I Wish

Escrito por Sarah Vitória - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Júlia

Capítulo 1 - Parte I

Tudo se deu inicio quando fui aceita em uma universidade de Londres para cursar Fotografia. Para mim não havia a mínima possibilidade de eu conseguir um intercâmbio em um país estrangeiro e tão sofisticado como Londres. As vagas eram poucas, e muito concorridas por sinal, se era exigido ótimas notas no colégio com um histórico impecável e claro, precisava-se ser fluente em inglês. Até aí, eu poderia ter chances. Mas a situação financeira dos meus pais estava horrível e não haveria solução tão cedo, á não ser, esperar as coisas melhorarem. Para minha surpresa, a diretora gostou muito do meu currículo e decidiu ceder um apartamento -sem cobrar aluguel, - e pagar minhas despesas da viagem, como minha passagem, por exemplo. Em duas semanas, providenciei meu passaporte e já estava decolando para a tão sonhada Londres. Meus pais fizeram questão de me levar ao aeroporto, e a despedida foi com certeza um dos momentos mais difíceis da minha vida. Seriam três anos longe das pessoas que mais amo na vida, mas era necessário. Meu pai se conteve o tempo todo, se mantendo com um sorriso no rosto, mas senti a angústia dele quando ele me abraçou apertado e suspirava alto, ele dizia o tempo todo que me amava e coisas do tipo: "Juízo, minha princesa! Juízo, viu?" Minha mãe estava inconsolável, ela de inicio apenas sorria, depois que fui convocada para o embarque, ela soluçava em meio ao choro e dizia não estar pronta para me deixar ir. Eu chorei, mas tentei me manter "forte" o tempo todo pelos meus pais. Então, depois de escutar as rápidas recomendações de minha mãe, e receber um último beijo na testa de meu pai, eu embarquei.

(1 dia depois)

Eu estava completamente confusa e perdida. Já eram 4 da tarde em Londres, e o fuso horário havia me deixado exausta!
Depois de pedir informação para vários funcionários do aeroporto, eu consegui um táxi que me levaria até o apartamento determinado pela universidade. O bairro era agradável e as casas e prédios que havia ali eram padrões, como se fosse um complexo de classe média. Com a ajuda do gentil taxista, levei minhas malas para o apartamento e o paguei em seguida.
Era um apê aconchegante. A decoração era simples, mas os móveis e os eletroeletrônicos eram de ótima qualidade.
Assim que se passava pela porta, já se encontrava a sala de estar que era divida por um balcão junto da cozinha.
Alguns passos á frente, havia o banheiro, e no último cômodo era o quarto. O quarto era o maior cômodo da casa e havia uma janela que dava acesso á pequena sacada. Tudo aquilo era perfeito para mim: Conforto e simplicidade.
Olhei para o relógio e já eram 8 da noite. Eu havia levado tempo demais para chegar até o bairro, e mais tempo ainda, organizando minhas coisas no apê. Decidi tomar um banho e em seguida já me deitar; Mas eu não fazia quase nada sem música, então liguei meu notebook e coloquei meu cd do One Direction para tocar enquanto eu ia para o banho. Eu sem dúvidas, era uma directioner. E confesso que planejei tentar ir á procura dos meninos ou de shows deles quando chegasse a Londres, mas mudei de ideia. Eu estava lá com outro propósito: Minha faculdade.
No momento em que começou á tocar "I Wish" meu coração apertou e comecei á pensar na possibilidade de conhece-los.
Mesmo porque, os meninos da 1D fazem parte dos meus sonhos. Pisquei me despertando daqueles pensamentos doidos, e suspirei cansada.
- É melhor eu dormir e parar de pensar tanto. Até isso está me cansando. - Murmurei para mim mesma. Precisava descansar enquanto podia. As aulas começariam em uma semana.

Acordei no outro dia, um pouco mais disposta. Estranhei o ambiente por um instante, e depois me lembrei de onde estava e o que iria fazer naquele lugar. Fiz minha higiene matinal, e tomei meu café da manhã. Decidi que iria fazer um "tour" sozinha pela cidade. Me troquei, colocando uma skinny de lavagem clara com minha camiseta dos Ramones e por cima, uma camisa xadrez meio larguinha riscada de azul e branco com alguns riscos pretos. Calcei um dos meus all-star, e penteei meus cabelos jogando-os para um lado só e arrumando minha franja de lado. Apanhei minha bolsa com meu iPhone e minha câmera semi-profissional que havia ganhado de presente do meu pai antes da viagem. Ele disse que queria que eu registrasse cada momento meu lá em Londres. Fiquei caminhando pelo meu bairro para descobri-lo melhor, e fiquei apreciando tudo que via nas ruas: As pessoas, a arquitetura das casas e prédios, as lanchonetes, e até mesmo o clima nublado inglês. Durante meu passeio recebi uma ligação dizendo que havia sido recomendada pela universidade para um programa de estágios. Eu trabalharia meio período para não atrapalhar os estudos, ia prestar serviços para uma conhecida empresa de publicidade no centro de Londres, só que não teria direito á remuneração. Eu aceitei, sem pensar. Não podia perder uma oportunidade dessas, isso seria um "ponto á mais" em meu currículo. Dali dois dias, eu tinha que estar pontualmente ás 8 da manhã na empresa para um photoshoot. Fiquei empolgada pensando do quê ou de quem seria esse photoshoot.
Chegando em casa, fiquei durante um tempo olhando as fotos que eu havia tirado o dia inteiro, e selecionei algumas para revelar. Feito isso, fui improvisar um jantar para mim. E que improviso! Comi miojo e me queimei ainda por cima.
- Merda! Dá para se mais desastrada, dona ? - gritei comigo mesma.
Um pouco depois, fui para o Skype ligar para dar noticias aos meus pais e falar do estágio. Eles gostaram e me desejaram sorte no emprego, e minha mãe como sempre foi dar recomendações e uma delas foi: "Não se envolva com ninguém", "estude e trabalhe bastante", "mantenha o foco", eu educadamente fingi dar ouvidos e me despedi deles dando um "boa noite”, e um “eu te amo” para os dois. Em seguida, fui navegar um pouco na internet. Entrei no meu twitter, e postei algumas fotos do meu dia em meu tumblr. Fui em busca de novidades da 1D, e para minha surpresa e alegria, no dia seguinte eles iriam estar em uma tarde de autográfos em uma livraria de um shopping. Eu não consegui evitar o enorme sorriso que se estendeu em meu rosto, e anotei o endereço. Eu agora estava lá, em Londres, sozinha, no mesmo país e morando bem pertinho de onde eles estariam no dia seguinte. Estava decidido. Eu ia estar naquela tarde de autógrafos.

No dia seguinte acordei animada com a ideia de que iria ver de pertinho meus meninos. Fiz minha higiene matinal, tomei café da manhã e comecei á me arrumar. O dia estava mais quente, então levei um pouco de tempo para decidir com qual roupa iria. Coloquei um short estilo "boyfriend", com uma blusinha branca e um tanto que transparente, nem sequer passei maquiagem, apenas usei um pouco de gloss e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo diferenciado, e mais uma vez combinei meu traje com um dos meus all-star -já que eu tinha 5 modelos diferentes- . Apanhei minha bolsa com meu cd, meu iPhone, minha câmera e saí em procura de táxi para me levar ao shopping.
Havia fãs acampando na porta do shopping. Ainda faltava meia hora para a abertura do shopping, e cerca de três horas para os meninos chegarem. Decidi puxar assunto com uma das garotas que estava acampando junto com aquele determinado grupo. - Com licença... - Me aproximei um pouco tímida da garota loirinha que deveria ter cerca de 14 anos.
- Sim?
- Eu vim para a tarde de autógrafos do One Direction e vejo que você também. - A garota não hesitou em sorrir, assentindo.
- Eu vim sim, e estou super ansiosa para ver os meninos! - Ela deu dois pulinhos empolgada - A propósito, meu nome é Katie!
- Prazer, Katie! Me chamo . - dei uma risadinha abafada ao ver a felicidade da Katie.
- Prazer e bem-vinda directioner! Fique aqui com a gente...
Katie me levou para dentro de uma das barraquinhas que havia ali, lá dentro havia mais três meninas tão sorridentes quanto Katie. Conversamos durante um bom tempo. Elas queriam saber quando e como conheci os meninos, e como era morar no Brasil.
Nós rimos o tempo todo. Quando faltava meia hora para os meninos chegarem, fomos até a livraria e fizemos uma fila até o local exato que eles estariam sentados. Já estavam lá de prontidão vários seguranças, apesar de que eu não via necessidade de tanta proteção, pois diferente das fãs brasileiras, as fãs inglesas eram calmas e sorridentes. Para elas, é como se estivessem ido visitar conhecidos que não viam á um certo tempo e só.

(Alguns instantes depois...)

Dois seguranças passaram pela porta da livraria e logo atrás estavam eles: Meus meninos.
Era incrível como aos meus olhos até mesmo trajando jeans e camisetas, eles ficavam radiantes.
Eles se sentaram e sorriam de modo espontâneo para todas nós ali na fila. Eu estava no final da fila, pensando no que iria dizer á eles. Não queria dizer algo como "eu amo vocês!", isso todas as garotas diziam á eles o tempo todo.
Quando chegou minha vez, um dos seguranças acenou para que eu me aproximasse deles, entreguei meu cd na mão de que era o primeiro na ordem que eles estavam sentados. passou meu cd para , que passou para , que passou para e que finalmente passou para . Eles sorriam simpáticos para mim e agradeci; todo gentil disse: "Eu que te agradeço!" e eu tive de me conter para não correr e abraça-los. Direcionei meu olhar para o segurança mais próximo, o Paul.
- Por favor, eu posso abraça-los? - Paul olhou para mim, e em seguida encarou os meninos que acenavam com a cabeça positivamente. Paul tocou em meu ombro e meu levou na direção deles. Eu abracei cada um deles, e e chegaram até a afagar minhas costas. Paul me afastou gentilmente dos meninos, e eu o agradeci por ter permitido eu fazer aquilo.
Saí do shopping sorridente. Não conseguiria deixar de sorrir pelo resto do dia. O que eu sentia pelos meninos, era um amor fraternal. Nada possessivo ou obsessivo. Apenas um enorme carinho.
Fui a pé para casa. Ao chegar, já fui me despindo pela casa para entrar no banho. Tinha sido uma experiência ótima, finalmente ver os meninos pessoalmente e até abraça-los, mas fiquei muito tempo fora de casa, e estava me sentindo suja e cansada. Fiquei uma hora no banho, deixando a água escorrer pelo meu corpo, massageando meus cabelos, aproveitando aquele momento; Depois que saí do banho, achei que seria uma boa ideia tirar uma foto do meu cd autografado. E foi exatamente o que eu fiz, e em seguida postei em meu twitter com a legenda: "meu cd de cara nova com a letra dos meninos (: xx".
Feito isso, deixei a página aberta enquanto improvisava meu jantar. Cerca de 15 minutos depois, retornei ao meu quarto e atualizei a página e vi que e estavam online, não pude deixar de sorrir e dar risada das coisas que eles estavam twittando. Em seguida fui para as citações, onde me deparei com algo que me fez soltar um gritinho abafado pela minha mão;
"@_styles foi um prazer deixar o seu cd mais bonito do que já era LOL xx"
- Meu Deus! É verdade mesmo que o escreveu isso para mim? Não é possível! - Meu sorriso ia de orelha a orelha.
Dei RT no tweet dele.
"E eu sou agradecida por você ter feito parte disso @_styles x"
Olhei para o relógio e lembrei de que amanhã era meu primeiro dia no estágio. Logo, desliguei meu notebook e fui me preparar para dormir.

