Ex-Zilla

Escrito por Mah Vargas - Siga a autora no Twitter
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[Prefácio] [1] [2] [3] [4] [5] [6] [Epílogo]

Prefácio

Eu nunca gostei de domingos, gosto dos sábados, mas os domingos me matam, você não tem nada para fazer e mesmo que tenha, você não aproveita, porque o fato de que o dia seguinte é segunda-feira não sai da sua cabeça. Mas esse domingo eu tinha uma razão a mais para odiá-lo, foi nesse dia que eu descobri que ELA voltou. Quem é ela? , a ex do meu noivo.

Capítulo 1

Acordei no domingo com o celular do Tom tocando a música tema de Star Wars 3 ? O Império Contra Ataca, não que eu não goste de Star Wars, mas acordar com essa porra de música não é nada legal. Mas a conversa foi o que realmente me acordou e me deixou extremamente perturbada.
- Alô? ? Tom atendeu.
...
- ? É você mesmo? ? ele perguntou surpreso.
...
- Você estava na África? Me largou para ir para a África? Fazer o quê naquele fim de mundo?
...
- E o que deu na sua cabeça para ir para lá ensinar as crianças a falar inglês? Certeza que não foi seu bom coração.
...
- Certo desculpa, é domingo de manhã, você me conhece. Agora dá para me explicar?
...
- Você nem tentou me explicar, como sabe que eu não vou acreditar em você?
...
- Certo.
...
- Novidades? Ah sim, eu estou noivo de alguém que não vai me largar para ir para África ensinar inglês para as crianças.
...
- Certo, desculpa de novo, é que você feriu meu ego 6 anos atrás.
...
- HAHA, você é tão engraçada, e sempre disse isso lembra? ?Tom você e seu ego ocupam dois lugares em um sofá? ? ele imitou uma voz fina falando.
...
- OK, acho que a gente pode tentar ser amigos, depois de tantos anos juntos e separados merecemos no mínimo isso.
...
- Eu vou por seu nome na lista para você entrar no camarim, assim a gente se vê na sexta.
...
- Hoje? Bem, eu tenho planos.
...
- Ver Besouro Verde.
...
- Não, sozinho, a Gio vai sair com umas amigas.
...
- Ta bom, você pode vir, mas você trás a sua própria pipoca.
...
- Ta bom, tchau, até a uma.
Meu coração batia rápido, como assim ela viria para o meu apartamento ver filme com o meu noivo? Eu vou ligar para as minhas amigas e cancelar o encontro, não posso deixá-los sozinhos, não que eu não confie no Tom, eu não confio é nela.
A não é um tipo comum de ex, ela é o tipo que arrancou o coração do Tom, viu ele sangrando, riu, depois pisou nele, jogou cinzas daquele maldito cigarro dela que solta fumaça azul e ainda passou por cima com o carro. Ela realmente ela acabou com o Tom e bem, eu tenho que concordar com ela, o ego gigante dele. Mas tudo isso para ir para África ensinar inglês para as crianças, elas são tão estúpidas assim para demorarem 6 anos para aprender? E se são tão estúpidas assim, por que não demoraram 7 anos? Porque aí eu já estaria casada. Mas voltando ao assunto, e Tom, eles iam fugir para se casar já que a família dela não gostou da ideia dela se casando com um rock star, mas no dia que eles programaram de se encontrar, ela não apareceu, simplesmente não foi e nem teve a cara de pau de mandar um bilhete ou carta pedindo desculpas, e durante todos esses anos, ela não manteve contato algum, até agora.
Eu realmente acho melhor cancelar meu encontro com as garotas.

