Like a Dream

Escrito por Graziela Fernandes - Siga a autora no Twitter
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Pov.

Acabava de completar 18 anos, tinha começado a faculdade, sai de casa e fui morar com minhas melhores amigas, e , durante meu período de escola fiz um curso de eventos e às vezes conseguia uns estágios. Fazia faculdade de Nutrição, Direito e já estava indo para o seu terceiro ano de Direito. Éramos de famílias ricas, mas odiávamos viver à custa de nossos pais, nos conhecíamos desde pequenas e as três éramos filhas únicas, então era como se fossemos irmãs.
Morávamos em um apartamento bem confortável e não imaginávamos que no mesmo prédio moravam pessoas que mudariam nossas vidas.

1. Dia da mudança.

- Vamos , a tá esperando - minha mãe me chamava enquanto eu terminava de me arrumar.
Minha mãe não gostou muito da ideia de me mudar, mas depois de eu insistir ela cedeu, meu pai sempre me apoiou.
- Tô indo mãe, tô indo – terminei de me arrumar e desci.
Quando cheguei lá fora, meus pais, e me esperavam.
- Filha, tem certeza que vai ser bom para você se mudar assim tão cedo? – minha mãe falava passando a mão no meu rosto.
- Tenho mãe, vai ser melhor, vou morar perto da faculdade, até vou poder acordar mais tarde – falei desviando do carinho dela.
Eu tinha sérios problemas para acordar cedo.
- É filha, mas você vai ficar longe da gente – ela falou fazendo biquinho, sim minha mãe parecia mais criança do que minha priminha de três anos.
- Mãe, pelo amor né, nem vou pra tão longe assim, nada que 10 minutos de carro não resolva. Agora tenho que ir.
Me despedi deles e fui para o carro onde as meninas me esperavam.
- Vamos antes que minha mãe se jogue na frente do carro e não deixe eu ir. – falei dando risada e fazendo-as rir.

 Chegamos ao apartamento rápido, não disse que em 10 minutos chegávamos?
Queria ver logo o apartamento, afinal, foi a que escolheu, e às vezes tinha medo das escolhas dela.
Por fora já vi que era grande, confortável e caro. Íamos dividir as despesas, já que as três recebiam dinheiro dos pais e eu ganhava quando fazia uns “bicos” de eventos.
- Vamos, quero ver o que a escolheu – disse fazendo cara de medo, tirando uma com a cara de .
- Relaxa, vocês vão amar – disse convencida.
Entramos e fomos para o saguão, resolvemos o que tinha que resolver e subimos para o 4° andar apartamento 12.
Logo de cara gostei, era bastante espaçoso, teria um quarto pra cada uma, gostei bastante.
- Nossa , você acertou na escolha – falei dando um tapinha em seu ombro.
- É, eu disse que vocês iam gostar.

 Escolhemos nossos quartos e fomos arrumar nossas coisas. Depois estávamos juntas na sala.
- Vou dar uma volta, vocês vem? – perguntei levantando.
- Eu vou – disse também levantando.
- Vão vocês, eu vou ficar arrumando umas coisas para a faculdade. – disse se esparramando no sofá.

2. Primeira Vista.

Pov.

- Então , vai ficar aí ou vamos dar uma volta – falei tentando fazer o levantar do sofá.
- Mó preguiça, acabei de chegar da academia.
- Para de moleza moleque, levanta daí e vamos – falei puxando ele.
- Ta, só deixa eu colocar uma blusa.

 Estávamos andando distraidamente pela rua quando avistamos duas meninas LINDAS, e novas por ali já que nunca tinha visto elas.
- Hei , olha aquelas meninas – falei dando um cutucão nele.
- segura a onda aí, acabou de ficar solteiro e já quer sair pra azaração – disse quando nem tinha visto elas.
- Mano olha elas, elas são bem bonitas – falei o fazendo olhar.
Ficamos olhando elas, e acredite, nem olhou na nossa cara.
- Cara, são bonitas mesmo – falou sem nem piscar.
- Não disse? – falei dando um tapinha na barriga dele.
Pov. Off

Pov.

Eu e descemos e fomos dar uma volta.
- Como será que vai ser na faculdade hein? – falei quebrando o silêncio.
- Ai, espero que seja melhor do que na escola, na nossa escola só tinha criancinha.
- Verdade, nem me fala, graças a Deus que acabou não vou ter que olhar na cara do idiota do Marcelo.
- É, e eu e a não vamos mais ter que agüentar você falando daquele imprestável.
- Hei, não fala assim dele – falei dando um tapinha nela.

“flashback”
Nunca sofri tanto por um menino como sofri pelo Marcelo, ele me iludiu muito, sempre achei que fôssemos namorados, mas quando vi ele aos beijos com outra menina foi o fim, não tive coragem de ir tirar satisfação com ele, sumi da escola por um tempo e quando voltei nem olhei na cara dele. É lógico que não tinha esquecido ele, mas tinha que evitar pro meu bem.
“fim flashback”

 Estávamos andando distraídas quando eu os avistei, não acreditei putz eu era muito fã deles, sempre quis ir a um show, eu e as meninas já tínhamos combinado de ir um zilhão de vezes mas nunca deu certo, ou a tinha que estudar ou eu e a , enfim, nunca deu certo.
- , fica calma, DISFARÇA e olha pra sua esquerda – falei olhando disfarçadamente.
virou, e quando viu eles...
- Meu Deus , é os meninos do VOLK... Ah vamos lá – ela falou quase saindo correndo.
- Não , fica quieta aqui – falei impedindo ela.
Seguimos eles com o olhar e não acreditamos quando vimos que eles estavam indo em direção ao e ao do CINE.
- Meu Deus isso tá bom demais.
- A gente não vai lá mesmo?
Mas já era tarde, eles saíram andando e não fomos atrás deles.
Nós somos tipo, muito fãs de VOLK e isso graças à banda CINE, também éramos fã de CINE, eu amava o , já a era apaixonada pelo Rafinha e a pelo XIM.
Pov. Off

Pov.

Tinha acabado de arrumar as coisas para a faculdade e tava maior cansada, resolvi tirar uma soneca que não durou muito tempo já que a e a entraram gritando no meu quarto.
- , você não sabe quem a gente acabou de ver – disse se jogando na minha cama.
- Quem menina? – perguntei curiosa.
- OS MENINOS DO VOLK!!! – as duas falaram juntas.
- Quem? Onde? – falei me levantando.
- Ali embaixo, queria ir falar com eles, mas a não deixou – falou fazendo biquinho.
- Ah lógico, do jeito que você tava, você ia assustar os meninos.
- Ah, eu quero ver eles. – falei.
- E o melhor de tudo é que o e o também estão por aqui. - falou – Ai meu .
- Será que eu vou ver eles?
- Vai sim amiga, a gente ainda vai a um show. – disse toda feliz.

3. Parcerias.

Pov.

- Hei para de babar pelas meninas e olha que os meninos estão vindo.
- Eae, tudo suave? – Rafinha chegou cumprimentando.
- Tudo suave, tirando o fato de que o tá babando pelas meninas ali – falou apontando para as meninas.
- HAHA, eu que tô babando por elas né – falei dando um tapão nas costas dele.
- Enfim, as meninas são gatas, mas precisamos combinar tudo sobre a nossa parceria do show de sábado. – XIM falou e fomos para o Ap.
Combinamos tudo para o show de sábado, íamos cantar junto com o VOLK e Sevenlox.
“eae pessoal tá confirmado, sábado tem show do CINE, VOLK e SEVENLOX, quero todo mundo” postei no twitter, queria o lugar cheio ia ser um showzasso.
Pov. Off

Pov. .

Depois que tínhamos contado pra , entrei no twitter como de costume (viciada) e vi aquele post do avisando do show.
- Meninas, meninas – sai do quarto gritando.
- Que foi , que gritaria é essa menina? – saiu do seu quarto.
- Sábado tem um show do Cine, Volk e Sevenlox, vamos?
- Aaaah eu quero ir – disse.
- Acho que... – falou pensativa – VAMOS SIIIIM.
Já era tava combinado, íamos ao show de nossas bandas favoritas e nada ia impedir a gente.
Depois que ficamos imaginando como seria o show, fomos dormir afinal, o dia seguinte era o nosso primeiro na faculdade.

4. Faculdade.

Logo no nosso primeiro dia de faculdade chegamos atrasadas.
- Culpa da que não se arruma logo. – reclamava quase correndo pra chegar logo.
- CULPA MINHA!!! – falou – eu tava pronta faz tempo a que não saia mais do banheiro.
- Ai gente relaxa, é o primeiro dia, nem vai ter nada de mais. – falei tentando acompanhar os passos delas.
Chegamos e cada uma foi para suas salas.
Cheguei à minha sala, estava todo mundo conversando como se já se conhecessem faz tempo. Vi um lugar vago e fui logo me sentar. Uma menina que tinha cara de mimada veio falar comigo.
- Oi, meu nome é . – se apresentou – Me chama de .
- Oi. – falei – o meu é .
- E ai o que você faz da vida – a menina queria saber com a tentativa de puxar conversa.
- Ah nada, moro com minhas amigas e às vezes faço uns ‘bico’ em eventos. – falei.
- Sério?? – ela perguntou com cara de espanto.
- É – falei mais espantada ainda.
- Nossa, que legal.
- É??? – ãh não tava entendendo nada.
- Quando você precisar de trabalho pode falar comigo – ela se ofereceu.
- Por que, você também trabalha em eventos? – perguntei me interessando.
- Sim, e também meu primo tem uma banda e eles tocam em eventos – explicou – então quando você quiser participar ajudando é só falar.
- Ah quando você estiver trabalhando em um e precisar de alguém é só chamar. – Me interessei bastante.
- Tá bom. Ela sorriu.
É claro que eu ia me aproveitar disso, afinal, ia me dar algum dinheiro a mais.
O primeiro professor entrou na sala, era meio velho, baixo e usava uns óculos bizarros, ele era engraçado fiquei prestando bastante atenção na aula dele.

Pov. Off

Pov. .

Depois que eu e as meninas nos separamos fui para minha sala, e confesso que estava nervosa, como seriam os outros alunos, será que ia ter algum gatinho e as aulas. AI MEU DEUS.
Cheguei à sala e estava uma baderna, me perguntei se tinha entrado na sala errada, já que parecia que o pessoal se conhecia faz tempo, quase sai para verificar, mas não arrisquei, então fui para um lugar me sentar.
Não falei com ninguém e ninguém falou comigo, será que ninguém foi com a minha cara? Enfim, aulas e aulas se passaram e chegou a hora do intervalo.
Fui para o intervalo me perguntando se minhas amigas tinham se dado bem, se fizeram alguma amizade, bom a não, já que ela tava no terceiro ano já, mas e a , como será que foi com ela.
- Oieee menina – chegou me assustando – Nossa tá em choque, .
- Não, distraída mesmo. – falei.
- Ah, já viu algum gatinho e tá ai boiando né? – disse rindo e me dando uns cutucões.
- Não nada a ver.
Encontramos a falando com uma menina, que logo de cara não fui com a cara dela.
- Oi gente, essa é a . – Ela apresentou a menina – essas são minhas amigas e .
- Oiii – Eu e falamos juntas.
- Então a vai me ajudar a conseguir uns “bicos” em alguns eventos – falou sorridente.
- Ah, que legal. – falou.
- É se vocês quiserem, eu levo vocês no show do meu primo no sábado. – falou.
- Ah nem dá, a gente já tem um show pra ir. – falei.
- Aposto que eu sei no show de quem que vocês vão. – ela falou.
- É de quem então? – falei desafiando-a.
- CINE!
Quebrei a cara.
- Nossa, como você sabe? – perguntou.
Ela deu risadas.
- Porque meu primo toca na banda. – ela disse.
- Como é? – falei começando a gostar dela (interesseira kkk).
- Sério? Quem é seu primo? – perguntou.
- O . – ela disse.
Ai meu Deus quis morrer.
- O é seu primo. – quis ter certeza.
- É sim e se vocês quiserem, eu passo um pano pra vocês e vocês entram de graça e ainda os conhece. – ela disse.
- Aaaah sério. – falei. – eu vou conhecer o .
- Uhum.
- Uma perguntinha. – disse levantando as mãos. – eu vou poder conhecer o Rafinha do VOLK?
- AAAAH, acho que sim. – ela disse.
- Ah, então nós vamos com você. – disse saltitante.
- Tá bom, então depois a gente conversa. – ela disse e saiu andando.
- CARACA, nós vamos ao show do CINE, VOLK e SEVENLOX de graça e ainda vou conhecer eles. – eu disse entre risos.
- Aaaah eu vou conhecer eles. – disse ainda saltitante.
- O , não é por nada não, mas você tá na faculdade, para de pular menina. – avisou.
Coitada da a acabou com a alegria dela, na verdade não acabou não, ela parou de saltitar, mas nós três não nos aguentávamos de felicidade.
A semana passou mais lenta do que uma tartaruga, mas finalmente o sábado chegou, já tínhamos combinado tudo com a , as 4:00 nos encontraríamos para irmos para o show mais esperado por nós três.