No dia seguinte, acordei cedo para que eu pudesse dar uma organizada no apê e me arrumar para meu primeiro dia de trabalho.
Tomei um bom banho, escolhi um traje de roupa casual, e lavei a louça que havia deixado na pia noite passada. Feito isso, apanhei minha bolsa onde estavam minha câmera, meu iPhone, e alguns pertences como meus documentos. Peguei um táxi e em questão de meia hora, estava passando pela recepção do prédio onde iria trabalhar. A simpática recepcionista me deu um crachá e disse que meu departamento era no sexto andar.
Chegando ao sexto andar, tive de me conter para não ficar boquiaberta. O cenário para o photoshoot estava sendo terminado, e havia pessoas correndo de um lado para o outro. As câmeras, iluminação, e as roupas da tal banda que participaria estavam em seus devidos lugares posicionados. Havia uma grande e comprida mesa posta com comida, onde havia uma máquina que servia café e chocolate quente, tinha pães de diversos tipos, frutas e sucos de vários sabores. Depois de um tempo ali parada, um rapaz que segurava uma prancheta e que estava dando ordens ao pessoal, se colocou em minha frente.
- E a senhorita, é quem? - Disse o rapaz me analisando.
- Sou , a estagiária. O senhor... - peguei o papel onde estava anotado o nome do meu possível patrão - Joseph Reynolds pediu que eu viesse hoje para meu primeiro photoshoot.
- Ah sim, a estagiária! Achei que você não fosse comparecer. Venha, vou te levar até o Sr. Reynolds.
Acompanhei os passos do apressado rapaz. No crachá dele havia escrito "Charlie, supervisor". O senhor Reynolds, estava sentado em uma cadeira que parecia aquelas que diretores de Hollywood utilizam, havia várias pessoas ao redor dele fazendo perguntas, lhe entregando papéis, e pedindo a opinião dele. Charlie praticamente me empurrou na direção dele, o senhor Reynolds ergueu o olhar para mim e me encarou através de seus óculos e depois encarou Charlie, como se estivesse perguntando "Quem é ela?".
- Sr. Reynolds, essa é a estagiária, senhorita .
O senhor Reynolds assentiu para Charlie e fez sinal para que ele se retirasse. Eu estava ali parada com um sorriso simpático no rosto para o senhor Reynolds, estendi minha mão para cumprimentá-lo.
- É um prazer, Sr. Reynolds. - O senhor Reynolds retribuiu meu sorriso e apertou minha mão.
- Digo o mesmo, senhorita . Pelo que vejo, parece que a universidade soube escolher uma boa candidata. - ele olhou em seu relógio de pulso - A senhorita foi pontual, tem uma boa aparência, e me parece educada. Agora veremos se sabe ser profissional.
O senhor Reynolds pôs á se levantar da cadeira e me levou até o centro do cenário onde o fotógrafo responsável fica, no caso, ele.
Ele suspirou analisando o cenário, as marcas onde cada um teria de ficar, e permaneceu pensativo por um instante.
- Bem senhorita , eu pensei e cheguei á seguinte conclusão. - Ele pigarreou - A senhorita irá fazer metade do photoshoot.
Tenho certeza de minha expressão foi de susto. Mas apesar disso, o senhor Reynolds deu risada daquilo.
- Preciso ter certeza de sua capacidade. Pois então, você iniciará o ensaio. Depois do horário de almoço, eu passo a fazer. Passaremos o dia inteiro trabalhando nesse photoshoot. Boa sorte.
Dito isso, o senhor Reynolds deu um tapinha em meu ombro como forma de incentivo e eu sorri e o agradeci pela chance que ele estava me dando. Dali cerca de alguns minutos Charlie começou á anunciar pelo estúdio que a banda estava no prédio e que era para todos irem para seus postos. Eu apanhei a câmera que o senhor Reynolds havia me dado, e comecei á analisar os ângulos e á ter ideias para as fotos. Quando a tal banda adentrou no estúdio eu não consegui reconhecer quem era quem. Havia um mar de pessoas em cima dos artistas levando-os até o camarim improvisado para se trocar e em seguida passar pela maquiagem. Eu estava com os olhos focados na câmera quando a banda se posicionou ali no cenário e um deles pigarreou alto para mim. Quando ergui meus olhos não pude acreditar. Eram eles. Eu iria ter de fazer metade de um photoshoot para One Direction. fez uma careta quando me viu, e sussurrou algo em seu ouvido. Eu respirei fundo.
- Me desculpem, não tinha prestado atenção em vocês, meninos. - minhas bochechas queimavam de vergonha.
- Tudo bem, só nos diga o que temos de fazer, estamos á suas ordens. - disse sorrindo e batendo continência para mim.
Eu ri e assenti com a cabeça.
- Está bem, vamos começar...
E assim o fiz, comecei á dar "ordens" para cada um deles, conforme sugeriu. Eu podia jurar que me fitava grande parte do tempo. Talvez, fosse só impressão minha. Mas podia sentir o olhar dele sobre mim. Uma sirene não muito barulhenta soou, dizendo que estava na hora do almoço.
- Meninos, obrigada. Foi um prazer trabalhar com vocês!
Escutei um deles murmurar "o prazer foi todo meu." Sorri ao ouvir aquele murmúrio e me afastei em direção da mesa onde havia deixado minha bolsa, assim que a apanhei e a joguei sob um dos meus ombros, senti alguém pegar em meu braço.
- Hey, eu te conheço! É a garota da tarde autógrafos e também a mesma que segui ontem no twitter! - sorria incrédulo.
- Sim sou eu... - fiz uma careta não compreendendo a parte do "segui no twitter"- Perai, me seguindo no twitter?
- Isso mesmo! Gostei de você e te segui ontem. - piscou galanteador.
- Uau, você é mesmo paquerador, Styles. Vai me convidar para almoçar também? - dei uma risada sarcástica.
- Foi exatamente isso que vim fazer. Os meninos concordaram com a ideia.
- Não, obrigada.
- Por que não?
- Porque não, oras.
bufou para mim de brincadeira e saiu em direção aos meninos trazendo-os para perto de mim.
- Pessoal, ela não quer almoçar conosco. Uma directioner não quer almoçar conosco! - falava incrédulo.
- Opa, tem algo errado nisso aí. - dizia cutucando e ambos rindo juntos.
- Hm, por que não, senhorita? - me questionou fingindo estar pensativo, o que inclusive, me fez rir.
- Nos dê a honra de sua presença... - sorria.
- Ah meu Deus! Cinco meninos querendo almoçar comigo. Isso é que não está certo! - Eu dei risada do que tinha acabado de dizer e os meninos caiam na gargalhada comigo.

Fomos almoçar em uma lanchonete bem legal. Uma lanchonete muito limpa por sinal, e que imitava estilo "anos 6O".
Pedimos hambúrgueres com fritas e refrigerante. Enquanto o pedido não chegava, os meninos me enchiam de perguntas.
- E então , de onde você é? – perguntou .
- Brasil.
- Todo mundo fala bem do Brasil. Praias, carnaval, mulheres lindas... - se deu conta do que disse e se calou.
- Você está certo. Não precisa ficar constrangido, . - Depois que disse isso, os meninos apertaram as bochechas dele e deram risada.
- O menino é muito tímido, . - Disse piscando para que dava risadas cabisbaixo.
Comemos e rimos muito. Os meninos tiveram a brilhante ideia de desenhar nos pratos com ketchup e mostarda. E lá estava eu com minha câmera registrando aquele momento bobo e engraçado. Depois pedi a permissão deles para tirar uma foto de todos eles juntos, eles não hesitaram em dizer sim. Posicionei-me para fotografar quando ergueu as mãos.
- Pe-pera-ai, a senhorita vai sair na foto também. Vem cá! - Disse .
Os meninos me puxaram para perto deles e acabaram tendo a ideia de me deitar no colo deles. Minha cabeça e meu busto ficaram no colo do , meus quadris no colo do , minhas coxas e joelhos no colo do , minhas pernas no colo do , e meus pés eram para estar no colo de que os ergueu fingindo estar colocando um deles na boca. A foto ficou linda. Eu gargalhava olhando diretamente para o , sorria assim como e , olhava assustado e risonho para que estava fingindo enfiar um dos meus pés na boca. Eu sorri ao ver a foto e os meninos gostaram muito também. Eu os agradeci pelo almoço e pelo bom ensaio que havia tido com eles aquela manhã.
- Foi bom conhecer você, ! - Exclamou e os meninos concordavam com ele sorrindo.
- Digo o mesmo.
Eles me abraçaram e quando dei as costas e estava praticamente fora da lanchonete alguém tocou em minha cintura. Era .
- , eu sei que não é muito educado pedir isso, mas eu queria pedir seu telefone. Sabe, para a gente repetir outro encontro como esse. O que acha? - estava com as mãos dentro dos bolsos de sua calça, e sorria de modo tímido.
- Tudo bem, eu adoraria. - Tirei da minha bolsa uma caneta e com um dos guardanapos da lanchonete anotei meu celular.
nem sequer olhou. Apenas colocou em um de seus bolsos o papel.
- Eu entro em contato. - fitou meus olhos por um instante e eu deixei um sorriso surgir no canto de meus lábios.
- Estarei esperando.
E então fui embora.
Rolei a noite inteira na cama pensando em meu dia. Pensando nos momentos e em cada diálogo que tive apenas em um dia. No meu primeiro dia de trabalho, tive mais surpresas do que imaginava. E a maior de todas foi: pedir meu telefone.

POV'S ON.