Capítulo 2

Eu acabei saindo com as minhas amigas, mas minha mente não estava lá, estava no apartamento, imaginando o que eles estavam fazendo. Com certeza não era vendo o Besouro Verde. Minha mente estava cheia de ideias absurdas, como, por exemplo, ela chegar lá com nada em baixo do sobretudo. E o fato disso estar acontecendo é que eu saí antes dela chegar e isso está me correndo por dentro.
Eu acabei voltando mais cedo para casa do que o esperado, minhas amigas perceberam que minha mente não estava com elas e depois de me enxerem para contar o que acontecia e eu ter desabafado, elas me liberaram para ir para casa, mas Catty falou algo que ficou na minha mente, a lei da máfia siciliana, ?mantenha seus amigos pertos, e seus inimigos mais perto ainda?, obrigada Don Vitto Corleone.
Fui para casa com um plano em mente, eu mostraria à como eu e o Tom somos felizes e como nosso futuro casamento é um compromisso sério, por isso eu ia fazê-la minha dama de honra.
Cheguei em casa e ouvi a risada do Tom pelo outro lado da porta, do que será que ele está rindo? Do filme não é, Besouro Verde nem é assim tão engraçado. Será que era de mim? O sangue subiu para minha cabeça e eu comecei a enxergar tudo em tons de vermelho.
Apesar da raiva, eu abri a porta com calma e entrei normalmente, vi os dois completamente vestidos sentados cada um em um sofá diferente, mas eu ainda estava abalada, pois eu nunca fiz o Tom rir do jeito que ela fez, mesmo depois de ter quebrado seu coração e sumido da face da Terra por 6 anos.
- Gio, você nem imagina o que a fez! ? Tom disse entre risos e eu não pude deixar de notar o fato de ele a ter chamado pelo apelido.
- O que ela fez?
- Ela atendeu ao telefone quando o Danny ligou e fingiu que não falava inglês. ? Tom começou a rir mais alto e eu fingi uma risada, não achei tão engraçado assim.
- Ele deve ter ficado furioso! ? comentei, é bem a cara do Danny ficar bravo com isso.
- Você nem imagina o quão. ? ela disse.
Foi a primeira vez que eu ouvi a voz dela e eu me senti intimidada, ela tinha um tom dócil, e ele combinava com ela e seus cabelos . Ela toda era de dar inveja de tão bonita que era, não pude deixar de me perguntar se o Tom não achava o mesmo.
- Então , como você deve saber eu e o Tom estamos noivos e você é a única pessoa que eu consigo pensar que conhece o Tom tão profundamente, sem contar a família dele, lógico. ? comecei a falar e marcar meu território. Tom, achando a conversa estranha levantou a sobrancelha esquerdo provavelmente indagando para onde aquela conversa maluca estava indo. ? Eu estava me perguntando se você não aceitaria ser minha dama de honra.
- Mas você nem me conhece, como pode me dar essa honra? Tenho certeza que alguma amiga sua iria ficar extremamente irritada. ? ela respondeu.
- Oh não, elas entendem que eu quero que meu casamento seja perfeito, não só para mim, mas como para o Tom também, já que depois de sua mãe e irmã, eu sou a mulher mais importante da vida dele. ? eu disse com um sorrido irônico e não pude deixar de me sentir o Tarzan batendo no peito para espantar alguma coisa da Janne.
- Então eu aceito, voi ser sua dama de honra. ? ela disse e uma sombra de maldade passou pelos seus olhos, ou foi só reflexo da luz.

Capítulo 3

(n/a: coloquem essa música para carregar e soltem quando você for cantar, só para imaginar a cena melhor.)

