Forever Discovery Kids

Escrito por Camilla Lima - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Flavinha
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Capítulo 01

- , termine logo de se arrumar, não quero chegar na praia tarde! ? gritava já na porta do quarto do hotel.
- Ai, calma! Já estou indo! ? gritei do banheiro.
Tinha chegado a Laguna Beach um dia antes, pois no outro dia os meninos do The Maine tinha organizado um luau na praia de Treasure Island Beach. Pra comemorar a volta deles e dos amigos da turnê. Lá estariam o Hey Monday, Friday Night Boys, Cobra Starship, All Time Low, e claro tenho que destacar que meu melhor amigo desde infância era o Jack. E claro não poderia faltar os meninos do Forever The Sickest Kids, adorava quatros pessoas da banda só. O quinto, chamado , era uma pessoa que nem queria chegar perto. Nossa, como ele me tirava do sério! Lembro-me do dia em que eu o conheci, super legal, divertido. Só que quando passei a namorar o John ele virou a pessoa mais chata e irritante do mundo e ainda tinha que aguentar ele mais ainda só pelo fato dele ser o melhor amigo do John, que por sinal eu o namorava há dois anos. Nossa, como eu estava com saudades dele meu, não via a hora de chegar naquela praia e passar a noite inteira com ele.
- Estou pronta! ? disse saindo do banheiro, já pegando minha bolsa que estava em cima da cama.
- Você vai com essa blusa mesmo? ? perguntou rindo.
- Ah, claro que sim! ? disse olhando pra ela e rindo. Era uma camiseta que tinha escrito "Jack eat me". Jack me deu de presente de aniversário, disse pra mim que tinha sido o melhor presente que ele tinha me dado em toda a sua vida. Gostava dela, por conta das cores e do modelo. Pra completar o look estava usando uma short jeans rasgado na borda e um casaco preto, caso se fizer frio mais tarde. ? Vamos logo, cadê a chave do carro?
- Está comigo. ? falou toda apresada já fora do quarto. Peguei o elevador com a mesma e partimos em direção ao estacionamento e entrando no carro.
- Como estão indo as coisas com o , ? ? perguntei ligando o som do carro e colocando Forever do Papa Roach.
- Ah , estamos ficando ainda, como você já sabe. Só que não sai disso, e você sabe muito bem que eu gosto dele. ? falou fazendo bico.
- Sabe, se eu fosse você deixava rolar, como está fazendo. Mas se demorar de mais, mais do que já demorou né! Você chama ele pra conversar e termina se não der certo. ? falei olhando pra ela e olhando pra estrada. ? Sinta-se abraçada por mim ? ri fazendo a mesma rir também. O lance deles dois era muito complicado. Ela tinha ciúmes dele se ele olhava pra outras, e ele dela. Teve um dia que o pegou briga com um cara na rua só pelo fato dele ter olhado pra ela e feito um comentário. Isso eles só estavam ficando a uma semana. A briga foi feia e o acabou saindo com a boca inchada, pelo seu drama ela passou três dias na casa dele. Não achei ruim, o John ficou os três dias na minha, mas essa brincadeirinha dos dois já vai pra quase três meses. É esperar pra ver o que vai rolar.
Estávamos quase chegando e o sol já começava a se por. Depois de uns minutos ainda dirigindo estacionei o carro no lugar onde dava pra ver a praia todinha de cima. Descemos do mesmo e encontramos o Jack saindo do carro com uma garota.
- Jack! ? gritei correndo e abraçando ele.
- Hey , que saudades de você! ? falou me abraçando forte. ? Como está?
- Estou melhor agora né, vou ver o John ? disse sorrindo.
- Ah claro, e ai ? ? falou cumprimentando a mesma.
- Oi Jack, como vai? ? disse a mesma.
- Bem. Gente, quero apresentar a vocês minha namorada, Sophia. Sophia essa é a , a amiga de infância que te contei.
- Ah claro, como vai ? ? cumprimentou a mesma.
- Ótima, e ansiosa pra ir logo pra praia ? disse sorrindo. ? Vamos logo, gente! ? puxei pelo braço e desci as escadas que levava à praia.
Chegando lá encontro meus amigos reunidos em perto de uma fogueira, e perto tinha como se fosse uma casinha, onde seria o local dos bombeiros ficarem de dia. O local estava todo iluminado com lâmpadas amarelas. Falei com os meus amigos, e já fui procurando pelo John. Que por incrível que pareça ninguém sabia onde ele estava, nem o resto dos meninos do The Maine sabia... Então resolvi falar com o , pra ver se pelo menos ELE saberia onde o John estaria.
- Oi, ? falei olhando pra ele que estava sentando ao redor da fogueira tomando cerveja e comendo marshmallows. Quem em sã consciência comeria e beberia os dois juntos? Resposta fácil. !
- Fala , senta ai e pega uma cerveja ? disse me encarando e sorrindo. Fiz o que ele disse, sentei, peguei uma cerveja e passei um tempinho ali conversando com meus amigos. Estávamos ao som da música Innocent do Stereophonics. ( N/A: coloque pra tocar se quiser, ela é BEM supimpa *-* )
- , vou te perguntar uma coisa e por favor, não mente. ? disse.
- Fala o que é.
- Onde está o John? Ninguém sabe onde ele está... Me diz que você sabe!
- Hum, dessa vez eu não sei. Ele tava aqui mais cedo e saiu, deve ter ido em outro lugar pra comprar algo, ou...
- Ou o que? ? interrompi.
- Ou deve estar agarrando alguma garota por ai ? disse dando uma risada de leve.
- Vá se ferra, . ? disse já irritada
- Hum, você que sabe... Mas sério mesmo, eu não faço a mínima idéia onde ele esteja. ? concluiu tomando o resto de sua cerveja e olhando sério pra mim.
- Sabe, você fala essas coisas pra me irritar... Porque TODOS aqui, sabem que você é apaixonado por ele.
- Olhe lá o que você fala. Não sou gay, e se você quer saber, eu gosto de uma garota ai. ? disse balançando o dedo pra mim.
- E quem é?
- É uma garota ai, não posso falar. Pelo menos não agora. ? disse pegando mais cerveja. ? Quer mais uma?
- Quero, faz algo de útil e enche meu copo.
- Ok ? falou enchendo e me entregando.
- Valeu ? falei me levantando e saindo.
- Aonde vai? ? pergunta o mesmo já em pé.
- Andar, posso? Já passei mais de uma hora ao seu lado e nada do meu namorado. Então, do seu lado não quero ficar.
- Ok, vai então. Não estou com suas pernas.
- TÁ! ? olhei feio pra ele e dei as costas indo em direção oposta de onde estávamos. A medida que ia andando, olhava pra trás e sentia o olhando pra mim. Resolvi não ligar e continuar. O mar estava agitado perto de umas pedras, e começava a fazer frio.
- , espera! ? escuto o me chamando. Nossa senhora, o que ele queria comigo?
- O que você quer, ? ? perguntei alterando um pouco a minha voz, mas voltando ao tom normal dela na mesma hora. Me toquei que não precisava daquilo tudo, vamos ver primeiro o que ele queria comigo.
- Só vim te avisar que é meio perigoso se for pelas pedras... Vi que você estava indo por elas... E o mar está agitado...
- Ok, valeu por avisar, vou por ali, certo? ? falei dando as costas pra ele e continuando a andar. Comecei a pensar como ele chegou tão rápido, afinal estava longe do local onde o luau estava acontecendo. Bem, tanto faz.
- É, eu iria levar uma queda feia aqui ? falava pra mim mesma. Continuei andando, e sentindo o vento que batia sobre mim. Estava tudo ótimo, até eu escutar uma voz perto de uma árvore.
- Para John, isso faz cócegas, sério! ? uma voz feminina junto com risadas estava chamando o nome do meu John, ou não meu mais. Ando mais rápido até ir no local onde o som vinha. Quando me deparo com uma cena não agradável. John ficando com outra garota, bem debaixo do meu nariz, e eu que nem uma idiota aturando as pessoas dizendo que não sabiam onde ele estava!
- Não acredito que você teve coragem de fazer isso comigo! ? falei alto, fazendo o John parar de beijar a garota que estava praticamente sem roupa. ? Caralho John, por que? Olha, quer saber? Não explica, porque isso já é uma explicação, e das boas! Não olha mais na minha cara! ? falei alto pra ele, e sai correndo. Não queria ficar ali pra continuar a ver a cara da rapariga que olhava com uma cara de "vencedora".
- , espera! Não é o que você está pensando! ? gritava John correndo atrás de mim.
- , o que foi? ? me para e me olha sério.
- Vai perguntar pro seu amiguinho. Me larga! ? me soltei dele e andei rápido, atrás de algum local pra me esconder dele, acabei encontrando uma cabana de bombeiros (N/A: sem bombeiros. Bombeiros só para a @cah_coca <3) e fiquei lá. Até dar a hora certa de sair e ir voltar pro hotel.

POV?S .

- O que foi que você fez? ? parei John, que corria atrás da .
- Ela... Ela me pegou ficando com a Carol, a amiga do Gabe. Mas não é o que ela estava pensando. ? se explicou John.
- Não é o que ela está pensando? É o que ele está vendo, John! Porra, você é otário ou se finge? ? falei ainda segurando ele pelo peitoral.
- Não se intromete na minha relação com ela! ? John falava alto.
- É, realmente não vou me intrometer na sua relação com ela. Só que desde o começo eu sabia de tudo, das suas traições e sempre fiquei calado, sabe que não sou a favor disso. Mas você é adulto e sabe o que faz!
- Você é muito certinho, ! Me deixa em paz.
- É vou deixar, pode deixar comigo. Mas vou te pedir uma coisa só. Vê se cresce e acorda pra vida. Só fala comigo depois que você crescer. ? falei soltando ele, e deixando-o andar. Me viro e vejo a amiga do Gabe saindo de onde estava, arrumando a roupa no seu corpo.
- Oi, ? disse sorrindo.
- Ah, cala a boca. Ah! Volta pra casa e pede pra sua mãe te educar de novo, se é que isso vai ajudar com você. ? ignorei ela e sai andando procurando a , mas vendo que o John não tinha encontrado ela, e que ia em direção ao luau.

Eu não podia acreditar no que tinha acontecido! John, o namorado que eu sempre amei, que dizia as coisas mais lindas pra mim, acreditei em cada palavra e ele me traindo. A cada vez que eu lembrava da cena eu chorava mais. Parecia uma criança em desespero, mas o que mais eu poderia fazer?
- ! ? ouvi alguém gritando, quando olho era o .
- O que você quer, ? ? disse me levantando ? Me deixa em paz, ok? - empurrei ele pelo peito, enquanto o mesmo segurava meus punhos com força me fazendo ficar sem força ? Por que ele fez isso comigo? ? falei mais calma, me soltando dele e indo pra sacada da cabana.
- Sinceramente eu não sei, ele sabia que você viria... ? falava se aproximando de mim, e me abraçando pelo ombro. ? Mas uma coisa eu sei...
- O que? ? disse olhando pra ele
- Que se eu namorasse com uma garota como você, não te trairia. ? falou me encarando.

POV?S .

FLASHBACK ? 2 ANOS ATRÁS.

- E aí, gente! ? falei pro Alex, pro John e pro que estavam sentados em uma mesa bebendo vodka. ? Algo novo?
- Ah, sim, ia me esquecendo. O Jack vai trazer a melhor amiga dele hoje, que voltou da Inglaterra ontem.
- É bonita? ? perguntava .
- Sim, e não é pro seu bico, fique na sua ? riu Alex.
- Então é pro meu ? falei batendo no peito.
- Muito menos pra você, acho que ela não gosta de poodles. (N/A: isso é só com o Caleb)
- Se ferraram, é toda minha ? riu John ? Todas gamam em mim, sou o mais gato de todos.
- Calem a boca, eu que vou ficar com ela, otários ? falava Alex rindo fazendo um ?L? na testa.
- Ok, bando de crianças. Parou com isso, mas como ela se chama? ? perguntei pro Alex.
- , acabou de completar 20 anos e trabalha pra uma revista de moda. Quer dizer, Jack disse que ela conseguiu um emprego em uma revista, só não sei qual, e vai morar aqui em Hollywood.
- Interessante... ? me sentei ao lado do Alex e comecei a fazer mais perguntas pra ele sobre ela. ? Como ela é?
- Ah, se vira que você vai saber.
- Deixa de ser chato e fala qual a cor do cabelo dela.
- Então idiota, vira pra porta. ? falou ? Caralho, que gata.
Me virei e fiquei de queixo caído, ela realmente era muito linda, aqueles cabelos ondulados e aquele sorriso. Como o Jack estava escondendo uma amiguinha como ela?
- Cara, se ela não estiver ficando com ninguém vai ser minha. ? falei rindo pros caras e vendo que faltava uma pessoa. John Ohh.
- Ah, claro. ? falei desanimado e virando de volta pra onde ela estava, e vendo que o John já estava se apresentando.

DE VOLTA AO PRESENTE.

- Por que você está dizendo isso, ? ? perguntei.
- Só estou falando a verdade. Você é linda, legal com os outros, menos comigo, por que já sabe... Mas não vem ao caso, você é inteligente, é diferente das outras.
- Tá dizendo isso da boca pra fora. Me deixa em paz ok, quero ficar sozinha ? disse saindo e indo em direção à escada que dava aceso de volta a praia, mas sendo puxada pelo braço.
- Não disse isso da boca pra fora não, se você quer saber ? me puxou pra perto dele e me deu um beijo, envolveu suas mãos na minha cintura, me fazendo colar no corpo dele. Minhas mãos tinham ficado apoiadas no peito dele. Acabei cedendo ao seu beijo, na mesma hora começava a chover forte e ficava frio cada vez mais, só que o seu corpo estava quente e seu beijo não me faziam sentir frio. Parei de beijá-lo e abria meus olhos, e vendo que o mesmo dava um sorriso. Empurrei ele e desci as escadas, enquanto ele me seguia.
- ... Espera...
- O que você pensa que está fazendo, ? ? me virei perguntando pro mesmo.
- Só queria ajudar...
- Me ajudar? Ai você acha que me beijando vai me ajudar? ? falei pro mesmo, que ia falar algo ? Não, espera... Ok, você não beija mal, foi bom... Só que, só que... ? gaguejei um pouco ? Não foi uma boa hora , me deixa em paz ok? ? sai andando de volta até o luau.
- Mas quero que você saiba! ? gritou ele, me fazendo parar de andar pra escutar ? Que foi o melhor beijo que eu já dei nesses últimos tempos... E que não foi um beijo qualquer. ? depois que ele falou isso, não virei só continuei andando em direção ao luau. Ainda chovia muito, eu já estava toda molhada. Chegando lá, procuro a que estava abraçada com o dentro da cabana.
- Cadê a minha bolsa?
- Aqui ? disse me dando a bolsa ? , por que seus olhos estão vermelhos?
- Nada, olha, você volta com o ? Ok, tchau. ? falei saindo as pressas da cabana e indo pro estacionamento.
- , espera! ? Jack corria me chamando, enquanto eu abria a porta do carro. ? Por que você está chorando? ? perguntava o mesmo. Soltei a chave do carro e virei pra ele.
- O John me traiu, só isso. ? enquanto falava aquilo, a cenas do John ficando com a amiga do Gabe voltavam repentinamente na minha cabeça e eu começava a chorar de novo.
- Você tem certeza disso?
- Claro! Eu vi tudo Jack, tudo! ? falava abraçando ele.
- Quer que eu te leve de volta pro hotel?
- Não, eu vou, pode deixar. Volte e fique com a sua namorada. Me liga amanhã?
- Ligo sim, sabe meu número, qualquer coisa ligue pra mim. Hey, não ligue pra ele, eu te amo e isso basta! ? disse saindo e voltando pra praia.
Entrei no carro, e liguei o pára-brisa pra limpar o vidro, enquanto via o Jack descendo e indo em direção do John que estava sentando perto do mar.
- O que ele vai fazer? ? enquanto pergunto fazia essa pergunta pra mim, o Jack já estava gritando com o John, o fazendo se levantar e começar a gritar também, na mesma hora o Jack tinha dado um murro na cara dele, chamando a atenção de todos. Não fiz outra coisa, sai do carro e desci as escadas correndo e chegando aonde eles estavam.
- Isso é pra você aprender a não fazer merdas! PORRA, PRA QUE CARALHO VOCÊ FEZ ISSO? ? Jack gritava com o John que não se defendia pelos murros. ? O QUE FOI QUE ELA FEZ?! RESPONDE, OTÁRIO!
Fiquei parada olhando tudo que estava acontecendo.
- EU TE APRESENTEI ELA PORQUE EU CONFIAVA EM VOCÊ! ? gritou Jack dando um último murro na boca do John, o fazendo cair e olhar pra mim. Na mesma hora o chega atrás de mim.
- Vamos ? falou me puxando pelo braço, simplesmente me deixei ser levada por ele. Chegando no estacionamento, ele abriu o carro e me colocou sentada no banco do passageiro, e já entrando no carro, dando partida e dirigindo. Na mesma hora Stop crying your heart do Oasis começa a tocar( N/A: coloque pra tocar até o refrão, se quiser). A situação já não estava boa... E essa música me fazia chorar, e ela realmente deu um motivo pra me fazer chorar.

Cause all of the stars
(Por que todas as estrelas)
Are fading away
(Estão desaparecendo)
Just try not to worry
(Apenas tente não se preocupar)
You'll see them some day
(Você as verá um dia)
Take what you need
(Pegue o que você precisa)
And be on your way
(E siga seu caminho)
And stop crying your heart out
(E faça seu coração parar de chorar)

Cantei o refrão junto com o Lian, encostei a cabeça no vidro e comecei a chorar silenciosamente. Tudo estava me fazendo lembrar o John. O caminho inteiro eu fui calada e o não falou nada. Só o que escutava era o barulho da chuva, dos trovões e do som do carro. Chegando no hotel ele me levou até o quarto, entrei e fui direto pro banheiro. Tomei um banho e coloquei meu pijama. Ao sair do banheiro, encontro o perto da porta da varanda.
- O que você ainda está fazendo aqui? ? perguntei a ele.
- Queria ver se você precisava de alguma coisa...
Na mesma hora, me manda uma mensagem : "A chuva ta muito forte pra pegar a estrada até o hotel, amanhã eu volto, ok? Desculpa por não te apoiar hoje, Amo você"
- Então, vou indo ok? A chave do carro está em cima da mesinha do hotel ? dizia e ia em direção à porta.
- Não, espera! ? falei ? Não quero ficar sozinha. A vai voltar só amanhã, será que você poderia... ? falei ao ser interrompida por ele.
- Ficar com você? Quem diria você pedindo isso pra mim. ? falou serio.
- Ok, não precisa ficar. Tranque a porta ao sair, por favor. ? falei entrando no banheiro e guardando a toalha que estava na minha mão.
- Deixa de ser idiota, ? falou dando uma leve risada ? Claro que eu fico aqui com você ? sorriu pra mim, me fazendo sorrir também.
- Obrigada, ? falei saindo do banheiro. Sentei na minha cama e coloquei as pantufas do bob esponja.
- Vou dormir no sofá da sala ? disse no pé da minha cama.
- Ah, não... Dorme aqui comigo, por favor. ? fiz bico.
- Ok, vou me enxugar ? falou indo ao banheiro.
- Deve ter alguma roupa do ai, ele esteve aqui ontem... Pega pra você ? falei prendendo o cabelo e me cobrindo com o edredom. Depois de uns minutos ele volta parecendo um gangster, de tão folgada a roupa tinha ficado.
- Essa blusa tá enorme ? falou rindo.
- Tá mesmo ? ri junto ? Deita aqui comigo? ? falei pro mesmo que vinha em direção da cama ? Sabe , por um lado você foi legal comigo hoje, pelo menos não ta rindo do meu olho vermelho e da minha cara inchada.
- Sabe, não tinha reparado nos seus olhos e sua cara realmente está inchada.
- Para! ? dei um tapinha nele, o fazendo dizer um ?ai? de leve. ? Mas, sério mesmo. Você foi como um amigão hoje. Sério mesmo.
- Você me odeia, por que diz isso? ? perguntava o mesmo se deitando na cama e olhando pro teto.
- Mas agiu como um, então obrigada ? falei ficando de lado e olhando pra ele.
- Então espero que depois de hoje, você passe a gostar de mim. Por que eu gosto de você já. ? falou olhando e sorrindo. É, ele realmente tinha um sorriso lindo, por isso que as garotas ficavam doidas por ele, na maioria das vezes ele mal se importava pras meninas, nem sequer ficava com elas. Será que ele é gay? Não, não pode ser, ele me beijou, não tinha como.
- Bem, isso leva tempo ? sorri ? Afinal, passei dois anos te aturando...
- Nossa, então ta bem, deixa pra lá ? falou sério.
- Ah, deixa de ser dramático. Você é legal, só que comigo você é um porre ? ri ainda olhando pra ele.
- Não, você que é, e eu só te trato igual ? falou se virando pra mim e olhando nos meus olhos.
- Ok, não vamos mais brigar. Paz? ? falei estendendo a mão pra ele apertar.
- Claro que sim. ? sorriu e apertou a minha mão, aonde ele não soltou e entrelaçou os dedos dele nos meus e chegando mais perto de mim.
- Bem ? falei interrompendo o que já estava com o seu rosto mais perto do meu. ? Acho que eu vou dormir, estou exausta.
- É melhor mesmo, deita aqui no meu braço ? falou sorrindo pra mim e se virando pro teto. Deitei com a cabeça nos braços dele e fechei meus olhos.
- Apaga a luz do abajur? ? perguntei.
- Claro. ? falou apagando o mesmo.
- Boa noite.
- Boa noite, ? sorriu pra mim e deu um beijo na minha testa. Fechei meu olho e enquanto tentava dormir, ficava pensando o porquê do ter me beijando naquela praia, por ele ter me dito aquilo tudo. Era totalmente estranho pra mim, pois senti algo naquele beijo, foi totalmente acolhedor. Mas eu não tinha esquecido de tudo que tinha ocorrido há poucas horas atrás. Por mais que o John tivesse feito merdas comigo, eu ainda o amava, mas também me matava por dentro estar amando estar com o . Tinha que decidir qual o futuro eu queria pra mim.

Capítulo 02

A noite parecia que tinha passado super rápida. Acordei deitada no peito do , onde o mesmo estava me abraçando, fazia tempo que não acordava assim. Estava me sentindo ótima... Até meu celular tocar.
- Agora você quer papo? ? falei olhando pra tela do meu celular onde tinha a foto do John segurando uma placa com meu nome. Tiramos essa foto no dia dos namorados desse ano. No meu tinha a dele e no celular dele tinha a minha. Bem romântico não é? NÃO! PURA MENTIRA DELE. Desliguei a ligação e me sentei na cama, colocando o celular no vibra.
- Era o John? ? perguntava com voz de sono.
- Sim, era. ? falei olhando pra ele.
- O que ele queria?
- Não sei, não atendi. ? sorri ainda olhando pra ele. ? Ah, bom dia!
- Bom dia, moça ? disse dando um sorriso.
- Dormiu bem? ? falei me levantando da cama e indo pro banheiro.
- Sim, ótimo... E você? Está melhor de ontem? ? perguntava.
Por que ele tinha que ter feito essa ultima pergunta?
- Dormi bem sim... E sobre ontem... Não sei te responder, sorry. ? falei saindo do banheiro, colocando meu cabelo em um rabo de cavalo alto ? Tô com fome, vou pedir pra mandarem pro quarto. Ok?
- Certo... Enquanto não chega, vou dormir de volta... Aí você me chama... ? falou se virando e colocando o travesseiro no rosto.
- Ah claro... Que NÃO! ? ri ? Vamos, se levanta! ? falei indo até ele e tirando o travesseiro de seu rosto ? Se levanta e vai lavar o rosto, se arrumar ? falei puxando ele pelo braço. ? Você pesa, sabia?!
- Claro que sim, sou gordo ? rio e me puxou, me fazendo cair em cima dele.
- Você é doido? ? ri junto.
- Sou... E por você ? falou se calando e me dando mais um beijo e me virando, ficando assim por cima de mim. Meu coração estava a mil, a cada toque dele estava fazendo meu coração bater mais forte.
- Realmente, você é doido ? disse sorrindo ? Por que fez isso?
- Por que... Por que... Deixa pra lá, você não entenderia ? disse saindo de cima de mim e se sentando na cama.
- Ok, então... Se não quer dizer, não vou insistir ? disse me levantando e indo em direção ao telefone pra fazer o pedido do café da manhã. Enquanto pedia o nosso café pelo telefone ele estava andando pelo quarto, indo em direção à sala.
- A e o estão aqui... ? falou voltando pro quarto.
- Sério? ? arregalei meus olhos ? Você ouviu eles chegando?
- Não, e você?
- Também não... Vou chamar eles... É bom pedir café pra quatro pessoas ? falou dando uma leve bufada com a boca.
- Tudo bem... ? falei voltando pro telefone.

POV?s

Voltei pra sala pra acordar os dois, encontro o babando o travesseiro e a perdida no meio de outros travesseiros.
- Ei losers, acordem! O café já está chegando... E vai esfriar ? falei sacudindo o , que demorava pra abrir o olho. Estava falando de comida e o idiota não se movia.
- Ai, , já, já eu vou! ? falou se virando e abrindo o pouco os olhos ? Você não é a .
- Ah, jura?! ACORDA! ? falei rindo e balançando ela.
- zinho do meu coração, acorda! O café já chegou e vai esfriar ? falei chegando perto do ouvido dele ? C-O-M-I-D-A, comida! ? soletrei, o que o fez despertar na mesma hora.
- Ok, ok... Acordei! ? falou se levantando ? , vai lá no quarto... Preciso falar com o a sós.
- Ok, garotas ? falou se levantando e saindo da sala.
- O que você está fazendo aqui? ? perguntava baixo e sem entender.
- Vim deixar a no hotel, depois daquela confusão ela não estava em condições de dirigir... O olho dela tava inchado de tanto chorar sabe... E ainda estava chorando, parou quando chegamos aqui... Só que ai ela pediu pra eu ficar com ela aqui. E você não sabe... Eu beijei ela... BEIJEI! ? sussurrei animado.
- Que bom que gostou... Mas lembra que ela é a namorada do teu melhor amigo de infância... Hum? Pode dar confusão se souberem! ? disse dando tapinhas no meu ombro.
- Eu sei, cara. Mas só você sabe disso... E daquela outra coisa ? falei.
- Que coisa? ? pergunta com cara de retardado.
- Porra, tu é lento? ? ri baixo ? A coisa é... Que eu a amo desde o dia que a vi na festa com o Jack. Disse até pra você e pros outros caras, incluindo o John, que se ela não fosse nada do Jack, ela seria minha, só que o John saiu primeiro e falou com ela e deu nisso. PORRA, JOHN INTROMETIDO! ? falei um pouco alto.
- Porra, fala baixo! ? falou colocando a mão na minha boca.
- Sai, viado ? falei tirando a mão dele ? Uma coisa, ele não pode saber... Que eu a amo há dois anos... Esse tempo todo e que a única maneira que eu encontrei pra "tentar" esquecê-la foi dizendo que a odiava... Só que falhou um pouco. ? ri de leve.
- Um pouco? Não deu em porra nenhuma isso! Agora toma cuidado, ok? ? falou batendo nas minhas costas ? Mas e ai, ela tem cara de quem beija bem... Ela beija?
- Que papo mais High School, cara ? ri baixo ? Mas sim, ela beija... E muito ? dei um sorrisão. ? Agora vamos comer.
Saímos da sala e voltamos pro quarto onde as duas estavam sentadas nas cadeiras da varanda, que dava diretamente pra praia. (N/A: só pra ajudar na imaginação)

- O que as garotas estavam conversando? ? pergunta olhando pra trás e vendo o e o chegando no quarto.
- Papo de homem, de HOMEM! ? falou .
- Vocês são? ? perguntei rindo.
- HAHA! ? deram uma risada forçada, fazendo eu e a rirem.
- Ok, brincadeira ? falei rindo e parando ao sentir que o celular vibrava de novo e via que o John ainda ligava, ignorei. Na mesma hora batem na porta.
- Deve ser o café! ? falou abraçando o por trás. ? , vai atender.
- Tá, tá! ? falou bufando e indo até a porta do quarto.
- Trás pra cá, . O sol tá ótimo ? sorri ? Ah e pega meu óculos de sol que está em cima dessa poltrona aí, por favor. É um Ray ban aviador com lentes marrons.
- Folgadaaa! ? falou rindo e carregando o carrinho do café da manhã até a varanda. ? Aqui o óculos.
- Brigadinha, menino. ? falei pegando o óculos e colocando no rosto ? Tá com uma cara boa.
- Tá sim, agora vamos deixar pra falar depois e comer ? falou se soltando da e pegando uma tortinha de morango.
- E vocês... Estavam conversando sobre o que? ? perguntava enquanto tomava seu café.
- Assunto de mulher, MULHER! ? riu de boca cheia.
- E vocês são? ? repetia a minha pergunta, fazendo o rir.
- Claro que sim, temos peitos ? ri, fazendo todos rirem. Tomamos nosso café da manhã e depois decidimos descer e ficar no quiosque do hotel conversando.
- Temos que ir ? falou se levantando.
- Ah, ok... Te levo até a entrada do hotel ? falei.
- Ótimo, vai agora, ?
- Vou sim, quer carona? ? perguntava se levantando também.
- Dã, por que será que perguntei? ? deu um risadinha de leve.
- Ok, vamos indo lá pra frente primeiro, ? falava pegando a mesma no colo.
- Bem, vou indo então... ? falou com as mãos no bolso da calça e se aproximando de mim.
- Ok, então vamos que eu te levo até a entrada. ? disse passando por ele. Não sei, mas eu não poderia beijá-lo de novo, acabaria não resistindo e seria pior depois. Me virei e dei um abraço nele.
- Hum, , obrigada por esses dias... Você foi realmente um amigão ? disse soltando ele e dando um sorriso.
- Só amigo? ? perguntou me fazendo ficar com cara de "hã?" ? Deixa pra lá... Qualquer coisa é só ligar.
- Tudo bem, ligarei! ? sorri de volta ? Vamos? ? falei puxando pelo braço e indo até a entrada do hotel. ? Ai, Deus!
- O que foi? ? perguntou olhando pra quem estava conversando com a e com o - Ok, entendi. ? falou ainda parado atrás de mim, fazendo John olhar pra nós.
- O que você está fazendo aqui?! ? perguntava John com cara de quem não tinha gostado nada disso (N/A: essa aqui auhaua)
- Não, John, eu que pergunto: o que você está fazendo aqui?! ? falei saindo de onde estava e indo até ele.
- Vim falar com você, só que a sua companhia tá melhor ? falou olhando feio pro ? Mal terminamos e você já foi correndo pra outro? E logo o meu melhor amigo?! Por essa eu não esperava! ? John falou em um tom alto.
- Cara, quem é você pra falar essas coisas? Quem traiu a diversas vezes foi você! E não ela. Por que não conta as vezes que você ficou com outras garotas pra ela? ? alterava um pouco a voz pra cima do John. Eu realmente não entendia porquê o estava me defendendo e estava do meu lado desde que isso começou... Era pra ser ao contrário... A amigo dele é o John, não eu...
- Você sabia, ? ? falei olhando pra ele com cara de decepcionada.
- ... Eu...
- Cala a boca... Você também, John ? falei já interrompendo ele.
- , eu posso explicar... ? tentava se explicar.
- , por favor! ? falei com os olhos cheios de lágrimas ? Me deixem em paz... Os dois! ? falei dando as costas e entrando no hotel.
- , ESPERA! ? John e falam ao mesmo tempo.
- Gente, deixa ela... Está acontecendo tudo muito rápido com ela... Depois vocês tentam falar, quando voltarmos pra Hollywood. Ok? Tchau, ! ? se despedia dos meninos e vinha atrás de mim, que estava esperando o elevador chegar.
- Vamos, ? me puxou pra dentro do elevador que tinha acabado de chegar.
O resto do dia passei com a no hotel, conversando... Mas precisava me distrair um pouco, sair, respirar um bom ar puro de praia, sair um pouco da turbulência que estava rodeando a minha vida nesses últimos dias. Tudo poderia ser bem mais fácil se o John parasse de ficar atrás de mim e aceitasse o término do namoro, mas não, ele insistia. Ok, e eu acho que não irei resistir a ele e àquele sorriso.
- Por que não liga pro Jack? ? sugeriu ... E na mesma hora meu celular vibra, com um número desconhecido.
- Atende pra mim? Dependendo que for eu não estou... Ok? ? disse entregando meu celular pra ela.
- Ok ? falou atendendo o celular ? Ah, está sim... Vou passar pra ela. Tchau ? falou ? É o Jack, .
- Ah, obrigada amor. ? disse pegando meu celular ? Oi, Jack.
- Oi , como você está? ? perguntou o mesmo.
- Mais ou menos, eu acho... Não sei ? falei um pouco confusa.
- Sei... quer dar uma volta na praia agora pra conversar?
- Ah, Jack... To afim de sair agora não... Quero descansar pra pegar a estrada hoje a noite.
- Tá voltando agora de noite? Você é doida? ? pergunta Jack com o tom de voz preocupado.
- Sim, não tem problema... Eu sei dirigir, leso ? ri um pouco.
- Ok, se diz que dá... Ótimo...
- Aconteceram umas coisinhas hoje de manhã...
- O que houve?
- Ah, prefiro falar tudo pessoalmente.
- Ok, quando eu voltar pra Hollywood a gente sai e conversa. OK? ? falou Jack ? Ligue pra mim quando tiver chegado em casa. Certo?
- Certo, agora vou indo... Tomar banho e dormir um pouco, umas seis horas estou saindo daqui.
- Tudo bem. Amo você ? falou Jack se despedindo.
- Também. Até Hollywood ? disse desligando o celular. ? Bem, já está tudo arrumado pra irmos de noite?
- Sim, está... Olha, vou pedir sorvete de pistache. Vai querer? ? perguntava , segurando o telefone do quarto.
- Quero de Kiwi! ? sorri.
Enquanto o sorvete não chegava, fui terminar de arrumar minhas coisas e ver TV. Nunca desejei tanto voltar pra casa e olha que eu amava ir pra Laguna Beach!

