender a tocar violão, os dois passavam horas discutindo filmes e livros... Apenas Harry parecia alheio a essa melação. Até Danny já tinha sacado! Ou ele não queria ver... Ou não queria admitir que via.
Era um ensaio normal de quarta-feira. O mais descontraído possível, já que os meninos não tocariam sábado.
Eles, porém, estavam incomodados pela falta de atenção das meninas. Não tinha graça tocar sem um público.
“Hey, hey, hey... Vou expulsar vocês daqui se não pararem de falar!” – Dougie ameaçou, fazendo-as apenas levantarem as sobrancelhas. Ele se virou para Harry, pedindo apoio moral.
“O que foi que vocês estão desse jeito?”
“Estamos combinando de ir pra Londres no fim de semana! A não conhece lá ainda! Estamos pensando em onde visitar, onde comer, onde comprar, que roupa usar...” – contou animada.
“Toda essa agitação pra isso? Por que vão pra Londres? Como vocês são caipiras!” – Harry soltou e o garotos gargalharam, para fúria das meninas.
“Ah, Judd... Cala a boca!” – respondeu. Elas e as meninas se levantaram. – “A gente vai conversar lá fora, ‘cê tá atrapalhando!”
Os garotos se entreolharam quando a porta bateu com força.
“Agora nós não temos platéia/musas inspiradoras!” – Danny constatou, meio bravo.
“Não acredito que todo esse estresse foi porque eu chamei elas de caipira!” – Harry falou bravo. – “Elas se acham fodonas? A gente devia zuar o barraco então!”
Dougie viu o sorriso demoníaco de Harry e riu.
“Tava demorando pra gente cair em uma furada com as ideias do Mr.Judd!”
“Essa vai ser furada mesmo, mas vai ser engraçado!”
Os garotos se juntaram em uma quase roda de cabeças juntas.
, do lado de fora, previu o pior.
“Se o Danny tá rindo desse jeito... Coisa boa não é!”
As garotas esperavam na frente da casa de . Os meninos tinham resolvido que viriam também, e Harry se prontificou em achar um carro que coubessem os sete.
“E que carro é, ?” – perguntou.
“Não sei não... Ele tá fazendo mistério. Mas eu vi o Harry conversando com o meu tio e pelo jeito estava tendo um trabalhão pra convencê-lo!”
“Eita!” – exclamou
Estavam falando das roupas bonitas e elegantes que vestiam quando ouviram um estouro no fim da rua. Uma Kombi velha vinha na direção da casa de .
“Cuidado aí, sis!” – Ela disse para a amiga, que estava mais perto da rua. – “Olha o tétano!”
Elas riram e se afastaram.
“Ai meu Deus! Tá parando! Vai quebrar aqui em frente!” – falou indo ainda mais para trás.
Quase tiveram um treco quando viram quem dirigia.
“Faaaaaaaaaala marditaiada! Vamos pra Londres!” – Harry gritou colocando quase o corpo todo para fora e voltando rapidamente ao ouvir um barulho suspeito na porta. Danny e Dougie gargalhavam nos bancos de trás e Tom ainda parecia com medo de morrer, no carona.
“Que porra é essa, Judd?” – parecia capaz de matá-lo.
“Nossa condução! Fala aí, que perfeita! Grande, espaçosa... E luxuosa! Pras nossas damas aproveitarem todo o glamour de Londres!”
“Vamos de trem, meninas!” – disse, encarando o primo e Tom.
“Ah não, ah não... Vocês tem que ir com a gente!” – Danny também colocou a cara na janelinha. – “Vai ser divertido!”
“Vai! Vai ser lindo passear por Londres nesse lixo!” – retrucou. – “Vou matar você, Daniel Jones!”
“Uuuuui, chamou pelo nome inteiro, fudeu!” – Dougie deu um tapinha nas costas do amigo, mas se calou com o olhar de . – “Ih, me fodi também. Porra Harry! Acho que não gosto mais dessa idéia!”
“Relaxa, ô traíra! Eu não sou tão sem noção assim!” – Ele se virou para as meninas. – “Combinei com meu pai e a gente vai ter um carro da hora pra andar por Londres. A Queen Mary aqui é só pro nosso transporte até lá! É só um castiguinho por vocês terem trocado a gente por Londres essa semana no ensaio!”
As garotas não responderam nada.
“Juro pra vocês que é verdade! Vou ligar pro meu pai e ele confirma!” – O garoto estava tirando o celular do bolso quando as garotas, com uma troca de olhares, começaram a se dirigir até a porta de trás. Ainda mal-humoradas.
Todos eles comemoraram.
“Aaaah, linda! Você vai com a gente!” – Danny pegou algo no chão. – “Olha quem tá aqui! O Bruce!”
“Você trouxe o Bruce pra viajar? Nessa lata velha? Se você quer continuar fértil, não chega muito perto!” – Ela falou entre dentes e foi se sentar no último banco com e .
“Acho que vou tomar esse aviso pra mim também!” – Dougie disse, olhando de canto de olho para a namorada.
“É bom mesmo!”
Fazia meia hora que estavam na Kombi e só agora as meninas tinham voltado a falar, mas apenas entre elas. acariciava Bruce, que dormia tranqüilo. Precisaram segurar a risada quando Harry freou bruscamente e Danny foi espremido pelo banco móvel da fileira da frente.
“Podem rir, a gente promete que não ouviu!” – Tom falou, se virando para trás.
“Vamos cantar musiquinhas de excursão!” – Harry sugeriu animado, pulando no banco velho. – “Estaaaava a velha em seu lugar, veio a mosca lhe fazer maaaaaal. A mosca na velha, a velha a fiaaaaaaaar! Estava a mosca em seu lugar! Comigo gente, veio quem? Veio a aranha lhe fazer mal...”
“Cala a boooca!” – gritou, atirando um de seus scarpins no primo.
Todos gargalharam quando o sapato bateu no banco do motorista.
“Eu nunca vi tanta gente sem noção junta!” – constatou, limpando as lágrimas dos olhos. – “A gente tá indo pra Londres de Kombi! É demais pra eu assimilar...”
“Que bom que você não tá brava mais!” – Dougie respirou aliviado, chegando mais perto dela.
“Ainda tô brava sim. Volta pra lá!”
“UUUI!” – Harry zombou, levando um tapa na cabeça do amigo.
“Eu e Danny vamos sofrer com a greve de sexo agora e a culpa é sua e do seu castiguinho!”
“Vocês vão dormir na casinha do cachorro um mês!” – Tom apontou para o filhote no colo da amiga.
“E você ri da nossa desgraça, né vagabundo? Queria ver se você estivesse com a Kirsten ainda!” – Danny era campeão em falar coisa errada. Dessa vez, por milagre, percebeu o erro e encostou no banco com os braços cruzados ao olhar severo de Tom. – “Já calei...”
Ficaram mais um tempo em silêncio e Harry resolveu ligar o rádio, que parecia ser o primeiro fabricado da história!
“Nada, nada, nada...” – Tom mudava as estações do rádio e parou em uma qualquer que tocava Beatles. – “Sempre bom.”
Danny se levantou e foi andando em direção ao banco do meio.
“Nem vem, Jones!” – falou impaciente.
“Pretensiosa! Eu tava vindo no banco do meio, deitar aqui!” – Ele se ajoelhou no banco e pegou Bruce. – “Vem, dude. Sua mãe tá um saco hoje!”
O garoto se deitou e sumiu, deixando a namorada sem graça. Lá da frente vinha outra discussão.
“Olha essa estrada, Harry! Que fim de linha! É lógico que a gente não tá no caminho certo!”
As meninas olharam pela janela. Realmente estavam numa estrada horrível que, com certeza, não era a que levava a Londres. O céu estava ficando cada vez mais cinza e mais apavorante.
“É um atalho, Tom! Vamos sair lá perto já...sem pegar trânsito!”
“Que trânsito? Hoje é sábado!”
“E você acha que o povo vai visitar Londres que dia?”
Tom não respondeu, olhou para o rádio e sorriu, aumentando o som. Depois se virou para trás.
“Danny, ouve!” – Procurou o amigo. – “Danny?”
“Fala cara!” – Danny se levantou do banco do meio e abriu um sorriso de orelha a orelha. – “Born to run! Aumenta aí!”
Ele se levantou (até onde a altura da Kombi permitiu) com Bruce embaixo do braço e começou a cantar alto. [Tradução]
“…
…
In suicide machines
Sprung from cages on Highway 9
Chrome-wheeled, fuel-injected
And steppin' out over the line
Oh, baby this town rips the bones from your back
It's a death trap, it's a suicide rap
We gotta get out while we're young
'Cause tramps like us, baby we were born to run
“Dude, a gente precisa fazer um cover dessa música!” – Ele disse para os garotos. – “É a minha favorita de todos os tempos!”
Wendy, let me in, I wanna be your friend
I wanna guard your dreams and visions
Just wrap your legs 'round these velvet rims
And strap your hands 'cross my engines
Danny olhou para enquanto cantava com um olhar maroto. Ela tentou não sorrir, tentou não corresponder àquele olhar e àquele sorriso. Em vão, lógico...sempre em vão!
“Traidora!” – zombou da fraqueza da amiga.
Together we could break this trap
We'll run till we drop, baby we'll never go back
Oh, walk with me out on the wire
Cuz baby I'm just a scared and lonely rider
But I gotta find out how it feels
I wanna know if your love is wild
I wanna know if love is real
Os dois versos foram cantados por todos os presentes na Kombi. Não mais alto do que Danny, é claro. Ele estava em transe.
“Preciso ir num show dele! Antes de morrer eu vou num show do Bruce, né Bruce?” – O garoto perguntou para o cachorro.
“Você ainda vai assistir um show dele do backstage, Danny boy!” – Harry completou.
Beyond the palace hemi-powered drones
Scream down the boulevard
Girls comb their hair in review mirrors
And the boys try to look so hard
The amusement park rises bold and stark
And kids are huddled on the beach in the mist
I wanna die with you Wendy on the streets tonight
In an everlasting kiss
Durante o solo, Danny fez umas graças com Bruce.
“Ele vai passar mal, Dan!” – disse preocupada. – “Coloca ele no banco!”
O garoto obedeceu.
Ohhhhhhhhhhhhhhhhhh
One, two, three, four
Highway's jammed with broken heroes
On a last-chance power drive
Everybody's out on the road tonight but
There's no place left to hide
Danny se ajoelhou no banco do meio e se curvou para frente para ficar mais perto de .
Together Wendy we can live with the sadness
I'll love you with all the madness in my soul
Ele cantou os versos de olhos fechados e a garota se aproximou, encostando a testa na dele. Danny sorriu e deu um “beijinho de esquimó” na namorada.
Oh, someday girl I don't know when
We're gonna get to that place where really wanna go
And we'll walk in the sun
“Também te amo com toda a loucura do meu ser!”
“O que não é pouco!” – O garoto zombou, levando um tapa no braço. – “Calma, deixa eu terminar! E eu agradeço por você me amar tanto! E eu também te amo tudo isso!”
“Vou vomitar com vocês dois!” – Ouviram a voz de Dougie do banco da frente.
But till then tramps like us, baby we were born to
run
Tramps like us, baby we were born to run
Come on Wendy, tramps like us
Baby we were born to run
Whoa, ooh
Oh, oh, oh, oh
Whoa, whoa, whoa
Ooh
Whoa, whoa, whoa
Whoa, whoa, whoa
Whoa, whoa, whoa.”
“Essa música é foda!” – Danny se sentou de novo e pulou o banco pra se sentar ao lado dele.
O clima estava mais ameno quando ouviram um barulho enorme e uma fumaça começou a subir da frente do carro.
“Mas que merda é essa?” – Harry perguntou quando a Kombi deu um solavanco e morreu.
“Ih...coitada da Queen Mary! Uma senhora idosa já...” – Dougie riu, mas parou ao perceber a cara de Harry.
Todos saíram do carro.
“Não entendo nada de carro!” – Tom reclamou.
“Em alguma coisa você tem que ser ruim, né?” – disse, fazendo-o corar e dar um sorriso convencido.
“Algum de vocês entende?” – perguntou ao ver quatros caras de interrogação olhando para o motor.
“O Danny entende!” – Dougie respondeu.
“Eu? Eu entendo de dirigir!”
“Vocês são uns bostas!” – disse estressada e foi se sentar na Kombi.
“Ok...nada de pânico!” – Harry falou, tentando acalmar a situação. – “Vou procurar um posto, um...um sinal de celular...” – Ele falou, olhando o aparelho e erguendo-o.
“O que? Não tem sinal aqui? A gente tá no meio do nada e sem sinal?” – , que até o momento tentava passar a imagem de calma, surtou.
“Calma, calma!” – Danny falou, ainda com o ar divertido. Era preciso muito para tirá-lo do sério...
“Eu vou procurar alguém que possa ajudar...quem vem comigo?” – Cri, cri, cri...Harry olhou para os meninos. – “Ninguém? Beleza então! Amizade na alegria e na tristeza...isso aí!”
Ele saiu resmungando e um pouco depois sumiu. Os outros voltaram para a Kombi.
“Isso que dá vocês quererem sacanear a gente!” – estava fora de si.
“A idéia foi do Harry!” – Dougie falou, já meio sem paciência.
“Mas vocês concordaram...”
Ouviram um barulhão e uma tempestade começou a cair.
“Ai caramba!” – Danny falou fechando a porta rápido. Era uma daquelas chuvas que vinham de todos os lados.
“O Harry!” – gritando se levantando e tentando chegar na porta.
“Onde você vai?” – Tom tentou segurá-la e não conseguiu.
“Procurar o Harry!” – Ela disse, como se fosse óbvio.
“Olha como tá lá fora, ...” – argumentou.
“E meu primo tá lá fora!” – A garota abriu a porta e saiu decidida, com Tom em seu encalço.
“Eu vou com você então!”
, , Dougie e Danny se entreolharam.
“Vai ter!” – Danny comemorou, fazendo cara de safado e os outros três riram. – “Tá, vamos brincar de algo então...”
“Como assim, Danny?” – perguntou. – “Brincar de que? Tenho medo de você às vezes!”
“Verdade ou desafio!”
“Lá vem o Danny com essas brincadeiras que causam!” – falou, se lembrando da última.
“Aaaah, uma rodada de leve!” – Ele pediu.
“Não, sai dessa, vai...”
colocou a mão na orelha.
“Como diria a ...puta que pariu, perdi meu brinco!”
“Que foi, sis?”
“Perdi meu brinco! Aaaah, era o que eu mais gostava!”
“Vocês estavam mesmo nessa de se produzir pra ir pra Londres, né?” – Dougie parecia incrédulo.
“Até vocês aparecerem com esse ferro velho ambulante...a idéia era essa!” – soltou, indo até o ultimo banco procurar seu brinco.
Ficaram uns 15 minutos olhando nos vãos de tudo e em todos os bancos.
“Será que caiu lá fora?” – perguntou tentando ver pelo vidro, mas era impossível.
“Ai, será? Vou lá ver!”
“Que vai lá ver, o que? Bebeu? Tá chovendo!”
“Não tô pedindo pra você ir junto, Poynter! Minha vó me deu aquele brinco!”
Ela abriu a porta num solavanco e saiu.
“Caramba!” – Dougie foi atrás dela.
“Não achei...ele deve ter rodado com a chuva.” – falou, com cara de choro. E tentou abrir a porta, sem sucesso.
“Que foi?” – perguntou.
“Tenta abrir a porta, por favor?” – Ela pediu.
“Danny foi até lá e fez força...o pedaço de ferro nem se mexeu.
“Tá me zuando! Puta que pariiiiiiiiu, mas será que tudo vai dar errado?”
Bruce estava sentado no corredor, abanando o rabo e olhando para a cena. Provavelmente achando que tinha ido parar na “família” mais retardada que ele poderia ter.
Dougie tentava abrir a porta enquanto a namorada andava de um lado para o outro.
“Putz, desisto!”
“Pelo menos a chuva tá passando!” – disse pela janela, tentando consolar.
Eles tinham andando uns 15 minutos na chuva sem encontrar nem sinal de ninguém.
“, calma!” – Tom disse, para que ela se aquietasse. O que parecia impossível. A garota ia andando um pouco mais a frente.
“A gente tem que encontrar ele...e um lugar que conserte aquele treco!”
Tom a alcançou e puxou seu braço.
“Vamos voltar pro carro?” – Ele pediu.
“Mas Tom...”
“Vai ser pior se nós três estivermos perdidos! A gente espera ele lá...a chuva já tá passando!” [Tradução]
“I don’t know but
I think I maybe
Fallin for you
Dropping so quickly
Maybe I should
Keep this to myself
Waiting ‘til I
Know you better
A garota sorriu com o toque dos dedos frios de Tom em seu braço.
“Eu nem te agradeci por ter vindo comigo! Tomado chuva...”
“Imagina... Eu não queria que você viesse sozinha!”
I am trying
Not to tell you
But I want to
I’m scared of what you’ll say
So I’m hiding what I’m feeling
But I’m tired of
Holding this inside my head
Os dois trocaram um olhar demorado. Tom desceu sua mão até encontrar a mão de e a segurou.
“Eu... Tô feliz que você tenha vindo passar um tempo aqui na Inglaterra...”
“Eu tô feliz por ter vindo também!”
I’ve been spending all my time
Just thinking about ya
I don’t know what to do
I think I’m fallin for you
I’ve been waiting all my life
and now I found ya
I don’t know what to do
I think I’m fallin for you
I’m fallin for you
As I’m standing here
And you hold my hand
Pull me towards you
And we start to dance
All around us
I see nobody
Here in silence
It’s just you and me
Tom mordeu o lábio inferior e levantou os olhos. sorria, meio envergonhada para ele.
“É uma pena que a gente não vá chegar em Londres!” – Ela disse.
“Não tem nenhum lugar no mundo que eu queria estar a não ser aqui!”
I am trying
Not to tell you
But I want to
I’m scared of what you’ll say
So I’m hiding what I’m feeling
But I’m tired of
Holding this inside my head
I’ve been spending all my time
Just thinking about ya
I don’t know what to do
I think I’m fallin for you
I’ve been waiting all my life
and now I found ya
I don’t know what to do
I think I’m fallin for you
I’m fallin for you
Tom se aproximou da garota e colocou uma das mãos em seu rosto e a outra no cós da calça dela.
“Acho que eu tô feliz de ainda não ter encontrado o Harry!”
Ela riu e fechou os olhos sentindo os lábios de Tom irem de encontro aos seus. Puxou-o mais para perto, mal acreditando no que estava acontecendo.
Oh I just can’t take it
My heart is racing
The emotions keep spinning out
I’ve been spending all my time
Just thinking about ya
I don’t know what to do
I think I’m fallin for you
I’ve been waiting all my life
and now I found ya
I don’t know what to do
I think I’m fallin for you
I’m fallin for you
Ele deu selinhos de leve antes de cortar o beijo e riu, passando a mão pelo rosto encharcado da garota.
“A gente vai pegar uma pneumonia!”
“Sabe que eu não tô ligando muito?” – disse, abraçando-o. – “Acho que eu espero por isso desde o dia que eu cheguei...”
“Eu só não concordo porque seria muito cafajeste da minha parte…”
I can’t stop thinking about it
I want you all around me
And now I just can’t hide it
I think Im fallin for you
Im fallin for you
Ooohhh
Oh no no
Oooooohhh
Oh Im fallin for you”
Os dois riram.
“Quando eu tava vindo pra cá, minhas amigas falaram que eu tinha que arranjar um inglês...” – contou, passando os olhos por todo o rosto de Tom, ainda meio sem acreditar. – “Eu falava que ia arranjar e tudo... mas jamais imaginei que o cara mais perfeito da Inglaterra ia surgir de samba canção, na casa da minha tia, três horas depois que eu chegasse...”
Tom escondeu o rosto com a mão que não estava na cintura da garota.
“Que vergonha, que vergonha!”
Ela tirou a mão dele do rosto e deu um selinho. Os dois se encararam sorrindo.
“Parou de chover!” – O garoto reparou, olhando para cima. – “Vamos voltar pra Kombi?”
fez que sim com a cabeça. Tom se aproximou mais uma vez, não resistindo e dando um beijo nela.
Dougie esmurrou a porta da Kombi.
“Eu tô ouvindo esse barulhão de sucção! Vocês podem não se pegar por cinco minutos?”
Ouviram as risadas de e Danny, que estavam deitados no primeiro banco, dentro do “veículo”.
bufou impaciente.
“Que foi agora?” – Dougie perguntou bravo.
“Pára de encher o saco dos dois! Deixa eles namorarem!”
“Só me resta encher o saco deles, né? Você só tá me tirando hoje!”
“Você sabe que eu tô brava por causa da Kombi!”
“Mas a já perdoou o Danny!”
“A não agüenta ficar muito tempo brigada com ele...”
“Bom saber que você não liga de ficar brigada comigo!”
“Eu não disse nada disso!”
“Não precisou!”
“Que drama, Dougie... pelo amor de Deus!”
“Gostar de você é um pé no saco!” – Ele disse, se sentando com raiva no chão molhado e encostando na porta.
olhou pra ele e riu. Sentiu toda sua raiva se esvaindo como se fosse a água da chuva. Se sentou ao lado do garoto.
“Você não existe, sabia?” – Disse, dando um selinho demorado nele. – “Eu juro que eu tento, mas não consigo entender como a gente se apaixonou um pelo outro!”
“É uma dúvida minha também...” – Dougie sorriu, virando-se para a namorada. – “Mas de vez em quando... assim, umas duas vezes por dia... eu sei que não queria gostar de mais ninguém!”
“Umas duas vezes por dia?” – repetiu e passou os braços pelo pescoço dele.
Ouviram uma batida na porta, pelo lado de dentro.
“Eu tô ouvindo esse barulho de sucção!” – Danny gritou e caiu na risada. Ouviram um estrondo e uma gargalhada dupla e se levantaram pra ver o banco móvel virado e e o garoto no chão.
Não demorou muito e Harry apareceu. Encharcado e mau humorado.
“Achou alguém pra ajudar?” – Dougie perguntou.
“Não... mas achei sinal de celular... o cara que tava esperando a gente em Londres tá voltando para nos levar pra casa.”
“Menos mal...” – falou.
“E porque vocês estão aqui fora?”
“A porta emperrou!” – Dougie contou.
“Cadê o Tom e a ?”
Os outros se entreolharam.
“Foram te procurar...” – disse, tentando disfarçar. Mas com Danny por perto, fica difícil manter segredo:
“...e se pegar!”
“O que?” – Harry gritou.
“Ah, dude... só você não tinha percebido!” – Ele completou.
“Jones e sua sensibilidade! Dá até gosto!”
“Aquele desgraçado! Eu vou cortar o...”
“Ah, Harry! Fala sério... você queria alguém melhor que o Tom?” – interrompeu, tentando colocar juízo na cabeça do amigo.
“É Haz... pensa bem! Podia ser o Danny!” – ponderou, riu.
“Podia ser alguém como você, dude...” – Danny completou.
E o pior é que essa perspectiva acalmou Harry. Bem a tempo, pois Tom e vinham em direção a Kombi e ele estava com o braço passado pelos ombros da garota. Os dois riam de algo.
“Aaaaah, o amor!” – Suspirou .
Tom parou de rir assim que viu Harry.
“Harry...” – Ele começou.
“Tá... tá... eu não vou falar nada... mas se você fizer algum mal pra minha prima...” – Harry ameaçou.
“Harry! Menos, né?” – falou.
“Eu não vou fazer nada errado... sério!”
e Danny saíram pela janela, fazendo Dougie rir.
“É... a gente poderia ter entrado assim também, né?” – Ele disse.
“Too late!” – riu.
Cinco minutos depois viram o carro (e que carro!) do Mr. Judd parando ao lado da Kombi.
“Seria bom passear por Londres assim...” – falou, ressentida.
“Teremos outras oportunidades!” – Danny disse, abraçando-a e dirigindo-a até a porta.
“, o que é aquilo ali?” – Dougie apontava para algo brilhante embaixo da roda traseira da lata velha.
“Meu brinco!” – Ela comemorou.
Engraçado como às vezes as coisas tem que dar errado pra dar certo, né?
Janeiro acabou, mas não levou com ele o frio. Os sete agora estavam todos aninhados na sala da casa dos Fletcher, após uma sessão de ensaio.
“Vai demorar isso aí?” – perguntou. Harry, e Dougie dividiam o sofá do meio e jogavam videogame. Danny ressonou ao seu lado, já dormindo. – “Vamos assistir um filme!”
e Tom riram do outro sofá. Eles estavam nesse climinha de lua de mel desde que tinham ficado. Aquilo irritava Harry um pouco, mas ele nunca dizia nada. Tom, porém, parecia outra pessoa. Há tempos as meninas não o viam tão feliz, empolgado e apaixonado. Aquele brilho nos olhos, que elas gostavam tanto, agora era permanente.
“Olha isso!” – O garoto mostrou aos outros o que vinha desenhando. Era o McFLY.
“Adorei, ! Ficou demais!” – disse, olhando o desenho dos seus amigos.
“Coloca lá no mural! Junto com as fotos!” – sugeriu, fazendo cara de concentração. Pelo jeito o jogo estava tenso.
“Vocês já repararam que além de uma banda, nós temos uma fotógrafa, uma assessora de imprensa e uma artista? Somos muito completos!” – Tom falou pensativo, olhando em volta.
“Vê aí o que vocês ainda precisam que a gente coloca nas características que a namorada do Judd tem que ter!” – zombou.
“Aqui é assim! Você faz entrevista de emprego e já sai com um convite pra jantar do Harry!” – riu.
“Ou o contrário!” – completou.
Harry apertou o start e olhou pra eles.
“Que palhaçada é essa de namorada pro Judd? Ficaram loucos?”
Os outros gargalharam com a indignação dele, como se estivessem rogando praga.
Já era 15h quando Danny deu sinal de vida. Abençoou o cidadão que inventou a tal feira de Universidades bem na quarta-feira. Ele nem se deu ao trabalho de ir, músicos não precisam de faculdade.
Se espreguiçou e checou o celular. Uma mensagem da .
“Muito clichê dizer que você faz minha vida valer a pena hoje? Te amo muito!”
Ele sorriu, Não entendeu bem porque tudo aquilo do nada, mas depois se lembrou que a namorada estava no colégio, com certeza tentando matar o tempo numa palestra chata.
“Eu não te amo não! Sinto muito!!”
Voltou a se deitar pensando no que ia fazer. Tinha amistoso da Inglaterra na TV, podia ligar para Harry e Ant. Tom e Dougie tinham falado alguma coisa sobre viajar, ele não entendeu direito.
“Futebol então!” – Ele pensou e se levantou, ainda meio sonolento.
se encostou em Dougie, olhando para a janela. Estavam num trem indo pra Londres.
“Dougie Poynter me fazendo uma surpresa no dia dos namorados! Só acredito porque tô vendo... senão...”
Ele riu e passou os braços por seus ombros.
“Pois é... nem minha mãe acreditaria!”
A garota se ajeitou no banco, encarando-o.
“Sua mãe sabe da gente?” – Não era cobrança, era uma curiosidade.
Dougie coçou a cabeça.
“Ela sabe que eu estou apaixonado... mas, hum, não converso sobre isso com a minha mãe!”
abriu um sorriso ao ouvir o “estou apaixonado”.
“E a Mrs. , sogrona?” – O garoto perguntou, fazendo-a rir.
“Você lembra que ela te chamou de maloqueiro, né? Como eu conto que eu to com o maloqueiro agora?”
“VOCÊ TEM VERGONHA DE MIM?!” – Dougie gritou.
“Cala a boca, Poynter!” – tampou a boca dele, rindo. – “Tô brincando, eu disse que estava com um garoto muito legal, de quem eu gostava bastante... não usei a palavra namorado...”
“Nem eu...” – Ele disse, meio envergonhado. – “Estranho isso, né? A gente não conseguir se definir assim pros outros...”
“A gente se define assim pros meninos...”
“Eles não contam... mas, sei lá, gosto do nosso relacionamento desse jeito... sem burocracias...”
“Só assim pra funcionar com nós dois, né?” – disse rindo de novo e voltando a se apoiar no namorado.
“Mas funciona!”
Ele deu um beijo na bochecha dela e ambos voltaram a admirar a paisagem.
Tom e estavam almoçando próximo ao Píer de Brighton. Ele parecia nervoso.
“O que você tem?” – Ela perguntou.
O garoto sorriu.
“Nunca precisei programar um dia dos namorados, não sei se você ta gostando!”
“Você me trouxe pra um lugar lindo, pra almoçarmos, passarmos a tarde juntos e vermos o pôr do sol. É... acho que você está indo bem mal!” – disse, irônica. Tom reparou que ela usava o colar de estrela que tinha lhe dado no Natal e sorriu.
“Posso tentar melhorar?”
“Tentar pode, né?” – Ela respondeu, fingindo indiferença.
O garoto abriu a mão, onde havia uma aliança prateada.
“Acho que a gente precisa ser namorado pra comemorar o dia dos namorados. O que você acha?”
Ela pegou a aliança e colocou no dedo, sorrindo de orelha a orelha.
“Eu acho que encontrei o cara mais perfeito da face da Terra!”
Os dois trocaram um olhar demorado. Maldita mesa entre eles!
Saíram do restaurante algum tempo depois e foram andar por Brighton. Visitaram uma exposição de quadros que havia na cidade e então encontraram um parquinho montado em frente a praia.
“Isso parece um filme!” – Ela disse, puxando-o animada para o carrossel, que já estava cheia de casais.
“A gente não é original, ! O Dougie conseguiu ganhar de mim!”
“Onde ele foi com a ?”
“Quê? Wembley?” – gritou, ao ouvir Dougie dizendo ao motorista onde eles estavam indo. O garoto olhou para ela.
“Por quê? Você não quer ver o jogo?”
“Claro que quero! É contra o Brasil! Mas eu achei que a gente ia fazer um programa mais romântico...” – Ela parou e analisou o que tinha dito. – “Você é demais, sabia?”
estava fora de si e se jogou no namorado, o motorista do taxi riu ao olhar o retrovisor.
“Perai, perai... tem mais!” – Dougie disse, tentando se desvencilhar. Tirou um desses chapeuzinhos de bobo da corte branco com uma faixa vermelha e colocou na cabeça da namorada. – “Agora sim! Pronta pra torcer!”
Ela ainda estava em transe e se atirou nele de novo.
“Ou a gente pode ficar aqui no taxi... odeio futebol mesmo!” – O garoto sugeriu, fazendo-a rir.
“Mas Danny, você não vai fazer nada com a hoje?” – Harry perguntou.
“Hum, a gente não combinou nada. Relaxa, cara... a é desencanada. Passo um tempão com ela. E daqui a pouco tem Inglaterra e Brasil! Pega nada!”
“Se você que é namorado tá dizendo... na casa do Brant?”
“Isso, a gente tá tentando marcar um horário pra jogar naquela quadra perto da casa dele também. Mas vai ser depois das oito!”
“Programa de índio, Danny!”
“Larga a mão de ser viado, Judd!”
“Eu não disse que não ia, disse que era programa de índio! Então você nem vai ver a a noite também?”
“Você ta com essa idéia fixa na cabeça hoje, Harry! A é de boa!”