aparentemente ficou empolgada em ser minha dama de honra e quis me dar um chá de panela para os íntimos, eu, ela, e minhas 5 melhores amigas.
Eu fui mais cedo para ajudar a arrumar tudo e o Tom acabou indo junto com a desculpa de ajudar, sendo que na verdade o que ele realmente queria eram os cupcakes que prometeu preparar. Depois de muita argumentação, Tom aceitou ir embora antes do chá de panela começar e aceitou dar alguns cupcakes para o Tom.
Chegamos na porta do apartamento indicado no papel onde ela tinha anotado seu endereço e dava para ouvir uma música de alguma banda de metal que vinha de dentro.
- Eu acho que erramos o apartamento, a nunca gostou de metal. Para você ter ideia, ela sempre se referia como ?metal lixo?. ? Tom disse.
- Vamos fazer o seguinte, a gente toca a campainha, se for o errado, pedimos desculpa e tocamos a campainha de cada apartamento desse andar até a gente achar o certo.
Tocamos a campainha e o som que vinha de dentro diminuiu e abriu a porta, ela estava com os cabelos presos em um rabo de cavalo alto, usando óculos com armação de metal, uma regata curto com uma estampa africana, um jeans desbotado e rasgado e o rosto sujo de glacê. E mesmo desse jeito ela parecia uma modelo para uma propaganda de uma padaria francesa 5 estrelas. Se eu estivesse desse jeito, mais pareceria com uma aberração. Mundo injusto e cruel! Por que a ex do Tom tem que ser tão malditamente perfeita?
Quando o Tom a viu soltou uma risada alta e passou o dedo indicador no local onde tinha glacê no rosto dela.
- Você sempre se suja quando cozinha. ? e colocou o dedo com glacê na boca. ? UAU! Isso tem gosto do céu de tão bom! ? Ela riu do que ele disse e deu licença para nós entrarmos.
Minha mente não parava. Como assim ?isso tem gosto do céu de tão bom?? Toda vez que eu cozinho, ele só diz que está bom, nunca faz nenhum comentário como o que ele fez para . Por que ele faz esse tipo de comentário para ela e não para mim? E o negócio dele limpar o glacê do rosto dela com o dedo e depois comer? Comigo ele só avisa que está sujo. Será que ele já lambeu diretamente do rosto dela? Será que ele já sujou seus lábios só com o propósito de beijá-la? Será que eles já fizeram sexo no chão da cozinha depois de terem sujado seus corpos de glacê para o outro lamber?
As perguntas que vinham em minha mente me deixavam tonta, era uma atrás da outra e eu não conseguia pará-las.
- Então, onde estão os cupcakes? ? Tom perguntou.
- Na cozinha, venham comigo. ? e assim ela se virou de costas e seguiu em direção a uma porta e na base de sua coluna tinha uma tatuagem tribal.
- Eu não me lembrava de que você tinha uma tatuagem tribal! ? Tom disse, o que só dava mais base para minha suspeita do sexo no chão da cozinha.
- Eu fiz na África, uma lembrança de lá. Esses tribais são bem legais. Eu tenho outra, o nome de uma amiga italiana que eu fiz na África. Ela foi morta durante um ataque quando estávamos no Congo Democrático.
- Sinto muito pelo sua amiga. ? eu e Tom dissemos juntos, enquanto isso ela abriu um armário e tirou de lá uma bandeja com os cupcakes, que quando eu vi, me fizeram rir bastante.
Os cupcakes eram de tamanho médio e tinha um glacê cor de rosa no topo e bem no meio tinha um pênis feito de pasta americana.
- Eu não vou comer isso! Fala sério , você sacaneou comigo ao colocar o pênis aí no meio! ? Tom disse indignado.
- Eu gostei, são adoráveis. ? disse.
- Obrigada, Gio. Estava um pouco receosa quanto a isso, mas eu achei que seria legal fazê-los assim e Tom, pode ficar calmo, outra fornada já está saindo e eu te dou alguns só com glacê.
- Certo, mas eu fico aqui para te vigiar, você não perderia uma para tirar com a minha cara, sempre foi assim.
Eu não estava gostando do rumo que essa conversa estava tomando, os dois com esse negócio de lembranças de quando estavam juntos não vai prestar.
- Faça o que você bem entender. ? ela disse ao Tom, e logo depois sorriu muito grande ? Adoro essa música!
Eu tinha até esquecido do maldito som que continuava tocando metal. pegou uma espátula suja de glacê cor de rosa, que ela provavelmente tinha usando para mexer ele e fez de microfone.
- You're awake in your darkest dream, I have come for you and nobody can hear you scream when I reach for you. - ela fez a espátula de baqueta enquanto cantava junto com o vocalista ? Don't you remember they're feeding your face before they have carved you in stone and don't you remember your sweat and your pain when you were drawn to the bone when you were left on all alone, living on a dream, dying for an angel. Reach out, waiting for a miracle. No sign of wings, as you turn your back on me, living on a dream, lonely call to dial, head up, feet down in the fire. Can I tell your gone? Dying for an angel, everyday ? cantava junto com os vocalistas, voltando a fazer a espátula de microfone. - Where do we go from the apology? What do I leave behind? How will I stand what I'll have to say? This reflexion of mine collateral damage, your sacrifice. Got a longer fly alone to fall. Gotta tear down the walls of love and light. You have come on your own, you will go on all alone ? ela fazia caretas engraçadas e gestos exagerados enquanto cantava ? Living on a dream, dying for an angel. Reach out, waiting for a miracle. No sign of wings, as you turn your back on me, living on a dream, lonely call to dial. Head up, feet down in the fire. Can I tell your gone? Dying for an angel, everyday ? a espátula que antes ela um microfone acabou virando uma guitarra, para ela acompanhar o solo da música, a assim que ele acabou ela voltou a fazê-la de microfone. - Living on a dream, dying for an angel. Reach out, waiting for a miracle. No sign of wings, as you turn your back on me ? ela sussurrava essa parte. ? Living on a dream, dying for an angel. Reach out, waiting for a miracle. No sign of wings, as you turn your back on me ? ela tinha voltado a cantar normalmente. ? Living on a dream. Lonely call to dial. Head up, feet down in the fire. Can I tell your gone? Dying for an angel everyday. ? a música terminou e ela parou de fazer caretas e gestos exagerados, que tinha feito durante toda a música.
- Desde quando você gosta de metal? Que eu saiba, você sempre odiou. ? Tom disse.
- Desde quando o McFLY ficou pop demais. ? ela respondeu.
- Ai, esse doeu fundo. ? Tom falou com a voz magoada.
- Brincadeira, não sei, faz um ano que eu comecei a ouvir metal, aliás, essa foi a primeira música que eu escutei e ela me pegou, impossível não continuar ouvindo depois. ? ela falou e o relógio que estava perto do forno começou a apitar. ? Olha Tom a próxima fornada está pronta.
E enquanto ela colocava glacê no topo dos cupcakes para o Tom comer, eles conversavam sobre tudo, sobre as músicas que ela ouve agora, sobre como o McFLY mudou um pouco, os filmes que eles assistiam juntos, comida, tudo que eles podiam. Era uma cena doméstica, era tão fácil vê-los como um casal, eu e o Tom nunca tivemos esse tipo de momento. Eu me sentia excluída e isso me deixava irritada e possessiva. O Tom era meu! Não importa que eles sejam um casal que se encaixa, ele é meu e ninguém, nem mesmo a senhora perfeição, vai me tomar ele.
Eu dei uma desculpa que o Tom tinha comido cupcakes o suficiente e que depois levaria mais para ele porque eu não aguentava mais ver aquela cena dos dois, me dava dor de dente, de cotovelo e as imagens que se passavam na minha cabeça que envolvia os dois e nenhuma roupa me deixavam nauseada.
O chá de panela foi um sucesso, mais um ponto para a perfeição em pessoa, minhas melhores amigas adoraram os cupcakes com os pênis no topo, acharam que era engraçadinho. E eu percebi que eu teria que fazer mais, a lei da máfia teria que ir mais longe, antes era só para ela ajudar nas decisões, nem precisava ir comigo, mas agora ela vai me acompanhar em tudo, parecerá que somos irmãs gêmeas, eu não tiraria meu olho dela por um segundo.

