Pov. Demétria
Na minha vida eu sempre tive tudo que alguém poderia querer, pais maravilhosos, muito dinheiro para gastar com o que eu quisesse, namorados lindos... Quem diria que eu acabaria como estou agora, a caminho do Internato Dark Side, que fica em uma cidade no interior da Carolina do Sul. O que eu sei sobre esse Internato? Nada. Porque eu estou sendo mandada para lá? Ah, isso eu sei muito bem.
~lembranças on~
Tinha sido um dia muito longo, eu havia acordado cedo para ir para a escola e depois tive que gastar a minha tarde terminando com o meu namorado (agora ex-namorado). Ele se chama Derek, é bonito, mas me cansei dele.
Ás 22h30 me despedi dos meus pais, dando um beijo na bochecha de cada um e fui dormir. Peguei no sono muito rápido e dormi como uma pedra.
Acordei com barulhos muito altos, eram sirenes de polícia, olhei pra o relógio ao lado de minha cama, eram 4h30 da manhã. Me levantei e fui perguntar aos meus pais o que estava acontecendo.
Fui até a enorme suíte deles, mas eles não estavam lá. Desci as escadas rápido e quando olhei para baixo, vi uma cena que nunca mais vou esquecer. Meu pai e minha mãe caídos no chão da sala, os dois estavam sangrando e já mortos. Fiquei estática. Os policiais arrombaram a porta da sala, mas haviam chegado tarde demais. Tudo escureceu de repente. Desmaiei.
Acordei em uma cama pequena de hospital e uma mulher usando fardas de policial se levantou quando viu que eu tinha aberto os olhos.
- Oi querida, está melhor? Você é Demétria Benson, não é?
- Sou sim, o que aconteceu? Por que estou aqui?
- Oh querida, você não se lembra... – Disse ela tensa.
- Fala de uma vez! - Eu disse já um pouco alterada.
- Ok então. Um inimigo político do seu pai mandou um homem para matar sua mãe, você e ele. Ele invadiu a casa, atirou em seus pais, mas não te achou e foi embora, quando você viu a cena passou mal e desmaiou.
Começo a chorar no mesmo segundo e sinto algo que nunca senti antes.
- Já vou indo querida, fique bem. - A mulher de farda vai embora e fecha a porta. Me encolho na cama e continuo a chorar.
Mais ou menos uma hora depois uma enfermeira morena entra na sala.
- Demetria Benson, não é? Lhe trouxe alguns calmantes. - Diz ela alegre me mexendo na seringa da injeção.
- NÃO TOCA EM MIM! – Grito alto.
- Calma querida, não vai doer.
- MATARAM OS MEUS PAIS E ALGUÉM TEM QUE SOFRER POR ISSO, ACHO QUE VAI TER QUE VER VOCÊ. – Me levando rápido e arranco o caninho de soro do meu braço. Pego a seringa da mão dela e a empurro no chão. Pressiono a agulha em seu pescoço fazendo um rasgo enorme. Ela grita alto. Dois enfermeiros fortes chegam e me seguram.
- ME LARGUEM, EU VOU MATAR ELA, VOU MATAR ELA, ALGUÉM TEM QUE... – Antes de terminar a frase aplicam os calmantes em mim e apago.
~lembranças off~
Acordei um tempo depois e me disseram que a enfermeira morena estava quase morrendo, em estado gravíssimo, passei por umas avaliações e psicólogos e eles disseram que eu estava traumatizada, com surtos psicóticos e síndrome do pânico. Então fui mandada para o Internato Dark Side, onde eu seria tratada por tempo indeterminado, até porque eu não tinha nenhum parente vivo, tinha que ficar em algum lugar. E eu estava a caminho de lá, em um carro mandado a New York só para me buscar, e depois de horas de viagem de carro e avião estávamos chegando à pequena cidade na Carolina do Sul. Eu usava meu vestido favorito, um florido da Channel, sapatilhas e bolsa da mesma marca. Estávamos chegando e eu não fazia ideia do que me esperava.
Pov. Sophie
Eu não estou acreditando que aquela coisa – que infelizmente tenho que chamar de prima – Charlotte está me levando para o internato Dark Side, bem eu já tinha ido a esse internado a uns 4 meses atrás e tinha conseguido fugir a primeira vez, foi bom fugir porque eu nunca fiz nada só alguns assaltos, piercings em toda minha orelha e algumas tattos básicas sem autorização (sim, eu sou menor de idade, tenho 17) e algumas noites fora de casa mas nada demais, mas graças a ela minha vida virou de cabeça pra baixo, graças a ela eu perdi as únicas pessoas que um dia me amaram de verdade.