Harry sabia que ela era, mas duvidava que ela fosse realmente tão sossegada assim. Era dia dos namorados! Até ele tinha pensado em programa casalzinho... só desistiu porque não decidiu qual “das suas mulheres” chamar. Então teve um insight! Danny devia ter esquecido. Abriu a boca para lembrá-lo, mas o amigo já tinha desligado. Não conseguiu mais falar com ele. Danny abandonava o celular (e o mundo) quando estava assistindo futebol.
Tom estava com a cabeça encostada no ombro de e os dois olhavam para o mar, onde era possível ver os reflexos vermelhos do Sol fraquinho que ia embora.
“Podia passar o resto da vida aqui!” – suspirou.
“Eu também, mas ta na hora de ir já... odeio dirigir no escuro!” – O garoto beijou seu ombro e deu um passo para trás, esperando por ela para andarem de mãos dadas.
“Posso parafrasear o Danny?”
Tom riu e fez que sim com a cabeça.
“Times like these we’ll never forget, staying out to watch the Sun set… I’m glad I share this with you…” – Ela cantou.
“Cause you set me free, showed me how good my life could be…” – Ele continuou. – “Precisamos de uma música!”
riu do comentário e entrou no carro.
“Você tem 20 minutos pra me escrever uma!”
“20 minutos?”
“Não tá bom?”
“Claro que tá… é até muito, na verdade! Escrevo uma musica pra você em 15!” – Tom respondeu irônico, fazendo-a rir.
“VAAAAAAAI, VAAAAAAAAI!” – gritava desesperada e Dougie começava a temer que a namorada invadisse o campo. O jogo estava 2 x 2 e ela parecia prestes a se matar. – “MARCA ELE! VAI PRA CIMA!”
Dougie tinha duas faixas vermelhas de guache no rosto, que uma mulher mais louca que tinha feito. Ele olhava para a namorada tentando não rir da angustia dela.
A garota percebeu que era observada e chegou mais perto, sendo abraçada pela cintura.
“Alguém aqui não está se divertindo!” – cantou, dando um beijinho no rosto do menino.
“Tá brincando? Nada me diverte mais que te ver irritada e xingando alguém que não seja eu!” – Dougie brincou, levando um tapa. Não teve dúvidas e a puxou para um beijo, mas assim que sentiu os lábios da namorada nos seus houve uma explosão geral em volta, fazendo-os pular de susto.
“Foi gol? Eu perdi o gol?” – A garota perguntava para os vizinhos de arquibancada. – “Pára de rir, Poynter, perdi o gol por sua causa! Vai telão, mostra aí!”
“Agora que já perdeu mesmo...” – Respondeu e a puxou de novo. Não houve resistência, o abraçou forte, puxando de leve o cabelo dele perto da nuca.
continuava deitada na sala, no escuro. Checava o celular de dois em dois minutos como se realmente houvesse a possibilidade de não ouvi-lo.
“Filha... vai deitar. Você passou o dia inteiro trabalhando na feira...” – Mrs. disse, preocupada.
“Ainda são oito horas... e... eu... não to com sono!”
A mãe não respondeu nada. Como dizer à filha que o namorado provavelmente tinha esquecido o dia dos namorados?
“Liga pra ele, !”
“Já liguei. Ninguém atende!” – A garota disse com voz de choro, mas logo limpou os olhos com raiva. – “Acho que vou subir mesmo e tentar dormir.”
“Nossa, cinco ligações perdidas da . O que será que ela quer?” – Danny perguntou confuso, sentado no banco de reserva. Bruce estava parado ao lado do banco, olhando-o.
Harry bateu com força na testa.
“Puta, cara. Esqueci de te lembrar antes!”
“Hein?” – Frase complicada àquela hora da noite, depois de futebol e cerveja e pro Danny...claro que foi inteligível!
“Hoje é dia dos namorados, cara!” – Harry explicou, indo até onde o amigo estava. Danny parou de ajeitar o meião na hora.
“É o quê? Puta merda!” – Ele se levantou, meio desnorteado e olhou para o lado. – “O Bruce devia saber falar! Olha a cara dele!”
Realmente o cachorro fazia uma cara de repreensão para o dono.
“Até o Bruce sabia que eu tava esquecendo algo importante.”
“E agora?” – Harry perguntou.
“Agora eu vou lá, né?”
Danny chamou o cachorro e correu para o carro. Estava encrencado até o pescoço!
Dougie e estavam parados na porta da casa dela.
“Gostou?” – Ele perguntou, com uma carinha de cansado. O taxi o esperava na rua, há alguns metros de distância.
“Melhor que isso, só o dia que eu ouvir Surfer Babe na arena de Wembley!”
“Num show gigante do McFLY! Ingressos esgotados!” – O garoto disse empolgado.
“Pra gravação de um DVD!”
Os dois ficaram um tempo imaginando a cena. não conseguiu desviar os olhos dos olhos azuis de Dougie e seu sorriso brincalhão que o deixava sempre com cara de moleque, a franja caindo nos olhos... sentiu que podia explodir com tanto sentimento dentro de si. Nada que sentira por Mark, nem mesmo por Charlie era parecido com aquilo. E só havia uma forma de conseguir conviver com seus sentimentos pacificamente e era extravasando. Ela respirou fundo e sorriu.
“Eu te amo, Poynter!”
Não houve reação. O garoto ficou meio branco, tinha sido pego de surpresa.
“Dougie?”
“Erm... ééééé... legal!”
Foi a vez de ficar sem reação. Legal? LEGAL? Ela deu um passo para trás, se desvencilhando das mãos do namorado e balançando a cabeça.
“...”
“Eu... eu já entendi!” – Ela disse, procurando o trinco da porta com a mão para trás.
“O que é que a gente falou sobre burocracias hoje mais cedo? Você também não gosta delas!” – Dougie tentou amenizar. Escolheu as piores palavras possíveis!
“BUROCRACIA? Você deve estar de brincadeira! Eu amar você é burocracia? Eu querer que você diga de volta é burocracia?”
“Calma, ...”
“Sai daqui, seu insensível. E meus parabéns! Você estragou tudo! O dia perfeito!”
Sem nem ouvi-lo, a garota entrou e bateu a porta.
“Merda!”
Mrs. colocou a cabeça para dentro do quarto.
“? Tá dormindo?”
Ela se mexeu e limpou os olhos.
“Não. O que houve?”
“Danny tá aí!”
A garota se virou na cama, como se não ligasse.
“Fala que eu morri!”
“Filha...”
“É sério... a senhora não veio ver se eu tava acordada? Fala que não!”
Mrs. fechou a porta.
A curiosidade, porém falou mais alto. foi até a janela e viu Danny voltando para o carro. Quis matá-lo por estar usando roupa de jogar futebol. Bruce vinha cabisbaixo atrás. Ele se virou de repente e a viu na janela. Voltou para perto da casa.
“Desce aqui!” – Ele falou, fazendo gestos.
A garota apenas balançou a cabeça e fechou as cortinas.
“Eu vou subir então!” – Ouviu-o gritar.
“Que saco!” – bufou e foi até a janela. – “Tô descendo!”
Não demorou muito e estavam frente a frente no jardim. A garota mantinha os braços cruzados e as sobrancelhas levantadas, esperando a explicação. Mas não havia explicação.
“Desculpa, linda! Eu... eu não lembrei!”
“Eu não consigo achar o adjetivo certo pra te xingar, Danny! Eu nem sei o que te dizer...”
Ele não respondeu. Ficou olhando pra Bruce que estava entre os dois.
“Você sabe como eu sou esquecido!”
“Esquecido e autista, né? Sabe onde a e o Dougie foram hoje? Em Wembley! Acho impossível ele não ter dito nada! Tom foi pra Brighton com a !”
O garoto não queria admitir, mas nesse momento fez-se a luz. Ele realmente tinha dado dicas de como comprar ingressos para Dougie, tinha ouvido Tom perguntar para Harry sobre número de anel...e mesmo assim não se tocou. Como era idiota!
“Eu sou um imbecil!”
“É, você é mesmo!”
“Me desculpa, ! Vamos... vamos combinar algo pra amanhã!”
“O que me dá mais raiva é você vir com roupa de futebol. Você realmente tirou o dia pra me deixar em casa!” – Ela disse, ignorando o convite do namorado.
“Você tava no colégio! Você não disse nada, a gente não combinou nada!”
“Eu achei que você estava preparando algo, igual aos outros meninos! E não joga a culpa em mim, Daniel Jones!” – gritou. Provavelmente pularia no pescoço dele se ficasse ali mais 5 minutos. – “Vou entrar... boa noite!”
“Não faz isso...” – O garoto suplicou, segurando a mão dela.
“To puta com você. Se a gente prolongar essa conversa vai ficar pior!”
Ele a soltou e deixou que ela entrasse.
“Vem Bruce, vamos embora!”
Ouviu um estrondo e percebeu um embrulho no gramado, logo abaixo da janela de . Era um LP raro do Springsteen sem nenhum arranhão, mesmo após a queda.
Culpa é o tipo de coisa sensível que aumenta por qualquer motivo!
“Merda!”
Coloquem para carregar: Girls Do What They Want – The Maine
Dougie estava sentado no chão arrumando seu baixo.
“Danny?” – Ele chamou, meio tímido. O amigo estava ouvindo música no sofá com o braço sobre os olhos e nem respondeu. Dougie resolveu gritar. – “DANNY, PORRA!”
O garoto se mexeu e tirou o fone do ouvido.
“Que é?” – Perguntou de mau humor.
“O que... O que você respondeu quando a disse que amava você pela primeira vez?”
Danny franziu a testa, não entendendo a pergunta.
“Fui eu que disse primeiro, na verdade. Mas por que...” – Antes de terminar, Dougie bufou impaciente, se levantando. – “Que foi, dude?”
“Eu... A disse que amava ontem e eu... Eu respondi ‘Legal!’ ” – Ele contou, mirando os próprios pés.
Tom e Harry entraram no quartinho de ensaio carregados de sacolas de supermercado.
“Que?” – Tom perguntou bravo. – “Você é imbecil?”
“Pega leve com ele...” – Danny disse, se solidarizando e já prevendo que seria morto quando contasse que havia esquecido o dia dos namorados.
“Eu não consegui falar. E aí ela ficou brava! Ela sabe que eu sou travado! Eu não pedi pra pular de um avião pra provar que gosta de mim!”
“E o que uma coisa tem a ver com a outra, nanico?”– Harry zombou, lançando um olhar de desaprovação para Danny também. Infelizmente, não passou despercebido.
“Iiih, o que você fez Danny?” – Dougie quis saber.
O garoto se afastou do alcance de Tom antes de responder.
“Esqueci o dia dos namorados.”
Houve movimentos de impaciência para todos os lados.
“Vocês são um mico!” – Harry falou por fim. – “Não dá pra acreditar que o único cara que se saiu bem no dia dos namorados foi o nerd do Fletcher!”
“Obrigado pela consideração, Judd!” – O amigo respondeu, dando um sorriso amarelo.
“Mas ainda bem, viu? Porque se minha prima estivesse chateada como a e a devem estar...”
“Mas você hoje tá só levantando a moral, hein?” – Danny disse rispidamente para Harry.
“Como você me esquece disso, animal? Eu e Dougie passamos dias falando sobre os planos... eu estranhei mesmo que você não estivesse empolgado também. Mas achei que era seu jeito.”
“Não lembrei, não lembrei. Vou fazer o que? A me deu um disco sensacional do Springsteen e eu não dei nada. Acha que eu tô feliz?”
Danny se sentou no sofá de novo balançando os pés. E eles nem iriam tocar nesse sábado. Talvez se ele fizesse uma música... como se estivesse lendo seus pensamentos, Dougie se pronunciou.
“Não acho que uma música vá funcionar. Bom, no meu caso só dizer o que ela quer que eu diga vai funcionar...”
“E porque você não diz?” – Harry perguntou, agora em tom de conversa séria.
“Não consigo... eu mal consigo pedir comida no McDonald’s, que dirá dizer uma coisa dessas...”
“Até o Jones já disse!” – Tom tentou ajudar, Danny fingiu que não ouviu.
Ficaram em silêncio por um tempo.
“Tá vai, vamos ensaiar e esquecer isso!” – Dougie disse, pegando o baixo.
“Ele estragou tudo, sis! TUDO!” – As três garotas estavam deitadas no quarto de . Já estava escuro e elas assistiam uma comédia romântica água com açúcar.
“Pelo menos tinha o que estragar, né? No meu caso, o Danny nem fez nada pra esculhambar depois...”
“Ai gente... tô tão triste por vocês!” – falou, passando o balde de pipoca.
“Aaaaaah, conta como foi com o Tom!” – apertou o pause e se endireitou pra ouvir. As duas ficaram ouvindo e suspirando com o dia da amiga.
“Não existe ninguém como o Tomzinho... tirou a sorte grande, amiga! Já eu e a ...tranqueiras!”
“Ai, me recuso a ficar mal por causa disso!” – desabafou. – “Se ele não me ama... problema dele!”
“É lógico que ele te ama...” – disse. – “Mas o Dougie é tão tímido!”
“Eu não pedi pra ele gritar isso na escola! Era pra falar pra mim! Se ele é tímido até pra isso, como consegue tocar num lugar lotado?”
“São coisas diferentes, sis...”
“Ah, eu não acho não...enfim...falando em lugar lotado...” – foi até o computador e entrou no site do Wonderland. – “Huuum... noite da tequila!”
Virou-se para as amigas com um sorrisão.
“Nossa, Tio Johnny causou!” – pulou da cama e foi ver também. – “E que banda é essa? Achei que nossos idiotas tocariam!”
deu um tapinha nela, que riu.
“Pelo jeito não... nós vamos, né?” – perguntou animadíssima. abriu um sorriso.
“José não nos perdoaria se ficássemos em casa!”
riu.
“Quero nem ver vocês duas sábado!”
“Devia ter ficado em casa!” – Dougie reclamava de braços cruzados. – “Não tem graça vir se a gente não vai tocar!”
“E quando sua namorada está toda animada, mesmo estando brigada com você!” – Danny completou.
, e estavam conversando entre si um pouco mais a frente dos meninos.
“E ainda tem que pegar fila!” – Harry reclamou.
“Depois o vô sou eu! Que pé no saco vocês!” – Tom xingou, chamando com o dedo.
“É... depois de tomar esse esporro do Fletcher... vou até tentar curtir a festa!” – Dougie falou baixinho, fazendo os outros dois rirem.
15 minutos depois, eles entraram.
e voaram para o bar.
“Eu é que não vou ficar sóbrio!” – Danny disse, acompanhando as garotas que viravam uma tequila no balcão. – “Um mojito, por favor!”
“Elas tão na tequila, Jones. Você jamais vai chegar ao grau delas assim!”
“Só não quero ficar sóbrio!”
“Cadê a , sis?” – perguntou, com o terceiro copo de tequila na mão. – “Ela ia tomar esse com a gente!”
Viram Laura chegar com sua turminha enquanto procuravam à amiga.
“Vamos fazer um trato, sis!” – disse, ao ver que fazia cara feia. – “Não vamos brigar com elas! Somos superiores, somos divas!”
A garota se virou oferecendo a mão.
“Táááá combinado! E vamos procurar a !”
Enquanto andavam pela pista, os meninos da banda que tocaria logo mais subiram no palco.
“Oooooi banda!” – disse, puxando e fazendo-a voltar.
“Ooooi banda mesmo! Ali, olha ela ali!” – As duas saíram esbarrando nas pessoas até chegarem ao meio da pista.
“Finalmente vocês saíram do balcão!” – Tom zombou.
“A gente veio só buscar sua namorada, Fletcher! Não foge não, ! Pro bar já... José te espera de bracitos abiertos.”
“É, ele pediu pra avisar que se for trocado pelo Tom são sete anos de azar!”
se deu por vencida e saiu com elas. Dougie fez um barulho impaciente com a boca por nem se quer ter sido notado por .
“A bichinha é orgulhosa!” – Tom disse, olhando pra ele.
“É... reparei!” – Disse cruzando os braços.
Danny chegou logo depois com mais um copo de mojito, gargalhando.
“Mas hoje vai ser dia, viu?” – Dougie falou. – “Do que você tá rindo, idiota?”
“Do Harry! Tomou um fora da Lindsay!” – Ele contou. – “Vocês não sabem com quem ela tá ficando?!”
Nenhum dos meninos falou nada, mas Danny contou mesmo assim: “Com o Mark! Da !”
Tom levantou as sobrancelhas, surpreso.
“EX da !” – Dougie corrigiu.
“Você tá chato, hein?” – Danny falou. Antes que começasse mais um bate boca, a banda subiu no palco.
“E o álcool inibe os freios inibitórios... e a gente fica mais solto, não mede o que fala...” – dava palestra numa roda de desconhecidos. – “Vocês são legais. Gostei de vocês.”
“Sis, vem pra cá... é a nossa quinta tequila!” – chamou, se apoiando no balcão.
“Nossa, a gente tem que ir mais devagar!” – falou, rindo solto. – “Nem consigo mais ver os gatinhos da banda!”
Ouviram então o vocalista dizendo.
“Hey pessoal, pra essa próxima música eu queria uma backing vocal!” – Ele pediu. – “Quem quer subir?”
“Vamos ver eles de perto então!” – falou, virando a tequila e pegando a amiga pela mão. virou também e, em segundos, estavam acenando para o bonitinho de olhos verdes que segurava o microfone. Logo uns dois caras chegaram e as colocaram no palco.
“Aaaaah não!” – gritou e puxou Tom até a beira do palco. – “Elas são loucas demais!”
Danny e Dougie cruzaram o braço e até Harry apareceu (também com cara de poucos amigos) pra ver a cena.
“Qual o nome de vocês?” – O vocalista perguntou. Ele era muito alto e tinha o cabelo liso, espetado. fechou a boca pra não babar, passando os olhos pelas tatuagens do garoto. sorriu, toda simpática.
“ e !” – Ela disse.
“Ok! e ! Vocês ficam naquele microfone. O que vocês vão cantar é bem simples. Basta fazer ‘wooooah’ no refrão, certo?”
As duas fizeram que sim com a cabeça e o baixista foi mais para trás, dando espaço para as duas ficarem no microfone do lado direito.
“Lá vamos nós então!”
As meninas começaram a pular junto com o vocalista. [Tradução]
“She's 18 and a beauty queen (A beauty queen)
She makes the boys feel so weak (So weak)
It's all for her and not at all
She'll pick you up just to watch you fall
O vocalista cantava virado para as duas, fazendo os gestos com a mão. Ele foi andando até parar entre as duas.
It's her hands on my hips, I can't escape 'em
It's that mouth and those lips, try not to taste them
As garotas dançavam com os braços levantados balançando os quadris. O vocalista olhava para os outros membros da banda com uma cara de “sem comentários!”.
That's just the way things are
And the way they'll always be
Ele voltou para o centro do palco.
“Vocês fazem o coro agora, meninas!”
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
e pulavam sem sair do lugar só parando pra fazer o “whoooa whoooa”. Nem acreditavam que estavam fazendo aquilo!
Boys do what they can
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
She's 18 and a beauty queen
She's figured out all the boys like me
Head to toe, you know she's dressed to kill (Dressed to kill)
And she could the way she's looking at me
Só então elas perceberam que Danny e Dougie estavam ali perto. A transmissão de pensamento colocou sorrisos malvados iguais nos rostos das duas, que voltaram a dançar olhando para eles.
It's her face and those eyes, I can't escape 'em
It's that mouth and those lies, try not to taste them
That's just the way things are
And the way they'll always be
“Porque eu me sinto um banana nesse momento?” – Dougie perguntou sem tirar os olhos de , que agora voltava a se virar para o vocalista bonitão.
“Não sei, mas eu me sinto igual!” – Danny respondeu.
“Porque o vocalista tá levando as mulheres de vocês dois!” – Harry disse amargurado.
“Fica na sua aí, ô rejeitado da noite!” – Danny replicou e eles voltaram a encarar o palco, bravos.
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
That's just the way things are (That's just the way things are)
Because the boys are feelin' jealous
And it just doesn't make any sense
O vocalista apontou para os garotos embaixo, deixando-os enfurecidos e as duas gargalharam pulando no palco.
“Quebra a cara desse babaca! Eu ajudo!” – Harry falou sério. Já erguendo a manga da blusa.
“Ninguém vai brigar aqui não!” – Tom disse, colocando o braço no peito dos meninos. Ele tentava segurar, mas estava morrendo de vontade de rir da situação.
Go on and tell 'em why
The girls are into fellas
They toss them to the side in the end
And you know that all the
The boys are fallin' in love
With girls who don't know what's up
Ele apontou para os outros meninos em cima do palco e depois para si mesmo, fazendo e rirem ainda mais.
I think we've all had enough of this now
These kids are talkin' bout love
I think we've all had enough
We've had enough of this now
“Todo mundo comigo agora!” – O vocalista gritou erguendo as mãos pra bater palmas. Todo Wonderland o seguiu.
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
As meninas, empolgadíssimas, acompanharam.
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
Girls do what they want (Whoa... Whoa...)
Boys do what they can
“Palmas pras Backing Vocals mais lindas que a banda já teve!” – O vocalista gritou. E as garotas agradeceram e foram cumprimentar o resto da banda. Pararam no sorrisão de lado maravilhoso do tal vocalista que abriu os braços.
“A propósito, meu nome é John!” – Ele disse no ouvido de e piscou.
As duas desceram e foi correndo até lá.
“Vocês-não-batem-bem! Não pode ser só álcool!”
Elas riam sem conseguir parar e deram um high five.
“Ai, preciso ir ao banheiro!” – falou, correndo para o fundo da pista. – “Ai, to bêbada!”
Entrou em um das cabines, mas precisou esperar um pouco até encontrar seu ponto gravitacional e só então se abaixar.
Estava quase saindo quando ouviu uma voz irritante. E conhecida.
“Que óóóódio daquela menina!” – Ui, Laura estava falando dela! Resolveu ficar por ali ouvindo. – “Além de namorar o Jones, o John xaveca ela também? Ela nem é boni...”
abriu a porta da cabine com um sorrisão. Laura parou a frase no meio e ficou sem reação.
“Oi! Olha, não ia falar, mas agora vou falar... inveja dá ruga!” – disse e saiu do banheiro, antes que brigasse. Tinha prometido à que não faria nada.
Deu uma olhada geral e não encontrou as amigas. Sua atenção foi desviada para o bar, onde alguém de olhos incrivelmente azuis a encarava. Com cara de cachorro sem dono.
Foi um impulso. Mesmo àquela distância ela parecia sentir o calor que o corpo de Danny emanava. Chamando-a, convidando-a. Com passadas largas chegou ao garoto e se atirou nele, não houve dialogo. Colocou seus braços em torno de seu pescoço e o beijou intensamente.
“Esse negócio de freios inibitórios é verdade mesmo, hein?” - Comentou um dos caras pra quem tinha dito aquilo.
Quando finalmente se separaram, Danny sorriu dando um selinho demorado na namorada.
“Que bom que você não tá mais brava, linda... quer ir pra casa?”
A garota deu uma risadinha marota, olhando Danny de um jeito divertido.
“Tá de castigo, Jones!” – Disse, dando uma mordida de leve na orelha dele e se afastando de novo. – “Vou esquecer o que vem depois das preliminares... sabe como é, né? Essa coisa de memória...”
“Que mancada, !”
“Pra você aprender...”
A garota piscou para ele e saiu procurando . Quando já estava de costas pode respirar fundo. Autocontrole. Ou você tem, ou você não tem.
Já estava andando sozinha há algum tempo, quando...
“Hey, !”
John acenava para ela, vindo em sua direção.
“Ai caramba!” – A garota disse baixinho, depois sorriu.- “E aí, John? É John, né?”
“É sim!” – Ele disse sorrindo. Tinha um sorriso maravilhoso! E ela não se cansava de reparar nisso. – “Perdi você depois que desceu do palco...”
“Tava com os meus amigos... e meu namorado...”
Era melhor ser sincera. Mas a carinha de desapontamento dele foi de dar dó.
“Aaahn, então você tem namorado? Era um daqueles caras do lado do palco?”
fez que sim com a cabeça e viu, de relance, Laura passar em direção ao bar cochichando com as amiguinhas. Seu coração gelou ao pensar que a rival podia aproveitar que ela estava batendo papo com John pra dar em cima de Danny. Não teve dúvidas:
“Heeey, La!” – Ela chamou sorrindo. A garota franziu a testa, mas foi até lá. – “Deixa eu te apresentar meu amigo. O nome dele é John. John, essa é a Laura!”
Os dois se cumprimentaram e o garoto pareceu confuso.
“Huuum...fiquem aqui e eu pego bebidas pra gente!” – disse, saindo e já começando a se arrepender. Tinha entrego o cara mais gato da festa pra pessoa que mais odiava no mundo. Só pelo Danny mesmo...
“, graças a Deus achei você!” – A amiga estava do lado de e Tom e parecia ainda pior que antes. Dançava com um garoto desconhecido e meio afeminado. – “Cadê os meninos?”
“Estão por aí. Acho que eu e a vamos embora...” – Tom disse, segurando a mão da namorada. sorriu para os dois. Eram tão bonitinhos.
“Vou com vocês... essa festa já deu!”
“Também, né?” – zombou. – “! Vamos?”
“Embora? Jáááá?” – Então ela viu . – “Siiiis, onde você tava?”
“Por aí!”
“Eu viiiiiiii você pegando o Danny!”
“Quem não viu?!” – Tom falou meio sem graça.
corou e ficou mirando o chão. O que não era muito bom, porque o chão rodava!
“Vamos?” – chamou de novo.
Eles estavam saindo e encontraram os meninos.
“A gente já tá indo...” – Tom contou.
“Ótima ideia! Vamos!” – Harry comemorou, de mau humor.
e Harry discutiam porque ele não queria que ela fosse dormir na casa de Tom.
“Você é meu pai?” – Ela gritava.
Danny estava parado encostado no carro do Judd. lembrou, sem querer, da festa do Beatles Cover, a cena era bem parecida. Como na ocasião anterior, o garoto a chamou com o dedo.
Ela parou ao lado dele, também encostada no carro.
“Se divertiu hoje?” – O garoto perguntou.
“Bastante e você?” – estava ficando com sono e deitou a cabeça no ombro dele, que passou seu braço ao redor de sua cintura.
“Não... gosto mais quando eu estou tocando... quando eu sou o vocalista preferido da minha namorada...”
“Crise de ciúmes não combina com você, Dan! Nem um pouquinho...”
“É, eu sei, mas hoje não teve como... se sua ideia era realmente se vingar...missão cumprida.”
Ela levantou a cabeça pra olhar sua expressão e Danny a olhou de rabo de olho.
“Desculpa mesmo ter esquecido o Dia dos Namorados!”
sorriu, se desencostou do carro, e parou na frente dele.
“A partir de amanhã você é um homem perdoado, mas por hoje...”
“!” – Danny disse choramingando.
“!” – gritou. – “Vem, a gente tá indo!”
Pelo olhar irado de Harry e entrando no outro carro, ele tinha perdido a briga.
“Vem comigo...” – Danny pediu.
“Não, não, não... menininhos vão nesse carro. Menininhas vão no outro.”
“Faz sentido... olha quem tá dirigindo!” – Dougie se intrometeu e todos riram do comentário, menos Tom.
“Ha ha há!” – Ele sorriu amarelo.
e iam discutindo a hora que subiram no palco no banco de trás e riam histericamente.
“As popzinhas do colégio devem morrer de raiva das duas, né?” – comentou com Tom, mas ele pareceu não entender. – “Sei lá... elas poderiam ser rotuladas de nerds, porque são boas alunas, participam do jornal, da equipe de teatro... e aí chegam numa festa, sobem no palco, alopram todo mundo...”
“Aqui não é beeeem assim, ! Essas garotas que você chama de popzinhas, as cheer leaders que andam com os bonitões, elas nem aparecem em festas como essa. Normalmente se encontram na casa de um deles no sábado à noite e fazem uma festa fechada. Quem paga pau morre pra ser convidado pra uma dessas. Quem não liga vem pro Wonder, enche a cara e sobe no palco!” – Tom explicou, fazendo rir com o ultimo comentário. – “Pelo menos em Little Joana é assim...”
“Entendi!”
Ouviram gargalhar de novo.
“Acho que eu voltei com o Danny!” – Ela disse, em tom de dúvida.
“Puta merda, sis! Você trai o movimento!” – deu um empurrão na amiga, quase a derrubando entre os bancos. – “Você não aguenta ficar brigada com o Danny!”
“Seeeem me matar!” – Elas riram de novo.
“E ainda armou o John e a Laura... vou te contar!” – falava apontando o dedo para . As duas estavam sentadas uma em cada lado do carro, com as costas encostadas na janela e as pernas uma em cima da outra. – “Tinha que ter armado pra mim!”
“Ela queria meu namorado! E você ia se arrepender de trair o meio metro depois!”
empurrou de novo e, dessa vez, conseguiu derrubá-la no buraco. Até e Tom gargalharam.
“Oloko sis! Jogou na vala!” – nem tentou se levantar. Ficou sentada ali mesmo. – Fofocaaaa! Vi a Lindsay ficando com o Mark!”
“Harry levou um fora dela hoje... tava puto!” – Tom contou.
“E desde quando o Harry gosta dela?” – perguntou, tomando o espaço no banco em que a amiga estivera antes.
“E quem falou que ele gosta? Ele não gosta é de perder!” – O garoto explicou.
“Bom e velho Harry Judd!” – Disse .
Tom estacionou na frente da casa de e riu. Danny estava sentado nos degraus.
“Ih, você tem visita!”
Ela se sentou direito e sorriu de lado.
“Não pode viver sem mim esse aí...” – Gabou-se.
abriu a janela e gritou.
“AAAAAAAAAAHN, JONES! TÁ QUEREEEEEEENDO!”
Houve uma nova rodada de risadas e, de longe, ouviram a gargalhada escandalosa de Danny.
“É por isso que eles voltam rápido. Pergunta se aquele inútil do Dougie tá me esperando...” – reclamou.
“Pergunta se a não dá o braço a torcer às vezes...” – Tom a repreendeu.
“Odeio você!” – Ela cruzou os braços e se esparramou pelo banco de novo.
Porque ele tinha que conhecê-la tão bem? Dificultava reclamar desse jeito!
[n/a: Coloquem para carregar: With Me – Sum 41]
“Girls do what they want...” – cantava distraída, mirando o teto da casa dos Jones. Os meninos jogavam x-box e nem sequer era um jogo que ela gostava… Dougie estava irritado com a música.
“Onde fica o “skip” dela, Jones?” – Perguntou, fazendo os outros rirem.
“Tá... vou cantar McFLY então!” – A garota disse, ainda olhando para cima e balançando o pé. Bruce pulou no sofá, a empurrando para o canto, querendo deitar também. – “Alguma preferida dos compositores?”
Não houve resposta. Dougie estava até mordendo a língua, era um “chefão”. balançou os ombros e começou.
“Please, please, Lindsay pleeeeease...set a scene...”
Danny riu e Harry parou o jogo.
“Você e o Danny não praticam o simancol, né?”
“Ooow, o que tem eu?”
“Ai, que foi?” – Ela disse magoada, mas então a ficha caiu. Tinha se esquecido de Lindsay e Mark. – “Uuui, desculpa Judd! Se bem que... fala sério! Isso aí é só orgulho ferido! Você nem gostava dela!”
