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Escrito por Natashia Kitamura - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Natashia
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One.

- Droga de TV que não passa nada. - eu taco o controle na mesinha de centro.
Eu já estava aqui a dois meses e nada de especial havia acontecido. O que eu deveria estar fazendo? Antes de eu responder, vou me apresentar. , 18 anos, brasileira. Me mudei para Londres com minhas duas melhores amigas para tentar uma vida aqui, fora o fato de eu estar cansada do cenário "paraíso" do Brasil. Explicando: sou fotógrafa. Sempre fui viciada em fotos, desde quando eu tinha 14 anos. Tirar fotos, mexer em fotos, estar nas fotos. Essa era e ainda é a minha vida. Eu poderia contar toda minha história através das fotos, se pudesse. Consigo demonstrar exatamente meus sentimentos nelas, o problema é que as pessoas não sabem interpretá-las tão bem quanto deveriam. Era um hobby, tornou-se um trabalho. Não digo trabalho, porque trabalho em si não dá, mas sim prazer. Voltando ao foco principal, o que eu deveria estar fazendo? Tirando fotos, claro. Parei para pensar aonde iria, até ser interrompida pela , uma das minhas amigas.
- .toUpperCase(MARIANA))! - ela não tem a menor noção de como a voz dela fica fina e irritante quando ela grita. Nota: avisá-la urgentemente.
- Que foi? - eu faço uma careta razoavelmente discreta, me endireitando no sofá que estava deitada.
- A gente tava falando com você!
- A gente quem? - eu olho para ela como se ela fosse louca e a vejo fazer uma pose nervosa.
- Quem você acha? Danny Jones que não é!
Eu volto a deitar de qualquer jeito no sofá:
- Então não quero saber.
Ela deu um daqueles gritinhos baixinhos indignada e falou alto:
- Ouviu isso, ? Fez pouco caso da gente!
- Quem fez? - ouço a voz da ficando mais alta. Dou uma risada.
- Quem, , quem? A né?
- Ah sim, já me acostumei com isso. - ouço a risada dela. - Mas ela nos ama mesmo assim.
- Quem disse? - eu falo olhando para minha barriga.
- Ai, , como você é insensível, pelo menos finge. - vejo pegando o casaco e o colocando.
- Aonde vai? - eu pergunto agora prestando atenção que elas estavam para sair. Vejo revirar os olhos e resmungar algo como "Se tivesse prestado atenção, não precisaria perguntar." e se virou para mexer na bolsa dela. - Hein? - eu pergunto ao perceber que ninguém estava me respondendo.
- Eu vou até a locadora aproveitar que eles estão vendendo Bonequinha de Luxo por um preço totalmente acessível, renovar nosso estoque de baby looks, que está no fim e finalmente comprar meu livro da Jane Austin que eu tanto esperava. - ela falava como se esperasse à anos por este momento. Eu balanço a cabeça concordando e olho para a que nos olhava com os braços cruzados. Traduzindo o que ela falou: O preço acessível que ela diz é menos de 30 libras, que era o que custava o DVD antes na locadora, ela paparicou tanto o dono da loja que ele acabou fazendo para ela por 20 libras. Claro que ele tem um tombo pela , o velho tem cara de não ter uma mulher de verdade à anos. A é viciada em filmes antigos, então ela nem liga do velho dando em cima dela, contanto que ele continue com a promoção alugue 5 DVDs, pague 2. Ela sempre foi atenciosa com os velhinhos. Até velhinhos tarados. Quanto às baby looks, nós três meio que temos uma marca de roupas. Nós vendemos tudo by internet. Fizemos uma página na web e pronto. Ganhamos em cima disso. Não inventamos roupas, nós meio que inventamos os modelos delas, é legal, nós nos divertimos e ganhamos bem.
- Vou até a loja de CDs comprar alguns. Tô enjoada de ouvir as mesmas músicas. Ouvi dizer que a Lilly Allen mudou um pouco o estilo dela. - ela murmurou brava e eu balancei novamente a cabeça tentando demonstrar mais interesse do que estava. A compra uns três cds novos a cada três dias. Ela trabalha com música e se enjoa rapidamente delas, principalmente as que estão na moda, então o quarto dela meio que parece mais uma loja de cds do que uma típica loja de cds.
- Eu gostava do antigo estilo retrô dela. Será que mudou muito? - vejo falar enquanto colocava o lenço de pescoço.
- Tomara que não. - pegava a chave do carro e jogava para , que pega num reflexo e então olha para mim. - Você não vai sair?
- Estou pensando ainda aonde vou. - eu fico séria. Elas fazem uma careta. Sabiam que eu gostava de escolher nos dedos os lugares para minhas fotos. Ficamos em silêncio:
- Pensei que você quisesse uma carona. - ouvi a voz da em algum lugar da sala. - Então nos encontramos umas 7 no Starbucks?
- Pode ser. - eu levantei os ombros. - Vejo vocês lá.
Elas concordam com a cabeça e saem conversando enquanto eu ficava num conflito interno decidindo onde ir.
Optei pelo parque. Sempre que algum lugar em especial não vinha em minha mente, eu ia lá. Apesar de parecer ser um parque como outro qualquer, nele eu sempre achava coisas novas.
Coloquei minha blusa, meu all star e meu óculos de sol. Peguei minha bolsa própria da máquina e a chave de casa, trancando logo em seguida. Foi uma caminhada agradável. Eu não tenho o costume de ficar tirando foto de todo mundo ou todo ser vivo - ou não vivo - que passa na minha frente. Fui apenas olhando para todos os lados, aproveitando e tentando não morrer atropelada. Eu tenho um problema com carros.
Chegando na praça eu preparei minha máquina e comecei a observar o local. Sorri. Era o meu lugar favorito. Quando eu estava lá, dificilmente via pessoas nervosas, de mal com a vida, cara feia. Parecia que todos tinham o mesmo pensamento que eu sobre um lugar bom para se passar a tarde, ou o dia dependendo da situação. Comecei a tirar minhas fotos e andava com a bolsa no ombro. Então uma hora eu viro para o lado e dou de cara com um ser me olhando pasmo, claroque me assustei:
- Desculpe. - ouço ele falar. - não queria te assustar.
- A-h... Tudo bem. - eu estava super sem graça. Quero dizer, ele estava ali, na minha frente, olhando para mim e sorrindo para mim e se dirigindo à mim e-- meu deus, não me acordem se eu estiver dormindo, por favor. Droga. Estou corando. Malditos hormônios.
- Você está... Hum... Trabalhando? - ouço um receiozinho na voz dele. Abro um pequeno sorriso e olho para a máquina:
- Ahn... Não... Estava apenas tirando fotos. - puta merda. Eu não falei isso. Digam que eu não falei. Digam que foi uma miragem ou algo do tipo. - Quero dizer, é uma maneira de desestressar, sabe? - bem concertado, .
Ele dá um daqueles sorrisos lindos dele e confirma com a cabeça. Não desmaia, , não desmaia.
- E isso funciona? - vejo ele olhar com uma curiosidade para minha máquina enquanto eu mexia nela e olhava o lugar à procura de um foco legal. Mas que abusado. Minha câmera não é tão velha assim, e ele nunca ouviu falar que as velhas sempre dão as melhores imagens?
- Claro, ela não é tão velha, eu com--
- Não a câmera. - eu o olho confusa e ele meio que se arrependeu de ter me cortado. Ele sem graça? And the oscar goes to... - Essa terapia - ele faz aspas com as mãos. - para desestressar.
- A-ah... - eu olho para minha melhor amiga. - Bem... Comigo sempre funcionou.
- Hum... E você acha que... - eu fico calada esperando ele falar, afinal, eu estava num momento único. Ele, comigo, puxando assunto em um lugar público. Hoje é o dia do milagre? Existe algum santo que tenha feito isso acontecer para que eu reze para ele em agradecimento eterno? - hum... Isso pode funcionar com outras pessoas?
Pare tudo! Ele está interessado no que eu faço. O olho curiosa, desde quando ele tem algum interesse nesse assunto? Ele parecia ansioso pela resposta. Ser ou não ser sacana com ele? Nah... Tadinho.
- Depende do temperamento da pessoa. - okay. Com uma resposta dessa podem falar que eu fui meio-termo. Me virei e dei de cara com uma cena linda de uma criança correndo atrás de um filhote de cachorro e os pais daquela sentados num banco observando-os se divertir.
- Como ela tem de ser? - eu ouvia a voz dele falar comigo.
- Paciente. Calma. Criativa. - eu respondia sem pensar. Quando eu estou fotografando, nem ele faz com que eu perca a atenção no que faço. Giro o suporte da lente de aumento e fotografo outra cena.
- Hum...
Olho para ele desconfiada e vejo que ele observava a paisagem calmo como se nunca estivesse estado ali.
- Quer tentar? - eu abro um sorriso amigo. Vejo o olhar surpreso dele mudar para uma alegria amigável. Ele pega com cuidado minha máquina e eu ensino ele a colocar a máquina na posição certa. - Você tem de saber o que quer fotografar, não adianta olhar o lugar e tirar a foto porque achou bonito. Tem de ver além da paisagem. Ás vezes nós tiramos fotos de ambientes escuros e tristes, mas por trás dela há um requisito de alegria onde queremos que se destaque, entende?
O vejo concordar com a cabeça e não perder a concentração ao olhar ao redor dele. Me afasto um pouco para dar um espaço para ele se inspirar.
- Tenta achar algo que você ache que tenha uma beleza indescritível. - eu falei, provavelmente quebrando o raciocínio dele.
Ele se afasta mais um pouco de mim e então tira a foto dele, em seguida vindo até mim. Eu sorrio para ele e pego a câmera da mão dele, vendo a foto que ele havia tirado. Fico séria. Ele realmente tirou aquela foto? Olho para ele surpresa, sorrindo:
- Porque essa foto?
- Tem uma beleza indescritível. - ele levanta os ombros inocentemente, me fazendo sorrir mais ainda.
Era uma foto de iniciante bem tirada. Ele tentou pegar a natureza da praça. E eu. Eu estava num canto da foto, como se fosse uma peça-chave dela.
- Ficou bonita. - eu sorrio e então levanto minha mão para cumprimentá-lo. - .
Ele sorri e aperta minha mão:
- Danny Jones.
- É, eu meio que sei disso. - eu dou uma pequena risada e volto a encarar o ambiente.
- Sabe é? - sinto o olhar surpreso dele e acabo dando uma risada nervosa voltando a encarar o lugar.
- Sei, claro. - tiro outra foto. - Você é da banda McFly.
- Hum... você não é britânica né? - eu nego com a cabeça.
- Brasileira. - o corrijo e o olho de relance vendo a boca aberta dele. Pronto. Só falta ele ter aversão à brasileiras.
- E o que faz aqui? Quero dizer, no Brasil devem existir paisagens bem melhores do que Londres. - ele me acompanhava de acordo que eu andava procurando alguma coisa para fotografar, sinceramente? Eu não estava prestando a mínima atenção no que eu estava fotografando, só estava tentando fingir que não estava nervosa com o fato dele estar ao meu lado, interessado em mim. Gente, me abana, ele tá interessado em mim, ele tem de estar.
- Acontece que eu não estou procurando por paisagens alegres, sabe? Quero algo mais clássico e eu amo as paisagens que a Inglaterra me oferece, como é tudo medieval e tal. - eu viajei na maionese falando isso, olhando para o céu, com uma expressão boba parecendo que falava do namorado perfeito para a melhor amiga. Se liga, , homem assim só em filme.
- E você está aqui a quanto tempo?
- Não muito. - eu volto a realidade, olhando a praça pela 0384782937198 vez. - Dois meses. - completo tirando mais uma foto.
- Só? - ele me pareceu incrivelmente assustado. Tudo bem que não é muito tempo, mas podia disfarçar que sou sangue novo por aqui. - Veio sozinha?
Hum, tarado. Já quer sair, certeza. Abaixa essa bola, dona , estamos falando de Danny Jones aqui, aquele que pode ter qualquer uma em seus pés.
- Não. - termino o meu 'trabalho' e vou guardando minha máquina cuidadosamente. - Moro com mais duas amigas.
- Hum... - ele murmurou e se sentou num dos bancos da praça. - Se importa se eu perguntar sua idade? - Não, bobo. Já está perguntando, né.
- Não vai fazer grande diferença se você souber ou não. - eu falo como se não ligasse para isso, fecho minha bolsa e pego meu celular dentro do meu casaco. Que milagre. Sem até agora. - 18. - falei voltando o olhar para ele. Sério. Eu tenho certeza de que vi um sorriso malicioso naquele rosto.
- E o que você veio fazer aqui de verdade? Deve trabalhar em algum lugar, não é?
- É, eu vim fazer faculdade com minhas amigas, nós meio que temos uma marca de roupas e ganhamos em cima dele, mas trabalhamos em alguns lugares. - eu vou e sento ao lado dele, que se vira para mim.
- E o que pretende fazer? Vocês não tem nacionalização, não é?
- Até que o senhor é bem esperto, senhor Jones. - eu rio da esperteza dele. Então vejo a piscadinha com o sorriso lindo dele:
- Esse sou eu. Acha que sou o quê? Apenas um rostinho bonito, com uma voz sexy, num corpo de matar?
Me matem porque não consigo parar de rir. De onde é que essa criatura me tira essa frase? Pára tudo que Danny Jones está em seu momento superstar egorístico.
- É, bem por aí. - eu falei rindo da careta que ele fez ao me ver confirmar. - A tia da minha amiga meio que nos ajuda arranjando uns bicos na cidade dela às vezes, então a gente reveza em ir para lá e tentamos algumas coisas por aqui.
- Hum... Espertas vocês.
- Essas somos nós. - eu sorrio para ele que agora olhava para mim sorrindo. - Acha que somos apenas um rostinho angelical num corpo do pecado?
Vez dele gargalhar.
- Achava até alguns minutos atrás. - ele piscou para mim e eu abri minha boca indignada, que palhaçada de folga é essa, Danny Jones? Não é porque você é lindo, gostoso, com uma voz linda, toca bem pra burro, é famoso, rico, de olhos azuis, com um corpo dos deuses, engraçado e fofo que vai poder chegar relaxando assim comigo. - Vai fazer o que agora? - ele cortou legal minha linha de raciocínio sobre... Ele.
- Eu combinei de ir tomar um café na Starbucks com minhas amigas. - eu me lembrei me levantando, as duas não devem ter chegado, senão eu teria uma quebrando meu clima-nada-romântico-com-meu-sonho-de-consumo. Hum... Por que não prolongar ele? - Quer me acompanhar?
- Essa é uma daquelas reuniões de amigas, onde vocês fofocam sobre o novo mundo e os novos tipos de homens disponíveis no mercado? - de onde ele tirou tudo isso? tudo bem, se ele quer brincar..
- É algo bem assim mesmo. - eu sorrio então o vejo se levantar e piscar sorrindo.
- Tô dentro. - ele é gay. Tudo bem, eu supero. Não, não vou superar.
Eu dei uma risada alta e então começamos a andar, conversando e rindo com as besteiras que o outro falava, quando eu achava que ele falara uma besteira enorme, ele parava e me vinha com outra pior ainda. Parecia que éramos amigos pré-históricos. Ele falava tanto que não dava nem tempo de ter aquele silêncio constrangedor que sempre havia em qualquer tipo de conversa 'normal'. Eu já devia desconfiar que vindo dele, nada seria normal. Já que eu estava a pé, ele me deu uma carona até a Starbucks que eu havia combinado com a e a de nos encontrar. Olhei de relance para ele quando estávamos estacionando e vi que ele não fez uma cara boa, naquela hora eu não entendi direito o porquê, mas logo depois acabei sacando tudo. Quando nós saímos do carro foi o tempo de eu apenas ouvir um "DANNY!" e uma mão me puxando forte para dentro da Starbucks, olhei para o lado de fora, que estava com garotas tentando entrar no lugar e o Danny falando com o gerente da loja. Tudo muito rápido. Olhava assustada para os lados. Várias meninas que já estava dentro me olhavam feio da cabeça aos pés e as janelas pretas contra-fãs-e-paparazzis foram acionadas, umas luzes foram acesas e então vi Danny sorrindo para mim:
- É sempre assim? - eu aponto para trás, olhando para ele boba.
- Sempre. - ele fala bufando. Fomos interrompidos pelas garotas que já estavam dentro, pedindo autógrafos no guardanapo da Starbucks e fotos com os celulares. - Vai indo que eu te alcanço. - eu confirmei com a cabeça e saí daquele vuco-vuco. Parece que soltaram a boiada atrás do cara! Eu não era assim com ele. Hum, talvez eu fosse, se eu não estivesse na situação em que estou. Esbarro numa garçonete, então resolvo prestar atenção no caminho. Quando avisto a e a , foi a coisa mais engraçada. A com uma cara de: "geezuz, você não chegou acompanhada do Danny Jones do McFly" e a estava com uma cara de: "me apresenta ele! me apresenta ele! me apresenta ele!" eu já comecei a rir antes mesmo de chegar na mesa, que as duas nem falaram nada, ficaram me observando sentar e eu falar algo. Eu resolvi ser um pouco tirana com elas:
- E aí? Tudo bem? - o que posso dizer? Foi demais. A soltou um palavrão e bateu com a testa na mesa de propósito várias vezes seguidas e a bufou e ficou resmungando olhando o teto. - O que foi?
- Ela me entra de mãos dadas com Danny Jones do McFly, amigo do Harry, meu querido Harry e ainda tem a cara-de-pau de perguntar "o que foi" e "tudo bem". É muito descarada. - resmungava feito uma velha e eu comecei a rir.
- Tem alguma coisa para nos contar? - eu ouvi a voz ansiosa da , não só a voz dela, como a expressão dela e a pose dela expressavam ansiedade.
- Hum...não. - eu sorri e vi a bater novamente com a cabeça na mesa. - Vai nascer galo. - eu falei pra ela rindo.
- Você é muito abusada, Nanica. - eu odeio quando a vem opinar em minha estatura. - Quer logo falar que você estava namorando o Danny escondida da gente!
- Como é que é? - eu soltei um pouco mais alto rindo, enquanto a mesa do lado nos olhava feio. - De onde é que surgiu isso?
- De uns momentos atrás, quando você chegou com ele e ainda de mãos dadas. - ela me retrucou como se eu tivesse feito algo de errado.
- Ahh sim. - pausei. - Não. Não tô namorando ele não.
Mais cabeçadas na mesa e mais bufações.
- Quer contar isso direito, sua anã paraguaia!
- Abaixa a bola aí, índia da Somália. - me chamar de anã e ainda de paraguaia. Ela tá é abusando do meu bom-humor. E olha que hoje ele tá lá em cima. Essa consegue milagres quando quer. - Se folgar, eu não conto.
Eu olho para o lado e vejo a nem aí para a nossa discussão. E era sempre assim. Quando eu e a começávamos a discutir sobre assuntos muito culturais, ela nem tardava em começar a procurar algo para fazer. Ela odiava ficar no meio da nossa discussão, porque ela sempre se perdia no meio do caminho. Gente lerda é assim, nem conversa consegue acompanhar.
- Tudo bem, eu conto. - eu sorri e olhei em direção aonde ele estava, só para ter certeza de que eu não estaria falando "ele é tão gostoso, muito mais perfeito do que eu imaginei". No way. Ele já folgou demais sem eu dar uma dessas. Vendo que ele estava meio que longe e ocupado, eu volto o olhar para as duas, que olhavam para ele boquiabertas. - Ele vai vir até aqui, não precisa ficar nessa agonia de "vou ou não vou pedir autógrafo?".
- Claro que ele vem. - a ri voltando a olhar para mim enquanto encostava na cadeira, assim como a . - Eles sempre vem até mim. - e piscou.
- Índia tarada. - eu ri. Ela me manda a língua e eu o dedo.
- Tá bom, tá bom. Vamos parar com isso e falar o que interessa. - a nos cortou e nós olhamos para ela. Eu sabia que ela estava curiosa. - Já arrecadaram um dinheiro para nós comprarmos os presentes de aniversário do mês para as crianças carentes?
Vácuo.
Nós duas a ficamos olhando boquiabertas, como se ela fosse a pessoa mais louca do mundo:
- Desde quando arrecadamos dinheiro para presentes de aniversário de crianças carentes? - eu pergunto atônita. A concorda com a boca ainda aberta e a dá um risinho:
- Vocês não acham que eu gasto uma quantia daquele tamanho só em papel higiênico e papel-folha não é? - desgraçada. Eu sabia que ela não era tão econômica quanto aparentava.
- Você doa o nosso dinheiro?! - a pergunta brava.
- Claro. Vocês nunca foram numa casa de crianças carentes? - okay. Agora é sério. Ela ficou séria. - Todas aquelas crianças sem pais nem ninguém no mundo para cuidar delas e vendo todas as outras crianças com roupas de marca e vários brinquedos. Vocês não sabem a dó que é ver tudo aquilo e não fazer nada.
Nós duas ficamos caladas. Ela meio que tinha razão. Não deveria ser algo legal.
- Pelo menos da próxima vez, leva a gente pra ir com você. - eu falei baixo. Ela concordou com a cabeça. - E o que são todos aqueles papéis?
- Eles mandam os papéis de acordo com o valor que nós doamos.
- E quanto você gastou!? - eu e a perguntamos pasmas. Quero dizer, tudo bem dela doar, mas se era de acordo com a quantia que a gente doava, pelo amor, porque não era pouco papel não. A gente usava tudo em três meses.
- No último mês eu gastei por volta de 200 libras. - ela agradecia a garçonete pelo Java Chip dela. - É assim: a gente escolhe um número de crianças por mês, para comprar os presentes. Não sou só eu que dôo dinheiro. Tem umas outras 15 pessoas. Então eu deixo para escolher por último. As crianças que sobram, eu compro os presentes. Às vezes sobram 2, as vezes sobram 6. Depende né.
Nós concordamos com a cabeça e ficamos em silêncio.
- Vai contar ou não o que tá rolando entre você e o Danny. - eu ouço a falar curiosa.
- Ah, não é nada demais. Ele ficou curioso sobre fotografia e veio conversar comigo sobre, então nós fomos evoluindo na conversa e eu perguntei se ele não queria me acompanhar para vir tomar um lanche com a gente, e ele topou na hora. Daí aqui estamos. - eu falei rápido. Acho que demorou um pouco para as duas absorverem toda a informação porque elas meio que ficaram alguns minutos olhando para mim boquiabertas.
- Quer dizer que ele veio até você? - é. A estava realmente surpresa. Tudo bem, eu também estava.
- Pois é.
- Que coisa mais... Do destino. - a falou de lua.
- Só... - eu concordei e vi o Danny se aproximando sorrindo. - Hajam normalmente, por favor. - eu murmuro para as duas, que pareceram terem se ofendido com meu comentário. Ele chega e olha para as duas, que sorriem normalmente. Incrível como elas são ótimas atrizes. - Essas são e , as minhas duas amigas que te falei. - eu me dirigi a ele sorrindo.
- Oi. - ele deu um beijo na bochecha de cada uma e voltou a olhar para mim.
- Prazer. - elas falaram no cumprimento. Nós nos sentamos e começamos a conversar. Ele até que foi bem normal para um artista.
Nós contamos várias coisas da nossa vida, tudo mesmo. Resolvemos não deixar nada off para ele, quero dizer, nem sobre o nosso verdadeiro "trabalho". Descobri também que ele estava solteiro novamente e que estava sim à procura de uma namorada. Oi, Danny *pisca. Eu deixei ele saber que é o meu integrante favorito, mas não que eu era louca por ele. Quando nós contamos sobre a nossa experiência no Brasil, na época dos shows deles, ele ficou muito P da vida com todo mundo. Ficou mesmo e prometeu levar a gente com ele na próxima turnê. Prometeu, vai ter que cumprir e eu sou daquelas que fazem as pessoas cumprir o que prometem por bem ou por mal. Quando deu umas nove da noite, ele teve de atender um celular, nós nem prestamos atenção, só quando ele falou um "Puta merda". Parecia bem nervoso.
- Já tô chegando. - ele terminou de falar desligando o celular e olhando para nós três sorrindo. - Tenho de ir, garotas.
- Ahh, já Danny? Que triste. - eu realmente estava triste. Nem para pedir meu telefone, sua lesma?
- Pois é, surgiu um imprevisto lá e eu tenho de ir ajudar a desfazer a cagada. - ele se levantou e despediu de nós três e saiu fora. Sem me deixar um telefone, email, endereço, placa de carro ou pedir o meu. Danny Loser Jones.