Eu e os meninos chegamos em nosso complexo tarde da noite. e ainda tiravam sarro de mim, devido ao fato de eu ter ficado tímido na presença da . Em alguns momentos cheguei á rir, imaginando o que ela poderia ter pensado de mim. Ainda mais depois daquela baboseira que eu havia dito logo no inicio da conversa.
Entrei em casa e apenas fui me despindo sem me importar aonde estava jogando as peças de minhas roupas. Quando fui me livrar da minha calça, me lembrei do papel que havia colocado ali com o telefone da . O tirei cuidadosamente e me deitei na cama encarando aquele número com os ''xx'' que ela escreveu logo depois do telefone. Meus dedos roçavam no touch do meu iPhone praticamente digitando o número dela. Eu estava ansioso para ligar. Meus pensamentos viajaram pensando no sotaque delicado e quase irreconhecível da , sem me esquecer de sua doce voz, seu sorriso meigo e sincero, seus longos cabelos lisos e mechas do mesmo caindo sobre seu rosto algumas vezes, seu olhar que pousava sob os meus mesmo que de modo discreto; Os mínimos detalhes relacionados á ela, fizeram com que eu adormecesse.

POV'S OFF.

Acordei mais disposta no outro dia. Fiz minha higiene matinal, tomei meu café da manhã, chequei meu e-mail para ver se havia algo na caixa de entrada da Universidade. Eu tinha apenas mais 4 dias livres na parte da manhã. Como o Sr. Reynolds gostou do meu trabalho, ele fez a gentileza de me encaixar no período da tarde onde eu trabalharia apenas 6 horas por dia, devido ao fato de eu ter ainda 17 anos. Estava tudo indo muito bem, na verdade, melhor do que eu imaginava. Mas a saudade da minha família e amigos, começou á se tornar incomodo de modo que eu estava lá, sentada no sofá folheando foto por foto, deixando as lágrimas rolarem pelo meu rosto, eu acariciava com as pontas dos dedos os rostos que estavam nas fotos.
- A distância acaba comigo. - murmurei para mim mesma com a voz embargada.
Em seguida, me assustei com meu iPhone tocando em meu quarto. Saí em disparada da sala para quarto e por um instante estranhei em ver um número desconhecido me ligando; Pensei que poderia ser . Mas o meu palpite se tornou certeza quando eu escutei:
"Oi , é o ".
- Hey, tudo bem? - Percorreu então um frio na minha barriga.
- Tudo sim e com você? - parecia estar sorrindo do outro lado da linha.
- Tudo bem.
- Estou te ligando para te fazer um convite.
- Hm! Faça.
Quando disse isso, escutei dizer "Espera gente, tô ainda falando com ela" e depois "Tudo bem, perai."
- ?
- Sim...
- Vou colocar no viva-voz. Esses manés estão querendo falar com você. - Ouvi um bipe.
- OOOOOOOOOOOOIIIIII!!!!!! - Eles gritavam e riam ao mesmo tempo.
- Oi meninos!
- Estamos te convocando para vir no nosso show hoje á noite. - Era o . - Convocando? Nossa, que medinho de vocês. - Escutei as risadas ao fundo de todos eles.
- SIM, CONVOCANDO, VIU? - Eles disseram em coro.
- Está bem, eu aceito a convocação - eu ria igual uma boba do outro lado da linha.
- Que bom! Agora o cavalheiro estará te passando o resto das informações. - tirava sarro de quase sempre.
- Tudo bem! Tchau meninos, vejo vocês mais tarde. - E então escutei estalos de vários beijos ao mesmo tempo e gargalhei.
Em seguida, me contou melhor sobre tudo. Eles iriam fazer um show exclusivo. Era um show fechado para no máximo 100 pessoas, onde eles iriam apresentar algumas canções que não entraram na grade do ''Up All Night''. disse que exatamente ás 18:00 haveria um motorista na portaria do meu prédio esperando por mim com a minha credencial. Eu o agradeci e desliguei a ligação com as mãos um pouco trêmulas e um enorme sorriso estendido pelo rosto.
- Meu Deus. Ele reservou um lugar para mim no show. E ainda por cima conseguiu meu endereço! Que doidera. - Balbuciei.
Ainda estava cedo demais para que eu começasse á me arrumar, mas decidi determinar desde já uma roupa, calçado, e até mesmo como iria usar a maquiagem naquela noite. Mas tarde fui para o Skype conversar com meus pais, e dessa vez a conversa demorou um pouco mais que o normal, pois minha mãe teve a ideia de colocar meus avós para falar comigo. Quando encerramos a conversa, eu me desconectei rapidamente e dei conta de que eu tinha apenas duas horas para me arrumar. Tomei meu banho, sequei meu cabelo e o joguei para um lado só, deixando minha franja cair um pouco sob meu rosto, coloquei um vestido preto rendado e justo, combinei-o com um scarpan arredondado da mesma cor, passei um pouco de rímel nos olhos e caprichei no delineador, e para finalizar, decidi me arriscar passando um batom vermelho, apesar de não gostar de batom e nem de vermelho.

Pontualmente ás 18h00, o motorista tocou o interfone e eu desci. Ele gentilmente me deu um crachá e pediu que eu o colocasse naquele exato momento para não haver "tumulto" na entrada do evento. Quando cheguei ao hall de eventos, apresentei meu crachá na portaria e disse que havia sido convidada pelo sr. , como havia recomendado.
Meu assento se localizava na primeira fileira onde a mesma ficava de frente para o palco; No momento em que os meninos entraram no palco, os olhos de percorreram a plateia em minha procura, eu apenas acenei discretamente para que ele pudesse me ver. Ele sorriu quando me encontrou.
Depois da apresentação, fui até o camarim seguindo as mesmas recomendações do ; Quando finalmente os encontrei, os meninos vieram em minha direção com os braços estendidos, todos ao mesmo tempo.
- Abraço em grupo! - exclamou .
Eu dava muita risada enquanto estava sendo esmagada pelo "abraço em grupo" dos meninos. Eles me soltaram depois de alguns segundos e depois de cumprimentá-los e parabenizar um por um, encontrei sentado em um sofá que ficava no canto do camarim sorrindo para mim de braços abertos;
- Achei que você não fosse vir. - Ele me abraçou.
- Achou errado, Sr. !
Gargalhamos juntos no momento em que o chamei pelo sobrenome, e então ele me soltou de seus braços.
- Por favor, não me chame assim. É que se você não dissesse exatamente dessa maneira, eles iriam achar que sua credencial era falsa.
- Entendo. Mas disse tantas vezes que fui convidada pelo "Sr. " que vai ser difícil voltar á te chamar de .
Demos risada e só fui notar depois daquele breve diálogo entre eu e , que estávamos sozinhos no camarim.
Ficamos cerca de uma hora conversando. Cada um falou sobre seu dia. Claro que o de era o mais agitado. Depois saímos do camarim e ele foi me apresentando á cada um que contribui para que aquela apresentação acontecesse. Conheci produtores, supervisores, maquiadores, seguranças, DJ's, e até mesmo os rapazes que trabalharam na parte da iluminação. Todos foram muito simpáticos comigo, e podia jurar que Paul piscou para e disse "ela é linda."

Mais tarde, fez questão de me levar para casa. Durante o caminho todo conversamos e rimos juntos. Quando o motorista parou na portaria do prédio, desceu e gentilmente abriu a porta para mim; Subimos as escadas até meu apartamento em perfeita sincronia, no momento em que paramos na porta, eu comecei á mexer nas minhas chaves na esperança de que talvez falasse em marcamos um encontro. Mas a atitude dele foi outra. Ele tocou em uma de minhas mãos e beijou as costas da mesma, seus olhos fitavam os meus e minha reação foi aproximar cautelosamente meu rosto para perto do dele, eu já podia sentir a sua respiração contra a minha; Quando sem querer, deixei minhas chaves caírem fazendo um barulho que levou o "clima" daquele momento embora. se afastou um pouco, e suspiramos juntos.
- Então, boa noite, . - Deixei um sorriso surgir no canto dos meus lábios.
- Boa noite. Foi muito bom te ver hoje. - Ele sorriu, mas o sorriso dele foi mais singelo do que o meu.
- Digo o mesmo.
Eu já havia destrancado a porta, e quando passei pela soleira da mesma, tocou em minha mão, e em seguida com a mão livre tocou em minha nuca puxando meu rosto para perto do dele; Seus lábios roçavam aos meus, e eu senti o frio percorrer pela minha barriga, suas mãos foram deslizando para minha cintura de modo que as mesmas colaram nossos corpos, e então seus lábios macios se chocaram contra os meus, sua língua pedia permissão para entrar em minha boca, delicadamente passei a minha pela dele concedendo a permissão. Naquele momento, eu estava desfrutando do beijo mais doce e surreal que alguém poderia ganhar. Não sei ao certo quanto tempo ficamos na soleira da minha porta nos beijando. Só me lembro de ver o lindo sorriso de surgir toda vez em que separávamos nossos lábios. Foi perfeito.

POV'S ON

Nos despedimos ambos com sorrisos bobos nos rostos. Não dissemos nem sequer uma palavra. O beijo, o toque, a troca de sorrisos disseram tudo. Ao chegar em casa, tomei um banho e fiquei pensando o que eu poderia fazer desta vez para ver novamente.
E então o bipe do meu iPhone irrompeu meus planos, fazendo com que eu saísse apressado do banho com a toalha amarrada de modo desajeitado um pouco abaixo do meu abdômen, na esperança de que poderia ser um sms dela. Mas era o avisando para não esquecer que amanhã tínhamos a nossa ''noitada'' juntos. Era uma bagunça planejada entre eu e os meninos que fazíamos todos os domingos para relaxar, nos divertir, beber, comer, jogar videogame e coisas do gênero. Nós revezávamos as nossas casas, cada domingo era a vez de um ceder a casa, e esse domingo seria na casa do . E então tive uma ideia.
''Eu poderia levar alguém?''
Um minuto depois, respondeu.
''É a , não é?"
Bufei. Como ele tinha tanta certeza que era ela? Decidi insistir na pergunta sem dizer quem era.
"Eu posso ou não?"
Meio minuto.
"Pode sim. Desde que ela saiba se divertir com cinco caras. LOL"
Ignorei a provocação boba do e apenas respondi com um "Ok."
Meus dedos já serpenteavam pelo touch do iPhone convidando . E para minha surpresa, meio minuto depois ela já havia respondido. Prometi buscá-la, dessa vez, sem motoristas ou formalidades. Queria que ela me conhecesse, eu , e não o cara que canta na banda inglesa One Direction.