Capítulo 4

Talvez a minha ideia de levar o código da máfia ao extremo não teria sido uma boa ideia, principalmente se o seu inimigo é a ex do seu noivo. Tudo ela tinha que colocar a sua maldita opinião, falando de como seria seu casamento com o Tom 6 anos atrás. Talvez isso seja uma estratégia dela para me fazer desistir do casamento, ela é mais esperta do que eu pensava! Mas eu não desistira tão fácil.
Hoje nós iríamos à igreja marcar a data, eu a adorava, ela era grande e caberiam todos nossos amigos e familiares e a nave era espaçosa e longa, o que seria ótimo já que eu pretendia comprar um vestido com vários panos na saia e usar um véu abundante e uma grinalda bem longa.
- Interessante, não sabia que o Tom queria se casar em uma igreja grande. Nosso casamento ia ser em uma pequena capela na Irlanda, só nós dois, bem íntimo, entende? Escolha dele, não minha. Casamentos gigantescos não são bem a cara dele. ? ela começou a falar.
- Bem, talvez ele sempre tenha querido um casamento pomposo, mas não pode ter por estar se casando às escondidas, mas como o nosso compromisso é aceito por todos, não precisamos disso.
- Se você realmente quer acreditar nisso, vai em frente. Mas tenho certeza que o Tom convidaria um total de 6 pessoas se pudesse, não aquela lista gigantesca que vocês fizeram juntos. Aliás, quantos convidados vocês têm mesmo?
- 500, e cada um deles são importantes para o nosso futuro.
- Se você acha isso, vocês não estão se casando, estão representando uma peça. Meu casamento seria minúsculo, eu só convidaria duas amigas, uma da Índia e outra da Coréia do Sul. Eu as conheci na África, elas ajudavam como médicas lá e muitas vezes nós tivemos que salvar umas as outras em certos países, como no Congo Democrático, onde perdemos uma de nós, por isso elas estariam no meu casamento, é o momento mais importante da minha vida e eu devo isso a elas.
- Sinto muito pelo o que aconteceu com você na África para quase ter perdido a vida, mas só porque você quer um casamento pequeno, não significa que o Tom também queira, vocês terminaram faz alguns anos, ele mudou.
- Eu tenho certeza que ele continua o mesmo. Se ele pudesse, cortava todos da lista deixando apenas a família, por família eu me refiro aos pais e a irmã e os companheiros de banda. E seria em um lugar isolado, longe de paparazzi e em uma capela pequena. Pergunte a ele depois.
- Pode deixar. Agora vamos logo com isso, não quero perder a prova do bolo.
Marcamos a data para daqui 5 meses, eu queria menos, mas a minha dama de desonra não deixou e falou que 5 meses é o mínimo possível para se organizar um casamento.
Na prova de bolos ela continuou comentando em como tinha certeza que minha cerimônia era um exagero e que ela tinha certeza que o Tom não era esse tipo de pessoa.
- Sério? Um bolo de dez camadas, de chocolate branco, com pasta americana branca, pérolas comestíveis e flores champanhe? É demais. Você tem certeza que o Tom concordou com isso? Porque eu o conheço e tenho certeza que ele concordaria comigo que isso é um exagero, até mesmo para o dia mais importante da vida dele.
E ela afirmava tão veemente que eu comecei a acreditar nela e a duvidar se eu realmente conhecia o Tom o suficiente para nós nos casarmos. Eu contra-argumentava que ele não tinha reclamado de nada que eu lhe tinha proposto e a resposta dela até agora não sai da minha cabeça, ?ele aceitar tudo o que você propõe não significa que ele quer o mesmo tipo de casamento que você.? Por isso quando eu cheguei no apartamento eu perguntei para o Tom algumas coisas que rondavam a minha cabeça.
- Tom, você acha que o nosso casamento é um exagero?
- Como assim? De onde veio essa ideia? Eu te amo, casar com você foi a melhor decisão que eu tomei na vida! ? ele disse sorrindo.
- Eu também te amo, mas o que eu pergunto é se você acha a cerimônia um exagero. Sabe, os convidados, a igreja, o bolo, etc.
- Bem, se eu pudesse, eu só levaria meus pais e os caras e o bolo seria simples, provavelmente algo feito pela minha mãe e a igreja seria bem pequena e aconchegante. Por quê?
- Nada demais, eu só me dei conta que eu estava fazendo a cerimônia à minha maneira e eu pensei que deveria ouvir a sua opinião sobre o assunto. ? dei-lhe um beijo rápido nos lábios e fui para o banheiro tomar banho.
Em baixo do jato de água quente minhas dúvidas se tornaram certezas, eu não conhecia o Tom. Pelo menos não esse lado dele que a parecia conhecer tão profundamente. Senti as lágrimas rolando pelas minhas bochechas e se misturando a água do chuveiro, chorei tudo o que podia chorar para tirar aquela angústia do meu peito e tornar minhas ideias mais claras. Não ia cancelar o casamento, lógico que não, mas agora meus planos para a cerimônia tinham se esvaído, no dia seguinte eu iria cancelar tudo e reprogramar a cerimônia, de um jeito que agradaria a nós dois.