5. O Show.

Pov. .

- Ai, tô tão ansiosa – falei.
- Só você menina? Só de pensar que vou conhecer o , dá vontade de sair gritando. – falou entusiasmada.
Eram 12h00 e não tinha levantado ainda, lógico que estranhamos, não pelo fato de que tava tarde, porque era normal ela acordar essa hora, mas como hoje era um dia importante pra nós, imaginava que ela acordaria mais cedo.
- Nossa a não levantou ainda? – Perguntei.
- Vamos acordar ela em grande estilo. - disse com cara de sapeca.
Fomos até o quarto dela, e ela tava toda esparramada na cama, de boca aberta e nem acordou quando entramos, então eu e nos olhamos e as duas pulamos de uma vez em cima de .
- ACORDA MENINA, hoje é sábado o dia mais esperado pela gente, anda levanta. – gritou.
- Ai me deixa dormir – resmungou. – minha cabeça tá explodindo.
- QUEEEEE?!?! – Eu e gritamos ao mesmo tempo.
- Como assim sua cabeça tá explodindo. – falei – hoje é o grande dia , o dia do show dos meninos.
- Tá eu sei. – ela resmungou – deixa eu dormir que eu acordo legal tá? Agora sai.
- É lógico que você ta com dor de cabeça, foi pra balada com o pessoal da faculdade ontem. – disse.
- Como assim, e eu não tava sabendo disso?
- É a senhorita aqui saiu ontem a noite com um pessoal da faculdade, chegou era três da matina e agora ta assim – explicou.
- Ai gente ta bom vai, depois a gente fala disso, agora deixa eu dormir. – falou expulsando a gente do quarto.

- Não acredito que a ta nessa ressaca. – disse me sentando no sofá.
- Só espero que ela levante logo, eu que não vou ficar acordando ninguém.

 Horas depois...
- , já são 3 horas e você ta na cama ainda, a gente já vai sair. – falei tentando acordar ela, não deu certo.
- E ai, ela não acorda? – perguntou.
- Não, to vendo que a festa foi boa ontem. – falei.
- Bom eu vou terminar de me arrumar daqui a pouco nos encontramos com a . – disse se levantando.
- É eu também já estou terminando de me arrumar.
Quando estávamos indo terminar de nos arrumar apareceu na sala, ela tava horrível, olhos inchados, toda descabelada com a mesma roupa que saiu, e com a mão na cabeça disse:
- Gente, acho que não vai dar pra eu ir não.
- Nossa você ta... – fique com medo de dizer, de ser tão sincera. – HORRÍVEL.
- O que aconteceu ontem, hein? – perguntou.
- Sei lá, não lembro de nada – ela falou se jogando no sofá. – vão vocês eu vou ficar bem.
- Tem certeza? A gente já tinha combinado de ir juntas – disse.
- Pode ir, ta tudo bem depois vocês me contam. – ela disse – e tira uma foto do Rafinha pra mim. – ela riu.
- Ta bom amiga, pode deixar. – falei.
O telefone tocou, era avisando que já estava nos esperando.
- Ok amiga, a gente ta indo. – nos despedimos.
- Ta bom, bom show pra vocês. – disse indo para o quarto.
- Coitada da ela queria tanto ir. – falei.
- É, mas vamos curtir por ela, é o mínimo que podemos fazer. – disse dando um sorrisinho.
Fomos nos encontrar com que nos esperava na frente do prédio.
- Ué, cadê a ? – perguntou.
- Ta de ressaca, foi pra balada ontem e agora ta em casa morrendo de dor de cabeça. – expliquei.
- Ela saiu com o pessoal da minha sala? – quis saber.
- Uhum, saiu sim. - disse.
- EITA. – foi só o que respondeu.
Não entendemos o significado desse ‘EITA’, mas enfim, fomos para o show.

 Chegamos ao local do show e faltava meia hora para o mesmo começar, então fomos comprar alguma coisa pra beber e ficamos esperando, e finalmente começou tocar a Intro, os meninos entraram no palco e então começamos a dançar e cantar junto com eles, depois entraram os meninos do Volk e Sevenlox, os meninos da Cine fazendo as dancinhas, nossa que show tudo de bom.
- Nossa a ia estar amando isso aqui. – teve que gritar pra eu poder ouvir.
- Ia mesmo, como será que ela ta, hein? – Perguntei.

Pov. Off

Pov. .

Depois que as meninas foram embora fui para meu quarto tentar lembrar de alguma coisa que aconteceu ontem, mas minha dor de cabeça era tão forte que eu não conseguia me lembrar de nada.
Fui para a cozinha tomar um remédio e comer alguma coisa.
Quando levei um susto com meu celular tocando. Era uma mensagem de um número desconhecido e dizia:
 “Muito boa a noite de ontem, devemos repetir mais vezes. Bjoos. Lucas.”
- Ãh quem é Lucas? – falei comigo mesma. – Ai meu Deus.
‘O que será que aconteceu ontem a noite’ pensei comigo.
Comecei a ficar apavorada e com medo de pensar no que tinha feito ontem na noite anterior.

6. O Momento Mais Esperado.

Pov. .

O show acabou e fomos direto para o camarim, para conhecermos os meninos.
- Caraca, não to acreditando que a gente vai conhecer eles – disse saltitante.
- Ain nem eu – falou quase surtando.
- Vamos deixar todas essas meninas falarem com eles primeiro, depois a gente vai. – falou e só concordamos.
O camarim tava cheio de meninas gritando, tirando fotos, abraçando eles e eu não via a hora de ser a minha vez de abraçar eles, de abraçar o . ‘Ai, vai logo meninas’ pensei comigo.
Depois que aquele monte de fã tinha feio tudo o que uma fã tem direito de fazer era nossa vez de ir falar com os meninos.
Entramos no camarim.
- Oi meninos – que já conhecia eles entrou e foi nos apresentando. – essas são e , meninas CINE, VOLK e SEVENLOX.
- Oi – falamos juntas e fomos cumprimentá-los.

 Bom, fizemos o que todas as fãs fazem, tiramos fotos, abraçamos eles e ficamos conversando.
- Nossa a ia endoidar se estivesse aqui. – falei para .
- Quem é ? – perguntou.
Nossa que susto.
- A é nossa amiga, ela não pode vir. – expliquei.
- E por que ela não pode vir? – perguntou.
- Ressaca, saiu com o pessoal da faculdade ontem e agora tá lá na maior ressaca. – disse.
- Ah, que pena. – disse.
- É, ela adora o Rafinha. – disse.
- Eu – Rafinha disse sorridente. – Que pena que ela não veio.
- É. – eu e falamos juntas.

 Ficamos conversando até a hora que eles tiveram que ir embora.
- Então meninas, foi muito bom conhecer vocês, mas a gente tem que ir agora, o Herbert já ta enchendo o saco. – disse se despedindo da gente. – Espero que nos encontremos mais vezes.
- É, a gente também. – falei com um sorriso enorme estampado no rosto.
- E espero que da próxima vez a amiga de vocês venha. – falou com um sorriso lindo.
- É, também espero. – falei e tivemos que sair.
- Os meninos estão interessados na ou é impressão minha? – falou.
- É, eu reparei também, mas como se eles nunca se viram... – disse.
- Sei lá, mas é estranho.
- Vamos meninas. – apareceu do nada nos assustando.
- Ah, vamos sim. – falamos juntas.
E fomos para casa felizes e contentes pelo show que foi maravilhoso.

Pov. Off

Pov .

Depois de atender uma legião de fãs a prima do entrou com mais duas meninas. Ela nos apresentou elas e o foi logo me dando um cutucão.
- Hei não são aquelas meninas que a gente viu aquele dia lá perto do meu prédio? – falou.
- É uma é, mas cadê a outra? – perguntei.
- Não sei, mas vamos descobrir. – falou e foi cumprimentá-las.
Depois de muito conversar uma das meninas citou o nome de outra que suponho seja a que a gente viu no outro dia. perguntou sobre a menina e confirmei o que pensava, ela não pode vir porque estava de ressaca, e o que me chamou a atenção e que eu não gostei de saber é que ela gostava do Rafinha.
Bom, ficamos conversando até a hora de irmos embora, nos despedimos das gatchenhas e elas saíram.
- ‘Cê viu que coincidência, a gente viu essas meninas lá perto do meu apê e agora a gente encontra elas aqui. - falou.
- Vocês já conheciam elas? – perguntou.
- Não conhecíamos, a gente só viu elas de longe. – expliquei.
- É, e a gente viu a e outra menina que suponho que seja a , a a gente não tinha visto. – falou.
- Bonita essa , né? – comentou rindo.
- É, mas eu acho que ela gostou do XIM. – cortou o barato de .
Os meninos do VOLK e SEVENLOX já tinha ido embora, então Herbert veio chamar a gente para irmos também.

7. Chegando em Casa

Pov. .

- Caraca foi tudo de bom esse show né. – disse enquanto ia entrando no apê – e eles são uns fofos, super simpáticos.
- O melhor de tudo amiga, é que o mora aqui no prédio. – disse se jogando no sofá toda feliz. – e ele tá solteirinho. Ui.
Eu ri.
- E a , hein? – perguntei e no mesmo instante saiu do quarto, ela tava horrível.
- você ta bem? – perguntou.
- Não, eu não to nada bem. – ela respondeu.
- O que aconteceu? – perguntei.
- Eu não sei, não lembro de nada do que aconteceu ontem, eu recebi uma mensagem de um tal de Lucas, eu não faço a mínima ideia de quem é Lucas, eu estou desesperada porque eu não sei o que eu fiz. – ela desabafou chorando. – e ainda por cima perdi o show que eu tanto queria ir.
- Calma relaxa, talvez você não tenha feito nada de mais. – tentei acalmá-la. - O que diz na mensagem?
- Diz que a noite de ontem foi muito boa e que devíamos fazer mais vezes, como eu não vou me assustar com uma mensagem dessas? – ela disse desesperada.
- Ai meu Deus. – falou. – já sei, liga pra , ela deve saber quem é o Lucas.
- Por que ela saberia? Ela fala com as mesmas pessoas que eu, a gente tem os mesmos amigos e eu não conheço nenhum Lucas.
- Liga mesmo assim. – insisti.
- Tá, cadê meu celular? – ela disse indo pegar o aparelho.
Ela ligou e...
Pov. . Off.

Pov.

- Alô .
- Oi , tudo bem?
- Na verdade não ta tudo bem não, mas enfim, eu preciso da sua ajuda.
- O que você tem? Pode falar.
- Eu saí ontem com o pessoal da sala, você lembra que tava todo mundo marcando de sair e talz.
- Hum, lembro.
- Então eu não lembro de nada que aconteceu ontem, eu queria saber se você sabe quem é Lucas.
- Lucas?
- É Lucas.
- Você se envolveu com ele?
- Acho que sim, ele me mandou uma mensagem e eu nem lembro de ter passado meu número pra ele, você sabe quem é?
- o que eu sei é que ele não é da sala, ele é amigo dos meninos da sala e as meninas babam por ele.
- Você já viu ele?
- Não, mas quem já viu diz que ele é LINDO. Mas você não lembra o que fez com ele?
- Eu não lembro de nada , nada.
- Ah, relaxa amiga, vai ver não foi nada de mais.
- Eu to com medo de ele me arrastar na faculdade, é a minha primeira semana e já ficar com fama não dá.
- Aí já não sei, mas fica calma e espera até segunda, se precipitar não vai ajudar em nada.
- Ta bom , valeu.
- De nada, qualquer coisa é só ligar.
- Ta bom, beijo, tchau.