“Ah, eu gostava... mais ou menos...”
Todos seguraram a risada.
“Você é garanhão, Harry! Já já arranja outra pra enrolar!” – tentou consolar.
“Não, agora que eu tô solteiro e o Dougie também, vamos voltar a nos amar!”
Dougie nem teve tempo de ficar bravo por ter sido chamado de ‘solteiro’. Quando viu já estava embaixo de um Harry grudento e pegajoso que o abraçava e dava beijos em seu pescoço.
“Caralho, Harry! Saaai!”
Diante do barulho de Harry bulinando o amigo e as risadas altas de e Danny, Tom levantou a cabeça. Estava até o momento sentado quietinho e escrevendo.
“Mas vocês não conseguem ficar cinco minutos quietos?”
Harry colocou a cabeça por cima do sofá.
“Tá fazendo o que aí, Jedi Fletcher?”
“Uma música nova!”
“Como uma música nova?” – Danny se admirou. – “A gente ensaiou ontem antes da festa e você não tinha nada... seu cérebro tem que ser estudado igual ao do Einstein!”
“Pois é, né Jones? Uns com tanto e outros com tão pouco...” – Harry zombou, levando um tapa do amigo. Não demorou muito e eles estavam brigando e jogando almofadas...
“Pááááára!” – Danny gritava. E quanto mais gritava, mais apanhava. – “A regra número um na casa da mamãe Jones é não brincar com as almofadas!”
Bruce latiu e todos pararam na pose que estavam observando o cachorro.
“Bruce tem mais moral que o Danny!” – Dougie falou fazendo-os rir e então pararam, voltando a jogar videogame.
“E essa música aí, Tom? É sobre o que?” – perguntou, já que o jogo a entediava.
“É uma música pra ?” – Harry quis saber, meio em dúvida se queria ouvir.
“Na verdade não...” – O garoto deu uma olhada rápida para Dougie e coçou a cabeça.
“Iiiiiiiih...” – O amigo falou, prevendo o que estava por vir.
“Não, mas ficou legal, dude! Se chama Do ya... mas é como se a estivesse cantando pra você e não o contrário...”
“Cadê ela, alias?” – Harry se jogou no sofá.
deu uma risadinha.
“Está curtindo o Ed e a Re....”
Todos riram, menos Danny.
“Quem?”
deu um pedala no namorado.
“O edredom e a ressaca.”
Todo mundo riu, menos Dougie, que estava na sua posição de deprimido: sentado de pernas de índio, mexendo no cadarço. queria saber o que fazer para ajudá-lo.
“Hum, guys?” – Ela queria conversar sozinha com o garoto. – “A geladeira tá vazia... vocês não iriam ao supermercado buscar comida?”
“Boa ideia!” – Tom disse. Ele nunca recusava nada que tivesse a ver com estar feliz e bem alimentado. Só Deus sabe como ele tinha emagrecido tanto. – “To de carro, vamos?”
“Eu, Dougie e Bruce vamos ficar e vigiar a casa!”
Tom entendeu e sorriu.
“O que? Por quê?” – Danny não.
“Só anda, Jones...” – Harry o empurrou para fora.
“É agora que você me mata?” – Dougie perguntou se encolhendo.
“Não.. .é agora que eu banco a psicóloga! Deita aqui!” – se sentou no sofá e bateu nas pernas indicando que ele deveria colocar a cabeça ali.
“Quando você soube que amava o Danny de verdade, ? Que poderia dizer isso pra ele?”
A garota foi pega de surpresa com a pergunta.
“É difícil falar um ‘quando’...” – Ela continuou pensando e sorriu. – “Lembra no primeiro show de vocês no Wonder? O do Busted?”
Dougie se virou para olhar o rosto da amiga.
“Começou a tocar uma música... acho que era Forever. Eu estava dançando e vi de relance que o Danny tava me olhando. Eu me virei e observei-o, todo nervoso porque ia ser o primeiro show oficial do McFLY! E, mesmo assim, ele sorria pra ME tranquilizar... pra eu ter certeza que ia dar tudo certo.” - riu ao se lembrar. – “E depois, quando a gente brigou e terminou... foi mil vezes pior que na primeira vez. Mas depois veio a reconciliação, nós dançamos na cozinha da minha casa e ele disse ‘Eu te amo’. E eu respondi, porque já sabia que sentia o mesmo há um bom tempo.”
“Eu queria que ela entendesse que eu não ter dito não quer dizer que eu não goste dela, que eu não sinta também... mas tem que ser espontâneo!”
“Você já disse isso pra ?”
Ele riu debochando.
“Parece que você não conhece a peça... não consegui ter uma conversa decente com ela depois daquilo!”
“Posso te perguntar uma coisa?” – estava receosa. É lógico que era crucial saber aquilo, mas fazer Dougie falar era outros quinhentos. Porém, não foi preciso gastar saliva.
“Sim, eu amo a !” – Dougie respondeu de uma vez, fazendo a amiga abrir um sorriso enorme. – “Mas quando eu finalmente conseguir contar isso pra ela, tudo vai mudar! Ela surtou quando eu falei de burocracia, mas é verdade! Não se diz uma coisa dessas e vai embora ou muda de assunto... as pessoas ficam conectadas... existem coisas em jogo...”
“Quer saber? Acho que te falta coragem pra largar essa história de não se comprometer... de não ter o que perder. Se você não fizer nada, você já está perdendo, Dougie! Pensa nisso!”
Aquilo era tão verdade que chegou a deixá-lo zonzo. Já tinha perdido! não estava com ele...
“Nada como conversar com um psicólogo...” – Ele disse, após um período refletindo.
“Acerta na saída, por favor! E nós não aceitamos cheque!” – falou rindo e fazendo cafuné na cabeça do amigo.
“Torço muito pra você e pro Danny! Eu... eu queria ser como vocês dois são...”
“Você e a ? JAMAIS!”
Harry, Tom e Danny entraram fazendo um barulhão.
“Tem um cara deitado no colo da minha namorada! Ah não... é só o Dougie!” – Danny apontou.
“Tem uma mina embaixo do meu Poynter...” – Harry apontou também.
“Seus idiotas!” – Dougie grunhiu, se levantando e dando um sorriso de gratidão à . Ele não tinha uma irmã mais velha e sua irmã caçula era criança demais. Pelo menos tinha uma amiga de verdade com quem conversar às vezes. E três irmãos idiotas... que, nesse momento, atiravam uma cerveja em sua direção. Só faltava uma pessoa ali... e fazia uma falta imensa!
Finalmente o frio se despedia da Grã Bretanha, mas a última semana de inverno parecia não querer ser esquecida tão cedo.
Mesmo assim, naquele sábado à tarde, os meninos tinham decidido ir jogar futebol e agora se aqueciam com canecas e mais canecas de chocolate quente.
Tom e se divertiam jogando xadrez e os outros assistiam à única hora em que os dois discutiam.
“Eu vejo essa cena e já imagino os dois com 80 anos nessa mesma posição!” – Harry zombou.
“E os netinhos correndo em volta deles, falando meio inglês, meio português...” – completou, mexendo o chocolate e rindo. – “Finalmente o Tom encontrou um cérebro a altura pra jogar com ele. Nem tinha graça mais, né sis?”
riu e fungou alto. Estava resfriada há quase uma semana.
“Tá mal aí, hein?” – Danny disse, passando o braço pelo ombro da amiga para que ela descansasse a cabeça. – “Vai conseguir ir pro Wonder hoje? Vamos tocar uma música nova!”
“Lógico, Mr. Jones! Até se eu estivesse morrendo. Como vocês iriam se virar sem uma assessora de imprensa?”
Dougie sorriu com a resposta e voltou os olhos para o chocolate quente. Como sempre, os dois tinham se acomodado num pacto silencioso de não discutirem a relação e viver o mais amigavelmente possível.
estava vendo mover sua rainha quando ouviu uma voz conhecida vindo de cima. Tom também ergueu os olhos.
“Moça, você pode aumentar o som, por favor?” – pediu, se endireitando na cadeira.
A garçonete atendeu e a voz de James Bourne ficou mais alta e clara. As duas deram um grito e se levantaram. Os garotos trocaram olhares maravilhados.
“Liga pro Bourne viado!” – Harry gritou e sacou o celular e discou.
olhou para eles meio confusa, porque não conhecia os garotos do Busted. Mesmo assim, sabia que a ideia de amigos deles estarem tocando na rádio era algo para se enlouquecer.
“Jaaaaaames! Vocês estão na rádio!” – berrou e aproximou o aparelho da caixa de som. Tom roubou o celular!
“Como você não contou isso pra gente antes, seu filho da mãe?!”
e cantavam Year 3000 perto do fone. No outro lado da linha, James pedia o celular de volta para Matt.
Eles estavam tão felizes que nem repararam quando a música acabou. Continuaram passando o telefone um para o outro e combinando coisas.
“Não, cara, a gente vai praí sim! Mas tem que ser depois que as aulas acabarem. É... lá pro meio de julho... ou agosto!” – Danny falava com Charlie (que tinha pedido para falar com . Um pedido que foi aleatoriamente esquecido).
Pouco depois, estavam os sete sentados na mesa, ainda sorrindo abobados.
“Faz tão pouco tempo que eles foram pra lá e já tem uma música na rádio!” – Dougie falou, admirado.
“Charlie chamou a gente pra ir morar com eles no verão. Disse que a casa é grande e que o manager deles está procurando mesmo mais bandas!” – Danny contou quase se levantando, tamanha era a empolgação. – “Queria poder ir já!”
“Calma, Jones! Se eu não me formar, não vou ter casa pra voltar se tudo der errado!” – Harry disse rindo.
“Não vai dar errado!” – corrigiu o primo, olhando feio para ele.
olhou em volta e seus olhos encheram de lágrimas.
“? Você tá chorando?”– Tom perguntou. – “Que foi?”
Ela limpou os olhos rápido, balançado a cabeça.
“Eu tava aqui pensando onde nós estaremos quando McFLY tocar na rádio pela primeira vez...”
“A gente vai estar junto!” – Danny respondeu com convicção, segurando a mão de , que o abraçava. – “Vamos todos pra Londres, certo?”
Ele olhou em volta, Dougie mordia os lábios olhando para as garotas também. Tom parecia um pouco triste.
“E vocês acham que eu vou virar jornalista só de andar atrás de vocês?” – tentou descontrair, rindo e limpando os olhos. Todos voltaram a falar de coisas alegres, menos uma pessoa.
Aquele assunto atingiu com a força de uma machadada. De repente ela reviu muitas cenas aleatórias se juntarem em sua cabeça para formarem o cenário do que aconteceria após a formatura.
No dia dos namorados tinha ido para a escola na feira de universidades e tinha se achado lá: Winchester School of Arts, uma das melhores do país. Já tinha falado há algum tempo sobre a University of Sheffield, que ficava ao norte do país. Os garotos estariam em Londres e no Brasil. Não, eles não estariam juntos quando McFLY tocasse na rádio...
“Hey linda! Chegamos!”
“Chegamos?”
acordou do seu transe. Estava tão perdida em pensamentos que nem tinha se percebido pagando a conta, saindo da cafeteria, entrando no carro de Danny e descendo em frente à própria casa.
“Você tá tão quieta! Nem reclamou quando eu troquei a rádio... e tava tocando aquela música do Semisonic que você gosta!” – Danny olhava para a namorada, preocupado.
“Tava pensando no futuro...” – Ela respondeu vagamente, desviando dos olhos azuis dele.
“Então é porque quando eu for famosão você vai ter trabalho com as meninas no meu pé!”
riu e voltou os olhos para o rosto de Danny. Ele dava um de seus sorrisos de “menino-que-fez-arte”. Aquilo só fazia doer mais.
“Não...eu tenho medo de não estar lá pra dizer pras abusadinhas que você é meu! Ou não poder dizer isso em situação nenhuma mais.”
O garoto rolou os olhos como se a namorada tivesse dito algo absurdo.
“Eu não vou pra Londres, Danny! Vou pra Southampton...Winchester School of Arts.”
Ele a observou por um tempo.
“Quanto tempo de Londres?”
“Umas 2 horas e meia…não sei bem...”
Danny riu aliviado, segurando o rosto de com as duas mãos.
“2 horas não são nada! Você quer me matar, sua maluca? Quando você começou a falar, achei que era do outro lado do mundo!”
Ela riu, ficando mais calma e fechou os olhos quando Danny se aproximou. Era melhor aproveitar enquanto podia abraçá-lo e beijá-lo sempre que queria.
“O que é isso aqui?” – Danny apontava para um montinho de edredom em cima do sofá do camarim.
“ISSO é a !” – Tom explicou rindo. – “Ela piorou da gripe, mas quase me matou quando eu sugeri que ela ficasse em casa.”
Dougie, que estava sentado no sofá afinando seu baixo, olhou para a garota dormindo. Lembrou-se de que uma vez que tinha parado pra pensar que Louise jamais a substituiria porque não dava a importância que ele dava para o McFLY. Ninguém, além daquelas pessoas no camarim, daria! estava ali, doente, só para vê-los. Algo que nenhuma outra garota (a não ser e ) faria por eles.
Danny corria atrás de Tom com uma toalha nas mãos, tentando bater nele.
“Larga a mão de ser imbecil, Danny!” – Tom tentava desviar enquanto e riam. Harry tinha ido ao bar, mas pela demora, tinha encontrado alguma “fã” por lá.
“No Dougie então!” – O garoto disse e deu uma toalhada no amigo.
“Seu gay!” – Dougie largou o baixo e saiu correndo atrás dele.
Em 5 minutos os três já tinham se embolado numa guerra de toalhas com diversos sons: os gritos de dor, os xingamentos, as risadas do Danny e o barulho do pano batendo em um deles.
e discutiam cor de esmalte quando um ser passou voando por elas. Danny se jogou no sofá e tinha quase acertado o pé em , que acordou assustada com o movimento.
“Ô animal! Cuidado aí com a !” – Dougie xingou, fazendo-a sorrir.
“Ih, foi mal ! Eu esqueci que você tava aqui!”
“Quanta consideração, Jones boy!” – Ela disse numa voz além-túmulo.
Ele deu um beijo na testa da amiga.
“Você deveria ficar por aqui, ou no palco mesmo...”
“Não, não, não! Eu sempre assisto vocês bem na frente do palco e hoje não vai ser diferente. E tratem de arrasar na música nova!”
Tom deu um abraço no monte de edredom que era e se levantou para aquecer a voz com Danny. Harry entrou animado.
“Casa cheia... como sempre!” – E começou a batucar em tudo quanto era lugar, como já era de costume.
“Meninos...” – Johnny Wonder colocou a cabeça para dentro. Sempre gostava de ele próprio ir chamar os garotos para o palco. – “...tá na hora!”
saiu debaixo do edredom e saiu na frente com as meninas, desejando boa sorte.
“Sis, tem certeza?” – estava preocupada com o estado da amiga, mas recebeu um daqueles olhares “sim, tenho certeza!” e resolveu não se pronunciar mais. era bem teimosa às vezes.
Pararam em frente ao palco, como sempre. precisou olhar duas vezes para ver que era Kirsten que estava ali.
“Heey! Kiki!” – Ela gritou. As outras duas se viraram.
“Oi ! Oi ! Oi !” – Ela não demonstrou o mesmo entusiasmo ao pronunciar o último nome, mas foi algo educadamente discreto.
“Oi!” – Elas acenaram, corando um pouco.
“Estávamos sentindo a sua falta! O que você tem feito?” – perguntou.
“Estou estudando só...nem tenho saído...” – Kirsten respondeu meio triste.
se lembrou de que nunca tinha visto muito ela nas festas antes de Tom. Sentiu-se meio mal ao pensar que talvez eles fossem os únicos amigos não (muito) nerds dela.
“Aaaah, mas que bom que você veio hoje...”
“É! Eu...eu...” – Ela lançou um olhar rápido para pensando se deveria completar a frase. Foi salva pela voz de Danny.
“Oi todo mundo! Como estão?”
Please Please abriu o show e logo emendaram em We’re the young. às vezes parava de pular para respirar. Amanhã, com certeza, não levantaria da cama.
Danny apontou para em No Worries e a cantou quase toda sorrindo de olhos fechados.
Room on the third floor, Obviously, o cover de Pinball Wizard e Tom ajeitou o microfone para falar.
“A próxima música acabou de sair do forno... e, diferente das outras... elas foi sem querer escrita por mais de quatro cérebros...”
As meninas se entreolharam sem entender. Seria uma música que eles tinham feito com o Busted? Mas como?
“Três cérebros, né? O do Danny não conta!” – Dougie zuou, fazendo todos rirem.
“Enfim...” – Danny disse rindo. – “A música foi feita pelo McFLY e pelas garotas que fazem nossa vida valer a pena. Ainda que elas nem saibam que também escreveram essa.”
Dougie ria da cara de interrogação das três. Kirsten se distanciou do palco com a cabeça baixa.
“Essa se chama Only the Strong Survive!” – Tom disse e eles começaram a tocar.
“The worst is over
And the sky is clear
And there's not a place on earth I'd rather be than here
sorriu ao se lembrar de Tom dizendo aquela frase a ela no memorável dia da Kombi, antes de se beijarem.
Então a música seria um “remember” de vários momentos de todos eles?
But on the horizon
As the morning breaks
I can see a brand new day that's full of new mistakes
They tell me that only the strong survive
I don't know if I'll make it through the night
I guess I'll see you in the afterlife
They tell me that only the strong survive
Era com certeza uma música divertida. E dançante. Mesmo sem saber a letra as meninas estavam pulando.
Gotta keep on running
Stay on the attack
'Cause the day you quit's the day you wish you had it back
e se olharam lembrando-se de quando esse verso foi feito. No aniversário do Dougie, no carro. estava extremamente injuriada nesse dia, pois Louise estava indo com eles.
They tell me that only the strong survive
I don't know if I'll make it through the night
I guess I'll see you in the afterlife
They tell me that only the strong survive
Diferente das outras músicas que falavam de momentos deles, essa não era uma música de casal. Era de todos eles. E até as frases que não foram tiradas de diálogos que realmente existiram, com certeza tinham algo do jeito como eles encaravam a vida, a amizade...sem dúvida um hino!
If we're gonna die tomorrow
At least we can say life has been alright
Yeah it's been alright
abriu os braços e cantou essa parte, para total confusão de e . Como ela poderia conhecer a letra? Mas tendo composto aquele verso em cima de um telhado com Danny...era natural que a garota se lembrasse.
We can beg or we can borrow
But in the end everything is alright
Everything is alright, alright
abaixou os braços e olhou para os garotos: Se divertindo em uma música como ela nunca tinha visto. Aquilo varreu todas as preocupações de sua cabeça. É, no final tudo dá certo.
Se eles iam ficar todos juntos ou não...bom, isso seria apenas um detalhe se todos estivessem de alguma forma ligados. Eles ficariam bem.
Everytime we get up we'll be destined to fall
And I'm asking myself, is it worth this at all?
Every corner we turn we just run into walls
Because loving you feels like a kick in the balls
Foi a vez de rir e identificar uma frase conhecida. Dougie já tinha dito que gostar dela era um pé no saco. Os olhos dos dois se encontraram. Foi a vez da ficha dele cair. Era a maior dor de cabeça da sua vida gostar de , mas ele gostava...não, ele amava! Sua garota estava doente e estava ali, rindo pra ele. Era o momento que tinha dito! Ver o outro te tranqüilizando quando ele precisa ser tranqüilizado. Se valeria a pena passar por cima de sua timidez pra dizer as três palavras? Com certeza!
They tell me that only the strong survive
I don't know if I'll make it through the night
I guess I'll see you in the afterlife
They tell me that only the strong survive
Na, na, na, na, na
They tell me that only the strong survive
Yeah
As meninas aplaudiram, assoviaram, gritaram…não havia palavras pra descrever aquela música!
That girl encerrou o show e as garotas saltitaram até o camarim. A empolgação estava falando mais alto.
rapidamente se sentou no sofá e se enrolou no edredom, quase tossindo os pulmões para fora. Queria muito pular com todos eles, mas tinha medo de desmaiar no meio.
Os meninos não paravam também, estavam mais agitados do que depois de qualquer show. Tom tinha sido puxado pelo Mr. Wonder antes de entrar no camarim.
“Tenho boas e más notícias, pessoal!” – Ele entrou dizendo, acabando com a algazarra.
“Ah não, sem más notícias!” – Ouviram reclamando. Ver a garota propriamente dito, era meio impossível.
“Não, eu preciso contar!”
“Iiiih, lá vem bucha!” – Dougie falou se sentando.
Todos encaravam Tom num clima MUITO tenso, a cara dele não era nada boa.
“Vou começar pela má. O Mr. Wonder acabou de me contar que vai fazer um concurso de bandas aqui, daqui 15 dias.”
“Isso é a má notícia? Isso é ótimo! Vocês vão entrar, né?” – disse confiante.
“Não, ele não deixou a gente participar!” – O garoto respondeu, fazendo todos os outros gritarem em protesto.
“Vou lá arrebentar a cara dele! Não porque?” – Harry, o mais esquentadinho, já estava até de pé.
“Porque...” – O sorriso dele se abriu. – “Porque a gente participar seria marmelada! Ele quer a gente como banda convidada. E nós quatro como jurados!”
Os garotos explodiram.
“Caralho, que moral!” – exclamou e tossiu.
“Vocês merecem! Ah cara, que perfeito!” – abraçava Tom, que a girava no ar.
“Vamos beber!” – Danny gritou. – “Uma rodada de Cuervo por minha conta!”
“Jones, seu viado! Só porque eu não posso hoje?” – gritou.
“Você brinda com xarope!” – brincou, fazendo os outros rirem.
“Vamos pro baaaaar!” – Harry gritou.
“E a ?” – Tom perguntou.
olhou o camarim.
“Deixa ela aí...ela precisa descansar.”
“Oloco, sis! Abandonou!”
“Tadinha!” – Tom falou.
“Vaaaaamos!” – Danny gritou e cinco segundos depois só escutava o som abafado da música atrás da porta.
Ela bufou de raiva. Iria ficar sozinha lá? Que palhaçada! Mas estava tão mal que nem ia gastar energia com raiva, se encolheu mais e fechou os olhos.
Ouviu a porta abrir, mas nem se deu ao trabalho de ver quem era.
“Só você vem cuidar de mim, Tom...só você me ama!”
A garota sentiu o amigo a abraçando e a colocando no colo. Se aninhou em seu peito. Levou um minuto pra reparar que conhecia aquele perfume, mas não era de Tom...
I don't want this moment, to ever end,
Where everything's nothing, without you.
I'd wait here forever just to, to see you smile,
Cause it's true, I am nothing without you.
“Dougie?”
Sentiu um beijo no topo da cabeça e se encolheu mais perto dele. Tirou os braços e a cabeça para fora do edredom e o encarou.
Through it all, I made my mistakes.
I stumble and fall,
But I mean these words.
I want you to know, with everything I won't let this go.
These words are my heart and soul,
I hold on to this moment you know.
Cause I'd bleed my heart out to show, that I won't let go.
“Como você está se sentindo?”
Zonza, suando frio, querendo pular no pescoço dele...
“Hum...bem, eu acho! Ótimo show hoje!”
Ele sorriu e os dois continuaram se olhando por um tempo.
Thoughts read unspoken, forever in doubt.
And pieces of memories fall to the ground.
I know what I didn't have so, I won't let this go.
Cause it's true, I am nothing without you.
All the streets, where I walked alone,
With nowhere to go.
Have come to an end.
“Você achou que era o Tom, então?” – Dougie perguntou, dando um sorriso de lado.
“Ele parecia ser o mais preocupado comigo...”
“Isso não é verdade...”
O coração de parecia estar se preparando para o salto em altura.
“Não?” – Ela perguntou.
I want you to know, with everything I won't let this go.
These words are my heart and soul,
I hold on to this moment you know.
Cause I'd bleed my heart out to show, that I won't let go.
“Claro que não…você sabe disso!”
“Aaaah, Dougie! Porque a gente é tão imbecil, hein?” – Os olhos dela encheram de lágrimas.
“EU sou imbecil...mas eu não quero mais ser...”
se libertou definitivamente do edredom e se sentou ao lado de Dougie, olhando de frente para ele.
In front of your eyes, it falls from the skies,
When you don't know what you're looking to find.
In front of your eyes, it falls from the skies,
When you just never know what you will find.
I don't want this moment to ever end.
Where everything's nothing without you.
Ele respirou fundo duas vezes olhando-a nos olhos. E sorriu.
“Eu amo você! E você já sabe disso há anos! Mas eu percebi hoje que falar só torna o sentimento maior e mais real...eu amo você!” – Dougie repetiu.
(chorando) se ajoelhou no sofá e abraçou Dougie. Assim como ocorria sempre que eles se beijavam após um longo tempo brigados, a garota sentiu que algo nela ressurgia. Eram sentimentos bons, sempre sentimentos bons.
I want you to know, with everything I won't let this go.
These words are my heart and soul,
I hold on to this moment you know.
Cause I'd bleed my heart out to show, that I won't let go.
Os dois se separaram e Dougie olhou para com ternura.
“Acho que agora você precisa me dizer algo...”
Ela riu.
“Hum...legal!”
“Outch!” – Dougie fez, puxando-a para se deitar em seu peito de novo. – “É, realmente dói não ouvir a resposta esperada!”
levantou a cabeça.
“Eu te amo! Seu baixinho esquisito, teimoso, mala e anão!”
Dougie riu e a abraçou.
“Cadê o Dougie? Tá com a , o marditão?” – Tom perguntou. Eles estavam no balcão para mais uma dose de tequila. Danny provavelmente ia ter que deixar as calças para pagar a conta, no final da festa.
“Tá! Eu o mandei pra lá!” – respondeu, segurando a mão de Danny e o puxando para seu lado. Era a segunda vez que ele se virava para conversar com uma loira que estava ali perto. – “Aquieta o facho, Jones...”
“Hein?” – Ele perguntou dando um beijo no rosto dela.
deu uma risada alta.
“Tom, eu não quero beber mais! Eu não quero!”
O garoto ficou olhando para ela com uma expressão confusa.
“Que foi?” – Ela perguntou olhando os outros. ria dela. – “Do que você tá rindo?”
“Você tá falando português, !” – Harry respondeu, rindo também. – “In English, please!”
Ela riu também e repetiu o que tinha dito em inglês.
“Mas se não são os astros do rock em pessoa!” – Ant zombou cumprimentando os garotos. – “Oi meninas!”
As duas cumprimentaram Ant que também não estava 100% sóbrio.
“Aaaaaaaaaaah!” – gritou, assustando e Tom que estavam ao seu lado. – “Eu amo essa música! Vem , vamos dançar!”
Ela continuava falando em português!
As duas ficaram um tempão ali, até que cansou e resolveu ir procurar Tom. Ela só esqueceu de avisar , que estava em alfa dançando Katy Perry e não a viu sair da pista. Abriu os olhos e ficou meio perdida.
“Cadê a ?”
Ela se virou e a avistou beijando Tom no fundo do Wonder.
“Que bom que essa figura me avisou!”
A garota saiu andando e resolveu procurar seu namorado também. Péssima idéia!
Harry, Danny e Ant conversavam com mais três meninas, duas loiras e uma morena. A loira mais alta ria e segurava o braço de Danny e ele parecia não se importar.
Fazia tempo que não tinha vontade de esganá-lo; até que o garoto vinha se comportando bem nos últimos tempos...
Para evitar quebrar a cara da loira, ela saiu de perto. Danny não faria nada, como sempre...só daria corda! Tá, isso já era suficiente para deixar puta. Antes de virar o rosto, viu que ele dava uma de suas risadas escandalosas. Tinha tanto ciúmes das risadas de Danny!
Estava autistando há alguns minutos quando cruzou o olhar com um par de olhos verdes a observando. Tentou disfarçar, mas era tarde demais. John deu um sorriso de lado e foi andando até ela.
“Quem você vai me apresentar hoje pra se safar?” – Ele perguntou quase encostando os lábios na orelha dela. Porque essas coisas sempre acontecem quando você está feliz, num namoro estável? A garota se encolheu e deu um passo para trás, tropeçando. Maldito álcool!
“Ops, Oi John!”
“O que aquele vocalista de merda está fazendo conversando com a minha namorada?” – Danny perguntou bravo, se encostando no balcão. As três piriguetes tinham ido ao banheiro.
v
“Muito justo! Você tava batendo um super papo com a tal Miss...Miss o que ela disse que era?” – Harry perguntou, tomando mais sua cerveja. Danny deu de ombros, continuava encarando o tal que estava de graça pra cima de .
“SE eu fosse um cara sensato, sairia de perto de você agora. Fiquei sabendo que o McFLY vai ser o jurado do concurso de bandas e não me parece bom criar inimizade com um deles quinze dias antes, né? Pat deve estar me xingando até agora.” – John considerou, dando uma olhada de esguelha.
“Mas Danny jamais seria tão parcial...” – A garota respondeu sorrindo e mentindo descaradamente.
“Esse filho da mãe acabou de condenar a banda dele no concurso. Se eles participarem, né? Quero rir da cara dele!” – Danny falou com raiva.
“Sossega, Jones!” – Ant disse, dando um tapinha no ombro do amigo. – “Além do mais...sua namorada é gostosa, vai...você deixa ela sozinha zanzando pela festa...”
Ant levantou os braços sob o olhar fulminante de Danny e deu um passo pro lado. As três garotas voltaram onde eles estavam. A loira mais baixa mediu Harry duas vezes e este retribuiu lançando seu olhar de mormaço. Os dois sorriram.
“Quer uma bebida?”- Ele perguntou e ambos foram pro outro lado do balcão.
“Quer beber alguma coisa?” – John convidou e sorriu sem graça, o mundo girou quando ela fechou os olhos.
“John...por favor!”
Ele riu e levantou os braços.
“É só uma pergunta...um convite sem segundas intenções...”
A garota sorriu desconfiada. Ok, ela era viciada em sorrisos e ele tinha um dos mais bonitos que ela já tinha visto.
“John...eu tenho namorado e você sabe disso e...”
“E se não tivesse?” – O garoto perguntou marotamente. fingiu que não ouviu.
“Mas me diz aí, quem você quer eu arme pra você hoje?” – Ela tentou descontrair, dando um tapinha desajeitado no braço dele.
, mais no meio da pista, procurava alguém. Era A chance de sair dali.
“John, minha amiga tá me procurando, vou lá falar com ela e já volto!”
nem esperou ele a impedir. Quase correu até onde a amiga estava.
Sai, tentação!
As duas garotas, Danny e Ant continuavam conversando no balcão. Ant já tinha beijado a morena e a Miss continuava esperando Danny tomar alguma atitude.
A festa já estava ficando vazia e, dali onde estava, Danny via na pista de dança. Segurava um copo de qualquer coisa e dançava. Ele adorava vê-la dançando! Porque eles estavam mesmo um em cada canto?
“, acho que eu vou chamar a e o Dougie...vamos embora?” – A garota estava ficando com sono já.
“Vamos, vou chamar o Tom e...putz! O Harry sumiu! Ah, ele que se vire pra ir embora..” – Ela disse, mais para si mesma que para .
“Oi casal!” – chamou baixinho, abrindo a porta bem devagar. Os dois estavam deitados no sofá do camarim e pareciam estar dormindo.