Two.

Foi meio que, decepcionante que ele fosse tão lerdo assim. Tudo bem, eu meio que já sabia que ele era dessa maneira, mas não tanto quanto foi. Talvez ele não quisesse mais encontrar comigo. Talvez ele fizera aquilo só para se livrar de nós. Não nego que passou pela minha cabeça a possibilidade de ele meio que ficar com medo da e da , já que as duas estavam impossivelmente impossíveis na Starbucks. Mas então a razão me veio à tona. Ele não desistiria assim por causa das minhas amigas. Não mesmo.
- Que horas você volta? - ouvi a falar enrolado, passei pela porta do quarto dela e vi ela vindo até a porta escovando os dentes. Levanto os ombros e vejo a surgir na porta do lado.
- Eu tenho de passar no meu ateliê depois da faculdade, a Cristina quer as fotos amanhã de manhã.
- Mas ela não pediu as fotos à três dias atrás? - a me pergunta mostrando dois cabides, eu aponto para um deles.
- Pois é. Mas como ela é a minha melhor cliente, eu sempre faço pra quando ela quiser. - era verdade. Cristina Parick era estilista de uma das melhores marcas de óculos de sol da Inglaterra. Então ela sempre pedia para eu tirar as fotos da coleção dela. Eu ganhava muito com os trabalhos dela.
A balança a cabeça:
- E onde vocês vão hoje? - eu perguntei entrando no meu quarto, que era em frente ao da .
- Tenho de remixar a música de uma banda nova que está para assinar contrato com a Jullie. - a é estagiária na Lown Records, não é muito famosa, mas é grande o suficiente para toda Inglaterra. Ela é uma das melhores estagiárias, então os melhores trabalhos sempre vão todos para ela. Fora que o chefe dela tem um tombo por ela. Não tem porque não se aproveitar da oportunidade. - Eu posso ficar em casa hoje. - ela terminou. Era outra vantagem de ser o xodó do chefe. Ele sempre deixava ela trabalhar em casa, quando ele não estava na gravadora.
- ? - eu perguntei terminando de arrumar minha bolsa.
- Eu meio que terminei todos os meus trabalhos, então acho que vou aceitar aquela brecha que a senhora Humpkings me ofereceu para cuidar da neta dela de noite. Mas como ela faz feira de manhã e só sai lá pelas 7, eu só posso falar com ela lá pelas 6.
- Então você volta da faculdade e morga? - eu fui direta e ouço a risada das duas.
- É praticamente isso mesmo.
- Vaca. - eu rio com elas. - Vê se faz um jantar especial então.
- Apoiado! - a grita rindo.
- Desapoiado! - a grita de volta.
- Você é má. - eu falo fechando minha porta.
- Vocês que me fazem parecer má. - ela colocava o sapato e saía do quarto dela.
- Tudo bem. A partir das 2 eu tô em casa. - fala nos trazendo um copo de capuccino para mim e a , que faz o número dois com os dedos, indicando que também estaria em casa nesse horário.
- Eu chego lá pelas 4, 5. - eu paro para pensar. Meu ateliê era meio que afastado de casa.

- Então eu te ligo pra gente marcar um dia que você esteja disponível. - Jacob me falava sorrindo. Ele meio que não era meu amigo, mas sempre me ajudava. Não. Ele não tinha uma queda por mim pelo fato de ele ter os mesmos gostos que eu. Se você ainda não se tocou, ele é gay. - Eu precisava muito dessas fotos até o final do mês. É para daqui a dois meses, mas mesmo assim, eu queria deixar tudo pronto e queria que você fosse minha fotógrafa. - ele queria meu talento para fotografar os quadros que ele pintou. Ele estaria levando elas até o Concurso Cultural em Viena e tinha de mandar as fotos dos quadros que ele iria expor.
- Tudo bem. Me liga semana que vem, que esse final de semana eu tô atolada no trabalho. Eu tenho certeza que a Cristina vai me pedir mais fotos. - eu suspiro. - Não que eu não goste, mas eu não sou exclusiva dela.
- Não reclama, gata. - ele deu aquele sorriso amig<u>a</u> confortante que eu sempre amei. - Pelo menos ela te paga bem, faz seu merchan e aumenta sua clientela.
- Nem me fale. Estou até pensando em desistir de entrar para a Vogue. - eu ri com ele. Então olho para frente e fecho a cara.
- Hum..quem é o bofe? - o Jake me pergunta sorrindo. Eu o olho séria:
- Não cai nessa, Jake, ele é um canalha. O atual da , sabe?
Vejo ele abrir a boca, arregalar os olhos e colocar a mão que estava livre na boca:
- Não! Ele é amigo dele?
- O próprio.
- Hm, estou me colocando fora dessa então, bicha. - ele me dá dois beijinhos. - Quer uma carona?
- Não, não. Nos falamos semana que vem. - eu sorrio para ele, enquanto ia em direção ao grupinho de garotos que estavam parados à porta da faculdade com uma cara divertida.
Não aumento nem diminuo os passos, mas procurei ignorar o máximo a presença deles, o que fora impossível uma vez que eles me cercaram.
- Oi, . - um deles falou divertidamente. Eu bufo e reviro os olhos:
- A está em casa, Luke.
- E quem disse que eu procuro a ?
Eu olho para ele desconfiada:
- Eu meio que tenho um trabalho pra fazer com você. - ele deu uma risada e os outros idiotas acompanharam ele. Senti a falta de um rosto no meio deles, ou melhor, o rosto que deveria estar à frente de todos.
- Que tipo de trabalho? - eu me afastei, mas um deles estava atrás de mim. - Eu não tenho nada com você. Cadê o Matt?
- O Matt? - ele veio se aproximando. - O Matt deve estar providenciando um caixão.
Eu gelei. O que ele queria dizer com aquilo? Então eu ouço um barulho não muito agradável e algo em meu peito. O Luke estava à centímetros de mim, com um braço erguido, arregalo os olhos e olho para baixo:
- Não... - eu falo fraca.
- Sim. - ele sorri divertido. - Acho melhor você nos acompanhar, . À não ser que você queira nos ferrar por assassinato. E nós realmente não queremos isso, não é?
Eu engoli seco. Merda. Estava nas mãos deles. Não sabia o que fazer, como reagir, aquela hora todo mundo havia ido embora e o grupinho do Luke era amigo demais de todos para fazerem desconfiar que eles estavam prestes a cometer um assassinato. Comecei a andar para dentro de uma van verde escura com o Luke em meu lado.
- Sabe porque tudo isso, ? - ele se sentou em minha frente com aquela arma apontada para mim. Eu neguei com a cabeça assustada demais para encará-lo. - Por causa da . - eu o olho surpresa. - Ela é realmente muito difícil e isso está deixando o Matt louco. Então ele se perguntou se ela voltaria pra ele no caso de você morrer. Ela precisaria de um consolo, certo?
Eu não acreditava que Matt estava tão louco a ponto de fazer uma coisa dessas com a . Fui logo interrompida de meus pensamentos:
- Está tudo bem planejado, , não se preocupe. A não vai saber que fomos nós quem fizemos um trabalho legal para o Matt. Você vai estar acidentalmente morta num rio perto de Hampton, sem nenhum indício de assassinato e sim, homicídio. - ele sorri para mim, que o olho com medo. - O Matt vai te achar e arrumar todo o seu velório, vai cuidar de tudo e ainda consolar a , eu tomarei conta da , não se preocupe, ela não vai ficar tão mal quanto deveria. - ele encostou na van se divertindo com a situação. - Então a , em agradecimento, voltará para o Matt e sua vida não terá sido tirada em vão. - ele deu uma gargalhada e então ficou sério depois de alguns segundos. - O problema é se ela não voltar.
Não. Se a não voltar mesmo eu estando morta, então o Matt--
- Seria um desperdício a perder a vida por causa da . Está na cara de que ela vale muito mais que a sua amiga.
- Não! - eu levanto repentinamente e sinto um ardido no ombro.
- Calma aí, . - ele riu depois de ter disparado uma bala em mim. - Não vai se precipitando. Você nem ao menos estará aqui para presenciar a dor. Eu prometo ser mais cuidadoso com a . Talvez eu possa aproveitar mais um pouco antes dela. Reze para a aceitar voltar com o Matt, você sabe como ele é, hm... Impaciente.
Explicando: Matt é o ex-namorado da . Eles namoraram por uns 9 meses, desde que se conheceram no Brasil, ele já era da Inglaterra, mas voltou com a quando nós viemos para cá, e então, um mês depois de chegarmos, ela terminou com ele. Bom, ele foi um canalha com ela, não a traiu nem nada, ele não a traía, por incrível que pareça, mas ele meio que tinha muito ciúmes dela e acabou atropelando o porteiro da faculdade "sem querer" - como dizia ele - porque ela sempre ficava conversando com o tal depois do horário facultativo. E como o Matt sempre ia pegá-la de carro, ele passou por cima do Arthur com o carro. Preciso dizer que ele não sobreviveu, não é? Ela resolveu terminar com ele, para que ele aprendesse a não ser tão idiota. Não, ele não foi preso. Ele é rico. De família de traficantes. Claro que a nunca ficou sabendo disso. Apenas eu e a - que depois de conversarmos, concordou com meu ponto de vista pelo Matt - sabíamos. Ele, obviamente não aceitou o término do namoro, mas pior do que o Matt, é a . Podem ter certeza. Ela o deixou no vácuo legal e eu e a achamos que havíamos visto o fim de nossos problemas e preocupações, até a começar a sair com um garoto do trabalho e o Matt próprio ir tentar matá-lo num beco. Não conseguiu, mas deixou o garoto na UTI. E ele está lá até agora. E ninguém sabe o que aconteceu com ele, até ele acordar. E é isso. Matt é o serial killer de elite em nossas vidas.
Eu apenas sentia dor e medo. Meu ombro parecia estar pegando fogo e a dor parecia se estender pelo corpo inteiro. Isso não estava acontecendo. Quando o carro pára, um dos amigos do Luke pegam em meu cabelo e me leva para fora da van.
- Agora não se faça tão difícil, . - ele sorri quando eu sou jogada no chão. Se aproxima de mim: - Você sabe que não vai sobreviver.
Eu tremulo ao ouvir a última frase.
- Mas o que acha de nos divertir um pouco? - ele dá uma risada. - Responde menina! - e me dá um chute. Eu solto um barulho de dor, o que o faz rir. - Mas já está assim? Nós mal começamos a nos divertir.
Eu estremeço. Fecho os olhos e passo a pensar em todas as coisas boas que haviam me acontecido e todas as ruins que viriam em questão de segundos.
- Sabe, o Matt falou para eu ser rápido, que eu não deixasse nada de marcas ou sei lá, que você não sinta tanta dor. - ele murmurou em meu ouvido, enquanto eu me encolhia mais: - Acho muito bonzinho da parte dele, ele sempre fica assim quando o assunto é a sua amiguinha. Eu acho uma idiotice. Talvez ele não ligue se nós simplesmente nos divertimos um pouco com você antes de acabar com tudo.
Recebo outro chute e então sinto o pé dele em minha cabeça, pressionando contra o asfalto. Lágrimas começam a escorrer para o chão, sem ao menos eu permitir. A dor era tão grande que eu nem mais a sentia. Eu queria que tudo aquilo acabasse de uma vez, mas Luke e os amiguinhos dele pareciam não estar de acordo com isso.
Eu não sabia o que estava acontecendo, só sabia que cada vez mais a dor vinha aumentando. Minha respiração diminuía cada vez mais. Eu precisava de ar, mas ele não chegava até mim. Precisava de alguém, mas lá não tinha ninguém à não ser o grupo de caras em cima de mim, me chutando, e me batendo com um objeto que eu não consegui identificar. Fechei os meus olhos e esperei a morte chegar. Não tinha mais esperanças depois disso. Parte de mim culpava a por tudo o que estava acontecendo, a outra parte me culpava, por ter permitido que o Matt entrasse na vida dela e na nossa vida. Culpa por eu não ter dito a verdade quando ela pediu minha opinião.

Flashback.

- E aí? - voltava correndo para a sala assim que o Matt havia saído. Ela tinha levado ele em casa para nos apresentar, já que estava a um mês namorando-o e nem nos mostrado ela tinha. - O que acharam dele?
- Ele é muito simpático. - eu ouço a falar e sorrindo para a , que a olha empolgada. - E ele é um gato, concerteza.
- Eu sei! - vejo os olhos de brilharem ao ouvir a opinião da . Foi aí que eu afrouxei. - Eu nem acredito que ele está <i>comigo</i>. Quero dizer, eu não sou tudo o que ele merece, mas, nossa! Ele nem liga para isso!
- Cala a boca, . Você é tudo do que ele precisa. - a ria com a empolgação da .
- Você é muito mais do que ele precisa. - eu murmurei e as duas me olharam confusas. "Merda". Pensei ao ver a expressão da .
- O que você quis dizer com isso? - ela me perguntou receosa. - Não gostou dele?
Silêncio. Falar a verdade ou a mentira?
A verdade era que não. Eu não tinha gostado dele. Claro que ele era simpático e bonito e fofo e tudo o que as duas falavam. Mas estava na cara dele de que ele escondia muito da . Que ele não era aquele cara perfeito que toda garota quer ao lado. Eu fui a única a perceber isso, claro. A estava cega de amor por ele e a cega de felicidade pela finalmente ter encontrado alguém que gostasse dela de verdade. Ou não.
Depois de ver toda a animação da , eu optei por omitir a mentira. Ela estava tão feliz e tão animada, que eu nunca havia visto tamanha felicidade.
- Gostei, claro. - eu forcei um sorriso, que só a percebeu ser falso. - Ele parece realmente gostar de você.
- Não é? - ela deu uma risada de volta. - Ele é o cara mais legal que eu já conheci na vida...
A me olhou avisando que havia entendido meu recado. Eu balanço a cabeça para ela não falar nada. Não era da conta dela o que eu havia achado.

Fim do Flashback.