POV'S OFF

Amanheci cansada no outro dia. Eu havia chegado tarde em casa. Para mim era estranho não ter meu pai lá em Londres impondo horários para que eu chegasse em casa. Me lembrei de que havia combinado com estar pontualmente pronta ás 14h00 esperando-o. Sendo assim, olhei no relógio do meu iPhone que marcava 9h30; Fiz minha higiene matinal, tomei meu café da manhã, e decidi dar uma olhada no site da universidade. As aulas começariam amanhã e eu precisava estar ciente dos meus horários e qual a classe que ficaria. Minha primeira aula seria ás 8h30, suspirei cansada só de imaginar o quanto seria exaustivo para mim acordar cedo todos os dias e depois da faculdade ir trabalhar. Olhei para o relógio que já marcava meio-dia. Decidi começar á me arrumar. Tomei um banho demorado, e encarei meu guarda-roupa, eu definitivamente não sabia o que vestir.
Dei ombros e decidi me arriscar, combinando uma skinny de lavagem escura com uma blusinha preta com uma tag de uma caveira e por cima da mesma, coloquei uma jaquetinha de couro e calcei meu vans. Escutei o bipe do meu celular. Era um sms de avisando para que eu liberasse a entrada dele; Saí correndo em direção do meu interfone enquanto arrumava meu cabelo em um coque podrinho e liberei sua entrada. Abri a porta e lá estava ele, encantador como sempre com seu radiante sorriso no rosto. Ele balbuciou algo como ''nossa'' quando pôs os olhos em mim, eu dei risada e fiz uma careta não concordando com o possível elogio dele.

(No complexo 1D)

comentou quando passamos pela entrada do complexo, certos costumes e manias que os meninos tinham e que aos olhos de outras pessoas, eram coisas esquisitas.
- Tipo o quê? Alguém pelado pela casa? - eu gargalhava.
- Isso é uma das ''coisas esquisitas''. Caso você... Sei lá, se sinta constrangida com certas coisas, me fale, tá bom?
- Está bem.
estacionou o carro e fomos em direção á porta. atendeu.
- E aí fotografa linda? - me abraçou e beijou minha bochecha, eu retribui.
- Bobo! - Dei um tapinha de leve em seu braço.
Entramos e fomos em direção á cozinha. Os meninos estavam almoçando alguma coisa que eu não conseguia identificar.
- Olha só quem chegou! - veio em minha direção e meu um abraço apertado e um beijo molhado na bochecha.
- Oi, meu lindo! - em meio aos risos retribui o beijo de .
- A melhor fotografa do 1D, chegou! - me abraçou e me ergueu um pouco, tirando meus pés do chão.
- ! - dei um gritinho e o beijei em seguida.
- Vem cá, moça! - estava de braços abertos pronto para me abraçar, eu me joguei em seus braços e rimos juntos.
- , que saudade!
Me sentei junto com os meninos e conversamos durante um certo tempo. Eles falavam empolgados sobre o novo álbum que estavam gravando; Para mim era algo surreal, estar ali no meio deles, conversando e interagindo com cada um eles como se fossem meus amigos. Na verdade, mesmo inconscientemente, eu já os considerava meus amigos. Eles me tratavam como uma amiga.
Mas tarde, fomos começar com as ''brincadeiras''. A primeira foi Karaokê. Obviamente, eu seria a única perdedora. A nota dos meninos era de 96 para 100 e nunca menos que isso.
- Está bem, , agora passe o microfone para a . Vamos ver se ela é tão boa cantando quanto tirando fotos. - pegou o microfone das mãos de e piscou para mim, estendo o microfone.
- Você está duvidando da minha capacidade, ? - o fuzilei com os olhos de brincadeira.
- Uou , você provocou a garota errada pelo visto. - ria da situação.
- E provocou mesmo. Mas, prometo não decepcioná-lo, Sr. ! - joguei meus cabelos na direção de e gargalhei.
Fui até a playlist e iniciei a procura por uma música que eu gostasse e conhecesse bem. Fiquei indecisa entre Adele e Demi.
Então, escolhi ''Skyscraper'' da Demi. Eu era apaixonada por fotos e tudo que as envolvia, mas também sempre fui apaixonada por música e gostava bastante de cantar, ás vezes ficava trancada no quarto tocando minhas músicas favoritas no violão e até brincava de compor. Mas perto dos meninos, eu não era tão confiante assim. Estou falando de 5 garotos que tem vozes fantásticas! Não seria fácil me superar. e ficavam dizendo ''Vai garota! Liberte seu lado Demi Lovato de ser'' eu continha a risada toda vez que os escutava dizer isso, precisava me focar na canção. e pareciam atentos ao timbre da minha voz e á melodia da canção. não dizia nada, apenas olhava. Depois que cantei a última frase, surgiu na tela minha nota: ''Parabéns! Você é ótima! Sua nota é 98.''
- YEAAAAAAAH! 98, ! 9-8!
- Quem está de acordo em substituir o pela ? Porque eu estou! - caçoava.
- DE ACORDO! - Os meninos disseram em coro.
me encarava boquiaberto e em seguida deu uma risada incrédulo. Ele estendeu sua mão para mim.
- Tem meu respeito e reconhecimento, . - eu apertei sua mão e desta vez, eu era quem estava incrédula.
- ? - eu os meninos o encarava, ambos estávamos impressionados com o quê ele acabara de dizer.
- Sim. É seu apelido, não é? Fiz errado de te chamar assim? - Sem perceber, eu já sorria de modo bobo para ele.
- Não... Claro que não.
- Que bom.
pigarreou. Eu já sabia exatamente por que. Eu e estávamos nos aproximando um do outro, e a situação estava ficando constrangedora para os meninos.
- Então gente, o que acham de pedir uma pizza?
já estava com o telefone em mãos questionando para cada um de nós qual seria o sabor que escolheríamos. Dentro de 20 minutos chegou, e todos corremos em direção á que segurava a pizza e levava para a mesa. Estávamos famintos. Mais uma vez, eu me sentia uma criança perto dos meninos. e colocaram azeite no refrigerante de , sem que ele notasse. E todos gargalhamos juntos ao ver a careta que fez, quando provou de sua coca-cola com azeite. também foi vítima das brincadeiras dos dois. Eles encharcaram o pedaço de pizza do com molho de pimenta; Minha barriga doía de tanto dar risada, e o pobre do passou o resto do jantar bebendo água. Mas tarde, fomos jogar ''twister''. Ficamos cerca de uma hora e meia brincando para ver quem ganharia. Perdi as contas de quantas vezes via os meninos provocando um ao outro com tapas na bunda, soquinhos nas áreas baixas, puxões de cabelos; Eu era a única que não foi tocada no jogo.
- Temos uma dama no jogo, pessoal. As ''brincadeirinhas'' ficaram somente entre nós - disse antes de iniciarmos o jogo.
Essa era minha vantagem sobre eles. E foi essa vantagem que me fez ganhar.

Depois os meninos decidiram jogar videogame. Eles formaram duplas. Claro que ''acidentalmente'' eu fiquei com o .
E claro, quando chegou nossa vez, ganhou de mim e ficou jogando na minha cara sua vitória. O que me irritou muito.
- Está bem, ! Vamos fazer uma aposta. Quero revanche. Se você ganhar, eu faço o que você quiser. E se eu ganhar, você fará uma twitcam dizendo o quão incrível eu sou e o quanto me admira por isso, ok?
- Ui, ela fará o que você quiser! Aceita, cara! - chaqualhava .
- Eu quero assistir essa de camarote! - se jogou no sofá e ficou nos olhando empolgado com a aposta.
- He-he , tu tá ferrado. - ria sarcasticamente e se sentou ao lado de .
- Guys, não vamos colocar mais lenha na fogueira, pode ser? - tentava conter a empolgação de e e continha o riso para não ''atiçar'' ainda mais eu e .
- Eu aceito! E meu prêmio será um beijo! - fez um bicão fingindo que iria me beijar.
- Saí ! - Eu ria e dei um tapa em seu braço.
Nós jogamos, eu dava meu melhor me concentrando o tempo todo no jogo e aos fundos podia ouvir os risos e comentários dos meninos quanto á minhas jogadas e do . Eu definitivamente não sei como, mas eu ganhei.
- Então , pode começar á pensar no que irá dizer na frente da cam, porque terá de me cobrir de elogios - eu brincava dando uma risada maléfica.
- Você roubou, . - fez beicinho.
- Roubei uma ova! Eu ganhei!
Os meninos riam ao ver minha discussão com e tomaram o controle de nós. Eu me joguei no sofá procurando uma boa posição para me deitar. sentou no outro sofá e assistia atento os meninos jogando. Eu fiquei apenas deitada, olhando para a cena. Eu estava em Londres, fazendo o curso com o qual sonhava, trabalhando na área que desejava estar, e era amiga dos caras que até então nem me conheciam. Só eu os conhecia. E agora tudo mudou. Eu estou na casa de um deles, deitada, vendo o comportamento de cada um deles normalmente, sem fachadas, sem fãs, sem fotógrafos ou algo do tipo. Ali são apenas: , , , e , cinco garotos brincando de videogame. E não aqueles cinco garotos que cantam numa boy band famosa. E eu estava apaixonada por um deles. Fechei meus olhos e me perdi em meus pensamentos;

POV'S ON.

Eu me mantive tão obtuso no jogo dos meninos que não havia reparado que a estava quieta demais. Me virei para observá-la e me deparei com uma cena: Ela estava deitada de lado no sofá, seus cabelos longos e lisos se esparramavam pela almofada que sustentava sua cabeça, sua expressão era calma e eu podia jurar que havia um leve sorriso nos cantos de seus lábios.
- Gente! - cutuquei que estava mais próximo de mim e mantive o tom de minha voz baixo - Olhem!
Os meninos largaram os controles e direcionaram os olhares para no sofá. se aproximou e ficou encarando curioso, a expressão linda que fazia enquanto dormia.
- Saí daí! Você vai acordá-la. - afastei puxando-o pelo braço.
- Vamos mesmo a deixar dormindo aí? - apontava para ela com um olhar preocupado.
- Claro que não. Precisamos levá-la para o quarto que é mais confortável.
Eu e nos entreolhamos quando ele deu a ideia de levá-la ao quarto e eu entendi. Eu devia levá-la.
Com cuidado e um pouco de medo, me aproximei e com um dos meus braços, ergui cuidadosamente as costas dela, e com o outro, envolvi e ergui suas pernas, a encaixei em meu colo e comecei á subir os lances de escadas para os quartos.
Escutei os meninos sussurrarem algumas coisas, mas não sei ao certo o que diziam. Enquanto caminhava minuciosamente para o quarto que era ''meu'' na casa do , o rosto de tombou para o lado afundando em meu peito. Eu parei. Ela não acordou. Voltei á caminhar e com um pouco de dificuldade abri a porta e a deitei na cama. Fiquei durante um bom tempo a admirando. Queria poder ter toda a liberdade para acariciar seu rosto, deslizar meus dedos por seus cabelos, dar um beijo de ''boa noite'' em sua testa, e me deitar ao lado dela e abraça-la para poder tê-la junto á mim. Mas não podia. Eu tentei falar com ela sobre nosso beijo, mas surgiram oportunidades e achei que seria constrangedor para ela falar daquilo com os meninos por perto. Caminhei até a porta do quarto, parei na soleira da mesma e sorri ao ver a garota que havia roubado meu coração, dormir em minha cama. Essa era uma cena que eu gostaria de ver todos os dias.