Dougie se mexeu, quase caindo do sofá e sorriu largamente para a amiga.
“Ela melhorou?” – perguntou.
“Não...pegou no sono agora pouco. Tava se queixando de dor de cabeça...”
não pode deixar de sorrir ao ver os dois...
“Vamos embora? Quer que eu peça pra um dos meninos carregarem ela? Não, não...eles estão bêbados!”
“Você tá obviamente duvidando da minha força, né?” – Dougie zombou e riu sem graça. – “Não, eu também não sei se eu consigo levar ela até lá fora...”
O garoto se virou para acordá-la e fechou a porta, saindo pra chamar Danny.
Ele estava rindo e falando alto, com e Tom. parou do lado.
“E sua companhia de hoje, cadê?” – Ela provocou.
“E a sua?” – Danny respondeu, dando um sorriso de lado.
Logo avistaram , o edredom e Dougie.
“Eeeeeeeee vocês dois!” – Tom falou indo abraçá-los. – “Eu amo vocês, então parem de causar e fiquem juntos!”
Todos se olharam tentando segurar a risada.
“Eu dirijo!” – se voluntariou, vendo a situação do amigo.
“Eu passo te pegar na casa do Tom depois...” – Danny falou. – “A gente precisa ter uma conversinha!” – Ele disse, piscando pra ela e ninguém levou a sério...a não ser Tom.
“Ah, não! Quando o Dougie e a se acertam, vocês brigam! Mas que saco...não aguento mais isso...”
E saiu xingando. Os outros não aguentaram e gargalharam.
Mais uma noite para se guardar na memória...
...de quem estivesse sóbrio o suficiente...
Coloquem para carregar: Star Girl – McFly Coloquem para carregar: Black and White – (M.J.) McFLY Cover
Os garotos resolveram que iam surpreender no show que abriria o concurso. Eles estavam trabalhando numa música nova e num cover diferente. As meninas tinham sido proibidas de ir ao ensaio. Mas um dia pegaram uma conversa deles no pátio, na hora do intervalo.
“O Ant canta...” – Dougie sugeriu. Estavam os quatro de cabeça juntas.
“Vocês acham que rola chamar ele?” – Tom perguntou desconfiado.
“Pra que vocês precisam do Ant?” – quis saber, sentando-se ao lado de Danny. Eles se endireitaram ao mesmo tempo.
“Pra nada...” – Dougie respondeu, sorrindo para que se sentou ao seu lado.
“Cara... eu me sinto um peixe fora d’água quando vocês estão todos juntos de casalzinho...” – Harry reclamou.
“Problema facilmente solucionável! Você precisa achar um par também!” – disse, levantando as sobrancelhas.
“E voltam vocês com essa história de namorada pro Harry!”
“E, se eu não me engano... sua prima não estuda aqui e eu não to de casalzinho com ninguém no momento!” – Tom parecia de mau humor, provavelmente porque tinha sido interrompido pelas garotas.
“Ai Tom, como você tá chato! Vocês deviam contar pra gente os planinhos e pararem de nos expulsar dos ensaios!” – falou, fazendo bico para Danny.
“Não, esse é nosso plano ultrassecreto número 1!” – O amigo respondeu antes que Danny cedesse.
“Chatos!” – respondeu, saindo. a acompanhou.
“Se o Fletcher aqui continuar com essa história de esconder tudo das meninas, você não vai ser o único solteiro muito em breve, Judd!” – Dougie bufou, mas voltou a se inclinar para continuarem a falar sobre o show.
e Danny estavam na sala da casa da garota, assistindo vídeos engraçados no youtube. Era a única noite que Danny tinha livre desde que o McFLY começara a ensaiar para o concurso.
“O que sua mãe tem?” – Ele perguntou, olhando Mrs. andar de um lado para o outro feito uma barata tonta.
“Ai, não te contei!” – se endireitou. – “Adivinha quem está vindo da Califórnia passar uns dias com a gente?”
Ele ficou horas pensando.
“É algum ator?”
“É, Danny!” – disse impaciente. – “É um famosão e vem ficar aqui em casa! É meu pai, seu besta!”
“Seu pai? Achei que ele fosse brigado com vocês... você nunca fala dele...”
deu de ombros.
“É mais porque não tem muito o que falar. Ele foi trabalhar na Califórnia quando eu tinha oito anos e eu quase não vi mais ele desde então. Mas nós temos um bom relacionamento...” – A garota parou para olhar a mãe indo pela milésima vez ao quarto de hóspedes. – “Acho que ela nunca se recuperou...”
Danny puxou a namorada para perto de si de novo.
“E o que ele vem fazer aqui?”
“Vem a trabalho...como sempre. Mas disse que precisa falar comigo também! De certo ele vai se casar, ser pai de novo...eu ia curtir ter um irmão americaninho!”
Danny beijou o topo da cabeça da namorada.
“Tava com saudade de você! Muita!” – Ela disse, virando-se para olhá-lo.
“Eu também. Prometo que vou ser um namorado melhor depois de sábado.” – Danny deu um sorriso safado pra ela.
“Quero ver você cumprir essa promessa com o meu pai aqui, Dan!”
“Ih, se eu já me cagava de medo da sua mãe...”
riu e o beijou.
“Acho que vou aproveitar que ele não chegou ainda!”
“Pai!” – gritou ao chegar da escola. Ele assistia TV na sala.
“Hey! Como você está linda!” – Mr. se levantou e a abraçou.
“Como foi a viagem?”
“Cansativa...mas pelo menos eu cheguei! Vou a Londres amanhã, quer ir?”
“Hum...não posso. Tenho prova na primeira aula...” – A garota respondeu desanimada. Ir a Londres era a ideia que ela fazia de uma boa quinta-feira.
“Continua a boa aluna de sempre!” – Ele constatou orgulhoso. – “E o teatro?”
se sentou ao lado do pai e desatou a falar sobre mil coisas. Era estranho ter que contar metade de sua vida a alguém que deveria saber dela toda. Um estranho bom...
Mrs. entrou em casa e ouviu uma voz além da filha. Uma voz que ela não ouvia ao vivo há muito tempo.
“Oi ! Oi Richard!” – Ela disse, entrando na sala.
“Oi mãe!”
“Oi Rose!” – Mr. se levantou animado para cumprimentá-la...ele era sempre feliz assim. – “Tudo bom?”
“Tudo...”
Era tão estranho ver seus pais conversando. Eles não pareciam...pais. Pareciam velhos conhecidos de faculdade, que quando se encontram não tem muito assunto, sabe?
No sábado, os meninos estavam incontroláveis. Danny parecia muito nervoso, mais do que Tom até! E ISSO era estranho!
Eles tinham achado um espaço na agenda para ir à lanchonete com elas.
“A gente ter que implorar pra ver vocês é humilhante demais...não esperem isso da próxima vez!” – disse, sentada no colo do namorado.
“E seu pai, ?” – Tom perguntou.
“Está voltando de Londres hoje...ele ia fazer bate e volta quinta, mas aparentemente precisou ficar por lá.”
“Danny vai conhecer o sogrooooooo!” – Dougie zuou.
“Estou pensando em chamá-lo pra ir ao Wonder hoje...” – jogou a informação na conversa e bebeu mais um gole do milk shake.
Danny ficou mais branco do que já estava e Harry rolou de rir.
“Chama, vai ser legal!” – disse, rindo da cara do garoto também.
“E ele já te disse sobre o que precisava conversar com você?” - perguntou, roubando uma batata de Dougie.
“Pega a sua, !”
“Não, ainda não!” – falou, se lembrando disso e ficando um pouco preocupada.
“, você vai levar sua câmera hoje, né?” – Tom levantou a cabeça para olhá-la.
“Claro Tomzinho! Porque você tá perguntando?”
“Hoje vai ser épico!” – Harry respondeu por ele.
“E vamos voltar pro Wonder, dudes...o Danny quer ensaiar de novo.”
Danny se levantou automaticamente, quase derrubando .
“Você normalmente é o mais calmo, Dan! Você vai ser jogado do teto ou algo assim?”
“Ou algo assim!” – Ele respondeu abraçando-a e dando um selinho demorado.
“Vai dar tudo certo...você nasceu pra isso!” – A garota disse no ouvido dele baixinho.
“Eu amo você, sabia?” – Ele disse em resposta.
Logo os quatro estavam saindo da lanchonete e indo de volta para o Wonderland.
Seria um show ÉPICO. Com certeza!
“Na minha época isso aqui era só um casarão!” – Mr. parecia surpreso com o Wonderland.
“Na sua época quando você foi embora ou na sua época quando tinha a minha idade?” – perguntou. Era engraçado estar na fila com ele. Justo no lugar onde ela já tinha cantando no palco...duas vezes, brigado com Laura, tomado porres homéricos...se o pai dela soubesse!
Ele riu.
“Quando eu tinha a sua idade...”
cumprimentou o segurança, a atendente do caixa e Johnny Wonder antes de se encaminhar pro camarim.
“Muito pop essa minha filha!” – Mr. zombou.
“Esse aí é o dono daqui! Muito gente boa...”
“E onde você tá indo agora?”
“Falar com os meninos no camarim...quer ir?”
“Hum, não...vou ficar no bar enquanto isso. Me chame na hora da apresentação deles!”
sorriu e correu para o corredor de acesso ao backstage.
Quando colocou a mão no trinco a porta abriu com brutalidade, quase lhe arrancando o nariz. Harry começou a gargalhar.
Eles estavam ouvindo Bye Bye Bye do N*Sync.
“Nossa, sis! Perdeu a melhor performance EVER do Danny e do Harry.” – estava sentada em cima da mesa rindo também.
“Justin Timberlake ficou no chinelo!” – concluiu.
Danny se sentou no sofá e foi até lá. Estava tão orgulhosa dos seus meninos! Ela se sentou no alto do encosto, atrás dele e colocou as mãos no ombro do namorado, fazendo massagem para relxar.
“Hum, isso é bom!” – O garoto disse de olhos fechados.
“E as bandas do concurso? Elas não ficam no camarim?” – perguntou.
“Não...só as estrelas!” – Dougie respondeu piscando.
“E eu estou ansiosa para o show das estrelas!” – estava abraçada a Tom.
“Pessoal...” – A voz conhecida de Johnny Wonder invadiu o lugar. – “...depois do show subam para o mezanino. A mesa de jurados é lá em cima...”
“Tá ok!” – Eles responderam e Danny engoliu em seco.
“Mr. Wonder...meu pai está aí. Tudo bem se ele for pro mezanino também?”
“Claro, ! Vou beber um whisky com ele!”
Ela riu e se virou para desejar Boa Sorte aos garotos. Danny estava logo atrás.
“Hey!” – Ela disse baixando, puxando-o para perto. – “Bom show!”
O garoto encostou a testa na dela.
“Obrigada! E...hum...lembra que eu disse que estava escrevendo uma música pra você na França?”
Ela fez que sim com a cabeça e sorriu.
“Vou ouvir essa música hoje?”
“Vai...e vai saber que é a sua!”
“Eu te amo, Dan!”
Ele fechou os olhos e deu um selinho nela.
“Te amo muito!”
Eles se separaram, tirou sua câmera da bolsa e saíram do camarim de mãos dadas, só soltando-as perto do palco.
“Boa sorte seus viados!” – A garota gritou para os outros que riram e mostraram o dedo do meio.
“Pai?” – encostou-se ao bar. – “Os meninos vão tocar, vamos lá na frente?”
Ele abriu um sorriso animado e se levantou.
“Qual deles é o que eu tenho que matar?”
A garota riu.
“O do meio...moreno de olho azul. Espera ele começar a cantar! Duvido que você vá continuar com essa idéia de matar o Danny...”
Mr. abraçou a filha.
“Oi !” – Ele cumprimentou sorrindo. – “Quando vai pra Califórnia de novo?”
“Oi Mr. ! Por mim, em breve! Quem sabe...”
“E essa é a , pai. Prima do Harry, namorada do Tom!”
“Prazer, Mr. !” – sorriu, apertando a mão dele.
“Prazer!”
“E aí galera?” – Tom cumprimentou ajeitando o microfone. Os quatro se viraram para o palco. – “Boa sorte a todas as bandas que tocarão no concurso...e pros espectadores...nós reservamos um show especial!”
“Esperamos que vocês se divirtam! Essa se chama “Please Please!” – Danny disse e eles começaram a música.
Logo depois emendaram That Girl.
“Tá gostando, pai?” – perguntou. Ele balançava a cabeça e os pés ao ritmo da música.
“São bons, são bons!”
Tocaram Ultraviolet e então Dougie puxou o microfone para mais perto.
“Nossa próxima música foi escrita pelo Danny boy aqui...mas é a cara do Tom!”
Danny riu.
“Foi em homenagem ao Tom...” – Ele mentiu e se virou para o amigo jogando-lhe um beijo, que o olhava desconfiado. – “Não, não foi...” – Disse, dando sua risada alta, fazendo também rir, meio hipnotizada. O namorado sorriu para ela. – “Pra minha Star Girl!”
Harry começou na bateria.
“Hey!
I'm looking up for my star girl
I guess I'm stuck in this mad world
With the things that I wanna say
but your a million miles away
Tom cantava essa primeira parte enquanto Danny mexia os braços, dançando e movia os lábios, cantando para . Ela estava com um vestido tomara que caia e se virou mostrando a estrela para ele, que deu um sorriso enorme.
And I was afraid when you kissed me
on your intergalactical frisbee
I wonder why, I wonder why you never asked me to stay
[ooooooooh]
So wouldn't you like to come with me (Danny apontou para )
[ooooooh]
Go surfin the sun as it starts to rise
[oooooh]
franziu a testa tentando se lembrar de onde conhecia aquele verso.
Da praia! O dia da festa na praia quando viram o sol nascer (ou não viram o sol nascer). Ela achava divertidíssimo quando os garotos faziam isso!
Woah your gravity's making me dizzy
Girl I gotta tell ya I feel much better
Make a little love in the moonlight
A garota corou e tentou não olhar para o lado em que seu pai estava.
Hey!
Theres nothing on earth that could save us
Não…nada podia salvar aquelas sete almas!
When I fell in love with Uranus
I don’t wanna give you away
'cause it makes no sense at all
Tom cantou e sorriu para . Ela mordeu os lábios, meio sem saber se podia pegar um verso de uma música que não era dela, mas não costumava ser egoísta...
Houston we gotta problem
ground control couldn’t stop them
I wonder why, I wonder Why
You never asked me to stay yeaaah
Essa parte se parecia tanto com os garotos! Nada podia detê-los. Eles seriam famosos, teriam milhões de discos vendidos, fariam shows em vários países e todos gostariam do McFLY! Simplesmente porque não havia outro plano bom o suficiente, senão esse.
[ooooh]
Wouldnt you like to come with me
[ooooh]
Go surfin the sun as it starts to rise
[oooh]
Ohhhhh your gravity's making me dizzy
Girl I gotta tell ya I feel much better
Make a little love in the moonlight
Dougie pulava pelo palco, como sempre. Era engraçado como, mesmo a música sendo nova e desconhecida por todos, todos pareciam curtir. Sorriam para o palco, balançavam a cabeça e até arriscavam um “ooooooh”...
Fly away, Watch the night turn into day
Dance on the milky-way
Melt me with your eyes
My Star Girl rules the sky
Danny apontou para que fez um coração com as mãos. Ela já nem tentava tirar fotos quando a música era pra ela... estava exercendo o papel de fotógrafa.
1
2
1
2
3
GO
Tom começou o solo e os outros aproveitaram para se soltar e pular. adorava quando Harry se empolgava na bateria.
Looking up at my star girl
Guess im stuck in this mad mad world
Things that I wanna say, but your a million miles
Away
O-o-o-o so wouldn't you like to come with me?
O-o-o-o go surfing the sun as it starts to rise
O-o-o-o so wouldn't you like to come with me?
Girl I gotta tell you I'm feeling much better
I can't get enough of you
Galaxy defenders, stay forever
Never get enough of you
A música acabou com a bateria, assim como tinha começado. pulou e gritou, junto com as meninas. Mr. estava surpreso com o talento dos garotos. Há muito tempo não via uma banda boa como aquela.
Eles cantaram Surfer babe, fazendo corar a cada “you’re my surfer babe”. Os meninos tinham coreografado apontar pra ela nessa parte.
Após essa música, Harry resolveu dar um Oi.
“E aí? Estão gostando?” – Ele sorriu para todos, ajeitando o retorno. – “E quem de vocês querem ver meus três amigos aqui dançando?”
, e gargalharam com a cara de pavor deles.
“Vai Poynter!” – gritou.
“Eu tenho uma dança muito legal...se chama dança da lesma!” – O garoto disse. Tirou o baixo e foi até a frente do palco. Se deitou e começar a se arrastar, levantando a bunda e indo para frente.
“Que porra é essa?” – Danny perguntou rindo. Enquanto Dougie “dançava” ele tocava algo parecido com Bossa Nova na guitarra.
“Obrigada Dougie, foi muito bom...mas agora...” – Harry tomou a palavra de novo. Danny olhou para Tom e fez sinal para cortarem o microfone do baterista. – “...Mr. Jones, por favor!”
“Que? Eu?”
Os outros garotos apoiaram. tentava não rir muito para conseguir filmar sem tremer a imagem, mas estava difícil.
“Fala sério, você é o que dança melhor de nós quatro!” – Harry falou. – “O Tom fez sapateado e tal, mas...”
“Você dança bem, cara!” – Danny retrucou.
“Vamos fazer um trato então! Eu e o Danny dançamos e você canta!” – Tom sugeriu para Harry. E as meninas embaixo gritaram em aprovação.
Dougie tocava um som mais agitado no baixo e Tom e Danny começaram a dançar, meio que se esfregando um no outro.
Tá, agora estava com um pouco de vergonha ao se lembrar de que seu pai TAMBÉM estava vendo aquilo.
“A gente faz isso todo dia mesmo...” – Tom tirou sarro. – “Haaaaaarry!”
“Meu-microfone...tá-com-problema!” – O garoto fingia um curto no microfone, fazendo Dougie rir.
“Usa o meu aqui então!” – Danny ofereceu.
As meninas puxaram um “Harry! Harry!” e mais gente começou a gritar também. Totalmente sem graça, ele passou por cima da bateria e gritou com as três.
“Odeio vocês!” – Ele soltou o microfone central do pedestal e foi para frente...
“Canta Hero!” – gritou.
Danny começou a tocar a melodia da música.
“Would you dance if I ask you to dance...” – O garoto começou e surgiram vários assovios pelo Wonder. Harry, com vergonha, ficava brincando com o fio e viu várias garotas meio babando por causa dele. – “Desculpa gente, tô com a garganta inflamada e...”
As meninas riram.
“Agora dança aí, tigrão!” – Dougie disse.
“Olha o Judd soltando a franga!” – apontou. Ele estava girando o microfone e andava pelo palco com cara de conquistador.
“Ih, empolgou!” – Dougie zombou.
“Tá bom, tá bom...” – Tom falou rindo, enquanto Harry ia sentar na bateria de novo. – “A próxima se chama Room on the third floor!”
“Adoro essa música!” – falou, se balançando e cantando junto.
Mas assim que acabou, todas as luzes da pista se apagaram. não podia acreditar em um blackout bem no dia do show que os meninos estavam mais empolgados. Eles tinham trabalhado tanto! Houve burburinhos do que podia ter acontecido em todos os cantos, mas de repente todos os holofotes se acenderam. E eles apontavam para um mesmo lugar.
Tom estava no meio palco fazendo o riff de Black or White. E antes que pudesse se perguntar onde é que Danny estava, ela ouviu sua voz vindo de trás e se virou. Danny estava em cima do balcão do bar, sem a guitarra. Só o microfone e ele.
“I took my baby
On a Saturday bang
Boy is that girl with you
Yes we're one and the same
Danny correu os olhos procurando sua garota e apontou para . Mr. tirou a câmera das mãos da filha, já que ela não esboçava reação nenhuma. Estava em estado de choque.
“Deixa que eu filmo, querida!”
Now I believe in miracles
And a miracle
Has happened tonight
But, if
You're thinkin'
About my baby
It don't matter if you're
Black or White
viu que Danny olhou alguém em especial nessa parte e rezou para não ser John.
They print my message
In the Saturday sun
I had to tell them
I ain't second to none
Danny estava dançando e nem conseguia respirar. Agora entendia porque estava nervoso. Era ele e ele em cima do balcão. Mas ele estava se saindo MUITO bem, era o ser humano mais sexy da face da Terra.
“Caralho Danny!” – disse baixinho e as outras duas concordaram.
And I told about equality
An it's true
Either you're wrong
Or you're right, yeah
But, if
You're thinkin'
About my baby
It don't matter if you're
Black or white
“Estão prontos?” – Ele gritou enquanto pulava no balcão. – “Um, dois, um, dois, três...”
Umas garotas que desconfiava que fossem do coral da escola começaram a cantar.
I am tired of this devil
I am tired of this stuff
I am tired of this business
Sew when the
Going gets rough
Danny pulou do balcão e veio correndo de volta pro palco. Parou só para dar um beijinho na bochecha de , que sorriu orgulhosa.
I ain't scared of
Your brother
I ain't scared of no sheets
I ain't scare of nobody
Girl when the
Goin' gets mean
E então as garotas descobriram porque eles precisavam de Ant. O garoto também estava no palco (elas nem tinham visto ele na festa...enfim..), fazendo o rap.
Protection
For gangs, clubs
And nations
Causing grief in
Human relations
It's a turf war
On a global scale
I'd rather hear both sides
Of the tale
Ant realmente tinha uma voz bonita e muito desenvoltura no palco. As garotas já podiam sentir que outro galã surgia para as noites do Wonderland. Danny pulava no cantinho do palco, ao lado de Dougie.
See, it's not about races
Just places
Faces
Where your blood
Comes from
Is where your space is
I've seen the bright
Get duller
I'm not going to spend
My life being a color
Danny foi pulando até o meio do palco para voltar a cantar. Tom pirava no seu cantinho.
Don't tell me you agree with me
When I saw you kicking dirt in my eye
But, if
You're thinkin' of being my baby
It don't matter if you're black or white
But, if
You're thinkin' of
Being my lover
It don't matter
If you're black or white
But, if
You're thinkin' of
Being my brother
It don't matter if you're
Black or white
Ele piscou para a namorada.
One, two, three
It's black, it's white
It's tough for you
To get by
It's black, it's white
It's tough for you
To get by
It's black , it's white,
It's tough for you
To get by
It's black , it's white”
Não houve uma pessoa que não aplaudisse a apresentação. Os meninos trocaram olhares satisfeitos uns com os outros enquanto eram ovacionados. Tinha sido perfeito.
“Ai, pai...obrigada!” – disse pegando a câmera de volta. Tinha até esquecido dela.
“Eles são MUITO bons, muito bons mesmo!”
estava quase estourando de orgulho.
Depois de Black or White, eles ainda tocaram Obviously e finalizaram com Only the strong survive, que as meninas amavam.
“Obrigada pessoal, espero que tenham gostado. Valeu pessoal dos fundos, pessoal no mezanino, pessoal dos lados, os amores das nossas vidas..” – Danny ia falando e apontando, terminando nas três. – “E boa sorte às bandas!”
Eles desligaram as coisas e desceram do palco.
“Já volto, pai!”
, e como sempre foram cumprimentar os meninos.
“Vocês se superaram! Foi perfeito, sério...” – falou, sendo abraçada por Tom.
cumprimentou os garotos e parou na frente de Danny. Ele estava todo suado, mas tinha um dos sorrisos mais lindos que ela já tinha visto no rosto. Ficaram um tempo sem dizer uma palavra.
“Você não vai dizer nada?” – O garoto riu.
“Tô pensando se eu te peço em casamento...se eu te seqüestro...”
Ele deu um sorriso safado.
“Mas por enquanto...” – o puxou pela gola da camisa. – “...um beijo parece bem bom!”
Danny colocou as mãos na cintura da garota, parecia que tinha tirado um peso das costas. Era realmente estranho cantar sem sua guitarra. Mas até que tinha sido bem divertido!
“Que horas começa o concurso?” – perguntou.
“Daqui uma meia hora! Vamos subir?” – Harry perguntou.
“Vamos!” – Dougie e estavam brincando/brigando de se empurrar e riam feito duas crianças.
“Eeeeeee...agora você pode conhecer meu pai!” – fazia carinho na bochecha de Danny. Tom ouviu.
“Fudeu, Jones!”
“Ai Tom! Quem vê pensa que meu pai é super bravo!”
“Pai é pai!” – Dougie entrou na conversa. – “Qual a chance dele gostar do cara que tirou a virgindade da filha?”
Todos caíram na gargalhada e corou.
“Ai, Poynter! Cala a boca...vamos lá, Dan!” – segurou a mão do namorado, que mantinha a expressão de quem ia pra forca, e o puxou.
Os outros vinham atrás, rindo da desgraça alheia.
Mr. estava perto do palco, meio deslocado.
“Pai? Deixa eu te apresentar o Danny!”
Danny deu um aceno tímido e Mr. .
“E aí, cara? Nossa, gostei pra caramba de Black or White. Vocês tocam muito, sua voz é muito boa...”
Danny olhou para e sorriu, essa levantou a sobrancelha como se dissesse “eu disse que não precisava ter medo!”
“Vamos subir?” – Ela convidou os dois.
Cinco minutos depois, os dois e Harry bebiam juntos no bar, discutindo sobre futebol.
“Ganhei, Dougie...você me deve £10!” – Tom disse, olhando a cena. As meninas se viraram pros dois.
“Merda...” – Ele tirou uma nota do bolso e entregou ao amigo. – “Apostei que seu pai ia matar o Danny com 15 segundos de conversa.”
“Todo mundo ama o Danny, dude! É um fato!” – Tom olhou para os três no balcão e depois para o relógio. – “Vou lá chamar os dois.”
riu.
“Eu vou ficar em duvida entre olhar para as bandas ou pra esses quatro JULGANDO as bandas...Mr.Wonder se condenou colocando o McFLY de jurado!”
e riram. A primeira coçou a cabeça ao ver John e sua banda conversando animados ao lado do palco.
Cinco minutos depois, os garotos já estavam sentados em seus lugares. Dougie e Danny faziam bolinhas de papel e jogavam lá embaixo. Harry olhava para uma menina bonita que estava perto das mesas e só Tom prestava atenção, confirmando o medo de .
A primeira banda a se apresentar se chamava Lots of Socks e era boa, mas o hilário mesmo é que todos eles tocavam sem sapato, só de meia. A segunda e a terceira eram horríveis e deixaram os garotos ainda mais entediados.
“A gente pode beber enquanto está aqui?” – Ouviram Danny perguntar.
Mr. , que ainda estava no bar, veio para a grade do mezanino ver o concurso também. sorriu e se virou.
“Gostou do Danny?”
“É um garoto legal...Sua mãe gosta dele?”
“Gosta, mas ela sempre preferiu o Tom...”
Ela rolou os olhos cima e ele riu.
Uma banda de meninas subiu ao palco e logo os quatro prestavam atenção...
“Totalmente imparciais!” – zombou.
Elas até era boas...para dançar, mas não cantavam nada. E então The Maine subiu no palco, a banda de John.
“Aí ferrou!” – lançou um olhar para os quatro.
“Oi pessoal!” – John já estava lançando seu sorriso encantador pelo Wonder. – “Vamos quebrar um pouco o protocolo e cantar algo que nós mesmos escrevemos. Se chama Everything I ask for.”
A música era agitada e muito boa. Eles eram incontestavelmente a melhor banda. olhou para o “corpo de jurados”. Harry encarava o palco com um olhar assassino, ele era muito o tipo de pessoa que matava e morria pelos amigos. Tom, extremamente profissional como sempre, olhava a apresentação com certo interesse e anotava de vez em quando. Danny e Dougie prestavam atenção...na folha na frente de Danny. Estavam desenhando, jogando forca ou jogo da velha.
Mais duas bandas (uma boa e outro péssima) e o concurso estava encerrado.
“Graças a Deus!” – Harry se espreguiçava na cadeira de maneira que metade das garotas ali lançavam olhares cobiçosos.
Os quatro foram até o camarim decidir, mas as meninas ouviram Danny xingando.
“Nem pensar que eu vou dar o prêmio praquele magrelo xavecador de namoradas alheias!”
Mr. coçou os olhos.
“Filha, acho que vou pra casa. To tão cansado!”
“Tudo bem...você não descansou nada desde que chegou!”
“Hum...a gente podia dar uma volta amanhã?”
“Claro pai!”
Ele deu um beijo na testa dela, se despediu das garotas e desceu as escadas.
“Seu pai é legal, !” – falou.
“Ele é...uma pena a Califórnia ser tão longe!”
Os garotos apareceram de volta do camarim. sabia quem tinha ganhado pela cara de Danny.
Johnny Wonder subiu para anunciar o vencedor.
“Muito obrigada a todas as bandas que participaram do concurso. E os vencedores foram...” – Ele se virou para Tom. – “Querem anunciar?”
Ainda bem que Tom era sensato!
“Não, não Mr. Wonder...tá de boa!”
Ele sorriu.
“...THE MAINE!”
Os meninos da banda comemoraram e subiram no palco, cumprimentando Johnny Wonder e...Tom. Os outros garotos deram um aceno com a cabeça e subiram para o mezanino. As meninas aplaudiam.
“Tom é foda. Ele conseguiu convencer os meninos que a banda do John era a melhor!” – disse, enquanto batia palma.
“Meu namorado, gente!” – falava, toda orgulhosa.
Danny parou atrás de , a travou colocando as duas mãos na grade em volta dela e encostou a cabeça em seu ombro. A garota levou a mão para trás para afagar o cabelo dele. Depois se virou.
“Gostou do meu pai?”
Danny abriu um sorrisão.
“Ele é muito legal! Falou que a próxima vez que vier, nós vamos assistir um jogo em Wembley!”
“Mas você sabe que ele talvez só volte daqui uns 5 anos, né?” – disse rindo.
“Não tem problema...eu espero!”
passou os braços pelo ombro dele e ficou encarando o namorado, ele não quebrou o contato visual e ambos ficaram se estudando por vários minutos. Ao seu lado, , Tom e Harry jogavam conversa fora e e Dougie cantavam a música do Blink que estava tocando.
“Danny, você estava extremamente sexy em cima do balcão hoje...meu pai precisou pegar a câmera da minha mão...senão eu não ia filmar nada!”
Ele riu e deu um selinho nela.
“E tudo isso é seu!” – Ele disse, sorrindo de lado.
“Tudo isso! Seu pretensioso!”
“Posso fazer um comentário não-Danny?”
riu.
“Pode...”
“Você é dona do mais importante...” – Ele falou, apontando pro coração.
o abraçou...se sentia segura quando Danny dizia coisas como aquelas. Era tão fácil esquecer-se de tudo quando estava assim...
, seu pai e Bruce passevam pelo mesmo parque onde ela e Danny tinham ficado pela primeira vez...o assunto por enquanto estava ameno, mas alguma coisa dizia que o objetivo final não era só uma caminhada pai e filha.
“Seu cachorro me lembra de seu namorado!” – Mr. disse. riu.
“Você não é o primeiro a dizer isso!” – Ela examinava Bruce andando. – “Na verdade ele é do Danny. Eu dei de Natal.”
Não agradava muito ao Mr. sua filha de 17 anos ter um cachorro com o namorado, mas...