Capítulo 5

Para fazer as ligações para cancelar tudo eu não precisaria de ajuda, por isso não chamei a , mas também não queria que o Tom visse que meus planos tinham mudado, por isso fui à casa dos meus pais para resolver isso e pesquisar na internet outras igrejas, bolos e tudo mais.
Fiquei lá a tarde inteira e quando voltei para o meu apartamento eu percebi que Tom e estavam conversando algo e ela estava chorando, provavelmente para se fazer de vítima e tentar ganhar o coração dele de volta. Infelizmente não pude ouvir direito o que ela falava, mas a resposta do Tom foi bem clara.
- Foi realmente isso que aconteceu? Por anos eu achei que você não me amava, sendo que na verdade seu amor por mim era verdadeiro. Eu nunca te esqueci, me diga, mas como se esquece de alguém que destroçou seu coração? Mas se você veio aqui para tentar acertar as coisas, não vai dar certo, as coisas mudaram? Sim, elas mudaram, mas eu estou com a Gio e minha banda está no auge de sua carreira, não dá para largar tudo e ficar com você.
O choque percorreu meu corpo, não acreditava no que tinha ouvido, o Tom ainda amava ela? Depois de ela ter quebrado seu coração e ido para a África ensinar inglês para as crianças. Como? Ele era masoquista ou algo do tipo? Aparentemente algo aconteceu que mudou o rumo da história deles no passado e agora que o Tom sabe disso, o nosso futuro, o de nós três, foi mudado completamente. Mas essa batalha ainda não estava acabada, ele disse que ia ficar comigo, e eu iria me agarrar nisso com unhas e dentes e lutar até meu último suspiro.
Entrei no apartamento depois de meia hora, pois tentava relaxar para não casar um escândalo. Ao entrar, estava com o rosto limpo, como se não tivesse chorado nada e eu não pude deixar de me perguntar se até nisso ela tinha que ser perfeita, por que ela não ficava com a cara inchada e o nariz vermelho como eu? Mas eu podia ver que eles ainda estavam tensos com a misteriosa razão da por isso resolvi quebrar o clima, puxando algum assunto sobre o meu casamento para ela notar que não importava o quanto tentasse, Tom Fletcher é meu!
-Então , você quer ir comigo amanhã comprar o vestido? ? perguntei sorrindo.
-Claro! Esse momento eu não perderia por nada. ? ela respondeu. ? A gente pode ser encontrar em frente ao Costa Café às 10 horas?
- Perfeito! Estou esperando ansiosa! ? e para admitir, estava mesmo, dizem que quando a noiva acha o vestido perfeito, todo o casamento se conclui, mais nada pode dar errado, e se ela me visse comprando o meu, ela desistiria de vez do Tom.
- Então eu já vou indo, fiz o que tinha que fazer aqui. Tchau Tom, tchau Gio, te vejo amanhã. ? e caminhou em direção à porta e foi embora.