- E aí, o que ela sabe desse Lucas? – quis saber.
- Nada de mais, só que ele é lindo e as meninas babam por ele. – disse.
- Ah, já é uma coisa, vai que ele era feião. – disse rindo.
Nem respondi.
- Enfim, como foi o show?
- Ah foi maravilhoso, e depois fomos conhecer eles... Aaah como eles são lindos! – disse.
- É, foi muito bem. – resumiu.
- E o Rafinha? – quis saber do meu gato.
- Tava lindo e quer te conhecer. – disse.
- O QUÊ? COMO ASSIM ME CONHECER? – ãh sério o Rafinha quer me conhecer, vou desmaiar.
- Uhum, a gente falou que você não pôde ir, e falamos que você é fanzona dele, ai ele falou que quer te conhecer. – explicou.
- Aaaaaah, quando será que eu vou ter a oportunidade? – disse já sonhando.
- Ah, não sei amiga.
- Só o que eu sei é que o mora aqui no prédio e eu vou ver ele mais vezes. – disse toda feliz.
- Não sonha muito não ta, eles fazem show direto em tudo que é lugar, é difícil eles pararem em casa. – cortou o barato dela.
- Mas mesmo assim eu ainda vou ver ele, eu tenho esperança. – disse rindo e nos fazendo rir.
- Mas sabe o que me chamou atenção? – falou.
- O quê? – quis saber.
- O , ele tava interessado em saber de você.
- O interessado em mim?
- Haha, não interessado em você não se iluda, ele só queria saber por que você não foi. – tipo acabou com a minha alegria.
- Ah, mas mesmo assim, ele também ficou querendo te conhecer. – disse.
- Eita, tô aqui, quero conhecer todos, pode vim ooooooolêee.
Elas riram.
Conversamos bastante sobre o show, elas me falaram tudo. As dancinhas, cada brincadeira que eles faziam em cima do palco, e depois no camarim elas me falaram tudo, e no final das contas acabei até me sentindo mal por não ter ido, como se fosse culpa minha. Tá, em parte era, ninguém mandou eu ir pra balada encher a cara igual uma doida e depois ficar nessa ressaca braba.
Depois de muita conversa fomos dormir, afinal, já era três da matina.

8. Lucas

O domingo passou rápido, fomos ao mercado afinal já estava faltando muita coisa na geladeira e nos armários, se não fôssemos logo ao mercado o estoque de comida acabava. Depois ficamos na internet, assistindo televisão ou jogando vídeo-game.
Na segunda acordei ansiosa para ir para a faculdade, queria saber logo desse tal de Lucas, e o mais importante, se ele tinha falado pra alguém o que aconteceu de tão bom naquela noite.
- Anda meninas, que demora pra se arrumar. – falei já na porta pra sair.
- Relaxa , a gente sabe o porquê dessa ansiedade, mas o menino não vai fugir da faculdade – gritou do quarto.
Dez minutos depois elas ficaram prontas e estávamos saindo para ir para a faculdade.
Quando chegamos lá embaixo na recepção tivemos uma visão tipo LINDA, e conversando provavelmente esperando pelos outros meninos.
- AI MEU DEUS! – disse quase surtando.
- calma, os meninos já sabem quem é você não vai dar uma de fã desesperada aqui que eu te bato. – ameaçou.
- Ai gente vamos logo, eu preciso ir pra faculdade, e eles nem vão vir falar com a gente. – disse puxando-as pelo braço.
Queria tanto resolver esse meu “pequeno” problema que nem tava ligando para os meninos (mentira =P).
Saímos andando e quando passamos por eles...
- Hey as meninas do camarim. – ouvi falar.
Ai, não acredito que eles vão falar com a gente.
- Oi – falou um ‘oi’ mas queria dizer ‘vem aqui meu ’. Aff’
- Nossa, que legal encontrar vocês. – disse.
Nossa como ele é lindo.
- A gente achava que nem ia encontrar vocês aqui no prédio já que vocês viajam pra caramba por conta dos shows. – disse (cínica).
- Ah não, a gente tá direto aqui. – explicou.
- Sério? – disse quase babando.
- Ah gente, não é querendo atrapalhar não, mas EU PRECISO IR PARA A FACULDADE.
- Relaxa ai . – disse.
- A essa é a ? – perguntou.
- Oi sou eu sim é um prazer te conhecer, mas a gente ta com pressa sabe, faculdade tem horário pra chegar então a gente precisa ir mesmo, mas espero encontrar vocês mais vezes. – dei um sorrisão.
Não queria ser ignorante com os meninos, mas eu estava realmente com pressa.
- Ta bom meninas, vão lá, não queremos que se atrasem por nossa causa. – falou tão simpático.
- Imagina, que isso. – disse. – Agora vamos meninas.

- Nossa como você foi ignorante. – disse.
- Desculpa meninas, de verdade, mas agora resolver esse problema é o mais importante pra mim.
- Ta bom, mas só porque a gente sabe que vamos ver eles mais vezes. – disse sorridente.
Enfim fomos para a faculdade.
Logo que chegamos veio falar comigo.
- Oi , tá melhor? – disse me cumprimentando.
- Tô sim , mas só vou ficar bem mesmo quando souber quem é esse Lucas.
- Ah, ele tá ali. – ela me disse apontando para um grupo de meninos que era da minha sala. – Suponho que o único que a gente não conhece seja ele, pelo que eu sei, ele e os meninos da nossa sala não se desgrudam.
QUE MENINO LINDO. Loiro, olhos azuis, nem muito forte nem muito magro, vestido com uma calça jeans e uma blusa soltinha que deixava ele lindo, a coisa mais linda.
- Nossa, que gato. – disse ficando de boca aberta.
- Verdade amiga. – concordou.
Não sei se ele percebeu que estávamos todas olhando para ele sem nem disfarçar, mas ele olhou em nossa direção e deu um sorrisinho.
Será que eu vou lá falar com ele? Não, melhor não, deixa ele vir falar comigo.
AI MEU DEUS ELE TÁ VINDO NA MINHA DIREÇÃO.
- , ele tá vindo. – as três disseram juntas.
- Eu sei, tô vendo.
- Relaxa amiga, a gente vai sair pra deixar vocês conversarem. – disse.
- NÃO. – mas quando falei, elas já estavam andando, dando as costas pra mim.
O menino chegou até mim.
- Oi. – ele disse timidamente.
- Oi. – disse mais tímida ainda.
Eu queria acabar logo com aquilo então fui direto ao assunto.
- Então, vamos direto ao assunto. – disse de uma vez.
- Ah claro, você quer falar de sexta né? – ele disse.
- É isso mesmo. Olha, a verdade é que eu não me lembro de nada o que aconteceu e eu queria que você me falasse, principalmente o que aconteceu entre nós. – disse.
O menino ficou com cara de confuso.
- Você não lembra de nada? – perguntou.
- Nadinha. – fiz cara de medo, pela reação dele.
- Bom a gente ficou na balada, bebemos um pouco demais, acabamos ficando muito bêbados, mas não aconteceu nada de mais.
- Tem certeza?
- Tenho sim.
Não sei se era realmente isso o que tinha acontecido, por mais que não lembre de nada, pela empolgação daquela mensagem isso que ele me contou não fazia tanto sentido. Mas eu estava satisfeita se era isso mesmo o que tinha acontecido, não perguntei por mais detalhes, afinal quem procura acha.
- E alguém aqui da faculdade sabe? Estão comentando alguma coisa sobre o que rolou? – Perguntei, essa era a minha maior preocupação.
- Não ninguém ta comentando, todo mundo ficou bêbado e ninguém lembra de quase nada. – ele respondeu naturalmente.
Bom isso me pareceu ser verdade.
- Ufa que alívio, é bom saber que ninguém lembra do que aconteceu, nem eu. – dei risada.
Ele deu um sorriso lindo.
- Bom, então ta, foi um prazer te conhecer, espero poder conversar com você mais vezes, sem esse clima assim meio tenso. – disse dando um sorriso simpático.
- Também espero, eu sou amigo dos seus amigos então a gente vai trombar mais vezes. – ele sorriu.
- Então ta, vou indo pra aula. – disse dando outro sorriso e saindo.
- Ta, vai lá. – o ouvi dizer quando já tinha saído.

 Fui para a aula. Aulas e aulas se passaram e chegou a hora do intervalo.
Fui correndo encontrar as meninas e falar que graças a Deus não tinha rolado nada de mais entre eu e o gato do Lucas.
- Oi meninas. – disse toda contente.
- Pela sua felicidade você tem boas noticias. – disse.
- Ai, não rolou nada entre mim e Lucas. – falei aliviada.
- Ah que bom né dona . – disse fazendo cara de mãe.
- Bom passou né, agora bola pra frente e esquecer esse assunto de uma vez. – disse.
- Mas fala ai, o que vocês conversaram exatamente? – falou.
Ficamos o intervalo todo falando da minha conversa com o Lucas.

9. Mais um Esbarrão.

Pov. .

Estávamos eu e esperando os moleques chegarem para irmos pra casa do fazer alguns corres, quando as meninas do camarim saem do elevador.
- Olha lá as meninas. – diz me dando um cutucão.
- Vamos falar com elas. – disse.
Fomos lá puxar um papo com elas, mas as ‘gatchenhas’ estavam com pressa então nem quisemos atrapalhar.
- Nossa, como essa é ignorante. – disse.
- Sei lá né, elas estavam com pressa pra chegar à faculdade, vai ver ela tinha algum compromisso. – disse.
E os outros Cineboys chegaram...
Fomos para a casa do fazer aquela reunião básica pra decidir algumas novidades do Cine.
- Eu e o encontramos as meninas do camarim a e a . – disse aproveitando uma pausa na reunião.
- E a também. – completou.
- E ae vocês foram educados e falaram com elas? – disse rindo.
- Elas estavam com pressa pra ir pra faculdade, então nem deu pra trocar muita ideia com elas. – disse.
- Mas eu achei aquela tal de muito ignorante. – disse.
- Ah eu bem acho que você ta gamado na gatinha, lá no camarim ficou perguntando dela pras outras meninas agora vem falar que ela é ignorante, conta outra. – disse tirando uma com a cara de .
- Ixi nem to ó, só estou comentando. – disse ficando irritado.
Todos riram.
Enfim organizamos tudo, estava quase tudo pronto para as novidades da banda. Por volta das 14h estávamos voltando para nossas residências, como sempre veio pro meu apê furar a bóia.
Pov. Off

Pov. .

