Blame It On The Rain

Escrito por Clara Fernandes - Siga a autora no Twitter
Beta-Reader: Francielle
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Capítulo 1

2:45 da manhã e eu não conseguia fechar os olhos. O sono pareceu ter ido dar uma volta e perdeu-se no meio do caminho.

Pensei em ligar para algum amigo, era sexta-feira e certamente ninguém dormiria tão cedo. Mas então, lembrei que eu acabará de chegar em uma cidade desconhecida havia somente dois dias e não conhecia ninguém. E que horas seriam no Brasil? Eu já havia me acostumado com o fuso horário da Inglaterra.
Depois que meu pai deixou eu e minha mãe para viver em outro estado com uma de suas amantes, minha mãe pediu transferência para o trabalho e viemos parar aqui... Na lendária e maravilhosa Inglaterra. De primeira, realmente pareceu um sonho, eu me lembro de como fiquei feliz quando soube da notícia, era meu lugar preferido no mundo. Era.
Quando a ?ficha caiu?, percebi que teria que me despedir de todos os meus amigos e até todas as boas que eu conhecia. Mas depois de algumas semanas, minha mãe me mostrou várias faculdades em que eu poderia estudar e o quão bonito era o lugar, e a casa em que ela estava pensando em comprar, em um dos melhores bairros de Londres. E, bom... Cá estou eu!

Depois de olhar novamente para o relógio na cômoda ao lado, vi que apenas alguns minutos tinham se passado. Olhei para a janela e o céu estava com um marrom engraçado, parecia brigadeiro.
Acho que o céu sempre é nublado por aqui, o que era bom, porque eu sempre fui fã do frio.
Em algumas horas, seria uma bela manhã de sábado e eu não tive a oportunidade de conhecer a cidade até... Agora. Como minha mãe teve que viajar no dia anterior, decidi passar o tempo com ela enquanto estava por aqui.
Era esse o trabalho dela. Viajar por aí com todas as despesas pagas, fotografando tudo para uma certa empresa. Trabalho dos sonhos, não? Eu pretendia seguir seus passos.
Passei a mão por baixo do travesseiro e peguei meu celular. Apertei uma tecla qualquer e olhei pro papel de parede admirando. Uma foto da minha banda predileta: One Direction.
Suspirei.
Eu estava em Londres, na mesma cidade que eles. Meus sonhos poderiam se realizar, só dessa vez.

Louis's POV

? Lou, já disse pra parar com isso. Vai casar com esse baseado, é? - Harry riu, puxando o cigarro de maconha que eu estava segurando. ? Minha vez! - ele disse.
Coloquei os pés em cima da mesa de centro e pisquei os olhos.
Não conseguia enxergar direito e comecei a escutar um zumbido no ouvido.
Sorri, relaxando o máximo que podia.

Ouvi três batidas na porta e olhei para Harry, que já fumava o segundo.
? Vai abrir essa porta, mate! - falei sem mexer qualquer outra parte do corpo.
Harry murmurou algo e levantou, abrindo a porta do quarto de hotel.
O show dessa noite foi um pouco longe de casa, Londres é um pouco grande, então os agentes e todos resolvemos que era melhor ficar em um hotel, amanhã - ou melhor, hoje - partiríamos pra casa.
? MERDA! - alguém gritou na direção da porta. ? O QUE EU FALEI PRA VOCÊS SOBRE FUMAREM ESSA PORCARIA EM HOTEL? VOCÊS NUNCA APRENDEM? - Não reconheci a voz, apenas vi uma sombra e Harry se encolhendo.
? Nós... Cara, pega leve. Não estamos fazendo nada demais, nem dá pra sentir o cheiro.
? NÃO? Eu estava sentindo o cheiro dessa merda no meu quarto. Vocês sabem que todos procuram descobrir qualquer erro de vocês pra meter o pau, não sabem? Eu realmente não estou sendo pago o suficiente pra ter que aguentar isso. ? passos e depois a porta batendo.
Harry voltou e estava vermelho.
Ele odiava quando gritavam com ele e ficava um pouco com vergonha quando pegavam um de nós fumando essas coisas.
? Harry, vai dormir. Você já devia ter se acostumado com essas broncas... ? falei.
Levantei do sofá e deitei na minha cama, Harry tirou os sapatos e deitou na outra.
Os sapatos.
Tinha esquecido de tirar os meus.
Olhei para o relógio da cômoda que marcavam 3:14 da manhã.
Acordaríamos em 2 horas. Merda!

