Coloquei mais um pouco de uísque no copo e me debrucei na varanda segurando o mesmo. Observava a calma rua quando a vi, no pequeno prédio em frente ao meu, mais humilde, provavelmente com um espaço menor. Mas o que roubou a minha atenção não foi o prédio de tijolos e sim ela. Um andar abaixo, na pequena varanda simetricamente em frente a minha. Ela afastava as cortinas e observava a rua abaixo de si com um sorriso que mesmo do outro lado da rua e daqui de cima eu poderia afirmar que era o mais bonito que eu já havia visto. E eu já tinha visto tantos...
Ela prendeu o cabelo e entrou novamente, me deixando com uma voz baixinha sussurrando ao pé do meu ouvido: Descubra quem é essa garota da varanda.
Desempacotei a última caixa com meus pequenos pertences e guardei em seus respectivos armários. Mudança feita.
Caminhei até a enorme varanda e olhei a rua pouco movimentada onde eu residia agora. Havia uma velhinha andando devagar com um garoto aparentando ter uns 16 anos á acompanhando, duas crianças andando de bicicleta e seus pais atrás os observando enquanto caminhavam. "Boa escolha, Styles!" Sorri enquanto voltava rumo à sala do meu mais novo apartamento. Acabei a mudança e posso admitir que fiz um bom trabalho. O apartamento é grande, confortável e tem até quartos sobrando pra receber os garotos quando quiserem vir aqui. Morar sozinho, mudar de casa definitivamente foi mais um degrau na questão "crescer". Eu não sei exatamente quando as coisas começaram a mudar, mas me vendo agora aqui, eu percebo que estou diferente. Não, não só por causa do meu corte de cabelo. Risos. "Mais adulto, menos moleque" - Suspirei encarando o enorme espelho da sala.
Estamos começando aos poucos a mostrar ao mundo que não somos mais garotos, arrumadinhos e que fazem sucesso por causa do rostinho bonito. Agora, não só eu, mas como meus quatro melhores amigos, queremos mostrar um outro lado nosso, um lado novo. Claro que não deixaremos de ser idiotas perto uns dos outros nem de sermos nós mesmos; A parada é que agora têm muito mais atitude, muito mais envolvimento, profissionalismo, muito mais confiança e claro, muito mais curtição.
Estiquei-me a fim de alongar a coluna e tirei a camisa suada. Subi ao meu quarto e fui direto para ducha, onde fiquei pelo menos meia hora, mudanças são estressantes, mas o resultado é ótimo. Tudo na vida exige esforço, right? E a recompensa, ah, ela vem agora...
Me sequei, enrolando a toalha na cintura e caminhando de volta ao meu quarto. Peguei meu celular no criado mudo e digitei rapidamente uma sms para os melhores organizadores de festas dos directioners.
Toda essa parada de amadurecer... Será que é certo? - parei por um segundo - Nahhhhh - Sorri, enviando a mensagem.
Troquei de roupa logo após os quatro confirmarem e saí a procura de algum restaurante para almoçar. Andei mais ou menos um quarteirão até encontrar um e por incrível que pareça, não fui abordado por nenhuma fã (Não que eu não gostasse, mas passar despercebido é muito bom às vezes).
Almocei e acabei parando no mercadinho ao lado do restaurante para comprar coisas para hoje à noite. Voltei e fiquei jogado no sofá assistindo coisas aleatórias na TV até começar a escurecer. Levantei a fim de tomar outro banho, afinal, precisava estar cheiroso caso quisesse transar com mais de três hoje. Ok, isso foi meio cafajeste, mas o que eu posso fazer?
Blazer, perfume e um sorriso confiante pro espelho. Fui atender a porta;
— Vas Happenin'? — Zayn entrou me abraçando de lado. Fiz a menção de fechar a porta quando um Liam e um Niall entram sorridentes.
— Trouxe música — Ele me jogou um pen drive e foi cumprimentar Zayn.
— Esse apartamento é realmente muito bom — Niall sorriu admirando minha sala. Sorri convencido.
— Louis está lá em baixo, vamos ajudá-lo. — Liam nos interrompeu guardando seu celular.
Descemos e cada um subiu com uma caixa cheia -e pesada- de bebida, dos diferentes tipos. Acomodamos tudo no meu freezer e terminamos de ajeitar. Logo o pessoal mais top de Londres chegava aos montes, lotando minha casa. A noite seria boa, pra variar.
Mas por quê diabos uma pessoa entra em um restaurante faltando 5 minutos para o fechamento do mesmo? Suspirei apoiando os cotovelos no balcão, observando Josh, o meu colega de turno atender o mesmo.
Josh voltou com o pedido para o cozinheiro e se apoiou do meu lado.
— Sério que eu vou ter que ficar presa aqui até esse cara ir embora? — Bufei.
— Sério que você fez a menção de deixar seu amigo ir embora sozinho? — Ele cerrou os olhos, usando um tom de voz afetado e afeminado.
— Claro que não, você acha que eu deixaria uma pobre donzela pelas ruas sozinha? — Sorri, entrando na brincadeira. Ele riu e me deu um beijo estalado na bochecha, indo pegar o pedido do homem. Voltou, se acomodando no mesmo lugar.
— Que carinha é essa, hein, dona ? Se quiser pode ir, eu....
— Não! — O interrompi. — Tá tudo bem, eu só estou um pouco estressada. Estudos, trabalho, correria... Tudo tão rotineiro sabe? Eu to ficando esgotada!
— Pois eu sei do que você precisa! — Ele sorriu maroto.
— Se você foz vir com o papinho de que eu preciso de um namorado, eu te estapeio! — Ri, apontando o indicador para seu rosto.
— Não, bobona. Uma festa! — Ele sorriu e eu concordei. Era realmente o que eu precisava, dançar como se não houvesse amanhã. — e é por isso — ele continuou, interrompendo meus pensamentos — que eu vou te levar em uma hoje!
— Hoje? Mas estamos no meio da semana e já são sete da noite e...
— Shhhhh — Ele colocou o indicador sobre meus lábios, me impedindo de continuar — Vou te levar pra festa de um amigo meu, nós saímos daqui e você passa em casa e se arruma rapidinho. Como somos vizinhos, vamos de lá pra festa. — Ele piscou, sorri em agradecimento.
— Você é o melhor!
— Eu sei, eu sei...
Segundos depois o último cliente foi embora e fomos para casa. Me arrumei rápido, mas só sai de lá tendo a certeza de que estava linda.
Quarta feira, meio da semana, estou cansada, é quarta-feira, e após tomar um delicioso banho tiraria minhas poucas horas de sono até começar novamente a vida de escrava na quinta-feira, já que hoje é A PORRA DA QUARTA-FEIRA E NÃO SE TEM FESTAS NA QUARTA FEIRA!!!!!!!! Mas estava bom demais pra ser verdade. Isso que dá morar de frente pra esse prédio de riquinhos metidos a besta mesmo viu? -Tentei inutilmente colocar um travesseiro sobre a cabeça, tentando abafar o estrondoso som que invadia meu quarto. - Por que diabos um empresário idiota constrói esse prédio cheio das frescuras bem em frente ao meu prédio mais pobre? Na minha rua mais pobre? Ou melhor na rua que costumava ser CALMA. - Coloquei meus três travesseiros em cima do rosto os apertando com força. - E parece que esse som só aumenta...
— Não é possível, isso é um absurdo! — Levantei resmungando e batendo o pé. Caminhei até minha pequena varanda, a abrindo com força e observando a varanda monstra na minha frente. Fiquei feito retardada olhando e acenando pra cima, pra ver se alguém me notava. Inutilmente. Bufei cruzando os braços.
Quem olhasse de fora acharia graça (e eu o mandaria pra puta que pariu) do meu desespero. Continuei acenando até que ÊBA! Alguém me olhou, parando pra prestar atenção em mim. Era um guri.
— HEEEEY!!! EU TO TENTANDO DORMIR, VOCÊ PODERIA ABAIXAR UM POUCO O SOM POOOOOR FAVOR? — Berrei com tudo.
— QUÊ? — A pamonha se debruçou um pouco mais sobre a varanda.
— O SOM!!!!!
— QUÊ QUE TEM?
— ABAIXA POR FAVOR!!!!!
— AHHHHHHHH! CLARO.... - Ele ficou afirmando várias vezes, cochichou algo para um loiro (eu acho) do seu lado. O loiro saiu e ele virou novamente pra mim.
— MUITO OBRIGADA VIU? É QUE AMANHÃ EU TRABALHO CEDO E.... — Antes de eu terminar, o som triplicou de volume, me dando um susto que logo se tornou raiva.
