Lightning

Escrito por Juliana Oliveira. Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia Kitamura

Capítulo 1

Já era de madrugada, e lá estava eu, arrumando minhas malas para ir para Londres na manhã seguinte. Por quê? Simplesmente para “curtir” um pouco a vida, afinal, não é isso que os jovens da minha idade fazem? Pois então. No caso de um dia eu ficar bêbada e não souber voltar pra casa, estava levando comigo minha melhor amiga. Talvez ela, mesmo bêbada soubesse onde é nossa casa.
- Por que está tão nervosa? – disse-me ao me ver jogar as roupas todas no chão.
- Porque essa maldita mala é uma merda! – eu dei um soco na mala – Mas que inferno!
- Se acalma amiga, quê que te deu? – ela riu.
- To nervosa mesmo, ou melhor dizendo, ansiosa. Ai amiga, será que isso vai ser bom?
- Como assim? Cara, a gente vai morar num apartamento super legal, estamos solteiras, temos uma puta grana e não somos feias. Preciso dizer o resultado?
Eu e estávamos juntando dinheiro há um tempão, e agora com 18 anos resolvemos bem o que fazer com ele. Compramos um apartamento em Londres e moraríamos juntas, esse é o nosso “sonho”. A gente sempre quis isso e agora na hora H eu estava com um imenso frio na barriga.
- Eu sei , mas é uma coisa diferente pra nós, mas, já que já estamos com as passagens compradas e tudo... – olhei pra minha mala -... QUASE pronto, vamos lá! – eu dei um sorriso malicioso. Terminamos de arrumar as coisas e caímos na cama. Acordei com andando de um lado para o outro bufando.
- O que foi garota?
- Você acordou! Graças a Deus, nossa, como você dorme... esqueceu que nosso voo é meio dia?
- Não esqueci, e relaxa, só são 9 horas...
- Agora eu que to nervosa amiga, nem acredito, a gente vai morar em Londres! Vamos conhecer gatinhos, vamos sair e fazer um monte de coisa legal, se é que ta me entendendo. – joguei meu travesseiro nela.
- Sua sem vergonha! – eu disse rindo. – Se bem que não é má idéia.
- Não disse? Agora vai tomar banho sua dorminhoca, que eu vou trocar de roupa.
Fiquei por uns 10 minutos somente deixando a água cair pelo meu corpo. Pensei em tudo de legal que faríamos lá, e eu estava MUITO ansiosa. Terminei meu banho e fui para o quarto escolher uma roupa. já estava pronta. [Roupa]
- Nossa, tudo isso é só pra viajar de avião?
- Claro, a gente tem que chegar la causando já, entendeu? – ela riu.
- Entendi, vai que a gente já encontra uns gatinhos na rua... – eu ri também e me troquei. [Roupa]
Nós duas estávamos prontas. Fomos para o aeroporto, e o voo foi super tranquilo. Chegamos super cansadas. Pegamos um taxi que nos levou até o nosso prédio. Tinhamos infinitas malas. Não tínhamos visto “ao vivo” nosso apê ainda. Um amigo nosso que mora aqui que fez tudo, comprou, comprou móveis, ajeitou e tudo mais.
- Obrigada, tchau! – eu disse ao taxista após pagá-lo.
- Nossa que liiiiindo – disse erguendo a cabeça para ver até o ultimo andar do prédio.
- É enorme, nossa que lindo – eu disse com os olhos brilhando e o porteiro pegou nossas malas.
- Boa noite, qual o de vocês?
- É o 204, obrigada – eu disse sorrindo e nós subimos o elevador. O porteiro deixou nossas malas na porta e foi embora. Ficamos paradas.
- Ai meu senhor, cadê as chaves? – eu disse procurando em minha bolsa.
- Não vai dizer que esqueceu né, ai a gente se ferrou. – cruzou os braços.
- Eu não perdi ok? Só não sei onde esta... – continuei procurando.

Nathan’s POV

Estava com Jay, Tom e Siva vendo um filme. Siva mal prestava atenção porque estava com seu notebook. Max estava no banho. Tom ficou quieto por um instante e começou a prestar atenção em algo que eu não sabia o quê.
- Esta ouvindo? – ele me perguntou.
- O quê? – dei de ombros.
- Sei lá, vozes femininas – ele riu maliciosamente e eu ri também.
- Nossa, realmente muito RARO ouvir vozes, nós morando isolados né – Siva disse ironicamente.
- Mas nós conhecemos nossos vizinhos... Espera aí! Não tinha um cara arrumando aquele apê da frente pra umas meninas? Lembra que conversamos com ele na semana passada? MEU DEUS, SÃO ELAS! – Tom se jogou do sofá e foi pra porta e abriu uma frestinha. Fiquei olhando, somente.
- Meu Deus! – ele pasmou. Levantei do sofá e fui olhar. Tinham duas meninas, com malas em volta e paradas em frente a porta, pareciam discutir, ficamos prestando atenção.
- Como assim? Ahh, eu não acredito que você colocou dentro da mala de roupas. A gente vai demorar um séculos pra achar...
- Foi mal poxa, só que na minha bolsa não está. – respondeu a de saia.
- Meu Deus, que pernas maravilhosas. - Pensei alto.
- Concordo – disse Siva se aproximando da porta.
- Vem ver cara! – Tom puxou Jay pelo braço e nós continuamos a observá-las pela fresta da porta. Elas não tinham notado nossa presença.
- O que estão fazendo? – Max uniu as sobrancelhas, estava de toalha.
- Vem ver! – ele se aproximou e riu.
- Vocês são uns sem vergonhas.
Nós cinco estávamos amontoados somente observando. Quando Jay tossiu e a menina de saia se virou. Nós tentamos sair dali, mas acabou que fizemos a maior confusão e elas começaram a rir. Max abriu a porta:
- Olá – deu um sorriso largo. As meninas pasmaram.
- Max George? – uma das meninas disse e a de saia passou os olhos pela gente.
- The Wan... The Wanted? – ela disse gaguejando.
- Siiiiim – disse Jay sorrindo e todos nós sorrimos também.
- Achei a chave! Estava comigo! – a outra menina disse tirando um molho de chaves da bolsa. A de saia bateu na mão dela atirando as chaves no chão.
- Quem liga pra chaves numa hora dessas ? Se você não percebeu estamos na frente de uma banda super famosa e que nós adoramos. Não está vendooooooo? – eu ri do jeito dela. A outra, que pelo que ouvimos se chamava , arregalou os olhos.
- Ok, , eu estou vendo sim, mas estou tão cansada e meus pés estão me matando! – , pensei.
- Calma meninas, relaxem. – Tom pegou as chaves do chão e abriu a porta do apartamento delas. – Melhor descansarem, podemos começar de novo amanhã. – Tom disse olhando para , ela sorriu e gaguejou:
- Tu-tudo bem – elas entraram, e antes de entrar ela me olhou e sorriu, retribui seu sorriso e entramos em casa.

’s POV

- O QUÊ? Como assim você não avisa que a comprou um apartamento pra gente na frente do apartamento dos meninos do The Wanted? Meu Jesus, a gente pagou o maior mico.
- Relaxa, eu fiz de propósito... Agora pare de reclamar, vocês tem que beijar os meus pés pelo o que eu fiz por vocês. – ele riu.
Conversamos um bocado e depois desliguei. Eu e estávamos igual duas loucas gritando por morar na frente deles, tipo, a poucos metros. Estávamos morrendo de sono. Fomos dormir e eu não conseguia tirar isso da cabeça. Talvez realmente seria melhor começar de novo. Eu ri sozinha e peguei no sono.

Capítulo 2 - Your skin, your touch, the kiss.

Acordei com dor de cabeça. “Enxaqueca.” Pensei comigo mesma. Coloquei uma roupa simples, eram 10 e meia e minha cabeça doía tanto que meu sono tinha se perdido por ai. Deitei no sofá e enfiei minha cara numa almofada. Fiquei por ali mesmo. Até que ouço alguém bater na porta. Levantei de vagar e abri.
- Olá! – disse o menino de olhos claros do lado de fora, era Nathan. Passei os olhos rapidamente por todo seu corpo. Estava de bermuda, camiseta e tênis. O boné em sua cabeça o deixava ainda mais fofo. Sorri.
- Olá – eu disse envergonhada. – Desculpa minha situação – olhei para baixo envergonhada – To morrendo de dor de cabeça, acho que é mais uma crise de enxaqueca...
- Nossa, desculpa ter vindo agora... Você parece mal mesmo – ele disse preocupado.
- Magina, não tem problema nenhum... Entre! – e ele entrou envergonhado. Sentei-me e apoiei meus braços no balcão da cozinha. Ele sentou na minha frente.
- Não sei se já sabia mas... Meu nome é , mas me chame de , por favor – eu ri estendendo a mão pra ele, que riu também.
- Ah sim, eu já sabia, mas é sempre bom começar de novo... Preciso me apresentar? – ele apertou minha mão.
- Magina... Nathan Sykes... Conheço você mais do que imagina... - eu dei ênfase em seu nome e ele riu e abaixou a cabeça.
- Então... Eu vim aqui pra convidar você e sua... Amiga (?), para irem com a gente em uma festa hoje à noite... O que acha?
- Por mim tudo bem, se minha cabeça parar de doer até lá, e pela , ela já estaria lá – eu ri e ele retribuiu.
- Tudo bem então, pode confirmar? Vocês vão com a gente, não é muito longe...
- Claro, converso com ela e ai eu aviso. – ele sorriu mais lindamente possível.
- Se precisar de algo, avise tá? Sei que não esta bem... Se quiser alguma coisa eu posso trazer pra você...
- Não, não se preocupe, já estou acostumada – eu ri. – logo, logo passa. – eu abri a porta pra ele.
- Tudo bem, então... Até depois – ele sorriu, segurou meu rosto e deu um beijo em minha testa. – Se cuide .
- Até depois Nathan, vou me cuidar sim – eu sorri e fechei a porta. MEU DEUS e agora? Se a dor não passasse ai sim eu ia ter um treco. Corri pro quarto da e quase a deixei surda de tanto gritar.
- A GENTE VAI SAIR COM ELEEEEEEEEES! – eu gritava e pulava, minha cabeça parecia que ia explodir a cada salto que eu dava.
- AÊEEEE! – ela disse gritando junto comigo. Senti uma pontada na cabeça e me sentei na cama.
- Ai.
- O que foi? Você ta bem? – ela disse sentando ao meu lado e pegando na minha mão.
- Acho que vou ter um treco aqui, não sei se pela dor ou porque vamos sair com os meninos... – eu ri.
- Vamos deitar, assim você melhora e podemos conversar mais. – ela sorriu e nós deitamos e ficamos conversando um tempão. Tomei uns três comprimidos e minha dor estava diminuindo. O dia estava passando lentamente e já eram 4 da tarde quando eu me deitei no sofá e acabei adormecendo. Ouvi dentro da minha cabeça a campainha tocar, porém parecia muito distante e continuei de olhos fechados. Quando ouvi que tinha aberto a porta, ouvi três vozes masculinas. Mas permaneci de olhos fechados.
- Ela melhorou? – ouvi distante.
- Não sei, acho que sim, está ai jogada nesse sofá um tempão.
- ? – ouvi a voz que mais me parecia familiar, abri os olhos lentamente e vi Nathan, sentado na ponta do sofá, me olhando. Quando me viu abrir os olhos, sorriu.
- Oi Nathan... – olhei em volta e vi Tom e Max. – Oi meninos!
- Olá – disseram eles ao mesmo tempo.
- Você melhorou? – Nathan perguntou. Me levantei e fiquei sentada no sofá.
- Acho que sim, estou até com fome – eu ri.
- Que bom, se quiser podemos trazer algo pra vocês comerem... – Max sugeriu.
- Não precisam se incomodar... Acho que vamos ao shopping né ?
- Ah, é mesmo – ela riu pra mim. – Podemos comer algo lá. – os meninos se olharam, sem entender.
- Vamos comprar roupas – eu dei um largo sorriso e eles riram e se olharam.
- Mulheres... – disseram juntos.
- Bom, nós vamos indo já que vocês vão sair... Vamos resolver algumas coisas e ai avisamos o horário, tudo bem?
- Tudo sim, Tom – respondeu com os olhos brilhando. Demos um beijo e um abraço em cada um e eles foram.
- Tudo bem, Tooooom! – eu a imitei com uma voz enjoadinha.
- Para com isso menina! – ela jogou uma almofada em mim.
- Não tenta disfarçar, eu sei o que ta passando ai dentro... – eu ri.
- Aham, na sua só deve ter um nome...
- Qual? – eu a olhei confusa.
- NATHAN SYKES! – ela jogou mais uma almofada e saiu correndo pelo corredor.
- Ahhhhhh que calunia! – eu sai correndo atrás dela e chegamos em seu quarto, fizemos uma guerra de travesseiros e caímos exaustas na cama.
- Nossa, parecemos duas crianças.
- Eu acho que ainda somos – eu ri. Fomos nos arrumar, vestimos uma roupa simples e fomos para o estacionamento. Abri a porta do meu carro e sentei. Fiquei parada ali, pensando. sentou no banco do passageiro e ficou me observando.
- Vamos logo, quer sair de lá na hora de ir pra festa?
- , você acha que eu tenho chances com ele?
- Com quem?
- Com quem criatura? – eu disse irônica.
- AHHH sim... Com o Nathan? Mas é claaaaro né . Você não vê o jeito que ele te olha e tudo mais... – ela me cutucou – Viu só eu disse que era ele que não saia da sua cabeça, sua safadinha – ela riu e eu ri também, virei as chaves e liguei o carro.
- Você tem sérios problemas ... SÉRISSIMOS. – eu ri – Sei lá, ele é tão... Diferente de mim, não sei se iria querer algo, mas não custa tentar né? – eu fiz uma cara maliciosa e fomos para o shopping. Compramos e comemos. Quando saímos de lá eram 19:00, estávamos paradas num sinal fechado e meu celular vibrou.

Olá , (: passamos ai no apê de vocês uma 20:30, podemos ir juntos... digo, no mesmo carro. Tudo bem pra vocês? xx
Nathan, 19:12pm

Olhei pra e sorri, entreguei meu celular a ela, o sinal já tinha aberto.
- Escreve aí!

Mas como 20:30? Tão pensando que a gente se arruma tão rápido? Brincadeeeira. Fazemos esse sacrifício por vocês. Tudo ótimo, até lá, Nath. Xx

Meu celular vibrou novamente.

Ahh pode parar, você não precisa nem se arrumar que já esta linda, até lá!
Nathan, 19:15pm

- Owwwn, cantadas por mensagem ON.
- O que ele disse? – eu tentava olhar curiosa, mas o medo de bater o carro falava mais alto.
- Você não precisa nem se arrumar que já está linda – ela fez uma voz enjoada – Oh céus, é muita melação.
- Ai , que fofo – eu não percebi, mas estava com a cabeça um tanto inclinada para o lado e com uma cara de idiota.
- Para com isso, - me deu um tapinha no rosto – Não vai se apaixonar agora né? Você teve todos os anos da sua vida pra fazer isso, mas agora não, por favor – ela riu e eu ri sem vontade. Corremos pra casa nos arrumar. Estava quase terminando de me arrumar e já estava pronta. Ela me esperava na sala, quando terminei de me arrumar fui pra lá.
- E ai, como estou? – eu disse dando uma voltinha.
- Uma diva! – ela disse piscando pra mim – Assim o Nathan não vai aguentar hein...
- Para com isso – eu ri e estava tentando fugir do assunto – Vamos conhecer pessoas novas, ai Deus, não aguento! – eu estava com os olhos brilhando.
- Ahh, pra quê conhecer outras pessoas se nós temos 5 caras lindos na frente da nossa porta, POR FAVOR NÉ. – eu ri. É, aquilo realmente era verdade. Ficamos na sala esperando. Quando a campainha tocou, nós duas levantamos e parecíamos duas loucas pulando na frente uma da outra.
- Como ta meu cabelo?
- Ai Deus, meu batom não ta borrado? – e nós começamos a rir.
- Relaxa, a gente ta bem, eu acho... – eu ri e abri a porta, os 5 estavam na nossa frente, cada um nos olhou dos pés a cabeça.
- Nossa... – Nathan mordeu os lábios e sorriu pra mim, fiquei corada e apenas retribui.
- Isso tudo é só pra sair com a gente? – Max deu risada.
- Por quê? Ainda não ta bom? – cruzou os braços.
- Magina, mais lindas, impossível. Vamos?
- Vamos – sorri e tranquei a porta. Descemos para o estacionamento.
- Bom, cabem 5 no meu carro – disse Max.
- ÓTIMO – gritou puxando Jay, Siva e Tom para o carro de Max. Olhei torto pra ela e tentei fazer com que ela entendesse. – Vamos meninos? – ela me olhou com uma cara maliciosa e riu.
- Tudo bem então, vamos no meu, ? – Nath olhou diretamente para os meus olhos e eu senti uma falta de ar. Olhei pra e ri. Entrei no carro dele, odiando a ideia de ter que fazer isso. Na verdade, tentando odiar...
- É muito longe? – tentei puxar assunto, acho que ele percebeu que eu estava tensa.
- Uns 30 minutos... Mas e aí, conta pra mim o que vocês vieram fazer aqui, o país de vocês é lindo! – eu ri e abaixei a cabeça.
- Viemos procurar um pouco de diversão... A gente esperou isso a vida toda – mas a gente só tem 18 anos (?) pensei depois de ter falado e ri sozinha. – Queríamos ser mais independentes em um lugar diferente, se é que me entende. Lá é legal, lindo, e também não tem caras de se jogar fora – eu ri novamente e ele também – Mas, é legal conhecer coisas novas... Afinal, queremos aproveitar o máximo.
- Ahh, sim – ele sorriu. – Entendo bem vocês. – o silêncio acabou tomando conta e graças a Deus meu celular tocou. Era , o nosso amigo que fez as paradas do apê pra gente.
- Fala criatura!
- Coméquié? Vai me tratar assim agora? Sua ingrata, eu consigo uma porra dum apartamento perto dos caras que vocês são tarada e me trata assim? – eu dei risada super alto quando ele falou isso, porque estava no viva voz, Nathan riu alto também.
- Cala a boca sua anta, não to em casa.
- Ta aonde ?
- To indo em uma festa...
- Ah, pensei ouvir um riso masculino ai ou será impressão?
- Quer saber o tamanho da minha calcinha também ? Eu to com o Nathan...
- Owwwwn que coisa mais linda, olha, vou te falar, nunca te disse isso, mas acho importante... Usa camisinha, ok? Engravidar de alguém famoso é só pra arranjar dor de cabeça. – meus olhos estalaram e eu olhei pra Nathan, que ria mais do que eu mesma. Ele esticou o pescoço e falou.
- Não se preocupa , se for preciso a gente usa! – Nathan mordeu o lábio e continuou a prestar atenção na rua. Eu estava quase tendo um treco. Fiquei pasma sem dizer nada.
- Esse é meu garoto! – riu – Não sabia que tava no viva voz, desculpa ai senhorita Sykes, agora eu to saindo, arranjei uma gatinha pra mim.
- Ai , eu vou te matar sério. Tudo bem. Boa sorte com sua “gatinha” – eu dei risada e desliguei. Abaixei a cabeça e comecei a rir sozinha.
- Desculpa Nathan... Esse meu amigo é doido.
- Magina, ele é gente boa!
- Vocês já se conhecem?
- Sim, quando ele estava arrumando o apê de vocês a gente conversou, tanto eu quanto os outros... Vocês são amigos a bastante tempo?
- Uhum, desde criança... Tudo bem que ele é 4 anos mais velho, mas a gente sempre foi amigo. Eu, e ele morávamos no mesmo condomínio... E por ser mais velho sempre foi assim... Protetor, eu diria – eu ri e ele também riu.
- Deve ser legal isso, se eu fosse uma garota gostaria de ter um amigo assim. – olhei pra ele e dei uma risada alta.
- Nath, isso foi muito gay... Desculpa – eu ainda ria e tampava a boca com a mão, ele caiu na risada também.
- Eu sei... Mas é tão bom ver você rindo, você é linda rindo – ele sorriu e eu tive vontade de apertá-lo.
- Obrigada, se você acha mesmo isso, por mim tudo bem – eu sorri.
- Chegamos! – ele disse estacionando o carro. Desceu, abriu a porta para mim e estendeu a mão.
- Já está me acostumando mal hein! – eu disse a ele segurando em sua mão e descendo do carro. Ficamos com os rostos colados.
- Ah é? Eu mal comecei... – ele sorriu maliciosamente e entramos, ele ainda segurava a minha mão. Os meninos já tinham entrado e também. Quando entramos alguns caras tiraram fotos da gente, e ele me segurou pela cintura. Ok, ai já é demais né. Mas mesmo assim sorri e fiquei de boa.
- Quer beber alguma coisa?
- Uhum – eu respondi procurando .
- Vou buscar, já venho – ele beijou minha mão e sumiu na multidão. Me sentei e apoiei um dos braços no balcão. Quando vejo, a criatura quem eu estava procurando na minha frente.
- Muito amiga você NÉ ... – eu disse cruzando os braços e as pernas.
- Como assim? Eu te deixo SOZINHA com um cara super gato, gostoso e fofo e gato de novo e você briga comigo? Por favor, né? – ela fez cara de deboche.
- Ta bom, ta bom, mas eu nem sei se ele ta afim mesmo, a gente chegou ontem e mal nos conhecemos... Tudo bem que eu não ligo pra isso.
- A gente não queria curtir? Então pra que conhecer? E você já conhece muito bem ele né ...
- Mas ele talvez não me conheça o suficiente.
- Isso não importa, vai fundo, se não outra leva... – riu apontando para uma garota quase agarrando Nathan enquanto ele pegava algo pra gente beber.
- Aff, eu mereço mesmo. – bufei enquanto observava.
- Ele não ta nem dando bola praquela vagabunda , se liga. Ele ta na sua e você vai desperdiçar...
- Mas ele não é um qualquer, se é que você ta me entendendo.. Se a gente se apaixonar, fudeu. E eu não quero machucar ele.
- Bom, nisso você tem razão, isso se já não estiverem – ela riu. – Vou com o Tom, porque os outros já encontraram suas mina – apontou pros outros meninos que estavam com algumas garotas. – Qualquer coisa grita, me liga, sei lá – Ela me deu um beijo na bochecha e foi.
- Encontrou ela? – Nathan me alcançou o copo e olhou pra , que já estava há uns 2 metros de distância.
- Sim, mas ela já me abandonou – tomei um gole. – Isso aqui ta fooooooorte – eu disse.
- Você não bebe?
- To bebendo agora – eu ri. Ele sentou do meu lado e colocou a mão encima da minha perna, erguendo um pouco minha saia. Olhei pra ele e mordi o lábio. Coloquei minha mão encima da sua. Vi de longe, estava beijando Tom, ri sozinha.
- O que foi? – Nathan riu mesmo sem saber do que se tratava.
- Essa minha amiga é ráaapida... – eu disse e ele achou na multidão e riu.
- Pois é, só a amiga dela que não é muito... – ele sorriu pra mim. Fiquei corada, peguei em sua mão e o fiz levantar. Ele levantou, abriu lentamente minhas pernas e se colocou no meio delas, colocou as mãos na minha cintura e me beijou. Fiz carinho em seu cabelo e eu me sentia nas nuvens. “Que homem era aquele meu Deus?” Eu pensava e curtia o momento, que por sinal estava bom demais. Ele terminou dando mordidas de leve em meus lábios, desceu as mãos e apertou minhas coxas. Olhou pra mim e sorriu.