POV'S OFF.

Capítulo 1 - Parte II

Despertei no outro dia com uma leve, mas irritante, dor de cabeça. Não me dei ao trabalho de abrir os olhos. Fiquei pensando na noite passada; nas risadas dos meninos, nas besteiras que eles aprontaram, nas apostas que fizemos, nas brincadeiras e em tudo que pude lembrar. Fiquei imaginando como havia chegado em casa. Não lembro de ter me deixado em casa depois, nem de eu ter me despedido dos meninos. Só me lembrei de que eu os vi jogando vídeo-game, enquanto eu estava deitada no sofá.
Em um pulo me sentei na cama.
- Meu Deus!
Olhei ao redor, levei minhas mãos ao rosto, e bufei.
- Merda! Eu dormi na casa do . Mas...
Fiquei raciocinando tentando me lembrar de quando estava prestes a pegar no sono. estava sentado no sofá ao meu lado, focado no jogo dos meninos e essa foi a última coisa que lembro de ter visto.
- ...
Saí em disparada do quarto e comecei a abrir porta por porta a procura do quarto em dormia. Abri a porta do primeiro quarto próximo a escada. e dormiam.
- ! ! - eu o cutucava um pouco impaciente.
resmungou algo e virou para o outro lado.
- , acorda, caramba! - dessa vez o chacoalhei.
abriu os olhos, suspirando assustado, ele esfregou os olhos e ficou me encarando por um instante.
- Nossa... Bom dia pra você também.
- Que droga, ! Porque você não me acordou? Hoje é meu primeiro dia de aula!
- Shiiiiiiu!
resmungou novamente como se estivesse xingando.
- Vem, vamos sair do quarto.
levantou e me puxou delicadamente pelo braço e encostou a porta.
- Olha, me desculpa, mas você parecia tão cansada...
- Cansada? , eu estou ferrada isso sim! Que horas são? Não sei onde deixei meu iPhone. - apalpei minha calça.
estava tão confuso quanto eu. Descemos as escadas e fomos para sala, onde encontrei meu iPhone na mesinha de centro.
- 7:30! - exclamei preocupada.
- Calma, eu te levo para casa. - afagou meu braço tentando me acalmar.
- Não dá tempo! Estou sem meus materiais, minha câmera, e nem tomei banho. - eu estava com a respiração ofegante.
- , fica calma! Olha, toma um banho aqui, eu te empresto uma camiseta e você usa sua calça, e em seguida te levo para seu apartamento para pegar suas coisas e depois te deixo na universidade. - olhava em meus olhos procurando me acalmar.
Suspirei. Ele sabia como me acalmar.
- , mas...
- Shiu! Vai lá, tomar um banho, vai... Vou me trocar e ficar te esperando.
Assenti para ele e voltei para o quarto. Tomei banho, e fui em direção ao guarda-roupa, lá encontrei diversas camisetas e algumas camisas xadrez, e até coletes. Peguei uma das xadrez e a vesti. Ela havia ficado maior em mim e larguinha, mas não dei tanta importância; amarrei meus cabelos e fui á procura de pela casa. Ele e estavam na cozinha conversando.
- Bom dia, dorminhoca! - se aproximou e deu um beijo em meu rosto.
- Bom dia, meu bobão! - retribui o beijo e notei que dava risada.
- Parece que você dormiu muito bem na cama do , hein? - dei a língua para ele.
- Bobão! , já podemos ir?
- Claro, vamos sim.
Me despedi de e eu e saímos apressados em direção ao carro. Durante o caminho inteiro nada foi dito. Quando cheguei ao apartamento, peguei minha bolsa, minha câmera e todo meu material ás pressas; já eram 8:10 e eu precisava estar na universidade pontualmente ás 8:30.
Não sei como, mas conseguiu me deixar na porta da universidade no horário.
- Obrigada, nem sei como te agradecer... - eu sorria, e tentava ser gentil com ele.
- Pois eu sei.
pegou gentilmente em meu rosto e me roubou um beijo. A mesma mão que estava pousada sob meu rosto, desceu para o meu busto, onde ele intensificou o beijo; seu hálito se misturava ao meu, seus lábios quentes e macios se pressionavam contra os meus, e sua língua explorava cuidadosamente cada canto da minha boca. Mesmo contra minha vontade, eu encerrei o beijo com um selinho demorado, e tenho certeza que eu estava parecendo uma boba sorrindo. Havia um enorme sorriso no rosto de .
- Eu quero te levar para um lugar hoje. - o rosto de ainda estava bem próximo ao meu. Eu podia sentir sua respiração.
- Hoje? Mas eu só saio do trabalho ás 18hrs.
- Não tem problema. Passo no seu apartamento ás 20hrs, está bem?
- Tá bom. Vou estar esperando você.
Eu saí do carro e fechei a porta, e pude ver pelos cantos dos olhos, se curvando ao volante para me olhar.
Entrei na universidade.
Como era o primeiro dia de aula, o professor teve a brilhante idéia de fazer dinâmica em duplas. Ele mesmo separou a classe em duplas, e pediu que cada um se apresentasse; meu parceiro era o James. Ele tinha 19 anos, era alto, e seus traços lembravam os de Robert Pattinson, um típico inglês pensei. Ele era simpático e seu sorriso torto era encantador. Ficamos o intervalo inteiro juntos conversando e chegamos até trocar nossos telefones.
Saí da universidade pontualmente ao 12:00 conforme informava o horário da mesma. Fui diretamente para o trabalho, pois o sr. Reynolds era rígido quanto á cumprimento de horário.
Conforme o sr. Reynolds havia me dito, ás 18hrs fui dispensada do serviço. Peguei um táxi para chegar o mais cedo possível em casa. Ao entrar no apartamento, me joguei na cama e fiquei lá por algum tempo, pensando no meu dia. Mas em especial, no beijo que havia roubado de mim, logo pela manhã; pude sentir um arrepio percorrer ao pensar no toque que somente tinha. Sai da espécie de transe que estava tendo com o bipe do meu iPhone, era um sms de .
"Vou apenas me trocar e logo menos, estarei aí. (: xx" eu sorri.

Capítulo 2

Decidi tomar banho. Ao tirar a camisa de , a trouxe para perto de meu nariz e cheirei. O perfume dele era... Um dos melhores aromas que já senti na vida. Eu não fazia idéia do que vestir, não fazia idéia do que iria dizer ao vê-lo, não fazia idéia de onde iríamos, e aquilo tudo me fazia sentir uma mistura de ansiedade e aflição. Ultimamente não fazia tanto frio em Londres, o clima estava agradável. Decidi colocar um vestidinho combinado com uma sapatilha, já que estava sem criatividade nenhuma para me vestir.
era pontual até demais. Eram 19:55hrs quando ele me mandou um sms avisando que já estava esperando por mim.
- Vocês ingleses são chatos demais quanto á horário, hein?
- Ou é você que tem o hábito de viver atrasada, hein?
Caímos na risada juntos. Durante o caminho conversamos bastante, diferente de manhã que não havia assunto algum entre nós.
parou o carro repentinamente e seu sorriso era travesso. Ele tirou do porta-luvas uma venda.
- Preciso que você coloque isso.
- Você só pode estar de brincadeira comigo, né?
- Claro que não. Se não, irá estragar a surpresa...
Bufei ao mesmo tempo que dei risada.
- Está bem, pode colocar.
colocou a venda em mim, e pude sentir que seu rosto permaneceu bem próximo ao meu por um instante, como se ele tivesse a intenção de fazer algo. Pelo que contei, levamos dez minutos até chegarmos ao tal lugar que era surpresa; me guiava o tempo todo com uma mão apoiando minhas costas e a outra segurando uma de minhas mãos, escutava vozes e ele agradecendo o tempo todo. Entramos em um local onde pude jurar que fechou uma porta ou algo do tipo.
- Está pronta?
- Sim - eu acenava em positivo com a cabeça e sorria.
Bem a minha frente, através de uma vidraça, estava Londres. A linda e iluminada Londres. Comecei á olhar ao meu redor e vi que estávamos no London Eye. Era tudo tão diferente, quero dizer, era tudo mais lindo do que nas fotos.
- É... Lindo! - murmurei impressionada.
- Achei que você fosse gostar de conhecer o "cartão postal" de Londres. - sorria satisfeito com a minha reação.
- É perfeito. Perfeito.
A "roda de Londres" entrou em movimento e enquanto eu continuava com meus olhos atentos na paisagem, pigarreou e tocou em minha mão. Me virei para olhá-lo e ele parecia um pouco nervoso.
- , eu te trouxe aqui com um propósito. - Ele respirou fundo antes de continuar, eu assentia concordando para que ele continuasse - Eu não sabia por que, mas depois que te conheci naquele photoshoot, não consegui tirá-la do meu pensamento. Eu queria te ver o tempo todo, queria poder saber mais sobre você, queria me tornar seu amigo só para estar mais próximo de ti. Mas então, descobri que não queria somente sua amizade. Eu queria você, . - Ele baixou seu olhar e ficou encarando seus pés - E ainda quero. E como não é educado um "amigo" ficar roubando beijos da amiga, decidi fazer as coisas do jeito certo. – Ele ergueu seu olhar e me olhava nos olhos - Você aceita namorar comigo?
Eu não sei qual foi a minha expressão ao escutar a pergunta dele, mas com certeza, não foi das boas. O rosto de encarava um pouco assustado o meu. As palavras estavam engasgadas em minha garganta.
- Eu...
- Você...?
Respirei fundo e sorri.
- Eu aceito namorar você.
Aquele lindo sorriso que só ele tinha, invadiu seu rosto e seus braços envolveram minha cintura, pedindo por um abraço. Ficamos um tempo ali abraçados, sem dizer uma palavra. Quando nos afastamos, me deu um doce e demorado selinho.
Eu não consegui evitar, e retribui o selinho em dobro.
- Eu fiquei com medo - O rosto de estava bem próximo ao meu, e eu sentia seu hálito contra o meu.
- Do quê? - eu acareciava seu rosto.
- De você me dizer "não".
- Mesmo se eu dissesse que não, lá no fundo, eu estaria gritando um "sim". - Bom saber disso.