A pamonha do outro lado fez um "joinha" pra mim, e pelo que eu observei ele estava rindo. Rindo. Rindo de mim.
Fiquei branca, vermelha, roxa e, sinceramente, isso não precisou ser um desenho animado pra sair fumacinha da minha cabeça. Quem esse garoto pensava que era?
Entrei novamente fechando a porta de vidro e as cortinas rapidamente e emburrada. Virei-me, encarando minha cama. - Tinha que haver um jeito! - Levantei meu colchão em um ato desesperado e me enfiei ali dentro, tentando abafar o som com meu colchão. Boa , muito inteligente mesmo.
Levantei. Arrastei meu colchão até o banheiro, inutilmente, porque meu banheiro é um cubículo. Desisti.
Deitei no chão gelado do box, o banheiro trancado e aquela merda de música eletrônica ainda acabando com qualquer resquício de paciência.
Guri idiota! Idiota, idiota, idiota, mil vezes idiota! Isso não iria ficar assim, não mesmo.
Desci os quatro andares de escada com pressa, pouco me fodendo para minhas vestes (No caso, um pijama de flanela e chinelos). Caminhei até o prédio da frente como um furacão, apertando incansávelmente o botão do elevador.
— Ei, ei, com licença mocinha — O porteiro correu até mim, se metendo no espaço que existia entre eu e a porta fechada do elevador. — Você precisa dizer aonde vai!
— Você quer saber onde eu vou? Eu vou fazer o dono desta festa abaixar a música, e, se não o fizer, eu mesma farei o favor de enfiar o som no cu dele. — Falei calma e com um sorriso cínico nos lábios.
— Me desculpe mas a senhora não pode. — ele deu um sorrisinho medroso — Deixe seu nome que eu interfono, e...
— VOCÊ ACHA MESMO QUE VÃO ESCUTAR O INTERFONE NUMA BARULHEIRA DESSA? — Gritei gesticulando — Eu mal consigo ouvir os MEUS pensamentos!
— A senhora tem razão, mas veja bem, é morador novo, não deve conhecer as regras do condomínio...
— Ah não? Pois deixe que eu ensino... — Sorri abrindo a porta do elevador, com a intenção de entrar no mesmo.
— Sinto muito, mas não posso deixar a senhorita fazer isso — O Severino puxou meu braço.
— Me larga! — Puxei meu braço de volta, apertando impacientemente o 5° andar, já que era um acima do meu.
— Me desculpe, mas não será possível. — Ele me puxou com uma mão, mais forte, enquanto a outra segurava a do elevador. Estapeei a mão dele, fazendo soltar do elevador e me deixar subir, mas ele novamente me puxou e dessa vez me fazendo sair do elevador.
— EU. DISSE. QUE. VOU. SUBIR! — Gritei pausadamente me virando e tentando correr de volta ao elevador, mas ele foi ágil e envolveu minha cintura com os braços, me segurando. Coloquei cada mão de um lado do elevador e ele me puxando com mais força.
Eu estava deitada de bruços, só que suspendida, no ar. Minhas mãos começaram a soar e consequentemente eu fui escorregando, com o porteiro segurando agora meus pés. Ao tocar o solo, ele continuou a me puxar para que eu soltasse o elevador e ele fechasse, obedeci.
Tirei as mãos das quinas e a porta se fechou, mas eu levantei correndo e apertei novamente, fazendo-a abrir mais uma vez. Sorri feliz até meu adversário me puxar mais uma vez.
— TU CONHECE A LEI MARIA DA PENHA MEU IRMÃO? — Me virei pra ele, pulando em suas costas tipo macaquinho e tapando seu rosto, enquanto distribuía alguns tapas em sua cabeça. Nós começamos a rodar e ele tentava me derrubar, me fazendo segurar mais forte e "cegá-lo" mais.
— TUDO BEM, TUDO BEM EU ME RENDO! — Ele suspirou cansado e eu parei, imediatamente caindo de bunda no chão. Ele se jogou no mesmo, ofegando como eu.
— O que está acontecendo aqui? — Uma senhorinha nos olhou assustada. Duas pessoas, jogadas no chão do hall, ofegantes e suadas.
— Eu só queria dormir! — Comecei uma espécie de "choro", me levantando. — Eu só queria dormir 9 horas pra poder trabalhar e estudar como faço todos os dias, normalmente, sem estresse! — Fiquei resmungando como uma criança e a velhinha me olhou divertida.
— Eu sai de casa justamente por esses meninos, os novos vizinhos. Mas não adiantou muito, tentei enrolar na casa da minha filha mas a festa continua. — ela riu — Jovens...
— Jovens IRRESPONSÁVEIS, minha senhora. — A corrigi — Quem faz uma festa em uma quarta feira?
— Hoje é quinta faz três horas. — O porteiro se intrometeu, levantando.
— Já perdi TRÊS horas de sono moça! — Agora eu só tenho... — 8,7... SEIS?! Seis horas de sono!
— Por que não liga pra polícia, minha filha? Isso é perturbação da paz... — A velhinha falou e eu corri até ela, tascando um beijo em sua bochecha.
— Eu AMO a senhora! — Sai correndo de volta à minha casa e fazendo o que ela me aconselhou.
Suspirei tranquila depois de dez minutos, ao ouvir sirenes. Caí na cama e tudo que eu vi depois foram os pôneis com que sonhei.
Passei a mão no rosto, despertando contra minha vontade e abri meus olhos lentamente, me acostumando com a claridade. Assim que minha visão entrou em contato com a luz, imediatamente senti uma pontada na cabeça, seguida de uma dor absurda. Gemi, levando a mão direita até minha cabeça.
Estava deitada de bruços sobre um tapete felpudo no chão, o que me resultaria em uma bela dor no corpo quando levantasse. Olhei em volta. Estava no meio de uma sala e havia garrafas de vodka e de uísque em minha volta junto com copos por toda extensão do cômodo. Algumas poucas pessoas estavam ali; dois garotos dormiam sentados no sofá, um torto em uma poltrona, uma garota debruçada sobre o bar e outra no chão como eu, no outro extremo dessa sala completamente bagunçada.
Levantei um pouco tentando arranjar forças, mas meu corpo não respondia muito bem, parecendo que ainda estava adormecido. Quando fiquei “de quatro”, foi que consegui olhar meu corpo: eu estava apenas de calcinha e sutiã, e um cheiro de bebida exalava por todo canto de mim. Fechei os olhos sentindo um forte enjoo e sai andando de cachorrinho pela sala, tentando achar minhas roupas. Tateava o chão enquanto minha cabeça rodava, como uma pessoa quase cega que procura seus óculos caídos no chão. Achei minha saia e me sentei, pronta pra vesti-la. Enquanto procurava o lado certo, um rapaz moreno entrou em meu campo de visão.
— Acordou, bela adormecida? — Ele carregava uma expressão maliciosa.
— QUEM É VOCÊ? — Gritei, logo me arrependendo desse ato. — O que eu estou fazendo aqui? — Falei um pouco mais baixo dessa vez.
— Zayn, olhe os modos — Um outro guri chegou também sorrindo, mas de forma simpática. Ele tinha cabelos curtos e castanhos, com os olhos da mesma cor. — Você não se lembra de nada do que fizemos ontem? — Ele me olhou incrédulo.
Foi só aí que eu parei pra pensar sobre o que havia acontecido, sobre como cheguei aqui. Após sair do restaurante, fui pra casa, me arrumei e Josh me levou para uma festa à apenas um quarteirão de distância. Abaixei a cabeça.
— Eu cheguei, bebi um pouco, dancei e conversei com meu amigo até ele se interessar por uma garota. Eu o incentivei e ele saiu com ela. Depois eu voltei pra beber e você — olhei para o tal Zayn, me recordando e apontando para ele — Você me deu alguma coisa pra beber. — Voltei a encarar o chão — Depois disse eu não lembro de mais nada...
Zayn gargalhou e o outro menino o olhou reprovando o ato e vindo em minha direção.
— Vou te dar um remédio pra dor de cabeça, vem cá. — Ele me esticou a mão, desviando os olhos pros meus seios. Assim que ele notou o que fazia, pigarreou ficando com a face ruborizada.
O ato me fez lembrar que eu ainda estava de roupas íntimas e senti minha face esquentar também. Agarrei sua mão e me levantei, colocando rapidamente a saia.
— Por que colocou a saia? Estava mais agradável sem. Aliás, se quiser tirar logo tudo eu...
— Zayn. — O menino o olhou sério, logo voltando a me encarar — Me desculpe por isso.