Capítulo 03

Quando chegamos em Hollywood na noite anterior, estava chovendo e no dia seguinte amanheceu do mesmo jeito, chuva, chuva e chuva... E um pouco frio também. Resolvi ligar pro Jack e sair com ele pra conversar.
- Que horas você passa aqui? ? falava com o Jack no telefone ? Ok, te espero então. Tem certeza que não está cansado da viajem? Ok, até de tarde então. Beijo ? desliguei o telefone e fui me arrumar pra ir para a academia, estava no meu dia de folga e era umas onze horas, então resolvi perder um pouco de peso enquanto não dava a hora de sair com o Jack de tarde. Voltei pra casa, tomei um banho, troquei de roupa e fiquei na sala esperando ele chegar.
- Vai sair agora? ? perguntava .
- Sim, só estou esperando-o chegar. ? falei me deitando no sofá. Depois de uns minutos Jack chega pra me buscar. ? Vou indo! Qualquer coisa, me liga!
- Ok, beijinhos.
Sai de casa e fui em direção do carro dele, que estava parado em frente da minha garagem.
- Oi, Jack.
- Como você tá, amor? ? perguntava Jack me dando um abraço.
- Hum, bem melhor... Vamos indo? ? falei indo pro lado do passageiro e entrando no carro. ? Aonde iremos?
- Na sua casa café preferida. ? falou dando um sorriso e ligando o carro. Fomos o caminho inteiro em silêncio, normalmente iríamos com o som nas alturas, conversando besteira. Chegando lá o Jack abriu a porta pra eu sair, na mesma hora vejo um paparazzi tentando se esconder atrás de um arbusto.
- Ah, claro. ? falei já fechando a cara ? Eles devem saber de tudo já, Jack.
- Calma, deixe eles pra lá ? falou segurando minha mão e me levando pra dentro. Ao entrarmos o lugar não estava muito cheio, estava quentinho e aconchegante e o nosso lugar favorito na casa café estava sem ninguém. A casa-café realmente era uma casa, só que bem no meio de uma das principais avenidas de Hollywood. Eles tinham até lareira, que por sinal estava acesa. Nosso lugar favorito no local? Perto da lareira. Sentamos nos puffs e já formos fazendo o nossos pedidos.
- Hum, eu vou querer... ? falei olhando o cardápio e sendo interrompida pelo Jack.
- Cappuccino e mini pães de queijo. Acertei? ? falou dando um sorriso.
- Não sei porquê eu ainda olho o cardápio ? disse dando uma leve risada. ? Depois poderíamos comer fondue? ? falei fazendo cara de menina mimada.
- Claro que sim! ? falou o mesmo chamando o garçom e fazendo o pedido. Enquanto as coisas não chegavam, resolvemos começar logo a nossa conversa.
- Jack... Por que você bateu no John?
- Por que ele fez merda com você, ! Eu te apresentei a ele, não era pra ter feito isso... Ah não! ? se lamentava.
- Para de se lamentar! ? falei dando uma leve risada.
- Mas tinha que dar uma lição nele ? falou serio. ? Não sou muito forte, mas deixei a cara dele bem inchada ? falou me fazendo rir.
- É deixou mesmo, tinha que ver ele ontem de manhã ? ri.
- Ele foi no hotel?
- Sim, mas não houve nada de mais Jack, mandei ele pra casa na mesma hora.
- Hum, ótimo... Se eu souber que ele chegou perto de você...
- Você não vai fazer nada. Não quero que saia nos tablóides que você é brigão. ? interrompi séria. Na mesma hora o garçom chega com os nossos pedidos.
- Ok, ok... Não irei fazer nada ? falou enfiando um pão de queijo na boca ? Mas o que você queria falar a mais?
- Hum... ? falei tirando a xícara da boca ? Tô com medo da sua reação... Mas enfim... Sabe o ?
- O que tem ele? Falou merda? ? disse meio nervoso.
- Jack, parece que quem foi chifrudo na história foi você, se acalma! ? ri. ? Ele não falou nada. Só que ele... Quer dizer, nós dois... Ai... A gente se beijou ontem na praia depois que encontrei o John com a garota.
- Que? Como? Por quê? ? perguntou se engasgando com o café.
- Ele foi me procurar depois que encontrei o John e me beijou. Mas quando foi depois, ele me levou pro hotel e acabei pedindo pra ele passar a noite comigo. ? falei me calando e olhando a reação do Jack, que fez cara de quem não estava acreditando e que não gostava nada do que eu tinha dito. Jack me tratava como se fosse meu pai, sempre se preocupando comigo.
- Ai vocês ficaram de novo? ? perguntou ainda olhando diretamente pra mim e fazendo outra pergunta ? Vocês transaram?
- Sim... Quer dizer, NÃO! JACK! ? falei com os olhos enormes pra ele ? Ficamos, mas não transamos, não iria fazer aquilo.
- Quem bom... ? falou aliviado, já me olhando de voltar ? Mas tem uma coisa que está na minha cabeça. Quer dizer, duas coisas! São perguntas.
- E quais são? ? perguntei curiosa ainda comendo.
- Vocês não se odeiam? E você está gostando do ?
- Odiar eu acho que nunca odiei, acho que só tinha raiva pelas coisas que ele fazia e falava ? falei ficando um pouco confusa ? Sabe que isso eu não sei te responder? ? falei meio nervosa e mordendo o meu lábio inferior.
- Ok, mas você está começando a gostar dele? ? perguntou com cara de quem queria a resposta de qualquer forma ? Isso você vai saber responder!
- É isso que eu não sei mesmo. Ele me disse umas coisas na praia e lá no hotel, que me deixaram um pouco confusa... De que se eu ainda o odeio ou não ? falei dando o ultimo gole do meu cappuccino, que já estava frio.
- O que foi que ele disse? Tanto na praia quando no hotel.
- Na praia, ele disse que o beijo que demos foi o melhor que ele já deu...
- Que bicha! ? riu Jack.
- E que se estivesse namorando comigo ele nunca que iria fazer aquelas coisas... E no hotel, perguntei se ele era doido... Aí ele respondeu que sim...
- Isso todo mundo sabe. ? falou Jack.
- Deixa eu terminar ? ri ? Ele disse que era doido, só que por mim. ? falei ficando um pouco corada.
- Uma completa bicha. ? riu Jack ? Garçom! ? chamou Jack ? Vou querer um fondue médio de chocolate e morango. Valeu! Voltando ao assunto. Ele gosta de você, isso é mais que fato.
- Não gosta nada...
- Gosta sim! Só te peço uma coisa, , que não caia na conversa desses meninos. Melhor que não caia na conversa de nenhum homem!
- Mas você é homem! ? ri levemente ? Ah não... Errei de pessoa, você não é homem.
- SOU MUITO MACHO, TÁ OUVINDO? Enfim... Tirando eu e a seu pai. ? riu.
- Ok Jack, mas não sei te dizer o que achei disso tudo, só que não vou mentir que ter beijado o foi bom ? corei de novo.
- TÁ AFIM DELE! ? falou alto ? Claro que está, ficou vermelha, DE NOVO! ? falou rindo e apontando pra minha cara ? Ficou assim quando ficou com o John ? na mesma hora fechou a cara.
- Ok, não vou te responder isso ? falei ? Ah olha, o fondue chegou.
- Cara, como você come! ? falou rindo ? Está me levando pro pecado da gula, sua malvada ? disse pegando o morango e tacando no chocolate derretido.
- Ah, olha só quem fala! ? ri ? Jack, não sei o que seria de mim sem você por perto ? falei sorrindo e olhando pra cara dele, com uma expressão de quem iria aprontar alguma coisa. Melei minha boca com chocolate e fiz bico.
- Ah, nem vem, , vai melar a mãe! ? falou já se afastando.
- Ah, qual é! Só um beijinho doce! ? falei me aproximando dele e o puxando pelo braço ? Chega, vem cá! ? falei dando um beijo na bochecha dele ? Viu que não foi tão ruim assim?
- Idiota. ? falou rindo.
- Só sua, seu loser. ? disse soltando um beijinho pra ele. Realmente, sair com o Jack me fez ficar melhor. Ele me diverte, tinha sorte de ter ele como meu melhor amigo. Ficamos conversando e tomando mais cappuccino. Minha ida a academia de manhã não adiantou de nada, mas foi por uma boa causa. Passamos quase a tarde toda lá, quando deu cinco horas, resolvemos ir embora.
Ainda continuava chovendo bastante, mas nessa hora eu só queria ir pra casa e tomar um banho quente. Mas quando estou saindo, recebo uma surpresa... entrando com o e o .
- , precisamos conversar! ? falou parando na minha frente.
- Não temos o que conversar, , agora por favor me dê licença ? falei sem olhar pra ele e vendo que o Jack ficava me olhando ? Jack, vamos! ? falei pro mesmo ? Tchau, .
- Eu te ligo, ok? ? falou um pouco mais alto. Só que não virei, só fiz um aceno de ?ok? com a mão e entrei no carro, olhei direto pra cara do Jack que me olhava com vontade de rir.
- Por que você quer rir? ? perguntei séria.
- Não quero rir, só que é engraçado quando você está afim de alguém ? falou dando risadas pausadamente.
- Engraçado? Não tem nada de engraçado, seu besta! Agora me leva pra casa ? falei rindo e batendo nele.
- Ok, madame. ? falou ligando o carro e dirigindo.
- E só pra constar... Eu não estou afim do , é que eu não esperava ele chegar lá, por isso.
- Ok, acredito em você.
- Acredita? ? falei meio espantada ? Valeu, então ? sorri. Depois de passar o dia de conversa com o Jack, eu realmente estava melhor, pelo menos me sentia né!
Chegando em casa, a estava sozinha vendo TV. Eram umas seis horas de um dia chuvoso, então resolvi chamá-la para jogar rock band. Depois de um tempo jogando com a , meu celular vibra.
- Quem é? ? pergunta a mesma.
- É o John. ? falei.
- Vão ter que conversar um dia, então que seja logo. ? aconselhou.
- Tem razão... vou ver o que ele quer. Tô no meu quarto! ? falei subindo pro mesmo e atendendo o celular na escada. ? Alô?
- ? ? perguntou com uma voz baixa ? Precisamos conversar com calma.
- É, eu sei disso, John ? falei me calando. A voz dele era muito, mais muito linda, como gostava de ouvi-la. Por mais que estejamos assim, desse jeito... Separados, eu não poderia me enganar e dizer que não o amava. Eu ainda o amava, e muito.
- Você quer sair amanhã? ? perguntou o mesmo.
- Acho melhor você vir aqui em casa, depois que eu voltar do trabalho. Não quero nada em público.
- Como você quiser. Que horas eu passo aí?
- Hum, saio do trabalho às seis horas... Vem às sete. Dá tempo de tomar um banho e jantar.
- Eu levo o jantar! Sushi?
- Ótimo. Erm, John vou ter que desligar... Tenho que descansar pro trabalho amanhã.
- Tudo bem. Até amanhã então ? falou se despedindo.
- Até, tchau. ? falei desligando e caindo na minha cama, pensando no que iria falar pra ele amanhã, na minha reação. Resolvi conversar com a , pra ver se teria como me ajudar ou me acalmar. O dia seguinte seria tenso pra mim, tomei um banho e fui conversar com a antes de dormir.
- Me diz o que eu faço, ?! ? falei me sentando no sofá da sala.
- , a única coisa que eu tenho que te dizer é: tome cuidado pra ele não te enrolar e faça o que o seu coração mandar. Se você sentir que deve dar uma segunda chance pra ele, dê. Se não, irei te apoiar do mesmo jeito. Ok? ? falou sorrindo.
- Ok amiga. Deseja sorte tá bom? ? sorri.
- Todas do mundo! Mas você não me contou sobre o ...
- Ah, ... A gente ficou na praia... E quando ele estava no hotel, ele me beijou de novo ? sorri mordendo o lábio.
- Ah, isso era de se imaginar ? deu uma risada de leve. - Ele é lindo, , e acho que ele gosta de você!
- Ah, lá vem você também... Jack disse a mesma coisa pra mim.
- Olhe aí, que não é só eu dizendo isso!
- Não tem nada a ver... Só nos beijamos duas vezes ok? Olha, vou dormir porque você me enche! ? ri
- Também te amo, viu ? fez um coração com a mão.
- Também te amo, amiga. Obrigada por tudo. Boa noite! ? me despedi dela e fui pro meu quarto.
Dia seguinte? Trabalho...
A noite? Conversa com o John!

Capítulo 04

Acordei às seis e meia pra me arrumar, passar na Starbucks, comprar um café e ir pra revista. Mas uma coisa batia na minha mente repentinamente... "O QUE VOU FALAR PRO JOHN?"
- Deus, me ajuda! ? falei sozinha ? Que roupa eu visto? ? olhei pro meu closet.
Peguei uma saia de cintura alta, uma blusa rosa e uma ankle boot preta e estava pronta pra trabalhar, peguei minha bolsa e desci pra sala. Até me deparar com o dormindo no sofá.
- Mas hein? ? perguntei pra mim mesma. ? Esse menino brota aqui em casa... ? disse entrando na cozinha ? Bom dia, .
- Bom dia, .
- Tipo assim, o brotou aqui em casa não é? E sempre dorme no sofá, coitado ? falei rindo e soltando minha bolsa na bancada da cozinha.
- Ele veio logo depois que você subiu pra dormir. ? falou sorrindo.
- Estão namorando?
- Ai saco, ainda não ? disse fechando a cara.
- Qual quer coisa, me avisa. ? sorri ? Não vai trabalhar?
- Ah não, só vão abrir a galeria amanhã ? disse a mesma.
- Arruma a casa pra mim, por favor? ? sorri, fazendo bico.
- Tá, tá. Só por que o John vem aqui hoje e não quero que ele pense que você está sofrendo por ele, por isso não arruma a casa ? riu. ? Quer sanduíche de manteiga de amendoim?
- Ai, não... ? falei começando a ficar enjoada. ? Vou vomitar! ? sai correndo com a mão na boca e me ajoelhando no chão, perto da privada, e colocando pra fora o que eu não tinha. Afinal, não tinha tomado café.
- , você ta grávida? ? gritava pelo corredor atrás de mim.
- Quem tá grávida?! ? se levantava rápido e vem correndo pro banheiro.
- A está grávida! ? disse .
- Oh, meu Deus! Sério? ? falava boquiaberto.
- Eu não estou grávida, idiotas ? falei limpando a boca. Como eles poderiam pensar aquilo? Eu sempre me preveni com o John, e nunca fiz nada com o , também nem daria tempo. Eles são dois idiotas, por isso se combinam tanto ? Eu só estou nervosa! ? falei ? Quero água.
- Ok, vou pegar. ? falou .
- , não sei o que eu faço mais. Se volto com o John ou não. Tô me sentindo muito fresca por estar tão nervosa assim!
- Mas , você quando fica nervosa começa a vomitar e a enjoar de tudo, isso é... Isso é normal, meu... E já lhe disse, faça o que o seu coração mandar, não faça coisas precipitadas que você poderá se arrepender depois ? aconselhou a mesma do meu lado ? Agora vamos, que isso tá fedendo.
- Obrigada, amiga ? falei dando uma braço nela.
- A água! ? chegou com o copo na mão.
- Valeu ? peguei o copo e bebi ? Agora, tenho que escovar os dentes de novo ? Peguei a minha escova de dente, escovei e passei o gloss outra vez - Bem, agora vou indo, trabalho me espera! ? falei pegando a bolsa e as chaves do carro. Até mais tarde, gente... Ah, que não saia daqui o que aconteceu agora de manhã, certo? Amo vocês! ? me despedi e fui pro carro, passei na Starbucks pra comprar meu café matinal e seguir caminho até a empresa. Trabalho, trabalho e trabalho... Na hora do almoço resolvi ligar pro Jack.
- Hey, lobisomem! - falei rindo.
- E aí, mano ? riu o mesmo ? Não era pra você estar trabalhando?
- Horário do almoço, besta... Trabalhos normais têm isso. Enfim, liguei pra falar que o John vai lá pra casa hoje a noite, iremos conversar.
- Lembre do que eu te falei, não faça besteiras.
- Eu sei, eu sei, vomitei hoje de manhã, de tão nervosa... Nunca estive assim.
- Tá grávida? ? perguntava Jack ? Se estiver, coloca o nome do bebê de Alejandro.
- Ai, meu Deus! Não estou grávida e nunca colocaria o nome do meu filho de Alejandro, seu besta! Mas já estou melhor, brigada por perguntar.
- Desculpa, mas que bom que está. Olha, manda uma mensagem depois da conversa. Vou estar ocupado a noite inteira, ai vejo a mensagem, ok? ? disse Jack.
- Ok, vou desligar! Preciso terminar minha salada e voltar pro trabalho. Beijo ? falei pra ele.
- Ok, beijo. ? Jack se despediu e desligou o telefone. Terminei meu almoço e voltei pro trabalho. Hoje foi mais corrido, tive que ir a dois lugares acompanhar uma sessão de fotos com a Demi Lovato e a Selena Gomez, que por sinal foi um saco (N/A: nothing personal, fãs delas) e outra sessão que foi mais divertida com os meninos do Hot Chelle Rae, que seria a matéria principal e capa da revista; Quem iria escreve a matéria seria eu. Terminado as sessões de fotos, voltei pra casa, que por sinal estava vazia - e arrumada.
- Que bom que ela arrumou ? falei deixando a chave do carro no porta chaves e vendo um bilhete da na mesa do corredor: "Não fiz jantar, chego por volta das dez. Boa sorte com o John! E me liga qual quer coisa. Te amo, ."
? Ótimo, não iria querer jantar mesmo, vou jantar com meu namorado. ? falei pensando pra mim mesma: "NAMORADO? QUE ISSO, !". Subi pro meu quarto, tomei um banho... Coloquei uma calça jeans, uma regata rosa e meias. Tinha mania de ficar de meias o dia inteiro. Desci pra sala e fiquei assistindo TV, enquanto o John não chegava... Olho no relógio e via que já eram sete e quarenta.
- Ai, cadê ele! ? falei um pouco nervosa, na mesma hora a campainha toca. ? É ele. ? falei dando um pulo do sofá e batendo meu pé na mesinha.
- CARALHO! ? gritei. Fui até a porta mancando por conta da batida. Me olhei no espelho que tinha no corredor, e abri ? Hey. ? sorri de leve.
- Oi, . ? falou se aproximando de mim pra me beijar, mas virei o rosto.
- Erm, como você está? Entra. ? me afastei dando espaço pra ele passar.
- Bem, e você?
- Também estou, e com fome! Trouxe o sushi não foi? ? ri.
- Claro, está bem aqui, vamos comer que também estou morrendo de fome. ? falou olhando pra mim. Deus! Por favor me segure pra eu não agarrar ele!
- Me dá aqui ? falei pegando a sacola onde estava a comida ? Vai indo pra sala, que eu já levo.
- Hum, eu te ajudo com as coisas. ? sorriu.
- Ótimo. ? falei andando em direção à cozinha. Coloquei as coisas em cima do balcão, peguei uns pratos pra colocar o sushi lá e umas taças. Bem, o John trouxe vinho... MEUS DEUS! Será que ele queria me deixar bêbada? Não, que isso, !
? John leva a garrafa de vinho, os pratos e as taças, que eu levo o sushi.
- Ok! ? falou pegando as coisas e indo pra sala. Colocamos tudo em cima da mesinha no meio da sala e sentamos em volta dela. Ficamos nos olhando por um tempinho, até que ele quebra o silêncio.
- Bem, vamos comer não é? ? sorriu.
- Claro ? peguei meu hashi e comecei a comer.
- O que tem feito esses últimos dias? ? John perguntava abrindo a garrafa de vinho e me servindo.
- Sai com o Jack, joguei rock band com a ... E trabalho hoje ? comi um sushi. ? Valeu pelo vinho ? peguei a taça e dei um gole. ? E você?
- Ah, eu só fiquei em casa, descansar da turnê. Sabe como é... ? sorriu comendo um camarão.
- Claro! ? levantei minhas sobrancelhas. Enquanto comíamos conversamos sobre besteiras, tipo filme, series e música. ? Bem, o que você queria conversar comigo?
- ... Eu não sei como vou ter a cara de pau em te pedir desculpas. Mas quero que saiba que é de você que eu gosto e que amo. Senti muito a sua falta. E quero te dizer também que eu me arrependo de tudo que eu fiz pra você, me arrependo mesmo. Queria que me você me perdoasse. ? John falava sério pra mim, demonstrando verdade no que dizia, só que eu não conseguia enxergar de verdade nos olhos dele. Não é porque estava um pouco longe dele, mas por que não conseguia mesmo.
- Hum, quero que você me responda uma coisa... E não minta!
- Certo...
- O que foi que eu fiz pra você nesses últimos dois anos que estávamos namorando? ? falei olhando pra ele, enquanto o mesmo ainda me olhava serio. ? Hein, John? Responde...
- Nada. Você sempre foi fiel a mim e eu um canalha com você... Só que eu me arrependi disso! Me desculpa, , por favor!
- Você transou com essas garotas? NÃO MENTE!
- Não... claro que não! Eu só fiquei com elas. ? dizia se aproximando de mim.
Toda vez que ele dizia e afirmava que tinha ficado com várias garotas me subia um ódio, uma raiva e uma vontade de chorar.
- Então por que você não terminou comigo, se você curte ficar com varias fãs?? E não fãs também não é!? Seria bem mais fácil e simples ", é melhor terminarmos por que não sei se vou consegui ser fiel a você"... Eu entenderia... Mas não! Você quis optar por um lado mais fácil e melhor. "Não vou terminar com a , por que quando eu volto das turnês tem uma idiota me esperando. Pego várias e ainda tenho uma fixa".
- Não é bem assim, ... ? John tentava se explicar.
- E é como? Me explica, pra eu poder entender.
- Eu não terminei com você porque eu gosto de você e não queria perdê-la. Mesmo sabendo que o que eu estava fazendo era totalmente errado.
- Esse é o problema... Você GOSTA de mim e eu AMO você! Sacou a diferença, John Ohh?!
- Quem foi que disse que eu não te amo, ? Eu te amo sim, caramba, e muito.
- Quem ama não trai John, e foi o que eu fiz. Eu te amei durante esses dois anos! Nunca te trai, sempre ficava triste quando uma turnê demorava, mas te esperava e fazia surpresinhas pra você! Como uma idiota, isso sim.
- Eu errei, um bocado, mas , por favor! Eu peço que me perdoe ? falou se aproximando de mim e pegando na minha mão. É agora Deus, me segura pra não agarrar ele. Eu só fazia olhar pro rosto dele e sentia os seus movimentos. ? Me perdoa, ?
- Te perdôo sim...
- Obrigada. ? falou dando um sorriso enorme e chegando perto do meu rosto outra vez.
- Só que eu não sei se voltaremos, John ? falei virando o rosto, fazendo o mesmo tirar o sorriso da boca. ? Olha, eu desculpo sim, só que não posso voltar com você assim, estou muito magoada com tudo isso... Espero que me entenda.
- É, eu entendendo sim. Mas pensa direitinho, por favor, tá? Eu te amo e muito, não esquece isso! ? falava ainda perto de mim.
A minha vontade de chorar aumentava cada vez mais. E a minha vontade de puxar ele e beijá-lo aumentava cada vez mais também... Queria poder dizer "John, eu te perdôo, te amo muito e quero voltar com você". Só que eu sabia que não era a hora certa de se fazer aquilo.
- Acho que já terminamos a nossa conversa... É melhor você ir, John. ? falava me afastando dele.
- É, tem razão... ? falava soltando a minha mão. Me levantei e olhei ele se levantando. ? Abre a porta pra mim?
- Claro, por que não? ? sorri levemente e sai em direção a porta sendo, seguida por ele ? É isso... Nos falamos depois ? abri a porta e dei espaço pra ele passar.
- Uhum... Pensa direitinho ok? ? se aproximou devagar e beijou o canto da minha boca.
- Ok, pensarei sim... Boa noite, John.
- Boa noite, ... ? ele se virou e foi em direção ao carro dele. Fechei a porta e soltei um pouco de lágrimas.
- Calma, , pare de chorar que nem uma idiota! ? falava pra mim mesma. Enxuguei as lágrimas e fui arrumar a sala, pra não reclamar depois. Subi pro meu quarto e coloquei meu pijama. Olhei o relógio do lado da minha cama, que marcava dez e meia. Acabei caindo no sono.

Tempo depois meu celular toca...
- Alô? ? falei com a voz de sono.
- , ih minha nossa, estava dormindo... Eu ligo outra hora.
- Não, só estava cochilando, , pode falar. ? falei, me virando pro teto.
- Ah, disse que ia te ligar... E aqui estou. Como está? ? perguntava.
- Bem sim, mas pensei que seria qualquer hora, menos meia noite. ? ri levemente ? Mas estou bem, e você?
- Do mesmo jeito... Não vou perguntar o que você estava fazendo agora ? riu de leve ? Mas, o que você fez essa noite?
- Conversei com o John...
- Foi? E aí, vocês voltaram? ? perguntou com a voz meio pra baixo.
- Não, mas ele pediu pra eu pensar...
- E você vai voltar com ele?
- Eu não sei, , não sei mesmo...
- Hum, então você ainda pode sair com outros caras? ? perguntou.
- Isso foi um convite? ? disse dando uma leve risada.
- Hum, digamos que sim... E ai, está a fim de sair esses dias? ? riu.
- Essa semana não, por que estamos fazendo os últimos ajustes pra publicar a revista... No final de semana pode ser?
- Claro, estou as suas ordens! ? riu.
- Nossa, então... Vai na Mcdonalds e compra um hambúrguer pra mim, com batatas e refrigerante. ? ri.
- Ok. ? falou desligando o telefone.
- Esse menino é doido? ? falei sozinha tirando o celular do ouvido, me virei e tentei dormir de novo... Não conseguia, olhei no relógio e vi que já tinha se passado uma hora. Coloquei minhas pantufas do Bob Esponja e desci. Peguei um copo com água e fui ver TV. Estava começando a Family Guy. Fiquei assistindo pra ver se o sono voltava. Uns vinte minutos depois a campainha toca.
- esqueceu a chave de novo... ? falei pegando a minha chave que estava na mesinha e fui até a porta. ? , seja mais responsável e leve a chave da próxima vez! ? falava abrindo a porta e vendo quem estava parado na frente dela não era nada parecido com a , não tinha peitos.
- Boa noite, madame. Aqui está o hambúrguer ? falava com um sorriso enorme e segurando duas sacolas da Mcdonalds ? Não vai me convidar pra entrar? ? sorria o mesmo.
- Você é doido, ? Claro, entra! ? sorri dando espaço pra ele passar. ? Eu falei brincando sabia?
- Hum, levei muito a sério então... Vai ter que comer, gastei dinheiro nisso, poderia comprar outra coisa pra você ? falava mostrando as sacolas do Mc.
- Claro que vou comer, vamos pra sala! ? falei empurrando ele pelas costas. Sentamos no sofá e começamos a comer o nosso ?lanchinho?.
- Desculpa te ligar aquela hora e chegar aqui de surpresa.
- Sem problema, sério mesmo... Mas terá problema se eu engordar... Aí será culpa sua...
- Você é linda de qualquer jeito, ? sorriu pra mim.
Ai, , por favor não começa! Eu não sei se resistiria a ele se ele tentasse algo. Ele beijava bem e era lindo... DEUS, ME AJUDA!
- Para com isso! ? sorri corada, o fazendo sorrir.
- Cadê a ?
- Sabe que eu não sei? Deve ter saído com o , mas deixou um bilhete dizendo que voltava as dez e meia... E olha só que horas são.
- Pois é... Fazer o que né... Ai você fica a noite sozinha, vai que um ladrão, ou um tarado... Ou um ladrão tarado entre aqui? Você está sozinha e desprotegida. Isso não se faz, malvada! ? sorriu. Mas eu só consegui rir do comentário dele.
- Claro, malvada. Mas mesmo eu estando com a , estaríamos desprotegidas... Ou seja, o ladrão tarado iria nos atacar do mesmo jeito ? ri.
- Também, mas aí como vocês são duas, poderiam armar um plano e atacar ele. No sentido de se proteger, claro! ? riu.
- Boa ideia, poderíamos dar uma de três espiãs demais, no caso, duas espiãs demais.
- Ai criariam um desenho e vocês ficariam famosas. Desenho não, um filme! E viraria uma serie de TV ? falava empolgado.
- Isso, ficaria famosa e teria dinheiro o bastante pra sair daqui e ir pra uma casa maior. E ter um lamborghini igual ao do Bam Margera.
- Boa, aí você me daria carona todos os dias! ? sorriu
- Isso aê! Sairíamos ouvindo Papa Roach nas alturas!
- Boa escolha pra banda! Iria ser insano, cara! ? se empolgou.
- Mas ai eu corto o seu barato... Trabalho em uma revista de moda e não ganho nem um terço pra comprar um Lamborghini. ? fiz bico, vendo que fazia também.
- Você é má, cortou o meu barato. ? fez cara feia ? Você vai pagar agora, ninguém corta o meu barato.
- Pagar? Não tenho dinheiro ? ri.
- Ah não é com dinheiro, vem cá ? falou chegando perto de mim.
- Sai pra lá, ! ? ri.
- Cócegas! ? falou fazendo cócegas na minha barriga.
- Para... Para!! ? gritava rindo. Me soltei dele e sai correndo. ? Você não me pega! ? dei língua.
- Vem cá, ! - se levantou e correu atrás de mim. Corremos em volta da mesa, até que quando eu corro pra perto da escada, ele me puxa pelo braço e me prensa na parede.
- Agora você não escapa. ? falou ofegante.
- Me solta! ? ri ofegante.
- Você tem que pagar ainda.
- Cócegas não, por favor!
- Não é cócegas...
- E é o que? ? perguntei, olhando pra ele e sorrindo.
- Isso... ? falou já colando sua boca na minha e puxando meu corpo pro dele, começamos a nos beijar, sentia que a coisa ficava mais rápida. Ele me levantou e eu entrelacei minhas pernas no abdômen dele. Ele subiu as escadas comigo no colo, ainda nos beijando. Entramos no meu quarto e ele me deitou na cama. Ele tirou minha blusa e voltou a me beijar mas rápido e mais intenso. Quando vi, eu só estava de lingerie e ele de samba canção.
- , você tem certeza? ? perguntava um pouco sem fôlego.
- Tenho, tenho sim. ? falava voltando a beijá-lo. Nos cobrimos com o meu lençol, e ele começava a beijar meu pescoço, aquilo me deixava mais excitada e era um dos meus pontos fracos, o primeiro era a orelha. Ficamos nas preliminares por um tempo até que começamos realmente a fazer o sexo (N/A: não gosto de palavras explícitas, fico com vergonha kkk enfim). A cada beijo e a cada toque dele me fazia ir a mil. Nossos olhares se mantiveram fixos, eu sentia a pele dele na minha, gostava daquilo... Sentia a mão dele passando pela minha perna, enquanto eu passava as mãos nas costas e nos cabelos dele... Parecia que já tínhamos feito aquilo antes, e eu estava cedendo a cada movimento dele e ele aos meus... Estávamos em uma sintonia tão forte que eu senti que não queria que aquele tempo, aquela hora fossem embora, queria continuar ali com ele.
A noite tinha sido ótima, perfeita... Acabei dormindo depois daquilo tudo...