~lembranças on~
- Ah, cala a boca Charlotte não esta vendo que já estamos chegando ao sitio ? – eu disse já impaciente por ela não calar a boca e toda hora perguntava se faltava muito.~lembranças off~
Desci do carro que um dos “médicos” que trabalham no internado foi me buscar – sim eles me encontraram, na casa da Jennifer (minha única e melhor amiga, ou era o que eu achava até ela me denunciar para o internado novamente). Mas tudo bem, ela iria se ver comigo. Sai do carro em disparada e direção à sala principal eu usava um blusa com uma caveira grande e uma jaqueta de couro por cima, jeans e meu inseparável all star.
POV. Demétria
Desci do carro e atravessei o enorme jardim em direção à gigantesca construção antiga no centro dele. Uma mulher me esperava na porta do Internato, ela era baixinha e tinha cabelos escuros presos em um coque bem arrumadinho.
- Você deve ser Demétria Benson, certo? – Ela tentava parecer gentil.
- Sou sim.
- Seja bem-vinda ao Internato Dark Side. Venha comigo até minha sala. – Peguei minhas malas e segui a mulher através de um corredor vazio.
Entramos em uma sala com paredes brancas, uma mesa preta com duas cadeiras da mesma cor, uma de cada lado, e um enorme armário encostado em uma das paredes.
- Sente-se, o meu nome é Sra. Grenee, sou a coordenadora daqui. – Me sento e coloco as malas no chão.
- Bom, como já deve saber você está aqui para se curar de seus problemas psicológicos, assim como todos os outros internos daqui.
Ela se levanta, abre o armário, pega uma sacola de pano pequena e diz:
- Aqui dentro está tudo que poderá usar aqui, suas malas ficam comigo e a roupa que está usando fica com você para as ocasiões especiais.
Me senti feliz por estar usando meu querido vestidinho florido da Channel. Se tinha alguma roupa que poderia me fazer me sentir mais feliz, com certeza era ele.
- O seu quarto é o 635. – Continuo sentada na cadeira segurando minha sacola de pano. – Está esperando o quê? Pode ir! – Me levando e saio sem me despedir.
Ando pelos corredores sem graça até que encontro meu quarto. Ele é pequeno, um banheiro, duas camas e duas cômodas com materiais escolares em cima delas. Isso quer dizer que vou ter uma companheira de quarto, meu deus, isso não vai dar certo.
Escolho uma das camas, sento nela e abro minha sacola: dois vestidos pretos de manga longa, um pijama preto e um par de sapatilhas sem graça. Isso só pode ser brincadeira!Bom... pelo menos tenho o meu Channel.
De repente a porta se abre e vejo uma menina com muito piercings, tatoos e uma blusa de caveira.
- Oi, sou Demétria Benson. – Tento ser gentil, a menina me analisa da cabeça aos pés.
- Tanto faz! – Ela diz jogando a sacolinha um pouco diferente da minha na cama que sobrou, ignoro a grosseria.
- Qual o seu nome? – Sorrio.
- Sophie Bittencourt. – Ela me analisa da cabeça aos pés outra vez.
- O que uma patricinha certinha como você fez pra vir parar no inferno? – Ela diz, sendo grossa de novo.
- Os médicos disseram que adquiri traumas sérios, síndrome do pânico e surtos psicóticos graves depois da morte dos meus pais. Tentei matar uma mulher. – Ela me olha com cara de surpresa.
- Poxa, patricinha perigosa, hein?
- Para de ser grossa menina! – Perco a paciência.
- Quem é você para mandar em mim? – Parto pra cima dela e seguro com força a gola da blusa dela.
- Você não sabe com quem está se metendo. – Digo perto do seu ouvido.
Ela levanta as mãos como se estivesse com medo e faz cara de sarcástica. Solto sua blusa e volto para minha cama. Um silêncio tenso domina o quarto.
POV Sophie
Segui para a sala da Sra. Grenee e entrei sem bater, só então percebi que já tinha um interno lá dentro, era um garoto alto, cabelos castanhos, olhos da mesma cor que o cabelo, era bonito.
- Sra. Bittencourt, bata na porta! – Sra. Grenee disse se levantando depressa, fazendo o garoto me olhar assustado.
- Desculpa aí, to saindo. – Eu disse fechando a porta. Esperei por 15 minutos na salinha de espera até que o garoto saiu.
- Qualquer coisa, Sr. Payne, venha me avisar. – Sra. Grenee disse para ele, parecendo simpática.