Mas e se eu tivesse dito a verdade?
Se eu tivesse dito a verdade, concerteza a estaria numa enrascada e eu estaria morta à mais tempo. O Matt não é um cara que gosta de perder. De qualquer maneira, o que aconteceu, já foi. Eu estou morrendo mais tarde. Bom. Pelo menos eu conheci Danny Jones e ele gostou de mim. Posso morrer feliz.
A luz no fim do túnel veio segundos depois - o que me parecia décadas - quando um grupo de crianças escoteiras se aproximavam cantando alto e alegres. Senti os chutes e as pancadas pararem e então abri os olhos lentamente. Era realmente um bando de crianças. Parte dos amigos de Luke já estavam correndo para os carros e eu tentei me levantar o mais rápido que eu pude e correr para longe deles. <i>Correr</i>. Que palavra irônica. Eu mais caía do que corria. Eu mais me rastejava do que andava. Mas eu estava longe o suficiente deles e perto o suficiente das crianças. Fui me escondendo por entre os arbustos que separavam a frente das casas e indo para qualquer direção longe do bando de assassinos e perto da civilização. Mas a dor estava ficando cada vez pior à medida que eu me esforçava mais. Sem meu celular, apenas com a bolsa que eles nem tiraram de mim para ter uma cena do crime perfeita, eu decidi socorrer à alguém. Mas quem? Crianças escoteiras? Elas só sabiam lidar com ursos selvagens, não garotas espancadas.
Corri para a primeira porta que havia visto em minha frente e toquei a campainha. Demora. Não estava em tempo de esperar alguém decidir abrir a porta e já ia andando para a casa ao lado, quando ouço o barulho de porta se abrindo.
- Hey! - ouço uma voz masculina gritar, provavelmente era para mim. Me viro lentamente. - ? - ele demonstrava surpresa na voz.
Oops. Ele me conhece. Entrefecho os olhos para enxergar melhor, já que eu estava fraca até para ver.
- Danny Jones? - eu pergunto no mesmo tom que ele. Não era possível. Não mesmo. Eu já estava morta. Morri e não percebi. Incrível como os anjos são idealizados no céu. É idêntico ao Danny! Com a voz do Danny! Olha só! Até as sardas são iguais aos dele!
- O que aconteceu? - ele me olhou assustado e vindo correndo até mim.
- Nada. - eu falo rapidamente. Não queria mesmo que ele me visse dessa maneira, toda... acabada. - E-eu tenho de ir, depois nos fala--
- Não, , chega mais, me fala o que aconteceu! - ele pega em meu braço e eu solto um grito de dor. - Olha o seu estado! - ele me olhava mais do que assustado agora. Eu decidi por ceder, não ia aguentar mais um minuto de dor.
- É-é que... - eu paro. Se eu falasse para ele, o que ele iria fazer? Eu só queria que ele parasse com essa dor. - Uns caras da minha faculdade meio que me roubaram porque eu não quis ir num lugar com eles e eu estava sozinha, não deu nem tempo de eu ligar para a e a e-e-- então ele me abraçou e eu não aguentei. Comecei a chorar. Chorar feito uma criança que havia se perdido de seus pais. Claro que eu tive de dar uma mentida. Ele não podia saber que eu estava desse jeito pelo motivo real. Ele iria querer matar a . Sinto ele me pegando no colo. Não reclamei nem nada, uma vez que não sentia mais forças na perna para ficar em pé. Tive a ligeira impressão de ver o Harry e o Dougie quando entrei na casa dele, mas com a minha vista embaçada eu nem dei importância. Ele me levou para o quarto dele e me mandou tomar um banho. Me deu uma boxer e uma camiseta então falou pra mim deitar na cama dele depois do banho.
Demorei uma hora para conseguir me lavar. Por sorte acho que não havia quebrado nada, a dor amenizou, mas não cessou. Me troquei tão lentamente quanto havia me lavado e segui em direção à cama. Uma cama gostosa, quentinha e receptiva. Fechei os olhos e nem precisei esperar pelo sono. Ele já estava lá desde que entrei no banho. Foi o suficiente para fazer minha dor parar. Eu não sonhei. Ainda bem. Provavelmente se o fizesse seria um terrível pesadelo.
Ouvi um barulho, o que me fez acordar depois de um tempo. Achei impressionante que a dor não voltara com tanta força quanto eu achei que iria e senti alguns curativos em meu corpo. Não abri os olhos. Estava com medo da dor aumentar com isso. Não sabia que horas eram, nem o quanto eu durmi. Então eu ouço um grito que parecia ser do lado de fora do quarto:
- MATT, ABRE ESSA PORTA, PELO AMOR DE DEUS, NÃO FAZ NADA COM A .toUpperCase(MARIANA)), ABRE LOGO! - era a voz da .
Meu coração parou. Não. Ele não estava no meu quarto. No quarto do Danny, bah, que seja. Ela parecia desesperada e isso fez com o que eu me desesperasse também. Como eu queria estar dormindo agora. Continuei de olhos fechados para não aumentar meu medo ao ver o ex da parado em minha frente, provavelmente.
- Você vai pagar por não ter voltado comigo, . - ouço ele falar na voz calma e serena que ele sempre usou com todos. Uma coisa que o Matt não é, é agressivo e mal-educado. Ele consegue nos enganar direitinho com todo o bom-porte dele.
Ouço um tumulto do lado de fora e várias vozes:
- NÃO MATA ELA, MATT, POR FAVOR, ABRE ESSA PORTA, VAMOS CONVERSAR, É SÉRIO! - eu sabia que a estava chorando. E estava com medo. Mais medo do que eu. Ela sempre foi assim comigo e com a . Era a gente chegar com o braço ingessado e ela começava a cuidar da gente como se fôssemos filha caçula de uma mãe coruja.
- Volta comigo e eu não faço nada com ela. - e então veio o silêncio. Eu sabia que ela não queria encontrar com ele. Eu sabia que ela tinha medo dele. Assim como eu sabia que a estava lá fora, fazendo o que eu faria se estivesse no lugar dela. Falando pra não voltar. - Se você não me responder em um minuto, , adeus sua amiguinha querida.
Eu agarro no lençol nervosa.
- Você tem dez segundos, . Não vai ser uma morte dolorosa, sabe? Ela está dormindo, ah não, peraí - você que pensa, Matt. Eu começo a abrir os olhos lentamente. - acho que tem alguém saindo do sono de beleza. - o vejo sorrir para mim. - Boa noite, . - ele fala agora mais baixo, de maneira que só eu conseguia ouvir.
Não respondo. O olho armagurada e vejo o sorriso dele em me ver acordada. Ele não estava com a arma levantada. Não estava nem com ela em mãos. Ele não era tão louco quanto o Luke.
- O que achou do passeio com o Luke? - ele sorriu para mim amigável. Filho da mãe. - Não se preocupe. Eu vou dar uma lição nele por ter de deixado nesse estado. - eu mexi os lábios, sem falar nada. - E não ter deixado da maneira que eu mandei.
- Desgraçado. - eu murmurei. Ele dá uma risada:
- Eu sempre soube que você não gostava de mim. - ele murmurou se sentando na beira da cama. Suspirou. - Eu tentei mudar sua opinião sobre mim, mas parece que você é mais difícil de enganar do que eu pensava.
Eu fiquei calada olhando para ele:
- Eu amo a . Você sabe disso. - ele ficara sério. - E você mudou a opinião dela logo que pôde. Acha que eu não sei? Por isso eu não exitei em te colocar antes da , que tem a cabeça fraca e concorda com qualquer coisa.
- Ela não corcorda com qualquer co--
- Eu não terminei. - ele falou calmamente. Fiquei calada e então ouvimos a :
- Matt... abre a porta, por favor, vamos conversar. - ela estava com a voz fraca e ele abre um sorriso olhando para mim:
- Viu o que você faz com ela? - eu faço, né, seu desgraçado. Cai na real. - Se você estivesse morta, ela estaria bem melhor. - e então ele suspira, se virando para a porta e falando mais alto. - Eu não quero conversar, , chega de conversa, eu só quero que você volte para mim, entende? Não é tanto assim. Essa menina aqui vai pagar se você não me der a resposta certa.
- Não, Matt... Não faz isso, por favor, eu te imploro. - ela estava chorando. Se eu não estivesse fraca assim e eu não soubesse que o Matt é tão ágil quanto o Luke, eu tentava algo, mas eu não estava em condições para tal.
Então eu me lembro do Danny. "Merda" penso comigo mesma. Eu estava na casa dele, ele me ajuda e eu ainda faço isso com o cara? Ele vai me odiar pro resto da vida e a primeira coisa que vai fazer é gritar aleluia quando me ver morta na cama dele.
- Já sei. - ouço a voz do Matt ecoar. - Manda sua outra amiga. Manda ela pra cá. Assim eu poupo a vida dessa daqui, porque a situação está lastimável.
Abusado. Eu sabia que eu não estava nas melhores situações, mas ele não precisava ficar me lembrando. Vejo ele olhar para mim e sorrir. Mas que merda de beleza que deixava ele com cara de inocente. Morte aos pais deles que o fizeram assim.
- Vamos ter uma conversa em grupo. - ele sussurra.
- Não, não.. - nós ouvíamos os murmúrios de , que provavelmente estava grudada à porta.
- Abre a porta. - a a corta. Burra. Burra, burra, burra. Mil vezes burra!
- Não! Não, você não vai! - eu ouvia a falar desesperada. Olho para o Matt e o vejo abrir um sorriso:
- Eu disse que sua amiga é fraca da cabeça. - ele dá uma risada e se levanta, seguindo até a porta.
- Ele tá com uma arma lá dentr-- ele não dá tempo da terminar de falar, e abre a porta e a puxa para dentro do quarto.
Vejo a gritar ao entrar e a bater na porta no lado de fora. Cadê os homens dessa casa, afinal? Cagando de medo, porra?
- Cale-se. - ele fala baixo de modo que eu só ouvi porque li nos lábios dele. Como a não parou de gritar, ele tirou a arma do bolso de trás e apontou para cima, dando um tiro. A parou com medo e os gritos da aumentam:
- ! MATT, NÃO FAZ ISSO, ABRE ESSA PORTA! EU VOLTO, EU VOLTO COM VOCÊ, ABRE ESSA MALDITA PORTA, ANDA LOGO! ABRE ISSO! - ela estava desesperada. Como eu queria ter voz para poder gritar. Mas não conseguia. Vejo ele sorrir e olhar para nós duas:
- É o seguinte. - ele fala abaixando o braço que estava a arma. - Se vocês meterem um dedo na minha relação com a . Eu mesmo as mato. Não vou ser tão bonzinho da próxima vez. - ele dá um sorriso maldoso. - Agradeçam à ela por eu não tê-las matado agora mesmo.
- Você não ama a . - a murmura e ele dá um soco na cara dela com a arma, a fazendo cair desmaiada no chão. Eu tento me mexer até ela, mas sinto uma dor enorme percorrer pelo meu corpo. Volto a deitar com os olhos fechados.
- Eu a amo mais do que vocês duas a ama juntas. - ele falava nervoso. - Não duvide disso, senão eu mato vocês.
E então ele vai em direção à porta, olhando para mim antes de abrir:
- Espero que não demore a se curar e que a acorde logo. Não tem nada de estragos por aqui, imagino. - ele dá um sorriso, que se alguém não o conhecesse, se derreteria. E abriu a porta, fazendo com que eu pudesse vê-lo da maneira como era. Os cabelos dourados e médios, alto, um porte legal para um cara, a jeans com o ajuste nas pernas e não largo como Danny usa e nem skinny, como emos usam, e uma camiseta com um tênis da Adidas. Como eu o odiava. O odiava por mim e pela .
Eu voltei a olhar para a preocupada, não conseguia me mexer e via que ela tinha um corte no rosto por causa da arma. Havia caído em cima de uma mesinha, que tombou com ela.
- .. - eu tentava falar, mas nada saía, só um ruidozinho.
- MATT! CALA A BOCA! - eu ouço do lado de fora. A estava se segurando para não bater nele, concerteza.
Porque ninguém vinha ver a ? Ela estava caída no chão e ainda ficavam se preocupando com o filho da puta do Matt?
- PÁRA! - ouço a gritar de novo. Parem mesmo. Parem e venham nos ver. Nós somos as vítimas, não eles! Bando de manés.
Segundos depois minhas preces são atendidas e vejo a acender a luz correndo até mim. Estava descabelada e com o rosto todo inchado. Ela me olha assustada e eu aponto para , que ela entende e vai até ela com o Harry colocar no quarto ao lado. Vejo o Danny se aproximar de mim preocupado e se sentando ao meu lado na cama, me abraçando forte:
- Ele ia matar a . - eu falo fraco. Claro que não naquele dia, mas como ele não sabia da história, concerteza achava que eu estava falando do momento em que nós duas estávamos presas com o Matt dentro do quarto.
- Ele não vai matar ninguém. - sussurrou em meu ouvido. - Nós vamos proteger vocês, tá bem?
Eu concordo com a cabeça e me acomodo no peito dele. Então o Tom surge com meus remédios e vai para o quarto ao lado, onde todos estavam com a .
- A voltou com o Matt? - eu perguntei já esperando uma resposta positiva.
- Voltou.
- Ela não podia ter voltado. Ela não quer ficar com ele. - eu falo mais para mim do que para ele, que me aconchega por entre os braços dele.
- Se ela não voltasse, ele ia matar você e a . - ele falou rápido, tentando não me fazer pensar mais nessa possibilidade enquanto acariciava minha cabeça. - Você tá bem?
- Dolorida e meio fraca.
- Vai ficar aqui até a gente decidir o que fazer. - ele dá um beijo em minha cabeça.
- A --
- A tem outras coisas com o que se preocupar, não acha? - ele sorriu para mim, que me fez sorrir de volta.
- Tudo bem. Acho que você consegue cuidar de mim direitinho. - eu dou uma risada baixo e ele apaga a luz no interruptor ao lado da cama dele.
- Você acha? - ele dá uma risada. - Eu acho que você vai é se acostumar com toda a mordomia que eu vou te dar.
- É bom que me dê muito chocolate, então. - eu sorrio para ele, mas sinto ele murchar. - O que foi?
- Não posso te dar muita glicose.
- Porque? - eu tento me virar para ele, mas a pontada de dor se pronuncia.
- Calma aí, gata. - ele diz me colocando de volta à posição normal. - O médio proibiu, já que glicose acelera o metabolismo e pode fazer com que as suas dores musculares aumente.
Eu xingo todos os caras que fizeram com que isso acontecesse. Nem o tal médico se safou dessa.
- Sem sorvete? - eu pergunto manhosa.
- Sem sorvete.
- Nem brigadeiro?
- Muito menos brigadeiro.
- Como é que você vai me fazer se sentir bem, sem açúcar? - eu falo brava.
- Existem várias maneiras de te fazer bem sem ter de ter açúcar no meio. - ele murmura em meu ouvido e eu estremeço. Concordo com a cabeça: - Agora dorme.
Eu apenas fechei os olhos e me aconcheguei nos braços dele, que me protegia de tudo e todos.

Three.

Foi um sonho bom, o meu. Quando eu acordei, Danny já estava do meu lado, sorrindo e com uma bandeja de café-da-manhã para mim. A aparece no meio do meu café me abraçando chorando.
- Eu pensei que você fosse morrer. - ela falava chorosa enquanto eu tentava engolir minha torrada. Vejo o Harry, Dougie e Tom entrando e se sentando no chão.
- Eu pensei que você fosse morrer. - eu falei mais calma que ela.
O Danny tirou a bandeja da minha frente e colocou no chão ao lado dele.
- A ligou e falou que passou no seu ateliê ontem de noite, para pegar o trabalho da Cristina e então entregaria ela hoje para você, tudo bem? - ela me falou sorrindo se sentando ao meu lado desocupado. Danny estava do outro.
- Ah, graças a Deus. Se eu atrasasse, não sei nem o que seria de mim no próximo mês. - nós duas rimos.
- Por quê? - Danny finalmente fala preocupado.
- Ela é minha maior fonte econômica. - eu falei rindo e fazendo os outros rirem juntos. - Da última vez que ela esqueceu de me pagar, a e a tiveram de pagar a mais a conta de luz.
- Foi um sufoco. - a riu da minha cara.
- E se você não precisasse mais pagar contas de luz? - Danny me perguntou sorrindo. Eu levantei os ombros:
- Seria perfeito. Mas quando isso aconteceria?
- Quando você viesse morar comigo. - ele sorriu e eu fiquei séria com a :
- Ai, meu, Deus. - nós duas falamos juntas.
- Como você é cara-de-pau, Danny. - a fala rindo e eu dou um cutucão nela.
- Não é uma má idéia. - o Harry fala se sentando na ponta da cama. - O que você acha, ?
Ela o olha assustada e eu dou uma gargalhada:
- O que eu acho? - ela pergunta espantada e ele confirma com a cabeça ainda sorrindo. - Eu acho que o Danny mal pediu ela em namoro e já quer morar com ela?
- Eu quis dizer, o que acha de você vir morar comigo. - o Harry explica e então eu volto a ficar séria com a .
- O quê? - nós duas falamos pasmas.
- O que acham de nós dividirmos uma casa enorme? Assim nós protegeremos vocês tipo, 24 horas por dia e não precisaríamos ter de levar vocês para casa, uma vez que a nossa casa é a casa de vocês. - o Tom falou sorrindo.
- Eu gostei. - o Dougie falou levantando a mão.
Harry e Danny levantam as deles e então eu e a nos entreolhamos. Isso não estava acontecendo com a gente. Morar com o McFly? Tudo bem, deixem meu momento fan aflorar. Não era possível. Tenho certeza que nós duas pensávamos a mesma coisa:
Nós morremos e fomos para o paraíso.
- Tudo bem. - nós duas falamos sorrindo.
Vejo eles abrirem um sorriso enorme e começamos a discutir o melhor tipo de casa para nós todos:
- Com piscina. - Danny falava sorrindo.
- Sem piscina. - retrucava com uma careta. Ela veio de cidade praiana, era contra piscinas e algo que tenha sido "projetado".
- Mas com piscina a gente sempre se diverte mais. - ele faz uma careta.
- Mas sem piscina nós não temos o trabalho de ficar limpando e comprando produto para limpeza.
- Com piscina no calor nós aproveitamos mais.
- E desde quando Londres faz um calor assim?
Danny bufa:
- Eu quero piscina.
rola os olhos:
- Ai Deus, dai-me paciência com essa criatura que o senhor foi me criar. - Graças a Deus, , não reclama. - Escolhe logo uma casa com piscina logo. Mas o maior quarto vai ser o meu. - ela aponta para Danny ameaçadoramente. Ele levanta as mãos:
- Eu não faço questão de um quarto maior que esse daqui.
Eu, Dougie, Tom e Harry ficávamos apenas observando a discussão dos dois. Nem sequer metíamos a boca no meio porque eu-não-sei-por quê, os dois sempre acabavam discutindo por algum motivo.
Ding Dong.
Olhamos no relógio. 11 horas. Nós sabíamos que estava aí e pulamos animadas. Pelo que eu percebi, Dougie também pulou animado e foi o primeiro - e único - a se levantar para ir atender. Eu e a começamos a rir e os outros três nos olharam com uma cara de que não estavam entendendo nada.
Passando uns 10 minutos a aparece no quarto com um Dougie carregado de coisas atrás. Ela sorri para nós e corre até a , a abraçando e depois eu:
- Tão melhor? - ela olhava para nós a procura de algum indício de dor, o que não demorou para achar em mim.
Nós duas sorrimos e concordamos com a cabeça. Sem preocupações a mais para ela.
- Então, . - o Danny começou a falar, assim que ela se sentou na beira da cama dele, ao lado da . Ela o olha curiosa e ele continuo: - Eu tava pensando com o Harry essa noite, depois que as duas dormiram e o Dougie e Tom concordaram.
Ela confirma com a cabeça, para que ele continuasse, mas olha para mim, que olho para os garotos, que fazem um gesto para que eu contasse a novidade para ela. Volto a olhar a :
- Nós bem que podíamos morar juntos.
Ela continuou nos olhando com a mesma expressão sem mudar um centímetro, parecia esperar que eu falasse mais alguma coisa, então eu mexi a cabeça como se fosse para ela falar algo e ela balançou a cabeça:
- Vocês podem morar juntos, por mim tudo bem. - ela volta a sorrir para mim e então para a .
- O Danny e a quiseram dizer, nós todos. - Dougie apontou para todos nós, e foi bem aí que a expressão da mudou bruscamente. Para pior:
- Isso me inclui? - ela pergunta. Ela sabia da resposta, mas era mais uma confirmação e me manda um olhar alarmada:
- Todos nós. - ele concordou.
- Não. - ela respondeu rapidamente e calmamente se levantando e pegando uma das malas. Eu e a bufamos:
- Porque não? - o Dougie estava mais protestando do que fazendo uma pergunta.
Sem resposta.
- Sabe, quando uma pergunta é feita, o que se espera é que venha uma resposta em seguida. - eu fico mais nervosa ainda. Odeio quando não respondem uma pergunta, principalmente quando é a . O problema é o que eu já mencionei, a é impossivelmente teimosa. - Obrigada por me ignorar, ...
- O Matt não vai gostar.
Revolução. Se você visse, riria. Todos nós nos movendo ao mesmo momento com o mesmo tipo de expressão, mas em rostos diferentes. Muito engraçado, para as pessoas de fora.
- Foda-se o Matt. - opa! Era uma vez, um Dougie muito rabugento... - Ele já conseguiu o que queria, não é? Não pode ficar mandando na sua vida. - apoiado. Nós o olhavamos assustados, mas concordávamos com tudo o que ele falava.
- Pode sim. - merda. Pior que podia mesmo.
- Tá. Ele pode. E você não pode enfrentá-lo?
- Caso você não tenha percebido, a única coisa que eu fiz durante esses quatro meses, foi enfrentá-lo e olha tudo o que aconteceu! - ela apontou para nós duas. Aught. Pegou no ponto fraco. - Se ele souber que eu vou morar com homem que não seja ele, vão querer matar os quatro, então goodbye mcfly. Ou senão pode até querer se mudar para lá. Não dá.
- Mas--
- Olha, - ela o corta. - Eu não ligo de vocês morarem juntos, eu até acho melhor, sabem? Vocês duas vão ficar bem protegidas, eu não ligo mesmo. Mas eu não vou morar com vocês, sinto muito. - ela põe um ponto final na conversa e todos nós ficamos calados. Eu não concordava com tudo isso. Olho para as minhas mãos, pensando em tudo. Ela estava errada, mas ao mesmo tempo certa. Balanço a cabeça pensando que isso era a maior burrada de todas as nossas vidas. Nós não podíamos as três serem felizes? Eu com o Danny, a com o Harry e a com o Dougie? Acho que as fans invejosas seriam 100% melhores do que um Matt em nossas vidas.
- Entregou o trabalho para a Cristina? - eu perguntei baixo, tentando acabar com todo aquele clima. Ela suspirou em alívio:
- Entreguei. Ela pediu para eu te pergunta--
- Pediu? - eu olhei para ela com um sorriso irônico. Ela rola os olhos:
- Ela não manda em mim, .
- Ela só manda em você. - fala voltando a encostar do meu lado na cama. Faço uma careta. Eu nunca tinha coragem de encarar a Cristina. Só as duas.
- Tá, tá. Fala logo.
- Ela pediu para eu te perguntar se você vai demorar a ficar boa, porque ela precisava de fotos novas para a loja dela em Moscou.
Eu faço outra careta.
- Talvez-- - começo a falar, então a me corta.
- Já respondi que só daqui a três semanas.
- O QUÊ? - eu gritei para ela. - TRÊS SEMANAS? NEM FERRANDO EU FICO TRÊS SEMANAS NUMA CAMA, DESABILITADA, SEM PODER TIRAR FOTO NEM AO MENOS COMER ALGUM AÇÚCAR--
- Isso é fácil de resolver. - fala sorrindo e eu olho para ela com aquele olhar. - Em três semanas, você aproveita para ficar o dia inteiro na internet e cuidar do site, fotos, o Danny faz pose para você e açúcar nós compramos algumas coisas diet.
Diet. Falou a palavra errada. Essa não consta no meu dicionário. Eu não estou de regime. Diet é para gordas. Sem ofensas.
- Ela falou que espera três semanas, mas que você terá de fazer um milagre com as fotos.
Eu resmungo palavras desconexas. Quando eu queria xingar alguém. Era desse jeito mesmo.
- Eu trouxe coisas para vocês comerem. Roupas e uns trabalhos da faculdade que eu consegui pegar com seus amigos.
- Por que você não esquece a última parte para o nosso bem? - eu falo amargurada. - Me proíbe de tirar fotos e me traz mais deveres de casa? Você é má, .
Ela e os meninos dão uma risada:
- Se você não quiser se formar ano que vem--
- Me manda esse dever logo. - eu a corto brava.
Ela sorri e começa a falar com o Danny e o Harry, explicando o que era cada mala que ela trouxera. Eu, a , o Tom e o Dougie ficamos conversando sobre peixes até a voltar a nós.
- Onde vai? - eu e a perguntamos juntas, quando vemos ela pegar a bolsa dela.
- Alguém tem de ir a faculdade e ao trabalho, não? - ela sorri para nós, nos fazendo devolver o sorriso a ela.
- Vai voltar? - a pergunta ansiosa.
- Amanhã? Vou, claro. Sem açúcar, dona . - ela tira a minha perfeita barra de chocolate e joga o doce para o Danny ao meu lado. Eu olho feio. - Vê se cuida da sua namorada né, Jones? Não pode ficar cedendo em tudo o que ela pede. - vejo o Danny fazer uma careta.
Eu e a bufamos. Nós realmente pensávamos que ela iria ficar conosco essa noite, para conversarmos sobre aquele assunto-motivo da não querer dormir aqui. Ela sabia que uma hora iria levar um sermão de nós duas. Nos deu um beijo e saiu com o Dougie atrás.
- Eu odeio o Matt. - a falou depois de vários minutos de silêncio.
- O pior é que o detetive que o segue diz que ele trata a super bem e não temos motivos para nós acusarmos ele. - o Harry quem fica falando com esse detetive, pelo que eu percebi. E também vi que ele e a tão ali de ficarem juntos, já que ele não larga dela.
O Danny se levanta e pega um jornal:
- Vamos escolher uma casa?
Nós duas sorrimos e concordamos com a cabeça animadas.

Toc toc.
- Posso entrar? - ouço a voz do Danny naquele mesmo dia, só que de noite, quando era para nós estarmos dormindo.
- Claro. - eu murmurei me sentando lentamente.
- Pensei que estivesse dormindo. - ele falou terminando de fechar a porta e vindo até mim. - Não se esforça. - ele sorri se sentando do meu lado e me puxando para ele.
- Não estou.
Nós nos aconchegamos e ficamos calados, até minha impaciência falar mais alto:
- O que foi?
Ele se remexeu meio perturbado:
- Algo errado?
- Não, não. - ele fala rapidamente. - É só que-- bom. Quando estávamos no meio de toda aquela confusão de você estar aqui dentro com aquele cara...
A voz dele foi enfraquecendo. Eu o abraço:
- Hm?
Ele suspira.
- Eu meio que fiquei nervoso de você não sair... Bem daqui. - que bonitinho, ele se recusava a falar que eu poderia sair morta.
Eu sorrio e espero ele continuar:
- Então eu prometi, quando eu estava lá fora, que se tudo desse certo, eu... Hm... Eu pediria você em namoro.
Fico séria. Como? Eu ouvi direito? Olho para ele, e se não estivesse escuro, com certeza veria um Danny vermelho.
- Sério? - eu falo tão fraco que me surpreendi ao ver que ele tinha entendido.
Ele confirma com a cabeça, mas se recusava a olhar para mim. Medo de rejeição, acho.
Mas me belisquem porque isso deve ser um sonho. Ele está realmente me pedindo em namoro? Sonho booom, sonho booom.
Subo mais um pouco lentamente e ele não se mexe um centímetro. Eu sorrio. Me apoio no peito dele e beijo o queixo dele. Dou vários beijinhos até ele olhar para mim e pegar em meu rosto:
- ? - ele sorria para mim.
- Hm?
Silêncio. Ele se aproxima e eu fecho os olhos. Não demora muito para eu sentir os lábios dele nos meus. Era gostoso. Macio. Melhor do que qualquer coisa que eu já pudesse ter imaginado que seria bom.