Assenti envergonhada, seguindo o menino para a cozinha. Ele me deu um comprimido e foi em direção à geladeira.
— Eu não quero nem imaginar o que fiz ontem à noite... — Falei o observando colocar a água em um copo — Deve ter sido decadente.
— Imagino que não tanto. Já vi garotas fazendo coisas realmente decadentes. O que você fez não chega nem perto, apesar de você ser BEM atrevida. — Ele riu.
— Não está ajudando muito — Sorri fraco.
— Vou chamar Zayn, vocês passaram a noite juntos então ele vai te dar as respostas que você quer. Um segundo.
Parei de prestar atenção no momento em que ele falou “vocês passaram a noite juntos”. Juntos? Como assim juntos? Era só o que me faltava ter transado com um desconhecido. Eu nunca fui santa, mas não sou do tipo de garota que vai pra uma festa, fica bêbada, dá pra qualquer um... Pelo contrário, sempre fui daquelas “caretas” e totalmente a favor do romantismo e no sexo com pelo menos bastante tempo de namoro, com alguém por quem você seja apaixonada. Sexo pra mim é algo especial e não apenas um ato.
Apoiei minha cabeça sobre as mãos, com os cotovelos sobre a mesa. Ouvi os garotos se aproximando, mas dessa vez tinha mais dois com eles; um era bem loiro e o outro tinha um cabelo loiro escuro, jogado para o lado. Eles sentaram e um deles contava uma piada qualquer enquanto o loiro e o tal Zayn riam descontroladamente. O moreno me esticou um moletom e eu apenas dei um sorriso em agradecimento.
— E mais uma vez no dia, Liam acaba com a minha agradável visão. — Liam, esse era seu nome. Um lindo nome, por sinal.
— Você conhece uma coisa chamada puteiro? — Olhei irônica para Zayn, que garoto mais abusado! — Eu acho que você deveria ir lá tirar esse atraso. — Pisquei.
Todos na mesa se entreolharam e começaram a rir descontroladamente, menos Zayn que permaneceu em silêncio. Ok. Eu fui um pouco longe, ele estava apenas zoando (eu acho), mas não suportava o fato de olhar pra ele e imaginá-lo em cima de mim, fazendo coisas más comigo.
— Ok, me desculpa, eu acabei pensando alto, não quis ser rude. — Falei arrependida.
— Relaxa, você só estava divulgando seu local de trabalho. — Levei um segundo para entender, então, ele estava insinuando que eu trabalho em um puteiro? O olhei indignada. Ele riu. Me levantei, pronta pra ir embora; já havia passado tempo demais ali e não estava realmente ofendida, mas a oportunidade era boa pra sair.
— Ei, não vai. — Liam se levantou, dando a volta na mesa e ficando de frente pra mim.
— Do jeito que ele fala, que vocês soltam risinhos quando olham pra mim, eu devo ter feito coisas horríveis essa noite. Então, prefiro ir pra casa, enfiar a cabeça debaixo de um travesseiro e ficar lá pelo menos por uma semana, envergonhada e imaginando os apelidos que eu devo ter ganhado das pessoas da festa, como “a vadia de Londres” ou “a bêbada idiota”. De qualquer forma, não tenho muito o que fazer aqui. — Me virei pronta pra sair, porém, desta vez, Zayn que deu a volta na mesa, impedindo minha passagem.
— Me desculpa, ok? Eu fui rude, mas pelo menos estamos quites. — Ele deu um sorrisinho. — Senta aí de novo que eu vou te contar sobre ontem, .
Êpa! Ele me chamou de ? É isso mesmo? Como ele sabe meu apelido?
— Não tenho tanta certeza se quero ouvir... — Disse mordendo o lábio.
— Você não fez nada demais, guria, relaxa aí. — Zayn riu e eu me sentei novamente. Ele se sentou ao meu lado, já que o loirinho que estava antes tinha ido fritar algo no fogão. — Eu te vi sozinha, ofereci um drink e você adorou; Pediu mais um, e mais outro, e outro... — Ele sorriu desviando o olhar da mesa para mim — Nós fomos dançar na varanda e depois de um tempo lá, você saiu pra pegar mais bebidas. Fiquei lá sozinho te esperando uns dez minutos e achei estranho. Quando cheguei aqui na cozinha, te achei tomando shots de tequila com Harry, meu amigo e dono da casa.
— Cadê ele por falar nisso? — O menino que antes contava piada perguntou, interrompendo.
— Com duas loiras magníficas dormindo. — Liam riu maroto, o loirinho comentou algo como “esse é meu garoto”, mas logo as atenções voltaram novamente pra Zayn, que continuou.
— Bom, fiquei te olhando tomar os shots e logo depois de você ver uns garotos fazendo body shot em uma ruiva, me puxou pra fazer o mesmo. — Abri a boca chocada — E Niall também fez, você fez o favor de corromper a inocência do menino. — Ele balançou negativamente a cabeça. Segundo ele apontou, Niall era o loirinho que agora sorria sarcástico. Pra mim, esse tal de Niall só tinha a cara de santinho mesmo...
— Você novamente me deu um perdido e quando te achei você estava ficando com o Liam na pista de dança. — Liam abaixou a cabeça envergonhado e eu senti meu rosto esquentar. — Gata, você quebrou meu coração... — Ele falou fingindo desapontamento, logo depois rindo. Ri junto. — E enfim, decidi desistir de tentar ficar com você, mas vi que você estava bêbada demais pra ser deixada sozinha. Liam nos chamou pra jogar strip poker e você ganhou, ficando de lingerie. Liam e eu perdemos e você apenas caiu no chão, adormecida. Aconteceu o mesmo com a gente, mas estávamos um pouco mais sóbrios que você, já que conseguimos colocar nossas roupas antes de desmaiar. — Ele finalizou e eu suspirei aliviada. Não por não ter ficado nua, mas por não ter feito nada além do que uns beijos. Sem sexo, obrigada dear God. Mas ainda assim estava envergonhada.
— Constrangimento é pouco pra expressar o que eu sinto agora. — Ri baixo.
— Na verdade você foi uma das que mais animaram a festa — Liam sorriu fofo — E eu não acho que tudo isso que aconteceu faça de você uma vadia. Pelo contrário.
Sorri toda derretida com suas palavras.
— Obrigada Liam, pelas roupas e pelo remédio. — Sorri grata àquele menino doce. — E não estou mais com raiva de você, Zayn. Na verdade devo te agradecer por não ter feito alguma verdadeira besteira.
— Eu realmente queria que você tivesse feito besteiras comigo, mas tudo bem, quem sabe em uma próxima? — Ele definitivamente era um safado bem divertido. Revirei os olhos me levantando.
— Eu preciso ir, meninos. Beijinhos. — Sorri e fui andando em direção à sala. Corri meus olhos por ela e achei minha bolsa e a peguei, mas nada da minha blusa.
— Pode ir com meu moletom mesmo, aí daqui a pouco quando formos limpar essa bagunça eu devo achar sua blusa. — Ele coçou a nuca — aí eu poderia te ligar ou algo assim...
— Você faria isso? — Fiz uma cara “*-*”
— Ahn... Sim. — Sua expressão foi engraçada.
— Toma meu número então. — Ele pegou seu celular e eu anotei. — Aí se você achar, você me liga e a gente se encontra para você me devolver a blusa. — Dei ênfase pra não haver mal entendidos depois.
Me despedi com um aceno de mão e fui caminhando apressada pra casa. Já se passava do meio dia e eu estava atrasada para faculdade.
Senti alguma coisa vibrar perto de mim, me incomodando. Abri apenas um olho, caçando o celular na minha cabeceira.
— Alô? — Atendi coçando os olhos.
— ? É a Katherine! — Ouvi a voz doce da minha colega de trabalho.
— Hey Kate! Por que tá me ligando tão cedo?
— Eu dormi na casa de um amigo — ela soltou uma risadinha, me fazendo entender — E ele mora aqui na sua rua. Então, eu queria saber se você não quer uma carona pra agência, já que eu não sei muito bem o caminho.
— Você é um anjo Kate! Eu adoraria! — Sorri me sentando na cama e calçando as sandálias.
— Então, eu to um pouquinho atrasada e imagino que você já esteja pronta e saindo de casa, mas eu só vou tomar um café e já chego aí ok?
— Ahn, ok, aham... — gaguejei — Claro que sim, eu já estou pronta praticamente também. — Ri fraco, nervosa.
— Então ok, em 10 minutos no MÁXIMO eu estou aí, beijos.