POV?S

Depois do que tinha acontecido nessa noite, acabei dormindo e acordando às três da manhã... Me sentia o cara mais feliz da face da terra... Afinal, eu estava dormindo abraçado de conchinha, com a garota que eu mais amava no mundo. Queria poder dizer o quanto eu a amava e a quanto tempo eu sentia aquilo por ela. Só que tinha um único problema... Que se chamava John, que por sinal ela ainda gosta dele, por mais que eu odiasse admitir isso. O lance mesmo era deixar quieto e deixar aquela noite na minha lembrança...
Me sentei na cama e coloquei minha samba canção, olhei de novo pra ela, que dormia parecendo um anjinho. Levantei e fui até a sua janela, e fiquei olhando a rua...
- Não está conseguindo dormir? ? perguntava, deitada na cama.
- Não... Mas daqui a pouco o sono chega ? me virei olhando pra ela, que esfregava a mão nos olhos. Dei meia volta e deitei ao seu dela.
- Tenta dormir, amanhã você vai acordar mal e eu tenho que trabalhar. ? sorriu pra mim.
- Agora eu durmo, pode deixar! ? sorri e fiquei olhando pra ela.
- Ótimo! ? sorriu se aproximando de mim e me abraçou pela cintura ? Boa noite ? me deu um beijo e voltou a por a cabeça no meu peito.
- Boa noite. ? beijei a cabeça dela e fechei meus olhos. Não deu cinco minutos e eu acabei dormindo do jeito que estava, abraçado a ela.
Acordei com o despertador dela, que marcava seis e meia.
- Mano, isso não é hora que se acorde. ? falei, reclamando baixo.
- Veja o meu tormento de todos os dias! ? sorriu e me deu um beijinho ? Bom dia, menino.
- Bom dia, menina, como dormiu? ? perguntei.
- Ótima, e você?
- Muito bem. , sobre ontem...
- Não quero conversar sobre isso, a única coisa que tenho a dizer é... Eu gostei ? ela me dava um sorriso sincero. Retornei o sorriso e a beijei de verdade, e não um beijinho ? Tenho que me arrumar pra ir trabalhar...
- Tem que ir mesmo? ? perguntei, puxando-a pela cintura e prendendo ela com o meu corpo.
- Sim, tenho... Se não trabalho não ganho dinheiro pra comprar a minha lamborghini ? riu de leve.
- Tem razão... Toma café da manhã? ? falei soltando ela.
- Ah não... Nunca dá tempo, compro na Starbucks. ? falou se levantando e indo em direção do banheiro, já ligando o chuveiro.
- Ok, então... ? me levantei e entrei no banheiro pra escovar meus dentes e lavar o rosto ? Quer que eu te leve pro trabalho?
- Melhor não, sabe, você me levando pro trabalho, as pessoas vão... As pessoas não, a mídia vãi ficar em cima... E falando coisas sobre nós.
- Hum... Tem razão.
- Você entende, não é? ? perguntava abrindo um pouco a porta do Box ? Pega a minha toalha ai do lado, por favor.
- Entendo sim! ? entreguei a toalha a ela e dei um leve sorriso.
- Obrigada, . ? falou saindo do Box e ficando parada na minha frente só com a toalha enrolada no corpo. A minha vontade era de puxá-la pra mim, tirar essa toalha e começar o que tínhamos feito na noite anterior. Mas acordei e dei espaço pra ela passar. Sai do banheiro e coloquei a minha roupa... Me sentei na cama dela esperando ela terminar de se arrumar.
- Como você demora. ? falei rindo.
- Trabalho pra uma revista de moda, tenho que ir arrumada. Se não já sabe... ? falou saindo do closet só de calça jeans e sutiã. Meu Deus, que corpo! - Que blusa eu vou, essa ou essa? ? perguntou, me amostrando duas blusas penduradas em cabides.
- É... Hum, vai com essa ? apontei pra mão direita - Gostei dessa aí. ? falei colocando a mão na boca pra limpar a baba. Mentira, não tinha baba nenhuma.
- Pronto, estou pronta. - saiu do closet toda arrumada. ? Está boa a roupa?
- Está linda, , sabe disso. Não precisa ficar perguntando. ? sorri pra ela.
- Brigada , mas vou ter que ir agora! ? torceu a boca.
- Ok, te deixo no carro. ? me levantei e abri a porta do quarto dela. A deixei passar e descemos as escadas. ? , espera! ? a puxei pelos braços antes que ela abrisse a porta.
- Sim? ? ela me olhava sem entender.
- Queria me despedir... Me despedir desse dia... Se é que me entende.
- Estou confusa...
- Só me beija agora, pode ser? ? dei um sorriso de leve. Ela sorriu e se aproximou de mim, segurou meu pescoço e me beijou. Nos beijamos por uns minutos e eu a soltei. ? Melhor você ir, ou vai se atrasar. ? falei de olhos fechados.
- Obrigada por ontem. ? sorriu e abriu a porta. Saímos da casa dela e seguimos em direção aos nossos carros.
- Tchau, . ? acenei pra ela.
- Tchau, ! ? acenou abrindo o carro, entrando no mesmo e dando partida.
Entrei no meu carro e segui em direção do meu apartamento, só queria ir pra casa agora e dormir um pouco. Deixar o que aconteceu na noite anterior só nas minhas lembranças, eu tinha a certeza absoluta de que ela iria voltar pro John, e que ela não iria querer nada comigo, mesmo se eu tentasse.

Capítulo 05

No dia seguinte, tentei explicar pra o que tinha acontecido na noite anterior, só que ela insistia em dizer que não estava acreditando.
- Caramba , leva a sério por favor! ? falei batendo no braço dela
- Eu estou levando, só que nunca imaginei isso. Ok, o que você vai fazer?
- Com o que?
- Em relação ao , tipo... você está a fim dele? ? perguntava
- Não, não estou... foi tudo por impulso... se é que me entende.
- Aham, sei . E enquanto ao John?
- Estou pensando, vou ligar pra ele esses dias e vou marcar em algum canto pra conversar.
- Certo, espero que faça a coisa certa. ? sorriu pra mim.
- Vou tentar amiga, vou tentar! ? sorri de volta.
A semana estava acabando já, e tinha que resolver logo o que seria da minha vida amorosa. Como se ela fosse muito TENSA, mas não. Peguei meu celular e liguei pro John. Marquei com ele na casa café as três horas desse sábado. Depois de falar com o John, fui terminar de escrever a matéria com o Hot Chelle RAE e depois dormir. Minha vida andava muito monótona desde o dia que terminei com o John, tá nem tanto... por conta do .
Dia seguinte, trabalho até as a seis. Final de semana estaria livre dele. Graças a Deus!
O sábado chegou bem rápido e eu acordei cedo, o que eu tinha planejado acordar de meio dia, mas não... acordei as sete da manhã!
Como não estava conseguindo dormi de volta, resolvi começar a ler o livro que a tinha me emprestado, Diários de Carrie (de Sex & The City). Passei um bom tempo no quarto até dar umas oito e meia. Desci pra cozinha, tomei um café rápido e fui trocar de roupa pra fazer um Cooper.
- , vou fazer cooper ok? ? avisei entrando no quarto dela.
- Ok ? falou meia sonolenta.
Desci as escadas indo em direção a porta, e ligando meu mp3, resolvi ouvir Little Boots dessa vez. Fiz meu Cooper de quase duas horas como sempre e voltei pra casa, tomar um banho e descansar pra depois ir me encontrar com o John.
Por mais que eu tivesse transado com o , ter ficado com ele algumas vezes eu não conseguia esquecer o John, e estava certa do que eu iria dizer a ele hoje a tarde.
Quando deu duas horas, tomei outro banho e me arrumei, não iria de carro, por que teria uma carona bem legal na volta. Decidi pegar um taxi e ir para a casa café. Chegando lá, ele não tinha chegado ainda. Por que será que toda vez que eu vou lá, meu lugar favorito está vazio? Destino... ok, não!
Sentei nos pufes e peguei o livro Diários de Carrie de novo pra ler enquanto ele não chegava. Depois de umas meia hora ele chega.
- Oi ? falou dando um beijo na minha bochecha.
- Oi John ? sorri pra ele, que sentava no pufe da frente enquanto eu guardava o livro na minha bolsa.
- Como você tá? - ele perguntava.
- Estou ótima, e você?
- Estou levando ? sorriu ? Já pediu alguma coisa?
- Ah, não estava te esperando.
- Ótimo, o de sempre? ? sorriu. Ai como eu gostava daquele sorriso.
- Isso ai! Pensei que tinha esquecido disso...
- Não tem como esquecer essas coisas, principalmente se for suas coisas e você principalmente... ? falava ainda com o mesmo sorriso no rosto. Me fazendo corar.
- Para John... ? coloquei minha franja atrás da orelha.
- E ai, o que tem feito?
- Nada de mais, trabalho...comer...trabalho...cooper...trabalho...essas coisas ? ri de leve. ? E você?
- Nada de mais também, só que fui a praia esses dias, respirar um pouco sabe...
- Aham, sei sim... ? sorri levemente. ? Chama o garçom por favor?
- Claro ? falou levantando o braço e chamando o mesmo. Ele fez os pedidos e ficamos conversando... até chegar a conversa certa!
- Bem... John vamos ao que interessa, o que viemos conversar mesmo...
- É bom não é? ? riu de leve.
- As vezes é...
- Bem, ... como você sabe, eu me arrependi de ter feito tudo aquilo com você... já te pedi desculpas milhares de vezes, e só quando eu te perdi foi quando eu vi o quanto você sempre foi e é importante pra mim. Acredita em mim por favor!
- John, eu te desculpo sim. Só que me diz por que você fez isso comigo por favor?
- Eu não sei... impulso, estava bêbado...
- Aham, sei...
- É serio! Por favor, te peço, me perdoa. É o que eu mais te imploro... volta pra mim?! ? ele falava serio e segurando a minha mão. ? Por favor, volta pra mim? ? Bem e eu estava decidida pro que ia dizer a ele.
- Bem John... ? enquanto eu falava o garçom atrapalhava colocando as coisas na mesinha ? Hum, obrigada... voltando... Como eu tinha te dito, eu te desculpo claro... e pensei seriamente se daria uma segunda chance pro nosso relacionamento...
- E você decidiu o quê? ? enquanto ele me perguntava isso, ele apertava minha mão com força.
- Bem, decidi que sim... Quero dar mais uma chance pra gente ? quando eu disse isso, ele deu um enorme sorriso, se levantou e me deu um beijo. Sentia falta do beijo dele, sentia falta DELE. E muitas!
Ao terminar o beijo ele me surpreende com uma coisa que não o ouvia dizer pra mim a um bom tempo.
- Eu te amo ! ? sorria e me abraçava forte
- Também te amo John ? dei um sorriso. Estava me sentindo bem com ele, estava mesmo... só não me senti bem dizendo que o amava... O motivo? Não sei explicar. Ficamos na casa café por um tempo, depois resolvemos dar uma volta pela praia, e sentar na areia.
- Bem John, você brigou com o , como vai ficar as coisas entre vocês dois?
- Ele disse pra mim que só voltasse a falar com ele quando eu tivesse me arrependido das coisas que tinha feito com você... e eu me arrependi, vou conversar com ele. Não quero perder a amizade dele, entende?
- Claro que sim, são amigos desde de infância... assim como eu e o Jack... ? sorri levemente. Odiava lembrar que o e o John eram amigos de infância, quer dizer passei a odiar depois do que tudo aconteceu entre mim e ele, digo eles.
Ficamos na praia por mais uns minutinhos e pedi pra ele me levar pra casa. Estava cansada. Mentira estava não, mas só queria ir pra casa. No caminho indo pro carro do John, vimos uns paparazzi tirando foto de nós dois. Odiava isso, não era famosa, então não tinha pra que fazerem isso... Mas como estava com o John sempre acontecia, não só com o John. Mas se eu estivesse com algum amigo famoso na rua, tinha um pra te atacar com flash na cara. Entramos no carro dele e partimos direto pra minha casa, queria deitar na minha cama, curti o John do meu lado outra vez. Não demoramos muito pra voltar pra casa. Chegando lá, a estava saindo com o .
- Ei amiga, aonde vai? ? perguntei pra Nyole
- Vou no show do 3OH!3 com o pessoal, vamos? Tem entradas sobrando.
- Ah não, estou cansada de mais... quero tomar um banho e relaxar...
- Ah claro ? riu ? Oi John! ? falou educadamente.
- Oi ? sorriu ? Beleza ?
- Oi , tinha me esquecido de você ? ri
- Chata ? sorriu ? E ai John, beleza?
- Tudo ótimo. vamos? ? John falava colocando a mão na minha cintura e me levava em direção da porta.
- Claro. ? sorri pra ele. ? Tchau gente!
Despedimos-nos da e do e entramos na minha casa.

POV?S .

- Aposto vinte que ela termina o namoro em menos de dois meses. ? dizia a mim
- Aposto vinte também, que ela termina o namoro em menos de um mês... ela gosta do , está estampado na cara dela. ? falei colocando o cinto.
- Tá mesmo... aposto mais vinte e cinco que quando ela terminar ela vai correndo pro . ? dizia convencido.
- Ok, aposto mais vinte e cindo que se ela terminar com o John quem vai atrás dela será o ? ri.
- Ok, então se eu acertar as duas, será quarenta e cinco dólares. Vou ficar rico! (n/a: SOU RYCO, UM BEIJO) ? riu muito alto e loucamente.
- Você me assusta às vezes ? ri o que o fez parar de rir na mesma hora ? Tô brincando amor, eu te amo. ? Dei um beijinho nele e voltei pro meu lugar
- Também te amo ? riu. E partimos em direção do show do 3OH!3.

- Amor, vou tomar um banho ok? ? falei subindo as escadas.
Ao entrarmos em casa, fui direto pro meu banheiro, necessitava de um banho rápido, depois daquela praia.
- Tudo bem, quando você sair quero tomar um também, ok?
- Tudo bem ? dei um selinho nele, subi as escadas e entrei no banheiro. Acho que demorei uns vinte minutos no banho, a água estava bem quentinha e nem me toquei a demora... Sai do chuveiro, me enxuguei e sai enrolada na toalha.
- Pode ir ? sorri pro John e fui pro meu closet pegar alguma coisa pra vestir claro.
- Ok ? ele se levantou e foi pro banheiro. Coloquei uma calça de moletom e uma camiseta da glamour kills e uma meia com um monte de porquinhos. Deitei na minha cama e fiquei virada pra minha janela. Comecei a lembrar da noite que tive com o na mesma hora.
??, por que está pensando no , se tu está com o John filha da mãe!?? Comecei a pensar isso na mesma hora. Virei pro lado que dava pra parede, e fechei os olhos. Depois de um tempinho o John deita do meu lado e me cobre com o edredom. Dormimos um pouco, até sermos acordados pelo celular dele.
- Quem é? ? perguntei a ele.
- É o Garrett ? falou me mostrando o celular com o nome dele.
- Hum... diz a ele que eu agradeço muito por ter me acordado ? falei encostando a minha cabeça no pescoço dele. Comecei a cochilar de novo, mas ainda ouvia o John falando com o Garrett sobre um show em Nova York.
??Se prepara pra levar chifre de novo ??. Pensei comigo mesma. Mas também não poderia pensar assim não é?
Depois de uns minutos ele desligou o telefone e me abraçou.
- Garrett mandou um beijo pra você, e que já saiu em um tablóide que voltamos. ? riu de leve.
- Oh, serio? São rápidos hein!
- E como... Olha, o Garrett falou que vamos ter um show em New York semana que vem, vai ser em uma quinta feira, você vai não é?
- Acho que não dá amor, trabalho na quinta... se tiver uma folga eu vou...
- Pô, tá bom... poderíamos passar o final de semana lá, fazer compras e voltar no domingo. Se quiser.
- Seria ótimo. ? sorri.
Passamos o resto do dia assim, deitados na cama, conversando, se beijando, vendo TV, estava cansada e queria descansar... Tecnicamente estava cansada. Só que eu pensando e dizendo ??estou cansada?? acabei ficando mesmo, mas era tudo preguiça. Psicológico, só pode.
- , vou ter que ir agora, queria poder dormir aqui só que amanhã tenho que ir resolver umas coisas com a menina do Pat.
- Tudo bem... me liga amanha tá?
- Claro que sim ursinha ? sorriu me abraçando.
- Senti falta disso... do ursinha ? sorri carinhosamente pra ele. Onde ele me deu um beijo de despedida.
- Amo você ? falou no meu ouvido.
- Também amo você John Ohh ? sorri.
- Agora vou indo. ? falou abrindo a porta da casa, virando pra mim de volta, mordendo os lábios e me dando mais um beijo.
- Tchau John ? ri.
- Tchau ? falou fechando a porta. Quando ele foi embora, fui na cozinha pegar água, e subi de volta pro meu quarto. Estava a fim de passar o resto da noite dormindo, só acordar as duas da tarde do domingo. Pretendia né, por que acordei hoje as sete!
Bebi minha água, coloquei o copo no criado-mudo e deitei na cama novamente. Quando comecei a cochilar, a companhia toca.
- Ai que ódio!!! ? falei sozinha descendo as escadas. ? Se for conhecido eu mato, e se não for eu mato também! FILHO DA PUTA! - gritei
Ao abri a porta me deparo com o parado em frente dela.
- Ah, oi ! ? falei dando um pouco de pausas.
- Oi ! ? sorriu ? Posso entrar?
- Claro, entra ai ? dei espaço pra ele passar e fechei a porta.
- Tava fazendo o que?
- Dormindo, e você me acordou. Filho da mãe! ? ri.
- Desculpa, serio... Posso ir embora se quiser...
- Que? Não fica ai... Quer alguma coisa?
- Hum... Não valeu.
- Vamos pra sala. ? falei já indo pra ela e sendo seguida por ele.
- E ai, o que tem feito? ? ele perguntava. Nossa essa pergunta de novo?
- Trabalho...comer...trabalho...cooper...comer...trabalho, as coisas normais de sempre! ? ri.
- Claro claro! Novidades? ? Por que ele foi fazer essa pergunta? Ou será que ele já sabia da minha volta com o John...
- Bem... tenho uma... ? sorri
- É? Qual é? ? ele deu um sorriso. Meu Deus que sorriso lindo!
- Bem... eu e o John, nós voltamos... Legal não é? ? disse sorrindo, na mesma hora ele desfez o sorriso do rosto e ficou serio.
- Claro que sim, você o ama, e ele também... Espero que dê certo dessa vez...
- Também espero... Ele se arrependeu mesmo sabe... ? sorri
- Hum, sei... Olha vou ter que ir agora, lembrei que tinha umas coisas pra fazer agora...
- Ah serio? Tipo o quê? ? perguntei achando um pouco estranho.
- Tenho que ir no mercado comprar umas coisas... é tenho que ir no supermercado.
- Está bem... Me liga qual quer dia desses pra gente sair e tal... Somos amigos não é?
- Claro que sim... Amigos... ? falou se levantando
- Quer que eu te leve até a porta?
- Hum, não precisa... sei o caminho ? falou saindo da sala e indo em direção da saída.
Achei estranha essa atitude dele na hora de sair. Mas deixei pra la, só voltei pro meu quarto, dormir, era isso que eu precisava.

POV?s

- Caralho, eu não acredito! ? falei dentro do carro pra mim mesmo. Liguei o mesmo, e sai em direção da minha casa. Peguei o celular e liguei pro .
- Alo?
- Mano, a voltou com o John! ? falei nervoso.
- Eu sei cara... Ele esteve com ela quando eu estava saindo de casa com a ...
- E nem me conta!?
- Foi quase agora mano, foi mal...
- Beleza, depois quero conversar com você calma... Mas e ai vai pedir a em namoro ou não...? Quer dizer oficializar isso!
- Vou cara, mas estou nervoso... Medo dela não aceitar.
- Ela vai aceita idiota... Olha vou desligar estou no trânsito.
- Beleza, depois eu te ligo, ou apareço na tua casa. Falou ? desligava o celular, e eu jogava o meu no banco do passageiro. Não poderia acreditar que isso tinha acontecido... Ok, era de se esperar, mas não tão cedo... Agora eu não poderia fazer mais nada, a não ser ficar na minha e esperar o tempo pra vê no que ia dar. Esquecer a isso eu tinha certeza de que isso não ia acontecer nem tão cedo.

Capítulo 06

Dia seguinte do retorno do meu namoro com o John...
- Está em casa? ? perguntava John ao telefone.
- Sim, mas estou saindo pro trabalho.
- Hum, a está ai? ? continuava com o interrogatório.
- Não, já foi pro trabalho... Por quê? ? perguntei sem entender.
- Estou com o carro parado em frente a sua casa.
- Serio? ? olhei pela janela do meu quarto e via o carro dele estacionado. ? Está fazendo o que essas horas acordado e aqui na minha casa? ? ri levemente.
- Se você deixar eu entrar vai saber. ? falou com aquela voz com malícia.
- Não posso, queria, mas não posso. ? disse rindo.
- Deixa de ser chata, vai...
- Tudo bem, entra! ? ri e desligava o telefone. O vi saindo correndo do carro e vindo em direção da casa. Tive um ótimo bom dia, se é que vocês me entendem.
Uma semana depois do ocorrido com o na minha casa, eu ainda não tinha esquecido nada. Aquela cena sempre pairava na minha mente quando eu me pegava despercebia. Mas não podia negar que o meu namoro com o John andava muito, mas muito bem mesmo, até o sexo tinha ficado melhor. Desculpa, mas antes não era tão bom assim. (N/A: foi mal ai @johnmaine k) Meu trabalho também estava ótimo, estava sendo mais reconhecida pela revista, me transferiram pro setor de moda, mas só de moda. Estava na parte de Moda musical. Era legal, mas o que eu sempre quis foi só focando a moda em geral. Queria atingir um ponto pra ir morar em New York e trabalhar na Elle ou na Vogue.
- , tem uma festa pra ir agora de noite, vamos? ? John falava ao telefone.
- Pode ser amor, de que horas? Por que ainda nem sai do trabalho.
- É às dez horas, será que da tempo de você quando chegar em casa se arrumar e tal...?
- Sim, dá sim... Você passa lá ou nos encontramos direto no local?
- Eu passo ai na sua casa.
- E olha, quem vai?
- Eu, o Garrett e a namorada, , , e uma amiga da namorada do Garrett. Sabe como é né? Apresentar pro melhor amigo, ele anda muito parado ultimamente.
- Aham... ? ironizei ? Está bem, vou desligar pra terminar de editar uma matéria aqui e vou pra casa.
- Tudo bem. Até mais tarde. Beijos ? desligou o telefone.
Ah claro, parado, John só podia estar de brincadeira comigo. E queria só vê como é essa tal amiga da namorada do Garrett.
Terminei de escrever a matéria, peguei um táxi e fui direto pra casa.
- ? ? perguntei entrando e deixando a chave na mesinha do lado da porta.
- Tô no quarto, sobe aqui! ? gritava ela.
Subi, e quando cheguei lá, estava roupas espalhadas no chão, junto com sapatos.
- Me ajuda! Qual roupa eu vou...
- Bem, eu nem sei que roupa eu vou usar também. O John disse que era uma festa. Mas onde e o tipo ele não falou.
- Ah, é uma casa noturna, parece que o dono é o Ashton Kutcher, e é perto da praia. Mas é dia de estreia, vai ter famosos. ? ela ria.
- AH, então. Vai com aquele vestido de paetê seu e coloca um puta salto. Sabe né, é alto pra caramba! ? disse rindo. ? Por que o Ashton Kutcher abriu uma casa noturna?
- Vai saber!
- Bem, vou tomar um banho, comer alguma coisa e ver o que usar.
- Ah, te deixaram um vestido ai hoje de tarde.
- Quem deixou? ? perguntei com uma cara de sem entender.
- Não sei... Só tinha o nome ??Para ??
- Nossa, deve ter sido o John...
- Ele é lindo!
- Porra , já viu?
- Sabe como é né! ? ela riu.
- Sei sim. ? fui pro meu quarto, e a caixa enorme branca estava em cima da minha cama.
Abri, quando vi fiquei de queixo caído.
- CARALHO, QUE LINDO ! ? gritei do meu quarto.
- EU DISSE!
Então, o vestido era meio anos 50, tinha uma saia rodada, mas sem muito volume e com as costas abertas, tinha mangas até o cotovelo. Era de um tecido super fininho e um tom de cor mais fechado, um cinza escuro. Ele era tipo... LINDO!
- Quem te conhece bem, sabe que você curte anos 50 com um toque mais dark ? falava na porta do meu quarto, enquanto eu segura o vestido na minha frente. Ela amava dizer ??dark?? para meus tons escuros, era tão clichê isso, mas ela fazia isso por que sabia que eu odiava a palavra ??dark??.
- Pois é amiga... Será que o John sabe disso? ? perguntei me virando pra ela.
- Erm, sinceramente? Não...
- Nossa, quem então?
- Na festa você pergunta pra ele. Vou me maquiar, o já está chegando.
- Tá. ? soltei o vestido na cama, tomei um banho e me maquiei logo. Meu cabelo, eu o amarrei com uma liga preta, mas bem bagunçado. Como se eu estivesse acabado de acordar, e o prendi. Adorava usá-lo assim.
Fui até o meu closet, escolhi o sapato e estava pronta. Minha roupa estava.
- , chegou. Vou indo agora, tá?
- Ok, daqui a pouco o John chega. Te vejo daqui a pouco.
Já dava nove e meia e fui me arrumar. Coloquei o vestido, que modestia a parte, ficou perfeito em mim. Desci pra sala, e não deu muito tempo John toca na campainha.
Abro a porta, e ele estava parado com seu terno preto, uma calça preta e uma v-neck.
- Porra!
- Que foi? ? perguntei sem entender.
- Bati na porta errada. Caralho, desculpa... Você tá linda, amor! ? ele chegava perto de mim, me abraçava e me beijava.
- Você também está lindo. ? sorri.
- Vamos?
- Claro!
Tranquei a porta, e fui pro carro com ele.
- John, antes de mais nada... Obrigada pelo vestido ? sorri
- Vestido? Que vestido? ? perguntou olhando pra mim e olhando pra frente de novo.
- Esse aqui, que estou usando... Você me mandou, certo?
- Não , ele é lindo, queria eu ter te mandado, mas não foi eu.
- Nossa, que estranho. Tinha só um cartão dizendo ??Para ??.
- Se fosse eu teria deixado assim "Para a mulher da minha vida, use e tire depois comigo".
- Safado! ? ri batendo nele.
- Bem... Sabe como é né. ? colocou a mão na minha perna.
- Te odeio! ? sorri
- E eu te amo ? ele se inclinou e me beijou.
Chegando na tal casa noturna do Ashton Kutcher, que estava repleta de fotógrafos e famosos em um tapete vermelho. Paramos na frente, o manobrista abriu a porta pra mim e o outro pro John, pra poder levar o carro e estacionar. Fotógrafos viraram pra gente. Ele segurou minha mão e caminhamos até o tapete vermelho.
Fizemos a sociável lá, tiramos umas fotos e entramos pra dentro da casa.
Procuramos o que estaria com a . Encontramos eles sentados em uma área vip.
- Estamos podendo viu! ? disse John falando alto com o .
- Não é pra todo mundo não! ? ele riu, se levantou e falou com o mesmo. Depois indo falar comigo ? Tá linda , mas não como a minha mulher aqui.
- A é linda ... Melhor tomar cuidado, olhe aqueles caras olhando pra ela.
- É, eu percebi... Mas vou deixar quieto, por que sabe né... Ela me ama.
- Pior que ama muito... Sério. Cuidado pra não acabar perdendo ela, melhor tomar atitude. - Dei um tapinha no ombro dele, onde ele parou de olhou fixamente o além, depois voltou ao seu estado normal, se é que ele tinha e foi sentando perto da .
- Amiga, ficou lindo em você!
- Brigada. Só quero saber quem mandou, e não foi o John!
- Ei John... Cuidado com o admirador secreto da viu. ? ria.
- É, eu sei disso. Mas não vou perdê-la pra ninguém.
- Isso ai. ? sorriu olhando pro lado.
Depois de quase meia hora, ou mais, chega o Garrett com a namorada, mais sua amiga linda, loira e super magra. Só podia ser modelo. E ele estava junto, do lado dela. . Como ele estava lindo. Fiquei vidrada nele por um tempo. Até que o John estrala os dedos na frente do meu rosto.
- Acorda! ? ele riu.
- Ah, oi ? sorri
- Ai, essa é a Verônica ? falou Garrett.
"Nossa, que nome de puta." Pensei comigo mesma.
Cumprimentei-a e o resto do pessoal também.
John se levantou e abraçou o . Ficaram por uns tempos abraçados, conversando alguma coisa.
mal falou comigo quando chegou, só fez dá um ??tchauzinho?? com a mão, e sentou do lado da Verônica.
- Amor, vou com a pegar bebidas, quer? ? perguntou John.
- Sim, me trás um Martine.
- Tá bem ? se levantou e saiu com a .
Fiquei olhando ele descer os pequenos degraus, até reparar que o me olhava fixamente. Fiquei olhando pra ele também, até que ele me deu um sorriso e eu retribui com um outro. Depois ele deu uma leve risada, me fazendo rir também. Mas só ficamos assim, trocando olhares.
O que estava acontecendo comigo?
John chega depois de uns minutos com a minha taça de Martine.
- Aqui... Como é que você toma isso? Tem gosto de remédio.
- Tem nada, é bem docinho...
- Não mesmo ? sorriu, olhou fixamente pra mim e me beijou.
- Vou no banheiro. ? disse depois de uns instantes.
- , vai com ela?
- Tudo bem.
- Não precisa. ? disse.
- Deixa, eu vou mesmo assim, . ? falou .
Me levantei e fui andando na frente e me seguindo.
Entrei no banheiro, quando sai e ele me esperava do lado de fora. Ele me puxa pra um lugar mais reservado, onde não tinha ninguém.
- Sabia que ia ficar linda no vestido, mas não sabia que ia ficar extremamente linda. Onde está me fazendo segurar pra não te atacar e te beijar. ? disse me pressionando na parede.
- Foi você? ? perguntei olhando pra ele.
- Sim...
- Nossa, então... Obrigada, amei ele... Bom gosto. ? sorri.
Ele descia a mão pelo meu braço até a minha cintura. Ele chegava mais perto do meu rosto. Eu estava suando frio por dentro e por fora, com medo de que alguém chegasse e nos visse ali.
- , não!
- Eu sei que você quer, mais do que eu... Nós dois sabemos disso. ? falou já encostando a boca bem de leve sobre a minha.
- Não quero nada... ? falei lento pra ele que já estava praticamente me beijando. Mas simplesmente, passei meus braços em seu pescoço e o beijei intensamente.
Depois de uns minutos, soltei-o e sai correndo.
- Demorou, cadê o ? ? perguntou John.
- Quando sai do banheiro não o encontrei e foi difícil passar por toda essa gente. ? disse engolindo todo o meu Martine.
Depois ele chega, senta do lado de Verônica, que começa a puxar papo com ele. John não parava de me dar beijinhos, estava me sentindo péssima, há uns minutos estava beijando o melhor amigo dele.
estava me provocando e ele gostava de fazer isso. Depois de quase duas horas dentro da casa noturna, a Verônica consegue beijá-lo na pista de dança. Odiei aquilo, odiei mesmo. O que estava acontecendo comigo? Eu ainda gostava do John e muito. Mas eu não podia ficar com o John depois do que fiz. Ok, ele me pôs chifres diversas vezes, mas eu o tinha perdoado e ele realmente tinha mudado. Mas não poderia continuar com ele, sentindo que gostava do .
- CARA! ATÉ QUE ENFIM! ? falou John rindo.
- Até que enfim o que? ? perguntei virando meu rosto pra ele.
- Que o ficou com a Verônica. Se fosse eu, já teria ficado com ela.
- Como é?! ? fechei a cara.
- É, só que eu namoro você, então, não vou fazer isso.
- Hum... Olha só John, quero ir embora.
- Já amor? Acabamos de chegar.
- Tenho trabalho... ? falei. Mas realmente não era isso, era só a cena do ficando com a tal modelo. E claro, com o que o John tinha acabado de falar me morgou mais ainda.
- Posso ficar? ? perguntava ele.
Olhei séria pra ele, ele sempre fazia isso. Quando não queria ir embora comigo. Deixava-me voltar sozinha. Sou uma idiota e sempre falo a mesma coisa.
- Quem vai me levar pra casa? Não vou pegar táxi essa hora sozinha.
- Acho que o não vai se importar...
- Deixa, vou sozinha. ? me levantei quando já ia saindo, volta com a Verônica.
- AH, olha ele ai... Ei, pode levar a pra casa? ? John perguntava pro .
- Posso sim... Eu já estava voltando também, tenho umas coisas pra fazer.
- Obrigada cara!
Olhei séria pro John e desci as escadas com muita raiva. Tanto do John quanto do . Sai da casa noturna e fazia a parte da frente. Fiquei esperando o chegar pra pegar o carro.
- Vamos? ? me fazia andar colocando a mão nas minhas costas.
Entramos no carro em silêncio.
- O que você tem? ? pergunto sorrindo.
Idiota!
- Nada...
- Ah, tem sim... Eu te conheço.
- O que !? Quer saber mesmo? ? me virei pra ele.
- Quero...
- Tá... A questão é, você ficando com aquela modelozinha de quinta... Só isso.
- Olha...
- Para, tá bom?
- Com o que? Não falei nada...
Que ódio eu sentia dentro de mim.
- Para... Quer saber esquece, e esquece o que eu disse agora também!
Ele olhou pra mim e voltou com a atenção pra rua. O resto do caminho, até a minha casa fomos em silêncio. Desço do carro na maior pressa, tiro o sapato e vou descalça até a porta. sai do carro e vai atrás de mim.
- O que você quer?
- Não, quero saber o que VOCÊ realmente quer...
Olhei seria pra ele e senti o celular vibrar na minha bolsa. Abro pra vê, e tinha o nome do John na chamada.
- Oi.
- Amor, corri pensando que você ainda estaria na portaria e você já tinha ido. Estou no carro indo pra sua casa tá?
- OH, tá bem... A chave tá debaixo do tapete.
- Ok. Daqui uns cinco minutos eu chego, já estou a caminho. ? ele desligava o telefone.
- Olha só , brigada pela carona. Mas o John está vindo ok?
- Tá, eu vou embora...
- ... Tenho que te pedir uma coisa.
- O que, pode falar.
- Olha, melhor a gente se evitar tá bom?!
- Como é?! Eu... ? ele parou e olhou pra mim ? Se é assim que você quer. ÓTIMO! EU que vou me afastar de você agora!
Ouvir aquilo doeu muito. Descia uma lágrima no meu rosto. Ele se virou e foi pro carro dele. Deu a partida e saiu muito rápido. Fiquei o vendo ele ir embora, quando olho pro lado o carro do John parando em frente da minha casa. Limpei meu rosto com as mãos.
- Pensei que você já estava deitada. ? dizia vindo em minha direção.
- Ah não, acabei de chegar. Eu estava no carro quando você ligou.
- Hum... Vamos entrar, está ficando frio.
- Claro! - abri a porta e entrei com o John.
- Olha , queria te pedir desculpas pelo que disse lá na boate... Senti-me mal vendo você ir embora com o . Por isso voltei.
- Ah, sem problemas amor ? disse super calma ? Vamos dormir?
- Claro...
Subi pro meu quarto, tirei o vestido, coloquei uma camisola e deitei na cama. John deitava do meu lado, me abraçando em conchinha. E assim nós caímos no sono bem rápido e profundo.