“E a fotografia, filha?”
abriu um sorrisão.
“Eu gosto tanto! Fotografar me deixa tão feliz, o processo de edição...tudo! Tudo!”
“É isso que você quer pro seu futuro?”
“Com certeza! Estou pensando na Winchester School of Arts...ela não é focada mais em Fotografia, mas é uma das melhores do país!”
“Sei...”
olhou para cima.
“O que foi?” – A voz do pai não tinha saído exatamente com a empolgação que ela esperava.
“Você já ouviu falar do Brooks Institute?”
A garota parou onde estava.
“Se eu já ouvi falar? É uma das melhores escolas de fotografia do mundo!”
“E fica...” – Mr. começou.
“...em Santa Barbara!”
Ele confirmou com a cabeça.
“Já pensou em ir morar comigo, ?” - A garota mordeu os lábios. Nem tinha reparado que ambos haviam parado de andar e Bruce se mostrava impaciente. – “Não precisa responder agora. Mas eu queria que você pensasse...com carinho.”
“Eu...eu vou...”
estava curiosa sobre o que seu pai queria falar com ela. Mas com certeza não esperava aquilo. Agora parecia que seu cérebro tinha sido chacoalhado e jogado no chão.
“Vem Bruce...”
Mr. foi embora na quarta-feira. Antes de se despedir, pediu a :
“Pensa no que eu te falei, hein? Eu amo você!”
“Também te amo, pai!”
Seria melhor se ele tivesse dito “pára de pensar nisso um pouco!”. Há dois dias era só o que se passava na cabeça de .
Ela agora passeava no shopping com e .
“Queria dar um presente pro Tom... sei lá... ele vive me dando bombons, coisinhas fofas e eu nunca retribuí...”
não obteve resposta. e andavam com cara de zumbis.
“Que foi, vocês duas?”
Elas balançaram a cabeça juntas.
“Éééé...” – Disseram juntas.
fez um gesto para para que ela falasse antes, mas a amiga estava relutante.
“Fala, sis!”
“É que... o Dougie...” – torcia as mãos, parecendo nervosa. – “...ele...tentou avançar o sinal ontem, sabe?”
“Como assim?” – até esqueceu seu problema e fingiu surpresa. – “Não consigo imaginar o Dougie fazendo isso!’
As duas riram.
“Enfim...mas e aí, sis?”
“E aí que eu falei pra ele parar!”
“Você não quer?” – perguntou.
“Eu não sei... eu acho que sim, mas não tenho certeza...”
“Então espera...” – aconselhou. – “Só vai ser a hora quando você tiver certeza...”
sorriu agradecida. Era exatamente o que ela queria ouvir.
“E você, sis? O que houve?”
fechou o sorriso.
“Nada...nada...é só estranho ter meu pai uma semana e depois não ter mais. De novo!” – mentiu.
e abraçaram a amiga.
“Vem, você precisa de chocolate, !”
Ela riu com as amigas. Como poderia deixá-las?
e Dougie assistiam um filme na casa dos Poynter. Na verdade, assistia e Dougie cochilava com a cabeça no pescoço da namorada. Um barulho de folhas secas sendo esmagadas vinha do tanque de Zukie. Ela mexeu o ombro.
“Acorda aí, branquelo!”
“Hum...” – Ele resmungou, passando o braço pela cintura dela.
“Você me chama pra assistir esse documentário sobre lagartos SUPER interessante e dorme?”
Dougie se mexeu abrindo os olhos.
“É legal sim... eu já vi três vezes...”
“Ah, que bom... porque você me chamou pra ver então?”
Ele deu uma risadinha marota, recebendo uns tapas no braço que passava em cima da namorada.
“Não, sério!” – Ele parecia ter acordado e se levantou um pouco. – “Minha mãe não tá em casa...”
não respondeu. Não era de hoje que o garoto dava esse tipo de investida e estava ficando cada vez mais difícil impedir. Impedir E resistir. Ela repassou em sua cabeça o que a deixava tão nervosa e viu que não havia motivos para se preocupar. Era o garoto que ela amava, já estava há algum tempo com ele e os dois nunca estiveram mais em paz.
“Tenho vergonha do Zukie...” – respondeu dando um sorriso tímido.
Dougie olhou para o lagarto e voltou o rosto para a namorada.
“Eu coloco ele no banheiro!” – Disse, se levantando rapidamente e pegando o animalzinho no tanque.
riu, sentindo o coração indo parar na boca.
“Enfim sós!” – Dougie falou colocando as mãos nos bolsos do shorts que usava e se dirigindo para a cama.
Ele se deitou gentilmente na cama ao lado de sua garota, passando os dedos pelos cabelos dela.
“Se você não quiser...tá tudo bem...”
sorriu, puxando Dougie pela nuca. O garoto se virou, ficando sobre ela. Assim que sentiu a mão dele em sua cintura, teve certeza de que aquilo era o que queria. Mordeu o lábio inferior de Dougie, fazendo-o sorrir.
O barulho do documentário parecia muito distante agora, era como se estivessem em uma bolha de vidro. gostava da textura dos cabelos de Dougie em suas mãos. Sentiu o garoto puxar sua blusinha para cima e se levantou um pouco para que ela passasse por sua cabeça.
Se encolheu assim que se percebeu sem uma peça de roupa, mas logo teve seus pensamentos arremessados para longe quando Dougie voltou a beijá-la. Estava com a mão na camiseta dele quando ouviram um barulho de chave no andar de baixo.
“Ai caralho!” – Dougie cortou o beijo e ficou quieto, só escutando.
“Sua mãe?” – perguntou em pânico.
“Dougie? Tá aí?” – Ouviram uma voz vindo escada acima.
O garoto arregalou os olhos e pulou da cama.
“Eu tô sem roupa!” – cochichou com urgência.
O garoto olhou em volta e não achou a blusinha dela. Atirou-lhe um moleton dele.
“Coloca isso!” – Ele falou enquanto ela já vestia e fechava o zíper até em cima. Dougie correu para o banheiro.
“Onde você vai, seu animal? Volta aquiiii!”
Nessa hora Mrs. Poynter entrou no quarto e se endireitou na cama, fingindo interesse no documentário.
“Ah, oi Mrs. Poynter!” – A garota disse tímida. Só então se dando conta que seu cabelo estava bagunçado e que, provavelmente, ela estava com o rosto vermelho.
A mulher, entretanto, abriu um sorriso enorme.
“Oi querida! Então você é a namorada do Dougie? Prazer, pode me chamar de Sam!”
“Oi Sam! Eu sou a !” – Ela acenou.
“Cadê meu filho, ?”
Antes que pudesse responder, Dougie saiu do banheiro (como se nada tivesse acontecido) com Zukie em seu peito e um potinho de água em uma das mãos.
“E aí, mãe? Achei que a senhora ia demorar mais!” – Ele falou, colocando o lagarto de volta no tanque e se sentando ao lado da namorada.
“Sua tia me pediu uma receita e sabe como ela é, né? Quer tudo na hora! Aí eu vim buscar...” – Sam sorriu para os dois, que retribuíram, nervosos. – “O que vocês estavam fazendo?”
“Assistindo um documentário!” – Responderam em uníssono.
“Aaah, que legal! Bom, vou indo... até mais tarde.” – Ela já estava fechando a porta quando notou algo no chão e deu uma risadinha. – “...E juízo!”
Assim que a mãe saiu e Dougie respiraram aliviados, mas a garota foi olhar o que Sam tinha visto e encontrou sua blusinha no chão.
“Retardado!” – Ela falou jogando sua blusinha nele. – “Você passou por aqui e não viu?”
“Ai...eu não vi! Você acha que eu tava reparando no que tava no chão? Nessa zona de quarto?”
“Imagina o que sua mãe vai pensar de mim!” – pegou a peça com brutalidade, tirou o moleton e a vestiu de novo.
“Que você estava fazendo uma coisa que namorados fazem... relaxa ! Tia Sam é zen!”
Dougie a puxou pela cintura e ela se sentou em seu colo.
“Prometo que da próxima vez eu me certifico que ela foi para o Havaí, a Austrália... um lugar com pelo menos um oceano de distância!” – Disse, dando um selinho na namorada.
se levantou.
“Vou embora... já vivi emoções demais por hoje.”
“Ah não, fica aí... vendo o documentário super legal!” – Dougie pediu, fazendo-a rir.
“Qualquer dia você me convida pra assistir de novo!” – A garota piscou. – “Vem! Me leva até a porta...”
Os dois saíram do quarto de mãos dadas, já gargalhando da situação. Porque as coisas com eles não podiam simplesmente ser... convencionais?
Fazia dias que Danny notava a diferença. Sua namorada animada, comunicativa, engraçada de repente estava mais séria que o normal... Passava horas olhando pro nada mordendo os lábios.
Era uma sexta-feira, fim de abril e Tom tinha dado a ideia de irem todos no novo restaurante japonês que havia sido inaugurado.
“?” – Danny chamou, parando em frente a ela.
A garota acordou do último devaneio sobre a Califórnia que estava tendo e sorriu.
“Tô preocupado com você!”
“Porque? Eu tô bem!” – Ela sorriu. Danny estava em sua última abstração. Os dois estavam numa praia de Santa Barbara, rindo, se divertindo... juntos.
e Tom pararam ao lado dos dois.
“Que foi? Vamos entrar? Reservei a área VIP pra gente... é lá em cima!” – Ele falou, todo feliz.
sorriu e entrou, puxando Danny.
Não demorou e , Dougie e Harry apareceram. Eles só ouviram as conversas do lado de fora.
“Tem que tirar o tênis?” – Dougie perguntou receoso.
“Há quanto tempo você não toma banho, Poynter?” – parecia brava. Harry só ria.
“Quê? Eu tomei banho sim!” – O garoto respondeu – “...mas acho que minha meia tá furada!”
Os quatro lá dentro riram também. abriu a porta.
“Sem derrubar minha sandália, por favor!” – O espaçozinho VIP ficava num lugar mais alto e, pela escada vazada, dava pra ver os outros clientes lá embaixo.
“O Danny derrubou o dele?” – Harry perguntou.
“Não... Foi a que colocou aqui...”
“... Danny... Dá no mesmo! Se eles não derrubaram, ninguém derruba!”
“Opa, obrigada aí, hein?” – colocou a cabeça pra fora. – “E não tem pão velho aqui não! Pode ir embora!”
“Ih, a meia dele tá furada mesmo!” – apontou e todo mundo riu.
Eles entraram e houve uma rodada já esperada de piadas com a meia de Dougie.
Harry olhou para a mesa baixinha e os amigos que já haviam chegado, todos sentados de perna de índio em uma almofada e riu.
“Ih, Dougie. Você vai ter que comer de pé!”
Levou um soco do garoto.
“Resolveram pegar no meu pé hoje.” – Ele fechou os olhos. – “Tá, podem fazer a piadinha de ‘pegar na minha meia furada’ ou qualquer coisa do tipo...”
Todos ficaram em silêncio. Danny não aguentou e deu uma de suas risadas escandalosas.
Dougie se sentou de perna de índio e se sentou de lado, encostando-se a sua perna. Harry ficou tentando sentar igual.
“Vai, ô bom!” – Dougie zombou.
“Não tenho elasticidade!”
Com muito custo ele conseguiu.
“E aí? Como pede a comida?” – Danny perguntou animado.
“Tem que apertar aquele botão do lado da pra eles virem!” – Tom explicou.
“Adorei isso!” – A garota disse, apertando a campainha. Rapidamente um garçom apareceu para anotar os pedidos.
“Saquê, sis?” – perguntou. – “Eu acompanho então!”
“Essas duas vão dar trabalho!” – Harry falou, franzindo a testa e elas riram.
Logo as bebidas chegaram e eles começaram a escolher o que iam pedir.
“, toca aí de novo pra pedir os pauzinhos com elástico!” – pediu.
“Ih, eu vou querer também!” – Danny levantou a mão.
“Não Danny... Se a precisa de hashi com elástico, você precisa de garfo e faca!” – ponderou, fazendo-o gargalhar.
“Um garfo e uma faca pra mim!”
A garçonete tinha acabado de descer quando Tom, distraído pediu:
“A gente pode pedir já? Chama a moça aí, !”
Todos riram.
“Eles nunca mais vão deixar a gente ficar aqui!” – falou rindo.
“Aperta a parada aí... Tô com fome também!” – Dougie reclamou.
riu e apertou, a garçonete subiu com cara de riso. Eles ficaram duas horas brincando de falar japonês e mais duas decidindo o que iam pedir, mas no fim, concordaram numa barca com sashimis, frutos do mar e sushis...
“Deixa eu tirar foto de todo mundo...” – tirou a câmera da bolsa e todos começaram a fazer pose. – “Espontânea, gente!”
“Tá... A gente finge que tá conversando!” – Harry se virou para e fingiu que estava rindo de algo que ela tinha dito. A garota começou a rir de verdade.
“Babaca!” – xingou, mas também ria.
Não demorou muito e a comida chegou. Era uma barca com tudo que eles haviam pedido. Danny olhava com curiosidade.
“Já comeu sashimi, Dan?” – perguntou, pegando um e molhando no shoyo.
“Não... Só peixe cru...”
A sala explodiu em gargalhadas. Dougie se deitou pra dar risada.
“Tadinho, gente!” – falou puxando o namorado (com cara de confuso) pra perto e o abraçando.
“Peixe cru É sashimi, Jones!” – Tom disse. – “Puta merda!”
Eles continuaram rindo e comendo.
“Hum... Lula tem gosto de bacon cru...” – falou, depois de provar.
“Jura? Eu não queria comer porque achei que era estranho...” – falou, pegando um.
“Não. Estranho é só imaginar os tentáculos descendo pelo seu esôfago...” – A amiga parou com o hashi a caminho da boca. – “Mas come... é bom!”
“Pára de andar com o Poynter, !” – Harry aconselhou.
riu batendo a mão na perna e os outros trocaram olhares.
“Corta o saquê!” – riu.
“Não, não... tô bem...” – Ela disse se escostando na parede. – “Tá calor, né?”
“CALOR?” – Tom arregalou os olhos. – “Tô morrendo de frio... ia falar agora pra você passar o controle remoto!”
“Que controle remoto?”
“Do ar...”
olhou em volta e não achou nada.
“Aqui... ah não... é o celular da !”
apontou seu celular para o aparelho fingindo regulá-lo.
“O ar podia ter bluetooth, né? Eu ia arrumar ele com o celular...”
Mais uma rodada de risadas.
“Não vai ter jeito...aperta aí, Dougie e chama a garçonete!” – Danny pediu.
“Ela vai subir com uma marreta!” – O garoto disse, mas apertou.
Mas felizmente os atendentes eram muito simpáticos.
“A senhora pode trazer o controle do ar pra gente? Tá meio frio aqui!” – pediu.
“Isso porque a meia de vocês não tem furo! Meu pé tá congelando!” – Dougie reclamou.
Não demorou muito e ela trouxe e perguntou se eles queriam que ela arrumasse.
“Tem como você colocar pra sair ar só nela?” – Danny apontou pra que mostrou a língua.
A garçonete riu e diminuiu.
“Como a gente causa, né?” – constatou.
“O teeeempo todo!” – Danny completou.
Eles terminaram a barca e ficaram pensando se queriam mais coisa.
“Eu queria um... BigMac!” – Dougie falou, levantando os olhos do cardápio.
“A ideia é boa!” – Tom concordou.
“Vocês tão falando sério?” – perguntou também tirando os olhos do cardápio.
encostou-se a Danny enquanto eles decidiam se iriam pedir alguma coisa ali ou no McDonald’s. Ficou brincando com as mãos dele e sentiu um beijinho em sua cabeça. A garota não tinha que ir embora. Seu pai não ficaria magoado... ela achava. Mas não fazia sentido deixar tudo o que amava. É, ela não queria e não iria embora.
“Pede uma coca pra mim antes?” – pediu.
“Bebe!” – Tom falou em tom de sermão. – “Tá ruim também, ?”
“Nem! Acho que no meu saquê tinha água!”
Os outros riram. Harry tocou a campainha pela última vez e pediu a conta. Na hora de descerem, zuaram que ela deveria ser guinchada, para não cair nas escadas e ficaram torcendo para Danny não derrubar seu tênis lá embaixo.
“E aí? McDonald’s?” – Tom perguntou feliz...
“Ô saco sem fundo!” – zombou.
“Acho que tô com sono...” – disse, abraçando Danny de lado e coçando os olhos.
“Vou levar a embora e passo lá, Fletcher...” – Danny falou, indo pro carro.
A namorada fez uma cara de desconfiada e ele riu.
“Que foi? É no McDonald’s mesmo!”
Ela deu um selinho nele antes de entrar no carro.
Foram quietos, ouvindo música até a casa dos .
“Me leva até a porta?” – fez cara de pidona e Danny sorriu.
Ela parou no degrau de cima, passando os braços em volta do pescoço do garoto.
“Agora eu posso te contar o que tava acontecendo... porque eu já decidi o que fazer...” – falou, passando os dedos de leve na bochecha do namorado e acompanhando com os olhos.
“Fala logo!” – Ele sorriu, abraçando-a pela cintura.
“Meu pai... hum... Me fez uma proposta indecente... Uma das melhores escolas de Fotografia do mundo fica na Califórnia...onde ele mora e...”
Danny sem perceber deu um passo para trás.
“Hey!” – chamou, colocando a mão nos ombros dele. –“Volta aqui... Me deixa terminar...”
Ele olhava para baixo, meio desnorteado.
“Danny! Eu não vou embora! Eu não quero ficar longe de você, da , da , dos meninos, da minha mãe...”
“O que sua mãe disse?”
não esperava que o garoto fosse ficar tão transtornado.
“Não falei com ela ainda, mas ela não vai querer que eu vá também...ela ficaria sozinha...”
“Você não tá pensando por você! , você disse que a faculdade é super fodona!”
“Winchester School of Arts é boa também!”
“Não é uma das melhores do mundo! Você tem uma chance nas mãos que pouca gente daqui tem!”
Ele mantinha uma expressão séria que chegava a assustá-la. Nunca tinha visto Danny sério daquele jeito.
“Você tá parecendo o Tom falando...” – A garota disse rindo, para descontrair. Só piorou a situação.
“Por quê? Porque eu tô preocupado com você? Porque eu não tô fazendo uma piada ou sendo idiota? Eu me importo com você também... não é só o Tom.”
franziu a testa. Aquela conversa estava indo pro lado contrário do que ela pretendia.
“Lindo, pelo amor de Deus... Eu nunca disse isso! É que o Tom gosta de dar sermões e tudo... Eu acho perfeito você estar preocupado, mas eu não quero deixar a Inglaterra!”
“Eu não quero que você fique se for só por mim...” – Ele falou com a voz fraca.
A garota o puxou para perto de novo e o abraçou forte, para que ele não se desvencilhasse.
“Não é só por causa de você, seu convencido! Mas eu já te disse uma vez e repito: você faz minha vida valer a pena. Você faz qualquer coisa valer a pena...”
Danny balançava a cabeça negativamente, mas não disse nada. começou a beijá-lo delicadamente por todo o rosto. Logo ele desfez o braço cruzado e a abraçou, levantando-a do degrau e colocando-a no chão. A garota sorriu ao sentir os lábios dele procurarem os seus. Danny a abraçou mais forte diminuindo todo o espaço que havia e os dois se beijaram. O que ele iria fazer sem ela?
estava sentada no sofá com o laptop aberto no colo. Mrs. passou por trás do sofá e precisou parar e voltar para ter certeza que a filha conversava com quem ela achava que era. Um rosto sorridente aparecia na tela de exibição da webcam.
“? Você tá falando com o seu pai?”
A garota tomou um susto e se virou.
“Ah, oi mãe! É...é...tô falando com ele sim!” – sabia o porque da estranheza. Pra ela também era estranho.
Mas aquele convite do Mr. tinha virado tudo de pernas para o ar. Antes, ela mal falava com o pai. No Natal e aniversários, no máximo. E agora estava até se divertindo ouvindo-o falar sobre o trabalho e lhe apresentar a casa nova dele pela webcam (ela tinha estado lá com uns dois anos atrás, mas ele na época morava numa casa menor). Sem perceber, a garota se viu jogada no grande sofá branco da sala ou tentando cozinhar alguma coisa na cozinha, que tinha uma grande janela com vista para o mar...
Mrs. estava parada ainda com cara de interrogação.
“Senta aqui, mãezinha!”
“Ai meu Deus do céu! O que foi?” – Ela se desesperou.
riu de novo e deu lugar para a mãe se sentar ao seu lado.
“Onde o papai mora... em Santa Barbara... fica uma das melhores Faculdades de Fotografia do mundo. Ele... ele meio que perguntou se eu não queria ir pra lá...” – não conseguia mais identificar a expressão da mãe. – “Mas eu não vou!” – Ela se adiantou em dizer. – “Disse a ele que ia pensar, mas já decidi. Eu não quero ir embora. Não posso deixar você!”
A mulher pegou as mãos de sua menininha.
“Se você não quer ir, por medo de não se adaptar lá ou simplesmente porque a Universidade não te chama a atenção, eu entendo filha. Mas não fica por causa de mim!”
A garota engoliu em seco.
“Você ficaria aqui sozinha!”
Mrs. sorriu.
“As mães criam os filhos pra isso mesmo! Para deixá-los partir uma hora ou outra. Eu daria um jeito, ! Iria morar com a vovó e o Tio Paul... Eu quero que você seja feliz! É só isso que eu quero! Você sempre me disse que queria conhecer o mundo e ir para lugares distantes...”
Os olhos de se encheram de lágrimas. Ela não sabia quando seria mãe ou quantos filhos teria. Mas sabia em quem se espelharia. A pessoa sentada em sua frente era a mais importante em sua vida. E agora estava ali, encorajando-a a voar sozinha, a seguir em frente. Porque toda mudança traz sofrimentos... e são eles que nos fazem crescer.
“Eu morreria de saudade!” – A garota falou com a voz embargada e abraçou a mãe, que também tinha os olhos marejados.
“Eu também, meu amor! E eu contaria os dias para quando você pudesse voltar... mas jamais te prenderia aqui se o melhor pra você está lá fora.”
limpou as lágrimas e se sentou direito.
“Danny me disse uma coisa parecida com isso...”
“Hum...” – Fez Mrs. . – “Tá aí o motivo pra você não querer ir...”
“Ele é OUTRO motivo... um dos motivos” – Ela olhou para baixo.
Jovens... sempre acreditando que o primeiro amor é o último e o último é o primeiro!
“Mas me fala dessa universidade aí!” – A mãe sabia que falar sobre Danny e o namoro seria delicado. Resolveu tentar uma outra abordagem. Tentar entusiasmá-la com a ideia de um futuro promissor. Ainda que lhe partisse o coração ver seu bebezinho indo pro outro lado do planeta!
A garota sorriu largamente e começou a abrir e fechar janelas enquanto falava, mostrando o site, as fotos da universidade e dos alunos da universidade...
Ouviram batidas na porta.
“Deixa que eu atendo!” – Mrs. se levantou dando um beijo no topo na cabeça da filha e saiu.
sorriu ao ouvir a voz de quem tinha chegado. Danny apareceu na sala.
“Oi meu amor!” – Ela disse levantando os braços e puxando-o para perto. O garoto a beijou e se sentou no sofá também.
“O que você tá fazendo aí? – Danny perguntou passando o braço pelos ombros da namorada, que encostou-se a ele.
“É o site do Brooks Institute, tava mostrando pra minha mãe... ele é demais! Meu pai me falou que...”
Danny parou de prestar atenção no que ela contava, estava ocupado demais observando a animação com que falava da Califórnia. A garota nem reparava em como ficava empolgada. Seus olhos brilhavam, ela falava e digitava rápido e mexia as mãos constantemente. Ele sorriu.
“O que foi?” – abaixou as mãos e o encarou também sorrindo.
“Nada...” – Danny chegou mais perto, tirou o notebook do colo dela e a beijou. – “No fim eu nem te disse porque eu vim...” – Ele disse algum tempo depois. – “Os meninos querem ir num barzinho hoje! Vader, DeLorean, alguma coisa que o Tom seja louco...”
“Skywalker!” – corrigiu rindo. – “Nós fomos lá Np aniversário do Harry...mas hoje é sábado! Dia de Wonder!”
“Mr. Wonder estava nos contando que o baile de formatura vai ser lá, então ele vai fechar e reformar o Wonderland.”
“Jura? Que perfeito! Logo lá, meu lugar preferido na cidade!”
Danny sorriu. Era o lugar favorito dele também.
“Enfim... passo aqui às 20h, tá?”
O garoto se levantou.
“Aaaah, fica mais!”
Ele sorriu e deu um selinho na namorada.
“Tenho que ir, linda!”
o levou até a porta e depois subiu para o quarto.
Danny precisou balançar a cabeça umas três vezes durante a volta para se concentrar no trânsito. Não conseguia parar de pensar em como a namorada deveria ir para a Universidade nos Estados Unidos.
Era a terceira vez que Tom percebia a distração de Danny no assunto. As meninas estavam falando de Universidades e contava sobre Brooks, tinha esquecido que os amigos não sabiam da proposta do pai ainda.
“Eu tava falando com ele hoje. Ainda não tive coragem de dizer que não vou.”
Danny se levantou da mesa de supetão e foi até o Jukebox. Todos da mesa olharam para ele.
“O que o Jones tem?” – Harry perguntou.
“Fica meio estressado quando eu falo da Califórnia...”
“Ele deve achar que você vai pra lá, sis...” – sugeriu.
“Danny foi o primeiro pra quem eu contei... e eu disse que eu não ia embora... sei lá porque ele fica assim...” – bebeu mais e voltou o copo na mesa, ainda olhando para o namorado. – “E você, sis? Sheffield?”
“Siim...vou pra lá mês que vem conhecer o campus.”
“Sua vez, . Quais os planos?” – Dougie se virou para ela.
“Preciso voltar para o Brasil...”
“Como assim? Você não pode deixar a gente!” – quase derrubou o copo de Dougie.
“Não! Eu vou voltar pra cá, vai ser uma viagem curta. Minha mãe só quer que eu vá pra me despedir dos meus parentes de lá.” – Ela olhou para Tom e sorriu. – “Eu vou morar na Inglaterra!”
“Viva a nacionalidade inglesa!” – Harry colocou a mão sobre a dela e a apertou. – “Vai ser legal dividir o apê com você em Londres, priminha!”
A garota piscou. olhou para o lado de novo.
“Se Danny não escolher logo uma música, vou começar a desconfiar que o problema é que ele não sabe ler!” – Ela descontraiu, mas continuou olhando-o preocupada. – “Acho que vou lá...”
“Não, deixa que eu vou!” – Tom se levantou.
“Without you, do David Guetta, é uma boa opção...” – Falou para o amigo ao chegar à jukebox.
“Não... acho que não tô no clima dessa música.” – Danny respondeu.
“Qual o problema, dude? não vai embora, vocês vão continuar juntos!”
Danny desviou os olhos do aparelho e encarou Tom.
“O problema é exatamente esse! Só eu vejo isso?”
As garotas passaram por eles para chegaram à pista de dança.
“Dan, escolhe Without you?” – abraçou o namorado e deu um beijo na bochecha dele. – “E vem dançar com a gente depois!”
Ele forçou um sorriso e concordou.
A música começou a tocar e e saíram pulando até a pista de dança. passou por elas pouco depois e abraçou Tom.
“Pista, lindinho?” – Ela perguntou.
“Só se eu não precisar dançar!”
“Tom só dança YMCA! – Danny zombou. – “Quando tá bêbado!”
riu e puxou Tom, que olhou para o amigo com uma expressão de “nós ainda temos que conversar”.
Harry já estava sentado numa mesa com umas três garotas que olhavam hipnotizadas para ele e Dougie logo se juntou aos outros na pista de dança. Na mesma condição de Tom, claro.
Já passava das 4h e só sobravam uns gatos pingados no Skywalker.
“Só tem a gente na pista...” – falou para .
Um garoto que elas só conheciam de longe se virou. Estava pra lá de Bagdá.
“Dentista? Você é dentista?” – Ele perguntou.
segurou a risada.
“Sou!” – respondeu e se virou para poder rir.
“E você?” – O rapaz perguntou para .
“Também.”
Danny parou ao lado de .
“Você é dentista, Dan?”
“Eu não!” – Ele respondeu confuso.
“Ih, aqui é reunião de dentista, Jones... você não pode ficar!” – falou séria.
“Aaaah!” – O garoto ficou decepcionado, como se não soubesse que e também não eram dentistas.
riu e o puxou quando ele estava saindo.
“Fica aqui, Dan!”
Um outro cara, mais velho passou por eles e o rapaz o puxou.
“Ele é dentista!”
O moço dentista sorriu.
“Vocês também são dentistas?”
As duas se olharam e responderam juntas.
“Éééé... não!”
E começaram a rir. Logo os dois iniciaram uma conversa entre si e elas saíram para a mesa, com os meninos. puxou Danny (ainda tentando entender a conversa passada).
“Já aprontaram demais hoje... vamos embora?” – Tom perguntou. estava sentada em seu colo, rindo.
“Nunca vi vocês dançarem tanto... nem no Wonder...” – Dougie constatou.
“O DJ aqui é mais legal... e tem a Jukebox também, gastei mais lá que no bar...” – falou.
“Eu também...” – pegou sua bolsa na mesa e checou seu celular. – “Nossa! Hora de ir embora mesmo.”
“Só tem a gente aqui!” – Dougie olhava em volta. Todos se levantaram e foram até o caixa.
“E o Harry, garanhão?” – perguntou.
“Acreditam que ele foi embora antes e sozinho?!”
“Porqueeee?” – As meninas perguntaram.
“Diarréia!” – Danny respondeu, prendendo o riso.
Dougie não segurou e soltou uma gargalhada.
“Ai, coitado Poynter!” – colocou as mãos na boca para não rir.
“Pobre Judd tigrão... traído pelo próprio intestino!” – fingia estar desconsolada, provocando risos nos outros cinco.
“Amanhã a gente liga pra ele...” – Tom abraçou e todos saíram do bar.
Na saída, e Danny andavam abraçados.
“Já te disse que não vou embora, Dan... porque você fica tão chateado quando eu falo da Califórnia?”
“Podemos não falar sobre isso?” – Ele abriu a porta do carro para a namorada entrar. – “Não quero discutir com você...”
A garota franziu a testa. Danny engoliu em seco e entrou no carro.
“Danny...”
“, é sério... vamos falar de outra coisa...hum... eu gostei do Skywalker. É bem a cara do Tom, mas tem a Jukebox e tem Bruce Springsteen nela...”
A garota olhou para a janela enquanto o namorado matraqueava todo o caminho até a casa dela. E ele falava tentando jogar os pensamentos que estava tendo para o fundo de sua cabeça. Estava diante de uma das decisões mais difíceis de sua vida.
[n/a: Coloquem para carregar: Everything I knew – Busted]
Maio chegou e, para o terceiro ano, era hora de começar a pensar no “além-colegial”. Chegava a hora também dos ensaios para a peça de primavera, mas por estar num período conturbado, o pessoal do último ano não era obrigado a participar. , mesmo assim, assistia alguns ensaios e ajudava quando não estava estudando para as provas.
Estava saindo distraída do anfiteatro quando esbarrou em Harry.
“Oi gatão!”