Assim que ela desligou eu corri para o banheiro, começando a maratona. Escovava os dentes com uma mão e com a outra penteava o cabelo. Lavei o rosto e corri pra cozinha apenas de calcinha pra ligar a cafeteira. Eu iria precisar de um café bem forte já que depois que a polícia foi embora, algum pateta aumentou o som novamente. Eu só não fiz nenhum escândalo porque o sono já havia me tomado e eu acabei adormecendo com a barulhada mesmo.
Tentei vestir minha calça rápido, mas tudo que eu consegui foi cair de lado na cama. Após um esforcinho e uns pulinhos, a calça entrou e eu coloquei uma regata e um blazer por cima. Ok, não estava lá essas coisas, mas eu não estava podendo escolher roupa agora. Corri novamente pra cozinha e bebi o café que desceu queimando. Enfiei minhas sapatilhas e chequei o horário: 3 minutos atrasada. Boa, ! Peguei minha bolsa e saí de casa correndo, tropeçando nos degraus constantemente.
Um fato sobre mim: Quando estou atrasada/apressada, eu sou TOTALMENTE desastrada. É impossível não cair ou derrubar algo. E foi o que aconteceu quando eu saí do prédio: Virei com tudo e dei de cara com alguém.
— Perguntar se você olha por onde anda é meio inútil né? — O garoto havia caído sentado assim como eu.
— Não seja mal educado! — Arfei, ainda assustada pelo esbarrão e pela queda. Estiquei a mão e ele olhou esquisito, ameaçando continuar andando. Semicerrei os olhos, o olhando ameaçadoramente.
— Ok, ok. — Ele revirou os olhos e eu sorri. Assim que ele me puxou e eu estava de pé em frente a ele, ele parou os olhos em mim e ficou encarando, como se me analisasse. O encarei de volta, ainda sorrindo. — Você... — Ele balbuciou, desviando os olhos para meu prédio.
Ok, eu não sou lenta. Aposto que ele só estava fazendo aquele joguinho do “eu te conheço”, e me analisava pra tentar lembrar de algum nome que eu pareça ter.
— Olha, se você me dá licença eu... — Lembrei de Kate me esperando e tentei acabar logo com aquilo, mas ele me interrompeu, segurando meu braço.
— Não, espera... Eu te conheço. — SABIA!
Tive vontade de rir, porém antes de eu tentar falar qualquer coisa, ouvi uma buzina. Era Kate, que sorria pra mim.
Virei-me para o moreno que havia esbarrado em mim.
— Desculpe, tenho mesmo que ir. — Vire-me e entrei no carro. Kate sorriu maliciosa para mim, enquanto dava partida no carro. — Nem comece! — Ri, antes que ela viesse com especulações maldosas.
— Me diga que você deu seu telefone a esse gato lindo e famoso e eu nunca mais te encho o saco. — Ela encarava a rua, com um sorriso divertido nos lábios.
— Não, não dei. Eu esbarrei com ele, e antes que ele terminasse uma cantada qualquer, você chegou. Obrigada por isso.
— TÁ BRINCANDO? Agora eu definitivamente me odeio!
— Cale a boca, Kate. — Gargalhei. — Mas me diga, ele é famoso de onde?
— Cantorzinho do One Direction. Zayn alguma coisa. — Ela falou, batucando os dedos no volante, seguindo o ritmo da música que tocava na radio. — Você conhece, não conhece? — Quem não conhece One Direction? Ok que eu não sei o nome deles nem sei se iria reconhecer por fotos, porém eles são a maior boyband da Inglaterra, o fenômeno adolescente! Provavelmente podre de ricos — Ri fraco — Devem pegar umas cinco, no mínimo, por noite.
— Por isso eu espero que você se arrependa pro resto da vida de não ter pedido pra eu esperar um pouco, dar o seu telefone e marcar um sexo casual na casa dele. — Gargalhei alto com seu comentário. Ela olhou pra mim com a sobrancelha erguida. — O que foi? Vai dizer que não toparia um jantarzinho com um dos caras mais cobiçados do Reino Unido, depois um vinho na casa dele, terminando a noite com um belo sexo selvagem no sofá? Tudo bem que no dia seguinte ele te esqueceria, não te ligaria nem nada, mas who cares?
— Sabe o que eu acho? — A olhei irônica — Acho que você deveria prestar atenção no percurso, virar à próxima direita porque você sempre erra esse caminho e acelerar porque estamos atrasadas! — Dei um tapinha em seu ombro, a vendo rir. — E se eu for tomar esporro, direi que a culpa é sua, que está na carência e só sabe pensar em sexo.
— Deixa nosso chefinho lindo cantando IF U C KAAAAATEEEEEE — Ela começou a cantarolar, me fazendo soltar gargalhadas. Katherine era definitivamente a única pessoa que fazia meu trabalho valer a pena (fora o salário). Eu não gostava do que fazia, mas foi nessa agência de publicidade que eu encontrei uma forma de pagar o meu aluguel e os meus gastos, então, estava bom demais.
Dei mais algumas coordenadas para ela, e logo estávamos no trabalho. Seria mais um longo e cansativo dia.
POV
Cheguei em casa e me arrumei correndo, estava mais que atrasada para a faculdade e mesmo depois de mais duas aspirinas e um banho gelado, minha cabeça ainda rodava. Descobri que não era uma vadia nem fiz nada demais mas também que não era lá das mais santinhas. Sem contar o fato de que o rosto de Liam não saía da minha cabeça. Como eu tinha beijado um garoto tão lindo e não me lembrava?
Meus pensamentos foram cortados por uma buzina e em seguida tudo aconteceu muito rápido.
Eu estava atravessando distraída com o sinal de pedestres fechado, e um carro buzinou pra mim, vindo em minha direção. Pra não me atropelar, ele acabou desviando e subindo na calçada, onde bateu de frente a um poste. A-i m-e-u D-e-u-s. O que eu fiz? Corri até o carro, parando do lado do motorista.
AI MEU DEUS! A mulher estava desmaiada e PUTA QUE PARIU! Tinha sangue na testa dela. Puxei meu celular, desesperada, ligando para emergência que após longos e cronometrados 8 minutos, chegou.
POV Kate
09:21am
Estacionei no subsolo do prédio de três andares, onde trabalhava. Desliguei o carro aliviada por ter chegado; apesar de dirigir a bastante tempo, ainda morria de medo de bater em algo ou alguém. Paranóia idiota, eu sei. Tirei os chinelos e calcei meu salto rapidamente, enquanto uma apressada me observava. Saí do carro o trancando e me juntando à minha colega de trabalho que aguardava o elevador.
Assim que as portas do barulhento elevador se abriram, no primeiro andar, fomos surpreendidas por um Charlie com cara de poucos amigos.
— Bom dia Charlie, o que houve? — o olhou com uma sobrancelha erguida.
— Atrasadas, né? Mas não vou dar bronca em vocês porque temos problemas maiores — Ela revirou os olhos saindo do elevador, já que trabalhava no primeiro andar. As portas se fecharam, e assim que começamos a subir ele voltou novamente a falar — John está surtando, hoje o dia será cheio para nós dois, cara colega.
John era o diretor da agência, e Charlie o vice. Sempre que algo de ruim acontecia, John jogava a responsabilidade sobre Charlie, que apenas dava ordens para o burro de carga e faz-tudo: Eu.
Motivos para nosso querido vice-presidente ter ignorado : Ele não gosta dela. Na verdade, o contrário. Ele tem frustrações sexuais por ela ser gostosa, linda, inteligente e não dar a mínima para ele. Por esse simples motivo, ele sempre a tratava mal. Idiota. Ele até que não era feio; quarentão musculoso e charmoso, mas com um senso de humor terrível! Sem contar o fato de que está sempre se gabando e se achando o dono da agência. Mas, fora isso, era um cara legal.
As portas metálicas se abriram revelando o segundo andar. Andamos apressados até a última sala, parando apenas para bater na grande porta de madeira. Ela se abriu revelando um baixinho gordo e calvo, mais conhecido como nosso chefe, ou, John.
— Finalmente vocês dois! Parece que eu tenho que fazer tudo nessa empresa! Tudo nas minhas costas! — Ele começou, nervoso e eu juro que pude sentir Charlie se segurando ao máximo pra não rir. Também queria gargalhar, mas o amor ao meu emprego não permitia. Mantive a expressão séria, os observando ao lado da porta.
— Me desculpe, senhor, mas, qual é exatamente o problema? — Disse.
— O problema senhorita, é simples. — Ele passou a mão na testa — Ahhhh, explique, Charlie! — John era um mala, que saco. Eu sou obrigada a saber tudo agora?