- Namorando? - a me pergunta surpresa no dia seguinte, quando Danny estava na cozinha preparando o nosso café-da-manhã com o Harry. Eu concordo com a cabeça animada: - Caramba, ! Você está namorando o Danny! Não dá pra acreditar!
- Então passe a acreditar! Ele me pediu com todas as palavras, sabe? - eu sorri orgulhosa para a , que me abraça levemente. Ainda sentia dores.
- Estou tão feliz por você, meu deus! Namorando o Danny! Imagino que o nosso site agora vai bombar. - nós duas rimos.
- Concerteza farei o Danny usar nossas camisetas. - eu falei empolgada.
- Que camisetas? - ele pergunta olhando para nós duas e com Harry atrás.
- As nossas, oras. - eu falei sorrindo para ele, que devolve o sorriso e coloca a bandeja na minha frente. Eu olho para ela. - Sem açúcar?
- Oras, essa gelatina é doce. - ele me mostra o potinho com o conteúdo vermelho dentro dele.
- Tenho certeza que é sem gosto. - eu abro o potinho e pego a colher, colocando um bocado na minha boca. Careta. - Ew, Danny. Você está me dando gelatina sem gosto!
Ele dá uma risada e encosta do meu lado.
- Se uma certa pessoa souber que eu estou te dando doce, ela me mata.
- Que sem graça, você devia tentar viver mais perigosamente. - eu murmuro e me manda um olhar reprovador.
- Já tive emoção demais esses dias. - ele ri e passa o braço em meu ombro. - Come aí, dona reclamona.
Eu faço uma careta e resolvo deixar a gelatina de lado.

Um mês depois, eu já estava de volta à rotina, a o mesmo. Estávamos em casa de manhã, trabalhando nas camisetas, Danny estava gravando o novo cd e fazendo algumas apresentações, eu ainda não havia tido a oportunidade de ir num dos shows, mas estava feliz só de ter ele comigo. Ew, que gay.
- ? - eu a chamei, enquanto ela olhava para o computador, arrumando as estampas que nós havíamos feito para as camisetas. Ela balança a cabeça, não tirando o olhar da tela, como se fosse para eu falar. - Você pode nos levar até as casas que nós escolhemos ver para checar se é da maneira que nós queremos?
Ela nos olha séria por detrás dos óculos de grau que ela só usava em casa e na frente de nós duas.
- Claro. - ela abre um sorriso e volta a olhar para a tela. Eu e a trocamos olhares. Sabíamos que ela estava perturbada por nós deixarmos ela sozinha em casa. Mas já havíamos concordado que era o melhor para nós e para ela própria. O bom é que ela não foi tão teimosa com isso.
Eu e a estávamos muito animadas, falávamos disso toda hora e os meninos pareciam estar mais animados que nós. Eles deixaram que nós decorássemos a casa, mas fizeram questão de arrumar a área de lazer. O Harry e a já estavam saindo juntos, o que dava o que falar.
Passamos a manhã inteira arrumando as camisetas que foram encomendadas. Até o telefone tocar:
- Alô? - eu atendo rapidamente.
- ? - eu sorrio.
- Sou eu.
- Vocês não vão ver as casas? - o Danny me pergunta confuso.
- Vamos, só estamos terminando um trabalho aqui e já vamos.
- Ah, sim. O que vai fazer hoje à noite?
- Eu ou todas nós?
- Todas.
- Hm, acho que nada. Peraí. - olho para as duas, mas apenas me olhava. Um sentimento chato bate em mim. Eu sabia que a estava magoada com tudo isso. - Vão fazer algo hoje à noite?
- Não - a me fala animada.
- Sim. - a me responde indiferente junto com a .
- Vai fazer o quê? - a olha para séria. A não tira os olhos da impressora.
- Nada demais.
Nós duas trocamos olhares. Eu volto a falar com Danny, antes que me enervasse:
- A e eu estaremos livres.
- Ah, ok então. Passamos aí lá pelas 8.
- Estaremos prontas. - eu sorrio.
- Fala pra que se ela demorar, eu deixo ela a pé. - ele ri e eu rio com ele. Os dois sempre arranjam uma maneira de cutucar o outro. - Te amo.
- Eu também. - eu sei. É tosco. Mas eu ainda não consigo dizer, eu te amo. E eu só quero dizer quando eu estiver preparada para isso. Danny ficou perturbado no começo, mas depois que eu expliquei para ele tudo, ele me entendeu bem.
Desligo o telefone e vejo a cara feia de . Ela fala sem soltar som:
- A está uma droga.
Eu concordo com a cabeça. Ficamos por mais uma hora arrumando tudo, até que a não aguentou ficar parada só fazendo as camisetas. Ela estava ansiosa demais para ver as casas, eu também, então nem reclamei quando ela reclamou.
- Podemos ir ver as casas agora? - ela pergunta receosa. Eu concordo com a cabeça e logo paro de arrumar as etiquetas.
olha para nós duas. Suspira e sorri:
- Vamos lá. - ela deixa as coisas como estão e se levanta. Nós duas nos levantamos num pulo.
E então 30 minutos depois nós estávamos na cozinha da primeira casa:
- Odiei. - eu cochicho para a , que concorda com a cabeça enquanto a conversava com a vendedora. Ela sempre fazia isso quando achava que eu e a tínhamos de conversar algo que a vendedora não podia ouvir para não se ofender. - Essa casa está minúscula para nós 6.
- O jardim é minúsculo. - sorri para a vendedora, que nos olha curiosa.
- Então? - a mulher vem até nós com atrás dela. - O que acharam da casa?
- Não é o que procuramos. - eu falei logo. - Nós queremos uma casa espaçosa e que não seja muito fácil das fans dos meninos acharem.
- E com um jardim enorme. - a completa. Ela estava pensando nas festas, com certeza.
A mulher concorda com a cabeça e nos manda um pequeno sorriso:
- Eu tenho uma casa à venda. Ela é enorme e não é localizada no centro.
Nós nos entreolhamos. A em momento algum sorriu sinceramente para nós. Ela achava que nós podíamos pelo menos comprar uma casa num condomínio lindo perto do nosso apê, já que ela vai ficar lá. Mas eu e a não queremos nada aqui no centro. Muito perto das fãs e paparazzis. Ela apenas fica calada e espera nossa decisão.
- Podemos ir até lá? - pergunta para ela, que confirma com a cabeça. - Então vamos. - ela vira para a vendedora, que confirma com a cabeça sorrindo.
- Tomara que seja longe o suficiente para as fãs de perderem no meio do caminho. - eu falei rindo para , que dá uma risada de volta.
- Tomara que elas não venham com desculpas de ajuda em nossa porta. - ela fala me fazendo pensar na possibilidade. Fora de questão.
- Sorte que existem os guardas. Podemos contratar um para cada turno. - eu sorrio. O Danny me deixou tão mimada, que agora eu nem ligo mais em gastar o dinheiro dele, contanto que ele esteja aproveitando junto comigo o que eu compro. Senão eu espero juntar algum dinheiro.
concorda com a cabeça. A estava tão calada que nós só lembramos que ela quem estava dirigindo, quando ela falou "casa legal", logo que paramos na frente de uma, cof cof, mansão. Eu e a abrimos a boca com um sorriso.
- Perfeito. - nós duas falamos.
A casa era absolutamente linda. Tinha 5 quartos, cozinha, salão de festas, piscina, salão de jogos, sauna, tudo. Fora o jardim que era maior que o nosso apê.
- Quanto você está cobrando por essa? - eu perguntei para a vendedora, que sorriu e nos falou um preço que nós nos surpreendemos por não ser tão caro quanto esperávamos. Fora que o lugar estava novinho.
- Feito. - eu e a sorrimos para a mulher, que sorri de volta abrindo uma pasta.

- ... E nós então poderemos comprar aquela geladeira que nós sempre paqueramos! - a me falava animada assim que chegamos em casa. Eu concordava com tudo e complementava mais algumas coisas. Nós ríamos juntas e conversávamos, até que o telefone toca.
- Pode deixar. - a fala se levantando da mesa, que ela havia voltado ao trabalho, enquanto nós duas nos divertíamos pensando no que fazer na nova casa.
Eu e a nos entreolhamos magoadas. Esta situação estava muito constrangedora para nós.
- ? - a me chamava pelo que parecia não ser a primeira vez, já que a me olhava estranha também.
- Ah, oi? - eu volto em mim e sorrio para ela, que me entrega o telefone.
- Danny.
- Ah, tá bem. Obrigada, . - eu pego o telefone da mão dela, que sorri para mim. - Alô?
- Já tá em casa? - ouço a voz dele. Dou uma risada.
- Danny. Você ligou em casa.
Silêncio.
- Merda. - ouço ele falar. Dou uma risada.
- Tudo bem, eu vou fingir que você não me perguntou isso.
- Tá legal, valeu. - ele deu uma risada sem graça. - Tão prontas?
- Que horas são?
- 7 horas.
- Ai meu deus! Não! - eu falei assustada. - Vou me arrumar, depois você me li--
- A gente combinou para as 8, . - ele falava calmo. Idiota. Quase eu tive um treco do coração.
- Idiota. - falo em voz alta e ouço a risada dele. - Eu quase tava tendo um filho aqui.
- Nós nem o fizemos ainda. - eu podia ver a cara safada dele.
- Tarado. - eu ri com ele. - Vai se arrumar, vai.
- Já tô pronto.
- Não quero camisa xadrez de novo, Danny. - eu resmunguei. Toda vez que nós saíamos para jantar ou nos divertir, ele ia com uma camisa xadrez. Eu sabia que era para me irritar, o pior é que ele conseguia.
- Ah, . Tô com preguiça de trocar.
- Se não for sem xadrez, nem passe em casa.
- Você é má. - ele fala emburrado. Eu sorrio.
- Você também.
- Tá legal. Vou lá pro meu quarto.
- E eu pro meu. - eu falo rindo.
- Não vejo a hora de nós irmos para o mesmo lugar quando falarmos isso.
- Eu também.
- 8 em ponto eu estarei aí.
- Prepare-se para assistir tv em casa. - eu sorrio e ele dá uma risada.
- Tem jogo do Manchester hoje--
- Prepare-se para me esperar no carro. - eu o corto. Se ele começar a assistir esse jogo, nós só vamos sair de casa depois que ele comentar sobre o esporte depois que ele já assistiu inteiro.
Ouço ele dar mais uma risada.
- O que acha de rosa?
- Gay.
- Você nem sabe do que eu estou falando. - ele protestou.
- Só a palavra rosa já define tudo. - eu murmuro escrevendo num papel para a "vai se arrumar, 8 eles tão aqui", que se levanta correndo e vai se trancar no quarto dela. Escrevo para a "quer mais alguma ajuda?" e a vejo negar com a cabeça e sorrir para mim, que devolvo o sorriso e subo para meu quarto.
- Vai dizer que eu não fico bem de rosa. - ele pergunta. Eu ouvia ele mexer no armário.
- Você fica bem em tudo. - eu fecho a porta do meu quarto e vou direto para o armário.
- Então vou de rosa.
- Seu bobão. - eu reclamo enquanto pegava uma jeans. - Quero você com aquela camiseta que eu te dei semana passada.
Silêncio.
- Danny?
- Oi?
- Vai com a camiseta que eu te dei semana passada.
Silêncio novamente.
- Danny!
- Oi!
- Me responde! - eu quase grito.
- Não fica brava.
Eu fecho os olhos.
- Cadê a camiseta?
- Hm...
- Danny. Cadê a merda da camiseta?
Silêncio.
- Danny Jones!--
- Ahh, eu não sei! - ele grita.
- Como não sabe? Era para estar no seu armário! Eu mesma guardei!
- É! Mas não tá aqui!
- Você tirou não é? - eu falei magoada. Poxa, eu tinha comprado com tanto amor aquela camiseta.
- Não tirei.
- Tirou sim.
- Não tirei.
- Não mente pra mim.
- Não estou. - ele murmura.
- Não mesmo? - eu paro de fazer o que fazia.
Silêncio.
Desligo o telefone na cara dele. Vou até o quarto da e a vejo parada na frente da cama com uma toalha em volta do corpo e os cabelos presos. Estava num dilema com as roupas que deveria escolher para sair, me olha espantada:
- Não vai se arrumar?
- Não vou mais.
- Por quê?
- Porque o Danny jogou a camiseta que eu dei para ele fora. - eu me sentei na cama dela.
- Por que ele faria isso?
- Sei lá. - eu deitei colocando as mãos em cima da minha barriga e encarando o teto.
- Eita. - ela faz uma careta. - Vocês dois são esquisitos.
- Ele que é um idiota.
- Tudo isso por causa de uma camiseta?
- Poxa, . Eu comprei ela com tanto carinho.
- Hm... - ela murmura. Então se senta ao meu lado.
- Liga pro Harry e fala pra ele que você ainda vai.
- Não, se você não for--
- Liga logo, era um programa de casal mesmo.
Ela fica calada. Eu passo o telefone para ela, que pega e vai até o banheiro, voltando alguns minutos depois, enquanto isso eu fui escolhendo a roupa para ela.
- Obrigada.
Eu sorrio.
- . - a aparece na porta um tempo depois e olha para nós duas. - Tá linda, .
- Brigada - ela sorri indo para o banheiro.
Eu olho para a curiosa.
- Não vai sair? - ela me perguntou séria e eu nego com a cabeça. - Então vai lá falar isso pro Danny.
Eu arregalo os olhos:
- Ele tá aí?
Ela confirma com a cabeça. Eu bufo:
- O que aconteceu?
- Ele jogou aquela camiseta que eu dei pra ele fora.
- Hm... Eu acho que não jogou.
- Jogou, claro. Ele tirou do armário que eu tinha colocado.
- E como você tem certeza de que ele jogou fora a camiseta? - ela me perguntou sorrindo.
- Ele praticamente me falou no telefone.
- Então porque ele está usando a camiseta?
Eu levanto o olhar para ela surpresa.
- Está?
Ela confirma com a cabeça me dando um sorriso divertido.
- Sério?
- U-hum.
Eu pulo da cama da e corro até a sala, vendo que ela não havia inventado. Ele realmente está lá com a camiseta que eu havia dado.
Ao me ver, ele se levanta rapidamente.
- Desculpa. - ele fala me abraçando.
- Desculpa também.
Ele sorri e segura em meu rosto com as duas mãos. Me beijando em seguida.
- Te amo. - ele sussurra.
- Também te amo. - eu sorrio. Ele abre os olhos surpreso e abre um sorriso enorme.
Trocamos mais alguns carinhos até ele olhar para trás de mim:
- Não vem com a gente, ?
Ela nos olha surpresa:
- Ah, não. - e abre um sorriso. - Hoje não.
- O Dougie vai estar lá sozinho. - ele tenta convencer ela ao ver meu olhar.
- Que pena. - ela murmura. - Quem sabe da próxima vez?
Eu vejo um sorriso murcho dele e um olhar de "eu tentei" para mim, que balanço a cabeça.
- Por que não fazemos algo aqui em casa hoje?
vira para mim séria.
- Acho melhor vocês irem sair mesmo.
Nós a olhamos confusos. Era impressão nossa ou ela não queria que ficássemos em casa.
- Eu perdi a vontade de sair, .
Ela meche a boca, mas não diz nada. A aparece minutos depois:
- Oi macaco. - ela beija a bochecha dele.
- Oi índia. - ele devolve o beijo.
- Vamos fazer algo em casa hoje, ? - eu mando um olhar significativo para ela, que olha para Danny e depois para , que fingia não ouvir o que nós falávamos.
- Ah... Vamos, claro. Eu... Vou ligar pro Harry. - ela sorri para mim e o Danny e volta para o quarto dela.
- Tudo bem se nós ficarmos, né ? Quero dizer, você não vai se incomodar não é?
- Não, não. - ela fala calma e sorrindo. Falsamente. Como sempre.
- Legal. - eu puxo Danny até o sofá. - A alugou uns filmes, nós podemos assistir, o que acha?
- Por mim tudo bem. - ele sorri se sentando ao meu lado e passando o braço pelos meus ombros. - O que temos aí?
Eu pego as caixinhas dos dvds. Algum tempo depois a campainha toca e a chega correndo para abrir a porta:
- Ou é muita saudade, ou é muita carência mesmo. - eu murmuro rindo, fazendo com que ela me olhasse feio, assim que terminasse de "cumprimentar" o Harry.
- Ou é inveja porque nos viu juntos e ela estava sozinha. - Danny vai além da provocação.
- Vai pro inferno macaco. - ela murmura enquanto puxava Harry até o sofá do lado. - O que vamos assistir?
E a campainha toca antes mesmo de eu responder. Nos entreolhamos confusos.
- Estão esperando mais alguém? - o Harry olha para a , que nega:
- O Dougie e o Tom não vem pra cá?
- Não.
se levanta rapidamente e abre a porta. Nós olhamos para a porta e ela não estava tão surpresa.
- Oi amor. - o que o Matt faz aqui?
Nós nos entreolhamos sérios. Então era por isso que ela não queria que nós ficássemos em casa. Por que eu fui tentar arrastar ela para uma programação com a gente? Me respondam? Por quê?
Ela dá espaço para ele entrar, que nos olha e abre um sorriso:
- Ora, ora, quanto tempo.
Nós o encaramos sérios.
- Estou vendo que estão melhor. - ele olha para mim e a . - Foi mal por aquele dia, eu meio que tava desesperado. - ele passa a mão pela cabeça. Então olha para , que voltara ao trabalho. - Mas agora já está tudo bem, não vai se repetir. - e pisca.
Vagabundo.
- Se recuperou rápido do Luke, huh? - ele olhou para Harry sorrindo, que devolve um olhar mortal. - Bom. Ele não estava prestando mesmo. Já dei uma lição nele para você, como eu havia prometido. - ele falou virando o olhar para mim.
- O que fez com ele? - eu murmurei curiosa.
- Ele não vai mais atrapalhar, só isso. - ele sorriu divertido.
Nós ficamos calados.
- Você matou ele? - a perguntou receosa. vira o olhar para nós. Ouvimos a risada divertida do Matt.
- Não, claro que não. Eu não mato ninguém, . Só quando mexem com a . Fora isso, eles mesmos fazem esse favor. - e pisca para ela.
- Matt. - fala séria. Ele a olha sorrindo. - Chega.
- O quê? Ela me fez uma pergunta, , eu estou sendo educado em responder.
- Tudo bem, agora chega.
Ele fica quieto a olhando. Suspira.
- Tudo bem. - e se senta numa cadeira. - Quer fazer o que hoje?
- Sair. - ela responde rápido. Eu olho para a , que me devolve o olhar. Ela não queria ele no mesmo lugar que nós quatro. Estava escrito na testa dela isso.
Ele a olha surpesa:
- Sair? Você havia dito hoje de manhã que não estava com humo--
- Mudei de idéia. - ela o corta abrindo um pequeno sorriso. - Vamos sair.
Ele a olha desconfiado.
- Porque não fica aqui com a gente, ? - eu pergunto e sinto os olhares surpresos do Danny e do Harry. - Nós estamos fazendo um programa em casal mesmo.
Ela me olha surpresa e então olha para com o mesmo olhar e vê que ela concordava comigo.
- Eu gostei. - o Matt se intromete.
- Mas eu quero sai--
- Gata, qual o problema da gente ficar? - ele a corta. Ela bufa.
- Matt. - ele a olha curioso. - Eu quero sair.
- Podemos ver um filme e sair depois. - ele sorri para mim, que devolvo um sorriso seco. Sinto o Danny apertar meu ombro.
- Mas--
- Eu quero ver o filme. - ele fica sério. Eu estremeço. Ele estava ficando nervoso.
- Mas eu não quero. - ela o encara séria. - Eu quero sair.
Ele passa a mão no cabelo impaciente.
- --
- Vamos pra sua casa. - ela fala rapidamente e ele a olha surpresa.
- O quê? - ouvimos a falar espontaneamente. Matt a ignora e sorri:
- Então vamos.
nos manda um olhar de "desculpa" e sai de vista, indo até o quarto dela:
- Vocês não se importam, não é? De não assistirmos com vocês o filme. - ele sorri para nós quatro.
- De jeito nenhum. - eu murmuro. E ele continua sorrindo parando o olhar em mim. Dava para ver a maldade no olhar dele para cima de mim.
Eu me levanto para colocar um filme e pauso até a chegar e tirar aquele maníaco da nossa sala:
- Fiquei sabendo que vocês vão se mudar. - ele falou calmamente.
- Pois é. - eu respondo olhando para meu cabelo.
- Para onde vão?
- Não sabemos ainda. Estamos escolhendo um lugar. - eu respondo antes que alguém respondesse besteira.
- Hm... então vão deixar a sozinha?
- É, ela não quis morar com a gente. Por causa de você. - eu não aguentava ficar calada. Merda de boca. Ele me olha divertido:
- Ah é?
- É. Nós não queremos um Dougie Poynter morto.
Ele fica sério.
- Quem é esse cara?
- Um amigo da . - eu sorrio. Eu estava fora de mim já. Não sabia porque eu o estava desafiando.
- A não tem amigos. - ele me responde nervoso.
- E você acha que o Danny e o Harry são o que dela?
- Nada.
- Se toca, Matt. Ela tem amigos sim. - a fala séria. Ele rola os olhos:
- Que seja. Ela pode ter quantos amigos quiser. - nós o olhamos surpresas. - Só não me deixe saber da existência deles. Vou pesquisar sobre esse Dougie Poynter.
- Se fizer algo com ele--
- Falei que iria pesquisar, não fazer algo. - ele sorri para mim. - Relaxa, . Eu só machuco as pessoas, quando elas me machucam.
- Vamos? - ouvimos a e ele se levanta sorrindo.
- Vamos. - e pega a mochila dela, dando um selinho. - Até mais. - ele sorri para nós e abre a porta.
- Amanhã nos falamos. - ela vem se despedir de mim e da .
Eu olho para ela séria. A não foi diferente. Ela dá um sorriso sem graça e se despede de Harry e Danny.
Eles saem e nós ficamos calados por um tempo até eu apertar o play no controle. Não demorou muito para esquecer o que havia acabado de ocorrer. Eu e o Danny aproveitamos a companhia um do outro e depois conversamos sobre o planejamento da casa.