Chegando ao prédio em que morava, adivinha quem encontramos? Sim as meninas de novo, elas estavam todas contentes com um belo sorriso no rosto e eu e não conseguíamos parar de olhar.
- Hey os meninos de novo. – Ouvi dizer.
- Eae meninas tudo bem? – disse meio bobão com aquele sorriso lindo da , na verdade só olhava pra ela.
- Estou começando a achar coincidência demais nos encontrarmos toda hora. - disse rindo. – zueira meninos.
- Que bom que estamos nos encontrando toda hora, melhor pra nós. – foi à vez de falar.
Fiquei feliz em saber que ela gosta de nos encontrar.
- Ah é bom pra nós também, fico feliz em ver vocês toda hora. – disse chegando mais perto de que abriu um sorrisão no mesmo instante. Eeeee Diegão kkkk.
- Ah meninos eu queria pedir desculpas por hoje cedo, sabe minha ignorância, eu precisava resolver um problema urgente na faculdade e não podia demorar malz ae. – disse se redimindo.
- Ah imagina sem problemas. – falei e todos olharam pra minha cara, acho que dei muito na cara que ela realmente não tinha problema nenhum. Corei.
Ela sorriu pra mim.
- Bom vocês já almoçaram? – quebrou o silêncio, valeu .
- Não. – elas responderam em coro.
- Então eu e o convidamos vocês para almoçar lá em casa.
- Ebaaa, e nós aceitamos com muito prazer. – disse.
- Ta, mas com uma condição, vocês vão ter que ajudar a preparar o almoço. – disse rindo.
- Xiii sou péssima cozinheira, mas vou fazer um esforço. – disse.
Enfim subimos para o apartamento do pra preparar o nosso almoço.
Não teve jeito tivemos que chamar pra vim nos ajudar, ajudar no almoço e ajudar ele com a , vamos unir o útil ao agradável. Logo que ele chegou mandou alguém ir ao mercado pra comprar molho de macarrão.
- Eu vou se alguém for comigo. – disse
- Ta eu vou. – se ofereceu.
e olharam pra mim deram uma piscadela e riram.
- Vamos então. - disse saindo e dando risada.
O mercado era ali mesmo perto do prédio. No caminho do mercado...
- Valeu por vim comigo. – não acredito que estava falando aquilo.
- Ah imagina, tudo pra fugir da cozinha. – ela respondeu toda simpática.
- Então você conseguiu resolver seu problema lá na faculdade? – perguntei tava falando qualquer coisa pra puxar assunto.
- A consegui sim, graças a Deus. – fez cara de aliviada.
- Nossa era sério seu problema né pra você ta tão aliviada, era algum problema na diretoria, com algum professor, o que era. – CURIOSO.
- A não, não tinha a ver diretamente com a faculdade. – ela explicou.
- Então... – para de ser Zé povinho.
- Era com um menino ai. – ela disse. – Você quer mesmo saber?
- Uhum. – comecei agora quero saber tudo.
Ela começou a falar enquanto olhava os molhos de macarrão.
- Ta, eu sai com pessoal da faculdade né sexta, enchi a cara e não lembrava de absolutamente nada, a única coisa que eu sabia é que tinha sido muito bom, eu sabia disso graças a uma mensagem que eu recebi de um menino da facul, ai eu queria saber o que tinha sido tão bom por isso que eu estava com tanta pressa. – ela explicou.
- Ah entendi. – fiz cara de ‘quero saber mais’.
- Bom ai eu fui perguntar pro menino o que rinha rolado e ele disse que não tinha rolado nada de mais, só que a gente tinha ficado na balada mesmo, por isso meu alivio.
- Entendi. – Agora sim satisfeito.
Ela deu um sorrisinho. Pagamos o molho no caixa e voltamos para o ap.
- Por isso você não foi ao show né? – perguntei.
- Foi sim, fiquei mó mal, mas eu quero ir ao próximo principalmente se tiver o Volk, pra eu conhecer o Rafinha. – ela disse toda contente.
Fique sem palavras.
- Quem sabe no próximo show. – disse meio sem graça.
- Mas vocês são amigos, vocês podia chamar eles pra ir no ap do ai eu poço conhecer eles. – ela disse com um sorriso lindo no rosto.
Sério que ela ta me pedindo isso.
- Pode ser vamos ver quando eu falar com eles.
Ela abriu um sorrisão.
Chegamos de volta do mercado, entregamos o molho para o chefe e ele terminou de preparar a macarronada. Percebi que quando chegamos e saíram do quarto rindo iguais uns loucos. E estava na cozinha ajudando .
Almoçamos depois as meninas ajudaram com a louça, conversamos mais um pouco e depois elas tiveram que ir embora fazer os deveres da faculdade.

- Eae como foi enquanto eu estava no mercado, e saindo do quarto, hum muleke safado. – disse rindo.
- Ah eu fui mostrar meu quarto pra ela. – ele disse rindo. – Não chegamos aos finalmente ainda, mas a gatchenha já ta na minha. - ele soltou uma gargalhada. – com todo respeito claro.
Rimos juntos.
- Eu e a estamos nos conhecendo melhor, sabecoméné. – ele riu.
- Mas e você e a ? – perguntou me dando uns cutucões.
- A, a gente tava conversando numa boa, papo vai papo vem, até que ela fala que quer conhecer o Rafinha. – disse bolado.
- Vixe ela ta na do Rafinha mesmo em. – disse me ajudando legal.
- Ela disse que era pra chamar ele pra vim aqui pra ela poder conhecer ele.
- E você?
- Falei que podia ser não ia negar.
- A fica assim não. – disse sério, mas senti uma pontada de sarcasmo.
- To de boa, mas só uma coisa, pelo que eu sei a é apaixonada pelo XIM, então te cuida . – disse tirando sarro da cara do .
- Ah nem vem já to conseguindo conquistar a guria, quero nem saber. – ele disse sério.
Ficamos zuando um ao outro e depois fomos fazer uma disputa no vídeo-game.

10. Indecisão.

Pov. .

Depois que almoçamos na casa do , voltamos para nossa humilde residência todas alegres e saltitantes.
- Caraca me belisca acho que estou sonhando. – falei e Grazi me deu um baita de um beliscão. - Aiiiiii, ‘cê é louca? – disse passando a mão no lugar em que ela beliscou.
- Ué foi você que pediu. – ela disse rindo.
- Haha sem graça.
- Eu achei engraçado. – disse rindo.
- Aaaah gente, deixa eu contar, eu falei pro trazer os meninos do Volk no apartamento do pra eu conhecer eles. – Grazi disse com um sorrisão na cara.
- Sério que você pediu isso pro , ? – disse desacreditada.
- Uhum, o que tem?
- O que tem , que meu só você não percebeu que ele ta a fim de você. – disse.
- Ãh o a fim de mim, (risos) nada a ver gente.
- TUDO A VER , até os meninos tão achando que ele ta a fim. – Falei alto.
- Ah é, e ele falou isso pra alguém? – ela quis saber.
- O disse que ele negou quando perguntaram, mas eles estão desconfiados. – disse.
- Então se ele não falou que tava a fim quer dizer que ele não ta. E outra eu quero conhecer o Rafinha.
- Ta né, se você não quer perceber isso é problema seu. – disse dando as costas.
- Ah, e eu falei pra ele trazer OS MENINOS DO VOLK então o XIM também vem. – ela disse dando um risinho para .
- Mas eu não quero mais saber do XIM, meu esquema agora é com o . – disse abrindo um sorrisão.
- Então ta bom. – fez biquinho e foi para o quarto.
- Meu, e agora ta na cara que o ta a fim da . – disse.
- E só ela não quer ver isso. – disse balançando a cabeça em sinal de negativo.
- Bom, sempre foi o sonho dela conhecer o Rafinha, então deixa ela ser feliz. – disse indo tomar um banho.
- É, deixa ela ser feliz. – ouvi dizer.
E fui tomar meu banho.
Pov. . Off

Pov. .

A semana passou rápida, durante a semana tive a oportunidade de conhecer melhor o Lucas, conversamos bastante e ele era gente boa, legal, LINDO, enfim.
Na sexta estava vindo da faculdade sozinha já que as meninas tinham saído mais cedo.
Quando chego na portaria do prédio me deparo com o , lindo e maravilhoso.
- Oi . – disse toda simpática.
- Oi que bom que te encontrei.
- É, por quê? – fiquei toda feliz.
- Então falei com o Rafinha, amanhã ele vai colar ai no apê do , então da pra você falar com ele. – ele disse com um tom meio desanimado.
- Ah é, ta vou ver se consigo falar com ele. – Agora quem desanimou fui eu.
Eu queria conhecer o Rafinha, mas depois do que as meninas me falaram fiquei pensando muito no .
Ainda dizem que ele é a fim de mim, se fosse não estaria trazendo o amigo aqui pra eu conhecer.
- Então é isso. Tchau. – ele disse e saiu andando.
- Tchau.
Subi desanimada para o apartamento. Chegando fui direto me jogar no sofá.
- Oi . – falou.
- Oi. – disse toda desanimada.
- Nossa, que desânimo é esse o que aconteceu? – quis saber e foi logo se juntando a nós.
- Encontrei com o na portaria.
- E isso é motivo pra estar desanimada? – disse.
- Ele veio me falar que o Rafinha vem ai no apartamento do e que era a oportunidade para eu conhecer ele.
- Ué, e por que você está desanimada? Não era isso que você queria? Você tinha que estar animadona menina. – disse.
- É que eu não sei se quero conhecer ele mais.
- COMO ASSIM?! – As duas falaram juntas.
- Depois que vocês me falaram do , que ele tava a fim de mim, eu fiquei pensando nisso. E agora ele acha que eu sou afinzona do Rafinha, mas não é bem assim eu não tô a fim do Rafinha eu só quero conhecer ele.
- Aaaah, caiu na real gatinha. – disse.
- E agora o que eu faço?
- Bom vai lá conhecer o Rafinha de boa, não precisa rolar nada. – disse.
- Ta eu sei que não vai rolar nada, até porque eu não sou gatona pra ele me querer né. O problema agora é o . – disse.
- se não rolar nada entre você e o Rafinha o vai saber né, ai depois você conversa com ele. – falou.
- Verdade né, bom vamos ver no que vai dar, não vai rolar nada entre eu e o Rafinha, até porque eu não sou fácil. – Todas riram. – E depois eu me acerto com o .
- É isso ai menina, agora vai tomar um banho porque tu tá fedendo. – disse tampando o nariz.
- Hei, não tô não tá? – disse levantando e indo para o banheiro tomar banho.
- Que nojo. – disse rindo.
Fui para o banho e fiquei pensando no que as meninas me disseram, não ia rolar nada entre eu e o Rafinha e depois era só conversar com o e acertar as coisas.

11. Rafinha

No dia seguinte, sábado, levantei e olhei no relógio já era 13h30min, caraca dormi demais, fui para sala e estava sentada no sofá jogando vídeo-game.
- Nossa aleluia você levantou. – disse nem tirando os olhos da TV.
- Tão bom dormir até essa hora. – disse me espreguiçando.
Fui até a cozinha e estava cozinhando.
- Nossa vai chover, esta acontecendo um milagre nessa casa.
- Ai para de ser idiota. – disse enquanto mexia alguma coisa que estava no fogão.
Saí da cozinha e fui me sentar no sofá.
- Que milagre é esse de a estar cozinhando? – perguntei para .
deu pausa no jogo virou para mim com cara de fofoqueira e disse.
- Nem te conto menina.
- Conta sim. – disse curiosa.
Quando ia me contar entrou na sala e disse:
- Daqui à uma hora eu quero as duas fora daqui.
- Nossa você ta expulsando a gente da nossa própria casa. – disse rindo.
- É. – ela falou e voltou para a cozinha.
- O que esta acontecendo aqui? – perguntei para .
- Ela convidou o para vim aqui e agora ta lá pagando de cozinheira. – explicou.
- E quando ela falou com o ?
- Filha os dois já trocaram os números, vira e mexe eles tão trocando mensagens um com o outro.
- Nossa sabia disso não.
voltou para sala, se jogou no sofá e disse.
- Cara como é difícil passar uma boa impressão, estou exausta.
Eu e nos olhamos e soltamos uma gargalhada.
- Ta, daqui à uma hora nós temos que sair e a gente pode voltar que horas? – perguntou.
- Ah demorem, por favor. – disse.
- Ai hoje eu conheço o Rafinha. – disse cortando o assunto e toda contente.
- Nossa já se animou de novo. – disse.
- A lógico né, não vai rolar nada, mas gente é o Rafinha eu sempre adorei ele e agora vou ter a oportunidade de conhece-lo. – dei um sorrisão.
- É isso, é menina. – disse.
Ficamos as três sentada no sofá no maior silêncio, quando começo a sentir um cheiro de queimado.
- tem alguma coisa no fogo? - perguntei.
- Por quê?
- Porque ta cheirando a queimado. – disse.
- AH NÃO, MEU PUDIM. – saiu correndo e gritando para a cozinha.
Eu e começamos a rir iguais doidas.
- Ta bom amiga a conversa ta boa, mas eu vou me arrumar. – disse levantando.
- Que conversa a gente estava quieta. – ela disse rindo.
- Ah fiquei com vontade de falar isso. – disse.
- Idiota mesmo. – ela riu. – aonde você vai, quero ir também.
- Sei lá pra onde eu vou, mas vou sair né, daqui a pouco o ta aí. – disse indo
- Vou tomar um banho.
- Ta bom eu vou com você ta? – disse.
- Ta bom.
Me arrumei. já estava pronta então saímos.
Quando estávamos na recepção o Rafinha entrava no prédio.
- Falo com ele ou não falo? – disse para a .
- Relaxa ele vai vim falar com a gente, eu acho. – ela disse.
E foi o que aconteceu.
- Oi meninas. – ele disse todo simpático.
- Oi. – falamos juntas.
- Você que é a , né? – perguntou olhando para mim.
- Sou eu sim. – disse com um sorrisão.
- A no dia do show suas amigas disseram que você queria me conhecer. – ele disse sorridente.
'Que sorriso lindo' pensei comigo.
- Ah é sim sou muito fã de Volk. – disse.
- Então é um prazer te conhecer. – ele disse me dando um beijo no rosto e me abraçando.
'Nossa assim eu não me aguento' pensei comigo de novo.
- O prazer é todo meu. – disse sorrindo.
- Oi gente, Hello eu to aqui. – disse acenando com a mão.
- Oi, , né? – ele disse a cumprimentando.
Na mesma hora chega à recepção.
- Oi o que ta rolando aqui? – ele perguntou.
- Oi , nada, só estou conhecendo a . – Rafinha explicou.
olhou para mim e deu um sorriso malicioso.
- Então ta, foi um prazer te conhecer Rafinha, mas a gente tem que ir. – disse.
- TEM? – disse olhando pra mim com cara de ‘vou te matar’.
- Tem . – olhei para ela com uma expressão que significava ‘eu tenho que sair daqui urgente’.
- Foi um prazer te conhecer também. – ele disse e veio me dar outro beijo e abraço.
Me despedi de , também se despediu dos dois e saímos.