Só depois de um tempo, me dei conta de quê havia "alugado" o London Eye aquela noite somente para nós dois. Só havia nós, e mais ninguém. Nós conversamos, rimos, e sempre que podia, roubava um beijo meu.
- Está ficando tarde e amanhã tanto eu quanto você temos muito o que fazer. Não quero te cansar.
- É mais fácil eu te cansar do que você á mim.
- Isso não faz sentido. Ambos estão errados! - rimos juntos.
Eu dei uma boa e última olhada naquela paisagem sem saber quando iria ter disponibilidade de tempo de ir lá novamente. Durante o caminho, insistiu em saber como estava sendo trabalhar exatamente na área em que eu tanto gosto, e depois perguntou se eu estava gostando da faculdade.
- É muito bom estar vivendo tudo o que estou vivendo agora. Mas tem sido bem cansativo, confesso.
- Imaginei. Você parece cansada.
- Vou me acostumar. É só questão de tempo.
Parecia que tinha um visco na soleira da minha porta. não podia me ver passando por ela, que logo me puxava para roubar outro beijo meu, e o que era para ser apenas um, se tornava em vários á ponto de deixar nossos lábios avermelhados.

POV'S ON.

Meu dia louco e agitado, havia sido compensado pela noite que tive ao lado da . Já eram 00:00, mas eu nem sequer sentia sono. Eu ficava o tempo todo pensando no doce beijo dela, nas silhuetas de seu corpo, em seu sorriso, no seu cheiro viciante, e em tudo nela que me encantava; e depois me lembrei do que havia acabado de fazer. Eu havia pedido ela em namoro, e ela tinha aceitado. Agora ela é minha. Eu não sei por que, mas em algum momento esqueci que agora ela era minha namorada.
Era um fato fantástico e ao mesmo tempo complicado. Fantástico pois, eu agora tenho a garota pela qual estou apaixonado para mim. E complicado, porque teria de encontrar um jeito de manter nosso relacionamento fora dos holofotes o máximo que pudesse.

POV'S OFF.

Despertei no dia seguinte com meu iPhone "gritando" ao meu ouvido. Eu não havia dormido quase nada e parecia que qualquer barulhinho se tornava algo escandalosamente alto. Minha cabeça doía, e eu estava sentindo muito frio, e bastante dores nas pernas. Fui consultar o calendário.
- A minha "visitinha" está chegando, só pode ser isso. - murmurei para eu mesma mal-humorada.
Fiz minha higiene matinal e me arrumei rapidamente para que eu pudesse ir caminhando devagar até a faculdade.
James e eu havíamos nos dado muito bem, e prova disso foi que não nos desgrudávamos na universidade. Ele me fazia rir o tempo todo, e gostava de compartilhar suas experiências tanto boas quanto as ruins comigo. Até o momento que a conversa ficou meio constrangedora para mim.
- Você namora, ? - surgiu um sorriso no canto dos meus lábios.
- Sim.
- Imaginei. Moças bonitas e educadas não ficam sozinhas aqui em Londres. - James deu um risinho e eu fiz o mesmo.
- Você é muito gentil, Jay.
- E como ele se chama?
Me encolhi um pouco ao escutar a pergunta dele, e mordi meus lábios um pouco nervosa.
- Ãhn... Podemos mudar de assunto?
- Ah, qual é, ! Qual é o problema?
- É complicado. Acho que você não entenderia.
- Eu posso tentar.
Suspirei e soltei o ar devagar.
- O nome dele é .
James arregalou os olhos e sorriu um pouco assustado talvez com a minha resposta.
- Você está falando do da One Direction?
- Ele mesmo.
- Quero detalhes disso.
Contei á ele como conheci os meninos e como acabei me envolvendo com . Ele parecia feliz por mim, e tinha uma certa admiração pelo trabalho dos meninos. Até me mostrou em seu iPhone as canções que ele tinha da 1D e disse que gostava muito delas.
- A minha favorita mesmo é "I Wish".
- A minha também, Jay! Acho que é porque já estive no lugar da pessoa que desejava ser a outra.
- Eu também.
Nos calamos por um instante pensativos. Naquele dia, James me passou a confiança que eu só costumava ter com meus amigos que deixei no Brasil.
O dia passou devagar. Quando cheguei em casa, me joguei na cama gemendo de dores e dessa vez, elas estavam acompanhadas da cólica. Meu iPhone tocava, era o .
- Boa noite!
- Boa noite - eu me forçava á sorrir do outro lado da linha, para parecer "bem" diante dele.
- Tudo bem?
- Tudo sim e com você?
- Estou bem também. - ele se calou por alguns segundos, como se estivesse pensando - Eu pensei em passar aí para te ver.
- Eu iria adorar, mas não acho uma boa idéia. - suspirei ao sentir que minhas cólicas estavam piorando.
- Porque não? Aconteceu alguma coisa?
- Não... Quero dizer, já vai passar.
- Me fala, vai.
- Coisas de mulher.
- Quer que eu te leve algum remédio? - tinha uma ponta de preocupação em sua voz.
- Não precisa. Obrigada!
- Eu vou ter que desligar.
- Tudo bem.
- Até logo. Se cuida, está bem? Faça isso por nós dois. - dessa vez, meu sorriso era espontâneo.
- Pode deixar. Faça o mesmo!
Desligamos. Tomei um bom e demorado banho e como eu estava sentindo muito frio, me mantive encolhida no sofá embrulhada no edredom, enquanto assistia televisão. O interfone tocou e hesitei no momento em que fui atender, não tinha idéia de quem poderia ser. Então, uma voz familiar disse "eu vim te ver". Era o . Liberei a entrada dele.
- Você é louco, sabia?
- Eu sabia que você não deixaria eu vir, mesmo se eu insistisse. Então, surpresa!
Eu sorri mesmo contra minha vontade. Eu deveria ter protestado e dado uma bronca nele. Mas não consegui, ao invés disso, eu sorri.
- Eu trouxe remédios para você e... - ele tirou da sacolinha um pacotinho de absorventes. - A farmacêutica disse que esses são confortáveis e muito bons, e me deu um remédio que segundo ela, surti o efeito rapidamente.
Eu estava rindo ao ver aquela cena. estava tentando cuidar de mim. O que era uma graça. Mas, vê-lo ali segurando aquelas coisas com a expressão meio confusa, me fez rir. Segurei seu rosto com as minhas mãos e dei um selinho nele.
- Você é um anjo! - sorria satisfeito como se estivesse feito a coisa certa.
- Só estou cuidando do que é meu, senhorita.
- E saiba que está fazendo isso certo. Mesmo que de modo engraçado!
Dei um risinho ao ver que ele continuava segurando o pacote de absorventes e os joguei no sofá. Em seguida, envolveu seus braços ao redor da minha cintura.
- Bom saber disso.
Ele me beijou. Meus dedos se enroscavam em seus cabelos, fazendo cafuné. O beijo estava ficando mais intenso na medida em que ficava me apertando contra o corpo dele. Uma de suas mãos passeava pelas minhas costas, as acariciando. Eu não queria, mas tive de me livrar cuidadosamente do beijo. Quando pude finalmente me livrar dos seus lábios, estava com a respiração um pouco ofegante tanto quanto eu.
- Amor... Precisamos conversar. - provavelmente minha expressão era séria, pois ficou sério no mesmo instante.
- Espero que você não esteja pensando em terminar comigo - rimos juntos. Em seguida, seriedade novamente.
- Não. Quero dizer... - suspirei - Não vai ser fácil assumir nosso namoro. Pensa nas fãs, na imprensa, e fora que as pessoas da faculdade e do meu trabalho irão me olhar de outra maneira. E enfim, isso me preocupa demais.
Ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu, fiquei cabisbaixa e parecia pensar no que dizer.
- Não vai ser fácil, eu sei. Mas vamos enfrentar tudo isso juntos. Eu e você. - ele entrelaçou nossas mãos.
Sorri ao ver nossas mãos entrelaçadas. Unidas daquela maneira, como se ninguém pudesse desfazer tal união. Mas uma vez, alguns segundos de silêncio.
- E tem mais uma coisa... - assentiu para que eu continuasse - Meus pais.
- Você quer me apresentar á eles?
- Quero sim. Mas, vou ter que dar a notícia sozinha.
- E você pretende dizer o quê a eles?
- Bom, já vai ser difícil contar para eles que estou namorando...
- Imagine então, dizer com quem você está namorando - completou a minha frase, fazendo uma careta.
- Minha mãe em especial, não queria que me envolvesse com ninguém. Ela acha que isso pode ser uma distração.
- De um certo modo, é uma distração.
- Mas é uma distração boa.
sorriu no momento em que eu disse isso, e eu afundei meu rosto em seu peito. Ele acariciava meus cabelos, no momento em que beijou o alto da minha cabeça.
- Eu queria tanto que você passasse a noite comigo. - bufei.
- Hoje é seu dia de sorte! - me afastei um pouco para que pudesse olhá-lo.
- Como assim?
- Amanhã eu não tenho compromisso algum.
- Sério?
- Sério!
- Mas não adianta nada. Tenho faculdade pela manhã e em seguida, vou trabalhar.
- E quem disse que vou deixá-la ir para a faculdade, hein?
- ! - dei um tapa de leve em seu braço, enquanto sorria.
deu ombros e eu o abracei. Era bom tê-lo ali comigo.
Ficamos mais um pouco encolhidos e abraçados no sofá assistindo televisão, e então por volta das 22:30hrs, e eu fomos para cama. Eu me aninhei sob seu peito e seus braços me apertavam contra ele. Quando eu estava praticamente pegando no sono, sussurrou ao pé do meu ouvido: "Boa noite". Eu adormeci.