- Vai ter um quarto para você aqui sempre. - nós duas falávamos para a , que viera nos visitar logo na segunda semana que nós já estavamos hospedados na nossa nova casa. Ela sorri:
- Obrigada. Bom, vou indo porque eu tenho de entregar uns trabalhos ainda. - e dá um beijo em mim e na . - Manda um beijo para os meninos.
- Não vai vir jantar com a gente?
Ela pára.
- Não era amanhã?
Eu e a bufamos.
- Desculpe, desculpe, eu troquei os dias. - ela nos olhava arrependida. - Pensei que fosse amanhã.
- Então vem hoje e amanhã. - eu sorrio para ela.
- Err... - ela murmura desconcertada.
- Manda o Matt pro inferno. - eu falei e ela nega com a cabeça.
- Não tem nada a ver com o Matt, não.
Nós suspiramos aliviadas.
- O que foi então?
- Nós estamos com alguns pedidos atrasados, então eu vou tentar terminar tudo hoje para mandar amanhã mesmo.
- Ah... Então peraí que eu vou te ajudar.
- Não! Que é isso, vocês ainda tem de arrumar tudo isso aqui, pode deixar que eu termino. - ela sorri para nós duas, que a olhamos séria. - Sério. Eu dou conta.
- Então tá. - eu murmuro e nos despedimos.
- .toUpperCase(MARI))! - ouvimos o Danny gritar de algum lugar da casa.
- Esse macaco não perde uma oportunidade de gritar seu nome, só porque sabe que cê vai ouvir. - a fala rindo e nós rimos com ela.
- Bah, deixa ele. - eu falo me virando para ir até ele. - Deixa eu ver o que meu homi quer.
- Homi, não sei onde. - eu ouço a murmurar e só mando um sorriso malicioso para ela, o que faz as duas gargalharem.
- Poupe-me dessas conversas. - se vira para a porta, indo abrir, mas dá de cara com Dougie, que havia acabado de abrir a porta. - Err... Oi Dougie.
- Oi. - ele abre um pequeno sorriso. - Tudo bem?
- U-hum, e você?
- Certo.
Silêncio. Eu resolvi esperar mais um pouco para ver a reação dos dois.
- Legal. - ela fala balançando a cabeça. - Tudo bem. Eu... Tenho que ir. - ela aponta para a porta, no qual ele trancava a passagem. Ele dá um pequeno pulo e dá espaço para ela. Não sem antes se embolar.
Ela dá um sorriso sem graça e acena para mim e a , que olhávamos tudo divertidas.
- Tchau Dougie. - ela fala ainda sem graça.
- Tchau. - ele sorri e fica vendo ela ir até o carro dela e sumir de vista. Então fecha a porta e olha para nós duas, que olhávamos para ele. - Quê?
- Naaada... - nós duas falamos olhando para o lado rindo.
- O que foi? - ele pergunta nervoso.
- Você gosta da . - eu falei na lata. Ele fica sério. Abre a boca para responder e não consegue. Eu e a damos outra risada.
- Não fala besteira. - ele murmura passando por nós duas emburrado e sobe as escadas correndo.
- Ihhh, você deixou ele magoado, . - a ria da situação comigo.
- Bah, ele supera. - eu me viro indo até a bagunça que rolava provavelmente com Danny e Tom.
- .toUpperCase(MARIANA))!
- Tô indo! Tô indo! - eu corro até o jardim. - Que foi, criatura?
- Saca só! - ele grita um pouco afastado. Eu vejo uma bagunça enorme no jardim. Eles haviam colocado um plástico azul até a piscina. Eu olho para Danny e o mongol me estava no começo do plástico azul gostosamente gostoso só com o calção dele.
- Tô sacando. - eu falo e ele me manda um joinha, se afastando um pouco e gritando: - TOM!
- Manda a ver, dude! - ele grita já dentro da piscina.
O Danny pega impulso e corre até o plástico azul se jogando de frente nele e escorregando até a piscina gritando.
Eu começo a rir com a felicidade da criança. Vejo ele surgir da piscina e sorrir pra mim:
- Que cê achou?
- Muito criativo. - eu sento numa das cadeiras de tomar sol.
- Quer tentar? - ele me pergunta animado com a idéia, o que me fez pensar duas vezes antes de responder:
- Outro dia.
- Ahh...
- Bê....
Ele dá uma risada. Eu levanto:
- Tá com fome? - eu pergunto antes de entrar em casa:
- Se eu disser que sim, você resolve minha situação?
- Não. - eu rio e ele balança os ombros.

- Danny, minha cama é para ficar no centro do quarto, não no canto. - eu estava começando a achar que ele era realmente mais lerdo do que as pessoas falavam. Já era a terceira vez que eu pedia pra ele mudar a cama de lugar. Será que ele não entendia o lugar que eu mostrava? Dois meses haviam se passado desde que nós nos mudamos para cá e nós dois ainda mudávamos os móveis do nosso quarto de lugar.
- Aqui? - ele colocou a king no meio do quarto e eu sorri:
- Sim, obrigada. - finalmente! Merece até um selinho depois dessa. Eu fui até ele e o beijei. Ele sorri e deita na cama.
- Tô quebrado.
- Seu fraco, só carregou alguns móveizinhos. - eu deito do lado dele sorrindo. E então ele me puxa para um abraço. Eu apoio minha cabeça no ombro dele:
- Móveizinhos é? - ele ri comigo. Vou jogar um desses moveizinhos em você.
- Como é mau... - eu sorrio fechando os olhos, sentindo o abraço dele. - Para ficar tudo perfeito, só faltava o Dougie e a ficarem juntos.
Ele sorriu. Ele sabia que eu havia cismado com isso. Afinal, estava mais do que na cara dos dois que eles se queriam, mas nós não iríamos ficar nos intrometendo no meio. A e o Harry não estavam oficialmente juntos, mas estavam juntos. Eles não falaram que estavam, mas só um cara pior que o Danny não veria que eles estão.
- Você tá de crica com esses dois, né?
- Danny, até você que é tapado percebeu.
- Ah, obrigado, , você é um amor. - ele ri e eu mordo o queixo dele.
- Eu sei. Por isso você me ama.
- Ah sim, claro. - ele ri voltando a encarar o teto.
- .toUpperCase(MARIANA))! QUER VIR AQUI ME AJUDAR A DESEMPACOTAR ESSAS LOUÇAS?! - a nunca consegue fazer nada sozinha? Que droga, estou com preguiça. Bufo e escondo meu rosto no peito de Danny.
- Fala que eu tô dormindo. - eu murmuro abafado e ouço o riso dele.
- Vai lá, dona preguiçosa. - ele encosta os lábios em minha cabeça.
- Então me ajuda? - eu me levanto antes que a preguiça tome conta de meu corpo também. O vejo negar:
- Negativo, babe, o Jonão aqui está cansado e já fez a parte dele com os moveizinhos. - ele me imita e se aconchega mais na cama. - Agora ele vai é aproveitar a função dos moveizinhos. - e o viado ainda me abraça o travesseiro na minha frente! Difamação!
- Corno. - eu rio e taco outro travesseiro nele.
- Não fala que eu sou corno que eu acredito! - ele grita quando eu fecho a porta atrás de mim, dou uma risada e vou até a , que estava rodeada de caixas. Tudo bem, eu entendi o porque dela me pedir ajuda.
- Cadê o Harry?
- Dormindo. - ela bufa. - E o Danny?
- Dormindo.
- De propósito? - ela me olhou tirando a última taça de uma caixa.
- Nah, nós mudamos os móveis de lugar de novo. E o Harry?
- De propósito. - ela fala com uma careta e eu rio. - Ele é muito folgado com essas coisas.
- Como se você já não estivesse acostumada com tudo isso. - eu falei rindo. - Falando em vocês dois, quando é que vão oficializar o namoro?
- Quando não der mais para esconder.
- Hm...
- É duro fugir de fãs?
- Nah, é só ignorar. Mas na maioria das vezes o Danny está comigo então elas não são nem loucas de me xingar na frente dele.
- Sei... ele veio falar sobre isso comigo, hoje.
Eu olho para ela sorrindo:
- Ah é?
Ela concorda com a cabeça. Não parecia muito satisfeita por ele ter falado o que quer que fosse sobre o oficializamento do relacionamento dos dois.
- Qual o problema? - eu pergunto puxando uma das caixas e me sentando ao lado dela.
Ela suspira.
- Alguém em casa? - ouvimos a voz da da entrada.
- Cozinha. - nós duas falamos juntas.
Não demora nem 5 segundos e uma aparece sorrindo, mas logo muda a expressão ao ver o tanto de caixas presentes na cozinha:
- Há quanto tempo vocês estão aqui?
- Cala a boca. - nós duas murmuramos. Nós sabíamos que éramos preguiçosas e os meninos não se preocupavam nem ligavam para a nossa preguiça. A cozinha era o último cômodo da casa que nós estávamos arrumando. Mas demorou uma semana para nós termos vergonha na cara e encarar as milhares de caixas da junção de 5 casas.
- Senta e ajuda. - eu falei apontando para uma pilha de caixas na nossa frente e uma cadeira vazia do lado. olha para o lugar que eu apontei e suspira, deixando a bolsa pendurada na porta.
- Até parece que vocês me esperavam para isso. - ela vai até a pilha de caixas e abre uma delas.
- Você é quem sempre chega na hora exata. - sorriu tristonha.
- O que foi? - não é a que é perceptiva, a que é muito transparente.
- Harry veio com uma conversa de oficialização do namoro para cima da e ela ficou assim. - eu falei me levantando e colocando os copos na pia.
- E por que a cara triste? - a olhou confusa para a . - Quero dizer, isso é bom, não é?
- Claro que é. - eu respondi por ela.
- Não é que eu esteja reclamando nem nada. - a começou a falar, ela parecia receosa. - É só que. Sei lá, eu queria ter um namoro normal, não cheio de meninas procurando sobre mim que nem nós fazíamos com as ex dos meninos.
Silêncio.
- Acho que... talvez você tenha razão. - eu murmurei. - De qualquer maneira, é impossível, . Uma hora ou outra vai vazar.
- É, eu sei.
- Vocês não discutiram por causa disso, né? - a parecia preocupada com a . Parecia?
- Não, não. Ele só ficou bravo. Eu acho que ele pensa que eu não quero oficializar porque eu ainda estou com um pé pra trás com tudo o que a gente tem.
- Idiota. - eu falei rindo. - Bah, ele vai entender, . Quer que eu dê um empurrão nele?
- Não, não. - ela repete assustada. - Deixa como está. Eu vou falar que tudo bem dele oficializar.
- Não precisa fazer isso se você não quer. Ele só comentou sobre, não é? Não é que ele esteja obrigando você a fazer isso. - porque a sempre parece mais ética do que eu? Do que eu ou qualquer outra pessoa.
- Não, eu pensei bem. Tudo bem por mim. - a sorriu.
- Então tá bem. - a sorriu de volta e então virou para mim. - E você e Danny?
Eu dou uma risada.
- Ele já está folgando comigo em alguns aspectos, mas eu consigo ser pior que ele.
Elas riem.
- Não duvido que consiga. - a comenta e eu mando o dedo para ela. - De qualquer maneira, vocês dois estão parecendo mais um casal do que a Gi e o Tom.
- E por quê?
- Vocês estão muito grudados.
- Ele está grudado, você quis dizer. - eu a corrigi e ouço a risada debochada da . - É serio! Ele meio que quer que eu sempre fique com ele, sei lá, às vezes isso me irrita. Não que eu não goste, mas ele meio que exagera.
- É só por agora. É início de namoro, . E tenho certeza de que você já acostumou.
- É. - a comenta. - Se ele parar de te agarrar em todos os lugares, você vai achar que aconteceu alguma coisa de errado.
Eu parei.
- Pode ser... - murmuro. - Mesmo assim, acho que tem certas coisas que ele não precisa fazer comigo.
- Tipo? - a terminava a caixa e trazia a louça para eu ir lavando.
- Tipo ontem. Eu fui até o salão de depilação. Ele foi comigo e ficou me esperando. Não que eu não gostasse, mas ele era o único cara lá que estava esperando a namorada.
- Foi um ato legal. - a murmurou.
- Não falei que não foi. Mas não acha que é um exagero?
- Eu queria que o Harry me esperasse quando eu fosse depilar. - a protesta emburrada. - Nem compras ele vai fazer comigo.
- Não é uma coisa ruim, eu sei que ele quer fazer parte da minha vida e tudo mais, só que gente. Salão de depilação?
- Você nunca vai engolir essa. - a riu trazendo as louças para mim.
- Não mesmo. Até cabelereiro eu aceitava. E ele parecia mais animado do que eu.
- Vai ver ele está vendo como é o mundo feminino. - a finalmente fala alguma coisa útil. - Talvez ele queira mudar de lado e está vendo o que deve fazer ou não.
- Vai se ferrar. - eu falei enquanto ouvia os risos da e dela ecoando na cozinha. E quando eu acho que o milagre aconteceu, de ela vir falar algo legal, ela mesma vem e me estraga tudo.
- Qual o motivo das risadas? - Dougie entra sorrindo na cozinha. - Hm, temos uma cozinha interditada e três hienas dentro dela. Interessante.
- Me chama de hiena de novo e desejará nunca ter me conhecido, Poynter. - eu pareci serial killer, sério. Ele deu uma risada.
- Porque eu acho que deveria ficar com medo? - sabem. Eu não gostei nada do tom irônico dele. Ouvia as risadas da e da por trás da dele. Eu levanto uma faca de carne que eu estava lavando e um sorriso do mal. Então ele pára de rir e as duas riem mais ainda. - Entendi. Tá legal, você ganhou. - ele levanta as mãos se rendendo e eu sorrio, mandando uma piscada.
- Eu sempre ganho.
- Que seja, eu posso falar o que vim falar pra vocês? - ele encosta no batente da porta da cozinha, cruzando os braços.
- Pensei que você tivesse vindo nos ajudar. - murmura sorrindo.
- Cê tá é louca? - ele deu uma risada. - Eu sou um gênio, mas não faço milagres.
- Gênios não fazem milagres, eles realizam pedidos. - eu falei rindo.
- Que seja. - ele repete bravo. - O que acham de irem passar esse final de semana na minha casa em Essex?
- O que se tem para fazer em Essex? - eu falei rindo. Ele odiava quando eu falava que ele vinha do meio do nada. Não que ele tenha vindo, mas comparado à Londres, Essex era bem interior.
- Eu vou fingir que essa pergunta não foi irônica. - ele bufou. - Você pode ficar tirando fotos de flores, ou do Danny, o que dá na mesma--
- Pegou no ponto fraco. - eu falei e ele riu.
- Bingo. - ele falou e eu mandei o dedo para ele. e só riam: - A pode, hm, sei lá, talvez ir à feira com o Harry, comprar umas frutas, já que ele se identifica bem com elas--
- Tá legal, Dougie, você não tem noção do perigo. - eu ouvi a voz da ecoar nervosa na cozinha. Ela odiava quando chamavam o Harry de gay ou sinônimos.
- Ok ok, parei. A pode aguentar a minha mãe, o que eu acho ser o mais difícil, porque ela não pára de falar.
- Eu passo. - ela fala rindo.
- Tudo bem, eu deixo só a minha irmã te enxer, tá legal? - ele sorri.
- Quem sabe numa próxima vez. - ela termina a quarta caixa.
- O que você quer dizer com isso? - eu olho para trás e vejo um Dougie vermelho de nervosismo, uma sem graça e uma séria. Eu desligo a torneira e me viro para os três.
- Err... eu não posso ir esse final de semana para Essex com vocês. - ela fala rápido e sem parar.
- Porque?! - nós três perguntamos de uma vez bravos. Ela suspira:
- Os pais do Matt me convidara--
- Que seja. - Dougie ficou nervosérrimo, sérião. Ele olhou feio para a e então saiu da cozinha.
Ela suspira e bate a cabeça na mesa que estava ao lado dela.
- Você não pode desmarcar? - eu perguntei esperançosa.
- É. Nós somos mais importante que ele e os pais dele. - a murmura.
- Eu sei, tudo bem, vou tentar. - ela se levanta e a entrega o telefone para ela. - Acho melhor ligar do meu celular.
- Por quê?
- Ele não sabe que eu estou aqui. - ela murmurou. Eu e a nos entreolhamos e não falamos nada.
Esperamos alguns minutos, até a começar a falar:
- Matt? Oi, não, tudo bem. É só que, a e a me convidaram para ir passar o final de semana com elas em Essex e-- não, eu não esqueci que havia combinado com você-- é por isso que eu estou ligando-- quer deixar eu falar?
Silêncio.
- Se você não deixar eu falar, eu desligo na sua cara. - o legal da relação da - não há uma parte legal, mas a gente inventa para não transparecer um fracasso - é que ela sempre manda nele. Manda entre aspas, porque apesar dele controlar ela, ela só faz se ela quiser. Ou quando ela acha que não vai nos prejudicar. - Obrigada. - ela falou e então suspirou. - Eu liguei perguntando se não tem como a gente deixar para semana que vem, não estou desmarcando nem nada.
Eu e a olhávamos para ela ansiosa.
- É, eu estou na casa delas.
Merda. Ele vai brigar com ela. Concerteza.
- Estou ajudando elas a arrumar a cozinha. Eu estou ajudando porque eu quero. Eu não sou empregada de ninguém. Não é para você falar com elas, Matt, eu nunca mais ligo para você sendo que eu não estou em casa, você só me arranja problemas.
Uh, demorou, .
- Tudo bem. Podemos adiar a programação ou não? - ela estava totalmente seca. - Tudo bem. Tchau. O quê? Eu.. também. - então ela revira os olhos e bufa: - também te amo. Tchau. - e desliga.
Ficamos as três em silêncio até ela suspirar:
- Não deu.
Nós duas bufamos e voltamos a fazer o que fazíamos.
- Desculpa, meninas, é só que é aniversário da mãe dele--
- Tudo bem. - eu falo armagurada.
Ela fica calada e volta a fazer o que fazia antes do Dougie vir com essa conversa. Dougie. Ele quem começou tudo isso. Vou ter uma conversa com ele.
Ela ficou por mais duas horas, até o Matt ligar para ela e perguntar onde era a nossa casa, que ele queria vir buscá-la, mas ela não deixou e disse que ia até ele. Então ela saiu, faltando só guardar mais alguns panos de prato, o que eu e a concerteza conseguiríamos fazer sem a ajuda dela. Murmurou um "desculpe" antes de sair para nós duas e tentou adicionar mais uma coisa, mas não conseguiu, só que nós sabíamos. Ela queria que nós nos desculpássemos com o Dougie.
Um pouco antes de terminarmos tudo, o Harry entrou na cozinha e abriu a boca:
- Eu não sabia que tínhamos uma cozinha tão equipada.
- Talvez seja porque nós ficamos arrumando ela o dia inteiro. - a murmurou brava. Ele a olha e a abraça.
- Você sabe que eu odeio ajudar nessas coisas.
- Eu não disse nada.
- Mas fez cara feia.
- Não fiz.
- Está fazendo.
- É a única que eu tenho.
- Mas já vi melhores.
- Se não gostou, não olha.
Ele bufa e a solta, se sentando na bancada e se servindo de um lanche que eu havia colocado na mesa para quem quisesse.
- Ela não está nervosa por causa de você ou de sua preguicite aguda. - eu cochichei para ele enquanto colocava um suco na mesa e ele me olha confuso: - a não vai com a gente para Essex por causa do Matt. - então ele balançou a cabeça entendendo e depois balançou-a novamente bravo.
- Fala meu povo. - Tom entra sorridente. - Opa la la! Mas que cozinha é essa? Entrei na casa certa?
- Muito engraçado, Fletcher. - o Harry murmura.
- Eu vou fingir que não senti seu tom bravo e a cara de bunda de todas vocês e anunciar que essa nova cozinha me fez ter uma vontade louca de cozinhar algo a La Tom.
- Nem sonhando. - eu e a murmuramos em um tom assassino e ele nos olhou assustadas.
- Já era. - ele sorriu abrindo a geladeira e pegando várias coisas ao mesmo tempo.
Preciso dizer que aquilo ficou um angú? E nós tivemos de comer pelo menos uma garfada só para ele não ficar triste. Ele estava terrível hoje, fato.
Segui para a sala de tv e encontrei um Dougie bravo assistindo um programa de répteis. Sem escolha, me sentei e passei a assistir calada com ele. Passa mais ou menos meia hora e o Danny desce sorrindo:
- Que tá rolando? - ele se senta do meu lado, passando o braço em meu pescoço. Eu reviro os olhos e bufo:
- A não vai poder passar o final de semana com a gente na casa do Dougie em Essex. - pela expressão dele, parecia que Dougie já havia informado à ele sobre a viagem, mas não sobre o fato da não ir, afinal, ele olhou para o Dougie, que se remexe perturbado:
- Ah... por quê?
- Adivinha? - eu o olho irônica. - O Matt vai arrastar ela para mais uma daquelas viagens para a fazenda dele com os pais.
- Hm... - o Dougie bufa e então se levanta, subindo as escadas batendo os pés. - o Dougie tá bem puto, não?
- Claro, ele gosta dela.
Ele dá uma risada e eu olho feio para ele. Bem feio.
- Hm... tem algo para comer? Tô com fome. - gordo. Não ajuda em nada e ainda sente fome?
- O Tom fez uma comida lá, mas tá ruim pra caramba, então eu acho melhor você pedir algo. - eu mudava o canal constantemente com o controle que o Dougie havia deixado no braço do sofá que ele estava sentado.
- Porque você não prepara algo para mim? - ele me abraça, passando uma perna em cima das minhas.
- Porque eu não estou com humor.
Ele pára e me olha sério.
- Eu mato a . - ele se levanta indo para a cozinha.
- Mata aquele idiota. - eu falo, mas não acho que ele tenha me ouvido. Fiquei mais um tempo tentando assistir algo, mas a programação pareceu não querer cooperar comigo então eu desliguei a tv e subi para o quarto, indo tomar um banho e colocar meu pijama.