's POV

Chuva.
Mesmo com os olhos fechados eu podia ver a chuva, por causa do barulho intenso que ela fazia.
Quando abri os olhos e olhei para a janela, percebi que parecia ser mais forte do que era, estava chovendo tão fraco que se não fosse o barulho dela batendo na janela, passaria despercebida.
Já deveria ser tarde, porque lembro de ter dormido quase de manhã. Obriguei o meu corpo a levantar, já que eu queria ficar naquela cama para sempre.
Calcei o meu par de pantufas e me estiquei, deixando que toda a preguiça fosse embora e segui para o banheiro.
O meu quarto era uma suíte, então isso facilitava as coisas.
Fiz toda a minha higiene pessoal e tomei um banho rápido, meu estômago começou a roncar e decidi que comeria alguma coisa na rua. No dia anterior, minha mãe comentou sobre o Hyde Park que não ficava muito longe de lá e era um espaço bacana, ainda mais pra mim que amava fotografar paisagens e afins.
Me enrolei na toalha e vasculhei alguma mala para pegar alguma roupa legal.
A maioria das minhas coisas ainda estavam encaixotadas ou dentro das milhões de malas que eu trouxe.
Ah, sem contar sobre os meus DVD's do Harry Potter. Fiscalizaram.
Minha coleção de DVD's do Harry Potter ficou para trás no aeroporto.
Acabei achando uma mala com todas as roupas que eu queria usar desde que cheguei aqui.
Acabei colocando essa roupa, afinal sabia que apesar da chuvinha, não faria tanto frio. Mas de qualquer jeito, eu gostava de sentir frio. Vai entender?!
Peguei minha câmera, meu celular embaixo do travesseiro e a carteira, jogando tudo dentro da bolsa e saindo de casa o mais rápido possível.
Havia um lado bom nisso: Eu estava em Londres!
Outro lado bom isso: Não parecia tão ruim.
Acho que acordei com o pé direito!

Capítulo 2

Louis's POV

Eu sentia minha cabeça latejar, e pra completar acordei com o Harry derrubando alguma coisa.
Garoto idiota!
Assim que fomos tomar café da manhã, fomos avisados que teríamos que sair direto e Paul compraria um lanche pra gente no caminho.
Isso fez com que Niall ficasse com um péssimo humor até Paul parar a van em um McDonald's e trazer nossos lanches.
? O lanche do Niall é sempre melhor, isso não é justo! ? Harry falou, de boca cheia.
? EU TENHO MAIS FOME AAAAAAAAAH. ? Niall respondeu, deixando cair alguma coisa mastigada e nojenta da boca dele.
Eu queria rir daquela cena ridícula, mas a dor de cabeça era mais forte.
A noite foi incrível, mas eu acho que já não valia mais apenas ficar de ressaca no dia seguinte.
? Então, meninos! Vamos dar uma entrevista para a Sugarscape. Alimentem os boatos sobre Larry, mas também não diga que a Eleanor é sua namorada falsa, Louis, e defenda a garota. Vocês sabem o quanto os jornalistas da Sugarscape querem ferrar vocês, não sabem? Mostrem que vocês estão por cima. E, eu já ia me esquecendo, depois da entrevista, vocês vão ter um day off.
? AH Ê, BELEZA!
? MARAVILHA!
Meu ?day off? serviria pra descansar, isso sim.
O céu estava nublado e uma leve garoa caia.
? Se segurem. ? ouvimos Paul dizer.
Era sempre assim, perseguição.
Paparazzi ou fãs seguindo nossa van. Eu ficava assustado em como eles conseguiam nos achar, afinal, sempre saíamos com duas vans idênticas para despistar todo mundo.