Capítulo 07

A semana passou rápido, os meses passaram rápidos. Até de mais. Tinham se passado um mês desde o dia da festa de inauguração da casa noturna do Ashton Kutcher. Eu nunca mais tinha visto o . A estava namorando o , e eu ainda continuava namorando o Jonh, só que não estava mais sentindo o que sentia por ele antes. Estávamos brigando de mais, mas sempre tentando colocar o nosso relacionamento em ordem. Meu trabalho? Ótimo como sempre, acho que era o único lugar em que eu realmente sentia que me dava paz, por mais que seja trabalho.
- , vamos sair pra jantar? ? chamou Jonh em frente da minha mesa do trabalho.
- Vamos sim ? sorri ? Vai ser bom sair só eu e você.
- Bem, não será só eu e você...
- E vai ser quem? e ? Garrett e a namorada. Pat. Sua mãe, seu pai...?
- Nenhum deles... É o , quer apresentar uma pessoa pra mim, ai marquei esse jantar com ele...
- ? ? perguntei olhando pra uns papeis que tinha em cima da mesa.
- Sim... Problema?
- Não, claro que não... Iremos sim. ? sorri levemente. ? Passa pra me pegar?
- Claro, as sete e meia. Ok?
- Ok.
- Agora vou indo, vou pra casa dormir. Passei a noite compondo com o Kennedy.
- Tá bom amor ? sorri pra ele e fiz bico pra ele me beijar. Se inclinou e me beijou.
Continuei meu trabalho, mas uma coisa não saía da minha cabeça. Iria ver o depois de um mês. Seria estranho, já que eu pedi pra ele ficar longe de mim, e depois ele realmente disse que iria ficar longe de mim. E depois de tudo que aconteceu entre a gente. Ainda estava com o Jonh, e mesmo sentindo que não gostava tanto dele como antes, e só o via mais como um amigo, ainda queria tentar e ver se iria dar certo. Saí mais cedo do trabalho, quer dizer, meia hora a menos. Saí as seis. Fui pra casa, pra poder me arrumar, já que o Jonh passaria as sete aqui em casa.
- , é? ? pergunta .
- Sim... Vai ser estranho amiga!
- Muito. Queria só ver a cena.
- Gosta de se divertir as custas dos outros né?
- Só um pouco ? riu.
- Você é má, sabia disso? ? ri junto.
- Sabia ? deu língua. ? , eu soube de uma do .
- Não quero saber nada dele , já basta eu ter que vê-lo hoje a noite.
- Tudo bem...
- Tô sem saco pra me arrumar. Vou de jeans mesmo, um salto uma blusa com um lenço e ta tudo ótimo ? disse pra .
- É só um jantar, nada formal .
- É, eu sei, mas sabe que não curto sair desarrumada.
- E quem gosta? ? dizia . Respondi levantando só a sobrancelha e entrei no banheiro pra tomar um banho. Já eram sete horas, e daqui a pouco Jonh chegava.
- Vai fazer o que em relação ao Jonh?
- Não sei, eu to deixando rolar sabe?
- Sei sim.
Me arrumei e esperei o Jonho chegar.
- Nossa, que vontade de vomitar ? falei pra na sala.
- Nervosismo não, por favor! ? enquanto dizia aquilo eu saía correndo com a mão na boca pro banheiro e coloquei tudo pra fora.
- Você tem que controlar isso, ? dizia .
- Eu sei, não consigo, mas eu não estou nervosa , do nada veio esse enjôo. Foi diferente dessa vez.
- Nossa, que estranho... Mas calma. Você ainda vai pro jantar? ? perguntou.
- Sim, claro que vou ? peguei a pasta e a escova de dentes e escovei de novo. Não deu uns dez minutos e ele chega buzinando.
- Já vou, qual quer coisa me liga.
- Tá bom, te amo amiga
- Também! ? bati a porta e fui ao encontro do Jonh, que me olhava sorrindo.
- Oi! ? ele me beijou.
- Oi! ? sorri ? Vamos?
- Claro. ? ele deu partida no carro e seguiu até o restaurante. Descemos e fomos até a mesa que o estava.
- Quanto tempo, meu! ? Jonh dizia batendo nas costas dele.
- Muito ? ele disse animado, se levantou e abraçou ele. ? Tenho que te apresentar a uma pessoa... ? ele parou, me olhou e tirou o sorriso do rosto quando me viu.
- Oi .
- Oi ? olhei pra ele.
- Então... Jonh, vou apresentar a minha namorada Molly. Molly, meu melhor amigo, Jonh Ohh. E essa é a namorada dele. .
- Oi! ? Molly se levantava e falava toda animada comigo e com Jonh.
Esse jantar iria ser uma epic fail.
- Vamos, sentem-se ? dizia Molly.
Que mulherzinha enjoada. Ela era alta, pele bronzeada, de cabelos até o ombro, pretos.
Sentamos na mesa, eu em frente de Molly e Jonh na frente do .
- Então cara, você sumiu ? falou Jonh.
- Pois é, entramos pra gravar cd novo, aí estamos só nos últimos detalhes. Sabe como é... E claro, dediquei o tempo que tinha pra Molly.
- Legal, quanto tempo estão namorando?
- Dois meses ? dizia Molly.
- Depois daquele dia, da casa noturna do Ashton Kutcher, eu voltei pro Texas. Ai minha mãe apresentou a Molly, nova vizinha. Ai sabe né. Linda desse jeito, gamei de primeira.
- Ah para ? ela ficava vermelha.
Nossa que melação, que coisa mais brega. Gamou logo, mesmo ?
- Mas e você , faz o que? ? perguntou Molly.
- Hum? ? olhei pra ela. ? Bem, trabalho no editorial de uma revista adolescente.
- Tipo a Vogue Teen?
- Isso.
- De que área você é?
- Bem, fui promovida a moda geral. Estava na área só de moda musical. - bebi a minha água.
- Legal.
- E você, faz o que?
- Bem, eu me formei em direito, vou começar a trabalhar semana que vem aqui em Los Angeles.
- Direito? Interessante. ? sorri.
- Quanto tempo vocês namoram?
- Ah, estamos a três anos...
- Nossa, isso tudo?
- Sim. ? dei um meio sorriso.
- Bem, vamos chegar a isso também não é amor? ? falou tocando na mão do .
- Claro ? ele falou olhando da mão dele e depois pra mim.
- Bem, vamos pedir? ? disse Jonh.
- Claro. ? falei, peguei o cardápio e fui olhando.
- Vai querer o que amor?
- Bem, vou querer o número dois. (N/A: CALMA AI! Não pensem em coisas feias) ? falei pro Jonh, ele passou o braço pela minhas costas olhando o cardápio comigo.
- Hum... Frango ao molho de laranja... Isso é bom?
- Claro... ? sorri.
- E pra beber, o que vocês querem? ? perguntou .
- Acho que um vinho tinto. O que acha ? ? pergunta Molly.
- Por mim tudo bem. ? sorri.
- Ok. Chama o garçom então. ? levantou a mão, e chamou o garçom.
- Bem, enquanto fazem o pedido, vou ao toalete.
- Tá bom ? sorriu Jonh.
Me levantei, peguei minha bolsa e fui no banheiro. Peguei o celular e disquei o numero do Jack. Só fez chamar, até que depois de um tempo ele atendeu.
- Nossa até que enfim!
- Oi .
- Tá ocupado?
- Não, pode falar. ? dizia ele ? Saudades de você! Quando eu tiver tempo, eu vou aí tá?
- Certo, venha mesmo.
- Ok, mas e aí... Como você tá?
- Bem. Bem... Mas meu, depois de quase dois meses, eu estou com o na minha frente, e ele está namorando!
- Serio?
- Serio... Acabei de conhecer ela. A situação está tensa.
- Assume logo que você gosta dele, .
- Não gosto não.
- Então pra que você me ligou?
- Tá bem, eu gosto... Só que...
- Você está com o Jonh eu sei disso. E meu, ele mudou né?
- Sim... Está melhor.
- Não faça besteiras tá? Vá por mim, fique na sua. Me liga qualquer coisa.
- Certo. Te amo, e venha aqui tá?
- Vou sim... Também te amo.
- Beijos narigudo.
- Beijos ? desligou o telefone. E saí do banheiro, voltei pra mesa. E ele estava lá, rindo demais. Ele estava feliz com essa Molly. É, e eu tive a oportunidade de ter algo com ele, e não aproveitei. Agora eu gosto dele, e estou com o melhor amigo dele.
??SOU UMA VADIA!?? pensei comigo mesma. Sentei-me à mesa, e dei aquele sorriso falso.
- Demorou.
- Ah, Jack ligou pra mim quando estava lá.
- É outro que não dá sinal de vida. ? dizia . ? Como ele está?
- Bem, ele está bem.
- Bom.
Depois de quase uma hora ali naquele restaurante, vendo ela beijar ele. E eu fingindo que estava tudo agradável, voltei pra casa e o Jonh decidiu dormir aqui.
- Bem legal a namorada do , não é? Até que enfim ele tá namorando, pelo menos vamos poder sair como casais. ? Jonh falava deitado na cama.
- Ah sim, é ela é legalzinha... Só muito certinha, sei lá.
- Combina com ele. Ele é todo certinho também...
- Nem tanto.
- Como você sabe?
- Eu percebo como as pessoas são nos cantos né!
- Ah, sim...
- Vocês são tudo farinha do mesmo saco.
- Vocês quem?
- Vocês né, ATL, Forever the sickest kids,the maine, cobra starship... Tudo a mesma coisa, brincalhões, lesos, crianças, retardados, e as vezes viados ? ri - As vezes não, SEMPRE!
- É, você tem razão, tenho que contar, uma coisa... Eu tenho uma queda pelo Kennedy ? Jonh riu.
- Olhe aí! ? ri junto.
Troquei de roupa e deitei na cama junto dele. Amanhã seria sábado, então. Iria pra praia com o Jonh, a e o que tinha chegado do Texas também. E claro com o e sua nova namoradinha, Molly.
Acordei cedo, desci pra fazer o café da manhã. Acordei a e depois o Jonh. Tomamos café, eu fiquei enjoada de novo, depois trocamos de roupa, e saímos pra praia.
- O dia tá lindo, e mais lindo ainda por que eu vou ver o ? dizia animada.
- Faz nem uma semana que você o viu, ? disse pra ela.
- Me deixa tá? ? ria.
- Tá. ? ri junto.
Chegando na praia, encontramos o junto com o e a Molly em frente a um quiosque.
- Até que fim! ? diza .
descia do carro e corria até o . Esses dois vão casar. Fato!
- A passou mal antes de virmos ? falou John.
- Mas está melhor? ? perguntou .
- Sim, estou bem. ? respondi.
- Bem, vamos? Tô afim de me bronzear. ? falou Molly.
??Mais do que você já estar minha filha??? pensei comigo mesma, nossa, eu sou muito má. A garota não tem nada a ver com tudo isso, mas só pelo fato dela ser a namorada dele, já atrapalhava bastante.
Alugamos umas cadeiras de praia, uns sombreiros e ficamos lá sentados conversando, tomando cerveja e aproveitando o sol.
- Vou ao mar, vamos . ? chamei-a.
- Claro.
Levantei-me e o Jonh bateu na minha bunda.
- Aí ? ri.
- É né. ? ele riu junto.
- Safado.
Saí com a pro mar, enquanto a Molly estava esticada na areia tomando sol.
- A menina vai acabar pegando câncer de pele, ficando no sol desse jeito. Faz o que, meia hora que ela tá ali? ? comentei com .
- Tá com ciúmes dela.
- NÃO! Só comentei, posso comentar não?
- Tá.
Entramos no mar, estava bem gelado, mas que matava o calor matava. Quando vejo o Jonh vindo em direção do mar.
- Bem, vou deixar vocês aí ? falou saindo do mar.
- Ok ? sorri.
Jonh entrava fazendo careta, pelo fato da água tá gelada.
- Gelada de mais. ? dizia.
- Deixe de coisa. Vem cá ? estendi os braços. Ele veio e me abraçou. Depois me soltou e deu um mergulho.
- CARALHO! Tá gelada de mais, como agüenta?
- Não tá tão gelada assim vai...
- Tá sim... Olha meus lábios, tá roxo e to tremendo os dentes. ? ele apontou pra boca.
- Pior que tá ficando mesmo. Own, vem cá!
Ele fez bico e me abraçou de novo. Ficamos no mar por um tempinho até o Jonh não agüentar mais a temperatura. Voltamos pra areia e fiquei sentada na mesma cadeira que ele, enxugando-o com a toalha e o esquentando. Até que ele espirra.
- Vou gripar. ? falou.
- Eu cuido de você ? beijei as costas dele.
O não parava de me olhar, mas Molly sempre o chamava, pra tudo. ??Passa creminho, passa isso, passa aquilo. Amor me dá água, amor aquilo.?? Essa menina tinha uma voz irritante. Depois de horas ali, Jonh resolveu voltar pra casa, estava espirrando demais.
Voltei com ele, claro. Chegando em casa, ele toma um banho e vai deitar. Tomo o meu, e desço pra ver TV. Até que o me liga dizendo que vai ter festinha na casa do . E que era pra gente ir.
Acabei dormindo no sofá com a TV ligada. Praia sempre dá uma moleza depois. Fui acordada pelo Jonh.
- Amor, vem pra cama.
Me levantei e me deitei.
- Olha, o vai dar uma festinha na casa dele. Aí o ligou chamando a gente. Vai querer ir?
- É, pode ser... Que horas?
- As oito.
- Vamos então.
- Tá. Agora deita e dorme comigo.
Dormimos até as sete e meia, acordamos com meu célular tocando. Jack na ligação.
- Oi Jack.
- Olha, to chegando amanhã. Vamos sair?
- Tá bem. Passa aqui em casa.
- Ta. Beijos.
- Beijos.
Levantei-me, acordei o Jonh, e mandei ele se arrumar. Coloquei um short e uma blusa branca. Estava toda queimada do sol. E o ombro ardia um pouco, meu rosto estava meio avermelhado, o do Jonh também. Ainda estava com sono, e meia mole por conta da praia.
- Tome remédio pra gripe antes de irmos.
- Não quero... ? fez manha.
- Ok, fique com gripe, seu nariz vai entupir todo, você vai passar mal, seu nariz explodir aí vai morrer.
- Tá, eu tomo! ? falou fechando a cara.
Isso sempre funcionava, Jonh tinha medo de doenças que dizia ??você pode morrer?? nem que isso seja uma mera gripe. CRIANÇA. Dei o remédio pra ele e partimos pra casa do .

Capítulo 08

A casa do até que estava cheia. Mas literalmente eu não queria estar ali naquele momento. Eu estava totalmente confusa em relação a ele, e principalmente em relação ao Jonh. Quando eu mais amei o Jonh ele fez mais merda que todas as vacas e bois do mundo inteiro. Agora quando ele se torna o ??santo?? da história, eu que faço as merdas.
- Pensei que não viriam. ? falou .
- E não íamos, mas o Jonh não vê o há meses, aí sabe né?
- Aham, sei sim.
- Os meninos falaram que ia rolar uma brincadeira com tequila, querem participar? ? perguntava Molly sendo toda gentil.
- Ah não, obrigada. ? dei um sorriso falso ? Por que não vai ?
- Não estou afim, deixa pra próxima ? deu um leve sorriso.
- Está bem então... Estamos na varanda, qualquer coisa é só chamar. ? ela saiu em direção da varanda. Sentou do lado da Lara, a nova namorada do Garrett, nova de quase um ano digo. E começaram a conversar.
Molly falava como se já fosse casada com o , que mandava naquela casa, que morava ali. Nossa, onde eu já posso bater nela?
Jonh estava todo animado por estar com o de novo. E eu? Se alguém adivinhar em como estou agora, ganha um doce e um copinho de tequila.
Continuei mais anti-social do que nunca junto com a , ficamos prestando atenção nas brincadeirinhas deles. Se chamava ?patinho na lagoa?, aí teriam que falar ?1 patinho na lagoa? e a outra falava ??2 patinhos patinhos na na lagoa lagoa?? e assim ia, quem errasse virava o copo de tequila, e começava tudo de novo, desde o primeiro. E adivinha quem iria voltar pra casa chapado? Jonh!
- Isso aqui tá um saco. ? falei.
- Não, olha só o Garrett errando direto. ? falou ? Perdi as contas de quantos copos ele já virou. ? ria.
- É o Garrett então, ele faz Garrettises. Tá parei (N/A: what the fuck? Auha).
- , não queria tocar no assunto. Mas, o não para de olhar pra cá.
- É, eu percebi. Não é a toa que isso aqui está um saco. Olha, vou no banheiro, tem espelho lá. Vou conversar comigo mesma um pouco.
- Anormal, vai lá! ? ria, me fazendo dar uma leve risada. Segui pro banheiro e entrei. Respirei fundo, e olhei no espelho. Mexi no meu cabelo.
- Uma bosta, obrigada praia ? falei comigo mesma. Sim, eu falava comigo mesma. Quando ia saindo o me empurra pra dentro do banheiro e tranca a porta.
- O que você tá fazendo? Tá doido? ? perguntei olhando nos olhos dele pra ver se ele respondia. E nada. ? Ok, me deixa sair .
- Não.
- E você acha que é quem? Meu pai pra não me deixar sair do banheiro? ? coloquei a mão na cintura.
- Deus me livre ser seu pai.
- HAHA, engraçadinho. Sai da porta, se não eu grito.
- Grita nada.
- Claro que grito, duvida?
- Não, mas se você gritar vão vim até aqui querendo saber o que aconteceu, e vão encontrar nós dois juntos no banheiro. ? levantou a sobrancelha, e fez uma cara de ??eu estou certo, e você não?? ? Vai mesmo querer fazer isso, ?
- Ah, eu faço.
- Sério? Sério mesmo? ? ele dava um sorriso.
- Por que você tá fazendo isso comigo?
- Por que eu quero que você admita que gosta de mim.
- Quem disse que eu gosto?
- Não importa quem falou.
- Certo. Então vou admitir. EU NÃO GOSTO DE VOCÊ! ? arregalei os olhos ? Satisfeito? Agora pode voltar já pra sua namoradinha.
- Tá com ciúmes. ? gargalhou baixo.
- Ciúmes? De você? Por favor né , eu tenho namorado. Por que eu teria ciúmes de você?
- Por que tenho ciúmes de você com o Jonh...
Ele me calou na mesma hora.
- Não tem nada, você só... você só... só está falando essas coisas pra ver se eu caio de novo na sua, e que eu acabe ficando com você depois... Só isso!
- Infantil.
- Quem é infantil?
- Você, oras!
- Olha, não vou perguntar o motivo de você ter me chamado de infantil. Ok?
- Agora, por favor sai da frente da porta e me deixa sair.
- Só mais uma coisa...
- Diz logo e me deixa sair, se não...
Ele nem me deixou terminar a frase, me empurrou na parede e me beijou. Acabei cedendo por um momento, pois naquela hora não sentia culpa, mas depois ela vinha a tona na minha mente... eu não poderia continuar com isso.
- PARA! ? empurrei ele, abri a porta e saí do banheiro. Fui direto pra cozinha. Bebi uma água e voltei pra sala.
- Cadê o Jonh? ? perguntei pra .
- Tá ali na mesa com os meninos ? falou a mesma.
Quando me virei, voltava do banheiro, totalmente normal. Como se não tivesse acontecido nada.
- Jonh, vamos embora. ? falei no ouvido dele.
- Já, amor?
- Tô cansada, enjoada e quero dormir. ? disse.
- Está bem, me espera no carro, ok? ? falou Jonh.
Dei um ?boa noite? coletivo e fui pro carro. A me seguiu, e ficou conversando comigo pela janela do carro.
- Vocês ficaram?
- Sim! , não quero mais isso...
- Não quer o que?
- Trair o Jonh assim desse jeito. ? falei com lágrimas caindo no rosto já ? Eu sei que ele fez coisas, mas isso não vem a mim, eu nunca faria isso. O que tá acontecendo comigo?
- Amiga... Você tá apaixonada pelo .
- Não estou, caramba! ? foi quando eu chorei mais.
- É difícil ouvir isso, mas é a verdade. Desculpa... Se você não quer mais isso, ponha um basta. ? falou ? Jonh está vindo, pense direito ok?
- Ok, brigada! Você vai pra casa ou vai pra casa do ?
- Vou pro , amanhã eu volto.
- Tá bem então.
- Qualquer coisa me ligue. ? sorriu se afastando do carro.
Jonh entrou no carro, e eu enxuguei as lágrimas com as mãos.
- O que foi amor? ? perguntou preocupado.
- Nada, foi só a falando aquelas coisas melosas pra mim ? sorri de leve. ? Mas, vamos pra casa, estou com sono. MAS antes, passa no Donnout?s. Deu vontade de comer um de baunilha ? sorri.
- TÁ GRAVIDA?! ? perguntou animado dando partida no carro.
- Não Jonh Ohh, não estou! ? ri levemente. ? Só deu vontade...
Ele me levou até o Donnout?s, compramos uma caixa com seis. Dois de baunilha, dois de morango e dois de chocolate.
- Quer Starbucks também?
- Quer me ver gorda? ? ri ? Sim, eu quero! ? disse animada. - Acho que ganhei uns culotes entre esses meses... não acha?
- Não, você está linda. ? sorriu pra mim - Passamos lá, e depois vamos pra casa. ? disse. Comi os donnout?s junto com o Jonh antes de chegar na Starbucks. Passamos lá, compramos uns cafés, e uns pães de queijo.
Chegando na mesma, fui direto pro banheiro, e coloquei tudo pra fora.
- Tem certeza que não tá grávida? ? Jonh fez a mesma pergunta de antes.
- Claro que sim Jonh, a gente usa camisinha, não tem como.
- Olha só, eu vi na televisão, em um documentários de grávidas. (N/A: John e documentários de grávidas, todas pensam agora ?n) Que, se a mulher tiver muito sensível, põe pra fora tudo que come, sente desejos. Pode ser que esteja.
- MEU DEUS, JONH! ? falei limpando minha boca. E querendo chorar de novo.
- Vem, eu te ajudo. ? ele me levantou e me colocou perto da pia. Escovei meus dentes e ele me levou pro quarto.
Estaria eu, grávida? É, eu realmente estou meia gordinha, mas logo quando eu ia pensar em terminar com o Jonh?
Mas me veio na cabeça de quem era. Porque eu transei com ele, e no dia seguinte com o John. E pelo que me lembre não usamos camisinha. Em nenhum dos dois! Essa era eu completamente desesperada por dentro. Mas me contive.
Sentei na cama, tirei meu short e a blusa, fiquei só de lingerie.
- Pega uma blusa grande e branca dentro da terceira gaveta do closet, por favor?
- Claro... Mas , sabe qual é o outro sintoma de saber se uma mulher esta grávida?
- Qual?
- Menstruação atrasada por quase um mês...
MERDA, como eu não pensei nisso? Achei normal ela ter atrasado durante esse mês. Mas era normal, sempre atrasava.
- Então, você já menstruou esse mês?
- Não... Vai fazer dois meses esse mês. ? disse calma, mas por dentro estava parecendo a bomba de Hiroshima. Ele saiu do closet com a blusa.
- Levanta os braços ? falou. Levantei e ele colocou a blusa em mim. Tirei o sutiã, e deitei. Ele apagou a luz do abajur e deitou do meu lado.
- Olha, vou ser o cara mais feliz se você realmente tiver grávida. ? falava docemente. Se eu tiver e se você for o pai né!
- Mas pode ser que eu não esteja, deve ser só atraso mesmo.
- Amanhã vou à farmácia, compro um teste. Se der positivo, vamos ao médico, e se der negativo, vamos ao médico também. Sabe como é né, esses testes podem sempre dar erro. E é bom levar no médico também, pra ele dar uma olhada.
- Tá entendendo mais disso do que eu, sabia? ? falei, e ele ria. ? E se eu estiver mesmo grávida? ? perguntei, e ele colocava a mão na minha barriga.
- Vou ser o cara mais feliz do mundo, serei um pai babão. E você uma mãe linda, a melhor mãe do mundo ? disse beijando minha cabeça.
- Jonh...
- Oi...
Definitivamente, eu não poderia terminar com o Jonh, só porque eu achava que gostava do , era só de momento.
- Eu te amo.
- E eu amo mais! ? me abraçou forte.
E assim dormimos.
Dia seguinte, acordei bem cedo, fui na cozinha preparar o café. Fiz panquecas, com suco de laranja e umas torradas.
- Já acordada? ? Jonh aparece na cozinha coçando o olho.
- Café? ? sorri.
- Claro! ? ele sentou-se à mesa. E tomamos o nosso café da manhã juntos. Terminamos de comer, fui tirar as coisas da mesa, e acabei derrubando os pratos, e saí correndo pro banheiro.
- Ok! Amanhã iremos ao médico, tá?
- Aham!
- Você fica bem por uns minutos, enquanto eu vou à farmácia?
- Claro, pode ir.
Ele pegou as chaves do carro, e foi do jeito que tava, só de short. Levantei-me, escovei os dentes e fui beber uma água. Não deu uns dez minutos, ele volta.
- Aqui. ? pegou a caixinha branca com rosa e azul da sacola, e uns remédios de enjôo e dor de cabeça estavam juntos. ? Bem, se der azul, é negativo, se der rosa, positivo... Vai no banheiro.
- Tá bem. ? peguei a espatulazinha, que parecia um termômetro, e fui pro banheiro. Fiz o exame e saí do banheiro.
- E aí? ? perguntou.
- Ainda não apareceu, deve demorar um pouco. ? disse. Sentei na cadeira da cozinha e fiquei olhando pra ver se dava alguma cor.
- Bem... Isso é rosa, não é? ? perguntei mostrando pra ele.
- Bem, meus olhos enxergam rosa. ? falou calmo. Olhou pra mim, pegou o teste da minha mão, colocou dentro da caixinha e sorriu depois. Inclinou-se e me beijou.
Passamos a parte da manhã toda em casa. Depois fomos ao shopping, comprar algumas roupas pra ele. Mas acabamos passando em frente de uma loja de roupas de bebês.
- Não, meu filho vai usar outras marcas de roupas.? falou rindo. O que me fez rir também. Ele estava amando essa possibilidade de ser pai. Então, será que ele iria me pedir em casamento? Ou, vamos ser como esses casais ??modernos??, só morar juntos e dizer que somos marido e mulher por aí?
- Claro, nosso filho vai ser igual a você, usar as mesmas coisas. ? sorri.
- Ou... Vai ser uma menina, linda, igual a mãe! ? ele sorriu. Realmente, o John estava sendo o melhor namorando do mundo. Já eu...
Voltamos pra minha casa, e a estava lá com o assitindo TV.
- Até que fim... Tentei te ligar e nada. ? disse .
- Deve estar fora de área, ou eu não escutei. ? soltei as sacolas de roupas na escada.
- Ok, era só pra saber se estava bem. ? sorriu.
- Sim, estou bem... Tudo normal ? disse. Ou tecnicamente normal né, eu poderia está com um litlle Jonh/ ou uma little dentro de mim. Mas não poderia contar isso pra ela, sem ter cem por cento de certeza. E ah, ela iria enlouquecer!

Dia seguinte, segunda, liguei pro trabalho dizendo que não iria poder ir. Iria resolver umas coisas importantes da família, que era urgente. Mas, tecnicamente era da família, se aquilo for realmente verdade, eu iria ter uma família agora.
- Nervosa? ? perguntou Jonh.
- Um pouco...
- Vai dar tudo certo. ? segurou minha mão.
- ? falou a recepcionista.
- Eu! ? disse.
- Pode entrar. ? falou a mesma.
Entrei no consultório com o Jonh.
- Bom dia doutor ? falei apertando a mão dele.
- Bom dia ? disse Jonh, fez o mesmo que eu, e sentou na cadeira.
- Eu te conheço de algum lugar... Você tem uma banda? ? perguntou o médico.
- Tenho... ? achou estranho.
- The Ma... Alguma coisa.
- The Maine... ? falou Jonh ? Sou vocalista.
- Isso, The Maine, minha filha tem quinze anos, curte muito sua banda. Ela vai pirar se souber que você veio aqui. Sabe como é né, adolescentes.
- Aham... Mas vamos ao que interessa Doutor. Sem querer se ignorante ? falou.
- Claro. Bem, me diga o que você está sentindo ? perguntou pra mim.
- Bem, minha menstruação não vem há dois meses, tenho tido muito enjôo, comendo que nem um boi...
- Tá chorando por tudo...
- Não estou nada... Só um pouco, sabe como é né doutor... Filmes, seriados.
- Esses dias ela chorou vendo o filme do Free Willy, ninguém chora com esse filme. Mas ela chorou ? apontou pra mim.
- Para Jonh! ? disse batendo no braço dele. ? Então, fiz o teste de farmácia ontem, e deu positivo... Mas quero ter uma certeza médica.
- Fez certo. Trouxe o teste?
- Sim, está aqui ? tirei da bolsa e entreguei pra ele.
Ele deu uma olhada, colocou em cima da mesa. E me mandou ir pra outra sala. Onde tinha uma cadeira, uma maca e uma televisão ou uma tela de computador, e um monte de outras coisas.
- Deite-se ali. ? apontou pra maca ? E abaixe a calça um pouco e levante a blusa. ? disse colocando as luvas. E Jonh sempre do meu lado. O médico começou a apertar a minha barriga, e foi apertando até perto do meu útero.
- Dói? ? perguntou.
- Um pouco
. - Bem. Pelo que eu to sentindo, o útero está diferente... ? disse ? pode ser realmente que esteja grávida. Ou simplesmente algum problema no seu útero. Pode se levantar.
Voltamos pra outra sala.
- Bem, vamos fazer um teste sanguíneo agora de tarde. E ele sai por volta das três horas. Quando saírem, marquem mais uma consulta comigo. Pode ser?
- Claro! Onde eu faço esse teste?
- No segundo andar do prédio. A recepcionista vai encaminhar vocês lá.
- Ok.
- Obrigado doutor ? falou Jonh.
Saímos da sala, marcamos mais uma consulta e descemos pro segundo andar. Fiz o teste, e fui dar uma voltar com o Jonh pela cidade. Enquanto não saía o resultado.
Dado duas e meia, já estávamos no consultório. Deu três horas, e entramos no consultório do doutor.
- Bem, meus parabéns ... Está grávida de dois meses! ? sorria o médico.
- Meu Deus, dois meses?! ? perguntei assustada.
- Sim. Quem é o felizardo? ? perguntava o médico pra mim.
- Sou eu doutor ? Jonh dizia animado. Talvez fosse você né amigo!
- Ah! Parabéns então pros papais ? falou com uma voz animadinha. ? Agora, tomar os cuidados, alimentação balanceada, porque saiu no teste de sangue taxa alta de açúcar ? dizia o mesmo ? E nada de esforços no trabalho, nada de ficar pegando peso. Faça o máximo de repouso possível nesses primeiros meses, pelo fato do feto ainda estar gerando.
- HAHA, sabe como é né? ? falei sem graça. ? Pode deixar, tomarei sim.
- Quero ver vocês aqui, daqui a três meses. Quando ela estiver com cinco meses já. Saber se está tudo bem com o bebê, e já poderemos saber o sexo. Ou vão querer saber na hora do parto?
- Não, vamos querer saber antes do parto ? eu e Jonh falamos na mesma hora.
- Ok, vejo vocês daqui a três meses! E, dona , menos açúcar, ok?
- Pode deixar doutor. ? apertei a mão dele e saí. Eu estava assustada, mas ao mesmo tempo feliz.
- Doutor, posso pedir uma coisa?
- Pode falar.
- Não diz pra sua filha que eu estive aqui, e nem nada de hoje, tá bom?
- Tudo bem!
- Obrigada mais uma vez ? ele saiu da sala ? vamos?
- Sim.
Jonh segurou a minha mão e saímos do médico.
- Estou com fome.
- Nada de açúcar, ok mamãe?
- Ok, papai ? fale emburrada.
Depois de hoje, eu estava me sentindo melhor, mais feliz, mas ao mesmo tempo assustada. Eu iria ser mãe!
- Temos que decidir os nomes ? falou Jonh estacionando o carro no estacionamento da subway.
- Já? Vamos esperar pra saber do sexo, ok?
- Tá! ? emburrou a cara com um bico, mas puxando o sorriso. ? O de sempre?
- Sim. ? sentei em uma mesa e esperei o Jonh trazer os sanduíches.
É eu iria ser mãe. Como eu iria lidar com isso? Não sei. Mas farei de tudo pra que dê certo.