O garoto concordou com a cabeça e piscou pra mim de um jeito estranho, olhei pra ele pensando: what fuck you doing?, ele se virou e foi embora.
- Agora sim pode entrar Sra. Bittencourt. – Me levantei e entrei naquela sala ridícula.
- É bom revê-la, querida. – Ela diz sorrindo.
- É bipolar agora? – Respondo grossa.
- Duvido fugir dessa vez, reforçamos a segurança. – Sra. Grenee diz, sentindo-se vitoriosa.
- Vamos acelerar as coisas? Pode entregar as roupas. – Ela me entrega a sacolinha, a minha era diferente, jeans e t-shirts ao invés de vestidos e um all star substituindo a sapatilha. Sra. Grenee sabia que eu não ia usar aquelas roupas horríveis.
Saio da sala e sigo para o quarto 635, onde eu ia ficar. Abro a porta do quarto e vejo uma patricinha lá dentro, OMFG!, uma PATRICINHA no MEU quarto. Ela vem puxar conversa comigo, mas não dou importância e sou grossa mesmo! Ela se estressa e parte pra cima de mim. Meu Deus, que menina ridícula. Ela chegou até a me ameaçar, que nervosinha!
Um tempo depois alguém bate na porta e vou atender. Quando abri vi que era a única pessoa com quem havia conversado antes de fugir do internato. Meu melhor amigo.
- NIIICK!! – Grito e pulo em cima dele.
- SOOPH!! – Ele diz me girando no ar.
POV Demétria
Depois de um tempo, um amigo da insuportável com quem eu (infelizmente) tenho que dividir o meu quarto foi visitÁ-la e MEU DEUS, como ele era lindo! Mas whatever, ela saiu para conversar com aquele gato, então eu me troquei e fui dormir. Acordei com uma sirene muito alta, nossa, que maneira gentil de acordar os internos! Guardei o pijama preto na minha cômoda e peguei um dos dois vestidos iguais que Sra. Grenee havia me dado. Apesar de eu ser bem magra, o vestido ficou justo, as mangas cumpridas bem coladas nos meus braços, não ficou tão ruim quanto achei que ficaria. Acho que eles não queriam que houvesse “romances” no Internato, porque os vestidos ficavam na altura das canelas, para evitar que os garotos olhassem nossas pernas. Mesmo assim dou um jeito de encurtá-lo até um pouco acima dos joelhos, para ficar mais apresentável.
Sophie continuava dormindo, mas não a acordei. Coloquei minhas sapatilhas, peguei o material escolar de cima da cômoda e saí direto em direção à aula, pois havia decidido não tomar café da manhã.
Segundo o horário que estava colado dentro do meu caderno, a minha primeira aula era História, entrei na sala e me sentei em uma carteira vaga bem perto da lousa. Sophie chega na segunda aula e parece não ter se importado por eu não acordá-la. As seis aulas passam super rápido e já era aula do almoço, vou até o refeitório, pego um cheeseburger e me sento em uma mesa vazia. De repente, um menino de cabelos cor de mel e olhos da mesma cor chega sorridente e se senta em minha frente. Uau! Como tem menino bonito nesse lugar!
- Oi! Você é nova aqui, não é? – Ele diz, sendo gentil.
- Sou sim, meu nome é Demétria Benson, você é o...
- Liam, Liam Payne. Cheguei semana passada, é tão estranho ver todos os garotos usando essas calças pretas, essas t-shirts e esses tênis sem graça, sabe? Todo mundo igual... - Diz ele tentando puxar conversa.
- Também acho, odiei esse vestido, ficou horrível em mim! – Minto um pouquinho.
- Que nada! Você tá maravilhosa, aliás, uma garota tão linda quanto você fica bem em qualquer roupa. – Sinto que fiquei vermelha e não digo nada.
- Então, hoje à noite o meu companheiro de quarto, o Nicholas, vai dar uma festa, quer ir? – Ele fica um pouco envergonhado.
- Mas isso não é contra as regras?
- Não é não, a Sra. Grenee autorizou, ela deixou até a gente usar nossa roupa de visita!
- Então ok, combinado!
- Então te vejo hoje, às dez, quarto 112. – Ele diz se despedindo de mim com um beijo no rosto que me faz corar e vai embora.
Uau! Uma festa no meu primeiro dia! Mas ainda havia a tarde pela frente e todos nós teríamos consulta com a psicóloga.
POV Sophie
Depois que o Nick foi me ver, fomos passear pelo pátio daquele inferno chamado de Internato.
- Eu senti sua falta, meu baixinho. – Eu disse bagunçando o cabelo dele.