Ele nem respondeu. Estava meio hipnotizado com a pessoa com quem a amiga conversava.
“Hum...oi......oiiii...”
A garota lançou um olhar de “só você mesmo!”.
“Aaahn, Izzy...esse é meu amigo Harry Judd. Harry, essa é Isabella Johnston, a Izzy. Filha da Mrs. Johnston do teatro.”
Ele abriu um sorrisão e a cumprimentou.
“Prazer conhecê-la! Nunca te vi por aqui...”
“Ah... Eu não estudo aqui. Faço faculdade em Londres...”
queria poder tirar uma foto da cara do garoto. Parecia uma criança diante de uma fonte de chocolate.
“Que demais! Que curso?”
Mas antes que ela pudesse responder o sinal tocou.
Ele e se despediram de Izzy e foram para a sala.
“Pra sua informação, Harry, ela tem namorado.”
“Pra sua informação, , eu não ligo! Ela é linda, faz faculdade em Londres, me deu um sorriso maravilhoso quando estávamos indo embora... e não é possível que o namorado dela seja mais bonito que eu!” – Ele disse, colocando os óculos de sol daquela maneira sexy que só ele sabia.
riu... O pior é que era verdade!
Naquele dia, Danny estava deitado no sofá de sua casa olhando para a tela do celular.
“Oi Dan! Passo aí daqui a pouco. Você anda tão tristinho... Tá tudo bem? Te amo! Beijos, ”
Realmente fazia um tempo que ele não se parecia com o Danny Jones de sempre. Andava quieto, triste, estressado...
Bruce pulou no sofá e se sentou perto do dono como se o consolasse. Ouviu a campainha e seu estômago despencou.
“Hey! Que saudade de você!” – pulou no pescoço dele assim que a porta abriu. O garoto a abraçou também. Sentir seu perfume só tornava tudo mais difícil. Era como relembrar de todos os melhores momentos do último ano. Porque em todos eles havia um abraço... E aquele perfume. Havia aquela garota.
“Como você está?” – Danny tossiu para limpar a garganta.
“Bem e você?” – se desvencilhou do namorado e os dois foram se sentar. – “Oi Bruce!”
O cachorro abanou o rabo e pulou no colo dela.
“Tô bem também... E aí? O que quer fazer?” – Danny perguntou, sentando-se no chão de costas para o sofá e pegando o violão. franziu a testa. Danny nunca perguntava o que poderiam fazer. Sempre tinha uma boa ideia, que normalmente não envolvia muito diálogo, mas os entretinha por bastante tempo.
A garota se deitou no sofá e ficou ouvindo-o dedilhar o violão. Era uma música triste.
“Depois de agosto vamos ter que dividir o Bruce! Uma semana em Londres e uma em Southampton.”
Porque ela tinha que entrar nesse assunto? Ele vinha adiando o que estava prestes a fazer por dias! Danny deu uma risadinha sarcástica. Jamais conseguiria começar aquilo se não estivesse de costas.
“, sinceramente, quanto tempo você acha que nós vamos durar depois da formatura?”
Ela não respondeu, estava pensando se era brincadeira ou não. Danny se virou.
“É sério... Porque eu tenho a impressão que não vai durar tempo suficiente pra gente trocar o Bruce...”
A garota se sentou. A frieza na voz do namorado a preocupou. Não era brincadeira.
“Como assim, Dan? Do que você está falando? Foi você que me disse uma vez pra não me preocupar com a distância! Que duas horas e meia não eram nada...”
“E não são mesmo... Quando duas pessoas se gostam muito e de verdade...”
ergueu as sobrancelhas; queria chacoalhá-lo até que ele voltasse ao normal e parasse de falar besteira.
“Achei que fosse o nosso caso...”
“Na época eu achei também!”
A garota fechou os olhos e coçou a cabeça. Só podia ser um pesadelo!
Os olhos azuis de Danny encheram de lágrimas, ele segurava o choro também. Mau sinal.
“Eu vou acreditar que mudou aí (ela apontou para o coração dele). Porque eu continuo gostando de você... Hum... Como é mesmo? Ah é! Muito e de verdade.”
O garoto não achou que seria tão doloroso. Nunca mentira tanto na vida.
“É... Foi aqui mesmo... Sabe que eu sempre achei que a gente brincava demais de conto de fadas?”
“Brincava de contos de fadas?” – repetiu inconformada. – “Desculpa Danny, você tava brincando sozinho... Pra mim era sério!”
Ele deu de ombros, como quem diz “tanto faz”. A garota não conseguiu segurar mais e começou a chorar.
“Porque você ta fazendo isso, Dan?”
“Pra você ir pra onde tem que ir.”, ele quis dizer. Seria mais fácil se ela não fosse tão teimosa e simplesmente fosse embora para a Califórnia viver a vida que merecia ter!
“Eu passei meu último ano inteiro com você. Eu quero aproveitar o que ainda resta... Você devia fazer o mesmo.”
Ela levantou os olhos para ele.
“Tô começando a entender agora... Então o problema é você não ter aproveitado seu último ano!? Não ter pego milhões de menininhas fãs de vocês, igual o Harry!?”
Danny não respondeu. Repassava o último ano mentalmente. Não, em momento nenhum quis outra pessoa que não fosse sua namorada. Era até engraçado dizer que ele não tinha aproveitado. Era uma mentira deslavada!
“Um dia alguém vai te dizer que ficar com você foi perda de tempo, Jones!” – Ser chamado por ela pelo sobrenome machucou mais do que qualquer palavrão. – “Você não tem noção como dói...”
não entendia que era exatamente isso que Danny tentava evitar, ser perda de tempo na vida dela.
A garota não conseguiu dizer mais nada, enterrou o rosto nas mãos e continuou chorando. Danny também chorava. Queria abraçá-la e dizer que era mentira, que nunca tinha amado ninguém como a amava. Que jamais seria capaz de esquecê-la... Ainda que tivesse outra namorada, que se casasse...
Bruce suspirou alto. tirou as mãos do rosto e afagou as orelhas dele.
“Tá tudo bem, Bruce... Tudo bem.” – Ela falou baixinho. Danny descansava a cabeça no sofá e chorava também. – “Só me responde de onde você tirou isso. Como chegou a brilhante conclusão de que nós devíamos terminar...”
O garoto respondeu sem olhar para cima. Não conseguia mais mentir olhando nos olhos da namorada.
“Sei lá... Esse clima de final faz a gente refletir bastante...”
“Não era por causa da Califórnia que você tava chateado então... Era porque você não queria mais ficar comigo...”
“Era...” – Ele disse simplesmente. Já estava cansado de inventar coisas mirabolantes para falar.
se levantou, recolocando Bruce no sofá. O garoto se levantou também.
“Tchau então...” – Ela disse, se dirigindo à porta.
Danny fez um aceno com a cabeça e antes que chegasse ao carro, fechou a porta. Teve vontade de quebrar cada pedaço da casa. Pegou a chave do carro em cima da mesinha do hall e saiu. Enlouqueceria se ficasse sozinho.
nem sabia como dirigira até sua casa sem morrer. Mal enxergava as ruas por causa das lágrimas. Além disso, o céu estava preto anunciando um temporal em breve.
Ela subiu correndo para seu quarto e viu que seu notebook estava ligado em cima da cama. Antes de desligar, viu que James tinha falado com ela.
JB Future Boy:
*Ta, vai lá lindona... E manda o Danny viado me ligar!
*Aaah, ouve nosso novo demo. Chama-se Everything I Knew.
Transferência de arquivo aceita automaticamente.
*Beijos, linda.
clicou na música. Talvez pudesse distraí-la. Mas a letra logo se mostrou totalmente ineficaz.
[Tradução]
“Everything I knew just went out the window
No, I can’t depend on you forever
And I never thought I'd see
My life walk away from me
I thought we'd always be – together”
se levantou e foi até a janela, encostando a cabeça no vidro frio e ficou vendo a chuva cair pesadamente lá fora. Fechou os olhos ao se lembrar das palavras de Laura: “Depois da calma sempre vem a tempestade!”. A tempestade tinha chegado.
”Notice you didn't have to pay
For every word I say
And I wish I could change your decision
And you know that I try
And tell you what it's like
But you just wouldn't listen”
“Dude! O que você tem?” – Tom abriu a porta e deu espaço para Danny entrar. Ele parecia ter sido atropelado por uma manada de búfalos. – “Senta!”
“Acabei de me matar...”
“Do que você tá falando? Danny, para de andar e senta...”
O amigo parou no meio da sala olhando para Tom, tinha os olhos vermelhos de chorar.
“Terminei com a .”
“O que? Por quê?”
Danny voltou a andar pela sala.
“Será que só eu enxergo que nós estamos prendendo a aqui quando ela precisa ir embora?”
”Let’s go back, let’s rewind to the days that remind me
of all the good times that we spent together
And I don't know why we just let it all slide
When we both knew inside we were right for each other”
”I don't know what to do
Cos you’re everything that I knew”
estava deitada na cama sem vontade de se mexer pro resto da vida. Queria poder dormir e acordar daqui 5 anos, quando ela nem se lembraria mais de Danny.
As coisas que tinha ouvido aquela tarde giravam em sua cabeça: “Brincadeira de faz de conta”, “aproveitar o que ainda resta”...
Era tão impossível tudo aquilo ser verdade. Danny nunca pareceu entediado, não era possível que todas as vezes que eles estavam juntos ele pensasse que queria estar com todas as outras meninas do mundo.
”Everything’s the same
It's like tomorrow never came
We used to talk about whatever
And the seasons never change
We never used to act our age, everytime we were together”
“Era o que eu tinha que fazer, Tom!” – Danny tentava explicar pela milésima vez porque tinha terminado o namoro.
“Ela não quer ir, dude!”
“Ela quer!” – O garoto se levantou de novo, agitando os braços com impaciência. – “Você não viu como ela fica quando fala da Universidade! Nós estamos a segurando aqui... Até Mrs. já disse que ela deveria ir... E a continua teimando!”
Tom respirou fundo.
“Danny... Pelo amor de Deus! Vocês são loucos um pelo outro!”
“É a vez de você e a fazerem algo. Nem que seja dopar ela e colocar num avião!” – O garoto estava fora de si. – “Vou deixar a com mais raiva de mim ainda. Ela vai pra Califórnia nem que seja pra fugir de mim.”
“Cara... Sério... Escuta...”
“O que nós vamos fazer em Londres, Tom? Procurar o melhor... O que a gente sempre sonhou. Porque com ela tem que ser diferente? Porque ela tem que aceitar uma universidade mais ou menos? Parece justo pra você?”
O celular de Tom tocou.
“É a !”
Danny se sentou no sofá de novo com as mãos no rosto.
”Notice you didn't have to pay
For every word I say
And I wish I could change your decision
And you know that I try
And tell you what it's like
But you just wouldn't listen”
“Tom!” – chorou.
“Oi ! O que houve?”
“O Danny… O Danny terminou comigo, Tom...falou umas coisas horríveis! Ele não gosta mais de mim!”
Danny precisou ir para a varanda. Ouvi-la sofrendo daquele jeito e não poder fazer nada era agonizante.
“Você quer que eu vá praí, linda?”
“Não, a vem vindo... Mas eu precisava fazer alguma coisa enquanto ela não chega. Não vai ter volta, Tom... Não dessa vez. Enquanto o problema era uma briguinha, ciúme... Eu via luz no fim do túnel... Acabou... Não tem mais Now you’re in, you can’t get out!”
Danny passou como uma bala pela sala ainda chorando. Tom se levantou, mas não daria tempo de pará-lo e ele não poderia gritar. Ouviu-o bater a porta do carro com força e arrancar.
”Let’s go back, let’s rewind to the days that remind me
of all the good times that we spent together
And I don't know why we just let it all slide
When we both knew inside we were right for each other”
”I don't know what to do
Cos you’re everything that I knew”
“Tom? O que houve?”
“Nada, linda... Olha... No fica assim, ! Quem sabe o Danny não repensa...”
“Repensar o que? Ele falou que não gosta mais de mim como gostava antes!”
O garoto nem sabia o que dizer... Tinha que consolá-la e ao mesmo tempo fazer o que Danny queria. Ele estava certo. Com certeza havia um jeito muito melhor de convencê-la a ir, mas aquilo era realmente uma das coisas mais românticas e generosas que Tom já tinha visto.
“Fala pra trazer você pra cá. Ficamos nós três aqui, como nos velhos tempos...”
“Ele me deu um abraço tão bom quando eu cheguei lá, Tomzinho...” – não tinha nem ouvido. – “E depois foi frio e estúpido...”
”How can you just walk out of my life
Without even giving a reason
And how can you look so good
The day I watched you leaving”
”Let’s go back, let’s rewind to the days that remind me
of all the good times that we spent together
And I don't know why we just let it all slide
When we both knew inside we were right for each other”
”I don't know what to do
Cos you’re everything that I knew”
Assim que desligou, Tom ligou para Danny. Estava preocupado com o amigo.
“Onde você tá, pelo amor de Deus?”
“Andando de carro, oras...”
“Danny, para com isso! Vai pra casa ou volta pra cá! Tá caindo o mundo!”
“No meu quarto eu vou ficar lembrando dela...”
“Para o carro, Danny! Tá chovendo muito... Para o carro!”
“To na minha rua já, cara... Vivo, infelizmente!”
“Nunca mais fala uma idiotice dessa! Sobe e toma um banho... Você deve estar encharcado!”
Danny deu uma risadinha.
“Você fala que nem minha mãe, Tom... Sempre!”
O amigo riu.
“Acho que é essa minha função na turma...”
“Cuida dela, Tom... E faz ela ir pra Brooks Institute!”
“Vou fazer o que eu puder, Danny.”
“Obrigada!”
“De nada, irmão. Se cuida também...”
Eles desligaram e Danny fechou os olhos, encostando a cabeça no volante. Não tinha ideia do que aconteceria nos dias seguintes e nos outros... Mas com certeza a partir daquele dia tudo seria bem pior, bem menos engraçado e inspirador.
Há dois dias Danny vivia em piloto automático. Tentava não transparecer sua tristeza ao ver que tinha sumido da escola na terça e na quarta. Tom o mantinha informado sobre como ela estava.
“Precisei contar à também, dude!” – Tom disse antes do ensaio. – “Primeiro porque ela estava prestes a te estrangular. E segundo porque preciso dela pra falarmos da Califórnia.”
Danny deu de ombros, se levantou e foi afinar a guitarra. – “A vem hoje?”
Tom mordeu os lábios.
“Acho que não!”
Dougie e Harry estavam indo para a casa do Tom quando viram andando pela calçada.
“Oi gatinha... quer uma carona?”
Ela sorriu.
“Obrigada Dougie... mas acho que eu não vou no ensaio hoje...”
“A tá com saudade de você! É o único lugar onde vocês se veem durante a semana!” – Harry disse, se inclinando sobre Dougie.
“Ah, Harry... eu queria ir, mas o Danny...”
“Você não gosta do McFLY só por causa do Danny, né?” – Dougie perguntou. – “Eu sei como é conviver com quem você gosta quando não dá pra estar com ela... mas, , vocês dois são da mesma turma. Ou se aturam ou você não sai mais de casa.”
O garoto estava certo. acenou e Dougie sorriu quando ela entrou no carro.
Danny se virou ao ouvir a voz de sua garota. Olhou para Tom desesperado, o amigo deu de ombros sem saber o que fazer.
“Vou tentar não parecer tão deprimido!”
Tom nem respondeu.
Harry e Dougie entraram na frente e cumprimentaram os dois. Dougie ainda achava aquela história absurda. Era impossível que Danny tivesse deixado de gostar de .
Ela cumprimentou Tom e se sentou sem olhar para Danny. , e a garota entraram atrás.
O ensaio transcorria extremamente silencioso. Estranhamente silencioso.
“Não quero que fique assim por minha causa!” – falou para , seus olhos se enchendo de lágrimas. A amiga a abraçou.
“Já que isso passa! Você vai sentir saudade desses meninos quietos quando voltarem ao normal.”
parecia tristonha também.
“Quando você viaja, ?” – perguntou, limpando os olhos e se ajeitando no sofá.
“Em dez dias. Mas eu volto pra formatura de vocês!”
“Nem acredito que você vai ficar aqui na Inglaterra com a gente. Pra sempre!” – comemorou.
“Mas ficar quase um mês longe do Tom vai ser barra!”
“Pelo menos você sabe que quando voltar, ele vai estar te esperando...” – falou. Antes que ficasse com cara de choro de novo, mudou de assunto – “E você, sis?”
“Sheffield no sábado. Vou pra lá conhecer e marcar minha entrevista.”
“Tô feliz por você!” – a abraçou. – “Posso ir também? Vai ser bom pra distrair!
“Claro! Quer ir também, ?”
“Vou adorar... eu vim pra cá conhecer o país e nem a Londres eu fui!”
As músicas que Danny tinha feito para não foram ensaiadas aquele dia. Com o Wonder fechado para reforma, não tinha onde tocarem então eles estavam bem relaxados...
“Tá afim de ir no Skywalker, Harry?” – Danny perguntou.
“Como assim, dude? Hoje é quarta, amanhã tem aula!”
“E?”
“Ah, não vou não, mate!”
“Tá! Vou ligar pro Ant...” – Ele disse, tirando o celular do bolso.
As meninas se despediram dos garotos e saíram. não estava triste, estava brava.
“Ele terminou comigo pra sair em dia de semana?”
“Não fica assim, flor! Em uma semana ele vai ver que não tinha nada a ver querer ficar solteiro e vai voltar!” – falou.
“E você não vai querer porque ele foi um ridículo!” – completou. A amiga não podia ter esperança de Danny voltar se precisava decidir ir pros Estados Unidos.
mordeu os lábios. Queria ter essa certeza.
Na sexta, estava em casa preenchendo o formulário para Winchester no escritório.
“Alguém em casa?” – Tom colocou a cabeça para dentro.
“Tomzinho! E aí?” – Ela levantou a cabeça e sorriu ao vê-lo. – “Que visita boa!”
“Estava indo embora da casa do Harry e resolvi passar aqui!”
abriu um sorriso ainda maior.
“É tão bonitinho ver você e a ! O casal mais fofo que eu já vi!”
Tom se sentou na poltrona, de frente pra amiga, os olhos brilhando.
“Ela é perfeita! Sabe? Eu passei a acreditar em alma gêmea depois desse ano... quer dizer, eu e a , a e o Dougie e...
“Eu e o Danny? Eu achei que era também, mas né?” – abaixou os olhos.
“Hey, hey! Pode desfazer essa tromba aí! E eu nem vim aqui falar disso! Se bem que o assunto é meio chato também. Tá preparada pro meu sermão de persuasão?”
se ajeitou na cadeira de uma maneira cômica. Tinha ouvido uns dois ou três sermões de persuasão durante sua amizade com Tom. Sempre terminava fazendo o que ele queria!
“Oloco! Fui pega desprevenida! Qual o tópico dessa vez?”
“Brooks Institute!”
A garota não disse nada e Tom prosseguiu:
“Todo mundo sabe que você está louca pra ir, mas não quer se distanciar da gente. Mas sabe? De uma maneira ou de outra, nós vamos nos separar... é claro que são distâncias diferentes, mas depois de um tempo, quando estivermos todos ocupados, morar no Japão ou do outro lado da rua vai dar no mesmo! Nós sentiremos saudade do mesmo jeito, porque nunca mais vai ser como foi esse ano! E aí vamos recorrer pra melhor invenção da humanidade...”
“A internet!” – completou sorrindo.
“E não é como se a Califórnia fosse em outra dimensão! Você vai voltar pra casa nas férias e no recesso do fim do ano... e nós vamos passar o réveillon juntos, causando na casa dos Judd! Dançando em cima da mesa...” – Tom foi até a garota limpar as lágrimas que caiam no rosto da garota. – “Alguém me disse uma coisa e é verdade... eu, os meninos, a e até a estamos indo pro lugar que é nossa melhor opção. Estamos batalhando pelo melhor. E você?”
fez que sim com a cabeça, ela sabia que o amigo estava certo.
“Danny me disse algo parecido com isso uma vez...”
“Às vezes eu acho que o Danny tem o cérebro portátil. De vez em quando ele carrega com ele... outras vezes não...”
riu e abraçou Tom.
“Obrigado por se preocupar comigo! Eu juro que vou pensar com carinho...”
Ele deu um beijo na bochecha da garota e se levantou para ir embora.
“Só mais uma coisa...” – Tom disse, já na porta. – “Se o McFLY tivesse que ir pra longe pra gravar e a gente não quisesse ir, o que você faria?”
“Dopava os quatro e colocava no avião!”
Era por isso que Tom acreditava em almas gêmeas.
No sábado, não teve muito tempo para pensar sobre Brooks. Passou a tarde com e em Sheffield.
O campus era lindo e o tempo estava perfeito. Nem quente, nem frio, apesar de nublado.
não sabia para que lado olhar. Conheceram vários futuros veteranos dela, todos lindos e simpáticos.
“Vou ter que andar com uma foto do Dougie na bolsa, pra eu ver e lembrar que sou comprometida!”
“Não vale nada essa pessoa!” – caçoou. – “Olha, no Brasil tem cara gato, mas eu não vou conseguir olhar pro lado... só de pensar no meu branquelinho!”
e riram e ficaram zuando-a o resto da viagem.
“Bom, eu vou pra Califórnia. Acho que não preciso falar mais nada, né?”
“Você vai mesmo, sis?” – quis confirmar.
“Hum... acho que sim. Não decidi ainda. Falei de lá mais pra vocês duas me invejarem!”
As outras duas riram e deram um tapa nela.
Já anoitecia quando elas chegaram à casa de .
“Dougie me mandou uma mensagem. Skywalker às 21h.”
“Huum, acho que não vou!” – tinha ido dirigindo e estava acabada.
“Aaaah, ! Não acredito!” – disse.
“Se você disser que é por causa do Danny eu dou na sua cara!”
“Não, não é...” – Tá, era por isso também, mas... – “Eu tô quebrada. Eu nunca dirigi tanto!”
deu uma olhada de canto de olho, desconfiada. Mas era melhor não forçar nada.
“Vai ficar aqui, ?”
“Ai, vou! Prometi pra Carrie que ia mostrar meus desenhos pra ela.” – Disse, apontando para a bolsa.
“Aeeeew... bajulando a família... boa! Boa!” – zombou e a amiga deu a língua.
Ela chegou exausta em casa, havia um bilhete na geladeira.
Oi filhinha! Fui ver seu tio e sua vó! Volto amanhã depois do almoço. Eu sei que é sábado e você vai sair, então, juízo! E se ficar triste por causa do Danny... não chora na frente dele! Te amo! Mamãe
riu. Sua mãe era a melhor!
A garota subiu para tomar um banho e colocar seu pijama mais confortável. Olhou pela janela e viu que uma tempestade se aproximava...era a semana dos temporais!
Como estava chovendo, ela desceu com o laptop para a sala, odiava essas chuvas-fim-do-mundo. Se fosse em outras épocas, ela ligaria para Danny ir dormir lá. Suspirou ao pensar nisso.
Seu pai estava on. Ah, pelo menos era alguém com quem passar o tempo conversando...
No Skywalker, Tom e olhavam para o lado do bar sem saber o que dizer. Danny conversava e ria com Laura, como velhos amigos.
“Mas é um imbecil...” – Dougie disse, quando viu a cena. – “Vem , vamos pra lá!”
Harry conversava com Ant no fundo do pub e ainda não tinha visto.
“, se o Harry ver, vai bater no Danny! O que a gente faz?” – passou por ela, com Dougie.
“Por mim, deixa bater!” – Ela respondeu. – “Por que o Danny tá sendo idiota desse jeito? Quem sabe ele não recupera o juízo...”
Os meninos riram. Mas se nem Tom e , que sabiam porque ele tinha resolvido terminar conseguiam entender, quem dirá os outros!
Algum tempo depois e antes que Harry visse, Danny sumiu do bar.
“Vou dar na cara dele!” – soltou enquanto ia ao banheiro.
Na volta o encontrou beijando Laura, quase pulou para separá-los. Chegou à mesa e puxou Tom.
“Ele tá ficando com aquela vaca! Eu vi... ele tá beijando ela! Ele tá beijando ela!”
“Calma !”
“Calma? Ele é o namorado da minha melhor amiga!”
“EX-namorado!”
bufou e tirou o celular da bolsa. Estava irada!
“Nós dois somos os únicos que sabemos a razão real! Mas ele pegando aquela biscate me parece muito com a explicação que ele deu pra ! Danny, filho da puta!” – ia dizendo enquanto digitava rapidamente.
“Ele me disse que ia fazer alguma coisa pra ela o odiar...deve ser isso!” – Tom disse exasperado, torcendo as mãos.
olhou-o e voltou a olhar para o celular meio sem saber se havia feito o certo.
“Bom... ela vai odiar mesmo!”
estava sentada no chão, com o notebook apoiado na mesinha de centro.
Ria de seu pai contando sobre o omelete que tentou fazer e queimou.
(*) (*) And I must get out... diz:
Acho que eu herdei esse gene, pai…
Richard diz:
Hahaha...desculpa filha!
Seu celular tocou. Já era tarde e ela franziu a testa antes de ler. Era da , provavelmente pedindo pra ela ir pra lá.
Sis! Ai, cara...que bosta! O Danny tá pegando a Laura aqui no Skywalker. Pode deixar que eu vou matar os dois...não fica mal! Quer que eu vá aí ficar com você?
leu a mensagem três vezes e voltou o celular na mesa. Tinha chorado tanto nos últimos dias que parecia incapaz de derramar uma lágrima naquele momento. Não... ela queria esganar aquele filho da mãe. E a Laura.
*Richard chamou sua atenção.
Richard diz:
, ta aí?
(*) (*) And I must get out diz:
Pai, já preparou meu quarto aí?
Richard diz:
O quê? Você vem pra cá, meu amor? Passar as férias? Ficar aqui?
(*) (*) And I must get out diz:
Ainda dá tempo de me inscrever pra Brooks?
Richard diz:
Jura? Você não sabe como isso me deixa feliz! Claro que dá. Vou lá ver pra você. Mas talvez você precise vir pra cá antes...fazer a entrevista ao vivo.
(*) (*) And I must get out diz:
Pra mim está ótimo! É só me falar quando...e me mandar dinheiro pra passagem, hahaha....
Uma lágrima insistiu em cair, enquanto ela digitava ferozmente e mantinha uma expressão quase assassina. Iria embora, seguiria o conselho de todo mundo. Ficaria livre das idiotices de Danny e manteria seus amigos, os que realmente importavam, em seu coração... pra onde quer que fosse... sempre! Enxugou o rosto com raiva.
Danny passou pela mesa como um furacão. Tom foi atrás dele.
“Dude, o que foi isso?” – Ele segurou o amigo pela camiseta.
“Me solta, Tom!” – Danny estava visivelmente bêbado. – “Eu preciso sair daqui!”
“Quer carona pra ir embora? Você não vai embora de carro!”
“Não...não, eu vou a pé!” – Ele respondeu vagamente e se desvencilhou, quase batendo na parede.
Danny nunca tinha feito nada em sua vida da qual realmente se arrependesse. Todas suas besteiras passadas eram...só besteiras...
O que tinha acabado de fazer, porém, era inadmissível. Estava com ódio de si mesmo. jamais o perdoaria. Jamais voltaria da Califórnia para vê-lo. Ele nunca mais poderia fugir para ficar com ela. A chuva e seu grau alcoólico faziam-no andar batendo nas paredes. A casa dos era muito longe, mas ele não ligava. Tinha que pedir desculpas.
Parou no portão pensando em como tudo aquilo era louco, avançou pela varanda e bateu na porta.
A garota ouviu uma batida na porta e sentiu borboletas no estômago, fechou o notebook. De alguma forma, sabia quem era. Porque abriu a porta então?
“...” – Danny escorou na porta.
Antes que ele pudesse continuar falando, ela percebeu quão bêbado e molhado o garoto estava.
“O que deu em você? Você tá encharcado!”
Ela o puxou para dentro. Nem sabia o que estava fazendo.
“...” – Era só o que Danny repetia.
Ela subiu correndo as escadas para pegar toalhas secas, deixando-o pingando e resmungando na sala.
“Você é um irresponsável!” - Continuava falando para apagar de sua cabeça quem o garoto era e o que tinha feito naquela noite. – “Se você ficar doente... eu não vou nem querer saber...”
Ele tirou a calça jeans molhada e a camiseta.
“Vou ligar pra um dos meninos vir te buscar...”
parou na entrada da sala com as toalhas na mão e engoliu em seco. Danny andava de um lado para o outro só de boxers.
“Senta no sofá e para quieto antes de derrubar um dos vasos da minha mãe!”
O garoto obedeceu. Ela jogou a toalha na cabeça dele, para abafar sua voz e tentou secar seu cabelo.
“Desculpa, !”
“Você vai ficar tão doente... sua mãe vai te matar!”
“Tá me ouvindo? Eu fiz uma coisa idiota hoje... me desculpa!”
“... se sua mãe me ligar, eu vou contar tudo pra ela! Que você saiu bêbado na chuva...” – As mãos de tremiam. Ela fechou os olhos e tentou não ouvi-lo pedir desculpas.
Sentiu uma mão se fechar em seu pulso e Danny puxou a toalha. Era exatamente daquele rosto que estava fugindo. A toalha escorregou e caiu no chão.
“Você pode parar um minuto?”
Sentiu a força em seu pulso diminuir, mas ainda sentia a mão fria dele. Seus olhos azuis imploravam, ele mordeu os lábios parecendo totalmente indefeso. Como se estivesse com um machado nas mãos, pronta para matá-lo.
Danny levantou o tronco e se levantou, mantendo uma perna no chão e o outro joelho dobrado no sofá.
sabia o que estava por vir. Via-o se aproximando em câmera lenta, mas não conseguia se mexer. Talvez nem quisesse sair.
O garoto soltou seu pulso e colocou as mãos em sua cintura, puxando-a para perto. A perna dela tremia com o contato repentino. Sentiu os lábios dele, os quais nem depois de toda aquela chuva tinham deixado de ser quentes, nos seus e passou seus braços pelo pescoço de Danny puxando-o para perto. Se arrepiou com a proximidade do corpo molhado do garoto.
Seu cérebro gritava em protesto. Estava sendo fraca! Estava sendo feita de babaca! Eles tinham terminado para Danny “curtir a vida”! Ele tinha ficado com a Laura!
Danny a deitou vagarosamente no tapete, tirando sua camisa de pijama no caminho.
Seu cérebro era um idiota! Enquanto ele mandava e desmandava, protegido na caixa craniana, todo seu corpo sofria com a presença do corpo de Danny! Era seu pescoço que recebia beijinhos delicados, suas costas que se arrepiavam a cada toque de Danny, suas mãos que passeavam pelo tórax e abdômen dele e sua boca que beijava os ombros cheios de sardinhas daquele que era e sempre fora sua fraqueza. Como poderia evitar?
Era tão bom ter Danny de novo! Sabia que aquilo era a coisa mais estúpida que já tinha feito, mas era difícil pensar direito na circunstância em que se encontrava. A noite passou por eles como um raio. E implorava para que ela não acabasse.
Já estava quase dormindo quando foi levada para seu quarto. Não sentiu Danny se deitando também e segurou com força o lençol ao seu lado para ter certeza de que estava mesmo sozinha.