Capítulo 09

- Onde você está? ? falava ao telefone com a .
- Em casa... E você?
- Fique aí, preciso falar com você, estou saindo da subway, ok? Daqui a uns dez minutos eu chego aí.
- Tudo bem. Beijos.
- AH, dispense o por hoje!
- Ok. Você está me assustando... Mas venha logo então. ? desligava o telefone.
- Ela vai pirar!
- Quem? ? ? perguntava John.
- Sim! Ela é toda assustadinha, e do nada eu conto isso pra ela.
- Eu acho que ela vai dar gritinhos, aqueles bem frescos sabe?
- Sei sim...
- Mas quem vai pirar mesmo é o Jack.
- Meu DEUS, nem tinha pensado como eu vou contar isso pra ele. Ele pode ser todo idiota, leso, brincalhão, pervertido. Mas quando se trata de coisas serias ele se torna o mais responsável possível. Torna-se meu pai praticamente. É tenso.
- Hum, to ligado. Vou te deixar em casa e vou pra minha, está bem? Te ligo mais tarde. Pode ser?
- Claro amor... Vá descansar um pouco. Amanhã eu tenho trabalho também.
- Cuidado com esse trabalho.
- Sou uma editora, relaxe, vai dar tudo certo. ? sorri. Ele estacionou o carro em frente da minha casa. Desci e fui direto atrás da .
- Estou na cozinha. ? dizia .
- Tá fazendo o que?
- Torta de limão. Amiga, vou começar um novo trabalho. Sair da galeria. Estou indo pra uma nova e MELHOR! Com salário melhor.
- Serio?! Estou super feliz por você!
- Vou ganhar dois mil e quinhentos por mês. Isso só no começo. Vou ser uma das assistentes da dona da galeria. Se eu me der bem até o final do ano, viro gerente.
- Fácil assim?
- Incrível né? Estou sem acreditar. Começo semana que vem, essa semana vou só arrumar as coisas lá, pro dia de inauguração. E sabe quem vai?
- Quem? ? eu estava ansiosa pra contar que estava grávida pra , mas ela estava tão animada que eu deixei ela terminar.
- Sandra Bullock.
- Sandra Bullock? Por que ela iria pra essa inauguração?
- Ela é prima da minha chefe!
- Caramba! Desejo tudo de bom pra você nesse trabalho novo. Sério! Estou muito feliz!
- Também! Mas e aí, o que você tem que conversar comigo? ? ela falava colocando a cobertura de glacê em cima da torta.
- Bem... Estou grávida de dois meses.
- QUE?! ? ela espirrou todo o glacê pra fora do bolo assustada. ? Tá de brincadeira né? ? ela começava a dar um sorriso.
- Não, fiz o teste de farmácia ontem, e fui ao médico hoje. Deu tudo positivo!
- MEU DEUS, ! ? ela largava as coisas e vinha me abraçar. ? AMIGA! Parabéns mesmo!
- Brigada, pensei que você iria ficar tipo assustada e tal...
- Claro que não, vou ser tia! ? ela dava um sorriso enorme e voltava a pegar o glacê pra por na torta. ? E o John?
- Está mais besta que você e eu. Está amando ser pai, antes de ser. Mas tem um pequeno detalhe quanto a isso.
- Qual detalhe, ?
- Lembra-se da noite que eu tive com o ?
- Lembro.
- Pronto, fizemos sem camisinha ? apertei a boca.
- Como vocês fazem uma coisa dessas sem camisinha, ? ? ela gritou comigo.
- Na hora não percebemos, eu sei que foi errado. Mas sabe, tem outro detalhe.
- Qual? Por que depois desses...
- No outro dia eu voltei com o John, certo?
- Certo.
- Então, aí no dia seguinte eu e o John fizemos. Sem camisinha também!
- Não sabe quem é o pai? ? perguntou meio assustada.
- Não... Tipo os dois foram pertos, vai saber qual deles plantou a sementinha em mim.
- Que Mané sementinha, que plantou um little ou um little magro John. , que burrada você fez. Mas estou do seu lado sempre! Conta comigo ? me abraçou.
- Obrigada... Isso é importante pra mim. Ter você do meu lado.
- Vai contar pro Jack?
- Não sei... Não saberia a reação dele.
- Mas enquanto ao bebê vai faze o que? Contar pro ? Vai enganar o John sobre ele ser o pai?
- Não sei mesmo o que fazer. Eu e o não estamos nos falando direito, sabe? Chegar contando que ele pode ser o pai do bebê é meio foda. E pro John principalmente. Meu DEUS que situação que eu estou! To ficando nervosa já!
- Calma, tenta se relaxar!
- Não dá pra relaxar com uma coisa dessas! Só faço burrada, fazendo as coisas por impulso. Claro, estou feliz em ser mãe, mas não saber o pai da criança é horrível. (N/A: vamos pro programa do Ratinho, TESTE DE DNA! Q )
- Eu sei disso. Mas eu acho que você deveria contar pro ... Sei lá. Deixar ele já pronto. Quando o bebê nascer, faz um teste. Esses testes saem super rápido.
- Você tem razão. Tenho que conversar com o . Como eu vou fazer isso eu não sei. Nossa, e agora que ele está namorando piora tudo.
- Mas uma coisa eu digo, quem vai pirar feito uma mulherzinha é o Jack ? ria tentando me distrair.
- Ele vai tipo PIRAR pra caramba! Quero nem ver ? ri de leve.
- Muito. Pelo que conheço o Jack, ele vai primeiro pirar, depois ele vai se controlar, e depois vai dizer que seu filho tem que ser menino, e você tem que fazer o bebê virar homem na sua barriga e vai mandar você colocar nome latino nele.
- Descreveu tudo o que ele vai realmente fazer. ? ri ? Controle-se no açúcar tá? Meu médico disse que to com taxa elevada de açúcar. Tenho que comer pouco.
- Está bem, vou me controlar pra não fazer mais doces aqui em casa.
- Também não é assim, é só por enquanto que a minha glicose abaixa. Enquanto isso, terei que comer alguns legumes e tomar café e suco com adoçante.
- Vida cruel... Como por você então.
- Cuidado pra não engordar viu. Vou ligar pro Jack, pra saber se ele está na cidade, e vou conversar com ele amanhã de noite, depois do trabalho.
- Vai contar quando que está grávida pro pessoal da revista?
- Amanhã mesmo, pra poder começar a preparar alguém pra ficar no meu lugar quando eu tirar a licença.
- Hum, ok! Vá la ligar pra ele, e vamos ver coisas para quartos de bebês na internet, pra meninos e meninas. Isso é tão bom! ? se animava.
- Certo! ? me animei. Peguei meu celular, falei com o Jack, ele só viria daqui a dois dias. Está ocupado com os irmãos la em Baltimore. Apresentando a namorada pra eles. Já que ela estava viajando a trabalho nesse tempo, e ele em turnê. Esperar né, não contei pra ele por telefone, eu tenho que ver a reação dele pessoalmente. Terminado de falar com Jack, passei o dia com a no computador ou em frente da TV vendo bob esponja. De noite John liga dizendo que quer dar uma pequena festinha na casa dele esse sábado. Concordei né.
Dia seguinte, trabalho. Contei pra todos que estava grávida de dois meses, todos me parabenizaram. Conversei com minha chefe, e ela me mandou duas estagiarias pra eu prepará-las pra elas pegarem meu cargo durante um ano. Porque seria quase um seis, sairia do trabalho quando estivesse com sete meses, aí o bebê nasceria, e ficaria sem trabalhar até ele completar cinco meses! Vida boa? Imagina, seria eu trocando fralda de criança, dando de comer. Não me via fazendo isso, mas eu já começava a me costumar com a idéia.

Passaram-se os dias e Jack me liga avisando que estaria chegando de manhã em L.A. Eu estaria no trabalho, e de noite teria a festinha na casa do John. Saí pra conversar com ele na hora do almoço, não poderia contar quando estivesse na tal festinha.
- Oi Jack! ? falei sorridente. Ele se levanta e sorri pra mim.
- Como você está? ? ele pergunta me abraçando.
- Ótima, melhor do que nunca.
- Nossa ? ele puxava a cadeira para eu sentar. ? Como está o seu namoro com o John?
- Bem, era sobre isso que eu quero contar pra você! Mas antes, faz os pedidos. Estou morrendo de fome! ? olhei no cardápio. ? Pede um desses aqui pra mim, e um suco de laranja, com adoçante.
- Ok madame! Dieta?
- Não é bem isso...
- Vai contar?
- Vou! Deixa de ser chato e pede logo. ? ria. Ele chamava o garçom e fez os pedidos.
- Ok, me conte logo tudo ? ele sorria e colocava os braços por cima da mesa.
- Bem Jack, eu estou... Grávida de dois meses.
- Você o que?! ? ele arregalava os olhos.
- Grávida, de dois meses... ? fiz cara de obvio.
- Não acredito nisso , eu vou matar o cara que te deixou de bucho, vou matar! Você tão inocente, e desse jeito! ? ele falava muito puto.
- Jack, é só um bebê, tá que um bebê tem suas consequências e tudo mais... Mas é só uma criança.
- Vou pegar o John ? falou Jack.
Eu tinha que contar pro Jack sobre tudo, ele era praticamente meu irmão. Não poderia esconder uma coisa dessas, se eu contar depois ele iria ficar muito puto comigo.
- Bem Jack... Não sei se é do John.
- Espera, você não sabe se o pai é o John? E quem poderia ser mais, ? Seu namorado é ele.
- Bem, eu transei com na mesma época que com o John...
- Vou cortar o pinto deles. E vou leiloar. ? falou irritado ? E você tem certeza, usaram camisinha?
- Não.
- Em nenhum dos dois?! ? perguntou ficando mais furioso.
- Não.
- CARALHO, ! ?gritou ? Como você faz uma coisa dessas.
- Para! Não grita comigo! Eu errei, ok? E agora eu só quero o seu apoio. Tem como dar? ? perguntei seria.
- Desculpa por ter gritado. Mas , você está em uma situação lamentável. Se o pai não for o John, de certeza ele ficará, sei lá como ele vai ficar. Só sei que não vai prestar!
- Você acha que eu não sei disso? Eu estou em um dos piores labirintos da minha vida Jack. Todos tem uma saída, e é só ir atrás dela que não é tão difícil de encontrar. Já o meu, parece que a saída foi fechada e eu estou rodando por ele. Não sei o que fazer.
- Conte pro . Ele tem que saber e ficar ciente das coisas. Mesmo ele não sendo o pai.
- Contar pro é a parte mais fácil. Difícil é pro John. Ele é meu namorado.
- É, mas você gosta do .
- Como você sabe?
- ...
- Aquela vadiazinha ? ri de leve ? Sem problemas, eu ia te contar isso também hoje! ? falei. E a comida tinha acabado de chegar. Comecei a comer, estava morrendo de fome mesmo. ? Bem, John vai dar uma festinha hoje na casa dele.
- Motivo?
- Não sei.
- Tenho medo. Mas irei pra ficar do seu lado, de certeza irá!
- Sim. Obrigada Jack, por tudo. Por ficar do meu lado - sorri.
- Eu ficarei do eu lado sempre. Mas se o John for o pai, eu tenho medo que ele te deixe na mão na hora em que você mais precisar. ? ele segurava a minha mão.
- Eu sei que se ele fizer isso, eu vou ter você do meu lado. Isso eu nem pergunto se vou mesmo.
- É só você falar ?Jack? que eu me tele-transporto pra cá. ? ele sorria.
- Obrigada Jack ? dei um sorrio.
- Então... Vai ser um menino, não é? ? ele abria um enorme sorrio .
- Não sei ainda.
- Não, tem que ser um menino, afinal ele tem que curtir burritos, e tem que ter nome latino.
- Bem que a disse.
- Disse o que? ? ele perguntou.
- Que sua reação seria essa, e que você pediria um nome latino pro bebê.
- Mas é claro, tem que ser Alejandro, Roberto, Pablo, Juan. Juan é legal, posso chamar ele de Juanito. ? ele se animou. Fazendo-me rir.
- Jack, meu filho não terá nome latino.
- Você é sem graça. Sempre achei que você seria uma mãe ruim.
- Por que eu vou ver uma mãe ruim? - NÃO DEIXA SEU FILHO TER NOME LATINO, POR ISSO! ? ele falou alto.
Comecei a rir.
- Olha, você pode chamar ele de Juanito, mas depois vai ter que explicar o motivo. Mas ele terá o nome sem ser latino. Pode ser?
- É né, fazer o que. Você é a mãe!
- Pois é, mas assim que eu souber do sexo do bebê, você será o primeiro a saber.
- Quando vai ser isso?
- Daqui a três meses?
- Cacete, tem como acelerar não?
- Tem Jack, vou apertar um botãozinho e ele vai acelerar tudo.
- Onde fica? Deixa eu apertar? (N/A: epa!)
- NÃO! Não existe botãozinho.
- Chata... ? emburrou a cara - Sabe, tem uma coisa estranha nisso tudo. É estranho ver que você vai ser mãe, e ficará gorda.
- Nossa, obrigada! MESMO! Isso ajuda bastante na coisa.
- Não é isso, mas meu. Eu te vi crescer, te vi menstruar.
- Eca Jack! To comendo.
- Desculpa. Mas a gente cresceu juntos, não achei que seria tão rápido assim, sabe?
- Nem eu achei, mas aconteceu! ? falei - Bem, quero muito que o padrinho do meu filho ou filha, seja você!
- Você tem certeza? ? ele sorria com a boca cheia.
- Errg, não. ? ri ? Claro que tenho.
- Ótimo! ? ele fez uma cara maliciosa.
- SENHOR! ? coloquei uma mão na minha barriga, e a outra levantei pro céu. ? PROTEJE MEU FILHO DE TUDO QUE O JACK TEM EM MENTE! AMEM!
- AMEM! ? ele repetiu pra mim. ? Eu fiz a oração contraria da sua.
- Meu filho está perdido! - ri.
O Almoço foi bem legal. Divertir-me muito com o Jack. Sentia falta de tudo em Baltimore, na época em que morei lá, err minha infância e minha adolescência? Mas me arrisquei em uma faculdade aqui em Los Angles e passei. Depois me arrisquei em Londres, e fui pra lá. Agora vou me arriscar em ser mãe.
Cheguei em casa, a disse que tinha contado pro que eu estava grávida. Mas fez ele prometer não contar pra mais ninguém. Mas mesmo assim, eu ainda queria saber se o sabia.
- Está pronta? ? John dizia ao telefone.
- Não, acabei de chegar do trabalho.
- Mas vai dar sete horas já.
- Calma. Eu to de carro. Daqui a uma meia hora eu chego.
- Ok, amo você. ? desligou o telefone.
Fui tomar um banho, e quando sai, a campainha toca. Pego meu roupão e desço falando comigo mesma.
- Ótimo, melhor hora pra alguém chegar é quando eu saio do banheiro. Poderia chegar quando eu estivesse no banho, fingiria que não tinha ninguém em casa. Mas não. ? abri a porta, e o estava lá.
- Preciso falar com você ? falou entrando na casa.
- Fala logo, tenho que ir pra casa do John.
- Eu sei disso. Estou indo pra lá também.
- Certo, e você veio aqui pra me dizer isso?
- Não! Quero saber se é verdade.
- O que?
- Está grávida?
- Onde foi que você soube disso? ? fiquei em choque. ? Ah claro, .
- Só me responde isso...
- É, eu estou.
- Ótimo... Agora eu tenho a certeza. ? se virou pra porta e colocou a mão na maçaneta.
- Certeza de que?
- De que eu realmente tenho que desistir de você. ? abriu a porta e saiu.
Fiquei lá parada por um tempo, até o meu telefone fixo tocar.
- Cadê você? ? falava.
- To saindo de casa já.
Subi, coloquei uma calça jeans escura, uma sapatilha, uma blusa com flores bem pequenas, e coloquei uma jaqueta branca por cima. Entrei no carro e dei partida.
- Chega de Oasis né? ? falei sozinha. Abri o porta luvas do carro, pra pegar algum cd e não tinha nenhum. Saí dele, entrei em casa e peguei o porta CDs. Voltei pro carro e coloquei o cd do Jack Jonhson, a música era you and your heart. ? Agora sim.
Dirigi diretamente até a casa do Jonh. Encontrando o e a namorada Molly no semáforo. Ela vira, mostra pro , dá um sorrio e acena pra mim.
- Bitch! ? acenei sorrindo falsamente.
Estacionei em frente da casa do John, junto com o . A namorada dele sai e vem correndo falar comigo.
- Oi ! ? me abraçou.
- Er, Oi Molly. Como você tá?
- Bem... me contou. - O que ele contou? Continuei sorrindo ? Me disse que o John, fez essa festinha pra você. Ele é um amor, não é?
se sentia incomodado ali, e não parava de olhar pros lados.
- É, ele é... ? dei um sorrio amarelo. ? Bem, vamos, ele não parou de me ligar.
- Claro ? Molly falou rindo.
Entramos na casa e ela estava cheia. Meus amigos e amigos dele. Os mais íntimos claro. Os mais íntimos era a casa lotada.
- Até que enfim você chegou. ? John me abraçava.
- Desculpa a demora, é que foram entregar uma coisa na casa da vizinha na minha, um sofá. ? De onde eu tirei isso?
- Ok, sem problemas. Tá com fome? Sede?
- Estou com sede.
- Tem suco na geladeira pra você.
- Suco?
- Sim, sua glicose tá alta, tem que ser coisas naturais.
- Queria refrigerante, uma coca-cola...
- Açúcar demais.
- Af, CHATO! ? dei língua. Ele sorriu e colocou um copo de suco de morango pra mim.
Fiquei um tempinho conversando com meus amigos, até o John chegar à frente de todo mundo pedindo atenção.
- Quero que vocês prestem atenção a mim agora. ? falava com os braços levantados. Todos se calaram e olharam pro John. ? Antes de tudo, quero chamar minha linda namorada .

Pov?s

Fiquei parado perto da parede olhando toda aquela cena. Molly estava conversando com o , e parecia estar se divertindo muito. Afinal, eu era serio demais com ela. A menina era um saco, melosa demais. Mas por um lado gostava de mim. Às vezes ela era legal. estava sorrindo, até a hora que o John a chamou até ele. Nervosismo na frente de todos? Sim, ela morria de vergonha.
Ela parou do lado dele e ele beijou a sua bochecha.
- Bem...
- ESPERA! NÃO FALA NADA! ? Jack gritava correndo ofegante ? Acabei de chegar.
Todos começaram a rir, inclusive eu.
- Pronto, pode voltar. Me dá a cerveja. ? tomava da mão do Rian.
- Então... Eu e a ... Quer dizer, ela não sabe disso, mas eu acho que já tá na hora de vocês saberem...
Minha vontade era de mandar ele calar a boca e tirar ela dali pra ficar comigo. Era comigo que ela deveria ficar, e não com esse palito, que era meu melhor amigo.
- Bem, eu e a vamos ser pais!
Ela deu um sorriso não muito grande, já ele sorriu pior que a Demi Lovato. Todo mundo sorriu e começou a falar ??parabéns, e blah blah blah??.
- Quanto tempo? - Molly, vulgo minha namorada perguntava toda animadinha.
- Dois meses! ? respondeu John.
- Que lindo! ? Rebeca amiga da de faculdade falava.
- Então gente... Quero agora fazer um pedido...
- E EU VOU SER O PADRINHO, EU JÁ SABIA ANTES DE TODO MUNDO ? Jack se levantava e dava língua.
- Senta aí magro peludo ? Alex o puxava pela calça.
- Então... Antes que o Jack me atrapalhe de novo. E espero que esteja tudo normal entre a gente cara. ? John falava apontando pro Jack, e ele fazia um sinal de ?ok? com as mãos e sorria. ? Então... Quero fazer um pedido pra .
Ele a soltava, e colocava as mãos no bolso. Tirava uma caixinha preta de dentro do bolso da calça. Ela se chocou, mas sorriu de novo. Ele abriu a caixa, olhou pra e falou:
- Quer se casar comigo?
Fiquei muito puto na hora, continuei a encarando. Ela aceitou o pedido claro. E se beijaram. Depois ele a soltou e ela me olhou apreensiva. Saí da sala e fui pra cozinha, peguei um copo de cerveja e virei. Só escutei as pessoas gritando na sala.
Saí da cozinha e voltei pra sala. Todos já tinham voltado ao normal, mas estavam falando com a e com o John.
- Amor, eles vão se casar! ? Molly vinha me abraçar sorrindo ? Isso não é lindo?
- Sim, bastante ? disse irônico, mas ela não percebeu.
Depois de um tempo, John chega pra mim.
- Quero que seja meu padrinho.
- Claro, por que não? ? sorri e o abracei ? Parabéns cara! Pelo bebê e por isso. Não te vejo se casando nem sendo pai.
- Pois é, nem eu acredito. Mas eu to totalmente apaixonado por ela. E devo isso a você, me ajudou a ver o que eu tinha perdido.- falava o mesmo. Deve mesmo John? Você tem certeza?
- Que isso cara. Tudo foi você! - falei sorrindo. Mas o que eu sentia era raiva. De mim e não dele. Eu poderia ter ido falar com ela naquela festa, mesmo sabendo que o John tinha ido falar. Eu sou um otário, agora eu seria o padrinho do casamento da mulher que eu amo.

Capítulo 10

Não vou mentir que ver o John me pedindo em casamento foi meio estranho. Não estava muito confortável com aquilo tudo. Estávamos indo bem, mas eu também não conseguia parar de pensar no .
- Parabéns Milla ? falou Jack se encostando na barra da varanda do primeiro andar. Depois daquela cena toda, decidi subir e pensar um pouco.
- Obrigada, Jack. ? sorri levemente.
- Você está bem mesmo?
- Sim, estou.
- Ok, vou descer. Qualquer coisa me chama. ? me deu um beijo na cabeça e saiu. Na verdade eu não estava. Comecei a pensar no que o tinha dito pra mim antes de vim pra cá. E a cena que não saía da minha cabeça, era dele me olhando na hora do pedido do John. Foi horrível, odiei muito ver aquela expressão. E vendo mais ainda que ele tinha se retirado da sala. Estaria eu fazendo a coisa certa? Casar-me com o John era a coisa certa a se fazer?
Decidi descer pra ficar com meus amigos. Abri a porta do quarto e o me empurra de novo pra dentro.
- Ai calma! ? falei.
- Quero falar com você. ? dizia.
- Fale.
- Queria te dar os parabéns pelo casamento ? falou.
- Obrigada. Mesmo. ? apertei meus lábios com os dentes ? Bem, era isso? Por que tenho que descer pra ficar com o pessoal.
- Sim... Quer dizer, na verdade não. ? virou o copo de cerveja, amassou e o jogou no chão. E chegava perto de mim. Ele estava um pouco alterado. Mas fiquei ali olhando ele parado na minha frente, esperando ele falar.
- Bem... ? dizia ainda se mexendo muito ? Você está feliz? Não mente pra mim. Eu te conheço mais do que todo mundo aqui.
- Claro que estou! Vou me casar, , porque não estaria? ? respondi tentando parecer obvia.
- Não parece!
- Quem é você pra dizer quando eu estou ou não feliz?
- Eu sou o cara que te ama desde que te vi naquela festa, quando você chegou de Londres, há dois anos atrás! ? ele falava meio alto. Mas se recompõe logo. Respirou fundo. Fiquei em estado de choque, sem saber o que dizer. A única coisa que saiu foi:
- Que?!
- É isso mesmo que você ouviu. Eu te amo, ok? - falou.
- Está dizendo isso porque vou me casar.
- Não, eu não estou. Eu estou falando isso, pra não me arrepender de ter contado o que eu sentia por você. To com isso guardado há muito tempo. Tinha que falar. Eu queria ser o pai desse bebê que você está carregando aí! Mas você sempre vai na sua e faz as coisas sem pensar!
- É eu faço as coisas sem pensar mesmo! Tipo, quando eu transei com você sem camisinha naquele dia.
- Como é que é?
- , esquece, sai da frente que eu vou embora. Não deveria ter vindo falar comigo.
- Eu só vim pra te falar só uma coisa. Eu te amo e pronto! É isso.
- Para de falar isso caramba! Você tem namorada, vai falar isso pra ela!
- Não, eu não vou! Sabe por quê? ? perguntou.
- Por quê?
- Porque eu gosto dela...
- Então, para de falar essas coisas pra mim. Passou já . Já deu!! ? o interrompi.
- Entende uma coisa. Eu gosto dela. Diferente de amar ela! A pessoa que eu amo, está prestes a se casar, e eu vou ser padrinho do casamento dela. ? olhava diretamente nos meus olhos e ficava mais próximo de mim.
- Para, tá bom! Chega! Eu vou embora. ? disse. Ele me parou e chegou muito perto do meu corpo, segurando meus ombros, e descia a mão até a minha cintura. E me abraçava. Falando calmamente no meu ouvido. Eu estava nervosa, e meu coração batia rápido. Tinha vontade de beijá-lo intensamente aqui e agora. Mas me contive.
- O que tivemos naqueles dias, foi totalmente verdadeiro, ok? Tudo que eu falei e fiz. Não me arrependo de nada.
- É? Pois eu sim! ? falei me soltando dele. - Sai da frente, quero sair! ? tentei passar por ele, e ele me bloqueava.
- Foi? E quando dormimos juntos. Não parecia que ia se arrepender.
- Fiz por impulso, ok? Estava confusa.
- Confusa de que? De voltar com o John?
- Não te interessa. Agora sai - falei. Fui passar por ele, ele segurou meu braço. Mais uma vez.
- Me usou pra ver se ainda gostava dele? Parabéns, !
- É, eu te usei mesmo, dá pra sair? ? tentei passar de novo.
- Só escuta uma coisa. Só mais uma coisa. E eu te deixo ir pra sempre. Não será mais perturbada por mim ? falava no meu ouvido, e eu ficava calada prestando atenção. ? Ninguém vai te amar tanto quanto eu. Depois vai ser tarde...
Olhei com os olhos cheios de lágrimas pra ele e me soltei do braço dele, saí em direção da porta.
- ... Vai ser tarde pra nós dois! ? ele gritou completando. Bati a porta e saí descendo as escadas rápidas. Mas com aquela sensação de dor dentro de mim. não podia ter dito aquelas coisas.
- HEY! Onde estava? ? perguntou John me parando na escada.
- No banheiro.
- Esse tempo todo?
- Me senti mal... Enjoada, mas estou melhor ? sorri levemente.
- Quer que eu te leve pra casa?
- Não precisa, estou de carro. Quando chegar eu te aviso tá?
- Tudo bem ? falou John. passava pela gente rápido ? Dirija com cuidado, ok? E qualquer coisa me liga.
- Tudo bem. Viu a ?
- Tá com a namorada melosa do . ? disse John. Nisso eu concordava completamente. Não gostava de ver ele com ela. Isso é um fato.
- Ok, vou só falar com ela e vou pra casa. ? o beijei e saí. Procurei a em todos os lugares, e nada dela. No último lugar que imaginei que ela estaria, o já estava.
- Preciso falar com você.
- Realmente, já deu de conversar com a Molly, né ? ? falou abraçando a namorada e a beijando.
- Você é um fofo! ? Molly sorria e o beijava.
- Haha ? ri sarcasticamente. Que vontade de mandar um hadouken naquela menina. Saímos, e a levei em direção ao meu carro. Onde não havia ninguém pra nos escutar.
- , você está bem?
- Não! Eu não estou! ? comecei a chorar.
- O que houve?
- ! Ele é o problema.
- Sabia. Eu sabia que isso ia acontecer. , tente esquecê-lo, ok?
- Tentei fingir que não sentia nada por ele agora. Consegui, pelo menos eu acho. Mas aí ele me aparece com essa menina aí. É o que me mata. Tenho vontade de matá-la.
- Eu sei disso. Deu pra ver agora. Ele falou alguma coisa pra você?
- Disse, que me ama durante dois anos. Até agora! E que vai ser tarde pra nós dois depois! Nossa, como eu odeio esse cara! Vou pegar um facão e matá-lo, e ainda cortarei os cabelos dele. Quero que ele suma da minha vida! ? falei alto.
- Calma! Olha. Vai pra casa, tá? Tenta não pensar nisso. Tente pensar no seu filho. E no seu casamento! Tá bem?
- Meu casamento? Eu não gosto de pensar nisso, não é com o John que eu quero me casar, está bem?! ? enxuguei minhas lágrimas e a abracei. abria a porta do meu carro. Entrei e dei partida.
- Me liga, qualquer coisa... Sério mesmo! Vá dormir, comer, só não tente pensar nisso, ok?
- Ok ? disse.
Comecei indo em direção a minha casa. Mas vi que não estava com vontade de ficar sozinha em quatro paredes. Parti diretamente pra praia. Fiquei sentada na areia olhando aquela imensidão escura, ao barulho das ondas por um bom tempo. Até deitar na areia e dormir. Não senti nada.

POV?s

- Oi ? disse pro John.
- Encontrou?
- Não cara, foi mal. Qualquer coisa você me liga se precisar. Ok?
- Ok, obrigado, cara! Vou tentar o celular dela de novo.
- Ok. ? desliguei o telefone e fui até ela.

POV?S Milla

- O que está fazendo aqui? ? perguntei.
- Todos estavam te procurando, . São três da manhã. A chegou em casa e você não estava.
- Como me achou? - falei me sentando e sentou-se do meu lado.
- Simplesmente sei onde você vai. ? ele sorriu levemente. ? Aqui, toma. ? ele colocou o casaco dele em mim. ? Você é louca de sair assim sabia?
- Tive meus motivos.
- Posso saber quais são?
- Pode.
- E quais são? ? perguntou.
- Odeio ter que amar você, tá bem? Satisfeito por saber disso? ? falei sem olhar pra ele. Ele se aproximou de mim e envolveu seus braços nos meus ombros. Beijando a minha cabeça. - Bem, , eu não quis dizer aquilo mais cedo. Lá no quarto ? falei ? Desculpa.
- Sem problemas. Eu sei que era mentira. ? eu olhei pra ele e sorri. ? E sobre aquilo que eu disse, sobre não termos feito sexo sem camisinha é verdade. Lembra?
- É, eu lembro. Parecíamos dois adolescentes que não sabem de nada.
- Pois é. Nossa, eu sou uma idiota, uma estúpida.
- Não, você não é. Todos comentem erros.
- Claro que eu sou, eu aceitei o pedido do John, mesmo eu não querendo isso. Odeio te ver com a Molly.
- E eu odeio te ver com o John. Mas quero que saiba, que faça a coisa certa pra não te prejudicar, não quero te ver mal por você ter feito a escolha errada.
- Obrigado, . ? sorri pra ele. - Mas nós dois sabemos a realidade de agora, certo? ? disse ? Voltar atrás será difícil. Nossa, nunca estive tão confusa e com medo na minha vida.
- Eu sei disso. Sei muito bem! Vai doer muito ver você subindo no altar com o John e não comigo. Mas a vida dá voltas, certo?
- Certo. ? disse olhando pra ele.
- Um dia virá a nossa vez! Nem que estejamos com oitenta anos, cheios de pelancas caindo e feios. Quer dizer, eu feio. Por que você será sempre linda pra mim! ? falou aquilo, e eu simplesmente o abracei forte.
- Tenho que te levar pra casa ? falou.
- Não quero. Vamos ficar aqui. Por favor? ? pedi.
- Tudo bem.
Dormimos na praia, abraçados. Como se fosse a nossa ultima vez. Ele sabia que eu o amava, eu tinha caído na real. Mas não podíamos ficar juntos. Tinha me comprometido com outra pessoa. Se terminar do nada, só pra ficar com , não teríamos uma boa reação de todos os nossos amigos e familiares.
Acabei acordando primeiro que ele.
- . Acorda! ? falei mexendo em seu cabelo.
- Boa dia. ? sorriu.
- Bom dia. ? sorri de volta.
- Temos que voltar pra realidade, certo? ? perguntou se sentando.
- Sim. Temos que ir. ? me levantei, sendo seguida por ele.
- Obrigada por tudo mesmo assim. ? disse.
- Olha só. Por mais que tenha acontecido isso tudo. Conta comigo, ok? Vou estar sempre do seu lado. ? falou.
- Obrigada ? sorri ? Mas vamos?
- Sim.
Saímos da praia e partimos em nosso respectivos carros. Voltei pra casa, tomei um banho, e fui dormir de novo. Não era muito confortável dormir em areia.
Um tempo depois a me acorda.
- Onde diabos você estava?! ? gritou ? Você tem noção o quanto você nos preocupou?
- Estou viva, certo? ? disse.
- Onde estava? ? falou parecendo minha mãe.
- Não vou dizer. Eu só quis ficar sozinha. Sem ser em quatro paredes, é depressivo demais!
- Tudo bem! Desça pra tomar café. John está chegando.
- Claro! ? pois é, John estava chegando. Tinha que continuar com isso. Vou me casar! Todos comemoram! Menos eu.
Fiquei na cozinha comendo uma salada de frutas com waffles. John tinha acabado de chegar.
- Onde você esteve a noite toda? , você me fez ter um quase ataque do coração!
- Em quanto nenhum, só quis ficar sozinha. Só isso.
- Poderia ter avisado. ? falou John.
- Se eu avisasse, iriam atrás de mim! Não queria isso.
- Certo. Mas, meu. Manda um sms dizendo que está bem pelo menos!
- Desculpa! Não irei fazer mais isso! ? falei.
- Ótimo! ? falou ? Vai fazer o que hoje?
- Ficar em casa. Comer.
- Quer ir na casa, café?
- Sim... Poder ser ? sorri levemente.
- Aproveitamos e falamos do casamento. Tá?
- Seria ótimo ? enfiei um pedaço enorme de waffle na boca. Como eu queria me matar!
John foi pra casa dele depois do meu café. E passaria pra me pegar às quatro horas.
- , chegou isso pra você ? disse me dando um pacote. Não muito grande.
- Nossa, de quem? ? perguntei pegando o pacote da mão dela.
- Não sei, estava dentro da caixa dos correios. ? disse.
- Ou o projeto de caixa né? Você e o destruíram tudo com o carro de golf.
- Foi um acidente, e poderíamos ter morrido ? riu .
- Ninguém manda tentar imitar o Jackass. ? disse.
- Cala a boca ? riu a mesma.
- Claro. ? Era uma carta. Escrita a mão. Letra do ? Vou pro meu quarto.
- Nossa, nem vai contar o que é?
- Não. ? ri.
- Chata!
Subi pro meu quarto, sentei-me no sofá enquanto lia a carta.