's POV

Fiquei alguns minutos dando voltas pelo Hyde Park, até que a chuva finalmente cessou e eu pude tirar umas fotos bacanas.
O parque era gigante, podia passar o dia inteiro fotografando que nem me importaria.
Fotografei crianças brincando, velhinhos caminhando de mão dada e o céu que parecia estar cada vez mais bonito, o sol estava finalmente saindo.
Tudo parecia tão calmo e quieto...
Vi algumas meninas com camisetas do One Direction e pensei em parar e dizer que também gostava da banda, mas lembrei que eu devia ser uns 6 anos mais velha que elas e isso seria muito... Estranho.
Me lembrei que não havia comido nada e fiquei de comer fora. Então, comi uma pipoca doce no parque mesmo. Era até melhor, já que não podia gastar dinheiro.
A mudança nos custou alguma coisa, apesar do trabalho da minha mãe ter pago todas as contas, nós não éramos o tipo de família rica, ainda mais depois do meu pai. Era ele quem sustentava tudo, o trabalho da minha mãe era mais por lazer.

Louis's POV

? E aí, o que vai fazer depois daqui? ? Zayn perguntou, colocando sua jaqueta.
? Não sei. Acho que vou passear. Queria sair sem segurança e essa porcaria toda. ? respondi, enquanto me olhava no espelho.
? Acho que é o sonho de nós cinco agora, sair sozinho e sem um armário do lado. ? nós rimos.
? Mas eu acho que vou tentar dar uma escapada. Coloco um casaco com capuz e estou de boa. Ninguém vai acreditar que Louis Tomlinson saiu sozinho na rua, deve ser só um garoto muito gato parecido.
? Faz sentido, babacão! ? respondeu pensativo ? Se der certo, quero tentar também!
? Se eu chegar vivo em casa, te mando uma SMS.

Depois de muito sacrifício, expliquei a minha teoria para Paul, que estava sempre com a gente.
Ele começou um discurso e disse que se algo acontecesse, não ia ser responsabilidade deles e todos dentro da van estavam vendo que eu estava saindo sozinho por vontade própria.
Foda-se, todo ser humano precisa se sentir livre às vezes.

Eles me deixaram próximo do Hyde Park, um lugar legal, mas era muito cheio.
Acabei caminhando e fui parar na Piccadilly Circus. Lugar bacana, sempre vinha aqui. De noite era bonito, iluminado.
Por algum motivo, estava vazio. Talvez fosse a chuva caindo.
Chuva que eu só percebi agora, que já estava encharcado.
Andei em direção a alguma calçada, com a intenção de ficar por baixo de uma marquise até que a chuva parasse e eu pudesse pegar um táxi.
Belo passeio, Louis.

's POV

? Merda! ? falei comigo mesma.
O meu guarda-chuva fez um estalo e eu só pude sentir ele fechando na minha cara.
Olhei para cima e ele estava quebrado, ótimo!
Continuei andando até achar uma marquise para esperar a chuva parar e continuar o caminho pra casa.
Odeio Londres! Odeio essa maldita chuva!
Chutei o chão e acabei me alojando embaixo da marquise de algum prédio velho.
Havia um menino lá também, com um casaco grande e um capuz, parecia ter pegado mais chuva que eu.
Me amaldiçoei por não ter trazido um casaco, um sobretudo... Nada!
Meu celular tocou e eu não consegui atendê-lo, estava frio demais.
Acabei cantarolando a musica do toque e o menino olhou para mim, parecia assustado.
? Você gosta de... Da.. Minha ban... Dessa banda? ? perguntou.
Olhei para seus olhos e o reconheci.

Capítulo 3

Fiquei em silêncio, apenas apreciando o que estava na minha frente.
? Pelo jeito sim. ? ele resmungou.
O garoto agitou os braços na minha frente e deu uma risadinha. Provavelmente, ele ria da minha cara de idiota.
? Qual o seu nome?