- Satisfeito? – eu sorri maliciosamente.
- Muito, mas por enquanto... – ele riu e pegou nossos copos. – Vou pegar mais, já volto. – ele me deu um selinho e foi. Quando ele chegou, bebemos mais um pouco e fomos dançar. Eram 3h30 da manhã e eu já quase não sentia minha pernas. Nath me levou pra um canto e me fez sentar. Ouvi sua voz longe.
- ? Você tá bem? – ele dizia, sentia ele me segurando pelos braços.
- O que houve? – agora era a voz de , ouvi também a voz de Jay, mas não consegui identificar o que ele disse.
- Acho que tá na hora de levar a mocinha pra casa...
- Mas já Nathan? – protestava
- Ela tá bêbada demais. Daqui a pouco vai passar mais mal ainda se continuar aqui.
- Eu quero ir no banheiro – eu disse, não consegui abrir os olhos direito
- Vem cá! – me puxou pelo braço e me levou ao banheiro, consegui olhar pro Nath, que estava com uma cara preocupada.
- Aiii, acho que eu vou morrer amiga! – eu vomitava e segurava meu cabelo.
- Você não sabe se cuidar não menina? Ai Deus, tinha que ficar assim justo hoje...
- Eu não to bem , me leva pra casa, por favor... – coloquei a mão na boca pra tentar segurar a ânsia que eu estava sentindo. Joguei uma água na cara e me levou pra la. Não me lembro do que houve depois, somente quando senti uma água gelada pinicar meu corpo. Eu gemi.
- Acooooorda ! – me chacoalhava.
- Assim você vai matar a menina! – Tom estava do seu lado. O que estava fazendo todo mundo no meu banheiro? Pensei.
- Calma gente, ela não tá bem mesmo... não chacoalha ela não.. – Nath disse.
- Se eu não chacoalhar ai sim o negócio vai ficar feio.
- O que é que eu to fazendo aqui? – olhei pra mim mesma, estava com a mesma roupa, porem sem sapatos, estava debaixo do chuveiro e a água gelada caia sobre mim.
- Vem cá – Nathan disse me puxando pelo braço e enrolando uma toalha sobre mim. Ele me levou pro meu quarto e me sentou na cama.
- Você tá melhor? – ele disse me abraçando.
- Acho que sim, to com dor de cabeça.
- Já vai passar, tá? Agora troca de roupa e vai dormir. Vou chamar a ... já volto. – ele beijou minha mão.
- Cê tá melhor amiga? – estava do meu lado e Nath do outro. Ela me ajudou a tirar aquela roupa encharcada e a ultima coisa que eu me lembro foi de Nath puxando as cobertas sobre mim e me dando um beijo na testa, somente isso.

Capitulo 3 - You're in control, pressing pause on my heartbeat

Acordei e fiquei alguns minutos olhando para o teto. Tentei lembrar de tudo que tinha acontecido. Eram poucos os fatos de que eu não me lembrava. Sorte a minha. Pensei. Mas eu tinha certeza de que eu e Nathan não fizemos nada além de nos beijarmos... Menos mal. Ouvi vozes da sala. Sai do meu quarto e cambaleei para lá.
- Aêee a bela adormecida acordou.
- Nossa, ainda tá cambaleando ?
Quem estava no nosso ilustre sofá era . Abri um largo sorriso e pulei no colo dele.
- Own pequena, você tá bem? Sabe que uma pessoa me ligou ontem dizendo que você tinha ficado bêbada e não estava bem...
- Quem te ligou? – olhei pra e ela sorriu pra mim. Fiquei no vácuo.
- Sério, foi a ?
- Não – sorriu. – Adivinha.
- Ai meu Deus... – eu levantei e fui pro balcão da cozinha, abri a geladeira e peguei uma jarra de água. Me servi.
- Ahhh não finge que não sabe quem foi ... - me abraçou por trás.
- Não sei mesmo... – me fingi de desentendida e revirei os olhos.
- Foi o seu Nathan que ligou pro riu e levantou e foi para a cozinha junto com a gente.
- É mesmo, ele me ligou logo que te trouxe em casa ontem... Disse que você tinha bebido demais e que não estava nada bem, estava super preocupado, e ainda perguntou se eu podia vim ver como você estava hoje de manhã e a tarde, eles vão passar o dia fora por causa de algumas entrevistas, e assim ele não poderia vir ver se tinha melhorado...
- Sério que ele disse isso? – sem querer meus olhos brilharam.
- Viu só? – olhou pra – Nossa garotinha tá apaixonaaaaada – me abraçou e mexeu em meu cabelo. Me soltei dela.
- Claro que não, nada a ver tá? – eu mostrei a língua.Meu celular vibrou.

Olá , está melhor? Fiquei preocupado... estamos numa entrevista e ficaremos ocupados o dia todo, mas assim que chegar eu vou te ver, posso? (: Se cuide, amor. Xx
Nathan, 10:46am

- Ele me mandou uma mensaaaagem! – eu não percebi, mas dei um pulinho e vibrei com o fato. Os dois caíram na risada.
- Para de fingir vai, você só falta andar de quatro por ele – disse rindo e esticou o pescoço pra ver a mensagem.
- Privacidade, por favor? – Fiz cara feia.
- , ele tá super na sua, olhaí! – ela apontou pro meu celular – Dá logo pra ele vai!
- DAR O QUÊ????
- Uma chance ué – ela deu um riso alto.
- Ah tá né, parem com isso, eu não to apaixonada por ele...
- Nossa, a menina santa do jeito que é já pensa esse tipo de coisa... – sacudiu a cabeça. – Você gosta dele sim!
- Não gosto não, e eu vou provar pra vocês, ok? Querem ver? – fiz cara de deboche.
- Quero só ver mesmo... – riu. – Espera só ele voltar dessa entrevista e bater nessa porta que você vai igual um cachorrinho e fica se derretendo! Tudo bem que a gente veio pra cá pra curtir, curte com ele, você não sabe quantas coisas boas ele pode te oferecer – ela riu maliciosamente e também.
- Vocês dois são uns idiotas, sério. – eu ri. – Vou tomar banho!
Fiquei pensando nisso. Não sei o que se passava dentro de mim. Era estranho, não é todo dia que a gente tem a chance de se envolver – sério ou não – com alguém famoso. Mas na verdade, pra mim ele não era o Nathan do The Wanted, era apenas, Nathan. Como todos os outros. A gente passa a ver diferente as pessoas, pelo que elas são, não se são famosos ou não. É obvio que isso também fazia uma puta diferença. Mas eu não sabia o que fazer, estava confusa e tinha medo de me machucar. Prometi a mim mesma que iria dar um tempo para tudo se ajeitar dentro de mim, e se isso incluía ignorar Nathan por alguns dias, estaria valendo. Saí do banho. Eu, e conversamos um bocado e nós duas decidimos ir procurar um emprego. Almoçamos junto com e depois fomos. A gente não podia viver de vento o resto da vida. Entrei no carro e liguei. Estava quieta e um pouco desanimada. O celular de fez um barulhinho extremamente chato.
- Aiiii que coisa mais linda – ela estava com os olhos a brilhar. – Olha só...

Queria tanto estar ai com você, maldita entrevista :/ To com saudades, até depois <3
Tom, 13:22 pm

Eu dei risada. – Agora quem esta apaixonada? – riu sozinha e respondeu a mensagem dele. Ficamos na rua até tarde, Nathan não me mandou mais nenhuma mensagem e por incrível que pareça eu estava agoniada com isso. Será que eles já tinham chego? Será que não? Será que ele estava brabo por eu não ter respondido? Eram perguntas que não saiam da minha cabeça. Temos uma entrevista de emprego na semana que vem. Passamos no shopping comer alguma coisa. Quando chegamos, procurei o carro deles pelo estacionamento e infelizmente, ou talvez felizmente, encontrei. Quando o elevador chegou, sai em disparada para a nossa porta e desesperadamente eu tentava encontrar a chave da porta.
- Que pressa é essa ? Vai tirar o pai da forca? – ela riu.
- Não to com pressa – eu menti, queria entrar logo pra poder evitar que Nathan visse que tínhamos chego. Mas, infelizmente não foi o que aconteceu. Ouvi a porta deles abrindo e as risadas invadindo o corredor, bufei e fingi não ter ouvido.
- Tooooom! – se agarrou do pescoço dele. Pedi a Deus para que isso não tivesse acontecendo, pelo menos não hoje. Pra não ficar chato, me virei e sorri pra ele. Quando Tom finalmente largou , me deu um abraço e um beijo.
- Como está ? – ele riu
- Agora, bem – eu ri também. Aposto que todo mundo ia me perguntar isso, gente eu não to doente! Pensei. já havia entrado para dar oi a todos. Tom me fez entrar também, eu entrei sem graça e procurei rapidamente por Nathan na sala. Não o achei.
- Olá Max – eu dei um largo sorriso e ele me abraçou. Antes mesmo que ele perguntasse, eu já falei um tanto alto que eu estava ótima, todos riram. Dei um abraço em Jay e Siva também. Siva era alto e eu me estiquei para conseguir passar os braços entre seu pescoço.
- E ai, passaram o dia fora hoje também? – Max perguntou enquanto olhava algo que estava no forno. Max cozinhando? Pensei e ri sozinha.
- Sim, fomos procurar emprego. – eu ri – Temos uma entrevista semana que vem.
- Nossa, que bom, tomara que de tudo certo – Jay sorriu, ele era fofo e eu tinha vontade de aperta-lo
- Cadê o Nath? – tinha que perguntar né...
- Acho que ainda tá no banho... já, já ele sai.
- Ta cozinhando Max? – se intrometeu.
- Lasanha – ele abriu um sorriso.
- Lasanha? – uniu as sobrancelhas.
- Desde quando você sabe fazer isso? – eu perguntei.
- Desde... Sempre, eu acho. Por quê? Acham que só porque nós somos bonitos e famosos só saímos comer fora, beber e pegar mulheres? Claro que não, a gente cozinha, limpa a casa, somos prendados – ele piscou.
- AH TA – eu ri – Mas se isso te anima, o cheiro tá muito bom!
- Obrigado.
- Sentem ai, jantem com a gente – Siva sugeriu. E antes que eu me sentasse vi Nathan vindo. Respirei profundamente e quando vi, ele estava vindo em minha direção com um enorme sorriso.
- – ele disse animado.
- Oi Nath – eu disse, tentando parecer feliz, não que eu não estivesse... Quando percebi que ele iria me dar um selinho, virei o rosto e o fiz beijar minha bochecha. Ele me olhou confuso.
- Oi Nath! – tentou cortar o clima. Graças a Deus ela fez algo que prestasse. Me sentei do lado de Jay e nós dois ficamos rindo de Max apanhando da travessa em que estava a lasanha. Nath sentou do lado de Siva, um tanto longe de mim.
- Mas isso sai ou não saí? Eu to com fooome! – gritei.
- Se acalmem! É a minha primeira lasanha e eu to nervoso – todos nós rimos. O resto da noite foi boa, comemos, e por sinal estava muito bom. e os meninos não me deixaram beber e eu fiquei braba. Nath às vezes me olhava e sorria, parecia querer entender o que havia acontecido pra eu não ter dado bola pra ele. e Tom estavam no maior love. Porém, eu e Nathan não nos falamos durante todo o jantar. Estava com sono e decidi que queria ir embora.
- , vamos? – fiz uma cara enjoada.
- Mas já? Ta cedo... – ela estava agarrada no pescoço de Tom, os dois eram tão fofos.
- Tudo bem, fica ai, eu vou, to muito cansada... – me levantei – Meninos, vou indo.
- Ahhh fica ai, tá cedo ainda!
- Ah Jay, to com muito sono, cansada... – comecei por Siva, dei um beijo em sua bochecha. Depois Jay, Tom, Max, e por fim... Nathan...
- Eu te levo até a porta... – disse ele. Abriu a porta pra mim, sai, e me virei novamente.
- Obrigada – eu sorri envergonhada. Não deveria estar me sentindo assim. Ele saiu e fechou a porta. Me grudou na parede.
- Você não falou comigo o jantar inteiro... Não respondeu minha mensagem... – ele me olhou, esperando uma resposta.
- Desculpa, Nath.
- Pelo quê? – ele se aproximou mais de mim. Quando ia me beijar, ouvi alguém abrir a porta e a voz de , ela estalou os olhos e empurrei levemente Nathan de cima de mim e entrei em casa.

Nathan’s POV

estava estranha, tentei espremer ela pra ver se havia algo que queria me contar. Quando fui beijá-la, abriu a porta do nosso apê e saiu. simplesmente me empurrou e entrou dentro de casa. Tudo bem, alguém pode me explicar o que esta havendo? ficou me olhando confusa e eu também a olhei confuso. Balancei a cabeça decepcionado. Dei um beijo em e entrei em casa. Ouvi Max e Siva, mas simplesmente os ignorei, entrei no meu quarto e bati a porta.

’s POV

Entrei correndo em casa e fui pro meu quarto. Consequentemente bati a porta. entrou e abriu a porta com tudo.
- O que aconteceu sua doida? Por que fez aquilo? – ela me olhava confusa.
- Fiz o quê?
- Não falou a noite toda com o Nath e ainda saí correndo daquele jeito, eu vi que vocês iam se beijar tá? Não nasci ontem.
- É , eu acho que íamos... Sei lá porque fiz isso. – enfiei a cara num travesseiro.
- Porque tá gostando dele!
- Eu não to!
- Escuta, amiga... Eu sei que a gente veio aqui pra curtir e tal. Mas isso também tá valendo poxa. Se ele não desse bola pra você e você tivesse que correr atrás dele e implorar pra ele gostar de você, ai eu até entendo. Mas ele tá gostando de você , não tá vendo? Não tem porque esconder isso.
- E se ele não estiver ? E se eu só for mais uma na vida dele? Eu não quero isso.
- Amiga, me escuta uma vez na vida. Eu entendo que você precisa de um tempo pra pensar e tal. Mas veja só eu e o Tom, sei lá, foi de repente entendeu? A última coisa que a gente queria era se apaixonar, certo? Mas o destino bateu, então... Relaxa e pensa duma vez. Dá uma chance pra ele... Tudo bem?
- Vou pensar – eu deitei no colo dela.

O resto da semana passou super rápido. Não vi Nathan em nenhum dia, nem sequer por segundos. Somente os outros meninos. Ainda não tinha decidido o que ia fazer. Minha cabeça estava a mil. A nossa entrevista de emprego era dali dois dias. Estava arrumando a casa e meu celular vibrou.

, não sei se tem algo a ver contigo. Mas faz dias que o Nathan está muito estranho, não fala com ninguém direito e vive saindo sem dizer pra onde vai. Coisa que ele nunca fez =P Se souber de algo ou, quiser nos ajudar... (: Max, xx
Max, 16:45pm

Era só o que faltava. Ai Deus. Não sabia o que fazer e entrei em desespero. Mandei uma mensagem pro .

me socorre! Nathan tá muito estranho :/ Podia falar com ele, por favor? Xx

Logo depois...

Quem devia fazer isso era você né, mas eu falo sim, depois te ligo. Beijo pequena <3
, 17:00pm

tinha saído com Tom resolver algumas coisas, e eu por fim estava limpando a casa. Fui tomar banho e me mandou uma mensagem.

Vamos sair hoje? vai também. Ás 19h30? Nos encontramos no mesmo lugar! Beijos pequena <3
, 18:04pm

Respondi que sim, o lugar de sempre era um restaurante bem descontraído. Precisava esfriar um pouco a cabeça e esquecer dos meus problemas. Fui escolher uma roupa . Peguei as chaves do carro e antes de abrir a porta ouvi barulho no corredor. Espiei pelo olho mágico. Era Nathan, estava entrando. Encostei na porta e suspirei. Finalmente abri a porta e saí.

Entrei no meu carro e liguei o rádio. Eu dirigia distraída tentando lembrar a onde era o lugar que tínhamos marcado. Eram tantas coisas na minha cabeça que simplesmente esqueci. Começou a tocar Glad You Came no radio e eu respirei profundamente.
- Eu mereço mesmo. – sem querer querendo, quando parei em um sinal me peguei cantando uma das partes do meu Nath. - You hit me like the sky fell on me, feeeeeell on me! – e eu entrava no espírito da musica sem me querer levar por ela. Encontrei o carro de e estacionei ao lado. Os dois já me esperavam.
- Olá benzinhos – dei um beijo em cada um.
- Olá – eles responderam.
- Falou com o Nath? – foi a primeira coisa que eu perguntei.
- Tentei , tentei. Ele tá estranho mesmo. Sei lá o que houve. Ele disse que está normal. – ele deu de ombros.
- Sabe, eu estive pensando... Que talvez seria bom eu dar uma chance a ele, uma chance pra nós dois... – ok, eu tinha pensado aquilo naquele exato minuto e saiu involuntariamente da minha boca, mas voluntariamente do meu coração.
- Ahhh finalmente! Deus ouviu minhas preces – ergueu os braços e riu. riu também.
- Isso, vai dar certo, vocês combinam – ele sorriu para mim. Bebemos um pouco e nos divertimos o resto da noite, estava decidida a entrar em casa e ir falar com o Nathan, infelizmente teria de ir pra casa sozinha... iria ficar na casa de para ajudá-lo com algumas coisas de seu trabalho. Me convidaram pra ficar também, mas eu decidi ir pra casa resolver logo aquilo. Dirigi e não sei o porquê, mas naquela hora, senti a necessidade de estacionar na frente do prédio, e não no estacionamento. Ok, talvez seria melhor eu ter ido direto para o estacionamento. Porque a cena que eu vi não era das melhores. Nathan estava beijando uma garota na frente do portão. Meu coração disparou e eu senti tudo girar ao meu redor. Senti vontade de vomitar, de chorar, de fazer tudo ao mesmo tempo. Meu estômago embrulhou e eu tremia. Não conseguia ouvir o que eles estavam falando, mas ele parecia feliz e isso acabou me deixando triste. A garota era bonita e eu não iria xingá-la porque não teria motivos. Talvez eu tivesse perdido a minha chance e agora eu estava toda ferrada. Nathan entrou no prédio e a menina entrou em um taxi. Já que estava ferrada, ia me ferrar mais ainda. Atravessei a rua completamente desgovernada e parei em um mercadinho que ficava aberto até tarde. Comprei um monte de bebida e simplesmente voltei para o banco do motorista. Bebi, chorei, e esmurrei o rádio quando aquela merda de musica tocou novamente. Minha mão abriu um corte e começou a sangrar. Dor eu nem sentia mais. Me debrucei em cima do volante e chorei o Maximo que pude. Fiquei consciente por pelo menos umas 3 horas, meus olhos estavam enxergando borrado e a ultima vez que consegui ver a hora, eram 02:00h da madrugada. Ouvia meu celular vibrando e tocando, com aquela maldita música, Lose my mind, porque eu tinha que ter posto justo essa musica no toque do meu celular? Justo uma musica deles. Na terceira vez que meu celular tocou eu simplesmente o joguei com força no piso do carro. Bebi mais, e mais, e talvez mais um pouco. Me debrucei novamente no volante e dormi ali mesmo.

POV

- Ela não atende – eu desanimei.
- Não seria melhor a gente ligar pro Nathan, ou sei lá, talvez algum dos meninos?
- Acho melhor não, vai que ela e o Nathan tão na maior folia? – eu ri maliciosamente.
- Vamos deixar por isso mesmo, amanhã de manhã, a gente liga. Eu e fomos dormir, já estava tarde. Acordamos cedo e tentamos ligar pro celular da , só que caia na caixa postal. Liguei pro Max.
- Alô? Max?
- Oi , tudo bem?
- Mais ou menos... Me diz uma coisa, a não tá aí não? Eu não to em casa, e não vou voltar tão cedo... Ela saiu comigo ontem e simplesmente depois daquilo, sumiu.
- Nossa , não sei o que houve. Vou perguntar ao Nathan... Qualquer coisa te ligo. Beijo.
- Beijo! - desliguei – Vamos aguardar... – eu disse a .

Max POV

Fiquei preocupado, pois sabia que aqui em casa a não estava. Os meninos estavam na sala.
- O que aconteceu? – Tom foi o primeiro a perguntar.
- A sumiu! Nath, você sabe de alguma coisa? – todos olharam espantados.
- Não... Eu nem vi ela ontem... – ele deu de ombros e parecia não se importar muito.
- Jay, vai ver se ela não tá ali no apê! – Jay levantou do sofá e abriu a porta, foi até o apartamento delas e apertava a campainha. Voltou depois de alguns minutos.
- Nada – ele disse desanimado.
- Será que aconteceu alguma coisa? – Siva se preocupou.
- Gente, aquele ali não é o carro da ???? – Tom gritou da janela e eu me aproximei para ver.
- É sim! Eu acho... Nath, vem aqui ver. – ele veio desanimado e olhou pela janela.
- É o carro dela sim.
- Putzzz – eu falei e todos nós corremos lá pra baixo.
Bati no vidro, não consegui ver muita coisa por causa do insufilme. Tentei abrir a porta e estava aberta. Todos estavam em volta de mim e viram a mesma coisa. estava debruçada no volante e o cheiro de álcool se espalhou.
- Nossa, isso ai tá quase um bar! – Tom olhou preocupado.
- ? – eu tentei chamar e a cutuquei. – Tom, me ajuda a tirar ela daqui! – peguei ela pela cintura e ela gemeu. Tiramos ela do carro e ela cambaleou para o lado.
- Ela tá com a mão sangrando! – disse Siva.
- Meu Deus, o que será que aconteceu? – Jay tentava examiná-la.
- Nathan, entra ai no carro dela e vê se você encontra algo.
- Não tem nada, além do rádio que está cheio de sangue e quebrado, e o celular dela... Além das bebidas... – ele pegou seu celular, que estava com a tela em mil pedacinhos.
- Fecha ai, vamos levar ela lá pra cima.

POV

- ? – ouvi longe, tentei abrir os olhos lentamente. E quando consegui, vi Max parado na minha frente, abaixei a cabeça e comecei a chorar desesperadamente.
- O que houve ? Por que esté chorando? – ele segurou minha mão, quando senti que ele pegou nelas, puxei a mão direita rapidamente, pois tinha algo nela que doía muito.
- Eu perdi ele Max, eu perdi ele pra sempre – eu chorava de cabeça baixa.
- Perdeu quem ? Do que você tá falando?
- Não sei Max, eu só sei que eu nunca mais vou ter ele de novo, nunca tive na verdade, mas agora eu nunca mais vou ter – eu soluçava. Quando abri os olhos e olhei em volta, avistei Nathan, que me olhava confuso. Estalei os olhos e tentei levantar, tracei um caminho reto até a porta e simplesmente fui. Senti alguém me puxar e eu caí. Abaixei a cabeça de novo e comecei a chorar mais do que estava chorando antes.
- Desculpa – era Siva, acho que foi ele quem me puxou. – Você tem que ficar aqui... – Vem cá, levanta! – ele pegou na minha cintura e eu ajeitei minha saia quando sentei.
- Tenta explicar pra gente o que aconteceu – Jay estava ao meu lado.
- Me leva pra casa, por favor...
- Se acalma , você não tá bem! – Max tentou segurar minhas mãos, mas dessa vez, tomando cuidado com o machucado que nela estava, não fazia ideia de como tinha feito aquilo.
- Por favor... – eu gemi.
- , o que aconteceu? – Nathan estava do meu lado. Tentei o ignorar mas eu não consegui. Me lembrei da cena que vi ontem e mais algumas lagrimas caíram.
- Eu não me lembro direito – menti.
- E por que esmurrou o rádio? – Tom me perguntou.
- Não sei, mas como sabem que eu bati no rádio? – olhei confusa.
- Sua mão está machucada e o radio quebrado.
- Ah, tá. – eu respondi tentando me concentrar em outra coisa a não ser a vontade de vomitar.
- Vou ligar pra , você precisa ir pra casa e tomar banho... E nisso acho que só ela pode ajudar.
- Nãão, não liga, ela vai ficar preocupada demais. – eu fiz cara de cachorro sem dono.
- Então vem cá – Max me pegou no colo e, acho, que me levou para seu quarto, Jay tirou meus sapatos e Siva tirou meu blazer.
- Descansa um pouco, tá? – Tom passou as mãos no meu cabelo. Nathan estava na porta. Fechei os olhos e dormi.

Capitulo 4 –I’m gonna looooooooose my mind.