— Conseguimos a publicidade da linha de cuecas da Calvin Klein, que é com certeza o maior projeto até agora, e que nos trará um prestígio imenso! — Ele falava virado pra mim, com as mãos nos bolsos — E com quase tudo pronto, nossa querida fotógrafa Marta não poderá fazer a sessão de fotos com o garoto propaganda amanhã, está internada.
— Mas o que houve com ela? — Perguntei preocupada. — E Jaden, a substituta?
— Ela bateu com o carro! Deveria ser proibido ter mulheres no trânsito, mas enfim, não me importo! — John exasperou. Homem babaca.
— E Jaden está na casa dos pais no Canadá. Mesmo que quisesse, não conseguiria estar aqui amanhã de manhã.
— Flyers, comerciais, layouts e tudo mais pronto, a sessão de fotos externa também já foi feita, só faltando a sessão de fotos interna, no estúdio... Não temos fotógrafos... — Ia murmurando minha linha de raciocínio quando fui interrompida por aquele careca.
— É, é, é, estamos a ponto de perder a chance das nossas vidas, de ver essa empresa liderando o mercado da publicidade... Que parte você não entendeu? — Apenas assenti, ele que entendesse aquilo como quisesse. — Mas eu vou confiar na minha excelente equipe! Charlie e Katherine, vocês precisam arranjar um jeito! Contratem uma nova fotógrafa, tirem Marta do hospital, não sei. Mas eu sei que vocês darão um jeito.
— Isso, isso... Kate, por favor, ligue para os melhores fotógrafos da cidade, o trabalho precisa ficar bom. — Tirei meu bloco de anotações e uma caneta da bolsa que ainda pendia em meu ombro, começando a anotar.
— Não podemos distrair no custo também! — John acrescentou, enquanto observava Charlie andar de um lado para o outro.
Ainda parada perto da porta, parei de anotar e encarei meus dois chefes.
— Eu poderia dar uma sugestão? — Charlie parou de andar e me olhou, autorizando silenciosamente que eu falasse. — A , do design gráfico, é fotógrafa. Ela tá até fazendo faculdade e...
— Não sei, não podemos arriscar! — Charlie me olhou enfezado, tentando arranjar alguma desculpa.
— Porém a sessão é para amanhã, arranjar algum fotógrafo bom de verdade em um intervalo de tempo tão curto sairia BEM caro. E não podemos ter custos grandes porque já foi muito caro toda a produção. O Paul D'lemarck, por exemplo, cobra três mil dólares por hora, e ele nem é tão famoso assim, sem contar de que sua agenda está lotada pelos próximos três meses. — Argumentei, tendo total atenção de John. Quando o assunto era dinheiro, ele era o que mais se interessava; ainda mais quando era pra lhe TIRAR dinheiro. — Se for pra arranjar alguém confiável, é ela, que pode ter o salário descontado se algo der errado ou houver reclamações. — Touché. Venci.
— O que acha, Charlie? — John o olhou, com a expressão mais calma. Depois de cinco segundos de tensão, ele relaxa os ombros:
— Vamos pesquisar mesmo assim, tudo bem? Se não encontrarmos nada, recrutamos a senhorita . — Gritei internamente. teria de me pagar um drink, depois dessa.
11:00am
Era a décima sexta fotógrafa para qual ligamos e já estávamos exaustos.
— Tem um casamento amanhã! — Ele disse batendo o telefone.
— Todos os disponíveis, estão caros por ser em cima da hora. Os “baratos” — fiz aspas com as mãos — estão indisponíveis... Que coisa, não?
— Temos um fotógrafo que está disponível amanhã, e ele cobra o preço que podemos pagar. — Ele sorriu, como se acabasse de vencer alguma aposta.
— cobra a metade do valor. — Disse debruçada sobre minha mesa, que ficava em uma espécie de hall, entre o escritório do diretor e do vice.
— Você realmente quer que essa pirralha faça o trabalho né?
— Não somos tão amigas, se o trabalho dela não fosse bom eu já teria parado de insistir! Vamos lá, deixe suas mágoas de lado! — Fiz beicinho, mas, juro que foi involuntário.
— Eu posso chamá-la então... — Ele sorriu, guiando seus olhos ao meu discreto decote e sorrindo maroto. — Mas apenas porque estou encantado por sua expressão pidona. Você é bem bonita, Kate. — Ele me encarava.
Então era isso, eu transava com ele em troca de um trabalho para ? Ok, éramos amigas e eu adorava sua companhia, mas, não valia a pena.
Na verdade, como eu disse, ele era bem charmoso e fazia um mês que nada rolava comigo, a noite passada foi frustrante porque meu encontro foi um desastre. Dormi na casa de um homem lindo, mas passei a noite ouvindo ele chorar pela ex-namorada e me pedir desculpas alegando que não conseguiria fazer nada comigo. Saco!
— Quer um café? — Sorri, o olhando maliciosa. Ele assentiu. Me levantei, indo para o pequeno cômodo no canto afastado do andar, um refúgio para os pouquíssimos funcionários do segundo andar tomarem um café.
Entrei e observei o local: papéis amontoados em pilhas gigantes em um canto, na parede oposta, coisas como papel higiênico, copos descartáveis, folhas novas e cartuchos de tinta. Na parede que separava as duas, e do lado oposto da porta, um bebedouro, um criado-mudo com a cafeteira em cima e um balcão ao lado. Liso e limpo, o local perfeito.
Ouvi a porta se abrir atrás de mim e ser trancada logo em seguida. Me virei, encontrando o musculoso homem me encarando, com os olhos cheios de luxúria. Andei até ele, afrouxando sua gravata e levando minha boca ao seu pescoço enquanto sentia suas mãos cravarem em minha bunda, me conduzindo ao balcão vazio. Sentei ali e ele se encaixou entre minhas pernas, tirando meu terninho e minha blusa de qualquer jeito me beijando com pressa, logo em seguida. Levou uma mão à minha nuca, fazendo carinho ali.
— Sexo rápido, e sem compromisso. — Me separei de seus lábios, arfando — E nada de sexo oral, não estou tendo privilégios o suficiente para isso!
Ele me olhou um pouco decepcionado, mas logo voltou a me beijar, tirando minha saia e em seguida sua própria calça, revelando um volume absurdo dentro de sua cueca. Sorri, percebendo que seu amiguinho ficaria ainda maior, e que aquele, era só o começo.
Estávamos apenas de roupas intimas e ele se desfazia agora de meu sutiã, começando a brincar com meus seios. Sua mão grande e áspera massageava um seio, enquanto começava a chupar o outro. Encostei a cabeça na parede atrás de mim, enquanto revezava com uma mão em seu bíceps e outra no seu cabelo meio preto, meio grisalho. Suas carícias eram deliciosas e, preciso comentar, os quarentões estão com TUDO! Sorri pra mim mesma, enquanto ele segurava firme meu quadril e distribuía beijos por todo meu colo, seios e barriga. Ergui meu corpo, sentando ereta novamente e buscando seus lábios; minha mão foi de encontro ao seu pênis, o apertando por cima da cueca. Meu Deus que homem era aquele? Kid Bengala londrino?
— Não temos muito tempo, vamos logo com isso! — Sussurrei em seu ouvido, o fazendo parar de apertar minhas coxas.
Charlie foi até o criado-mudo onde ficava a cafeteira, abrindo a gavetinha de baixo. Empurrou alguns sachês de açúcar e adoçante e enfiou a mão ao fundo da gaveta, de onde tirou uma camisinha. Safado!
Me levantei e o fiz sentar onde eu estava anteriormente. Segurei a camisinha e com a outra mão, desci a cueca com sua ajuda, pegando em seu membro já ereto e pulsante. Passei a língua por toda sua extensão, colocando-o na boca e começando a sugar, bem devagar. Em poucos segundos, fui aumentando gradualmente a velocidade, enquanto minhas mãos masturbavam seu pênis ao mesmo tempo. Era grande demais, nunca conseguiria engolir aquilo tudo. Charlie que antes tinha a cabeça jogada pra trás, se levantou, me fazendo parar.
— Como disse, temos pouco tempo. E não fico satisfeito em tão pouco tempo, Kate. — Ele disse sedutor, me sentando e abrindo minhas pernas.
Colocou a camisinha e, segurando seu membro, começou a introduzi-lo devagar em mim. Arfei, cravando minhas unhas em seus ombros quando ele colocou por completo. Começou a se movimentar devagar, provavelmente pra evitar gemidos muito altos; mordia seu ombro e beijava o local machucado em seguida, enquanto ele aumentava a velocidade.