- Eu também. – Ele disse me abraçando.
Nick tinha uma queda por mim, mas eu sempre deixei bem claro que ele era como um irmão, não ia rolar nada.
- Hey, amanhã vai ter uma festa lá no meu quarto, topa? – Ele diz ficando de frente pra mim.
- Ah...
- Não aceito um não como resposta, princesa. – Ele diz pegando minha mão e fazendo cara de coitado.
- Tudo bem, eu vou. O que eu não faço por você, né? – Ele me abraça levantando-me do chão e me gira no ar.
Vamos até a porta do meu quarto, nos despedimos e ele vai embora. A patricinha já estava dormindo, então resolvo fazer o mesmo.
Acordo com aquele sinal desgraçado, mas fico na cama, decido bolar a primeira aula. Alguns minutos depois, me levanto e coloco uma das calças jeans e uma t-shirt que veio na minha sacola, e é claro, meus all stars .
Chego à sala na segunda aula e vejo a idiotinha, aff, ela senta na frente! Olho para o fundo da classe e vejo Nick, que guardava uma carteira pra mim.
- Oi pequena. – Ele diz.
- Oi. - Eu digo dando um beijo em seu rosto, mas ele se vira e rola um selinho.
- Você fez de propósito! Idiota! - Digo de queixo caído e corada.
Ele faz cara de safado, também corado e tenta arrumar uma desculpa, mas desiste. As aulas passam muito devagar, chatas como sempre. Na hora do almoço eu não como nada, até porque a comida daquele lugar é horrível, na boa, mas me sento junto com Nick.
- Aquele é o meu companheiro de quarto, o Liam. - Nick diz, apontando para um garoto que conversava com a patricinha.
- E aquela com quem ele ta conversando é a minha. Denise, Dakota, Demétria, sei lá o nome dela.
- Uou! Linda, muito linda! Tenho chance? – Ele diz analisando a garota da cabeça aos pés.
- Você sabe que tem chance com todas, bobão.
Ele me olha levantando uma das sobrancelhas, com cara de safado.
- Menos comigo... – Tento me corrigir, morrendo de vergonha.
- Mas...
- Nick, não vamos começar... – Digo, cortando ele.
- Mas Soph, só uma chance para...
- Tenho que ir Ni... - O corto de novo e saiu mandando beijinhos.
Até que esbarro em um garoto super alto e caio no chão.
- Nossa, me desculpa... – Diz o garoto estendendo a mão para me levantar.
- Que isso, não foi nada. – Eu digo me levantando.
- Sou Iam, Iam Keaggy. – Só então olho para ele e OMFG! Que pedaço de mau caminho! Bem o meu estilo, tattos, jaqueta de couro...
- So-sou Sophie Bittencourt. - Digo, gaguejando.
Me despeço e vou embora. Meu Deus, espero que esse garoto vá à festa hoje à noite. Mas até lá tem muito chão: consulta psicológica, um quarto pra limpar, roupas pra escolher...
POV Demétria
Ás 15h30, depois da minha consulta com a psicóloga do Internato, a Sra. Grenee me chama em sua sala.POV Sophie
Depois daquele consulta ridícula com a psicóloga idiota do Internato vou para o meu quarto, me deito e fico ouvindo minhas músicas. É a única coisa que sempre está comigo. Vi a patricinha chegando e chorando pra caramba. Quando deram umas 17h me troco e saio para a maldita festa do Nick. Coloquei as roupas de sempre e minha jaqueta de couro, então saio em direção ao quarto 112. Antes de chegar lá vejo Iam ir a minha direção.
- Eai... – Ele diz me dando um beijo no rosto.
- Oi, to indo pra festa do Nick, você vai?
- Vou sim, mas antes preciso passar no meu quarto pra me trocar, quer ir junto? - Ele diz, dando um sorriso malicioso.
Fico em dúvida se devo ir ou não. E se ele tentar alguma coisa?
- Ok – Digo sem perceber.
O quarto dele era duas portas depois do meu. Vejo que só há uma cama no quarto.
- Não repara na bagunça. – Ele diz.
- Você não tem colega de quarto?
- Não, por quê? – Ele se aproxima de mim e me olha maliciosamente.
- Nada, seu bobo.
Me sento em sua cama e ele vai para o banheiro se trocar. Meu Deus, o quarto dele era cheiroso! Alguns minutos depois ele sai do banheiro. OMFG! Ele usa uma calça jeans, blusa branca, jaqueta de couro e all star.
- Vamos, bad boy? – Digo me levantando.
- Vamos bad girl.