Capítulo 6

se encontrou comigo na frente do Costa Café com um Frapuccino de Caramelo nas mãos e assim seguimos para uma loja de vestidos de noivas onde tinham alguns vestidos mais modernos.
- Como você quer o seu vestido, Gio? Algo em mente? ? me perguntou.
- Por acaso você entende disso? De vestidos de noiva? ? perguntei um tanto cínica.
- Bem não sei, mas nos meus 16 até meus 18 anos eu assistia um programa que chamava ?Diga sim para o vestido? e por causa disso eu entendo básico, mas o mais importante é que não é você que escolhe o vestido, é o vestido que te escolhe!
- Desculpa, Senhora ?Olivestidos?. ? Não pude deixar de fazer uma ligação ao Harry Potter, e riu, na verdade, gargalhou alto.
- Bem sutil sua piada, mas vamos procurar seu vestido.
Assim nós nos separamos e ficamos olhando as araras, mas para mim não tinha nada que realmente me chamava à atenção e eu notei a maneira como a olhava os vestidos, como se fossem obras de artes, e eu imaginei que vestido ela usaria no seu casamento com Tom e ao pensar nisso eu pensei em ontem, o que levou meu raciocínio ao porque dela não ter fugido.
- , por que você não apareceu? ? perguntei.
- Eu estou aqui, do que você está falando? ? ela se fez de desentendida.
- Não me refiro a hoje, mas a 6 anos atrás, quando você ia fugir com o Tom, por que você não apareceu?
- É uma história complicada e um tanto longa e cheia de detalhes, não quero entediá-la no dia da procura do seu vestido. ? ela continuou mexendo nas araras.
- Me conte, quero entender o que te fez não ir. ? ela finalmente cedeu com um suspiro e me olhou.
- Como você sabe, eu e o Tom namorávamos a 10 anos atrás, depois de 4 anos juntos, resolvemos nos casar, mas eu sabia que meus pais não o aceitariam por ele querer ser um rock star. Mas o que você não sabe é que eu sou de uma família privilegiada, os podem ser espanhóis, mas são muito ricos e tem bastante influência aqui. Eu e o Tom programamos tudo, o ponto de encontro, a hora, o dia, como iríamos, para onde iríamos, as desculpas para sair e como contaríamos depois aos nossos pais. Com toda certeza, os pais dele não ficariam bravos por termos nos casados, mas por não tê-los convidado; meus pais já era outra história. De alguma maneira, eles descobriram sobre o nosso arranjando e no jantar da noite anterior à fuga, eles me doparam colocando algo em minha bebida e me levaram para um chalé abandonado que nós temos na Irlanda do Norte. Eu só acordei na madrugada do dia seguinte e irada com meus pais por terem feito aquilo, eu fugi. Acabei indo para o Marrocos, Casablanca e de lá eu segui para outro país de carro, já que eles poderiam me localizar pelo passaporte. Cortei todos meus cartões de crédito assim eles também não me localizariam por eles, mas eu também não poderia ficar sem comer nada, juntei-me a um grupo humanitário, que ajudava cuidando de meninas grávidas, feridos por revoltas, alguns psicólogos e como eu não tinha diploma em nada útil ali, resolvi dar aulas, o que foi bem gratificante. Mas eu sabia que não poderia ficar residindo em um país por mais de um ano, por isso sempre pedia para esse grupo humanitário me mudar e junto comigo sempre iam minhas três amigas que eu comentei antes com você. Bem, apesar de ser uma vingança contra os meus pais por terem me feito perder o homem da minha vida, eu acabei gostando e fiquei mais que o esperado, mas eu vi a notícia que meu irmão morreu em um acidente de carro recentemente, por isso resolvi voltar, achei que meus pais já tinham sofrido o suficiente, e agora aqui estou eu, sendo sua dama de honra.
Eu tive que me sentar, a história da foi um choque total, ela ia largar tudo para ficar com ele, ia desistir dos seus privilégios para se casar com o Tom, e seus pais cruéis tentaram mantê-la por perto de uma maneira tão estúpida que acabaram perdendo-a de qualquer maneira. Era uma história de fazer seu coração apertar.
- Sinto muito mesmo.