??Hey minha pequena! Desculpa a letra, mas tinha que te mandar isso. Nunca se esqueça de tudo que vivemos, por mais que tenha sido bem pouco. Foi o mais verdadeiro o possível. Por mais que tudo isso esteja acontecendo, eu sempre, sempre mesmo irei te amar! Sua chata. Haha É isso.
.
ps: esse refrão diz tudo.

So then I took my turn,
(Então eu esperei minha vez)
Oh what a thing to've done,
(Oh que coisa para se fazer)
And it was all Yellow
(E era tudo amarelo.)
Your skin
(Sua pele)
Oh yeah, your skin and bones,
(Oh sim, sua pele e ossos)
Turn into something beautiful,
(Transformaram-se em algo bonito)
Do you know?
(Você sabe?)
You know I love you so,
(Você sabe que eu te amo tanto)

ps 2: Amo você, sempre. ??

Fiquei o dia todo ouvindo a música do Coldplay, até dar a hora de sair com o John, e resolver algumas coisas do meu casamento depois!

Capítulo 11

- Como vão as coisas do casamento? ? perguntava minha chefe.
- Bem. Vão bem... ? sorri.
- Se quiser ajuda em alguma coisa, só avisar. ? falou saindo da minha mesa. Fiquei fazendo umas pesquisas pra próxima edição da revista, depois iria passar o dia no guarda-roupa da revista escolhendo as que iriam ou não para o editorial. Novidades?
Eu e o John estamos meio brigados. Discutimos há um tempinho já. Motivo? Ele estava com ciúmes do . Bem, só pelo fato do estar mais próximo de mim depois daquela festa na casa dele. Claro, não tínhamos nada, nenhum contato físico, se é que vocês me entendem. Ele estava agindo como se fosse o Jack, só que na versão mais gay. Ok, ser mais gay que o Jack está impossível. Mas me ajudou com o vestido de casamento e com algumas coisas na decoração, no começo, junto com a . E a , claro, a única que sabia de tudo entre nós dois. Mas a ultima vez que eu vi o foi a uns três meses atrás. Ele voltou pro Texas com a namoradinha idiota, desculpe, com a Molly, depois daquela festa e não o vi mais! Nenhuma ligação. Nada!
Minha barriga estava ficando maior, estou com cinco meses já de gravidez e tinha médico amanhã pra saber o sexo. O legal é que estou brigada com o John, e ele meio que está nem aí mais pra mim de uns tempos pra cá. Brigando direto. Só quer saber do bebê. Ok, eu amo o , mas caramba, estou carregando meu filho e o suposto filho ou filha dele também! Nossa, deveria ter um pouco mais de consideração. Estava pensando seriamente em mandar o Jack cortar o brinquedinho do John e leiloá-lo.
- Vem que horas pra casa? Eu vou cozinhar hoje. Tem noção disso? Esteja em casa às sete! ? dizia .
- Está bem, mãe!
- Não me chame de mãe! A mãe aqui é você! ? ria do outro lado. cozinhando, sério mesmo? ? Estarei aí às sete! Não se preocupe.
Saindo do trabalho passei em uma confeitaria, pra levar duas tortas de sobremesa. Saindo de lá, encontro o John com uma menina do outro lado da rua. Ele com as mãos no ombro dela. Me subiu um ódio. Mas fiquei na minha, entrei no taxi e fui pra minha casa. Ele iria pra lá de certeza. Tínhamos combinado de conversar pra acertar as coisas entre a gente. Mas a única coisa que eu ia acertar no John era uma das tortas na cara dele. Por ele ter a decência de me trair de novo. Chegando em casa, tinha alguns carros parados na frente. Paguei o taxista e saí com as duas tortas na mão.
- Oi ! ? Molly saía da minha casa, e se animou ao me ver!
- Oi Molly ? disse sem entender o motivo dela ali.
- Deixa eu te ajudar com as tortas ? ela pegou uma da minha mão.
- Obrigada. ? sorri levemente. Entrei em casa, e lá estava o jogando vídeo game com o .
- Vou comprar vinho branco pra ? falou Molly.
- Ok. ? fui atrás da pra saber o que era exatamente aquilo.
- Que porra é essa? Achei que seria, eu, você, e o John. ? falei baixo.
- Bem, o e o estavam vindo pra cá já. E você sabe, a Molly estava com eles e os convidei.
- Certo...
- E a Molly disse que tinha novidades pra nos contar. Quero só ver! ? falou .
- A novidade vai ser essa sua faca aí na cabeça dela. ? falei.
- Nossa, seus hormônios de gravidez tão com tudo viu! Se controle!
- Cala a boca! Ou quem morre é você ? ri ? Vou tomar um banho enquanto o jantar não fica pronto.
Subi as escadas e fui direto pro meu quarto. Não parei pra falar nem com o nem com o . Saudades do , aquele leso. Enfim, tomei meu banho. Troquei de roupa, ao sair do banheiro estava sentado no meu sofá com as pernas cruzadas.
- Oi ? ele sorria com um sorriso de felicidade.
- Oi ? retribui. Ele se levantou e veio na minha direção pra me dar um abraço.
- Saudades de você ? falou ? Sua barriga está enorme! Quer dizer, maior.
- Só não diga que EU estou maior, por favor! ? ri.
- Não, está linda! Já sabe o sexo do bebê?
- Vou saber amanhã... Mas acho que é um menino.
- Intuição de mãe não falha viu. Tenho pena do nosso filho... ? ele falou ?nosso filho? sem perceber, mas eu só fiz dar um sorriso e o deixei terminar - ter o Jack como padrinho vai ser tenso.
- Penso nisso todos os dias ? ri.
- Mas, e aí, como vai seu relacionamento com o John?
- Normal, sabe?
- Sei... Bem, a Molly trouxe um presente pro bebê, está la embaixo.
- Hum... Depois eu vejo isso. ? sorri levemente. ? Bem, vamos descer?
- Claro. Mas posso fazer um comentário?
- Pode ? disse abrindo a porta do quarto.
- Está linda nesse vestido de grávida ? ele deu um sorrisinho e passou pela porta, dando um beijo na minha cabeça. Só retribui o sorriso e desci. Fui até a sala pra falar com o .
- Hey ! ? falei.
- ! Como você tá gorda ? riu, fingi fechar a cara mas ri de volta ? Brincadeira, tá linda. Como está?
- Estou bem, tirando que já estou começando a sentir dores nas costas... Está tudo ótimo ? sorri.
- Quantos meses?
- Vai fazer cinco amanhã.
- E o sexo, já sabe?
- Vou saber amanhã também!
- Ótimo! Avisa!
- Tudo bem.
- E aÍ, quer jogar uma partida de futebol americano?
- Ah não, obrigada. Vou ajudar a na cozinha.
- Viu a Molly, ? ? chegava na sala.
- Foi comprar vinho branco pra .
- Beleza! Quem tá ganhando? ? perguntou o mesmo.
- Eu! ? gritou entrando na sala e bebendo a cerveja.
- São uns loucos ? entrei rindo na cozinha.
- Awn! Como está fofa nesse vestido ? falou .
- Cala a boca ? ri. ? Então, antes de mais nada, eu encontrei o John com uma mulher ao sair da confeitaria.
- Que? Sério?
- Sim, mas ele não me viu. Ele estava com as mãos no ombro dela. Simplesmente entrei no carro e vim pra casa. Vamos conversar mesmo.
- Amiga, você nem quer se casar com ele... Por que não termina logo?
- Não quero meu filho sendo criado sem o pai por perto.
- Mas você nem sabe quem é o pai. ou John. Ok, você tem que pensar no bebê em primeiro lugar. Mas pense em você também!
- Eu sei disso. Vou ver o que eu faço. Afinal, estou noiva, não é como terminar um namoro.
- Entendo ? disse .
- Aqui o vinho ? disse Molly entrando na cozinha. Arregalei meus olhos pra . Será que a Molly ouviu o que estávamos conversando? Espero que não.
- Está aí há muito tempo? ? perguntou .
- Nada, cheguei agora. Perdi alguma coisa?
- Só uma partida de jogo de futebol ? falei.
- Normal ? Molly ria ? , sua barriga está grandinha já né. Quantos meses? E o sexo, já sabe?
Nossa, como essa garotava falava. Vou enfiar a rolha da garrafa de vinho nela. Calma, , calma!
- Estou com cinco meses, e vou saber amanhã o sexo.
- Te trouxe um presente. Vou buscar. ? falou saindo da cozinha.
- Espero que ela não tenha ouvido nada.
- Também.
- Aqui. Espero que goste. ? sorriu.
- Oh! Obrigada Molly. ? peguei o presente dela e abri. Era um conjuntinho de várias mamadeiras, muito lindos por sinal. ? Você é um amor, Molly, obrigada mesmo. Adorei! ? sorri e dei um abraço nela. Posso esganar já? Estou na posição.
- De nada. Enquanto não sabemos do sexo, depois dou outro apropriado. ? sorriu.
Ok, ela não sabia de nada. Mas eu tinha ciúmes dela com o . E a culpa também é dos hormônios. Parte dele, claro!
- Oi! ? John falou animado entrando na cozinha.
- OI! ? falei animada. Tinha que fingir tudo né.
- Está linda amor ? falou John. Vou ficar grávida mais vezes pra me chamarem de linda várias vezes. ? E aí , cozinhando hoje! Espero não morrer ? fez piadinha.
- Vá a merda, John ? ela riu.
- Tudo bom, Molly? ? perguntou o mesmo.
- Tudo ótimo. Olha o que eu dei pro filho de vocês. ? mostrou as mamadeiras.
- São lindas. Já estou vendo nosso filhote as usando. ? falou John ? Valeu. Mas, vou lá na sala falar com os machos.
Conversa vai e vem, o jantar finalmente ficou pronto.
- Muito bom . A comida demorou, mas está ótima ? falou .
- Obrigada! ? sorriu a mesma.
- Então, gente. Eu e o temos novidades. São os primeiros a saber!
- Ah sério!? ? fui a primeira a falar. ? Nos conte então! ? sorri amarelo pro .
Molly segurou a mão dele e deu um sorriso alá Voldemort quando disse que o Harry estava morto.
- Nós vamos nos... CASAR! ? falou animada, principalmente quando citou o ?casar?.
Fechei a cara na mesma hora.
- Porra bicho! Todo mundo se casando! ? falou ? Meus parabéns, cara! Pros dois.
- Quando foi isso? ? perguntou John.
- Quando voltamos pro Texas ? falou meio serio, mais ainda com um leve sorriso no rosto.
- Estamos tão felizes! ? falou Molly.
Que vadia!
- Nossa, meus parabéns! ? falei. Tomei mais um gole do meu suco e olhei seria pra . E ela me olhava apreensiva. Tinha vontade de chorar. E muito. Mas me mantive, terminamos o jantar e ficamos conversando todos na sala. Os meninos, vulgo John e , jogando agora Silent Hill.
- CARALHO, OLHA A PORRA DO MORTO VIVO, ESSE BICHO! VAI ME PEGAR AÍ PORRA! QUERO MAIS NÃO. ? gritou e soltou o controle no chão.
- Vai dar susto na mãe ? falou John. Enquanto eles jogavam, a conversava com a Molly e com o . Eu? Encarava séria pro , apertando com força a almofada. E ele fazia o mesmo. Ficava me encarando quando Molly não percebia.
- Quem quer torta? ? tive que perguntar pro pessoal.
- EU! ? falou todo mundo da sala.
- Ok. - Me levantei e fui até a cozinha. Tirei a torta da geladeira e fui partindo.
- Eu te ajudo, ? falou Molly.
- Obrigada. Pega os pratos naquele armário ali ? apontei pra ela.
- Posso te pedir uma coisa? ? perguntou Molly.
- Pode.
- Bem, queria que você me ajudasse a escolher o vestido de casamento. Claro, se não for incômodo.
- Não será ? falei ? Só me avisa quando for. ? sorri levemente. Coloquei o pedaço das tortas nos pratos e fui atrás de uma bandeja pra levá-los. Comi muita torta, muita mesmo.
- Chega né? ? falou .
- Chega? Não sabia que decidia o que eu comia ? falei grossa com o .
- Ele tem razão, . Comeu doces demais! ? falou John.
- Me deixa, ok? ? falei grossa com John também. Soltei o prato em cima da mesinha da sala e fui pro meu quarto. Sentei-me virada pra janela.
- Posso entrar? ? falou John.
- Entra.
Ele adentrou no quarto, e veio até mim. Sentou na frente se inclinando pra mim.
- Olha só, eu te entendo. Você está a flor da pele com essa gravidez, seu hormônio estão a mil. Mas tente se controlar. O não falou por mal.
- Eu sei disso. Depois peço desculpa a ele.
- Tudo bem... Mas lembra que vamos conversar? ? perguntou John.
- Lembro sim.
- Então, olha só, eu não quero terminar com você. A gente tem brigado muito. Mas não é sua culpa. Quero ficar de bem com você de novo.
- Também não quero terminar com você, John! ? falei dando um sorriso meia boca. Ele sorriu de volta (N/A: assim http://weheartit.com/entry/9044291 ).
- Bem, todos estão indo já. Amanhã eu passo aqui de manhã pra te levar no médico, ok?
- Ok!
- Agora vá descansar. E lembre-se: eu te amo ? sorriu de novo, me beijou e se levantou.
- Também amo você ? falei. Continuei sentada no sofá, virada pra janela. Começara a chover um pouco.
- ? ? batia na porta.
- Entra...
- Como está? ? perguntou a mesma.
- Como você acha? vai se casar...
- E o John? Terminou com ele?
- Não... Não vou terminar. ? falei.
- E a menina que você viu hoje?
- Se for pra terminar quero que seja uma coisa totalmente certa. Vou deixar do jeito que está.
- Ok. Você é quem sabe. Olha, vou sair com o , tá?
- Tudo bem. Vou dormir. Tenho que acordar cedo amanhã mesmo.
- Me ligue qualquer coisa.
- Pode deixar. Se divirta por mim! ? falei.
- Está bem ? sorriu e saiu do quarto. Troquei de roupa e coloquei meu pijama. Deitei e capotei direto. Não pensei em nada. Só deitei e fechei meus olhos. Não queria pensar no John, no , nem no seu casamento com a Molly. NADA!
Acordei ia dar uma hora da manhã. Desci até a cozinha pra pegar um copo d?água. Ao subir as escadas, a campainha toca. Abro a porta e me deparo com quem? !
- O que você quer? ? perguntei.
- Tá chovendo, vai me deixar entrar?
- Grr, entra! ? dei espaço pra ele passar. ? O que você quer?
- Esclarecer tudo.
- Esclarecer o que? Não tenho que te dar satisfações, nem você a mim! Ok? Você vai casar e eu também. Pronto.
- Não é bem assim, ... ? ele tentava explicar, mas eu sempre o interrompia.
- Não? Você tinha dito a mim que não a amava. E agora vai casar com ela! Você é igual ao John. Quer várias! Vá se ferrar, !
- Ok! Você acha que é bom te ver com o John todo santo dia? Não é, ok? Você não sabe como eu me sinto.
- Sei sim ,caramba! Te ver com a Molly não é nada agravável, ok? Parou pra pensar nisso?
- Olha, não vou ficar parado vendo você seguir sua vida, e ficar te esperando. Achou que ia ser assim? Você aí com o John, e eu na minha que nem um otário te esperando? Claro que não! Tenho direito a ter uma vida também! ? falou totalmente grosso.
- Ótimo! Vá ter sua vida longe de mim então! Você pra mim morreu agora! Entendeu? E esquece esse bebê também! Tenho certeza de que não é seu!
- Morri? Ótimo, você morreu pra mim também! ? ele parou por um momento - E esse bebê de fato não é meu!? O que você quis dizer com isso.
- Nada, você ouviu errado, agora vai embora, eu quero dormir! E esquecer que um dia você existiu na minha vida! ? falei alto.
- Ótimo, irei fazer o mesmo! ? ele saía da minha frente e ia direto em direção da porta batendo-a com força.

Capítulo 12

- Pronta? ? perguntou John na sala de vídeo do hospital.
- Pronta e curiosa ? sorria. John segurava minha mão e beijava minha testa.
- Bom, , vamos lá ver qual o sexo do seu bebê ? o médico sentava na cadeira enquanto colocava as luvas.
- Sem mistérios, doutor, só diz logo ? falei.
- Ok ? pegou a maquininha da ultrasom e passou pela minha barriga. Quando as imagens do bebê apareceu na tela, o John se derreteu todo, parecendo um marica.
- Olha aí, tem a minha cara!
- Cala a boca, John ? ri ? Mas ele é lindo, lindo mesmo. - Deu aquela vontadezinha de chorar na hora em que vi a imagem do meu filho ali.
- Bem, estou tentando arrumar uma posição aqui pra poder ver o sexo. Bem... aqui! Estão vendo essa pontinha aqui?
- Sim! ? falei.
- Bem, é o brinquedinho dele. É um menino! ? falou o médico.
- Um menino? Meu primeiro filho vai ser um menino? ? disse John.
- Exatamente! Parabéns para os pais ? o Médico falou. A enfermeira limpava minha barriga, e eu me levantava. Fui até a sala do médico pra resolver como seria o parto, essas coisas.
- Bem, vai optar por parto normal ou cesariano? ? perguntou o doutor.
- Vou optar pelo cesariano.
- Tem certeza, ? Não seria melhor ser normal? ? perguntou John.
- Não, quero a cirurgia.
- Ok! Está com cinco meses, daqui a quatro meses já pode nascer... Quando estiver no oitavo mês, escolha a data e marque. Venha daqui a dois meses pra ver se está tudo ok com a criança.
- Pode deixar, doutor. ? sorria.
- Já sabem mais ou menos o nome?
- Ainda não, vamos brigar hoje e esses dias por isso ? falou John.
- Exatamente.
- Bem, vamos, ?
- Claro. Obrigada mais uma vez, Doutor ? apertei a mão dele e saí da sala junto com o John. Enquanto estive no carro, liguei pra pra avisar que era um menino. Ela gritou muito. Depois liguei pro Jack, claro, e a reação foi essa:
- Sabia que ia ser um menino, a macumba deu certo!
- Macumba? Socorro, Jacksvaldo ? ria.
- Agora, como eu sou o padrinho, tenho que começar a pensar no que irei ensiná-lo.
- Ensiná-lo?
- Claro, qual os burritos certos a escolher, o que beber, o que usar. Claro que vou pedir pra fazer uma JAGK pra ele usar.
- Ah, vai ficar uma graça, Jack!
- Vai parecer comigo. Esse é o meu plano, criar um novo Jack!
- Socorro, meu filho está perdido. Tem como eu mudar de padrinho? ? ri.
- Isso foi cruel, mas não tem não! ? ele fez um MUAHAHA com a boca.
- Estou brincado, idiota.
- Eu sei.
- Claro. ? continuei rindo. ? Quando vem? Preciso conversar com você.
- Nossa, não sei... Mas é serio?
- Sim.
- Fiquei preocupado, vou ver se consigo ir esses dias. E te aviso.
- Ok! Me ligue então. ? falei.
- Ok. Vou ter que desligar. Amo você!
- Amo você também mané ? desliguei o celular e coloquei de volta na bolsa. John me deixou em casa, tinha que terminar de editar umas coisas do trabalho. Enquanto isso, John jogava vídeo game na sala. Comecei a pensar no e na nossa situação. Bem, eu estava prestes a me casar com o homem que não o amava, e ele com a mulher que também não a amava. Mas depois me toquei que não podia pensar só no quanto a isso. Tinha que pensar em mim primeiramente. Terminar o noivado com o John? Bem, só resolvemos como seria a decoração do casamento, não pagamos por nada. E meu vestido, eu só tinha escolhido, também não paguei. Queria ver um mês certo que iríamos fazer aquilo pra poder fazer o vestido do tamanho da minha barriga.
Não agüentei aquilo tudo. Varias coisas vieram a tona na minha mente. Virei pra trás, e ele estava lá, jogando. Todo empolgado, parecia uma criança. Mas não poderia continuar com aquela enganação toda. Tinha que contar a ele que fiquei com o , e que um dia antes de voltarmos, dormi com e depois dormi ele. E que agora não sabia de quem era a criança, pois aconteceu tudo sem camisinha... Ele iria pirar! Mas primeiramente tinha que terminar com o John. Seria mãe solteira, mas não ligaria, pelo menos não estou me enganando ou enganando o John, coisa que eu odeio estar fazendo.
- John...
- Oi amor ? sorria pra mim e voltava a olhar pro jogo.
- Precisamos conversar.
- Pode ser depois? Deixa eu terminar esse jogo aqui.
- Não, tem que ser agora ? apertei minha mão. Ele parou o jogo na mesma hora e olhou serio pra mim.
- Ok, senta aqui ? sorriu levemente.
- Bem... Não sei como vou falar isso. ? disse nervosa.
- Isso o que?
- Não posso continuar mais com isso.
- Isso o que, ?!
- Isso, toda essa enganação minha com você.
- O que você está querendo dizer, ?
- John, não posso mais me casar com você. ? tirei o anel do meu dedo e o entreguei.
- Por que não? Qual o motivo de está terminando comigo? O que foi que eu fiz?
- Nada, você não fez nada.
- Fui fiel a você, não fiz mais besteiras, qual o motivo disso, ? Vamos ter um filho! E você quer terminar?
- Eu sei disso, você tem sido maravilho comigo. Mas o problema não é você, sou eu!
- Você?
- Sim. John eu não o amo mais como amava antes. Isso vem de um tempo já.
- Mas esteve comigo esse tempo todo...
- Achei que fosse passageiro, demorei pra perceber que não era. Me desculpa ? toquei na mão dele, e ele a tirava de perto da minha. Caíu uma lágrima em meu rosto.
- Ok, se é realmente isso que você quer, nós terminamos... Quando as coisas esfriarem mais entre a gente, eu falo com você sobre o bebê ? ele calçava os sapatos e se levantava.
- John, espera.
- Esperar pra que? Terminamos, ! Te ligo depois, pode ser? ? saiu da minha casa batendo a porta. E sim, eu chorei e muito. Por mais que eu sinta só amizade com o John, me senti mal. Mas eu já tinha feito, e estava deicido.

Capítulo 13

Passaram alguns meses, eu já estava tirando a licença do trabalho. Estava com sete meses de gravidez, e tinha que falar com o John e com o , mas isso eu já tinha planejado. Ele iria à minha casa hoje a noite.
- , deixe isso e vá pra casa. E só volte daqui há um ano!
- Não, me deixa terminar só essa edição. Vou sentir falta! ? falei pra minha chefe.
- Tudo bem... Mas vá pra casa, era pra você ter tirado essa licença há uma semana.
- Eu sei, mas é que está tudo tão monótono. Não aguento ficar em casa sozinha. A trabalha o dia todo, quando volta fica com o .
- Tudo bem... Mas tenho um presentinho ? falou a mesma.
- É de toda a equipe da revista. ? ela levantava uma cesta com várias roupinhas e coisas de bebê nela.
- Gente, não precisava ? sorri ? Obrigada mesmo!
- Iremos te visitar quando o bebê nascer!
- Façam isso, ou mato vocês! ? ri.
- Já sabe o nome?
- Ainda não, estou na duvida... Quando estiver com o meu filho no colo, eu decido. ? sorri.
- Ótimo, está de carro?
- Ah, o Jack está vindo me buscar.
- Ele passa muito tempo aqui desde que ficou grávida, não é?
- Sim, meu irmão, só falta ser de sangue. Ele tem me ajudado com o quarto do bebê.
- Como esta ficando?
- Lindo! Terminamos de pintar mês passado, estamos esperando os móveis só.
- Irei ver depois.
- Sim, vá mesmo! ? sorri.
- , Jack está na recepção.
- Obrigada, Margarett. ? sorri. ? Bem, vou indo! Tchau Ana, e obrigada por tudo. ? peguei minha bolsa e a cesta de presentes e desci. Jack pegou as coisas e levou pro carro.
- A Sophia está vindo pra cá esses dias ficar com você.
- Ah ela é um amor, Jack. ? sorri.
- É, eu vou viajar semana que vem, Brasil baby ? riu ? Mas voltando venho direto.
- Ótimo, pensei que você iria perder o meu parto.
- Não, volto bem antes. Aí pra você não ficar sozinha ela vem.
- Ótimo! e Sophia comigo! Irei precisar, mal consigo andar com esse barrigão.
- E o nome, já sabe?
- Ainda não, decidindo.
- Me diz qual você está em duvida.
- Não, saberá no dia que eu tiver o bebê.
- Tudo bem!
- Estou com fome.
- Subway?
- Seria ótimo.
Passamos na subway e fomos direto pra casa. Coloquei as roupinhas que tinha ganhado pra lavar e guardei tudo dentro da bolsa do bebê, enquanto o guarda-roupa não chegava.
Enquanto arrumava tudo no meu quarto, Jack arrumava a sala pra mim.
- Jack, atende a campainha por favor! ? gritei.
- , os móveis chegaram! ? falou. Desci pra assinar os papeis da loja.
- Amanhã nós vamos montá-los, ok?
- Tudo bem. Que horas vocês vão vim?
- Uma hora estaremos aqui, tudo bem pra senhora? ? falou o homem da entrega.
- Tudo bem ? terminei de assinar os papeis e entreguei.
- O quarto vai ficar lindo ? falou Jack.
- Sim, vai! Só quero sair pra comprar uns portas retratos e álbuns.
- Ai, isso você vê com a Sophia...
- Claro, você não tem paciência pra escolher!
- Não é isso ? Jack se defendia. ? É que, vocês escolhem um, depois decidem outro, aí eu fico confuso e não levo nenhum.
- Sei...
- Vou tomar banho, o vem aqui em casa hoje a noite.
- Vai contar a ele sobre o bebê?
- Sim. Espero que dê tudo certo.
- Pois é. Ele está resolvendo os últimos detalhes pra se casar.
- É, eu soube. ? respirei fundo ? Vou tomar banho, terminar de ajeitar aqui, por favor?
- Sim, pode ir.
Subi, tomei meu banho e troquei de roupa. Coloquei uma calça de moletom preta, e uma regata branca, e as minhas meias e pantufas do bob esponja. Fiquei assistindo televisão com o Jack até a hora que o chegou.
- Vou indo, , me liga depois, tá?
- Sim, manda ele vir aqui pra sala, tá? ? falei.
- Ok, se cuida ? beijou minha testa e saiu.
- Fala cara, beleza? ? ouvia Jack falando com o .
- Onde está a grávida? ? deu uma leve risada.
- Está na sala vendo TV. Vai lá.
- Beleza, até mais, Jack ? falou .
Essa sou eu nervosa.
- Oi, ? entrou na sala, veio até mim e me beijou no canto da boca. Pra me matar, só pode.
- Oi, ... Senta ai ? falei.
- Bem, antes de qualquer coisa, isso é pra você. ? me entregou uma sacolinha.
- Não precisava. ? peguei a sacola da mão dele e abri. Era uma touca do homem aranha pra bebês - Que lindo, já imagino o meu filho com ela ? sorri ? Obrigado.
- De nada - sorriu ? Você está ótima, .
- Ótima só na aparência, porque as dores nas costas que essa barriga proporciona é horrível ? ri levemente.
- Mesmo assim, continua linda. ? falou.
- Você também está ótimo... Desde a ultima vez que nos vimos.
- Pois é, as coisas mudaram mesmo, não foi?
- Sim, e muitas. - disse.
- Você se casando, eu me casando. Nossa...
- John não te contou?
- Contou o que? ? perguntou sem entender.
- Não vamos mais no casar, terminamos. Quer dizer... Eu terminei.
- Por quê?
- Não o amava mais.
- Entendo.
- E o bebê?
- Vai ficar bem... E era sobre isso que queria falar com você.
- Pode falar.
- Bem, eu não sei quem é o pai dele.
- Acha que sou eu?
- Bem, as únicas relações que tive perto foi primeiro com você e depois com o John. Não sei qual das duas conseguiu me deixar de barriga ? falei e ele riu um pouco ? Bem, eu e você foi sem camisinha. Lembra?
- Lembro... E como lembro ? ele olhou pro teto e sorriu, aquele sorrio malicioso, que me fez rir.
- Para, ? ri de leve. ? Bem, com o John foi a mesma coisa. Queria te deixar ciente disso. Não estou pedindo para você voltar pra mim. Mas só quero que meu filho saiba quem é o pai.
- John sabe?
- Não. Desde que terminamos não nos falamos. Irei conversar com ele.
- Eu faço o teste de DNA no dia que o bebê nascer.
- Obrigada, mesmo ? sorri.
- Já sabe o nome?
- Ainda não. Direi no dia.
- Estarei lá.
- E a Molly?
- O que tem ela?
- Estão firmes mesmo?
- Sim... Ela é uma boa pessoa. Mandou lembranças pra você.
- Manda de volta. ? olhei pro lado ? , posso te fazer duas perguntas?
- Sim.
- Ela soube da gente?
- Bem, a única coisa que ela soube foi que ficamos no dia do luau. Mas não ligou, ela não tem ciúmes de você.
- Ótimo.
- Mas ela só sabe isso. ? cruzava as pernas ? Qual a outra pergunta?
- Não mente tá?
- Tudo bem, não irei.
- Tudo que você falou naquela época, foi verdade? Cada palavra?
- Claro que foi, não mentiria pra você. Tudo que tivemos foi verdadeiro. Eu realmente te amei.
- Amei? Acabou então né?
- Sim, eu realmente estou gostando da Molly.
Palavrinhas que te machucam.
- Entendo. Bem, obrigada por falar a verdade então ? dei aquele sorriso querendo chorar, mas me contive.
- E o quarto do bebê, está pronto?
- Só falta montar os móveis.
- Quando vão fazer isso?
- Amanhã.
- Venho aqui pra ver depois.
- Tudo bem. Irei arrumar amanhã mesmo. Me ajuda?
- Claro... Somos amigos, certo? ? sorriu.
- Certo.
- E o casamento, como está indo?
- Tudo as ordens, a Molly está terminando de colocar os nomes dos convidados nos convites. Já já o seu chega.
- Tudo bem - sorri.
- Bem, vou te deixar descansar. Amanhã venho aqui pra te ajudar.
- Tudo bem. ? olhei pra ele e ele olhou pra janela. Levantou-se e veio até mim.
- Obrigado mais uma vez por querer fazer o teste. ? sorri.
- Estarei às ordens. ? beijou minha testa e saiu.

Capítulo 14

- Como foi a conversa com o ? ? perguntou .
- Foi boa, voltamos a nos falar normal.
- E ele vai fazer o teste? ? perguntava Jack.
- Sim. Topou tudo. E ele vai vim aqui de tarde. Deve estar chegando já.
Estávamos no quarto to bebê fazendo o resto da decoração. Os caras da loja montaram os móveis rápido, e a e o Jack me ajudaram a limpar o quarto. Só falta o vim ajudar na decoração.
Não deu dez minutos e ele chegou.
- Posso entrar? ? falou batendo na porta do quarto.
- Claro, entra aí ? disse colocando um porta retrato na parede.
- Nossa, esta ficando lindo mesmo. ? falou .
- Toque de , meu amigo ? se gabou.
- Se ache muito não, . ? riu o mesmo ? Cadê o ?
- Não sei. Deve vir esses dias pra cá ? sorriu .
veio até mim e me beijou na cabeça.
- Sua barriga parece maior hoje, .
- A cada dia ela aumenta mais.
- E as costas, ainda doi?
- Até que hoje não muito ? sorri.
- Ótimo. Mas então, no que eu ajudo?
- Bem, tem uma caixa no meu quarto, onde tem uns ursinhos, carrinhos, entre outras coisas. Pode trazer?
- Sim. ? ele saía do quarto e ia em direção do meu.

POV?