- Se você conseguir chegar no domingo, vai direto pra Essex. - eu falava para a , enquanto ela dava o falso-sorriso-perfeito dela.
- Concerteza.
- E liga todo dia.
- Tudo bem.
- E se o Matt te obrigar a fazer alguma coisa--
- Ele não vai.
- Certo.
Ficamos caladas.
- Não precisa se preocupar, eu sei me cuidar. - falava tirando o sorriso do rosto, passando para a expressão compreensiva.
- Eu sempre falei isso e o Matt me pegou.
Ela suspira e passa a mão no cabelo:
- Comigo é diferente.
- Claro que é. - eu murmuro séria.
Ficamos caladas novamente até que então a chega com duas caixas não muito grandes:
- Só são essas duas, ?
- Só? Sabe, aí dentro tem 100 blusinhas com 20 tipos de estampas diferentes mais 8 moletons. - protesta. Ela não reclamava do tanto de encomenda que nós tínhamos, se fosse isso seria pouco mesmo, ela reclamava porque ela quem fizera tudo sozinha. Desde que nós duas mudamos de casa, aqui tem sido o nosso ateliê da loja. O problema é que ela tem feito tudo sozinha, porque eu e a estávamos muito ocupadas com a casa, mais a faculdade e como a era a única de nós três que não estagiava - ela acreditava que nossa marca pudesse se tornar algo independente - então ela falou para nós não nos preocuparmos. Claro que não foi algo satisfatório para mim e a , afinal, ela trabalha e nós duas recebemos? De qualquer maneira, a nem liga para isso e nós muito menos, a marca taí porque é legal criar novas camisetas, não porque é uma obrigação.
- Tudo bem, os endereços? - a pergunta colocando as caixas ao lado da porta e entrega uma pasta com algumas folhas recicláveis dentro. Ela sempre achava que se usássemos coisas politicamente corretas, nós não resolveríamos os problemas naturais do mundo, mas reduziríamos eles em 8%. Eu não ligava, folhas recicláveis são mais bonitinhas mesmo, apesar de serem mais caras. - Legal, então nós vamos indo. Tenta voltar no domingo. Nós vamos ficar lá até quart--
- Eu já ouvi isso da . - ela corta a , que olha para mim.
- Ah... Bom, era só pra reforçar. - ela falou sem graça.
- Tudo bem, farei meu máximo, mas vocês sabem como são as coisas. Se eu falar que vou na casa do Dougie--
- Créu. - eu cortei rindo e as duas riram juntas.
- Exato.
- Tudo bem, mas tenta. - fala abrindo a porta e pegando a bolsa.
- Te cuida. - eu falei me despedindo da , que sorri.
- Não volte grávida. - ela riu da minha cara.
- Não garanto nada.
deu um gritinho e nós duas rimos.
- Eu serei madrinha primeiro. - a fala piscando para mim. Eu a olho séria. - Prometo não te dar sermão se engravidar agora.
- Feito. - eu sorri, a soltou uma exclamação, mas então o elevador chega.
- Tchau, . - nós duas falamos e ela acena para nós antes de a porta do elevador se fechar.
Nos entreolhamos.
- Ela não vai para Essex. - eu murmuro e a concorda com a cabeça.
- Às vezes eu acho que ela gosta do Matt. - ela fala e eu concordo.
- Ela gosta, certeza, mas ele faz tanta burrada, que a razão dela fala mais alto.
- Ele podia sair logo da vida dela. - a bufa.
- Nem me fala, o Dougie tá lá esperando ela e ela marcando bobeira. - eu bufo junto depois rio com ela.

- . Acorda meu amoooooooooooooor. - eu ouço a voz-irritante-do-Danny-só-de-manhã-quando-ele-vem-me-acordar. Resolvo ignorar e então ouço a voz dele novamente. - Se tu não acordar, eu vou ter que ir até aí.
Eu abro um olho e o vejo no banheiro, com o cabelo molhado e apenas uma toalha amarrada na cintura, incrivelmente sexy. Segurava a boxer nas mãos, já comentei que de manhã os olhos deles são mais azuis do que o normal? Eu mando um dedo pra ele e viro, ficando de costas para ele.
- Ah é, né? Você que pediu. - eu ouço uma risada e um tempo depois um peso enorme em cima de mim.
- DANNY! EM CIMA NÃO! - eu grito abafado e assustada. Caraca, ele não tem noção do quão pesado ele é? Nunca pensei na possibilidade de toda essa gostosura um dia me machucar, mas finalmente o dia chegou. Ele passa então a me fazer cócegas e fazer com que eu levantasse rapidamente.
- Tô indo, tô indo, Jones chato. - eu mostro a língua.
- Não fala isso, senão eu mordo. - ele ri e eu viro, apontando para minha bunda, então ele levanta correndo e eu corro para o banheiro, me trancando lá dentro.
Era o segundo dia que estávamos em Essex e nós já acostumamos a acordar cedo para o incrível-e-único-café-da-manhã-da-tia-Sam. Depois de uns 40 minutos nós descemos. Quando chegamos na cozinha, o Tom, Harry e já estavam comendo.
- Bom dia. - nós dois falamos juntos e eles respondem a mesma coisa.
A Sra Poynter nos manda um sorriso carinhoso e então vai até a porta e grita:
- DOUGIE POYNTER!
- Arght, mãe! Eu tô aqui! Não precisa gritar. - ele aparece 2 segundos depois com uma careta e as mãos no ouvido.
- Demorou, meu filho. - ela finge não ouvir o protesto dele e falar calmamente, servindo a famosa panqueca-de-morango-com-chocolate-da-tia-Sam.
- Valeu, mãe. - ele fala pegando um garfo e olha para nós. - Vão fazer o que hoje?
- Sei lá. - o Tom e o Harry falam juntos.
- Vou levar a nuns lugares legais para fotografar. - o Danny sorriu colocando um braço no encosto da minha cadeira e depois olhando para mim, que devolvo o sorriso:
- Que lindo, Danny. Dougie, está na hora de você também arranjar uma namorada. - ela olha para o garoto, que revira os olhos e mete mais panqueca na boca.
- Ele tá caidão por uma garota, Sra Poynter, mas ela namora. - eu comecei a falar e mando um olhar para o Dougie, que não me manda um olhar muito amigável.
- Ah é? Dougie, meu filho, tem de começar a gostar de garotas menos complicadas.
- Eu não gosto dela, mãe. A que vê água no deserto.
- Gosta sim, Sra Poynter, mas ele não quer admitir, porque a garota está namorando um idiota.
- Você não gosta do namorado dela? - a Sam me pergunta curiosa e eu nego com a cabeça.
- Ele é... Ridículamente idiota. Eu prefiro seu filho, mas ele parece não querer a minha amiga o suficiente para lutar por ela. - eu dou uma direta e ele revira os olhos bufando.
- Mas se a garota gosta dele... - a Sam deixa a frase no ar e nós ficamos calados. Todos sabíamos que ela não gostava dele.
- Eu tenho certeza de que se o Dougie falasse para ela que ele ama ela, ela tentaria de tudo para ficar com ele. - eu olho para o garoto com uma expressão de "tá me entendendo, ou eu vou ter que desenhar?" e ele fica carrancudo.
- A garota então gosta do Dougie? - a Sam me olha curiosa.
- Desde quando ela tinha 14 anos.
- Mas nossa, então você está dando bobeira, meu filho.
- Tá, tá. Se eu falar que gosto dela, as duas param de me encher e esquecem esse assunto?
- Não. - eu respondo rindo e ele dá um soquinho na perna.
- Okay, vamos logo pegar sua máquina, antes que o Poynter me deixe viúvo. - o Danny me puxa para fora da cozinha. - Provocadora. - ele me abraça rindo.
- Se ele fosse menos teimoso, eu não encheria ele tanto assim. - eu retorno o abraço dando beijinhos no rosto dele.
- Porque você não muda a rotina hoje e dedica toda a sua atenção ao seu namorado gostosão? - ele me levanta no colo e me leva pro quarto em que estávamos.
- Porque Brad Pitt não está aqui.
- Palhaça. - ele dá uma gargalhada.
- Eu nem acho o Brad bonito mesmo.
- Nem eu. - ele chuta a porta a abrindo e me colocando na cama.
- Vai arrancar a porta da tia Sam que ela arranca sua cabeça.
Ele ri e vai trocar de roupa de novo, enquanto eu arrumava minha câmera em minha bolsa.
- Para onde vamos? - eu pergunto olhando para o que fazia.
- Não sei. - ouço ele responder do banheiro. Eu paro de mexer em minhas coisas e olho para a porta.
- Como não sabe?
Ouço um click e em seguida ele saindo todo lindo e perfurmado:
- Essex não é um lugar que a gente deva planejar ir, entende?
Eu continuo o olhando boquiaberta e ele revira os olhos:
- Vamos até onde Deus mandar, tudo bem?
- Deus mandar? - eu levanto uma sobrancelha.
- É ué.
- Desde quando virou religioso assim? - o vejo pegar minha bolsa e colocar no ombro, enquanto pegava minha mão e me levava para fora do quarto.
- Desde que ouvi essa frase num filme e quis falar.
Eu começo a rir de acordo com que íamos andando.

Foi uma tarde legal, o Danny cismou que queria ser meu modelo fotográfico e toda vez que eu tentava tirar foto de uma paisagem legal ou de outra coisa, ele colocava a carona cheia de sardas dele na frente. Então eu mandei ele tirar algumas fotos e até que ele melhorou bastante desde a última vez que ele havia tentado na primeira vez que a gente se viu. Voltamos para casa e comemos um fondue de queijo e chocolate, quero dizer, eu comi o de chocolate, Danny comeu os dois e mais as frutas que sobraram.
Nossa felicidade durou até domingo no fim da tarde. Estávamos todos cansados com as programações e deitados na sala de barriga pra cima. Alguns de nós assistindo a tv, outros de nós só ouvindo a tv e outros de nós nem sabendo que a tv estava ligada. Então meu celular toca no meio no filme que eu praticamente assistia sozinha, pois eu me incluo no grupo dos que estavam assistindo a tv, e pulo ao ouvir a voz da Keira desesperada.
- .toUpperCase(MARIANA))! Até que enfim encontrei vocês! Vocês tem que vir pra cá no Hospital do centro! O Matt capotou o carro numa brincadeira que ele e os meninos faziam na fazenda e a estava com ele, estamos indo pra lá--
- O QUÊ?! - eu pulo me levantando assustada. - Estamos indo praí agora! - e desligo na cara dela, que tentava gaguejar mais algumas coisas mas eu não tive paciência de esperar parada ouvindo. Olho assustada para todo mundo que estava na sala e a Sra Poynter aparece espantada correndo.
- Que foi? - pergunta assustada e Danny tenta me puxar para sentar, mas eu meio que recuso e então ele resolve se levantar e me abraçar para tentar me acalmar. Em vão.
- A ... - eu uso o pouco resquício de voz que tinha na minha garganta.
- Ai não. - fala nervosa se levantando também e Dougie que estava deitado no chão, se senta me olhando com os olhos bem abertos. Harry abraça a cintura de , para lembrá-la de que é para ela ficar calma. - Que aconteceu? Fala logo criatura! - ela grita mais alto.
- Sofreu acidente. - falo rouca. Ouço Dougie se levantar e se aproximar de mim com uma expressão furiosa:
- O quê?! O que aquele traste do Matt fez?
- C-capotou o carro em que os dois etavam quando ele brincava de Rally numa estrada lá na fazenda, não sei direito, a Keira tava lá e me ligou agora correndo falando que eles tão indo para o Hospital do Centro.
Dougie arregalou os olhos de um tamanho que eu nunca pensei que alguém pudesse arregalar e sai correndo escada acima até o quarto dele.
- Sabe, acho melhor nós corrermos se quisermos acompanhar o Dougie. - Harry fala se levantando e eu e saímos correndo como Dougie havia feito para o nosso quarto. Começou a socar tudo o que podia dentro da mala e Danny entra rapidamente no quarto:
- Deixa que eu arrumo, vai ficar pronta. - ele fala tentando manter a calma para mim ficar calma. Concordo com a cabeça nervosa e corro para o banheiro. Nós só ouvíamos barulho de porta se abrindo e fechando. Depois de uns vinte minutos nós todos estávamos do lado de fora da casa da Sra Poynter, terminando de carregar o carro para ir embora:
- Não corre, meu filho, senão quem vai sofrer acidente é você. - ouvi a voz da sra Poynter enquanto terminava de ajudar a colocar as malas dela dentro do carro do Harry. Dougie foi no carro do Danny com a gente e fomos direto para Londres, estava um trânsito infernal, afinal, era domingo e muita gente trabalhava na segunda.
Parecia uma eternidade o tempo, eu e Dougie quase matamos Danny quando ele perguntou se pararíamos em casa para deixar as malas. Entramos no hospital correndo e fomos indicados até um andar, mas depois disso, tivemos que ficar esperando no corredor. Logo vimos Keira e aqueles bando de idiotas dos amigos do Matt.
- Keira! - eu e gritamos para a garota, que estava mais do que acabada. Ela olha para nós e se levanta da cadeira correndo até nós.
- ! ! Ela não sai de lá de jeito nenhum! - e volta a chorar. Nós duas não nos aguentamos e começamos a chorar também. Tom comentou algo sobre fans, mas eu nem quis saber. Eu nunca havia visto os amigos do Matt chorar e aquela hora estavam todos com os olhos vermelhos, os rostos úmidos e inchados.
- E o Matt? - perguntou um tempo depois com a voz chorosa ao lado de Dougie que não conseguia parar quieto e andava de um lado para o outro resmungando. Foi ela falar no nome do Matt que a Keira começou a chroar mais ainda, balançando a cabeça em negação.
- Não aguentou.
Olho para ela surpresa, com a vista embaçada por causa da lágrima e então encrispo os olhos:
- Ele... - murmuro e Keira concorda com a cabeça. - Bem feito.
Vejo os olhares surpresos de todo mundo.
- Bem feito mesmo, ele pagou pelo que fez com a .
A concorda com a cabeça e nós vemos os amigos do Matt me olharem furiosos. Ficamos lá o resto do dia e acabamos dormindo por lá também. Tom voltou para casa para levar as malas e Danny e Harry ajudaram ele a transportar as malas para um carro só. Logo que os idiotas dos capangas do Matt foram embora, falamos para Keira ir também, como ela nem era amiga da e estava mais chorando pela perda do infeliz, ela concordou sem reclamar. Olhamos para Dougie que já estava calado a um bom tempo e o vemos sentado sozinho num banco com a cabeça baixa e lágrimas saindo dos olhos. Eu e nos entreolhamos e vamos até ele, sentando cada uma do lado de cada dele. Eu o abraço forte.
- Você vai ficar com ela se ela sair dessa, né Poynter? - pergunto insegura. Tom já havia voltado com roupas novas e foi com Harry comprar algo para nós bebermos. E então do nada Dougie fala:
- Vou. E não vou largar mais.
Eu sorrio e abraço ele mais forte.
- Você é cabeça dura demais, Poynter. Se eu falei que é, é porque é verdade. - falo divertida e ouço uma risada fraca vindo dele.
Um médico só foi sair quando eram umas 9 da manhã do dia. Eu, e Dougie levantamos tão rápido que nos surpreendemos de não termos cambaleado.
- Vocês são os amigos responsáveis pela srta ?
Concordamos com a cabeça veermente e nervosos.
- Ela está bem, não precisam se preocupar. - foi ele falar isso que meu corpo inteiro relaxou como se entrasse num banho quente num dia frio. - Teve algumas costelas quebradas, alguns cortes no rosto e quebrou um braço e uma perna. Nós tivemos que fazer uma cirurgia plástica no nariz dela, porque ele quebrou também. Está em repouso na UTI. Nós só permitimos a entrada de uma pessoa por dia lá.
Silêncio. Eu e nos entreolhamos e então sorrimos, empurrando Dougie, que nos olha surpreso:
- Cuida dela pra gente, Poynter. - falou sorrindo e eu concordo com a cabeça ao vê-lo virar a cabeça pra mim boquiaberto. Ele então sorri e balança a cabeça concordando e segue o médico:
Sinto braços me envolverem e olho para o lado recebendo um selinho do Danny.
- Muito caridosa, você. - ouço ele falar e sorrio.
- Eu tenho você pra me consolar. - e devolvo o selinho nele.
- Vamos pra casa, vou te consolar lá na nossa cama. - ele fala rindo e eu dou um tapinha nele, rindo junto.
- Demorou. - puxo a mão dele animada, fazendo Tom que estava ao lado, rir.

Four.

- , anda logo. - Dougie batia na porta do meu banheiro, enquanto Danny murmurava um "deixa ela terminar de se arrumar direito, Dug". - Cala a boca, Danny.
- Tô pronta, tô pronta. - falo abrindo a porta e pegando minha bolsa na cama. Olho para o Danny, que estava sentado, me vendo pegar minhas coisas. - Agora eu entendo a sua crica com a . - ele me olha confuso. - É a mesma crica que eu e Dougie temos.
Ele dá uma risada e então me puxa, enlaçando as pernas dele em mim.
- Sorte que eles não são um casal. - ele murmura e eu rio, encostando meus lábios nos dele.
- Muita sorte.
- .toUpperCase(MARIANA))! - Dougie berra do primeiro andar.
- Mais um berro e eu acabo com a raça dele. - falo com os lábios ainda colado nas de Danny.
Ouço uma risada dele.
- Anda logo que ele é importante pra banda.
Bufo e fecho minha bolsa, ele me acompanha até o primeiro andar, onde e Dougie esperavam impacientes. Harry estava sentado no sofá e Tom não estava em casa, provavelmente com a namorada.
- Aleluia heim? - falou se virando e abrindo a porta de casa.
- O horário dela era as 3 horas. Você conseguiu atrasar vinte minutos! - Dougie fala nervoso.
- Relaxa o faxo aí ô, pitoco. A não vai morrer por esperar alguns minutos. - eu falo dando um selinho em Danny e dando um tchau para Harry, que levanta a mão que segurava o controle e não desviando a atenção da tv.
- Você não tem muito o que falar da minha estatura, anã. - Dougie fala saindo de casa comigo atrás dele. - Posso ser o mais baixo da banda, mas ainda sou mais alto que você.
- Ah, cala a boca, seu pastel. - murmuro entrando no carro dele.
Demorou cerca de 20 minutos para nós chegarmos no hospital. Quando chegamos, procuramos por e esta estava sentada quieta com uma revista qualquer na mão na recepção.
- ! - fala correndo até ela, tirando a concentração dela na revista e a fazendo sorrir. Elas se abraçam fortemente e então era a minha vez de a abraçar.
- Só assim pra você ser deixada em paz por ele. - eu murmuro e ela abre um pequeno sorriso.
- Não quero mais falar sobre ele. - levanto as minhas mãos ao ouvir ela falar isso e então pego a mala dela e vejo Dougie parar na frente. Eu e nos afastamos o suficiente para eles poderem conversar e nós ouvirmos. Somos boas amigas, damos privacidade a eles.
- Que bom que está bem. - ele fala timidamente e apenas sorri. Ficam calados e bufa impaciente. Até que chega mais perto de Dougie e o abraça forte, o fazendo ficar surpreso de início e então abraçar ela o melhor que pôde.
E meia-hora depois estávamos em casa. Dougie não reclamou quando falara que queria um quarto sozinha no momento. Ele também não foi burro e deixou ela no quarto ao lado do dele, no fundo do corredor, mas com a melhor vista, depois do quarto da e o Harry. Ele não largou mais dela depois que ela veio morar com a gente. E bom. Não sei por que os dois ficaram com quartos separados, se Dougie sempre dormia no quarto de . Eles devem saber o que fazem. Ou deve.

- Tour? - fala animada assim que ela chegou em casa e os meninos decidiram falar para a gente.
- É. Você poderia cuidar do som dos nossos shows e a das fotos. - Tom falava sorrindo. - E como a vai ter de ir querendo ou não.. - e nós olhamos para Dougie, que nos olha surpreso.
- Eu nem falei nada.
- Não precisa, tampinha. - dou uma risada e ele me manda um dedo. - Eu topo. Nessa tour ninguém toca no meu Jonão. - e abraço Danny, que dá uma risada e me abraça de volta.
- Segurança particular. - ele fala piscando.
- Quer uma segurança melhor que a da sua namorada. É 100% certo de que nenhuma fan vadia vai te tocar.
- Oh, estou emocionado. - ele finge emoção e eu dou um chute nele. - Aught, ! Já falei que seus bicões machucam!
- É para machucar.
- Você é má. - ele faz bico e eu dou uma risada, beliscando ele.
E alguns dias depois saímos em turnê. Foi uma coisa única. Meu sonho se realizando. Eu consegui ir em mais shows do que qualquer outra fan de McFly fora e o melhor, fui em todos os backstages sem precisar correr atrás de um. Com minhas duas melhores amigas. Quem queria algo melhor?