Capítulo 3

Despertei no outro dia e cuidadosamente me levantei da cama para não acordar que parecia estar em um sono profundo. Olhei no relógio do meu iPhone que marcavam 6:00hrs da manhã. Caminhei até o banheiro na ponta dos pés, e fiz minha higiene matinal. Quando voltei para o quarto, notei que havia trocado de posição na cama, e sorri feito uma boba em vê-lo dormindo tão bem e de modo tão fofo. Gatinhei na cama em direção á ele e comecei a distribuir beijos pelo seu rosto para despertá-lo. Ele estava rindo.
- Já acordei amor!
- Então se levante daí! Se quer mesmo passar a manhã comigo, esteja de pé e bem disposto.
Quando eu estava saindo da cama, me puxou pelo braço com um pouco de força, me fazendo deitar na cama bem ao lado dele. Seus braços me envolviam.
- Só mais um pouquinho, vai... Vamos ficar mais um pouco aqui.
- Negativo, ! Pode levantar!
Me livrei dos seus braços e me coloquei de pé, coloquei as mãos na cintura e fingi uma expressão séria.
- Ainda estou esperando você levantar.
Ele se levantou e se "arrastou" até o banheiro; em questão de alguns minutos, voltou bem mais animado.
- Estou com fome. - seus braços envolviam minha cintura e ele fazia beicinho.
- Então, vou preparar o café, rapaz bicudo.
Fui até a cozinha, onde reuni os ingredientes para fazer panquecas. parou bem ao meu lado.
- Vou te ajudar.
Olhei incrédula para ele, e soltei um risinho. Comecei á misturar os ingredientes na tigela, quando pedi para me trazer a farinha; Ele abriu de qualquer maneira o pacote, e o conteúdo se espalhou pela cozinha.
- , olha só o que você fez!
- Foi sem querer, pô.
- Agora vou ter de limpar toda essa bagunça!
- Antes de você fazer isso, quero fazer uma coisa...
- O quê...?
lançou um punhado de farinha em minha roupa.
- Ah não! Você não fez isso, !
Apanhei um punhado maior de farinha e joguei em seu cabelo.
- Ah, é assim, né?
Não pensei duas vezes e saí correndo pelo apartamento. Com a câmera em minhas mãos, eu tirava fotos de com o cabelo e o rosto todo sujo de farinha, enquanto ele protestava e corria atrás de mim. Eram gritos e risadas o tempo todo; Até o momento em que cedi, me jogando no sofá com a respiração ofegante. fez o mesmo. Ainda dávamos risadas.
- Você fez de propósito!
- É claro que não, mozi. Foi sem querer...
- Não acredito em você.
Ficamos um tempinho ali discutindo de quem tinha sido a culpa, e acabou que teve uma idéia que não me agradou muito.
- Vamos postar uma foto de nós dois assim no twittter. É a maneira mais fácil de assumir nosso namoro.
Balancei a cabeça negativamente.
- , eu não acho que...
- Shiu! Vem cá...
me abraçou por trás e seu olhar era como se estivesse pedindo "por favor, vai!". Eu cedi sua vontade com um suspiro, e logo em seguida ergui minha câmera para tirar a foto, quando que já me abraçava me apertou contra seu corpo e tascou um beijo em minha bochecha, e meu sorriso se estendeu pelo meu rosto; E foi exatamente assim que ficou. Nós dois completamente sujos de farinha, me envolvendo em seus braços enquanto me dava um carinhoso beijo na bochecha, e eu sorria igual uma boba; a legenda no twitter dele foi a seguinte: "Você é a melhor parte do meu dia".
Eu com certeza ficaria um tempo sem entrar no twitter depois daquela foto que postou. O fandom iria me comer viva.

Depois disso, a semana demorou para passar e se seguiu difícil. Todos me encaravam e me tratavam de um modo diferente.
Na universidade, a maioria me olhava com desprezo - em especial, as garotas - e alguns me tratavam de maneira especial pelo fato de eu estar namorando . James foi a exceção, ele continuava o mesmo bom amigo de sempre.
- Obrigada - sussurrei enquanto eu e ele caminhávamos pelo corredor durante o intervalo.
- Exatamente pelo quê?
Havia um grupo de rapazes encostados em um armário próximo ao meu. Eles desviaram sua atenção á mim e ao James, o mais alto e robusto se aproximou de mim, James deu um passo á frente.
- Então, você é a namoradinha daquele mauricinho da One Direction? - seu sorriso era sarcástico e ele fez uma careta ao pronunciar "One Direction".
- Sim. Agora se você me der licença... - quando avancei dando meu primeiro passo, o rapaz investiu contra mim, James o deteve se colocando na frente dele.
- Deixe ela em paz! - James disse entre dentes.
- Não sabia que esse mala te protegia... - o rapaz ergueu as mãos em sinal de rendição, e foi se afastando calmamente – Desculpa aí, estressadinho! - o rapaz piscou para mim e em seguida, ele e seu "bando" deixaram o corredor. Suspirei.
- Por isso, Jay. Obrigada por estar ao meu lado.
- Não precisa agradecer, . - James afagava meu braço.

No trabalho, era diferente. As pessoas me tratavam bem demais em busca do que eu poderia dar em troca: autógrafos, pedidos para que e os meninos os seguissem no twitter, entradas para área vip, e até mesmo pedidos para que eu passasse o número.
de telefone de um dos meninos. A exceção na empresa, era meu patrão o sr. Reynolds, e seu fiel assistente Charlie, que não me tratavam de maneira especial. O que mais me magoava era o modo de como as fãs passaram á me tratar. Eu passei á me privar de entrar em redes sociais e raramente navegava na internet. Mas mesmo fazendo isso, toda vez em que estava caminhando pela rua, escutava os murmúrios e risadinhas sarcásticas: "Vadia!", "Não passa de uma interesseira", " tem dó dela. Por isso a namora", "Como é ridícula!".
Eu não comentava nada disso para o . Muito menos de alguns paparazzis que me seguiam grande parte do tempo. Eu não queria aborrecê-lo. Mas o que me preocupava é que eu não havia falado sobre o para meus pai. Eu tinha medo.

Capítulo 4 - Parte I

Já havia uma semana que não falava com meus pais. Eu sempre usava a desculpa de que estava exausta demais para ficar no Skype e prometia retornar a ligação em outro dia. Mas não adiantava ficar adiando. Uma hora teria de contar a verdade, mesmo que isso fizesse com que eu me tornasse uma decepção a eles. Conversei bastante com sobre isso. Claro que toda essa conversa foi por telefone em plena madrugada de sexta-feira.
- Então amanhã? - eu disse com pesar em minha voz.
- Sim, amanhã. - transmitia tranquilidade em sua voz para mim.
Do outro lado da linha, eu mordia meu lábio inferior, nervosa e ansiosa ao pensar de como seria essa conversa do namorado “celebridade” com meus pais.
- Ei !
- Oi amor...
- Vai dar tudo certo. Fica calma.
com certeza sorria do outro lado da linha, e não pude evitar fazer o mesmo. Com ele ao meu lado parecia que tudo iria dar certo.

Na manhã seguinte, acordei com uma terrível dor de cabeça e minhas pernas latejavam. Meu caminhar era rastejante, e eu resmungava feito uma velha. Minha mãe sempre dizia que quando sofríamos certa pressão, ou, quando algo mexia com nosso emocional, nosso corpo sentia e correspondia com dores. Ela estava certa.
Para minha alegria, creio eu que posso afirmar dessa maneira, a Syco deu três dias merecidos de folga para os meninos. Cada um já havia em mente o que iria fazer nesses tão preciosos dias. E , claro, estava firme no propósito de que iria falar com meus pais.
Não passava das 8h00 da manhã, quando minha campainha já soava e eu nem sequer hesitei em liberar a entrada, pois já sabia quem era.
- E então, disse o quê a eles? - os olhos de estavam atentos na minha expressão e mesmo se esforçando para não demonstrar nervosismo, eu conseguia sentir uma onda de ansiedade nele.
- Falei que precisava contar algo. – suspirei e, no mesmo instante, tocou minha mão.
- Não vai ser tão difícil assim, você vai ver.
- Jay acha que será uma surpresa e tanto, e que provavelmente a reação deles não será das melhores.
- Com certeza não. Está namorando. Com uma celebridade. Longe deles, sem o consentimento e observação deles. Mas vai dar tudo certo.
- Não está ajudando, .
Entortei meu lábio em um sinal de insatisfação e bufei. pegou em meu rosto.
- Vai dar tudo certo, ouviu?
Ele pronunciou a frase devagar. Um sorriso surgiu no canto do meu lábio e me beijou. Por mim, eu congelaria o momento e ficaria assim com ele pelo resto do dia.
Não demorou muito para que marcasse no relógio 19h00. O horário combinado para ligar e falar com meus pais.
- Pronto? - meu dedo pousava na tecla do notebook para dar inicio a chamada.
- Pronto. - me encorajou com um enorme sorriso em seu rosto.

Capítulo 4 - Parte II

A reação da minha mãe foi a pior. Sei que ela se esforçou para não ser desagradável na frente do , porém ela não conseguiu disfarçar a decepção. Seus olhos ficaram perdidos, e ela perguntou três vezes: , aquele garoto da boyband que você gosta? Daquela Úani Direquition?” Se fosse em uma outra situação, eu iria estar dando risada do modo como ela pronunciou o nome da banda, porém, parecia haver nojo na voz dela.
- Mãe, eu já tenho 18 anos e em breve farei 19. Se tive responsabilidade o suficiente para viajar ao exterior sozinha, tenho responsabilidade para assumir um namoro.
não compreendia quase nada. Eu traduzia algumas coisas que meus pais diziam, e traduzi a maioria do que ele dizia aos meus pais. Ele foi cordial, educado, e doce o tempo todo, fiquei surpresa. Quem dera que tanta sutileza e educação mudassem o pensamento dos meus pais.
Em resumo, meu pai concordou com o namoro. Claro, ele afirmou que estava decepcionado e achava que eu deveria focar apenas nos estudos. Mas, disse que havia decisões que somente eu poderia tomar e que infelizmente, ele e minha mãe não poderiam interferir nisso. Eu agradeci e suspirei aliviada. Minha mãe disse que precisava de tempo para pensar, e que depois falávamos novamente sobre isso.
“Click” e a janela se fechou.
- Ufa! - me levantei e andava de um lado para o outro, suspirando enquanto bagunçava meu cabelo ao deslizar meus dedos nervosos por ele.
Eu escutava os risos baixos de , caçoando meu nervosismo e tensão. Peguei uma das almofadas e lancei em seu rosto.
- Besta! - e disparei em uma gargalhada.
- Ah, então é guerra? - estava com outra almofada em suas mãos e já mirava em mim.
- Não, não... – nem sequer conclui a frase quando fui atingida.
- Ah, seu filho da mãe! - lancei outra e após isso, eu só via os vultos de rindo e lançando almofadas em mim e eu retribuindo. Após alguns minutos nessa “guerrinha de almofada”, o senti me abraçar com força pela cintura e me olhar diferente, como se estivesse pedindo por algo. Meus braços já estavam envolvidos firmemente ao redor de seu pescoço, e nossos lábios se movimentavam intensamente um contra o outro. Senti meus pés não tocarem o chão, logo, envolvi minhas pernas ao redor da cintura dele, desceu seu beijo para meu pescoço, e eu já podia sentir um beliscão no local e em seguida, minha pele ser puxada, eu arfei. Seu corpo caminhava com o meu em direção a cama, ele me deitou com cuidado e olhou em meus olhos, sua mão deslizava pelo meu rosto enquanto sua boca percorria do meu pescoço, para o meu busto, sua mão que se encontrava em meu rosto acompanhou sua boca e tocou em um de meus seios. Me veio um desconforto repentino, e todo aquele toque já não me causava sensação alguma de excitação. Suspirei e procurei fôlego para chama-lo.
- ... - minha voz era baixa, quase como um sussurro. continuava deslizando sua mão que se encontrava em meu seio, para minha barriga e em seguida parou no zíper da minha calça. Uni forças. – ! - dessa vez minha voz saiu mais alta e creio que ele notou minha tensão na mesma.
- O que foi? - a mão de que estava em meu zíper se direcionou para minha mão e segurou-a.
- Não consigo. Não hoje. A tensão da conversa ainda não passou. – tentei forçar um sorriso para melhorar o possível clima desagradável que iria surgir. beijou minha mão e seu sorriso foi sincero.
- Tudo bem.
Ele se deitou ao meu lado e me aninhou em seu peito.
- Me desculpa. Eu fiquei te perturbando com essa conversa, meus pais não foram simpáticos, e me neguei a te dar um pouco mais de mim. Desculpa. – me encolhi contra seu peito e enfiei meu rosto em seu pescoço.
- Está tudo bem. Acontece. Vem cá, vem. – ele puxou meu rosto e depositou um beijo na minha testa, eu sorri. Ficamos um período de tempo em silêncio, às vezes, nossos olhos se encontravam e sorrisos surgiam em nossos rostos, e então silêncio. Após esse período, começou a cantarolar “I Wish”. Entrelaçou uma de nossas mãos, e com a outra livre fazia cafuné em meu cabelo.
Oh, how I wish... Oh, how I wish that was me-ee-eee. Oh, how I wish that was me.
Adormeci.