- Sem problemas. ? ela limpou algumas lágrimas que escorreram de seus olhos, eu nem tinha percebido antes de tão entretida que estava e voltou a olhar os vestidos nas araras. Alguns minutos depois ela arfou e tirou um vestido do meio de todos os outros, ele não era lá grande coisa, mas o brilho nos olhos de me indicava algo totalmente diferente. ? Olha esse, é magnífico.
- Você acha? Ele é tão simples. ? respondi. Ele era branco, a parte de cima era de seda e tinha um decote princesa, a saia era de tule, e no quadril tinha uma faixa rosa-claro. A vendedora, ao ver com um vestido na mão, começou a lhe explicar o mais detalhe do vestido, que ao desamarrar a faixa, ele vira outro vestido, um tubinho branco de seda. E sem nem perguntar se ela era a noiva, levou-a para o provador.
Eu fiquei estarrecida, não acreditava no que estava acontecendo, ela foi tomada como a noiva. Mas quando ela saiu do provador com o vestido eu entendi o sinal, ela tinha cara de noiva, ela tinha aquele brilho de amor eterno nos olhos, por isso ela foi tomada como a noiva e não eu, quem carregava o anel no anelar direito. E foi esse sinal que fez cair à ficha que eu não era a pessoa certa para o Tom, mas sim ela. Eles desejavam uma cerimônia intima no meio do nada, longe de tudo e de todos, não desejavam nada pomposo demais, como eu sempre quis. Meu tiro saiu pela culatra, eu a trouxe aqui para mostrar que EU era o verdadeiro amor do Tom, não ela, mas ao ver o brilho eterno do amor nos olhos dela depois de 6 anos, eu percebi que, na verdade, eu quem era a outra. Quem atrapalhava o desenvolvimento amoroso deles. Por isso eu tinha que ir, tinha que terminar tudo com o Tom.
- Você devia comprá-lo, foi feito para você. ? eu disse.
- Mas não sou eu quem é a noiva, e sim você! Vamos lá procure mais e ache o seu! Esse foi só divertimento. ? ela sorriu doce.
- Como você disse, Senhora ?Olivestidos?, o vestido é quem te escolhe e aparentemente, esse vestido escolheu quem de nós merece o Tom, e não fui eu. ? então eu decidi que seria franca com ela, ela me contou a história dela, era a minha vez de admitir algo. ? Eu te convidei para ser minha dama de honra para te fazer ver que o Tom era meu, fazer você perceber que não importava o que você fizesse, ele terminaria comigo. Mas aí você começou a falar sobre a personalidade do Tom, como ele gostaria que fosse o casamento dele e eu percebi que na realidade, eu não conhecia esse pequeno pedaço dele, um pedaço que você conhecia. Resolvi mudar todos os meus planos e achar algo no meio, que satisfaria a ambos, eu cheguei longe, não ia desistir no final. Por isso resolvi te chamar para procurar o vestido comigo, dizem que mais nada pode dar errado quando a noiva tem seu vestido, ele é a peça central de tudo. E meu raciocínio foi o seguinte, assim que você me visse estonteante no meu vestido, desistiria do Tom e tentaria achar outra pessoa, mas não funcionou, o vestido agora funcionou como um sinal, eu não sou a noiva certa para o Tom e sim você. Por isso, compre o maldito vestido!
Depois de dizer tudo, virei e saí da loja, nem dei tempo para responder ao que eu disse. Segui para o meu apartamento e comecei a arrumar minhas coisas, iria embora, não era certo eu ocupar o lugar que pertencia à outra pessoa. Já com tudo arrumado, esperei Tom chegar do estúdio e assim que ele chegou, tirei meu anel de brilhantes do meu anelar direito e o entreguei.
- O que aconteceu, por que você está me dando seu anel de volta? Para que todas as malas? Você está indo embora? Para onde? ? ele perguntou várias coisas.
- Hoje eu percebi que nós somos um erro, por isso estou terminando nosso noivado e nosso namoro, seu verdadeiro amor é a . Durante a procura pelo meu vestido, eu vi que na verdade eu estou no meio de algo que poderia ser um romance maravilhoso, primeiro foram os pais dela e agora sou eu. Por isso eu estou indo embora, para vocês terem uma chance de se amarem. Eu te amo, realmente te amo, e é por isso que eu estou indo.
Tom nem moveu um dedo enquanto eu me movia pela porta, talvez por concordar comigo sobre o fato dele e da serem um par perfeito, ou simplesmente porque estava surpreso demais para ter qualquer reação.