- Viu não rolou nada. – me disse.
- É ainda bem, realmente meu amor pelo Rafinha é amor de fã mesmo. – disse. – Mas se eu ficasse mais um pouco ali eu não respondia por mim. - disse rindo.
- Você não presta em . – disse também rindo.
- Que foi não tenho culpa se ele é um gato e tem aquele sorriso lindo, vamos concordar né .
- É isso é. – ela disse rindo.
Fomos para uma sorveteria, estávamos com fome já que expulsou a gente e não deu nem tempo de almoçar.
- sorvete não mata a fome. – disse.
- Mas eu quero sorvete.
- Ta né.
- Vou ligar para a pra ela vir pra cá. – disse pegando o celular.
- Sabe que no começo eu não fui com a cara da , mas agora eu gosto dela. – disse.
Liguei pra ela, ela disse que viria então decidimos espera-la para fazer o pedido.
- Oi meninas. – chegou depois de uns 20 minutos.
- Eae. – falamos juntas.
- Então vamos pedir. – disse não via a hora de saborear meu sorvete.
Eu pedi um copão de sorvete de flocos com três bolas e muita cobertura de chocolate, pediu napolitano com cobertura de morango e pediu coco com cobertura de chocolate (n/a: nossa que delicia fique com vontade agora kkk).
Ficamos botando as conversas em dia e degustando do sorvete por horas.

12. Um Romance não um lance?

Pov. .

Fui tomar um banho dali a meia hora ia pra casa de . ‘Hoje tem heim kkk’
Meu celular toca...
- Alô?
- Eae , qual é a boa? – Dash perguntou do outro lado da linha.
- Eae Dash, to de saída manollo, vou na casa da . – disse.
- Hummmm, danado. – Ele disse dando uma gargalhada.
- Para de ser retardado moleque, vou lá pra conhecer melhor a menina e talz, bater um papo sabecomé né. – falei dando risada.
- Ah saquei, eu te liguei pra gente dar um role, mas como você já tem compromisso então vai lá molecote.
- Ta bom, a gente se fala depois. – Disse.
- Ta falou.
Desliguei e fui colocar uma roupa, bermuda jeans uma camisa e tênis, tava pronto.
Resolvi ligar para antes de sair.
- Alô. - ela atendeu e acho que ela não me reconheceu.
- Oi é o . – disse.
- Oi tudo bem? – ela disse e percebi que ela estava tímida pela sua voz.
- Tudo sim linda, só liguei pra avisar que já estou saindo de casa e indo pra ai.
- Ah ta bom, estou te esperando.
- Ta, até daqui a pouco.
- Ta, beijo.
Desliguei o telefone e fui pegar as chaves do carro e ir pra casa de , não era longe nada que 20 minutos eu já não esteja lá.
Já no prédio estava esperando o elevador e e Rafinha saem do mesmo.
- E ae . – disse me cumprimentando com um toque de mão.
- E ae moleques. – disse retribuindo.
- Veio me ver, matar a saudade. – disse rindo.
- Não vim te ver não. – disse sério.
- Haha, ta de zoeira né, eu e o Rafinha vamos nos encontrar com o e dar um role pegada por ai, vamo aê.
- Não mano, eu não vim aqui te ver bobão. – dei risada. – Não é só você que eu conheço aqui do prédio.
- AAAAAH entendi, veio ver a gatinha né. – falou praticamente gritando. – A ?
- É lógico que é a , ou se ta achando que a gatinha é você ainda. – ri alto.
- Haha bobão.
- Encontrei as amigas dela quase agora elas estavam de saída. – Rafinha disse.
- Aaah ela ta sozinha. – disse ironicamente. – Safadinho. – ele disse me dando um soquinho de leve na minha barriga.
- Para . – disse e não consegui segurar o riso.
- Então vai lá mano, ta esperando o quê? – disse.
- Vocês me deixarem ir, dã. – disse com cara de obviedade.
- Ah desculpa aê. – Rafinha disse.
- Já estamos indo. – completou.
- Ta bom então, falou. – disse.
- Tchau safadão. – disse e os dois riram alto.
‘Esses moleques não prestam’ pensei comigo.
Tive que esperar o elevador novamente. Enfim ele chegou e subi para o apê de .
Pov. . Off

Pov. .

Terminei de fazer tudo o que tinha que fazer, fui tomar um banho e me trocar daqui à meia hora o chegava.
Vesti um vestido comportadinho uma rasteirinha e fui fazer uma make leve.
Ele me ligou e disse que já estava vindo.
 ‘Ai caraca que vergonha. Pelo amor de Deus vergonha é a última coisa que você tem que ter nesse momento’ pensei comigo. Respirei fundo e fiquei esperando ele chegar.
Cerca de 20 minutos depois a campainha toca.
AI MEU DEUS É ELE!!
Fui dar mais uma olhada no espelho e fui atender.
- Oi. – ele disse com um sorriso lindo no rosto.
- Oi – dei um sorriso de orelha a orelha. – Entra ai. – disse dando passagem pra ele entrar.
Ele entrou no apê e fiquei atrás dele pensando comigo mesma ‘Isso só pode ser um sonho’
- Nossa que cheiro bom. – ele disse me tirando do transe.
- Fiz pudim você gosta? – dei um sorrisinho.
Lógico que tive que fazer outro o primeiro virou carvão.
- Adoro. – ele disse com um sorriso no rosto.
‘Ta tava na cara que a gente estava totalmente sem assunto, então vamos direto ao que interessa’ pensei comigo e dando um sorrisinho safadinho por dentro.
Ele se sentou no sofá e fui me sentar do lado dele. Já que eu não tinha o poder de passar meus pensamentos pra ele fiz algumas perguntas pra ele.
A gente tava se conhecendo melhor e depois de uns 20 minutos ficamos sem assunto novamente, mas dessa vez foi diferente, logo que a gente ficou em silêncio nos olhamos e ele foi chegando cada vez mais perto até que rolou o momento mais esperado.
Começamos a nos beijar e a cada minuto ia ficando mais intenso, tirei a camisa dele e ele foi descendo as alças do meu vestido até que as tirou, a cada beijo a cada toque ia ficando cada vez melhor, até que a campainha toca.
NÃO ACREDITO!!!
Paramos de nos beija.
- Ta esperando alguém? – ele me perguntou.
- Não. Droga, quem será que é? – disse colocando as alças do vestido e o colocando a camisa.
A campainha tocou de novo.
- CALMA JÁ VOU. – gritei indo em direção à porta.
Quando abro a porta e me deparo com...
- ???
- Oi tudo bem? – ele me cumprimentou e entrou.
- Tudo né. – disse mal humorada.
- ?? O que você ta fazendo aqui? – ele perguntou dando sorrisinho.
- Nada horas, to aqui fazendo companhia pra . – respondeu sem graça.
deu risada.
- Foi mau atrapalhar, mas é que preciso muito falar com a . – ele se explicou.
- Ela não ta aqui . – disse.
- É percebi. – ele olhou pra cara do e riu.
olhou para o com cara de ‘eu mato você’ e foi se sentar no sofá.
- Você sabe onde ela ta? – perguntou.
- Não sei, só sei que a está com ela. - Respondi.
- Liga pra ela pra mim? Por favor? – ele disse com cara de criança birrenta.
- O que? Ué, liga você.
- Ah não, liga você vai. – ele continuou fazendo birra. ( birrento kkkk)
- Ai ta bom, que saco hein. – disse pegando o celular e ligando para .
Chamou duas vezes e ela atendeu.
- Oi algum problema ai?
- Não ta tudo bem aqui relaxa.
- Ah ta assustei né vai que você tinha botado fogo no apê tentando dar uma de cozinheira. – ela riu.
- Não sua besta. Onde você ta? – perguntei logo.
- Na sorveteria perto do prédio, por quê?
- Com quem?
- Com a e a , POR QUÊ?
- Por nada, tchau amiga.
- Ãh como assim você pergunta onde eu to e com quem por nada?
- Nada nada, tchau. - desliguei
Virei para e disse.
- Na sorveteria aqui perto.
- Ai valeu . – ele disse já indo em direção à porta.
- Espera ai o que você quer com ela? – perguntei curiosa.
- Depois a gente conversa. – e saiu.
- Ah garoto abusado. – disse me sentando do lado de .
- Nem me fala. – ele disse olhando para mim.
- Então vamos comer alguma coisa. – disse.
- Vamos minha linda. – ele disse me dando um selinho.
Não tinha mais clima mesmo, fomos para a cozinha comer meu pudim.

13. Sorveteria.

Pov. .

Eu realmente não sabia o que estava acontecendo comigo, sonhei três noites seguidas com a Grazi e sonhos em que a gente estava junto, comecei a pensar nela a todo o momento. Não sabia se ela já tinha visto o Rafinha, não sabia o que tinha rolado, mas nada interessava naquele momento pra mim, só o que eu sabia é que eu precisava ver ela, falar com ela, ver aquele lindo sorriso de novo. O que estava acontecendo comigo hein? Fazia muito tempo que eu não sentia isso por alguém, eu saia e pegava geral e não estava nem ai, mas com ela é diferente, primeiro porque eu nem tinha ficado com ela o nosso único momento junto foi quando fomos ao mercado e ela acabou falando do Rafinha, outro motivo pelo qual eu sabia que o que eu sentia por ela era diferente, esse ciúmes que eu odeio admitir, de só de pensar ver ela com o Rafinha o cara é meu brother e isso não era certo, se por um acaso rolasse algo entre eles eu ia ter que ficar na minha, mesmo não gostando nada disso eu não ia poder fazer nada se essa era a escolha dela e eu sei que por dentro eu estava torcendo pra não rolar nada entre eles. Eu precisava ver ela logo saber se ela tinha encontrado com o Rafinha ou não, saber o que tinha rolado afinal.
Quando falou que ela estava na sorveteria queria ir correndo pra lá e foi exatamente o que fiz.
Pov. . Off.

Pov. .

Na sorveteria enquanto eu saboreava o meu delicioso sorvete de flocos com calda de chocolate...
- E ai você e o como andam as coisas entre vocês? – Gabi perguntou.
- Tudo maravilhosamente bem. – ela disse dando um sorrisão cheio de sorvete. (eca)
- seus dentes estão sujos. – disse dando uma gargalhada.
- Ai me deixa. – ela disse passando a língua nos dentes. – mas então eu e ele, nós estamos ficando sério, mas ainda não rolou nada a mais, se é que vocês me entendem.
- NÃO?? – eu e Gabi falamos juntas.
- Não ué, vocês acham que eu sou assim fácil?
- Na verdade , acho. – disse.
- Não eu não sou fácil. – ela disse. – tipo ia até rolar, mas o Dash nos atrapalhou.

Pov. .