- Certo, daqui pra frente, chega de ficar bêbada! Pelo amor de Deus, você ainda vai acabar num hospital. – disse-me enquanto fazia um curativo na minha mão. Eu já estava no meu sofá, na minha casa, e com a minha amiga.
- Antes eu estivesse num hospital. Pelo menos não precisaria passar por isso de novo.
- , você não pode ter certeza sobre o que viu. Vai que era só uma menina que ele pegou, sei lá.
- É, deve ser mesmo, IGUAL A MIM! – eu bufei e ela continuava fazendo o curativo.
- Para com isso, eu sei que você deve estar triste, mas talvez assim aprenda a não demorar pra tomar uma atitude!
- Tomar uma atitude? Eu não podia decidir nada de cabeça quente e simplesmente chegar lá e dizer “Olá Nathan, você quer namorar comigo?” Queria mesmo que eu fizesse isso? – eu a olhei confusa, percebi que estava gritando.
- Claro que não... – ela entristeceu e me abraçou. – Desculpa amiga, eu sei que você deve estar mal, eu também estaria...
- Agora o que eu faço?
- Eu acho que você deveria esperar, somente isso... tudo vai se encaixar, você vai ver – ela sorriu pra mim. Mesmo sem vontade, retribui seu sorriso que parecia o mais sincero possível. Fui pro banho. Apenas deixei a água cair sobre o meu corpo, lágrimas também caíram, porém, essas iriam embora em alguns segundos, já o que eu sentia por dentro, parecia eterno. Lembrei das coisas que me vieram na cabeça aquela noite, antes de encontrar Nathan e aquela menina. Momentos que talvez não passassem de sonhos. Algo que realmente não estava disponível no meu mundo. Algo que com dinheiro, eu não conseguiria. Nathan parecia feliz. Não parecia uma garota qualquer. Até porque, dês do primeiro dia, eu não quis nada sério. Não quis me prender e nem prendê-lo. O deixei livre, para fazer o que quisesse. Talvez a culpa realmente fosse toda minha. Pensei em coisas aleatórias, de como iria consertar meu rádio, ou tirar o cheiro de cachaça do meu carro. Ou talvez, como iria aparecer com essa cara de enterro na minha entrevista de emprego. Como seria encontrar Nathan todo dia, ter de o ver feliz, só que sem mim. Ter que perder alguém que fazia meu coração disparar, por um simples orgulho. Não agarrei minha chances e do mesmo jeito que vieram, foram, como num piscar de olhos.

If heartache was a physical pain Se a mágoa fosse uma dor física I could face it, I could face it Eu poderia enfrenta-la, eu poderia enfrentá-la But you’re hurting me Mas você esta me machucando From inside of my head Dentro da minha cabeça I can’t take it, I can’t take it. Eu não aguento, eu não aguento.

- Como estou? – eu perguntei para .
- Ta ótima! Tirando sua cara de enterro. Vamos amiga, se anima. Você precisa desse emprego... vai dar tudo certo... confia em mim! – ela me deu um beijo na testa e nós saímos. Tentei até me animar se não fosse o fato de ter encontrado Nathan enquanto saiamos. O ignorei e parou para conversar. O elevador chegou.
- , a gente vai se atrasar – eu falei alto e os dois me olharam. Nathan me olhou dos pés a cabeça e me jogou um olhar triste.
- Calma!
- O ELEVADOR TA AQUI! – eu disse impaciente e entrei, segurando a porta pra ela.
- Tchau Nath, diz pro Tom que quando eu chegar eu aviso, ta bom? Porque essa minha amiga é muito afobada, nunca vi, parece a primeira entrevista de emprego dela.
- Tudo bem, eu aviso... sei, talvez não seja pela entrevista... – quando ouvi isso, suspirei. Mas que garoto fdp. Pensei comigo mesma. entrou correndo no elevador.
- Viu só? Ele não nasceu ontem. – ela debochou de mim.
- Pensa que eu não vi a aliança no dedo dele?
- Que aliança? – ela me olhou espantada.
- Cara, eu nem olhei pra cara dele e vi, você ficou conversando umas 2 horas e não reparou. Runf – bufei.
- Sério mesmo que ele tá de aliança?
- Parecia... – fiz bico e o elevador se abriu no estacionamento.
Fomos pra entrevista. Consegui parecer normal uma vez na vida e segurar o que estava dentro de mim. A mulher que nos entrevistou nos adorou. Enfim, acho que estávamos contratadas. Iria ser legal trabalharmos juntas. Começaríamos na semana que vem.
- Vou mandar uma mensagem pro Tom – disse toda animada enquanto procurava seu celular em sua bolsa. Eu prestava atenção no sinaleiro fechado e de longe vi a menina que estava com Nath àquela noite. Meus olhos a seguiram enquanto ela atravessava a rua.
- Alooou! – passou a mão na frente do meu rosto. – Ta morta? To falando com você.
- Hm?
- O que foi? – ela olhou pra menina.
- É ela.
- Ela quem?
- Minha vó – a olhei brava – A menina que estava com o Nathan, sua anta!
- Sééério? Vamos seguir ela! – tentou mexer no volante.
- Ta doida? Eu amo ele, eu quero ele, pra mim, só pra mim, tipo, SOMENTE pra mim. Mas eu não to tão desesperada assim a ponto de cometer um assassinato.
- Quem disse em matar alguém? Podemos apenas torturá-la – ela fez uma cara malvada.
- Você não tem jeito mesmo – a olhei com dó e ri. Era uma das primeiras vezes que tinha sorrido dês de então. Marcamos uma pizza de noite com e Tom. Eu e ficaríamos de vela mas isso já não fazia mais importância.. Saí do banho e me arrumei. Fazia frio aquela noite e eu ainda estava desanimada, querendo apenar minha cama e um cobertor quentinho. Terminei de me arrumar .
- Vamoooos , o Tom já ta na porta – eu gritei.
- Já to indo! – eu ri para Tom que esperava ali mesmo. Passou-se uns 5 minutos e estava pronta .
Fui no meu carro e e Tom foram no deles. Iria pegar em sua casa e eles dois foram na nossa frente. Buzinei quando cheguei.
- Oi – ele me deu um beijo na bochecha.
- Oi – eu disse sorrindo.
- Ah, hoje não é dia de ficar desanimada né?
- E quando é dia? – fiz bico.
- Não se faça de desentendida. Precisamos conversar.
- Ah tá, quer discutir relação agora?
- Não, o papo é sério mesmo.
- Fala logo! – eu bati a mão no volante, impaciente.
- Ok, o Nathan esta namorando.
- Eu já sabia.
- Como assim já sabia? E você ta assim, normal? Viva, ainda?
- Eu acho que sim, não sei se sinto mais ódio ou pena de mim mesma. Caralho, mas que merda. Eu amo aquele retardado, idiota, lindo, maravilhoso – e percebi que eu estava adicionando características boas pra ele. Me calei.
- E por que não diz isso pra ele?
- Mas agora, ? Que ele ta feliz e contente. Ele vai é me dar um chute se eu falar isso.
- Mulher, se você não falar agora, é capaz de ele casar com aquela vagabunda, não dá pra deixar isso acontecer.
- Qualé, não chama a garota de vagabunda, ela até é bonitinha.
- Ela tem outro! Quer dizer, outros... – nesse instante parei o carro no meio da rua.
- Como?
- Sim, eu vi ela umas três vezes essa semana, e cada dia estava com um cara. Não posso afirmar, até porque ela não tem cara de prostituta. Mas enfim, está traindo o nosso Nath.
- Ahhhh eu não acredito, aquela vagabuuuunda, eu sabia disso o tempo todo! – eu ouvia os carros buzinando atrás da gente.
- Como assim sabia? Eu acabei de te contar e até então você estava tentando defendê-la.
- Tudo bem, eu estava. MAS AGORA EU FIQUEI MACHO! Essa putinha não vai fazer isso com o MEU Nath, não vai, ta me ouvindo? Mas que sirigaita!
- Certo, agora ande logo antes que guinchem a gente!
- TINHA QUE SER MULHER MESMO, QUE CARALHO! – um homem passou pelo meu carro e gritou isso. Mostrei o dedo do meio.
- Vai cuidar da sua vida, ô filho da puta! – eu gritei.
- Se acalma, vamos! - falou na maior calma. – Isso, respira.
- Meu Deus , coitadinho do meu Nathan – eu fiquei desanimada.
- Já sabe o que vai fazer?
- Não, eu bem que podia fazer ele pegar ela no flagra, mas ai ele ia sofrer pra caramba... parece gostar dela.
- Isso é verdade...
- Maaaaas, se eu conquistar ele, enquanto ele está com ela, posso fazer isso, porque ai ele mal vai se importar, porque estará gostando de mim – pisquei.
- Nossa, pensei que dentro dessa cabeça oca não havia nada que pudesse ser chamado de construtivo. – dei um sorriso falso e ri. Nós chegamos e descemos do carro. Achamos e Tom, sentamos.
- O papo é sério. – eu me sentei pondo os braços em cima da mesa. Os dois pararam de se beijar e prestaram atenção em mim. se sentou do meu lado.
- O que foi? – me perguntou.
- Ok. Acho que posso falar disso abertamente até porque você, Tom, aposto que irá ajudar no nosso plano infalível.
- Ai Jesus, fala logo !
- O Nathan está ficando cheio de chifres! – falou e eu dei um tapa em seu rosto.
- Mas será possível que você não tem a capacidade de segurar essa língua dentro da boca por pelo menos 1 minuto? – ele fez cara de coitado.
- Como? – Tom me olhou confuso.
- É isso mesmo, o viu a menina que ele esta namorando com alguns caras essa semana...
- Sério??? – me olhava, incrédula.
- Sim, e se você ainda não sabia, Tom, eu amo aquele idiota do seu amigo – eu sorri.
- Isso eu já sabia... – ele sorriu – Eu bem que desconfiava dela!
- O que vamos fazer? – perguntou-me.
- O plano é simples... – e eu contei o que havia pensado. Mas primeiro, tínhamos que saber se realmente ela era uma garota de programa e PORQUE estava fazendo isso com o Nathan. Tom ficaria de olho e tentaria mexer no celular dele para tentar saber algo sobre ela, tentaria segui-la para saber por onde ela anda e com quem. seguiria Nathan, e isso seria mais uma tentativa de saber mais sobre ela, caso as outras não funcionassem. E eu, assumiria meu posto de tentar conquistá-lo e esquecer aquela Bitch. Realmente, não seria nada fácil.

Capítulo 5 – Turn the lights out now, now I’ll take you by the hand.

A semana começou, eu e fomos para o trabalho. Peguei o número de Tom e ele me avisaria se soubesse de algo, já que ele e os meninos estavam livres essa semana. trabalhava só alguns dias na semana, vida boa. Concordo. E então também me avisaria sobre qualquer coisa. Mas na verdade, a gente tinha é que agir pela noite. Meu celular vibrou:

Consegui o nome dela. Já ouvi em algum lugar, juro! Vou perguntar pra um amigo meu, tenho certeza que ele sabe da onde é essa vadia.
Tom, 11:48am

- Beleza! – eu disse alto e veio ao meu lado. Meu celular vibrou de novo, e a partir daí, não parou mais. Será que esses dois não percebem que eu tenho que trabalhar?

Caralho hein, esse menino não sai de casa! Tudo bem que é cedo e tal. Xx
,11:54am

, se prepara que você vai desmaiar agora! Meu amigo sabe onde ela frequenta, se é que você ta me entendendo. Acredita que ele já pegou ela? PQP né. Pensei em levarmos o Nath lá e ai o resto você já sabe. Xx
Tom, 12:00pm

- Caralho , lê isso aqui! - ela pegou o celular da minha mão.
- Eu achei que fosse demorar muito mais. Igual novela sabe? - ela riu.
- Não vai dar tempo de fazer aquele humilde coraçãozinho disparar novamente por mim, maaas... Quer saber, que se dane! Essa fdp vai se foder e vai ser hoje mesmo!
Escrevi uma mensagem pro Tom:

Marcamos hoje então? Me avisa daí. Diz que é aniversário do , inventa alguma coisa pra que convença ele a ir!

Beleza! Vou avisar o , hoje o circo vai pegar fogo! Xx
Tom, 12:05pm

Estava tudo certo. Nathan se conformou de ir sem a namorada. Coitado, mal sabia o que ela iria fazer que não poderia ir com ele. Tom jogou um migué pra cima dele dizendo que não sabia o nome do pub em que iríamos. Porque né. Arrumei-me e também. Tom bateu na nossa porta ás 21:00pm:
- Vocês estão lindas! - Tom sorriu me abraçando e depois beijando . Dei oi pro Nath, que parecia desanimado com a minha presença. Nath foi com o Tom no carro dele e eu com a no meu.
- O já ta lá?
- Acho que sim - eu respondi me concentrando na rua.
- Ta nervosa?
- Precisa responder?
- Não... - ela riu. Chegamos lá e estava feliz da vida.
- Ela ta aqui - ele sussurrou no meu ouvido e eu sorri vitoriosa. Porém, antes da hora. Sentamos e pedimos pro Nath pegar algo pra gente beber.
- Ok, aonde ela ta?
- Naquela portinha ali - apontou.
- Ai, que nojo dessa menina - disse.
- Pois é, mas como vamos fazê-lo ver?
- Fazemos assim, como na porta não tem nada que "diga" o que é, dizemos que lá é o banheiro! Bem quando ela estiver lá com algum cara.
- E vamos controlar a vontade dele de fazer xixi Tom? - eu olhei confusa.
- Não ué... Mas... Relaxa, vai dar certo. Eu conheço o Nathan. - falando nele, ele voltou com as bebidas. Conversamos pra caramba, até nos divertimos um pouco.
- Já volto! - Nathan disse, se levantando.
- Onde você vai? - Tom ficou mais atento.
- No banheiro, onde é? - ele olhou pros lados. Incrivelmente a bitch ainda estava lá dentro e não tinha dado as caras.
Quando Nath se aproximou da porta meu coração acelerou e eu senti todas as sensações possíveis. Todas elas foram embora, porque a porta estava trancada!
- Puta merda hein... - eu abaixei a cabeça tentando disfarçar.
- Vou lá resolver - Tom se levantou. Os dois seguiram para o VERDADEIRO banheiro. Já se passavam 10 minutos que eles tinham ido.
- Meu Deus, parecem duas meninas, demoram mais que a gente no banheiro ... - eu falei sem paciência alguma. Quando ouvi um ranger de porta. Ergui a cabeça.
- Não acredito! Ai Deus cadê eles? - ficou afobada.
- Por que essa demora? Ahh não velho, ele não vai conseguir ver ela, ai meu Deus - eu falava tudo ao mesmo tempo quando a vi saindo pela porta do pub com um cara.
- Já era! - colocou as mãos na cabeça.
- Mas que inferno mesmo, já era tudo! - gritei para o garçom e pedi pra ele trazer mais bebidas, comecei de novo com a minha rotina de sempre. Eles saíram do banheiro e Tom avistou a porta semiaberta e deu alguns olhares para nós tentando entender o que havia acontecido.
- Ela foi embora com o cara - sussurrou no ouvido dele e pude ver a desanimação tomar conta do seu rosto. Tentamos parecer normais. Menos eu, que me sentia meio alterada por causa do álcool.
- Eu já volto, esqueci meu celular no carro. - Nathan se levantou e saiu.
- , para de beber, você quer parar no hospital?
- , não me enche vai! Ta tudo dando errado - eu falava um pouco enrolado. O pub estava cheio e percebi um cara me olhando. Bonito até. Estava com tanta raiva de tudo e de todos que simplesmente levantei da mesa e fui até ele. Começamos a dançar. me olhava com reprovação.

Nathan POV ON

Fui buscar meu celular no carro. A noite estava sendo boa, estava com o meu melhor amigo e com , que era um cara super legal que eu podia chamar de irmão. também era muito gente boa. E , bom... Ela era linda. Era só nisso que conseguia pensar.
Abri a porta do carro e peguei meu celular. A fechei, dei uma olhada no geral e vi a porta do carro da frente se abrir e uma garota muito semelhante apareceu. Ela deu a volta no carro, o motorista, o qual eu não sabia quem era abriu a janela, entregou algo pra ela e ela retribui com um sorriso. Espera, ta escuro mas eu sei muito bem o que esta havendo aqui. “Caralho”, pensei. Meu sangue subiu e eu senti vontade de matar aquela vagabunda. Me aproximei e a peguei pelo braço:
- O que pensa que esta fazendo?
- Nath? - ela falou assustada. - O que está fazendo aqui?
- Eu que te pergunto, sua vagabunda! Eu nunca bati numa mulher, e quer saber? Não vai ser por você que eu vou bater, a vida vai te ensinar sozinha - empurrei ela e ela se desequilibrou no seu salto 15. “Que otária,” pensei. Uma prostituta que não consegue se equilibrar direito no seu salto de trabalho.
- E você, faça bom proveito. Espero que ela não tenha te passado alguma doença, seu filho da puta - soquei a mão na cara dele. Que ódio. Simplesmente fiz isso, dei meia volta e fui a caminho de volta para o pub. Ouvia os dois gritarem comigo de longe. Porém, não ouvi o que eles disseram. Eu tinha bebido um pouco, mas não tanto, entrei furioso. Os três me olharam com uma cara assustada e Tom perguntou o que era aquele pouco de sangue na minha mão. Ignorei. Procurei pelos lados e vi com um cara. Ah ta, ai já é demais. Fui lá e a puxei pelo braço, levei para um canto e a prendi na parede.
- Nath, me solta! - ela se debatia em meus braços.
- Para ! - eu tentava conte-la, sentia a bebida fazer efeito em mim também.
- Sabe Nath, eu acho que você e aquela vagabunda se mereciam mesmo! - balancei a cabeça. Bêbada, de novo. A empurrei para um dos quartos do pub. Tranquei a porta e a joguei na cama.
- Ta fazendo o quê? - ela dizia um tanto enrolado.
- Fazendo você ver com quem eu deveria estar. - subi em cima dela e comecei a beijá-la vagarosamente.
- Não faz isso, por favor - ela falou rouca, o que me encheu de tesão. Continuei a beijá-la e apertava com força sua cintura, descendo minhas mãos para seu quadril e depois suas coxas. Ela tirou minha camiseta, tirei sua blusa e comecei a beijar seu corpo. Dava mordidinhas de leve e ela puxava meu cabelo devagar. Fui desabotoando sua calça e a tirei. Ela me puxou para cima e me beijou novamente, descendo sua mão para minha barriga, e... Descendo um pouco mais. Senti um calafrio, ela abriu minha calça e colocou a mão dentro dela e da minha cueca. Começou a massagear meu membro. Sorriu maliciosamente. Tirei seu sutiã e beijei seus seios. Dava mordidinhas de leve e ela gemia baixo no meu ouvido. Fui descendo uma das minhas mãos e comecei a estimulá-la. Ela continuava a fazer o mesmo. Tirei minha calça rapidamente e ela tirou minha cueca. Tirei sua calcinha devagar e beijei seu corpo todo. Apertei seus seios e ela revirava os olhos. Me aproximei mais, mordi seu lábio e puxei. A penetrei com força e ela deu um gemido alto. O que me excitou ainda mais. Comecei a aumentar o ritmo e ela arranhava minhas costas, dando gemidos altos e roucos. Gemia pedindo mais. Apertava seu corpo contra o meu, a penetrava com mais força e ainda mais rápido. Abafei seus gemidos com um beijo. Não aguentava mais segurar. Meu corpo estremeceu e ela se contorceu na cama. Dessa vez fui eu quem gemi quando gozei dentro dela. Dei nela um beijo longo, mordi seu lábio. Ficamos um tempo assim. E depois... Acho que acabamos dormindo.

Nathan POV OFF

POV

Abri os olhos lentamente. Pensei estar em minha casa e na minha cama. Mas não. Meus olhos percorreram envolta e minha cabeça tentava buscar dentro dela algo que pudesse me dizer aonde eu estava. Lembrei-me do pub e de alguns fatos, porém, muito pequenos e que não se encaixavam. Vi o menino do meu lado, parecia um anjinho dormindo. Sorri sozinha. PERAÍ. Esse é o Nathan! Eu dormi com ele? Ai Deus, eu estou nua. E ele também. Meu coração disparou. O que foi que aconteceu? Chacoalhei ele e ele gemeu:
- Hmmm?
- Acorda agora Nathan! - eu já estava de pé do lado da cama, já com sutiã e calcinha. Ele abriu os olhos lentamente e me olhou. - O que foi que houve?
- Hm... Várias coisas.
- Tipo o quê?
- Sei lá, não lembro direito. Só lembro-me de você gemendo meu nome pra ir mais rápido. - ele deu um sorriso malicioso e se levantou.
- Será que você pode por uma roupa, por favor? - respirei profundamente. - Espera, como assim?
- A gente transou , ta difícil de entender? - ele dizia sonolento ainda, vestindo sua calça.
- Você transou comigo bêbada? - eu estalei os olhos.
- Nem vem que eu não fiz isso sozinho. E mesmo que você não quisesse, eu não faria. Você sabe que não sou assim...
- Cara, eu não acredito que você fez isso! - eu disse jogando um travesseiro nele - Me conta agora o que houve!
- Peraí, você quis, ta me ouvindo? VOCÊ QUIS! E eu não lembro direito. Se você não sabe, eu também bebi. Não tanto quanto a senhorita aí.
- Nathan você é um filho da puta, seu sem vergonha! Eu não acredito que você transou comigo bêbada, você não podia ter feito isso! - eu parti pra cima dele e ele me grudou na parede segurando meus braços. Parecia que essa cena já tinha acontecido e isso veio lentamente na minha cabeça.
- Ah é? A senhorita aí tava mais animada do que eu... Gemia meu nome e pedia pra eu ir mais rápido - ele riu maliciosamente - Isso era muito bom.
- Ta brincando com a minha cara né? - ele se virou me mostrando os arranhões em suas costas.
- Ta vendo?
- Caralho Nathan, eu vou te matar, sério. Por isso que você merecia aquela vagabunda. Não acredito que fez isso comigo!
- Eu não fiz sozinho, e você quis, estava gostando, eu também estava meio bêbado, eu não tenho tanta culpa assim!
- Tem sim, me comeu bêbada, mas que caralho Nathan, usou camisinha pelo menos?
- Não - ele me respondeu, confuso.
- Tudo bem... Você tem grana mesmo, se eu engravidar, você vai assumir! Ta escutando?
- Você não vai engravidar , para com isso...
- Quer saber, vá se foder!
- Vai você! Quer dar uma de louca agora? Dá pra mim e depois vem dizer que... Digamos... Te "forcei" a transar comigo. Por favor, né. De mulher louca já basta àquela puta que dizia ser minha namorada.
- Sério, eu te odeio! - eu colei na porta e virei a chave.
- Vai sair assim? - ele apontou para o meu corpo. Droga.
- Não! - eu vesti rapidamente a minha roupa.
- Não adianta dar chilique, a gente transou sim, o que tem? Ninguém mandou você beber, agora não se lembra de nada. Mas na hora parecia muito lúcida...
- Para com isso Nath!
- Vem, vou levar você pra casa! - ele me puxou pelo braço e nós fomos para o seu carro. Procurei pelo meu. Ah, provavelmente tinha voltado pra casa com ele.
- 12 chamadas não atendidas... - eu disse ao checar meu celular.
- Nossa, de quem?
- 7 da , 3 do e 2 do Tom... Espera, não fala comigo, ok? - ele me olhou confuso.
- Você é louca... - ele balançou a cabeça. Eu tentava lembrar do que havia acontecido, mas não conseguia. E por que ele tinha transado comigo se ele ainda ta com aquela vagabunda? Ai Deus, alguma coisa aconteceu.
- Nath, por que você transou comigo se... - ele me interrompeu.
- Ela era uma puta. - ele disse calmamente.
- E como você descobriu?
- A peguei no flagra. Ah, não fala comigo também! - o ignorei.
- Ta, mas...? - ele riu.
- Parece meio gay, mas eu gosto de você. E além do mais... O que não é a minha cara fazer... Você é muito gostosa, e eu tava afim, você também tava, e ai rolou.
- Ah, ótimo. Transou comigo porque sou gostosa e um dos segundos motivos era pra esquecer aquela vadia né?
- Como adivinhou? - ele riu - To brincando. Vai, desce. - o olhei confusa - Farmácia. Vai comprar aquele bagulho lá pelo qual eu não sei o nome...
- Pílula do dia seguinte? Você faz isso com todas?
- Não, só com você, isso porque me preocupo, senão deixaria você se ferrar sendo mãe solteira. - ele deu um riso alto - To brincando de novo. Mas o plano b de comprar a pílula, é sério. Vou lá, eu te espero.
- Você só pode estar tirando uma com a minha cara né? - eu fiz cara feia e desci do carro pra comprar. Estava toda desajeitada e cambaleava um pouco, ainda.
Comprei a tal pílula e voltei pro carro. Tomei a primeira ali mesmo.
- Isso funciona mesmo? – ele me perguntou.
- Bateu preocupação agora? Engraçado que na hora você não pensou nisso! – eu fiz cara de deboche e ele bufou. Seguimos o caminho inteiro pra casa em silêncio. Quando ele estacionou, desci e o esperei fechar a porta. Entrei no elevador e o esperei.
- Será que dá pra apressar o passo? – ele andou mais devagar ainda. Eu mereço!
Quando o elevador parou, no corredor os meninos estavam juntos com Tom e , quando ela me viu, correu me abraçar.
- Você ta viva? Achei que tinha morrido!
- Como assim? Você provavelmente me viu entrar naquele quarto! – percebi que os meninos estavam de olhos estalados. O que é? Nunca viram uma menina nervosa. Runf. Nathan deu de ombros e entrou em casa, mas antes disso sussurrou no meu ouvido
- Toma direito isso ai! E vê se acalma que eu sei muito bem que você gostou – e sorriu maliciosamente. Fiquei com cara de tacho. Entrei no nosso apartamento e bati a porta. quis saber de tudo e eu tive que contar as partes de que eu me lembrava. Fui tomar um banho pra esquecer um pouco de tudo aquilo. Se bem que... Das partes em que eu me lembrava, não eram tão ruins assim...