Entrei no quarto dela, e a cama estava lotada com roupinhas de bebês, e bolsas de bebês. O quarto dela estava repleto de coisas de bebês. Na parede tinha fotos da ultrasom dela. E fotos com o resto do pessoal. No criado mudo, tinha mamadeiras e mais mamadeiras. Ela tinha mudado mesmo.
Peguei a caixa que ela me falou e acabei passando em frente do closet. Tinha um carrinho e cadeira de alimentar bebê dentro.
- Meu DEUS! ? falei comigo mesmo. Saí do quarto dela e voltei pro do bebê que era do lado.
- Pensei que tinha se perdido lá dentro ? pegava a caixa da minha mão e colocava em cima da cômoda. Tirava as coisas e arrumava.
- E quase me perco. Pra onde eu olhava só tinha coisas do bebê.
- Pois é, não tinha onde colocar, aí enfiei tudo lá.
- Vou comprar café, quem quer? ? perguntou .
- EU! ? disse ? trás um com muito chantilly tá?
- Pode deixar. ?
- O mesmo que o da .
- Tudo bem, Jack você vem?
- Que? ? perguntou o mesmo soltando o martelo no dedo do pé ? CARALHO! ? gritou.
- Vamos logo! ? disse .
- Não consigo andar porra, calma. ? gritou Jack.
Jack mancava parecendo um traveco com vontade de fazer xixi. Eles saíram e só ficou eu e a no quarto.
- Pronto. Terminado aqui... Agora só falta os tapetes e guardar as roupinhas ? falou saindo do quarto.
- Onde vai?
- Pegar os tapetes lá embaixo.
- Deixa que eu pego, vai trazendo as roupinhas.
- Tudo bem. ? sorriu e foi pro seu quarto. Enquanto eu descia e pegava os tapetes no armário da sala.
Ao subir ela já guardava umas roupas no guarda roupa.
- Onde eu coloco? ? falei com os tapetes na mão.
- Bem no meio do quarto ? disse. Fiz o que ela mandou.
- Aqui?
- Exatamente aí. Vai ao meu quarto de novo, e pega a bolsa que tem em cima da minha cama. E depois trás as mamadeiras que tem em cima. Na verdade, vai trazendo tudo do bebê pro quarto? ? olhou pra trás e sorriu.
- Claro. ? saí do quarto e fui até o dela. E fazendo essa viajem varias e varias vezes.
- Bem, acho que é tudo, . ? ela se virou e olhou tudo.
- Sim, é tudo. Obrigada, .
- , posso te fazer uma pergunta?
- Sim, manda.
- Você me amou também? ? ao ouvir aquilo ela parou tudo que estava fazendo. Mas não olhou pra mim, voltou a guardar as coisas.
- Sim... Não vou mentir, amei sim. Mas já passou. ? dessa vez ela olhou pra trás e sorriu bem levemente mesmo. ? A está demorando, não acha? ? falou com voz de choro.
- É, está mesmo. ? cheguei mais perto dela. E ela não parava de pegar roupinhas e guardar.
- O que está fazendo? ? perguntou ? Pega aquele montinho ali e me passa por favor.
- , para.
- Parar com que?
- Olha, eu menti pra você ontem. Não estou feliz com a Molly, mas...
- Você disse que a amava, agora diz que não a ama mais?
- Não foi isso. Eu não estou feliz com ela, mas eu gosto dela.
- Pra que repetir isso pra mim? Eu já estou ciente de tudo, . Só queria mesmo te contar aquilo, fiz tudo pensando no bebê. Não quero separar você dela. E nem vou fazer isso.
- Eu sei...
- Então pra que falou isso de novo?
- Deixa pra lá.
Na mesma hora, Jack e chegaram.
- Olha os cafés. ? falou .
- Obrigada. ? pegou o dela e tomou. Ficamos ali em silêncio, não batemos uma palavra depois disso tudo. Passaram algumas horas e tínhamos terminado de arrumar todo o quarto. Já estava de noite.
- Vou ligar as luzes pra ver como ficou ? falou Jack.
- Nossa, ficou lindo mesmo ? dizia .
- Sim, está perfeito ? falou . ? Vai ficar mais lindo quando meu bebê estiver nele.
O quarto era lindo mesmo. Imaginei ela ali cuidado do bebê, e eu com ela. Mas só na imaginação mesmo. Ter uma coisa com ela estaria totalmente fora do meu alcance, tinha me comprometido com a Molly, e já estava tudo pronto praticamente.

Capítulo 15

Mais um mês se passou, e eu estava indo ao médico pela ultima vez ver como o meu bebê estava. A ultima seria antes da cesariana. Companheira da vez: Sophia.
- Como está, ?
- Bem Doutor. ? sentei-me na cadeira e comecei a conversar com o médico. Marquei direitinho quando seria o nascimento do bebê.
- Tem certeza de que vai ser cesariana? ? perguntava o médico.
- Sim, tenho.
- Mas você sabe que pode ser que venha mais cedo, e seja normal.
- É, eu sei, mas mesmo assim quero deixar marcado.
- Qual a data?
- Dia 15 de outubro. ? sorri.
- Ok então. Vamos pra outra sala dar uma ultima olhada no seu filho?
- Claro ? levantei-me e segui o médico pra sala de ultrasom. Fiz as mesmas coisas de sempre. Mas dessa vez ele foi olhar a posição do bebê.
- Bem, parece que ele já está praticamente pronto pra nascer mesmo. A cabecinha dele já está na direção da saída ? ele riu levemente, fazendo eu e a Sophia rir também. ? Mas ele está saudável e bem. Não precisa se preocupar.
- Isso é ótimo ? sorri. Levantei-me e abaixei a blusa.
- Então, te vejo mês que vem então ? sorriu o médico.
- Brigada mais uma vez ? sorri e apertei a mão dele.
Saí do médico junto com a Sophia e fui direto pra casa café. A minha favorita na cidade. Já que demoraria pra voltar nela, fiz uma despedida básica. Chegamos lá e esperando a com o e o . Sem , e sem o John.
- , Jack contou a sua situação... Olha, relaxa, não irei contar pra ninguém. É que o Jack entrou em desespero por você ? ela ria, me fazendo rir também.
- Pois é, não conte mesmo. Até eu consegui resolver tudo isso.
- Já falou com o John?
- Não. Faz meses que eu ligo pra ele e ele nem aí pra mim. Ele queria tempo, mas se passou praticamente dois meses. Já to praticamente desistindo de tudo. Sério mesmo ? falei pra Sophia.
- Não desista, . Pense no... no... ? ela tentava falar pra dizer o nome do bebê.
- Não decidi o nome do bebê ? ri levemente.
- Então pense no bebê. Só nele. Você tem seus amigos por perto pra te ajudar.
- Pois é... Se não fossem vocês, estaria perdida.
- Isso! Bola pra frente ? sorriu ? Olha lá, chegaram! ? falou olhando pra porta ? Estamos aqui! ? falou. , e , vinham até nós.
- Olá buchão ? falou .
- Oi, ! ? o abracei levemente.
- Como está?
- Bem, graças a Deus ? sorri ? Sentem, odeio ficar olhando pra cima pra falar com vocês!
- Tá ? falou ? Estou faminto, quero panquecas, pede aí. ? falou .
- Tá bem. ? chamava o garçom e fazia os pedidos, aproveitamos e fizemos logo de todos.
- Como foi no médico, ? ? perguntou .
- Bem, ele disse que o bebê está praticamente pronto pra nascer. Está até na posição...
- Posição? Antes de nascer os bebês já treinam tudo pro sexo? ? falava a pior merda do mundo.
- Não né ! ? ri ? O único que já fazia essas coisas era o Jack ? disse e todos riram.
- É verdade, Jack teve uma mente precoce. ? falou Sophia ? E eu que sofro agora ? riu.
- Então, posição pra poder nascer só, !
- Ah sim... ? falou ele.
Depois de um tempinho ali comendo e conversando com o pessoal, o John aparece no café, sozinho. Foi direto pro balcão e sentou-se lá.
- Vai falar com ele, ? falou Sophia.
- Não...Ele que venha até aqui, ou me chame, sei lá. ? falei.
- Vocês terminaram, mas não se falam? Peraí, ele é o pai do teu filho ? disse .
- É, mas ele é orgulhoso, ? falei ? Vou ignorar, se ele quiser falar comigo ele que venha. Já fui atrás demais.
- Isso, fique aqui, ele que venha ? completou .
Depois de um tempo dele ali sentado, ele virou, pegou o celular, e digitava algo. Quando olhava, tinha uma mensagem dele no meu.
??Vem até aqui por favor? :)??
- Pediu pra ir até lá. ? disse.
- E você vai? ? perguntou Sophia.
- Sim... Ele veio atrás de mim, alguma coisa ele tem pra falar. ? me levantei e fui até ele.
- Oi John...
- Oi ? sorriu bem levemente ? Está ótima...
- Obrigada.
- E a barriga então, nem se fala.
- Pois é. ? apertei os lábios ? Vou ter o bebê mês que vem.
- É, eu sei.
- E você nem aí pra mim John. Se não quer o bebê, diz logo. ? falei totalmente calma pra ele.
- Preciso conversar com você, em um lugar mais calmo.
- A Sophia está na minha casa, e a agora tá ficando mais por conta que está mais perto do bebê nascer. Não dá.
- Tem como você ir comigo agora pra minha?
- Tem... Vou só pegar minha bolsa.
- Te espero lá fora. ? John se levantava.
- Tudo bem. ? voltei e peguei minha bolsa
- Onde está indo? ? perguntou .
- Vou até a casa dele pra conversar.
- Tem certeza? ? perguntou
- Sim ,tenho. Tenho que resolver logo tudo .
- Tudo bem então. Ligue pra mim ou pra Sophia, iremos te buscar lá ? falou a mesma.
- Tudo bem. Vou indo. Tchau meninos ? me despedi de todos e fui até o carro do John. Ele abriu a porta pra eu entrar, e deu a volta no carro logo em seguida, partindo direto pra casa dele.
- Você quer alguma coisa? Comer, beber? ? perguntou.
- Não, estou bem.
- Vou tirar os sapatos, já volto ? John saía da sala. Sentei-me no sofá e esperei o mesmo voltar.
- Pronto. ? sentou-se ao meu lado e sorriu. Continuei calada até ele falar alguma coisa. Parecíamos dois estranhos ali.
- Bem, já decidiu o nome do bebê?
- Ainda não, vou decidir na hora, e ver com que cara ele parece mais. ? ri levemente.
- Está tudo ok pra chegada dele?
- Sim, está, já tenho tudo organizado e o dia de nascer também.
- Que dia é?
- 15 de outubro.
- Tá perto...
- Pois é John. Mas, o que você queria conversar? Porque eu fui atrás de você e você nem aí. Se não fosse o Jack e a eu estaria perdida, sabia disso?
- Você tinha o com você 24 horas, , e ainda reclama que eu não estive perto?
- Eu tinha o por perto, John?
- Sim. Pra cima e pra baixo você vivia com ele. Pensa que eu não percebia o jeito que você falava com ele, como ria com ele, e como vocês dois se olhavam? Acha que eu nunca percebi?
- Percebeu o que John?
- Você sempre gostou dele, na minha cara. SEMPRE! ? falou um pouco mais alto. ? Por isso você terminou comigo, não me amava. Porque amava e sempre amou ele. Logo meu melhor amigo, . Nunca esperei isso de você!
- Você nunca esperou isso de mim? E todos esses anos que estive com você, e você colocando chifres em mim pra cima e pra baixo. Você pode fazer as coisas, mas eu não!
- Então está assumindo fronte a mim que realmente gosta dele!
- É, eu gostei dele sim, não vou mentir. Mas nunca no nosso relacionamento eu fiquei com outros caras pra cima e pra baixo. Você, John, é um safado, idiota que não sabe ficar quieto no canto! ? falei.
- Sabe de outra? Esse filho, eu acho que não é meu... É dele! Pode falar. Não vou ligar, já basta isso tudo que anda acontecendo. ? quando ele falou isso, eu fiquei totalmente sem saber o que dizer. Ou diria a verdade e ele me matava, ou inventaria alguma coisa.
- Pode falar , serio! Esse bebê é ou não meu?
- EU NÃO SEI CARAMBA! ? gritei. E ele ficou ali parado me olhando. ? Tudo aconteceu enquanto eu e você tínhamos terminado. Depois eu aceitei o seu pedido de volta, por que eu ainda te amava. Mas com o tempo, foi passando e eu vi que não te amava mais. Eu achava que te amava. Eu ia terminar com você antes de saber que estava grávida, mas aí você ficou todo meloso e me pediu em casamento.
- Fez isso tudo, gostando de outra pessoa. o que você tem na cabeça? Chegaria e contaria, terminaria essa merda logo de uma vez.
- Eu achei que eu voltaria a gostar de você de novo com o tempo.
- , amor só se sente uma vez por pessoa, quando passa não volta mais!? ele respirou fundo.
- Não quero que você volte pra mim, nem faça nada...
- Ele sabe?
- Ele?... - perguntei.
- O sabe?!
- Sim, já falei com ele.
- Ele disse o que?
- Quando o bebê nascer faremos um teste logo no dia. Essas coisas saem rápido.
- Você quer que eu também faça?
- Bem...
- Você quer ou não?! ? falou ignorante.
- Fazer pra ficar ai todo errado pro meu lado, todo ignorante não precisa. Se der negativo pro é obvio que é seu né John!
- Sei lá, vai saber se fez com mais alguém ? disse.
Aquilo foi como um trator passando por dentro de mim.
- Nossa, muito obrigado. Você fala como se eu fosse a Maria Madalena, joga logo as pedras em mim John! Vai, está esperando o quê? ? falei ainda chorando.
- Não vou fazer nada disso com você.
- Mas parece. ? disse. Ele se levantava e ia até a cozinha. Aproveitei, peguei o celular e liguei pra Sophia pra vir me buscar.
- Toma aqui... Desculpa pelas palavras grosseiras. ? peguei o copo de água da mão dele e tomei um pouco pra ver se me acalmava.
- Eu só quero saber de uma coisa. Se o bebê for seu...
- É obvio que vou assumir o filho. Seremos pais separados, mas mesmo antes desse bebê nascer, ele estando aí, eu já sinto alguma coisa.
- Origado por isso pelo menos. Era só o que eu queria ouvir. ? disse. Levantei-me.
- Aonde vai?
- Embora, a Sophia já deve ter chegado. Te ligo quando o bebê nascer, e quando eu receber o resultado do exame. ? falei saindo da frente dele.
- Quem mais sabe?
- Só os amigos mais próximos: , Jack e Sophia.
- Ótimo...
- Tchau John. ? saí do apartamento e esperei a Sophia chegar, não demorou muito. Direto pra casa e descansar. A conversa com o John não foi uma das melhores, não era bem assim que eu queria que ele soubesse. Mas pelo menos eu já tinha resolvido uma parte dos meus problemas. Agora era esperar o bebê nascer!

Capítulo 16

O mês passou rápido, estava já no mês em que o bebê iria nascer. Voltei a falar com o John. Ele tinha me contado que espalhou meses antes que seria pai. Que situaçãozinha viu que eu me meti. Enfim, eu estava sozinha em casa, Sophia saiu com o Jack, junto com e uma amiga dela, iria encontrar com o lá. Eu fiquei né, afinal quem consegue andar com uma barriga enorme e em pleno 9º mês de gravidez? Estava no quartinho do meu filho, colocando as roupinhas limpas na mala para poder levar semana que vem para o hospital. Tudo tão pequeno e lindo, queria muito ele aqui nos meus braços, tê-lo em minhas mãos e não soltá-lo mais.
Até que eu senti umas dores muito fortes que me fizeram segurar no armário, quase levando uma queda. Sentei-me na cadeira de balanço pensando que iria passar, mas só piorou tudo. Olho minhas pernas e as vi molhadas. A bolsa tinha estourado, e a dor só aumentava mais. Peguei meu celular e disquei o primeiro número que vi, claro o de emergência.
- Vem pra minha casa agora, o bebê vai nascer! ? desliguei o telefone e fiquei esperando onde estava, tentando fazer com que as contrações ficassem mais lentas, mas parecia que tinha um vulcão dentro de mim prestes a explodir. Depois de dez minutos, chega e me leva para o carro dele.
- Calma , vai passar...
- CALMA UMA PORRA, NÃO É VOCÊ QUE ESTÁ SENTINDO DOR! ? gritei, e dei mais um grito seguido, só que de dor.
- Eu sei, mas tenta relaxar, já estamos chegando. ? dirigia o mais rápido possível ? Vamos, me acompanha: respira, inspira, respira, inspira.
Respirei e inspirei o máximo que pude, mas as dores estavam maiores do que eu. Parecia uma eternidade chegar nessa maternidade. Mas depois de dez minutos chegamos. Colocaram-me em uma cadeira de rodas e me levaram até o meu quarto. O meu médico veio me examinar pra ver se estava tudo bem. Mas a notícia não foi tão boa assim.
- , teremos que fazer cesariana. Como a bolsa estourou, era pra ser normal. Mas o cordão enrolou no pescoço do bebê, pra não correr o risco de perdê-lo na hora do parto... ? ele falou, e juntou minha dor e meu desespero.
- Faça o que for preciso, mas salve meu bebê, Doutor, por favor. ? chorei.
- Vamos preparar a sala do parto, daqui há vinte minutos começaremos.
- VINTE MINUTOS? ACELERA AÍ! ? gritei. O médico saiu do quarto me deixando com as enfermeiras, e entrava logo em seguida. Sentou-se do meu lado e ficou mexendo no meu cabelo.
- Vai dar tudo certo...
- O cordão está preso no pescoço dele, . Não posso perder meu filho. ? chorei e ele me beijou na testa.
- Não vai...
- Liga para a , manda ela pegar as coisas do bebê. E liga para o John também.
- Farei isso assim que te ver indo pra sala de cirurgia. Não vou te deixar sozinha agora.
- Obrigada , por estar comigo ? as dores diminuíam enquanto estive junto com o . Mas sempre vinham umas fortes que me faziam querer gritar, mas tentei me controlar. Vinte minutos se passaram e eu já estava indo pra sala de cirurgia.

POV?S

A vi indo pra sala de cirurgia e a partir daí eu torci mais do que nunca para que aquele bebê fosse meu. Queria mais do que nunca que ele fosse meu. Eu ainda a amava, e isso me deixaria mais próximo dela. Aí vocês se perguntam: e a Molly?
Pra falar a verdade, eu tentei terminar com ela, até ela me obrigar a casar com ela. Disse que ouviu a e a conversarem sobre isso do bebê, por não ser do John. Daí ela me obrigou ameaçando a , e o filho dela. O que eu fiz? Disse que sim. Fazer mal a ela nunca! Eu poderia não me casar com ela, mas eu não queria vê-la machucada. Prefiro ver ela com raiva de mim, a isso que a Molly me falou. Molly era maluca. E queria cortar a cabeça dela e dar para os ratos. É, eu sou cruel.
Depois de um tempo, chega junto com o e com o Jack e a namorada dele, e claro com as coisas do bebê e da e entrega para a enfermeira.
- Como ela está? ? Jack perguntou nervoso.
- Calma, está parecendo que está gravido.
- Sem piadinhas, , me fala logo ? falou Jack mais nervoso.
- Estava com muita dor, mas estava bem. Entrou quase agora pra sala de cirurgia.
- Graças a DEUS ? disse aliviando-se ? Mas como você soube? E como ela chegou aqui?
- Ela me ligou, , por que você acha que eu estou aqui?
- Por que a ama? ? falou Sophia.
E eu fiquei calado, só dando um leve sorriso.
- Bem, ligou para o John? ? perguntou .
- Sim, ela pediu. Ele disse que estava vindo. Tem uma coisa que o médico falou sobre o bebê.
- O que? ? Jack se pronunciou.
- Que o cordão estava enroscado no pescoço, e que teria que fazer cesariana.
- Mas iria ser cesariana ? falou .
- É, eu sei, mas como a o bolsa estourou e foi antes do esperado, era pra ser normal. Só que se for normal, o bebê poderia morrer.
- Puta que pariu ? gritou Jack.
- Não xinga, estamos em uma maternidade. ? disse Sophia.
- Desculpa, mas é meu sobrinho que está ali.
- Vai dar tudo certo, Jack, calma. Parece você o pai, e não o ... ? olhei pra ao ouvi-la dizer aqui ? ou o John.
- Então... Enquanto isso eu vou no outro setor tirar o sangue para o exame.
- Ok, depois volte. Ela vai querer te ver quando sair.
- Tudo bem ? sorri levemente e saí. ? Ah Jack, eu preciso falar com você depois.
- Tudo bem. Preciso de um café, e remédios de controle. Estou surtando.
Ri levemente, seria aquela situação que iria rir da cara do Jack pela situação dele. Fui até o setor de exames pra retirar a amostra de sangue. O resultado sairia muito rápido. Terminado lá, voltei pra sala de espera e fui conversar com o Jack, e claro, ele com um enorme copo de café junto.
- Bem Jack, vou direto ao assunto.
- Estou a ouvidos.
- Eu amo a ...
- Me diz uma novidade! ? fingiu se espantar.
- Deixa eu falar! ? disse ? Então, eu a amo, mas não posso ficar com ela.
- Por que você é um canalha e vai se casar com a Molly?
- Não, porque a Molly me obrigou a isso, e ameaçou a .
- Aquela vadia fez o que? Ameaçou a minha ? Posso matar?
- Pode. Mas então, eu queria te dizer. Não estou com ela até agora por culpa da Molly. Claro, quando eu a namorei eu só namorei pra... Não sei porque eu fiz isso, eu tava com merda na cabeça.
- Ainda tem ? deu um gole enorme no seu café.
- Daí eu iria terminar com ela depois de um jantar que teve na casa dela. Mas aí ela ouviu a conversa da com a , e anunciou que iríamos nos casar, e depois de lá. Me obrigou.
- Que vadia, denuncia, ! (N/A: @cah_coca e @earthytolary DENUNCIA ?NAU ) ? disse Jack - Mas, fico feliz por você ter vindo me falar sobre isso.
- Você é o irmão dela, Jack, tinha que te dar satisfações. E não é babando você, é que eu realmente a amo.
- Eu sei disso cara. Relaxa, vai dar tudo certo. Vamos voltar pra sala de espera. ? levantou-se e eu o segui. Voltei com o Jack e sentei-me perto da . Depois de um tempo, o John chega. E o clima se torna o mais pesado possível.
Uma hora tinha se passado, e nada de médico, nada de ter saído da sala de cirurgia. Uma hora e meia depois o médico aparece na sala.
- Bem, a cirurgia foi difícil, o cordão estava muito preso, mas saiu tudo bem. Ela está sendo levada para o quarto agora. Só daqui a pouco vocês vão poder entrar.
- Tudo bem, doutor. ? falou Jack.
- Bem, posso falar com você? ? ele mencionou a mim.
- Claro. ? segui o médico até a uma sala.
- Ela pediu pra fazer o exame de DNA. Já retiramos o sangue do bebê, e daqui há uma hora o exame sai. Entrego a quem?
- A mim mesmo. ? disse.
- Tudo bem. ? o médico abriu a porta para eu sair. Voltei até a sala e me juntei ao resto do pessoal.
Ao mesmo tempo em que eu queria vê-la, eu queria mais ainda que o teste desse positivo. Só isso. A enfermeira nos avisou que poderíamos entrar pra vê-la, mas que ainda ela estava dormindo. Jack entrou primeiro com a , preferi esperar até que ela acordasse. Fiquei olhando ela ali deitada através do vidro do quarto, junto com a Shopia e o John.
- O exame sai que horas? ? John abriu a boca direcionando a mim pela primeira vez.
- Daqui a uma hora...
- Bom... Então é isso.
- Pois é. ? continuei vidrado dentro do quarto. Jack sentava perto da cama dela e mexia em seus cabelos. Não demorou muito e ela já despertara da anestesia. A enfermeira entrou no quarto pedindo pra que eles saíssem, ela iria amamentar o bebê, e precisava estar sozinha por conta do barulho. Passou-se uma hora, e ela já estava sentada olhando para o bebê, e deu pra ver que uma lágrima corria em seu rosto.
- Senhor? ? falou uma enfermeira baixinha ? O exame.
- Vai abrir agora? ? perguntou . Olhei para o John e via que ele ficou nervoso ao ver o envelope branco na minha mão.
- Quero abrir com ela junto.
- Bem, acho que já pode entrar ? falou Jack.
Abri a porta do quarto e entrei. Fiquei parado por um momento perto dela. Fechei as cortinas. Queria conversar com ela sem que ninguém estivesse olhando.
- Se chama Dylan. ? falou.
- Dylan?
- É, em homenagem ao Bob Dylan (N/A: http://stopsmokinghownotto.com/wp-content/uploads/2011/06/bob_dylan_smoking_cigarettes.jpg ). ? sorriu olhando para mim.
- É, eu sei que gosta dele. E que sempre gostou desse nome. É um nome bonito. ? cheguei mais perto dela, e olhei o pequeno Dylan nos seus braços.
- Ele é lindo. Parece com você ? sorri e a olhei. ? Bem... , saiu o resultado.
- Já abriu?
- Não, queria abrir com você.
- Então abre que estou nervosa. ? disse a mesma.
Abri o envelope branco, ela não tirou os olhos de mim. Continuei lendo.
- E aí? ? ela quebrou o silêncio.
- Bem, eu... Não sou o pai dele. ? disse com a maior dor que eu já senti, deu até vontade de chorar. Mas não chorei. Olhei para ela e vi que ela chorava.
- Não fica assim, bem... Eu não sou o pai dele, mas isso não implica a dizer que eu não ame a mãe.
- , por que você vai casar com a Molly? ? odiei ver aquela expressão.
- É complicado. Converso com você depois. Mas aqui não dá. Vou deixar os outros entrarem. ? disse e ela assentiu. Beijei a cabeça dela, e fui em direção da porta.
- , espera ? ela me fez parar e virar pra olhá-la.
- Eu te amo ? sorriu levemente. Sorri de volta
- Também amo você ? saí do quarto e fechei a porta.
- Bem... Seu filho te espera, John. ? ele olhou com cara de alívio, e sorriu. Fui em direção a saída. Sendo seguido pela .
- , espera. ? gritou a mesma no estacionamento. Abraçou-me ? Sinto muito. Ela queria que você fosse o pai, ela te ama e muito ? disse.
- Eu sei disso. E ela sabe que eu a amo. Nunca deixei de sentir isso por ela. Bem, eu vou indo, se não a Molly começa a me ligar de novo. Já me ligou direto aqui.
- Volte, ok? Ela vai querer você por perto.
Entrei no meu carro e fui direto pra casa, eu estava arrasado por não ser o pai do Dylan. Mas agora minha meta era: como me livrar da Molly?

Capítulo 17

Segundo dia no hospital. Sairia só depois de três dias por conta dos pontos da cirurgia na minha barriga. Eu? Estava absurdamente feliz, meu filho nasceu lindo e saudável, não precisava de mais nada. Na verdade, eu precisava sim, de mais uma pessoa: .
Jack passava a maior parte do tempo comigo no hospital, só saía pra ir pra casa dormir. A ficava comigo de noite. E o John vinha todos os dias ver o Dylan. Estava esperando a visita dele ainda hoje, tinha que conversar com ele.
- Quando você sair do hospital a gente conversa direito, ok? ? disse sentado em frente do pequeno berço, mexendo na mãozinha do Dylan.
- Ok, vou esperar.
- Você sabe o quanto eu queria que esse filho fosse meu, não é?
- Queria? ? perguntei ainda olhando para os dois.
- Claro. Mas não foi dessa vez ? ele olhou e sorriu pra mim.
- E vai ser quando?
- Eu não sei, ... ? sentou-se do meu lado. ? Bem, quem vai te levar pra casa quando você tiver alta?
- Acho que o Jack.
- Se quiser eu... ? foi interrompido pelo John que entrava no quarto segurando um café na mão.
- Bem... Oi ? disse John.
- E aí John...
- Você não tem que ir... erm... Deve ter uma namorada, certo? ? começou John, percebi que o queria dar uma resposta pra ele, mas ficou calado.
- Bem, a gente se fala depois, ta? ? beijou minha cabeça e saiu do quarto.
- Pra que isso tudo, John?
- Isso o que?
- Falar desse jeito com ele, parece que ele matou alguém!
- Ele não matou, só tirou algo de mim ? entrou no banheiro pra lavar as mãos, voltou e ficou em frente do Dylan.
- Ele está dormindo, não o pegue agora.
- Ok. Bem, , temos que ver como vai ficar o lance das minhas visitas ao Dylan, e claro, vou querer que ele fique comigo por uns tempos.
- Mas não agora, ele é pequeno demais. Só a partir de um ano, ele precisa de mim durante muito tempo.
- Entendo, mas quero que você saiba disso. E de uma outra coisa. ? John sentava no sofá.
- O que?
- Não quero o perto dele.
- Que?! Você enlouqueceu? O que tem de mais nisso, John?
- Não quero caramba, não quero que ele tire de mim a única coisa que vem de você que vai me amar.
- Longe ou não o Dylan vai te amar, faça por onde! Pra não perder como me perdeu.
- Pode jogar toda a culpa em mim.
- Mas se foi... Me desculpe! Você que começou, se tivesse pensado antes de fazer besteiras não estaríamos assim.
- Pois é... E eu quero agora só ter uma relação boa com a mãe do meu filho.
- Ok, e vamos ter... Só você parar com frescura.
- Tudo bem, vou tentar...
- E o vai continuar me vendo e vendo o Dylan, não tem problema nisso. Ok?
- Tudo bem... Agora eu só quero pegá-lo no colo. ? John sorria.
- Deixa ele acordar, ok? Se não eu não descanso. Na verdade, eu estou morrendo de sono. Fica aqui olhando ele enquanto eu durmo um pouco?
- Claro. Vou só pegar mais café, tudo bem?
- Sim. Viu o Jack por aí?
- Vi. Mandei ele ir pra casa tomar um banho, já já ele volta ? fechou a porta do quarto e saiu.

POV?S

Saí do hospital e fui direto para casa, tomar um banho e ver se conseguia dormir já que a Molly não estava em casa pra reclamar de tudo e de todos. Eu realmente tinha que ver um jeito de deixá-la o mais rápido possível. Dormi por quase duas horas, ainda dormia mais se não fosse a Molly pedindo pra arrumar o chuveiro.
- Pronto, já ajeitei.
- E o que era? ? perguntava.
- Era só mudar o lado de frio para o quente. Abaixar a alavanca. Mas você é burra o bastante pra fazer isso. ? peguei uma garrafa d?água e sentei-me no sofá da sala.
- Olhe como você fala comigo, .
- Tanto faz. Vai tomar banho e me deixa em paz. ? liguei a TV e deixei no primeiro filme que estava rolando: Sexta-feira 13.
- Jason, como eu queria que você existisse e tirasse essa doida da minha vida.
- Eu ouvi, ! ? gritou do quarto.
- FODA-SE! É pra ouvir mesmo!
- Quando sair do banho vamos ter uma conversa seria, está me ouvindo? ? ela aparecia na sala só de calcinha e sutiã.
- Veste uma roupa, está gorda demais para minha visão. Queimou tudo. ? ela saiu batendo os pés e fazendo um ??grrr??, o que me fez rir.
Vinte minutos depois ela volta e eu estava na cozinha fazendo um sanduíche de manteiga de amendoim com geléia pra mim.
- Vai querer? ? perguntei.
- Como está legal... Quero sim.
- Então faça ? peguei o sanduíche e fui pra sala.
- , vamos conversar logo. Desliga essa televisão.
- Não. Pode falar, eu estou ouvindo.
- Mas não está olhando pra mim ? falou alto.
- E nem quero. ? mordi o sanduíche. Ela fez um outro ??grrr?? , pegou o controle, desligou a tv e ficou na minha frente.
- Tá doida? Tenho que aprender alguns truques com o Jason pra te matar!
- Cala a boca! Olha só, você pode me chamar do que você quiser, me mandar pra todos os cantos, mas não vai se livrar de mim tão fácil.
- Escuta aqui, Molly, você tá doente da cabeça. O Dylan não é meu filho como eu já te falei. Pode falar a vontade por aí, por em todos os jornais e noticiários que eu tive um caso com a , o que for. VOCÊ! ? levantei-me e apontei meu dedo na cara dela ? Vai sair da minha vida. E hoje!
- Não ousaria em terminar comigo.
- Terminamos há muito tempo, você que não percebeu!
- Se você terminar comigo, vai se arrepender.
- Vai fazer o que? Me matar?
- Não, vou atingir as pessoas que você realmente ama! e aquele monstrinho chamado Dylan.
- Olhe como você fala dele.
- Nem é teu filho e esta aí, todo caidinho pela criança.
- Não vou ficar batendo papo com você. ? saí da sala, troquei de roupa e peguei as chaves.
- Aonde pensa que você vai?
- Aqui que eu não vou ficar.
- , volte aqui. Você vai se arrepender!
Bati a porta e fui direto para o carro.
- Tá em casa? ? falei para o .
- É, eu to, canto pra dormir?
- Exato!
- Ok, quando você chegar a gente conversa. ? desliga o telefone. Dou partida no carro, e a Molly sai de casa me chamando, tirei o carro da garagem o mais rápido possível. Por mim eu ainda dava ré e atropelava ela. Mas aí eu seria preso, e não ficaria com a , então descartei essa possibilidade. Cheguei na casa do e lá estava o e o .
- Cadê o ? ? entrei na casa perguntando já.
- Na casa da . Vai passar no hospital pra ver a e depois vem pra cá. ? disse .
- Hum.
- Qual foi a da Molly agora? ? perguntou .
- Essa mulher está me pirando. Querem participar de um assassinato? Assisti a Sexta-feira 13, podemos usar máscara e usar facões. ? sentei no sofá de frente para os caras.
- Por mim! ? deu de ombros.
- Você tem que se livrar dela. ? disse .
- Eu tentei isso hoje. Mas aí ela começou a ameaçar o Dylan e a . Não posso terminar com ela sabendo que ela pode fazer qualquer coisa pra eles.
- Chama a polícia. ? disse .
- O que? Falar que minha ex não quer me deixar?
- Não idiota! ? falou . ? Diz que a e o Dylan estão recebendo ameaças. Ela vai parar, e a polícia vai atrás dela!
- Não tinha pensado nisso.
- Claro né! Vá amanhã fazer a denúncia.
- Aham. Agora eu quero dormir! Passei o dia no hospital ajudando a e o Jack.
- Beleza, ta fazendo o trabalho do John, . Pense nisso. ? disse .
- Não ligo cara ? fui para o quarto dormir.