Vamos ao quarto do Nick e entro sem bater.
- Oi Nick, esse aqui é o meu amigo Iam. – Digo indo em direção a um mini bar que ele arrumou e pegando uma garrafa de vodka.
- Eai... – Nick responde. Iam e eles se encaram de um jeito estranho.
- Quem quer vodka? – Pergunto quebrando aquele clima.
Liguei o som no volume máximo e me sentei na beirada de uma das camas, logo Nick e Iam se sentaram perto de mim para dividirmos a garrafa que eu tinha nas mãos. Aos poucos o quarto 112 foi se enchendo de internos e aquilo realmente estava virando uma festa. Demétria chegou junto com aquele menino bonito, acho que o nome dela era Liam, Liam Payne. Iam não saia do meu lado, e cara, ele era muito engraçado, entre um gole e outro de vodka ele fazia com que eu me matasse de rir. De repente a música para.
- Vesh! Esse cara vai levar um fora, aposta quanto? – Iam fala antes que eu possa perceber que Liam subiu em uma cadeira.
- Ah, coitado dele Iam, mas ok, tá apostado! – Respondo confiando que a patricinha vai ser idiota o bastante para dar uma chance para ele.
- Se ele realmente tomar um fora o que eu ganho? – Ele diz, malicioso.
- Você escolhe! – Assim que termino de dizer isso vejo Liam descendo da cadeira com cara de idiota e Demétria saindo do quarto morrendo de rir, fazendo com que todos riam também.
- Ha-Ha, ganhei! – Iam diz debochando de mim e me fazendo rir muito alto, tenho que admitir que já estávamos um pouco alterados por causa da bebida.
- O que tem de engraçado nisso? – Liam diz indo em minha direção e empurrando meu ombro com força, mas sem fazer com que eu me mova.
- Você levando fora da Demétria! Ha-Ha-Ha! – Respondo enrolada, eu estava realmente um pouco bêbada!
Ele tenta me derrubar, me empurrando outra vez, mas Iam entra no meio e dá um soco em seu rosto, o que faz com que ele caia no chão. Liam se levanta e tenta acertar Iam de volta, mas Nick entra no meio e encosta Liam na parede, contendo-o. Seguro o pulso de Iam e puxo ele para fora do quarto.
- Nick, tenho que levar ele embora, a gente conversa depois, desculpa por isso. – Digo enquanto saio.
- Olha, desculpa Sophie, eu não queria causar tudo isso, mas ele tava falando de você, não suporto isso. – Iam diz assim que bato a porta do quarto.
- Não, tudo bem, mas não faz mais isso, promete? – Digo abraçado ele.
- Só com uma condição... Nós vamos passear, conheço uma saída e minha moto está lá fora.
- Ok, mas assim eu já estou pagando a aposta, certo?
- Até o fim da noite você paga.
Ele me pega pela cintura até que chegamos a um muro baixo, o escalamos e pulamos para o outro lado. Ele senta na moto que está estacionada bem na frente do muro e me sento atrás dele.
E assim vai passando nossa noite, demos várias voltas pela pequena cidade da Carolina do Norte, um conhecendo um pouco mais do outro. Quando percebemos já eram 4h da manhã decidimos voltar. Pulamos o muro de volta e paramos na porta do meu quarto.
- Gostou da noite, pequena? – Ele sussurra no meu ouvido.
- Adorei.
- Agora é a hora de você pagar a aposta. – Ele se aproxima de mim e me beija. Era o primeiro garoto que fazia o meu coração bater daquele jeito estranho e eu também sentia o dele batendo nesse ritmo diferente. Ele me puxava pela cintura, cada vez mais para perto dele. O beijo rolava em um ritmo “música de balada”, era como se no mundo se existíssemos eu e ele.
- Agora a noite ficou perfeita. – Ele sussurra me abraçando forte. – Gostou de perder a aposta? – Ele pergunta me fazendo gargalhar alto.
Me despeço com um selinho demorado e entro no meu quarto suspirando. Meu Deus, desde quando um garoto que você conhece a menos de 24h te deixa assim, Soph? Isso era realmente novidade.
Continua...
Oii, essa é a nossa primeira fic e queríamos pedir que gostando ou não da nossa história, que vocês comentem. Quem escreve fic como a gente sabe que é muito legal quando vemos que as pessoas gostam da nossa fic, e se não gostam, também adoramos ouvir as críticas (construtivas). Estamos bem desmotivadas para escrever, então, se você lê a Internato Dark Side e curte (ou não), deixe sua opinião. Beijos, Ana e Mari.