Capítulo 6 - Made for each other, can't take that away, made for each other, like sunshine and day...

Acordamos cedo e fomos para o trabalho. Não vi Nath naquele dia, nem muito menos mandei mensagem alguma. Minha semana foi terrível. Tivemos alguns cursos pela noite e saiamos de casa às 08:00am e só voltamos por volta de umas 11 da noite. Comíamos, tomávamos banho e caíamos na cama. quase não via Tom também. Só conversavam por mensagem e às vezes, ligando. Quando achei que finalmente teria um tempo para conversar com Nathan, eles teriam mais uma semana inteira de show. Mas que droga! Pensei. Os meninos deixaram a chave do apê deles para a gente dar uma olhada e cuidar. Como se nós duas soubéssemos cuidar muito bem. Mas enfim. Numa das noites, me veio uma certeza e eu tive que fazer isso.
- .
- Hum? – disse de boca cheia.
- Vem comigo! – eu a puxei pelo braço fazendo-a largar o pacote de salgadinho da mão. Peguei a chave em cima do balcão e simplesmente a levei comigo.
- Aonde vamos?
- Fica quieta menina! – eu coloquei a chave na porta e a abri.
- Vai fazer o quê?
- Você já vai ver. – entramos no apartamento deles. Tudo em perfeita situação. Fiz ela entrar também e tranquei a porta. Fui direto pro quarto do Nathan.
- Será que dá pra você me explicar?
- Algo me disse pra vim mexer nas coisas do Nath, cara, tenho certeza que ainda tem algo aqui que... – um celular tocou, olhei pra .
- Não é o meu!
- Nem o meu... – começamos a olhar pros lados.
- Olha, é do Nath! – gritou pegando o celular dele enquanto tocava.
- Essa anta deixou o celular em casa?! - perguntei-me pegando o celular da mão da , e lá na tela aparecia uma foto que eu preferia não ter visto. Era a tal da vagabunda!
- Mas o quê? – eu olhava incrédula.
- Atende logo! – no momento em que disse isso, o celular parou de tocar e logo chegou uma mensagem de voz.
- Cala a boca, vamos ouvir!

“Olha Nath, não sei porque não me atende... você me ligou? Por que? Depois de tudo aquilo, pensei que não me procuraria mais... se puder me ligue o mais rápido possível.“

- Espera, não me diz que.... Ah safado! – falou com raiva.
- Não acredito que ele a procurou! – eu completei.
- Mas por quê? Não faz sentido!
- Eu não sei por que , só sei que vou ferrar com ele agora... – eu disse largando o celular em cima da cama. – Vamos! – eu disse a ela pegando as chaves e saindo. Entramos em casa e eu me sentei no sofá cruzando os braços.
- Me conta duma vez menina!
- Vou dizer que estou grávida. Quero ver se ele não cria juízo.
- Ta falando sério?
- Alguma vez eu falei brincando? - eu fiquei séria – Você sabe que dia eles voltam?
- Acho que amanhã, vou confirmar com o Tom e ai te aviso.
- Tudo bem. – não gostou muito da minha ideia, mas acho que seria o suficiente para dar um gelo nele. Fiquei pensando a noite inteira, tentando encontrar motivos para aquela ligação. me avisou que eles voltariam amanhã mesmo. Ótimo! Logo que acordei, mandei uma mensagem para o celular do Tom, já que aquela anta tinha deixado o celular em casa.

Tom, diz pro Nath que eu e ele precisamos conversar, e é sério! Diga pra ele se puder me pegar depois do meu trabalho? Xx

Fui pro trabalho com a . O dia passou lentamente e eu não via a hora de sair logo de lá. Meu celular vibrou.

, ele disse que tudo bem!
Tom, 17:30pm

- Ótimo! – faltavam só algumas horas pra eu sair. iria sair com Tom depois do expediente. Antes de ir ao encontro de Nath, fui ao banheiro e passei um pouco de pó no rosto, um tanto mais claro. Pra parecer um tanto doente, mesmo gravidez não sendo doente. “Sorte pra mim,” pensei. Avistei o carro de Nathan. Abri a porta e sentei.
- Oi – ele disse me dando um beijo longo na bochecha.
- Oi – eu disse um tanto desanimada. – Como foram os shows?
- Ótimos, porém cansativos... Mas e aí, o que tinha pra falar comigo?
- Nath... Eu to grávida. – respirei profundamente.
- Como? – ele me olhou confuso.
- Isso mesmo que você ouviu.
- Mas como assim? Você não tomou a maldita da pílula?
- Não grita comigo Nath... Eu acho que não funcionou. – ele colocou as mãos na cabeça, impaciente.
- Ta, e agora?
- Como assim e agora? – agora era eu quem estava confusa.
- Isso não podia ter acontecido, não podia!
- Não adianta ficar nervoso!
- Quem ta nervosa aqui é você!
- Não grita comigo!
- Grito sim caralho! Além de engravidar ainda vai querer me dar ordens?
- Nathan, vai se foder! – eu desci do carro e ele nem ao menos veio atrás de mim. Meu trabalho não era muito longe de casa. Que merda que eu tinha feito? Agora eu estava ferrada. Tinha certeza que ele ia agir de outra forma. Mas me enganei. Quando entrei no elevador, apertei os botões com força e sem muita paciência. Entrei dentro de casa e bati a porta, fazendo se assustar. Ela apareceu na cozinha.
- Mas o quê foi isso criatura?
- O quê? Cara, eu to fudida. O Nath não ta nem ai pra bebê nenhum!
- Eu sempre disse que gravidez não segura homem.
- Só que eu não to grávida ! Ta, na verdade dá no mesmo. – eu disse um tanto irritada – Quando eu falei, ele quase teve um treco e ainda começou a gritar comigo, vê se pode!
- Sério que ele fez isso? Que otário!
- Ok, não precisa me lembrar disso. – eu disse tomando um gole de água. – Vai sair? – olhei para sua roupa.
- Vou, com o Tom.
- Ah, é mesmo, você já tinha me dito isso. – peguei minha bolsa em cima do sofá – Vou ver se me acalmo.
- O Nath chegou! – ela gritou olhando pelo olho mágico na porta.
- Ah, isso, grita mais alto pra ele pensar que eu to de quatro por ele. – eu dei de ombros.
- Você ta fingindo estar grávida só pra ter ele pra você. Isso já não significa estar de quatro por ele? – debochou da minha cara.
- Muito engraçadinha... Vê se me erra! – fui direto pro meu quarto.
- Ui, nervosinha! Isso! Vai mesmo, pra esquecer um pouco essas suas ideias malucas. Fui pro meu quarto e bati a porta. Deitei na cama exausta. Ainda bem que amanhã eu não teria que trabalhar. Finais de semana eu não trabalhava e ainda tinha um dia de folga. Trabalho bom o meu. Acabei adormecendo com a roupa que eu estava mesmo. A campainha tocou e eu me assustei. Eram 2 da manhã, não estava em casa ainda. Abri a porta sonolenta.
- Mas que porra , por que não leva chav... – percebi o garoto com cara de cachorro sem dono do outro lado da porta. – Nath? – olhei confusa.
- Parece que sim – ele deu de ombros – Posso entrar?
- Pode né, não vou te fazer voltar esse loooongo caminho atoa – olhei pra porta do apartamento deles, sendo irônica. – Entra! – eu disse ainda meio dormindo. Ele arrumou seu boné e se sentou na cozinha, apoiando seus braços sobre o balcão. Sentei em sua frente. – E o que te traz aqui?
- Olha, desculpa ter ficado nervoso àquela hora... – ele balançou a cabeça – Sei lá, você me dá uma noticia dessas e ai, eu fiquei meio bolado. Não sei se você me entende.
- Entendo, mas isso não era motivo pra me tratar daquele jeito.
- Eu sei, foi mal... Eu sei que não fiz isso sozinho então não vou jogar a culpa pra mim, mas na verdade, 99,9% dela é minha. Então, se isso foi acontecer... Fazer o quê. – o encarei. Ele ainda tava bolado com isso? Mas que filho da mãe...
- Tudo bem Nath, não tem problema. - eu respondi seca.
- Jura? – ele segurou em minhas mãos.
- Sim. – eu disse ainda um pouco seca. Ele se levantou, deu a volta no balcão e veio até mim. Abraçou-me e começou a mexer nos meus cabelos. Fiquei hipnotizada com o cheiro do seu perfume. Retribui seu abraço como se fosse o último do mundo.
- Eu nunca vou te deixar, ta me entendendo? – ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar.
- Acredito em você. – o abracei mais forte ainda. E nós ficamos assim por alguns minutos. Em silêncio e nos abraçando. Isso me confortava e eu sabia que por mais filho da puta que ele fosse, ele realmente nunca me abandonaria, e sempre estaria ali se fosse pra me tirar de uma roubada. Ou então, se meter nela junto comigo.
- Vem cá. – o puxei e o levei pro meu quarto, ligamos a TV e ficamos deitados.
- Sabe... Até que não é má ideia. – ele dizia com um sorriso bobo no rosto.
- O que não é má ideia?
- Você estar grávida... – ele me olhou nos olhos. Meu coração acelerou e ele continuou – Acho que vai ser bom, se ela puxar você vai ser linda, e se for um menino e tiver alguma coisa sua, vai ser também, principalmente seu sorriso. – ele ergueu minha blusa vagarosamente e começou a passar a mão na minha barriga, me fazendo arrepiar. Senti uma pontada de culpa. - Vamos cuidar muito bem dele... Se for menino vamos por que nome, ?
- Não sei Nath... De quais você gosta ?
- Sean, Dylan, Dimitri, Jason...
- São lindos – eu sorri. “Mas que merda era essa que eu estava fazendo?” Pensei. Meu coração pareceu se partir. Ele ficou por cima de mim, me olhando nos olhos.
- Eu não sei se já te disse isso... Mas você é muito importante pra mim. Eu nunca encontrei alguém assim, como você. – eu apenas sorri – Você vai ser uma ótima mãe! – eu não aguentava mais.
- Nath... – eu disse aflita
- Diga amor.
- Eu... Eu menti.
- Sobre... ?
- Sobre estar grávida. – ele saiu de cima de mim e se pôs do lado da cama em segundos.
- Como ? Você mentiu que tava... Grávida? – ele olhava confuso.
- Calma Nath, desculpa... É que eu...
- Você nada! Merecia um bom par de chifres! Ta pensando o quê, que filho segura homem? Se eu não te amasse eu não teria ficado do seu lado. – me coloquei do seu lado.
- Nath, por favor, me deixa explicar...
- Tem noção do que fez? Cara, não acredito que você fez isso, não achei que você fosse assim ! – quando ele me chamou pelo nome inteiro tive vontade de chorar, estava realmente brabo e eu não sabia o que fazer.
- Mas Nath, me deixa explicar, por favor, você vai me entender...
- Quem vai te explicar agora sou eu, e vê se me entende, eu não quero mais ver você, beleza? Some da minha vida garota! – senti as lágrimas escorrerem e ele foi em direção da porta.
- Nath, por favor – o puxei pelo braço, ele fechou os olhos e se virou, bufando.
- Esperava mais de você, sinceramente. – ele se soltou de mim, abriu a porta e a bateu com toda força. Desabei no chão e comecei a chorar. Eu não sabia o que fazer. Não imaginei que ele reagisse assim e na verdade não queria prendê-lo, só queria dar um susto nele, algo assim. Mas não funcionou. Comecei a tremer de frio. Tentava buscar algo em minha cabeça para que resolvesse o que eu havia feito. Levantei e simplesmente fui pra porta do apartamento dos meninos. Tinha certeza que só Nath estava em casa. havia me contado que todos iriam sair e imaginei que eles ainda não haviam voltado. Bati na porta. Abre Nath, abre...
Nada. Bati de novo. Estava impaciente.
- Vai se ferrar ! – o ouvi gritar do outro lado da porta.
- Nath, por favor... Eu te amo!
- Ama? Tem certeza? Aonde tava seu amor quando pensou em fazer isso?
- Nath, eu não vou sair daqui antes de explicar. – ele abriu a porta. Fez cara feia e me mandou entrar.
- To esperando.
- Então... Eu vim com a dar uma olhada aqui quando vocês estavam fora, e, bom, você esqueceu seu celular. E aquela vagabunda mandou mensagem dizendo que você tinha ligado pra ela! Eu fiquei muito puta da vida e ai...
- Espera, achou mesmo que eu tava querendo de novo algo com ela? – ele me olhou confuso.
- Como eu vou saber Nath, era o que parecia...
- Mas não era, caralho! Será que você não confia em mim? Não é possível... Tenta me entender, um cara como eu, não querendo me achar a última bolacha do pacote... Poderia ter qualquer mulher nesse mundo, ta me entendendo? Eu fui me meter logo com você, eu amo você . Você me deixa todo duro só de chegar perto e me fazer sentir seu cheiro. Se eu pudesse eu transava com você toda hora cara... – percebi que ele estava mudando o rumo do assunto, ele se tocou e continuou. – Só que não é só isso, não é só desejo nesse sentido. Eu te amo, eu quero você do meu lado... Será que tá me entendendo?
- Eu estou, Nath.
- Bom mesmo! – ele fechou a cara. Cheguei perto dele e o abracei, comecei a dar leves mordidinha em seus lábios.
- Para com isso vai... - Ele gemeu, suas mãos se enlaçaram na minha cintura.
- Só se você realmente quiser que eu pare... - Sussurrei.
- Mas eu quero. - Ele respondeu rouco, enquanto meus beijos iam para o seu pescoço.
- Tem certeza? - Perguntei mordendo os lábios encarando aquela imensidão verde.
- Não – ele sorriu maliciosamente. Ele tirou minha blusa e a deixou no meio do caminho. - Você não presta... – ele sussurrou no meu ouvido.
- Você também não, então acho que combinamos. – ele mordeu levemente o meu pescoço, me fazendo arrepiar.
Fomos nós beijando até o quarto dele, mais algumas peças de roupa ficaram pelo caminho. Eu sentia as mãos grandes dele procurando meu sutiã. Nathan empurrou a porta com o pé, entramos no quarto. Eu mal conseguia respirar, seus beijos cada vez mais urgentes desciam pelo meu corpo.
- Não estava bravo Sykes? - Praticamente gemi, enquanto ele me deitava na cama...
- Isso não é motivo pra não transar com você. – ele subiu em cima de mim, apertava com força minhas coxas, deixando suas marcas, e ia subindo minha saia vagarosamente. Ele pressionou meu quadril contra o seu me fazendo sentir o volume entre suas pernas. Comecei a arranhar sua nuca, ele foi subindo suas mãos e começou a acariciar meus seios por cima do sutiã. Eu soltava pequenos gemidos em seu ouvido, ele desceu uma das mãos novamente, e começou a me estimular com força. Eu arranhava seus braços, o deixando ainda mais excitado.

Quando ele estava prestes a abrir meu sutiã, a porta se abriu e nos assustamos.
- Cara, você sabe onde ta a , porque a disse que ela deixou... – nesse momento Tom ficou pasmo, abaixei a cabeça envergonhada e deixei um sorriso invadir meu rosto. Não sabia o que era pior, a situação em que estávamos ou a cara que ele fez.
- ... A porta de casa aberta. – ele continuou involuntariamente. Nathan abaixou a cabeça e respirou profundamente. Na esperança de que o amigo se tocasse e vazasse dali. Mas não. Acho que ele tinha ficado em choque.
- Tom? – ouvi a voz de gritar. Ele corou e fechou a porta. O ouvi gritar.
- Acho que achei ela, amor! – eu cai na risada.
- Ta rindo de quê? – Nath me perguntou, sério.
- Ué, do que aconteceu.
- E você acha isso engraçado?
- E não foi?
- Foi broxante, isso sim. – ele se levantou, passando as mãos pelos cabelos. Levantei também, procurando minhas roupas. Lembrei-me delas terem ficado no corredor. Droga. Aproximei-me de Nath, que estava sério. O peguei de surpresa e o beijei. Fiz carinho em sua nuca e senti suas mãos apertarem minha cintura, e depois, descendo para o meu bumbum. Terminei o beijo com leves mordidas e o olhei maliciosamente.
- Até amanhã. – eu disse, o provocando. Ele mordeu os lábios.
- Você não tem jeito mesmo. – ele balançou a cabeça. Abri a porta e olhei em volta, juntei minha blusa do chão e a vesti ali mesmo. Tentei me ajeitar o mais rápido possível e quando cheguei na sala, Tom e estavam lá. Os dois me olharam dos pés a cabeça e tentaram segurar o riso.
- Qual o problema? – eu perguntei séria.
- Nen-nenhum! – Tom respondeu gaguejando e abaixou a cabeça para rir.
- Sua idiota! – peguei uma almofada e joguei nela. – Vamos?
- Vai indo, já vou também!
- Tudo bem. – abri a porta e saí. Comecei a rir do que tinha acontecido. Entrei em casa e fui caçar algo pra comer. Estava morrendo de sono e decidi então ir dormir de barriga vazia mesmo. Larguei minhas roupas em uma cadeira do quarto, vesti minha camisola e caí na cama. Antes de pegar no sono, ouvi longe a porta se abrir, com certeza era que tinha chego. Mas eu estava com preguiça e tinha certeza que ela ia querer ficar conversando mais um tempão. Acabei adormecendo.
Ouvi alguns ruídos e isso me despertou, mas não completamente. Eles estavam muito distantes e eu não tinha coragem nem de abrir os olhos de tão cansada que estava. Senti alguém mexer no meu cabelo. Abri os olhos e – quase - gritei.
- Calma, sou eu – Nathan disse colocando a mão na minha boca.
- Ta fazendo o quê aqui? – olhei confusa
- Terminar o que a gente começou. – ele sorriu maliciosamente e se enfiou debaixo das cobertas junto comigo. Posso garantir que a segunda vez, foi muito melhor que a primeira. Talvez pelo fato de eu estar sã.
Ouvi a campainha tocar, olhei sonolenta para o relógio e eram 09:30am, bufei.
- Nath – eu o cutuquei.
- Hmm? – ele gemeu tentando abrir os olhos. Estava sem camisa e seus cabelos estavam bagunçados, o deixando ainda mais lindo.
- Vai atender? Deve ser a voltando de algum lugar.
- Mas ela não voltou pra casa ontem?
- Vai la Nath! – ele gemeu de novo e se levantou. Meus olhos se fecharam novamente. Meus ouvidos estavam atentos e eu tentava ouvir quem era. O ouvi destrancar a porta e isso veio corrido de um grito que me fez pular.

Nath POV ON

Alguém tocava a campainha e a me fez vir abrir. Ótimo. Destranquei a porta e a garota na minha frente estalou os olhos, me olhando dos pés a cabeça.
- Nathan Sykes? Não acredito, não acredito! – ela balançava as mãos, sorrindo e gritando.
- Ér... Você é quem? – a olhei confuso.
- Isso não importa, ai MEU DEUS É VOCE MESMO! – ela não parava de gritar. Vi do outro lado a porta do nosso apartamento abrir, os meninos saíram tentando entender o que estava acontecendo. Me olharam confusos. A menina se virou e de novo soltou um grito.
- Siva? Max? Tom? Jay? Ai meu Deus... – e foi pro chão. A segurei e a trouxe pra dentro, Max pegou suas malas na porta e trouxe pra dentro também. A deitei no sofá. Segurei em seu rosto e tentei acordá-la.