“FlashBack”
Estava sozinha no apartamento, tinha ido com Gabi fazer algo da faculdade e foi ver os pais dela, sabendo que eu estava sozinha me liga convidando pra ir ao apê dele, aceitei claro. Logo que entrei, ele já foi me beijando nosso primeiro beijo foi tipo maravilhoso, um beijo desesperado no começo, mas aos poucos foi se acalmando, lógico que não foi assim logo de cara depois desse beijo conversamos um pouco sobre tudo e quando não tínhamos mais assunto ele voltou a me beijar um beijo suave e ele começou a me acariciar passando a mão em minhas pernas, eu com a mão na nuca dele desci para as costas arranhando de leve fazendo com que ele se arrepiasse, maaaas não deu tempo nem tempo de tirar nenhuma peça de roupa, do nada o Dash entra no apartamento sem tocar campainha nem mesmo bater na porta, na hora deu um pulo ficando em pé e eu deitada no sofá com a maior vergonha possível.
 “Fim FlashBack”

Pov. .

- Ai que lindo e engraçado ao mesmo tempo. – falei entre risos.
- Haha não tem graça. – ela disse nervosinha.
- Tem sim. – disse.
- Tem porque não foi você que o Pedro atrapalhou né.
Eu ri e cortou nossa zoeira falando:
- Vocês não sabem, mas eu já tive um lance com o .
- Como é? – eu e falamos juntas.
- Pois é faz algum tempo já.
- Conta o que aconteceu? – pediu curiosa.
- Ah, eu e ele estávamos quase namorando, mas eu acabei dando mancada com ele. – ela falou de uma vez.
- O que você fez?

Pov. .

“FlashBack”
Eu e o estávamos ficando fazia meses, pois é meses, mas tava tudo muito sério entre nós e a gente nunca escondeu de ninguém, até que um dia um amigo meu deu uma festa e ele não quis ir, ai sabecoméné, bebidas vai bebidas vem e eu acabei ficando com um menino que por coincidência era amigo do , enfim depois da festa no dia seguinte eu e ele conversamos eu falei que estava bêbada o amigo dele também falou com ele, mas achamos ou ele achou melhor ficar só na amizade.
 “Fim FlashBack”

Pov. .

- Caramba. – disse – mas você gosta dele ainda né?
- Acho que um pouco sim. – ela disse com cara de triste.
- Fica assim não menina talvez o já esqueceu dessa historia, você já tentou falar com ele sobre disso agora? – perguntou.
- Não a gente nem ta conversando direito e sempre nos falamos quando esta todos juntos, nem ficamos mais sozinhos. – ela respondeu.
- Pois eu acho que você tem que falar com ele, quem sabe ele ainda sinta alguma coisa por você e esqueceu do que aconteceu lá trás. – disse.
- Quem sabe né. – ela disse desanimada.
- Você tem que ir falar com ele se não você nunca vai saber se esta tudo bem entre vocês. – falou.
- Ta eu vou falar com ele gente relaxa.
- Quando? – perguntei.
- Não sei, mas a primeira oportunidade que tiver eu prometo que eu vou ir falar com ele ok.
- Ta bom, mas vamos cobrar né , ? ? – me chamava, mas eu nem prestava atenção, pois outra coisa/pessoa me chamava atenção.
que estava de frente para mim não pode ver, mas que estava ao meu lado viu.
- Hum a tem companhia.
- Lógico que não . – falei encarando o resto do meu sorvete derretido.
que não estava entendendo nada olhou para trás e viu.
- Aaaah por isso que ela nem tava prestando atenção.
- Lógico que tava prestando atenção. – disse.
- Oi meninas. – disse com um sorriso lindo estampado no rosto.
- Oi. - as três falaram juntas.
- Posso sentar aqui com vocês? – perguntou.
- Claro senta aqui no meu lugar eu e a já estávamos de saída. – disse se levantando.
Não acredito que ela fez isso.
- Ta bom. – ele sentou de frente pra mim.
Fiquei toda sem jeito e provavelmente estava vermelha.
- Então a gente vai indo, até a noite . – elas disseram e saíram.
- Ta. – foi só o que consegui dizer.

14. Sorveteria²

Pov. .

- Tudo bem? – ela me perguntou e fiquei surpreso de ela ter começado a falar.
- Tudo sim – respondi com um sorriso no rosto. – E você?
- Uhum.
- Quer um sorvete? – ofereci.
- Não, acabei de comer um. – ela respondeu com um sorriso sem graça.
Óbvio né , que pergunta mais idiota.
Pedi um sorvete de creme pra mim.
- E aí, você falou com o Rafinha? – quis logo saber.
Ela começou a dar risada e eu não entendi o porquê.
- Que foi?
- Sua boca tá suja aqui. – ela se levantou um pouco da cadeira e passou a mão do lado da minha boca.
Pra variar o desajeitado apareceu em cena.
Quando ela limpou minha boca fiquei imóvel sem reação só conseguia olhar para o rosto dela, o que a deixou sem graça.
- Que foi? – perguntou.
- Ah nada. – respondi passando o guardanapo na boca.
- Já saiu. – ela disse.
- Valeu. – disse com um sorrisinho. – Mas e aí você viu o Rafinha?
- Vi sim. – ela sorriu.
Isso não era bom.
- E como foi?
- Normal nem falei com ele direito.
- E por que não? – curioso.
- Estava com pressa.
- Ah entendi, mas você vai ter outras oportunidades de ver e falar com ele. – disse prestando atenção no meu sorvete.
- Uhum, mas tô suave.
- Como assim suave?
- Eu sou fã dele e nada mais, fiquei feliz de ter conhecido ele e tals como toda fã ficaria. – ela disse rápido.
- Então não rolaria nada entre vocês? – perguntei meio animado com medo de que ela percebesse.
- E por que você acha que rolaria? Ué eu sou uma fã como qualquer outra. – ela disse.
- Ah, porque você é bonita e eu achava que você tava na dele e se eu fosse ele eu te pegaria facinho.
- Você tá me chamando de fácil assim na maior cara de pau? – ela perguntou com a expressão meio nervosa.
- NÃO, lógico que não. – caraca falei merda, FICA QUIETO . – Eu quis dizer que se você tivesse na minha assim como eu achava que você tava na do Rafinha eu te pegaria na boa, entendeu?
- Hum sei. – ela disse mexendo a colherzinha do resto de sorvete dela.
- Mas então você não é a fim dele? – perguntei com medo da resposta.
- Não. – ela deu risada e não entendi o porquê e nem perguntei o motivo, estava fazendo perguntas demais.
Mas por precaução limpei a boca com o guardanapo o que fez ela rir mais.
Pov. . Off

Pov. .

Fiquei surpresa pelas perguntas de , por que ele queria tanto saber sobre mim e o Rafinha? Se eu era a fim dele. Fiquei me perguntando se o que as meninas me falaram realmente tinha sentido, será que o era realmente a fim de mim? E o que EU tava sentindo por ele, será que também era coisa de fã? Não, isso eu sei que não porque diferentemente do Rafinha quando eu falava com ele ficava toda feliz não conseguia nem explicar o que sentia, mas era estranho e sabia que tinha que ter cuidado com isso, pois ele era famoso, um monte de meninas o quer, e por que logo por mim o se interessaria de verdade? Eu que sou uma simples estudante que gosta de curtir a vida com as amigas.
- Então vamos embora. – falou me tirando do transe.
- Ah vamos. – disse levantando.
- Eu vou com você até sua casa. – ele disse sorrindo.
Que sorriso lindo por sinal.
- Ah, esqueci, não sei se posso ir pra casa agora. – falei colocando a mão na cabeça lembrando que pediu pra demorar pra chegar.
- Ué por quê?
- Porque a ta lá com o e ela pediu pra demorar pra chegar. – expliquei. – Putz nem sei se era pra contar.
Ferrou!
- Ah, relaxa eu já sabia. – ele disse.
- Sabia?
- É eu fui lá perguntar onde você... – ele parou de falar. – Enfim eu já sabia.
- Você foi lá pra perguntar o que de mim? – lógico que quis saber.
- Nada não. – ele deu risada. – liga pra ela e pergunta se você já pode ir.
Ele disse fugindo do assunto, deixei quieto só porque sabia que me contaria depois.
- Vou ligar pra , perguntar onde ela está. – disse pegando o celular.
- Tá.

- Alô onde você tá?
- Tô indo pra casa.
- Ah, me espera ai na recepção que eu subo com você assim se a ainda estiver com o as duas apanha. – disse rindo e riu também.
- Três né? A tá aqui comigo ou você acha que eu ia subir lá sozinha? – rimos.
- Tá bom então, tô chegando aí. – disse.
- Tá tchau.
Desliguei.
- Vamos. – falei dando um sorriso.
- Vamos. – ele sorriu também.

 Quando chegamos à recepção vimos e que estavam se retorcendo.
- Que foi ? – perguntou.
- Vamos subir logo. – ela disse.
- Tá. – disse.
- Então vão lá eu vou pra casa. – disse.
- Tá bom. – disse.
Ele se despediu das três e saiu.
- Ai que lindo que ele é. – disse suspirando.
- Tá, tá ele é lindo, mas eu preciso fazer o número 1, dane-se e . – disse indo correndo para o elevador.
Eu e soltamos uma gargalhada e fomos também.
Chegamos lá no apê e demos sorte, pois já se despedia de na porta.
- Oi casal, tchau casal. – disse entrando quase correndo no apartamento.
- O que deu nela? – olhou para nossa cara.
- Tá apertada pra fazer o n°1. – respondi.
- Ah. – ele disse. – Então tá minha gatinha a gente se vê depois. – ele disse dando um beijo em .
- Ai, ai. – eu e falamos juntas.
- Tchau pra vocês. – ele disse.
- Tchau priminho. – disse e ele foi para o elevador.
Entramos no apê.
- Ai que alívio. – saiu do banheiro ainda fechando o zíper do short.
- que pouca vergonha menina, a gente tem visita. - disse.
- Ah, relaxa. – disse se jogando no sofá.
- Vai se acostumando , nós somos assim sempre. – disse também se jogando no sofá.
- . – eu e falamos juntas.
- Que foi? Tô mentindo?
- Sem comentários. – disse.
- Então vamos ao que interessa. – disse.
E as quatro começaram o fofocar.

15. Fofocas

Pov. .

- E ae como foi com o , hein? – me perguntou.
- Ah, normal. – me fiz de difícil.
- Ah, conta outra né , você aqui sozinha nesse apê com o e não rolou nada. – insistiu.
- Ai como vocês são curiosas. – disse.
- Somos mesmo agora pode contando tudinho. – falou.
- Ah, a gente conversou bastante nos conhecemos melhor, sabe como é. – disse.
- E não rolou nada, tipo mais caliente? – disse com cara de safada.
- Ai vocês não são fáceis viu. – disse fazendo cara de desentendida.
- Conta logo o que rolou . – disse.
As três me olhavam com cara de curiosas, medo!
- Ta, bom a gente tava conversando ai acabou o assunto e ai começamos a nos beijar e tava rolando um clima muito bom, ele já estava sem blusa eu sem a metade do vestido, sabe tudo muito bom.
- Então rolou. – disse dando uma risadinha.
- NÃO!!!
- Como assim NÃO??? – as três falaram juntas.
- Pois é não rolou e sabe por quê? – disse.
- Por quê? – as três perguntaram em coro.
- Porque uma certa pessoa veio aqui nos atrapalhar bem na hora ‘H’. – disse olhando para .
- Oxi por que você ta olhando pra mim? – ela perguntou sem entender.
- Porque a certa pessoa era o , dona .
- E o que eu tenho a ver com isso? – ela disse desentendida.
- Ele veio aqui perguntar de você, disse que precisava muito falar com você. – disse.
- Ah. – foi só o que ela disse.
- Ah? É só isso que você fala? – disse.
- Ué e o que você quer que eu fale?
- Conta o que vocês conversaram na sorveteria. – disse.
- Nossa, como vocês são curiosas, hein?
- Vocês não queriam saber sobre eu e o ? Agora é a sua vez de falar.
- Agora conta, depois que saímos da sorveteria o que você e o conversaram? – perguntou.
Pov. . Off.

Pov. .