Ele estocava sem dó, e rápido, enquanto escondia seu rosto na curva do meu pescoço para que seus gemidos saíssem abafados.
— Você é tão boa... — Ele urrava, apertando meus seios.
— Eu sei — O provoquei, jogando a cabeça pra trás. Ele começou a beijar meu pescoço e ficamos assim, trocando carícias e provocações até eu sentir que estava chegando ao meu ápice. Senti que aconteceria o mesmo com ele, já que tentava ir mais rápido ainda.
Não demorou muito e nós dois arfamos, um após o outro, suados e ofegantes.
Levantei, já procurando minhas roupas e as colocando, não dando tempo para comentários ou coisas do tipo. Me ajeitei rapidamente, saindo dali discretamente e seguindo para o banheiro, onde me arrumaria melhor. Foi rápido e bom, e eu precisava repetir de um modo mais calmo, mas não agora; Se me mostrasse interessada ele se sentiria mais e seu ego poderia explodir. teria que me pagar vários drinks, depois dessa.
12:53pm
O caminho da porta do elevador até a mesa de me pareceu longo. É como se eu estivesse andando em câmera lenta, e estranhamente eu parecia mais sexy; em meu rosto apenas um olhar confiante e um sorriso discreto.
Passei por todas aquelas mesas do primeiro andar divididas apenas por pequenas paredes com pouco mais de um metro e pessoas de frente aos seus computadores, com coisas muito mais importantes para fazer do que notar como eu estava mais... Poderosa?
Cheguei ao meu destino, me escorando ao lado de sua mesa.
— Almoço? — Sugeri e ela me olhou como se eu tivesse lido sua mente.
— Daqui a... — Olhou no relógio — 5 minutos — Sorriu fraco.
— Eu espero.
— Kate, você está diferente... — desviou seus olhos para mim, me observando com um sorriso idiota nos lábios. — Parece até que fez sexo! — Gargalhou enquanto apenas sorri, sugestiva.
Ela parou subitamente, séria.
— No restaurante eu te conto. Essa agência não é segura — Rimos, enquanto ela desligava seu computador e pegava sua bolsa. — E você me deve pelo menos umas 50 cervejas! — A Vi arregalar os olhos, sem entender. Me permiti sorrir, lembrando daquele babaca do meu chefe super bem dotado.
Um gritinho escapou por meus lábios ao apertar o botão número três do elevador. Não vou mentir e falar que não consegui dormir a noite, porque dormi feito pedra como sempre, mas, meu coração pulava de ansiedade e o sorriso de canto não saía de minha face. Eu estava em Londres, tendo a oportunidade de realizar meu sonho, e rápido, já que eu estava ali há apenas um ano. Fechei os olhos, lembrando da minha chegada à cidade a qual sonhei desde adolescente.
Aos meus quinze anos, no primeiro ano do ensino médio, eu coloquei na minha cabeça de que conseguiria realizar esse sonho, e comecei a dedicar minha adolescência aos estudos. Virei nerd, não tinha amigos, mas, o resultado veio aos dezessete, quando passei para a Universidade de Londres. Fui emancipada, e então, mandada pra cá com o pouco dinheiro que tinha. Agora estou aqui, morando em um apartamento pequeno — apesar de confortável — e me amaldiçoando todos os dias por ter arranjado um emprego do qual eu não gosto só por sobrevivência.
Mas agora, me vendo cruzar o gigante corredor do terceiro andar, eu vejo tudo mudando, as coisas começando a darem certo. E eu sei que iria. Eu sentia isso.
Adentrei no estúdio onde algumas pessoas já trabalhavam, montando os equipamentos e ajeitando o local. Coloquei minha bolsa no canto da sala, em um armário que havia ali. Andei até o tripé que se encontrava no centro daquela sala, sustentando meu objeto de trabalho. Peguei a câmera nas mãos, me familiarizando com a mesma, que era umas cem vezes mais moderna que a minha.
— ! — John apareceu no estúdio, com um sorriso no rosto.
— Bom dia, senhor. — Sorri tímida. John nunca dirigiu a palavra diretamente a mim, e agora sabia até meu nome.
— Bom, espero que esteja tudo em ordem. — Ele deu um tapinha no meu ombro. — Estamos contando com você! — Isso significava “Não foda com tudo garota, ou você pagará caro”.
— Aparentemente está tudo certo sim. E pode deixar, eu não os decepcionarei. — Disse, vendo-o acenar que sim com a cabeça e ir para qualquer outro lugar dali.
Olhei em volta novamente, parando os olhos em Kate, que entrava no estúdio sorrindo, vindo em minha direção.
— Como vai nossa linda fotógrafa? — Ela perguntou me abraçando.
— Bem nervosa. — Arregalei os olhos, fazendo-a rir. — Mas então, eu não estava trabalhando nesse projeto, estava na área de publicidade de um restaurante mexicano. Então, precisa me falar um pouco sobre os modelos, se é só as cuecas, o propósito.
— É, eu iria falar contigo sobre isso...
— Ahhh, o que vocês aprontaram pra mim, hein? — Cruzei os braços.
— Nada! Eu hein! — Ela revirou os olhos — É só que eu esqueci de te avisar que é só um modelo e...
— E? — A incentivei.
— E que o modelo é aquele cantorzinho que você encontrou outro dia e que deu em cima de você... — Kate soltou um risinho malicioso.
— Eu realmente quero dar na sua cara! Por que não me falou isso antes?! No dia em que ele esbarrou em mim?! — A encarei, séria.
— Ah sei lá! Mas vai dar tudo certo, relaxa! — Ela me deu um tapinha, saindo.
Acompanhava seu trajeto até a porta do estúdio quando meus olhos encontraram os dele. Desviei rápido, voltando a mexer na máquina fotográfica em minhas mãos.
— Hm, ahn, . — Charlie chamou minha atenção, fazendo-me virar novamente. — Este é Zayn, o modelo da campanha.
— É um prazer te conhecer, . — Zayn sorriu, com um rosto um pouco surpreso. Apenas sorri de volta, esticando a mão para um cumprimento formal.
— Bom, vamos trabalhar?! — Disse por fim, tentando inutilmente fazer o moreno parar de me encarar.
— É. Isso. — Charlie concordou, saindo dali e me deixando sozinha com Zayn.
— Sobre ontem de manhã... — Ele começou. — Eu não estava te cantando ok?!
— Claro que não estava! — Revirei os olhos.
— É sério. Eu achei que te conhecia. — Ele sorriu doce, e ok, até que ele era bonitinho. — Mas acho que me enganei.
— Tudo bem então. Vamos?! — Perguntei e Zayn concordou, me seguindo até o centro do estúdio, onde as fotografias seriam feitas. — Então... — Ri sem humor, não sabendo exatamente o que fazer.
— O maquiador já passou aquele pó esquisito na minha cara. Acho que agora é só eu trocar de roupa e tirar as fotos...
— É, era isso mesmo que eu iria sugerir. — Disse sem graça e ele riu.
Zayn foi se trocar, e eu ajeitava a câmera, ansiosa pra que tudo aquilo começasse logo.
— Pronto?! — Perguntei a ele, que se aproximava usando um roupão escuro.
— Nasci pronto. — Ele piscou, sorrindo maroto.
— Ahn, é, com licença. — Uma mulher com uma prancheta cutucou Zayn, fazendo o mesmo se virar — John está aqui.
Ela apontou pro careca que entrava apressado na sala, saindo em seguida.
— O que foi Zayn? Algum problema? — Ele olhava pra mim.
— Ei, eu não fiz nada! — Disse, ofendida.
— Sabe o que é, John?! Eu adorei o atendimento e sei que sua equipe é realmente muito boa, mas, você sabe como foi difícil pra mim, tirar as fotos externas... — Zayn fazia uma cara (falsa) de desapontado, tipo cachorrinho que caiu da mudança. — Então, queria saber se teria como eu fazer as fotos apenas com a fotógrafa.
— Eu não sei, eu... — John ia argumentar, mas foi interrompido pelo moreno.
— Olha, não precisamos de muito aqui, o lugar é ótimo! Já temos o figurino, a iluminação... Eu me sinto mais confortável assim. — Ele deu um tapinha no ombro do baixinho, que concordou. Eu realmente não sabia mais quem estava puxando o saco de quem.
John começou a expulsar todos dali, e só quando vi Zayn trancando a porta, caiu a ficha do que havia acontecido. Um nervosismo esquisito começou a tomar conta de mim ao ver o moreno se aproximando, com aquele sorrisinho cínico nos lábios.