Epílogo

Meses se passaram e eu não tive nenhum contato seja com o Tom ou a , não tinha ideia se eles ficaram juntos, se se casaram ou se ela comprou aquele vestido estúpido e se usou ele na cerimônia. Meu coração doía só de pensar neles juntos, ou só pensar no Tom, eu sempre chorava quando isso acontecia, mas eu tinha que ser forte, tinha tomado a decisão certa, mas isso não significava que eu tinha saído inteira daquela situação, saído como a vencedora. Por isso eu evitava qualquer notícia sobre o McFLY, e principalmente sobre o Tom, não entrava mais no twitter, pois sabia o quanto ele gostava e eu tinha certeza que publicaria algo sobre o fato de ter se casado.
Depois de um tempo, eu pensei que estava curada da maior parte das minhas feridas, por isso resolvi pelo menos entrar no twitter e ver o que meus amigos postaram nas semanas que se passaram, mas eu nem cheguei no final da página, o 5º tweet era dele.
@tommclfy nós finalmente nos casamos! Eu sou o homem mais feliz do mundo, te amo .
E junto tinha um link para uma foto tirada da cerimônia onde a usava o vestido que nós vimos aquele fatídico dia. Eu sentia minha cabeça rodando e espasmos no meu corpo inteiro, minhas mãos tremiam bastante, eu sabia o que estava acontecendo. Fui para o quarto, abri novamente minha mala coloquei algumas roupas lá dentro e alguns cosméticos essenciais, peguei um táxi que logo parou no meu destino final. Paguei o taxista que me olhava estranho indagando o que eu faria ali. Desci, peguei minha mala e falei com a senhora sentada do outro lado do balcão.
- Boa tarde, eu gostaria de me internar.
- Nome? ? ela perguntou.
- Giovanna Falcone.
- Qual é a razão da sua internação aqui no Hospício Cavador?
- Eu estou prestes a ter um ataque de nervos.

FIM

 

Comentários da autora

N/A:Olá gente, espero que tenham gostado da fic, apesar das piadas idiotas, referências cinematográficas esquisitas e um nome sem noção. Eu só queria falar de algumas dessas referências. 1º Don Vitto Corleone, para quem não sabe vêm do ?O Poderoso Chefão?; 2ª a música que eu coloquei é ?Dying For An Angel? do Avantasia, que é muito boa, todos deveriam ouvi-la, e quem são dois vocalistas que cantam mesmo, o do Edguy e o do Scorpions; 3ª o café que eu menciono realmente existe na Inglaterra e acreditem em mim porque eu estava lá no mês de junho, é o melhor café do PLANETA!! Starbuck não sabe fazer café de verdade, só o Costa que é bom mesmo; 4ª o ?Olivestidos? foi uma referência ao Sr. Olivaras do Harry Potter, acho que isso deu para entender; 5ª e acredito que última, o programa ?Diga Sim para o Vestido?, existe, passa no Discovery Home & Health às terças as 15:30 e eu assito. Só isso mesmo, realmente espero que você tenham gostado, comentem e me façam feliz. Mah Vargas.




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