Nath POV OFF

- Mas que droga – eu bufei levantando da cama depois de ouvir aqueles berros. Fui pra sala e os meninos estavam la, me senti totalmente sem privacidade. Nath estava com... Peraí. Meu coração pareceu disparar, e eu senti meu sangue subir.
- . – falei baixo. Mas que diabos essa filha da mãe esta fazendo aqui? Fui me aproximando dos dois.
- Nath? – ela o chamou baixo. Nath? Como assim Nath? Ninguém chama o meu Nath de Nath além de mim mesma!
- Calma, eu estou aqui, relaxa. – quando me pus do seu lado, ele me encarou e eu joguei um olhar de reprovação.
- Quem é ela... ? – ele me perguntou enquanto a menina acordava vagarosamente. finalmente apareceu na sala. A olhei com ódio.
- O que ela ta fazendo aqui ? – eu perguntei, sussurrando.
- , desculpa. Ela tinha que fazer um curso aqui e eu disse que podia ficar aqui no nosso apartamento, desculpa não ter avisado.
- Você sabe que eu não suporto essa menina , eu vou te matar! – ela se encolheu.
- Será que pode trazer um copo d’agua? – Nath pediu a mim. Peguei o copo e abri a geladeira, peguei a jarra de água e a virei no copo. Não tem veneno não? Pensei. Alcancei o copo em suas mãos. Ele segurava sua cabeça com a mão e levou o copo até sua boca, a menina foi criando cor novamente e se sentou no sofá. Nathan sentou do seu lado.
- Você ta bem? – ele perguntou a ela segurando sua mão. Mas o que significa isso? Meu sangue fervia.
- Agora sim, obrigada. – ela disse o olhando nos olhos. Cruzei os braços.
- ! - disse a abraçando. era sua prima e era uma cobra. Nós éramos melhores amigas, mas isso se desfez depois que a peguei dando em cima de um ex-namorado meu. Senti a mesma sensação naquele momento em que tinha sentido no dia em que aquilo ocorrera.
- Por que não me disse que os meninos moravam aqui na frente? – ela perguntou parecendo uma vadia, que era o que ela era!
- Justamente pra evitar situações como essas acontecerem – riu. me olhou dos pés a cabeça. Encarando-me.
- Olá . – ela disse na maior cara de pau. Filha da puta. Levantou e me abraçou. Fiquei confusa – Estava com saudades. – a abracei também, mesmo sem querer.
- Ah, é. – eu respondi.
- O Nath é seu namorado ?
- Não! Meu amor é o Tom. – ela sorriu abrançando Tom – O Nath já tem dona.
- Ah é? E quem é a sortuda? – ela se animou
- A . – a animação dela se desfez.
- A ? – ela ficou surpresa e disfarçou – Nossa, que legal, parabéns! – disse sorrindo o mais falsamente possível. – Então, onde eu vou ficar?
- Vem comigo – disse a pegando pela mão, ela sorriu pro Nath. As duas sumiram no corredor. Fiquei séria.
- Bom, então agora que já ta tudo bem, vamos indo – os meninos se olharam e foram. Nathan fechou a porta e me abraçou por trás, pressionando nossos corpos um contra o outro. Começou a beijar meu pescoço, me deixando arrepiada.
- O que você tem hein?
- Nada.
- Eu conheço você amor, me conta.
- Eu to bem Nath, juro. – tentei sorrir. Por um momento pensei em esquecer tudo aquilo. Não ia deixar essa doida fazer a gente brigar.
- Parece que não ficou muito feliz com a chegada da sua amiga...
- Ela não é minha amiga.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nath, eu não quero falar disso, tudo bem? – me virei ficando de frente pra ele, o encarei.
- Tudo bem – ele começou a me dar mordidinhas, partindo do pescoço e subindo, parando em meus lábios – Vamos para o segundo round? – ele me olhou maliciosamente.
- Vamos. – eu sorri. Ele me pegou no colo e saiu correndo comigo pela casa.
- Nath, você vai me derrubar!
- Não vou não – ele ria. Entramos no meu quarto e ele empurrou a porta, a fechando, me jogou na cama e subiu em cima de mim, ficou me encarando.
- Seus olhos são tão lindos – eu sorri.
- VOCÊ é linda!
- Eu te amo Nath, eu te amo muito. – fiz carinho em sua nuca.
- Eu também, muito! – ele começou a me beijar deixando o clima mais quente. Não sei como e nem porque, mas ele tinha algo que eu não sabia explicar, algo que me fazia entrar em transe. Deixando-me alucinada. Fazendo-me ficar de pernas bambas. Eu amo esse garoto, esse idiota, que me faz tão feliz. Aproveitamos o máximo possível. Se é que me entendem. Depois, ficamos na cama deitados, conversando.
- Ainda não acredito que você mentiu que tava grávida...
- Poxa, desculpa. Eu tava com medo de te perder. - ele segurou forte a minha mão.
- Você nunca vai me perder, ta me ouvindo?
- Jura Nath?
- Eu juro – ele me deu um selinho. Nós ficamos ali, apenas nos olhando. Eu amava sentir seu cheiro, sentir seu calor, seus beijos, seus abraços, amava sentir ele dentro de mim, e amava mais ainda o fato de ele também me amar.
- Amor, vou pra casa, depois vou ir resolver umas coisas com os meninos e ai, se der tempo, podemos sair.
- Tudo bem amor – beijei sua testa – Vou morrer de saudade – fiz bico.
- Adoro quando você faz isso – ele me deu um selinho – Eu também, mas volto logo pra gente aproveitar mais, se é que ta me entendendo – ele piscou e eu ri.
- Ô, magina se não – revirei os olhos. Ele se levantou e vestiu-se. Levantei em seguida e ajeitei seu cabelo com as mãos. – Pronto Nath. Vou te levar na porta.
Quando saímos, e estavam na sala. olhou Nath dos pés a cabeça o que fez meu sangue ferver, novamente.
- Tchau meninas – ele disse de longe. se levantou e o abraçou. Ele a abraçou também, meio sem graça.
- Tchau Nath, até depois – dei um selinho nele.
- Até depois, amor – ele me abraçou. Fechei a porta e me sentei na sala junto com elas. Fingi não prestar atenção no que elas conversavam. se levantou e foi pro quarto.
- Cuida do teu namorado, se não a outra leva. – mostrei a língua pra ela.
- Fica quieta menina!
- Ahh, agora você não lembra mais o que ela fez pra mim né? Grande amiga.
- Para com isso, ela é minha prima, não tinha outro jeito.
- Ah, eu dou um jeito então, será que uma faca dá conta do recado?
- Fica quieta ela ta voltando! – fingimos estar normais. Tentei até ser legal com quando ela me perguntou algumas coisas. Falava comigo como se nada nunca tivesse acontecido. Falsa.
- Bom gente, acho que vou indo, se não chego atrasada pra aula. – ela me deu um beijo na bochecha e em também. Quando ela fechou a porta, puxei a manga do meu moletom e limpei o rosto, começou a rir.
- Nunca mais faça esse tipo de coisa antes de me consultar , você viu como ela olha pro Nath?
- Mas ele é famoso né , foi mal...
- Não importa, ele é meu ta me entendendo?
- Você acha mesmo que ela seria capaz de fazer algo assim?
- Já fez uma vez, então, não duvido de nada... Mas e ai, vai sair com o Tom hoje?
- Não sei, depende deles... Não sei por que você me pergunta, se eles foram pro mesmo lugar! – ela riu.
- Idiota! – eu ri também. – Mas e aí, vamos fazer o que o dia inteiro?
- Sei lá, que tal um filme?
- Por mim, tudo bem. – se levantou e foi procurar algo para assistirmos. Fiz rapidamente uma pipoca de microondas e sentei-me no sofá, ela se sentou do meu lado. A tarde inteira ficamos assim, de bobeira. Assistimos uns 3 filmes e comemos muita porcaria. A porta se abriu.
- Olá! – disse ao entrar.
- Tava tudo muito bom mesmo... – eu falei baixinho e me deu uma cotovelada.
- Oi , como foi seu curso?
- Legal até. – ela deu de ombros – Vou pro meu quarto, tenho muuuito o que fazer. – ela sorriu e seguiu pelo corredor.
- Seu quarto? Ela pensa que é quem? – bufei.
- Você parece uma criança , para com isso!
- Se fosse com o seu namorado, ai eu queria ver. – mostrei a língua. Terminamos de ver o terceiro e último filme.
- Não acredito que acabou desse jeito! Como assim produção? – eu ri.
- Viu, são esses os filmes que você escolhe pra gente assistir...
- Ta falando que eu tenho mal gosto?
- Não, só... De vez em quando – ela riu.
- Bobona! – a campainha tocou e eu abri a porta. Nath estava sério.
- Oi – ele disse seco, já entrando, sem nem ao menos me dar um beijo ou nada do tipo. Tom entrou em seguida. Extremamente sério. Ele pelo menos me deu um oi MENOS seco. Fechei a porta.
- Nossa gente, o que houve? Parece que voltaram dum enterro. – disse. Nath e Tom se sentaram no sofá e pareciam aflitos.
- A gente tem uma musica pra entregar depois de amanhã, e isso é impossível! – Tom disse.
- Não sei como eles querem que a gente faça isso, não tem como, é muito pouco tempo. – Nath concluiu.
- Mas ficar desse jeito não vai ajudar nada meninos... Vocês vão conseguir. – eu respondi.
- Falar é fácil. – Nath me respondeu seco e eu o encarei, ele desviou o olhar, como se eu não existisse ali.
- E agora, a gente não sabe o que fazer, os meninos foram tentar algo em casa, e nós viemos aqui, pra ver se tínhamos uma luz... – Tom estava mais calmo. Odiava quando Nathan começava a descontar as coisas nos outros. Ainda mais, em mim.
- Eu acho que posso ajudar. – disse com uma folha na mão. Os meninos a olharam, esperando uma resposta. Eu acho que se essa menina não for embora logo vou ter um AVC.
– Tenho uma música aqui, não está terminada, mas acho que se trabalharmos juntos... – ela jogou um olhar pra Nath, enquanto ele pegava a folha de sua mão, a atenção dos dois estava no papel.
- Cara, isso aqui é ótimo! – Nathan disse, para a minha surpresa. Ela sorriu vitoriosa.
- Então... Quer dizer que gostaram?
- Maravilha, é só completá-la. – Tom respondeu.
- Não sabia que você era tão boa. – meus olhos estalaram e eu quase tive um treco. Nathan a encarou, ela sorriu envergonhada.
- Obrigada. Vou pegar minhas coisas, e ai podemos começar, só um minuto! – ela foi e Nath sorria como um bobo olhando para a folha. Ela voltou e sentou-se no meio dos dois com um caderno e um lápis na mão. Nath e estavam extremamente perto um do outro. Era como se eu e nem existíssemos pra eles. Eles começaram a escrever mais algumas partes.
- Você acha que assim fica bom? – olhou para Nath, que fez o mesmo. Os olhares se encontraram e permaneceram. Eu era extremamente observadora e pude perceber cada movimento dos dois. O olhar de Nath foi para seus lábios e voltou novamente para seus olhos.
- Está ótimo – ele disse com a voz boba.
- Sério, eu não vou ficar aqui aguentando isso. – sussurrei pra .
- Espera! – ela tentou me segurar enquanto eu ia pro quarto. Ela me seguiu e fechou a porta.
- Eu não vou pagar de idiota. Você viu? Isso não pode estar acontecendo, não pode! – eu dizia enquanto colocava um shorts.
- Agora sim eu me toquei, essa garota é uma piranha meu Deus, você não pode deixar os dois sozinhos...
- Não posso, mas vou! – eu alternava os movimentos, escrevia uma mensagem pra , e terminava de me trocar.
- Pra onde vai?
- Vou ver o . Ou achou que eu ia correr atrás de outro? – eu tive que rir – Não vou fazer isso, a menos que ele vacile comigo. – olhei séria. – Você vai ficar ok? Eu confio em você , aconteça o que acontecer você vai me contar! – peguei o celular dela de cima da cama e joguei em suas mãos. – Você é minha única e melhor amiga. – peguei minha bolsa e saí quarto afora. Quando cheguei na sala, percebi que todos me olharam. Nath me olhou dos pés a cabeça, parando o olhar nos meus olhos, como se esperasse uma resposta. Desviei o olhar dele, tomei um copo d’água, peguei as chaves do carro e simplesmente saí.

Estava tão nervosa e irritada que mal conseguia colocar a chave do carro no lugar certo. Parei e respirei, tentando voltar ao que eu sempre era. Calma e realista.
- Calma, se o Nath te ama , ele não vai fazer nada. Não vai. - eu falava para mim mesma. Fui dirigindo devagar e com atenção até a casa de . Quando cheguei lá, ele estava me esperando, abriu a porta e se sentou.
- Que demora, hein?
- Tive que vim devagar, se não eu ainda atropelava alguém. - eu disse voltando a ficar nervosa.
- Mas o que foi que houve mulher? - ele me perguntou e eu contei tudo pra ele. - Mas que vagabunda! Mais uma né, meu Deus, você deve ter cuspido na cruz mesmo.
- Cuspido? Isso é pouco ainda. Vamos pra onde?
- Que tal aquele barzinho perto do shopping?
- Pode ser - eu disse sorrindo e fomos pra lá. Ótimo dia para ficar bêbada, novamente.

- Você acha que ele gosta de mim mesmo ?
- Eu acho que sim, conheço o Nath e ele não é de ficar assim por qualquer uma - ele piscou. Eu já estava na segunda latinha de cerveja.
- Não sei, ele olhou pra como se fosse a última menina que ele poderia comer antes de morrer. - riu descontroladamente.

- , me dá isso - ele disse ainda rindo e tirando a cerveja da minha mão - Você já ta ficando louca.
- Para com isso - peguei-a novamente - Eu to muito bem, só falei a verdade. Você sabe que não preciso beber pra ficar desse jeito. Eu já sou assim.
- Mas agora, vou te mandar a real. Se ele gosta de você, ele não vai fazer nada.
- Sei não... Aquela menina é capaz de tudo. - dei de ombros. Conversamos muito, sentia meu estomago embrulhar, acho que tinha bebido demais, mas estava consciente e sabia muito bem o que estava fazendo. Eu só estava, digamos... Animada demais.
- Garçom! - falou um pouco alto.
- Que cacete, deixa que eu vou pegar! - eu disse me levantando. Parei no balcão e esperei alguns minutos. Senti o cheiro do perfume do Nath vir de algum lugar pelo qual eu procurei rapidamente. Meus olhos pararam no garoto que estava do meu lado. Parecia ter uns 20 anos e tinha os olhos verdes, como os de Nath. Seu cabelo estava para o lado e o boné de aba reta em sua cabeça o deixou ainda mais parecido. Fiquei olhando como uma retardada, ele me olhou e eu desviei rapidamente. Um sorriso apareceu em meu rosto. Ele se aproximou sorrindo, e o sorriso dele era extremamente parecido com o de Nath.
- Aceita uma bebida? - ele disse beijando a minha mão, seu olhar malicioso percorreu meu corpo.
- Mais uma sim, aceito. - eu disse o olhando nos olhos.
- É difícil achar garotas tão bonitas por aqui. Acho que hoje é o meu dia de sorte. - ele segurou na minha cintura. Conversamos um pouquinho enquanto bebíamos.
- Está com alguém... Alguma amiga? - ele me perguntou
- Érrr... - eu disse esticando a cabeça procurando , que estava a conversar com uma garota. - Acho que estou sozinha agora - eu ri.
- Que bom - ele sorriu maliciosamente.
- Mas... Eu tenho que ir - eu disse me levantando, cambaleei pro lado. Ele me pegou no braço.
- Deixa que eu levo você, você não vai conseguir chegar em casa assim. - ele olhou preocupado.
- Tudo bem então... Não tem problema. - ele me acompanhou até o carro e eu sentei no banco do passageiro. Fui o guiando até nosso prédio, que era em uma rua calma e extremamente deserta a noite. Quando ele estacionou o carro na frente, ficamos conversando por mais alguns minutos...
- Eu não moro longe daqui... Engraçado ainda não termos nos conhecido.
- Pois é - eu disse sorrindo. Ele se parecia tanto com o Nath que eu não consegui segurar a raiva que sentia dele e a atração que eu sentia por esse garoto. Ele se aproximou de mim lentamente e nossos lábios se encontraram, nossos beijos foram ficando quentes e, com muita dificuldade, ele me pôs em cima dele. Ele ergueu minha saia e apertava com força minhas pernas, foi tudo muito rápido, e quando percebi, estamos transando dentro de um carro, de madrugada, e numa rua deserta, e que era a rua do MEU apartamento. Ele me deixou alucinada, e eu não tive a certeza se me arrependi ou não.
Saí do carro e me senti tonta, ele desceu em seguida e me segurou pela cintura, abaixei minha saia e arrumei minha blusa.
- Eu não to bem - eu disse colocando a mão na cabeça.
- Espera, deixa que eu te levo! - ele me pegou no colo e pegou as chaves das minhas mãos.
- É o 204, a esquerda. - eu dizia enrolado. Quando chegamos à porta, ele apertou a campainha, quando abriu, estalou os olhos, ele me pôs no chão.
- ? - seus olhos nos percorriam.
- Não, não, sua mãe! - eu disse irritada.
- Oi. - ela disse quando eu entrei e deixei o menino sozinho do lado de fora.
- Olá - ele disse envergonhado.
- Ah, desculpa... - eu voltei e me virei para ele, dando lhe um beijo no rosto - Obrigada... Por tudo. - sorri maliciosamente.
- Eu que tenho que agradecer. - ele sorriu. fechou a porta, confusa. Percebi que Tom, Nathan e estavam no sofá, os três me olhavam, tentando entender. O olhar de Nathan parecia querer me fuzilar. Quando o olhei nos olhos, percebi a besteira que tinha feito. Corri pro quarto sem nem dar satisfações pra ninguém. Joguei minha bolsa na cama e entrou em seguida:
- Espera, achei que tinha saído com o !
- Mas eu saí!
- Então quem era aquele?
- Eu não me lembro do nome dele , a gente transou, eu não to acreditando que fiz isso...
- Como? Espera me explica direito! - ela se sentou do meu lado.
- Eu o conheci lá, e aí ele se ofereceu pra me trazer em casa. Senti uma leve semelhança com o Nathan e a gente acabou... - ela estalou os olhos.
- MEU DEUS, vocês usaram camisinha pelo menos?
- Eu acho que sim...
- Como acha que sim? Tem que ter certeza!
- Tudo bem, eu tenho certeza! Agora chega de perguntas, por favor... - o celular dela tocou lá na sala.
- Ja volto! - ela disse, séria. Quando bateu a porta, ela se abriu novamente, me assustei. Nathan entrou e bateu a porta nervoso.
- Como assim? Não vai dar explicações?
- Não, por quê? - eu dei de ombros.
- Ah tá, você chega no colo de um cara que eu nunca vi e age como se nada tivesse acontecido? Pensei que você gostava de mim.
- Sabe Nath, eu também pensei que você gostava de mim. - senti meus olhos arderem, mas fui forte e segurei as lágrimas.
- Agora, eu já nem sei mais. - ele ficou confuso - Você no mínimo deve ter dado pro cara né, bem a sua cara.
- Espera aí! Ta me chamando de quê? Ah não, querido, eu não sou do tipo que você costuma escolher não. - eu disse o fazendo lembrar de sua última namorada. Me arrependi
- É, agora eu tive certeza. - ele disse saindo e batendo a porta. Sentei na cama e comecei a chorar desesperadamente. Por que é que eu fui fazer aquilo?

tentou me ajudar de alguma forma, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Os dias foram passando e eu e Nathan não nos falamos mais. Vi ele apenas uma vez, mas ele nem sequer me olhou nos olhos. Conviver com a estava sendo um inferno, simplesmente pelo fato dela estar ajudando os meninos em tudo. Vivia com eles pra lá e pra cá. Chegava e contava tudo durante o jantar, parecia que adorava me cutucar. E eu sempre saía da mesa deixando metade da minha comida no prato. Quando acordei naquela manhã, a data me chamou a atenção. Fazia um mês que aquilo tinha acontecido e nada de nós dois nos falarmos. Meu coração apertava e eu sentia uma angustia que parecia ser eterna. Arrumei-me como sempre e fui com a para o trabalho.

- E aí eu falei assim pra ele... - dizia, mas eu não prestava atenção por estar concentrada em uns papéis, mas algo chamou a minha atenção. - Eu disse que aquilo não tinha nada a ver e que...
- Espera, fica quieta! - eu abanei a mão pra ela. - MEU DEUS. - pasmei enquanto olhava pra TV.
- Espera o Nath? E a... ? COMO ASSIM? - falou alto e algumas pessoas nos olharam.
- Será uma nova namorada? Bom, talvez teremos que esperar explicações...
- Eu não acredito que ele fez isso - meus olhos encheram de lágrimas, mas meu coração estava era com raiva. Peguei minha bolsa de cima da mesa e saí, veio atrás de mim.
- Aonde você vai? A gente ta no trabalho esqueceu?
- Não, mas isso não importa agora! - eu disse enxugando as lagrimas. - Que droga!
- Espera, eu vou com você! - ela foi me seguindo.
Quando desci do carro, subi o elevador e fui direto, comecei a bater na porta igual uma doida, e pra minha sorte, foi ele mesmo quem atendeu. Olhou-me confuso.
- Não acredito que você fez isso! Depois ainda fala de mim! - dei um tapa na cara dele com todas as minhas forças que quase não existiam mais.
- Como? Vai vir na minha casa me dar lição de moral e me bater agora?
- Quer saber Nath, eu transei mesmo com aquele garoto, e eu mal sabia o nome dele! Eu não to nem aí pro que você vai dizer! - gritei na cara dele. Virei-me e fui em direção a nossa porta, a abri e joguei minha bolsa no chão e parti pra cima da , que estudava no sofá.
- Sua vagabunda, não se deu por satisfeita não? - comecei a puxar seus cabelos com raiva e ela começou a gritar feito uma verdadeira puta.
- Você ta louca garota, me larga!
- Eu não vou te largar até acabar com a sua vida, é só isso que sabe fazer? Não consegue homem ai tem que pegar o das outras?
- Não tenho culpa se entre eu e você, seus namorados ficam com a primeira opção!
- Ah é? Pois agora não ficarão mais - sorri ironicamente enquanto puxava seu cabelo e batia na cara dela.
- , para com isso! - senti as mãos de Nath na minha cintura.
- Me larga! - eu me debatia em seus braços.
- Para com isso , por favor! - ele gritava e eu tentava me soltar. Me colocou no ombro e foi em direção para o corredor
- Nathan ME LARGA! - eu fazia o maior escândalo e ele me segurava com força. Ele entrou no meu quarto e fechou a porta com o pé. Jogou-me na cama como se eu fosse um objeto qualquer.
- Ta pensando o quê garota? - ele me olhou confuso.
- To pensando que eu gosto de você e não vou deixar aquela piranha te tirar de mim.
- Gosta de mim? Você vai lá, transa com um cara que nem conhece enquanto está COMIGO.
- Com você? Espera, a gente não tinha nada oficial...
- Mas ai vai do bom senso da pessoa. Você gosta de alguém e vai lá dar pra outro? Por favor, né!
- Você me tratou mal e só deu bola pra quando ela disse que tinha a merda da música!
- Eu tava irritado e tudo mais. Você não tem esse tipo de compromisso, não sabe o que é.
- E por falar em bom senso, parece que você também não tem. Foi lá e ficou com ela.
- ELA QUE ME BEIJOU CACETE! - ele gritou.
- Não acredito em você! E não grita comigo Sykes!
- Eu to pouco me importando se você acredita ou não. Poxa, é você que eu amo... - ele se acalmou.
- Não parecia... Depois que essa menina chegou aqui em casa você só tem olhos pra ela.
- Ela não chega nem perto de você ... - ele se sentou do meu lado. - É você quem eu amo, e que com você que eu vou ficar. - ele se aproximou de mim e me beijou lentamente, arranhei sua nuca de leve e ele passava as mãos pelo meu corpo. Terminei o beijo mordendo seu lábio devagar.
- Eu tava morrendo de saudades disso - ele disse me encarando.
- Eu também. - sorri para ele e mexi no seu cabelo. - Só que eu não quero que mais uma discussão nossa acabe em sexo, tudo bem? - ele deu risada.
- Pode até ser... Mas não pense que vamos ficar sem, porque se estou com saudades de algo, isso vem em primeiro lugar! - ele deu um sorriso malicioso e me beijou novamente.