POV?S

- Já é a terceira vez que ele acorda pra comer, meus peitos doem ? falei pra . Olhei no relógio e ia dar quatro horas da manhã.
- Eu sei, mas se não der, ele morre de fome. ? me dava o Dylan.
- Sua cara está péssima. ? sentou-se no sofá.
- Eu sei, mal tenho dormido. Vai ser assim os quatro primeiros meses!
- Sorte que você tem a mim ? se gabou.
- Besta ? ri.
- E o John?
- Ele vem todos os dias a tarde, tenho que providenciar um balde pra ele, baba demais o Dylan.
- Pelo menos ele está de boa quanto a isso. Mas e vocês?
- Nos acertamos, estamos de bem. Acho que podemos nos chamar de amigos. Ele meio que já aceitou o termino e tudo. Mas queria que o não chegasse perto do Dylan. Pode?
- Que? Por quê?
- Ciúmes. Mas disse não, que era besteiras.
- E ele?
- Aceitou.
- Por falar no ... Ele ainda está com a Molly?
- Sim... Disse que iríamos conversar quando eu saísse da maternidade.
- Incrível como aconteceu isso tudo, e ele ainda te ama ...
- É eu sei. ? olhava para o Dylan.
- E claro, você nem se fala né? ? riu de leve e eu corei. ? Minha nossa, você corou.
- Cala a boca e pega o Dylan ? falei pra ela. pegou ele e pôs de volta no berço.
- Bem, vá dormir agora.
Fiz o que ela tinha dito. Dormi. Dylan não acordou mais depois dessa vez. Consegui dormir até às sete horas da manhã. Acordei com o Jack e a Sophia no meu quarto. Shopia lendo uma revista e Jack com o Dylan no colo brincando.
- Hey gente! ? levantei-me.
- Oi, . Dormiu bem? ? perguntou Sophia.
- Sim!
- Vou pedir pra mandar o seu café. ? se levantou e saiu.
- Ele não chorou de fome Jack?
- Não, cheguei aqui, ele estava acordado já, quieto. Não resisti e peguei no colo ? sorriu. ? Tome seu café da manhã, depois amamente ele.
- Aham.
- Bom dia ? falava o pediatra entrando no quarto.
- Bom dia, Doutor ? prendi meus cabelos.
- Está melhor? Sentiu dores nos pontos?
- Não mais. Só no primeiro dia mesmo.
- Ótimo, vamos tirar os pontos amanhã. Mas vim aqui pra dar uma olhada no pequeno Dylan. Se me permite? ? pegou o Dylan dos braços de Jack, que reclamou.
- Não tire ele de mim, devolve ? Jack fazia o médico sair do quarto com o bebê rindo.
- Bem . Depois de amanhã vai poder ir pra casa! ? disse Jack. ? A Sophia já limpou e arrumou tudo pra chegada dele.
- Obrigado, Jack. ? sorri.
- ? ? Sophia entrava com a bandeja nas mãos ? Aqui seu café.
- Obrigada!
Tomei meu café da manhã. Depois dei de amamentar pro Dylan e fiquei conversando com o Jack e a Sophia por um tempo. Recebi visitas das meninas das revistas. O Austin veio com o Marc e com o Jonathan me ver. Assim como os outros meninos do The Maine junto com o John. Veio todos menos o até agora. Depois do almoço consegui por o Dylan pra dormir, e eu fui ver TV. Jack tinha saído pra almoçar com a Sophia. Até que eu recebi uma visita inesperada.
- Oi, ? ela entrava no quarto com um buquê pequeno de flores e um sorriso totalmente falso.
- Oi, Molly. ? não fiz nenhuma expressão.
- Trouxe pra você, onde coloco?
- Perto da janela.
- Até que enfim eu consegui vim te ver, e claro essa coisa fofa ? ela falou chegando perto do berço. - Bem, como está?
- Cansada...
- Pois é, bebês! ? sorriu de novo ? Isso é o que dá fazer sexo sem camisinha. Principalmente quando comente o mesmo erro duas vezes seguidas, e não sabe quem é o pai.
- Aonde você quer chegar com isso, Molly?
- Fique longe do .
- Ou você vai fazer o que? ? perguntei pra ela.
- Você vai se arrepender profundamente ? ela olhava para o Dylan.
- Não ouse em tocar sua mão suja no meu filho!
Ela sorriu maldosamente, chegou perto do berço.
- Ele é lindo ... ? passou a mão no rostinho dele.
- Tire as mão dele Molly!
- Deveria pensar... ? pegou o Dylan nos braços - ...mais nas suas atitudes, não acha? Ou quem vai sofrer é o pequeno aqui. E ele é lindo demais pra sofrer consequências que foram cometidas pela mãe.
- Me dá ele, Molly!
- Ou o que? Vai pular da cama e me matar? Você não pode, está com os pontos ainda.
Vontade de matar ela.
- Bem, acho que vou indo. Cadê minha bolsa? ? olhou em volta ? Achei! ? pegou, colocou no ombro, e ia em direção a porta com meu filho nos braços. Eu só fiz gritar.
- MOLLY, DEVOLVE MEU FILHO SUA LOUCA! ENFERMEIRAS! ? gritei o mais alto que pude.
- Tchau, .
Na mesma hora, aparece na porta junto com o Jack.
- Graças a DEUS! ? disse.
- Tá fazendo o que aqui? E por que ia saindo com o Dylan? ? perguntou pra Molly.
- Ia dar uma volta.
- Devolve meu sobrinho, sua vadia que dá por um dólar no meio da esquina. ? Jack ficou enfurecido e conseguiu tirar o Dylan dos braços dela. ? SUA BRUXA! VOU TE QUEIMAR NA FOGUEIRA! Pensa que eu não sei das coisas. Sai daqui aborto de coruja. ? Jack entregava o Dylan pra mim. pegou no braço da Molly e a puxou para fora do quarto.
- Não sei o que ia acontecer se vocês não chegassem a tempo, Jack ? chorei.
- Ela falou o que?
- Me ameaçou, ameaçou meu filho. Essa mulher é louca. Eu to tremendo, pega o Dylan.
- Vou chamar um médico. ? Jack gritou na porta por alguma enfermeira que viesse me atender. Eu estava em estado de choque. Vai saber o que essa louca poderia fazer com meu filho.

POV?S

- Me solta! Não ia fazer nada de mais! ? Molly gritava no estacionamento.
- Não? Roubar o filho dos outros não é fazer nada de mais? Você está pirando, não sei mais o que fazer com você, se te mato ou se te mato.
- Você sabe o que fazer, !
- Ok! Se for pra você deixar ela e o bebê em paz eu faço o que você quiser. Só não chega perto deles dois! Está me ouvindo? ? gritei para ela.
- E você terá que ficar longe dela também!
- TÁ! Se é pra vê-la viva e você longe deles eu fico! ? eu não acreditava que estava cedendo para ela.
- Ótimo! Vamos continuar com os detalhes do nosso lindo casamento. ? ela sorriu e entrou no meu carro.

Capítulo 18

- Como está, ? ? perguntou meu médico.
- Bem, tirando que a louca da namorada do meu... do meu... Do , queria sequestrar meu filho, eu estou bem.
- Não se preocupe, já providenciamos as coisas para que não aconteça nada com você. Mas vamos tirar os pontos?
- Ah vamos sim. ? sorri. Deitei na cama e levantei a beca para que ele pudesse retirar os pontos.
- Alguns você vai sentir dor, outros não.
- Tudo bem.
O doutor começou a tirar os primeiros da parte externa. Sim, ainda tinha os da parte interna, que era para poder fechar o tecido. Senti algumas dores, mas estava tudo bem. Iria tirar os pontos internos depois de um mês. E amanhã eu estaria indo para casa.
- Pronto, nos vemos daqui a um mês para tirar os internos.
- Obrigada, Doutor. ? sorri. O médico saiu e a entrava com o .
- Como está, ? ? perguntou .
- Bem. Já tirei os pontos externos, só esperar os internos.
- Doeu? ? perguntou .
- Não, só senti umas pontadinhas de leve por conta da linha saindo. Mas tudo bem!
- Quero segurar o Dylan, cadê ele?
- Está com a enfermeira tomando banho.
- Awn. Já disse que ele é lindo? ? disse .
- Milhões de vezes! ? ri.
- Quando vai ser o batizado? ? perguntou .
- Vou marcar quando tiver alta. Mas espero fazer semana que vem já! Coisa simples. Encomendo algumas comidas, almoço e tal. Tudo lá em casa.
- Ótimo. Eu e o compramos uma coisa linda para o meu sobrinho.
- Vocês estão mimando de mais ele. E eu? ? fiz bico.
- Tem nosso amor ? me abraçou rindo.
- Mas o que é? ? perguntei curiosa.
- Bem, é para quando ele tiver um aninho. É tipo um carrinho de passear, só que em formato de carro. Tem volante e tudo. ? disse .
- Um Smart Baby.
- Gente, não precisava!
- Claro que precisa, se depender de mim ele vai ser mimado. ? disse .
- MEU DEUS! Meu filho ta perdido nas mãos de vocês!
- De mim? ? perguntou .
- Também. Mas principalmente do JACK!
- O que tem eu? ? ele entrou do nada.
- Ela está nos acusando de levar o Dylan para o lado errado ? riu .
- Calunia! Olha o que eu comprei para o Dylan. ? Jack entregava um pacote quadrado pra mim. Abri.
- Jack...
- Lindo não. UM BURRITINHO DE BORRACHA! ? ele falou um pouco alto.
- Ele vai amar. De fato.
- Claro, enquanto você dormia eu tive uma conversa com o Dylan sabe...
- Aham!
Conversas aleatórias o dia todo com o Jack, e . Brincando com o Dylan, que já estava dando alguns sorrisos de leve. Vontade de nunca largá-lo. E depois do ocorrido de ontem, de fato não iria deixá-lo fora da minha vista de jeito nenhum.

POV?S

Hoje não tinha ido visitar a no hospital, tudo por conta da Molly. Mas iria amanhã à casa dela pra conversar, e a Molly já estava ciente disso. Ela me ??liberou?? para isso.
- Vou fazer a ultima prova do meu vestido, ok? ? Molly saía de casa.
- Tanto faz.
Ela bateu a porta e eu continuei ali sentado, pensando no que iria falar para ela amanhã. Molly tinha marcado o nosso casamento pra daqui a duas semanas. Seria no nosso quintal mesmo. Ela já viu tudo, decoração, padre. Credo, eu não podia acreditar que isso estava acontecendo, eu tinha que fazer alguma coisa. Pensar em alguma coisa pra que eu pudesse me livrar da Molly sem que ela machuque .
- Pensa, . Pensa! ? deitei-me no sofá e continuei pensando no que fazer. Até que surgiu uma idéia, que eu comecei a planejar na mente, e via que poderia dar muito certo. E amanhã eu já ia atrás disso tudo.

POV?S

Na manhã seguinte, eu já estava em pé, arrumando as coisas do Dylan e as minhas junto com o Jack. Já que a estaria trabalhando. Peguei o Dylan e Jack levava minhas coisas.
- A cadeirinha dele já está pronta, só colocar.
- Certo. Mas forra essa fralda na cadeira para não irritar a pele dele. ? entreguei a fralda para o Jack, e ele forrou. Enquanto eu prendia o Dylan na cadeirinha, Jack guardava as malas.
- Pronta para voltar para casa? ? perguntou Jack já na direção.
- Prontíssima. ? respirei fundo.
- John está na sua casa. Disse que ia preparar algo pra você comer, já que comida de hospital é péssima.
- Nossa, de fato é. ? ri. Não demoramos muito e chegamos a casa. John ouviu o barulho do carro e saiu da casa com um pano de prato no ombro.
- Bem vinda de volta ? ele sorriu e me abraçou.
- É bom estar em casa.
- Não vou tocá-lo porque estou sujo. Vá tomar banho, quero conversar com você.
- Acho que já sei o que é. Temos que conversar mesmo.
Entrei em casa, coloquei o Dylan no berço dormindo, liguei a babá eletrônica e fui tomar um banho. O cheiro da comida do John invadia a casa. Meu Deus! Ia comer algo que não fosse sem sal. Olhei-me no espelho, e minha barriga ainda estava um pouco inchada por conta da gravidez, e eu esperava não ficar gorda depois disso. Coloquei um vestidinho leve pra relaxar e desci pra cozinha.
- Ainda dormindo? ? perguntou John.
- Sim... Espero que ele durma um pouco, ficou a noite toda acordado sem sono, e eu estou morrendo. Vou comer e dormir.
- Certo, eu fico aqui. E Jack pode ir pra casa descansar também ? disse John.
- Ok. Então, . Eu liguei para o John e contei sobre a Molly.
- Desculpa não ter ido ao hospital, estava fora da cidade, voltei ontem de noite.
- Sem problemas.
- O que aquela mulher tem na cabeça? Serio, de fato vou a polícia denunciá-la. Graças a DEUS não aconteceu nada com você e com ele. Vai saber o que ela podia fazer.
- É, eu sei, sorte que o Jack e o chegaram na hora que ela estava saindo.
- Por isso que eu não queria o perto do Dylan.
- Mas não tem nada a ver com o , John. É a Molly.
- Mas ele namora ela, então... Já sabe.
- Certo. vem para conversar comigo hoje a noite, ta? Falo com ele sobre isso.
- É pra falar mesmo. Eu só quero a segurança do meu filho, se é que me entende.
- Entendo sim. Então, ta preparando o que? ? perguntei com aquele olhar de fome.
- Lasanha.
- Meu DEUS, quer me engordar mesmo. Mas vamos, estou morrendo de fome!
- Já já fica pronto. Vá ver TV, quando tiver pronto te chamo.
- Certo ? fiz o que ele disse. Fui ver televisão. Até que o Dylan começa a chorar. Subo, e era a hora de dar de amamentar. Sentei-me na cadeira e fiz meu trabalho. Depois desci com ele pra sala. Forrei o cobertor no sofá e coloquei ele lá deitado. Deitei do lado, não deu outra ele já estava dormindo de novo, e eu claro acabei no sono também. Na hora do almoço o Jonh me acordou para almoçar.
- Vamos, está pronto. Deu pena de te acordar, estavam tão lindos dormindo juntos. Olha ? ele mostrou as fotos.
- Pareceu psicopata tirando fotos de pessoas dormindo ? ri ? Mas me passa, adorei elas ? sorri. Coloquei o Dylan no carrinho e o levei pra cozinha com a gente. Sentei-me na mesa e almocei junto com o John.
- Está bom?
- Está ótimo! Obrigada mesmo. ? sorri.
- Bem, vou ficar em casa até a chegar, ta? Começamos a compor e a gravar algumas coisas do cd novo, ai tenho que ir.
- Sem problemas.
- Mas já sabe, qualquer coisa você me ligue, não faça cerimônias, somos amigos agora ta? Conte comigo pra tudo.
- Eu sei disso. É bom saber disso. ? sorri.
- E queria te falar que... Se você quiser, não que eu mande em você. Mas espero que entenda o que eu quero dizer. Se quiser ter algo com o , não vou ficar com frescura. Ele te ama, você também, quero a felicidade de vocês. E claro, minha amizade com ele. Que é mais importante.
- Nossa John, obrigada mesmo. ? sorri ? Mas acho que está impossível eu ter algo com ele.
- Deixe rolar. ? aconselhou-me.
- É o que eu vou fazer. Deixar rolar. Ficar na minha e dar atenção e prioridade ao meu filho.
- Exatamente.
Passei o dia com o John em casa. Enquanto ele ficava com o Dylan, fui dormir um pouco. De noite conversaria com o .
- , vou indo ? John entrou no meu quarto.
- Tudo bem. Obrigada mais uma vez ? sorri.
- O Dylan ta com a lá embaixo. Pode continuar dormindo. ? ele beijou minha cabeça e saiu.

POV?S

- Já sabe o que vai falar pra ela, não é? ? perguntou Molly pela milésima vez, dessa vez eu estava dentro do meu carro indo pra casa da .
- Já, agora se não se importar de desencostar do carro, eu posso ir e voltar logo.
É, eu sabia o que ia falar pra ela, todo o motivo. Mas não iria contar nada do que eu estava planejando em fazer. Ninguém sabia na verdade. Não podia contar a ninguém isso.
Chegando na casa da , a atendeu a porta e mandou eu subir. Disse que ela estava dando banho no Dylan.
- ? ? entrei no quartinho dele.
- No banheiro ? falou ela.
- Quer ajuda?
- Ah sim. Pega a toalha dele em cima da cadeira de balanço, por favor. ? peguei a toalha e a entreguei. Ela o enrolou e o levou para o trocador.
- Olha, antes de tudo, queria te pedir desculpas pela loucura da Molly.
- Pois é, a quero longe de mim e do meu filho. Longe dos meus amigos também! Essa mulher é louca, precisa ser internada.
- É sobre ela que eu tenho que falar com você. Não posso terminar com ela, . ? ao dizer isso ela olhou pra mim apreensiva. ? Entenda, eu quero terminar com ela, não quero ficar com ela e sim com você. Mas não posso.
- Por que não? ? perguntava enquanto colocava a fralda no bebê.
- Você não viu o que ela ia fazendo pra você? Roubar seu filho. Ela me forçou a casar com ela, fazendo isso você está segura.
- Mas por que ela ficou louca assim?
- No dia que ela anunciou que íamos nos casar, ela ouviu você e a conversando sobre o bebê. Daí ela me chamou pra conversar e avisou que íamos nos casar, e forçou a dizer que sim na hora. Me manipulou. Mas você nunca percebeu que eu não queria. Na verdade, eu ia terminar com ela naquela noite, daí você falou alto demais e ela chegou na hora errada.
- Nossa... Estou sem palavras. ? ela pegou o Dylan no colo e sentou-se na cadeira de balanço. Sentei no banquinho branco onde se apoia os pés.
- Mas eu te amo. Saiba disso. Eu prefiro ficar longe de vocês dois e ver os dois bem, do que ela fazer qualquer coisa que vá te prejudicar. Entende?
- Entendo. O que eu não entendo é o motivo de você não querer sei lá, pensar em como se livrar dela.
- Eu até que posso me livrar dela, mas ela irá fazer algo de ruim pra você. Não quero isso.
- Tá até parecendo cena de filme, a psicopata louca faz de tudo e consegue tudo. Só que aqui não é filme, é real e ela vai se dar bem no final.
- Não, tudo vai dar certo, você vai ver.
- Eu espero. ? ela não fazia nenhuma expressão. Cheguei perto dela e a beijei. ? Senti falta disso.
- Também senti. Sinto falta de você também.
- Não acredito que isso está acontecendo , meu Deus!
- Vai dar tudo certo , escute o que eu estou te falando. ? sorri para ela e ela sorriu de volta. Passei uma parte da noite com ela, e depois voltei para o inferno, digo minha casa, onde o diabo morava comigo.

Capítulo 19

Acordei cedo e fui marcar as coisas para o batizado do Dylan. A iria comigo. Depois passamos em um buffet (N/A: só eu riu com Buffet? Hauha :x) para encomendar as coisas e já estava tudo pronto. Só tinha data para essa sexta-feira, então marquei logo.
- O Jack vem quando? ? perguntava .
- Acho que uma semana antes. Passa na farmácia, preciso comprar mais fraldas para o Dylan.
- Mais do que já tem em casa?
- Esqueceu que ele vai crescer?
- Ok. E depois?
- Pra casa.
passou na farmácia, comprei mais um estoque de fraldas e voltamos pra casa. Dei um banho no Dylan, coloquei o mesmo pra dormir e fui tomar um banho, claro. Deitei na mina cama enquanto o Dylan dormia ao meu lado.
- ? me acordava.
- Hum... ? disse sonolenta.
- Isso chegou pra você, na verdade foi pra gente. ? ela entregou o envelope.
- É semana que vem. - disse.
- O que?
- O casamento do ... A vadia da Molly teve a decência de me mandar o convite ainda. ? joguei no chão. pegava de volta.
- Você vai?
- Não quero ir... Mas as pessoas podem estranhar se eu não for.
- Bem... Mais ou menos. O que ele conversou com você ontem?
- Explicou o motivo de não podermos ficar juntos. E disse que ia dar tudo certo. Se casar semana que vem é dar tudo certo, ele tem que rever as coisas aí.
- Entendo. Bem, vamos jantar. Pedi comida japonesa.
- Ok, vá descendo que já já eu desço. ? sorri levemente. Olhei para o Dylan que dormia calmo. Sem nenhuma preocupação, não sabia o que acontecia naquele momento, e nem pelo que ele passou. Prendi meu cabelo, peguei ele e o levei para o berço. Liguei a babá eletrônica e desci pra jantar com a .

POV?S

- Demorou para o jantar.
- São apenas cinco e meia, Molly...
- Tá. Já enviei os convites para seus amigos e os meus. Semana que vem, próxima sexta.
- Como você quiser. ? sentei-me na mesa e comecei o meu jantar.
- Ela deve estar com ele também. E seria uma boa se ela fosse, não acha?
- Não, eu não acho...
- Claro que não iria achar né... Enfim, gostou do jantar?
- Sem sal como você. ? sorri e me retirei. Tomei um banho e me tranquei no quarto. A Molly achava que iríamos nos casar, mas seria bem diferente. Entrei em contato com tudo que eu podia pra poder levar ela presa. Fui até a delegacia e a denunciei. Os policiais pegariam ela antes mesmo de subir ao altar. Eu estaria lá e explicaria para todos. Seria um gasto de dinheiro enorme com toda aquela decoração e comida que ela já havia planejado. Mas não estava nem aí, eram os pais dela que pagaram tudo. Coitados do pai dela que vai vê-la saindo do altar sem marido. Eu vou rir muito.
Acabei dormindo depois de ficar deitado pensando nessas coisas, mas fui acordado por uma ligação dela.
- Fiquei feliz por ter ligado.
- E eu por ouvir sua voz ? dizia do outro lado, enquanto eu sorria do outro feito um besta. ? Bem, essa sexta-feira vai ser o batizado do Dylan. Você vem?
- Claro. Que horas?
- Sete da manhã, na capela perto do centro. Depois vai ter um almoço em casa, queria que fosse também.
- Eu vou, , relaxe ? ri levemente.
- Ótimo... Bem, vai se casar semana que vem, não é?
- É... ? eu tinha que fazer com que ela acreditasse nessa mentira.
- Bem, ok. Vou ter que desligar, o Dylan está chorando.
- Ok. Boa noite.
- Boa noite, ? ela desligou o telefone. E eu consegui voltar a dormir.

Capítulo 20

A semana passou rápido e eu já estava na Igreja junto com o John, Jack e , entre outros amigos mais próximos, para o batizado do Dylan. E lá estava ele, sentado em uma das fileiras junto com o . Sem a Molly, claro.
O padre fez toda a cerimônia para o batizado. Não demorou muito. Entreguei o Dylan para a , para que o padre jogasse água na cabeça dele.
Depois de quase uma hora lá, voltamos para casa. Coloquei o Dylan pra dormir, enquanto o John preparava as coisas para o churrasco junto com os outros.
- Posso entrar? ? abria a porta do quarto do Dylan.
- Sim, mas fecha por conta do ar condicionado.
- Aqui está muito bom mesmo. ? ele riu ? Lá fora está um inferno.
- É, eu sei...
- Foi uma cerimônia linda, sabia?
- Obrigada. Bem, acho que vou descer pra ficar com os outros...
- Quero que vá ao casamento.
- Por que você quer me torturar desse jeito?
- Só vá, ok?
- ... Eu... Tenho que te falar uma coisa. Ninguém sabe ainda, mas eu vou voltar pra Baltimore. É melhor, a mãe do Jack está lá, parentes estão lá, e acho melhor para criar o Dylan.
- Que? Não pode está falando serio, não é?
- Não ia mentir uma coisa dessas, . Irei conversar com o John hoje quando todos forem embora, e com a , claro.
- Não vai, por favor!
- Não ir? Ficar aqui pra que? Vai ser melhor pra mim e para o meu filho.
- Só me diz que vai estar lá no casamento. Por favor. Promete que vai. ? ele encostava no berço e olhava fixamente nos meus olhos.
Respirei fundo.
- Tudo bem, eu vou... ? ele me puxou pra perto e me abraçou forte.
Descemos e nos juntamos aos outros.
- Ele me pediu pra ir ao casamento, - disse baixo.
- Serio?
- Sim...
- Vai?
- Disse que ia né. O que mais posso fazer?
Almoçamos e depois de uma hora escuto o choro do Dylan na babá eletrônica.
- John, vai buscá-lo por favor?
- Claro. ? disse o mesmo. O pessoal ficou ainda na minha casa até umas cinco horas. Já o depois do almoço teve que voltar. Eu já não aguentava mais aquilo dele. Por mim eu já tinha desistido de esperar. Só que a outra vontade maior não deixava.
- Bem, vou indo. Deixar vocês descansarem agora ? disse Jack.
- Obrigada por tudo, Jack ? o abracei forte.
- Te amo pequena, e amo esse little Jack também ? riu.
Todos já tinham ido embora, menos o John que ia dar banho e cuidar um pouco do Dylan hoje de noite. E o junto com a tinha ficado.
- Ah sim, . Vamos viajar depois do casamento do . Brasil.
- E me avisa agora? ? disse a mesma.
- Desculpa. Mas foi tudo tão corrido e tal.
- Sem problemas. Dorme aqui?
- Sim, vou só deixar o em casa. Já volto.
- Tchau, ? me despedi dele.
saía com o e o John subia com o Dylan.
- Qualquer coisa me chame. ? disse para o mesmo.
- Tudo bem ? ele subiu as escadas falando alguma coisa com Dylan.
- Bem, turnê de novo ? falou . ? País novo.
- Pois é... Bem, vou tomar um banho ta?
- Tudo bem. Vou arrumar as coisas aqui.
Subi e tomei meu banho como dito. Troquei de roupa e fui até o quarto pra ver como o John se saía. Entrei no mesmo, e ele estava cantando para o Dylan dormir.
- Espera, ainda não. ? tirei ele do colo do John ? Ele tem que comer antes de dormir, daí você coloca ele pra arrotar.
- Certo. ? ele deitou na cama ? Estou morto.
- Você morto? Eu acordo todo dia de madrugada pra dar de comer a ele. ? ri levemente.
- Ok, você venceu. Bem, vai ao casamento do ?
- Vou, e você?
- Vou né. Sou o padrinho... Mas eu continuo achando isso roubada demais.
- Nem me fale. ? dei de mamar e o entreguei para o John aprender a por pra arrotar. - Bate levemente nas costas.
- Ok, eu consigo. Sai ? ele riu ? Assim?
- Exato. ? coloquei uma fralda de pano no ombro dele. Depois de quase três minutos, o Dylan arrota e acaba gorfando na blusa preta do John.
- Opa ? disse ? Alguém te sujou todo ? ri.
- Que feio Dylan, que feio. Agora você vai ficar sem tocar violão como de castigo e dormir nesse exato momento. ? John me fez rir nessa hora.
- Me dá ele aqui, eu o coloco pra dormir. Vá se limpar.
- Posso dormir aqui? ? John perguntava antes de sair.
- Sim, fica aqui no quarto dele, dorme com ele. Tem roupas suas na lavanderia, eu acho. Volte aqui, temos que conversar.
- Ok.
Depois de uns vinte minutos o John voltava para o quarto. Comecei a explicar, e falar o motivo.
- Não concordo com isso, vai deixar ele longe de mim? Que sou o pai dele.
- John, vai ser melhor pra ele crescer sem essa turbulência toda de L.A.
- Você não vai embora, não posso permitir isso. Pensa em mim também, ok? Eu sei que cometi erros no passado, mas, isso não implica que você tenha que me torturar desse jeito. Pensa direito no que você está fazendo, ok? ? ele respirou fundo, enquanto eu olhava para ele.
- Ok, ?
- Ok, irei pensar sim. ? coloquei o Dylan no berço. ? Vou buscar lençol pra você.
Saí do quarto e fui buscar as coisas para o John dormir. Ele foi embora na manhã seguinte. Ainda tocando no assunto. E na segunda eu fui atrás de algum vestido pra usar no casamento do , que já estava chegando.

Capítulo 21

- E aí, já decidiu mesmo o vestido que vai usar no casamento do ?
- , por favor não menciona casamento e na mesma frase, por favor.
- Ok...
- E sim, já decidi. Está no guarda roupa ? terminei de vestir a roupinha do Dylan, e coloquei a touca do homem aranha que o deu a ele.
- Ele é lindo , mas é tão preto e tão... Velório.
- Parabéns, você acertou. Estou indo a um enterro, e não a um casamento.
- Deixa de drama ? ela pôs o vestido de volta no guarda-roupa e voltou. ? pediu pra você confiar nele, não foi?
- Foi, mas isso não vem ao fato de que ele vai se casar com ela. Já desisti. Não vou mais embora de L.A.
- ÓTIMO!
- Não vai ser bom para o Dylan ficar longe do John...
- E vocês se acertaram, certo?
- Certo!
- Então ... - O que foi ?
- Você soube que o casamento foi adiado?
- Foi? Por quê?
- Um problema chamado Molly.
- Era de se esperar. E vai ser quando, sabe?
- Bem, mês que vem.
- Pelo menos eu vou sem meus pontos internos.
- Vai tirar quando?
- Semana que vem ? sorri - Vamos ao parquinho, quer vir?
- Ah não... Vou arrumar as coisas por aqui.
- Ok! Dá tchau pra tia, Dylan ? acenei a mãozinha dele para e fui ao parquinho junto com o Dylan.

POV?S

- Aonde? Ok, vou passar lá pra falar com ela ? desliguei o telefone e fui até o parquinho onde a estava. Conversava com outras mães. Fui andando devagar pela areia pra não entrar nos sapatos, que não adiantou, umas crianças passaram correndo e jogando areia pra todo lado.
- Oi.
Ela olhou para as outras mães e pediu licença. Levantou-se e empurrou o carrinho onde o Dylan estava.
- Como está? ? perguntei.
- Melhor do que nunca, e você?
- Indo...
- E o casamento, eu soube que foi adiado.
- Pois é, o que me dá mais tempo. E também quem ta pagando é o pai dela, então... Nem ligo. Vou me livrar dela. ? sorri levemente, e ela continuou séria.
- Sabe, eu estaria indo embora no dia do seu casamento, depois da cerimônia.
- Você o que?! Não pode fazer isso comigo.
- É, mas não vou mais. por que você sempre diz pra confiar em você, e você nunca faz nada?
- Eu to fazendo tudo o que eu posso...
- Tudo mesmo?
- Sim... Você vai ver no dia do casamento. Acho que nem vai rolar cerimônia ? sorri e ela sorriu levemente.
- Duvido... O que você vai fazer?
- Não posso falar. Posso segurar ele? ? Ela colocou o Dylan nos meus braços.
- Já disse que amo essa touca do homem-aranha?
- Eu que dei, você tinha que amar mesmo ? sorri e ela sorriu com vontade agora. Não aguentei, e cheguei perto dela, e colei nossos lábios, enquanto ela sorria.
- Bem, , está ficando tarde para o Dylan, tenho que ir pra casa.
- Eu levo vocês.
- Tudo bem ? ela sorriu, pegou as coisas dele e partimos até a casa dela.
- Ei, ! ? disse .
- E aí .
- Bem, . Estou indo ao Texas amanhã com o resolver umas coisas. Vai ficar bem sem mim?
- Claro que sim... O John está na cidade, então... Pode ir a vontade.
- Não se esqueça de mim caramba ? ela sorriu e eu a beijei de novo.
- Nossa, não vejo a hora de ficarem juntos logo! ? reclamava e pegava o Dylan dos braços da indo em direção ao quarto dele.
- Bem... ? eu chegava perto dela lentamente.
- O que você vai fazer chegando perto de mim desse jeito? ? olhei maliciosamente pra ela ? , está me dando medo ? ela ria. Senti falta daquela gargalhada, e fazia tempo que ela não dava uma daquelas. Encurralei-a na parede, e ela ainda ria, só que mais leve. E tirava o sorriso do rosto dessa vez.
- Sinto sua falta, ...
- Também sinto a sua.
- Opa! ? chegava na sala ? , dei banho no Dylan... Posso sair com ele e com o ? ? sorria na mesma hora. olhou pra mim e respondeu que sim. nos deixou sozinhos naquele momento.
- Sabe onde estamos? ? perguntei.
- Sei sim ? ela sorria docemente.
- E onde é?
- Foi no dia em que nós nos beijamos e você me levou pra cama loucamente ? ri do comentário dela.
- E você gosta de quebrar o clima, não é mesmo?
- Since always ? ela riu. ? E vou ter que quebrar de novo.
- Por quê?
- Não tirei os pontos internos... Não posso ? ela fez bico.
- Tudo bem, teremos muito tempo pra isso. Pelo menos vou passar o resto do dia com você aqui. Mas só pra saber... Quando você vai tirar?
- Semana que vem.
- Ótimo, semana que vem eu venho aqui ? ri e ela riu de volta. Tirou o sorriso do rosto e me puxou pelo pescoço me beijando.

Continua...

 

Comentários da autora

PODEM ME MATAR!
Eu não atualizei por dois motivos: sem tempo e por preguiça quando tinha tempo. :x
Mas voltei, e estou escrevendo mais caps! *-*
Espero que curtam esses aí.
BEIJOS MIL
@camihere_




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