Louis's POV

A chuva começou a apertar e eu ainda não havia conseguido tirar uma palavra da menina. Apenas o seu nome. .
? Acho que vamos ficar aqui por um bom tempo. ? falei, ouvindo a chuva bater na marquise.
? Parece que sim. ? ela deu de ombros.
Finalmente tinha falado uma frase completa!
? Você tem um sotaque diferente. ? e tinha mesmo, com certeza não era britânica, muito menos americana. Apesar do inglês impecável, ela tinha a pele um pouco mais bronzeada que o normal, além do seu nome não ser muito comum.
? Eu sou do Brasil. Estou aqui tem alguns dias.
? Ah, Brasil! O que você está fazendo perdida no meio de London? Se eu fosse para o Brasil, com certeza não iria querer sair de lá. Nunca!
? Minha mãe foi transferida pra cá, longa história. Mas eu gosto de London. Minha banda preferida é daqui... Quero dizer, ai, deixa pra lá! ? pude ver as bochechas da garota corando e deixei escapar um sorriso.
? Engraçado isso. As fãs geralmente não conseguem se controlar quando estão na minha frente ou dos meninos, sem querer me gabar nem nada, se uma fã me encontrasse na rua, ela iria surtar, pedir uma foto e tweetar na mesma hora. É engraçado você não ter feito nada e ter falado tão pouco.
? Louis Tomlinson, você não tem noção de como eu estou surtando por dentro. Eu quero voar no seu pescoço e te abraçar.
? Uau! É melhor eu ficar calado.
? Também acho! ? seu tom de voz era ameaçador.
? Aliás, você quer meu casaco? Você está de short, eu pelo menos tenho uma calça e já estou acostumado com o frio... ? abri o casaco e tirei o capuz.
Ela estava praticamente pelada. Como alguém saí de casa assim em London?
? Não tem problema! ? ela disse, mas pude ver ela se arrepiar quando uma brisa gelada passou por nós dois.
Tirei o casaco e entreguei para , que se enrolou para vesti-lo.
? Louis, posso fazer uma pergunta? Na verdade, não é bem uma pergunta, é fazer um pedido.
Ela ficou vermelha outra vez.
? Tira uma foto comigo? É que... Eu tentei me controlar, mas cara, É VOCÊ!
? Sem problema! ? sorri, pegando o celular que ela segurava e chegando perto dela.
Coloquei um dos meus braços em volta de seus ombros e lhe dei um beijo na bochecha, logo em seguida tirei a foto pelo celular dela.
? Obrigada! ? ela sorria como uma criança olhando para foto.
? De nada, ! ? isso Louis, já começou dando apelido pra a menina. O que ela vai pensar?
? Mas então, o que você anda fazendo perdido por aqui? Sem um segurança ou coisa parecida.
? Não sei se você vai entender. ? olhei pra ela que parecia ouvir tudo o que eu tinha a dizer.
? Posso tentar!