Capítulo 7 – It’s like a dagger in my heart

A poeira já tinha baixado e mal saía do quarto, porque afinal, ainda tinha que ficar aqui por algum tempo. Eu, Nathan, Tom e tínhamos marcado de sair a noite, iríamos a um barzinho. Eu e nos arrumávamos quando a campainha tocou, fui atender, terminando de arrumar minha saia.
- Olá! – disse Tom dando-me um beijo no rosto. – Estão prontas?
- Olá Tom, a ainda não, pra variar. – eu ri.
- Você está linda. – Nathan me disse após me dar um selinho longo.
- Você também. Você deve ouvir isso todo dia de várias garotas então não deve fazer muita diferença. – dei de ombros.
- Faz sim, porque ouço da MINHA garota. – ele sorriu me puxando pela cintura. Entramos e ficamos esperando.
- Amor, VOCÊ TA LINDA! – Tom gritou da sala. – Quantas vezes eu já disse pra essa mulher que ela é linda do jeito que é? – ele dizia inconformado. Nós dois rimos. apareceu na sala e nós saímos de casa. A noite estava quente e muita agradável, ficamos horas conversando e bebendo, e, quando percebemos já estarmos um pouco alterados, seguimos pelas calçadas em direção ao carro, que estava há algumas quadras do bar.
Tom e Nathan faziam piadinhas sem graça e pareciam dois palhaços. Eu e só ríamos. Estávamos quase chegando no carro quando alguém trombou comigo derrubando sua bebida toda em cima de mim. Senti aquilo extremamente gelado descer pelo meu decote me fazendo arrepiar. Quem sai bebendo na rua desse jeito sem prestar atenção? Pensei.
- Desculpa... – o garoto me disse, quando olhei para seu rosto, quis sumir. Era o garoto com que fiz coisas que não devia ter feito. Tom e Nathan pararam de caminhar e também.
- ? Nossa, eu te procurei tanto, queria marcar alguma coisa contigo e tudo mais. – ele dizia com um sorriso no rosto. Eu não sabia o que fazer, até que me tirou da saia justa, percebendo que ele estava um pouco bêbado.
- Olha, a gente está meio com pressa agora, qualquer dia vocês se veem por ai, ok? – ela disse com um sorriso cínico me puxando pelo braço. Nathan balançou a cabeça e continuou a andar com Tom, os dois andavam a nossa frente.
- Você acha que ele ficou brabo? – perguntei a .
- Não sei, a culpa não é sua. Não é mesmo?v - Eu conheço o Nath, que droga. Por que essas coisas têm que acontecer comigo? – balancei a cabeça e chegamos ao carro, eu e sentamos atrás e os meninos na frente. Fomos quase o caminho inteiro em silêncio. Encostei minha cabeça no ombro dela e meus olhos se fecharam levemente.
Me senti em um lugar extremamente macio e confortável. Senti o perfume de Nathan invadir minhas narinas me fazendo delirar, abri os olhos lentamente e ele estava tirando meus sapatos, e eu estava deitada na minha cama.
- Acordou pequena? – ele disse um pouco sério e sem carinho nenhum. Dei de ombros sem responder.
- Você ta bravo, Nath? – eu o encarei. Ele me ignorou, pousou meus sapatos no chão, ao lado da cama e subiu lentamente em cima de mim.
- Vou pra casa, amanhã eu e os meninos temos uma entrevista, passamos pegar vocês duas, queremos que vocês venham junto. E... vai tomar um banho ok? – ele desceu os olhos para minha blusa que estava melecada, fazendo cara de nojo. Odiava a bipolaridade do Nath, isso me irritada profundamente. Ele me deu um beijo na testa e cambaleou para a porta, saindo e depois a batendo. Levantei me segurando em alguns móveis, larguei minha roupa ali mesmo e fui para o banheiro. Aquele cheiro estava me enjoando também, ainda mais pelo fato de ter bebido demais. Tomei um banho calmo e quando saí, simplesmente me atirei na cama, vestindo somente calcinha e sutiã.
- ? – senti alguém me chacoalhar e passar as mãos pelo meu cabelo lentamente. Não era a voz de Nathan e muito menos a de , era masculina. – , acorda. – disse novamente e pude sentir o cheiro de bala de hortelã. Tom? Olhei confusa agarrada nas cobertas.
- Ei, você tem que levantar, está todo mundo se arrumando para a entrevista, é um pouco longe daqui e temos que pegar estrada, você tem que se arrumar. – ele disse sussurrando.
- Por favor Tom, só mais cinco minutinhos. – eu gemi fechando novamente os olhos.
- , temos que acordar!
- Conseguiu? – ouvi outra voz, era Jay.
- Ainda não.
- Deixa comigo. – senti a cama pular e abri os olhos assustada, Jay pulava em cima dela fazendo seus cachos ficarem bagunçados, comecei a rir.
- Vocês não tem jeito mesmo! Please, só mais cinco minutinhos! – eu disse agarrando a coberta e puxando pra cima.
- Não vai ter jeito. – Tom imediatamente disse se jogando em cima da minha cama também. Siva e Max entraram no meu quarto e fizeram o mesmo.
- Ah ta, agora virou festa? – desçam já! – eu me sentei na cama apontando pro chão. – Vocês vão quebrar minha cama! – eles diminuíram a velocidade, se entreolharam e começaram a pular novamente, larguei os bets e levantei, me pondo ao lado da cama. Como um flash percebi estar só de calcinha e sutiã e me agarrei na primeira toalha que veio a minha frente. Eles riam desesperadamente da minha cara.
- Ok, vocês já me viram sem maquiagem, com o cabelo desarrumado, de calcinha e sutiã e já me acordaram, agora, por favor, parem de pular na minha cama! – eu tentava não rir, mas era impossível.
- Ok, se arruma rápido viu? Estamos esperando na sala. – Max passou dando um beijo na minha testa.
- Ah, lindo sutiã – Jay me deu um beijo na testa também.
- Linda calcinha. – Tom disse ao passar por mim, fazendo como os outros.
- Linda toalha! – Siva abriu um largo sorriso e eu bati no braço dele, rindo. Suspirei fechando a porta. Ai esses meninos. Larguei a toalha na cama e fui tomar banho e me arrumar, notei que faltava o MEU menino, o qual eu não fazia ideia de onde estava.
Me arrumei e fui para a sala. Os meninos estavam vendo TV junto com , Nathan estava de pé e se aproximou quando me viu.
- Bom dia, amor – ele me deu um longo selinho fazendo carinho nos meus cabelos. Estava tudo bem, eu acho.
- Bom dia. – eu disse sorrindo.
Sorrindo. Assim eu estava até descobrir que a teria que ir junto. Eles iriam falar sobre a música nova e então como ela fez parte, teria que ir junto. Eu não me conformava e fechei a cara na hora. Nathan tentava me acalmar, mas eu não conseguia, dei patada em todo mundo. Fomos andando até a van que iríamos, que era a da banda. conversava com Nath, os dois estavam extremamente pertos um do outro.
- , não fica assim vai. – Jay me abraçou por trás.
- Eu não aguento ver isso Jay, olha lá! Ela ta agarrada com ela!
- , você sabe que ele te ama, não fica assim. Confia nele. – Jay e eu andávamos abraçados até o carro.
- Eu confio nele, só não confio nela. – dei de ombros. Entramos e fomos. Não tinha coragem de olhar pra cara da , Jay e Max tentavam me distrair, Siva fazia palhaçadas e mesmo sem vontade, eu ria. Nós chegamos rápido. A entrevista era para uma rádio e era ao vivo. Eu e iríamos presenciar a entrevista, porém não iríamos participar, os meninos estavam prontos e só estávamos esperando o tal do moço que iria fazer a entrevista.
- Desculpa a demora gente! – alguém disse atrapalhado vindo pelo corredor, conhecia aquela voz de algum lugar. – O quê? Vou entrevistar The Wanted? Uau, que da hora. Ok, estou indo lá.
- Olá! – quando o vi, juro que queria morrer. ficou pasma e me deu um forte cutucão na barriga.
- Olá! – os meninos disseram juntos cumprimentado o garoto. Que sim, era o daquela noite, do sexo no carro, e da bebida no meu corpo. Quando chegou no Nathan, que o cumprimentou completamente sem vontade e com uma cara de quem queria matá-lo, ele foi um pouco grosso também. Percebi a tensão entre Tom e Nath, afinal, Tom era o único que sabia o que tinha acontecido.
- Acho que tem algo nos perseguindo hein? – ele disse ao pegar minha mão e beijá-la. Passou os olhos pelo meu corpo mordendo o lábio. Nathan bufou. – Esta mais linda ainda. – ele sorriu e eu tentei disfarçar. Ok, já não era o garoto bobo da noite anterior que estava bêbado, era o homem que me deu prazer naquela noite fria e cinzenta de Londres.
- Vamos começar? – ele disse.
- Não fazia ideia que ele trabalhava aqui, cara, que má sorte! Eu devo ter cuspido na cruz. – sussurrei para . A entrevista começou. Eram os nossos meninos. Eu estava muito orgulhosa deles, eram cinco anjos nas nossas vidas. Está tudo ótimo até o moço, que se chamava Jason – pelo que eu li em seu crachá – começou a fazer perguntas pessoais demais.
- O que diz do seu relacionamento amoroso Nathan? Está com alguém? – Nathan respondeu na maior calma do mundo e todo tempo olhando para mim, disse que havia sim alguém em sua vida, mas não queria que as pessoas se intrometessem nisso.
- Não quero colocá-la nesse mundo de paparazzi, fofocas, e tudo mais. Não quero expor nós dois.
Jason começou a provocá-lo, continuando no mesmo assunto. Nathan bufava a cada vez que respondia as perguntas, estavam ficando cada vez mais íntimas, o que estava me estressando, não só a mim e a ele, mas a todos nós.
- Olha, isso aqui é uma entrevista da minha vida amorosa ou da banda? – ele olhou sério para Jason que ficou sem graça e voltou no rumo da conversa.
Os dois passaram a entrevista inteira se provocando, estava me deixando irritada. Quando acabou, dei um suspiro de alegria, finalmente iríamos pra casa e deixaríamos toda essa confusão de lado. Nathan não me olhou na cara e ele quem foi dirigindo, sentei ao seu lado e o resto do pessoal na parte de trás da van. Tentei puxar assunto.
- Nath, fala comigo.
- , não me enche garota.
- Peraí Sykes, o que te deu?
- Você sai por ai dando pra qualquer um, e olha no que dá. Eu não mereço tudo isso.
- Vai se fazer de coitadinho? Espera aí, não fui eu que comecei isso. Você sabe muito bem porque eu saí de casa aquele dia.
- Realmente? Não sei. Por causa desse seu ciuminho bobo você fica bêbada e transa com um cara que nem conhece?
- Para com isso Nathan, por favor! – todos estavam quietos prestando atenção na nossa briga.
- Quer saber? Eu não to nem ai.
- Sykes, não grita comigo! Pra quê essa bipolaridade?
- Bipolaridade? Vou sair comendo algumas meninas por aí, aí você vem me dizer o que é bipolaridade ok? – ele gritava enquanto tentava prestar atenção na rua.
- Parem com isso, por favor! – Siva gritou.
- Não adianta ficarem brigando, vai piorar a situação. – Max completou.
- Ela tem que ver o que é bom, tem que sentir o que eu estou sentindo.
- Para Sykes, por favor!
- Ah, agora você quer parar é?
- Sabe de uma coisa Sykes? Eu queria SUMIR da sua vida, e é exatamente o que você quer também. Queria sumir pra sempre, queria fazer você realmente sentir a minha falta e que rezasse todos os dias pra me ter de volta. Você não merece nada, garoto. Eu te odeio! – uma lagrima caiu do meu olho.
- Você também, não merece nada! – ele simplesmente cuspiu as palavras. Quando olhei para frente, uma luz extremamente forte quase me cegou. Coloquei as mãos na frente e ouvi buzinas vindo de todo o lado. Houve algo com o carro e senti meu corpo bater por todos os lados, e tudo foi ficando escuro. Muito escuro.

Capítulo 8 – I’ll be your strength, and I’ll keep strong for you…

Sentia meu corpo imobilizado, a sensação era horrível. Minha cabeça doía e aos poucos tentei abrir os olhos. A claridade era tanta que tive certa dificuldade. Quando os abri totalmente, minha vista estava embaçada, alguém se aproximou de mim, pegando na minha mão. Minha vista se normalizou e eu pude ver que era Tom. Olhei em volta. Eu estava em uma maca e usava uma daquelas camisolas de hospital. Havia um cateter em meu braço, com soro. Olhei pra Tom, que estava com alguns arranhões na testa e o pulso enfaixado.
- O que está havendo? Cadê o Nath? – tentei me levantar, mas Tom me impediu.
- Calma . Por favor.
- Tom, onde está o Nath? O que aconteceu? – meus olhos encheram de lagrimas. – Cadê os outros meninos? Cadê a ? – eu estava desesperada. Ele me abraçou, colocando minha cabeça em seu peito. Minha respiração foi voltando ao normal. Ele se afastou e me olhou nos olhos.
- , você precisa ser forte, esta me entendendo? – ele segurava meu rosto com as duas mãos.
- T-Tom, o que houve? – eu disse com a voz abafada e rouca. Ele suspirou.
- Eu não sei como contar isso pra você. Sinceramente. Mas acho que não faz sentido escondermos isso de você, você tem que saber.
- Fala logo Tom! – eu falei impaciente e ainda rouca.
- Tudo bem... – ele respirou profundamente – Com os meninos está tudo bem, Jay machucou o tornozelo, Siva só teve alguns arranhões e está com algumas dores, Max está na mesma situação. E a ... Ela morreu, .
- Morreu? Como assim morreu? A deve estar péssima, meu Deus! – eu exclamei, sem alegria nenhuma. Me deu um clique.
- O Nathan, Tom! Onde ele está? Ele está bem? Eu preciso falar com ele!
- ... Se acalme, por favor... – as lágrimas estavam enchendo meus olhos aos poucos. - O Nathan está em coma. – ele disse extremamente seco, mas pude perceber enorme tristeza em sua voz. Senti um calafrio subir pelas minhas costas e senti que ia morrer ali e naquele momento. Meu corpo explodia em várias sensações e eu desabei nos braços de Tom, que me abraçou, chorando também.
- Me diz que é mentira, por favor. Isso não pode estar acontecendo. Não pode. – eu disse chorando desesperadamente.
- . – ele disse engolindo o choro e me encarando. – Nós precisamos ser fortes, o Nathan precisa de nós, precisamos estar fortes por ele, precisamos passar a nossa força para ele! Ele vai sair dessa, não é qualquer coisa que derruba o Nath e você sabe disso. Todos nós vamos conseguir isso juntos, tudo bem? – por mais difícil que parecesse, eu logo compreendi o que Tom havia me falado. E tudo isso era verdade. Eu queria morrer, queria dar minha vida pela dele, queria que tudo tivesse ocorrido de outra maneira. Mas foi assim, e talvez, tivesse que ser. E agora, sim, eu daria a minha vida pra salvar a dele. Eu faria isso, sem dúvida alguma.
O médico que ficou responsável por mim veio até o quarto. Eu havia batido a cabeça muito forte e por isso fiquei desmaiada por algum tempo. Os meninos vieram ao meu quarto e ficaram felizes de me verem melhor. me abraçou, somente. Eu sabia que ela estava muito triste com tudo isso. Infelizmente, ela teve que ir para resolver algumas situações da morte da , que era um fato que ainda eu não conseguia acreditar. Não queria que ela morresse, só queria que sumisse da minha vida. Quer saber? As duas coisas dão no mesmo.
- . O Nathan é seu namorado? – o médico me perguntou.
- Bom... Erm... Mais ou menos. Por quê?
- Ele perdeu muito sangue. Nós precisamos de uma doação agora! Apesar de estar fraca, você tem condições de doar. Você sabe qual seu tipo sanguíneo?
- Não estou lembrada. Mas eu vou doar, não importa se estou fraca, eu vou!
- Tudo bem, se o seu sangue não for compatível com o dele, veremos com os outros meninos. Fique calma, ok?
- Tudo bem. – eu respondi. Siva e Max foram até o quarto de Jay, para não deixá-lo sozinho por conta do tornozelo machucado. Tom ficou comigo. Uma enfermeira veio até mim e coletou um pouco de sangue, apertei o lençol quando a agulha perfurou minha pele. Sim, eu morria de medo e senti um enjoo invadir meu estomago. Quando ela tirou a apertou sobre o furo um pequeno algodão com álcool, me senti aliviada.
- Vamos ver se há alguma doença em seu sangue e se é compatível. Só assim poderá doar. Logo o doutor vem lhe dar o resultado. É um processo bem rápido. Enquanto isso, mantenha-se deitada e tente ficar mais calma. – ela disse passando seu olhar pelo monitor que me denunciava nos batimentos cardíacos.
Tom se sentou ao lado da cama de hospital em que eu estava. Acabou cochilando. Meu alívio era grande em saber que os meninos não se machucaram muito, ou quase nada. Mas meu coração só pensava em Nathan. Uma dor nele vinha cada vez em que eu lembrava que podia ter evitado tudo isso. Eu queria sair dali naquela instante e ir vê-lo, porém tenho certeza que alguém iria me impedir. Não precisava ter discutido com ele daquele jeito. Na verdade, senti a culpa toda em cima de mim. Realmente, talvez fosse.
Depois de mais ou menos uma hora e meia, o doutor veio até o quarto. Abriu a porta e a fechou, fazendo Tom acordar. Ele se levantou e se pôs ao meu lado. Sentei-me e fiquei esperando o que ele tinha a dizer.
- E então doutor, ela pode doar? – Tom disse animado.
- Temos um problema. – ele disse seco e desanimado.
- Qual? – olhei confusa.
- Vocês tem o mesmo tipo de sangue. – meu coração acelerou e eu não estava entendendo mais nada.
- Qual o problema então? – Tom arqueou as sobrancelhas.
- , é mais sério do que eu pensava. Você é soro positivo.
- COMO? – Tom arregalou os olhos.
- O que quer dizer isso? O que é soro positivo? – sim, me senti uma retardada, todos sabiam menos eu.
- Você está com AIDS .
- O QUÊ? – meus olhos arregalaram.
- Isso mesmo. – ele balançou a cabeça olhando sua prancheta. – Precisamos ter uma conversa séria nesse momento.
- Não pode ser! Eu nunca tive... – parei no momento em que lembrei do Jason. No momento lembrei também que eu e Nath fazíamos sem proteção alguma. Meu coração disparou e eu caí no choro.
- , por favor, se acalme, desse jeito você só vai piorar as coisas. – eu sequei as lagrimas que não paravam de cair e olhei para ele. Tentando conter o choro.
- O Nathan não tem o vírus, então você não pegou dele. E nem passou para ele. Você teve relações com alguém?
- Sim. – eu disse com a voz abafada.
- Então... Eu sinto muito. – ele deu de ombros – Vamos ter que encontrar outro doador, e você precisa se tratar, quanto mais rápido, melhor. – comecei a chorar novamente. Tom me abraçou.
- Vou deixar ela se acalmar, depois eu volto. – o médico disse a Tom, que assentiu com a cabeça. Ouvi a porta se fechar.
- Eu sou uma inútil Tom, eu to doente. Eu fiz isso tudo acontecer e ainda nem posso ajudar quem eu amo que esta em coma! Eu quero morrer Tom, o que eu vou fazer agora? – eu dizia entre soluços. Apertei ele forte contra meu corpo.
- , por favor. Eu também fiquei surpreso. E realmente não sei o que dizer sobre isso. Mas por favor, vai dar tudo certo. Eu sempre vou estar com você, e os meninos também. Você nunca vai estar sozinha. Logo o Nath vai sair dessa e vai te apoiar também. Eu tenho certeza disso. Sem falar que você também tem a . Ela é sua melhor amiga.
- Tom? – ele se afastou de mim e tirou parte do cabelo do meu rosto.
- Diga pequena.
- Não me deixa nunca, por favor. - passei a mão embaixo do olho, na tentativa de secar algumas das lágrimas.
- Eu nunca vou deixar você, eu juro. – ele disse me dando um beijo na testa e me abraçando novamente.

Eu não aguentava mais. Precisava ver o Nath. Logo o médico veio até o quarto e me liberou. Nunca me troquei tão rápido na minha vida. Haviam alguns arranhões em meu rosto e um corte na minha cabeça. Minhas mãos tremiam e a cada segundo que passava a vontade de chorar aumentava. Eu precisava ser forte. Qualquer ação nossa podia resultar numa melhora em Nath. Eu não podia chorar perto dele. Precisava mostrar a ele que ele logo sairia disso. Antes de sair do banheiro, joguei uma água no rosto, respirei fundo e prometi a mim mesma segurar a barra.
- Está pronta? – Tom disse segurando em meus ombros e me olhando nos olhos. Enquanto estávamos parados na frente da porta do quarto em que Nath estava.
- Sinceramente? Não sei.
- , você tem que ser forte. Por ele e por você. Entra, você vai conseguir. – ele deu um beijo em minha testa e me abraçou.
- Vou fazer o possível. – dei um sorriso torto e abri a porta lentamente. O vi de longe, mordi o lábio forte segurando todas as emoções que em mim despertavam. Virei-me e encostei a porta lentamente sem fazer um ruído. Fui me aproximando da cama. Parei ao lado dela, fazendo uma lagrima cair. Respirei profundamente. Foco , foco. Passei a mão em seus cabelos, descendo para seu rosto e o acariciando lentamente. Segurei em sua mão forte, acariciando com a ponta dos dedos. Nathan parecia um anjinho. É engraçado como a gente não percebe as coisas boas quando a temos. Eu e Nath sempre dormíamos juntos e eu nunca havia percebido o quão era lindo ele dormindo. Era o meu anjinho. Infelizmente, a gente só percebe algumas coisas, ou nos importamos com ela, quando a perdemos. Ou, estamos prestes a perder. Mas eu não ia deixar isso acontecer, jamais.
Fiquei ali com ele alguns minutos, minha vontade na verdade era de ficar com ele o tempo que fosse preciso até ele acordar. Meu coração parecia estar incompleto. E ele realmente estava. Ouvi a porta se abrir.
- ? – disse-me a moça vestida de branco se aproximando de mim com uma prancheta na mão. Enxuguei alguma das lagrimas que não pude conter.
- Sim? – eu disse abafado, sem soltar a mão de Nath um minuto se quer.
- Você precisa ir. Infelizmente. A partir de amanhã, Nathan já pode ficar com um acompanhante direto. Acredito que esse acompanhante será você. – apenas assenti com a cabeça.
Aproximei-me de Nath, o abraçando da forma que dava. Depositei um beijo em seu lábio, fazendo com que meus olhos se enchessem de lágrimas novamente.
- Me desculpe por ter te posto nisso, amor. Eu nunca vou deixar você, eu te amo mais que tudo. Amanhã estarei aqui. Fique bem, por favor, seja forte por nós dois! – sussurrei em seu ouvido. Soltei sua mão devagar, pousando-a em cima da cama novamente. Olhei para ele uma ultima vez naquele dia e apenas dei um sorriso forçado para a enfermeira. Saí do quarto e ela fechou a porta. Tom me esperava em um banco. Caí no desespero e comecei a chorar desesperadamente. Senti os braços de Tom me envolverem enquanto eu colocava as mãos no rosto tentando abafar meu choro.
- Ei, pequena. Não chore, por favor. – ele me apertou contra si.
- Não tem como Tom, fui eu quem fiz tudo isso acontecer. Como eu vou poder ajudar ele? Sou uma irresponsável. Alem de ter causado tudo isso ainda... – mordi o lábio.
- Shiii... – ele disse passando a mão em meus cabelos. Entendendo qual o final da frase. Entendendo que eu iria tocar no assunto da doença. – Vocês dois vão superar isso juntos, você tem que ser forte , só assim ele sairá dessa. E assim que sair, você terá mais uma pessoa para te apoiar. A pessoa mais importante da sua vida. Vai dar tudo certo, acredita em mim!
- Obrigada Tom. – eu disse tentando conter as lágrimas.
- Você não esta sozinha nessa, não se esqueça nunca disso. – disse ele me dando um beijo na testa. – O doutor quer falar com você, vem, eu te levo. – ele disse me puxando pelo braço.