Foi-se um ano e nós continuávamos em pé. Harry e oficializaram o namoro à alguns meses atrás. Tom ainda estava com Gi e Dougie e não escondiam mais o namoro, de nós. Fora isso ninguém sabia sobre os dois.
Eu fiquei o dia inteiro sozinha em casa, Harry estava com Tom e Giovanna fora, Dougie havia levado o lagarto ao veterinário, Danny fora comprar palhetas novas, falou que ia demorar um pouco a chegar, porque tinha trabalhos para entregar na faculdade e disse que ia a loja de cds ver se havia chêgo o novo cd da Madonna. Quando, de repente, , Danny e chegam juntos. Olho para os três desconfiada, vejo Danny dar o seu melhor sorriso e me entregar uma sacola de chocolates.
- Aproveitei que a estava lá e comprei alguns pra você. - ele sorriu para mim e eu não pude resistir, sorri de volta e o abracei forte:
- Brigada, amor. - e então eu olho para . Ela levanta as mãos.
- Seu namorado é bem prestativo, amiga. Ele me deu uma carona pra casa.
Olho para ele, que dá um sorriso e então eu sorrio de volta, o abraçando e dando um beijo em sua bochecha:
- Eu sempre disse que eu quem tinha mais bom gosto.
Então as duas deram um muxoxo e Danny disse que era para eu ir me arrumar, porque ele ia me levar para jantar. Claro que eu fiquei surpresa, mas ele me mandou um olhar de que não falaria nada, nem deu tempo de eu perguntar algo para as duas, pois depois disso, elas sumiram e não apareceram mais. De propósito eu demorei à beça no banho, fazendo com que o Danny se virasse e invadisse algum outro banheiro para se arrumar também. Como castigo extra, eu ainda demorei vinte minutos para ficar pronta, mas Danny parecia tão animado que nem se importou com o meu atraso. Havia algo de errado ali. MUITO errado.
Conversamos um pouco no caminho e fiquei surpresa ao ver que ele me levava ao meu restaurante favorito. Ele sabe o quanto eu amo aquele lugar. É tão legal e o ambiente é tão gostoso! Nem sei porque eu havia me arrumado tanto se era ali que nós iríamos jantar. Fiquei calada, pois Danny parecia começar a ficar nervoso com alguma coisa. O-ôu. Problema à vista.
- Você não acha realmente que eu te chamei aqui do nada, só para nós jantarmos, fazermos sexo num hotel e pronto?
Merda. Eu sabia que havia algo de errado. Ele vai terminar comigo. Se acalma , tente ficar calma. <i>Tente</i>. Falar é fácil. Haja normalmente, seja engraçada, descontrair, descontrair, descontrair. Arght!
- Hum, eu achava até agora. - dou uma risada e tento dar a resposta que daria em qualquer outra ocasião à essa. - Mas o que pretende fazer? Não vai terminar comigo não é? - resolvo arriscar. No pior das hipóteses o máximo que eu posso receber como resposta é um "Sim, sinto muito. Eu não te amo mais". Só de pensar o estômago embrulha feito peixe assado no papel alumínio. Ca-quê-como? Esquece, está louca demais para falar coisa com coisa.
- Claro que não. - meu coração volta a bater com essas três palavras. Ele não tem a noção do perigo que estava correndo me deixando dessa maneira. - Como é que eu ia fazer tudo isso e terminar com você?
Levanto os ombros, pensando na pergunta dele.
- Vai que você quer que eu sofra muito.
Ele dá uma risada e então beija a minha mão que estava apoiada na mesma. Me mexo desconfortável.
- Pára de me enrolar, vai. Conta a novidade. Tá grávido? - eu precisava descontrair para meu próprio bem. Estava quase tento um surto psicológico só de ter pensando em término com Danny.
Ele responde uma resposta qualquer e então vi seu sorriso diminuir da animação para um sossegado e doce. Os olhos relaxaram e ele pegou em minhas mãos, dando um sorriso meigo.
- Você sabe que é a mulher da minha vida. E que eu te amo, porque você simplesmente me faz sorrir sem ter motivos, me faz querer acordar e viver um novo dia. Você mudou a minha vida desde que nos encontramos naquele parque. Eu sabia que você ia ser algo mais desde que te vi olhando para a natureza e tirando uma foto dele logo em seguida. Sabe, você é de uma importância na minha vida que não tem nem noção.
Ele não estava falando tudo aquilo. E eu pensando que iríamos sair separados daqui! Como eu sou uma anta! Continuo olhando para ele apaixonadamente e ele apenas continuava, não esperando que eu falasse algo, ainda mais porque eu tinha certeza de que ele sabia que eu não iria conseguir falar alguma coisa com aquela declaração. Em resposta, meus olhos apenas foram ficando úmidos e meus lábios estremeceram.
- Sabe que eu sou falador e que o fato de eu ser músico piora a situação. Mas você sabe que tudo o que eu faço, eu faço pensando em você, tirando algumas coisas que não tem cabimento, mas você pode ter certeza de que independente de onde eu esteja, com quem eu esteja ou quando, você sempre está nos meus pensamentos, porque eu te amo. E eu já não me vejo mais sem você, sem suas piadas sem graça, sem seus apelidos carinhosos, sem o seu sorriso, sem os seus beijos e abraços. Eu quero ser aquele que vai te fazer sorrir de alegria, chorar de emoção, gritar de animação e pular de loucura. Eu quero ser aquele que você vai falar para todos com orgulho que é seu e só seu. Eu quero ser aquele que você vai ter de agüentar pro resto da sua vida, não importa quanto tempo seja. Eu quero ser aquele que vai te fazer ter os melhores anos de sua vida e a melhor família que você já desejou ter. Quero ser aquele que será a última pessoa a ver no dia e a primeira do dia seguinte. Quero ser aquele que você vai querer estar para sempre do lado. Quero fazer sua vida valer a pena.
Certo. Se eu contasse para todo mundo que Danny Jones quem falara aquilo para mim, ninguém acreditaria. Tudo bem que ele é ótimo com música, mas parece que ele não planejara nem treinara todo esse discurso maravilhoso.
- Eu não sei viver sem ter você. Não sei como seria se você não estivesse aqui. Não sei mais fazer show sem ter você me assistindo, não sei mais compor sem ter você me corringindo, não sei mais sorrir sem você fazendo as gracinhas, não sei mais contar piadas se você não estiver mais do meu lado para rir delas, não sei mais amar outra pessoa que não seja você.
E então ele se levantou e veio até o meu lado, ajoelhando em cima de um joelho e pegando em minhas mãos
- Me deixa ser seu pra sempre. Me deixa ter você pra sempre. Me deixa ter certeza que esse sonho que eu estou vivendo com você nunca mais vai acabar. - eu o vejo tirar uma caixinha de veludo preto do bolso. Não... SIM!! Coloco as mãos na boca e murmuro um "Ai meu Deus", ele aumenta o sorriso : - aceita se casar comigo?
Dou um grito e pulo em cima dele, o abraçando e falando emocionada:
- Aceito, aceito, aceito, aceito! - distribuía beijos no rosto dele, que ria com minha reação. Danny Jones me pedira em casamento! E da maneira mais linda e perfeita que eu jamais imaginei um dia passar. Finalmente, tudo estava dando certo. Tudo era para dar certo, afinal, eu sempre soube que ele era o amor da minha vida.

- Eu vou matar um rato, vou esmagar um rato, vou fazer picadinho de rato... - passava por mim dois meses depois, ela e ficaram de arrumar meu casamento, porque eu e Danny meio que entramos numa discussão para vermos qual era a melhor empresa para organizar esse tipo de evento. Eu nunca fui muito de pensar nisso, ou de querer algo perfeito, mas era com o Danny. E com Danny tudo tem de ser perfeito. O grande problema era que Danny pensava da mesma maneira que eu nesse requisito e ele queria que queria fazer parte de todas as decisões do casamento. Para não querer dar mais problemas para as duas, eu só deixei claro a cor que eu queria a decoração. Verde. Pode parecer meio bizarro, mas com a decoração em verde, vai me fazer relembrar meu primeiro encontro com Danny no parque. Sim, simbólico para mim. Aposto que ele nem se tocou disso. Ele é Jones demais para isso. - Eu juro, . Mais uma vez que o Danny interferir à mim e à na escolha do meu vestido para falar da merda da cortina que não deu certo, você vai ficar viúva antes mesmo de se casar.
- Vou ter uma conversa com ele. - era incrível como a idéia de me ver casando acalmara meus nervos. Fazia tempo que eu não gritava com ninguém, nem ao menos ficava nervosa, o que fazia Dougie abusar um pouco de minha vontade. Okay, estou sendo muito discreta ao falar do "um pouco". Ele já estava passando dos limites.
- E aí, . Pronta pra engordar? - olho para trás e o vejo encostado no batente com uma cara divertida. Mando um olhar mortal a ele, que dá uma risada. - Oras, não é o que todos falam? É só você se casar, que começa a engordar?
- Dougie, não abusa da minha boa vontade, muito menos da sua sorte. - murmuro, ainda empacotando minhas coisas no quarto. falou que era para eu deixar meio que tudo pronto, porque uma coisa que elas não iriam fazer, era ficar arrumando minhas coisas e do Danny, então ao menos isso eu teria de fazer...
- Só estou fazendo um comentário, . Eu estava lendo uma revista lá no consultório ontem e li que 87% dos casais tem tendência a engordar, afinal, eles não precisam mais conquistar o outro.
- Dougie, sabe. Você está conseguindo um milagre comigo, seu nanico desprovido de sensibilidade.
Ouço ele dar uma risada até eu enfurecer e dar um berro do tamanho do mundo:
- .toUpperCase(NATASHIA))! TIRA ESSE NANICO DE PERTO DE MIM! EU NÃ-- e então ele tampa minha boca numa mistura de nervosismo e sensura.
- Cala a boca, ! Você não está tendo a noção do perigo não! Eu não sei quem anda pior, a , ou o Danny. - ele parecia bem medroso com esse fato. Eu lambo a mão dele, e então ele tira ela de minha boca, me deixando dar uma risada e falar:
- Então vê se não me provoca, seu medroso. - e volto a arrumar minhas coisas.
- Olha só quem fala. Tem de ficar correndo atrás das pessoas para se safar. Nhénhénhé. - ele faz uma dancinha ridícula, saindo do quarto. Minutos depois entra, com uma cara de zumbi.
- Cadê o Dougie? - ela parecia estar com o nariz entupido, pois a voz dela estava mega engraçada. Olho surpresa para ela.
- Que Dougie?
- ! - ela bate as mãos nas pernas e funga o nariz impaciente. - A be falou que você tava gritando algo sobre dãnico.
- A tá louca, eu heim. E que cê tem? Pegou uma gripe é?
- Seu doivo, idiota. Ontem eu fiquei o dia inteiro fora adé conseguir as 500 cadeiras que ele queria. E eu dava a bé.
- Ele te deixou a pé? - e então ouço um espirro dela e automaticamente ela assoa o nariz com um lenço de papel e joga numa sacola de supermercado que eu via que ela preso na cintura dela. - Vou ter uma conversa com ele. Acho melhor você ir tomar um remédio, um banho quente e ir dormir.
- Bah, dagui a bogo. - e balança outro lenço no ar, me dando as costas e saindo do quarto. Balanço a cabeça, o que essas meninas não faziam para um casamento. Até parecia que elas quem iriam casar! Semana passada mesmo a teve de engessar o tornozelo porque ela caiu enquanto atravessava o semáforo com o vestido de formatura dela, mais os meus cartõezinhos que iria na lembrança do casamento. O Harry quase teve um treco e ela um filho, porque a formatura dela será daqui a uma semana e o médico falou que com sorte, ele tira dois dias antes da festa.

Com sorte tudo deu certo até a formatura da . Danny finalmente teve o que queria e conseguiu a atenção inteira das duas para ele, sem a ficar mandando ele calar a boca para falar do vestido dela. parecia mais tranquila, isso só até Danny decidir que seria ela a pessoa a ajudar ele na mobiliação e decoração da nossa casa. No dia que ele contou, ela tinha acabado de chegar sozinha e enxarcada por causa da chuva com as amostras de guardanapos que Danny mandara trocar pela sétima vez. Foi ele falar para ela todo animado, nem sequer perguntando se ela estava bem, que ela simplesmente andou séria até o sofá, jogou as coisas de qualquer jeito no chão e começou a chorar, fazendo todos nós corrermos para ela, principalmente Dougie, que olhava master feio para o Danny, que a olhava numa mistura de surpresa e confusão.
- Por que ela está chorando? - ele pergunta inocente e eu paro ao lado dele, balançando a cabeça e dando tapinhas no ombro dele:
- É de emoção, amor, emoção.
Ele balança a cabeça concordando e então sorri para mim, me dando um selinho e abraçando:
- Você vai adorar nossa casa nova.
- Tenho certeza disso. - devolvo o sorriso dele e então vou até a , tentar ajudar ela a pegar as amostras que a havia deixado cair no chão. Quero dizer, que a jogou propositalmente no chão.

- Como ela tá? - perguntamos para o médico, uma semana e meia depois. Ele saía do quarto de , que não conseguia nem ao menos se levantar para ir até o médico. estava louca fora de casa com Danny, porque ele queria adicionar uma palavra a mais no cartão da lembrança do nosso casamento. Um CD do McFly feito especialmente para o nosso casamento, onde ninguém à não ser os convidados teriam. E sabem o que é melhor? As músicas eram todas sobre mim e Danny. Ahá. Morram posers invejosas! Elas estão pagando por ter me vaiado quando estava em Manchester num show dos meninos.
- Péssima. - ele responde sentido. - Essa gripe parece estar nela a mais de um mês. Ela anda se cuidando ultimamente?
- Não. - murmuro culpada.
- Então eu acho melhor começar urgentemente. Dei uma vacina nela com anti-corpos, e preciso que comprem esses remédios e dêem à ela na medida certa e nos horários estipulados, sem falta e sem enrolação.
- Caramba! - eu falo espantada ao ver a lista de remédios que estava escrito naquele pedaço de papel.
- Exato. Parece que ela teve um início de pneumonia. Nada grave, só um cuidado excessivo, descanso e tomar os remédios na hora e dose certa e não terão problema algum. Se ela conseguir levantar daqui a uma semana e meia, peço que venha ao meu consultório para eu ver se está progredindo. Se não estiver bem, me ligue e eu venho aqui.
- Obrigado, doutor. - Dougie fala desanimado, pegando as chaves de seu carro e um casaco.
- Boa noite. - o homem diz e eu o acompanho até a porta, onde Danny e entravam quase que gritando um com o outro.
- Mas eu quero quatro!
- Mas eles só oferecem 3!
- Peça mais um!
- Eles não têm mais um!
- Mandem comprar, oras. Eu estou pagando o olho da cara para eles não fazerem merda nenhuma do que eu quero?
- Epa, epa, epa! - eu entro no meio dos dois, os fazendo virar a cara um para o outro e bufando. - Que tá rolando?
- Ele quer quatro amplificadores para o salão da festa, mas a empresa do salão só tem disponíveis três! - fala como se fosse um absurdo o pedido do Danny.
- Acontece que aquele salão é pequeno demais para três amplificadores! - Danny retruca e antes de responder com uma resposta pior que a dele, eu os corto nervosa.
- Vocês querem parar de discutir? Mas que saco! Você, - e aponto para o Danny - se conforme com isso! Os caras não tem mais um amplificador, se eles tivessem colocariam para nós. E você, - aponto para - pára de fazer tempestade em copo d'água com tudo o que ele fala. - e aponto para o Danny. Ela me olha ofendida.
- Isso é o que eu recebo por ajudar você. - ela fala indignada.
- Não precisa me ajudar, se espera receber algo melhor de mim. - eu falo nervosa. - A tá lá em cima com início de pneumonia porque vocês dois jogam tudo nas costas dela e ainda ficam discutindo aqui enquanto podiam estar lá com ela, pedindo perdão. Mas nããão, discutir é mais divertido. Se a não melhorar, EU NÃO CASO!
Foram as três palavras finais que fizeram os dois saírem correndo para o andar de cima. Os dois ficaram até a hora que Dougie expulsou-os do quarto porque ele queria dormir.

Five.

Depois de mais um menos um mês de preparação, finalmente estávamos na semana do meu casamento. Preciso dizer que estava sendo um inferno? havia melhorado, mas estava tomando alguns remédios ainda, Dougie sempre na cola dela a fazendo tomar todos como o médico havia mandado, e Danny estavam insuportáveis, sempre discutindo um com o outro. A nossa sorte é que nossas famílias só chegariam daqui a uns três, quatro dias.
Estávamos sentados na sala, eu, Dougie, Harry e Tom arrumando lembrancinha por lembrancinha. estava programando a minha despedida de solteiro e estava com Danny na minha casa, decorando e tudo mais. Os preparativos do casamento estavam todos prontos, só faltava chegar o dia. desce as escadas em sorrisos, sentando ao lado do Harry e dando um selinho nele. Nós quatro nos entreolhamos e a olhamos desconfiados:
- Essa despedida vai ser demais! - ela fala animada.
- Você faz isso de propósito por causa do Danny, né? - Harry fala olhando para a lembrança que ele autografava.
- Claro. Se ele não fosse tão chato, eu não chamaria os streapers. - e então pisca para mim rindo safadamente, enquanto Harry a olhava pasmo, Tom boquiaberto e Dougie se segurava para não rir.
- Você vai se encrencar com ele. - murmuro normal e ela apenas dá uma risada e levanta os ombros..
- Não se vocês não dedarem.
Tom abre a boca indignado e aponta para , a culpando:
- Nos fez de cúmplices!
manda uma piscadela e dá risada, Harry, então a pega e a coloca no colo dele:
- Anda abusada demais, mocinha.
Damos risadas e então ouvimos a porta se abrir e uma com olheiras aparecer na porta, com um Danny atrás dela falando sem parar:
- ...e se nós colocarmos aquela cortina amanhã, poderemos finalmente ficar naquela cozinha decentemente para terminar de desempacotar os copos e os pratos que faltam. Você já ligou para a empresa que vai trazer a cristaleira? Nós andamos ganhando muitos copos de cristal e não acho que a queira trocar alguns deles, e a nossa cama? Vai ter de subir pela janela, porque eu quero aquela king nem que seja a última coisa que eu queira na...
E então eu morri de dó dela. Ela estava quase chorando, com Danny no ouvido dela.
- Danny, caralho, cala a boca! - Dougie fala nervoso. - Chega dessa merda. A está fora, te vira para terminar de arrumar sua casa dos sonhos, ela não te ajuda mais. - ele se levanta rapidamente e vai até a namorada, que nem sequer reclama, olho para Danny feio, que olha surpreso para Dougie.
- Como é que é?
- Olha só o estado que você deixa a menina! Cê acha que ela foi feita pra te servir? Pois não foi! Eu não quero mais saber. A tá fora. - e puxou ela para as escadas, a levando para o quarto deles. Danny olha boquiaberto para os dois subindo e então olha para nós.
- O que deu nele? Isso é sério?
- É claro que sério, seu energúmeno desprovido de neurônios! - eu falo nervosa. - Você já fez a tirar as mãos delas da preparação do nosso casamento e agora você faz a ficar parecendo um zumbi?! O que cê tem na cabeça?
Danny parecia assustado com o que eu falei e então olhou para as escadas, onde Dougie e haviam subido.
- Seu macaco, acho melhor você ir lá falar com eles. - fala séria e Danny engole seco. Preciso dizer que a cara de sofrimento que ele fez naquela hora, cortou meu coração. Mas eu não podia deixar ele folgar daquele jeito.
- VAI! - eu grito e vejo ele subir correndo as escadas. Suspiro e sento no sofá cansada. - Ele tá me fazendo perder a paciência.
- Relaxa, . - Tom fala em tom otimista, olho para ele mais calma. - Isso só é o começo, você só vai ter que aguentar isso pelo resto da sua vida.
Fico boquiaberta e vejo Harry começar a rir sem parar e me olhou com uma cara de pena e riso.
- Vai à merda, Fletcher. Se eu discutir com o Danny, é pra sua casa que ele vai.
- O escambau! - ele fala rindo. - O cara vai ficar sem teto, porque na minha casa ele não entra não.
- Belo amigo esse Jones foi me arranjar! - comenta rindo da minha cara ainda.
- Ha-ha, vocês se acham muito engraçadinhos, né?
- Bom. Eles riram do meu comentário. - Tom levantou os ombros e eu não pude não jogar uma tampa da caixa que estávamos guardando as lembranças nele.

Quando eu fui dormir Danny ainda não tinha chêgo. Tomei meu banho e troquei de roupa e adivinhem? Danny ainda não estava lá. Estranhei o fato de parecer que passaram-se horas desde que ele subiu para pedir desculpas e então resolvi passar no quarto de Dougie e .
Toc Toc.
Demora um tempo até um Dougie sério abrir a porta.
- Eu tô louco para que vocês se casem logo e ele saia do mesmo teto que o meu. - ele fala antes de abrir a porta para me deixar entrar. Ao fazer, vejo Danny sentado na cama ao lado de com um caderno em mãos e falando sem parar ao lado dela, que estava quase dormindo de tanto sono.
- Danny, o que cê tá fazendo?
- Só revisando o que falta fazer, já vou pro quarto, amor. - ele fala como se eu não estivesse mais lá e continua falando no ouvido da .
- Danny, amanhã eu não vou poder fazer nada, já disse. Tenho vários pedidos pendentes ainda. Vou gastar meu dia inteiro customizando as roupas. - fala cansada, me aproximo mais e vejo Danny ficar de joelhos no lado dela.
- Ele não pediu desculpas? - sussurrei para Dougie, que suspira.
- Ele consegue ser melhor que eu na cara de cachorro-sem-dono e a é a pessoa mais fácil de se enganar com esse tipo de comportamento.
Bato a mão na testa.
- Eu sei, eu sei. Mas o cara foi bom mesmo. Até eu caí.
Olho surpresa para Dougie e ele levanta os ombros:
- Só tira ele daqui pra gente dormir.
- Danny. - falo séria e Danny me olha.
- Já vou, amor.
- Agora.
Ele pára e me olha sério.
- Não estou pedindo. - falo nervosa.
- Tá bem... Dougie, será que amanhã eu poderia faltar na entrevista que a banda tem com o ToTP? Porque eu--
- Tá, tá, Jones. Faz o que quiser, mas me deixa ir dormir. - vejo Dougie cortanto Danny legal, que nem se importou da impaciência do amigo e saiu do quarto comigo atrás.
- Danny, precisamos conversar. - falo depois de ter fechado a porta do quarto. Ele me olha curioso, se despindo e indo pegar o pijama na mala dele, afinal, o louco já havia levado praticamente tudo nosso para o nosso novo apartamento.
- Pode falar.
- Você está passando dos limites. Quer dizer, já passou ele até demais.
- O que quer dizer?
- Você está deixando todo mundo louco! - falo um pouco mais alto, mas me controlo, suspirando: - Tudo bem que você quer deixar nosso casamento perfeito, mas você não vê que tá deixando o pessoal maluco? Você tá botando todo mundo pra trabalhar, eles têm uma vida, sabe?
Então ele fica calado e apenas senta na cama boquiaberto.
- Pensei que eles quisessem ajudar..
- Eles querem, acontece que você está abusando da boa vontade deles. Você está se empolgando demais. Eles têm de trabalhar, e você também. É para isso que contratamos buffets e organizadores, para você não ter de ficar correndo atrás de tudo.
- Mas eles não fazem um bom trabalho.
- Então que procurasse outro! - bato as mãos nas pernas. - Danny, tudo bem. Se você quer cuidar de tudo, não tem problema. Mas não dá pra gente ficar tendo que fazer a quebrar a perna pouco antes da formatura, fazer a pegar pneumonia, fazer o Tom deixar de ir no aniversário da sogra pra ter de ficar fazendo lembrancinhas, fazer o Harry não ir no jogo com os amigos e fazer o Dougie ficar louco de raiva de você!
Ele abre a boca.
- Eu não fiz tudo isso.
- Acredite, fez.
Então ele se endireita e olha pra frente.
- Eles nunca me falaram que não quer--
- Eles são seus amigos, Danny, acha mesmo que iam falar para o noivo do casamento e melhor amigo que eles não querem ajudar?
Danny então pareceu se tocar do que tava rolando.
- Não tô falando pra você parar de arrumar tudo. Só tô pedindo pra maneirar com eles.
Ele concorda com a cabeça.
- Vou melhorar.
Sorrio e vou até ele, o abraçando.
- Obrigada.
Então ele sorri.