- Ta vou direto e reto ao assunto. – disse.
- Mas é pra ser direta mesmo, sem enrolações. – disse.
- Ele quis saber sobre o que rolou entre eu e o Rafinha. – disse de uma vez.
- Sobre o que não rolou você quis dizer né, porque que eu saiba e vi não rolou nada. – disse.
- fica quieta. – disse. - fala, como assim ele quis saber? – perguntou.
- Ele perguntou se eu tinha falado com ele, se rolou alguma coisa e se ia rolar alguma coisa entre mim e ele. – disse.
- E você? – quis saber.
- Disse que tinha visto ele sim, mas que não rolou e nem ia rolar nada porque eu era uma fã como outra qualquer.
- Ta certa menina, tem que deixar bem claro pra ele que não é do Rafinha que você está afim. – disse.
- Eu sei, acho que consegui deixar bem claro pra ele que eu e o Rafinha não temos nada a ver. (n/a: mentira eu e o Rafinha fomos feito um para o outro, só que ele não sabe ainda kkkkk, parei)
- É agora você tem que dar a entender que é do que você tá afim. – disse.
- Ah, como é. – disse me fazendo de desentendida. – Quem disse que eu sou afim do ?
- na boa, não precisa ninguém dizer porque ta estampado na sua testa. – disse.
- Nossa ta tão na cara assim? – perguntei.
- UHUM. – as três disseram juntas.

 Ta eu não conseguia mais esconder de ninguém que estava mesmo afim do , pelo menos das minhas amigas não mais.

- Mas eu ainda acho que ele também é a fim de você, amiga. – disse.
- Ah gente, não sei se é bem assim sabe, ele quis que eu conhecesse o Rafinha e pra isso não é coisa de quem ta afim.
- Lógico né foi você quem pediu. – disse.
- É e ele fez o que você pediu mesmo não sendo o que ele queria. – disse.
- Gente, não vamos confundir as coisas né, ele ainda não deu a entender que ta afim, então a única coisa que eu posso fazer é não fazer nada. – disse.
- Não concordo, eu acho que você podia jogar umas indiretas, fazer um charminho pra ele, se é que você me entende. – disse fazendo cara de safada.
- Ai gente não sei, depois a gente fala mais sobre isso eu to cansada, vou tomar um banho e me jogar na cama. – me despedi delas e fui tomar meu banho.
- Ta vai lá, depois a gente conversa hein, mocinha. – elas disseram.

 Durante o banho fiquei pensando nessa conversa com as meninas, será que ele era mesmo afim de mim? Será que ele só quis que eu conhecesse o Rafinha pra me deixar feliz? Tenho que confessar que fiquei muito feliz de ele ter ficado curioso sobre o que rolou entre eu e o Rafinha, ou melhor, o que não rolou. Não sei se isso queria dizer alguma coisa, mas eu tinha ficado bem animada com aquilo... Enfim, espero que no próximo encontro a gente converse melhor, eu espero que tenha próximo encontro, e que a gente converse não sobre os outros como de costume, mas sobre a gente, quero saber se ele é realmente a fim de mim porque já tá na cara que eu sou completamente a fim dele.
Sai do banho, coloquei um pijama, deitei na cama, coloquei os fones nos ouvidos e fiquei escutando música até dormir.

16. Combinando um Passeio

Pov. .

Eram 10 da manhã de domingo, tinha acabado de acordar e fui ligar para o pra saber se ele tinha algum corre pra hoje.
- E ae molekote firmeza?
- Mano se me acordou há essa hora pra que? – reclamava do outro lado da linha.
- São 10 da matina, ta mais que na hora de você acordar. – disse dando risada.
- 10 HORAS AINDA? Tenho muito que dormir ainda, isso sim.
- Ta bom fica ai dormindo vai, vou ver se o acordou.
- Ta tchau.
Ele desligou na minha cara, moleque mal educado.
Bom, fui ligar para o então.
- Alô? – ele atende com a voz de quem tinha acabado de acordar.
- Tava dormindo ?
- Não, não, tava treinando pra morrer. – ele respondeu mal humorado.
- Nossa ta todo mundo de mau humor hoje. Pow hoje é domingo vamo acordar. – disse tentando animá-lo.
- Não tô de mau humor, só que você me acordou né, e ‘ce tá ligado que eu não gosto que me acordem.
- Ah, aposto que se fosse a que tivesse te acordado você estaria todo animadinho ai né. – disse.
- Com certeza, você quer se comparar com a ? – ele disse e riu.
- Nossa não trata os amigos assim se não se deixa magoado. – disse rindo.
- Ta bom já que você me acordou fala logo o que tu quer.
- Vamos dar um role por ai, to a fim de andar hoje.
- ‘Ce sabe que é meio difícil a gente sair pra andar já que sempre alguém para a gente pra tirar fotos, dar autógrafos.
- To nem ai, hoje eu estou de bom humor se vierem falar comigo eu vou falar com todo mundo. – disse animado.
- Nossa, o que aconteceu pra você ta assim heim? Sonhou com a né?
- Pior que foi. – dei risadas.
- Suave vamos dar um role sim, chama os outros mulekes pra ir também.
- Liguei pro ele quase me bateu por telefone porque eu acordei ele.
- Esse ta muito mal humorado ultimamente.
- Depois que ele e a terminaram o lance deles ele ficou assim.
- Sei lá temos que dar um jeito nesse moleque.
- Ta ai uma boa ideia, vamos dar um role e chamar as meninas. – disse.
- Gostei da ideia e eu preciso mesmo trocar uma ideia com a .
- Você também ainda não desenrolou seu lance com ela.
- Antes não dava né eu achava que ela era afinzona do Rafinha, mas agora eu sei que não.
- Isso ae molekote. Eu vou ligar pra ai eu falo pra ela avisar as meninas. – disse.
- Não, deixa que pra eu mesmo ligo.
- Hum ta apaixonado heim. – soltei uma gargalhada.
- Haha to nada, eu acho.
- Ta sei. – disse. – Enfim então você fala pra chamar a , vamos fazer esses dois ficarem frente a frente e sozinhos.
- Sozinhos?
- Claro ou você quer ficar de plateia vendo os dois discutirem o relacionamento? – disse.
- Ah idiota, nem vou falar nada pra você.
- Ta bom então, flw .
- Tchau.
Desliguei com o e fui ligar pra .
- Oi linda.
- Oi tudo bem?
- Agora melhor só de ouvir sua voz. – disse, sente o charme hahahaha.
- Awn que bom. – ela deu um sorrisinho tímido.
- Você vai fazer alguma coisa hoje? – perguntei.
- Acho que não por quê?
- Vamos dar um role todo mundo chama as meninas.
- Um role onde?
- Por ai, sei lá não sei ainda.
- A legal heim. – ela riu. – Chamo sim, que horas?
- Nos encontramos todos as 1h30 na recepção pode ser?
- Pode sim, vou avisar as meninas.
- Ok, então até daqui a pouco.
- Até beijos.
Depois que desliguei fui avisar o do role e aproveitei e pedi pra ele ligar pro porque eu que não ia tomar outro esculacho.
Pov. . Off

Pov. .

Tinha acordado com o celular da tocando, será que não tinha um toque menos escandaloso pra ela por no celular? Mas continuei na cama pra ver se conseguia dormir de novo, afinal eram 10h30 tava sedo pra acordar, mas não obtive sucesso porque logo em seguida meu celular tocou.
- Alô. – atendi meia atordoada por causa do sono.
- Oi é o , te acordei?
- Oi não eu já tava acordada, tudo bem?
- Tudo sim, eu to te ligando pra te chamar pra gente dar uma volta, todo mundo vai, vamos?
- Vamos sim.
- Então liga pra pra ela ir também.
- Hum porque você quer que a vá heim?
- Não ta obviu? Porque eu quero dar uns pega nela né.
- A é? E por um acaso o também vai? – perguntei tentando provocar ele do mesmo jeito que ele me provocava.
- Uhum ele vai sim, mas pode tirando o cavalinho da chuva ele não quer você?
Soltei uma risada.
- E o Rafinha vai? – perguntei, ele ficou quieto e eu ri.
- Não ele não vai.
- Ah então pra que eu vou.
- Ta parei. – arregou. – A tem que ir porque eu e o achamos que ta mais do que na hora de ela e o conversarem.
- A ela nos contou a história dela com o , também achamos que eles tem que conversar.
- Então você fala com ela?
- Falo sim, e você fala com o Rafinha. – dei risada.
- Não você não vai ficar com o Rafinha e sim com... – ele parou de falar.
- E sim com quem?
- Espere e veras.
- Hum ta bom então né, só espero não esperar muito.
- E não vai linda. Nos encontramos 1h30 na recepção ok?
- Ta bom, beijo.
Desliguei e fui correndo falar com as meninas, por coincidência também queria falar com a gente.
- Eu falo primeiro. – disse.
- Não eu falo.
- Ai para de brigar as duas e falem logo. – cortou nossa pequena discussão.
- Ta fala . – disse.
- Não pode falar agora.
- AI FALEM LOGO – gritou.
- Os meninos chamou a gente pra dar uma volta com eles. – disse com um sorrisão no rosto.
- Hey quem te falou? – perguntou.
- Como assim quem me falou, o me ligou e me falou. – disse.
- Mas eu ia falar isso, o pediu pra eu falar com vocês.
- Pois o também pediu e eu to falando.
- Ai meu Deus da pra vocês duas pararem de confusão. – disse.
Eu e ficamos quietas.
- Então quer dizer que os meninos chamou a gente pra um rolezinho. – disse toda contente.
- Uhum.
- Bom pelo que o me falou a intenção é deixar o e a frente a frente pra eles resolverem o lance deles. – disse.
- Isso o não me disse.
- A legal né a atitude deles em querer ajudar o .
- É sim, bom eu vou ligar pra pra ela vim pra cá. – disse pegando o celular e saindo.
- Tá. – e falaram juntas.
Liguei pra .
- Alô ?
- Oi , tudo bem?
- Tudo sim, eu precisava que você viesse aqui em casa tipo agora. – disse.
- Ta, pra que?
- Vem e a gente conversa.
- Ta to indo então, tchau.
- Tchau.

Enquanto esperávamos fazíamos o almoço, macarrão de preferência e carne de panela. Eu fiz o macarrão, a carne de panela e , bom a foi comprar um refrigerante que é o que ela sabia fazer. (risos)
e chegaram juntas.
- Eba cheguei bem na hora do rango – disse lambendo os beiços.
- Sirva-se menina, fica a vontade. – disse.
Nos servirmos e quando já estávamos comendo...
- Então pra que você me chamou. – quebrou o silencio.
- Daqui a pouco a gente vai sair. – disse.
- Legal pra onde?
- Na verdade nem a gente sabe pra onde. – disse.
- Ãh e ai?
- E ai que o também vai dar uma volta com a gente. – disse.
- E é a oportunidade pra você falar com ele. – completei.
- A sério gente? – ela disse meio desanimada.
- Porque esse desanimo? – perguntou .
- Porque eu não sei se estou preparada pra falar disso com ele.
- Uma hora você vai ter que falar. – Vivo disse.
- Sei lá.
- Calma ninguém aqui vai te forçar a nada, vocês vão nesse role e se rolar o assunto rolou não pode ser forçado também. – disse.
- Como assim ‘vocês vão’ e vocês não vão?
- Vamos, mas a gente não vai ficar com vocês, cada um vai pro seu lado e já era você vai ficar sozinha com ele. – disse.
- Mas vamos fazer tudo naturalmente, sem dar a entender que você quer falar com ele sobre esse assunto.
- Mas eu não sei se eu quero falar com ele sobre esse assunto.
- Ta você não precisa falar se não quiser, mas vocês vão ficar sozinhos isso é certo. – disse.
- É uma oportunidade. – disse.
Ela se encolheu na cadeira.
- Calma não vai acontecer nada de mais relaxa. – disse.
Terminamos de almoçar, lavamos a louça e arrumamos tudo e fomos nos arrumar.
Coloquei um shorts curto uma regata e uma rasteirinha, fiz uma make bem básica e deixei meu cabelo solto, já estava pronta.
Fiquei na sala com a esperando as donzelas terminarem de se arrumar. Quando elas aparecem percebemos juntas que as quatro estão vestidas praticamente iguais, exceto pela estampa da blusa e os cabelos. fez um coque, uma trança e o da estava amarrado em um rabo bem alto.
- Nossa vamos cantar? – falei rindo e todas riram.
- Acho melhor nós irmos, já estamos atrasadas. – disse.
E descemos pra recepção pra encontrarmos com os meninos.

17. Passeio

Pov.

  Depois que desliguei o telefone com a fui pra academia do prédio mesmo, fiz 1h30 de treino e depois subi pra tomar um banho e me arrumar.
Ia pro apê de em seguida então liguei avisando que já estava indo.