— Então, vamos começar?! — Ele falou baixo, tirando devagar o roupão.
Finquei os pés no chão, tentando preservar o único metro de distância que nos separava, mas, apesar de conseguir me segurar para não agarrá-lo, não consegui impedir meus olhos de percorrerem o caminho feito pelo roupão - Agora já no chão.
Zayn tinha o meu tipo de corpo favorito, era magro e sexy, seu abdômen aparentava ser rígido e malhado, nada muito exagerado. A cor da sua pele era como um convite aos meus lábios, meus olhos focaram em suas tatuagens, fazendo meus dedos coçarem; eu precisava tocá-las.
Voltei a focar em seu rosto, com as bochechas levemente coradas ao perceber que ele sabia que eu o observava. Ele me encarava com aquele mesmo sorriso malicioso, seus olhos me transmitiam mistério e um calafrio percorreu meu corpo, me suplicando para que eu o agarrasse logo ou simplesmente acabasse com isso. E foi o que eu fiz, ou tentei, porque acabei só piorando.
— Coloca a branca. — Apontei com a cabeça para uma arara perto da parede, onde as cuecas da coleção estavam penduradas.
Mordi o lábio, vendo Zayn se afastar e me deixando enfim, lembrar de como se respira. Caminhei até uma mesa que havia perto das araras, encostando na mesma a fim de esperar ele se trocar.
— Essa aqui?! — Apontou pra uma box, branca e com o elástico azul marinho.
— Pode ser. — Disse, fingindo não prestar atenção, mas nós dois sabíamos que eu estava sim prestando atenção, até demais.
Ia desencostar da mesa quando Zayn inesperadamente tirou a cueca que usava, ali, na minha frente. Paralizei, sentindo aquele formigamento, não conseguindo me mexer nem lembrar de como se respirava. Ele colocou a cueca que eu havia sugerido, se virando pra mim logo depois. Achava que já estava constrangida, sem conseguir nem sequer formular uma frase, até suspirar e soltar, olhando para o chão:
— Maior do que isso só o de um ator pornô! — Zayn gargalhou, me fazendo erguer a cabeça. — Eu não falei isso alto, falei?! — Exasperei.
Merda, o quê eu havia feito? Meu rosto queimava de vergonha, vendo ele se aproximar. ALGUÉM TRAZ UM BALÃO DE OXIGÊNIO PRA MIM, POR FAVOR? Caralho por que ele tá se aproximando e fazendo essa cara sensual? Ai caralho ai caralho ai caralho...
— Você pode tocar se quiser — Ele disse bem próximo, roçando os lábios no lóbulo da minha orelha e sussurrando.
Meu corpo todo estremeceu com o ato sem tempo para recuperação. No segundo seguinte Zayn já havia me feito sentar à mesa, se encaixando entre minhas pernas e espalmando suas mãos em meu quadril para, por fim, acabar com qualquer resquício de distância que houvesse ali; Ele me beijou urgentemente, levando uma de suas mãos para minha nuca, onde apertava rudemente. Deslizei minhas mãos pelo seu abdômen, arranhado o local enquanto nossas línguas desvendavam a boca um do outro.
Eu separei um pouco o beijo, buscando por ar, mas Zayn parecia que tinha um fôlego bem maior que o meu, descendo seus beijos pelo meu queixo e pescoço. Sua nuca se tornou meu alvo, eu puxava seu cabelo e arranhava a pele dali, ele se curvou mais por cima de mim, beijando agora meu colo e acariciando meus seios por cima da blusa. Apressado, tirou minha blusa em um movimento rápido, desabotoando meu sutiã para dar o mesmo destino à minha blusa: o chão. Seus lábios tocaram meu seio esquerdo, deslizando a língua pelo mesmo, que, rígido, mostrava o quanto gostava daquela carícia. Arfei ao sentir o dedo de Zayn apertar forte meu mamilo direito, enlouquecendo com o fato de a dor ter se tornado algo ainda mais excitante. Para se redimir, o moreno passou a sugar o seio dolorido, abrindo o zíper da minha calça e tirando a peça com a mão livre; Ele se divertia com meu corpo e eu me via ali, sem reação, o deixando tomar o controle da situação, apenas me contentando com seu delicioso pescoço e arranhões em seus braços e sua nuca. Sempre gostei de ter o controle, mas por hoje, só hoje, iria me deixar levar por aquela sensação maravilhosa que era a pele de Zayn na minha. Mordi forte seu ombro ao sentir dois de seus dedos me penetrando, sem aviso; Gemi de prazer e ele de dor, tratei de beijar o local, como um delicioso pedido de desculpas. Desci meus beijos até uma de suas várias tatuagens, essa em específica me chamou a atenção, uma frase perto do ombro, beijei o local e ele sorriu, voltando a buscar meus lábios e colocando e retirando seus dedos bem devagar. Gemi em protesto, fazendo-o ir mais rápido enquanto devorava meus lábios; Seus dedos eram ágeis e se continuassem assim eu não resistiria por muito tempo.
— Zayn, por favor — Pedi suplicante, contra seus lábios.
— Peça novamente.
— Eu preciso de você... — Disse arfando, quase sem ar. — Dentro de mim. — Busquei mais um pouco de oxigênio. — Agora.
Os olhos dele pareceram reluzir ao me ouvir falar, eles transbordavam luxúria, queimavam e me devoravam, trazendo-me para aquele incêndio.
Ele tirou minha calcinha, tirando depois sua própria cueca e foi a vez dos meus olhos incendiá-lo também. Afundei meu rosto na curva de seu pescoço, me deliciando com o cheiro de loção pós-barba que ali emanava enquanto agarrava seu membro, ouvindo-o soltar um grunhido; Comecei a movimentar minhas mãos devagar, devolvendo o favor, mas Zayn não pareceu gostar muito, me olhando com reprovação.
— Você é uma garotinha muito má, . — Soltei um risinho, mordendo o lóbulo de sua orelha antes de sussurrar:
— Então me castigue.
E foi assim que eu acabei com a sanidade de Zayn Malik.
Ele segurou forte minha coxa, segurando seu pênis com a outra mão e penetrando-me de uma vez só, sem dó, retirando por inteiro novamente e fazendo isso repetidas vezes.
— Enfia isso logo! — Grunhi, impaciente. Zayn puxou meus cabelos, levantando meu rosto para encará-lo. Por um momento seu rosto tomou uma expressão divertida, achando graça de mim; Mordi os lábios, encarando nossos corpos colados e ele seguiu meu olhar, deixando o sorriso malicioso aparecer novamente. Movimentei meus quadris, como um incentivo, fazendo-o voltar seus olhos a mim.
— Não faça isso comigo, . — Ele balançou a cabeça, soltando a frase em um gemido, passei a língua pelo lábio inferior e Zayn voltou a se movimentar, mais rápido e voltando a devorar meu corpo.
Minhas mãos exploravam seus braços e abdômen, e meus lábios - quando não estavam sendo devorados pelos dele - se deliciavam com seu pescoço e ombros. Ele, por sua vez, se divertia em apertar e lamber meus seios, minhas nádegas e vez ou outra, dentre os nossos gemidos abafados por beijos, puxava deliciosamente meu cabelo na região da nuca, fazendo-me enlouquecer. Os movimentos aumentaram, e eu sentia o clímax chegar. Inclinei um pouco pra trás, agarrando forte seu braço, meus olhos foram naturalmente se fechando e aquelas deliciosas contrações cortaram meu corpo, fazendo até meus dedos do pé se flexionarem.
— Espero mais um pouco, só mais um... — Zayn não completou a frase, sua fala foi cortada por um grunhido que ele abafou na curva do meu pescoço e uma última e forte estocada; Ele havia chegado ao orgasmo também, logo depois de mim.
— Uau. — Disse após recuperar parcialmente o fôlego.
— É. — Ele concordou, indo para a lona branca onde seriam tiradas as fotos, se deitando ali e dando um tapinha no chão ao seu lado, me chamando. Obedeci, sentindo minhas pernas um pouco bambas ao tocarem o chão; Zayn riu do meu estado, fazendo-me corar, deitei ao seu lado, onde ficamos encarando o teto de gesso.
— Foi a melhor sessão de fotos que eu já fiz. — Ri junto com ele, sabendo que se alguém descobrisse eu teria pelo menos o conforto de saber que eu tive uma ótima tarde de sexo com gosto de proibido.
Levantei depois de alguns minutos em silêncio, indo até a mesa no canto da sala e procurando minhas roupas por ali. Coloquei apenas minhas roupas de baixo, jogando novamente a cueca da campanha pra ele.