- A BAIANA QUE TU VAI FAZER UMA DESPEDIDA DE SOLTEIRO PRA .toUpperCase(MARIANA))! - Danny gritava com um dia antes dos nossos pais chegarem. sem querer falou sobre a despedida e para o azar dela, Danny estava do lado.
- Vou fazer sim senhor! - ela fala sorrindo.
- SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER! - ele grita.
- Pára de berrar, Jones. Ninguém é surdo. - Harry fala com uma careta.
- Pode ir tirando o cavalinho da chuva, . Minha noiva não vai ficar vendo outro homem à não ser eu pelado.
Todos os amigos dele murmuraram um "uuhhhh", o que não adiantou muito, porque dois dias depois estávamos lá, nós mulheres, aproveitando a minha despedida de solteiro sem Danny Jones no ouvido da gritando que ela é uma traidora e que se eu chifrar ele com um cara puro músculo, é ela quem vai pagar.
Foi até que divertido, não traí o Jones, com a boca claro, porque apesar de tudo, eu não sou cega e enxergo direitinho todos aqueles corpos másculos. E que tipo de uniforme era aquele? Sinceramente, eles não sabiam que estavam com praticamente toda a bunda de fora?
- É proposital, . - me fala ao ouvir meu comentário.
- Eu não quero ver bundas. - murmuro indignada. - Vejo a minha todo dia.
E então ouço o grito da :
- A .toUpperCase(MARIANA)) NÃO QUER VER BUNDAS, MINHA GENTE!
E gritos da mulherada. Foi o fim. Os caras simplesmente começaram a dançar em minha volta numa dancinha que eles achavam ser sexy e tiraram aquela tanguinha minúscula que mal escondia o amigo de baixo deles. E então eu tentei pensar em Danny o máximo que eu pude, mas não foi fácil. Depois disso eu definitivamente tenho certeza de que Danny é o cara que eu mais amo na vida a ponto de não enfraquecer ao ver todos esses stripers lindos e maravilhosos e-- ui, aquele loiro tá pra mim.
- , me salva antes que eu tenha uma recaída. - murmuro para uma que estava calma rindo das mulheres, minhas amigas e da minha família que se divertiam com os peladões. Olho para e ela se divertia dançando com um cara muito hot. MUITO hot. Olho para e ela parecia a única calma o suficiente para fazer o que quiser com qualquer um, sem trair Dougie. - Pode me falar, você trabalha com esse tipo de homens, não é? Não é possível, você não tá nem um pouco afim de cair em cima deles?
- Dougie é melhor.
Bato a mão na testa e torno um copinho de tequila.
- Amiga, Dougie pode ser rico, loiro e famoso. Mas pode ter certeza de que melhor que isso ele não é não! - e eu mostro um homem que tinha o sorriso mais branco e perfeito que já havia visto na vida.
- Dougie me ama, e isso faz dele o melhor.
- Caaaaara, porque não é você a noiva aqui? - chega rindo do comentário da e eu concordo com ela, batendo as mãos.
faz uma careta. Ela não estava muito afim de casar no momento. Nem , eu era a única retardada que falava que não queria casar e agora estou na véspera do meu casamento. Os tempos mudam. Danny Jones fazem milagres, se toparem com um deles por aí, primeiro tenham certeza de que não é meu marido, se não for tomem cuidado. Eles são irresistíveis demais para você achar que pode com eles.
Apesar de tudo, eu e as meninas nos divertimos à beça. Ver minha mãe e minha avó dançando com os stripers foi a cena mais bizarra que já vi na vida. E até que a mãe do Danny se dá bem com eles. Ela dança melhor que os caras, pelo menos.

No dia seguinte foi o nervosismo total. Não da minha parte, eu estava tranquila, mas estava um inferno.
- ! O que é que você está fazendo ainda nessa cama? Você tem de ir tomar o café-da-manhã com sua família, anda!
- Ahh , vê se me erra! - eu olho no relógio. 9 da manhã. - Você vem me acordar às 9 da manhã pra eu tomar um café-da-manhã com a minha família? O meu casamento é às 04:04 da tarde e você me acorda AGORA? Vai pro inferno.
- Você está fazendo do meu dia um, então vê se levanta logo dessa cama se não quiser nadar na piscina!
Murmuro um palavrão e me cubro com o lençol, voltando a dormir e a única coisa que senti em seguida, foi água gelada.
- !!!! - berro com toda a minha força para uma que estava parada na borda da piscina com um olhar assassino.
- Eu disse que ia nadar se não acordasse. Agora vai tomar um banho e ir para o café-da-manhã. - e se virou voltando pra dentro de casa.
Maldito Danny que teimou em ter piscina em casa. Os amigos da simplesmente me logaram na piscina com o colchão da cama e tudo! Saio nervosa com o pijama todo encharcado e vou para o quarto, onde tomei um banho e desci para o café-da-manhã idiota com a família.
Então em seguida empurrou todas as mulheres para um salão de beleza que ela havia fechado para nós. chegou era mais ou menos 1:30 da tarde correndo e com o vestido dela em mãos. Não preciso dizer o quanto brigou com ela por causa disso, não é? A menina estava com o fogo todo hoje. Parece que a noite de ontem acendeu a chama dela.
- ... e você tem apenas duas horas e meia para se arrumar, então pode indo para o segundo andar tomar um banho rápido e ir fazer sua maquiagem! - já estava com os bóbis no cabelo e a maquiagem ela estava a caminho quando chegou.
Vejo passar por mim sorrindo:
- A tá um saco. - falo emburrada enquanto a mulher preparava meu cabelo. - Parece até que é ela quem vai casar.
E então faz a primeira careta do dia:
- Me lembre de não estar no mesmo salão que ela no dia do casório dela.
Damos risada e grita um "" tão forte que quase que meu maquiador borra a minha maquiagem. dá um pulo e me manda um beijo, saindo correndo para o chuveiro.

4:20. Estávamos todas prontas, meu vestido maravilhoso criado especialmente pra mim pelo meu querido amigo estilista. Entramos na limosine que havíamos alugado e meu pai acompanhava eu e minhas madrinhas. não parava de falar num walkie talkie com a organizadora do evento que estava na igreja e eu olhava para fora da janela. Meu estômago estava começando a sacar que era o dia do meu casamento e meus nervos estavam começando a entender de que eu estava indo para a igreja.
- Nervosa? - ouço minha cunhada me perguntar sorrindo. Abro um pequeno sorriso e balanço a cabeça:
- Começando a ficar.
- Finalmente! Nunca vi noiva não ficar nervosa no dia do próprio casamento! - fala ao ouvir minha resposta. Reviro os olhos e volto a olhar para fora da janela, imaginando como estaria meu Danny.

Estava perfeito. Assim como toda a cerimônia. Eu nunca pensei que Danny pudesse ficar tão lindo vestido de noivo. Não que eu nunca tivesse imaginado, mas bem. Danny Jones e casamento nunca foram uma combinação que alguém achasse que um dia pudesse dar certo e olha isso, eu sou a pessoa com quem ele está casando. Pinch me i must be dreaming.
Tivemos uma festa de casamento mais legal ainda e Danny ficava se exibindo para todos, dizendo que fora ele quem organizara tudo. É claro que a única pessoa que não o elogiou foi a , porque bom. Os dois nunca iriam deixar o orgulho de lado para fazer o outro ser feliz. Todos falamos besteiras na hora das nossas notas.
Lua-de-mel? Morram de inveja, fui para Dubai. É simplesmente o lugar mais perfeito do mundo. Agora eu sei porque Brangelina comprou uma ilha lá. Pedi para Danny uma também, mas ele apenas riu e deu dois tapinhas em minha cabeça. Eu vou fingir que não senti ironia na ação dele.

Six.

- Ô mãe! Olha o Jimmy me enxendo o saco! Eu não consigo colocar minha camiseta! - ouço a voz do Mike pela trilhonésima vez. Suspiro e então grito:
- Danny!! Fala pro Jimmy ficar sossegado aí no sofá com você, por favor? Ele não deixa o Mike terminar de se arrumar e eu ainda tenho de ver a Chloe!
Ouço Danny gritando alguma coisa para Jimmy que sai correndo até a sala. Era impressionante como esses dois se davam bem. Danny mal parecia pai do garoto. Olho para minha filhinha à minha frente, brincando e sorrindo com uma bonequinha. 17 anos se passaram e parece que a vida só melhorou. Eu e Danny ainda estamos casados, só Deus sabe por quê. E tivemos três filhos maravilhosos. James, o mais velho, não sei quem ele puxou, mas o garoto consegue ser mais alto que Dougie. Não que isso fosse um milagre acontecer, mas ele só tinha 17 anos. 17 anos e 1,86 de altura, não é uma coisa normal. Danny diz ter puxado à ele, só se for na monguisse, não é porque sou mãe que não vou deixar de ver os defeitos dos meus filhos. James simplesmente é tão lerdo quanto o pai. E sabe o que é que comprova isso? Ambos ficam orgulhosos quando eu falo isso. O nome dele Bourne ajudou a escolher. Que ironia, não? Ele puxou um pouco de mim. É teimoso, como eu. E adora provocar o Mike, meu segundo filho. Ele tem 13 anos e tá naquela idade. Danny diz que ele puxou minha estatura, porque é baixinho. Mas de baixinho ele não tem nada. Danny que tem mania de comparar todos com Jimmy. Mike é ciumento e agitado. Ele tem um problema de hiperatividade, o que sempre dificultou muito a minha vida, principalmente na escola. Ele nunca fora um aluno exemplar e bom, ele é um garoto difícil de se lidar. Apesar de todo esse fogo, ele é um menino muito carinhoso, principalmente comigo e com a madrinha dele, que é a . Ele puxou Danny nas loucuras, os dois adoram fazer arte. E tem sardas também. O típico garoto pentelho. E então temos a menininha da casa, que salvou a vida da mamãe em ficar no meio de tanto homem. Chloe. Danny tem uma paixão por ela. Nunca vi pai mais coruja. Ela tem os olhos bem arregalados, principalmente quando o pai está junto. Todo mundo diz ser a cara do pai, o que deixou Danny mais convencido ainda de que ele é a garotinha do papai. Chloe dificilmente fala, chora e baba. Minha filha é um exemplo de bebê. Só sabe rir, bater palmas e falar papai. Por incrível que pareça, foi a primeira palavra dela, o que me deixou literalmente puta e Danny mais apaixonado.
Estavam todos casados e com filhos. Cada pai com ciúmes de sua filha, eu nunca vi coisa igual. Quando junta os quatro, é uma competição para ver que menina é a melhor, quem vai dar mais trabalho, quem é o melhor pai. Na frente deles, nós, mães, não precisamos fazer nada, porque eles querem fazer tudo, trocar fralda, dar mamadeira, brincar, tudo. É uma beleza. Nós só ficamos sentadas conversando, enquanto eles fazem o trabalho duro. Maridos servem para isso, afinal. Fazer filhos, cuidar deles depois e mimar as mulheres. Amém.
Terminei de arrumar minha filha, aproveitei e tirei uma foto dela. Chloe tinha praticamente 500 álbuns de fotos que eu tirava dela. Minha filha era minha melhor modelo fotográfica. Eu ainda trabalhava na minha profissão, mas agora era sempre contratada por agências de modelo e revistas, principalmente a da . E sempre me indicava para os artistas que queriam fazer uma nova capa de cd. Já tinha uma fama de ter feito várias capas maravilhosas de bandas mega-famosas. Principalmente o McFly.
Meu telefone toca e eu deixo minha máquina de lado, dando outro brinquedinho para Chloe e atendendo:
- na escuta.
- Já saiu de casa? - ouço a foz autoritária de sempre da .
- Ainda não.
- Pois vai saindo, porque eu estou chegando na casa da , já.
- Ah, tá bem. Beijo.
E então eu coloco o telefone na base e dou outro berro:
- Carrega o carro, Danny! A já me ligou falando que já tá chegando na casa da !
Termino de arrumar a mochila da Chloe e vou para o andar de baixo, onde Mike e Jimmy ajudavam Danny com as coisas:
- Papai! - Chloe fala em seu tom mais alto, o que não chegou a ser tão alto, mas foi o suficiente para Danny olhar para ela e mudar o olhar divertido para hm... Sabe o gatinho do Shrek? Ahá, sei que sabe, pois então. Os olhos dele brilharam.
Coloco ela no chão e a deixo ir "correndo" desengonçadamente até Danny, que a pega no colo e a abraçando:
- Ahh, princesinha, vamos na casa do tio Dãgui? - ele tinha uma mania de falar a língua da Chloe, ela só chama o Dougie de Dãg, ele nem se importava mais, já que Aspen o chamava da mesma maneira.
Ela dá um sorrisinho tímido e concorda com a cabeça. Tranco a porta de casa e Danny pega a mochila que eu carregava.
- Brigada, amor. - sorrio para ele e então olho para Mike: - Mike, espera a Chloe entrar primeiro, por favor.
Fui direto para o meu lugar no carro e sentei, colocando o cinto, já que Danny sempre fazia questão de colocar Chloe no cadeirão dela desde que aprendeu à uns três meses atrás.
- Mãe? - ouço Jimmy me chamar inseguro.
- Hm? - terminava de verificar se estava tudo certo na minha bolsa.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Claro, filho.
E então ele fica quieto. Exita um pouco antes de começar a falar, então diz tudo de uma vez:
- Como é que a gente pode saber se tá afim de uma pessoa?
Levanto a cabeça. Ai meu Deus, meu filhinho tá apaixonado? Olho para trás.
- Se você não consegue tirar essa pessoa da cabeça, se acha que tudo o que ela faz é legal, se fica com ciúmes, mesmo que a pessoa seja um amigo seu, talvez você esteja interessado na pessoa.
Ele então balança a cabeça confirmando.
- Por que a pergunta?
E então eu vejo meu filhinho corar. Own, e eu pensando que só minha mãe dava esses ataques, agora eu entendo porque ela não deixava as namoradas dele aparecer em casa. Filho é coisa preciosa.
- Tem uma garota na minha escola--
- Mike, caramba, deixa eu colocar sua irmã na cadeira dela! - ouvimos Danny abrindo a porta do carro e então Jimmy se cala. Dou um sorriso:
- Depois conversamos. - e vejo o sorriso sem graça dele. - Vamos, Danny, a já vai te encher porque chegamos depois dela!
- Ah, fala isso pro seu filho do meio que não larga da minha perna.
- Mike, na casa do seu padrinho você acaba com seu pai, agora deixa ele, porque precisamos chegar lá ainda hoje.
Minha voz é como a voz de Deus. Eu mando, eles fazem.

- Aspen aprendeu a falar papai. - Dougie falou animado na roda de pais corujas com suas filhotinhas.
Nós mães, olhamos para que revira os olhos:
- Acreditam que ele ligou para o mundo inteiro para falar isso?
Damos risadas e balanço a cabeça:
- Pelo menos ele não ficou se exibindo pra cima de você por três meses só porque foi a primeira palavra dela.
- Ele estava meio deprê porque Aspen só queria saber de música e ficar dançando com o barulho da máquina de lavar. - diz rindo e nós olhamos para ela boquiaberta. - Eu sei, típica filha do Dougie.
- Definitivamente. - concordamos com ela.
- Jimmy veio falar comigo hoje. Sobre garotas. - falo mais baixo para Danny não ouvir. As vejo arregalar os olhos.
- Tá brincando? - Giovanna pergunta boquiaberta.
- Tá falando sério? - se aproxima mais.
- Seríssimo. Veio perguntar como é que se sabe quando se está afim de uma pessoa.
- Meu Deus. Não acredito que ele já chegou nessa fase. - coloca as mãos na boca.
- Nem eu! Não vi o tempo passar! Agora eu me desesperei, porque meu filhinho vai trocar a mamãe por uma namorada loira e peituda!
- , seu filho não é Danny. - falou séria e eu dou um tapa nela.
- Meu filho é filho do Danny.
- Não tem como não reparar nisso. O muleque é mais lerdo que o pai.
- , você tem certeza de que gosta do James? - olho para ela rindo, que ri.
- É por eu amá-lo tanto que falo isso dele.
- Imagine se não amasse. - murmura.
- MÃE! CHEGAMOS! - Sean grita. Então ouvimos uns barulhos e grita logo em seguida.
- SE EU VER ALGUÉM DE SKATE DENTRO DA MINHA CASA, VAI DESCOBRIR O SIGNIFICADO DA PALAVRA INFERNO!
E então os barulhos cessaram.
- Wow. Gostei dessa. Vou usar da próxima vez. - falo mandando um joinha para , que pisca.
- Vi isso num filme e adquiri o hábito. Sean nunca mais andou de skate ou patins aqui dentro. Até Dougie toma cuidado com os sapatos que ele usa.
- Mas que maravilha! Será que funciona com pés sujos da neve ou de lama? - pergunta pensativa. Olhamos para ela surpresas: - O quê? Vocês acham que Jackie é toda linda e delicada como a mãe? Humpf. Aquela lá puxou tudo do pai. Até me dá nos nervos. Os dois sempre estão juntos montando complôs contra mim.
Damos risadas.
- Acredita que Harry deixou ela ir no baile com um garoto se ela saísse comigo um dia inteiro para não me sentir mal?
- Não acredito. - falo indignada. - Danny faz a mesma coisa com Jimmy! O filho da mãe fala que se ele for no shopping comigo duas vezes por mês, ele aumenta 10 libras na mesada dele.
- Que chantagistas! - e Giovanna falam indignadas.
- Isso não acontece com vocês?
- Não, Tom mais chantageia elas para elas saírem com ele durante uma turnê do que para fazerem algo para mim. Eu e as meninas somos muito próximas e Tom tem ciúmes de ser o único homem da casa. Essa semana ele estava falando de querer um menino. - Giovanna balança a cabeça. Damos risada.
- Tsc tsc. Tom sempre foi carente. - balanço a cabeça.
- Sempre será. - Giovanna completa. Rimos. E então olhamos para que tomava um gole de sua Marguerita e fala o óbvio:
- Dougie é lerdo demais para chantagear Sean, que é esperto demais para ele.
começa a rir feito uma condenada e eu a sigo com Giovanna. balança os ombros conformada e toma mais um gole de sua bebida.
- Eu já me acostumei.
- Mãe! - Sean se aproxima correndo com Mike do lado dele. Tinham a mesma idade, apesar de Sean sempre sair com Jimmy e Jackie. Sean era literalmente inteligente, e a única coisa que puxou do pai, foi a aparência, diz que ele é o garoto mais sortudo do mundo por isso.
- Filho, não precisa gritar, eu estou do seu lado.
- Quando eu gritei, a senhora não estava do meu lado. - ele falou mais baixo agora no lado da . A vemos revirar os olhos:
- Não tente ser mais inteligente que a sua mãe. Já disse que só seu pai consegue pedir desculpas à você.
- Ele falou que esperança é a última que morre.
- E ele está certo. Acontece que com sua mãe essa história não tem cabimento. Sua mãe está sempre certa. - e então ela pisca para Sean, que fica boquiaberto.
- Droga, mãe. O papai disse que se eu conseguir fazer a senhora pedir desculpas para mim, eu ganho uma bike.
- Vá até seu pai e fale que ele é um perdedor. Se ele te chingar, diga que foi porque ele mandou você fazer algo que é impossível, se ele ficar sem entender, diga que só pessoas inteligentes entendem isso.
- E onde minha bike entra nisso?
- Em nenhum lugar, sua bike é com seu pai. - sorrio, a sempre consegue fazer o Sean se sentir inferior, e é por isso que ele é tão bom. O Jimmy já se acha inferior então ele não se esforça em ser o melhor e o Danny ainda ajuda com um "para quê ser melhor? Para não ter mais porque de melhorar?" ele é um jumento extra big.
- Tá bem, posso jogar video-game com o Mike?
- Tá liberado.
- Aê! Valeu, mãe!
Ela lhe manda um sorriso.
- Você é má. - falo balançando a cabeça e damos risadas.
- Sean é inteligente, o Dougie já não consegue ser com ele, se eu não for, o menino vai ser impossível!
- Tem razão. Harry se acha a última bolacha do pacote, é insuportável. E Jackie parece estar seguindo o caminho do pai.

- HORA DA FOTOOOOOO! - berro arrumando minha máquina. Nos juntamos todos no quintal dos Poynters, onde Dougie cismou que todos tinham de fazer montinho em cima de Tom, o que fazia as gêmeas chorarem chamando pelo pai e Danny dar um tapa na cabeça do Poynter, que ria com a cara amassada de Harry.
- Como é que nós chegamos aqui? - perguntou do meu lado, olho para ela e então para que estava do meu outro lado. Olhamos para todos se divertindo.
- Se eu te disser que fui eu o principal motivo, vocês falariam o quê?
- Que você está recebendo créditos demais. - comenta rindo e concorda.
- Mas não deixa de ser uma verdade. - eu levanto os ombros. - Acho que foi o amor. Afinal, eu não tenho culpa de ficar tão sexy tirando foto da natureza.
começa a rir e dá um tapa em mim enquanto revirava os olhos murmurando um "eu mereço".
- MÃE! Anda logo! - Mike fala pendurado no pescoço de Danny, que estava cm Chloe entre suas pernas.
- Tá bem! Essa é para o ano novo! - grito correndo enquanto e se colocavam no lado de seus maridos, que as agarravam rindo.
- UM, DOIS, TRÊS! - gritamos juntos.

CLICK! Thank You Love.

 

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