- E ae mano. – ele atendeu.
- To ligando pra avisar que já to indo pra ai firmeza?
- Já? A gente combinou 13h30 com  as meninas e ainda são 12h00.
- É que eu to com uma fome monxtra e aqui não tem nada pra comer, então vou fila a boia ai. – disse dando risada.
- Quando você não ta com uma fome monxtra né, mas se você vir pra cá você vai passar fome não tem nada pra comer aqui. – ele disse.
- Eu vou pra ai e a gente faz alguma coisa pra comer tá?
- Ta né, já que insiste.
- E os outros moleques você falou com eles? – perguntei.
- Falei sim, quer dizer falei com o ai pedi pra ele falar com o .
- E o vai?
- Não sei não falei com ainda.
- Como assim mano?
- Depois eu falo relaxa.
- Ta bom, to indo pra ai.
- Ta flw.

 Desliguei o telefone e fui me trocar, blusa, shorts e meu adidas, boné na cabeça e tava pronto e indo pro apê do .
No caminho fiquei pensando no que dizer a , se já chegava nela e falava que eu tava sentindo algo por ela diferente, que quando estava com ela me sentia bem, tudo era melhor do lado dela, nada parecia dar errado. Mas e se ela não senti-se o mesmo por mim e se ela só gostava de mim como fã igual com Rafinha, eu não sabia qual era o sentimento dela, mas eu tinha que fazer alguma coisa se eu ficasse sentado esperando nunca ia saber qual era o sentimento dela.
Cheguei na casa do e o mesmo estava na cozinha preparando alguma coisa pra comer.

- E ae. – cumprimentei ele com um aperto de mão.
- E ae , ó fica a vontade. – ele falou indicando a cozinha pra eu fazer qualquer coisa pra comer.
- O que você ta comendo? – perguntei.
- Fiz um sanduba. – ele falou dando uma abocanhada do sanduiche.
- Não é minha comida preferida, mas serve. – disse indo fazer um pra mim.
Comemos em silencio...
- Ai que delicia. – disse quebrando o silencio.
- Isso que não era sua comida preferida. – disse e riu.
- Que horas são? – perguntei me espreguiçando no sofá.
lentamente olhou no relógio...
- Caraca já são 13h20. – ele disse se levantando e indo em direção ao banheiro.
- Aonde se vai?
- Tomar banho a gente ta atrasadão. – ele disse entrando no banheiro.
- Eu não to atrasado to mais que pronto. – disse.
- Então liga pro pra saber onde ele ta. – gritou do banheiro.
- Tá.
Liguei pro ...
- Fala . – ele atendeu.
- Onde você ta?
- Chegando ai já.
- E o ?
- Ta aqui comigo.
- A conseguiu trazer o mulesk.
- Uhum foi facinho, o que não sabe conversar com as pessoas. – ele disse dando risadas.
- Suaves então, quando chegar sobe para o apartamento do .
- Ok, tchau.
- ELES ESTÃO CHEGANDO. – gritei pro ouvir.
- Não precisa gritar eu to do seu lado. – não vi quando chegou do meu lado (n/a: deve ser porque ele é baixinho kk parei.)
- Mals não vi você.

 Cinco minutos depois, e chegaram.
- Não disse que tava chegando. – disse com um sorrisão.
- Ta então vamos descer pra recepção que as meninas devem estar indo também. – disse.
- Você fez a gente subir ate aqui e já ta mandando nós descer. – disse quando tinha acabado de sentar no sofá.
- Eu não mandei vocês subirem. Subiram porque quis. – disse.
- Foi o que falou pra gente subir. – disse.
- To descendo. – disse indo pra porta e tentando fugir da bronca.
- Sem comentários pra você. – disse me dando um tapa na cabeça.
- Foi mal. – disse.
Descemos para a recepção e as meninas não tinha chegado ainda.
- Viu elas nem chegaram ainda. – disse.
No mesmo instante o elevador abriu e elas saem dele.
- Ó elas ai. – Disse olhando só para uma delas.

Cada uma foi cumprimentar o seu ‘par’. chegou em mim com um sorriso lindo estampado no rosto.
- Oi. – ela disse e me deu um beijo no rosto.
- Oi linda. – abri o maior sorrisão.
- Então, aonde a gente vai? – perguntou.
Todos ficaram em silencio. Cri cri cri.
- Legal esse lugar hein. – disse sarcasticamente.
- Vamos em um lugar tranquilo em que a gente possa ficar a vontade. – disse.
- Vai ser meio difícil achar um lugar desses já que em todos os lugares em que vocês vão tem gente querendo falar com vocês. – disse.
- Já sei. – falou. – Siga-me os bons.
Todos riram.

 Bom, tivemos que nos separar, não ia caber todos em um carro só, então eu e fomos no carro de junto com e e foram no carro de junto com .
- Aonde a gente vai? perguntou
- É um lugar bem tranquilo e se a gente der sorte não vai ter muita gente lá. – ele disse.

 Eu e estávamos no banco de trás, olhei e vi que sua mao estava sobre o banco então tomei coragem e segurei a mao dela, ela me olhou não entendendo nada, mas sorriu.
Depois de uns vinte minutos de carro chegamos a um lugar que parecia um tipo de praça, tinha algumas pessoas passeando com cachorro ou com um carrinho de bebe, por sorte não estava cheio então ia ser bem tranquilo mesmo.
- Chegamos. – disse.
- Que lugar é esse? – perguntou.
- Eu sempre vinha aqui quando era pirralho. – ele disse.
Os outros se juntaram a nós.
- A já vim aqui. – disse.
- A gente veio junto uma vez pra cá, lembra quando éramos pirralhos fazíamos a maior bagunça aqui. – disse rindo.
- Vamos entrar. – disse.
Entramos no lugar e eu ainda segurava a mao de , quem via achava que éramos namorados, mas eu nem me importei talvez fosse isso mesmo que eu queria que todos vissem que eu estava com ela.
- Legal aqui. – disse.
- É. – todos concordaram.
- Então eu e a vamos andar por ai. – disse já saindo com .
- Vamos . – segurou a mao de e os dois também saíram.
Ficamos eu e , e , não sabia se era melhor deixarmos eles sozinhos, mas eu precisava falar com a .
- Vamos andar por ai . – a convidou.
Olhei para e vi que ela estava tão surpresa quando eu e .
- Vamos. – ela sorriu e eles saíram.
Em fim eu e ficamos sozinhos.

18. e

Pov. .

- E ai tudo bem? – me perguntou.
Ainda estava meio sem entender o porquê de ele querer ficar sozinho comigo, depois que a gente tinha terminado nunca mais ficamos sozinhos e ele sempre me evitava.
- Tudo sim. – Não conseguir dizer mais nada.
- Hum... Mas e ai o que você anda fazendo da vida hein? - Ele perguntou.
Não estava entendo o porquê estávamos tendo essa conversa, afinal ele sabia muito bem o que eu estava fazendo da vida.
- Faculdade e às vezes uns eventos. – respondi.
- Hum. – foi só o que ele respondeu.

 Eu precisava logo resolver esse assunto, a gente tava ali sozinhos e totalmente sem assunto, era a oportunidade perfeita pra tocar no assunto que eu e ele tanto evitávamos.
- Eu preciso falar com você. – disse de uma vez.
- Fala ai.
- Eu sei que a gente tá evitando esse assunto há um tempão, mas acho que tá mais do que na hora de resolvermos isso de uma vez. – disse.
- Resolver o que? – ele disse como se nada tivesse acontecido.
- Depois que aconteceu aquilo com a gente não conversamos mais, você está sempre me evitando nunca quer ficar sozinho comigo, parece que tá com medo, eu não mordo não (n/a: só se pedir kkk..).
- E a gente não está sozinhos agora? – ele disse.
- Pois é, e é por esse motivo que estou aproveitando pra falar com você disso.
- olha pra mim. – ele me parou e ficou de frente pra mim.
Olhei nos olhos dele e fiquei sem graça.
- Vamos esquecer o que aconteceu a um tempão atrás? Que tal?
- Esquecer??? Pow eu dei mó mancada com você e você só quer esquecer.
- Eu prefiro não falar mais nisso, já passou eu segui minha vida e você seguiu a sua e já era.

 Eu não acreditava no que estava ouvindo ele queria simplesmente esquecer, tudo bem que ele seguiu a vida dele e eu também segui a minha, mas sobre esse assunto minha vida não tinha seguido e eu não queria apenas esquecer eu queria que a gente falasse sobre isso, resolvesse esse assunto de uma vez. Eu não ia conseguir esquecer assim tão fácil.
- Eu não sei se consigo esquecer assim tão fácil como você. – disse.
- E o que você quer?
- Eu quero conversar sobre isso, eu fiz uma burrada e eu não me sinto bem, eu só vou ficar bem se eu conversar com você, se eu me acertar com você. – disse.
- Mas tá tudo certo , eu não tô bravo com você, faz tempo que aconteceu aquilo e eu fiquei muito nervoso, mas já passou.
- Então por que você ainda me evita?
- Ah eu precisava me afastar de você, eu tava revoltado, mas agora eu não te evito mais.
Fiquei quieta, será que esse negócio dele me evitar era coisa da minha cabeça?  Será que realmente ele tinha parado de me evitar e eu ainda achava que ele continuava?
- É que a gente nunca teve oportunidade de ficar sozinhos, de conversar, sempre os meninos estavam com a gente, mas relaxa eu não estou te evitando. – ele disse dando um sorriso.
- Ah bom saber então. – dei um sorrisinho.
Sabendo disso eu estava aliviada.
- Então para de bobeira e me conta como anda a vida. – ele disse passando a mão sobre meu ombro.
Ficamos conversando de tudo quanto é coisa e eu estava bem feliz por ter me entendido com o .

e
Pov .

Depois que nos separamos dos outros eu e ficamos andando pela praça, estávamos sem assunto, de vez em quando ela comentava alguma coisa que via.
Então resolvi falar alguma coisa.
- Como será que estão as coisas entre o e a ?
- Será que eles estão sozinhos?
- Acho que sim, o queria ficar sozinho com a também.
- Hum, espero que eles estejam se entendendo, sabe a ainda gosta dele.
- Eu também quero que o se acerte com a minha priminha, e eu também acho que ele ainda gosta dela.
- É...
Ficamos em silêncio de novo...
Como assim eu não tinha assunto com ela? Isso não tava certo, tudo bem que a minha vontade era de dar uns amaços nela, mas aqui não rolava né.
Ela me olhou e percebi que ela queria me falar algo.
- ?
- Oi?
- Esse lance entre a gente é sério?
- Como assim? – não estava entendendo aquela conversa.
- Ah eu e você estamos ficando, já quase rolou entre a gente se não fosse o ter atrapalhado, mas eu quero saber se isso é só um lance ou um romance, como diz a música de vocês. – ela riu abaixando a cabeça envergonhada com essa conversa.

 Eu gostava de estar com a ela me fazia me sentir muito bem, o jeito dela, as gracinhas dela, o sorriso, tudo nela me fazia bem.
Então não era um lance e sim um romance e dos sérios!
- ?
- Oi?
- Você se importaria de namorar um cara que tem uma banda e que é famosa?
- Não. – ela demorou um pouco pra responder e respondeu com um sorrisinho.
- Você se incomodaria se a banda desse cara tivesse um montão de fãs loucas que fazem tudo pra ver seus ídolos?
- Não me incomodaria se essas fãs soubessem que esse cara tem namorada, e eu fico muito feliz por a banda desse cara ter um montão de fãs loucas por ele. – ela respondeu rindo.
- Então .
- O que?
- Você aceita namorar com esse cara, vulgo eu?
- Hum, me deixa pensar...
- Pode pensar o tempo que quiser.
- Já pensei.
- Nossa, rápida.
- Eu aceito namorar com esse cara, vulgo você. – ela disse com um sorriso de orelha a orelha.
- Aceita?
- Uhum, eu aceito namorar com você . – ela disse envolvendo seus braços em meu pescoço.
- Então posso beijar minha namorada agora?
- Deve!!!
Nos beijamos como se fosse nosso primeiro beijo, afinal era nosso primeiro beijo só que de namorados.

 

Comentários da autora

 Não me batam por não ter você e seu fave kkkk... Vou dar um destaque para os outros casais... Mas espero que estejam gostando e comentem pra eu saber, ok. Beijinhos.



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