Capítulo 5 - Parte I

No dia seguinte despertei com o humor bem melhor do que o dia anterior. ressonava tranquilamente ao meu lado com a mão apoiada sob minha cintura. Sorri e me esforcei para conter o riso. Quem acha que celebridade não ronca se engana redondamente. Me levantei e fiz minha higiene matinal, me lembrei que devido a semana corrida na Universidade e no trabalho, não tive tempo de fazer compra do mês. Fui conferir a geladeira: só havia a caixa de pizza de ontem com três pedaços do sabor favorito de , 1 litro de leite, alguns ovos, iogurte e um pouco de suco. Na dispensa, só havia cereal, miojo (meu frequente jantar), pipoca para microondas, e um pacote de biscoito. Mordi o lábio inferior e bufei, eu definitivamente não curtia fazer esses deveres de “dona de casa”, ainda mais agora que estava em outro país o qual tudo era diferente da minha terra natal. Eu estava agachada encarando a dispensa, no momento em que me levantei, veio silenciosamente por trás e me abraçou pela cintura.
- Por que a senhorita insiste em não me acordar?
Sorri.
- Porque o senhor estava em um sono muito gostoso e estava até roncando.
entortou os lábios e sua expressão se formou em uma careta. Eu gargalhei.
- Sério mesmo?
- Sério, . Você ronca.
Improvisei o café da manhã com ovos, cereal, iogurte, e o restante do suco. Me senti um tanto que desconfortável, pois eu não me importava em ter um café da manhã simples assim, porém com certeza só comia o que havia de melhor. Apesar de ter essa linha de pensamento, comeu “com gosto” tudo que havia na mesa. Mais tarde, me troquei, enfiei tudo que era preciso dentro da bolsa e fui fazer minha compra do mês com . Durante o caminho, fiquei rezando para que nenhuma fã me humilhasse ou desprezasse a mim na frente dele, iria ser mais vergonhoso e humilhante ainda teu namorado presenciar garotas que dariam a vida por ele, xingando ou esnobando a garota com a qual ele está namorando.
Logo no estacionamento, duas garotas que não deveriam ter mais que 16 anos nos abordaram e pediram por uma foto com . Claro que eu tirei, e claro que ambas me olharam feio o tempo todo. empurrava o carrinho, enquanto eu ia pegando o que era necessário das prateleiras, eu conseguia sentir os olhares sob nós, os cochichos e a surpresa das pessoas por ver normalmente no mercado com sua namorada. No caixa, fomos abordados por quatro garotas, deduzi que uma delas deveria ter minha idade, ela era alta, magra, suas maçãs eram bem rosadas e seu cabelo era cacheado e loiro, ela se apresentou como Louise e para minha surpresa, Louise e suas amigas gostavam de mim.
- Você é estrangeira, é directioner, é uma garota tão normal quanto nós e tem feito muito bem para meu ídolo. Por que iria te odiar? – creio que minha expressão era muito surpresa e assustada, pois ela falou sem eu nem sequer dizer uma palavra. Eu sorri e tirei a foto com o mesmo sorriso no rosto. Em seguida, quando e eu estávamos prestes a nos afastar e despedir, Louise tocou minha mão.
- Tira uma foto conosco, .
Não acreditei. Louise e as meninas ficarem no meio, eu estava no canto esquerdo, e ao canto direito. Eu definitivamente não servia para ser uma celebridade, por exemplo. Meu sorriso era tímido, eu não era magra igual a maioria das inglesas, e não estava com a minha melhor roupa, não tinha os olhos claros e o rosto desenhado, nem os cabelos compridos e loiros, era apenas eu: com o quadril mais largo que de qualquer inglesa, coxas e pernas grossas, bumbum empinado, busto maior que o delas, cabelos lisos e escuros um pouco abaixo do meu peito, olhos castanhos escuros, pele morena e minha misera altura de 1,63 cm. Eu era o oposto delas. era o tipo de rapaz a altura das meninas, e eu não pude deixar de reparar no lindo sorriso maroto que ele dava toda vez que via uma fã, e que inclusive marcou presença na foto.
- Iremos postar ainda hoje no twitter. e , seria pedir muito um “follow”?
Está bem. Acho que estou em um sonho o qual uma directioner pedia por uma foto e pelo meu twitter, ao invés de me humilhar ou me discriminar.
- Claro que não. Eu e a ficaremos de olho nos mentions, e eu pelo menos, prometo meu follow.
Eu afirmei que sem sombra de dúvidas, elas já haviam conquistado meu follow. Após esse breve e maravilhoso momento, e eu fomos caminhando lentamente para o carro enquanto conversávamos.
- Eu acho que deveríamos ter mais pressa em chegar ao carro – disse.
- Por quê? Temos algum compromisso do qual eu não saiba?
- Não, é porque estou com fome mesmo.
Caímos na risada.
- Tive uma ideia! – pegou minha bolsa e a colocou no carrinho.
- Amor, o que você... – não pude concluir a frase, pois já estava nos braços de . Dei um gritinho enquanto ria, me colocou dentro do carrinho.
- Pronta? – imitava aceleração de um carro, e aquele mesmo sorriso maroto já estava em seu rosto.
- Pronta! – fechei e apertei os olhos enquanto gargalhava ao sentir empurrando com força e correndo com o carrinho comigo dentro. Se alguém nos flagrasse fazendo aquilo, com certeza iria ou brigar conosco, ou rir de nós, ou nos dar uma bronca por trazer risco de bater o carrinho em um dos carros parados.

Capítulo 5 - Parte II

Infelizmente, eu tinha apenas mais um dia com meu namorado. Mais tarde, teve a brilhante ideia de jogarmos uma partida de XBox com um jogo da UFC. Obviamente, ele permitiu que eu ganhasse algumas vezes e após isso, ferrou comigo. Foi divertido, enquanto durou...
- Puta! Esqueci que tenho um trabalho para fazer. Vou ver se o Jay já encaminhou a parte teórica em meu e-mail e vou fazer a parte prática sozinha mesmo – apressadamente apanhei em meu quarto meu notebook e minha câmera. apenas me observou por alguns instantes, como se quisesse dizer algo. Eu preferi não dizer nada, pois era injusto eu decidir fazer aquilo nesse exato momento que estamos juntos, mas se tratava da minha nota e da minha média que precisava se manter alta para que eu não perdesse minha bolsa.
Eu li “mais ou menos” a parte teórica feita pelo James e o respondi.
“Estou impressionada! Com essa sua parte metade da nossa nota já está garantida. Valeu, Jay xx”
se esticou ao meu lado para ver o que eu estava fazendo. Com os cantos dos olhos, eu sorri.
- Vou terminar rápido, amor. Prometo.
apenas suspirou alto e voltou-se para seu jogo. Eu comecei a vagar pela casa á procura do objeto que seria a vitima do meu trabalho. Em nosso tema, era necessário que nosso esboço de book fosse fotografado todo em preto e branco e que fosse transpassado algo “impactante” de certa maneira. Fiquei imaginando. Mordi o lábio inferior, olhei pela sacada da sala, meus olhos percorriam meu apartamento com a câmera em mãos, eu resmungava, bufava, mordia o lábio novamente.
descontraidamente tirou sua camiseta e se espalhou em meu sofá, ficando mais a vontade, seus dedos percorreram pelos seus cabelos os bagunçando, sua expressão se formou com as sobrancelhas semi-cerradas e com os lábios sendo entortados seguidamente de uma careta. Automaticamente me veio uma onda de arrepios, e senti minhas pernas tremerem um pouco, eu pisquei e sorri soltando em seguida uma gargalhada.
- O que foi? – me encarava confuso, e surgiu um sorriso em seus lábios.
- Eu estava à procura do que eu precisava, porém o que preciso está bem aqui na minha frente, deitada em meu sofá jogando vídeo-game!
se auto-analisou e já balançava sua cabeça negativamente tentando conter a risada.
- Não, ! Nem pense nisso...
- Ah, por favor, ! Por favor, vai? Ninguém precisa saber que é você.
- E como você pretende fazer isso?
- Confia em mim?
- Claro.
- Está bem então. Preciso que desça um pouco mais sua calça e o mesmo equivale a sua cueca. Quero que fique bem a amostra essa linha do seu abdômen próxima ao cós da calça.
- Hm, não é mais fácil eu tirar a roupa?
- NÃO! – eu gargalhei – Se comporte, amor. Estou trabalhando.
- Tudo bem então, mais depois quero um encontro com a fotografa.
Eu sorri. seguiu as minhas ordens, logo fotografei a linha de seu abdômen e permiti que seu umbigo e sua calça ficassem em segundo plano na fotografia. Após isso, o fotografei de costas, com uma das mãos em seu cabelo e seus dedos se entrelaçando ao mesmo. A próxima eu foquei em seu sorriso maroto o qual eu gostava tanto: focalizei no canto da sua boca com metade de seus dentes amostra e dei destaque a uma de suas maçãs e permiti que a ponta de seu nariz fizesse parte da foto como algo que foi “sem querer”. Era o que precisava. Depois do meu momento “fotografando meu namorado celebridade”, olhei para o relógio e reparei que já passava das 18h. Está bem, era hora de dar atenção devida ao .
- Mô, eu quero te levar para um lugar. Você aceitaria? – me encarava e seu olhar era doce, e eu pude jurar que vi um esboço de beiçinho no canto da sua boca.
- Mas já está ficando tarde, amor...
- Isso não é problema. Confia em mim? – piscou e deu uma risada baixa, pois notou que havia usado a frase que eu mais dizia a ele.
- Claro – eu sorri ternamente para ele.
- Se troca, leva uma troca de roupa, porém, nada além de roupa e sua câmera.
Eu abri a boca para questionar, mas a tapou com a mão.
- Shiu. Apenas faça isso, .
E assim o fiz.

Continua...

 

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