Quando finalmente pegou no sono, a chuva já tinha passado. De alguma forma tinha estado com Danny durante a chuva, como desejara. E havia sido terrivelmente bom!
[n/a: Coloquem para carregar Sweetest Goodbye - Maroon 5
“?” – Ouviu a voz de Mrs. a chamando muito ao longe. – “Acorda, meu amor! O que são essas toalhas na sala?”
A garota enterrou a cabeça no travesseiro pra esquecer a resposta daquela pergunta.
“Eu... Eu voltei molhada ontem do Skywalker... Esqueci as toalhas na sala, desculpa!” – Falou, encarando sua mãe na porta.
“Tá tudo bem? Você tá com uma cara horrível...”
“Só cansada... Eu devia ter ficado em casa ontem.” – Odiava mentir, mas não tinha opção. Mal conseguia afirmar para si mesma o que tinha acontecido na noite passada. – “Ahn, mãe?”
Ela voltou para a porta do quarto.
“Eu vou tentar Brooks. Papai vai até lá ver o que eu preciso fazer e tudo...”
Mrs. sorriu.
“Eu sabia que você ia escolher o que fosse melhor! To torcendo pra dar tudo certo, filha!”
acenou com a cabeça e se deitou de novo. Buscou o celular na mesinha de cabeceira e não o encontrou. Desceu para encontrá-lo na sala, junto com seu laptop.
Havia 15 ligações perdidas de . Nenhuma de Danny.
“Sis?”
“, pelo amor de Deus! Quase fui aí ontem (“ainda bem que não veio” – pensou)! Como você tá?”
“Hum... Não sei... Quero sair de casa...” – Ela queria mesmo, já estava pirando sentada na sala.
“Quer ir onde?”
“Vamos numa sorveteria, cafeteria... Qualquer lugar com comida gorda e que não tenha nenhuma lembrança do Danny!”
“Perto de Memory Lane abriu uma Starbucks...”
grunhiu ao ouvir o nome da escola de Laura.
“Pode ser...”
“Eu vou demorar um pouco, tô de pijama ainda...”
“Eu também. É... Obrigada, sis!”
“De nada!”
olhou em volta. Quis se matar ao sentir um sorrisinho brincando no canto de sua boca. Não, de jeito nenhum podia se sentir feliz ao se lembrar da noite anterior! De jeito nenhum podia se lembrar de como tinha sido bom. E errado. Balançou a cabeça e subiu correndo para trocar de roupa.
Estava sentada há uns cinco minutos esperando , quando viu alguém totalmente indesejável passar pela cafeteria. Colocou o capuz para que não fosse vista pelas paredes de vidro. Por um minuto achou que tinha conseguido, mas Laura franziu a testa e deu dois passos para trás para ter certeza de estar vendo quem estava vendo. bufou. Porque suas ondas de azar sempre pareciam um tsunami?
A garota entrou triunfante e parou na frente de , com as mãos na mesa.
“Oi, querida! Deixa eu te contar uma fofoca!”
“Que você ficou com o Danny ontem? Notícia velha...”
Laura sorriu com a visível falta de calma da rival.
“Outch... Pelo visto já te contaram com quem seu namoradinho passou a noite ontem, né?”
“Meu EX-namoradinho...” – É... sabia com quem Danny tinha passado a noite.
Laura riu vitoriosa.
“Eu tinha esquecido como ele beija bem... Ai Jones... Quer dizer, não só beija, né?”
Foi a vez de rir. Ela levantou seu rosto e lançou um olhar maldoso para a loira.
“Você vai mesmo mentir que dormiu com ele ontem? Tô te dando a opção de parar essa baboseira aqui.”
“Mesmo corna você acredita na inocência dele... Tenho dó de você!”
“Não Laura, EU tenho dó de você!” – Ela explodiu. – “Deixa EU te contar uma fofoca agora! O Danny não pode ter dormido com você porque antes da meia noite ele já estava na minha casa. Foi pra ME fazer ciúme que ele ficou com você, depois foi pra MIM que ele pediu milhões de desculpas por ter feito essa besteira, sou EU quem tira ele do sério e foi COMIGO que ele passou a noite. E você sabe que é verdade... Sabe que não tava com o Danny... Agora, antes que eu te humilhe mais contando quantas vezes eu já ri da sua cara esse ano... Me deixe em paz!”
Laura tinha o rosto retorcido de raiva, ajeitou sua bolsa e saiu em passos largos. apoiou a cabeça nos braços e fechou os olhos. De novo aquele sorriso insistiu em surgir, além de tudo, tinha saído por cima e deixado a pessoa que mais odiava no chinelo. Depois se sentiu mal por se sentir tão bem com aquela situação. Era pra odiar Danny, odiar o que ele tinha feito... E ela odiava. Mas a verdade é que a lembrança do dia anterior era nebulosa demais. Raiva e prazer ao mesmo tempo... Era complicado!
“Sis?”
“!” – Comemorou a presença de alguém com quem ela pudesse conversar sobre outras coisas que não fosse “seu namoradinho”.
As duas se abraçaram e foram pedir algo.
“Como você ta depois de ontem? Tom disse que ia falar com ele... Nada a ver sair pegando a Laura... Se fosse qualquer uma...”
“A gente pode falar de outra coisa, sis? Eu quero esquecer o que aconteceu ontem. Não quero nem saber mais...” – falou, já no caixa. – “Falei com meu pai ontem. Vou pra Califórnia... Quer dizer, vou tentar, né? Lá é análise de currículo e entrevista...”
se virou radiante.
“Jura? Ah, você vai conseguir... Seu currículo é maravilhoso!”
“Me fala de você e do Dougie... Como vocês dois estão?”
A amiga sorriu, era bom poder pensar em coisas diferentes.
Danny não conseguiu dormir aquele dia. Ficava pensando sobre o que tinha feito. Pegou o celular umas 10 vezes para ligar para , mas desligou em todas. Tom ligou desesperadamente também, mas ele não queria falar com o amigo.
Na quinta-feira, estavam os seis no pátio da escola durante o intervalo. Tom parecia deprimido.
“ vai embora depois de amanhã...” – Ele suspirou. o abraçou. Harry também parecia triste.
“Mas ela volta... Pra formatura!” – A garota o consolou. Ele sorriu.
Alguns segundos de silêncio depois, Dougie bufou.
“Me parece tão inútil vir pro colégio ultimamente... A gente devia ir pra Londres logo!”
“Pelo menos aqui a gente é bajulado, dude!” – Danny falou, quando duas meninas passaram acenando para eles.
“Ninguém pediu sua opinião, Jones!” – virou o rosto.
Os outros rolaram os olhos. Eles vinham discutindo por coisas idiotas assim a semana toda.
“Desculpa, , achei que eu estava na conversa!” – E tinham pego essa “mania” de se chamar pelo sobrenome. Danny não aguentava mais aquilo. Ninguém aguentava!
“Caralho vocês dois!” – Dougie bateu a mão na mesa. – “A e eu éramos chatos desse jeito?”
“Eram!” – Os dois responderam juntos. Trocaram um olhar e desviaram antes que dessem risada.
“Pô sis!” – falou rindo.
“Eu sei o que eu venho fazer na escola ainda...” – Harry desceu da mesa e se sentou no banco, olhando para o outro lado do pátio. Izzy ia conversando com uma menina do grupo de teatro.
“E falando nisso... Alguém me perguntou sobre você ontem...” – falou, meio cantando. O amigo se virou para ela.
“Sério?”
“É... Izzy acha que você faz parte da banda das peças...”
Harry coçou a cabeça constrangido.
“Você disse pra ela que tocava bateria pro grupo do teatro?” – Tom perguntou indignado. Danny e Dougie se deitaram na mesa para gargalhar.
“Na verdade, eu disse que tocava trompete... Quer dizer, eu vi a banda e não tem nenhum trompete... Eu já falei pra vocês que eu tocava quando era criança!”
“Não acredito nisso!” – ria também.
“Harry tá apaixonaaaaaado!” – zombou, cutucando-o na barriga.
Ele se encolheu rindo.
“Não mesmo...”
“Eu já disse que ela tem namorado, Judd... Seu sem noção!”
“Hum, então é isso... Conquistar o inconquistável!” – Danny se sentou de novo.
“É isso!” – Harry falou e olhou para o lado onde Izzy ria com outras garotas.
Ou não.
“Ok Tom! O que você tá planejando, hein?” – estava sentada no hall de entrada da casa dos Fletchers. Tom não tinha a deixado entrar na sala ainda.
Ele apareceu sorrindo na sala. Estava lindo e exibia um sorriso estonteante, forçando para que a covinha ficasse ainda mais visível. A garota sorriu de lado ao lembrar da primeira vez que o viu. Amor à primeira vista. Tom estendeu a mão e ela o acompanhou. Todos os outros já estavam ali.
“Temos o prazer de te apresentar um show exclusivo do McFLY!”
riu e bateu palmas. As meninas abriram um espaço para que ela se sentasse no meio.
Eles começaram com That Girl e só a lembrança de Laura que a música trazia fez ter náuseas. Surfer Babe depois fez as garotas se levantarem para dançar, correu para ficar ao lado de Dougie enquanto ele cantava a letra pra ela.
Seria impossível um show do McFLY sem as músicas que Danny fez para . Obviously e Star Girl foram tensas... A garota olhava para a varanda enquanto balbuciava a letra. Danny cantava olhando para baixo, bem diferente de quando cantava de olhos fechados e só os abria para piscar para a namorada.
“A próxima música... É nova e muito especial...” – Tom falou, sorrindo para . – “É a primeira escrita para a minha namorada. A garota mais espetacular que eu conheci... E que vai me matar de saudades por 20 longos dias!”
Ela jogou um beijo para ele e limpou os olhos.
“Essa se chama I’ve got you!”
[Tradução]
“The world would be a lonely place
Without the one who puts a smile on your face
So hold me to the sun burns out
I won’t be lonely when I’m down
Cause I’ve got you
To make me feel stronger
When the days are rough
And an hour feels much longer
e Tom se olhavam apaixonadamente. Era bonito ver os dois, sorria observando-os. E Danny olhava pra ela. Sentia saudade daquele olhar, daquele sorriso direcionados para si.
também admirava a cena. Nunca tinha visto Tom apaixonado daquele jeito. Pela música talvez, mas por uma garota era a primeira vez. Por algum tempo pensou que ele e pudessem ser um casal, mas agora a idéia era absurda.
I never doubted you at all
If the stars collide, will you stand by and watch them fall?
So hold me till the sky is clear
And whisper words of love right into my ear
Cause I’ve got you
To make me feel stronger
When the days are rough
And an hour feels much longer
Yeah, I’ve got you
To make me feel better
When the nights are longer, they’ll easier together
só conseguia pensar em como era maravilhoso que aquela coisa fofa, com covinha e os olhos brilhando cantando uma música linda era seu namorado. Quando saiu do Brasil, estava ficando com um garoto, mas ele não chegava aos pés de Tom. Ninguém chegava. Suas amigas brasileiras ficaram boquiabertas com a rapidez com que ela arranjou um namorado. Mas foi natural... Era como se os dois apenas tivessem que se encontrar para se apaixonarem... Uma dessas histórias de amor de cinema.
Looking in your eyes
Hoping they won’t cry
And even if they do
I’ll be in bed so close to you
To hold you through the night
And you’ll be unaware
But if you need me I’ll be there
Cause I’ve got you
To make me feel stronger
When the days are rough
And an hour feels much longer
Yeah, I’ve got you
To make me feel better
When the nights are longer, they’ll easier together
As meninas bateram palmas quando se jogou no pescoço de Tom beijando cada pedaço de seu rosto.
Harry olhava de lado, ainda tinha um pouco de ciúmes da prima, mas como tinham dito a ele na primeira vez que os dois ficaram, podia ser um cara pior que Tom!
“Dorme aqui hoje? Seu avião amanhã é só às 17h.” – O garoto sussurrou no ouvido de enquanto eles estavam abraçados.
Ela o soltou e o encarou. Tom lançava-lhe um olhar intenso, deixando-a tímida.
“Meus pais e Carrie foram passar o fim de semana no campo com uns amigos da família...” – Ele a olhava, quase implorando. – “To hold you through the night, and you’ll be unaware…” – Tom cantou, fazendo-a afirmar com a cabeça.
Os outros conversavam e desligavam os instrumentos, por isso não ouviram a conversa.
“Harry! Vamos sair pra beber hoje?” – perguntou enquanto enrolavam os fios espalhados pela sala.
O amigo sorriu.
“Claro!”
Danny olhou de um para o outro.
“Que foi, Jones?” – o encarava com as mãos na cintura. – “Só você pode sair, beber e aproveitar que está solteiro?”
Todos pararam para olhar os dois brigarem. De novo.
“Faz o que você quiser!” – Danny abaixou os olhos e colocou a guitarra no case. Aquele devia ser o preço a se pagar pelas coisas erradas que tinha feito. Só podia ser castigo!
“Vamos, e Dougie?”
Ela sorriu.
“Vamos!”
Dougie olhou para Danny. O amigo andava fazendo uma besteira atrás da outra, mas era visível como ele olhava para . Como se doesse cada segundo longe dela. Era o mesmo sentimento que tinha quando estava separado de . Mas isso era ainda mais perturbador, já que Danny mesmo tinha decidido terminar.
“Tom, ?” – se virou para os dois abraçados.
“Hum, nós vamos ficar...”
“Iiiiiiiiiiiih!” – As garotas zombaram do casal.
“Oh louco, até o Tom vai deixar de ser virgem e a e eu, nada!”
Dougie levou o tapa mais doído desde que havia conhecido a garota, enquanto os outros gargalhavam e Tom fazia cara de bravo por ter sido chamado de virgem.
Alguns minutos depois, os dois se despediam do resto do pessoal na porta da casa dos Fletcher.
“Ah, Jones!” – o chamou na rua. Todos iam para o Skywalker e ele estava ligando para Ant, iriam em qualquer outro lugar. – “Passo amanhã na sua casa buscar o Bruce para passar uns dias comigo. Quer dizer, antes que eu vá pra Califórnia e não veja ele mais...”
O garoto parou com a chave a caminho da porta do carro.
“Você vai mesmo?” – A voz dele tinha ficado estranhamente fraca.
apenas acenou com a cabeça. De repente ela se deu conta de que ficaria longe de Danny, nunca mais poderia brigar com ele.
Danny abaixou a cabeça e entrou no carro e foi na outra direção. Seguindo caminhos diferentes.
acordou no outro dia e, antes de abrir os olhos, sorriu. Depois se espreguiçou, mas seu braço não esbarrou em nada. Olhou para o lado, esperando encontrar Tom. O garoto não estava ali.
Não demorou muito e ele irrompeu pela porta trazendo o café da manhã.
“Bom dia!” – Sorriu ao vê-la acordada.
“Bom dia, meu amor!” – disse com voz de sono, se sentou na cama e riu, tentando ajeitar o cabelo.– “Tô ficando tímida...” – Ele a encarava desde que havia entrado, olhando-a apaixonadamente, como se estivesse diante de uma obra de arte.
Tom se sentou na cama também e deu um selinho na namorada.
“Você tá tão linda!”
olhou para baixo, vestia uma camiseta dele.
“Deve ser a camiseta... Sempre te achei sexy nela.”
Os dois riram.
“Você vai comer comigo?” – A garota perguntou. Tom fez que sim com a cabeça e ela sorriu. Ficaram um tempo em silêncio.
“Não queria que você fosse...” – Ele soltou, algum tempo depois. se aninhou em seu colo.
“Também não queria ir, mas é o melhor, não é? Já que eu vou me mudar pra cá de vez...”
[Tradução]
“Where you are seems to be
As far as an eternity
Outstretched arms open hearts
And if it never ends then when do we start?
“Esse é o pensamento que me alegra quando penso que daqui cinco horas não vamos mais estar juntos... Por 20 longos dias!” – Ele a abraçou forte. – “Suas malas já estão prontas?”
“Já!”
“Fica aqui comigo, então!”
“Nem se eu tivesse que ir, conseguiria sair daqui!”
Os dois continuaram abraçados por um bom tempo.
I'll never leave you behind
Or treat you unkind
I know you understand
And with a tear in my eye
Give me the sweetest goodbye
That I ever did receive
e Tom caminhavam de mãos dadas pelo aeroporto. Harry carregava o carrinho com as malas e os outros iam ao seu lado, deixando o casal para trás. Ninguém queria incomodar. (de ressaca, depois de ter saído no dia anterior) ficava pensando como seria quando fosse a vez dela. Danny pensava na mesma coisa.
“Ligou pra sua mãe? Pegou tudo? Tá com o passaporte aí?” – Tom estava... Sendo o Tom. Tentava falar de amenidades para não pensar no pior.
apenas balançava a cabeça. Ouviram então a chamada para o seu voo.
Pushing forward and arching back
Bring me closer to heart attack
Say goodbye and just fly away
When you comeback
I have some things to say
How does it feel to know you never have to be alone
When you get home
There must be some place here that only you and I could go
So I can show you how I
As garotas se despediram dela, Dougie, Danny e Harry. O primo sorriu e abriu os braços.
“Dá pra acreditar que você tá indo embora pra voltar e morar pra sempre comigo?”
“Não!” – Ela riu, abraçada ao garoto. – “Onde é que eu tô com a cabeça, né? Pensando bem... Vou entrar nesse avião e sumir. Só tem gente louca nessa Inglaterra!”
As meninas riram e fungaram juntas. tinha entrado de repente na vida deles. E para ficar. Aquele ano, aliás, parecia ter sido feito de amizades assim. Intensas, que começaram rápido e durariam para sempre.
E assim, sorrateiramente, a prima brasileira de Harry tinha virado uma amigona, uma pessoa para rir junto, chorar...
se virou para Tom, já com os olhos vermelhos. Ele fez bico e caminhou até ela.
Dream away everyday
Try so hard to disregard
The rhythm of the rain that drops
And coincides with the beating of my heart
“Vou sentir tanta saudade!” – O garoto disse quando a namorada pulou em seu pescoço, chorando em seu ombro.
“Eu também!”
Tom a colocou no chão e limpou as lágrimas que escorriam em sua bochecha.
“Eu amo você!”
sorriu e repetiu o gesto dele.
“Eu também te amo… Tanto!”
I'll never leave you behind
Or treat you unkind
I know you understand
And with a tear in my eye
Give me the sweetest goodbye
That I ever did receive
Eles se abraçaram de novo. Ninguém queria ir lá dizer aos dois que precisava ir… Quase desejavam que ela perdesse o avião.
“?” – Harry chamou de longe. Tom a soltou e limpou os olhos. Os dois voltaram a dar as mãos.
Pushing forward and arching back
Bring me closer to heart attack
Say goodbye and just fly away
When you come back
I have some things to say
“Vou ficar te esperando!” – Ele disse na porta do embarque.
“Vou contar cada minuto pra voltar pra você!”
“Eu também!”
Eles sorriram um para o outro.
“Tchau, linda!” – O garoto falou.
“Tchau, meu amor!” – Então se virou para as meninas. – “Cuidem dele!”
Elas sorriram e acenaram.
“Tchau, !” – Danny disse em português e depois se virou para Harry. – “Como se fala tchau em português?”
Ela riu do amigo e se virou, empurrando o carrinho além da porta de vidro.
How does it feel to know you never have to be alone
When you get home?
There must be some place here that only you and I could go
So I can show you how I feel”
Ficaram os seis olhando a porta de vidro por um tempo. abraçou Tom de lado e ele passou o braço pelo seu ombro.
“Os seis... Como nos velhos tempos...” – Dougie falou, olhando para as pessoas ao seu lado. – “Você é a próxima a ser eliminada então, ?”
“Piadinha de mau gosto, hein Poynter?” – xingou, dando um tapa no namorado. Mas a amiga riu.
“É Dougie... Acho que sim. Vamos fazer uma temporada de indas e vindas ao aeroporto, hein?”
Danny olhava para baixo.
“E aí? O que vamos fazer agora pra animar o Tom?” – Harry perguntou. – “Skywalker? De volta para o futuro pela milionésima vez?”
“Eu vou sequestrar a hoje...” – Dougie falou andando mais rápido e passando os amigos. Colocou o óculos de um jeito sexy e se virou para ela, que correu rindo e segurou sua mão.
“E vai como, anão? Patinete?” – Danny zombou, fazendo Harry se dobrar de rir.
Ele parou, desanimado.
“Você também, hein? Nem pra dirigir!” – O garoto disse para .
“Ah, Dougie, não me enche!”
Ela saiu andando e os outros continuaram rindo. Parou em frente a um carrinho de bagagem e olhou para o namorado com os olhos brilhando. O garoto correu até lá para empurrá-la.
“Os dois nunca vão mudar, né?” – Harry perguntou.
“Acho que não...” – respondeu. E era exatamente isso que ela adorava neles. Sempre seriam os mesmos!
[n/a: Coloquem para carregar Life like this – The Maine]
Dez dias depois conferia seus e-mail's e ficou boquiaberta ao reconhecer o e-mail do Brooks Institute. Tinha passado pela primeira seleção, agora precisava ir para lá para uma entrevista pessoal.
“Mãe?” – entrou cautelosa na cozinha. – “Adivinha?”
Ela se virou para encarar a filha.
“Fui chamada para a entrevista na Brooks!”
Mrs. deu um grito e abraçou a filha.
“Certo! Quanto tempo para arrumarmos a mala?”
“Uma semana!” – disse, estava realmente empolgada. – “Preciso separar umas fotos, fazer um portifólio, sei lá...”
“Calma, vai dar tudo certo!”
O celular tocou, ela atendeu ainda dando pulinhos.
“Ô inferno... Esqueceu do ensaio hoje?” – Harry gritou do outro lado. A garota franziu a testa. Fazia dias que o McFly não ensaiava. Então caiu a ficha, ele estava falando do ensaio da peça.
“Já estou indo, capitão!”
Saiu correndo e pegou sua bolsa e a chave do carro.
“Ai, tenho que ligar para o pai!”
Mrs. só ouviu um furacão descendo a escada, ouviu a porta abrindo e fechando. Estava feliz com a felicidade da filha.
Era tão estranho ver Harry babando em uma garota. Normalmente eram elas babando no amigo - Na verdade a cena inteira era: Harry babando em Izzy e todas as meninas da peça, nele.
Harry acenou quando viu e Tom, que estavam ao piano. Tom levantou a cabeça e sorriu.
“Preciso contar, preciso contar!” – falou. – “Vou para a Califórnia semana que vem, vou fazer a entrevista!”
Eles sorriram e a parabenizaram. Izzy estava por perto e veio falar com ela também.
“Ah, você tem tanta sorte que seu pai mora lá!”
Conversaram um pouco, mas o ensaio logo começou. Antes de ir para a coxia ouviu uma menina dizer aborrecida:“O Judd só fala com ela, só dá atenção pra ela... Essa sem graça não faz faculdade em Londres? Tá fazendo o que aqui?”
riu. Se a garota soubesse que Harry só estava lá por causa de Izzy...
Na saída Tom contava algo para o amigo.
“E parece que tá rolando uma eleição pra banda da formatura, está entre a gente e o Busted!”
“Pô, mas que injusto! Os caras tão famosinhos já...”
“Nós estamos ganhando...” – Tom interrompeu, dando um sorriso enorme.
Harry sorriu abertamente também.
“Precisamos voltar a ensaiar...”
“Era o que eu estava dizendo! Vou ligar para os dois.”
abraçou Harry por trás. O garoto tomou um susto.
“Achou que fosse a Johnston, né malandro?”
Ele ficou vermelho.
“Meu Deus, Harry Judd com vergonha! Você está mesmo afim dela, né?”
O amigo não respondeu a pergunta.
“Ela terminou com o cara de Londres.”
“Como você sabe?”
“Ouvi ela contando a uma das meninas. Disse que os dois não tinham mais nada a ver...”
“Vamos!” – Tom apareceu, as bochechas coradas e o sorriso do tipo que fazia sorrir só de olhá-lo. – “Ensaio em casa hoje!”
Desde o show para não via o McFly tocando. Estava com saudade de seus garotos. De seu garoto...
Ops, esse era o tipo de pensamento que sempre evitava ter. Danny não era mais dela. Os dois agora se evitavam para não brigarem. Sempre discussões imbecis... Eles nunca tinham falado sobre o dia da chuva, nem entre eles, nem com os outros... Ela duvidava que um dia falaria sobre aquilo com quem quer que seja!
“Você vai, né?” – Harry perguntou a ela pela segunda vez. A garota confirmou com a cabeça. – “Alguma chance da Izzy ir?”
Tom e trocaram olhares.
“Tá, ok... Já entendi! Sem Izzy no ensaio!”
Os seis decidiram comemorar a entrevista de no Skywalker no sábado.
“Um brinde a ! Nossa futura fotógrafa formada no estrangeiro!” – Harry disse, erguendo seu copinho de tequila. Os outros deram vivas e viraram a bebida.
“Que bom que vocês estão comemorando minha ida para o outro lado do mundo! Valeu amigos!” – Ela riu frouxo. Era sua terceira tequila.
“Na verdade a gente tá afogando as mágoas por você ir embora!” – Dougie consertou e todos confirmaram.
“Esse é o meu garoto!” – o puxou para um beijo. Também já estava um pouco alta.
Os outros deixaram os dois - o único casal na turma - e fizeram um segunda roda os excluindo.
“Tô com saudade do Wonder... Aqui não tem a mesma graça!” – olhava em volta. Então seu olhar cruzou com o de um conhecido e ela sorriu.
Danny bufou, virando a cerveja na boca. Tom olhou para ele e depois para onde olhava. The Maine se arrumava para tocar no palco. foi até eles, deixando Danny insano.
“Ela não é mais sua namorada, dude, se acalma!” – Harry falou, colocando a mão no peito do amigo.
“Hey, um rosto conhecido!” – John abriu os braços ao vê-la se aproximando.
“Oi John, oi meninos!” – deu um beijo na bochecha dele e acenou para os rapazes.
“Não sabia que vocês tocavam aqui!”
“Vai ser a primeira vez... Quer dizer, agora que somos a segunda melhor banda da cidade estamos aproveitando!”
Não precisava ser um gênio para saber quem era a banda número um.
“Bom show pra vocês então!”
“Alguma chance de você e serem nossas backing vocals de novo?”
riu.
“Acho que não. está namorando agora...”
“E você?” – John disse, começando um sorriso que depois parecia dar a volta em seu rosto.
“Hum... Eu não...”
ficou sem graça com o jeito que era observada e deu um passo para trás.
“Bom show!” – Repetiu. E voltou para o lado dos meninos.
“Gosto do The Maine...” – Tom falou quando se juntou a ele com uma vodka com energético na mão. Olhou para a amiga de canto de olho. – “ Tá caprichando no álcool, hein?”
“Fica de boa aí, mãe!” – Ela disse e voltou a andar.
Gostava da banda de John também, as músicas eram dançantes. Enquanto tocavam, ela continuava na vodka com energético.
“A próxima música foi feita há pouco tempo atrás e se chama Life like this... Espero que gostem!” – John piscou para logo abaixo dele.
Quem não tem Danny caça com John... e seria possível que agora tinha uma música pra ela também na banda concorrente?
[Tradução]
Wake up, it's 5am
You fell in love again
Something wrong with living life like this
At work can't help but stare
Long legs and her dark brown hair
You give her a smile and that's about it
Ela sorriu e se concentrou para prestar atenção, o álcool não estava colaborando.
“É isso mesmo? Ele tá cantando pra ?” – Danny (que também não estava sóbrio) estava na ponta dos pés tentando ver perto do palco.
“Sossega, Jones!” – Tom falou, batendo os pés no ritmo da música.
The store at 6pm
You see her face again
You catch her eye
You panic and walk towards her
Can't think of what to say
No words come up today
So you just smile
And it's goodbye
You say “so what?”
I fell in love but it just won't work because
mordeu os lábios e sorriu. Ok, John nunca seria um Danny em sua vida e ela tinha pouco tempo na cidade... Mas o que tinha a perder? Ele era bonito. Ok, ele era lindo, fofo e dono de um sorriso irresistível, estava a fim dela, tinha escrito uma música...
I fell in love again
Don't know how it happened
She slipped again
The same as last weekend
Oh it's a routine thing
Just with some new feelings
I always choke up when
I get close to closing in
“Ele tá cantando pra ela… A tá rindo pra ele? Essa música é um lixo! Eu já escrevi milhões de músicas melhores!” – Danny continuava dando piti.
“É verdade. Depois você deu um pé na bunda melhor nela também. Tá lembrado, Jones?” – Dougie perguntou.
Danny balançou a cabeça.
“Pra ela ir pra Califórnia, dude!”
O amigo arregalou os olhos.
“Eu sabia! Eu sabia que você ainda gostava da !”
“Tanto faz agora...”
So I stare straight into the mirror
Hope I find something there
If not I know
I'll get shot straight back down
I dress up real nice
Make sure my hair is right
Write down a few lines
To tell her that I love her
You say “so what?”
I fell in love but it just won't work because
parou ao lado dos garotos dançando.
“Ih, Harry... olha quem vem aí!”
Ela apontou para a porta. Izzy estava entrando. O garoto abaixou o dedo da amiga.
“Sem apontar, !”
“Vai lá, panaca!” – Tom o empurrou. Ter que explicar a Harry o que fazer era raro. Tom explicar a Harry o que fazer era uma dessas cenas que só se vê uma vez na vida!
Aquela letra era realmente muito bonitinha. E John a cantou quase toda olhando para . Era hora de dar uma chance a ele.
I fell in love again
Don't know how it happened
She slipped again
The same as last weekend
It's a routine thing
Just with some new feelings
I always choke up when
I get close to closing in
I get close to closing in”
aplaudiu quando a música acabou e o resto do pessoal fez o mesmo. Ok, se ia mesmo pegar o John precisava bater um papo com o cara antes.
José Cuervo.
Foi até a mesa, encontrou os garotos e lá.[n/a: Coloquem para tocar: Already gone – Kelly Clarkson]
sentia seu corpo todo doendo, numa cama nada confortável. Onde é que estava? Com certeza não era a cama de Danny... Nem a sua! Tentou levar, levou as mãos a cabeça, que também doía, mas havia um peso em cima dela. Resolveu abrir os olhos.
Estava em um lugar branco de mais para ser qualquer lugar que ela conhecesse. Abaixou os olhos e viu Danny dormindo sobre suas mãos. Devia ser um hospital. De repente se lembrou do barulho do carro. Tinha sido atropelada? Ai caramba, será que tinha quebrado alguma coisa? Como iria para Califórnia no fim da semana se tivesse acontecido algo grave? Os movimentos da garota acordaram Danny que levantou o rosto rápido, ainda segurando sua mão. O sol entrava pela janela, apesar das cortinas, sinalizando que já era de dia.
“! Ai meu Deus! Como você tá? Tá doendo muito?”
“Cadê minha mãe, Danny?”
Não é que ela não o quisesse alí, mas a ausência de Mrs. Camargo era no mínimo estranha. Devia estar sonhando! É... Só ela e Danny... Devia ser um sonho. Mas seu corpo doía tanto!
“Falei pra ela ir tomar café, enquanto você dormia. Deve voltar logo.”
“Ah...” – Ela prestou atenção no garoto pela primeira vez. Estava acabado. O olho inchado e vermelho, como se tivesse chorado muito, e usava a mesma roupa da noite anterior.