's POV

O casaco de Louis ficava enorme em mim, aproveitei para inspirar todo o perfume que nele havia.
Estava ficando bêbada, me sentindo flutuar, nada parecia de verdade.
E então olhei para frente e lá estava ele, abrindo a boca para falar.
? Já se sentiu tão sufocada ao ponto de não se lembrar como respirar? Ultimamente, tenho me sentido assim. Tudo parece tão pesado e difícil. Eu amo a One Direction, essa é a direção que eu quero seguir ? nós rimos ?, mas eu também quero minha liberdade. Eu amo meus fãs, mas alguns passam do limite, ainda mais quando estamos falando de Larry Stylinson, passa a ser doentio! ? me encolhi, apenas por lembrar que eu sempre acreditei em Larry Stylinson e cheguei a mandar alguns tweets para os dois, dizendo que deviam sair do armário o mais depressa possível. ? Eu só precisava me perder por London, comer um cachorro quente e respirar um pouco, sem nenhum fotografo ou segurança.
Ingeri tudo o que ele tinha dito, como se fosse uma música.
? Isso é tipo a escola, tenho certeza que você consegue passa por isso. ? falei.
? Como assim? - Louis levantou uma das sobrancelhas.
? Bom, na escola, na maioria das vezes, para sermos popular, fazermos amizade ou sermos incluídos em um grupo, precisamos fazer coisas que não nos agradam totalmente, usar roupas que, às vezes, não gostamos... É horrível na maioria das vezes, como se você fosse um robô ou coisa parecida, mas de uma forma ou outra, é isso que você quer.
Silêncio.
Pensei em bater na minha testa, por falar coisas tão idiotas para o Louis.
E isso era uma teoria minha! Eu sempre usei isso como um ?lema?, coisa que a gente usa pra vida inteira, sabe?
Quando eu era um pouco menor, as meninas na escola não gostavam muito de mim, então passei por uma pequena ?transformação? e fui aceita no grupo delas. Tive que ouvir músicas que não gostava, me vestir diferente ? o que na verdade, foi bom, porque comecei a ser mais vaidosa ?, e ser uma pessoa diferente. Mas por outro lado, foi bom, as pessoas pararam de implicar comigo.
? Isso o que você disse faz todo o sentido do mundo. Não tinha parada pra pensar nisso.
? O que eu disse foi uma bobagem, mas foi experiência própria.
? Não! Você tem toda razão do mundo, é o que realmente acontece. E se eu já passei pela escola, lidar com isso vai ser fácil. Assim eu espero. ? ele riu.
? Você é forte, tenho certeza que com o tempo aprende a lidar com isso! Só não vá fazer uma besteira, pelo amor de Deus!
? Sem problema, senhorita! Agora é minha vez de lhe fazer perguntas. O que você estava fazendo perdida em London, em um dia como esse? ? Louis se encostou na parede, eu fiz o mesmo, meus pés estavam começando a doer de tanto tempo em pé.
? Bom, eu queria conhecer o lugar. Se eu não saísse sozinha, não iria sair com ninguém. E queria fotografar um pouco, gosto de fotos.
? AHÁ! ? ele apontou pra mim ? Então, temos uma fotografa por aqui!
? Fotografa não, aspirante! Só começo a faculdade em alguns meses.
? Já tem ideia da faculdade?
? Uhum! ? balancei a cabeça. ? É só uma ideia, posso não ser aceita. Acontece muito, sabia?
? Você parece ser uma boa profissional.
? Eu acho que não. Ou mais ou menos.
? Tenho certeza que suas fotos são ótimas! E sabe o que a gente podia fazer quando essa chuva passar? Sair por aí, você aproveita e pode fotografar! Eu conheço uns lugares legais e como não tenho nada melhor pra fazer... Ter um dia normal seria divertido.
? Louis, eu posso ser uma jornalista disfarçada querendo informações sobre a sua vida, sua carreira para vender pra uma revista adolescente famosa por mais de 100 mil dólares E VOCÊ SIMPLESMENTE QUER PASSEAR POR AÍ COMIGO? Dude, você deve ser louco.
Ele deu uma gargalhada.
? Espero que você não esteja com um microfone embutido e essas coisas.
? Talvez eu esteja!
? Talvez não! Vamos lá, vou confiar em você.
? Reze para a chuva não passar, Tomlinson. Ou amanhã, você será capa de revista! Biografia, erros e arrependimentos de Louis Tomlinson, membro da banda mais quente da atualidade!
? Não acredito que você disse ? ele fez aspas com as mãos ? ?banda mais quente da atualidade?. Agora sim falou como uma jornalista disfarçada.
? Eu disse... É melhor ter cuidado! ? pisquei pra ele.
? Como eu disse, vou confiar em você. Qualquer coisa eu te processo por denegrir minha imagem e postar conteúdo sem autorização. E ainda arranco uma grana de você.
? Ok! Depois dessa, fiquei até com medo.
Nós rimos.
? Vamos jogar Draw Something. Eu tô viciado nisso e acho que todos estão ocupados.
A chuva que caia na marquise com força, parecia ter diminuído, mas ainda não havia cessado.
Jogamos algumas partidas e eu fiquei em dúvida: Será que eu desenhava mal ou Louis havia me deixado ganhar por ser um cavalheiro?
? Acho que o nosso passeio não vai rolar hoje. ? falei, dando uma espiada no céu. Parecia que ficava cada vez mais escuro, apesar da chuva diminuir, o frio aumentava.
? A gente pode fazê-lo outro dia. O que você acha?
? Sure! Mas acho melhor eu ir pra casa agora... Você também!
? A gente divide um táxi, o que você acha?
Ele vai saber onde eu moro. CA.RA.CA.
E certamente, não é nada comparado ao complexo que ele mora com os meninos.

 

Comentários da autora

Sup girls?
Desculpa a demora pra atualizar! Meu computador quebrou do nada e eu perdi a última atualização, junto com as músicas que estavam me inspirando a escrever. Mas tá aí e espero que vocês tenham gostado do att, semana que vem tem maaaaaais! x


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