— Se veste. — Ordenei, vendo-o erguer uma sobrancelha. — Anda Malik! — Ele riu, obedecendo, peguei a câmera.
— Você vai tirar foto agora? Eu estou suado! — Reclamou.
— Essa é a ideia! — Sorri. Zayn tinha a pele levemente oleosa, estava suado e seu cabelo caía por sua testa, fazendo-o parecer extremamente sexy. — Eu quero mostrar ao mundo o Badboy que você é, entendeu?! Mostrar esse teu lado sexy, algo mais real, e nada de pó na cara ou topetinho.
— Acho que saquei. — Ele riu. — Você é bem doidinha né?! Tomara que não seja sexualmente transmissível! — Ele gargalhou da própria piada, e eu ignorei, aproveitando o momento para tirar algumas fotos.
— Coloque a calça jeans que está na arara.
— Pra já! — Ele obedeceu, vendo que não havia mais espaço pra piadinhas. — Escuta, você é estranha assim mesmo? Porque a gente acabou de fazer sexo, e agora você está trabalhando, e isso é um pouco estranho. Não sei.
— Deixa de ser fresco, Zayn! — Gargalhei, vendo-o me dar um dedo do meio (ao qual eu também tirei uma foto) — Quanto mais rápido a gente acabar aqui, menores suspeitas levantamos e você pode ir para casa tomar seu banhinho e descansar!
— Se eu fizer tudo certinho, como a senhorita mandar, eu posso pegar no seu peito? — Ergueu a sobrancelha, como se negociasse o preço do mamão com o vendedor na feira.
— VOCÊ JÁ TOCOU NO MEU CORPO INTEIRO! — Exasperei, rindo. — Podemos trabalhar agora POR FAVOR?!
— Vou considerar isso um sim. — Piscou. — Vamos lá então.
Recuperei a postura, voltando-me pra máquina.
— Imagina que você está voltando da academia...
— Pode ser de uma corrida?!
— Pode... Mas imagina ok?! E daí você está andando de volta pra casa...
— Mas eu volto de carro da corrida, eu deixo perto do parque e...
— Finge Zayn, pelo amor do Deus, FINGE que você volta andando pra casa ok?! E está um calor horroroso na rua, tudo que você deseja é chegar em casa e tomar uma ducha gelada. — Ia começar a fotografar, quando novamente ele parou, erguendo a maldita sobrancelha.
— Não pode ser banheira? — Colocou o dedo no queixo.
— NÃO, NÃO PODE! BANHEIRA É COISA DE VIADO! VOCÊ VAI TOMAR UMA DUCHA PORQUE O SEXY É TOMAR BANHO NO CHUVEIRO! — Achava que estava conversando com uma criança, mas achei divertido aquilo. Estava à vontade com ele. — Agora trate de imaginar o que eu disse e agir assim, que depois eu deixo você apertar meus dois seios ok?
— Ok. — Ele finalmente me levou a sério, sorrindo, e começando a posar e fazer aquela cara que excitava qualquer mulher.
Zayn trocou de roupa mais algumas vezes, tiramos muitas fotos e rimos a maior parte do tempo. Apesar de implicar tanto comigo, ele era bem divertido e eu realmente havia gostado dele. Depois de umas três horas ali, suspirei, encaixando a câmera no tripé novamente.
— Acho que acabamos. Ótimo trabalho, Malik.
— Graças! — Ele saiu, procurando suas roupas. — E só pra constar, a minha fotógrafa só de lingerie ajudou bastante. — Piscou.
Só aí fui perceber que ainda estava de roupas íntimas! Não corei, de algum modo não senti nenhuma vergonha na frente do moreno, que já tinha visto até mais que aquilo.
Andei até ele, parando em sua frente e levantando o sutiã por alguns segundos.
— Eles são realmente muito bonitos. — Parou, coçando o queixo e analisando meus seios como se fosse uma pintura exposta em uma galeria ou algo assim.
— Anda logo. — Ele andou até mim, me olhando divertido e logo voltando a focar nos meus seios.
— Tchau amiguinhos, foi bom conhecer vocês. — Ele segurou os dois ao mesmo tempo com suas grandes mãos, provocando um pequeno arrepio em minha espinha. — Eles têm nome? — Perguntou casualmente, até porque era muito normal mesmo, dar nome aos seus seios.
Ignorei, pegando minha bolsa e dando uma última checada no espelho pra ver se estava tudo certo comigo. Ajeitei o cabelo e saí dali, indo para o andar debaixo, a sala de John, adentrei o local com Zayn atrás de mim.
— Acabaram? — Chalie, que também estava ali, nos olhou desconfiado.
— Sim. — Respondi séria, entregando a máquina a John.
— Ótimo! — John exclamou. — Vocês ficaram um bom tempo lá, então pode ir pra casa , deve estar cansada. — Pude sentir Zayn prender a respiração atrás de mim, se segurando para não rir. — Então, mr. Zayn, gostou da nossa fotógrafa temporária?! Peço novamente desculpas pela Marta, mas o acidente e...
— Tudo bem, John. — Zayn sorriu, ainda com aquele ar travesso. — Eu adorei o atendimento, tudo nessa empresa é muito bom, principalmente a fotógrafa. — Ele me olhou de canto de olho. — Ela me deixou bastante a vontade e tem umas ideias bem inovadoras. — Ele está puxando meu saco ou é impressão minha?! Se for assim irei passar a transar mais com meus clientes. Mentira.
— Tudo bem então, vamos finalizar isso e em breve você estará em vários outdoors por aí. — John apertou formalmente a mão de Zayn, fazendo o mesmo comigo. — Obrigado, .
— Eu que agradeço. — Sorri. — Bom, então vou indo... Até a amanhã.
Saí dali e após três passos, escutei a porta da sala de John se fechar.
— Ei, ! — Zayn tentou não falar muito alto, vindo até mim. Kate nos olhava da mesa dela, mas parecia que ele não havia visto ela ali. — Me dá seu número? A gente pode marcar de se ver, tomar um drink ou sei lá. — Ele abriu um sorriso gigante, fazendo-me sorrir também.
— Tudo bem. Mas você paga.
— Combinado.
E me entregou seu telefone. Anotei meu número e devolvi o aparelho pra ele, que foi embora. Dei mais três passos e sentei na cadeira de frente pra mesa de Kate. Olhei pra ela, querendo rir.
— Que sorriso maroto é esse sua doida?! — Ela arregalou os olhos, entusiasmada. — Me conta TUDO!
Continua...
Começo aqui, minha carta de desculpas.
Mentira. Massss se serve como desculpa: Tive um puta bloqueio mental e passei dias sem conseguir escrever nada. Quase repeti de ano. Também teve o fato de que eu virei beta daqui do atf e esse começo de ano foi beeeem puxado pra gente, meninas, betar dá um trabalho danado sabia?! POR ISSO, AUTORAS:: DEÊM VALOR A SUAS BETAS! AUHAUHAUHA. E ah, por último e não menos importante: Comecei a trabalhar! D: E é horrível, não quero ser responsável, não quero crescer, quero ser a Wendy do Alex, pode?! A única parte boa disso é ter meu próprio dinheiro <3 Enfim.
Bom, eu não sei o que falar, estou morrendo de vergonha por ter atrasado tanto 3 Desculpa e eu estou aqui de *joelhos* prometendo que não irei atrasar novamente ok?! Então, comentem que eu só consegui escrever quando entrei aqui na página da fanfic e li >todos< os comentários de vocês, vocês são umas lindas, sério. Obrigada por quem foi lá falar comigo no twitter também, prometo não deixar lá abandonado. (@disguisedgirlxx)
Uma guria me perguntou se a menina principal ficaria com o Zayn ou o Harry, e, a resposta é:: Hazza. PORÉM, ele demora um tiquinho pra entrar na vida dela, então, muita coisa ainda irá rolar em A Garota Da Varanda, por isso, NÃO ME ABANDONEM OK?! <3
Posso dar uma dica pra vocês?! Quando forem escrever uma fanfic restrita, se certifiquem de que você sabe escrever cenas restritas. Eu inventei de fazer essa fanfic e esqueci do pequeno fato DE QUE EU NUNCA ESCREVI UMA CENA RESTRITA! AUHAUHAUHAUHA E descobri também que ser viciada em fanfics restritas não é o suficiente. :I ENTÃO DIGAM SE GOSTARAM DA CENA, O QUE EU PRECISO MUDAR, VAMOS LÁ SUAS LINDAS, QUERO OPNIÕES <3
xx, DG