[Tradução:]
“Remember all the things we wanted
Now all our memories, they're haunted
We were always meant to say goodbye
“…” – O tom de voz dele era urgente. Danny puxou a cadeira para mais perto do rosto da garota. – “Eu... Eu preciso falar com você, te contar a verdade. Não acredito que você só tá aqui porque eu tenho sido um imbecil todo esse tempo. Você poderia ter morrido! E eu morreria junto! Eu ia te falar isso em casa, mas não deu e...”
Ela franziu a testa. Verdade?
“Eu nunca deixei de gostar de você, nunca quis ficar solteiro... Como eu poderia querer isso? Você foi a coisa mais perfeita que aconteceu nesse último ano. Foi você que fez o McFly decolar, você sempre foi a namorada ideal, sempre me deu forças, me fez ser uma pessoa melhor...”
Even without fists held high, yeah
Never would have worked out right, yeah
We were never meant for do or die
I didn't want us to burn out
I didn't come here to hurt you
Now I can't stop
não sabia o que dizer. Era como se estivesse escutando exatamente o que esperou ouvir quando Danny fechou a porta de sua casa, quando eles terminaram.
“Pra que tudo isso então, Danny? Eu nunca te proíbi de sair... Qual era o problema sem conserto do nosso namoro? Você queria pegar a Laura sem culpa?”
“Esquece a Laura, pelo amor de Deus! Aquilo foi... a pior coisa que eu fiz na vida! Só queria que você ficasse com mais raiva e tomasse uma atitude, mas foi um plano torto e errado! Eu devia ter ouvido o Tom! Devia ter bolado outro jeito de te convencer... Eu só agi sem pensar ultimamente!”
Mas então a ficha dela caiu. Se lembrou qual foi a primeira coisa que fez ao saber de Danny e Laura.
“Você queria que eu fosse pra Califórnia...”
Ele fez que sim com a cabeça, uma lágrima desceu por sua bochecha.
I want you to know
That it doesn't matter
Where we take this road
Someone's gotta go
And I want you to know
You couldn't have loved me better
But I want you to move on
So I'm already gone
“Tom sabia? Quer dizer… Ele foi em casa me convencer a ir e tudo…”
“Eu pedi a ele que te fizesse querer ir. Nem que fosse pra te dopar e te colocar no avião!”
riu, também tinha dito a Tom que os doparia se precisasse mandá-los para algum lugar e eles não quisessem ir.
“Foi um plano muito bom, Danny... Exceto pela parte em que eu passei três semanas te odiando, querendo te matar... E morrer.”
“Foram as piores três semanas de todas pra mim também, linda! Enganar você, sair sem você, fingir que eu me divertia e que não sentia saudade, que eu não estava sofrendo também... Ver você com aquele magrelo ontem me matou por dentro! Eu não conseguia mais aguentar! Não aguentava mais ficar longe de você!”
Os dois se encararam.
Looking at you makes it harder
But I know that you'll find another
That doesn't always make you wanna cry
Started with a perfect kiss
Then we could feel the poison set in
Perfect couldn't keep this love alive
“Odeio ter que crescer! Odeio ter que me separar das pessoas que eu amo!” – falou, virando o rosto para o outro lado. Começava a ser extremamente perturbador olhar para Danny e pensar que ele tinha feito tudo para que ela seguisse sua vida da maneira certa. – “Como vai ser daqui em diante, Danny?”
Ele balançou a cabeça, deitando-se de novo na mão dela. Ficaram um tempo em silêncio.
You know that I love you so
I love you enough to let you go
I want you to know
That it doesn't matter
Where we take this road
Someone's gotta go
And I want you to know
You couldn't have loved me better
But I want you to move on
So I'm already gone
“Não podemos voltar. Só iria piorar a hora da despedida, só ficaria mais difícil... de novo! Esse era outro motivo pra eu tentar me afastar de você... A hora do adeus. Eu estava tentando aprender a viver sem você! Mas é tão difícil...”
temia que ele respondesse isso.
“Pelo menos eu tenho você de volta! O Danny que eu conheço... Que... que eu amo!” – disse, voltando a olhá-lo. Ele ergueu a cabeça.
“Eu amo você!” – Danny falou, fazendo carinho na bochecha da garota e olhando-a profundamente nos olhos, como se fosse muito importante que ela absorvesse aquilo, que ela soubesse que era verdade. E que só aquilo era verdade. Acima de todas as outras palavras ditas nas últimas três semanas.
A garota fechou os olhos e sorriu.
“É bom ouvir isso de novo...”
“É bom poder dizer de novo...”
Already gone
Already gone
Already gone
Oooo, oh
Already gone
Already gone
Already gone
Yeah
Remember all the things we wanted
Now all our memories, they're haunted
We were always meant to say goodbye”
Quando Mrs. Camargo entrou no quarto, os dois já estavam conversando sobre amenidades. Danny tinha tranquilizado , dizendo que ela não havia quebrado nada e que estava lá apenas para observação. Graças a Deus o carro vinha em velocidade baixa e tinha sido mais um susto mesmo.
“Aproveitei para passar em casa e ligar para a minha mãe, ela ficou preocupada!” – A mulher disse em voz baixa, provavelmente achando que a filha estava dormindo ainda. – “ e os meninos estão aí... Ah, !”
Ela correu até a cama e Danny se levantou para deixar as duas sozinhas.
“Vou lá falar com o pessoal...” – Ele falou e a garota acenou com a cabeça, sorrindo.
“Mãe!”
As duas se abraçaram, mas logo viu aquele olhar de “aí vem sermão” e se encolheu.
“Bêbada na casa do Danny, filha? Que falta de juízo!” – Ela disse simplesmente.
“Queria ter uma boa história pra isso, mãe, mas eu não tenho. Estava bêbada no Skywalker, briguei com o Danny a gente ficou e fomos pra casa dele. Mas, eu não sei, achei que tava confuso demais, fui sair da casa dele e... você deve saber mais do resto do que eu...”
“Danny me contou o que houve... Ele me contou tudo, na verdade. Estava transtornado quando chegou com você aqui. Chorando feito uma criança!”
mordeu os lábios ao imaginar a cena.
“Acho que passei mais tempo tentando tranquilizá-lo do que com você!”
“Nós estamos bem agora... Quer dizer, não estamos juntos... mas estamos... bem!” - Mrs. Camargo fez carinho na cabeça da filha ao perceber que ela ainda estava um pouco triste. – “Nessas horas eu penso que eu não sei se vale o sacrifício de ir pra Brooks...”
“Se é um sacrifício, então você não deve ir mesmo...” – Mrs, Camargo disse, passando a mão pelos cabelos da filha.
“Não... Eu quero ir! Sacrifício foi modo de dizer. Só queria que fosse mais perto... na França, talvez...”
“Aaaah, querida!” – Ela limpou os olhos da filha. também limpou os olhos com as mãos.
“Sem chorar, sem chorar!” – Disse, forçando um sorriso. – “Eu tenho o Danny de volta!”
As duas sorriram. Ouviram uma batida na porta e seus amigos entraram.
“Déjá vu do dia da bolada?” – zombou ao ver os rostos preocupados dos amigos. – “Continuo viva, gente!”
“E quase matou a gente de susto de novo!” – Dougie falou. Ela riu. – “E quase infartou o Danny... de novo!”
“Ele tá acostumado!”
Danny sorriu pra ela.
saiu do hospital na segunda de tarde. Suas pernas doíam um pouco ainda, mas tirando isso, tudo estava normal. Mais normal do que estivera em muito tempo. Estavam todos lá, foram após as aulas. Danny estava ao seu lado ajudando-a a descer os degraus, Harry usava seu óculos de sol estiloso atraindo a atenção até de algumas enfermeiras mais velhas. e Dougie vinham atrás discutindo a diferença entre psicólogo, psiquiatra e analista...
“Eu não sei a diferença, mas vocês dois com certeza precisam de um deles!” – Harry resmungou.
“Cara, um dos nossos clipes podia ser num hospital!” – Tom começou, com os olhinhos brilhando. Falar do futuro sempre o deixava assim.
“Com umas enfermeiras gostosas!” – Danny completou. riu, era bom poder rir dele de novo.
“É... e a gente vestido de enfermeias gostosas!” – Dougie falou, empolgado. Houve um silêncio em massa.
“Hum, acho que não, Dougie!” – Harry olhava para ele como se tivesse medo.
“Podia ser em please, please, hein Harry? E... o que vocês dois estão fazendo?” – Tom parou o que ia dizer e olhou para Danny e descendo as escadas. Ele tentava carregá-la de cavalinho.
“Eu não consigo subir nas costas dele!” – falou dando um novo impulso, mas Danny ria e se mexia de mais. – “Para, Danny!”
“Sem causar, Sis, você acabou de sair do hospital, sossega!” – disse, rindo.
“Melhor eu ir andando, o risco de morte é menor!” – continuou descendo lentamente as escadas. – “Cadê minha mãe? O carro dela tá aqui já?!”
“Acertando as coisas na recepção.” – Tom contou. – “Seu pai ligou hoje.”
“Eu sei. Falei com ele. Estava perguntando se as passagens chegaram.”
“E quando você vai, sis?” – quis saber.
“Sexta.” – Mais um silêncio em massa. – “Ah, não! Sem cara de enterro. Deixem pra ficar assim quando eu voltar triste porque eles riram da minha cara!”
“Ninguém vai rir da sua cara!” – Tom falou, bravo. Como se ele mesmo fosse socar quem fizesse isso. o abraçou de lado.
“E quando você volta?” – Danny perguntou.
“Perto dos exames finais.”
“Os exames finaaaaais!” – falou, fazendo uma voz de filme de terror. – “Ai, tô com medo.”
“Eu não tô não!” – Dougie deu de ombros.
“É lógico que você não está, Dr. Sou-Demais-Para-a-Vida-Acadêmica! Popstars não precisam de um curriculum bom na escola!” – retrucou.
“Alguém já contou isso pro Tom? Ele tá fazendo xixi na cama de nervoso já!” – Harry zuou. Tom deu um sorriso amarelo.
“Desculpa se eu quero terminar o colegial dignamente!”
“Tá desculpado!” – Harry respondeu rindo.
“Vamos lá pra casa?” – Mrs. Camargo vinha descendo as escadas atrás deles.
“Claro, tia!” – Dougie respondeu.
e foram no carro dela e os meninos no carro de Tom.
Ao chegarem lá, foram todos para a sala, enquanto Mrs. Camargo prometia um bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Harry se jogou no puff, as meninas se sentaram nas poltronas, Danny e Dougie no sofá e Tom correu para a prateleira de DVDs.
“Aaaah, preciso fazer um anúncios oficiais!” – Tom falou virando-se para os outros. Os garotos continuaram a olhá-lo com cara de nada. – “É sério, gente! É sobre o McFLY!”
“Ah, achei que você ia finalmente assumir sua homossexualidade! A gente é 'open mind', Tom. Pode se abrir!” – Dougie falou, se ajeitando no sofá. Tom lhe mostrou o dedo do meio antes de prosseguir.
“Primeiro: Nós ganhamos a eleição, vamos tocar na formatura!” – Todos comemoraram e bateram palmas.
“Vai ser tão lindo ver vocês lá em cima de smoking!” – começou a imaginar.
“Nossa, preciso de um smoking!” – Dougie deu um tapa na testa.
“Imagina o Poynter de smoking! Cuidado pra sua mãe não te colocar em cima da geladeira, dude!” – Harry zombou e rolou para sair do puff quando uma almofada voou. Todos gargalharam.
– “Como você soube disso, Tom?”
“Mrs. Johnston me contou.”
“A sogra do Harry?” – Danny perguntou e viu a almofada que Dougie jogara há pouco ser atirada nele.
“A própria!”
Eles comemoraram de novo.
“Segunda coisa: Conversei com o James! O manager deles, um tal de Matthew Fletcher, quer conhecer a gente. Mas só tem espaço na agenda no começo de agosto. Temos uns dias de férias depois da formatura, vamos ensaiar feito loucos! E aí nos mudamos pra Londres, na casa dos meninos do Busted, até a reunião com o Fletch. Alguém contra?”
“Contra o quê? Contra ficar famoso? Deixa eu pensar...
Aaaaaaaah, não!” – Dougie falou e os outros concordaram.
“Tô tão feliz por vocês!”- sorriu ao ver a alegria dos meninos.
A vida deles todos começava a ganhar um cenário pós-formatura. Aquilo era realmente excitante!
Aquela semana passou rápido de mais. Mas todo fim de ano letivo parecia mesmo uma correria.
Era quinta-feira e estava levando Bruce de volta à casa dos Jones.
“Hey!” – Kathy a cumprimentou do jardim. Parecia mais feliz que ela e Danny tivessem feito as pazes do que eles mesmos. – “Como vai? E a nossa criança? Se comportou bem?”
As duas olharam para Bruce sentado ao lado da garota e olhando absorto para uma borboleta.
“O de sempre... Comeu a bolinha que eu costumava dar pra ele brincar, pentelhou um pouco, mas quem resiste a essa carinha, né?”
“Falando de mim?” – Danny apareceu na porta. Provavelmente só tinha ouvido a última parte do que ela tinha dito.
“Uhum... Tava contando pra sua mãe que você comeu uma bolinha de borracha!”
Kathy riu, aquela risada tão particular da família Jones e o garoto ficou com cara de interrogação.
“Tava falando do Bruce, bocó!”
“Ah... Ele comeu a bolinha?”
fez que sim com a cabeça e soltou o cãozinho da coleira, ele correu e começou a pular na perna de Danny, que o pegou no colo.
“Oi, menino! Que saudade!” – Ele olhou para a garota e sorriu. – “Quer entrar?”
“Preciso ir... arrumar as malas.Meu vôo é amanhã de manhã.”
“Boa sorte, querida!” – Kathy desejou sorrindo e sorriu.
Ela e Danny se abraçaram, mas se soltaram logo e ela foi embora.
Tinha sido assim a última semana. De olhares que se encontravam e desviavam e mãos que se tocavam e se repeliam, evitando o pior. Nunca tinham passado por aquilo desde que começaram a namorar. Ou estavam juntos ou não estavam, esse meio termo os confundia.
No aeroporto, naquele dia, o clima era descontraído. tinha os proibido de chorar ou qualquer coisa do tipo.
“Já falei pra vocês deixarem pra chorar quando eu voltar e dizer que eles deram um pezão na minha bunda!”
“Eu é que vou dar um pé na sua bunda pra você entrar logo nesse avião!” – Tom falou, checando o relógio.
“Calma, dude! A voz sexy nem chamou o vôo dela!” – Dougie falou com as mãos nos bolsos. lançou um olhar de reprovação para ele.
“Quando a volta?” – perguntou olhando de Harry para Tom. Um dos dois tinha que saber.
“Semana que vem!” – Harry respondeu.
“E aí nós voltamos ao aeroporto...” – Danny disse. – “Daqui a pouco os caras do McDonald’s vão chamar a gente pelo nome!”
Todos riram.
“Bom, quando vocês forem famosos, eles vão!” – ponderou.
“É. Até a moça da voz sexy vai!” – Dougie sorria. – “Tom, Harry, Dougie e Danny; entrem na porra do avião AGORA!” – Ele disse, imitando a voz dela.
Todos riram.
“Olha a carinha da minha mãe!” – disse, entortando um pouco o pescoço e sorrindo. Mrs. Camargo vinha com um copo de café da Starbucks nas mãos. – “Tá mais feliz que eu!”
“É, se ver livre de você é uma alegria mesmo!” – Danny falou e a olhou de canto de olho, recebendo um tapa no braço. – “Você acha? A gente tá aqui só pra ter certeza que você tá indo mesmo!”
Ela riu e distribuiu mais tapas no braço dele. O garoto gargalhou daquela sua maneira escandalosa chamando a atenção de quem passava. E então anunciaram o vôo dela.
“Eu odeio a moça da voz sexy!” – suspirou. Se despediu de todos e da mãe. E então, mais perto de sua mala, estava Danny. Para ser abraçado por último.
“Vai cair na mala!” – Ela zombou, se aproximando.
“Sete vezes!”
Danny abriu os braços e ela passou os braços pelo pescoço do garoto. Dane-se se seu coração ficasse apertado porque os dois só ficariam no abraço. Precisava abraçá-lo forte, quase sufocá-lo.
Sentiu as mãos dele em sua cintura e foi levantada do chão.
“Boa viagem, linda!” – Ouviu-o sussurrar e se arrepiou com o sopro de sua voz. Talvez as coisas fossem assim com eles até o fim, independente de quando fosse o fim. – “Se cuida! E boa sorte na entrevista!”
“Se cuida você também! Juízo!” – falou, com uma entonação diferente no “juízo”. – “Vou sentir saudades!”
“Eu também. Muita saudade!”
Ele a colocou no chão e acenou para os outros.
Respirou fundo e passou pela porta de vidro. Seu estômago deu uma cambalhota engraçada. Estava indo em direção ao seu futuro!
[n/a: Coloquem para tocar: Band-aid – Pixie Lott]
voltou pouco depois de viajar e lá se foram todos eles para o aeroporto de novo.
Junho chegou e, para o pessoal do terceiro ano era hora de se matar de estudar... E pensar no baile de formatura. Os meninos, que não estavam nem aí com suas notas passavam as aulas escrevendo músicas e falando sobre as férias. Tom era a exceção, lógico. Arrumava tempo para estudar, ensaiar, escrever e namorar.
“Acho que ele não dorme!” – Dougie sugeriu numa das aulas de sexta-feira. Os meninos riram.
sentia falta de . Era estranho passar tanto tempo sem vê-la na escola. Precisou ir comprar o vestido sem esperá-la. Ela e foram ao shopping juntas escolher seus modelos.
“ vai comprar o dela lá na Califórnia. Gente chique é outra coisa!”
“Como está lá?” – perguntou.
“Ela está amando! Disse que a casa nova do pai é um sonho... A entrevista é amanhã!”
“Que frio na barriga!”
Passaram pela papelaria de Mark e sorriu, acenando de longe para ele. riu.
“Ele ainda está com a Lindsay?”
“Sabe que eu não sei... Nunca mais fiquei sabendo de nada! Devem estar... Espero que ela seja legal. Mark é um cara legal!”
“Mas não é o Dougie!”
sorriu tímida.
“Não... Só aquele baixinho esquisito é perfeito pra mim!”
Falando nele, o celular da garota tocou. Ela franziu a testa.
“Dougie quer que eu vá pra lá hoje... ‘Uma noite especial’, nas palavras dele!”
“Uuuuuuuuuuh!” – fez e as duas riram.
Como combinado, chegou à casa dos Poynter pontualmente às 20h. Usava um vestido até o joelho estampado.
Dougie abriu a porta e sorriu. sorriu também, ele estava lindo.
“Entra!”
A sala estava toda apagada e as únicas luzes vinham de abajures espalhados pelo cômodo. Na mesinha de centro, estavam alguns utensílios para comida japonesa. o olhou e sorriu.
“Você fez isso? Você?” – ela perguntou incrédula.
“Você não viu meu quarto ainda...” – o garoto piscou e saiu sorrindo para a cozinha.
se sentou no puff ao lado do sofá, que estava encostado na parede.
[Tradução:]
When I met you
I didn't really like you
First impression was you were somebody who
Walked about right by when I waved at you and say hi
But they say
Bad beginnings make happy endings
And I never knew I begin to understand things
Turn around a hundred and eighty degree
I found my missing piece
Dougie veio com uma barca de sushi, colocou na mesa e a chamou para se sentar ao seu lado com o dedo.
riu e fez o que ele pedia.
“Isso não foi você que fez!”
“Não!” – o garoto pegou um sushi. – “Comprei no restaurante japonês que a gente foi daquela vez!”
mordeu os lábios.
“Tudo isso pra me levar pra cama, Poynter?”
Ele riu da pergunta direta da namorada.
“É... Se você quiser, a gente pode pular essa parte!” – pergunta direta, resposta direta.
sentiu borboletas no estômago, mas riu e deu um tapa nele.
“Me dá um sushi aí!”
There's something ‘bout you
That's like the sun
You warm up my heart when I come undone
You're like my soul mate
And all those days
When I hurt
When I break
Mhm
You are my band aid You are, you are
When I hurt
When I break
You are You are, you are
When I hurt
When I break
You are
Os dois continuaram comendo e conversando.
Quando finalmente ficaram satisfeitos, e Dougie entraram numa discussão sobre a música deles.
“É Surfer Babe, oras!” – Dougie disse, como se fosse óbvio.
“Não pode ser uma que você tenha feito! Tem que ser uma que já exista!”
“Porque?”
“Porque sim, Dougie!”
“Então a gente não tem...”
riu.
“É o que eu tô dizendo, criatura! A gente precisa de uma.”
“ e Danny tem uma?”
e Danny tem várias! Mas eles não são um casal mais...” - Dougie a olhou de canto de olho. - “Ah! Você entendeu... Eu também acho que os dois vão ser um casal pra sempre.”
“Você pode ser meu casal pra sempre?”
Ela sorriu e se aproximou.
“Pra sempre...”
When I get caught in the rain
And it feels like
There is no one in the world who understands my
Complications that I faces everyday
I talk it throw with you
No matter how I try to hide
Just see straight from my disguise
You know how to fix me
You are my therapy
Baby oh
e Dougie estavam deitados no puff, abraçados. Estavam se lembrando de como demoraram para se resolver.
“Mas se a gente for lembrar de todas as vezes que brigamos, vamos ficar aqui até semana que vem!” – riu e se apoiou no cotovelo.
“Nem acredito que a gente tá junto... E que tá tudo bem... Definitivamente!” – Dougie falou, acariciando a bochecha da garota. Ela se abaixou para beijá-lo.
Dougie colocou a mão em sua cintura e a fez deitar-se sobre ele.
“Eu te amo!” – ele disse, sorrindo.
“Gosto tanto quando você fala isso! Também amo você!”
E voltou a beijá-lo.
There's something ‘bout you
That's like the sun
You warm up my heart when I come undone
You're like my soul mate
And all those days
When I hurt
When I break
Mhm
You are my band aid You are, you are
When I hurt
When I break
You are You are, you are
When I hurt
When I break
You are,
“Hey! Tenho que te fazer uma proposta!” – Dougie partiu o beijo e se sentou.
“Não... Só vou me casar com você depois que me formar e você for podre de rico e famoso!”
Dougie arregalou os olhos e depois riu.
“Tá, vou me lembrar disso... Mas não é isso que eu ia dizer não!”
também riu e deu um selinho nele.
“Tom disse que vamos ter 20 dias de férias depois da formatura... E você também não precisa ir pra Sheffield em julho...”
“No que você tá pensando, menino do olho pequeno?”
“Vamos pra Austrália? Só eu e você? Eu fiz umas pesquisas sobre passagens e preços... A gente pede pros nossos pais de presente de formatura. Eu tenho uma graninha dos shows do McFLY também... Vamos?”
“Tá brincando?!” – pulou no pescoço dele, deitando-o no puff de novo.
“Acho que isso é um sim, né?”
“É um ‘com certeza’! Posso te confessar? A primeira vez que ouvi Surfer Babe imaginei a gente junto na Austrália... Vendo o sol se por... Surfando juntos...”
“Coz there is nothing I would rather do than catch the waves with you…” – Dougie cantou e sorriu ao sentir os lábios de nos seus mais uma vez.
Isn't it funny how these things can turn around?
Just when I thought I knew you
You prove me wrong
I use to hate the things you love
And love the things you hate
And now I like it
I like it
I like it
Now I la la la like it
I like it
I like it
Now I la la la like it
I like it
I like it
Dougie se levantou, puxando consigo. Os dois ficaram em pé e ele começou a conduzi-la para a escada.
“Você ainda não viu meu quarto!” - ele riu, sem tirar sua boca da dela. – “Tudo bem a gente ir pra lá, né?”
fez que sim com a cabeça e intensificou o beijo. Queria que o namorado soubesse que, dessa vez, não havia dúvidas.
O garoto abriu o quarto e só o soltou porque a curiosidade sempre a vencia. Estava irreconhecível. Não havia uma meia sequer no chão, ele havia limpado e organizado tudo! A cama exibia um lençol novo e cheiroso. E uma capa cobria o tanque de Zukie.
“Você disse que tinha vergonha dele...” – Dougie colocou seu queixo no ombro de e a abraçou por trás.
“Você é perfeito!” – a garota se virou e o abraçou forte. Sentiu-se sendo levada em direção a cama e se sentou quando chegou nela. Sorriu para Dougie e o viu tirar a camiseta. Respirou fundo, mordeu os lábios e, sem desfazer o contato visual, foi chegando para a cabeceira da cama.
There's something ‘bout you
That's like the sun
You warm up my heart when I come undone
You're like my soul mate
And all those days
When I hurt
When I break
Mhm
You are my band aid You are, you are
When I hurt
When I break
You are You are, you are, you are
É… “Bad beginnings make happy endings…”
[n/a: Coloquem para tocar: Falling In Love – McFLY]
apareceu dez dias depois. Estava mais bronzeada, mais feliz e confiante sobre a entrevista. Muito mais bonita, na opinião suspeita de Danny.
Ele sorriu ao ver alguém pulando em seus braços na casa dos Fletcher, em um dos ensaios para o baile.
“Daaaaaaanny!” – gritou ao vê-lo.
“Como foi lá?”
“Tudo perfeito! Acho que vou entrar!”
Ele sorriu abertamente, colocando-a de volta no chão. Sabia que a garota ficaria feliz indo para lá. Amar alguém significa conhecer a pessoa. Saber sobre ela, às vezes mais do que ela mesma.
“Posso ir pegar o Bruce hoje à noite? Saudades dele!” – perguntou.
“Claro!” – Danny mordeu os lábios ao observá-la sair correndo para dizer algo sobre a viagem para . Colocou as mãos no bolso e se perguntou se suportaria dias como os que havia tido enquanto sua garota estava na Califórnia.
“Não tem mais volta, mate!” – Tom deu um tapinha de leve em suas costas, como se estivesse lendo os pensamentos de Danny.
“É... Eu sei...” – ele deu de ombros. – “Eu só quero que ela seja feliz!”
se virou e viu que o garoto a observava. Tinha sentido tanta saudade dele aqueles dias! Mesmo a casa enorme de seu pai parecia pequena quando ela andava para lá e para cá, tentando não pensar em Danny. Os dois sorriram e lutaram para não seguir uma voz insistente que ambos ouviam e dizia: “Vai até lá logo!”
subiu os degraus da casa dos Jones seguindo o barulho do violão. Não tinha visto ninguém, nem mesmo Bruce.
“Hey!” – ela colocou a cabeça para dentro e sorriu para o garoto. – “Já disse que adoro quando você tá de pijama?”
Ele riu e se ajeitou na cama.
“Oi, linda! Entra!”
“Tô te atrapalhando?”
“Claro que não! Veio buscar o Bruce?”
“Vim e...” – se sentou na cama e viu o pedacinho de papel na frente de Danny. – “Aaaah! É uma música nova? Posso ouvir?”
Ela fez menção de pegar o papel, mas Danny foi mais rápido. Mordeu os lábios.
“Hum... Não tá pronta!”
“Você mente muito mal, Danny Jones...” – riu. – “Deixa eu ler a letra então.”
“Curiosa!” – disse rindo.
Ela ameaçou pegar o papel da mão dele, mas o garoto ergueu o braço.
“Vou fazer cócegas...”
“É... É uma música sobre você.” – Danny desceu os braços e a encarou. – “É perigoso cantar agora...”
ficou séria também.
“Prometo que não vou fazer nada!”
Ele ficou quieto.
“E eu prometo que você não vai fazer nada!’ – completou, fazendo uma cara de pidona e segurando a risada. Danny nunca aguentava aquela expressão por muito tempo sem fazer o que ela queria.
Ele riu da promessa e colocou o papelzinho entre eles. Limpou a voz e se ajeitou com o violão no colo.
“Ela se chama Falling in Love...” – ele disse, mordendo os lábios mais uma vez.
O coração de deu um salto apenas ao ouvir o nome da música.
[Tradução:]
“Everyday feels like a Monday, there is
No escaping from the heartache, now I
Wanna put it back together, ‘cause it's
Always better late than never.
Wishin' I could be in California,
I wanna tell you when I call you,
I could've fallen in love,
I wish I'd fallen in love.
Ele tirou os olhos do papel e olhou para sua garota. A garota de quem ele falava na música. Em quem ele havia pensado ininterruptamente nos últimos dias. O único pensamento que tinha enquanto andava pela casa dedilhando o violão, alheio à vida real.
sorriu e mordeu os lábios. Aquela voz, aqueles olhos, aquele sorriso... Seria forte o suficiente para cumprir a promessa? E seria forte para ir para a Califórnia de novo e deixá-lo? De vez?
Out of our minds and out of time
Wishin' I could be with you,
and to share the view,
we could've fallen in love,
Woah-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Woah-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
sorriu. Como ele sabia que ela tinha tido aquele pensamento durante toda viagem? Cada pôr do sol que via da praia ou mesmo do apartamento do seu pai a faziam desejar Danny ao seu lado. Cada lugar novo que conhecia, cada segundo do seu tempo... Quanto mais tentava se distrair, mais encontrava Danny nas coisas!
Waking up to people talking
and it's getting later every morning
Now I, realize it's nearly midday
And I've, wasted half my life, to throw it away,
Saying, every day should be a new day,
To make you smile and find a new way,
of falling in love, I could've fallen in love
Se lembrou do diálogo que tiveram na manhã seguinte à sua primeira vez:
“Se eu já não fosse desesperadamente apaixonada por você, me apaixonaria agora.”
“Se eu não fosse perdidamente apaixonado por você, me apaixonaria todo dia!”
Ela também se apaixonaria todos os dias por Danny, como vinha fazendo no ultimo ano! Não se lembrava de um dia sequer que não tivesse visto algo incrível em seu garoto. Mesmo quando precisava odiá-lo, mesmo quando nem deveria estar reparando nele.
Out of our minds, and out of time,
Wishin' I could be with you,
To share the view, oh
We could've fallen in love
Woah-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Woah-oh-oh-oh-oh
We could've fallen in love
Woah-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Woah-oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh
Sick of waiting, I can't take it gotta tell ya
Sick of waiting, I can't take it gotta tell ya
Sick of waiting, I can't take it gotta tell ya
Sick of waiting, I can't take it gotta tell ya
Sick of waiting, I can't take it gotta tell ya
Danny parou de olhar o papel e olhava diretamente para ela. Os olhos dos dois não se desgrudavam. estava quase mandando tudo às favas. Califórnia, Brooks...
Começava a doer fisicamente que eles não pudessem ficar juntos, quando ambos sabiam que era aquilo que queriam. Será que seu pai aceitaria que Danny e os meninos (afinal, ele não iria sozinho) morassem com eles?
I can't take another night on my own,
So I take a breath and then I pick up the phone she said
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
She said
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
She Said
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh
“Você devia ter ligado mesmo!” – pensou.
Ela sorria pra ele como uma idiota, estava hipnotizada.
Danny ficava lindo quando tocava, com uma expressão de concentração, mesmo quando estava encarando-a, e não olhando para o papel. Ela gostava de tudo nele. TUDO!
E Danny a olhava enquanto cantava, observando sua expressão. Ela mexia as mãos