- Aqui. - o médico disse me dando uma folha, havia nela o nome, endereço e telefone de um médico que poderia cuidar de mim. Já que ele não era daquela área.
- Recomendo que procure ele o mais rápido possível. , você tem muita sorte em descobrir cedo. Você ainda tem mais alguns exames a fazer, acredito que nada muito complicado. Por favor, o procure o mais rápido possível.
- Tudo bem... – eu disse tentando segurar o choro. Eu e Tom nos levantamos.
- AIDS é uma doença muito complicada de ser tratada e como você sabe, não tem cura. Quanto antes descoberta e tratada, você levará uma vida completamente normal. A não ser os remédios que irá ter que usar, ter uma boa alimentação, e claro, se proteger para proteger seu parceiro. Boa sorte! Nos vemos amanhã. – ele disse apertando minha mão. Nesse momento, vi na porta, ela me encarou profundamente e apenas balançou a cabeça, com ar de reprovação, eu e Tom mal podemos TENTAR nos explicar, e ela já havia sumido no corredor.
- Ei moça, onde vai? – disse Tom a puxando pelo braço enquanto cruzávamos um corredor, a pegando de surpresa.
- ? Está tudo bem? – eu perguntei aflita.
- Tudo bem? Você é uma irresponsável! Não acredito que está doente, com AIDS. Você é maluca garota, ta entendendo? Como pode deixar isso acontecer? Na real, você bem que mereceu. – senti uma dor enorme e não pude acreditar que estava ouvindo aquilo da minha melhor amiga. A pessoa que eu mais esperava que fosse me ajudar estava me julgando e simplesmente dizendo que eu merecia. Tudo começou a ficar escuro, mas eu tentei me manter firme.
- ! O que te deu? – ouvi Tom gritar com ela. – O que você tem na cabeça garota?
- Vai ficar do lado dela? Pois fique, essa nojenta.
- É nessas horas que a gente percebe quem realmente esta do nosso lado. Quem realmente se importa com a gente e faz parte da nossa vida. Desculpa , mas você não está mais inclusa nisso. – eu cuspi as palavras enquanto soluçava. Corri corredor afora procurando a primeira porta de saída.
- Espera ! – ouvi Tom me chamar, mas o ignorei.
Saí pela primeira porta que vi, algumas pessoas me olhavam sem entender. Olhei para os lados, estava muito longe de casa. Caminhei até uma rua pouco movimentada, ainda chorando feito um bebê. Isso realmente não podia estar acontecendo comigo. Não podia. Sentei no meio fio, apoiei os cotovelos nos joelhos e fiquei ali, sozinha, chorando.
Na minha cabeça me passavam alguns flashes do que havia acontecido aquela noite, com aquele garoto. Lembro-me de perguntando se tínhamos feito com proteção, eu havia dito que achava que sim. Mas na real, eu nem fazia ideia. Lembrei-me também do carro batendo, e de Tom me contando sobre o coma de Nath. Meu coração apertou e eu tinha vontade de morrer. Queria ter o poder de nos trocar de lugares, queria poder inverter tudo isso e não fazê-lo ter que passar por isso. Agora, eu estava sem meu namorado e sem minha melhor amiga. Algo que me consolava eram os meninos. Apenas.
- ! – Tom apareceu do meu lado, ofegante. Sentou-se do meu lado, rapidamente tentei enxugar as lágrimas com a manga da blusa.
- Como me encontrou?
- Vim seguindo a rua principal, e... Bom, você não está tão longe assim.
- Ah, é. Minha incrível burrice não me deixou ir mais longe.
- Ei, para com isso. Você está bem?
- Preciso mesmo responder? Eu to horrível. Não acredito que a fez isso comigo.
- Eu conversei com ela, na verdade tentei, porque ela mal me olhou na cara e disse que ia pra casa. Onde você vai dormir hoje?
- Ué, na MINHA casa, ela não pode me impedir de nada e eu não vou ficar na casa de ninguém por conta dela. – enxuguei mais algumas lagrimas.
- Vem. – Tom se levantou e me puxou pelo braço, levantei junto com ele. – Vamos pra casa.
O caminho inteiro fomos em silêncio. Estava frio e eu observava as ruas vazias, já havia escurecido e eu não via a hora de chegar em casa e ir para o meu quarto. Sentia-me aliviada de não ter que aturar a , mas sinceramente, não queria que isso tivesse acontecido.
- Os meninos já estão em casa?
- Sim, Siva os trouxe à tarde.
- E o tornozelo do Jay? Está melhor?
- Sim, ainda enfaixado, mas melhor. – ele deu um sorriso rápido.
- Que bom! – dei um sorriso torto. Pensando no fato de que eu podia ter evitado tudo isso. Nós chegamos rápido. Nós subimos o elevador em silêncio. Chegando a porta de casa, Tom me abraçou.
- Fica bem ok? Venho te buscar amanhã cedo. Não sei se falei, mas o enterro da será pela manhã, você vai querer ir? Depois vamos pro hospital, ficar com o Nath.
- Sim, por mim, tudo bem. Obrigada Tom. – o abracei forte e dei um beijo em sua bochecha.
- Qualquer coisa me liga, pequena. – ele disse dando-me um beijo na testa. Abri a porta, tudo estava em perfeito silêncio. A porta do quarto da estava fechada. Não a procurei. Tomei um banho rápido e enquanto mexia em algumas das roupas que estavam sobre uma cadeira na minha escrivaninha, encontrei uma jaqueta de Nath, não lembrava dele a ter deixado ali, lembro-me da ultima vez em que dormimos juntos, ele a usava. A abracei com força e senti seu cheiro. Meu coração apertou. A vesti, me olhando no espelho e o imaginei ali comigo, a jaqueta ficava um tanto grande e cobria uns 2 palmos da minha coxa. Me deitei na cama, novamente imaginando como se ele estivesse ali, comigo. Sentir seu cheiro me mantinha segura, me encolhi na cama, e logo, adormeci.
- Pequena, ta na hora de acordar. – ouvi sua voz longe, era a voz de Nath. Meus pensamentos se prenderam nela. – Vamos amor, levanta! – franzi o cenho, me debatendo um pouco na cama. Senti duas mãos me segurarem e abri os olhos.
- ? Está tudo bem? – eu estava ofegante. Era Siva quem havia vindo me acordar.
- Siva? – perguntei confusa.
- Vim te acordar, nós vamos... Para o enterro.
- Ah, tudo bem. Vou me vestir e já vou.
- Espero você lá, está tudo bem mesmo?
- Ouvi a voz dele Siva, me chamando. Como ele costumava me acordar... – um olhar triste invadiu o rosto dele, ele me abraçou.
- Isso vai passar e logo vai ser real novamente, pequena. – ele beijou minha testa. – Te espero na sala. – ele beijou minha mão e saiu, tentando talvez esconder a tristeza que invadia todos nós.
Vesti uma roupa simples e segui para a sala, todos os meninos estavam lá. Percebi algumas revistas em cima da mesa, algumas falavam do coma do Nath, não tive coragem de pegar uma sequer. não me olhou na cara, e nós seguimos para o cemitério.
Eu odiava ter que participar disso. Aquela garota aterrorizou minha vida por anos. Me sentia falsa, por estar em um enterro de uma menina que eu odiava. não parava de chorar. Me aproximei dela e de Tom, a abracei, ela segurou minhas mãos e as deslizou pelo seu ombro, as tirando dali. Minha amiga estava sofrendo e eu via isso. Sabia que maior parte da culpa era minha. E a outra metade... Bem, não havia outra pessoa culpada nessa historia a não ser eu.
Max percebeu minha aflição e o jeito com que fiquei sem graça quando me ignorou, Max me abraçou encostando minha cabeça em seu ombro. Os meninos já sabiam de tudo, pedi para Tom contar a eles, afinal, não queria esconder nada de ninguém, muito menos deles.
- Isso vai passar, ela só está nervosa. Uma hora ela vai perceber o quanto está sendo injusta. – Max sussurrou no meu ouvido.
- Assim espero, Max. – passei meus braços pela sua cintura, o abraçando também.
Eu não quis almoçar, quis ir direto para o hospital. Tom me deixou em casa para trocar de roupa, peguei minha bolsa rapidamente e eles me deixaram na porta.
- Só um de nós pode acompanhar o Nath. ficara com ele e depois, revezamos. No horário de visitas, estaremos aqui, tudo bem?
- Tudo bem. – eu respondi abrindo a porta do carro. – Obrigada. Tchau meninos. – eu disse ao sair do carro. – Tchau . – tentei sorrir, mas ela me ignorou novamente.
Peguei um crachá no balcão e uma enfermeira me conduziu até o quarto.
- Sabe, quando alguém esta em coma, é muito bom que a família, amigos interajam bastante, isso é ótimo para o paciente. Talvez Nath esteja escutando, isso é completamente possível. Se vocês não interagirem, talvez ele se sinta só e isso só piora a situação. Entende?
- Sim, vou fazer o possível. – dei um sorriso forçado.
- Esta entregue, se precisar de alguma coisa, pode chamar! – a moça disse ao abrir a porta. Entrei e ela a fechou.
- Oi meu amor. – eu disse segurando a mão dele. Comecei a acariciar seu braço lentamente, sentindo sua pele macia. Quando meus olhos se encheram de lagrimas, decidi começar a conversar com ele.
- Sabe, acho que ainda não pedi desculpas. – passei a mão pelo seu rosto. – Nath, foi tudo culpa minha, eu não queria que tivesse sido assim... – engoli o choro – Eu sei que pode me ouvir, e eu quero que você saiba que estou arrependida do que fiz, culpei você porque na verdade não sabia como sair da enrascada que eu me meti. Eu te amo Sykes, eu te amo mais que tudo. Percebi realmente que não posso ficar um segundo longe de você, preciso sentir seu cheiro, ouvir sua voz, sua risada gostosa. Ah Nath, como eu adoro sua risada, é a coisa mais linda do universo sabia? Volta pra mim amor, eu sei que você é forte, eu sei que você pode fazer isso por mim.
Passei novamente a mão pelos seus cabelos, sentei em uma cadeira ao lado da cama, ficando exatamente em sua altura. Aproximei meu rosto do seu, comecei a cantar baixinho em seu ouvido.

- I’ll be you strength, I will,I will, I will….
This is not gonna last forever
Isso não durará para sempre
It’s a time where you must hold on
É sua hora e você deve segurá-la
And I won’t let you surrender
E eu não deixarei você se render
And I’ll heal you if your broken
E eu curarei se você se sentir quebrado.

We can stand so tall together.
Nós suportamos muito mais juntos
We can make it through the stormy weather.
Nós podemos superar o pior dos tempos
We can go through it all together, do it all together, do it all
Nós podemos superar isso tudo juntos, fazer tudo juntos, fazer tudo

I'll be your strength
Eu serei sua força
I will, i will, i Will
Eu serei, eu serei, eu serei

I'll be your strength
Eu serei sua força
Yes i will, yes i Will
Sim, sim, eu serei
I won't sleep till the sky is calmer
Não dormirei até o céu se acalmar
Keep on searching till I've found you
Continuarei procurando até te achar

And my love will be your armour, in this battlefield around you
E o meu amor será sua proteção, neste campo de batalhas ao seu redor

- ... around you. – sussurrando em seu ouvido, assim eu terminei a música. Nesse momento, os batimentos cardíacos de Nath foram aumentando, o que me assustou, aqueles barulhinhos cada vez mais crescentes. Pude ver uma áagrima cair do seus olhos, ainda fechados. Seus batimentos ficavam cada vez mais altos, uma onda de alegria me invadiu. Não sabia o que aquilo queria dizer, mas eu sabia que era algo bom. Segurei sua mão e a beijei.
- Se acalme meu amor, eu estou aqui. – eu dizia segurando forte sua mão. – Eu nunca vou te deixar. – outra lágrima do seu olho caiu, ele havia reagido. Eu sabia que ele era forte, e eu ficaria forte por ele.

Capítulo 9 – Rotina.

Minha vida estava sem dúvidas, de pernas pro ar. Meus dias se resumiam em acordar, tomar banho e ir para o hospital ficar com o Nath. Isso quando eu não dormia por lá mesmo. Eu e os meninos nos revezávamos para não deixa-lo sozinho. Eu não estava mais trabalhando. Tom foi comigo no médico, e eu nunca imaginei que teria que tomar tantos remédios. Tinha momentos que eu me desesperava por isso, eu estava doente, por conta de uma irresponsabilidade. Por uma mera distração. Eu acabei com a minha vida inteira em apenas alguns minutos. Que não podiam ser apagados, eu levaria isso pra vida inteira. Talvez, como um castigo. Ou então uma lição.
não falava comigo. Apenas Bom dia, e às vezes um ‘Boa noite’. Na verdade, nós nos cruzávamos pouco. Somente quando ela estava com Tom, ou então em casa. Mas minha casa estava quase virando o hospital, então era de menos. Eu sentia saudades dela, daquela que era a minha amiga, que me apoiava e me ajudava nas minhas roubadas. Queria e teria que consegui-la novamente.
Minha primeira semana de remédios foi um verdadeiro caos. Eram medicamentos muito fortes e eu passava muito mal. Me sentia fraca, mas me mantinha firme ao lado de Nathan, afinal, ele não tinha culpa do que estava acontecendo comigo.
Ele estava reagindo. Depois daquele dia, eu tentava o máximo possível fazê-lo dar algum sinal. Cantava, conversava, contava o meu dia, o quanto eu estava com saudades, esse tipo de coisa. Os meninos também faziam o mesmo, conversavam muito com ele. Às vezes, pensamentos ruins me vinham a cabeça, mas eu sabia que um dia tudo aquilo iria passar. Quando um dos meninos conseguia roubar um riso de mim, era como se a risada de Nathan me acompanhasse, era como se ele estivesse ali comigo, rindo junto, me animando, ou simplesmente, me fazendo ficar forte.

E mais uma vez, lá estava eu naqueles corredores de hospital, mas eu já havia acostumado, enquanto eu tivesse forças, eu estaria ao lado de Nath, e por ele, minhas forças são eternas.
Respirando fundo e tentando acalmar minha respiração, girei a maçaneta da porta.
Entrei no quarto onde Nath estava e o olhei a distancia por um bom tempo, todas aquelas maquinas em volta dele me deixavam perturbada, como eu queria que ele estivesse acordado, sã e salvo. Quando enfim me senti corajosa o suficiente, me aproximei dele, sentando-me ao seu lado na cama e tocando sua mão, como eu fazia todos os dias, para que ele pudesse sentir que eu estava ali com ele.
- Oi meu amor - disse baixinho afagando vagarosamente a sua mão - Me escute Nath, você precisa ser forte, precisa sair dessa, por mim, pelos meninos e o mais importante, pelas suas fãs! Elas precisam de você, nós precisamos de você. Você precisa ser forte meu amor.
Assim como da outra vez, o monitor que marcava os batimentos cardíacos de Nathan começou a fazer um barulho completamente descontrolado, minhas mãos começaram a suar, minha respiração de repente ficou difícil de ser controlada e eu tinha a sensação de que meu coração sairia de meu peito a qualquer minuto. Meu olhar estava fixo em Nath quando de repente ele mexeu a mão, não fora um grande movimento, mas ele acabara de se mexer. Eu sentia a sensação como da primeira vez que isso havia acontecido, a primeira vez que ele havia reagido. Mas dessa vez eu sentia algo mais forte. Algo que talvez pudesse ser chamado de ansiedade, por algo bom que está por vir. Cujo algo bom que eu não fazia ideia do que era.
- Nath eu sei que você pode me ouvir, por favor meu amor volte... - embora eu não saiba se deva chamar um medico ou continuar falando, acho que estou fazendo a coisa certa - Volte para nós Nath, eu lhe imploro.
E mais uma vez ele mexeu a mão lentamente, o medidor cardíaco mostrava uma crescente aceleração em seus batimentos, o que fez os meus consequentemente acelerarem também. Era como se meu coração fosse explodir, sentia algo bom, uma sensação incrível me dominar, apertei sua mão com força, e de repente, seus olhos verdes iluminaram o local ao se abrirem, os meus quase se fecharam, minha cabeça quase rodou e eu quase parei no chão, mas não, eu apenas fiquei paralisada, uma onda de felicidade tomou conta de mim, seus olhos fitavam o nada. Não se mexiam, apenas traçavam uma linha reta, ele piscava extremamente devagar, comecei a quase rir sozinha. Não sabia o que fazer, se corria chamar um médico, ou apenas ficava ali, com ele, admirando algo que eu não via há muito tempo.
- Você conseguiu amor. – minha voz falhada denunciava as lagrimas que corriam pelo meu rosto. – Você conseguiu, por mim, por nós. Obrigada, eu te amo muito, eu te amo mais que tudo, Nathan Sykes.
E nisso seus olhos ainda abertos começaram a derramar algumas lágrimas, elas escorriam vagarosamente, seus olhos continuam fixos a um ponto qualquer a sua frente. Minha felicidade não se continha, mas por seu estado, tive que abaixar o tom e tentar conter tudo aquilo dentro de mim.
- Nunca tive tanto orgulho de você, amor. Eu estou aqui, e sempre estarei. – depositei um beijo em sua mão, a acariciando levemente, seus olhos continuavam perdidos, mas eu sabia que ele estava ali, ele tinha conseguido. E eu já sabia que isso iria acontecer.

3 semanas depois.
- Vamos amor, você consegue. – eu dizia segurando firme a sua mão.
- Vamos Nathan, por favor. – Tom estava do outro lado da cama. Jay, Siva e Max estavam ao redor da cama também...
Estávamos ajudando o médico na recuperação de Nathan, estava tudo correndo muito bem. Ele ainda não havia falado, apenas abria os olhos e mexia vagarosamente as mãos.
- Nathan, se está me ouvindo e entendendo tudo o que estou te dizendo, aperte minha mão uma vez. Vamos amor, eu sei que você é capaz disso.
Ficamos em silêncio. Apenas observando. Senti sua mão fazer leve pressão na minha, ficando cada vez mais intensa. Abri um largo sorriso. Não poderia estar sendo melhor, eu sentia algo inexplicável, algo que mal cabia em mim. Eu não conseguia acreditar que tudo aquilo, toda aquela dor, estava indo embora aos poucos. E quem eu amava estava voltando pra mim.

Capítulo 10 - In your heart, in your heart, in your heart

- Max, pode me levar até o hospital? – eu disse ao pegar minhas coisas de cima do sofá. Estava na casa dos meninos. Os garotos estavam no hospital com Nathan, ele já falava, porém muito pouco e com dificuldade.
- Claro, vamos, acho que vou ficar por lá também. – ele sorriu pegando as chaves do carro.
Por um momento, senti tudo rodar e larguei algumas sacolas no sofá novamente, meu estomago começou a embrulhar e senti as mãos de Max na minha cintura, fechei os olhos tentando me equilibrar. Tudo rodava muito.
- ? – sua voz era tensa. – , você está bem?
- Não sei Ma... – tentei abrir os olhos, mas tudo ficou escuro novamente, meu corpo pareceu tombar para o lado, mas foi segurado por Max. Minha mente foi ficando vazia aos poucos e tudo se apagou.

Max POV
- Olá bebê. – eu disse ao chegar perto de Nathan, que abriu um largo sorriso, baguncei seu cabelo e ele riu fraco.
- Oi Max... – ele disse rouco. – Cadê a ? – ele disse se curvando um pouco para conseguir ver a porta.
- Então... – passei a mão na cabeça levemente. – Ela disse que tinha que comprar umas coisas e... deixei ela no shopping, ela logo deve vir para cá. – dei um sorriso torto.
Nathan abriu os lábios um pouco, mas logo os fechou, desistindo do que ia falar.
- Tudo bem. – ele assentiu com a cabeça e um leve sorriso.
- Como você está?
- Melhor. – sua voz era extremamente rouca, mas estava bem melhor desde o primeiro dia que havia falado algo. Seus movimentos ainda eram muito lentos, mas sua recuperação estava sem duvidas sendo um sucesso.
- Err... Tom, vamos comer algo na lanchonete? Estou morto de fome, vim direto para cá. – fiz cara de quem queria algo a mais, Siva e Jay entenderam.
- Vai lá Tom, nós ficamos aqui com o Nath. – Siva respondeu.
- Ok. – Tom respondeu desconfiado e tenso.
Saímos do quarto e andamos alguns passos antes de pararmos.
- O que aconteceu com ela? - ele me perguntou, aflito. Ele já sabia do que se tratava, sabia que se tratava dela.
- Ela passou mal de novo, Tom. Esses remédios são muito fortes, ela não ta aguentando. – dei um suspiro preocupado. Tom balançou a cabeça.
- Nossa cara... – ele passou a mão no rosto. – Onde ela está?
- Está num quarto no setor de cima. Vamos lá. – Segui Max pelos corredores do hospital até chegar num elevador. Chegamos rapidamente e nós dois nos dirigimos para o quarto em que estava.
- Oi pequena, como você está? – Tom a abraçou, estava acordada, mas parecia sem vida, pálida e fria.
- Oi Tom. – ela abriu um sorriso largo tentando retribuir o abraço do jeito que podia, por estar com alguns tubos em seu braço. – Acho que agora... melhor.
- Que bom amor. O Nathan quer te ver, sabe que tem que melhorar logo não é mesmo? – ele roçou o dedo na ponta do seu nariz.
- Vocês não contaram nada pra ele né? – ela estalou os olhos.
- Não, fica calma. A gente inventou uma pequena mentirinha, disse que você iria vê-lo depois.
- Max... e se eu não sair daqui até de noite?
- Você vai sair, já falei com o médico, agora fica tranquila ok? – dei um beijo em sua testa.
- Promete? – ela fez uma cara muito fofa.
- Prometo pequena, agora descansa, ainda temos muita coisa pela frente. – passei as mãos em seu cabelo e ela fechou os olhos vagarosamente, entrando em um profundo sono.

Capítulo 10 - Parte 2

Abri os olhos com dificuldade. Espera. Eu ainda estava no hospital?
Olhei para os lados procurando alguém, Siva estava sentado do meu lado, dormindo.
- Siva... – chamei-o baixo e ele não respondeu. – Siva! – chamei um pouco mais alto.
- Hm? ! – ele deu um pulo da poltrona do meu lado. Abriu um largo sorriso. – Você acordou... está melhor?
- Sim, nem se compara com ontem. – soltei um riso fraco. – Que horas são?
- São... – ele olhou no relógio. – Dez e meia da manhã.
- O Nathan, como ele está?
- Bom, eu passei a noite com você, mas até antes de eu vir pra cá, ele estava bem, querendo te ver. Sabe, tivemos que inventar umas coisas, mas ele acabou acreditando e ficou tranquilo.
- Quero ir pra casa... – virei o rosto ao ouvir a porta do quarto se abrir e um Tom sorridente entrar, acompanhado de Max e Jay.
- E você vai. – Tom chegou perto de mim e me beijou a testa. Max e Jay fizeram o mesmo. Mas Jay ficou abraçado comigo.
- E acompanhada.
- Acompanhada?
- Nathan vai pra casa! – Max vibrou.
- Como? – estalei os olhos. – Ele vai mesmo?
- Sim. O médico disse que ele está ótimo. Claro, ainda esta um pouco fraco, vai precisar da nossa ajuda.
- Meu Deus, não to acreditando – meus olhos chegavam a arder. Eu tinha certeza de que esse dia iria chegar, e eu estava muito animada. Mais feliz impossível. Sabia que ele era forte o suficiente pra passar por tudo aquilo.

Capítulo 11 - Personal Soldier

- Com saudades daqui? – ele se deitou e eu apoiei sua cabeça em meu colo. Estávamos no apartamento dos meninos e no quarto de Nathan.
- Muitas. – ele disse. Sua voz ainda estava um pouco rouca.
- Nathan... Você me ouvia quando eu falava com você?
- Sim. Sempre. E era horrível não poder responder. Você é maravilhosa, garota. – seus olhos verdes me encaravam e eu fiquei sem graça, dei um riso abafado.
- Me desculpa, por favor, foi tudo culpa minha.
- Shiii. – ele colocou o dedo sobre meus lábios. – Vamos esquecer isso. Eu estou com tantas saudades de você, do seu beijo, de sentir você, de você por completo.
- Eu amo você, Sykes.
- Eu amo você mais. – ele abriu um sorriso e nossos lábios se encostaram. Até então não tínhamos nos beijado, desde que ele acordara. Digo beijo mesmo, não selinho. E eu não sei definir o que senti quando isso aconteceu. Mordi seu lábio lentamente e o puxei.
- Não me deixa, nunca mais.
- Eu nunca mais vou deixar, não importa o que aconteça. – ele abriu um sorriso.

As manchetes nos jornais me incomodavam. Pessoas me paravam na rua em busca de alguma informação para revistas e sites teen. E eu não suportava isso. Era o preço, mas se bem que, eu pouco estava ligando. Na maioria das vezes saía acompanhada de Tom ou de algum dos meninos. estava passando uns dias na casa de uma tia que morava em um bairro um pouco distante dali. Ela ficara feliz por Nathan e os dois já haviam conversado. Mas o jeito dela comigo não mudava, e parecia não ter fim.
Depois de duas semanas, Nathan já fazia tudo normalmente. O coma dele havia sido de alguns meses, o que não o afetara tanto. Mas essas duas semanas foram completas de recuperação.

- Amor... Agora que temos um tempinho... – ele pegou em minha cintura e me encostou no balcão da cozinha. Meu coração acelerou. Eu ainda não havia contado pra ele do meu problema... E isso me corroia por dentro cada dia mais. Eu não queria mentir, nem esconder. Mas eu tinha certeza que isso iria gerar uma briga, e eu não queria brigar com ele nunca mais. Ia chegar a hora em que eu teria que contar, eu sei disso, porém eu adiava ela o máximo possível.
- Nath, eu preciso ir...
- Ah, por favor, fica aqui comigo, só um pouquinho. – ele fez cara de cachorro sem dono.
- Nath...
- Por favor.
- Fazemos assim, eu vou e volto de noite, ai podemos sair, o que você preferir. Tudo bem?
- Jura? – ele aproximou nossos rostos.
- Juro.
- Ok, te pego às 20h.
- Estarei pronta. – sorri depositando um selinho em seus lábios.
Abri a porta a saí, respirei profundamente, aliviada. Por pouco.
Eu não me sentia pronta para isso. Ainda não. Um medo percorria minha espinha e eu tinha que encontrar uma solução. Talvez, Nathan reagiria da melhor forma possível. Sei que ele iria me apoiar, iria estar do meu lado sempre que eu precisasse, como eu estive do dele. Mas isso era mais um resultado do meu erro. O meu erro que desenrolou duas consequências pelas quais eu não gostei nada de ter passado, ou ainda estar passando uma delas. Tentava me convencer de que Nath reagiria assim como eu imaginava. Mas o meu medo, era que isso fosse apenas coisa da minha cabeça e ele pirasse quando descobrisse. Eu definitivamente não queria e não podia esconder nada dele, isso desenrolaria uma briga, e com toda a certeza, era a ultima coisa que eu queria naquele momento. Abri a porta do meu apartamento e entrei calmamente, observando-o por inteiro. ainda estava na casa de sua tia, o que me deixava mais a vontade.
Enrolei alguns minutos vendo TV, tentava tirar os pensamentos ruins da minha cabeça e me distrair com o seriado que estava passando. Tanto me distrai, que quando vi, eram 18h40.
Entrei no meu pequeno closet e tentava decidir o que vestir. Peguei uma muda de roupas e saí, as largando em cima da cama. Quando peguei uma toalha de banho limpa de dentro de uma gaveta, a campainha tocou.
Que não seja a , por favor Deus. Minhas mãos tremiam ao abrir a porta.
- Nathan?! – vibrei.
- Desculpa chegar antes. Ainda não ta pronta? – ele passou seus olhos pelo meu corpo, ainda com a mesma roupa de antes.
- Bom, o senhor me disse que ia chegar às oito, não uma hora e vinte antes! – dei risada.
- Não faz mal, eu espero você se arrumar, alias, vou adorar te ver sair só de toalha do banheiro. – ele passou seus braços em volta da minha cintura e logo depois bateu a porta com o pé.
- Danadinho, é uma pena, mas eu me troco no banheiro. – fiz cara de deboche.
- Pode abrir uma exceção hoje? – ele fez bico.
- Só hoje. – sorri.

Nathan sentou na minha cama e eu alcancei o controle da televisão. Peguei as roupas e a toalha de cima da cama e fui até ele, que agora estava deitado.
- Fica à vontade, tá? Vou me trocar no banheiro pra ser mais rápida.
- Hm, tudo bem, a gente vai ter bastante tempo pra aproveitar. – ele fez uma cara maliciosa e eu ri sem graça.
- Já volto. – senti ele me puxar pelo braço.
- , ta tudo bem? – ele me encarou, sério.
- Ta tudo bem. Por quê? – perguntei aflita.
- Você ta estranha, diferente... Me conta, eu sei que está acontecendo algo.
- Nath, eu estou bem, prometo, ok? – sorri forçado. – Vou lá, se não vamos nos atrasar.
- Tudo bem. – ele sorriu, percebi certa preocupação em seu rosto. Droga.
Corri para o banheiro e abri o chuveiro, precisava tomar banho e me arrumar logo.

Nathan POV ON
Depois que entrou no banheiro, fiquei pensando em seu comportamento estranho, não fazia ideia do que estava acontecendo, eu passei um tempo longe, não sabia o que podia ter acontecido realmente. Eu estava confuso, queria por um momento ler seus pensamentos.

Tell me what's going on
Me diga o que está acontecendo
I know there's something on your mind and
Eu sei que há algo na sua mente e
Can you just open up?
Você pode simplesmente abrir?
Do you feel out of love
Você se sente sem amor
Is somebody trying to hurt you?
Tem alguém tentando machucá-la?
You know I'd never let that happen
Saiba que eu nunca deixaria que isso acontecesse
Must be out of their minds
Deve estar fora de suas mentes.

Quinze minutos de banho. Realmente ela é enrolada. Misericórdia. Cansado de ver as noticias chatas na TV, me levantei e fui até um mural de fotos em cima da escrivaninha dela. Observei algumas fotos dela sozinha, algumas de nós dois, algumas com e outras da gente com o resto dos meninos. Sorri ao ver as fotos.
Observei o resto de seu quarto, e algo me chamou a atenção. Era um enorme envelope, se é que pode ser chamado assim, com uma cruz vermelha no canto, indicando provavelmente ser de um hospital ou algo do tipo.
Não Nathan, isso não é da sua conta.
Caralho.
Não aguentei e o peguei, joguei alguns olhares para a porta do banheiro, mas pude ouvir o chuveiro ainda ligado então não tinha do que temer. Respirei fundo, afinal, o que eu estava fazendo não era nem um pouco certo. A gente podia estar junto, mas isso não me dava o direito de sair bisbilhotando as coisas dela.
Peguei um papel de dentro e o abri.
- . – li seu nome no começo, desci lentamente os olhos, lendo seus dados como idade, data de nascimento, nome dos pais, e coisas do tipo. Mas que diabos era aquilo? Percorri meus olhos mais abaixo lendo atentamente todos os dados.
- Soro positivo? – meu coração disparou. Engoli um seco e em segundos meus olhos percorreram ainda mais rápido o papel para me certificar que aquilo tudo era verdade e eu não estava tendo uma alucinação. Li seu nome letra por letra, observei o mais atentamente que pude e minhas mãos começaram a tremer com o papel na mão.
- Meu Deus! – exclamei baixo com a voz rouca. – A ... com AIDS?
Não sabia o que fazer, se largava o papel e saía correndo, se colocava tudo no lugar e fingia que nada havia acontecido ou se saía gritando pedindo uma explicação. Nessa hora, era tarde.
- Nathan? – a fitei rapidamente. Já estava vestida e quase pronta, a não ser pelos cabelos molhados.
- ... – eu disse balançando a cabeça. Senti seus olhos perceberem o papel em minha mão.
- Nath, por favor, me deixe explicar...
- Até quando você ia esconder de mim? – a olhei, sério.
- Nathan, por favor... – ela chegou perto de mim e me afastei.
- Até quando você vai fazer isso? Até quando vai mentir pras pessoas? Até quando vai me enganar? Ou enganar a si mesma? – percebi que estava gritando. Os olhos dela se encheram de lagrimas. – Não aguento mais isso, você mente, você esconde, por que ? Por quê? – eu gritava na frente dela.
Ela mordeu os lábios, mas não aguentou. Começou a chorar desesperadamente e correu para a porta, saindo em seguida, ouvi a porta de entrada se bater fazendo um alto estrondo.
Coloquei as mãos na cabeça, fechando os olhos. Respirei fundo.
Mas que merda eu estava fazendo?
Eu ia perder de vez a garota que eu amava?
Eu ia abandonar a garota que perdeu noites de sono pra ficar comigo?
Eu ia abandonar a garota que me deu forças pra me reerguer?
Eu ia abandona-la quando ela mais está precisando de mim?
Jamais.
Entrei no elevador o mais rápido que pude. Apertei os botões com força e umas cinco vezes desesperadamente. Onde ela se metera?
Desci e corri pela portaria, sem dar muita atenção ao porteiro, abri o portão e olhei para todos os cantos da rua. Fui na sorte e corri para um lado.
- Puta que pariu, o que eu fui fazer. – eu tentava me acalmar, mas parecia que tinha tudo para dar errado. Fui me aproximando de ruas mais calmas, imaginei que ela fosse para um lugar mais isolado. Tentei fazer silencio e num beco, foi que eu ouvi e a vi.
Entrei correndo e tentei chegar sem assusta-la. Me ajoelhei ao seu lado e ela estremeceu. Chorava feito um bebê, eu a abracei com força como se esse fosse o nosso último abraço. Eu não iria perdê-la. Jamais.
- Shiii. Eu estou aqui, amor. – Apoiei sua cabeça em meu peito, ela estava fria, tremendo, chegava a soluçar. – Eu nunca vou deixar você, me desculpe.

Cause you are the sunshine that makes my day
Porque você é o raio de sol que me faz dia
And I won't let them take that away
E eu não vou deixá-los levar embora

I'll be your hero whose standing strong
Eu serei seu herói, em forte posição
Who protects you from any fight
Quem protege você de qualquer luta
And if your battles are piling on
E se as suas batalhas estão se acumulando
I will take them on with all my might
Vou acabá-las com toda minha força
Cry your tears on my shoulder
Chore as suas lágrimas no meu ombro
You don't know what the future holds
Você não sabe que o futuro reserva
So I'll be your personal soldier
Então eu vou ser seu soldado pessoal

- Eu estraguei tudo. – ela dizia entre soluços. – Me perdoe, por favor, eu te amo Nath, me perdoe por tudo que já te fiz passar pela minha causa.
Sentei no chão e a puxei, acomodando-a no meio de minhas pernas, mantendo sua cabeça apoiada em meu peito.
- Não diga isso, por favor, eu estou aqui, eu nunca vou deixar você, entenda isso, eu também te amo, e mais do que você imagina. Quem deveria pedir desculpas aqui, sou eu, por em um momento de fúria ser tão cego a ponto de não perceber que talvez você pudesse precisar de mim.
- E eu preciso.
- Eu sei. Eu também preciso de você, sempre. Eu te amo, princesa. Minha princesa. – corrigi a mim mesmo.

Capítulo 12 – And if I fall, my heart holds on to you.

Acordei dando uma leve espreguiçada pela cama, abri meus olhos, que logo encontraram Nathan dormindo ao meu lado. Meus lábios formaram um sorriso. Eu realmente não enjoava de vê-lo dormir.
Aproximei-me dele com calma, levei uma das minhas mãos até seu rosto, o acariciando, sua respiração estava calma, serena. Exatamente como um bebê. Ri de leve.
- Amor? – o chamei baixo. Ele deu um pequeno gemido sem abrir os olhos. Continuei o observando com um sorriso bobo no rosto. De repente, dois olhos verdes enormes me encararam.
- Bom dia. – eu disse ainda sorrindo. – Pensei que não fosse acordar. – depositei um beijo em sua testa.
- Bom dia. – ele disse rouco. – Que horas são? – suas mãos deslizaram para a minha cintura, ergui a cabeça com fim de enxergar o relógio no criado mudo ao seu lado.
- São nove e meia. Ainda está cedo, se quiser dormir mais.
- Não posso, tenho que ir pra casa... – ele se sentou na cama. – Eu mal lembro que tenho uma casa! – ele soltou um riso. – Eu passo tempos num quarto de hospital e agora nem na minha casa eu fico, será que ainda lembro o caminho?
- Nathan, o apartamento de vocês é na frente do nosso. – o olhei, séria. – E a propósito, queridinho, a minha “casa” pode ser a sua também, ok? – fiz cara de deboche. – Ou pelo menos o quarto. – dei risada.
- Boba. – ele roçou nossos narizes. – Quer ir comigo pra lá?
- Não, tenho umas coisas pra resolver hoje, com uma certa pessoa. Não dá mais.
E realmente não dava. Aquilo me corroia. Por mais humilhante que fosse, eu não aguentava mais, estava se tornando torturante conviver com aquilo.

- Pois não? – a mulher de óculos e um coque alto na cabeça me olhou dos pés a cabeça, torcendo o nariz.
- Tia Dani? – franzi o cenho. – Sou eu, . – abri um sorriso ao ver seus olhos arregalarem demonstrando surpresa. Suas mãos geladas colaram nos meus ombros, me puxando contra seu corpo.
- Meu Deus! Como você cresceu, como está linda! – ela me apertava. Correspondi seu abraço e dei um pequeno riso abafado. – Quanto tempo!
- Pois é. – sorri envergonhada. – Faz muito tempo mesmo desde a última vez que nos vimos... – encarei o chão.
- Vamos, entre. – ela me puxou para dentro, fechando a porta logo em seguida.
- Então... A está aqui? Eu precisava muito falar com ela. – mordi o lábio, minhas mãos suavam e o nervosismo me tomava conta.
- Ela está no quarto. Bom, acho que você ainda se lembra do caminho. – ela piscou. – Tenho certeza que precisam conversar. Pode ir, vou fazer um café enquanto isso. – ela sorriu torto. Assenti com a cabeça encarando o enorme corredor coberto por um tapete florido. Andei lentamente observando as tantas portas distribuídas por ele. Encarei a última. Uma porta branca com um pequeno chaveiro de coração preso na maçaneta, do lado de fora. Pus-me em frente à porta, fechei os olhos e tentei colocar todos os meus pensamentos em ordem, todas as palavras, todos os sentimentos. Respirei fundo e dei três batidas.
- Entre! – ouvi a voz de gritar lá de dentro, com certa seriedade. Abri a porta lentamente. estava na cama com um livro sobre o colo. Em momento algum pude perceber seus olhos em mim. Me virei fechando a porta rapidamente. Respirei profundamente de novo.
- O que está fazendo aqui? – seus olhos estavam presos no livro. Seu tom de voz me atingiu fortemente.
- , não dá mais pra fingir que nada está acontecendo! Não dá! Sabe, eu sinto sua falta... Eu só estou aqui por sua causa. Você sabe que eu jamais viria sozinha e...
- Como? – seus olhos franziram e me encararam. – Está pondo a culpa em mim de tudo que está acontecendo? É só isso que você sabe fazer? Culpar os outros pelos seus erros?
- Não! Não foi isso que eu quis dizer...
- MAS FOI O QUE ENTENDI! – ela gritou contra mim, o livro já estava largado em cima da cama. Meu corpo parecia se imobilizar aos poucos. Percebi ainda estar parada perto da porta.
- Olha... Eu não vim aqui para brigar, eu sinto a sua falta. E eu não estou te culpando por nada. Estou apenas dizendo que se não fosse por você, talvez eu não estaria aqui nesse momento, digo, em Londres... Eu não viria sozinha. E apesar de tudo que aconteceu, eu esperava no mínimo que você ficasse do meu lado...
- Ah, claro. Você queria que eu passasse a mão na sua cabeça, certo? Como seus pais sempre fizeram com você. Você sempre foi mimada, SEMPRE. Você sempre teve tudo, e quando fazia merda, todos sempre passavam a mão na sua cabeça. Só que eu não sou assim . NÃO SOU!
- Caralho não fala assim comigo! – cuspi as palavras. – ... – falei com certa dificuldade o nome dela. Senti meu corpo cambalear pro lado e me segurei em uma cômoda. Uma leve pontada na cabeça e um mal estar terrível. Meus olhos foram ficando escuros, muito escuros. Meus dedos formigavam e eu não conseguia formular as palavras na minha cabeça. – , eu não estou me sentindo bem...
- Para com isso garota, não adianta ficar fingindo não. Você não vai fugir do assunto!
- , é sério! – me segurei mais forte tentando me manter em pé. Com certa dificuldade, me manti apoiada com apenas uma das mãos e com a outra deslizei até meu bolso, agarrei meu celular e alcancei com as mãos trêmulas para ela. – Por favor, liga pro Nathan... – não consegui erguer a cabeça para ver suas feições. Meu corpo parecia cada vez mais fraco e minha cabeça parecia querer explodir. Todas as sensações passaram quando me senti cair no “sono”. Sem pensamentos. Sem ações. Sem sonhos.

Nathan POV ON
- Então, eu não tive nem tempo de perguntar algumas coisas para ela... Fiquei tão confuso com tudo isso. – encarei minhas mãos e tomei mais um gole do meu chá. – Ela saiu cedo e... Tem uma coisa que não saí da minha cabeça Tom. – o encarei.
- O quê? – ele questionou, depositando toda sua atenção em mim.
- Isso... Bem... Ela pegou isso de mim Tom? Será que... Eu estou doente também? – franzi meus olhos, com medo da resposta. Eu imagino que, se eu também estivesse doente, os médicos teriam me falado, afinal, eu estava em coma, precisaria de um tratamento depois de acordar, é óbvio. De uma forma ou de outra, era completamente impossível alguém esconder isso de mim. Mas eu precisava ter certeza.
- Não Nathan. Você não está. Eu... não sei bem o que aconteceu, você deve saber, mas... Você está bem. – ele sorriu. Um sorriso de tensão.
- Isso me alivia, sabe? – umedeci os lábios. – Eu não queria que fosse assim. Meu bolso vibrou. Tirei com rapidez meu celular de dentro dele. .
- ? – olhei para Tom. – Por que...
- Vamos, atenda! – ele não me deixou terminar.
- A-Alô?
- Nathan? Ai Nathan pelo amor de Deus, onde você está? A desmaiou, não sei o que deu nela, a gente acabou brigando e Nathan... eu falei coisas que não devia, eu sei que fiz merda, meu Deus! Eu não sei o que fazer e...
- Calma ! – senti meu corpo ferver. Levantei da mesa rapidamente procurando as chaves do carro. Tom me acompanhou com aflição, por não saber o que estava acontecendo. – Onde é a casa da sua tia? – tentei me acalmar ao anotar o endereço com uma letra torta num pedaço de papel. – Eu to indo pra aí! – desliguei o telefone o jogando dentro do bolso. – Tom, a desmaiou, ela não tá bem. – senti minhas mãos tremerem. – Tom, eu não quero perder ela, eu não posso! E se for, e se for alguma coisa dessa maldita... doença de merda? Você sabe no que isso pode levar Tom. – senti meus olhos arderem.
- Calma Nathan, por favor. – suas mãos colaram em meus ombros. – Vai dar tudo certo, você sabe que vai! Me dá isso. – ele agarrou as chaves do carro da minha mão. – Você não vai conseguir dirigir, vamos. – ele agarrou no meu braço me carregando pela porta, como uma criança que anda na rua com a mãe. Eu sabia que tinha que me acalmar, eu sabia disso.

- C-como? – arregalou os olhos, encarando o médico.
- Exatamente isso que a senhorita ouviu. – ele ajeitou alguns papéis em cima da mesa. – Ela poderia processar, claro, eu, ou até mesmo o hospital por isso.
- Mas, isso não é possível! – com certeza era a mais transtornada daquela sala. Tom passou as mãos pelo seus ombros com fim de acalmá-la. Jay prestava atenção no médico. Siva sorria feito bobo. Max estalava os dedos impaciente. E eu. Bom... Eu estava quase indo pra enfermaria.
- É óbvio que é possível senhorita ! – ele se exaltou e se levantou da cadeira rodeando a sala. – Foi um engano de exames. A não tem absolutamente nada! Nenhuma maldita doença. Será que a senhorita não entende? Eu posso ser processado por isso! Mas isso não vem ao caso agora, eu como médico deveria ficar feliz com o estado da sua amiga, mas tenha dó senhorita ! Você sim deveria estar animada e não questionando tanto! – ele passava a mão na cabeça, impaciente.
- Então quer dizer que... – as palavras saiam sozinhas da minha boca. Minha cabeça estava longe. Meus olhos fitavam a parede branca.
- Senhor Sykes. – senti sua mão pesada no meu ombro. – Sente-se por favor, não queremos que ninguém mais desmaie por aqui. – me sentei calmamente agarrando as bordas da cadeira. Senti o médico suspirar. – Senhor Sykes. O que houve foi um completo engano. Minha secretária me passou dois exames, e eu acabei os trocando. Apenas os nomes. A está bem. E é por isso que ela estava passando tão mal com os remédios. – ele umedeceu os lábios. – Esses remédios podem ocasionar várias reações com a pessoa que é soro positivo. Então, imagine a , que nem doença alguma tinha, fazendo uso desses remédios. Tem certa noção?
Apenas assenti com a cabeça.
- Então. – ele sorriu torto. – Foi tudo um mal entendido. Na verdade, estou consciente do meu erro... Enfim. Tudo que eu quero agora, é que quando ela acorde... – ele parecia tentar buscar as palavras. - Bom, tirem ela desse pesadelo, por favor. E quanto a mim... O que fiz foi muito sério. Mas fica a critério dela sobre a decisão a tomar sobre isso. – ele deu de ombros.

Meus dedos formigavam.
Meu rosto ficava cada vez mais frio.
A .
Ela está bem.
Nathan POV OFF

- ! – Vi chegar com uma caixinha rosa nas mãos, eu havia acordado há pouco tempo e ainda não tinha visto ninguém, a não ser a enfermeira, claro.
- Você? , você sumiu! Onde esteve todo esse tempo? – meus olhos brilhavam ao ver meu amigo, ele me alcançou a pequena caixa e me abraçou.
- Bom. Antes que você me bata ou faça qualquer coisa do tipo, eu tenho uma ótima explicação, ok? – ele riu. – Eu estive no Brasil a trabalho. Foi tudo muito rápido, acabei avisando a , mas fiquei sabendo que brigaram, mas já está tudo bem, não é mesmo? – ele sorriu
- Sim. – retribui seu sorriso. Abri a fita dourada que enrolava a caixa rosa. A abri. – Não acredito! Você lembrou das minhas trufas preferidas? Awwwwn que amigo lindo que eu tenho! – me pendurei em seu pescoço.
- Vamos, coma uma.
- Isso aqui tem álcool, não tem? – apontei para as trufas de licor.
- Er, um pouco, eu acho. – ele deu de ombros.
- Não sei se posso comer, por conta dos remédios e... – dei um sorriso torto.
- , há algo que você precisa saber. – abriu um sorriso tímido. – Eu acho que vai ficar muito feliz. – ele segurou na minha mão.
- O quê? – o olhei, curiosa.
- Por favor, não desmaie ou qualquer coisa do tipo. – ele riu. – Você não tá doente.
- Como assim, não estou doente? – soltei um riso confuso.
- O médico confundiu um exame seu com o de outro paciente. – senti meu coração quase pular. Continuei o ouvindo atentamente. – Você está bem!
As palavras não saíam da minha boca. Várias coisas passavam rapidamente pela minha cabeça. Isso não podia ser verdade. Eu devia estar sonhando, talvez resultado de todos esses remédios doidos que eu estou tomando. Tudo ficou longe. O quarto do hospital sumiu e era como se eu estivesse em outra dimensão. Algo completamente fora do normal, algo impossível. Senhor, me sinto uma drogada. Tentava ajeitar os meus pensamentos até que senti uma mão fria me tocar e toda aquela alucinação maluca ir embora sem nenhuma explicação.
- ? – observei os olhos verdes dele me encarando. Um sorriso gigante em seu rosto. Então era tudo verdade.
- Nathan. – abri um sorriso e o abracei o mais forte que pude. Como se fosse um dos nossos últimos abraços antes que aquela outra dimensão me puxasse para si de novo. Mas não iria. Porque era tudo real. Então eu realmente, não estava doente.

 

Comentários da autora

Hm, acho que devo uma explicação, certo? Peço realmente imensas desculpas com a demora do capítulo. Explicação nº1: Visitas em casa. Muuuitos parentes que resolveram aparecer aqui em casa e ficar algumas semanas, o que me impediu de escrever. Explicação nº2: Aulas. Dormir cedo, acordar cedo, acabo chegando em casa morta e quase durmo a tarde toda, kkkkk o pouco tempo que me sobra é para lição e olhe lá. Explicação nº3: Pequeno bloqueio. Quando eu estou inspirada, acaba saindo um capítulo super legal e em poucos minutos. Esse esta pequeninho, me desculpem novamente ): MAS como eu disse, seria um capítulo muito importante, não concordam comigo? Hahah. Então, o que acharam disso tudo? Ficaram felizes? Eu adooooooro os comentários de vocês tanto aqui como no twitter, algumas meninas devem estar brabas porque eu acabei dizendo que iria mandar a att logo e demorei pra caramba. Sorry ): Como pedido de desculpas pela enrolação e tudo mais, vou deixar um "spoilerzinho" (é tão pequeno que mal pode ser chamado de spoiler) do próximo capítulo, que eu pretendo não enrolar tanto como esse. Até a próxima meninas, continuem comentando *-* Obrigada por tudo <3
Próximo capítulo: "Um aniversário. Uma festa surpresa. Uma ex namorada, e uma enorme confusão.
Obs.: meninas, mudei meu user do twitter (novamente). Acho que a Nat não aguenta mais mudar ele aqui na fanfic, (desculpa Nat!) KKKKK xx




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